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QueimadurasQueimadurasQueimaduras A maioria das queimaduras é resultado de lesão térmica causada por chama (55%), seguida de lesão por escaldadura (40%). Fogo é a causa mais comum de queimaduras em adultos; Queimaduras causadas por líquidos quentes são mais comuns em crianças e idosos. Outras causas de queimaduras incluem frio, eletricidade, agentes químicos e lesões por radiação. ETIOLOGIA Maior órgão do corpo humano. Ele desempenha múltiplas funções complexas, incluindo proteção contra o ambiente externo, regulação de fluidos, termorregulação sensação e adaptação metabólica. ANATOMIA DA PELE A lesão por queimadura é causada pela aplicação de calor com danos resultantes à pele, tecido subcutâneo, gordura, músculo e até mesmo osso. A lesão da pele pode ocorrer em duas fases: Fase Imediata: ocorre devido à exposição térmica aguda, resultando na perda imediata da integridade da membrana plasmática e na desnaturação das proteínas. Fase tardia: resulta de reanimação inadequada, dessecação, edema e infecção da ferida. CARACTERÍSTICAS DA QUEIMA Profundidade daProfundidade da QueimaQueima Profundidade da Queima Envolve apenas a epiderme; Características: Vermelhas e dolorosas; Não formam bolhas Cicatrização: 2 a 3 semanas Sem formação cicatriz. QUEIMADURAS SUPERFICIAIS “Queimaduras de 1º Grau” Envolve epiderme e porções variadas da derme subjacente. Classificação: superficiais ou profundas Características: Presença de bolhas; Áreas queimadas desnudas com base brilhante ou úmida. QUEIMADURA DE ESPESSURA PACIAL “Queimaduras de 2º Grau” Queimaduras dérmicas superficiais Estendem-se até a derme papilar. Feridas dolorosas Cicatrização: como os restos da derme sobrevivem, podem cicatrizar, em aproximadamente 3 semanas. Cuidado vigilante da lesão. Queimadura profunda de espessua parcial Destruição da maior parte da camada dérmica. Presença de sensação de toque Geralmente requerem cirurgia, dependendo da localização, tamanhos e fatores do paciente Enxerto - minimizar cicatrizes e limitar deformidades funcionais. Penetram profundamente no tecido e resultam na destruição completa da epiderme e da derme. QUEIMADURA DE ESPESSURA TOTAL “Queimaduras de 3º Grau” Características: Queimaduras espessas, secas, brancas e semelhantes a couro (escara) Casos graves - pele com aparência carbonizada com trombose visível (coagulação) dos vasos sanguíneos. Geralmente cercadas por áreas de queimaduras de espessura parcial São necessárias excisão cirúrgica imediata e reabilitação intensiva em centro especializado. Resultam em danos profundos aos tecidos. Queimaduras podem ser extremamente debilitantes e desfigurantes. Desbridamentos sigficativo do tecidos morto e desvitalizados pode resultar em extensos defeiros dos tecidos moles. QUEIMADURA SUBDÉRMICA “Queimaduras de 4º Grau” Atinge todas as camadas da pela, gordura, músculos, ossos ou órgãos internos subjacentes AvaliaçãoAvaliação PrimáriaPrimária Avaliação Primária Objetivo: Avaliar e tratar sistematicamente distúrbios que ameaçam a vida, em ordem de importância para preservar a vida. Interromper o processo de queima; Garantir a segurança do local Gerenciamento XABCDE Profissionais de APH devem ser cientes de que o paciente também pode ter sofrido trauma mecânico além da queimadura e ter lesões internas menos aparentes que representam uma ameaça à vida mais imediata. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA Queimaduras são lesões óbvias e às vezes intimidantes; É vital avaliar outras lesões internas menos óbvias que podem ser iminentemente fatais. X - Controle de sangramento externo grave Administrar oxigênio 100% (umidificado) - pacientes que não apresentam sinais evidentes de dificuldade respiratória. Inspeção: elevação torácica e queimaduras circunferenciais no tronco (restinge a elevação torácica e ventilação adequada) Intubação endotraqueal: presença de dificuldade respiratória aguda, que sofreram queimaduras de face e pescoço (edema e obstrução de via aérea) Sinais de obstrução de via aérea - estridor, rouquidão intensa e salivação excessiva. Lesão por inalação - fuligem nas vias aéreas Queimadura em ambiente fechado com acometimento da face Presença de rouquidão, estridor, escarro carbônico, dispneia, insuficiência respiratória A - Via aérea Queimadura circunferencial da parede torácica - inibe a capacidade do paciente de movimentar o ar e ventilar. Escarotomias imediata da parede torácica e levar paciente ao hospital mais próximo com capacidade cirúrgica. Uma escarotomia é um procedimento cirúrgico que envolve fazer uma incisão através da escara endurecida da queimadura, permitindo que a parede torácica se expanda e se mova com os movimentos respiratórios do paciente. B - Respiração Medição da PA Avaliação de queimaduras circuferenciais Acesso venoso Cateteres venosos de grande calibre, ocapazes de fornecer a taxa de fluxo rápida necessária para a reanimação de grande volume, é um requisito para queimaduras que envolvem mais de 20% de TBSA. Ideal que não seja colocal através do tecido queimada, a colocação é apropriada se não houver locais alternativos disponíveis. Na impossibilidade de acesso IV - Acesso intraósseo (IO) é o método alternativo para administrar os fluidos. As extremidades queimadas devem ser elevadas durante o transporte para reduzir o grau de inchaço no membro afetado. C - Circulação Uma fonte de incapacidade neurológica potencialmente fatal, exclusiva das vítimas de queimaduras, é o efeito de toxinas inaladas, como monóxido de carbono e gás cianeto de hidrogênio. Toxicinas podem produzir asfixia Gerenciamento Avaliar déficits neurológicos e motores Identificar e colocar talas nas fraturas de ossos longos após aplicar um lençol limpo ou curativo se a extremidade estiver queimada. Estabelecer restrição de movimento da coluna se você suspeitar de uma possível lesão na coluna. D - Incapacidade Expor completamente o paciente Remover jóias O inchaço fará com que atuem como faixa constritiva prejudicando a lesão e comprometendo a circulação distal. Podem reter calor residual e continuar a causar lesões. Remover roupas Queimaduras químicas - roupa pode ficar encharcada com o agente que queimou o paciente. Remover com cautela As peças de roupa que queimaram e derreteram na pele não devem ser removidas, mas devem ser resfriadas com água em temperatura ambiente. E - Exposição/Ambiente AvaliaçãoAvaliação SecundáriaSecundária Avaliação Secundária Avaliação completa da cabeça aos pés; Uma pesquisa secundária completa, metódica e sistemática precisa ser realizada da mesma forma que seria feita para qualquer outro paciente traumatizado. Se o acesso intravenoso for estabelecido Solução de Ringer com lactato - deverá ser infundida a uma taxa dependente do tamanho da queimadura. Analgesia Gerenciamento Feridas limpas e avaliadas. É necessária para ressuscitar o paciente adequadamente e prevenir as complicações associadas à choque hipovolêmico por queimadura. PESQUISA SECUNDÁRIA Regra dos nove - determina o tamanho da queimadura. Gravidade da queimadura Maior que 20% em adultos Maior que 10% em crianças Estimativa do tamanho da queima CurativoCurativoCurativo Tratar feridas antes do transporte Objetivo: prevenir a contaminação contínua e diminuir o fluxo de ar sobre as feridas, ajudando no controle da dor. Curativos em forma de lençol ou toalha seca e estéril são suficientes antes do transporte do paciente. Várias camadas de cobertores são então colocadas sobre os lençóis estéreis para ajudar o paciente a manter o calor corporal. Pomadas e cremes antibióticos tópicos NÃO devem ser aplicados até que o paciente tenha sido avaliado pelo centro de queimados. CURATIVO TransporteTransporteTransporte Pacientes que apresentam lesões múltiplas além das queimaduras devem primeiro ser transportados para um centro de trauma, onde ocorrerão hemorragias e outras lesões potencialmente fatais, podem ser identificados e tratados cirurgicamente, se necessário.Estabilizado - o paciente com queimaduras pode ser transportado para um centro de queimados para tratamento definitivo e reabilitação TRANSPORTE ReanimaçãoReanimação VolêmicaVolêmica Reanimação Volêmica Objetivo: repor o volume intravascular e apoiar o paciente durante a hipovolemia nas primeiras 24 a 48 horas. Calcular e repor os fluidos que o paciente já perdeu, bem como repor as perdas previstas do paciente nas primeiras 24 horas após a queimadura. A ressuscitação volêmica precoce visa prevenir a progressão dos pacientes para choque por queimadura. A manutenção do débito urinário é essencial em pacientes queimados e é o principal indicador de reanimação adequada. >20% - monitorar débito urinário > 40% - cateter urinário e monitorar débito urinário de 1 em 1 hora Reposição Volêmica Fórmula de Parkland Ressuscitação violência do paciente queimado 50% do volume calculado - administrar nas primeiras 8 horas 50% - administrar nas 16 horas seguintes Considerar horas a partir da hora da queimadura 2 ml - Adulto ou criança maiores de 14 anos 3ml - crianças menores de 14 anos ou menos de 30kg 4 ml - Queimaduras elétricas Cálculo da Hidratação NATIONAL ASSOCIATION OF EMERGENCY MEDICAL TECHNICIANS (NAEMT). PHTLS: Prehospital Trauma Life Support. 10th ed. Burlington, MA: Jones & Bartlett Learning, 2023. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada. Cartilha para tratamento de emergência das queimaduras. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. 20 p. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_tratamento_emergencia_queimaduras.pdf. Acesso em: 5 mar. 2026. Referências https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_tratamento_emergencia_queimaduras.pdf RessuscitaçãoRessuscitação CardiopulmonarCardiopulmonar Ressuscitação Cardiopulmonar Conjunto de medidas utilizadas no atendimento a uma vítima em parada cardiorrespiratória (PCR) Visa à manutenção de seus sinais vitais e à preservação da vida; Evitar o agravamento das lesões existentes Até que uma equipe especializada possa transportá-la ao hospital e oferecer um tratamento definitivo. Suporte Básico de Vida (SBV) Cessação abrupta das funções cardíacas, respiratória e cerebral, comprovada pela ausência de pulso central (carotídeo e femoral), perda da consciência devido à diminuição da circulação cerebral e de movimentos respiratórios. Parada Cardiorrespiratória (PCR) Condição clínica caracteriza a morte súbita, ou seja, a morte inesperada que ocorre imediatamente ou em um período de uma hora após o início dos sintomas. Representa uma emergência extrema, cujos resultados poderão ser: Lesão cerebral irreversível e morte, caso as medidas adequadas para o restabelecimento do fluxo sanguíneo e da respiração não forem realizadas. Uma PCR pode ser identificada por meio de três sinais: Irresponsividade Ausência de respiração ou respiração agônica (gasping) Ausência de pulso central palpável Sinais e Sintomas associados à PCR Para otimização e maior efetividade da assistência à PCR fora do hospital preconiza-se que as condutas adotadas sejam interdependentes e unificadas em uma cadeia de sobrevivência Uma Cadeia de sobrevivência única destina-se a ser aplicada à PCR intra-hospitalar (PCRIH) e à PCR extra-hospitalar (PCREH) adulta e pediátrica. Cadeia de Sobrevivência na PCR Verificar segurança da cena. Responsividade da vítima - chamando e tocando pelos ombros Caso não responda, chamar ajuda imediatamente Checar a respiração e pulso (carotídeo) Observar expansão do tórax Pulso Carotídeo - adultos e crianças maiores de 1 ano Pulso braquial - menores de 1 ano Avaliação deverá ser feita simultaneamente (máximo de 10 segundos) Ausência de respiração ou gasping e pulso ausente - INICIAR RCP Reconhecimento rápido de uma PCR C (Circulação): Iniciar compressões. A (Via Aérea): Abertura de vias aéreas (inclinação da cabeça). B (Ventilação): 2 ventilações após 30 compressões. D (Desfibrilação) Suporte Básico de Vida (SBV) Compressões torácicas Permitem que o sangue seja bombeado do coração para o resto do corpo. RCP de alta qualidade - comprimir com força e rapidez Frequência de 100 e 120 compressões por minuto, permitindo o retorno total do tórax (reexpansão) Minimizar o máximo possível as interrupções (menor que 10 segundos) e ventilações excessivas Manobra de RCP C (CIRCULATION): Inicie as compressões torácicas na metade inferior do esterno Com uma mão sobre a outra Braços completamente estendidos Utilizando a região hipotenar da mão que ficar em contato direto com o tórax. Profundidade adulto: 2 e 2,4 polegadas (5 e 6 cm) Frequência: no mínimo 100, e no máximo 120 compressões por minuto Realizadas durante dois minutos ou cinco ciclos de 30 compressões e duas ventilações (30:2) Manobra de RCP Uma vez atingida a puberdade, utiliza-se a mesma recomendação para os adultos. 1 socorrista Manter relação 30 compressões para 2 ventilações (30:2) 2 dedos no centro do tórax, logo abaixo da linha mamilar (não pressione na parte inferior do esterno). Manobra de RCP - Bebês 2 ou mais socorristas socorristas 15 compressões para 2 ventilações (15:2) técnica do envolvimento do tórax com as mãos e compressão com os polegares Profundidade: 1/3 do diâmetro do tórax, o que equivale a, aproximadamente, 1,5 polegada (4 cm). De 1 ano ao início da puberdade. Também pode realizar as compressões numa relação de 15:2 ventilações, caso esteja acompanhado de outro profissional de saúde treinado. Se estiver sozinho, mantenha sempre a relação 30:2. A compressão pode ser realizada com apenas uma mão,, no caso de crianças muito pequenas Manobra de RCP - Crianças Profundidade: 1/3 do diâmetro do tórax na criança equivale a, aproximadamente, 2 polegadas (5 cm). Abrir as vias aéreas para permitir as ventilações. O estado de inconsciência causa a queda da base da língua, obstruindo as vias aéreas. Desobstrução pode ser feita por meio de manobras manuais: chin lift - elevação do queixo jaw thrust - se houver trauma associado anteriorização/ subluxação da mandíbula sem inclinar a cabeça. A (AIR): abrir as vias aéreas para permitir as ventilações. Outra possibilidade de obstrução de via aérea é a presença de corpos estranhos que devem ser retirados se estiverem visíveis e alcançáveis. Outra alternativa para manter via aérea pérvia é a partir de colocação da cânula orofaríngea Realizaçãode duas ventilações de resgate com duração de um segundo cada uma e que produzam elevação visível do tórax para garantir a oxigenação cerebral adequada. Maneiras/dispositivos: Ventilação boca a boca; Ventilação com máscara facial Ventilação com dispositivo bolsa-valva-máscara/insuflador manual (mais utilizado) B (BREATHING) ATENÇÃO!!! A cada cinco ciclos de 30:2 ou dois minutos, os profissionais devem trocar de posição para garantir a qualidade nas compressões. Em bebês e crianças devem ser usados os mesmos métodos de ventilação que no adulto, o cuidado tem de ser tomado: Escolha do tamanho apropriado das máscaras, Devem cobrir boca e nariz, deixar descobertos os olhos e não encobrir o queixo Existem apenas quatro ritmos de PCR, e eles podem ser classificados em dois grupos: Ritmos chocáveis (desfibrilação) Fibrilação ventricular (FV), taquicardia ventricular sem pulso (TVSP) Ritmos não chocáveis (RCP de qualidade + drogas indicadas) atividade elétrica sem pulso (AESP) assistolia. Rítmos Cardíacos de Parada cardiorrespiratória Os cuidados pós-PCR concentram-se em reduzir as sequelas neurológicas e a disfunção dos órgãos, identificando e abordando qualquer causa reversível da PCR. O desfibrilador externo automático (DEA) O DEA é de simples utilização e foi programado para analisar o ritmo cardíaco do paciente e reconhecer um ritmo chocável (FV/TVSP), indicando o choque sempre que necessário. Monofásico - 120 a 200J D (Desfibrilation): Podem ser classificados em automáticos ou semiautomáticos.Automáticos - exigem apenas que o operador posicione os eletrodos de desfibrilação e ative a unidade que vai analisar o ECG do paciente e determinar a necessidade de aplicação do pulso elétrico; caso necessário, o equipamento automaticamente efetua a descarga. Semiautomáticos - Esses equipamentos analisam o ECG do paciente 12 Vídeo 12 e notificam o operador se a desfibrilação é indicada. Dessa forma, o operador pode apertar o botão indicado e efetuar a descarga ou “choque”. DEA Mesmo se a vítima retomar a consciência, o aparelho não deve ser desligado e as pás não devem ser removidas ou desconectadas até que a equipe de emergência assuma o caso. Posicionamentos das pás é autoexplicativo e possui em suas pás o desenho da posição de como elas devem ser instaladas no corpo desnudo do paciente. DEA A função da desfibrilação ou choque é de PARAR o CORAÇÃO, ou seja, ZERAR a atividade elétrica anteriormente DESORGANIZADA para que o marca-passo natural do nosso coração (NO SINOATRIAL) possa comandar novamente as fibras cardíacas e reassumir um ritmo eficaz que gere pulso central. Como na AESP não há desorganização de ritmo e na assistolia não há ritmo, consequentemente, NÃO EXISTE INDICAÇÃO de DESFIBRILAÇÃO, cuja função é de “PARAR COM UM RITMO DESORGANIZADO”. DEA Imediatamente após o choque deve-se iniciar as compressões torácicas, obedecendo a sequência de 30 compressões para cada duas ventilações durante cinco ciclos ou dois minutos, ou até que o DEA solicite nova análise do ritmo, o paciente se mova ou a equipe de suporte avançado chegue. DEA Adrenalina (Epinefrina) Droga de primeira escolha indicada para todos os tipos de PCR Vasoconstrição bolus (1mg IV/IO) devem ser administrados a cada 3 a 5 minutos (ADULTOS) Amiodarona Antiarritmico Usada para rítmos chocáveis (FV e TVSP) Lidocaína Antiarrítmico Alternativo à amiodarona Principais Medicamentos Recomenda-se que os profissionais de saúde tentem primeiro estabelecer o acesso IV para administração de medicamentos em pacientes adultos em PCR. O acesso intraósseo (IO) é aceitável se as tentativas iniciais de acesso IV não forem bem- sucedido Flush e Elevação do Membro: Após cada medicação, deve-se realizar um flush de 20 ml de soro fisiológico e elevar o membro do paciente por 10 a 20 segundos para garantir que a droga chegue à circulação central rapidamente. Principais Medicamentos Obstrução deObstrução de Vias AéreasVias Aéreas Obstrução de Vias Aéreas Causas extrínsecas - alimento, objetos Causas intrínsecas - Próprio organismo (queda de língua ou edema de glote) Sinais e Sintomas O início súbito de tosse Dispneia Sinais de sufocação Obstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE) Iniciava-se direto com a Manobra de Heimlich em adultos e crianças. ANTES ATUALIZAÇÃO (2025/2026) Padronização. Para todas as idades, deve-se alternar ciclos de: 5 golpes nas costas + 5 compressões. Obstrução leve (Parcial) Tosse forte, consegue falar ou emitir sons Acalmar paciente e estimular a tosse Obstrução grave (Total) Tosse silenciosa, cianose (pele azulada), sinal universal de asfixia (mãos no pescoço), incapacidade de falar. Fazer manobra Condutas - desobstrução de via aérea Para bebês com OVACE grave, devem ser executados: Ciclos repetidos de 5 golpes nas costas (entre as escápulas) alternados com 5 compressões torácicas Até que o objeto seja expelido ou o bebê fique inconsciente. Recomenda-se agora executar compressões torácicas com a técnica da base de uma mão. Compressões abdominais NÃO são recomendadas para bebês, devido ao potencial de causar lesões nos órgãos abdominais. A AHA ressalta que, embora as compressões sejam semelhantes às da reanimação, o objetivo aqui é liberar a via aérea, e não restabelecer a circulação Bebês Para crianças com obstrução de via aérea por corpo estranho (OVACE) grave, devem ser realizados: Ciclos repetidos de 5 golpes nas costas alternados com 5 compressões abdominais. Até que o objeto seja expelido ou a criança fique inconsciente. Crianças Em adultos com OVACE grave, devem ser executados: Ciclos repetidos de 5 golpes nas costas, seguidos de 5 compressões abdominais Até que o objeto seja expelido ou a vítima fique inconsciente. Portanto, nos casos em que não é possível realizar a compressão abdominal, como em gestantes no terceiro trimestre ou indivíduos obesos, recomenda-se substituir por compressões torácicas, aplicadas na metade inferior do esterno. Adultos A diretriz reforça a proibição da varredura cega da cavidade oral, o socorrista só deve tentar remover o corpo estranho se este estiver visível. Caso a vítima perca a consciência durante a manobra, deve-se iniciar a reanimação cardiopulmonar (RCP), intercalando compressões e ventilações conforme o protocolo, inspecionando a cavidade oral apenas antes das ventilações. Essa conduta reduz o risco de empurrar o objeto ainda mais profundamente e evita lesões orofaríngeas. AMERICAN HEART ASSOCIATION. Destaques das Diretrizes de 2025 da American Heart Association para RCP e ACE. Dallas: American Heart Association, 2025. 36 p. Disponível em: https://cpr.heart.org/-/media/CPR-Files/2025-documents-for-cpr-heart-edits-posting/Resuscitation- Science/JN1580_PTBR_Hghlghts_2025ECCGuidelines_Final_251021.pdf. Acesso em: 5 mar. 2026. NAEMT (National Association of Emergency Medical Technicians). AMLS Advanced Medical Life Support: atendimento pré-hospitalar às emergências clínicas. Tradução e revisão técnica: Antônio Rogério Proença Tavares Crespo et al. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022. E-book. ISBN 978-65-5882-051-2. COSTA, Isabel Karolyne F.; LEITE, José Eugênio Lopes; TIBÚRCIO, Manuela Pinto. Suporte Básico de Vida: Unidade 1: principais conceitos e a evolução histórica do suporte básico de vida. Natal: SEDIS/UFRN; EBSERH, 2022. Disponível em: https://avasus.ufrn.br/. Acesso em: 6 mar. 2026. (Material integrante do curso de Suporte Básico de Vida). COSTA, Isabel Karolyne F.; LEITE, José Eugênio Lopes; TIBÚRCIO, Manuela Pinto. Suporte Básico de Vida: Unidade 2: ressuscitação cardiopulmonar. Natal: SEDIS/UFRN; EBSERH, 2022. Disponível em: https://avasus.ufrn.br/. Acesso em: 6 mar. 2026. COSTA, Isabel Karolyne F.; LEITE, José Eugênio Lopes; TIBÚRCIO, Manuela Pinto. Suporte Básico de Vida: Unidade 3: ritmos cardíacos de parada cardiorrespiratória e desfibrilador externo automático. Natal: SEDIS/UFRN; EBSERH, 2022. Disponível em: https://avasus.ufrn.br/. Acesso em: 6 mar. 2026. (Material integrante do curso de Suporte Básico de Vida). Referências https://cpr.heart.org/-/media/CPR-Files/2025-documents-for-cpr-heart-edits-posting/Resuscitation-Science/JN1580_PTBR_Hghlghts_2025ECCGuidelines_Final_251021.pdf https://cpr.heart.org/-/media/CPR-Files/2025-documents-for-cpr-heart-edits-posting/Resuscitation-Science/JN1580_PTBR_Hghlghts_2025ECCGuidelines_Final_251021.pdf https://avasus.ufrn.br/ https://avasus.ufrn.br/ https://avasus.ufrn.br/ Queimaduras ETIOLOGIA ANATOMIA DA PELE CARACTERÍSTICAS DA QUEIMA Profundidade da Queima QUEIMADURAS SUPERFICIAIS Envolve apenas a epiderme; Características: Vermelhas e dolorosas; Não formam bolhas Cicatrização: 2 a 3 semanas Sem formação cicatriz. QUEIMADURA DE ESPESSURA PACIAL Envolve epiderme e porções variadas da derme subjacente. Classificação: superficiais ou profundas Características: Presença de bolhas; Áreas queimadas desnudas com base brilhante ou úmida. Queimaduras dérmicas superficiais Queimadura profunda de espessua parcial QUEIMADURA DE ESPESSURA TOTAL Penetram profundamente no tecido e resultam na destruição completa da epiderme e da derme. Características: Queimaduras espessas, secas, brancas e semelhantes a couro (escara) Casos graves - pele com aparência carbonizada com trombose visível (coagulação) dos vasos sanguíneos. Geralmente cercadas por áreas de queimaduras de espessura parcial São necessárias excisão cirúrgica imediata e reabilitação intensiva em centro especializado. QUEIMADURA SUBDÉRMICAAtinge todas as camadas da pela, gordura, músculos, ossos ou órgãos internos subjacentes Resultam em danos profundos aos tecidos. Queimaduras podem ser extremamente debilitantes e desfigurantes. Desbridamentos sigficativo do tecidos morto e desvitalizados pode resultar em extensos defeiros dos tecidos moles. Avaliação Primária AVALIAÇÃO PRIMÁRIA X - Controle de sangramento externo grave A - Via aérea B - Respiração C - Circulação Acesso venoso D - Incapacidade Gerenciamento E - Exposição/Ambiente Remover jóias Remover roupas Avaliação Secundária PESQUISA SECUNDÁRIA Se o acesso intravenoso for estabelecido Gerenciamento Estimativa do tamanho da queima Gravidade da queimadura Curativo CURATIVO Transporte TRANSPORTE Reanimação Volêmica Reposição Volêmica Cálculo da Hidratação Fórmula de Parkland Referências Ressuscitação Cardiopulmonar Suporte Básico de Vida (SBV) Parada Cardiorrespiratória (PCR) Sinais e Sintomas associados à PCR Cadeia de Sobrevivência na PCR Reconhecimento rápido de uma PCR Verificar segurança da cena. Checar a respiração e pulso (carotídeo) Suporte Básico de Vida (SBV) Manobra de RCP Compressões torácicas Manobra de RCP C (CIRCULATION): Manobra de RCP - Bebês 1 socorrista 2 ou mais socorristas socorristas Manobra de RCP - Crianças De 1 ano ao início da puberdade. Também pode realizar as compressões numa relação de 15:2 ventilações, caso esteja acompanhado de outro profissional de saúde treinado. Se estiver sozinho, mantenha sempre a relação 30:2. A compressão pode ser realizada com apenas uma mão,, no caso de crianças muito pequenas A (AIR): abrir as vias aéreas para permitir as ventilações. Desobstrução pode ser feita por meio de manobras manuais: B (BREATHING) Maneiras/dispositivos: ATENÇÃO!!! A cada cinco ciclos de 30:2 ou dois minutos, os profissionais devem trocar de posição para garantir a qualidade nas compressões. Em bebês e crianças devem ser usados os mesmos métodos de ventilação que no adulto, o cuidado tem de ser tomado: Escolha do tamanho apropriado das máscaras, Devem cobrir boca e nariz, deixar descobertos os olhos e não encobrir o queixo Rítmos Cardíacos de Parada cardiorrespiratória D (Desfibrilation): DEA DEA Posicionamentos das pás DEA DEA Principais Medicamentos Adrenalina (Epinefrina) Amiodarona Lidocaína Principais Medicamentos Flush e Elevação do Membro: Obstrução de Vias Aéreas Obstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE) Sinais e Sintomas ANTES ATUALIZAÇÃO (2025/2026) Condutas - desobstrução de via aérea Obstrução leve (Parcial) Obstrução grave (Total) Bebês Crianças Adultos A diretriz reforça a proibição da varredura cega da cavidade oral, o socorrista só deve tentar remover o corpo estranho se este estiver visível. Caso a vítima perca a consciência durante a manobra, deve-se iniciar a reanimação cardiopulmonar (RCP), intercalando compressões e ventilações conforme o protocolo, inspecionando a cavidade oral apenas antes das ventilações. Essa conduta reduz o risco de empurrar o objeto ainda mais profundamente e evita lesões orofaríngeas. Referências