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140 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 141 
Sugerimos algumas questões para 
que os alunos troquem ideias so-
bre o texto. Conduza a conversa 
de modo que todos compreendam 
qual é a função social desse tipo 
de publicação.
Comente com eles que, atualmen-
te com a internet, muitos zines 
são publicados na mídia eletrôni-
ca e são conhecidos como e-zines, 
webzines, blogzines, zines eletrô-
nicos etc. De qualquer forma, a 
prática discursiva é a mesma: 
veicular, por meio dos recursos 
permitidos pelo uso de um blog, 
produções artísticas e musicais
e/ou divulgar informações cultu-
rais fora das instâncias comerciais.
São edições eletrônicas alterna-
tivas (undergrounds), elaboradas 
por amadores: pessoas que se reú-
nem em torno de preferências, 
interesses e/ou causas políticas 
comuns. Os e-zines apresentam 
temática cultural e artística e se 
referem, especialmente, à HQ, 
experimentações gráfi cas, bandas 
independentes, fi cção científi ca, 
poesia etc.
• P20 Relacionar a resenha de 
livro ou fi lme ao seu contexto 
de produção (interlocutores, 
fi nalidade, lugar e momento em 
que se dá a interação) e suporte 
de circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
Ela costumava ler fanzines que lhe traziam algo de especial, 
procurava neles dicas de bandas, poesias e polêmicas que 
a “encucassem”. No entanto, seu hábito de ler fanzines 
mudou por estar cada vez mais difícil encontrá-los.
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 142 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
• P20 Relacionar a resenha de 
livro ou fi lme ao seu contexto 
de produção (interlocutores, 
fi nalidade, lugar e momento em 
que se dá a interação) e suporte 
de circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
É importante conhecer os interes-
ses de seus alunos e que recursos 
usam na busca por informações 
culturais. 
Chame a atenção deles para a lin-
guagem coloquial do texto, pos-
sível pelo tipo de publicação em 
questão. Se julgar oportuno, peça 
para grifarem os termos normal-
mente usados em situações me-
nos formais (“tá em mim”, “pra 
sempre”, “pra coisas assim”, “fui 
no SESC”) e que precisariam ser 
modifi cados caso a resenha fos-
se publicada em uma revista de 
grande circulação. Proponha uma 
comparação entre as formas dos 
dois registros – coloquial e formal. 
Selene compartilha sua experiên-
cia de ter ido a um show de que 
gostou e dá a dica de um grupo 
musical – a banda sueca “El Perro 
del Mar”.
Já no primeiro parágrafo, ela fala 
da sensação de deslumbramento 
que teve ao ouvir a banda. No 
segundo, destacam-se as expres-
sões: “shows mais lindos”; “di-
fícil traduzir em palavras”; “faz 
querer chorar” (de emoção), ”dor 
Resposta pessoal
A palavra dicas refere-se a 
informações novas sobre 
bandas já conhecidas ou 
informações sobre bandas 
estreantes.
Caso os alunos se interessem 
por conhecer o trabalho da 
banda “El Perro del Mar”, há 
no YouTube um clipe com a 
música “Good Knows”, no 
qual vão reconhecer algumas 
das características da banda, 
comentadas no texto, e a 
ilustração.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 143 
bonita”; “Sarah, linda”; “encan-
tando até o mais carrancudo”; 
“duvido que alguém não derreta 
ouvindo...”; “instrumental muito 
limpo”; “aparelhagem impecável”; 
tudo “fi car mais tocante”; “som 
de baixo tão maravilhoso”.
Ela escreve no dia posterior ao 
show e a pista é “Ontem fui...” 
Chame a atenção para os verbos 
fl exionados no pretérito perfeito, 
quando a autora se refere ao show, 
e os fl exionados no presente do 
indicativo, quando se refere às ca-
racterísticas da banda e às sensa-
ções que suas músicas provocam.
O intervalo previsto entre a produ-
ção e a publicação do texto é de 
dois meses, em razão da peridio-
cidade das publicações de Selene.
Oriente-os para localizar o índice 
do jornal ou revista que consul-
tam, e nele, a seção onde podem 
encontrar resenhas. Incentive-os 
a “descobrir” algumas caracterís-
ticas do gênero: a presença da 
descrição e a avaliação dos obje-
tos resenhados.
• P20 Relacionar a resenha de 
livro ou fi lme ao seu contexto 
de produção (interlocutores, 
fi nalidade, lugar e momento em 
que se dá a interação) e suporte 
de circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P26 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna da resenha: 
informações gerais sobre a obra, 
resumo do conteúdo, julgamento 
ou apreciação do resenhador.
• P28 Examinar em textos o uso 
de tempos verbais no eixo do 
presente para reconhecer os 
eventos anteriores e posteriores 
a esse tempo (pretérito perfeito/
futuro do presente). 
Verifi que se a escola dispõe 
de jornais e revistas para o 
trabalho em sua classe. 
Peça-os, também, aos alunos.
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 144 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Esta atividade pretende apre-
sentar aos alunos as múltiplas 
temáticas de um fanzine, asso-
ciando-as ao movimento artísti-
co conhecido como contracultura, 
para, em seguida, levá-los a pen-
sar em um tema para o fanzine 
que farão. Durante essa seção, 
trabalham-se, também, algumas 
questões de composição textual, 
incentivando a pesquisa e a pro-
dução sobre o tema escolhido por 
eles e, por fi m, a elaboração de 
resenhas, como uma produção tí-
pica de fanzines.
Providencie alguns exemplares de 
fanzines impressos ou de pági-
nas e títulos de e-zines. Pode-se 
encontrá-los em algumas lojas 
de música, de história em qua-
drinhos ou especializadas em 
publicações independentes. No 
entanto, o mais comum é entrar 
em contato direto com os artis-
tas: a distribuição de fanzines, 
em geral, é caseira e feita pelos 
próprios zineiros que cobram só 
o preço do envio postal. 
Há alguns sites especializados 
em fanzines como:
www.ninafl ores.net/fanzine.htm; 
http://www.ligazine.com.br e 
http://jodil.vilabol.uol.com.br, 
onde se podem encontrar 
alguns contatos interessantes. 
Se preferir, visite alguns e-zines: 
www.zinemaquinadeescrever.
blogspot.com; http://
www.ninafl ores.net/
relicariodepalavras.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 145 
Apresentam-se, nesta atividade, 
alguns dos temas possíveis no 
universo do fanzine. Considere 
outras sugestões apontadas por 
seus alunos. Chame a atenção 
deles para o caráter cultural e de 
entretenimento dos temas, o que 
não inclui, por exemplo, escolhas 
ligadas ao esporte.
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 146 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Esta atividade objetiva auxiliar 
seus alunos na escolha do tema 
para futuras produções de rese-
nhas, mas também visa à troca, 
entre eles, de informações sobre 
diferentes práticas culturais que 
cultivam: como se relacionam 
com os bens culturais (música, 
literatura, artes, fi lmes) e suas 
preferências e opiniões. Dessa 
forma, peça que iniciem esta ati-
vidade em sala de aula; que refl i-
tam e discutam entre si sobre os 
temas escolhidos na questão 1;
que comentem os motivos que os 
levaram a escolher um tema e não 
outro; solicite que deem exemplos 
que se relacionem ao tema esco-
lhido; um fi lme a que assistiram 
e do qualgostaram muito, músi-
cas preferidas etc. Em seguida,
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 147 
oriente-os para, individualmen te, 
responder à questão 2. Por fi m, 
peça que leiam a 3 e a 4. Sugira 
que iniciem a atividade em sala e 
a concluam em casa para, na aula 
seguinte, compartilharem seus 
gostos e preferências, além de 
dar dicas culturais aos colegas.
Essas questões objetivam que o 
aluno planeje o texto que deve-
rá escrever. Trata-se de um es-
boço de resenha ainda bastante 
simples na qual devem constar 
informações básicas para situar 
os ouvintes (colegas do grupo). 
Neste caso, a produção do texto 
estará a serviço da organização 
das informações que devem ser 
transmitidas oralmente na aula 
seguinte.
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 148 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
O quadro deverá ser usado pelos 
alunos para anotarem as infor-
mações compartilhadas. Após 
o tempo de troca em grupo, 
solicite a um representante de 
cada grupo que socialize os te-
mas apresentados. Assim, toda 
a classe fi ca sabendo os interes-
ses dos colegas. Incentive-os a 
formular questões aos colegas 
que deram sugestões sobre te-
mas de seu interesse.
• P29 Comentar e justifi car 
opiniões.
• P31 Compreender criticamente 
os sentidos e a intencionalidade 
de mensagens orais veiculadas 
em comentários.
• P32 Formular perguntas a 
respeito do que ouvem, leem
ou veem.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 149 
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 150 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Ajude os alunos a compreender 
a tabela. Incentive-os a desco-
brir quantos livros são lançados, 
em média, por dia. Se conside-
rada apenas a 1a edição, temos, 
nos anos de 2007 e 2008, pouco 
mais de 50 lançamentos diários 
(levando-se em conta os 365 dias 
do ano).
A questão 1 é aberta e deve ser 
respondida oralmente. Pretende 
levantar os conhecimentos pré-
vios deles sobre a leitura de tex-
tos no gênero (resenha) e sobre 
os suportes com os quais têm 
maior contato.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 151 
• P20 Relacionar a resenha de 
livro ou fi lme ao seu contexto 
de produção (interlocutores, 
fi nalidade, lugar e momento em 
que se dá a interação) e suporte 
de circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
Após a leitura dos textos 1 e 2, 
indicada na questão 3, inicie a 
discussão das questões 4a, b e 
c, aproveitando para conhecer os 
gostos dos alunos e os aspectos 
que mobilizam suas escolhas.
Caso algum aluno declare não 
ter tido vontade de ler o livro, 
reformule a questão: “O que nes-
ses textos poderia levar alguém a 
querer ler o livro?”
Vários elementos do livro são 
elogiados. No texto 1: a histó-
ria (imprevisível) e a linguagem 
(mistura de elementos dos qua-
drinhos e do cinema, que pro-
porcionam uma emocionante 
experiência de leitura). No texto 
2: a diagramação (bem cuidada, 
convida à leitura), a trama (ca-
tiva, exagera nas ações da per-
sonagem), narrativa (original) e 
desenhos (belos).
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 152 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Espera-se que o aluno perceba 
que o segundo texto é uma rese-
nha e, para isso, leve em conta: 
presença de dados iniciais sobre o 
livro (que não estariam presentes 
na quarta capa, porque estão na 
capa), uma ligeira crítica negati-
va ao livro (exagero de algumas 
passagens), que também não 
estaria presente em uma quarta 
capa e presença de ilustrações 
(desnecessárias no próprio livro). 
Por exclusão, pode-se chegar ao 
texto da quarta capa: texto 1.
• P22 Interpretar a posição do 
autor em relação a conceitos
ou acontecimentos.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 153 
Chame a atenção dos alunos para 
a imagem que indica de onde foi 
extraída a resenha que vão ler. 
Como os fanzines, esse site tem 
uma temática específi ca: as his-
tórias em quadrinhos. Discuta, 
com eles, o comentário feito 
pelos próprios criadores do site:
“O bigorna.net... tem como prin-
cipal objetivo divulgar e valorizar 
as Histórias em Quadrinhos produ-
zidas no Brasil e os profi ssionais 
da área (roteiristas, desenhistas 
e editores)”.
Port7ºAnoPROF.indd 153Port7ºAnoPROF.indd 153 9/16/10 3:14 PM9/16/10 3:14 PM
 154 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Espera-se que o aluno identi-
fi que que, na resenha em ques-
tão, os dois primeiros parágrafos 
são mais descritivos, apresen-
tam a obra e resumem seu enre-
do, ao passo que o último é mais
avaliativo.
No parágrafo que avalia a obra, 
vários são os aspectos comenta-
dos. Esses aspectos estão subli-
nhados na transcrição do parágra-
fo, do mesmo modo que se espera 
que o aluno faça.
“Nestes dois volumes – e prova-
velmente até o fi m da série – o 
ponto forte é a arte de Petersen. 
Os desenhos são muito bem de-
talhados, os personagens têm 
boas expressões e o cenário é 
rico. O maior pecado do autor 
é com a história, a qual até o 
momento é bastante simples.
Mas não é para menos, pois
o livro passa pelo pressuposto de 
ser uma obra infantil. Porém, in-
dependentemente de ser infantil, 
ou não, ela encanta e prende o 
leitor. Recomendado.” 
Na condução da discussão, seria 
interessante copiar a primeira frase
• P21 Estabelecer relações 
intertextuais entre o texto e 
outros a que ele se refere.
• P22 Interpretar a posição do 
autor em relação a conceitos ou 
acontecimentos.
• P20 Relacionar a resenha de 
livro ou fi lme ao seu contexto 
de produção (interlocutores, 
fi nalidade, lugar e momento em 
que se dá a interação) e suporte 
de circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P26 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna da resenha: 
informações gerais sobre a obra, 
resumo do conteúdo, julgamento 
ou apreciação do resenhador.
O texto se refere a duas publicações: 
Os pequenos guardiões, vol. 1 e 2.
Apresentar, divulgar e avaliar os dois primeiros volumes 
da história em quadrinhos Os pequenos guardiões para os 
leitores do site onde foi publicada.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 155 
do parágrafo na lousa e coleti-
vamente identifi car que aspecto 
da obra está sendo “avaliado”. 
Por exemplo: em “o ponto forte 
é a arte de Petersen”, é a arte
(o traço, os desenhos, as cores) 
que está em questão.
O termo críticas, em geral, é as-
sociado a comentários negativos 
e qualidades a aspectos positi-
vos. Esclareça que os dois termos 
servem às duas possibilidades 
(positivas e negativas).
Aponte para os alunos a que ter-
mo se referem as expressões “en-
canta” e “prende o leitor”. Ambas 
estão qualifi cando a obra (e não 
a história) pelo fato de o pro-
nome “ela” se referir ao último 
substantivo mencionado.
• P26 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna da resenha: 
informações gerais sobre a obra, 
resumo do conteúdo, julgamento 
ou apreciação do resenhador.
• P27 Examinar em textos o uso 
da adjetivação (adjetivo, locução 
adjetiva, orações adjetivas) para 
compreender suas funções.Desenhos
Personagens
Cenário
História
Detalhados
Boas expressões
Rico
Bastante simples
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 156 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Informe aos alunos que a segun-
da resenha foi retirada do blog 
universohq, outro espaço de di-
vulgação de quadrinhos. Portan-
to, escrita especialmente para 
leitores que estão familiarizados 
com o universo das HQ.
Explore com eles os efeitos de 
sentido que o emprego das pala-
vras simples, simplória e simplis-
ta provoca nos textos. Na primei-
ra resenha: “O maior pecado do 
autor é com a história, a qual até 
o momento é bastante simples”, o 
termo “simples” assume o sentido 
de “fácil” e é tido como negati-
vo, já que, no mesmo segmen-
to, a simplicidade do texto está 
relacionada ao “maior pecado do 
autor”.
Na segunda resenha, onde os 
termos aparecem no fragmento
“De cara, o leitor entende o por-
quê de todo o burburinho em cima 
da série: a história é de uma sim-
plicidade espantosa, mas sem ser 
simplista nem simplória”, o termo 
“simples” está associado a uma 
ideia positiva, pois o texto pa-
rece ser “de fácil compreensão”
Port7ºAnoPROF.indd 156Port7ºAnoPROF.indd 156 9/16/10 3:14 PM9/16/10 3:14 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 157 
(simples), sem prejuízo dos ele-
mentos necessários para sua com-
preensão (“simplista”) e sem pa-
recer ingênuo (“simplório”).
• P21 Estabelecer relações 
intertextuais entre o texto e 
outros a que ele se refere.
• P22 Interpretar a posição do 
autor em relação a conceitos ou 
acontecimentos.
Port7ºAnoPROF.indd 157Port7ºAnoPROF.indd 157 9/16/10 3:14 PM9/16/10 3:14 PM
 158 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
O objeto comentado é um álbum 
que traz dois volumes com narra-
tivas em quadrinhos, entre elas, 
duas conhecidas (Corrida Alpina 
e Modelo T), cujo protagonista é 
Speed Racer, personagem de dese-
nhos animados antigos. O trabalho 
é de Tatsuo Yoshida.
O comentarista começa dizendo 
que o álbum será de interesse dos 
fãs de mangás, embora o perfi l do 
interlocutor previsto seja amplo.
São várias as qualidades: a produ-
ção é muito boa, é algo inédito no 
Brasil, traz histórias “clássicas” e é 
de reconhecido escritor de mangás.
O autor do comentário pesqui-
sou algo que julgou interessante 
para a nova coluna do programa: 
o universo dos quadrinhos e da 
animação. Além disso, leu o volu-
me, pesquisou sobre o autor para 
citar outros trabalhos dele, falar 
sobre a época em que histórias 
da personagem eram veiculadas 
na TV e, sobretudo, preparou e 
ensaiou seu texto. Esse preparo 
contou com a elaboração de um 
texto escrito, com sua leitura e 
com os ajustes necessários.
• P21 Estabelecer relações 
intertextuais entre o texto e 
outros a que ele se refere.
• P26 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna da resenha: 
informações gerais sobre a obra, 
resumo do conteúdo, julgamento 
o u apreciação do resenhador.
• P20 Relacionar a resenha de 
livro ou fi lme ao seu contexto 
de produção (interlocutores, 
fi nalidade, lugar e momento em 
que se dá a interação) e suporte 
de circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
Havendo interesse, consulte 
o site da rádio Bandnews 
para ouvir com seus alunos 
os comentários de Tatiana 
Vasconcelos sobre vários 
fi lmes, em especial sobre 
“À deriva” (Brasil, 2009), com 
direção de Heitor Dávila. 
A colunista faz um rápido 
histórico da carreira do diretor, 
descreve e tece elogios sobre 
o enredo, os recursos de 
fi lmagens, a atuação dos atores 
e a música.
http://bandnewsfm.band.com.br/
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 159 
Nesta atividade os alunos devem 
concentrar sua atenção na tex-
tualização da resenha. Os dados 
prontos do suposto livro (na ver-
dade, fi ctício) os libera de pensar 
no que dizer para investirem na 
forma de dizer, ou seja, na esco-
lha do léxico, na construção de 
segmentos descritivos e avalia-
tivos, nas relações intra e inter-
frasais, na correção gramatical e 
ortográfi ca.
A atividade deverá ser iniciada em 
classe, com a discussão proposta, 
e o texto deverá ser produzido em 
casa. A revisão pode ser feita de 
acordo com a pauta apresentada 
no fi m da atividade 9. Depois da 
autocorreção, promova a troca 
de textos e a leitura de alguns em 
voz alta. Os próprios alunos ele-
gem, entre os textos que leram, 
que fragmentos valem ser com-
partilhados.
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 160 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 161 
• P26 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna da resenha: 
informações gerais sobre a obra, 
resumo do conteúdo, julgamento 
ou apreciação do resenhador.
Chame a atenção dos alunos para 
o fato de existirem elementos de 
um fi lme que levam a diferentes 
reações: o riso, o susto, a tris-
teza, a refl exão etc. Pergunte-
-lhes quais são, por exemplo, os 
elementos de um fi lme que fazem 
com que alguém leve um susto 
ou fi que afl ito. Conversem sobre 
os efeitos que a iluminação (uma 
cena escura em um fi lme de ter-
ror), a música ou a maquiagem 
podem provocar. Procure encami-
nhar a conversa para que todos 
percebam que existem muitos 
elementos a serem ponderados 
na análise de um fi lme, e que a 
avaliação se dá de acordo com 
a qualidade do conjunto. 
Os dois trechos sobre os quais os 
alunos devem opinar se sobres-
saem, respectivamente, pela ma-
quiagem e pelos efeitos especiais.
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 162 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Esta atividade favorece o refi na-
mento do olhar crítico pela leitu-
ra de resenhas. Identifi cando as 
categorias analisadas nos textos, 
espera-se que os alunos passem 
a observá-las ao assistirem a fi l-
mes e/ou animações. Uma vez 
que ainda não conhecem todas as 
possibilidades e, provavelmente, 
não estão habituados a ler rese-
nhas críticas, faça um levanta-
mento prévio, lembrando-os de 
prêmios como o Oscar, sugerindo 
que troquem ideias e ajudem uns 
aos outros na identifi cação dessas 
categorias. Oriente-os para que 
sublinhem no texto segmentos 
que julguem apontar os aspectos 
avaliados, o que facilitará a ela-
boração da resposta.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 163 
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 164 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
X
• P26 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna da resenha: 
informações gerais sobre a obra, 
resumo do conteúdo, julgamento 
ou apreciação do resenhador.
• P22 Interpretar a posição do 
autor em relação a conceitos ou 
acontecimentos.
As categorias comentadas na resenha são:
enredo, personagens, qualidades e recursos técnicos de 
criação de cenários e personagens, direção e dublagem.
O resenhador recomenda que se assista ao fi lme dublado, 
pois acredita que as vozes de atores como Diogo Vilela, 
Cláudia Gimenez, Tadeu Mello, Márcio Garcia e
Alexandre Moreno sejam um atrativo à parte, mesmo que a 
versão original conte com estrelas como John Leguizamo,
Denis Leary e Queen Latifah.
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L IVRO DOPROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 165 
Este exercício é para ser respon-
dido oralmente; é uma questão 
aberta e tem o objetivo de levar 
os alunos a perceber os elemen-
tos que podem ser citados na 
crítica de um fi lme (e de outros 
objetos culturais).
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
X
(Letra)
X
X
X
X
X
X
X
X
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 166 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Verifi que se os alunos já têm cla-
reza do que seriam informações 
objetivas e segmentos opinativos.
Os termos “curta” e “animado” 
têm mais de um signifi cado. Pos-
sivelmente, eles os usam mais 
frequentemente com o sentido de 
“desfrute” e “alegre ou divertido”, 
respectivamente. Essa é uma boa 
oportunidade para discutir a rela-
ção entre o signifi cado de expres-
sões e seu contexto de uso.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 167 
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 168 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
O fi lme a que os alunos vão assistir 
é “Historietas assombradas (para 
crianças malcriadas)” de Victor 
Hugo Borges, uma mistura de ani-
mação stop-motion (técnica de 
animação quadro a quadro com 
massa de modelar) e 3D. Enredo: 
uma avó, pouco humorada, conta 
a sua mimada neta três histórias 
de dar medo: a primeira, inspirada 
na lenda do Boitatá, a segunda é 
a história de um menino-zumbi e, 
para encerrar, uma história com 
o Jurupari. Essas personagens fa-
zem parte do folclore brasileiro. 
Compartilhe essas informações 
com seus alunos e, mais adiante, 
ao prepararem uma resenha oral, 
escreva-as na lousa ou em outro 
suporte para que possam usá-las.
Assim que assistirem ao fi lme, fo-
mente a troca de impressões en-
tre os alunos. A troca de impres-
sões enriquece a possibilidade 
de atribuir novos e mais sentidos 
ao fi lme. Após a primeira sessão, 
veja se observaram o movimento 
de câmara no início do fi lme, o 
jogo de luzes no quarto da me-
nina, o tom das vozes... e como 
• P29 Comentar e justifi car 
opiniões.
• P30 Empregar palavras ou 
expressões que funcionam como 
modalizadores para atenuar 
críticas, proibições ou ordens 
potencialmente ameaçadoras 
ao interlocutor como talvez, é 
possível, por favor.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 169 
tudo isso contribui para criar um 
clima “de medo”. Também é in-
teressante observar que o fi lme 
começa só com as vozes, o que 
faz o espectador imaginar como 
são as personagens, criando certa 
tensão e expectativa.
Explore os aspectos que mais 
chamaram a atenção dos alunos 
e como poderiam transmitir suas 
ideias em uma linguagem pró-
pria e modalizando as críticas 
negativas, se for o caso. O que 
poderia ser criticado nesse cur-
ta? Permita e até incentive uma 
crítica negativa. Oriente-os para 
modalizar essas críticas, usando 
formas como: “Se, por um lado” 
(aspecto positivo), “por outro” 
(aspecto negativo), “Um pequeno 
deslize” (aspecto negativo) “não 
ofusca a qualidade do conjunto” 
ou “O diretor poderia” (verbos 
fl exionados no futuro do preté-
rito são uma excelente forma de 
atenuar críticas) e outras possi-
bilidades. O importante é que os 
alunos procurem formas educadas 
para apontar, de acordo com sua 
opinião, as falhas do fi lme.
Resposta pessoal e livre
• P23 Planejar a resenha do livro 
ou do fi lme: pesquisar dados 
da obra, anotar os episódios 
principais narrados e uma 
síntese de sua opinião pessoal.
• P24 Produzir resenha de livro 
ou fi lme, levando em conta 
o gênero e seu contexto de 
produção, estruturando-o de 
maneira a garantir a relevância 
das partes em relação ao tema 
e aos propósitos do texto e a 
continuidade temática.
• P25 Revisar e editar o texto 
focalizando os aspectos 
estudados na análise e refl exão 
sobre a língua e a linguagem.
• P88 Empregar as marcas de 
segmentação em função do 
projeto textual e das restrições 
impostas pelos gêneros: título e 
subtítulo, paragrafação.
• P89 Pontuar corretamente 
fi nal de frases (ponto, ponto 
de exclamação, ponto de 
interrogação, reticências), 
usando inicial maiúscula.
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 170 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Nas próximas atividades, os alu-
nos vão produzir fanzines. É muito 
importante garantir que a escolha 
do tema revele algo que eles efe-
tivamente têm vontade de fazer. 
Se possível, indique-lhes o uso do 
computador, seja para a produção 
de textos verbais em editores de 
texto, como o Word, seja para a 
pesquisa de imagens e referências 
pela internet e de ferramentas
de pesquisa, como o Google.
Alerte-os para a importância de 
bem defi nir o tema geral do fan-
zine a ser produzido. Ajude-os na 
organização, colocando na lousa 
as possibilidades e formando os 
grupos.
Sugira a eles que, ao nomearem o 
fanzine, busquem alguma palavra 
que tenha relação com seu con-
teúdo/tema. Uma prática comum 
entre zineiros é brincar com a pa-
lavra Zine, aglutinando-a a outra 
ou a parte de outra. Por exemplo: 
a ironia presente no nome Limo-
Zine, pois a referência ao ícone 
do luxo não pode ser um valor 
presente em um fanzine. 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 171 
Reserve alguns minutos para 
conversar com seus alunos so-
bre coleta e armazenamento de 
materiais. Incentive-os a trazer 
recortes que servirão de material 
artístico na construção das pá-
ginas, assim como fontes de in-
formação: livros, revistas, jornais, 
enfi m, tudo o que puder contri-
buir para escreverem as resenhas 
que farão parte do fanzine. Lem-
bre-os de que as fontes de pes-
quisa deverão ser manipuláveis. 
No caso da internet, eles terão de 
imprimir as imagens e, no caso 
de livros, fazer fotocópias ou se 
basear nas imagens e nos textos 
para copiá-los em outra folha. 
Se possível, reserve um espaço 
para que esses materiais possam 
fi car na sala. Por fi m, solicite que 
providenciem material para a pró-
xima aula (e que leiam em casa a 
atividade 11). 
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 172 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Explore as possibilidades (títu-
lo, descrição do objeto cultural 
abordado, biografi a do artista, 
principais obras, comentários), 
mas indique outras possibilidades 
que contemplem as escolhas de 
outros grupos, para que os alu-
nos possam delimitar o universo 
de materiais que devem buscar. 
Ajude-os a planejar como e onde 
guardarão o que encontrarem.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 173 
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 174 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Após ler esse começo de resenha 
(Força G), questione seus alunos 
sobre como poderiam completá-
-la. Pergunte se algum deles já 
assistiu ao filme e se poderia 
falar um pouco sobre o enredo. 
Informe: Direção: Hoy Yeatman. 
Roteiro: Cormac Wibberly, Ma-
rianne Wibberley. Elenco: Steve 
Buscemi, Bill Night, Nicolas Cage, 
Jack Conley, Tracy Morgan, Will 
Arnett, Penélope Cruz, Gabriel 
Casseus, Zach Galifi anakis, Kelli 
Garner. Sinopse. O esquadrão 
Força-G, formado por porquinhos-
-da-índia, é um programa secre-
to do governo que treina animais 
para serem espiões. Esses bichi-
nhos descobrem que o destino domundo está em suas patas.
Ao ler o início da resenha (1b), 
pergunte aos alunos no que ele 
difere da resenha 1a: começa pela 
descrição do objeto e deve ser 
completada por uma avaliação. 
Indique que ao completá-la é 
importante que comentem alguns 
aspectos do fi lme, como roteiro, 
atuação dos atores, fi gurino, ma-
quiagem etc.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 175 
Essa resenha deve ser feita nes-
te Caderno e passada a lim po/di-
gitada em papel avulso. Antes 
da produção escrita, sugira aos 
alunos que consultem a lista 
de alguns critérios possíveis na 
análise do objeto em questão e 
defi nam os que merecem ser ci-
tados. Depois da produção, orien-
te-os para fazer uma revisão do 
texto, consultando a pauta de 
revisão (no fi m da atividade 9).
As produções podem ser lidas por 
integrantes de outros grupos, 
o que é uma prévia da efi cácia 
quanto ao nível de informativida-
de e clareza do texto. Solicite aos 
alunos leitores que comentem o 
texto do colega e, se for o caso, 
deem sugestões para melhorá-lo. 
Durante a produção dos alunos, 
circule pela classe e, ao fl agrar 
a produção de bons trechos, 
peça permissão para lê-los em 
voz alta, ampliando o repertório 
de modelos. Por fi m, autorize a 
consulta de resenhas de outras 
fontes, mas solicite adaptações; 
ou seja, não vale copiar.
• P23 Planejar a resenha do livro 
ou do fi lme: pesquisar dados 
da obra, anotar os episódios 
principais narrados e uma 
síntese de sua opinião pessoal.
• P24 Produzir resenha de livro 
ou fi lme, levando em conta 
o gênero e seu contexto de 
produção, estruturando-o de 
maneira a garantir a relevância 
das partes em relação ao tema 
e aos propósitos do texto e a 
continuidade temática.
• P25 Revisar e editar o texto 
focalizando os aspectos 
estudados na análise e refl exão 
sobre a língua e a linguagem.
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 176 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Identifi que os problemas mais 
recorrentes nos textos e plane-
je uma aula para sua discussão. 
Eleja três ou quatro aspectos para 
a discussão e, ao fi nal, ajude os 
alunos a identifi car problemas em 
seus textos. Algumas possibilida-
des para colocar em foco: 
• Quanto ao conteúdo temático:
descreve e avalia produção
cultural?
• Quanto à construção composi-
cional e marcas linguísticas:
• Organiza o texto em pará-
grafos?
• Usa linguagem adequada à 
situação de produção?
• Quanto à gramática:
• Respeita regras ortográfi cas?
• Usa ponto fi nal para indicar 
conclusão de pensamento?
• Observa concordância de gê-
nero e número? 
• Usa corretamente o tempo, o 
modo e a fl exão verbal?
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 177 
• Quanto à coesão:
• Evita repetição de palavras e 
de ideias?
• Constrói frases completas?
• Encadeia/relaciona as ideias?
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 178 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
É interessante conferir com os 
alunos se essas regras parecem ter 
sido criadas para servir de referên-
cias para publicações como jornais, 
revistas e livros. A página de fan-
zine só não transgride a 4a regra, 
porque ela é genérica e subjetiva 
o sufi ciente (pode-se dizer que a
página do fanzine combina ima-
gem e texto harmoniosamente).
Cada aluno deve desenvolver um 
trabalho expressivo e livre das 
regras convencionais de diagra-
mação, com exceção da 4a regra. 
Fomente a criatividade de seus 
alunos, explore com eles possi-
bilidades de brincar com frag-
mentos textuais, fotos, desenhos. 
Mostre para a classe bons resulta-
dos que aparecerem no decorrer 
da atividade.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 179 
Mais uma vez, explore algumas 
possibilidades com a turma, fa-
zendo circular ideias interessan-
tes para cada grupo. Essas pági-
nas podem ser discutidas em sala 
e elaboradas em casa.
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 180 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Para a montagem do “boneco”, 
o grupo deve contar quantas pá-
ginas tem, ou melhor, quantas 
meias páginas de A4 já produziu. 
Por exemplo: se forem 8, preci-
sará de duas folhas de sulfi te; se 
produziu 12, precisará de três fo-
lhas de papel A4. Oriente o grupo 
para dobrar ao meio a quantidade 
de folhas necessárias, numerar as 
páginas produzidas e colar na or-
dem que predefi niram. 
Caso sobrem algumas páginas em 
branco, estimule o grupo a produ-
zir mais uma resenha ou ilustra-
ção. Outra possibilidade é convi-
dar um amigo para dar sua opinião 
ou deixar as páginas em branco 
para a produção do leitor que será 
presenteado com o fanzine. 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 181 
Acompanhe os grupos nessa 
autoavaliação para ajudá-los a 
perceber o que falta fazer. Se for 
o caso, sugira aos alunos como 
produzir o que falta.
Antes da leitura dos fanzines, le-
vante com eles mais alguns crité-
rios para que possam pautar sua 
crítica e incentive-os a completar 
os tópicos da avaliação com base 
• P29 Comentar e justifi car 
opiniões.
• P30 Empregar palavras ou 
expressões que funcionam como 
modalizadores para atenuar 
críticas, proibições ou ordens 
potencialmente ameaçadoras 
ao interlocutor como talvez, é 
possível, por favor.
na peculiaridade de cada volume. 
O texto sobre o fanzine dos cole-
gas deve ser escrito antes de ser 
apresentado. Uma boa estratégia 
para que os alunos não se percam 
na apresentação é a elaboração 
de um roteiro com palavras-cha-
ve ou o uso desse quadro como 
orientador do discurso oral. Orien-
te-os nesse sentido.
Esse será um momento signifi ca-
tivo para eles, pois é como um 
pré-lançamento dos fanzines que 
elaboraram. Combine com eles 
uma cerimônia especial para esse 
dia, atribuindo à atividade certa 
formalidade, o que pede maior 
cuidado na linguagem do tex-
to que vão falar. Lembre-os de 
que a situação é pública e que
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 182 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
devem elaborar seus textos como 
se fosse para um público ainda 
maior. O ideal seria apresentar 
os fanzines para alunos de outra 
classe (o que pode ser feito em 
outra ocasião), justamente para 
que se dirijam a colegas com 
quem têm menos familiaridade. 
Se possível, fi lme a atividade 
para que possam avaliar, tam-
bém, seu desempenho oral.
Este é um bom momento para 
ouvir as impressões dos alunos 
e tomar seu depoimento como 
material para refl exão. Não se 
oponha a nenhuma crítica, mas 
combine inicialmente que devem 
justifi car suas opiniões e se ex-
pressar com educação, como se 
estivessem participando de uma 
assembleia pública. Anote os pon-
tos comentados e não deixe de 
dar seu parecer sobre o processo 
de trabalho dos grupos, sobre os 
conhecimentos construídos e so-
bre os produtos apresentados.
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2o semestre
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Port7ºAnoParte2PROF.indd 184Port7ºAnoParte2PROF.indd 184 9/16/10 3:35 PM9/16/10 3:35 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 185 
Discuta com os alunos as ques-
tões propostas no início do “Para 
começo de conversa” eleia com 
eles o restante do texto, pro-
curando despertar seu interesse 
para o trabalho a ser desenvolvi-
do na Unidade.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 185Port7ºAnoParte2PROF.indd 185 9/16/10 3:35 PM9/16/10 3:35 PM
 186 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Na questão 1a, espera-se que os 
alunos relacionem o título do ar-
tigo à dengue. É possível levantar 
hipóteses com os alunos sobre o 
tema mais específi co do texto: 
trata de prevenção e combate à 
doença? Ou de como a doença 
se espalha e contagia milhares 
de pessoas? Por que o título diz 
“batalha contra os pernilongos”? 
O que “batalha” quer dizer nesse 
contexto?
Na questão 1b explique que o 
texto pode ser publicado em jor-
nais, revistas, internet, cartilhas 
de esclarecimento à população. 
Na questão 1c, ressalte que o 
texto é de interesse de toda a 
população, particularmente de 
quem quiser conhecer mais sobre
essa doença.
Na questão 1d, questione os 
alunos se suas hipóteses foram 
confi rmadas. Você pode perguntar 
o que já sabem sobre o tema e o 
que mais gostariam de saber. 
• P1 Relacionar o artigo de 
divulgação científi ca ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P2 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P3 Estabelecer a relação
entre o título ou subtítulo e o 
corpo do texto.
• P4 Recuperar informações 
explícitas.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 187 
Em sua mediação das ativida-
des, é importante desta car
ca rac te rísticas do gê ne ro da
di vul ga ção cien tí fi ca: di vul ga-
ção de estu dos cien tí fi cos em 
linguagem acessível aos leigos 
(os hábitos dos pernilongos); 
resumo, em linguagem clara, 
de descobertas científi cas (por 
que os pernilongos precisam do 
sangue de animais); “traduções” 
de termos técnicos e científi cos 
para a linguagem cotidiana por 
meio de metáforas e compa-
rações (como a da seringa). 
Você pode perguntar aos alu-
nos os objetivos desse tipo de 
expli cação e usos da linguagem 
nesse texto. Também pode abor-
dar os efeitos de sentido da lin-
guagem mais informal utilizada, 
como a captação do leitor.
Comente com os alunos as dife-
renças entre os textos que infor-
mam ou expõem um conjunto de 
informações, como notícias, re-
portagens e artigos de divulgação
Port7ºAnoParte2PROF.indd 187Port7ºAnoParte2PROF.indd 187 9/16/10 3:35 PM9/16/10 3:35 PM
 188 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
científi ca, e aqueles que con-
têm caráter mais argumentativo,
como resenhas, cartas de recla-
mação e artigos de opinião. Se 
possível, retome as característi-
cas de gêneros trabalhados em 
Unidades anteriores: carta de 
solicitação e resenha. O artigo 
de divulgação científi ca também 
apresenta um conjunto de teses 
e argumentos para convencer seu
leitor, por isso é importante mos-
trar aos alunos que o foco é na 
“pre dominância” de determina-
do modo de organização das in-
forma ções e seus objetivos.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 188Port7ºAnoParte2PROF.indd 188 9/16/10 3:35 PM9/16/10 3:35 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 189 
Ao comparar dois textos de di-
ferentes gêneros sobre o mesmo 
tema, é interessante salientar as 
características do artigo de divul-
gação científi ca. Como seu objeti-
vo é tornar pesquisas e descober-
tas científi cas familiares aos leigos, 
costuma trazer informações deta-
lhadas sobre o fenômeno es tudado. 
Se achar necessário, explo re com 
os alunos exemplares da revista 
Ciência Hoje das Crianças, discu-
tindo como as ciências humanas, 
exatas e biológicas aparecem na 
revista, especialmente nos artigos 
científi cos. Essa discussão pode ser 
essencial para que eles compreen-
dam as diferenças entre o texto de
divulgação científi ca para o públi-
co infantil e o artigo de opinião 
escrito para jovens e adultos.
• P1 Relacionar o artigo de 
divulgação científi ca ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais.
• P2 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P5 Correlacionar causa e efeito, 
problema e solução, fato e 
opinião relativa a esse fato, 
tese e argumentos, defi nição 
e exemplo, comparação ou 
contraste, para estabelecer a 
coesão da sequência de ideias.
Informativo. O texto traz informações variadas sobre a dengue, 
sua transmissão e maneiras de combatê-la. Não há opiniões 
explícitas dos autores ou de outras vozes trazidas ao texto.
O texto traz informações sobre os hábitos dos pernilongos e seu 
potencial de contaminação e sobre os motivos pelos quais as 
fêmeas de algumas espécies de pernilongos precisam de sangue e 
picam os humanos, podendo transmitir doenças. O texto também 
traz informações sobre o combate e a prevenção da doença. 
Explica por que não deixar água parada, usar inseticidas e informa 
sobre animais que se alimentam dos transmissores da doença.
Compara-se a fêmea do pernilongo a uma seringa, para que 
fi que mais clara a explicação sobre o modo de contaminação. 
A comparação é didática, uma vez que a analogia permite que 
o leitor possa comparar o procedimento descrito com algo 
presente em seu cotidiano.
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 190 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 191 
Na questão 5, o objetivo é mos-
trar para o aluno que a função 
do artigo de divulgação cientí-
fi ca é dar a conhecer ao público 
em geral descobertas de estudos 
científi cos em uma linguagem 
coloquial. Desse modo, o texto 1 
sobre a dengue inclui as formas 
de transmissão, explicação sobre 
o contágio, maneira de evitar a 
proliferação etc., pois essa é sua 
função. É importante mostrar 
que, em um artigo de divulgação 
científi ca, essas informações cer-
tamente serão encontradas, e não 
necessariamente o serão em ou-
tros artigos, tendo em vista suas 
funções sociais.
Não. O texto 2 traz a opinião do autor sobre o combate à 
dengue no Brasil e o texto 1 informa sobre a doença: formas 
de contágio, proliferação etc.
• P1 Relacionar o artigo de 
divulgação científi ca ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P2 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P11 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna dos artigos 
de divulgação científi ca: 
esquematização inicial 
(fi nalidade e os objetivos), 
expansão do tema tratado e 
conclusões.
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 192 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Discuta com os alunos, na ques-
tão 7, o porquê de os autores e 
editores escolherem determinados 
usos linguísticos para se aproxi-
mar dos leitores (crianças). Se 
possível, visite o site da revista 
(http://chc.cienciahoje.uol.com.
br/) e compare-o com o site da 
revista Ciência Hoje para o pú-
blico jovem e adulto (http://
cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/269). Você também 
poderá comparar exemplares das 
revistas para que os alunos per-
cebam a relação entre os temas 
e o público leitor. 
Porque ele é escrito para crianças leitoras que se interessam por 
temas científi cos. Por isso o texto procura usar uma linguagem 
apropriada para o público, assim como ilustrações atrativas.
O texto e a própria revista procuram aproximar a criança do 
tema “dengue”, divulgando informações detalhadas sobre o 
ciclo de transmissão da doença.
O texto é escrito em um estilo mais informal, construindo uma interlocução 
constante com o suposto leitor. Notamos essa “conversa” com o leitor nos 
seguintes trechos: “O que o pernilongo tem a ver com isso?”; “‘Esse bicho 
é um chato!’, você pensa depois de uma noite maldormida”; “Se você anda 
muito dengoso e tem dores por todo o corpo, fi que de olho!”; “É aí que você 
entra”; “Então, mãos à obra! Mantenha o quintal limpo, sem objetos que 
possam servir de berçário para o pernilongo!”.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 193 
Discuta cada uma das questões 
com os alunos, porque, mais do 
que acertar as respostas, é pre-
ciso que eles se conscientizem 
das características do texto de 
divulgação científi ca. Sem dizer 
se as respostas estão certas ou 
erradas, faça-os voltar ao texto 
para justifi cá-las.
O texto é destinado a crianças. É possível confi rmar essa hipótese 
pelo tipo de linguagem utilizado. O texto se afasta bastante da 
linguagem técnica de textos científi cos e utiliza metáforas para explicar 
alguns fenômenos, como a transmissão da doença pela picada do 
mosquito. Outra característica que confi rma essa hipótese é a maneira 
descontraída de o autor se referir ao leitor e ao assunto “dengue”, 
com termos bastante informais, como “chato”, que ocorre no primeiro 
parágrafo: “‘Esse bicho é um chato!’”. 
O texto apresenta um jogo de palavras entre o termo “dengoso” no 
sentido de “manhoso” e a doença infecciosa “dengue”, que causa 
febre e dores no corpo, entre outros sintomas descritos no texto 1.
• P1 Relacionar o artigo de 
divulgação científi ca ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P4 Recuperar informações 
explícitas.
• P5 Correlacionar causa e efeito, 
problema e solução, fato e 
opinião relativa a esse fato, 
tese e argumentos, defi nição 
e exemplo, comparação ou 
contraste, para estabelecer a 
coesão da sequência de ideias.
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 194 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Nas revistas de divulgação cien-
tífi ca, como a Ciência Hoje das 
Crianças, é comum o infográfi co 
auxiliar os leitores a compreender 
informações. Por isso, é impor-
tante levar os alunos a perceber 
que o infográfi co complementa e 
amplia informações do artigo.
A expressão “dengoso” o deixa mais informal e ajuda a 
compreender um dos principais sintomas da pessoa contaminada. 
Esse tipo de estratégia é característico do texto de divulgação 
científi ca: fazer comparações e usar termos que façam a 
adequação entre o tema científi co abordado e o público-alvo.
V
V
F
F
V
• P1 Relacionar o artigo de 
divulgação científi ca ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P2 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P6 Estabelecer relações entre 
imagens (fotos, ilustrações), 
gráfi cos, tabelas, infográfi cos
e o corpo do texto. 
• P14 Examinar em textos o uso 
de vocabulário técnico.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 195 
Após a produção do infográfi co 
(questão 11 c), discuta com al-
guns alunos as diversas maneiras
que eles encontraram para repre-
sentar o mosquito adulto e a rela-
ção entre a vida dentro da água 
e fora dela.
• P2 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P6 Estabelecer relações entre 
imagens (fotos, ilustrações), 
gráfi cos, tabelas, infográfi cos
e o corpo do texto.
É a fase em que o pernilongo está se preparando para se tornar 
adulto e voar.
A próxima fase já é o mosquito adulto, pronto para voar. Isso pode 
ser confi rmado pela legenda: “Do ovo sai uma larva que cresce 
até a fase de pupa, quando o bicho está se preparando para virar 
um pernilongo adulto”.
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 196 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Na questão 12, é interessante 
refl etir com os alunos o fato de 
que o tempo presente é utilizado 
para relatar fatos que não estão 
acontecendo simultaneamente ao 
momento da fala; ele denota um 
sentido de verdade atemporal, ou 
seja, a informação sempre “é”, 
não “foi” ou “será”.
Retome na atividade 2 a discus-
são sobre o estilo do texto 1 (um 
artigo de divulgação científi ca), 
pois é um texto produzido por 
cientistas mas que recebem au-
xílio da esfera jornalística para 
divulgar os conhecimentos. Como 
as revistas são vendidas ou estão 
disponíveis on-line, é necessário 
escrever para um público especí-
fi co. No caso do texto 1, as metá-
foras, referências diretas ao leitor 
e a informalidade levam em conta 
as crianças brasileiras e seus co-
nhecimentos de mundo. “Como 
é impossível que os autores (em 
geral, cientistas) saibam de an-
temão quem lerá o artigo escrito 
por eles, seu leitor é idea lizado, 
baseado em pesquisas sobre 
A água é o berçário dos pernilongos. Sem a 
água, não há como os ovos se desenvolverem 
até a fase adulta, o que impede a proliferação 
dos pernilongos e, por conseguinte, o aumento 
do contágio da dengue.
Presente do modo indicativo, modo que denota 
certeza em relação aos fatos.
O presente do indicativo traz, para o texto, 
um sentido de certeza e verdade.
• P7 Hierarquizar as proposições 
desenvolvidas no texto, 
reconhecendo os conceitos 
fundamentais explorados e 
analisando seus elementos 
constituintes.
• P13 Examinar em textos o uso 
de tempos verbais no eixo do 
presente para reconhecer os 
eventos anteriores e posteriores 
a esse tempo (pretérito perfeito/
futuro do presente). 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 197 
quem compra/assina/lê a revista. 
Podemos chamar esse leitor des-
conhecido, mas suposto, de lei-
tor-modelo” (Rojo, 2008, p. 593).
Você pode comparar capas de re-
vistas para destacar a mudança de
estratégia de acordo com o pú-
blico-alvo. Chame a atenção para 
o cabeçalho da revista, o ante-
título, o título e as imagens.
Os recursos gráfi cos, como as le-
tras maiores em destaque e com 
cores diferentes, despertam a 
curiosidade do leitor para os ar-
tigos de divulgação principais. 
Discuta com os alunos a impor-
tância das capas para atrair os 
leitores e a grande quantidade de 
profi ssionais envolvidos em sua 
produção. Se possível, utilize o 
site da revista e explore outras 
capas com os alunos. Você tam-
bém poderá comparar capas de 
revistas semanais (Veja, IstoÉ, 
Época) com revistas mensais de 
divulgação científi ca dirigidas 
ao público em geral ou ao espe-
cializado (Ciência Hoje, Pesquisa
FAPESP, Superinteressante,
Galileu, MundoEstranho). 
• P1 Relacionar o artigo de 
divulgação científi ca ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
Vocabulário bélico: “batalha contra os pernilongos”, 
“combate”, “inimigos” e outras metáforas, como
“Se você anda muito dengoso”, “berçário para o pernilongo!”,
“ela enfi a a agulha”.
“É aí que você entra”,
“Mantenha o quintal limpo”.
“Esse bicho é um chato!”. Os alunos podem indicar 
também as ilustrações como recursos que apontam 
para a informalidade.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 197Port7ºAnoParte2PROF.indd 197 9/16/10 3:35 PM9/16/10 3:35 PM
 198 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
O texto apresentado é um frag-
mento de um artigo científi co de 
maior extensão. Você pode lê-
-lo na íntegra com os alunos no 
site da revista Pesquisa FAPESP 
(<www.revistapesquisa.fapesp.
br/?art=3185&bd=2&pg=1>), 
mostrando que a extensão do 
artigo é bem maior do que o da 
revista Ciência Hoje das Crianças. 
É preciso ainda que se contex tua-
lize o artigo como um todo: tipo 
de revista em que foi publicado, 
a quem se destina e o objetivo
da publicação.
Também é interessante falar que 
a Fapesp (Fundação de Amparo à 
Pesquisa do Estado de São Paulo) 
é uma instituição que fi nancia e 
dá apoio a pesquisas desenvolvi-
das no Estado de São Paulo. Isso 
fornecerá uma base para que o 
aluno compreenda melhor o frag-
mento que utilizamos.
Depois, é possível destacar as 
características formais do texto: 
o emprego de vocabulário técni-
co mais específi co e ausência de 
metáforas, referências diretas ao 
leitor ou expressões informais.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 199 
Para a resolução da questão 3, 
você pode orientar os alunos em 
uma pesquisa na internet sobre a 
revista ou, se possível, levar um 
exemplar para a sala de aula. As 
informações contidas no boxe são 
do site ofi cial da revista.
Também aqui o presente do in-
dicativo é utilizado para deno-
tar certeza e atemporalidade. 
Por fi m, é preciso destacar que 
o texto citado é de divulgação 
científi ca, e não científi co. Por 
isso, tem trechos mais descon-
traídos, com passagens narrativas 
que aproximam o leitor do texto, 
como em: “Em novembro um fi s-
cal que analisava um bairro de 
classe média alta em Campinas, 
interior de São Paulo, relatou ter 
encontrado poucas latas com lar-
vas de Aedes. Após terminar uma 
vistoria em que não encontrou 
criadouros, não soube explicar 
por que o interior da casa estava 
repleto de mosquitos adultos da 
espécie transmissora da dengue”.
• P1 Relacionar o artigo de 
divulgação científi ca ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P14 Examinar em textos o uso 
de vocabulário técnico.
Diferentemente do texto de divulgação científi ca da revista 
Ciência Hoje das Crianças, nesse texto não há referências 
diretas ao leitor.
A revista Pesquisa FAPESP 
é editada pela Fundação de 
Amparo à Pesquisa do Estado 
de São Paulo e é distribuída a 
pesquisadores que têm seus 
projetos de pesquisa fi nanciados 
por essa instituição. Com base no 
objetivo da publicação, “difundir 
e valorizar os resultados da 
produção científi ca e tecnológica 
brasileira, da qual a Fapesp
é uma das mais importantes 
agências de fomento”, podemos 
supor que seus principais leitores 
são pesquisadores brasileiros das 
mais diversas áreas. Além de ser 
distribuída aos pesquisadores 
que têm seus projetos fi nanciados 
pela Fapesp, a revista conta 
com assinaturas pagas, recebe 
publicidade e é comercializada 
em bancas de jornal no Estado 
de São Paulo e nas principais 
cidades brasileiras, com uma 
tiragem de 35.800 exemplares.
Não, expressões em linguagem mais informal não são utilizadas 
nesse artigo de divulgação científi ca como ocorre no da revista 
Ciência Hoje das Crianças. Isso porque a revista destina-se, 
principalmente, a pesquisadores que já têm familiaridade com a 
linguagem científi ca. Além disso, o público leitor é de adultos.
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 200 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Na questão d, mostre ao aluno 
que a estratégia mais recorrente 
no texto para “traduzir” termos 
mais técnicos é a exemplifi ca-
ção: “Em novembro um fiscal 
que analisava [...]”. Ao trazer 
um exemplo da vida cotidiana, o 
autor aproxima a questão discu-
tida do dia a dia do leitor. Em 
outro trecho encontramos uma 
“tradução”: “insetos adultos em 
fase reprodutiva, quando as fê-
meas saem atrás do sangue ne-
cessário ao desenvolvimento da 
sua prole”. O combate ao inseto 
adulto é explicado e justifi cado 
pelo fato de que é na fase repro-
dutiva que as fêmeas saem atrás 
de sangue. Ao conhecermos como 
se dá a transmissão da dengue, 
entendemos que é na fase adulta 
que os insetos picam os humanos 
e transmitem a dengue.
• P14 Examinar em textos o uso 
de vocabulário técnico.
Não há metáforas nesse artigo, o que mostra também a relação 
com os leitores: pressupõe-se a compreensão das defi nições e 
dos termos do texto sem necessidade de maiores explicações 
e comparações.
A principal delas é trazer a voz do biólogo Álvaro Eiras para o texto, tanto 
de maneira direta, ao citar suas palavras (“Na estação seca, os mosquitos 
se reproduzem em galerias de água subterrâneas e em esgotos”), como 
de maneira indireta (“Na opinião de Eiras, o monitoramento apenas das 
larvas da dengue é inefi caz, além de ultrapassado”). Citar o nome de uma 
universidade de prestígio (Universidade Federal de Minas Gerais) e de um 
prêmio recebido pela armadilha criada por Eiras (Tech Museum Award) 
também é uma estratégia que dá prestígio e autoridade aos fatos relatados. 
Resposta pessoal
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 201 
O trecho do livro de Moacyr Scliar 
divulga informações científi cas, 
mas também tem caráter de rela-
to histórico. Diferencie, com os 
alunos, as características dos seg-
mentos do trecho mais históricos 
(uso do pretérito, estilo narrati-
vo) e dos de divulgação científi -
ca: defi nições das doenças, suas 
causas, tratamentos e sintomas. 
Explore as imagens e como elas 
retratam conhecimentos antigos 
sobre as doenças, os doentes e os 
tratamentos. Se possível, traga o
livro para a sala de aula, explo-
rando o suporte, as ilustrações
e o público leitor previsto para o 
texto (crianças e jovens).
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 202 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
• P5 Correlacionar causa e efeito, 
problema e solução, fato e 
opinião relativa a esse fato, 
tese e argumentos, defi nição 
e exemplo, comparação ou 
contraste, para estabelecer a 
coesão da sequência de ideias.
• P6 Estabelecer relações entre 
imagens (fotos, ilustrações), 
gráfi cos, tabelas, infográfi cos e o 
corpo do texto.
• P13 Examinar em textos o uso 
de tempos verbais no eixo do 
presente para reconhecer os 
eventos anteriores e posteriores 
a esse tempo (pretérito perfeito/
futuro do presente). 
Pode-se afi rmar que os conhecimentos científi cos mudam, assim 
como os valores e as crenças em relação a eles. O texto mostra que 
uma mesma doença, durante os anos, pode ser entendida e tratada de 
diferentes maneiras. Isso tambémnos mostra que os conhecimentos 
científi cos de hoje podem ser alterados, repensados, contestados e 
até abandonados por novas descobertas e interpretações.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 203 
Nos trechos em que relata 
crenças e fatos do passado, 
o autor usa o pretérito (do 
indicativo e do subjuntivo). 
Já quando fala dos atuais 
conhecimentos sobre doenças 
como o cólera, a peste e a 
malária, ele emprega o presente 
do indicativo. Isso pode ser 
confi rmado em um mesmo 
trecho: “Tanto o cólera como a 
peste são doenças causadas 
por bactérias, no caso do 
cólera, transmitida pela água 
e pelos alimentos, no caso da 
peste, pela pulga do rato. Mas 
isso só foi descoberto mais 
tarde, no século XIX. Durante 
muito tempo, as epidemias 
provocavam grande pavor 
porque não se sabia qual era a 
causa delas. Pensava-se que 
era castigo de Deus”.
O texto pertence ao gênero discurso de divulgação científi ca, pois 
“traduz” para uma linguagem não especializada termos técnicos, 
sintomas de doenças, suas causas etc. Contudo, além dessas 
informações, características da divulgação científi ca, o texto também 
traz relatos históricos comparando o que se sabia e como se tratavam 
doenças contagiosas com o que se sabe hoje sobre essas enfermidades.
• P7 Hierarquizar as proposições 
desenvolvidas no texto, 
reconhecendo os conceitos 
fundamentais explorados e 
analisando seus elementos 
constituintes.
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 204 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 205 
Durante a leitura do texto, orien-
te os alunos para sublinharem as 
informações relevantes, ou seja, 
os conceitos fundamentais ex-
plorados no texto. Mostre-lhes, 
durante a discussão, o modo 
como os parágrafos se encontram
organizados.
A questão 6 procura levar o 
aluno a perceber algumas dife-
renças básicas entre diferentes 
textos do discurso de divulgação 
científi ca, sobretudo em relação 
à função específi ca e ao suporte 
de cada texto e ao papel social 
dos interlocutores. É possível que 
os alunos não compreendam ou 
não recordem o sentido do ter-
mo papel social que aparece no 
quadro da questão 6. Você pode 
explicar-lhes que a cada situa-
ção de nossa vida assumimos 
papéis sociais diferentes (reto-
me as atividades com cartas e 
• P1 Relacionar o artigo de 
divulgação científi ca ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P2 Estabelecer conexões entre o 
texto e os conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P4 Recuperar informações 
explícitas.
• P7 Hierarquizar as
proposições desenvolvidas 
no texto, reconhecendo os 
conceitos fundamentais 
explorados e analisando
seus elementos constituintes.
• P13 Examinar em textos o uso 
de tempos verbais no eixo do 
presente para reconhecer os 
eventos anteriores e posteriores 
a esse tempo (pretérito perfeito/
futuro do presente).
Linguagem concisa, objetiva e direta desde o título, uso 
de termos mais familiares para explicar estudo científi co, 
explicação de fenômenos naturais (como o caso El Niño), 
pequenos trechos narrativos para aproximação do tema com 
o leitor (“Mercedes Pascual, da Universidade de Michigan 
(EUA), e colegas queriam descobrir se havia correlação”), 
citação direta e indireta da voz dos pesquisadores, citação 
de nomes de universidades de prestígio. Por ser publicado 
em jornal especializado em ciências, o texto pressupõe que 
alguns termos são conhecidos pelo leitor, como é o caso de 
“endêmico”. Outros são explicados, como o fenômeno El Niño.
Não. Ao retomar dados passados sobre o cólera em 
Bangladesh, o autor o faz com o objetivo de explicar o estudo 
científi co sobre a relação entre o aumento do cólera e o 
aumento da temperatura, e não para relatar fatos históricos.
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 206 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
requerimentos trabalhados no 
volume 1). O papel social de-
termina, por exemplo, o tipo de 
linguagem usada, a seleção dos 
exemplos e das explicitações e 
que termos técnicos devem ser 
traduzidos. Ao mesmo tempo, 
para fazer mos essas escolhas 
linguísticas, além de conhecer-
mos nosso papel social, é im-
portante também reconhecer-
mos o de nossos interlocutores.
Ver planejamento de uma se-
quência de atividades para o gê-
nero artigo de divulgação cien-
tífi ca em Orientações curriculares 
e proposição de expectativas de 
aprendizagem para o Ensino Fun-
damental – Ciclo II, Língua Por-
tuguesa, p.107-118.
• P11 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos 
da organização interna 
dos artigos de divulgação 
científi ca: esquematização 
inicial (fi nalidade e objetivos), 
expansão do tema tratado
e conclusões.
Moacyr Scliar
Ricardo Bonalume Neto
Escritor de fi cção e não fi cção, médico
Jornalista científi co
Leitores jovens
Leitores do caderno Ciência da Folha de S.Paulo
Jovens interessados em ciências, sua história e saberes atuais.
Leitor de jornal especializado em ciência, 
interessado em descobertas recentes.
Narrar fatos científi cos e esclarecer sobre essa área de maneira 
acessível para jovens leitores.
Informar sobre atualidades do mundo da ciência.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 207 
A atividade é uma introdução à 
produção de resumos, que serão 
elaborados pelos alunos em suas 
pesquisas na última atividade 
desta Unidade. O importante é 
ajudá-los a perceber a hierarquia 
das informações e mostrar-lhes 
que, em um resumo, estão presen-
tes as ideias centrais e algumas 
ideias secundárias, selecionadas 
conforme o objetivo do produtor 
do resumo. É comum que eles su-
blinhem todas as ideias por não 
saber diferenciar as principais 
das secundárias. Sugerimos que 
você lhes explique que a práti-
ca constante tornará o trabalho 
do resumo mais fácil. Também é 
importante dar exemplos sobre 
como identifi car as ideias cen-
trais dos textos. Se achar neces-
sário, trabalhe com marcadores 
de texto de cores diferentes para 
que eles indiquem as ideias prin-
cipais e secundarias de outros 
artigos de divulgação científi ca. 
Selecione alguns resumos para 
• P5 Correlacionar causa e efeito, 
problema e solução, fato e 
opinião relativa a esse fato, 
tese e argumentos, defi nição 
e exemplo, comparação ou 
contraste, para estabelecer a 
coesão da sequência de ideias.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 207Port7ºAnoParte2PROF.indd 207 9/16/10 3:35 PM9/16/10 3:35 PM
 208 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
• P4 Recuperar informações 
explícitas.
• P8 Planejar o resumo do 
artigo de divulgação científi ca: 
destacar as informações 
principais e elaborar esquema.
fazer uma correção coletiva, au-
xiliando os alunos a perceber a 
função do resumo nos estudos 
de diversas disciplinas escolares.
“Apesar de ser frequente, espe-
cialmente na escola, a tarefa de 
resumir por escrito é uma das 
mais desafi adoras no que con-
cerne ao processo de ensino-
-aprendizagem. A principal dú-
vida dos que se propõem a re-
sumir é: ‘Como distinguir o fun-
damental do acessório num texto 
sem que se perca a essência do 
signifi cado?’ Em outras palavras, 
como eliminar informações e, ao 
mesmo tempo, mantero sentido 
do texto, seu ‘conteúdo mínimo’? 
Além disso, a simples atividade 
mecânica de eliminação sucessiva 
não leva ao resumo. Para resumir, 
é necessário criar um novo tex-
to, que deve ser compreensível 
sem que seja preciso recorrer ao 
texto-fonte” (Souza; Corti; Men-
donça, 2009).
epidemia = número de casos de uma doença que ultrapassa 
o esperado.
especialidade = 
epidemiologia
estuda a maneira 
como a doença se 
distribui – quem 
adoece mais, em 
quais regiões.
exemplos =
febre amarela, 
câncer etc.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 208Port7ºAnoParte2PROF.indd 208 9/16/10 3:35 PM9/16/10 3:35 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 209 
• P4 Recuperar informações 
explícitas.
• P8 Planejar o resumo do 
artigo de divulgação científi ca: 
destacar as informações 
principais e elaborar esquema.
O cólera manifesta-se por uma diarreia muito forte; a peste, pelo 
aumento dos gânglios linfáticos (órgãos de defesa do organismo).
A causa são 
as bactérias. 
Eram 
compreendidas 
como castigo 
de Deus ou 
consequência 
de miasmas.
A malária 
manifesta-se 
por febre alta 
e tremores 
de frio; é 
transmitida 
por um 
mosquito.
Os ricos fechavam-se em suas casas e palácios, e os pobres 
rezavam.
As bactérias 
do cólera são 
transmitidas 
pela água 
e pelos 
alimentos; as 
bactérias da 
peste, pela 
pulga do rato.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 209Port7ºAnoParte2PROF.indd 209 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 210 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Sugerimos que as próximas ativi-
dades sejam realizadas em parce-
ria com o professor de Ciências e, 
se possível, com o apoio do pro-
fessor da sala de leitura. Explique 
aos alunos cada uma das etapas 
mencionadas, lendo com eles as 
orientações e propostas, verifi -
cando dúvidas e esclarecendo-as.
Os médicos usavam uma máscara e uma vara.
O bico da máscara continha 
substâncias aromáticas que 
ajudavam a suportar o mau cheiro 
dos cadáveres insepultos, que 
havia em grande quantidade pelas 
ruas; a varinha servia para cutucar 
as pessoas caídas nas ruas e 
verifi car se ainda estavam vivas.
• P8 Planejar o resumo do 
artigo de divulgação científi ca: 
destacar as informações 
principais e elaborar esquema.
• P9 Produzir resumos de 
artigos de divulgação científi ca, 
levando em conta o gênero 
e seu contexto de produção, 
estruturando-os de maneira 
a garantir a relevância das 
partes em relação ao tema e 
aos propósitos do texto e a 
continuidade temática.
• P10 Revisar e editar o texto 
focalizando os aspectos 
estudados na análise e refl exão 
sobre a língua e a linguagem.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 211 
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 212 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 213 
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 214 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 215 
Port7ºAnoParte2PROF.indd 215Port7ºAnoParte2PROF.indd 215 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 216 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 217 
Oriente seus alunos para a produ-
ção de relatórios de experimento. 
Esclareça a função social do gê-
nero: registro detalhado de pro-
cedimentos do experimento para 
posterior estudo das conclusões 
e para que o experimento fi que 
registrado e possa ser repetido. 
Destaque que o detalhamento do 
relatório é uma maneira de pro-
var o rigor na experiência, caso o 
leitor queira repeti-la.
“O ponto de partida destes ex-
perimentos é algo que se dese-
ja saber, mas que não se pode 
encontrar observando as coisas 
tais como estão; é necessário, 
então, estabelecer algumas con-
dições, criar certas situações para
concluir a observação e extrair 
conclusões. [...] A macroestru-
tura desses relatos contém, prin-
cipalmente, duas categorias: uma 
corresponde às condições em que 
o experimento se realiza, isto é, 
ao registro da situação de expe-
rimentação; a outra, ao processo 
observado” (Kaufman e Rodríguez, 
1995, p. 32-33).
• P2 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P4 Recuperar informações 
explícitas.
• P6 Estabelecer relações entre 
imagens (fotos, ilustrações), 
gráfi cos, tabelas, infográfi cos
e o corpo do texto.
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 218 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 219 
Port7ºAnoParte2PROF.indd 219Port7ºAnoParte2PROF.indd 219 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 220 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
A apresentação oral do relatório 
é uma situação de aprendizagem 
importante para que os alunos 
procurem empregar vocabulário 
diversifi cado e enunciados ajus-
tados à complexidade temática 
e à situação. Oriente o plane-
jamento dos grupos e o ensaio 
das exposições discutindo com 
eles que o sucesso da exposição 
depende do expositor (grupo) e 
do auditório. Por essa razão, é 
fundamental organizar os alunos 
para formular perguntas e tomar 
notas durante as apresentações 
dos colegas. Antes da exposição, 
discuta a organização composi-
cional do gênero: abertura, in-
trodução do tema, apresentação 
do plano, desenvolvimento, sín-
tese, conclusão e encerramento. 
Se possível, grave algumas apre-
sentações e depois retome alguns 
aspectos específicos: a forma 
como apresentaram os exemplos 
e reformularam as explicações ao 
longo da exposição. A gravação 
pode ser utilizada também no 
processo de avaliação do trabalho.
• P15 Expor trabalhos 
individualmente ou em grupo 
apoiados por roteiros.
• P16 Selecionar em função
da fi nalidade da exposição 
registros impressos ou 
audiovisuais de apoio à fala.
• P17 Formular perguntas
a respeito do que ouvem
na exposição.
• P19 Ampliar o uso de 
vocabulário diversifi cado 
e de estruturas com maior 
complexidade sintática. 
Port7ºAnoParte2PROF.indd 220Port7ºAnoParte2PROF.indd 220 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 221 
A autoavaliação da turma serve 
para repensar e refl etir sobre as 
características de uma exposição 
oral e o uso da linguagem nesse 
tipo de situação, bem como sobre 
o planejamento da fala. Destaque 
aos alunos que a fala não planeja-
da ocorre em conversas informais 
do dia a dia. Em seminários e pa-
lestras, a fala é planejada, segue 
um roteiro previamente elaborado.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 221Port7ºAnoParte2PROF.indd 221 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 222 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Port7ºAnoParte2PROF.indd 222Port7ºAnoParte2PROF.indd 222 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 223 
Assista ao vídeo com os alunos e 
oriente-os no preenchimento do 
quadro com os itens necessários 
à realização de uma pesquisa bi-
bliográfi ca, voltando, se precisar, 
ao vídeo para dirimir dúvidas.
Em seguida, proponha a leitura 
compartilhada do texto “Dicas parareunir informações sobre um assun-
to e fazer trabalhos dignos de nota 
dez!”, interrompendo-a sempre que 
necessário para esclarecimentos. 
Usando o mesmo procedimento, 
de preferência em parceria com 
o professor de Ciências e com o 
professor orientador da sala de 
leitura, você pode sugerir aos 
alunos que pesquisem sobre ou-
tras doenças infecciosas, como 
a malária, o cólera, a doença 
de Chagas, a leptospirose, a po-
liomielite (paralisia infantil), 
a leishmaniose, a hepatite e a 
H1N1 (gripe suína). 
Desde o início, defi na com a tur-
ma como e onde as pesquisas se-
rão divulgadas. Isso vai orientar 
• P2 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
Identifi cação do tema
Seleção de fontes e documentos
Leitura propriamente dita
Registro de informações e resumos dos artigos lidos
Comunicação de pesquisa
Port7ºAnoParte2PROF.indd 223Port7ºAnoParte2PROF.indd 223 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 224 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
a seleção de temas, a produção 
dos artigos e o planejamento da 
divulgação. Se o Mural da Ciência 
fi car em um local de trânsito de 
outros alunos, poderá ser plane-
jado para esse público-leitor. O 
espaço para o mural e a distância 
necessária para a leitura também 
entram no planejamento inicial.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 224Port7ºAnoParte2PROF.indd 224 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 225 
• P2 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P3 Estabelecer a relação
entre o título ou subtítulo e o 
corpo do texto.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 225Port7ºAnoParte2PROF.indd 225 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 226 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Para a pesquisa bibliográfi ca em 
grupos, também é interessante 
a parceria com o professor res-
ponsável pela sala de informá-
tica e com professor orientador 
da sala de leitura. Eles poderão 
orientar os alunos a realizar uma 
pesquisa mais refi nada com base 
em palavras-chave e em fontes 
fi dedignas.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 227 
Port7ºAnoParte2PROF.indd 227Port7ºAnoParte2PROF.indd 227 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 228 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Acompanhe a produção dos textos 
pelos alunos, auxiliando-os sem-
pre que for necessário. Ajude-os a 
revisá-los para que fi quem claros, 
coesos e livres de problemas gra-
maticais e ortográfi cos.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 229 
Port7ºAnoParte2PROF.indd 229Port7ºAnoParte2PROF.indd 229 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 230 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
• P8 Planejar o resumo do 
artigo de divulgação científi ca: 
destacar as informações 
principais e elaborar esquema.
• P9 Produzir resumos de 
artigos de divulgação científi ca, 
levando em conta o gênero 
e seu contexto de produção, 
estruturando-os de maneira 
a garantir a relevância das 
partes em relação ao tema e 
aos propósitos do texto e a 
continuidade temática.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 230Port7ºAnoParte2PROF.indd 230 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 231 
A autoavaliação da produção 
pelos alunos é um momento im-
portante para retomar o que foi 
aprendido e discutido sobre o 
artigo de divulgação científi ca. 
Peça que preencham o quadro 
antes de sua avaliação (a ser 
feita no grupo de trabalho). A 
autoavaliação pode ser um bom 
instrumento para dialogar com 
os alunos. Socialize as respostas 
dos grupos para que todos pos-
sam acrescentar itens dos quais 
não se lembraram. Aproveite o 
momento e promova uma discus-
são sobre processos e propostas 
de aprendizagem. Acompanhe os 
grupos nessa autoavaliação para 
ajudá-los a perceber o que falta 
fazer ou o que deve ser alterado. 
Coloque em avaliação o mural e, 
se necessário, faça um replaneja-
mento coletivo antes de montá-lo 
defi nitivamente.
• P10 Revisar e editar o texto 
focalizando os aspectos 
estudados na análise e refl exão 
sobre a língua e a linguagem.
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 232 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Port7ºAnoParte2PROF.indd 232Port7ºAnoParte2PROF.indd 232 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 233 
A literatura de cordel vem da 
tradição medieval, época em que 
contar histórias era uma ativida-
de comum. 
O cordel é uma poesia narrativa, 
popular, impressa, escrita em 
versos com estrofes, métrica e 
rimas constantes, o que o torna 
um texto fácil de ler, ouvir e me-
morizar. Os temas são variados –
religiosidade, misticismo, políti-
ca, vida interiorana, crimes etc. –
e o principal meio de circula-
ção e comercialização é o folheto 
de formato pequeno. 
É preciso ressaltar o fato de que 
boa parte dos cordelistas era 
analfabeta ou tinha baixa esco-
larização, o que se refl ete na lin-
guagem usada, que difere, muitas 
vezes, da norma-padrão. Hoje, o 
cordel circula em mídia digital e 
tem sido produzido por pessoas 
com maior nível de escolaridade. 
O vocabulário específi co é um 
traço estilístico do gênero que 
precisa ser discutido ao longo da 
Unidade em sua mediação com
os alunos.
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
Port7ºAnoParte2PROF.indd 233Port7ºAnoParte2PROF.indd 233 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 234 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Depois que os alunos registrarem 
o que sabem sobre a literatura 
de cordel, organize uma roda de 
discussão inicial e sistematize as 
respostas na lousa. Provavelmen-
te, alguns alunos nunca tiveram 
contato com a literatura de cor-
del e aqueles que a conhecem um 
pouco podem apresentar difi cul-
dades para sistematizar e refl etir 
sobre esse conhecimento. Além 
disso, não raro eles confundem 
a arte do cordel com a arte do 
repente. Esclareça que, embo-
ra essas duas formas de poesia 
popular sejam muito parecidas, 
o cordel é a poesia popular que 
se caracteriza por ser publicada 
em folhetos, enquanto o repente 
é a poesia feita por cantadores 
que geralmente recebem da pla-
teia um tema, também chamado 
mote, para ser desenvolvido no 
calor do momento. É muito co-
mum, ainda, que dois repentis-
tas façam desafi os, durante os 
quais cada um exalta as próprias 
qualidades e deprecia o colega.
Promova a leitura de cordéis du-
rante essa discussão para que os 
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
É possível encontrar 
no YouTube trechos do 
documentário de Tânia 
Quaresma, Nordeste: cordel, 
repente e canção, produzido 
em 1975, em que se podem 
apreciar as feiras nordestinas 
e o depoimento de vários 
cordelistas e repentistas sobre 
suas obras. Acesse a página 
inicial do site (www.youtube.
com.br) e digite o nome do 
documentário.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 235 
alunos possam rever suas repre-
sentações iniciais sobreo gênero 
ou confi rmar as hipóteses. Hoje, 
é possível encontrar esses poe-
mas em livros e sites. No entanto, 
seria muito importante que eles 
tivessem contato com o folheto 
de cordel.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 235Port7ºAnoParte2PROF.indd 235 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 236 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Nessa atividade, os alunos as-
sistirão ao vídeo 1, extraído do 
programa Nossa Língua, com a 
entrevista do cordelista Klévis-
son Viana. Para que concentrem 
sua atenção nas informações re-
lativas à origem e à história da 
literatura de cordel, oriente-os 
para que leiam as perguntas antes 
de assistirem ao vídeo; esse pro-
cedimento facilitará a obtenção 
das respostas. Peça que, durante 
a exibição do vídeo, anotem pala-
vras-chave que possam depois ser 
desenvolvidas em respostas mais 
completas. Após a exibição, soli-
cite que elaborem suas respostas 
e as comparem, primeiro, com as 
dos colegas, oralmente, e, depois, 
com as do entrevistado.
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores. 
A literatura de cordel é uma poesia popular cujas matrizes vieram 
de Portugal e chegaram ao Brasil nas caravelas dos colonizadores. 
A partir do século XIX, o poeta Leandro Gomes Barros, em Pombal, 
Paraíba, começou a publicar as primeiras histórias impressas. 
Em Recife, Pernambuco, cidade mais avançada, onde existiam 
tipografi as, ele publicou quatro historinhas e fez enorme sucesso, 
infl uenciando outros poetas de sua geração, como Francisco Chagas 
Batista, Pedro Batista, João Martins Ataíde, entre outros.
No Brasil inteiro se produz poesia popular, mas ela se 
desenvolveu mais no Nordeste porque nessa região havia 
o hábito de publicar tais histórias. Quando as histórias são 
publicadas, seus leitores se multiplicam.
A palavra cordel é de origem provençal, veio da França.
Na Europa, os poemas eram pendurados em barbantes nas feiras.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 236Port7ºAnoParte2PROF.indd 236 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 237 
Na questão 3, item a, os alunos 
pode rão, com base nos títulos 
selecio nados, inferir quais são 
as temáticas centrais dos cordéis. 
Nesse caso, é importante refl etir 
com eles sobre as condições de 
produção dos textos e o que leva 
os cordelistas a escrever sobre 
cada temática, diferenciando-se 
de outros gêneros.
No item b, explore, oralmente, a 
justifi cativa da escolha do título 
que mais chamou a atenção de 
cada um.
Alguns autores propõem que os 
cordéis podem ser organizados 
em ciclos: ciclo cômico e satírico 
(denúncia social, religiosa ou de 
fatos cotidianos); ciclo social (a 
luta pela sobrevivência, o drama 
humano, as secas prolongadas); 
ciclo político (comentários sobre 
política e ações do governo); 
ciclo de amor e fi delidade (amo-
res proibidos); ciclo fantástico 
(fantasia, aparições de fi guras 
lendárias); ciclo religioso (cas-
tigo divino, desvio de conduta, 
descrença em Deus). 
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P86 Trocar impressões.
Não, no Nordeste é mais comum que o poeta exponha sua 
produção em uma pequena mala ou a espalhe sobre uma lona.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 237Port7ºAnoParte2PROF.indd 237 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 238 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
“Os cabras de Lampião”
“A chegada de Lampião no Inferno”
“As aventuras de Lulu na capital de São Paulo”
“A moça que foi enterrada viva”
“Brasileiro alienado”
“A religião, a Inquisição e a prostituição”
“Um mosquito, o descaso e a dengue”
“Os Beatles”
“A discussão de Pelé com Maradona”
“O luar do sertão e a varanda do casarão”
“Confi ssão de caboco”
“A verdadeira história do monstruoso acidente 
ocorrido em Currais Novos”
“A morte de Chico Mendes deixou triste a natureza”
“Terror nas torres gêmeas”
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 239 
Antes de levar os alunos à sala de
informática para a realiza ção
da atividade, é importante ter 
contato com os títulos e prever 
perguntas que eles podem fazer 
sobre as diversas temáticas que 
aparecem nos folhetos. É impor-
tante perceber a questão cômica 
e satírica para compreender al-
guns temas, assim como o fato 
de o cordel ter forte relação com 
a religião católica.
Do ponto de vista discursivo, é 
importante fi car atento à manei-
ra como alguns temas (política, 
religião, relações amorosas) são 
tratados nas capas e nos títu-
los. Os títulos, muitas vezes, 
apontam para uma ativação de 
conhecimentos enciclopédicos e 
intertextuais prévios, constituin-
do ótima oportunidade para dis-
cussão em sala de aula. A questão 
do humor, da sátira e do debo-
che deve ser discutida com os
alunos para que percebam os efei-
tos de sentido de alguns títulos.
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
Resposta pessoal
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 240 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
As capas normalmente trazem ilustrações das personagens 
principais, do tema central do folheto, destacando alguma cena 
da narrativa.
Resposta pessoal. É importante que os alunos percebam que os 
folhetos são produzidos artesanalmente, com materiais de baixo 
custo, atingindo, portanto, grande número de leitores.
Resposta pessoal. Espera-se que os alunos percebam e retomem 
a discussão sobre a diversidade temática (religiosa, política, 
esportiva, acontecimentos recentes, divulgação científi ca).
As capas dos folhetos normalmente são compostas de título e nome 
do autor. Algumas delas apresentam também o nome da editora, 
o nome do ilustrador e o número de edição da obra. Ilustrações, 
caricaturas e fotografi as são essenciais na construção das capas, 
além das cores (rosa, amarelo, verde) em tonalidade mais clara.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 241 
O poema “Origem da literatura de 
cordel e sua expressão de cultura 
nas letras de nosso país” auxilia 
os alunos a sistematizar algumas 
características do gênero. Reali-
ze uma leitura em voz alta das 
estrofes selecionadas. Explore 
com a turma a discussão sobre 
o “cordel-literatura”, assim como 
a organização em setilhas, bas-
tante rara nos textos poéticos. 
Se achar necessário, inicie uma 
conversa sobre as rimas e sobre a 
musicalidade presentes no texto. 
Do ponto de vista temático, em 
algumas comunidades brasilei-
ras, o folheto assume o papel do 
jornal. Se possível, complemente 
tal discussão com o documentário 
Palavra (en)cantada, destacando 
os comentários do compositor Li-
rinha, do Cordel do Fogo Encan-
tado. No vídeo, ele cita o fato 
de o cordel impresso ter chegadoprimeiro que o jornal, em certas 
cidades do interior, narrando a
morte de Getúlio Vargas no mesmo
dia de sua morte.
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 241Port7ºAnoParte2PROF.indd 241 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 242 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
• P53 Recuperar informações 
explícitas.
• P62 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna de um 
gênero: emprego, geralmente, 
de sextilhas.
O poema ressalta as duas acepções da palavra cordel presentes 
nos dicionários. Cordel é uma corda muito delgada, um cordão 
ou um barbante, mas também se refere ao folheto de literatura 
de cordel. Para manter tal distinção, o poema prefere utilizar o 
termo cordel-literatura.
No Brasil, o cordel tem de conter rimas e ser versifi cado em 
sextilhas, setilhas ou décimas, com métrica pura. Apresenta 
diversas formas de narração e pode ser escrito, cantado ou recitado 
oralmente, divulgando notícias para uma parcela da população.
Setilhas, ou seja, estrofe (rara) de sete versos.
Pode também ser chamada de setena.
O eu lírico reafi rma que o cordel produzido no Brasil, diferentemente 
daquele produzido na França e na Espanha, que poderia ser em 
prosa ou versos, precisa ser composto em versos.
Em alguns contextos no Brasil, além do rádio, as pessoas 
fi cavam informadas das notícias por meio dos folhetos, por isso 
o cordel legítimo é comparado ao jornal. Os títulos de alguns 
folhetos demonstram tal aspecto: “O Brasil inteiro chora a morte 
de Clara Nunes” ou “Terror nas torres gêmeas”.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 243 
O principal objetivo da atividade 2
é fazer com que os alunos per-
cebam as relações do cordel com 
outras manifestações e movimen-
tos artísticos. Faça uma roda de 
conversa sobre as fotografi as: a 
relação da xilogravura (gravura 
em madeira) com o cordel; discu-
ta a peleja (diálogo popular can-
tado com versos improvisados); 
relacione a peleja com o repente 
(canção feita de improviso, “de 
repente”); comente que vários 
romancistas, dramaturgos e poe-
tas brasileiros dialogam com a li-
teratura de cordel em suas obras 
(José Lins do Rego, Ariano Suas-
suna, João Guimarães Rosa, João 
Cabral de Melo Neto); nas artes 
plásticas, apresente obras de
Gilvan Samico e Ciro Fernan-
des; na esfera musical, comente 
os trabalhos de Cordel do Fogo 
Encantado, Mestre Ambrósio, 
Antônio Nóbrega, Quinteto Ar-
morial, Quinteto Violado, Jack-
son do Pandeiro, entre outros.
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
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 244 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Se possível, escute algumas mú-
sicas com os alunos:
• http://cliquemusic.uol.com.br/
artistas/ver/quinteto-armorial 
• www.cordeldofogoencantado.
com.br/index.php
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 245 
Os fragmentos da obra de J. 
Borges permitem uma discus-
são sobre a intertextualidade e 
paródia na literatura de cordel. 
Se possível, retome os títulos e 
a visita feita ao site da Academia 
Brasileira de Literatura de Cordel 
para mostrar o diálogo que pode 
existir entre as obras. Como se 
trata de uma adaptação, é impor-
tante que os alunos percebam os 
elementos da cultura brasileira 
que se mesclam com a cultura 
medieval europeia nos versos e 
na capa do livro.
Se necessário, esclareça quem é 
Maria Bonita.
• P53 Recuperar informações 
explícitas.
• P65 Observar o funcionamento 
do ritmo e da rima nos poemas 
para compreender alguns de 
seus usos.
No cordel de J. Borges, a fi gura do cavaleiro medieval é mesclada 
com a do cangaceiro, e a de Dulcineia, a mulher amada, com a 
de Maria Bonita, a primeira mulher a participar de um grupo de 
cangaceiros, amante de Lampião.
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 246 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
João Grilo é um personagem 
muito esperto, que veio da Pe-
nínsula Ibérica e chegou ao Brasil 
por meio dos contos tradicionais, 
sendo absorvido de imediato pela 
literatura de cordel. Foi do cor-
del que o escritor pernambucano 
Ariano Suassuna o transformou 
em personagem principal de 
sua peça Auto da Compadecida, 
adaptada para a televisão e para 
o cinema pelo diretor Guel Arraes.
Se possível, leia trechos do texto 
teatral ou assista a cenas do fi lme 
para discutir o conceito de proe-
zas visível nas narrativas que en-
volvem esse personagem popular. 
Se os alunos não o conhecerem 
de seu universo cultural midiá-
tico (televisão, cinema), explore 
as hipóteses pela capa do folheto 
antes da leitura de fragmentos do 
texto. 
O poeta João Ferreira de Lima 
pertence à segunda geração de 
cordelistas brasileiros. Antes da 
leitura do texto, acesse o site 
<www.casaruibarbosa.gov.br/cor-
del/JoaoFerreira/joaoFerreirade-
Lima.html>, para conhecer mais 
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
As rimas encontram-se no segundo, quarto e sexto versos de cada 
sextilha: havia, comia, existia; inteira, feiticeira, asneira; maldita, 
palpita, Bonita.
Resposta pessoal. João Grilo é o 
personagem principal da peça teatral 
Auto da Compadecida, de Ariano 
Suassuna, que foi adaptada para a 
televisão na forma de minissérie e 
também para o cinema. O fi lme já foi 
exibido algumas vezes na TV; por isso, é 
possível que alguns alunos conheçam o 
personagem.
Na capa, um cangaceiro está caracterizado de Lampião, 
que, como mencionado em um dos versos, “Lutou com os 
cangaceiros”; além disso, no poema há a referência a Maria 
Bonita.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 247 
detalhes sobre o autor e sua obra. 
Nele estão disponíveis 41 folhe-
tos digitalizados do poeta, entre 
os quais “Proezas de João Grilo”. 
Seria interessante ler a página 
de rosto com os alunos e discutir 
que informações eles encontram. 
Depois de uma primeira leitura 
em silêncio, solicite a um aluno 
que leia o cordel em voz alta. 
Essa atividade permitirá que os 
alunos percebam a musicalidade e 
o ritmo do texto. Oriente-os para 
que usem a entonação adequada, 
que entusiasme a plateia, e para 
que marquem o ritmo durante a 
declamação. Afi nal, o poema de 
cordel foi criado para ser recita-
do. Após a leitura, solicite que 
a turma troque impressões oral-
mente sobre os fragmentos lidos.
• P52 Estabelecer a relação entre 
o título e o corpo do texto. 
• P66 Recitar ou ler cordel
em voz alta de maneira a 
suscitaro interesse dos
outros interlocutores.
Espera-se que os alunos levantem hipóteses sobre o termo 
proezas, dizendo, por exemplo, que são histórias, causos, ato 
heroico, façanha, arte, ato incomum praticado por alguém.
A
B
C
B
B
D
A
B
C
B
B
D
A
B
C
B
B
D
D
A
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D
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 248 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Além da defi nição do conteúdo 
temático do cordel, é importante 
que os alunos percebam e possam 
caracterizar o herói da narrativa, 
discutindo qual é seu perfi l so-
cial e seu ponto de vista em re-
lação a seu universo cultural. Nas 
narrativas de cordel, percebe-se 
que o herói passará por muitos 
obstáculos e desafi os, mas será 
recompensado com aprendizagem 
(aproximando-se do romance de 
formação) e fi nal feliz. Outra ca-
racterística discursiva marcante 
que precisa ser compreendida são 
as referências a passagens bíbli-
cas ou a personalidades relacio-
nadas à religião católica (Padre 
Cícero, Dom Hélder Câmara, Je-
sus, Maria, José, São Pedro etc.). 
Tal fator evidencia a fé católica 
difundida desde a colonização 
nas cidades nordestinas (especial-
mente as do interior), onde são 
produzidos e vendidos os cordéis. 
Nesse caso, explique aos alunos 
que o leitor do cordel certamen-
te também espera encontrar em 
tais narrativas discursos que bus-
quem na fé divina a minimização 
• P53 Recuperar informações 
explícitas.
A
B
C
B
B
D
D
A
B
C
B
B
D
D
A
B
C
B
B
D
D
João Grilo é um aluno inteligente e esperto; a esperteza se revela 
na rapidez com que responde às questões do professor. A estrofe 
do texto que comprova a inteligência de João Grilo é: “João Grilo, 
em qualquer escola, / Tinha do povo a atenção, / Passava quinau 
no mestre, / Nunca faltou com a lição. / Era um tipo inteligente – / 
No futuro e no presente, / João dava interpretação”. A primeira 
estrofe também se refere à esperteza do personagem, que, 
valendo-se de sua inteligência, conseguiu evitar que a morte 
chegasse antes da hora.
A
B
C
B
B
D
D
A
B
C
B
B
D
D
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 249 
das misérias e da pobreza, assim 
como outras questões, como o 
castigo divino, o corretivo do 
desvio de conduta etc. Segundo 
Costa e colaboradores (2002), “o 
aspecto religioso pode servir para 
enaltecer alguma fi gura, alertar 
o homem quanto a seus pecados, 
salvação eterna, céu e inferno. 
Faz o homem pensar sua relação 
com Deus, com ele mesmo e com 
o próximo”. Se possível, trabalhe 
tal questão com os professores de 
História e Geografi a para que os 
alunos compreendam facetas do 
ciclo religioso dos cordéis produ-
zidos no Nordeste.
• P55 Compreender o papel 
do confl ito gerador no 
desencadeamento dos
episódios narrados.
• P65 Observar o funcionamento 
do ritmo e da rima nos poemas 
para compreender alguns de 
seus usos. 
• P67 Compreender criticamente 
os sentidos e a intencionalidade 
de mensagens orais veiculadas 
em textos de cordel.
A proeza de João Grilo foi desafi ar o professor, testando os 
conhecimentos do mestre. O humor do texto diz respeito 
à quebra de hierarquia, em que uma pessoa com pouca 
escolaridade se sobrepõe ao mestre.
Espera-se que os alunos identifi quem a presença de Deus 
(“O que é que Deus não vê”), Maria Concebida, Virgem Maria. 
Há também referência à escritura (Bíblia).
Não. As duas primeiras estrofes têm seis versos (sextilhas) e 
as seguintes, sete (setilhas).
Port7ºAnoParte2PROF.indd 249Port7ºAnoParte2PROF.indd 249 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
 250 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Os alunos precisam sistematizar 
alguns conhecimentos sobre o rit-
mo do poema de cordel. Discuta 
com eles o tamanho dos versos e 
das estrofes, retomando os con-
ceitos de sextilhas e setilhas. 
As rimas no cordel se destacam, 
ocorrendo no fi nal de alguns ver-
sos, especialmente nas setilhas, 
a rima ABCBDDB. O ritmo do poe-
ma de cordel também se encontra 
presente nos procedimentos sin-
táticos, como inversões da ordem 
direta para criar determinados 
efeitos de sentido. Essa sintaxe 
muitas vezes está relacionada à 
linguagem popular falada, que 
se manifesta em vários níveis no 
cordel, revelando traços das vo-
zes sociais dos personagens e de 
suas crenças e valores: no léxico 
(beiçudo, formosura); na prosó-
dia/alterações fonéticas (que dê, 
pra); nas vacilações ortográfi cas 
(das horas por da hora); na sin-
taxe (me diga no lugar de diga-
-me). É importante que os alunos 
percebam a relação dos recursos 
estilísticos utilizados pelo poeta 
para criar esses efeitos, como a 
• P52 Estabelecer a relação entre 
o título e o corpo do texto.
• P62 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna de um 
gênero: emprego, geralmente, 
de sextilhas.
• P65 Observar o funcionamento 
do ritmo e da rima nos poemas 
para compreender alguns de 
seus usos.
Rimas
As sextilhas se organizam na forma ABCBDB; as 
setilhas, na forma ABCBDDB.
A estrofe perderá o ritmo e a musicalidade; não haverá mais rima 
das palavras atenção, lição e interpretação.
Nas sextilhas, o segundo, o quarto e o sexto versos (versos pares); 
nas setilhas, o segundo, o quarto e o sétimo.
Essa escolha tem relação com o ritmo e a musicalidade do poema. 
A forma indireta auxilia na construção de um ritmo geral.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 250Port7ºAnoParte2PROF.indd 250 9/16/10 3:36 PM9/16/10 3:36 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 251 
musicalidade e o ritmo. Conver-
se com eles sobre a diversidade 
lexical e os regionalismos empre-
gados, mostrando a importância 
de tais elementos para o estilo do 
gênero e da narrativa.
• P54 Inferir, a partir de elementos 
presentes no próprio texto, o uso 
de palavras ou expressões de 
sentido fi gurado.
• P70 Respeitar as diferentes 
variedades linguísticas faladas.
A palavra artes está sendo usada aqui no sentido de proezas, 
artimanhas, o que é condizente com o perfi l de João Grilo, que 
é inteligente, arteiro, levado.
No contexto do cordel, um sinônimo para perdida pode ser 
incrédula, sem fé, que não está de acordo com a religião, 
que foge à crença católica, que não concebe a Virgem Maria 
como a mãe de todos.
“Pelas artes que fazia”; “Pequeno, magro e sambudo”; 
“A boca grande e beiçudo”; “Passava quinau no mestre”; 
“Me diga como se chama”; “O mestre coça a cabeça”.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 251Port7ºAnoParte2PROF.indd 251 9/16/10 3:37 PM9/16/10 3:37 PM
 252 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
O objetivo dessa atividade é a 
leitura de fragmentos da lite-
ratura de cordel. Sugere-se que 
seja rea lizada em parceria com 
o professor orientador da sala 
de leitura, que pode apresentar 
aos alunos alguns folhetos. Como 
forma de sensibilização para a 
atividade, seria interessante re-
ceber os alunos com os seguintes 
versos de cordel, convidando-os 
a entrar na sala e participar da 
roda de leitura:
Cordel de recepção
Amigos aqui presentes
Neste dia de alegria
Queiram sentar, tomem tento
Vai começar a folia
Sintam-se em pleno Nordeste
Sob a luz do meio-dia
Lendo e ouvindo cordel
Que é arte, graça e magia!
O que me aguarda hoje?
Faça sua conjectura
Um causo, lenda, verdade,
Verso de amor ou gastura,
Romance, ódio, paixão,
Vingança, amor, formosura,
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas,suportes digitais).
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P66 Recitar ou ler cordel
em voz alta de maneira a 
suscitar o interesse dos
outros interlocutores.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 253 
Tudo cabe no cordel
E na roda de leitura.
Maria Alice Armelin
Solicite que façam uma leitura si-
lenciosa dos poemas. Em seguida, 
peça que alguns alunos os leiam 
em voz alta e discuta com eles os 
textos lidos. Neste momento, é 
possível também chamar a aten-
ção para a expressividade durante 
a leitura, especialmente do ritmo 
exigido em cada texto. Retome 
discussões anteriores sobre as 
temáticas dos poemas e propo-
nha que pesquisem mais sobre 
os cordelistas que são autores 
dos textos: Zé da Luz, Klévisson 
Viana, Paulo Nunes Batista e Pa-
tativa do Assaré.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 253Port7ºAnoParte2PROF.indd 253 9/16/10 3:37 PM9/16/10 3:37 PM
 254 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 255 
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 256 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Se houver a possibilidade de os 
alunos verem folhetos de cordéis, 
divida-os em grupos e peça-lhes 
que escolham um trecho de cordel 
para ser lido em voz alta. De acor-
do com a temática abordada, a
leitura pode ser feita de modo 
mais bem-humorado, mais dramá-
tico, mais rápido ou mais lento.
É importante retomar aqui a aná-
lise das capas do site da ABLC e a 
discussão sobre os diferentes es-
tilos de cordel. Chame a atenção 
dos alunos para o fato de que, por 
ser um gênero intermediário entre 
a oralidade e a escrita, a literatura 
de cordel faz uma espécie de pon-
te entre a cultura popular e a lite-
rária. Assim, dialoga com temas e 
discursos presentes em obras que 
fazem parte da cultura ocidental 
– a Bíblia e clássicos da litera-
tura, como o conto “Aladim e a 
lâmpada maravilhosa”. Ao mesmo 
tempo, como se vê no segundo 
vídeo desta Unidade, os cordéis 
influenciam outros gêneros.
• P52 Estabelecer a relação entre 
o título e o corpo do texto.
• P53 Recuperar informações 
explícitas.
• P58 Trocar impressões com 
outros leitores a respeito dos 
textos lidos.
O primeiro cordel trata do sonho do eu lírico de se juntar à 
mulher amada; o segundo aborda o ataque terrorista às torres 
gêmeas de Nova York, ocorrido em 11 de setembro de 2001; 
o terceiro (tipo de cordel conhecido como ABC, em que as 
estrofes são iniciadas com as letras do alfabeto) fala do dentista 
e dos cuidados com os dentes; o último é a adaptação de um 
clássico da literatura.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 257 
Vale ressaltar que trabalhar com 
cordéis em sala de aula permite 
que os alunos valorizarem ele-
mentos da cultura popular fre-
quentemente relegados quando 
se trata de literatura. Além disso, 
as cidades brasileiras apresentam 
um contexto multicultural, hete-
rogêneo e multifacetado, abrigan-
do diversidades que, para serem 
abarcadas, requerem a ampliação 
do contato e o conhecimento de 
universos distintos (provavel-
mente muitos alunos têm víncu-
los com o universo cultural nor-
destino e poderão reconhecer e 
valorizar, no cordel, aspectos da 
cultura familiar).
Todos os textos são escritos em versos e em linguagem popular. 
Além disso, identifi cam-se facilmente traços da linguagem 
informal. O cordel de Zé da Luz transpõe a fala do nordestino 
para o registro escrito. Os de Patativa do Assaré e de Klévisson 
Viana são compostos em sextilhas. O de Paulo Nunes Batista 
apresenta a forma composicional e o estilo de cordel ABC.
Trata-se de “Aladim e a lâmpada maravilhosa”, um dos contos 
de As mil e uma noites. Várias referências no texto permitem 
recuperar essa relação, entre elas o próprio nome “Aladim”, a 
“lâmpada maravilhosa” e o “gênio”.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 257Port7ºAnoParte2PROF.indd 257 9/16/10 3:37 PM9/16/10 3:37 PM
 258 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Escute cada apresentação dos 
poemas com os alunos antes e 
depois de eles responderem às 
questões para que possam per-
ceber semelhanças e diferenças 
no tom específi co de cada decla-
mação. Analise a performance e 
os gestos utilizados para dar vida 
aos poemas, assim como o ritmo 
da fala. Discuta o trabalho com 
a linguagem realizado pelo poe-
ta para conseguir determinados 
efeitos de sentido e musicalida-
de. No poema “Ai! Se sêsse...”, 
chame a atenção para as rimas, 
as aliterações e a repetição de 
palavras ou expressões. Os sinais 
de pontuação também merecem 
destaque, pois apontam para en-
tonações específi cas dos versos. 
Problematize a hipótese de como 
seria a entonação dos versos caso 
o poeta não tivesse usado sinais 
de pontuação. 
• P65 Observar o funcionamento 
do ritmo e da rima nos poemas 
para compreender alguns de 
seus usos.
• P67 Compreender criticamente 
os sentidos e a intencionalidade 
de mensagens orais veiculadas 
em textos de cordel.
• P68 Ouvir gravações de cordéis 
lidos por profi ssionais.
O poema é declamado com tom intimista, como se houvesse 
um diálogo entre o recitador e o ouvinte.
O poema é composto de 21 versos cujas palavras fi nais terminam 
com os sons “asse”, “esse”, “isse”, “osse”. A construção de tais 
rimas, especialmente com verbos que indicam ação hipotética 
(pretérito imperfeito do modo subjuntivo), provoca uma aliteração 
com a retomada da consoante “s” de nós e se, entre outras palavras.
O ponto de exclamação em alguns versos pretende representar 
a entonação com que o eu lírico comenta suas hipóteses em 
relação à mulher amada, exprimindo desejo, alegria, surpresa. 
O ponto de interrogação assinala perguntas, uma delas seguida 
de reticências, que indicam a incompletude de uma ação ou 
ideia, criando um clima de “suspense”.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 259 
Na questão d, que trata da va-
riação linguística, é importante 
ouvir os alunos, evitando ge-
neralizações que levem ao pre-
conceito linguístico. No caso da 
literatura de cordel, eles devem 
perceber que os textos “não são 
representações fi éis das varieda-
des linguísticas que eles supos-
tamente veiculam” (Bagno, 2007, 
p. 120), mas trazem determinadas 
vozes sociais que apresentam tra-
ços linguísticos específi cos. Evite 
o olhar normativo (certo/errado) 
para que os alunos compreendam 
o porquê de tal escolha linguísti-
ca, ou seja, o que ela repre senta 
para a construção estilística
do poema.
• P53 Recuperar informações 
explícitas.
• P55 Compreender o papel 
do confl ito gerador no 
desencadeamento dos
episódios narrados.
• P56 Articular os episódios 
narrados em sequência temporal 
para estabelecer a coesão.
• P70 Respeitar as diferentes 
variedades linguísticas faladas.
Resposta pessoal. Os alunos podem comentar, entre outros 
aspectos: a concordância verbal na primeira pessoa do 
plural do pretérito imperfeito do modo subjuntivo (“se um dia 
nós se gostasse” em vez de “nós nos gostássemos”, “se 
um dia nós se queresse” em vez de “nós nos quiséssemos” 
etc.); utilização de um léxico específi co do ponto de vista 
estilístico: impariar (neologismo), drumir (arcaísmo); uso do 
prefi xo a-, típico dos falares rurais (assubir/subir; arresolver/
resolver); as formas como o poeta grafa algumas palavras 
em umatentativa de se aproximar do português falado: dizê 
(para marcar a ausência do “r” na fl exão do infi nitivo verbal 
dizer), quarqué (para marcar a queda do “r” no fi nal de 
sílaba, assim como o fenômeno do rotacismo – a troca do “l” 
por “r” em encontros consonantais ou em fi nal de sílaba),
qui (para marcar a redução da vogal átona fi nal “e” em “i”); 
não nasalização de sílabas postônicas: virgem/virge.
1. Gostar um do outro. 2. Querer um ao outro. 3. Ficar juntos.
4. Viver juntos. 5. Morar juntos. 6. Dormir juntos. 7. Morrer juntos. 
8. Ir para o céu juntos.
Após a morte do casal, São Pedro não abrir as portas do céu.
Ele resolveria a questão com São Pedro puxando a faca e furando 
o “buxo” do céu. Com isso, os dois poderiam fi car no céu ou cair, 
fazendo com que o céu “descesse” (arriasse) e as virgens fugissem.
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 260 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Discuta com os alunos as ques-
tões propostas antes de eles
responderem por escrito, fazen-
do-os retornar à leitura do texto 
em caso de dúvida.
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P53 Recuperar informações 
explícitas.
• P62 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna de um 
gênero: emprego, geralmente, 
de sextilhas.
• P65 Observar o funcionamento 
do ritmo e da rima nos poemas 
para compreender alguns de 
seus usos.
Sim. Enquanto o eu lírico do texto 1 comenta os fatos na primeira 
pessoa do plural, envolvendo-se nas ações e hipóteses, o do 
texto 2 narra os acontecimentos de maneira mais distanciada 
das ações, apesar de assumir uma posição explícita.
X
X
X
Os alunos podem citar qualquer estrofe como exemplo.
Por exemplo: “Não é certo que o justo / Pague pelo pecador”.
Por exemplo: “Nova York foi vítima / de um ataque desumano”.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 261 
Ao trabalhar com a questão c, 
explique que as escolhas lexicais 
colaboram para a construção de 
determinados pontos de vista 
nos textos. Na notícia, tal sele-
ção tende a ser mais neutra, pois 
o jornalista procura se manter 
imparcial aos fatos. No texto 2,
as expressões mostram o posi-
cionamento do eu lírico perante 
os fatos narrados, por isso é im-
portante analisar com os alunos 
como ele percebe e comenta o 
“ataque” e qual sua apreciação 
sobre os Estados Unidos. Pode-se 
discutir, por exemplo, por que ele 
utiliza os vocábulos “Império”, 
assim como a expressão “ataque 
terrorista”. Sugere-se, também, 
comparar esse cordel com notí-
cias, capas de revista ou repor-
tagens da época que trataram
do assunto.
• P57 Identifi car repetições e 
substituições, relacionando 
pronomes ou expressões
usadas como sinônimos a
seus referentes para
estabelecer a coesão.
“De um ataque desumano” “Nova York foi a vítima”
“Terroristas revoltados” “Com o governo americano”
“Vítimas de um atentado” “Do Império Americano”
“Com o mais sinistro plano” “Cruzaram os céus do país” 
“Provocaram grande dano” “E no World Trade Center”
“Até mesmo no Pentágono”
Ao narrar o episódio, o eu lírico assume posição contrária ao 
ataque. As expressões utilizadas para relatar o fato mostram 
a carga negativa atribuída ao fato pela voz social do poema: 
“sangrento ataque”, “ataque desumano”, que “fez tombar 
muitas vidas”, “sinistro plano” etc.
O declamador enfatiza as expressões em que o posicionamento 
contrário ao ataque fi ca evidenciado. Gestos e expressões 
faciais ajudam a manifestar o sentimento negativo.
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 262 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P52 Estabelecer a relação entre 
o título e o corpo do texto.
• P53 Recuperar informações 
explícitas. 
• P65 Observar o funcionamento 
do ritmo e da rima nos poemas 
para compreender alguns de 
seus usos.
O ABC, que é um tipo de cordel em que todas as estrofes são 
iniciadas com as letras do alfabeto, do “A” ao “Z”, destacadas 
em negrito.
O cordel “O dentista em ABC”, além de comentar sobre 
aspectos da profi ssão do dentista, procura divulgar 
conhecimentos científi cos e explicações sobre saúde e higiene 
para os leitores.
“Se a cárie não for tratada –
Fica a boca desdentada,
Pois... o remédio é – arrancar!” 
Exemplos de vocabulário informal: “Boca – aí começa tudo, / Pois, 
sem boca, ninguém come, / E, sem comer, não se vive”, “Acaba na 
dor de dentes / Que nos faz sapatear...”, “Fica a boca desdentada”, 
“O bocado que se engole”, “Quem cacos, em vez de dentes”. 
Espera-se que os alunos percebam a escolha lexical para provocar 
determinados efeitos de sentido, entre eles o humor. Por exemplo, 
ao comentar sobre a falta de dentes, o poema refere-se a cacos 
no lugar de “pedaços de dente”, e a expressão mau hálito, comum 
nos textos sobre saúde, é substituída por bafo, aproximando-se do 
leitor/ouvinte e provocando efeito humorístico no texto.
“Escova de dentes – vale
Para – após as refeições,
Com uma escovada ativa –
Limpar, da boca, os detritos:
Quem quer ter dentes bonitos
Da escova nunca se priva.”
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 263 
Discuta com os alunos o título 
da atividade 4, refl etindo sobre a 
expressão “Ave poesia” e relacio-
nando o pássaro “patativa” com o 
poeta “Patativa do Assaré”. Cabe 
também lembrar a relação entre 
Ave e Salve. Explore as imagens 
e os fatos da cronologia do poeta
para analisar a relação entre
a canção e o cordel, assim como a 
musicalidade presente no poema. 
É importante destacar o fato de 
que o poeta fazia os versos oral-
mente, não escrevia. Nesse caso, 
a oralidade assume papel central 
na produção da literatura de cor-
del. A cronologia, o trecho do 
poema e o depoimento poderão 
servir de início para uma discus-
são sobre o contexto de produ-
ção da literatura de cordel, com 
destaque para um dos cordelis-
tas mais reconhecidos no Brasil.
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
“Restaurador”, “nosso mestre”, “doutor”, “médico-artista”, 
“nosso amigo”. O eu lírico revela uma posição positiva em 
relação ao dentista, como se pode ver também no verso
“De quem sempre louvo o nome!”.
A cárie é apresentada como “a inimiga dos dentes”, ou seja, algo 
que prejudica, que causa dano aos dentes, e “Acaba na dor de 
dentes / Que nos faz sapatear...”. O dente é comparado com uma 
“máquina perfeita”, responsável por cortar, amassar e perfurar os 
alimentos. A escova de dentes é vista como uma “arma defensiva”, 
pois limpa os detritos que fi cam na boca após as refeições.
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 264CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Explore com os alunos os sites:
• http://diariodonordeste.globo.
com/caderno.asp?codigo=184&
CodigoEd=
• http://patativaofi lme.blogspot.
com/
Documentários:
• Assaré – Sertão da poesia. Mé-
dia-metragem. São Paulo: TV 
Cultura, 2000.
• Patativa do Assaré – Ave poesia. 
Direção: Rosemberg Cariry. Lon-
ga-metragem. Fortaleza, 2007.
Videoclipe:
• Passarim do Assaré. Direção: 
Rosemberg Cariry. Fortaleza, 
2009.
• P50 Relacionar o cordel ao 
seu contexto de produção 
(interlocutores, fi nalidade, 
lugar e momento em que se 
dá a interação) e suporte de 
circulação original (objetos 
elaborados especialmente para 
a escrita, como livros, revistas, 
suportes digitais).
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 265 
Discuta com os alunos a respei-
to das variedades linguísticas. 
Dentro de uma única língua, en-
con tram-se diversas maneiras de 
falar, por isso se diz que há he-
terogeneidade na homogeneidade 
de uma língua. Explique que não 
se trata de “erro”, mas de um 
modo de falar partilhado por dada 
comunidade de falantes, e, como 
tal, deve ser considerado uma va-
riedade, assim como é variedade 
a norma culta, apesar de esta 
receber maior prestígio social.
A discussão do poema é uma boa 
oportunidade de mostrar aos alu-
nos uma característica do cordel: 
as marcas da linguagem popular 
falada, que se manifestam em 
vários níveis, muitas vezes como 
recurso estilístico do poeta: no 
léxico, na prosódia/alterações 
fonéticas, nas vacilações orto-
gráfi cas, na sintaxe.
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P54 Inferir, a partir de elementos 
presentes no próprio texto, o uso 
de palavras ou expressões de 
sentido fi gurado. 
• P58 Trocar impressões com 
outros leitores a respeito dos 
textos lidos.
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 266 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Se possível, complemente a ativi-
dade com o poema “Vaca estrela 
e boi fubá”, de Patativa do Assa-
ré, musicada por vários intérpre-
tes: Fagner, Luiz Gonzaga, Sér-
gio Reis, Rolando Boldrim, Pena 
Branca e Xavantinho. Escute o 
poema musicado com os alunos 
e promova uma discussão sobre a 
situação do êxodo rural no Brasil.
• P70 Respeitar as diferentes 
variedades linguísticas faladas.
Patativa do Assaré aborda, em linguagem popular, temas 
relacionados ao povo. Ele mesmo é um homem do povo, que 
inovou o cordel, trazendo temas como a reforma agrária e o 
êxodo rural. Há várias possibilidades de justifi cativa. 
O autor recorre à variedade linguística própria do povo sertanejo, 
de seu modo de falar. Se o aluno se identifi ca ou não com essa 
variedade é resposta pessoal.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 267 
Fernando Vilela usou a borracha como matriz.
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 268 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Analise as imagens com os alunos, 
levantando hipóteses sobre o tí-
tulo e sobre o enredo do poema 
narrativo com que terão contato 
em seguida. É importante também 
discutir com eles algumas infor-
mações sobre o cangaço para que 
possam entender certos aspec-
tos da história. O trabalho com 
o professor de História pode ser 
importante para contextualizar o 
cangaço no Nordeste e a fama de 
Lampião. Se possível, apresente 
trechos de obras literárias ou fi l-
mes que destacam o personagem 
Lancelote, um dos cavaleiros da 
Távola Redonda e traga a resenha 
deste livro Lampião & Lancelote.
Lancelote é personagem das his-
tórias do reino de Artur, que re-
montam à época medieval. Por ser 
o melhor cavaleiro da Távola Re-
donda, tornou-se mestre de armas 
do rei. Em Lampião & Lancelote, 
Fernando Vilela faz um encontro 
mítico – fi ctício e simbólico – entre 
os dois personagens, a fi m de equi-
parar a bravura, coragem e guerri-
lha de ambos, destacando, assim, 
o perfi l de guerreiro de Lampião.
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 268Port7ºAnoParte2PROF.indd 268 9/16/10 3:37 PM9/16/10 3:37 PM
L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 269 
O objetivo dessa atividade é 
sistematizar os conhecimentos 
sobre o gênero antes de soli-
citar aos alunos que produzam 
seus cordéis. Discuta com eles 
aspectos da temática, da forma 
composicional e do estilo desse 
poema, chamando a atenção para 
aspectos da musicalidade (com 
destaque para as rimas). O texto 
apresenta características típicas 
do cordel: estrofes de seis versos 
(sextilhas), versos de sete sílabas 
poéticas, rima em versos pares. Es-
colha uma estrofe e faça com eles 
um quadro com as sílabas poé-
ticas para que observem aspectos 
centrais na construção do poema.
• P51 Estabelecer conexões
entre o texto e os 
conhecimentos prévios, 
vivências, crenças e valores.
• P54 Inferir, a partir de elementos 
presentes no próprio texto, o uso 
de palavras ou expressões de 
sentido fi gurado.
• P62 Identifi car possíveis 
elementos constitutivos da 
organização interna de um 
gênero: emprego, geralmente, 
de sextilhas.
• P65 Observar o funcionamento 
do ritmo e da rima nos poemas 
para compreender alguns de 
seus usos.
• P66 Recitar ou ler cordel
em voz alta de maneira a 
suscitar o interesse dos
outros interlocutores.
• P67 Compreender criticamente 
os sentidos e a intencionalidade 
de mensagens veiculadas em 
textos de cordel.
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 270 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 271 
• P53 Recuperar informações 
explícitas. 
“Um grande cangaceiro”, “Leal e bom companheiro”.
“Para uns foi criminoso / Para outros justiceiro”.
“Leal e bom companheiro”, “Vaqueiro trabalhador / Cuidava de 
um ralo gado / Com coragem e com valor”.
A morte do pai. “Ao ver seu pai baleado / Ele partiu pra vingança / 
À frente dos cangaceiros / Se pôs logo em liderança”.
Quarta estrofe
Quinta estrofe
Lampião nasceu no sertão nordestino. As xilogravuras representam 
seu trabalho de vaqueiro, a geografi a da região com seus 
mandacarus e o modo de se vestir dos cangaceiros. Pode-se 
estabelecer uma relação entre a cor do céu – amarelo – e o sol do 
sertão. No sertão do Nordeste, ao cair da tarde, só se vê o contraste 
das sombras das árvores contra o céu vermelho-
-alaranjado pelo sol.
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 272 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Na questão 13, chame a aten-
ção dos alunos para o fato de 
“Bonita” estar no início do ver-
so, diferentemente de como é 
apresentado o nome próprio
“Maria”. Ao mesmo tempo que 
há referência ao co di nome da 
mulher de Lampião, co nhe cida 
como “Maria Bonita”, tem-se 
sua caracterização como mulher 
bonita, além de fi el e divina.
• P65 Observar o funcionamento 
do ritmo e da rima nos poemas 
para compreender alguns de 
seus usos.
Lampião
Entre os versos pares
O texto é escrito em versos estruturados em sextilhas e repletos de 
marcas da oralidade e expressões regionais. As rimas acontecem 
nos versos pares,e estes tratam de um tema comum em cordéis: 
os cangaceiros.
Cajarana, Jurity, Caixa de Foço, Corisco, Quinta-Feira, Ponto Fino, 
Volta-Seca, Mergulhão e Luiz Pedro. Os integrantes do bando de 
Lampião são referidos por apelidos, exceto Luiz Pedro.
Foi Maria Bonita, mencionada nos dois últimos versos da quinta 
estrofe: “Lampião com sua Maria / Bonita fi el divina”. 
“Agora eu lhes apresento” e “Leitor agora eu lhe falo”.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 273 
Divida os alunos em duplas
ou trios e os deixe à vontade
para criar seus cordéis utilizando 
os critérios propostos na atividade.
• P59 Planejar o cordel: 
identifi cação dos núcleos
do enredo para facilitar
a produção das sextilhas, 
produção de lista de rimas
que se relacionam com o 
assunto cordel.
Port7ºAnoParte2PROF.indd 273Port7ºAnoParte2PROF.indd 273 9/16/10 3:37 PM9/16/10 3:37 PM
 274 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Enquanto os alunos produzem os 
cordéis, circule pela classe, aju-
dando-os sempre que necessário.
Antes de os grupos declamarem 
suas composições, peça-lhes 
que se orientem pelas questões 
da etapa 3. Assim, eles poderão 
melhorar o texto com base nos 
critérios ali explicitados.
• P60 Produzir cordel a partir da 
adaptação de fábulas ou contos 
conhecidos, levando em conta 
o gênero e seu contexto de 
produção, estruturando-o de 
maneira a garantir a relevância 
das partes em relação ao tema 
e aos propósitos do texto e a 
continuidade temática.
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L IVRO DO PROFESSOR L ÍNGUA PORTUGUESA · 7O ANO 275 
Organize previamente com os 
alunos os materiais necessários 
para a confecção dos folhetos, 
assim como o material necessá-
rio para a xilogravura. Oriente-
-os para organizarem a capa com 
o título, o nome dos autores e 
a ilustração. Se achar necessá-
rio, solicite também a produção 
da contracapa com informações 
específi cas, como ano de publi-
cação, nome da escola etc. Para 
essas atividades, será necessário 
um planejamento para cada eta-
pa, pois todas requerem um con-
junto de ações coletivas. Marque 
uma data para a apresentação 
dos cordéis para outras salas, 
deixando (se possível) a mala de 
cordéis na sala de leitura para 
que os leitores possam apreciar 
a produção escrita dos alunos. 
Sua turma pode também produzir 
um blog ou site para a circulação 
dos cordéis em ambiente digital.
• P61 Revisar e editar o texto 
focalizando os aspectos 
estudados na análise e refl exão 
sobre a língua e a linguagem.
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 276 CADERNOS DE APOIO E APRENDIZAGEM · SMESP 
Ao retomar as aprendizagens do 
gênero com os alunos, faça uma 
roda de conversa e, se possível, 
leia um cordel para eles. A siste-
matização das aprendizagens em 
forma de sextilha permite que 
mais uma vez demonstrem seu 
processo de construção.
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