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29/11/2023
1
TEC. MEDICAMENTOS
PROFA. DRA. MALU REIS
2023.2
GRANULADOS
 Preparações sólidas destinadas administração via oral. São aglomerados
obtidos a partir de pequenas partículas de pó.
 Possuem formato esférico e irregular.
 Apresentam tamanho de 2 a 4,5 mm (tamis 4 a 12), embora pos sam ser
preparados em vários outro s tamanhos
2
É o processo através do qual partículas em pó são conduzidas a se aderirem
umas às outras para formar entidades multiparticuladas grandes
denominadasgrânulos.
GRANULAÇÃO
 Melhor homogeneidade. 
 Maior densidade. 
 Facilidade superior de escoamento. 
 Maior reprodutibilidade em medição volumétrica. 
 Maior compressibilidade. 
 Resistência mecânica superior a do pó. 
 Permite associação de flavorizantes, corantes e outros adjuvantes. 
RAZÕES PARA GRANULAÇÃO
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MÉTODOS DE PREPARAÇÃO 
GRANULADOS
MÉTODOS DE PREPARAÇÃO GRANULADOS
FUSÃO GRANULAÇÃO – VIA SECA GRANULAÇÃO – ÚMIDA
Calibração
Mistura dos pós
Compactação
Granulação
Mistura dos pós
Umectação
Secagem
Calibração
6
MÉTODOS DE PREPARAÇÃO GRANULADOS
MÉTODO SECO
6
PESAGEM
MISTURA
GRANULAÇÃO DA MASSA
SECAGEM
CALIBRAÇÃO
1
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5
Nessa metodologia, o agente efetor é a pressão, que origina uma densificação 
do leito pulvéreo. 
MÉTODOS DE PREPARAÇÃO GRANULADOS
MÉTODO Á SECO
São feitos comprimidos grandes (conhecidos como 
compactos) em máquinas de comprimir resistentes 
(processo de compactação). 
O pó é pressionado entre dois rolos, produzindo 
uma lâmina de material pulvéreo.
(material granulado) (Obter tamanho 
desejado) 
Granulação por prensagem /compressão Compactação em rolo
Pode ser de duas 
formas: 
Fármaco
+
Excipientes
Mistura Compactação Moagem TamisaçãoTamisação
MÉTODOS DE PREPARAÇÃO GRANULADOS
MÉTODO Á SECO
Fármaco
+
Excipientes
(Material granulado)
Tamanho variado 
(Material fino com tamanho não desejado) 
Mistura Compactação Moagem Tamisação
(Tamanho 
desejado) 
(grânulos com tamanho padronizado) 
Produto da compactação:
Prensagem Compactação em rolos
Tamisação
Moinho de martelo
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MÉTODOS DE PREPARAÇÃO GRANULADOS
EQUIPAMENTOS
Granulação por prensagem
Compacto 
MÉTODOS DE PREPARAÇÃO GRANULADOS
EQUIPAMENTOS
Compactação por rolo
A mistura de pós é comprimida entre dois rolos para produzir uma folha laminada de 
material (escamas) ou formando briquetes .
Adição do líquido de granulação: 
Água, etanol ou isopropanol
Granulação via úmida
Fármaco
+ 
Excipientes
(Pós)
Tamisação
dos pós
Calibração
(Tamisação)
Obtenção de 
grânulos secos de 
tamanhos variados 
Misturador em V
Método tradicional 
Mistura dos pós Agregação (Malaxagem)
Secagem
Obtenção de uma massa 
úmida
Tamisação
Obtenção de grânulos 
úmidos de tamanhos 
variados
Obtenção de grânulos secos de tamanhos 
padronizados
MÉTODOS DE PREPARAÇÃO GRANULADOS
Método tradicional 
Granulação via úmida
MÉTODOS DE PREPARAÇÃO GRANULADOS
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Desvantagens desse processo tradicional de granulação:
• Tempo longo para obtenção do produto final, 
• Necessidade de vários tipos de equipamentos e ferramentas, 
• Excessiva perda de massa gerada durante as transferências de fases 
do procedimento 
Método tradicional 
Granulação via úmida
MÉTODOS DE PREPARAÇÃO GRANULADOS
Granuladores de cisalhamento
Misturador planetário 
Equipamentos para granulação: via úmida
Misturadores / granuladores de alta velocidade
Uma cuba (recipiente) que possui um eixo central
rotativo, que providencia a agitação central da massa
e, na lateral da cuba, um ou mais pequenos
agitadores (com três lâminas ou mais) que imprimem
uma agitação muito intensa
A grande vantagem desse método é que a
homogeneização de pós, adição de líquido e a
granulação da massa são realizadas em poucos
minutos e dentro de um único equipamento.
Equipamentos para granulação: via úmida
Homogeneização dos pós (altas rotações)
Líquido é injetado, dentro do equipamento 
Dispersão do líquido dentro da massa seca 
O agitador lateral é acionado quando o material
se torna úmido e sua função é desagregar essa
massa úmida para a formação de uma massa
granulada .
Quando a faixa granulométrica desejada é 
atingida, interrompe-se o processo e o produto 
é descarregado diretamente em uma peneira 
Misturadores / granuladores de alta velocidade
Equipamentos para granulação: via úmida
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A massa deve estar
suficientemente úmida para
formar grânulos quando
tamisados.
Se a massa estiver seca
demais Pó;
Se a massa estiver úmida
demais  Formação de
cordas de material.
Granulador rotatório
Misturadores / granuladores de alta velocidade
Equipamentos para granulação: via úmida
Misturadores / granuladores de alta velocidade
Equipamentos para granulação: via úmida
Granuladores de leito fluidizado
• As partículas de pó são injetadas no
equipamento através de um fluxo de ar, ao
mesmo tempo que o líquido, geralmente com
aditivos, é borrifado diretamente no fluxo de
pós, conforme desenho esquemático abaixo.
• Ar aquecido e filtrado é soprado e
succionado dentro do equipamento para
favorecer a homogeneização das diversas
partículas de pós. Essa fluidização é um dos
melhores sistemas de homogeneização de
pós secos.
Equipamentos para granulação: via úmida
• Então, o líquido é aspergido (em forma de spray) por cima da
massa de pós.
• Uma determinada quantidade de líquido é aspergida para
produzir grânulos de tamanhos exigidos. Quando a faixa
granulométrica desejada é alcançada, o spray é desligado mas
a fluidização do meio continua com ar quente para
proporcionar a secagem dos grânulos.
• O custo de aquisição do equipamento é inicialmente caro e
necessita de otimização dos parâmetros do processo.
Granuladores de leito fluidizado
Equipamentos para granulação: via úmida
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O produto granulado seco é
obtido a partir de uma solução
ou suspensão em vez de
partículas pulvéreas primárias.
A solução ou suspensão pode ser
constituída somente pelo
fármaco, por um único adjuvante
ou por uma formulação
completa.
Vantagens x Desvantagens
Secagem por aspersão
Equipamentos para granulação: via úmida
GRÂNULOS PRÉ-COMPACTADO - formação ligações simples
durante a compactação.
GRÂNULOS – MASSA ÚMIDA: as partículas intactas do IFA
mantêm-se unidas por uma matriz esponjosa formada pelo
aglutinante.
Efeito do método de granulação sobre 
a estrutura do grânulo
GRÂNULOS – LEITO FLUIDIZADO: semelhantes aos
anteriores, porém, são mais porosos e sua superfície é
recoberta por um filme de agente aglutinante.
SECAGEM POR ASPERSÃO: são esféricos, o núcleo pode
conter partículas ou ar.
Efeito do método de granulação sobre 
a estrutura do grânulo Mecanismos de granulação
•Forças de adesão e coesão nos filmes líquidos imóveis, 
entre as partículas pulvéreas primárias;
•Forças interfaciais nos filmes líquidos imóveis, dentro 
dos grânulos;
•Formação de pontes sólidas após a evaporação do 
solvente;
•Forças de atração entre as partículas sólidas;
• interligação mecânica.
A formação dos grânulos está relacionada a formação de ligações entre as partículas
pulvéreas que possibilitem sua adesão. Essas ligações devem ser fortes o suficiente
para prevenir a quebra do grânulo nas operações subsequentes.
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Se a quantidade de líquido adicionada ao pó for suficiente para formar uma
camada imóvel e bastante fina, haverá uma diminuição efetiva da distância
interparticular e um aumento da área de contato entre as partículas.
Forças de adesão e coesão nos filmes líquidos imóveis
A força de ligação entre as partículas seja 
maior: forças de atração de van der Waals
Mecanismos de granulação Mecanismos de granulação
Se as partículas de pós são molhadas na fase inicial, formam filmes do líquido sobre
a superfície que podem contribuir para a formação de pontes líquidas nos pontos de
contato.
Forças interfaciais nos filmes líquidos imóveis
Pendular Funicular Capilar
Mecanismos de granulaçãoCom o aumento da quantidade de líquido, algumas dessas pontes podem coalescer
originando o estado funicular.
Intermediário entre pendular e capilar
Forças interfaciais nos filmes líquidos imóveis
Pendular Funicular Capilar
Mecanismos de granulação
Com o aumento da adição de líquido e, com a malaxagem as partículas aproximam-se, sendo diminuídos
os espações vazios dentro dos grânulos.
A ligação é conseguida devido à forças interfaciais à superfície do grânulo e por uma pressão capilar
negativa no interior dos espaços cheios com líquido formando o estado capilar.
Resistência máxima doa grânulos úmidos (otimização até obter esse ponto).
Forças interfaciais nos filmes líquidos imóveis
Pendular Funicular Capilar
Mecanismos de granulação
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É importante no processo
de granulação por secagem
por aspersão de uma
suspensão.
A resistência da gotícula
depende sobretudo da
tensão superficial do líquido
utilizado.
Forças interfaciais nos filmes líquidos imóveis
Goticular
Mecanismos de granulação
Pontes sólidas 
Consolidação do aglutinante
• O solvente formará pontes líquidas e o aglutinante irá endurecer ou cristalizar durante a secagem,
formando pontes sólidas que mantém as partículas unidas.
• Ex: PVP, CMC, Amido pré-gelatinizado.
Cristalização de substâncias dissolvidas
• Durante a granulação por via úmida, o solvente utilizado para obter a massa úmida pode dissolver
parcialmente alguma das substâncias pulvéreas. Quando o granulo é seco, essa substância solidifica,
formando ligações sólidas.
Mecanismos de granulação
Fusão parcial:
Se o contato entre as partículas ocorrer sob elevadas pressões, pode ocorrer a
fusão de substâncias que apresentam baixo ponto de fusão.
Quando a pressão é diminuída, ocorre cristalização e união das partículas.
Pontes sólidas 
Mecanismos de granulação
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TIPOS DE GRANULADOS
QUANTO A FORMA
VERMICULAR ESFÉRICO
29 30
31 32
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TIPOS DE GRANULADOS
QUANTO A COMPOSIÇÃO
SACARETOS 
GRANULADOS 
GRANULADOS COM 
CHOCOLATE 
GRANULADOS 
EFERVESCENTES 
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ACONDICIONAMENTO E CONSERVAÇÃO
Recipientes multidoses (frascos, tubos), ou em doses unitárias;
Nos dois casos devem ser protegidos da umidade principalmente os efervescentes.
CÁPSULAS
CÁPSULAS
“É a forma farmacêutica sólida em que o princípio ativo e os excipientes
estão contidos em um invólucro solúvel duro ou mole, de formatos e
tamanhos variados, usualmente, contendo uma dose única do princípio
ativo” (FB, V Edição)
 Podem conter substâncias medicinais sólidas, semissólidas ou líquidas
 Destinadas principalmente ao uso oral
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 Administração de fármacos de sabor desagradável ou nauseosos;
 Invólucros facilmente digeríveis;
 Liberação rápida do fármaco após deglutição;
 Fácil deglutição: formato e elasticidade;
 Dosagem precisa;
 Fácil produção em pequena escala - simplicidade;
 Variedade de tamanhos.
VANTAGENS
 Rapidez de liberação do fármaco
 Não fracionáveis
 Sensíveis à umidade
DESVANTAGENS
HISTÓRICO
 1730 (Áustria)  cápsulas amiláceas decontato
 1833 (França) - Produção manual de cápsulas moles de
gelatina
 1846 (França) - Obtenção de cápsulas gelatinosas de encaixe 
(1ª patente)
 1872 (França) : Equipamento para produção de cápsulas amiláceas
 Cápsulas moles de gelatina - 1888 : Produção a partir de folhas de gelatina.
 1900 (EUA): Produção industrial
 1933 (EUA): Máquina de encapsulamento rotativa (Scherer) - Maior produtividade
HISTÓRICO
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MolesDuras 
As cápsulas podem ser constituídas de diferentes materiais:
 Atóxica
 Solúvel em fluidos biológicos
 Formadora de filme
 Resistente
 Duras
 Moles
CÁPSULAS
“Consiste de duas seções cilíndricas pré‐fabricadas (corpo e tampa) que se
encaixam e cujas extremidades são arredondadas” (FB, V Edição)
Corpo Tampa
Contém a formulação Fechamento da
cápsula
CÁPSULAS
CÁPSULAS DURAS
 Two‐pieces;
 Material solúvel em água quente e no fluido gástrico
 Após liberado o princípio ativo, é digerida por enzimas proteolíticas e
absorvida
1. Sólidos: Pós, granulados, pellets.
2. Líquidos: Líquidos oleosos ou princípios ativos lipossolúveis
(vitaminas)
3. Semissólidos
Utilizadas para a administração oral de :
CÁPSULAS Capacidade
Relação tamanho X Volume
A capacidade em peso da cápsula varia conforme a densidade do pó ou granulado
CÁPSULAS
41 42
43 44
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Cor
Incolores, coloridas, bicolores
Estético x Proteção
Gravação
Identificação
Axial, Radial (circular) e Opti (arco de 84°)
CÁPSULAS
CARACTERÍSTICAS
 Cápsulas normais sem sistema de travamento
 Cápsulas de corpo reto e sistema de travamento (Snap‐fit ®)
 Cápsulas com borda do corpo cônico e sistema de travamento (Coni
snap‐fit ®)
 Cápsulas com dimensões alteradas (Supro®)
CÁPSULASCÁPSULAS
CARACTERÍSTICAS
1. Cálculo da quantidade de Excipiente
 Método volumétrico
 Densidade Aparente (dap)
2. Capacidade
 Expressa em volume (mL) ou em peso (mg)
3. Conteúdo
 Principio ativo
 Diluente
 Desintegrante
 Lubrificante
CÁPSULASCÁPSULAS
ENCHIMENTO DAS CÁPSULAS DURAS
Manual Semi‐automáticoAutomático
MÉTODOS DE ENCHIMENTO 
CÁPSULAS
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47 48
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One‐piece, Softgels;
Geralmente encapsulam líquidos (suspensões, soluções ou emulsões)
Matriz de enchimento:
 Menos sensíveis a
umidade
“É a cápsula constituída de um invólucro de gelatina, de vários formatos, mais
maleável do que o das cápsulas duras” (FB, V Edição)
Polietilenoglicóis
(Hidrofílica)
Triglicerídeos de óleos 
vegetais (Lipofílica)
 Matrizes anfifílicas
Microemulsões
CÁPSULAS MOLES
CÁPSULAS
Limites para materiais de enchimento fluídos
Teor máximo de água 5 %
pH entre 2,5 e 7,5
Não podem conter compostos hidrossolúveis de baixa massa molecular ou
voláteis
Aldeídos podem, geralmente, causar ligações cruzadas
Deve fluir por gravidade a temperaturas < 35 ºC
Apresentar tixotropia
CARACTERÍSTICAS
CÁPSULAS
 Constituídas por gelatinas e glicerina ou outro poliol, e coadjuvantes
como corantes, opacificantes e conservantes
 A preparação do invólucro é simultâneo com o conteúdo
 Principalmente de domínio industrial
1. Gelatina especial
2. Plastificantes
3. Corantes
4. Conservantes
FORMAÇÃO DAS CÁPSULAS
CÁPSULAS
Cápsulas propriamente ditas
Forma mais ou menos ovóide
± 1,0 g (invólucro + conteúdo), contendo cerca de 0,5 g de substância ativa, sólida ou
líquida
Capacidade aprox. 0,5 mL
Capsulinas
Pequenas cápsulas moles de forma não‐esférica,
Contém de 0,20 a 0,25 g de princípios ativos, sólidos ou líquidos, com invólucro pesando
0,5 g
Capacidade de 0,25 mL
TIPOS DE CÁPSULAS MOLES
CÁPSULAS
49 50
51 52
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Pérolas
Pequenas cápsulas moles de forma esférica
Contém de 0,20 a 0,25 g de princípios ativos (líquidos)
Capacidade de 0,20 mL
Glóbulos
Grandes cápsulas moles
Contém quantidades de princípios medicamentosos, sólidos ou líquidos, superiores a 0,50 g
Casos especiais: 1,0; 2,0 ou 5,0 g de substâncias medicinais
TIPOS DE CÁPSULAS MOLES
CÁPSULAS
DIVERSOS FORMATOS E TAMANHOS
CÁPSULAS
DIVERSOS FORMATOS E TAMANHOS
CÁPSULAS
Preparação complexa
Inadequada para líquidos com teor
aquoso ≥ 5%
Fácil deglutição
Maior preferência pelos pacientes
Maior biodisponibilidade
Incorporação de fármacos 
empregados em altas doses e com 
baixa capacidade de compressão
Precisão no encapsulamento (± 1 a 
3%).
Vantagens
CÁPSULAS
Desvantagens
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55 56
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Desenvolvimento e preparo da formulação
Excipientes
Tipo de cápsula
Seleção do tamanho da cápsula
Dosagem
Via de administraçãoEnchimento
Limpeza e polimento
Controle da qualidade
CÁPSULAS
Etapas de Preparo
1. Excipientes
2. Diluentes
3. Absorventes/ Adsorventes
4. Agente Molhante
5. Lubrificante
6. Desintegrante
7. Dispersante
Deve ser avaliada a possibilidade de interações entre os componentes entre si e mesmo com o
invólucro utilizado, bem como a influência dosexcipientes na velocidade de
liberação/dissolução.
COMPONENTES
CÁPSULAS
Incompatível Com:
Aminoácidos, Mazindol, Anfepramona, Femproporex, Fluoxetina, Imipramina, Amitriptilina, Clomipramina, Nortriptilina, 
Sertralina, Aminofilina E Compostos Quimicamente Relacionados.
ALGUNS EXCIPIENTES...
CÁPSULAS
Lactose
 Dissacarídeo obtido do leite
 Características: Pó branco ou cristalino, inodoro, com gosto 
adocicado
 Concentração de Uso: 65 a 85%
 Contra indicada a pessoas com intolerância a lactose
 Reage com grupos amino primários -> reação de Mailard
Manitol
 Isômero do sorbitol
 Característica: pó cristalino ou granuloso, de cor
 branca e inodoro, sendo o seu poder adoçante comparado ao da glicose
 Concentração de Uso: 10 a 90%, associado ao estearato de magnésio (1 a 2%)
 Contra indicação: Criança abaixo de 12 anos
Indicado para encapsular produtos sensíveis à umidade, pois não é higroscópico
Produz complexos com metais como o ferro, alumínio e cobre
ALGUNS EXCIPIENTES...
CÁPSULAS
57 58
59 60
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Celulose microcristalina
Concentração de Uso: diluente e adsorvente (20 a 90%); Lubrificante ( 5 a 20%)
Produto muito higroscópico, não podendo ser utilizado quando os produtos forem
sensíveis à umidade
Incompatível com agentes oxidantes fortes
ALGUNS EXCIPIENTES...
CÁPSULAS
 Característica: Pó fino de coloração branca e insipido
 Concentração de uso: não há limite para o uso deste excipiente
 Produto higroscópico, devendo ser mantido em frascos bem fechado, devendo tomar cuidado quando 
os produtos forem sensíveis à umidade
 Não há descrição de incompatibilidades na literatura
ALGUNS EXCIPIENTES...
CÁPSULAS
Amido
Talco
INCOMPATÍVEL COM SAIS QUATERNÁRIOS DE AMÔNIO
 Silicato de Magnésio hidratado
Característica: Pó cristalino, branco ou branco- acinzentado, untoso, aderente a pele e 
macio ao toque
Concentração de uso: Absorvente e lubrificante (5 a 30%)
Adquirir de fornecedores idôneos -> serem facilmente contaminados. Manter os 
frascos bem fechados
ALGUNS EXCIPIENTES...
CÁPSULAS
Aerosil
INCOMPATÍVEL COM DIETILESTILBESTROL
 Sílica Coloidal Ou Dióxido De Silício Coloidal
Característica: Pó Cristalino, Branco Podendo Ou não apresentar sabor
Concentração De Uso: Absorvente E Anti-aderente Pra
 Pós Higroscópicos (0,1 A 1,0%)
Não Utilizar Em Quantidades Superiores Pois Pode Afetar A Biodisponibilidade
ALGUNS EXCIPIENTES...
CÁPSULAS
61 62
63 64
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Carboximetilcelulose
Característica: Pó granuloso, branco ou levemente amarelo, inodoro com discreto sabor
Usos: retardar o tempo de absorção do fármaco, por
aumentar o tempo de desintegração
Produto higroscópico, devendo ser armazenado em recipientes hermeticamente fechados.
Incompatível com Goma Xantana, Ácidos Fortes, Sais de Ferro, alumínio e zinco, entre outros
ALGUNS EXCIPIENTES...
CÁPSULAS
Lauril sulfato de sódio
 Característica: Pó cristalino de coloração branca, creme ou amarelo pálido, de
sabor amargo
 Concentração e Uso: Lubrificante e Molhante (1 a 2%)
 Por ser um tensoativo de HLB alto, facilita a dissolução de fármacos lipossolúveis
Incompatível com Sais alcaloídicos (atropina, beladona, hiosciamina, escopolamina, quina, quinina,
sulfato de quinidina, ipeca, codeína, iombina, vinca, vincamina, reserpina, ergotamina, ergometrina,
ergonovina, diidroergotamina, metisergida, pilocarpina, efedrina, pseudoefedrina, colchicina, cafeina,
teofilina, etc); sais de chumbo e de potássico. Produtos quaternários (Carga positiva)
ALGUNS EXCIPIENTES...
CÁPSULAS
COMPRIMIDOS
COMPRIMIDOS
São preparações sólidas obtidas por aglomeração/aglutinação sobre
pressão de um ou vários princípios ativos, adicionados ou não de
excipientes
68Representam cerca de 80% dos medicamentos comercializados
65 66
67 68
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VANTAGENS
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• Precisão de dosagem e variação mínima de conteúdo,
• Menor custo de produção em escala industrial,
• Fácil identificação;
• Fácil deglutição;
• Perfis de dissolução especiais;
• Maior produção em grande escala;
• Maior estabilidade
DESVANTAGENS
70
• Problemas de biodisponibilidade - PA’s pouco
solúveis, de baixas absorção e permeabilidade;
• Fármacos que apresentam liberação irregular;
• Pobre compressibilidade dos pós;
• Fármacos de sabor amargo, cheiro desagradável –
encapsulamento pode representar uma solução mais
simples
TIPOS DE COMPRIMIDOS
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REQUISITOS DE UMA BOA 
COMPRESSÃO
72
1. Bom fluxo;
2. Boa densidade;
3. Boa capacidade de adesão e coesão;
4. Boas características cristalinas;
5. Características físico‐químicas
adequadas
69 70
71 72
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COMPRESSÃO
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Matrizes e punções  peças fundamentais no processo de
compressão
Forma, peso, tamanho e espessura dos comprimidos
COMPRESSÃO
74Forma, peso, tamanho e espessura dos comprimidos
1. Face chata lisa
2. Face chata chafrada
3. Côncavo raso rasa
4. Côncavo padrão
5. Côncavo fundo
6. Côncavo extra
Formatos dos punções que determinam a forma dos comprimidos.
75Forma, peso, tamanho e espessura dos comprimidos 76Forma, peso, tamanho e espessura dos comprimidos
73 74
75 76
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PROCESSO DE COMPRESSÃO
77Forma, peso, tamanho e espessura dos comprimidos
PROCESSO DE COMPRESSÃO
78
Máquina compressora de punção
único (máquinas excêntricas ou
alternativas)
1. Um único punção e uma única
matriz;
2. Rendimento de 200
comprimidos por minuto;
3. Produção em pequena escala
(estudos de desenvolvimento de
formulações e estudos clínicos)
PROCESSO DE COMPRESSÃO
79
1. Máquinas compressoras rotativas:
2. Várias matrizes e jogos de punções, variando de 3 a 60 ou mais para
máquinas maiores;
3. 10 mil comprimidos por minuto;
4. Produção em grande escala
Máquinas compressoras rotativas
77 78
79 80
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Máquinas compressoras rotativas Máquinas compressoras hidráulicas 
computadorizadas
1. A movimentação dos punções pode ser controlada e
modificada;
2. Investigação da sensibilidade de fármacos a
variações;
3. “Simulador”
4. Utilizado principalmente na pesquisa
Componentes dos comprimidos
Princípios Ativos
Diluentes ‐ Lactose, Celulose (microcristalina), Amido
Aglutinantes‐ Amido, sacarose, gelatina, PVP
Desintegrantes ou desagregantes ‐ Adição intragranular 
e extragranular
Lubrificantes, antiaderentes e deslizantes‐ Talco, 
Estearato de magnésio, Aerosil
Corantes, aromatizantes e edulcorantes
“Blends”‐ mistura pronta de excipientes Ex.: Celulose e
Estearato
Facilitam a aglomeração dos pós em grânulos, por melhorar
a adesão
Podem ser adicionados na forma seca ou
dissolvidos/dispersos no líquido de aglutinação (água, etanol,
etc)
Alguns dos aglutinantes oficias : ácido algínico, goma acácia,
goma guar, gelatina, povidona, copovidona, glicose líquida,
xarope simples, amido (goma), maltodextrina
Aglutinantes
81 82
83 84
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Função : dar volume adequado ao comprimido
Diversos tipos:
Solúveis : lactose, sorbitol, manitol;
Insolúveis : talco, fosfato de calcio;
Hidrofílicos : celulose microcristalina, amido;
Mistos : obtidos pela mistura de diluentes (hidrofílicos, solúveis
e insolúveis como, por exemplo, amido + lactose)
DILUENTES
Comprimidos Obtidos Via Compressão Direta
Vantagens
Intervenção reduzida de operadores
Processo executado a seco
Diminuiçãode fases durante o processo
COMPRIMIDOS CONVENCIONAIS
Comprimidos Obtidos Via Compressão Direta
Desvantagens
Diminuição da uniformidade de conteúdo do 
fármaco, caso exista diferenças de tamanho de 
partículas,
Fármacos de elevada dosagem
COMPRIMIDOS CONVENCIONAIS
•Comprimidos Obtidos por Granulação Via Úmida
Vantagens
Dispersão e distribuição da droga mais uniforme
Desvantagens
Custo elevado, complexo e demorado;
Maior espaço físico, muitos equipamentos;
Menor estabilidade de fármacos sensíveis à
umidade e ao calor;
COMPRIMIDOS CONVENCIONAIS
85 86
87 88
29/11/2023
23
Comprimidos com várias camadas
As camadas vão se adicionandoe sendo levemente 
comprimidas até a última e mais severa compressão
▪Ex: Coristina D
COMPRIMIDOS MULTI-CAMADAS COMPRIMIDOS MULTI-CAMADAS
Vantagens do revestimento:
Mascarar sabor desagradável de certos fármacos;
Conferir proteção física e química ao fármaco;
Controlar a liberação dos fármacos;
COMPRIMIDOS REVESTIDOS
Tipos de revestimento:
Revestimento peliculado;
Revestimento com açúcar ou drageamento;
COMPRIMIDOS REVESTIDOS - POR 
PELÍCULAS
Revestimento Pelicular (Film Coating)
Constituição do Filme
a) Polímeros – Gastro‐solúveis ou Gastro‐resistentes
b) Plastificantes
c) Solventes (Aquosos,Orgânicos e Hidro‐alcoólico)
d) Corantes
89 90
91 92
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COMPRIMIDOS REVESTIDOS - POR 
PELÍCULAS
Polímeros Gastro‐solúveis
1.Hidroxipropilmetilcelulose (HPMC);
2.Etilcelulose;
3.Povidona;
4.Polietilenoglicóis(PEGs)
5.Carboximetilcelulose
6.Ácido Acrílico;
COMPRIMIDOS REVESTIDOS - POR 
PELÍCULAS
Polímeros Gastro‐ resistentes
1.Acetoftalato de Celulose (CAP);
2.Acetoftalato de Povinilo (PVAP) ‐ Opadry‐enteric OY ‐ P
Type;
3.Polímeros acrílicos ‐ Acryl‐ EZE ou Eudragit L100‐55;
4.Ftalato de hidroxipropilmetilcelulose (HPMC)
COMPRIMIDOS REVESTIDOS - POR 
PELÍCULAS
Leito fluido Sistema Hi-Coater
Tecnologia de Obtenção:
COMPRIMIDOS REVESTIDOS - POR 
PELÍCULAS
Sistema Hi-Coater
Tecnologia de Obtenção:
93 94
95 96
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COMPRIMIDOS REVESTIDOS - POR 
PELÍCULAS
Tecnologia de Obtenção:
Leito fluido
COMPRIMIDOS REVESTIDOS COM AÇÚCAR
- Drágeas
Tecnologia de Obtenção:
‣Etapas
Impermeabilização ou selamento (Verniz);
Sub‐revestimento (carbonato de cálcio ou talco);
Alisamento e arredondamento (Xarope de açúcar
espesso);
Acabamento e coloração (Xarope diluído contendo
corante);
Polimento (Lona com cera de carnaúba ou abelha)
COMPRIMIDOS REVESTIDOS COM AÇÚCAR
- Drágeas
Tecnologia de Obtenção:
Controle de qualidade
1. Peso médio
2. Dureza
3. Friabilidade
4. Desintegração
5. Teor
6. Dissolução
7. Uniformidade de conteúdo
8. Uniformidade de Peso
9. Umidade
97 98
99 100
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26
TEC. MEDICAMENTOS
PROFA. DRA. MALU REIS
2023.2
101

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