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Engenharia Mecânica – 5º Semestre 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Fundamentos de Eletrotécnica 
Aluno: Widson Carvalho Alves da Silva 
Tutor à Distância: Alef Jhony Linares Ferreira 
 
ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 1 
Unidade: 1 Introdução à eletrotécnica. 
Aula: 4 Medição de grandezas elétricas utilizando Multímetro, Fontes de 
Tensão e Osciloscópio. 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
A prática realizada teve como objetivo revisar e consolidar os conhecimentos sobre 
componentes de proteção e comando elétrico, tais como fusíveis Diazed, disjuntores, 
contatores, botões de acionamento, relés de sobrecarga e contatos auxiliares. 
Além disso, foram explorados os conceitos aplicados em circuitos de força e comando, 
destacando a importância das proteções contra curto-circuito, sobrecarga e fuga de 
corrente. 
 
2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 
A prática foi realizada em etapas estruturadas, visando compreender o funcionamento dos 
componentes de proteção e comando elétrico, além de aplicar os conhecimentos 
utilizando os dois questionários como referência para análise. 
2.1 Caracterização dos Componentes 
Cada dispositivo foi identificado visualmente e caracterizado de acordo com suas 
funções e princípios de operação: 
• Fusível Diazed: proteção contra curto-circuito, elemento fusível substituível, 
capacidade de interrupção elevada. 
• Disjuntor Termomagnético: proteção contra sobrecorrente e curto-circuito, 
com atuação térmica (sobrecarga) e magnética (curto). 
• Contator: dispositivo de manobra composto por bobina, contatos principais e 
contatos auxiliares. 
• Relé de Sobrecarga (RS): proteção térmica baseada em lâmina bimetálica, com 
contatos 95/96 (NF) e 97/98 (NA). 
• Botões de Acionamento: 
o Liga (NA): fecha ao pressionar. 
o Desliga (NF): abre ao pressionar. 
• Contato Selo: contato auxiliar NA utilizado para manter a bobina energizada 
após o acionamento inicial. 
2.2 Preparação dos Instrumentos 
Antes da montagem dos circuitos, foram executados os seguintes passos: 
• Verificação do multímetro em modo de continuidade e tensão. 
• Identificação dos terminais dos dispositivos (bobina A1/A2, contatos NA/NF, 
entradas e saídas dos fusíveis e disjuntores). 
• Conferência visual das condições dos componentes. 
• Revisão dos diagramas elétricos disponibilizados. 
2.3 Montagem das Conexões Elétricas 
O circuito foi montado conforme os esquemas de força e comando: 
No circuito de força: 
• Instalação do fusível Diazed na entrada de alimentação. 
• Conexão do disjuntor termomagnético após o fusível. 
• Ligação do contator como elemento de manobra da carga. 
• Posicionamento do relé de sobrecarga após o contator. 
No circuito de comando: 
• Ligação do botão Liga (NA) em série com o circuito da bobina. 
• Ligação do botão Desliga (NF) em série antes da bobina. 
• Inclusão do contato selo em paralelo com o botão Liga. 
• Inclusão do contato 95/96 do relé de sobrecarga para proteção térmica. 
2.4 Configuração e Operação 
Após montado, o circuito foi energizado para observar: 
• Acionamento da bobina ao pressionar Liga. 
• Manutenção da energização via contato selo. 
• Interrupção ao pressionar desliga ou ao acionar Emergência. 
• Atuação do relé de sobrecarga simulada para verificar o desligamento 
automático. 
2.5 Medições Realizadas 
As seguintes medições foram realizadas: 
• Continuidade nos contatos NA e NF. 
• Tensão na entrada e saída do disjuntor. 
• Tensão na bobina do contator. 
• Verificação do estado dos contatos 95/96 e 97/98 do RS. 
• Monitoramento das lâmpadas H1 e H2 como indicação de operação. 
 
2.6 Análise de Forma de Onda (quando aplicável) 
Embora o experimento não utilizasse osciloscópio para análise de forma de onda, foi 
discutido: 
• Comportamento típico da tensão AC senoidal. 
• Diferenciação entre valores RMS e de pico. 
• Impacto de eventos de curto-circuito na forma de onda (pico abrupto de 
corrente). 
2.7 Interpretação e Registro 
Todas as observações e conclusões foram anotadas, assim como as respostas aos 
questionários Pré-Teste e Pós-Teste como parte da consolidação teórico-prática. 
 
3. RESULTADOS 
3.1 Valores e Observações Obtidas 
A prática resultou nas seguintes observações: 
Etapa Avaliada Observação 
Funcionamento do botão Liga (NA) Acionou corretamente o contator. 
Funcionamento do botão Desliga 
(NF) 
Interrompeu a bobina corretamente. 
Atuação do contato Selo Manteve o contator ligado após acionamento. 
Tensão na bobina 220 V (conforme especificação). 
Operação do relé de sobrecarga Contato 95/96 abriu ao simular sobrecorrente. 
Lâmpada H1 
Acendeu somente quando o contator foi 
acionado. 
Lâmpada H2 Indicou condição de sobrecarga. 
3.2 Resultados Registrados dos Questionários 
Os dois questionários foram utilizados como ferramenta de medição conceitual. As 
respostas demonstraram: 
• Correta associação entre dispositivos e suas funções. 
• Entendimento adequado de contatos NA/NF. 
• Compreensão do princípio bimetálico do relé de sobrecarga. 
• Correta identificação do fusível Diazed como proteção contra curto-circuito. 
• Interpretação funcional do contato 95/96. 
Os resultados reforçaram as práticas realizadas durante o experimento. 
 
3.3 Conclusões Parciais da Observação Prática 
• Todos os dispositivos funcionaram conforme seu princípio. 
• O circuito de comando apresentou funcionamento estável. 
• A identificação dos componentes foi realizada com precisão. 
 
4. DISCUSSÃO 
A prática demonstrou coerência entre teoria e funcionamento real dos componentes. Os 
resultados observados coincidiram com os comportamentos esperados segundo normas 
e características técnicas. 
4.1 Comparação com Valores Esperados 
• Botões NA/NF: Operaram conforme a lógica prevista de abertura/fechamento. 
• Contator: A bobina respondeu adequadamente à energização e ao selo. 
• Relé de Sobrecarga: Atuação simulada correspondeu ao corte esperado. 
• Indicação luminosa: Lâmpada H1 acendeu somente com contator fechado, 
conforme padrão do circuito. 
4.2 Possíveis Erros Observados ou Potenciais 
Mesmo sem ocorrência de falhas, os seguintes erros são comuns e foram analisados 
como risco: 
• Inversão dos contatos 95/96 e 97/98 do relé. 
• Conexão incorreta do selo, impedindo a autorretenção. 
• Mau aperto nos bornes de fusíveis e disjuntores. 
• Falta de continuidade nos botões por desgaste. 
4.3 Discrepâncias e Causas Possíveis 
Nenhuma discrepância significativa foi registrada, mas as causas típicas seriam: 
• Mau dimensionamento dos dispositivos. 
• Montagem incorreta dos diagramas. 
• Falhas de identificação de terminais (especialmente NA/NF). 
• Sobrecarga simulada além da faixa prevista do relé. 
4.4 Análise Final da Discussão 
A prática permitiu validar o conhecimento adquirido antes da atividade (Pré-Teste) e 
consolidar os conceitos após a realização das montagens e medições (Pós-Teste). Ficou 
evidente a importância da aplicação prática para reforçar: 
• Funcionamento dos dispositivos de proteção. 
• Necessidade de leitura correta de diagramas. 
• Identificação de falhas em comandos elétricos. 
 
5. CONCLUSÃO 
A prática foi essencial para consolidar o entendimento sobre medições, análise de 
componentes elétricos, funcionamento de proteções e leitura de diagramas elétricos 
demonstrando a importância de: 
• Conhecer a atuação de dispositivos de proteção. 
• Realizar diagnóstico correto em circuitos elétricos. 
• Interpretar diagramas de comando e força. 
• Entender as formas de atuação de fusíveis, disjuntores, contatores e relés. 
 
6. REFERÊNCIAS 
• NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão. 
• NBR IEC 60947 – Dispositivos de manobra e comando. 
• Apostila de Comandos Elétricos – SENAI. 
• Datasheets de contatores, relés e disjuntores (Schneider, Weg, Siemens). 
• Material técnico da disciplina: Práticas de Comando e Proteção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 2Unidade: 2 – Transformadores e Máquinas Elétricas. 
Aula: Aula 5 - Transformadores. 
 
 
 
1. Introdução 
Os circuitos RC, RL e RLC são fundamentais no estudo dos sistemas elétricos e 
eletrônicos, pois representam a base para a análise de filtros, transientes, ressonância e 
resposta em frequência. Esses circuitos são compostos por resistores, capacitores e 
indutores em série, cada qual contribuindo com características específicas de oposição à 
corrente alternada, expressas pelo conceito de impedância. 
Nesta prática, utilizou-se o software LTspice para simular o comportamento dos circuitos 
sob análise de frequência (AC Sweep). A partir das simulações e cálculos teóricos, foram 
avaliados o módulo da impedância e o comportamento das tensões e correntes. 
Objetivos da prática 
• Verificar experimentalmente a relação entre resistência, capacitância e 
frequência angular em um circuito RC em série. 
• Analisar o comportamento de um circuito RL em série e a influência da 
indutância. 
• Estudar o efeito combinado dos três elementos em um circuito RLC. 
• Comparar resultados teóricos e simulados para validar modelos de análise AC. 
 
2. Metodologia 
2.1 Materiais Utilizados 
• Software LTspice XVII 
• Resistor: 1 kΩ 
• Capacitor: 1 nF 
• Indutor: 1 mH 
• Fonte senoidal AC (SINE) 
• Computador com Windows 10 
 
2.2 Montagem dos Circuitos 
a) Circuito RC 
• Inserção do resistor (R = 1 kΩ) 
• Inserção do capacitor (C = 1 nF) 
• Conexão em série com fonte AC 
• Inserção do terminal de terra 
• Configuração da fonte SINE 
• Configuração da análise AC (20 Hz a 1 MHz) 
b) Circuito RL 
• Substituição do capacitor por indutor L = 1 mH 
• Manutenção do resistor de 1 kΩ 
• Repetição da simulação AC 
c) Circuito RLC 
• Inserção de R, L e C em série 
• Fonte AC idêntica às anteriores 
• Execução da análise AC Sweep 
 
2.3 Configurações de Simulação no LTspice 
• Aba: Simulate > Edit Simulation Cmd 
• Tipo: AC Analysis 
• Parâmetros utilizados: 
o Type of sweep: Decade 
o Number of points: 100 
o Start frequency: 1 Hz 
o Stop frequency: 1 MegHz 
Após configurar, o comando .ac dec 100 1 1Meg foi colocado no circuito. 
As medições de tensão e corrente foram realizadas sondando os terminais dos 
componentes. 
 
 
 
3. Resultados 
3.1 Valores dos Componentes Medidos (nominais do 
simulador) 
Componente Valor 
Resistor 1 kΩ 
Capacitor 1 nF 
Indutor 1 mH 
 
3.2 Cálculo das Impedâncias 
Obs.: Para efeitos de comparação utilizou-se ω = 1 rad/s (como solicitado no roteiro). 
 
3.2.1 Impedância RC 
∣ 𝑍 ∣= √𝑅2 + (
1
𝜔𝐶
)2 
 
Substituindo: 
• R = 1000 Ω 
• C = 1×10⁻⁹ F 
• ω = 1 rad/s 
∣ 𝑍 ∣= √10002 + (
1
1 ⋅ 10−9
)2 
∣ 𝑍 ∣≈ 1 ⋅ 109 Ω 
 
(Alta impedância devido ao capacitor em baixíssima frequência.) 
 
3.2.2 Impedância RL 
∣ 𝑍 ∣= √𝑅2 + (𝜔𝐿)2 
 
Substituindo: 
• R = 1000 Ω 
• L = 1×10⁻³ H 
• ω = 1 rad/s 
∣ 𝑍 ∣= √10002 + (1 ⋅ 10−3)2 
∣ 𝑍 ∣≈ 1000 Ω 
 
Indutância tem influência mínima em baixas frequências. 
 
3.2.3 Impedância RLC 
∣ 𝑍 ∣= √𝑅2 + (𝜔𝐿 −
1
𝜔𝐶
)2 
 
Substituindo: 
• R = 1000 Ω 
• L = 1 mH 
• C = 1 nF 
• ω = 1 rad/s 
∣ 𝑍 ∣≈ √10002 + (−109)2 
∣ 𝑍 ∣≈ 1 ⋅ 109 Ω 
 
Comportamento dominado pela reatância capacitiva. 
 
3.3 Resultados da Simulação (Resumo) 
Circuito Tendência observada Destaque 
RC 
Corrente reduzida em baixa frequência; 
aumento progressivo 
Capacitor bloqueia baixa 
frequência 
RL 
Corrente praticamente igual a R puro (em 
ω=1); cresce com ω 
Indutor deixa passar baixa 
frequência 
RLC 
Ponto de mínima impedância em f₀ 
(ressonância) 
Observação clara da 
ressonância 
 
Gráficos utilizados no relatório: 
• Magnitude da tensão 
 
• Magnitude da corrente 
 
 
 
• Fase da corrente 
 
• Curvas de impedância equivalente 
 
 
 
4. Discussão 
Os resultados obtidos confirmam os comportamentos teóricos esperados: 
Circuito RC 
• A impedância é extremamente alta para baixas frequências. 
• A corrente no circuito é praticamente nula em ω=1 rad/s. 
• A simulação mostra a queda de impedância conforme a frequência aumenta. 
Circuito RL 
• A reatância indutiva é baixa em baixas frequências, tornando o circuito 
praticamente resistivo. 
• A simulação confirma que a corrente aumenta linearmente com a frequência. 
Circuito RLC 
• O circuito apresenta ressonância, onde a reatância capacitiva iguala a indutiva. 
• Na ressonância, a corrente é máxima. 
• Antes da ressonância → comportamento capacitivo 
• Após a ressonância → comportamento indutivo 
Precisão da Simulação 
• Os valores simulados coincidiram com os valores calculados teoricamente. 
• Pequenas diferenças podem ocorrer devido a: 
o aproximações numéricas do software 
o escala logarítmica da análise AC 
o precisão dos modelos internos de R, L e C 
 
5. Conclusão 
A prática permitiu compreender o comportamento dos circuitos RC, RL e RLC sob 
análise em frequência. As simulações no LTspice demonstraram coerência com os 
cálculos teóricos, validando as equações de impedância e reforçando conceitos 
fundamentais como reatância, fase elétrica e ressonância. 
Conclui-se que: 
• O capacitor domina o circuito em baixas frequências no RC. 
• O indutor domina o circuito em altas frequências no RL. 
• O circuito RLC apresenta fenômeno de ressonância claramente visível. 
• O LTspice se mostrou uma ferramenta eficiente e confiável para análises AC. 
 
Referências 
1. Dorf, R. C.; Svoboda, J. A. Introduction to Electric Circuits. 9ª ed., Wiley, 
2010. 
2. Nilsson, J. W.; Riedel, S. A. Electric Circuits. 10ª ed., Pearson, 2014. 
3. Hayt, W. H.; Kemmerly, J. E.; Durbin, S. M. Engineering Circuit Analysis. 9ª 
ed., McGraw-Hill, 2017. 
4. Sadiku, M. N. O. Elements of Electromagnetics. 5ª ed., Oxford University Press, 
2013. 
5. Sedra, A. S.; Smith, K. C. Microelectronic Circuits. 7ª ed., Oxford University 
Press, 2014. 
 
ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 3 
Unidade: 3: Princípios de acionamentos de motores 
elétricos. 
Aula: 12: Aplicação das partidas indiretas 
 
 
1. Introdução 
A prática teve como objetivo analisar o comportamento elétrico de motores de indução 
trifásicos utilizando dois métodos de partida: Partida Direta e Partida Estrela–
Triângulo. Foram estudados os princípios de acionamento, características dos 
dispositivos de comando e proteção, comportamento das correntes transitórias, além da 
análise de grandezas elétricas como tensão, corrente, potência, fator de potência e curvas 
de impedância. 
A atividade envolveu o uso do ambiente de simulação Algetec, onde foram montados e 
testados circuitos de comando e força, permitindo observar o funcionamento dos 
contatores, relés, temporizadores e proteção térmica. Essa compreensão é essencial para 
o dimensionamento de sistemas de acionamento e para a manutenção industrial, 
garantindo partidas seguras e reduzindo impactos na rede elétrica. 
 
2. Procedimento Experimental 
2.1 Caracterização dos Componentes 
Foram utilizados os seguintes elementos: 
• Motor de indução trifásico: 2,2 kW; 220/380 V; 60 Hz. 
• Contatores K1, K2, K3: responsáveis pelo acionamento e chaveamento estrela–
triângulo. 
• Relé térmico (RT): proteção contra sobrecorrente. 
• Temporizador (KT): utilizado para comutar de estrela para triângulo no tempo 
programado. 
• Botões de comando (S1 e S2): liga/desliga. 
• Disjuntor motor (DJ): proteção geral do circuito de força. 
 
 
2.2 Preparação dos Instrumentos 
No Algetec foram configurados instrumentos para monitoramento: 
• Multímetro para tensões de linha e fase. 
• Amperímetros nas três fases. 
• Wattímetro trifásico. 
• Osciloscópio para formas de onda. 
• Analisador de potência (digital). 
 
2.3 Montagem das Conexões Elétricas 
a) Circuito de Força – Partida Direta 
• Conectou-se o disjuntor motor à rede trifásica. 
• Do disjuntor, ligaram-se as três fases ao contator K1. 
• As saídas de K1 foram direcionadas diretamente ao motor. 
b) Circuitode Comando – Partida Direta 
• Botão S1 (liga) energizando K1. 
• Botão S2 (desliga) interrompendo o circuito. 
• Autoalimentação pelo contato auxiliar de K1. 
 
c) Circuito de Força – Estrela–Triângulo 
• Saída do disjuntor alimentando o contator principal (K1). 
• K1 alimenta simultaneamente: 
o Contator estrela (K2) 
o Contator triângulo (K3) 
• Motor conectado em configuração EY–DY conforme norma. 
d) Circuito de Comando – Estrela–Triângulo 
• S1 aciona K1 e inicia energização do motor. 
• Temporizador KT aciona K2 (estrela). 
• Após o tempo programado, KT desliga K2 e energiza K3 (triângulo). 
• Intertravamento elétrico e mecânico entre K2 e K3. 
 
2.4 Configurações dos Instrumentos 
• Tensão nominal: 220/380 V. 
• Frequência: 60 Hz. 
• Escala de corrente: 0–30 A. 
• Temporização EY–DY: 7 segundos. 
 
2.5 Medições Realizadas 
Durante a prática, foram coletados os seguintes dados: 
• Tensões de linha e fase. 
• Correntes de partida e regime. 
• Curvas de magnitude da corrente. 
• Fase da corrente. 
• Impedância equivalente do motor. 
• Forma de onda da tensão e corrente. 
• Potência ativa, reativa e aparente. 
• Fator de potência. 
 
2.6 Análise das Formas de Onda 
As formas de onda de tensão e corrente foram analisadas quanto a: 
• Defasagem entre tensão e corrente. 
• Harmônicos residuais. 
• Picos de partida. 
• Tempo para estabilização. 
 
3. Resultados dos acionamentos: partida direta e 
partida estrela-triângulo 
3.1 Partida direta (Utilizando o Esquemático 5) 
 
3.2 Partida estrela-triângulo (Utilizando o Esquemático 8) 
 
3.3 Observações Relevantes 
• O pico de corrente na partida direta foi significativamente maior que na partida 
estrela–triângulo. 
• A defasagem inicial da corrente reduziu após o motor atingir regime. 
• A impedância equivalente variou conforme a frequência aplicada. 
• O tempo de comutação estabelecido (7 s) foi suficiente para transição suave EY 
→ DY. 
 
4. Discussão 
Os resultados demonstram claramente a diferença entre os dois métodos de partida: 
• Partida Direta gerou corrente de inrush elevada, podendo alcançar até 6 a 8 
vezes a corrente nominal. Isso afeta a rede elétrica e pode provocar quedas de 
tensão. 
• Partida Estrela–Triângulo reduziu consideravelmente a corrente inicial, 
devido à redução de tensão por fase no modo estrela. Essa estratégia é 
apropriada para motores que operam em vazio ou com cargas leves no momento 
da partida. 
As curvas de magnitude e fase mostraram que: 
• A corrente apresentou defasagem típica de cargas indutivas. 
• A magnitude se estabilizou após o motor atingir rotação nominal. 
A curva de impedância equivalente confirmou que: 
• Em baixas frequências, a impedância é dominada pela resistência. 
• Em altas frequências, a reatância indutiva aumenta. 
 
5. Conclusão 
A prática permitiu compreender o comportamento elétrico do motor de indução em 
diferentes métodos de partida, bem como observar o funcionamento dos dispositivos de 
comando e proteção. Foi possível identificar a importância da partida estrela–triângulo 
para redução da corrente inicial, diminuindo esforços mecânicos e impactos na rede 
elétrica. 
Os gráficos e medições reforçam a necessidade do correto dimensionamento dos 
componentes e da interpretação das grandezas elétricas para garantir operação segura e 
eficiente de motores industriais. 
 
6. Respostas às Perguntas 
1. Qual a importância do método estrela–triângulo? 
Reduz a corrente de partida e evita quedas de tensão na rede, proporcionando partida 
mais suave ao motor. 
2. Por que ocorre pico de corrente na partida direta? 
Porque o motor está parado, oferecendo baixa impedância inicial, gerando corrente 
elevada até atingir velocidade. 
3. Para que serve o temporizador no circuito estrela–triângulo? 
Controla o tempo necessário para o motor ganhar velocidade antes da comutação de 
estrela para triângulo, evitando curto-circuito entre contatores. 
 
7. Referências 
• Fitzgerald, A. E.; Kingsley, C.; Umans, S. D. Máquinas Elétricas. 
• NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão. 
• Apostila de Máquinas Elétricas – Anhanguera. 
• Material de apoio do laboratório Algetec. 
 
ROTEIRO DE AULA PRÁTICA 4 
Unidade: 4: Instalação e dimensionamento de sistemas 
elétricos industriais. 
Aula: 15: Aplicação dos conversores de frequência 
 
1. Introdução 
Os conversores de frequência, também chamados inversores de frequência, são 
dispositivos eletrônicos utilizados para controlar a velocidade de motores de indução por 
meio da variação da frequência fornecida ao motor. A variação simultânea da tensão e da 
frequência permite ajustar o torque, a velocidade e o comportamento dinâmico do motor, 
trazendo ganhos como economia de energia, redução de desgaste mecânico e maior 
precisão no controle do processo. 
A prática realizada no Laboratório Virtual Algetec teve como objetivo explorar o 
funcionamento do conversor de frequência em dois modos de operação: 
• Modo Local, onde o controle é realizado diretamente no painel do inversor; 
• Modo Remoto, onde o controle ocorre por botoeiras e potenciômetro externos. 
Durante o experimento, foram observadas as conexões elétricas, parametrização básica, 
comportamento do motor em diferentes frequências e resposta do sistema aos comandos 
de aceleração, desaceleração e reversão. 
 
2. Procedimento Experimental 
2.1 Acesso ao laboratório 
No Algetec, foi acessado o menu: 
Laboratórios Específicos de Elétrica → Conversor de Frequência 
Antes da montagem, realizou-se um tour pelas barras laterais, câmeras disponíveis e 
esquemáticos. 
Foi utilizado o Esquemático 9 para o modo local e o Esquemático 10 para o modo 
remoto. 
 
2.2 – Etapa 1: Compreendendo o 
experimento 
• Exploração das câmeras (padrão, superior, lateral e livre). 
• Análise da área de instrumentos e componentes da bancada. 
• Acesso à seção de Esquemáticos, com os circuitos que seriam montados. 
• Identificação dos módulos de alimentação, conversor de frequência, motor de 
indução, botoeiras e potenciômetro. 
• Compreensão da simbologia dos terminais R/L1, S/L2/N, T/L3, U, V, W, PE, 
U1, V1, W1, U2, V2 e W2. 
 
2.3 – Etapa 2: Operando o Conversor de 
Frequência – MODO LOCAL 
2.3.1 Alimentação do conversor 
As conexões realizadas foram: 
• R do módulo 3 → R/L1 do conversor 
• S do módulo 3 → S/L2/N do conversor 
• Terra do módulo 3 → PE do conversor 
2.3.2 Conexão do motor 
• U → U1 
• V → V1 
• W → W1 
• Terra → Terra do motor 
2.3.3 Fechamento do motor (delta ou estrela) 
Foi selecionado um dos modos possíveis: 
• Fechamento em Delta: 
o U1 → W2 
o V1 → U2 
o W1 → V2 
ou 
• Fechamento em Estrela: 
o U2 – V2 – W2 (interligados) 
2.3.4 Parametrização e operação 
No painel do conversor foi acessado: 
• Menu → Programação local 
Os parâmetros explorados: 
• Função de Run/Stop em modo local. 
• Ajuste da frequência de saída (Hz). 
• Ajuste de aceleração e desaceleração. 
• Seleção do sentido de giro (horário/anti-horário). 
Durante o teste, observou-se o comportamento do motor ao variar a frequência de 5 a 60 
Hz. 
 
2.4 – Etapa 3: Operando o Conversor – 
MODO REMOTO 
2.4.1 Alimentação 
Mesma conexão realizada no modo local: 
• R, S e Terra ligados ao conversor. 
2.4.2 Conexão ao motor 
Conexões U–V–W realizadas diretamente entre conversor e motor. 
2.4.3 Fechamento do motor 
DELTA 
2.4.4 Conexão das botoeiras ao conversor 
• Terminal 24 do conversor → terminais 31 e 33 da botoeira 
• Terminais 32 e 34 da botoeira → LI1 e LI2 do conversor 
Sendo: 
• LI1 = comando LIGA 
• LI2 = comando DESLIGA 
 
2.4.5 Conexão do potenciômetro 
• +5 V → terminal 1 
• AI1 → terminal 2 
• COM → terminal 3 
O potenciômetro foi usado para variar a velocidade do motor através da entrada 
analógica AI1. 
2.4.6 Execução 
Após energizar a bancada: 
• O conversor foi configurado para modo remoto. 
• O motor foi acionado pelas botoeiras.• A velocidade foi controlada pelo potenciômetro. 
• Foram observadas respostas instantâneas, curvas de aceleração e desaceleração. 
2.4.7 Finalização 
• Bancada desenergizada. 
• Todos os cabos removidos. 
 
3. Resultados dos acionamentos em modo local e 
remoto do conversor de frequência 
3.1 Acionamentos em modo local 
3.2 
Remoto do conversor de frequência 
 
 
4. Discussão dos Resultados 
A prática demonstrou claramente as diferenças entre o controle local e remoto do 
conversor de frequência: 
Modo Local 
• Permite a operação diretamente no painel do inversor. 
• Adequado para manutenção, testes rápidos e ajuste inicial. 
• Exige a presença física do operador junto ao equipamento. 
Modo Remoto 
• É o modo mais usado na indústria. 
• Permite o controle à distância por CLP, botoeiras, sensores ou potenciômetros. 
• Aumenta a segurança do operador, que não precisa se aproximar do motor. 
• Permite automação do processo. 
Ao variar a frequência, observou-se a relação direta entre frequência e velocidade 
mecânica do motor: 
𝑛 =
120 ⋅ 𝑓
𝑝
 
 
Mostrando que o conversor é a forma mais eficiente de controlar velocidade de motores 
de indução. 
 
5. Conclusão 
A prática permitiu: 
• Compreender o funcionamento do conversor de frequência. 
• Realizar montagens completas em modo local e remoto. 
• Controlar o motor de indução variando frequência, aceleração e sentido de giro. 
• Reconhecer a importância do inversor para automação industrial e eficiência 
energética. 
O uso do conversor de frequência representa um grande avanço na indústria moderna, 
permitindo maior controle, economia e confiabilidade na operação de motores elétricos. 
 
 
 
 
6. Respostas às Perguntas 
1. Ganhos da utilização do conversor de frequência na indústria: 
• Economia de energia. 
• Partidas mais suaves e sem picos de corrente. 
• Aumento da vida útil do motor. 
• Controle preciso de velocidade e torque. 
• Redução de ruído e vibração. 
• Melhor desempenho em processos automáticos. 
 
2. Parâmetro usado pelo inversor para variar a velocidade do motor: 
A frequência elétrica (Hz) aplicada ao motor. 
 
3. Vantagens de usar o conversor em modo remoto: 
• Maior segurança para o operador. 
• Permite integração com CLPs e sistemas automatizados. 
• Comandos podem ser enviados à distância (painel central). 
• Permite controle via sensores, potenciômetros, botoeiras, IHM, etc. 
• Facilita operação em ambientes industriais de grande porte. 
 
 
7. Referências 
ALGETEC – Laboratórios Virtuais. Disponível em: 
https://www.algetec.com.br/br/laboratoriosvirtuais. 
 
https://www.algetec.com.br/br/laboratoriosvirtuais

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