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Faculdade de Farmácia · Tecnologia Farmacêutica
A u l a · M ó d u l o I I I
02
· G r a d u a ç ã o a v a n ç a d a
F o r m a s f a r m a c ê u t i c a s l í q u i d a s — e x t r a ç ã o e v e í c u l o
Soluções
hidroalcoólicas
Tinturas · Elixires · Espíritos · Alcoolatos
Da farmacopeia ao banco da farmácia magistral —
definições, técnicas, alcoometria e controle de qualidade.
D i s c i p l i n a · T e c n o l o g i a F a r m a c ê u t i c a 0 1 · 4 2
Soluções hidroalcoólicas
R o t e i r o d a a u l a
Agenda
120 minutos divididos em seis blocos temáticos, com 
pausas curtas entre blocos e dois exercícios práticos 
no final.
120 MIN
duração total · 42 slides
T e c n o l o g i a F a r m a c ê u t i c a 0 2 · 4 2
01
00 — 15 min
Fundamentos físico-químicos
Etanol como solvente · mecanismo de extração · contração de volume
5 s l id es
02 15 — 45 min
Definições farmacopeicas
Tinturas · alcoolaturas · elixires · espíritos · alcoolatos
1 1 s l i d es
03
45 — 65 min
Alcoometria & cálculos
°GL × °INPM · tabela alcoométrica · correção de temperatura
6 s l id es
04
65 — 90 min
Técnicas de preparo
Maceração · percolação · álcool 70 % · álcool gel
6 s l id es
05 90 — 105 min
min
Qualidade & regulação
CQ · estabilidade · ANVISA RDC 691/2022 · Farmacopeia Brasileira VI
5 s l id es
06 105 — 120 min
min
Caso clínico & exercícios
Manipulação magistral · 2 cálculos guiados · fechamento
5 s l id es
Soluções hidroalcoólicas
A p ó s e s t a a u l a v o c ê s e r á c a p a z d e
Objetivos de aprendizagem
C O N C E I T U A R
01
Diferenciar formas 
farmacêuticas hidroalcoólicas
Tinturas, elixires, espíritos, alcoolatos e 
alcoolaturas conforme definições da Farmacopeia 
Brasileira 6ª ed.
C A L C U L A R
02
Realizar cálculos 
alcoométricos
Converter °GL °INPM, corrigir leituras por 
por temperatura e calcular volumes para diluição.
diluição.
E X E C U T A R
03
Aplicar técnicas de preparo
Maceração, percolação e diluição, escolhendo a 
graduação alcoólica em função do(s) ativo(s).
R E G U L A R
04
Reconhecer marcos 
regulatórios
RDC 691/2022, Formulário Nacional e exigências 
de rotulagem, envase e conservação.
T e c n o l o g i a F a r m a c ê u t i c a 0 3 · 4 2
Bloco 01 · Fundamentos
D a a l q u i m i a a o l a b o r a t ó r i o
Por que o álcool
é veículo desde sempre?
O etanol acompanha a farmácia há mais de mil anos —
anos — primeiro como conservante natural, depois como 
como solvente seletivo para princípios ativos vegetais que a 
vegetais que a água não consegue extrair.
No Brasil contemporâneo, as soluções hidroalcoólicas continuam 
continuam vivas em três frentes: farmácia magistral (tinturas, 
(tinturas, elixires), fitoterapia e antissepsia hospitalar — esta última 
esta última recolocada no centro do debate sanitário pela pandemia 
pandemia de COVID-19.
~860 Destilação árabe do "al-kuhl"
Al-Razi e Jabir ibn Hayyan refinam a destilação; nasce o conceito de solvente espirituoso para extrair essências medicinais.
1500 Paracelso & a doutrina das tinturas
Sistematização das tincturae como extratos hidroalcoólicos padronizados na materia medica europeia.
1824 Gay-Lussac & a alcoometria
A escala centesimal volumétrica torna possível padronizar a graduação alcoólica de bebidas e fármacos.
1929 1ª Farmacopeia Brasileira
Codifica oficialmente tinturas, elixires, espíritos e alcoolatos no compêndio farmacêutico nacional.
2019 · 6ª 
ed.
Farmacopeia Brasileira VI + RDC 691/2022
Atualização das monografias e nova regulação da ANVISA para álcool > 54 °GL após a pandemia.
Fontes: Farmacopeia Brasileira 6ª ed., ANVISA, 2019 · Formulário Nacional, 2ª ed., 2012.
T e c n o l o g i a F a r m a c ê u t i c a 0 4 · 4 2
Bloco 01 · Fundamentos
G r a u f a r m a c ê u t i c o ≠ g r a u d e b e b i d a
As cinco identidades
do etanol oficial
Fonte: Farmacopeia Brasileira 6ª ed., Anvisa, 2019 — IF037-00 Álcool Etílico · RDC 691/2022 ANVISA.
0 6 · 4 2
D e n o m i n a ç ã o T e o r ( v / v ) T e o r ( p / p ) D e n s i d a d e 2 0 ° C A p l i c a ç ã o t í p i c a
Álcool etílico absoluto
anidro · grau analítico
99,18% 0,789 Reações químicas, padrões analíticos
Álcool etílico (96 °GL)
monografia oficial FB
92,55 – 95,16% 0,803 – 0,808 Solvente extrator (tinturas, extratos)
Álcool 70 °GL
antisséptico clássico
62 – 63% 0,886 Antissepsia de pele e superfícies
Álcool diluído
para elixires, soluções
20 – 50% 16 – 43% 0,93 – 0,97 Veículo de elixires e xaropes alcoólicos
Álcool desnaturado
com agente repugnante
≤ 54 °GL ≤ 46% ≥ 0,91 Limpeza doméstica (exigido por RDC 691/22)
≥ 99,5%
95,1 – 96,9%
69,3 – 70,5%
Bloco 01 · Fundamentos
P o r q u e o e t a n o l e x t r a i o q u e a á g u a n ã o e x t r a i
Mecanismo
de extração
0 7 · 4 2
P o l a r · h i d r o f í l i c o
H₂O
Extrai: açúcares, glicosídeos, taninos hidrossolúveis, sais 
hidrossolúveis, sais minerais, mucilagens.
Limite: incapaz de solubilizar a fração lipofílica da droga.
A p o l a r · l i p o f í l i c o
CHCl₃
Extrai: óleos essenciais, resinas, ceras, gorduras, esteróis.
esteróis.
Limite: tóxico, residual, descartado da farmácia magistral.
A p o n t e a n f i f í l i c a
C₂H₅OH
OH polar solubiliza substâncias hidrofílicas; 
etila apolar solubiliza lipofílicas.
A g r a d u a ç ã o d i t a o q u e s a i
↑ teor de etanol → ↑ lipo licos
↓ teor de etanol → ↑ hidro licos
Bloco 01 · Fundamentos
A t r a p a ç a d o v o l u m e — p o r q u e 5 0 + 5 0 ≠ 1 0 0
Contração
de volume
Ao misturar etanol e água, as ligações de hidrogênio entre as moléculas 
moléculas da nova mistura reorganizam-se: a hidroxila do etanol forma 
etanol forma ponte com a água, e o conjunto ocupa menos volume do 
volume do que a simples soma das partes.
E x p e r i m e n t o m e n t a l
50 mL de etanol absoluto
+ 50 mL de água destilada
= 96,3 mL (não 100)
Consequência prática: medidas de volume após mistura não são aditivas. Por isso a 
Por isso a Farmacopeia recomenda preparar soluções hidroalcoólicas pelo peso dos 
peso dos componentes ou medir a graduação final por alcoometria, jamais "somar 
jamais "somar volumes" no balão.
0 8 · 4 2
M i s t u r a 1 : 1 ( v / v ) e t a n o l a b s o l u t o + á g u a
100,0 mL
S o m a t e ó r i c a
96,3 mL
V o l u m e r e a l
−3,7%
contração máxima
ocorre em ~52 % v/v
Curva de contração tabulada na Farmacopeia Brasileira VI — Anexo D (tabela alcoométrica).
Bloco 02 · Definições farmacopeicas
B l o c o 0 2 · 3 0 m i n · 1 1 s l i d e s
O que a Farmacopeia
diz exatamente —
e o que ela não diz.
Tinturas
3 0 — 9 0 ° G L
Elixires
2 0 — 5 0 % á lc o o l
Espíritos
~5 % p / V d e ar o má t ic o
Alcoolatos
p o r d es t i l aç ã o
Alcoolaturas
p l an t a f r es c a
0 9 · 4 2
Bloco 02 · Definições farmacopeicas
Á r v o r e t a x o n ô m i c a
Classificação geral
Toda solução hidroalcoólica é uma solução verdadeira (sistema monofásico) — mas se subdivide por 
subdivide por origem do princípio e técnica de obtenção.
Fonte: Formulário Nacional da Farmacopeia Brasileira, 2ª ed., 2012 · RDC 691/2022 ANVISA.
1 0 · 4 2
Tinturas
droga seca + álcool 
30–90 °GL
Alcoolaturas
planta fresca esmagada
Extratos
fluidos · moles · secos
Espíritos
aromáticos em 
álcool ~5 %
Elixires
veículo doce, 20–
50 % álc.
Álcool 70 °GL
antisséptico de pele
Álcool gel
solução coloidal ≥ 
68 % p/p
Solução hidroalcoólica
Origem vegetal (extração) Aromática (dissolução) Antisséptica (diluição)
Bloco 02 · Definições
F O R M A 0 3 D E 0 5
Elixires
o veículo doce de uso oral
Etimologia: do árabe al-iksir, derivado do grego xérion — "pó seco para tratar feridas". O termo migrou no medievo 
migrou no medievo para designar a poção universal alquímica; só séculos depois passou à acepção farmacopeica 
farmacopeica moderna de "solução doce hidroalcoólica".
Fonte: Farmacopeia Brasileira 6ª ed., Anvisa, 2019 · UNIFAL-MG, "Como utilizar corretamente as formas farmacêuticas",2022.
1 5 · 4 2
F a r m a c o p e i a B r a s i l e i r a
"Preparação farmacêutica de uso oral, líquida, límpida, hidroalcoólica, de sabor 
adocicado e agradável, apresentando teor alcoólico na faixa de 20 % a 50 %."
Preparados por dissolução simples, devem ser envasados em frascos âmbar e mantidos em local 
mantidos em local fresco, ao abrigo da luz.
Q u a n d o o e l i x i r é a f o r m a c e r t a
✓ Ativo pouco solúvel em água mas 
solúvel em álcool
✓ Necessidade de sabor agradável para 
criança/idoso
✓ Estabilidade > xarope para ativos 
hidrolisáveis
C o n t r a i n d i c a ç õ e s r e l a t i v a s
✗ Crianças90 – 96 °GL 1 : 1 (m/m) Homeopatia · fitoterapia
Elixir
elixir oral
Princípio ativo 
sintético ou natural
Dissolução simples 20 – 50 % álcool Conforme ativo Oral edulcorado
Espírito
spiritus
Substância aromática Dissolução Álc. ≥ 90 °GL ~5 % (p/V) Aromático · cosmético
Alcoolato
alcoolata
Droga aromática Maceração + destilação Álc. 60 – 90 °GL Variável Perfumaria · cosmético
Bloco 03 · Alcoometria & cálculos
B l o c o 0 3 · 2 0 m i n · 6 s l i d e s
Como medir, precisamente,
a graduação alcoólica.
Da escala criada por Gay-Lussac em 1824 à tabela alcoométrica da Farmacopeia Brasileira 6ª ed., passando pela 
diferença entre °GL e °INPM e pela correção de temperatura.
°GL
G a y - L u s s a c · v / v
mL de etanol em 100 mL de mistura
°INPM
I n s t . N a c . P e s o s e M e d i d a s · p / p
g de etanol em 100 g de mistura
d20
D e n s i d a d e r e l a t i v a
a 20 °C — referência da tabela
2 0 · 4 2
Bloco 03 · Alcoometria
A c o n f u s ã o c l á s s i c a e m p r o v a e e m f a r m á c i a
°GL vs. °INPM
G a y - L u s s a c · v o l u m é t r i c o
°GL
mL de etanol em 100 mL
de mistura hidroalcoólica
Fórmula
°GL = (Vetanol ÷ Vmistura) × 100
↳ Lido diretamente pelo alcoômetro
↳ Calibrado a 20 °C
↳ Usado em rotulagem comercial
I N P M · p o n d e r a l
°INPM
gramas de etanol em 100 g
de mistura hidroalcoólica
Fórmula
°INPM = (metanol ÷ mmistura) × 100
↳ Obtido por cálculo ou tabela
↳ Independente da temperatura
↳ Usado em rotulagem ANVISA (RDC 691)
Para o álcool 96 °GL → equivale a 92,55 °INPM | álcool 70 °GL → ≈ 62,4 °INPM | álcool absoluto → 99,5 °GL = 99,18 °INPM 2 1 · 4 2
Bloco 03 · Alcoometria
A n e x o D d a F a r m a c o p e i a B r a s i l e i r a 6 ª e d .
Tabela alcoométrica
Correção da leitura do alcoômetro pela temperatura real da amostra — recorte com as faixas usadas em farmácia 
(60 – 96 °GL aparente).
Fonte: Manual Alcoolômetro Gay-Lussac, Incoterm · Farmacopeia Brasileira 6ª ed., Anexo D · Formulário Nacional, 2ª ed., 2012.
2 2 · 4 2
T (°C) ↓ | °GL 
ap.→
10 °C 62,3 67,3 72,3 77,3 82,3 87,3 90,3 94,3 96,3 98,4
15 °C 61,3 66,3 71,3 76,3 81,3 86,3 89,3 93,3 95,3 97,3
20 °C ★ 60,0 65,0 70,0 75,0 80,0 85,0 88,0 92,0 94,0 96,0
22 °C 59,4 64,4 69,3 74,3 79,3 84,3 87,3 91,3 93,3 95,4
25 °C 58,0 63,0 68,0 73,0 78,0 83,0 86,0 90,0 92,0 94,0
28 °C 56,5 61,5 66,5 71,5 76,5 81,5 84,5 88,5 90,7 92,7
30 °C 55,2 60,3 65,3 70,3 75,3 80,3 83,3 87,3 89,5 91,5
★ Temperatura de calibração do alcoômetro
Valores em °GL real (volume centesimal corrigido)
60 65 70 75 80 85 88 92 94 96
Bloco 03 · Alcoometria
D e n s í m e t r o e s p e c i a l · e s c a l a 0 — 1 0 0 ° G L
Como ler o alcoômetro
P r o c e d i m e n t o f a r m a c o p e i c o
1 Transferir a amostra para proveta de 1000 mL · deixar em repouso até desaparecimento das bolhas.
2 Medir a temperatura com termômetro calibrado — temperatura aparente.
3 Imergir o alcoômetro previamente limpo e seco; deve flutuar livre, sem encostar nas paredes.
4 Aguardar equilíbrio · ler graduação na parte inferior do menisco — grau alcoólico aparente.
5 Corrigir pela tabela alcoométrica (Tábua da Força Real) se T ≠ 20 °C — obtém-se o grau alcoólico real.
Fonte: Farmacopeia Brasileira 6ª ed., capítulo Alcoometria · Metodologia Analítica MA-07, Liane Schneider.
2 3 · 4 2
— 100
— 90
— 80
— 60
— 50
← 70 
70 
°GL
leitura
na base
do menisco
Bloco 03 · Alcoometria
E X E M P L O 0 1 · C O R R E Ç Ã O D E T E M P E R A T U R A
Lemos 96 °GL a 25 °C — quanto temos de verdade?
R e s o l u ç ã o p a s s o a p a s s o
01 Identificar o tipo de leitura.
Leitura aparente: 96 °GL · Temperatura aparente: 25 °C — diferente dos 20 °C de calibração.
02 Consultar a Tábua da Força Real.
Localizar a coluna "25" (temperatura) e a linha "96" (leitura aparente).
03 Ler o cruzamento.
Tabela alcoométrica → 94,0 °GL real a 20 °C.
04 Interpretar.
Da diferença −2 °GL: a dilatação térmica reduziu a densidade aparente, "superestimando" 
"superestimando" o teor real. A amostra possui 94 mL de álcool absoluto em 100 mL de 
100 mL de mistura.
Exemplo adaptado de: Metodologia Analítica MA-07, Liane Schneider, Determinação do Teor Alcoólico do Álcool Etílico.
2 4 · 4 2
Enunciado. O farmacêutico mergulha o alcoômetro Gay-Lussac em uma proveta com álcool etílico hidratado. Marca 96 °GL e o 
termômetro indica 25 °C. Qual é o verdadeiro grau alcoólico da amostra a 20 °C?
R e s p o s t a
°GL
Volume centesimal real corrigido para 20 °C, conforme tabela 
conforme tabela alcoométrica.
≈ 91,3 °INPM (p/p)
Bloco 03 · Alcoometria
E X E M P L O 0 2 · D I L U I Ç Ã O D E Á L C O O L 9 6 ° G L P A R A 7 0 ° G L
Quanto de cada um para 1 L de álcool 70 °GL?
R e s u l t a d o
Álcool 96 °GL 729 mL
Água purificada 271 mL
Volume final 1000 mL
Atenção à contração: conferir o °GL final por 
alcoometria após mistura — a soma de volumes não é 
não é exata.
Exemplo aplicado: preparação de antisséptico magistral conforme Formulário Nacional, 2ª ed., 2012.
2 5 · 4 2
Enunciado. Preparar 1000 mL de álcool antisséptico a 70 °GL a partir de álcool farmacêutico 96 °GL. Qual volume de cada componente?
E q u a ç ã o d e d i l u i ç ã o ( r e g r a d o á l c o o l )
F ó r m u l a g e r a l
Vc × °GLc = Vd × °GLd
Vc = volume concentrado · Vd = volume diluído · °GLc e °GLd = graduações
Substituindo:
Vc × 96 = 1000 × 70
Vc = 70 000 ÷ 96 = 729,2 mL
Volume de água purificada: 1000 − 729,2 = 270,8 mL
Bloco 04 · Técnicas de preparo
B l o c o 0 4 · 2 5 m i n · 6 s l i d e s
Como se extrai —
e quando escolher cada método.
E s t á t i c a · t e m p o l o n g o
Maceração
Droga imersa no solvente, sem renovação. 
renovação. Indicada para ativos termolábeis e 
termolábeis e drogas que incham pouco.
D i n â m i c a · r e n o v a ç ã o c o n t í n u a
Percolação
Solvente atravessa coluna da droga gota-a-
gota-a-gota. Esgotamento mais completo, em 
completo, em menos tempo.
T é r m i c a · s o b r e f l u x o
Digestão
Maceração a 35 – 60 °C; acelera a extração 
extração mas restringida a ativos 
termoestáveis.
2 6 · 4 2
Pode formar pequeno sedimento por deposição — aceitável desde que não modifique a composição. Glicerina, propilenoglicol e PEG podem 
substituir parcialmente o etanol em misturas com água.
Bloco 04 · Técnicas — Maceração
A t é c n i c a m a i s a n t i g a — e a i n d a a m a i s u s a d a n a m a g i s t r a l
Maceração
V a r i á v e i s c r í t i c a s d o p r o c e s s o
Granulometria
tamis 22 – 60
↑ super cie de contato = ↑ extração. Pó muito fino, 
porém, dificulta a filtração e satura o solvente.
Temperatura
15 – 30 °C
Ambiente, ao abrigo da luz. Acima de 35 °C há evaporação 
significativa do etanol e risco para ativos lábeis.
Razão droga/solvente
1 : 5 / 1 : 10
Definida pela monografia ou pela potência do ativo. Drogas 
heroicas → 1 : 10. Drogas comuns → 1 : 5.
Tempo
7 – 14 dias
Até equilíbrio difusivo. Agitar 1–2 ×/dia para renovar o gradiente
de concentração no marc.
Etanol
30 – 90 °GL
Quanto mais lipofílico o ativo, maior a graduação alcoólica
do solvente.
Fonte: Sharapin, N. — Fundamentos de Tecnologia de Produtos Fitoterápicos · Farmacopeia Brasileira 6ª ed.
2 7 · 4 2
Solvente
extrator
⟶
⟵ Marc
(resíduo)
Frasco âmbar fechado · ag i t ação periódica · 7 – 1 4 d ias
Bloco 04 · Técnicas — Percolação
E x t r a ç ã o d i n â m i c a · m é t o d o - p a d r ã o p a r a e x t r a t o s f l u i d o s
Percolação
S e q u ê n c i a o p e r a t ó r i a
1 Umedecimento prévio. Pó da droga + parte do solvente, fechado por 2 h em recipiente.
2 Empacotamento. Transferir para o percolador sobre camada de algodão. Compressão 
Compressão moderada, uniforme — evitar canalizações.
3 Maceração intra-percolador. Cobrir com solvente até inundar a coluna. Fechar a torneira. 
Repouso 24 h.
4 Percolação propriamente dita. Abrir torneira · vazão ≈ 1 mL/min por 100 g de droga · 
reposição contínuade solvente no topo.
5 Esgotamento. Coletar até que o percolato sair pobre em ativo (resíduo seco mínimo).
6 Concentração & ajuste. Para extratos fluidos: ajustar a 1 g droga = 1 mL extrato. Aferir °GL.
Fonte: Farmacopeia Brasileira 6ª ed. — Generalidades, métodos de extração · Sharapin, N. — Fitoterápicos.
2 8 · 4 2
Solvente novo
novo
(álcool)
Coluna
de droga
umedecida
Percolato
(extrato fluido)
Bloco 04 · Técnicas
D a m a t é r i a - p r i m a a o f r a s c o r o t u l a d o
Fluxograma integrado
I N P U T
Droga vegetal seca
I N P U T
Fármaco sintético
I N P U T
Substância aromática
↓ ↓ ↓
Processo
Maceração ou percolação
Álcool 30–90 °GL · 7–14 dias · agitação
Processo
Dissolução simples
Em álcool diluído 20–50 % + edulcorante
Processo
Dissolução ou destilação
Álcool ≥ 90 °GL · ~5 % p/V (espírito)
↓ ↓ ↓
Output
Tintura · alcoolatura · extrato
Output
Elixir oral
Output
Espírito · alcoolato
↓ 
Etapa A
Filtração →
Etapa B
Alcoometria →
Etapa C
Envase âmbar + rótulo
Síntese a partir de Farmacopeia Brasileira 6ª ed. e Formulário Nacional 2ª ed.
2 9 · 4 2
Bloco 05 · Qualidade & regulação
B l o c o 0 5 · 1 5 m i n · 5 s l i d e s
Controle de qualidade —
os 5 ensaios obrigatórios
01
Caracteres 
organolépticos
Aspecto · cor · odor · límpidez. 
límpidez. Sem turvação, 
sedimento ou separação de 
fases.
02
Densidade relativa
d20 picnômetro ou densímetro. 
densímetro. Faixa de tolerância 
tolerância conforme monografia.
monografia.
03
Teor alcoólico
Alcoometria ou cromatografia 
cromatografia gasosa. Variação 
Variação aceita: ± 2 °GL do valor 
valor declarado.
04
Resíduo seco
% (m/v) por evaporação em 
banho-maria. Indicador indireto 
indireto de extração efetiva.
05
Ensaio microbiológico
Contagem total ≤ 10² UFC/mL · 
UFC/mL · ausência de 
patógenos. RDC 481/99.
3 2 · 4 2
Bloco 05 · Qualidade & regulação
O q u e a m e a ç a a v i d a d e p r a t e l e i r a
Estabilidade
F a t o r 1 · L u z
Fotodegradação
UV oxida flavonoides, taninos, alcaloides com cromóforos. Solução: frasco âmbar
ou recipiente opaco · armazenamento em local escuro.
F a t o r 2 · C a l o r
Evaporação do etanol
A cada 10 °C acima de 25 °C, a velocidade de degradação duplica (regra de van't 
(regra de van't Hoff). Conservar entre 15 e 30 °C.
O₂F a t o r 3 · O x i g ê n i o
Oxidação a aldeído
Etanol → acetaldeído → ácido acé co em presença de O2 e luz. Solução: tampa 
perfeitamente fechada e antioxidante (BHT).
F a t o r 4 · M i c r o b i o l ó g i c o
Crescimento microbiano
Soluções 40 °C
Fonte: Formulário Nacional, 2ª ed., 2012 · Generalidades — material de acondicionamento e conservação.
3 4 · 4 2

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