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Técnicas em Enfermagem 
II 
Professor: Pedro Henrique Oliveira Moura 
 
 
2 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 Limpeza, Esterilização, Desinfecção. ......................................................................... 3 
1.1 limpeza ................................................................................................................... 3 
1.2 esterilização ........................................................................................................... 3 
1.3 desinfecção: .......................................................................................................... 3 
 2 Hipertensão Arterial Sistêmica e Aferição da pressão arterial. ............................. 4 
3 Angina, I.A.M e E.A.P..................................................................................................6 
4 Diabetes Mellitus e Glicemia Capilar..........................................................................8 
5 Cuidados com Oxigênioterapia....................................................................................9 
6 Cuidado com Sonda Enteral e Nasoenterica..............................................................17 
7 Acidente Vascular Encefálico......................................................................................18 
8 Biossegurança...............................................................................................................19 
9 Descarte de Produtos Biológicos.................................................................................21 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS ........................................................................................................... 23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
1 Limpeza, Esterilização, Desinfecção. 
1.1 LIMPEZA 
 
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária define como limpeza a remoção física de 
sujidades, detritos e microrganismos presentes em qualquer área e/ou artigo, mediante ação 
química (soluções detergentes, desincrostantes ou enzimáticas), mecânica (fricção) ou térmica. 
A limpeza pode ser realizada de forma manual ou mecânica. 
O processo de limpeza é um passo crucial para tornar os instrumentos inócuos e des-
contaminados. A limpeza manual enérgica com água corrente e sabão líquido ou detergente 
(neutro), auxilia na eliminação do material biológico tais como, sangue, secreções orgânicas e 
resíduos teciduais. Os instrumentos devem ser limpos o quanto antes depois do uso para se 
evitar a impregnação consistente (formação de crostas). Quando se deixa material biológico, 
este pode atuar como um meio propício para proliferação de micro-organismos residuais, pro-
tegendo-os dos efeitos da desinfecção e da esterilização total (FROTA et al., 2017). 
Entender do que se trata limpeza, é necessário para subsidiar a compreensão de esta 
também está relacionada com a segurança do paciente, visto que a limpeza correta minimiza o 
risco de contaminação. 
 
 
1.2 ESTERILIZAÇÃO: 
 
Conceitua-se como esterilização a Destruição de todas as formas de vida, mediante a 
aplicação de agentes químicos ou físicos. Elimina-se todos as formas de vida, inclusive os 
esporos bacterianos. Considera-se que a esterilidade foi obtida, se a probabilidade de sobrevi-
vência do germe foi 1 em 1 milhão. 
 
 
1.3 DESINFECÇÃO: 
Destruição dos germes patogênicos, e/ou se inativa sua toxina ou se inibe seu desenvolvimento. 
Os seu esporos não são necessariamente destruídos. A desinfecção é dividida em três níveis: 
Desinfecção de alto nível: destruição de todos microrganismos com exceção de numerosos es-
poros bacterianos 
4 
 
 
Desinfecção de nível intermediário: inativa bactérias vegetativas, maioria dos vírus e fungos e 
micobactérias da tbc. 
Desinfecção de baixo nível: elimina a maioria das bactérias, alguns vírus e fungos, mas não 
inativa microrganismos resistentes como as micobactérias ou esporos bacterianos. 
Ainda existe os conceitos: Assepsia que é definida como conjunto de medidas que usa-
mos para impedir a penetração de microrganismos num ambiente que não os tem; e Antissep-
sia, que por sua vez é definida como conjunto de medidas propostas para inibir o crescimento 
de microrganismos ou removê-los de um determinado ambiente, podendo ou não destruí-los. 
 
2 Hipertensão Arterial Sistêmica e Aferição da pressão arterial 
Hipertensão arterial (HA) é condição clínica multifatorial caracterizada por elevação 
sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140 e/ou 90 mmHg. É uma condição caracterizada por: 
PA sistólica (PAS) entre 121 e 139 mmHg. PA diastólica (PAD) entre 81 e 89 mmHg. 
O diagnóstico é feito através do exame MAPA: A Monitorização Ambulatorial da Pres-
são Arterial (MAPA) é o método que permite o registro indireto e intermitente da pressão arte-
rial durante 24 horas, enquanto o paciente realiza suas atividades habituais na vigília e durante 
o sono. • São atualmente consideradas anormais as médias de PA de 24 horas ≥ 130/80 mmHg, 
vigília ≥ 135/85 mmHg e sono ≥ 120/70 mmHg. 
E também pelo MRPA: Monitorização Residencial da Pressão Arterial A MRPA é uma 
modalidade de medição realizada com protocolo específico, consistindo na obtenção de três 
medições pela manhã,̃ antes do desjejum e da tomada da medicação, e três à noite, antes do 
jantar, durante cinco dias. Outra opção é realizar duas medições em cada uma dessas duas ses-
sões, durante sete dias. • São considerados anormais valores de PA ≥ 135/85 mmHg. 
Em relação ao tratamento, este contempla medidas não-farmacológicas e farmacológi-
cas; sendo a primeira eliminar fatores e hábitos que alteram os níveis pressóricos, e os farma-
cológicos com a utilização de medicamentos definidos pelo médico. 
A pressão arterial é a força exercida pelo sangue sobre as paredes dos vasos. Existe a 
Pressão Arterial Sistólica que que se refere a pressão máxima a qual a artéria está sujeita durante 
a contração do VE (sístole). A Pressão Arterial Diastólica que é o relaxamento do VE. A pres-
são de pulso é a diferença numérica entre a medida da pressão sistólica e a medida da pressão 
diastólica. 
Material Necessário: Estetoscópio e Esfigmomanômetro. 
5 
 
 
Preparo para a medida da pressão arterial: 
• Realizar anti- sepsia do aparelho 
- Lavar as mãos. 
- Escolher manguito de tamanho adequado. 
- Tentar eliminar ao máximo os ruídos ambientais. 
1. Explicar o procedimento ao paciente. 
2. Repouso de pelo menos 5 minutos em ambiente calmo. 
3. Evitar bexiga cheia. 
4. Não praticar exercícios físicos 60 a 90 minutos antes. 
5. Não ingerir bebidas alcoólicas, café ou alimentos e não fumar 30 minutos antes. 
6. Manter pernas descruzadas, pés apoiados no chão, dorso recostado na cadeira e rela-
xado. 
7. Remover roupas do braço no qual será colocado o manguito. 
8. Posicionar o braço na altura do coração (nível do ponto médio do esterno ou 4º espaço 
intercostal), apoiado, com a palma da mão voltada para cima e o cotovelo ligeiramente fletido. 
9. Solicitar para que não fale durante a medida. 
Procedimento de medida da pressão arterial: 
1. Medir a circunferência do braço do paciente. 
 2. Selecionar o manguito de tamanho adequado ao braço. 
 3. Colocar o manguito sem deixar folgas acima da fossa cubital, cerca de 2 a 3 cm. 
 4. Centralizar o meio da parte compressiva do manguito sobre a artéria braquial. 
5. Estimar o nível da pressão sistólica (palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu 
desaparecimento, desinflar rapidamente e aguardar 1 minuto antes damedida). 
6. Palpar a artéria braquial na fossa cubital e colocar a campânula do estetoscópio sem 
compressão excessiva. 
7. Inflar rapidamente até ultrapassar 20 a 30 mmHg o nível estimado da pressão sistó-
lica. 
8. Proceder à deflação lentamente (velocidade de 2 a 4 mmHg por segundo). 
6 
 
 
9. Determinar a pressão sistólica na ausculta do primeiro som (fase I de Korotkoff), que 
é um som fracoseguido de batidas regulares, e, após, aumentar ligeiramente a velocidade de 
deflação. 
10. Determinar a pressão diastólica no desaparecimento do som (fase V de Korotkoff). 
11. Auscultar cerca de 20 a 30 mmHg abaixo do último som para confirmar seu desa-
parecimento e depois proceder à deflação rápida e completa. 
12. Se os batimentos persistirem até o nível zero, determinar a pressão diastólica no 
abafamento dos sons (fase IV de Korotkoff) e anotar valores da sistólica/diastólica/zero. 
13. Esperar 1 a 2 minutos antes de novas medidas. 
14. Informar os valores de pressão arterial obtidos para o paciente. 
15. Anotar os valores e o membro. 
 
3 Angina, I.A.M e E.A.P 
Angina-É um desconforto torácico que ocorre quando o músculo cardíaco não recebe 
oxigênio suficiente. O desconforto não é bem definido, é um aperto / pressão que ocorre devido 
a estimulação de terminações nervosas pelo ácido lático e dióxido de carbono que se acumulam 
no tecido isquêmico. Entre os pacientes que apresentam angina pectoris, há três apresentações 
principais que sugerem o surgimento de uma SCA / Angina Instável: • Angina de repouso com 
geralmente mais de 20 minutos de duração; • Angina de início recente que limita a atividade; • 
Angina em crescendo (maior frequência, maior duração ou ocorre com menor esforço que em 
eventos anginosos prévios). 
Os sítios comuns da dor anginosa: – parte superior do tórax, – retoesternal, irradiando 
para pescoço, mandíbula e braço esquerdo, – região epigástrica e interescapular • Termos co-
muns que os pacientes usam para descrever a dor: – Peso / pressão – Sufocamento / aperto – 
Queimação / estrangulamento. 
Angina Estável / Angina Pectoris A angina estável típica possui três características bá-
sicas: É desconforto difuso, retroesternal, não afetado por posição, movimento ou palpação, 
podendo irradiar para ombros, braço esquerdo, braço direito, pescoço ou mandíbula; É repro-
duzida pelo esforço ou estresse emocional; É prontamente aliviada pelo repouso ou pelo uso de 
nitrato sublingual. Caracterizada por breves episódios de desconforto torácico relacionados a 
7 
 
 
atividades que aumentam a demanda cardíaca de oxigênio. Duram de 2 a 5min. Ocasional de 5 
a 15min. 
Angina Pectoris Se a causa da isquemia não for revertida e o fluxo sanguíneo restaurado 
para área afetada, a isquemia pode levar a lesão celular e ao IAM. A isquemia pode ser rever-
tida, reduzindo a demanda de O2 do coração (↓ FC com medicações – betabloqueadores) ou 
aumentando o fluxo sanguíneo pela dilatação das artérias coronárias com a nitroglicerina, sendo 
escolha médica de acordo com a clínica do paciente. 
Angina Instável / SCA A dor dos pacientes com SCA tem características semelhantes à 
da angina estável, mas os episódios são mais intensos e prolongados e, normalmente, ocorrem 
em repouso. Frequentemente, vem acompanhada de sudorese, náuseas, vômitos, ou dispnéia. 
Não rara é a apresentação atípica, com queixas como mal estar, indigestão, dor epigástrica, 
sudorese, inclusive sem dor torácica associada. Caracterizada por um ou mais dos seguintes: – 
Sintomas que ocorrem em repouso ou mínimos esforços, mais de 20min. – Inicio recente – 
Sintomas prolongados ou frequentes – Desconforto pode ser descrito como dor. 
*SCA: Síndrome Coronariana Aguda. 
 
Infarto Agudo do Miocárdio-O IAM ocorre quando o fluxo de sangue para o músculo 
cardíaco é interrompido ou diminui subitamente por tempo suficiente para provocar morte ce-
lular. Ocasionando o IAMCSST (Infarto agudo do miocárdio com supra desnivelamento do 
segmento ST) ou IAMSSST (Infarto agudo do miocárdio sem supra desnivelamento de seg-
mento ST). Geralmente causado pela obstrução das artérias coronarianas, causada pela presença 
de placas ateroscleróticas e trombos. 
 
Edema Agudo de Pulmão- Trata-se do extravasamento de líquido seroso para o espaço 
intersticial e para os alvéolos pulmonares. Constitui uma emergência médica devido a grande 
mortalidade. Tem como causa, o I.AM, a H.A.S, doença valvar, insuficiência renal, doença 
cardíaca, dentre outas. O diagnóstico pode requerer exame de Raio X. O tratamento consiste 
em em suporte ventilatório, e medicações. 
 
 
 
8 
 
 
4 Diabetes Mellitus e Glicemia Capilar 
O diabetes mellitus (DM) consiste em um distúrbio metabólico caracterizado por hiper-
glicemia persistente, decorrente de deficiência na produção de insulina ou na sua ação, ou em 
ambos os mecanismos, ocasionando complicações em longo prazo. 
O pâncreas, possui como função secretar dois hormônios, a insulina e o glucagom. A 
insulina pelas células beta promovendo a redução da concentração de glicose no sangue e o 
armazenamento de energia sob a forma de glicogênio e gordura. O glucagon secretado pelas 
células alfa com efeito antagônico em resposta a queda da glicemia, estimula o fígado a hidro-
lisar o glicogênio em glicose. 
Quanto aos seus sinais e sintomas, os mais clássicos são os chamados “quatro P’s” 
poliúria (micção em excesso), polidpsia (aumento da sede), polifagia (aumento da fome) e 
perda de peso inexplicada. Além destes, outros sintomas podem aparecer, como hálito cetô-
nico, cetonúria. 
 O diagnóstico de diabetes baseia-se na detecção da hiperglicemia. Existem quatro tipos 
de exames que podem ser utilizados no diagnóstico do DM: glicemia casual, glicemia de jejum, 
teste de tolerância à glicose com sobrecarga de 75 g em duas horas (TTG) e, em alguns casos, 
hemoglobina glicada (HbA1c). 
O tratamento, consiste-se em não-farmacológico, com as mudanças de hábitos de vida 
do paciente (controlar o consumo de açúcar, exercitar-se...), e as medidas farmacológicas, que 
incluem medicamento Antidiabéticos orais e podem ou não estar associados com insulinotera-
pia. 
1. Higienizar as mão; 
2. Higienizar a bandeja, reunir o material necessário, posicioná-los na bandeja; 
3. Certifica-se de que a fita está na validade, bem como se a fita é da mesma marca que 
o glicosímetro; 
4. Higienizar novamente as mãos; 
5. Direcionar-se ao paciente e orienta-lo quanto o exame; 
6. Calçar as luvas de procedimento 
9 
 
 
7. Ligar o aparelho e posicionar a fita e o glicosímetro de modo a facilitar a deposição 
da gota de sangue no local adequado; 
8. Fazer uma leve pressão na ponta do dedo escolhido de modo a favorecer o seu enchi-
mento capilar; 
9. Com a outra mão realizar a higienização do local onde será coletado a amostra. 
Atenção: há literaturas que falam que a higienização deve ser feita com álcool 70%, e 
outras dizem que deve ser feitas apenas friccionando o algodão seco no local a ser coletado a 
gota de sangue. 
10. Com a lanceta ou agulha fazer a punção no dedo escolhido, preferencialmente na 
lateral do dedo, onde a dor é minimizada. 
11. Após puncionar o dedo, esperar até formar uma gota de sangue suficiente para pre-
encher o campo reagente da fita. 
12. Pressionar o local da punção com algodão até hemostasia; 
13. Atentar para pacientes em uso de anticoagulantes; 
14. Informar o resultado para o paciente; o resultado aparecerá na tela do glicosímetro. 
Procedimento: 
15. Desprezar a fita reagente e a lanceta na caixa específica para material perfurocor-
tante; 
16. Se necessário desinfetar o glicosimetro com álcool 70%; 
17. Retirar as luvas; 
18. Proceder com a desinfecção da bandeja; e em seguida lavar as mãos; 
19. Anotar o valor da glicemia no prontuário. 
 
 
 
 
10 
 
 
5 Cuidados com Oxigênioterapia 
Oxigênio é um gás não inflamável, não tóxico, não corrosivo, (não queima, mas ali-
menta e intensifica a combustão), é altamente refrigerado na fase líquida. Apresenta diversas 
aplicações como utilização em anestesias, tratamento de problemas respiratórios, administração 
de medicamentos através de inalação ou nebulização... 
ATENÇÃO: LOGO ABAIXO ESTÁ LISTADO OS PRINCIPAIS DISPOSITIVOS 
DE OXIGENIOTERAPIA; BEM COMO OS CUIDADOS DE ENFERMAGEM FRENTE 
A ELES. É IMPORTANTE RESSALVARQUE O INTUITO DE CONHECER A TÉCNICA 
DE INSERÇÃO, É NECESSÁRIA PARA CONHECER OS CUIDADOS ENVOLVIDOS 
COM ESTES. CABE AO TÉCNICO EM RADIOLOGIA CONHECER TAIS CUIDADOS, 
PORÉM O CUIDADO É OBRIGAÇÃO DA ENFERMAGEM. 
Existem vários dispositivos empregados na oxigênioterapia como o cateter nasal ou 
óculos nasal 
Procedimento de inserção do óculos 
• Verificar prescrição do paciente e certificar-se do procedimento a ser realizado. 
• Lavar as mãos. 
• Reunir material necessário. 
• Orientar o paciente sobre o procedimento. 
• Posicionar paciente. 
• Verificar oximetria de pulso. 
• Realizar a higienização das narinas com cotonete SN. 
• Preparar o material (adaptar prolongamento na válvula deoxigênio, certificar se não 
há vazamento, adaptar o óculos no prolongamento). 
11 
 
 
• Ligar oxigênio, graduando –o conforme prescrição médica. 
• Introduzir delicadamente as duas hastes nas narinas. 
• Colocar armação do cateter no pavilhão auricular. 
• Mensurar oximetria de pulso novamente. 
• Avaliar reação do paciente. 
• Colocar paciente em posição confortável. 
• Colocar unidade em ordem. 
• Lavar, secar e guardar o material utilizado. 
• Lavar as mãos. 
• Checar na prescrição o horário de início da administração. 
• Anotar quaisquer intercorrências durante a administração da oxigênioterapia. 
• Anotar cuidados prestados no prontuário carimbar e assinar. 
 
Cateter de Alto Fluxo 
 
A técnica é a mesma do cateter nasal. 
 
 
12 
 
 
 Cateter Orofaringeo 
 
• Gases medicinais canalizado ou cilindros. 
• Dispositivos prescrito: (cateter nasal orofaríngeo). 
• Manômetro com válvula redutor. 
• Umidificador e com ABD ( no máximo 2/3 de sua capacidade). 
• Intermediário de látex ou plástico para umidificador (silicone / extensor). 
• Fluxômetro. 
• Esparadrapo, gaze, luvas de procedimento, cotonete, recipiente para lixo. 
• Oxímetro de pulso. 
• Água destilada ou anestésico local próprio. 
• Almotolia com álcool 70% SN. 
• Bolas de Algodão SN. 
• Esparadrapo SN. 
• Luvas de procedimento SN. 
• Verificar prescrição do paciente e certificar-se do procedimento a ser realizado. 
• Lavar as mãos. 
• Reunir material necessário. 
• Orientar o paciente sobre o procedimento. 
• Posicionar paciente. 
• Verificar oximetria de pulso. 
13 
 
 
• Realizar a higienização das narinas com cotonete SN. 
• Preparar o material (adaptar prolongamento na válvula de oxigênio, certificar se não 
há vazamento, adaptar o cateter no prolongamento). 
• Remover oleosidade da pele no local da fixação do cateter. 
• Determinar o comprimento do cateter ( da ponta do nariz ao lóbulo ou trago da ore-
lha demarcando). 
• Lubrificar a ponta do cateter. 
• Liberar a válvula de oxigênio para certificar se não está travada antes de introduzir 
no paciente deixando um fluxo de 2 L. 
• Introduzir delicadamente até a demarcação. 
• Se reflexo de deglutição tracionar um pouco o cateter até a abolição do reflexo de 
vômito. 
• Fixar o cateter com esparadrapo ou micropore. 
• Graduar fluxômetro conforme prescrição. 
• Mensurar oximetria de pulso novamente. 
• Avaliar reação do paciente. 
• Colocar paciente em posição confortável. 
• Colocar unidade em ordem. 
• Lavar, secar e guardar o material utilizado. 
• Lavar as mãos. 
• Checar na prescrição o horário de início da administração. 
• Anotar quaisquer intercorrências durante a administração da oxigênioterapia. 
• Anotar cuidados prestados no prontuário carimbar e assinar. 
 
 
14 
 
 
Máscara Facial Simples 
• O oxigênio, por ser uma substância química deve ser administrado com cuidado. 
• Avaliar os efeitos através de oximetria de pulso. 
• Seguir rigorosamente prescrição médica para tempo e quantidade de oxigênio. 
Tempo prolongado e altas concentrações podem causas complicações respiratória e oculares. 
• Explicar ao paciente os benefícios da oxigênioterapia. 
• Nunca administrar oxigênio sem umidificação. 
• Trocar cateter conforme protocolo de instituição. 
• Observar presença de vazamento no sistema da oxigênioterapia. 
• Observar sinais e sintomas do paciente. 
• Usar lubrificantes hidrossolúveis, pois, são absorvidos na mucosa. 
• Se utilização de benzina para remoção de oleosidade certificar de que o paciente não 
é alérgico. 
• Não utilizar lubrificantes oleosos para lesões de lábios e narinas. 
Devido ao perigo de combustão quando em contato com o oxigênio. 
• Na prescrição do paciente anotar o horário da suspensão do tratamento. 
• Leia sempre o manual dos equipamentos antes de utilizá-los. 
• Ao utilizar o cilindro ou torpedo de oxigênio, observar os seguintes cuidados; proibir 
uso de fumo, não utilizar álcool, fio elétrico e outros por ser uma substância comburente; 
15 
 
 
transportar o cilindro em carrinho para evitar arrostá-lo, abrir a válvula do cilindro lenta-
mente, evitar quedas do cilindro pois, aumenta a pressão causando explosão, Verificar sempre 
a pressão de gás existente. 
• Todo conjunto de oxigênioterapia após ser utilizado deve ser trocado limpo e desin-
fetado conforme rotina da instituição. 
• Certificar o umidificador está preenchido com água até o nível indicado. 
• Regular a concentração desejada conforme prescrição médica. 
• Ajustar velocidade do fluxo conforme prescrição. 
• Mensurar oximetria de pulso, afim de garantir a administração da dos e correta. 
• Colocar máscara no rosto do paciente e ajustar a fixação. 
• Avaliar paciente quanto ao estado mental. 
• Verificar periodicamente estado do paciente e funcionamento do equipamento. 
 Máscara de reinalação parcial com reservatório 
• Ajustar fluxômetro em 6 a 10 L , após a passagem do oxigênio a bolsa reservatória 
para que a mesma não colabe durante o ciclo respiratório. 
• Remover periodicamente a máscara para a higienização se não houver contra indica-
ção. 
• Verificar que a bolsa com reinalação não colabe durante a inspiração do paciente, para 
evitar a entrada de mais ar inspirado no reservatório e a consequente inalação elevada de gás 
carbônio . 
• Certificar que a bolsa mantenha inflada na inspiração e expiração do paciente. 
• Monitorar o funcionamento da máscara sem reinalação certificando que os orifícios 
laterais não fiquem bloqueados evitando assim sufocação do paciente pela incapacidade de ex-
piração. 
16 
 
 
• Mensurar oximetria de pulso. 
• Observar com frequencia alterações do estado do paciente funcionamento do equipa-
mento e água do umidificador. 
• Anotar velocidade do fluxo e intolerâncias ao tratamento. 
 
Máscara de Venturi 
 
 
Máscara de Venturi 
Os cuidados envolvem observar o nível de O2 e sua posição correta. 
 
17 
 
 
6 Cuidado com Sonda Gástrica e Enteral 
 
Sondagem nasogástrica trata-se da introdução de uma sonda desde a nasofaringe até a cavidade 
gástrica. É indicada em pacientes que não conseguem deglutir; pode ser por sifinagem (aberta, 
que drena conteúdo gástrico) ou gavagem (fechada, que serve para alimentar e medicar pacien-
tes). 
Já gastrostomia é a inserção de um sonda fixa no estômago; e Jejunostomia de uma sonda fixa 
no jejuno (segunda porção do intestino delgado). 
As sonda enterais (nasogastrica e nasoenterica) só podem ser utilizadas mediante a confirmação 
de sua posição; e esta é feita através de Raio-X. A sonda enterais, possuem um fio guia metálico, 
e a ponta desta sonda possui uma haste metálica que mostra no Raio-X o posicionamento desta 
sonda. 
18 
 
 
 
7 Acidente Vascular Encefálico 
Entende-se por Acidente Vascular Encefálico: O infarto agudo do sistema nervoso central é 
definido como um episódio de disfunção focal do encéfalo com duração maior que 24 horas, 
ou de qualquer duração, se houver evidência radiológica ou patológica de isquemia que justifi-
que os sintomas. (Velasco,I.T et all, 2019)Apresenta-se de duas formas: a Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (resultado da oclusão 
trombolítica ou embolítica, que leva a uma isquemia, assim parte do cérebro terá o fluxo san-
guíneo diminuído); E o A.V.E Hemorrágico (que é quando ocorre a ruptura arterial, com san-
gramento intracerebral, subdural ou subaracnóide). 
O tratamento de A.V.E dependerá de seu tipo, bem como de seus danos ao cliente. 
A parte que cabe ao técnico em radiologia entender desta condição clínica, tange ao método 
diagnóstico. Um dos expedientes para tal feito, é o exame de Tomografia Computadorizada 
quando o cliente chega ao serviço de saúde e suspeita-se desta enfermidade; deve-se realizar a 
Parte metálica que no 
Raio X mostrará se a 
sonda está no local 
correto. 
19 
 
 
T.C de crânio sem contraste, pois não se sabe se o paciente teve um AVE isquêmico ou hemor-
rágico, e no caso do AVE hemorrágico, a ingestão de contraste é prejudicial; por esta razão não 
deve usar contraste na primeira tomografia em casos suspeitos. 
 
8 Biossegurança 
Biossegurança, de acordo com a comissão de Biossegurança da Fundação Oswaldo Cruz, é 
definido como o conjunto de ações voltadas para prevenção, minimização ou eliminação de 
riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e 
prestação de serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio am-
biente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. Essas medidas preventivas abrangem práti-
cas ergonômicas no desenvolvimento do exercício da profissão, controle dos riscos físicos e 
químicos e princípios do controle de infecção. O programa envolve o manuseio correto de pro-
dutos químicos e equipamentos, métodos de esterilização e desinfecção, circulação de instru-
mentos, antissepsia, uso de barreiras de proteção individual, coletiva, dentre outros (PEREIRA 
et al., 2010). 
 
Definições e Termos: 
• Equipamentos de proteção individual (EPI): são equipamentos de proteção utilizados pela 
equipe de profissionais que atuam junto a arte do cuidar, para sua autoproteção e proteção dos 
seus assistidos, visando auxiliar para evitar contaminação e acidentes. 
• Esterilização: são processos físicos ou químicos utilizados para provocar a morte de micro-
organismos na forma vegetativa e esporulada existente em instrumentos e outros materiais. 
• Desinfecção: é a redução da população de micro-organismos na forma vegetativa, geralmente 
realizada por meios químicos. Este processo não mata as bactérias na forma esporulada e os 
micro-organismos relativamente resistentes. 
• Antissepsia: consiste no uso de agentes químicos aplicados à pele ou a outro tecido vivo para 
inibir ou eliminar micro-organismos. Não apresenta ação esporocida. 
• Artigo crítico: é aquele que penetra na pele e nas mucosas do paciente, atingindo os tecidos 
subepiteliais, por exemplo: instrumentos perfurocortantes. 
•Artigo semicrítico: é aquele que entra em contato com a pele ou mucosa íntegra, por exemplo: 
moleira. 
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•Artigo não crítico: é todo procedimento em que há presença de sangue, pus ou matéria conta-
minada pela perda de continuidade do tecido. 
•Procedimento semicrítico: todo procedimento em que existe presença de secreção orgânica, 
sem perda de continuidade de tecido. 
• Áreas críticas: correspondem àquelas que oferecem maior risco de infecção, seja devido à 
depressão da resistência imunológica do paciente que as ocupa ou devido à possibilidade de 
transmissão de infecções pelas atividades desenvolvidas, como as clínicas. 
• Áreas semicríticas: todas as áreas que não apresentam menor risco de infecção, como labora-
tórios e banheiros. 
• Áreas não críticas: todas as áreas que não apresentam risco de transmissão de infecção. Exem-
plo: recepção, escritórios, depósitos em geral e almoxarifado. 
• Limpeza concorrente: deve ser realizada diariamente, antes do início das atividades ou antes 
do término, nos móveis, equipamento e piso, através de limpeza e desinfecção, na presença de 
contaminação. 
• Limpeza terminal: deve ser realizada semanalmente, para diminuir a contaminação do ambi-
ente, através da remoção da sujidade. Deverão ser limpos paredes, portas, pisos, janelas, móveis 
e equipamentos, através de limpeza mecânica com água e detergente e, em seguida, na presença 
de contaminação, proceder a desinfecção. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9 DESCARTE DE PRODUTOS BIOLÓGICOS 
Os trabalhadores, independente da sua linha de atuação ou setor que estejam inseridos, 
estão sujeitos à exposição aos riscos locais e/ou ambientais e, tais riscos, podem se tornar po-
tencializados se a empresa em que atuam não possua um plano de orientação e instrução aos 
seus trabalhadores quanto ao descarte correto de materiais, sendo aqueles passíveis de serem 
reciclados e aqueles com indicação de serem incinerados (BRASIL, 2019). De acordo com a 
NR 9, relacionado aos Riscos Ambientais, eles podem estar associados aos agentes físicos, quí-
micos ou biológicos existentes no ambiente de trabalho em decorrência da sua natureza, con-
centração ou intensidade e, ainda, ao tempo de exposição, sendo assim, capazes de causar e/ou 
ocasionar danos à saúde dos trabalhadores que entram em contato com os respectivos materiais. 
Os produtos biológicos representam um grande perigo aos trabalhadores de saúde, se são 
descartáveis de maneira incorreta. Por isso, cada empresa que gera este tipo de resíduo necessita 
contar com o Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde. 
Os resíduos são divididos em 
Tipo A – resíduo biológico 
Tipo B- resíduo químico 
Tipo C- resíduo radioativo 
Tipo D- lixo comum 
Tipo E- Perfurocortantes 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
 
POTTER, Perry. Fundamentos de Enfermagem. 9ª edição. São Paulo; Elsevier, 
2017. 
SANTOS, Daniel. Enfermagem e Biossegurança Aplicada à Radiologia. Co-
pyright, 2020.

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