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QueimadurasQueimadurasQueimaduras
A maioria das queimaduras é resultado de lesão térmica causada por chama (55%), seguida
de lesão por escaldadura (40%).
Fogo é a causa mais comum de queimaduras em adultos;
Queimaduras causadas por líquidos quentes são mais comuns em crianças e idosos.
Outras causas de queimaduras incluem frio, eletricidade, agentes químicos e lesões por
radiação.
ETIOLOGIA
Maior órgão do corpo humano.
Ele desempenha múltiplas funções
complexas, incluindo proteção
contra o ambiente externo,
regulação de fluidos,
termorregulação sensação e
adaptação metabólica.
ANATOMIA DA PELE
A lesão por queimadura é causada pela aplicação de calor com danos resultantes à pele,
tecido subcutâneo, gordura, músculo e até mesmo osso.
A lesão da pele pode ocorrer em duas fases:
Fase Imediata: ocorre devido à exposição térmica aguda, resultando na perda
imediata da integridade da membrana plasmática e na desnaturação das proteínas.
Fase tardia: resulta de reanimação inadequada, dessecação, edema e infecção da
ferida.
CARACTERÍSTICAS DA QUEIMA
Profundidade daProfundidade da
QueimaQueima
Profundidade da
Queima
Envolve apenas a epiderme;
Características: 
Vermelhas e dolorosas;
Não formam bolhas
Cicatrização: 
2 a 3 semanas
Sem formação cicatriz.
QUEIMADURAS SUPERFICIAIS
“Queimaduras de 1º Grau”
Envolve epiderme e porções variadas da
derme subjacente.
Classificação: superficiais ou profundas
Características:
Presença de bolhas;
Áreas queimadas desnudas com base
brilhante ou úmida.
QUEIMADURA DE ESPESSURA PACIAL
“Queimaduras de 2º Grau”
Queimaduras dérmicas superficiais
Estendem-se até a derme papilar. 
Feridas dolorosas
Cicatrização: como os restos da derme sobrevivem, podem cicatrizar, em
aproximadamente 3 semanas.
Cuidado vigilante da lesão.
Queimadura profunda de espessua parcial
Destruição da maior parte da camada dérmica.
Presença de sensação de toque
Geralmente requerem cirurgia, dependendo da localização, tamanhos e fatores do
paciente
Enxerto - minimizar cicatrizes e limitar deformidades funcionais.
Penetram profundamente no tecido e resultam na destruição completa da epiderme e da
derme.
QUEIMADURA DE ESPESSURA TOTAL
“Queimaduras de 3º Grau”
Características: 
Queimaduras espessas, secas, brancas e
semelhantes a couro (escara)
Casos graves - pele com aparência
carbonizada com trombose visível
(coagulação) dos vasos sanguíneos.
Geralmente cercadas por áreas de
queimaduras de espessura parcial
São necessárias excisão cirúrgica imediata e
reabilitação intensiva em centro especializado.
Resultam em danos profundos aos tecidos.
Queimaduras podem ser extremamente
debilitantes e desfigurantes.
Desbridamentos sigficativo do tecidos morto e
desvitalizados pode resultar em extensos
defeiros dos tecidos moles.
QUEIMADURA SUBDÉRMICA
“Queimaduras de 4º Grau”
Atinge todas as camadas da pela, gordura, músculos, ossos ou órgãos internos subjacentes
AvaliaçãoAvaliação
PrimáriaPrimária
Avaliação
Primária
Objetivo: Avaliar e tratar sistematicamente distúrbios que ameaçam a vida, em ordem de
importância para preservar a vida.
Interromper o processo de queima;
Garantir a segurança do local
Gerenciamento XABCDE 
Profissionais de APH devem ser cientes de que o paciente também pode ter sofrido trauma
mecânico além da queimadura e ter lesões internas menos aparentes que representam
uma ameaça à vida mais imediata.
AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
 Queimaduras são lesões óbvias e às vezes intimidantes;
É vital avaliar outras lesões internas menos óbvias que podem ser iminentemente
fatais.
X - Controle de sangramento externo grave
Administrar oxigênio 100% (umidificado) - pacientes que não apresentam sinais
evidentes de dificuldade respiratória.
Inspeção: elevação torácica e queimaduras circunferenciais no tronco (restinge a
elevação torácica e ventilação adequada)
Intubação endotraqueal: presença de dificuldade respiratória aguda, que sofreram
queimaduras de face e pescoço (edema e obstrução de via aérea)
Sinais de obstrução de via aérea - estridor, rouquidão intensa e salivação excessiva.
Lesão por inalação - fuligem nas vias aéreas 
Queimadura em ambiente fechado com acometimento da face
Presença de rouquidão, estridor, escarro carbônico, dispneia, insuficiência respiratória 
A - Via aérea
Queimadura circunferencial da parede torácica - inibe a capacidade do paciente de
movimentar o ar e ventilar.
Escarotomias imediata da parede torácica e levar paciente ao hospital mais próximo
com capacidade cirúrgica.
Uma escarotomia é um procedimento cirúrgico que envolve fazer uma incisão através da
escara endurecida da queimadura, permitindo que a parede torácica se expanda e se
mova com os movimentos respiratórios do paciente. 
B - Respiração
Medição da PA
Avaliação de queimaduras circuferenciais
Acesso venoso
Cateteres venosos de grande calibre, ocapazes de fornecer a taxa de fluxo rápida
necessária para a reanimação de grande volume, é um requisito para queimaduras que
envolvem mais de 20% de TBSA.
Ideal que não seja colocal através do tecido queimada, a colocação é apropriada se não
houver locais alternativos disponíveis.
Na impossibilidade de acesso IV - Acesso intraósseo (IO) é o método alternativo para
administrar os fluidos.
As extremidades queimadas devem ser elevadas durante o transporte para reduzir o grau
de inchaço no membro afetado.
C - Circulação
Uma fonte de incapacidade neurológica potencialmente fatal, exclusiva das vítimas de
queimaduras, é o efeito de toxinas inaladas, como monóxido de carbono e gás cianeto
de hidrogênio.
Toxicinas podem produzir asfixia
Gerenciamento
Avaliar déficits neurológicos e motores
Identificar e colocar talas nas fraturas de ossos longos após aplicar um lençol limpo ou
curativo se a extremidade estiver queimada.
Estabelecer restrição de movimento da coluna se você suspeitar de uma possível lesão
na coluna.
D - Incapacidade
Expor completamente o paciente
Remover jóias
O inchaço fará com que atuem como faixa constritiva prejudicando a lesão e
comprometendo a circulação distal.
Podem reter calor residual e continuar a causar lesões.
Remover roupas
Queimaduras químicas - roupa pode ficar encharcada com o agente que queimou o
paciente.
Remover com cautela
As peças de roupa que queimaram e derreteram na pele não devem ser removidas,
mas devem ser resfriadas com água em temperatura ambiente.
E - Exposição/Ambiente
AvaliaçãoAvaliação
SecundáriaSecundária
Avaliação
Secundária
Avaliação completa da cabeça aos pés;
Uma pesquisa secundária completa, metódica e sistemática precisa ser realizada da
mesma forma que seria feita para qualquer outro paciente traumatizado.
Se o acesso intravenoso for estabelecido
Solução de Ringer com lactato - deverá ser infundida a uma taxa dependente do
tamanho da queimadura.
Analgesia
Gerenciamento
Feridas limpas e avaliadas. 
É necessária para ressuscitar o paciente adequadamente e prevenir as complicações
associadas à choque hipovolêmico por queimadura.
PESQUISA SECUNDÁRIA
Regra dos nove - determina o tamanho da
queimadura.
Gravidade da queimadura
Maior que 20% em adultos
Maior que 10% em crianças 
Estimativa do tamanho da
queima
CurativoCurativoCurativo
Tratar feridas antes do transporte
Objetivo: prevenir a contaminação contínua e diminuir o fluxo de ar sobre as feridas,
ajudando no controle da dor.
Curativos em forma de lençol ou toalha seca e estéril são suficientes antes do
transporte do paciente. 
Várias camadas de cobertores são então colocadas sobre os lençóis estéreis para
ajudar o paciente a manter o calor corporal. 
Pomadas e cremes antibióticos tópicos NÃO devem ser aplicados até que o paciente tenha
sido avaliado pelo centro de queimados.
CURATIVO
TransporteTransporteTransporte
Pacientes que apresentam lesões múltiplas além das queimaduras devem primeiro ser
transportados para um centro de trauma, onde ocorrerão hemorragias e outras lesões
potencialmente fatais, podem ser identificados e tratados cirurgicamente, se necessário.Estabilizado - o paciente com queimaduras pode ser transportado para um centro de
queimados para tratamento definitivo e reabilitação
TRANSPORTE
ReanimaçãoReanimação
VolêmicaVolêmica
Reanimação
Volêmica
Objetivo: repor o volume intravascular e apoiar o paciente durante a hipovolemia nas
primeiras 24 a 48 horas.
Calcular e repor os fluidos que o paciente já perdeu, bem como repor as perdas previstas
do paciente nas primeiras 24 horas após a queimadura. 
A ressuscitação volêmica precoce visa prevenir a progressão dos pacientes para choque
por queimadura. 
A manutenção do débito urinário é essencial em pacientes queimados e é o principal
indicador de reanimação adequada.
>20% - monitorar débito urinário
 > 40% - cateter urinário e monitorar débito urinário de 1 em 1 hora
Reposição Volêmica
Fórmula de Parkland 
Ressuscitação violência do paciente queimado
50% do volume calculado - administrar nas primeiras 8 horas
50% - administrar nas 16 horas seguintes 
Considerar horas a partir da hora da queimadura
2 ml - Adulto ou criança maiores de 14 anos
3ml - crianças menores de 14 anos ou menos de 30kg
4 ml - Queimaduras elétricas
Cálculo da Hidratação 
NATIONAL ASSOCIATION OF EMERGENCY MEDICAL TECHNICIANS (NAEMT). PHTLS: Prehospital Trauma Life
Support. 10th ed. Burlington, MA: Jones & Bartlett Learning, 2023. 
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada.
Cartilha para tratamento de emergência das queimaduras. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. 20 p.
Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_tratamento_emergencia_queimaduras.pdf. Acesso em: 5
mar. 2026.
Referências
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_tratamento_emergencia_queimaduras.pdf
RessuscitaçãoRessuscitação
CardiopulmonarCardiopulmonar
Ressuscitação
Cardiopulmonar
Conjunto de medidas utilizadas no atendimento a uma vítima em parada
cardiorrespiratória (PCR)
Visa à manutenção de seus sinais vitais e à preservação da vida;
Evitar o agravamento das lesões existentes
Até que uma equipe especializada possa transportá-la ao hospital e oferecer um
tratamento definitivo.
Suporte Básico de Vida (SBV)
Cessação abrupta das funções cardíacas, respiratória e cerebral, comprovada pela
ausência de pulso central (carotídeo e femoral), perda da consciência devido à diminuição
da circulação cerebral e de movimentos respiratórios. 
Parada Cardiorrespiratória (PCR)
Condição clínica caracteriza a morte súbita, ou seja, a morte
inesperada que ocorre imediatamente ou em um período de uma
hora após o início dos sintomas. 
Representa uma emergência extrema, cujos resultados poderão ser:
Lesão cerebral irreversível e morte, caso as medidas
adequadas para o restabelecimento do fluxo sanguíneo e da
respiração não forem realizadas.
Uma PCR pode ser identificada por meio de três sinais:
Irresponsividade
Ausência de respiração ou respiração agônica (gasping)
Ausência de pulso central palpável
Sinais e Sintomas associados à PCR
Para otimização e maior efetividade da assistência à PCR fora do hospital preconiza-se que
as condutas adotadas sejam interdependentes e unificadas em uma cadeia de
sobrevivência
Uma Cadeia de sobrevivência única destina-se a ser aplicada à PCR intra-hospitalar (PCRIH)
e à PCR extra-hospitalar (PCREH) adulta e pediátrica. 
Cadeia de Sobrevivência na PCR
Verificar segurança da cena.
Responsividade da vítima - chamando e tocando pelos ombros
Caso não responda, chamar ajuda imediatamente
Checar a respiração e pulso (carotídeo)
Observar expansão do tórax 
Pulso Carotídeo - adultos e crianças maiores de 1 ano 
Pulso braquial - menores de 1 ano
Avaliação deverá ser feita simultaneamente (máximo de 10 segundos)
Ausência de respiração ou gasping e pulso ausente - INICIAR RCP
Reconhecimento rápido de uma PCR
C (Circulação): Iniciar compressões.
A (Via Aérea): Abertura de vias aéreas (inclinação da cabeça).
B (Ventilação): 2 ventilações após 30 compressões.
D (Desfibrilação)
Suporte Básico de Vida (SBV)
Compressões torácicas
Permitem que o sangue seja bombeado do coração para o resto do corpo.
RCP de alta qualidade - comprimir com força e rapidez
Frequência de 100 e 120 compressões por minuto, permitindo o retorno total do tórax
(reexpansão) 
Minimizar o máximo possível as interrupções (menor que 10 segundos) e ventilações
excessivas 
Manobra de RCP
C (CIRCULATION): 
Inicie as compressões torácicas na metade inferior do esterno
Com uma mão sobre a outra
Braços completamente estendidos
Utilizando a região hipotenar da mão que ficar em contato direto com o tórax. 
Profundidade adulto: 2 e 2,4 polegadas (5 e 6 cm) 
Frequência: no mínimo 100, e no máximo 120 compressões por minuto 
 
Realizadas durante dois minutos ou cinco ciclos de 30 compressões e duas ventilações
(30:2)
Manobra de RCP
Uma vez atingida a puberdade, utiliza-se a
mesma recomendação para os adultos.
1 socorrista 
Manter relação 30 compressões para 2
ventilações (30:2)
2 dedos no centro do tórax, logo abaixo da linha
mamilar (não pressione na parte inferior do
esterno).
Manobra de RCP - Bebês
2 ou mais socorristas socorristas 
15 compressões para 2 ventilações (15:2) 
técnica do envolvimento do tórax com as
mãos e compressão com os polegares 
Profundidade: 1/3 do diâmetro do tórax, o que equivale a, aproximadamente, 1,5 polegada (4 cm).
De 1 ano ao início da puberdade.
Também pode realizar as compressões numa
relação de 15:2 ventilações, caso esteja
acompanhado de outro profissional de saúde
treinado. 
Se estiver sozinho, mantenha sempre a
relação 30:2. 
A compressão pode ser realizada com
apenas uma mão,, no caso de crianças muito
pequenas 
Manobra de RCP - Crianças
Profundidade: 1/3 do diâmetro do tórax na criança equivale a, aproximadamente, 2 polegadas (5 cm). 
Abrir as vias aéreas para permitir as ventilações. 
O estado de inconsciência causa a queda da base da língua, obstruindo as vias aéreas. 
Desobstrução pode ser feita por meio de manobras manuais:
chin lift - elevação do queixo
jaw thrust - se houver trauma associado anteriorização/ subluxação da mandíbula
sem inclinar a cabeça.
A (AIR): abrir as vias aéreas para permitir as ventilações. 
Outra possibilidade de obstrução de
via aérea é a presença de corpos
estranhos que devem ser retirados se
estiverem visíveis e alcançáveis. 
Outra alternativa para manter via
aérea pérvia é a partir de colocação da
cânula orofaríngea
Realizaçãode duas ventilações de resgate com duração de um segundo cada uma e que
produzam elevação visível do tórax para garantir a oxigenação cerebral adequada. 
Maneiras/dispositivos:
Ventilação boca a boca; 
Ventilação com máscara facial 
Ventilação com dispositivo bolsa-valva-máscara/insuflador manual (mais utilizado)
B (BREATHING)
ATENÇÃO!!! A cada cinco ciclos de 30:2 ou dois minutos, os profissionais devem trocar
de posição para garantir a qualidade nas compressões.
Em bebês e crianças devem ser usados os mesmos métodos de ventilação que no adulto, o
cuidado tem de ser tomado:
Escolha do tamanho apropriado das máscaras,
Devem cobrir boca e nariz, deixar descobertos os olhos e não encobrir o queixo
Existem apenas quatro ritmos de PCR, e eles podem ser classificados em dois grupos: 
Ritmos chocáveis (desfibrilação)
Fibrilação ventricular (FV), 
taquicardia ventricular sem pulso (TVSP)
Ritmos não chocáveis (RCP de qualidade + drogas indicadas)
atividade elétrica sem pulso (AESP) 
assistolia.
Rítmos Cardíacos de Parada cardiorrespiratória
Os cuidados pós-PCR concentram-se em reduzir as sequelas neurológicas e a disfunção
dos órgãos, identificando e abordando qualquer causa reversível da PCR.
O desfibrilador externo automático (DEA)
O DEA é de simples utilização e foi programado para analisar o ritmo cardíaco do
paciente e reconhecer um ritmo chocável (FV/TVSP), indicando o choque sempre que
necessário. 
Monofásico - 120 a 200J
D (Desfibrilation):
Podem ser classificados em automáticos ou semiautomáticos.Automáticos - exigem apenas que o operador posicione os eletrodos de desfibrilação e
ative a unidade que vai analisar o ECG do paciente e determinar a necessidade de
aplicação do pulso elétrico; caso necessário, o equipamento automaticamente efetua a
descarga. 
Semiautomáticos - Esses equipamentos analisam o ECG do paciente 12 Vídeo 12 e
notificam o operador se a desfibrilação é indicada. Dessa forma, o operador pode
apertar o botão indicado e efetuar a descarga ou “choque”. 
DEA
Mesmo se a vítima retomar a consciência, o aparelho não deve ser desligado e as pás
não devem ser removidas ou desconectadas até que a equipe de emergência assuma o
caso.
Posicionamentos das pás
é autoexplicativo e possui em suas pás o desenho da posição de como elas devem ser
instaladas no corpo desnudo do paciente.
DEA
A função da desfibrilação ou choque é de PARAR o CORAÇÃO, ou seja, ZERAR a atividade
elétrica anteriormente DESORGANIZADA para que o marca-passo natural do nosso coração
(NO SINOATRIAL) possa comandar novamente as fibras cardíacas e reassumir um ritmo
eficaz que gere pulso central. 
Como na AESP não há desorganização de ritmo e na assistolia não há ritmo,
consequentemente, NÃO EXISTE INDICAÇÃO de DESFIBRILAÇÃO, cuja função é de “PARAR
COM UM RITMO DESORGANIZADO”.
DEA
Imediatamente após o choque deve-se iniciar as compressões torácicas, obedecendo a sequência de 30
compressões para cada duas ventilações durante cinco ciclos ou dois minutos, ou até que o DEA solicite nova
análise do ritmo, o paciente se mova ou a equipe de suporte avançado chegue. 
DEA
Adrenalina (Epinefrina)
Droga de primeira escolha
indicada para todos os tipos de PCR
Vasoconstrição
bolus (1mg IV/IO) devem ser administrados a cada 3 a 5 minutos (ADULTOS)
Amiodarona
Antiarritmico 
Usada para rítmos chocáveis (FV e TVSP)
Lidocaína
Antiarrítmico
Alternativo à amiodarona
Principais Medicamentos
Recomenda-se que os profissionais de saúde tentem primeiro estabelecer o acesso IV para
administração de medicamentos em pacientes adultos em PCR. 
O acesso intraósseo (IO) é aceitável se as tentativas iniciais de acesso IV não forem bem-
sucedido
Flush e Elevação do Membro: 
Após cada medicação, deve-se realizar um flush de 20 ml de soro fisiológico e elevar o
membro do paciente por 10 a 20 segundos para garantir que a droga chegue à
circulação central rapidamente. 
Principais Medicamentos
Obstrução deObstrução de
Vias AéreasVias Aéreas
Obstrução de
Vias Aéreas
Causas extrínsecas - alimento, objetos
Causas intrínsecas - Próprio organismo (queda de língua ou edema de glote)
Sinais e Sintomas
O início súbito de tosse
Dispneia 
Sinais de sufocação 
Obstrução de vias aéreas por corpo
estranho (OVACE)
Iniciava-se direto com a Manobra de Heimlich em adultos e
crianças.
ANTES
ATUALIZAÇÃO
(2025/2026)
Padronização. Para todas as idades, deve-se
alternar ciclos de:
 5 golpes nas costas + 5 compressões.
Obstrução leve (Parcial) 
Tosse forte, consegue falar ou emitir sons
Acalmar paciente e estimular a tosse
Obstrução grave (Total)
Tosse silenciosa, cianose (pele azulada), sinal universal de asfixia (mãos no pescoço),
incapacidade de falar.
Fazer manobra
Condutas - desobstrução de via aérea
 Para bebês com OVACE grave, devem ser executados:
 Ciclos repetidos de 5 golpes nas costas (entre as escápulas) alternados com 5
compressões torácicas
Até que o objeto seja expelido ou o bebê fique inconsciente.
 Recomenda-se agora executar compressões torácicas com a técnica da base de uma
mão. 
Compressões abdominais NÃO são recomendadas para bebês, devido ao potencial de
causar lesões nos órgãos abdominais.
A AHA ressalta que, embora as compressões sejam semelhantes às da reanimação, o
objetivo aqui é liberar a via aérea, e não restabelecer a circulação
Bebês
Para crianças com obstrução de via aérea por corpo estranho (OVACE) grave, devem ser
realizados:
 Ciclos repetidos de 5 golpes nas costas alternados com 5 compressões abdominais.
Até que o objeto seja expelido ou a criança fique inconsciente.
Crianças
Em adultos com OVACE grave, devem ser executados:
 Ciclos repetidos de 5 golpes nas costas, seguidos de 5 compressões abdominais
Até que o objeto seja expelido ou a vítima fique inconsciente. 
Portanto, nos casos em que não é possível realizar a compressão abdominal, como em
gestantes no terceiro trimestre ou indivíduos obesos, recomenda-se substituir por
compressões torácicas, aplicadas na metade inferior do esterno.
Adultos
A diretriz reforça a proibição da varredura cega da cavidade oral, o socorrista só deve
tentar remover o corpo estranho se este estiver visível.
 
Caso a vítima perca a consciência durante a manobra, deve-se iniciar a reanimação
cardiopulmonar (RCP), intercalando compressões e ventilações conforme o protocolo,
inspecionando a cavidade oral apenas antes das ventilações.
 
Essa conduta reduz o risco de empurrar o objeto ainda mais profundamente e evita lesões
orofaríngeas.
AMERICAN HEART ASSOCIATION. Destaques das Diretrizes de 2025 da American Heart Association para RCP e ACE. Dallas: American Heart
Association, 2025. 36 p. Disponível em: https://cpr.heart.org/-/media/CPR-Files/2025-documents-for-cpr-heart-edits-posting/Resuscitation-
Science/JN1580_PTBR_Hghlghts_2025ECCGuidelines_Final_251021.pdf. Acesso em: 5 mar. 2026.
NAEMT (National Association of Emergency Medical Technicians). AMLS Advanced Medical Life Support: atendimento pré-hospitalar às
emergências clínicas. Tradução e revisão técnica: Antônio Rogério Proença Tavares Crespo et al. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2022. E-book. ISBN
978-65-5882-051-2.
COSTA, Isabel Karolyne F.; LEITE, José Eugênio Lopes; TIBÚRCIO, Manuela Pinto. Suporte Básico de Vida: Unidade 1: principais conceitos e a
evolução histórica do suporte básico de vida. Natal: SEDIS/UFRN; EBSERH, 2022. Disponível em: https://avasus.ufrn.br/. Acesso em: 6 mar. 2026.
(Material integrante do curso de Suporte Básico de Vida).
COSTA, Isabel Karolyne F.; LEITE, José Eugênio Lopes; TIBÚRCIO, Manuela Pinto. Suporte Básico de Vida: Unidade 2: ressuscitação
cardiopulmonar. Natal: SEDIS/UFRN; EBSERH, 2022. Disponível em: https://avasus.ufrn.br/. Acesso em: 6 mar. 2026.
COSTA, Isabel Karolyne F.; LEITE, José Eugênio Lopes; TIBÚRCIO, Manuela Pinto. Suporte Básico de Vida: Unidade 3: ritmos cardíacos de parada
cardiorrespiratória e desfibrilador externo automático. Natal: SEDIS/UFRN; EBSERH, 2022. Disponível em: https://avasus.ufrn.br/. Acesso em: 6
mar. 2026. (Material integrante do curso de Suporte Básico de Vida).
Referências
https://cpr.heart.org/-/media/CPR-Files/2025-documents-for-cpr-heart-edits-posting/Resuscitation-Science/JN1580_PTBR_Hghlghts_2025ECCGuidelines_Final_251021.pdf
https://cpr.heart.org/-/media/CPR-Files/2025-documents-for-cpr-heart-edits-posting/Resuscitation-Science/JN1580_PTBR_Hghlghts_2025ECCGuidelines_Final_251021.pdf
https://avasus.ufrn.br/
https://avasus.ufrn.br/
https://avasus.ufrn.br/
	Queimaduras
	ETIOLOGIA
	ANATOMIA DA PELE
	CARACTERÍSTICAS DA QUEIMA
	Profundidade da Queima
	QUEIMADURAS SUPERFICIAIS
	Envolve apenas a epiderme;
	Características:
	Vermelhas e dolorosas;
	Não formam bolhas
	Cicatrização:
	2 a 3 semanas
	Sem formação cicatriz.
	QUEIMADURA DE ESPESSURA PACIAL
	Envolve epiderme e porções variadas da derme subjacente.
	Classificação: superficiais ou profundas
	Características:
	Presença de bolhas;
	Áreas queimadas desnudas com base brilhante ou úmida.
	Queimaduras dérmicas superficiais
	Queimadura profunda de espessua parcial
	QUEIMADURA DE ESPESSURA TOTAL
	Penetram profundamente no tecido e resultam na destruição completa da epiderme e da derme.
	Características:
	Queimaduras espessas, secas, brancas e semelhantes a couro (escara)
	Casos graves - pele com aparência carbonizada com trombose visível (coagulação) dos vasos sanguíneos.
	Geralmente cercadas por áreas de queimaduras de espessura parcial
	São necessárias excisão cirúrgica imediata e reabilitação intensiva em centro especializado.
	QUEIMADURA SUBDÉRMICAAtinge todas as camadas da pela, gordura, músculos, ossos ou órgãos internos subjacentes
	Resultam em danos profundos aos tecidos.
	Queimaduras podem ser extremamente debilitantes e desfigurantes.
	Desbridamentos sigficativo do tecidos morto e desvitalizados pode resultar em extensos defeiros dos tecidos moles.
	Avaliação Primária
	AVALIAÇÃO PRIMÁRIA
	X - Controle de sangramento externo grave
	A - Via aérea
	B - Respiração
	C - Circulação
	Acesso venoso
	D - Incapacidade
	Gerenciamento
	E - Exposição/Ambiente
	Remover jóias
	Remover roupas
	Avaliação Secundária
	PESQUISA SECUNDÁRIA
	Se o acesso intravenoso for estabelecido
	Gerenciamento
	Estimativa do tamanho da queima
	Gravidade da queimadura
	Curativo
	CURATIVO
	Transporte
	TRANSPORTE
	Reanimação Volêmica
	Reposição Volêmica
	Cálculo da Hidratação
	Fórmula de Parkland
	Referências
	Ressuscitação Cardiopulmonar
	Suporte Básico de Vida (SBV)
	Parada Cardiorrespiratória (PCR)
	Sinais e Sintomas associados à PCR
	Cadeia de Sobrevivência na PCR
	Reconhecimento rápido de uma PCR
	Verificar segurança da cena.
	Checar a respiração e pulso (carotídeo)
	Suporte Básico de Vida (SBV)
	Manobra de RCP
	Compressões torácicas
	Manobra de RCP
	C (CIRCULATION):
	Manobra de RCP - Bebês
	1 socorrista
	2 ou mais socorristas socorristas
	Manobra de RCP - Crianças
	De 1 ano ao início da puberdade.
	Também pode realizar as compressões numa relação de 15:2 ventilações, caso esteja acompanhado de outro profissional de saúde treinado.
	Se estiver sozinho, mantenha sempre a relação 30:2.
	A compressão pode ser realizada com apenas uma mão,, no caso de crianças muito pequenas
	A (AIR): abrir as vias aéreas para permitir as ventilações.
	Desobstrução pode ser feita por meio de manobras manuais:
	B (BREATHING)
	Maneiras/dispositivos:
	ATENÇÃO!!! A cada cinco ciclos de 30:2 ou dois minutos, os profissionais devem trocar de posição para garantir a qualidade nas compressões.
	Em bebês e crianças devem ser usados os mesmos métodos de ventilação que no adulto, o cuidado tem de ser tomado:
	Escolha do tamanho apropriado das máscaras,
	Devem cobrir boca e nariz, deixar descobertos os olhos e não encobrir o queixo
	Rítmos Cardíacos de Parada cardiorrespiratória
	D (Desfibrilation):
	DEA
	DEA
	Posicionamentos das pás
	DEA
	DEA
	Principais Medicamentos
	Adrenalina (Epinefrina)
	Amiodarona
	Lidocaína
	Principais Medicamentos
	Flush e Elevação do Membro:
	Obstrução de Vias Aéreas
	Obstrução de vias aéreas por corpo estranho (OVACE)
	Sinais e Sintomas
	ANTES
	ATUALIZAÇÃO (2025/2026)
	Condutas - desobstrução de via aérea
	Obstrução leve (Parcial)
	Obstrução grave (Total)
	Bebês
	Crianças
	Adultos
	A diretriz reforça a proibição da varredura cega da cavidade oral, o socorrista só deve tentar remover o corpo estranho se este estiver visível.
	Caso a vítima perca a consciência durante a manobra, deve-se iniciar a reanimação cardiopulmonar (RCP), intercalando compressões e ventilações conforme o protocolo, inspecionando a cavidade oral apenas antes das ventilações.
	Essa conduta reduz o risco de empurrar o objeto ainda mais profundamente e evita lesões orofaríngeas.
	Referências

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