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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO OESTE DO PARANÁ - UNIOESTE
Disciplina: Bioestatística
Professor: Wilson Alves de Oliveira
Curso: Enfermagem
2 PROBABILIDADE
INTRODUÇÃO
EXPERIMENTOS ALEATÓRIOS: Chamamos de experimentos aleatórios aqueles que,
repetidos em idênticas condições, produzem resultados diferentes. Embora não saibamos
qual o resultado que irá ocorrer num experimento, em geral, conseguimos descrever o
conjunto de todos os resultados possíveis que podem ocorrer.
Exemplos: a) Lançar uma moeda e observar a face de cima.
b) Lançar um dado e observar o nº da face de cima.
ESPAÇO AMOSTRAL: Chamamos de espaço amostral, e indicamos por S ou Ω, um
conjunto formado por todos os resultados possíveis de um experimento aleatório.
Exemplos: a) Lançar uma moeda e observar a face de cima.
S = { K, C}, onde K representa cara e C coroa.
b) Lançar um dado e observar o nº da face de cima.
S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
EVENTO: Um evento é um conjunto de resultados do experimento; em termos de
conjunto, é um subconjunto de S. Em geral indicamos um evento por uma letra maiúscula
do alfabeto: A, B, ... , X, Y, Z.
Os eventos que possuem um único elemento são chamados eventos elementares.
Exemplo: Um dado é lançado e observa-se o nº da face de cima.
S = {1, 2, 3, 4, 5, 6}
Eis alguns eventos: A: Ocorrência de nº impar. A = {1, 3, 5};
B: Ocorrência de nº primo. B = {2, 3, 5};
C: Ocorrência de nº menor que 4. C = {1, 2, 3};
D: Ocorrência de nº menor que 7.
D = {1, 2, 3, 4, 5, 6} = S (evento certo)
E: Ocorrência de nº maior ou igual a 7.
E = ∅ (evento impossível)
Usando as operações com conjuntos, podemos formar novos eventos. Assim:
2
A ∪ B é o evento que ocorre se A ocorre ou B ocorre ou ambos ocorrem;
A ∩ B é o evento que ocorre, se A e B ocorrem;
AC é o evento que ocorre se A não ocorre. (AC evento complementar de A).
Obs: Se A ∩ B = ∅ , A e B são chamados eventos mutuamente exclusivos. São exaustivos
se A ∪ B = S.
DEFINIÇÃO DE PROBABILIDADE
Historicamente, a teoria da probabilidade começou com o estudo de jogos de azar,
como a roleta e as cartas.
Probabilidade é o número que resulta da divisão do número de casos favoráveis a
um evento pelo número total de casos possíveis.
p
f
XP =)( , onde: P(X): probabilidade de ocorrer o evento X;
f : nº de casos favoráveis à ocorrência de X;
p: nº de casos possíveis.
Exemplo 1: No lançamento de uma moeda honesta, qual a probabilidade de sair “cara”?
Probabilidade de sair “cara”
possíveis) casos de total(Nº
jogada)numa sair podecara"" evento o que vezesde (Nº
=
Então, probabilidade de cara
2
1
=
Exemplo 2: Vamos agora testar a definição com um dado honesto. Então, numa única
jogada, qual a probabilidade de sair face 5?
P(face 5)
6
1
==
p
f
Exemplo 3: Qual a probabilidade de face impar numa única jogada?
P(face ímpar) =
2
1
6
3
==
p
f
A fórmula P(X) = f / p permite outras conclusões;
f não pode ser maior que p , mas pode ser igual f ≤ p;
f pode ser zero.
Vamos examinar agora um problema um “pouquinho” mais complicado.
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3
Exemplo 4: Jogando 2 dados “honestos” simultaneamente, qual a probabilidade de sair:
a) soma 9?
b) soma par?
c) soma menor que 5?
d) soma maior que 10?
Vamos montar primeiro uma tabela que nos possibilite visualizar os vários pares de faces.
Dado 2
Dado 1
1 2 3 4 5 6
1 2 3 4 5 6 7
2 3 4 5 6 7 8
3 4 5 6 7 8 9
4 5 6 7 8 9 10
5 6 7 8 9 10 11
6 7 8 9 10 11 12
Sejam os eventos: A = soma 9;
B = soma par;
C = soma menor que 5;
D = soma maior que 10.
Então,
a) P(A) =
NCF
NCP
=
4
36
1
9
= ;
b) P(B) =
18
36
1
2
= ;
c) P(C) =
6
36
1
6
= ;
d) P(D) =
3
36
1
12
= .
PROPRIEDADES
Dado um espaço amostral S, a probabilidade de um evento A, P(A), é uma função
definida em S que associa a cada evento um número real, satisfazendo os seguintes
axiomas:
a) 0 ≤ P(A) ≤ 1;
b) P(S) = 1;
c) Se A e B forem eventos mutuamente exclusivos (A ∩ B = ∅ ), então
P(A ∪ B) = P(A) + P(B).
Se A1 , A2 , ... , An é uma sequência de eventos mutuamente exclusivos, então
a) P(A1 ∪ A2 ∪ ... ∪ An ) = P(A1) + P(A2) + . . . + P(An).
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Teorema 1: Seja S um espaço amostral e seja ∅ o evento impossível, então, P(∅) = 0.
Teorema 2: Se AC é o complemento de um evento A, então, P(AC) = 1 - P(A).
Teorema 3: Seja S um espaço amostral e sejam A e B dois eventos tais que A ⊂ B, então,
P(A) ≤ P(B).
Teorema 4: Seja S um espaço amostral e sejam A e B dois eventos quaisquer, então,
P(A ∪ B) = P(A) + P(B) - P(A ∩ B).
Teorema 5: Seja S um espaço amostral e sejam A, B e C, três eventos quaisquer, então,
P(A ∪ B ∪ C) = P(A) + P(B) + P(C) - P(A ∩ B) - P(A ∩ C) - P(B ∩ C) + P(A ∩ B ∩ C).
Exemplo 1: Um grupo de 100 estudantes fez exame em física e em matemática. Suponha
que 60 passaram em matemática, 30 em física e 20 em ambas. Se um estudante é escolhido
ao acaso deste grupo, qual é a probabilidade dele ter passado em matemática ou em física
ou em ambas?
Considere os eventos: A = {o estudante passa em matemática};
B = {o estudante passa em física}.
Estamos interessados em calcular a probabilidade de P(A ∪ B).
100
60
)( =AP ;
100
30
)( =BP ;
100
20
)( =∩ BAP .
Assim, P(A ∪ B) = P(A) + P(B) - P(A ∩ B);
10
7
100
70
100
20
100
30
100
60
)( ==−+=∪ BAP .
Exemplo 2: Um hospital tem 1000 funcionários. Destes:
200 trabalham no setor A;
180 trabalham no setor B;
200 trabalham no setor C;
50 trabalham no setor A e B;
50 trabalham no setor B e C;
100 trabalham no setor A e C e
20 trabalham no setor A, B e C.
Um funcionário deste hospital é selecionado ao acaso. Qual a probabilidade dele trabalhar
no setor A, no setor B ou no setor C?
Sejam os eventos: A = {Funcionário selecionado trabalha no setor A};
B = {Funcionário selecionado trabalha no setor B };
C = {Funcionário selecionado trabalha no setor C }.
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1000
200
)( =AP ;
1000
180
)( =BP ;
1000
200
)( =CP ;
1000
50
)( =∩ BAP ;
1000
100
)( =∩CAP ;
1000
50
)( =∩CBP e
1000
20
)( =∩∩ CBAP .
Então:
5
2
10
4
1000
400
1000
205010050200180200
)( ===
+−−−++
=∪∪ CBAP .
DISTRIBUIÇÕES DE PROBABILIDADES
1 Distribuição Binomial
Considere n tentativas independentes de um mesmo experimento aleatório. Cada
tentativa admite apenas dois resultados: sucesso(p) e fracasso(q). Seja X: número de
sucessos em n tentativas. A função distribuição da variável aleatória binomial é dada por:
knk pp
k
n
kXP −−
== )1()( , K = 0, 1, 2, ... , n.
A variável X tem distribuição binomial, com parâmetros n e p, sendo indicada
pela notação X: B(n , p).
Se X: B(n , p) → E(X) = µ = np e VAR(X)= σ2 = npq.
Exemplo. Em uma família com quatro crianças, qual a distribuição de probabilidades para
a variável número de meninas?
X: nº de meninas → X: 0, 1, 2, 3, 4 → p = 1/2;
( ) )4(
16
1
16
1
1)1(
2
1
2
1
0
4
)0(
40
===
=
== XPXP ;
)3(
16
4
8
1
2
1
)4(
2
1
2
1
1
4
)1(
31
===
=
== XPXP ;
16
6
4
1
4
1
)6(
2
1
2
1
2
4
)2(
22
=
=
==XP .
2 Distribuição de Poisson
Considere a probabilidade de ocorrência de sucessos em um determinado intervalo.
Seja X o número de sucessos no intervalo. Então:
P(X = k) =
!k
e kλλ−
, onde λ é a média.
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A variável X assim definida tem distribuição de Poisson. A distribuição de Poisson é muito
usada na distribuição:
a) do número de carros que passam por um cruzamento, por minuto, durante uma certa
hora do dia;
b) do números de erros tipográficos, por página, em um material impresso;
c) do número de defeitos de uma peça produzida;
d) do número de telefonemas que chegam, por hora, em uma central telefônica;
e) do número de colônias de bactérias, em uma cultura por 0,01 mm2, numa plaqueta de
microscópio;
f) do número de mortes por ataque do coração, por ano, numa cidade.
Esperança (Média): E(X) = λ;
Variância: VAR(X) = λ.
Exemplo: Numa central telefônica chegam 300 telefonemas por hora. Qual a probabilidade
de que:
a) num minuto não haja nenhum chamado;
b) em dois minutos haja 2 chamados.
a) X: nº de chamadas por minuto → λ = 5,
P(X = 0) =
( )
!0
5 05−e
= e−5 = 0,006738;
b) dois minutos → λ = 10,
P(X = 2) =
!2
)10( 210−e
= 0,002270.
Distribuição normal
Uma variável aleatória contínua X tem distribuição normal de probabilidade se a
sua função densidade de probabilidade é dada por:
f(x) = ∞<<∞−
−−
xparae
X
,
2
1
2
2
1
σ
µ
πσ
;
Graficamente:
µ - σ µ µ + σ X
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As principais características dessa função são:
a) O ponto de máximo de f(x) é o ponto X = µ;
b) Os pontos de inflexão da função são: X = µ + σ e X = µ - σ;
c) A curva é simétrica com relação a µ;
d) E(X) = µ e VAR(X) = σ2.
Demonstra-se que f x dx( ) =
−∞
∞
∫ 1 .
Para calcular a probabilidade P(a ≤ X ≤ b), deve-se fazer:
P(a ≤ X ≤ b) = f x dx
a
b
( )∫ , que apresenta um grau relativo de dificuldade.
É utilizada a seguinte notação: X: N(µ , 2σ ), (X tem distribuição normal com média µ e
variância 2σ ).
Seja X: N(µ , σ2), define-se: Z =
X − µ
σ
.
Demonstra-se que Z também tem distribuição normal. Z é chamada de variável normal
reduzida.
Pode ser mostrado que E(Z) = 0 e VAR(Z) = 1 .
Logo, se X: N(µ , 2σ ) → Z: N(0, 1).
A função densidade de probabilidade de Z é:
f(z) = ∞<<∞−
−
zparae
Z
,
2
1
2
2
π
.
Exemplo de relação entre X e Z:
Seja X: N(20, 4). Achar os valores reduzidos correspondentes a X1 = 14, X2 = 16,
X3 = 18, X4 = 20, X5 = 22, X6 = 24 e X7 = 26.
Se X: N(20, 4)
µ
σ
=
=
20
2
e Z =
X X−
=
−µ
σ
20
2
;
a) X1 = 14; Z1
14 20
2
3=
−
= − ∴ = −Z1 3;
b) X2 = 16; Z2
16 20
2
2=
−
= − ∴ = −Z2 2 ;
c) X3 = 18; Z3
18 20
2
1=
−
= − ∴ = −Z3 1;
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d) X4 = 20; 0
2
2020
4 =
−
=Z ∴ =Z4 0;
e) X5 = 22; Z5
22 20
2
1=
−
= ∴ =Z5 1;
f) X6 = 24; Z6
24 20
2
2=
−
= ∴ =Z6 2 ;
g) X7 = 26; Z7
26 20
2
3=
−
= ∴ =Z7 3.
Concluí-se que a variável Z indica quantos desvios padrões a variável X está
afastada da média. Como as curvas são simétricas em relação às médias,
P(µ - σ ≤ X ≤ µ) = P(µ ≤ X ≤ µ + σ);
P(-1 ≤ Z ≤ 0) = P(0 ≤ Z ≤ 1).
Também concluí-se que se X: N(µ ; σ2) então,
P(X1 ≤ X ≤ X2) = P(Z1 ≤ Z ≤ Z2), onde
Z1 =
X1 − µ
σ
e Z2 =
X 2 − µ
σ
.
USO DA TABELA
A vantagem de se usar a variável Z é que pode-se tabelar os valores da área, ou as
probabilidades, pois para cada X dado, a área depende de µ e 2σ . A tabela usada fornece
a área sob a curva normal padrão entre Z = 0 e qualquer valor positivo de Z.
0 Zα Z
αα =≤≤ )0( ZZP
α
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Exemplo de uso da tabela:
Seja X: N(100, 25). Calcular:
a) P(100 ≤ X ≤ 106); c) P(112 ≤ X ≤ 116);
b) P(89 ≤ X ≤ 107); d) P(X ≥ 108).
a) P(100 ≤ X ≤ 106) = P(0 ≤ Z ≤ 1,2) = 0,384930;
* 2,1
5
100106
0
5
100100
21 =
−
==
−
= ZeZ ;
b) P(89 ≤ X ≤ 107) = P(-2,2 ≤ Z ≤ 1,4) = P(-2,2 ≤ Z ≤ 0) + P(0 ≤ Z ≤ 1,4) =
= 0,486097 + 0,419243 = 0,90534;
* 4,1
5
100107
2,2
5
10089
21 =
−
=−=
−
= ZeZ ;
c) P(112 ≤ X ≤ 116) = P(2,4 ≤ Z ≤ 3,2) = P(0 ≤ Z ≤ 3,2) – P(0 ≤ Z ≤ 2,4) =
= 0,499313 – 0,491803 = 0,007510;
* 2,3
5
100116
4,2
5
100112
21 =
−
==
−
= ZeZ ;
d) P(X ≥ 108) = P(Z ≥ 1,6) = 0,5 – P(0 ≤ Z ≤ 1,6) = 0,5 – 0,445201 = 0,054799;
* Z1
108 100
5
1 6=
−
= , .
Exemplo de Aplicação: Um fabricante de microscópios sabe, por longa experiência, que a
duração dos aparelhos que produz tem distribuição normal com média 1200 dias e desvio
padrão de 200 dias. Oferece uma garantia de 2 anos (730 dias). Produz, mensalmente, 2000
aparelhos. Quantos espera trocar pelo uso da garantia dada, mensalmente?
X: duração dos aparelhos
=
=
dias
dias
200
1200
σ
µ
;
P(X ≤ 730) = P(Z ≤ - 2,35) = 0,5 - P(- 2,35 ≤ Z ≤ 0) = 0,5 - 0,490613 = 0,009387;
* 35,2
200
1200730
1 −=
−
=Z ;
∴ Deverá trocar mensalmente: 2000(0,009387) = 18,77 ≅ 19 microscópios.
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LISTA DE EXERCÍCIOS Nº 3
1) Dê o espaço amostral dos seguintes experimentos:
a) Lançamento simultâneo de duas moedas;
b) Lançamento simultâneo de três moedas;
2) Considere o experimento: lançamento de dois dados, um branco e outro verde, e observação da
face superior. Determine :
a) O espaço amostral;
b) O evento A: Ocorrência de números iguais nos dois dados;
c) O evento B: Ocorrência de números cuja soma seja 5;
d) O evento C: Ocorrência de números cuja soma seja 12.
3) Qual a probabilidade de se jogar um dado e obter o número 4 ou um número par? (1/2)
4) Um lote é formado por 10 peças boas, 4 com defeitos e duas com defeitos graves. Uma peça é
escolhida ao acaso. Calcule a probabilidade de que:
a) Não tenha defeitos graves; (5/8)
b) Não tenha defeitos; (7/8)
c) Seja boa ou tenha defeitos graves. (6/8)
5) Uma urna contém 3bolas brancas, 2 vermelhas, 1 azul e 2 pretas. Retira-se uma bola da urna ao
acaso. Qual é a probabilidade de sair uma bola de cor vermelha ou azul? (3/8)
6) Suponha que a probabilidade de uma pessoa ser do tipo sanguíneo O é 0,4, ser A é 0,3 e ser B é
0,2. Suponha ainda que a probabilidade de Rh+ é de 0,9 e que o fator Rh independe do tipo
sanguíneo. Nestas condições, qual é a probabilidade de uma pessoa tomada ao acaso da população
ser:
a) O, Rh+? (0,36)
b) AB, Rh-? (0,01)
7) Em uma cidade onde se publicam três jornais A, B e C, constatou-se que entre 1000 famílias,
assinam:
A: 470, B: 420, C: 315, A e B: 110, A e C: 220, B e C: 140 e 75 assinam os três. Escolhendo-se
ao acaso uma família, qual a probabilidade de que ela:
a) assine o jornal A ou o B? (780/1000)
b) assine o jornal A ou B ou o C? (810/1000)
c) não assine nenhum dos três jornais? (190/1000)
8) O quadro abaixo dá a distribuição das probabilidades dos quatro tipos sanguíneos, numa certa
comunidade.
Tipo sanguíneo A B AB O
Probabilidade de ter o tipo especificado 0,2
Probabilidade de não ter o tipo especificado 0.9 0,95
Calcular a probabilidade de que
a) um indivíduo, sorteado ao acaso nessa comunidade, tenha o tipo O; (0,65)
b) dois indivíduos, sorteados ao acaso nessa comunidade, tenham tipo A e B, nessa ordem. (0,02)
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9) Um exame é constituído de dez testes com 5 alternativas, onde apenas uma é correta. Quantos
testes acerta, em média, um aluno que nada sabe sobre a matéria do exame? Qual é a variância da
distribuição? (2 e 8/5)
10) Admitindo-se que os nascimentos de meninos e meninas sejam iguais, calcular a probabilidade
de um casal com 6 filhos ter 4 filhos homens e 2 mulheres. (15/64)
11) A probabilidade de um casal heterozigoto para o gene da fenilcetonúria (Aa x Aa) ter um filho
afetado (aa) é 1/4. Qual é a probabilidade de um, de três filhos de um casal nestas condições,
apresentar a doença? (27/64)
12) Se a probabilidade de um indivíduo ter sangue Rh- é 10%, qual a probabilidade de 5 indivíduos
que se apresentam para exame do tipo de sangue:
a) 0 com Rh- ; (0,59049) d) 3 com Rh- ; (0,00810)
b) 1 com Rh- ; (0,32805) e) 4 com Rh- ; (0,00045)
c) 2 com Rh- ; (0,07290) f) Todos Rh- ; (0,00001)
13) Na fabricação de peças de determinado tecido aparecem defeitos ao acaso, um a cada 250 m.
Supondo-se a distribuição de Poisson para os defeitos, qual a prob. de que na produção de 1000 m;
a) não haja defeito; (0,018316)
b) aconteçam pelo menos três defeitos. (0,761896)
14) De acordo com a Divisão de Estatística Vital do Departamento de Saúde dos U.S.A., a média
anual de afogamentos acidentais neste país é de 3 por 100.000 indivíduos. Determinar a
probabilidade que em uma cidade com 300.000 habitantes se verifiquem:
a) nenhum afogamento; 0,000123
b) menos de 3 afogamentos; 0,006232
c) no máximo 2 afogamentos; 0,006232
d) mais de 4 e menos de 8 afogamentos. 0,268933
15) Sendo Z uma variável com distribuição normal padronizada, encontre as seguintes
probabilidades.
a) P(0 < Z < 1,96) (0,475)
b) P(-0,5 < Z < 0,5) (0,382926)
c) P(Z > -2) (0,977250)
16) Em mulheres, a quantidade de hemoglobina por 100ml de sangue é uma variável aleatória com
distribuição normal de média µ = 16g e desvio padrão σ = 1g. Qual a probabilidade de uma
mulher apresentar:
a) de 16 a 18g de hemoglobina por 100ml de sangue? 0,4772
b) mais de 18g de hemoglobina por 100ml de sangue? 0,0228
17) Suponha que a estatura de 500 recém-nascidos do sexo masculino é uma variável aleatória com
distribuição aproximadamente normal de média 50 cm e desvio padrão 2,50 cm. Quantos recém-
nascidos do sexo masculino têm estatura:
a) inferior a 48 cm? (105,93 ≅ 106)
b) entre 45 e 55 cm? (477,25 ≅ 477)
c) entre 42,5 e 57,5 cm? (498,65 ≅ 499)
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