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Relação Agências e Fornecedores

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CEDERJ – CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA
DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
MATERIAL DIDÁTICO IMPRESSO
CURSO: Turismo DISCIPLINA: Agenciamento
CONTEUDISTA:
Carmelinda da Silva
Luciana Gonzalez 
Rodrigo Dias.
1
• METAS
Conhecimento da relação existente entre os fornecedores de serviços e as 
agências de viagens e turismo.
OBJETIVOS
Ter uma visão geral de algumas empresas prestadoras de serviço, bem 
como o que podem oferecer à rotina de uma Agência de Viagens,
2
AULA10 – Relacionamentos de Agências de Turismo com seus fornecedores
Antes de entrarmos nesse assunto, deve-se estar bem claro como se dá a 
atual relação entre Agência de Viagens e Operadoras. 
O mercado define que, para uma Agência de Viagem, o cliente (público-
alvo) é o passageiro, pessoa física ou jurídica e dentre os fornecedores estão as 
empresas Operadoras. Já para as Operadoras, o cliente, legalmente falando, é a 
Agência de Viagens que intermediaria a venda. No entanto, é possível perceber 
que há operadoras no mercado que vendem direto para pessoas físicas/jurídicas, 
uma vez que numa venda direta (sem intermediários) o valor da comissão não 
será repassado, representando para a Operadora maior lucratividade.
O fornecedor é aquele que fornece o produto final, seja ao cliente ou ao 
intermediário que irá lhe representar, o agente de viagens neste caso. O produto 
turismo é algo bastante delicado de se trabalhar, uma vez que o deslocamento se 
dá de forma contrária. É o consumidor que vai até o produto, diferente de qualquer 
outra mercadoria que podemos comprar numa loja, supermercado ou shopping. 
Os fornecedores são:
Transportadoras
 Companhias aéreas / Alianças aéreas
 Cruzeiros marítimos, fluviais e lacustres 
 Empresa de Transfers (Traslado/Táxi) 
 Companhias terrestres 
 Rodoviárias
 Ferroviária
 Empresas de mergulho (Passeios submarinos) 
 Nasa (Viagem à Lua)
Meios de hospedagem
 Hotel
 Resort
 Pousadas
 Casa de família (Homestay)
 Centros Universitários
 Albergues
Demais serviços
 Agências de Receptivo
 GSAs
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 Seguradoras
 Parques
 Cassinos
 Restaurantes
 Intercâmbio 
 Outros.
Empresas parceiras (auxiliares)
Empresas que auxiliam no processo de venda ou intermediação de serviços 
turísticos:
• Bancos / Financeiras
• Cartões de Crédito
• GSAs
• BSP 
• GDSs
• Mídia especializada 
• Programas de contabilidade empresarial
• Representantes
• Secretarias de Turismo
• Escritórios de Convention Bureau
• Órgãos de Turismo
Exemplos:
GDS – Sistema Global de Distribuição
São eles: Amadeus, Sabre, Galileu, Gabriel, Zeus, Íris; Wordspam, etc.
São sistemas práticos com base em códigos de protocolos estabelecidos 
pela IATA com o objetivo de entendimento global entre todos os profissionais de 
turismo independentemente de sua nação, cultura, raça, costumes e crenças. 
A partir dos GDSs é possível se reservar passagens aéreas, locar carros , 
vender hotéis, consultar e vender cruzeiros, solicitar autorizações de crédito, além 
de muitas outras facilidades como câmbio de todas as moedas, previsão do tempo 
para os 5 (cinco) dias seguintes da consulta, informações técnicas e turísticas das 
cidades e aeroportos, promoções diversas e muito mais.
Esses sistemas apresentam um custo para a agência e cabe a ela decidir 
se há a necessidade de tal serviço e com qual trabalhar. Deve-se avaliar todos os 
pontos no caso de contratar um determinado sistema, tais como: seus principais 
serviços, as cias. aéreas envolvidas, custo, planos e outros.
Programas de Gerenciamento de Dados e Contabilidade Empresarial
São eles: Infortur, Gate, Fly etc.
4
Estes programas facilitam todo o trâmite no atendimento, desde o primeiro 
recibo até o fechamento da venda e emissão de toda a documentação da viagem. 
A partir de uma única “alimentação” no programa, este passa a emitir todos 
os documentos envolvidos na venda, além de calcular contas a pagar e receber, 
impostos e outros.
Novamente, quanto à escolha do sistema, fica o conselho de analisar cada 
produto e verificar o quanto este se faz necessário no quadro atual de sua 
empresa.
Mídia impressa
São eles: PanRotas (Jornal e Guia), Brasilturis Jornal; Jornal de Turismo; 
Guias diversos, etc.
São nossos aliados na hora de divulgar um novo produto e nos manter 
informados quanto às tendências do mercado e novidades. Mídia especializada no 
mercado de turismo, onde profissionais se encontram, trocam idéias e firmam 
novos negócios.
Bancos / Financiadoras / Cartões
São empresas que prestam serviços contábeis para melhor servir nossos 
clientes com boas opções de pagamento. Contratos são fechados quanto a juros, 
formas de pagamento, número de parcelas, faturamento e tudo tem que ser 
analisado de uma forma a agradar ambas as partes. 
Deve-se fazer uma análise detalhada da possível absorção do juros para 
que a empresa não sacrifique seu lucro quando esta é de porte pequeno ou médio 
e com pouco movimento em vendas financiadas, seja em cartão ou através de 
cheques pré-datados.
O importante, neste capítulo quanto aos fornecedores é o fato da grande 
variedade existente. Muitas vezes nos vemos num caso de nem saber que 
empresa de confiança trabalha ou revende determinado produto que um cliente 
deseja. Somos constantemente “atacados” por todos os lados com propagandas, 
promoções diversas, seja via fax, e-mail ou mala direta. Mas como saber se 
aquele produto é bom? Como checar a credibilidade da empresa perante o 
mercado? Como agir nesses casos?
INICIO DO BOXE EXPLICATIVO
A ABAV – Associação Brasileira de Agentes de Viagens possui um vasto 
cadastro de empresas associadas de alto gabarito, com credibilidade no mercado 
e sempre em caso de necessidade ou dúvida basta um telefonema para 
averiguar. Uma outra dica seria checar com colegas ou amigos de trabalho que já 
tenham utilizado os serviços daquela determinada empresa.
FIM DO BOXE EXPLICATIVO
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Transportadoras aéreas
 Desde o primeiro vôo foi possível perceber os múltiplos problemas que 
esse meio de transporte viria causar. A questão estava centrada na 
pergunta “a quem pertence o espaço aéreo?”. Portanto, já não se poderia 
mais ignorar que o espaço aéreo iria ser utilizado por todos os aviões. Teve 
início, então, uma série de conversações em nível de Estado para 
regulamentar o tráfego aéreo.
Em 1919, realizou-se em Paris a primeira reunião em âmbito estatal. Na 
ocasião, definiu-se a soberania de cada país sobre seu espaço aéreo. No dia 12 
de outubro de 1929, foi firmado o Convênio de Varsóvia, que unificou e 
estabeleceu as condições para o transporte aéreo. Esse convênio foi emendado 
no dia 28 de setembro de 1955, na cidade de Haia, na Holanda. É peça 
fundamental para estabelecer as relações comerciais entre as agências, os 
passageiros e as companhias aéreas, no que diz respeito aos direitos e deveres 
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http
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O Mercado do Turismo
Sobo o foco do Agenciam ento
Cliente
Agência
de Viagens
Operadora
Exportativa
Transportadora Meio de Hosp.
Locadora de Auto Outros
Fornecedores de
Serviços Turísticos
Operadors
Receptiva
das partes envolvidas, ao transporte de bagagem, ao seguro e às consequências 
após os acidentes aéreos. Um resumo do convênio que interessa diretamente aos 
passageiros consta da capa dos bilhetes de passagens.
Em 1944, em razão do rápido desenvolvimento do transporte aéreo que estava 
ultrapassando os limites territoriais de cada país, foi realizada, nos Estados 
Unidos, a Conferência de Chicago, quando se definiram os princípios jurídicos que 
regulam o transporte aéreo.
Assim, em 1945, após uma reunião de todas as companhias de aviação, que 
ficou conhecida como a Convenção de Havana, nasceu a International Air 
Trasport Association (Iata) com os seguintes objetivos:
a) promover a segurança, regularidade e economiado transporte aéreo em 
benefício das pessoas em todo o mundo;
b) fornecer o comércio aéreo e estudar os problemas relacionados com o 
mesmo;
c) criar os meios que possibilitassem uma colaboração entre as empresas de 
transporte aéreo, direta ou indiretamente dedicadas aos serviços internacionais de 
transporte aéreo;
d) colaborar com a International Civil Aviation Organization (Icao) e com as 
demais organizações internacionais.
A Iata é, portanto, uma associação privada de companhias de aviação, com 
sede em Montreal, que, por intermédio de diversas comissões, regula todos os 
aspectos comerciais do transporte aéreo. Por meio de “Resoluções” são 
estabelecidas normas abrangendo vários aspectos de caráter comercial, tais 
como: tarifas, comissões para os agentes de viagens, regulamentação de tráfego 
e outros, cujo cumprimento, por parte das companhias de aviação a ela filiadas (as 
que exploram linhas internacionais) e os membros associados (as transportadoras 
que exploram linhas internas).
Cada empresa de transporte aéreo, qualquer que seja sua importância ou 
esfera de ação de seus serviços, tem apenas um voto nas assembleias da Iata. As 
decisões tomadas nessas reuniões são por unanimidade e só podem ser 
aplicadas após aprovação dos governos interessados. No entanto, é mediante a 
Locação e seus diversos departamentos que são regulamentadas e definidas 
todas as normas internacionais do transporte aéreo no que diz respeito a: 
• estabelecimento de facilidades e segurança de vôos;
• ajudas de rádio; 
• informações meteorológicas;
• bases políticas para a navegação aérea. 
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A Icao é quem regulamenta a soberania de cada país sobre seu espaço 
aéreo por meio das chamadas “liberdades de ar”, que listamos a seguir:
1ª liberdade: a de uma aeronave poder sobrevoar livremente os territórios de 
todos os países do mundo sem a obrigatoriedade de pousar na1quele que estiver 
sobrevoando;
2ª liberdade: a de pousar nos territórios de todos os países com fins não 
comerciais;
3ª liberdade: a do direito de desembarcar passageiros provenientes do país ao 
qual pertence a aeronave;
4ª liberdade: a do direito de embarcar passageiros destinados ao país ao qual 
pertence a aeronave;
5ª liberdade: a do direito de desembarcar passageiros provenientes de outro 
país, sem ser o da aeronave, ou de embarcar passageiros destinados a um país 
diferente do da aeronave.
As duas primeiras são chamadas de Liberdades Técnicas e as demais, de 
Liberdades ou Direitos Comerciais. São aplicadas mediante acordos bilaterais 
firmados entre os países interessados. Entende-se por “Acordos Bilaterais” os 
acordos firmados entre os governos que autorizam o estabelecimento de serviços 
aéreos mediante determinadas condições.
 Billing and Settlement Plan (BSP) 
O BSP é um sistema, desenvolvido pela Iata, preciso e bem testado que 
significa os procedimentos de vendas, relatórios e pagamentos das faturas dos 
agentes de viagens Iata. O aspecto principal do BSP é o Standard Traffic 
Document (STD) (Padronização dos Documentos de Tráfego – as passagens 
aéreas), usado pelos agentes de viagens em nome de todas as empresas aéreas 
participantes do BSP.
O BSP usa os serviços do Centro de Processamento de Dados para 
computar:
• o faturamento e valores que os agentes remetem ao Clearing Bank (Banco 
Compensador) designado;
• a divisão desses valores pelo Banco Compensador para as empresas 
aéreas respectivas.
Por meio do BSP, tanto as empresas aéreas como os agentes de viagens 
melhoram seus serviços enquanto poupam tempo, esforços e dinheiro, como 
conseqüência.
Destaca-se que o BSP oferece uma série de vantagens aos agentes de 
viagens e às companhias aéreas.
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Vantagens do BSP
Para os agentes de viagens:
1. simplifica e reduz o trabalho por meio do uso dos Documentos 
Padronizados de Tráfego (Standard Traffic Documents – STD) para 
emissão manual ou automatizada de bilhetes em nome de todas as 
empresas aéreas participantes do BSP;
2. estabelece uma fonte que supre a distribuição desses documentos e a 
automatiza;
3. simplifica a burocracia e reduz as despesas gerais por substituir os vários 
relatórios de vendas por um único relatório de vendas padronizado (Sales 
Transmittal Form) submetido ao centro de processamento de dados.
4. utiliza um conjunto simples de formulários administrativos a serem emitidos 
em nome das empresas aéreas participantes do BSP;
5. aumenta a segurança – um único estoque de documentos facilita a custódia 
peloa agentes. É necessário menos espaço para guarda-los e o controle 
torna-se mais simplificado e seguro;
6. estabelece um ponto central para onde os relatórios devem ser enviados;
7. simplifica os procedimentos de remessa por estabelecer um ponto (Banco) 
para pagamento dos agentes;
8. encoraja o uso de sistemas mais modernos de emissões automatizadas, 
economizando tempo e dinheiro enquanto apresenta aos clientes um 
bilhete-padrão, único, limpo e legível;
9. simplifica o treinamento de funcionários. O Gerente do BSP organiza 
localmente cursos específicos sobre os procedimentos administrativos a 
serem seguidos no BSP. 
Para as empresas aéreas
1. estabelece o faturamento e os custos de cobrança;
2. proporciona um aumento no controle financeiro;
3. melhora o fluxo de caixa;
4. assegura que uma porção considerável de bilhetes, aceitos e devidamente 
processados, estejam em formato uniforme e legível e adaptado às 
operações necessárias para o procedimento de dados;
5. apresenta um bilhete legível que é mais simples para ser processado nos 
chek in dos aeroportos;
6. reporta de maneira neutra as faltas e transgressões cometidas;
7. minimiza a distribuição de documentos, o controle de estoque e os custos 
administrativos pelo uso de um fornecedor único;
8. consolida o fluxo de documentos para as empresas aéreas participantes do 
BSP, acelerando, portanto, os controles de qualidade;
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9. auxilia a contabilidade automatizada, provendo fitas/CD e arquivos 
contendo dados de faturamento;
10.acelera a produção de dados de vendas confiáveis e atualizadas, assim 
como dados estatísticos gerenciais.
• Como funciona o BSP
Etapa 1 – O Agente de Viagem
a) recebe o estoque dos Documentos Padronizados de Tráfego;
b) solicita os Formulários Administrativos Padronizados 
diretamente à gráfica sob a supervisão da Gerência do BSP;
c) obtém as Placas de Identificação das Companhias Aéreas 
(Carrier Identification Plates – CIP) participantes do BSP em nome 
das quais o agente de viagem emitirá os Documentos Padronizados 
de Tráfego (passagens aéreas);
d) adquire uma impressora de bilhetes e uma plaqueta de 
identificação do agente de viagem (Agent Validator Plate).
 Etapa 2 - Depois de obter o equipamento e o estoque de Documentos 
Padronizados de Tráfego (passagens aéreas), o agente de viagem pode começar 
a vender, usando-os.
Etapa 3 – Ao final de cada período de reporte de vendas, o agente de 
viagem prepara um único Relatório de Vendas (Sales Transmittal Form – STF) 
abrangendo todas as vendas para o BSP. Esse formulário, com os cupons de 
contabilidade e demais documentos contábeis são então enviados ao Centro de 
Processamento de Dados.
Etapa 4 – Tão logo os Relatórios de Vendas chegam ao Centro de 
Processamentos de Dados, são tratados da seguinte forma:
Etapa 5 – O agente faz somente uma remessa líquida periódica, 
abrangendo todas as transações do BSP, feitas em nome de todas as empresas 
aéreas participantes do BSP.
Etapa 6 – O departamento de contabilidade de cada empresa aérea 
participante do BSP verifica a exatidão das informações e envia aos agentes os 
memorandos de crédito/débito, quando necessários.
 
1
Empresas de Hospedagem
“A empresa hoteleira, um dos elementos essenciaisda infra-estrutura turística, 
constitui um dos suportes básicos para o desenvolvimento do Turismo num país”.
INICIO DO BOXE DE ATENÇÃO
Cada estabelecimento apresenta características muito próprias e 
determinantes para definir a arquitetura, os serviços, o marketing e a política 
comercial.
FIM DO BOXE DE ATENÇÃO
O que é válido para um não é válido para os demais. Localidades sujeitas a 
sazonalidade, por exemplo, obrigam a comportamentos diferenciados dos 
estabelecimentos hospedeiros em regiões que não sofrem desse problema.
Para melhor entendimento, é interessante conhecer os termos utilizados para 
diferenciar os tipos de alojamentos, bem como os regimes de alimentação que os 
hotéis oferecem a seus hóspedes. Entende-se por:
• quarto: a unidade habitacional apenas com o ambiente de dormir, sem 
banheiro conjugado. O banheiro localiza-se no final do corredor;
• apartamento: a unidade habitacional que possui banheiro conjugado;
• suíte: a unidade habitacional que, além do quarto de dormir, possui 
banheiro e uma sala de estar conjugados. Alguns hotéis acrescentam, 
ainda, uma cozinha;
Tipos de cafés-da-manhã ou de refeições ou de “tipos de pensão”
• pensão completa: regime de alojamento hoteleiro que inclui as três 
refeições (café da manhã, almoço e jantar). Conhecido por “Plano 
Americano” e pelas iniciais AP ou FAP;
• meia pensão: regime de hospedagem que oferece o café da manhã e 
uma refeição principal (almoço ou jantar). Conhecido por “Plano 
Americano Modificado” e pelas iniciais MAP;
• café continental: regime de hospedagem que consiste apenas no 
alojamento e um café simples (café preto, leite, pão, manteiga e geléia). 
Conhecido, também, por “Continental Breakfast ou Continental Plan”;
• english breakfast: pequeno almoço inglês. Essa refeição tem composição 
ampla que pode quase se considerar como uma refeição principal, 
consistindo em: bebidas quentes normais (chá, café, chocolate, leite), 
torradas, pão e manteiga, compotas, sucos de frutas, ovos, cereais, 
fiambres, doces, iogurte etc.
1
As empresas de hospedagens podem ser classificadas da seguinte 
forma:
Hotéis-padrão
São os que simplesmente fornecem aposentos para que seus hóspedes 
passem as noites. Alguns dispõem apenas dos apartamentos, outros acrescentam 
alguns serviços como piscinas, salas de jogos e de eventos, restaurantes, sauna, 
lojas, boates ou estacionamento.
Os prédios desses estabelecimentos devem estar de acordo com o ambiente 
onde estão inseridos a fim de não serem rejeitados pela comunidade e, até 
mesmo, pelos hóspedes se a arquitetura do edifício não estiver condizente com os 
edifícios vizinhos.
 Outros preferem trabalhar com grupos excursionistas. Jovens ou adultos, o 
comportamento desse tipo de cliente é muito próprio. São agitados, barulhentos e 
movimentam-se em bloco. Necessitam de diárias com preços reduzidos. 
Hotéis de praia
São estabelecimentos que se utilizam desse recurso 
natural para proporcionar a seus hóspedes o prazer de 
passar as férias nas delícias do litoral. O equipamento de 
lazer que se vai necessitar depende das condições do 
local e do tipo do mar (calmo, agitado, águas mornas, 
águas geladas, que permite ou não a utilização de 
embarcações para passeios, região ventosa, própria para pesca etc.). Em alguns 
casos, apesar da existência da praia, o hotel precisa complementar com piscinas 
ao ar livre ou internas, aproveitando apenas a paisagem.
Hotéis de montanha
São aqueles localizados nas encostas ou no alto das 
montanhas, explorando o visual e o ar puro. 
Geralmente, locais de difícil acesso que, por isso 
mesmo, precisam oferecer serviços muito especiais e 
atraentes a seus clientes. Estradas seguras, boa comida, apartamentos com 
amplas janelas e sacadas que proporcionam aos hóspedes a oportunidade de 
apreciar belas
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p://www.sxc.hu/photo/1191285
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paisagens evitando a monotonia. Por estarem em locais distantes dos centros 
urbanos, precisam dispor de uma infra-estrutura para abastecimento de alimentos, 
água, energia elétrica e rede de esgoto que funcione perfeitamente.
Hotéis fazenda (HF)
Os seres humanos, principalmente os que vivem 
em grandes centros urbanos, sentem necessidade 
de novamente ter contato com a natureza. Isso fez 
com que surgissem os hotéis em antigas fazendas, 
recebendo hóspedes, a maioria famílias, em suas 
dependências sem interromper as atividades normais 
da fazenda. Os visitantes participam da vida da fazenda, acordam cedo, tiram leite 
de vaca, montam a cavalo, passeiam de carroça, pescam nos lagos e rios, ouvem 
o canto das aves e vivem momentos que não encontram mais nas cidades onde 
residem. Muitas crianças nunca viram simples animais domésticos vivos como 
galinha, porco, cabra, etc. Só os conhecem mortos, em pedaços e nos frigoríficos 
dos supermercados.
O investidor dessa área deve tomar muito cuidado com o estilo das novas 
dependências onde os hóspedes vão pernoitar e conviver diariamente. 
Apartamentos, restaurantes e salas de jogos precisam combinar com o perfil da 
fazenda.
O ambiente rústico deve ser o elemento de contraste com o ambiente moderno 
das cidades. Esse contraste é que atrai o homem urbano. É um empreendimento 
que não exige muito investimento financeiro uma vez que o terreno, os 
equipamentos, os animais e a mão-de-obra já existem e serão empregados nos 
serviços do hotel.
Hotéis especializados em eventos
Existem hotéis especializados em realizar eventos. Estão totalmente equipados 
para tal. Possuem salas de conferências, exposições, restaurantes e material de 
apoio. Dirigem todo o esforço comercial e de marketing para captar eventos. Por 
reunir num só local tudo aquilo que os participantes dos eventos necessitam, 
esses hotéis obtêm sucesso absoluto em seus objetivos. Por trabalhar com venda 
por atacado, podem oferecer diárias com valores inferiores aos hotéis tradicionais 
de centro de cidade.
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http://www.sxc.hu/photo/1283330
 Hotéis em terminais de transporte (HTT)
Estabelecimentos localizados próximos a aeroportos, portos, rodoviárias, 
estações ferroviárias, que oferecem acomodações para viajantes em trânsito 
aguardando conexões. São hotéis diferentes dos demais.
Eles têm por objetivo principal atender a viajantes que perderam uma conexão 
aérea ou cujo vôo só ocorrerá no dia seguinte, ou, até mesmo, aos casos em que 
o intervalo entre a chegada e a saída do vôo no mesmo dia é muito grande, 
justificando a utilização de um hotel. Alguns desses hotéis estão localizados 
dentro do próprio edifício do aeroporto.
 Hotéis resorts
São hotéis localizados em zonas com forte atração turística. Estão situados em 
balneários, parques nacionais ou regiões exóticas. Dispõem de áreas de lazer em 
maior quantidade que os demais. Assim, os clientes podem permanecer longo 
período no hotel, participando de variadas atividades organizadas pelo próprio 
hotel como jogos de salão, esportes ao ar livre, passeios a cavalo, de barco, 
caminhadas, festas, teatro, competições entre os próprios hóspedes etc.Exemplo: 
os Club Mediterranée em várias partes do mundo, o Costão do Santinho na Ilha de 
Santa Catarina, Florianópolis. 
 Hotéis resorts all inclusive (tudo incluído)
“Foi o empresário hoteleiro Hohn Issa, chairman da cadeia jamaicana de 
super-Clubs, quem em 1976 apostou em incluir tudo no resort Negril Beach Village 
(atual Hedonism II). O sistema foi tão bem recebido pelos estadunidenses e 
canadenses – na época os principais clientes dos destinos caribenhos – que de 
imediato começou a ser imitado pelos demais resorts da região. Tudo incluído (TI) 
significa um plano de hospedagem que, por uma tarifa única, compreende tudo 
que o hóspede queira pedir durante a sua estadia:alojamento, cafés da manhã, 
almoços, jantares, snacks, refrescos, bebidas alcoólicas, cigarros e uma série 
enorme de atividades desportivas que o estabelecimento oferece, sem cobrar mais 
nada, impostos e gorjetas”. O primeiro empreendimento dessa natureza, 
construído no Brasil, está localizado na Costa do Suípe, na Bahia, a 75 km de 
Salvador e pertence à rede Breezes, da Jamaica; foi inaugurado em novembro de 
2000. 
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 Os hotéis resorts da Disney
A organização Disney possui uma coleção 
extraordinária de resorts, além dos parques de diversões. 
Sua importância não só como atração, mas pela natureza 
temática aplicada a cada empreendimento, motiva-nos a 
relacioná-los para servirem de inspiração aos 
investimentos turísticos que você, leitor, possa estar 
planejando. Outra coisa que desperta atenção é a 
quantidade de apartamentos que cada um dos resorts 
oferece. Durante a leitura, vá somando.
A lição que podemos tirar dos exemplos que se 
seguem é o alto padrão de qualidade da oferta de 
hospedagem. Começando pela área dos quartos; depois, as comodidades à 
disposição dos hóspedes; o clima de prazer existente na própria área hoteleira; os 
detalhes arquitetônicos dos edifícios; os canteiros ornamentais dos variados 
jardins. Tudo isso cria um clima atraente. Faz com que as pessoas sintam 
motivação para utilizar tais empreendimentos como locais para passar férias em 
detrimento de outros que não oferecem essas condições.
1. Hotéis do Disneyland Resort, Califórnia 
a. Disney’s Gran Californian Hotel
b. Disney’s Paradise Píer Hotel
c. Disneyland Hotel
2. Hotéis do Walt Disney World, Orlando, Flórida
α. Disney’s Pop Century Resort
β. The Villas at Disney’s Wilderness Lodge
χ. Disney’s All-Star Resorts
δ. Disney’s Caribbean Beach Resort
ε. Disney’s Coronado Springs Resort
φ. Disney’s Dixie Landing Resort Riverside
γ. Disney’s Port Orleans Resort French Quarter
η. Disney’s Fort Wilderness Resort & Campground
ι. The Villas at the Disney
ϕ. Disney’s Old Key West Resort
κ. Disney’s Boardwalk Villas
λ. Disney’s Wilderness Lodge
µ. Disney’s Contemporary Resort
ν. Disney’s Boardwalk Inn
ο. Disney’s Yacht and Beach Club Resort
π. Disney’s Polynesian Resort
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p://www.sxc.hu/photo/95713
θ. Disney’s Grand Floridian Resort & Spa
ρ. Disney’s animal Kingdom Lodge
 Principais resorts do Brasil
O primeiro resort a instalar-se no Brasil foi o Club Mediterranée, em 1981, na 
Ilha de Itaparica, Salvador. Foi um enorme sucesso copiado imediatamente por 
outras redes hoteleiras em várias partes do país. Praias, piscinas, diversões e 
muita mordomia são os ingredientes indispensáveis de todos os resorts.
Foi criada no Brasil, no ano de 2001, a resorts Brasil, uma associação dos 
principais empreendimentos desse setor hoteleiro com a participação de 16 deles. 
Segundo a Abav, os resorts representam 5% da oferta hoteleira no país. 
 Hotéis de estações invernais
]São hotéis localizados em regiões frias que exploram os fenômenos naturais 
do inverno, como a neve. Por estarem assim situados, exercem forte atração nos 
que gostam do frio. Situados nos centros das cidades ou fora delas, esses hotéis 
são atraentes pela arquitetura típica, normalmente usando madeira aparente e 
estilo suíço.
 Eco-hotel (EH)
São hotéis localizados em florestas tropicais, flutuantes em rios, lagos ou 
lagoas. Visam proporcionar aos hóspedes a oportunidade de explorar o ambiente 
natural protegido por lei nacional. Exemplo: hotéis flutuantes no Rio Amazonas, 
próximo a Manaus.
Hotéis de saúde (HS)
São estabelecimentos comerciais que se destinam a atender pacientes em 
convalescença ou que estejam em tratamento de obesidade (spa).
 Lodge
Estabelecimento hoteleiro composto por chalés, bangalôs, cabanas e outros 
dispostos numa área de interesse turístico onde seja possível praticar a caça, a 
pesca, caminhadas ecológicas etc.
Hotéis-residência (HR) – suíte service
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São estabelecimentos hoteleiros, dispondo de todos os serviços de um hotel 
tradicional, diferenciando-se deste apenas na forma do aluguel do apartamento, 
que é cobrado por uma semana completa.
 Hotéis de lazer (HL)
São todos os estabelecimentos de hospedagem que, em virtude da localização 
e dos serviços de lazer que oferecem, recebem essa classificação oficialmente.
 Motel (M)
Esse tipo de estabelecimento de hospedagem surgiu nos Estados Unidos para 
atender à necessidade de descanso dos viajantes de longo percurso. Localizados 
fora dos centros urbanos, ao longo das rodovias, servem às pessoas e também 
aos veículos com serviços de abastecimento e oficinas. O nome motel deriva da 
composição de motor-hotel.
 Pousada (PO)
Forma de estabelecimento hoteleiro que geralmente utiliza edifícios com valor 
histórico (casas antigas, antigos conventos, palácios, castelos) ou construções 
novas seguindo estilos arquitetônicos e serviços de acordo com as tradições 
regionais. Normalmente, as pousadas estão em locais que oferecem paisagem e 
comida típica da região.
As pousadas de Portugal tiveram sua origem nos anos 40, quando foram 
criadas as “pousadas regionais”, destinadas a alojar os viajantes e fornecer-lhes a 
alimentação respeitando o estilo e as tradições de cada região. 
De certa maneira, o conceito que presidiu à formação desse produto original de 
hotelaria foi inspirado nos pequenos estabelecimentos que, na Idade Média, 
floresciam em locais estratégicos, apoiando os viajantes em seus prolongados 
deslocamentos. Esses estabelecimentos deviam retratar fielmente a arquitetura, a 
decoração e a gastronomia, as características das regiões onde se encontravam, 
fugindo assim à mera cópia dos hotéis internacionais.
Podem-se resumir as idéias básicas que definem e tornam original esse tipo de 
alojamento da seguinte forma:
• instala-se em edifícios históricos ou situados em regiões de interesse 
histórico ou paisagístico;
• possui arquitetura, decoração, de acordo com a região onde se localiza, ou 
com natureza histórica do imóvel;
• oferece hospitalidade;
• tem dimensão pequena ou média;
• apresenta serviço personalizado;
• segue a gastronomia e bebidas regionais.
1
A pousada deve ser um lugar de prazer onde o visitante preserva sua 
identidade e não se sente nunca submetido a um serviço padronizado. Cada 
momento de sua estadia deve ganhar especial relevo numa pousada, graças à 
beleza dos espaços e à presença de um pessoal atento e zeloso. A pousada deve 
viver ao ritmo do hóspede, respeitando sua tranqüilidade e respondendo às suas 
solicitações.
 Apart-hotel (AH)
Estabelecimento comercial de hospedagem que oferece uma combinação 
entre apartamento de residência normal e serviços de hotel. O apart-hotel dispõe 
de um ou mais dormitórios, sala, banheiro, cozinha, garagem e objetiva atender a 
famílias que, utilizando esse tipo de estabelecimento, pagam o preço da diária 
mais barato que um hotel tradicional.
 Flat (F)
Condomínio residencial, cujas unidades habitacionais podem, eventualmente, 
ser locadas a terceiros por tempo determinado. As instalações físicas são mais 
amplas que as do apart-hotel, com serviços hoteleiros.
 Albergues (A)
Forma econômica de hospedagem, dirigida normalmente para estudantes e 
pessoas de baixa renda, dispondo de cômodos individuais ou coletivos. Muito 
utilizada nos Estados Unidos e na Europa.
 Camping ou acampamento turístico (AT)
Estabelecimento comercial que aluga pequenos espaços de um só terreno 
para ali serem instaladas barracas ou estacionados moto-homes e trailers. 
Oferece infra-estrutura completa para alimentação, higiene, energia e segurança.
 Hotéis em castelos
Na Europa, existe uma rede de pequenos castelos, localizados fora dos 
centros urbanos, denominada Relais Chateaux, que utiliza os antigos castelos 
como locais de hospedagem. O clima principescoimpera no interior dos mesmos 
por meio de mobiliário, decoração e jantares festivos, na tentativa de reviver o 
clima de antigamente.
Hotéis para executivos
São hotéis voltados ao turismo de negócios e que se especializam em atender 
a executivos. O hotel precisa dispor de serviços especiais para atender a esse tipo 
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de cliente, extremamente exigente. Os executivos não dispensam uma boa 
aparência no ambiente do salão de recepção, apartamentos amplos (de 
preferência em forma de suítes, pois recebem outros executivos para discutir 
negócios e por isso precisam de espaço físico), aparelhos de comunicação 
(telefones, fax, fotocópia, informática), serviços de secretaria (bilíngüe), sala para 
reuniões (fora da suíte) e pessoal de serviço de alto nível. Os executivos escolhem 
seus hotéis levando em conta critérios como localização, conforto das instalações, 
excelência de serviços, praticidade, recursos tecnológicos, facilidades e preços 
justos.
 Hotéis nas estrelas
O projeto de construir um hotel no espaço sempre encontrou um grande 
obstáculo: o custo. Uma empresa da Califórnia, a Space Island Group, teve a idéia 
de aproveitar os restos dos foguetes lançadores do ônibus espacial que flutuam no 
espaço antes de cair de volta à Terra. São estruturas ocas do tamanho de um 
Boeing 747, que, depois esvaziadas de seu conteúdo de combustível, seriam 
agrupadas e soldadas para construir o hotel. Entre os possíveis patrocinadores 
dessa empreitada estaria a rede de hotéis Hilton. O preço inicial estimado para 
estada de uma semana no resort espacial é de 2 milhões de dólares. Nesse 
período, os hóspedes flutuariam o tempo todo dentro das instalações do hotel, 
cercados por vistas espetaculares da Terra, 650 quilômetros abaixo. 
Paradores de turismo
“Estabelecimento comercial de hospedagem, com características semelhantes 
às da pousada, diferenciando-se desta por situar-se apenas em locais ou em 
edificações de estrito valor histórico-arquitetônico como castelos, mansões, 
antigas estalagens e fortalezas, estradas reais e outros. O termo parador muda 
conforme países e culturas. Na França, por exemplo, é conhecido como hotel 
château”. 
Na Espanha, paradores de turismo foram fundados em 1928 por ordem do Rei 
de Espanha, Affonso XIII, convertendo-se em excepcional cadeia hoteleira de 
prestígio e reconhecidos por sua qualidade em serviços e suas instalações únicas. 
Existiam, no ano 2001, 85 paradores distribuídos entre palácios, antigos 
conventos, castelos medievais, casas de fazendas típicas da região e construções 
modernas, localizadas em rotas especiais, povoados e cidades que oferecem uma 
parte essencial da história e da cultura da Espanha.
 Hotéis no gelo
Em Quebec, Canadá, onde a temperatura chega no inverno a – 30º C, existe 
um hotel chamado de Ice Hotel, construído totalmente no gelo. Os hóspedes 
dormem em quartos com temperatura de sete graus negativos, dentro de sacos de 
dormir e com cobertores aquecidos. Além da curiosa característica do hotel, o Ice 
Hotel possui cinema, bar, capela e galerias de arte com trabalhos esculpidos em 
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gelo. Igual ao do Canadá, existe outro Ice Hotel na Suécia, que faz muito sucesso. 
Recebe a cada ano cerca de 6.000 hóspedes. Em ambas as regiões, quando a 
temperatura começa a elevar-se, os Ice Hotéis desaparecem, pois derretem.
Curiosidade: o suntuoso Hotel Burj Al Arab de Bubai, o mais futurista e 
sofisticado do mundo, foi projetado e construído por 150 arquitetos e engenheiros, 
40 equipes de decoradores e 4 mil operários. Usou tecnologia do novo milênio, 
Ícone da cidade, tem 321 metros de altura. Sua estrutura está baseada em 250 
colunas encravadas 45 metros abaixo do nível do mar.
 Empresas de Cruzeiros Marítimos, Fluviais, Lacustres 
São empresas de navegação aquática que utilizam a embarcação como local 
de divertimento. Não transportam passageiros de um ponto a outro, mas realizam 
circuitos de ida e volta, com paradas para desembarque temporário de seus 
hóspedes, e ao mesmo tempo oferecem entretenimentos a bordo. A Grécia, o 
Caribe e o Mar Mediterrâneo são as regiões do mundo que mais exploram esse 
tipo de turismo.
 Na Europa, são realizados cruzeiros fluviais de 7, 10 e 14 dias por rios 
legendários como o Danúbio, o Elba, o Mosela, o Ródano e o Reno. Os navios 
que fazem esses cruzeiros são de alto luxo e cruzam as regiões mais românticas 
da Europa, desde pequenos vilarejos, paisagens de cartões-postais e cidades 
históricas.
 Empresas de fretamento aéreo
 São as empresas de aviação que se dedicam a alugar seus aviões para 
transportar grupos de turistas para destinos certos e tradicionais ou 
esporadicamente para novos destinos, oferecendo tarifas mais baixas do que as 
normais e, assim, contribuindo para a redução do preço dos pacotes de viagens 
oferecidos pelas agências.
.Empresas locadoras de veículos
São empresas que, dispondo de uma frota de veículos, dedicam-se a aluga-los 
a seus clientes por determinado tempo de uso. Algumas oferecem carros usados; 
outras, somente carros 0 km. Se compararmos as tarifas para aluguel de carro nos 
Estados Unidos e em qualquer outra parte do mundo, vamos verificar que o 
aluguel nos Estados Unidos custa a metade do preço do aluguel em outros países.
O comércio mundial de locadoras de veículos é enorme e está em ritmo de 
crescimento. Calcula-se que a frota mundial das locadoras de veículos chegue a 
700 mil carros.
A França possui outro sistema de aluguel. Trata-se do leasing de veículos, em 
que o cliente torna-se proprietário de um carro 0 km, entregue diretamente pela 
fábrica, último modelo. O cliente usa o veículo por tempo determinado e depois o 
devolve à fábrica como estivesse revendendo.
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 Empresas de transporte turístico
 Neste item, estão incluídas as empresas que se dedicam a transportar 
exclusivamente turistas durante a realização de um tour. Não transportam 
passageiros comuns.
 Terrestre
 Estão aqui incluídas não só as empresas de ônibus especializadas no 
transporte de grupos em viagens de turismo, como aquelas que realizam 
pequenos trajetos transportando hóspedes dos hotéis para os parques de 
diversões, os teleféricos que conduzem os turistas para o alto das montanhas e 
atrações (exemplo: o bondinho do Pão de Açúcar, o bonde do Corcovado, o 
teleférico na ilha de Capri, na Itália etc.).
 Ferroviário
 Em diversas regiões no mundo, é muito comum utilizar o trem como meio de 
transporte exclusivamente turístico. É o que acontece na cidade de Interlaken, 
Suíça, onde um trem com cremalheiras que sobe uma forte rampa para levar os 
turistas ao alto da montanha e descortinar magnífica paisagem. Em Curitiba, 
descer a Serra do Mar até Paranaguá, no litoral paranaense, em trem conhecido 
como litorina, é uma das grandes atrações daquele Estado brasileiro. 
Aquático
 O barco é outro meio de transporte turístico altamente utilizado pelas 
empresas do setor. No Rio Amazonas, realiza-se o passeio fluvial para levar os 
turistas ao local onde acontece o fenômeno do “Encontro das Águas” entre os rios 
Solimões e Negro. Nas Cataratas de Niagara, um pequeno barco conduz os 
visitantes quase debaixo da queda das águas daquela famosa cachoeira. Em 
Bariloche, pode-se passear de barco pelo lago Nahuel-Huapi e visitar a ilha onde 
estão as árvores do bosque de Arrayanes. 
Aéreo
 O avião é muito utilizado para realizar passeios, levando turistas a locais de 
difícil ou impossível acesso por terra e para permitir apreciar a paisagem por 
outros ângulos. Em Niagara Falls e em Foz do Iguaçu, são realizados passeios de 
helicóptero que se aproximam das quedas d’água, aventura impossível ao turista 
se não utilizasse esse meio de transporte. No Grand Canyon, sãoutilizados aviões 
pequenos para sobrevoar a região e permitir visualizar o ambiente de forma mais 
ampla.
 
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Empresas de gastronomia
Este item está ligado diretamente à produção de alimentos como atração para 
os visitantes. Não se trata de empresas que produzem alimentos para atender à 
população da cidade em geral. São os restaurantes especializados em comidas 
típicas, que oferecem shows que satisfazem à necessidade dos visitantes em 
conhecer o que há de interessante nesse setor. Essas empresas estão criando 
“restaurantes temáticos”. A idéia surgiu nos Estados Unidos a partir dos 
restaurantes Harley Davidson, que atraem os aficionados das motocicletas; Hard 
Rock Café (The Word’s Lagest rock-n’roll Restaurant) com o tema ligado ao ritmo 
do rock-n’ roll; Planet Hollywood, com tema ligado ao assunto do cinema; Race 
Rack, com tema ligado a caminhões e veículos de marca de renome mundial; Rain 
Forest Café (a Wild Place to Shop and Eat), baseado num clima de floresta e na 
vida animal e vegetal; Café Cancun, American Gladiators, Arabian Nights, 
Capone’s Dinner & Show, King Henry’s Feast, Mickey’s Tropical Revue, Pirate’s 
Dinner Adventure, Wild Bill’s e Wild West Dinner Extravaganza. 
 Empresas de divertimentos noturnos
Todos os turistas gostam de diversão, principalmente noturna. Podem ser 
boates, teatros, espetáculos musicais, típicos ou pornôs, não importa, são sempre 
muito bem aceitos. Os lugares que possuem essa atração noturna estarão 
oferecendo aos turistas uma oportunidade de preencher o tempo.
 Empresas de assessoria e consultoria
 Como turismo é um assunto muito sério e deve ser conduzido por 
especialistas, todo e qualquer plano de desenvolvimento turístico de uma região 
deverá ser elaborado com a assistência de um escritório de assessoria e 
consultoria, para que as ações, os estudos e os projetos sejam definidos com a 
mínima margem de erros.
 Empresas de financiamentos para viagens
São aquelas empresas financeiras que, dispondo de recursos, emprestam 
dinheiro para que viajantes paguem suas despesas com passagens, hotéis e 
demais serviços em parcelas mensais, lucrando com os juros cobrados. Essas 
facilidades surgiram no Brasil somente a partir de 1990. Antes, era possível 
financiar somente as despesas com as passagens, usando financiamento das 
próprias companhias aéreas. As demais despesas tinham que ser pagas a vista. 
Estão nesta relação os cartões de crédito American Express, Dinner’s, Credicard e 
o Banco ABN. 
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 Empresas que organizam eventos
São as empresas que se encarregam da organização e administração dos 
eventos mediante remuneração. As atividades dessas empresas, no Brasil, são 
regidas pelo Decreto nº. 89.707, de 25 de maio de 1984 e pela Resolução 
Normativa do CNTur nº. 14/84, que as classificou nas seguintes categorias:
 Empresas organizadoras de eventos
“São as responsáveis, mediante contratação ou outra forma de remuneração, 
pela prestação direta ou indireta de serviços para o planejamento e gerenciamento 
desses eventos”. 
 Empresas de serviços especializados
São as responsáveis, mediante contratação a ser feita, em cada caso, por 
indicação e seleção da empresa organizadora do evento, pela prestação 
remunerada de serviços que, por sua natureza e especialização técnica, destinam-
se exclusiva ou predominantemente à realização de eventos.
O Decreto nº. 89.707 determina ainda que os serviços remunerados para a 
organização de congressos, convenções, seminários ou eventos congêneres, no 
Brasil, poderão ser executados somente por empresas registradas, para esse fim, 
na Embratur.
O mesmo Decreto, no Capítulo III, art. 5º, constitui como prerrogativas 
exclusivas das Empresas Organizadoras de Eventos, devidamente registradas na 
Embratur, a utilização de siglas, números, palavras, marcas ou expressões que se 
refiram ao registro na Embratur, respeitadas as normas legais relativas à 
propriedade industrial, o uso da expressão empresa organizadora de congressos, 
convenções e eventos congêneres ou outras que, semelhantemente, refiram-se à 
prestação de serviços para eventos.
Não será concedido registro na Embratur a organizações ou associações sem 
fins lucrativos, nem a empresas ou entidades controladas direta ou indiretamente 
pelo poder público ou por elas subvencionadas.
Também a Resolução Normativa CNTur nº 14/84 classifica os serviços como 
exclusivos, obrigatórios ou permissíveis e define as condições para que a 
realização de eventos seja subordinada a ela.
Estão enquadrados nessas condições os eventos da Embratur:
a. incluem-se no Calendário Turístico da Embratur;
b. são reconhecidos como capazes de promover o aumento do fluxo turístico, 
pelo Conselho Nacional de Turismo (CNTur);
c. têm como finalidade: o aperfeiçoamento cultural, científico ou técnico dos 
participantes; a divulgação ou intercâmbio de experiências pertinentes a 
determinada atividade profissional ou a determinada área de 
conhecimentos e o congraçamento profissional e social dos participantes.
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Estão excluídas do âmbito de aplicação da Resolução Normativa 14/84 da 
Embratur:
1. as feiras e exposições de natureza comercial e industrial que estão 
sujeitas ao Decreto nº. 87.761, de 21 de dezembro de 1981;
2. os eventos patrocinados e promovidos por empresas, entidades ou 
associações, exclusivamente para seus empregados, funcionários ou 
sócios, bem como os organizados por instituições de ensino autorizadas a 
funcionar na forma da legislação própria, desde que não haja a prestação 
remunerada de serviços aludida nos arts. 5º e 6º da Resolução Normativa;
3. os eventos organizados ou promovidos pelo órgão governamental 
competente, em decorrência do exercício de atribuição conferida pelo art. 
3º do Decreto nº. 89.776, de 7 de junho de 1984;
4. a mesma Resolução Normativa diz que “as prestadoras de serviços 
remunerados eventualmente contratados para a organização dos eventos 
referidos no inciso III (item acima) estarão sujeitas às disposições da 
Resolução Normativa, observadas quaisquer peculiaridades que lhes 
sejam próprias e específicas”. 
Os serviços, conforme o art. 5º da Resolução Normativa, são 
considerados como:
• Exclusivos: São os serviços que devem ser prestados somente por uma 
empresa organizadora de eventos e registrada na Embratur como tal. 
Nenhuma outra entidade poderá realizar os serviços a seguir enumerados:
1. o planejamento do evento, mediante a apresentação de projeto que 
compreende a definição de todas as etapas e atribuições necessárias a sua 
execução;
2. o gerenciamento do evento, mediante a organização, instalação e 
funcionamento de secretaria anterior, concomitante e posterior ao evento, 
capaz de dar atendimento a todas as providências necessárias a sua 
realização;
3. a interpretação simultânea e tradução, mediante a utilização de intérpretes 
e tradutores, ou de equipamentos eletrônicos;
4. o fornecimento e montagem, nas instalações onde se realizará o evento, 
dos equipamentos necessários à interpretação simultânea, bem como a 
locação do pessoal necessário à operação desses equipamentos;
5. o fornecimento de recepcionistas para atendimento e assistência no local 
de realização do evento;
6. a prestação de serviços de som e projeção.
• Obrigatórios: São os serviços que devem ser prestados obrigatoriamente 
pelas empresas organizadoras de eventos e pelas empresas de serviços 
especializados;
 
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As Empresas organizadoras de eventos são responsáveis pelo:
planejamento do evento, mediante a apresentação de projeto que compreende 
a definição de todas as etapas e atribuições necessárias a sua execução;
gerenciamento do evento, mediante a organização a instalação e o 
funcionamento de secretaria anterior, concomitantee posterior ao evento, 
capaz de dar atendimento a todas as providências necessárias a sua 
realização.
 As Empresas de serviços especializados são responsáveis pelos:
demais serviços já citados no item “exclusivos”.
Permissíveis:
 Segundo o art. 8º da Resolução Normativa 14/84, as empresas prestadoras de 
serviços remunerados para a organização de eventos, além dos serviços que lhes 
sejam exclusivos e obrigatórios, poderão ainda exercer, observada a legislação 
específica que os discipline, quaisquer atividades que não prejudiquem ou 
impeçam a prestação dos serviços previstos no art. 5º da resolução.
Empresas de parques temáticos
 São empreendimentos que utilizam temas diferenciados na ambientação 
física de suas atrações e têm como um de seus objetivos comerciais o 
estímulo da atividade turística. Eles estão classificados em parques 
temáticos específicos, aquáticos e de diversão.
Empresas de cartões de assistência
 São empresas que oferecem assistência aos problemas de saúde que 
ocorrem com os viajantes durante a permanência no exterior. Esses 
seguros atendem a despesas médicas, hospitalares, farmacêuticas, 
transportes especiais, busca de malas pedidas etc.
Empresas de marketing turístico
 São as empresas especializadas em criar e desenvolver um plano de 
marketing tanto para órgãos públicos de turismo como para empresas privadas. 
Para que possam desempenhar adequadamente seu papel, devem conhecer as 
características do setor turístico.
 
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 Empresas de informações turísticas locais
 São as empresas especializadas em produzir folhetos, mapas, catálogos 
informativos e promocionais a respeito das atrações da região para orientar 
os visitantes sobre os atrativos locais. 
 
 Empresas de sinalização turística
 São as empresas que produzem placas de sinalização de trânsito e 
indicadores das atrações turísticas. As placas devem seguir certos padrões 
internacionais definidos, no Brasil, pela Embratur.
INICIO DE BOXE DE CURIOSIDADE
Você acaba de conhecer algumas das empresas com as quais as Agências de 
Turismo se relacionam. Por isso, você deve aos poucos ir se familiarizando com 
todas estas empresas prestadoras de serviços, porque elas serão muito valiosas 
para o sucesso do seu trabalho como Agente de Viagens.
E... sucesso é o que desejamos para você.
FIM DE BOXE DE CURIOSIDADE
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	CEDERJ – CENTRO DE EDUCAÇÃO SUPERIOR A DISTÂNCIA
	DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
	METAS
	Vantagens do BSP
	Para as empresas aéreas
	Como funciona o BSP
	Hotéis-padrão
	Hotéis de praia
	Hotéis de montanha
	 Lodge
	Empresas de marketing turístico

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