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EMERGÊNCIAS
PEDIÁTRICAS
DOCENTE: ENF. NOÊMIA CHARMYSE
ETEF - ESCOLA TÉCNICA DE ENFERMAGEM FLORENCE
ESPECIALIZAÇÃO TÉCNICA EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA
EMERGÊNCIAS
NEONATAIS
ASFIXIA PERINATAL:
Acontece quando o bebê fica sem oxigenação
no momento próximo ao nascimento, podendo
ocorrer antes, durante ou imediatamente após o
parto.
O protocolo de reanimação neonatal (RN) mais atualizado no
Brasil é estabelecido pelo Programa de Reanimação Neonatal
da Sociedade Brasileira de Pediatria (PRN-SBP), com as diretrizes
mais recentes publicadas em 2022.
Frequência: 40 a 60 incursões por minuto (ritmo "Aperta-solta-
solta").
Oxigênio: Iniciar a VPP com Ar Ambiente (concentração de O₂ a
21%), independentemente da SatO₂.
Reavaliação: Após 30 segundos de VPP, reavaliar a FC.
A VPP é a ação mais importante e deve ser realizada por 30
segundos.
Técnica: Utilizar a técnica dos Dois Polegares com as mãos
envolvendo o tórax do bebê.
Sincronia (MCP + VPP): A massagem deve ser coordenada com a
ventilação na proporção de 3:1 (3 compressões para 1
ventilação), Aproximadamente 120 "eventos" por minuto (90
compressões + 30 ventilações).
A Massagem cardiopulmonar é iniciada quando a FC
permanecesequelas neurocognitivas e, se não for
diagnosticada e tratada corretamente, pode evoluir para óbito. 
Nesse cenário, o problema é classificado de acordo com o momento
de início: 
sepse neonatal precoce: surge nas primeiras 72 horas de vida.
sepse neonatal tardia: se inicia após 72 horas de vida. 
Bebês infectados com a sepse neonatal podem apresentar diferentes
sintomas, que incluem:
febre;
problemas respiratórios;
 diarreia;
 diminuição dos movimentos
intestinais;
redução de mobilidade;
dificuldade para sucção na hora da
amamentação;
frequência cardíaca alterada.
 convulsões; 
inchaço;
 vômito e icterícia (pele amarelada
causada pelo acúmulo de
bilirrubina no sangue). 
Ao perceber os sintomas no bebê, é importante procurar orientação médica.
Geralmente, são necessários testes de laboratório para ajudar no diagnóstico
correto da infecção.
Bebês que apresentam quadro de sepse neonatal devem receber antibióticos intravenosos. Quanto
antes se iniciar o tratamento, menor é o risco de fatalidade. alguns deles são:
Ampicilina: é uma penicilina, um tipo de
antibiótico que age interferindo na
síntese da parede celular das
bactérias eliminando-as.
VIA: ENDOVENOSA. 
GENTAMICINA: é um antibiótico
aminoglicosídeo que inibe a produção
de proteínas pelas bactérias, fazendo
com que elas morram, combatendo a
infecção.
VIA: ENDOVENOSA OU INTRAMUSCULAR.
VANCOMICINA: é um antibiótico
glicopeptídeo amplamente utilizado
no tratamento de infecções graves
causadas por bactérias gram-
positivas.
VIA: ENDOVENOSA.
Ceftazidima ou Cefepime: são
cefalosporinas usadas para o
tratamento de infecções graves por
gram-negativos.
VIA: ENDOVENOSA.
Meropenem - UTI com multirresistência:
é um antibiótico carbapenêmico para
uso parenteral.
via: endovenosa.
Outros medicamentos como alguns antivirais podem ajudar se os exames
detectarem que a causa da sepse é um vírus, por exemplo o HSV (herpes). 
A prevenção da sepse neonatal deve ser feita ainda no período gestacional. Mulheres
grávidas podem precisar de antibióticos preventivos caso os exames de sangue
apontem infecções prévias. 
Pacientes com histórico de gestação de bebês com sepse infantil também devem ter
cautela e seguir recomendações do obstetra. 
EMERGÊNCIAS 
PEDIÁTRICAS
DESIDRATAÇÃO GRAVE
é uma condição clínica potencialmente grave e emergencial que ocorre
quando há perda excessiva de líquidos e eletrólitos (principalmente sódio e
potássio), a ponto de comprometer a função circulatória e celular da
criança.
Geralmente é consequência de diarreia aguda, vômitos intensos, febre,
sudorese excessiva, ou baixa ingestão hídrica.
Na desidratação grave, os sinais clínicos são evidentes e indicam comprometimento
hemodinâmico. Os principais incluem:
Letargia ou inconsciência;
Olhos muito fundos;
Sede intensa ou incapacidade de
beber;
Mucosas muito secas (língua,
boca);
Pele fria, pálida e com tempo de
retorno capilar > 2 segundos;
Turgor da pele muito diminuído
(pregas cutâneas permanecem);
Pulso fraco ou impalpável;
Extremidades frias;
Hipotensão arterial;
Diurese ausente ou muito reduzida
(oligúria/anúria);
Fontanela anterior afundada (em
lactentes).
CONDUTAS DE
ENFERMAGEM INICIAIS
desidratação moderada: iniciar reidratação oral com solução de
reidratação oral (SRO/ORS) conforme protocolo (volumes guiados por peso;
p.ex. Planos de reidratação: administrar SRO em quantidades padronizadas por
kg durante 4 horas).
desidratação grave: preparar acesso venoso e estar pronto para
administração de fluidos IV de crystalloide conforme prescrição (em
emergências, 20 mL/kg é uma referência comum para bolus inicial. seguir
protocolo médico/institucional e monitorizar).
é uma forma grave de sepse que ocorre em crianças e se caracteriza por
hipoperfusão tecidual e disfunção cardiovascular, mesmo após reposição volêmica
adequada. É uma emergência médica com risco de morte, exigindo intervenção
rápida.
CHOQUE SÉPTICO
TIPOS DE CHOQUE SÉPTICO:
Choque séptico frio
 (vasoconstrição periférica):
Choque séptico quente
(vasodilatação periférica):
Mais comum em crianças.
Extremidades frias.
Tempo de enchimento capilar > 3
segundos.
Pulsos fracos e filiformes.
Pressão arterial pode estar normal
inicialmente.
Menos comum.
Extremidades quentes.
Enchimento capilar rápido.
Pulsos amplos.
Hipotensão evidente mais precoce.
Os sinais e sintomas podem variar conforme a idade e o estágio do choque
(hiperdinâmico ou hipodinâmico), mas incluem:
Febre ou hipotermia.
Letargia, irritabilidade ou
rebaixamento do nível de
consciência.
Taquicardia.
Taquipneia.
Extremidades frias ou quentes
(dependendo do tipo).
Hipotensão (sinal tardio em
crianças).
Enchimento capilar lento (> 3
segundos).
Oligúria (diminuição da produção
de urina).
Pele marmórea ou cianótica.
Sinais de falência de múltiplos
órgãos (insuficiência respiratória,
hepática, renal, etc.).
O diagnóstico é clínico e laboratorial, baseado na suspeita de infecção com
sinais de disfunção orgânica e má perfusão. Inclui:
Avaliação clínica detalhada:
Sinais vitais.
Estado mental.
Perfusão periférica.
Exames laboratoriais:
Hemograma completo.
Gasometria arterial ou venosa.
Lactato sérico (aumento indica
hipóxia tecidual).
PCR e Procalcitonina.
Ureia, creatinina, eletrólitos.
Glicemia.
Culturas (sangue, urina, líquor,
etc.).
Exames de imagem:
Raio-X de tórax.
Ultrassonografia ou outros exames conforme o foco da infecção.
O tratamento deve ser rápido e agressivo, seguindo protocolos como o
“Golden Hour da Sepse”. que se trata de um conjunto de intervenções rápidas
e cruciais que devem ser realizadas nos primeiros 60 minutos após a
identificação de sinais de sepse ou choque séptico, com o objetivo de
melhorar o prognóstico do paciente, incluindo:
 Reposição volêmica rápida:
SF 0,9% ou Ringer Lactato: 20
mL/kg em bolus, repetido até 60
mL/kg em 1 hora, monitorando sinais
de sobrecarga.
Vasopressores (se não responder à
reposição volêmica):
Adrenalina (epinefrina) para choque
frio.
Noradrenalina (norepinefrina) para
choque quente com vasodilatação.
Antibioticoterapia precoce, Deve
ser iniciada nas primeiras 60
minutos após o reconhecimento.
Antibióticos empíricos de amplo espectro, ajustados conforme culturas e foco
suspeito:
Ceftriaxona + Vancomicina.
Piperacilina-tazobactam.
Meropenem, em casos graves ou
refratários
Considerar antifúngicos se
indicado.
Controle do foco infeccioso:
Drenagem de abscesso, remoção de cateter infectado, cirurgia, etc.
Suporte de órgãos:
Ventilação mecânica, suporte renal, nutrição enteral/parenteral.
CONDUTAS DE ENFERMAGEM:
1.Avaliação e monitoramento.
2. Administração de medicamentos.
3.Controle do foco infeccioso.
4.Suporte geral.
5.Registro e comunicação.
CRISES CONVULSIVAS
PROLONGADAS
são episódios de atividade elétrica cerebral anormal que duram mais do que o
esperado, geralmente com duração superior a 5 minutos ou múltiplas crises sem
recuperação do nível de consciência entre elas.
Quando a crise dura mais de 30 minutos ou a criança não retorna ao
estado basal entre os episódios, chama-se de estado de mal epiléptico
uma emergência médica.
Epilepsia conhecida.
Febre (convulsão febril prolongada).
Infecções do SNC (meningite, encefalite).
Intoxicações.
CAUSAS COMUNS DE CONVULSÕES
EM CRIANÇAS:
Trauma cranioencefálico.
Distúrbios metabólicos (hipoglicemia,
hipocalcemia, hiponatremia).
Uso/retirada de medicamentos.
INTERVENÇÕES
NO QUADRO DE
CONVULSÃO
PROLONGADA NA
PEDIÁTRIA
FASE 0–5 MINUTOS:
SUPORTE BÁSICO
Avaliar vias aéreas, respiração e circulação (ABC).
Colocar paciente em decúbito lateral de segurança.
Oximetria, oxigênio se necessário.
Acesso venoso periférico.
Glicemia capilar imediata, tratar seou bucal: 0,2 mg/kg.
Diazepam EV: 0,2–0,3 mg/kg.
Midazolam EV: 0,1–0,2 mg/kg.
FASE 10–30 MINUTOS:
SEGUNDA LINHA (SE CRISE
PERSISTE)
Anticonvulsivantes de segunda linha:
Fenitoína EV: 20 mg/kg (infundir lentamente).
Fenobarbital EV: 20 mg/kg.
Levetiracetam EV: 20–60 mg/kg (preferido
por menos efeitos colaterais).
FASE >30 MINUTOS:
ESTADO DE MAL
REFRATÁRIO
Internação em UTI pediátrica.
Intubação e sedação contínua.
Midazolam em bomba de infusão.
Propofol ou Tiopental em casos graves.
Investigar causas de base (infecção, TCE,
distúrbios metabólicos etc.)
A enfermagem exerce um papel essencial nas situações de urgência e emergência
pediátrica, sendo responsável por ações imediatas, seguras e humanizadas que
podem determinar diretamente o desfecho clínico da criança. Nessas situações
críticas, a equipe de enfermagem atua como linha de frente, sendo muitas vezes
os primeiros a identificar alterações no estado clínico, priorizar atendimentos e
iniciar intervenções de suporte à vida.
OBRIGADA, BONS ESTUDOS!

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