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Técnicas em Enfermagem II Professor: Pedro Henrique Oliveira Moura 2 SUMÁRIO 1 Limpeza, Esterilização, Desinfecção. ......................................................................... 3 1.1 limpeza ................................................................................................................... 3 1.2 esterilização ........................................................................................................... 3 1.3 desinfecção: .......................................................................................................... 3 2 Hipertensão Arterial Sistêmica e Aferição da pressão arterial. ............................. 4 3 Angina, I.A.M e E.A.P..................................................................................................6 4 Diabetes Mellitus e Glicemia Capilar..........................................................................8 5 Cuidados com Oxigênioterapia....................................................................................9 6 Cuidado com Sonda Enteral e Nasoenterica..............................................................17 7 Acidente Vascular Encefálico......................................................................................18 8 Biossegurança...............................................................................................................19 9 Descarte de Produtos Biológicos.................................................................................21 REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 23 3 1 Limpeza, Esterilização, Desinfecção. 1.1 LIMPEZA A Agência Nacional de Vigilância Sanitária define como limpeza a remoção física de sujidades, detritos e microrganismos presentes em qualquer área e/ou artigo, mediante ação química (soluções detergentes, desincrostantes ou enzimáticas), mecânica (fricção) ou térmica. A limpeza pode ser realizada de forma manual ou mecânica. O processo de limpeza é um passo crucial para tornar os instrumentos inócuos e des- contaminados. A limpeza manual enérgica com água corrente e sabão líquido ou detergente (neutro), auxilia na eliminação do material biológico tais como, sangue, secreções orgânicas e resíduos teciduais. Os instrumentos devem ser limpos o quanto antes depois do uso para se evitar a impregnação consistente (formação de crostas). Quando se deixa material biológico, este pode atuar como um meio propício para proliferação de micro-organismos residuais, pro- tegendo-os dos efeitos da desinfecção e da esterilização total (FROTA et al., 2017). Entender do que se trata limpeza, é necessário para subsidiar a compreensão de esta também está relacionada com a segurança do paciente, visto que a limpeza correta minimiza o risco de contaminação. 1.2 ESTERILIZAÇÃO: Conceitua-se como esterilização a Destruição de todas as formas de vida, mediante a aplicação de agentes químicos ou físicos. Elimina-se todos as formas de vida, inclusive os esporos bacterianos. Considera-se que a esterilidade foi obtida, se a probabilidade de sobrevi- vência do germe foi 1 em 1 milhão. 1.3 DESINFECÇÃO: Destruição dos germes patogênicos, e/ou se inativa sua toxina ou se inibe seu desenvolvimento. Os seu esporos não são necessariamente destruídos. A desinfecção é dividida em três níveis: Desinfecção de alto nível: destruição de todos microrganismos com exceção de numerosos es- poros bacterianos 4 Desinfecção de nível intermediário: inativa bactérias vegetativas, maioria dos vírus e fungos e micobactérias da tbc. Desinfecção de baixo nível: elimina a maioria das bactérias, alguns vírus e fungos, mas não inativa microrganismos resistentes como as micobactérias ou esporos bacterianos. Ainda existe os conceitos: Assepsia que é definida como conjunto de medidas que usa- mos para impedir a penetração de microrganismos num ambiente que não os tem; e Antissep- sia, que por sua vez é definida como conjunto de medidas propostas para inibir o crescimento de microrganismos ou removê-los de um determinado ambiente, podendo ou não destruí-los. 2 Hipertensão Arterial Sistêmica e Aferição da pressão arterial Hipertensão arterial (HA) é condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg. É uma condição caracterizada por: PA sistólica (PAS) entre 121 e 139 mmHg. PA diastólica (PAD) entre 81 e 89 mmHg. O diagnóstico é feito através do exame MAPA: A Monitorização Ambulatorial da Pres- são Arterial (MAPA) é o método que permite o registro indireto e intermitente da pressão arte- rial durante 24 horas, enquanto o paciente realiza suas atividades habituais na vigília e durante o sono. • São atualmente consideradas anormais as médias de PA de 24 horas ≥ 130/80 mmHg, vigília ≥ 135/85 mmHg e sono ≥ 120/70 mmHg. E também pelo MRPA: Monitorização Residencial da Pressão Arterial A MRPA é uma modalidade de medição realizada com protocolo específico, consistindo na obtenção de três medições pela manhã,̃ antes do desjejum e da tomada da medicação, e três à noite, antes do jantar, durante cinco dias. Outra opção é realizar duas medições em cada uma dessas duas ses- sões, durante sete dias. • São considerados anormais valores de PA ≥ 135/85 mmHg. Em relação ao tratamento, este contempla medidas não-farmacológicas e farmacológi- cas; sendo a primeira eliminar fatores e hábitos que alteram os níveis pressóricos, e os farma- cológicos com a utilização de medicamentos definidos pelo médico. A pressão arterial é a força exercida pelo sangue sobre as paredes dos vasos. Existe a Pressão Arterial Sistólica que que se refere a pressão máxima a qual a artéria está sujeita durante a contração do VE (sístole). A Pressão Arterial Diastólica que é o relaxamento do VE. A pres- são de pulso é a diferença numérica entre a medida da pressão sistólica e a medida da pressão diastólica. Material Necessário: Estetoscópio e Esfigmomanômetro. 5 Preparo para a medida da pressão arterial: • Realizar anti- sepsia do aparelho - Lavar as mãos. - Escolher manguito de tamanho adequado. - Tentar eliminar ao máximo os ruídos ambientais. 1. Explicar o procedimento ao paciente. 2. Repouso de pelo menos 5 minutos em ambiente calmo. 3. Evitar bexiga cheia. 4. Não praticar exercícios físicos 60 a 90 minutos antes. 5. Não ingerir bebidas alcoólicas, café ou alimentos e não fumar 30 minutos antes. 6. Manter pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso recostado na cadeira e rela- xado. 7. Remover roupas do braço no qual será colocado o manguito. 8. Posicionar o braço na altura do coração (nível do ponto médio do esterno ou 4º espaço intercostal), apoiado, com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente fletido. 9. Solicitar para que não fale durante a medida. Procedimento de medida da pressão arterial: 1. Medir a circunferência do braço do paciente. 2. Selecionar o manguito de tamanho adequado ao braço. 3. Colocar o manguito sem deixar folgas acima da fossa cubital, cerca de 2 a 3 cm. 4. Centralizar o meio da parte compressiva do manguito sobre a artéria braquial. 5. Estimar o nível da pressão sistólica (palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento, desinflar rapidamente e aguardar 1 minuto antes damedida). 6. Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula do estetoscópio sem compressão excessiva. 7. Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão sistó- lica. 8. Proceder à deflação lentamente (velocidade de 2 a 4 mmHg por segundo). 6 9. Determinar a pressão sistólica na ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff), que é um som fracoseguido de batidas regulares, e, após, aumentar ligeiramente a velocidade de deflação. 10. Determinar a pressão diastólica no desaparecimento do som (fase V de Korotkoff). 11. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desa- parecimento e depois proceder à deflação rápida e completa. 12. Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e anotar valores da sistólica/diastólica/zero. 13. Esperar 1 a 2 minutos antes de novas medidas. 14. Informar os valores de pressão arterial obtidos para o paciente. 15. Anotar os valores e o membro. 3 Angina, I.A.M e E.A.P Angina-É um desconforto torácico que ocorre quando o músculo cardíaco não recebe oxigênio suficiente. O desconforto não é bem definido, é um aperto / pressão que ocorre devido a estimulação de terminações nervosas pelo ácido lático e dióxido de carbono que se acumulam no tecido isquêmico. Entre os pacientes que apresentam angina pectoris, há três apresentações principais que sugerem o surgimento de uma SCA / Angina Instável: • Angina de repouso com geralmente mais de 20 minutos de duração; • Angina de início recente que limita a atividade; • Angina em crescendo (maior frequência, maior duração ou ocorre com menor esforço que em eventos anginosos prévios). Os sítios comuns da dor anginosa: – parte superior do tórax, – retoesternal, irradiando para pescoço, mandíbula e braço esquerdo, – região epigástrica e interescapular • Termos co- muns que os pacientes usam para descrever a dor: – Peso / pressão – Sufocamento / aperto – Queimação / estrangulamento. Angina Estável / Angina Pectoris A angina estável típica possui três características bá- sicas: É desconforto difuso, retroesternal, não afetado por posição, movimento ou palpação, podendo irradiar para ombros, braço esquerdo, braço direito, pescoço ou mandíbula; É repro- duzida pelo esforço ou estresse emocional; É prontamente aliviada pelo repouso ou pelo uso de nitrato sublingual. Caracterizada por breves episódios de desconforto torácico relacionados a 7 atividades que aumentam a demanda cardíaca de oxigênio. Duram de 2 a 5min. Ocasional de 5 a 15min. Angina Pectoris Se a causa da isquemia não for revertida e o fluxo sanguíneo restaurado para área afetada, a isquemia pode levar a lesão celular e ao IAM. A isquemia pode ser rever- tida, reduzindo a demanda de O2 do coração (↓ FC com medicações – betabloqueadores) ou aumentando o fluxo sanguíneo pela dilatação das artérias coronárias com a nitroglicerina, sendo escolha médica de acordo com a clínica do paciente. Angina Instável / SCA A dor dos pacientes com SCA tem características semelhantes à da angina estável, mas os episódios são mais intensos e prolongados e, normalmente, ocorrem em repouso. Frequentemente, vem acompanhada de sudorese, náuseas, vômitos, ou dispnéia. Não rara é a apresentação atípica, com queixas como mal estar, indigestão, dor epigástrica, sudorese, inclusive sem dor torácica associada. Caracterizada por um ou mais dos seguintes: – Sintomas que ocorrem em repouso ou mínimos esforços, mais de 20min. – Inicio recente – Sintomas prolongados ou frequentes – Desconforto pode ser descrito como dor. *SCA: Síndrome Coronariana Aguda. Infarto Agudo do Miocárdio-O IAM ocorre quando o fluxo de sangue para o músculo cardíaco é interrompido ou diminui subitamente por tempo suficiente para provocar morte ce- lular. Ocasionando o IAMCSST (Infarto agudo do miocárdio com supra desnivelamento do segmento ST) ou IAMSSST (Infarto agudo do miocárdio sem supra desnivelamento de seg- mento ST). Geralmente causado pela obstrução das artérias coronarianas, causada pela presença de placas ateroscleróticas e trombos. Edema Agudo de Pulmão- Trata-se do extravasamento de líquido seroso para o espaço intersticial e para os alvéolos pulmonares. Constitui uma emergência médica devido a grande mortalidade. Tem como causa, o I.AM, a H.A.S, doença valvar, insuficiência renal, doença cardíaca, dentre outas. O diagnóstico pode requerer exame de Raio X. O tratamento consiste em em suporte ventilatório, e medicações. 8 4 Diabetes Mellitus e Glicemia Capilar O diabetes mellitus (DM) consiste em um distúrbio metabólico caracterizado por hiper- glicemia persistente, decorrente de deficiência na produção de insulina ou na sua ação, ou em ambos os mecanismos, ocasionando complicações em longo prazo. O pâncreas, possui como função secretar dois hormônios, a insulina e o glucagom. A insulina pelas células beta promovendo a redução da concentração de glicose no sangue e o armazenamento de energia sob a forma de glicogênio e gordura. O glucagon secretado pelas células alfa com efeito antagônico em resposta a queda da glicemia, estimula o fígado a hidro- lisar o glicogênio em glicose. Quanto aos seus sinais e sintomas, os mais clássicos são os chamados “quatro P’s” poliúria (micção em excesso), polidpsia (aumento da sede), polifagia (aumento da fome) e perda de peso inexplicada. Além destes, outros sintomas podem aparecer, como hálito cetô- nico, cetonúria. O diagnóstico de diabetes baseia-se na detecção da hiperglicemia. Existem quatro tipos de exames que podem ser utilizados no diagnóstico do DM: glicemia casual, glicemia de jejum, teste de tolerância à glicose com sobrecarga de 75 g em duas horas (TTG) e, em alguns casos, hemoglobina glicada (HbA1c). O tratamento, consiste-se em não-farmacológico, com as mudanças de hábitos de vida do paciente (controlar o consumo de açúcar, exercitar-se...), e as medidas farmacológicas, que incluem medicamento Antidiabéticos orais e podem ou não estar associados com insulinotera- pia. 1. Higienizar as mão; 2. Higienizar a bandeja, reunir o material necessário, posicioná-los na bandeja; 3. Certifica-se de que a fita está na validade, bem como se a fita é da mesma marca que o glicosímetro; 4. Higienizar novamente as mãos; 5. Direcionar-se ao paciente e orienta-lo quanto o exame; 6. Calçar as luvas de procedimento 9 7. Ligar o aparelho e posicionar a fita e o glicosímetro de modo a facilitar a deposição da gota de sangue no local adequado; 8. Fazer uma leve pressão na ponta do dedo escolhido de modo a favorecer o seu enchi- mento capilar; 9. Com a outra mão realizar a higienização do local onde será coletado a amostra. Atenção: há literaturas que falam que a higienização deve ser feita com álcool 70%, e outras dizem que deve ser feitas apenas friccionando o algodão seco no local a ser coletado a gota de sangue. 10. Com a lanceta ou agulha fazer a punção no dedo escolhido, preferencialmente na lateral do dedo, onde a dor é minimizada. 11. Após puncionar o dedo, esperar até formar uma gota de sangue suficiente para pre- encher o campo reagente da fita. 12. Pressionar o local da punção com algodão até hemostasia; 13. Atentar para pacientes em uso de anticoagulantes; 14. Informar o resultado para o paciente; o resultado aparecerá na tela do glicosímetro. Procedimento: 15. Desprezar a fita reagente e a lanceta na caixa específica para material perfurocor- tante; 16. Se necessário desinfetar o glicosimetro com álcool 70%; 17. Retirar as luvas; 18. Proceder com a desinfecção da bandeja; e em seguida lavar as mãos; 19. Anotar o valor da glicemia no prontuário. 10 5 Cuidados com Oxigênioterapia Oxigênio é um gás não inflamável, não tóxico, não corrosivo, (não queima, mas ali- menta e intensifica a combustão), é altamente refrigerado na fase líquida. Apresenta diversas aplicações como utilização em anestesias, tratamento de problemas respiratórios, administração de medicamentos através de inalação ou nebulização... ATENÇÃO: LOGO ABAIXO ESTÁ LISTADO OS PRINCIPAIS DISPOSITIVOS DE OXIGENIOTERAPIA; BEM COMO OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM FRENTE A ELES. É IMPORTANTE RESSALVARQUE O INTUITO DE CONHECER A TÉCNICA DE INSERÇÃO, É NECESSÁRIA PARA CONHECER OS CUIDADOS ENVOLVIDOS COM ESTES. CABE AO TÉCNICO EM RADIOLOGIA CONHECER TAIS CUIDADOS, PORÉM O CUIDADO É OBRIGAÇÃO DA ENFERMAGEM. Existem vários dispositivos empregados na oxigênioterapia como o cateter nasal ou óculos nasal Procedimento de inserção do óculos • Verificar prescrição do paciente e certificar-se do procedimento a ser realizado. • Lavar as mãos. • Reunir material necessário. • Orientar o paciente sobre o procedimento. • Posicionar paciente. • Verificar oximetria de pulso. • Realizar a higienização das narinas com cotonete SN. • Preparar o material (adaptar prolongamento na válvula deoxigênio, certificar se não há vazamento, adaptar o óculos no prolongamento). 11 • Ligar oxigênio, graduando –o conforme prescrição médica. • Introduzir delicadamente as duas hastes nas narinas. • Colocar armação do cateter no pavilhão auricular. • Mensurar oximetria de pulso novamente. • Avaliar reação do paciente. • Colocar paciente em posição confortável. • Colocar unidade em ordem. • Lavar, secar e guardar o material utilizado. • Lavar as mãos. • Checar na prescrição o horário de início da administração. • Anotar quaisquer intercorrências durante a administração da oxigênioterapia. • Anotar cuidados prestados no prontuário carimbar e assinar. Cateter de Alto Fluxo A técnica é a mesma do cateter nasal. 12 Cateter Orofaringeo • Gases medicinais canalizado ou cilindros. • Dispositivos prescrito: (cateter nasal orofaríngeo). • Manômetro com válvula redutor. • Umidificador e com ABD ( no máximo 2/3 de sua capacidade). • Intermediário de látex ou plástico para umidificador (silicone / extensor). • Fluxômetro. • Esparadrapo, gaze, luvas de procedimento, cotonete, recipiente para lixo. • Oxímetro de pulso. • Água destilada ou anestésico local próprio. • Almotolia com álcool 70% SN. • Bolas de Algodão SN. • Esparadrapo SN. • Luvas de procedimento SN. • Verificar prescrição do paciente e certificar-se do procedimento a ser realizado. • Lavar as mãos. • Reunir material necessário. • Orientar o paciente sobre o procedimento. • Posicionar paciente. • Verificar oximetria de pulso. 13 • Realizar a higienização das narinas com cotonete SN. • Preparar o material (adaptar prolongamento na válvula de oxigênio, certificar se não há vazamento, adaptar o cateter no prolongamento). • Remover oleosidade da pele no local da fixação do cateter. • Determinar o comprimento do cateter ( da ponta do nariz ao lóbulo ou trago da ore- lha demarcando). • Lubrificar a ponta do cateter. • Liberar a válvula de oxigênio para certificar se não está travada antes de introduzir no paciente deixando um fluxo de 2 L. • Introduzir delicadamente até a demarcação. • Se reflexo de deglutição tracionar um pouco o cateter até a abolição do reflexo de vômito. • Fixar o cateter com esparadrapo ou micropore. • Graduar fluxômetro conforme prescrição. • Mensurar oximetria de pulso novamente. • Avaliar reação do paciente. • Colocar paciente em posição confortável. • Colocar unidade em ordem. • Lavar, secar e guardar o material utilizado. • Lavar as mãos. • Checar na prescrição o horário de início da administração. • Anotar quaisquer intercorrências durante a administração da oxigênioterapia. • Anotar cuidados prestados no prontuário carimbar e assinar. 14 Máscara Facial Simples • O oxigênio, por ser uma substância química deve ser administrado com cuidado. • Avaliar os efeitos através de oximetria de pulso. • Seguir rigorosamente prescrição médica para tempo e quantidade de oxigênio. Tempo prolongado e altas concentrações podem causas complicações respiratória e oculares. • Explicar ao paciente os benefícios da oxigênioterapia. • Nunca administrar oxigênio sem umidificação. • Trocar cateter conforme protocolo de instituição. • Observar presença de vazamento no sistema da oxigênioterapia. • Observar sinais e sintomas do paciente. • Usar lubrificantes hidrossolúveis, pois, são absorvidos na mucosa. • Se utilização de benzina para remoção de oleosidade certificar de que o paciente não é alérgico. • Não utilizar lubrificantes oleosos para lesões de lábios e narinas. Devido ao perigo de combustão quando em contato com o oxigênio. • Na prescrição do paciente anotar o horário da suspensão do tratamento. • Leia sempre o manual dos equipamentos antes de utilizá-los. • Ao utilizar o cilindro ou torpedo de oxigênio, observar os seguintes cuidados; proibir uso de fumo, não utilizar álcool, fio elétrico e outros por ser uma substância comburente; 15 transportar o cilindro em carrinho para evitar arrostá-lo, abrir a válvula do cilindro lenta- mente, evitar quedas do cilindro pois, aumenta a pressão causando explosão, Verificar sempre a pressão de gás existente. • Todo conjunto de oxigênioterapia após ser utilizado deve ser trocado limpo e desin- fetado conforme rotina da instituição. • Certificar o umidificador está preenchido com água até o nível indicado. • Regular a concentração desejada conforme prescrição médica. • Ajustar velocidade do fluxo conforme prescrição. • Mensurar oximetria de pulso, afim de garantir a administração da dos e correta. • Colocar máscara no rosto do paciente e ajustar a fixação. • Avaliar paciente quanto ao estado mental. • Verificar periodicamente estado do paciente e funcionamento do equipamento. Máscara de reinalação parcial com reservatório • Ajustar fluxômetro em 6 a 10 L , após a passagem do oxigênio a bolsa reservatória para que a mesma não colabe durante o ciclo respiratório. • Remover periodicamente a máscara para a higienização se não houver contra indica- ção. • Verificar que a bolsa com reinalação não colabe durante a inspiração do paciente, para evitar a entrada de mais ar inspirado no reservatório e a consequente inalação elevada de gás carbônio . • Certificar que a bolsa mantenha inflada na inspiração e expiração do paciente. • Monitorar o funcionamento da máscara sem reinalação certificando que os orifícios laterais não fiquem bloqueados evitando assim sufocação do paciente pela incapacidade de ex- piração. 16 • Mensurar oximetria de pulso. • Observar com frequencia alterações do estado do paciente funcionamento do equipa- mento e água do umidificador. • Anotar velocidade do fluxo e intolerâncias ao tratamento. Máscara de Venturi Máscara de Venturi Os cuidados envolvem observar o nível de O2 e sua posição correta. 17 6 Cuidado com Sonda Gástrica e Enteral Sondagem nasogástrica trata-se da introdução de uma sonda desde a nasofaringe até a cavidade gástrica. É indicada em pacientes que não conseguem deglutir; pode ser por sifinagem (aberta, que drena conteúdo gástrico) ou gavagem (fechada, que serve para alimentar e medicar pacien- tes). Já gastrostomia é a inserção de um sonda fixa no estômago; e Jejunostomia de uma sonda fixa no jejuno (segunda porção do intestino delgado). As sonda enterais (nasogastrica e nasoenterica) só podem ser utilizadas mediante a confirmação de sua posição; e esta é feita através de Raio-X. A sonda enterais, possuem um fio guia metálico, e a ponta desta sonda possui uma haste metálica que mostra no Raio-X o posicionamento desta sonda. 18 7 Acidente Vascular Encefálico Entende-se por Acidente Vascular Encefálico: O infarto agudo do sistema nervoso central é definido como um episódio de disfunção focal do encéfalo com duração maior que 24 horas, ou de qualquer duração, se houver evidência radiológica ou patológica de isquemia que justifi- que os sintomas. (Velasco,I.T et all, 2019)Apresenta-se de duas formas: a Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (resultado da oclusão trombolítica ou embolítica, que leva a uma isquemia, assim parte do cérebro terá o fluxo san- guíneo diminuído); E o A.V.E Hemorrágico (que é quando ocorre a ruptura arterial, com san- gramento intracerebral, subdural ou subaracnóide). O tratamento de A.V.E dependerá de seu tipo, bem como de seus danos ao cliente. A parte que cabe ao técnico em radiologia entender desta condição clínica, tange ao método diagnóstico. Um dos expedientes para tal feito, é o exame de Tomografia Computadorizada quando o cliente chega ao serviço de saúde e suspeita-se desta enfermidade; deve-se realizar a Parte metálica que no Raio X mostrará se a sonda está no local correto. 19 T.C de crânio sem contraste, pois não se sabe se o paciente teve um AVE isquêmico ou hemor- rágico, e no caso do AVE hemorrágico, a ingestão de contraste é prejudicial; por esta razão não deve usar contraste na primeira tomografia em casos suspeitos. 8 Biossegurança Biossegurança, de acordo com a comissão de Biossegurança da Fundação Oswaldo Cruz, é definido como o conjunto de ações voltadas para prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio am- biente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. Essas medidas preventivas abrangem práti- cas ergonômicas no desenvolvimento do exercício da profissão, controle dos riscos físicos e químicos e princípios do controle de infecção. O programa envolve o manuseio correto de pro- dutos químicos e equipamentos, métodos de esterilização e desinfecção, circulação de instru- mentos, antissepsia, uso de barreiras de proteção individual, coletiva, dentre outros (PEREIRA et al., 2010). Definições e Termos: • Equipamentos de proteção individual (EPI): são equipamentos de proteção utilizados pela equipe de profissionais que atuam junto a arte do cuidar, para sua autoproteção e proteção dos seus assistidos, visando auxiliar para evitar contaminação e acidentes. • Esterilização: são processos físicos ou químicos utilizados para provocar a morte de micro- organismos na forma vegetativa e esporulada existente em instrumentos e outros materiais. • Desinfecção: é a redução da população de micro-organismos na forma vegetativa, geralmente realizada por meios químicos. Este processo não mata as bactérias na forma esporulada e os micro-organismos relativamente resistentes. • Antissepsia: consiste no uso de agentes químicos aplicados à pele ou a outro tecido vivo para inibir ou eliminar micro-organismos. Não apresenta ação esporocida. • Artigo crítico: é aquele que penetra na pele e nas mucosas do paciente, atingindo os tecidos subepiteliais, por exemplo: instrumentos perfurocortantes. •Artigo semicrítico: é aquele que entra em contato com a pele ou mucosa íntegra, por exemplo: moleira. 20 •Artigo não crítico: é todo procedimento em que há presença de sangue, pus ou matéria conta- minada pela perda de continuidade do tecido. •Procedimento semicrítico: todo procedimento em que existe presença de secreção orgânica, sem perda de continuidade de tecido. • Áreas críticas: correspondem àquelas que oferecem maior risco de infecção, seja devido à depressão da resistência imunológica do paciente que as ocupa ou devido à possibilidade de transmissão de infecções pelas atividades desenvolvidas, como as clínicas. • Áreas semicríticas: todas as áreas que não apresentam menor risco de infecção, como labora- tórios e banheiros. • Áreas não críticas: todas as áreas que não apresentam risco de transmissão de infecção. Exem- plo: recepção, escritórios, depósitos em geral e almoxarifado. • Limpeza concorrente: deve ser realizada diariamente, antes do início das atividades ou antes do término, nos móveis, equipamento e piso, através de limpeza e desinfecção, na presença de contaminação. • Limpeza terminal: deve ser realizada semanalmente, para diminuir a contaminação do ambi- ente, através da remoção da sujidade. Deverão ser limpos paredes, portas, pisos, janelas, móveis e equipamentos, através de limpeza mecânica com água e detergente e, em seguida, na presença de contaminação, proceder a desinfecção. 21 9 DESCARTE DE PRODUTOS BIOLÓGICOS Os trabalhadores, independente da sua linha de atuação ou setor que estejam inseridos, estão sujeitos à exposição aos riscos locais e/ou ambientais e, tais riscos, podem se tornar po- tencializados se a empresa em que atuam não possua um plano de orientação e instrução aos seus trabalhadores quanto ao descarte correto de materiais, sendo aqueles passíveis de serem reciclados e aqueles com indicação de serem incinerados (BRASIL, 2019). De acordo com a NR 9, relacionado aos Riscos Ambientais, eles podem estar associados aos agentes físicos, quí- micos ou biológicos existentes no ambiente de trabalho em decorrência da sua natureza, con- centração ou intensidade e, ainda, ao tempo de exposição, sendo assim, capazes de causar e/ou ocasionar danos à saúde dos trabalhadores que entram em contato com os respectivos materiais. Os produtos biológicos representam um grande perigo aos trabalhadores de saúde, se são descartáveis de maneira incorreta. Por isso, cada empresa que gera este tipo de resíduo necessita contar com o Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. Os resíduos são divididos em Tipo A – resíduo biológico Tipo B- resíduo químico Tipo C- resíduo radioativo Tipo D- lixo comum Tipo E- Perfurocortantes 22 23 REFERÊNCIAS POTTER, Perry. Fundamentos de Enfermagem. 9ª edição. São Paulo; Elsevier, 2017. SANTOS, Daniel. Enfermagem e Biossegurança Aplicada à Radiologia. Co- pyright, 2020.