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Operações Farmacêuticas Pesagem: •Balanças ordinárias: sensibilidade de 0,1 g •Balanças de precisão (analítica): sensibilidade de 0,1 mg Medição de volumes de líquidos: •Pipetas: medições rigorosas •Medições de volumes fixos (Pipetas volumétricas) •Medições de volumes variáveis (Pipetas graduadas) •Micropipetas Provetas e Cálices graduados: menor rigor nas medidas Operações Farmacêuticas •Balões volumétricos: Preparo de soluções de concentração rigorosa. •Medição de doses de medicamentos: V m d Onde, d = densidade m = massa V = volume Volume (mL) Peso (g) Medida Água Xarope Óleo Colher de café 5 5 6,5 4,5-4,75 Colher de sobremesa 10 10 13 9-9,5 Colher de sopa 15 15 20 13,5-13,75 Cálice de licor 30 30 39 27 Copo de água 150 150 195 135 Copo de vinho 70 70 91 63 •Relação entre peso e volume: Operações Farmacêuticas Propriamente ditas •Transformação de um fármaco em uma forma farmacêutica (FF). •Operações Mecânicas e Operações Físicas: Operações físicas: alteram o estado físico da droga Operações mecânicas: modificam o aspecto exterior das drogas sem alterar o estado físico ou constituição química. Subdividem em: Operações de separação: Triagem ou monda e tamisação Decantação, centrifugação, filtração, flotação. Operações de divisão: Divisão grosseira e pulverização Emulsificação Operações Mecânicas de Separação •Separação de corpos sólidos: •Triagem ou monda: Separação de partes inertes ou alteadas de drogas •Manual: separação de flores, frutos, caule, cascas. •Por crivo: retirada de terra aderida a raízes. Crivo ou tamis de arame. •Por ventilação: eliminação de partículas leves - ventiladores •Por lavagem •Tamisação:separação e calibração de partículas sólidas •Estabelecem a tenuidade dos pós •Classificação de tamises: dlM M = unidade constitutiva do tecido l = lúmen d + diâmetro dos fios Operações Mecânicas de Separação •Separação de sólidos de líquidos ou de líquidos imiscíveis: •Decantação: visa a separação de um líquido sobrenadante de um sólido ou de um líquido. •Pré-requisitos Separação de sólidos de líquidos: deposição prévia do sólido. Separação de líquidos imiscíveis: formação de interface. Operações Mecânicas de Separação •Centrifugação: separação às custas da força centrífuga de duas ou mais substâncias de densidades diferentes. •Objetivos: Isolamento de um sólido Obtenção de líquido límpido Operações Mecânicas de Separação •Filtração: separação de partículas sólidas em suspensão em um líquido por efeito de pressão sobre superfície porosa. Sistema sólido-líquido Filtração (ΔP):líquido atravessa o filtro Partículas maiores retidas = formação de camada sobre a superfície do filtro Septo filtrante = filtro + camada de partículas Passagem do líquido através do septo = isolamento dos sólidos e calrificação da solução Objetivos: isolamento e aproveitamento de sólidos em suspensão em um líquido. Obtenção de soluções límpidas ou clarificadas. A viscosidade do líquido é o fator que mais influencia a velocidade de filtração. Profa. Carla Holandino – Operações Farmacêuticas/Teoria da Filtração – Farmacotécnica I TEORIA DA FILTRAÇÃO Fatores que influenciam a velocidade de filtração: Q = S x P x B0 x e Onde: Q = débito da filtração S = superfície útil de filtração P = pressão diferencial B0 = permeabilidade do meio filtrante = viscosidade do líquido e = espessura da camada filtrante Profa. Carla Holandino – Operações Farmacêuticas/Teoria da Filtração – Farmacotécnica I Regras empíricas que garantem uma boa filtração por gravidade: 1- Ao colocar um filtro num funil adaptá-lo corretamente as paredes do funil, umedecendo o filtro com o solvente da solução; 2- Adaptar o filtro no funil de modo que a extremidade final penetre na haste do funil; 3- Ao verter o líquido a filtrar este deve ser dirigido contra as paredes do funil, com o auxílio de um bastão de vidro, lentamente; 4- O papel deve ser cortado com dimensões proporcionais ao funil; 5- Se o recipiente em que se recebe o filtrado é de pequena capacidade, a ponta do funil deve encostar à parede daquele, evitando-se, deste modo, que a sua queda livre provoque salpicos; 6- Ao fazer uma filtração para um frasco de gargalo estreito, em que se apóia o funil sobre a respectiva boca, é necessário deixar um espaço entre o funil e o frasco, para permitir a saída do ar. Operações Mecânicas de Separação •Materiais filtrantes: •Devem ser inertes; •Devem sofrer o mínimo de alterações quando em contato com líquidos •Devem deixar passar o máximo de líquido e reter os sólidos em suspensão. •Principais materiais: •Papel •Formas: circular e folha quadrada •Porosidade: poros largos = papéis grossos = filtrações mais rápidas. •Tecidos •Meios filtrantes rígidos = alumina, sílica, carvão, vidro poroso, membranas de celulose. Operações Mecânicas de Divisão •Adjuvantes de filtração: •Substância inerte cuja finalidade é aumentar a velocidade de filtração e o grau de clarificação da solução. •Agem formando uma estrutura rígida em forma de rede, indeformável, resistente, porosa e bastante permeável sobre a placa filtrante. •Características: Capaz de formar rede porosa indeformável Capaz de reter partículas Manter-se em suspensão Livre de impurezas Não reagir Ser anidro Exemplos: Sílica de diatomáceas (celite) Carvão Talco •Regras para uma boa filtração. Operações Mecânicas de Separação •Divisão grosseira: etapa preliminar •Métodos: •Secção: divisão de um material em pequenos fragmentos – uso de instrumentos cortantes •Contusão: redução de corpos sólidos a fragmentos de dimensões desiguais e relativamente pequenas – choques repetidos. •Granulação: transformação de materiais brutos em grânulos. •Divisão de sólidos (cominuição; pulverização): •Redução mecânica de corpos a partículas ou fragmentos de pequenas dimensões •Facilita a administração de fármacos e drogas de origem vegetal. •Obtenção de misturas homogêneas de certos fármacos sob a forma de pós. •Aumento de superfície – facilita a cedência de princípios ativos •Facilidade na absorção •Facilidade de dissolução •Rasuração: atrito contra superfície áspera – lima ou raspador – operação reservada a substâncias de grande dureza. Operações Mecânicas de Separação • Etapas da pulverização: Operações preliminres: preparação da substância para ser reduzida a pó. 1. Triagem ou monda: separação de partes inúteis ou estranhas. 2. Divisão grosseira: escolha do método dependendo do produto. 3. Secagem: presença de água dificulta a desagregação. Métodos de secagem: ao ar, em atmosfera seca e arejada Em estufas, entre 40-45 ºC Em dessecadores, à temperatura ambiente. Estabilização: inativação de enzimas. Por precipitação em soluções salinas concentradas Por aquecimento(60 ºC) – calor úmido ou seco. Operações Mecânicas de Separação • Etapas da pulverização: Operação principal ou pulverização propriamente dita: Pulverização em almofariz: pequenas quantidades. Pulverização por moinhos: escala maior. Moinho manual Moinho de bolas, facas, micronizadores. Pulverização por intermédio:Aplicado a substâncias não pulverizáveis. Sólidos: açúcar (para baunilha) Líquidos (levigação): álcool (para cânfora), azeite (espermacete), água (fósforo) Gasoso: para voláteis. Fricção: subtâncias que tendem a aglomerar (uso de tamiz invertido). Porfirização. placa de pórfiro e muleta Profa. Carla Holandino – Medicamento, Remédio e Receita – Farmacotécnica I Bibliografia consultada: 1- Prista et al., 1995. Tecnologia Farmacêutica, Vol I. 2- Ansel et al., 2007. Formas Farmacêuticas e Sistemas de Liberação de Fármacos. 3- Le Hir. 1997. Noções de Farmácia Galênica, 6a. Ed., Terceira parte: pgs 137- 200. Ed. Andrei LTDA.