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Anais do IX Congresso de Educação em Saúde da Amazônia (COESA), Universidade Federal do 
Pará – 16 a 19 de outubro de 2023. ISSN 2359-084X. 
 
EFEITO NEUROPROTETOR DA MANGIFERINA EM UM MODELO EXPERI-
MENTAL DE ISQUEMIA FOCAL M1/S1 IN VIVO 
 
Maiza Amanda Araujo Sarges1; Gabriel Mesquita da Conceição Bahia2; Aládia 
Cirqueira Ferreira Koury3; Erica Miranda Sanches Aires4; Maria Vitória Nava Moura5; 
Carlomagno Pacheco Bahia6 
1,5Outro, Graduação, Universidade Federal do Pará (UFPA); 
2,4Outro, Mestrado, UFPA; 
 3Enfermeiro, Graduação, UFPA; 
6Outro, Doutorado, UFPA 
maizamandasarges@gmail.com 
 
Introdução: O AVC isquêmico é uma doença neurodegenerativa composta por 
manifestações clínicas resultantes de alterações no fluxo sanguíneo para a região 
delimitada do Sistema Nervoso Central (SNC), levando à perda súbita das funções 
neurológicas com consequente comprometimento motor, sensorial e/ou cognitivo. Exceto 
pelo uso de trombolíticos, não existem tratamentos farmacológicos disponíveis. Produtos 
naturais com ação antioxidante apresentam potencial terapêutico para tratar doenças do 
SNC. Por exemplo, a molécula isolada mangiferina parece promissora devido à sua ação 
antioxidante. Objetivos: Investigar os efeitos neuroprotetores promovidos pela molécula 
isolada mangiferina em modelo experimental de isquemia focal. Métodos: Foram 
utilizados n=8 ratos machos adultos da espécie Ratus Novergicus, da linhagem Wistar, 
com massa corporal entre 250 e 350 gramas, com idade entre 3 e 6 meses, divididos em 
dois grupos experimentais: 1) grupo controle (GC) e 2 ) grupo tratado (GT). Para avaliar 
a função sensório-motora dos animais, foram realizados dois testes comportamentais para 
avaliar a função sensório-motora dos animais: 1) teste de exploração vertical (teste do 
cilindro) e 2) teste da escada horizontal. Os animais foram submetidos à indução de lesão 
isquêmica focal no córtex sensório-motor primário (S1/M1) por endotelina-1 (ET-1, 
Sigma) e tratados por 4 dias com mangiferina (30 mg/kg de peso corporal), por via 
intraperitoneal , uma vez por dia, durante 4 dias. Os animais foram perfundidos para 
análise histológica. Resultados e Discussão: No teste de exploração vertical (teste do 
cilindro), GC antes da cirurgia 16±0,8; após a cirurgia 9,3±1,7; WT com mangiferina 
antes da cirurgia 15,5±3,6; WT com mangiferina após cirurgia 9,8±3,6, com valor do teste 
t de Student t=14,10; t=23,00 e df=3, respectivamente. No teste de escalada horizontal, o 
padrão de movimento VI (Precisão) sofreu alterações significativas no desempenho 
motor: GC antes da cirurgia 6,8±0,5; GC pós-operatório 3,8±0,5, valor t=7,35 e df=3; GT 
antes da cirurgia 7,8±0,5; GT após cirurgia 5,8±0,5, valor t=4,9 e df=3. Os animais do 
GT em relação aos animais do GC, apresentaram diferença significativa ao final do 
período de sobrevida para a qualidade de movimento VI, destacando que houve aumento 
na frequência de ocorrência no reteste aos 4 dias GC (3,8±0,5) e GP (5,8± 0,5), valor t = 
4,9 e df = 3. O GT mostrou preservação parcial da densidade celular na área isquêmica, 
CG 3098±928; GT 3972±425, valor t=2,99. A mangiferina possui um potencial efeito 
antioxidante auxiliando na preservação tecidual e recuperação funcional. Conclusão: O 
tratamento com moléculas isoladas de mangiferina, no período agudo pós- AVC, 
promove a preservação do tecido nervoso e recuperação funcional da assimetria 
exploratória, padrões funcionais de atividade motora específica e citopreservação em 
modelo de lesão isquêmica focal do córtex cerebral. 
 
Descritores: Mangiferina, Neuroproteção, Acidente Vascular Encefálico.

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