Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Relatório 2 - Bioquímica 1 Professora: Bianconi 
 
Introdução 
 
 As enzimas são catalisadores biológicos essenciais para o funcionamento dos sistemas 
vivos, atuando na aceleração de reações químicas que, em condições normais, ocorreriam de 
forma muito lenta. Por serem altamente específicas, cada enzima atua sobre um tipo de 
substrato, reduzindo a energia de ativação necessária para a reação e permitindo que os 
processos metabólicos ocorram de maneira rápida, controlada e eficiente. A compreensão da 
ação enzimática é fundamental na Bioquímica, pois está diretamente relacionada à regulação 
do metabolismo celular e à manutenção da vida. 
Entre as enzimas mais conhecidas está a amilase salivar, produzida pelas glândulas 
salivares. Ela atua no início da digestão dos carboidratos, quebrando o amido (um 
polissacarídeo) em moléculas menores de maltose e dextrinas. Esse processo é um excelente 
exemplo de como as enzimas transformam substratos complexos em compostos mais simples, 
permitindo que o corpo absorva e utilize os nutrientes de forma eficiente. Em experimentos 
didáticos, a ação da amilase pode ser facilmente observada pela mudança de coloração em 
testes com soluções de amido e iodo, demonstrando visualmente o processo de ação 
enzimática. 
Outra enzima com aplicação didática e prática é a bromelina, que pode ser obtida com 
suco de abacaxi. A bromelina tem a capacidade de hidrolisar proteínas, quebrando ligações 
peptídicas e liberando peptídeos menores ou aminoácidos. Em sala de aula, esse efeito pode 
ser observado em experimentos simples, como a ação da bromelina sobre a caseína (proteína 
presente no leite) ou sobre a gelatina comercial (composta majoritariamente por colágeno). 
Nesses casos, a bromelina degrada as proteínas estruturais, impedindo a solidificação da 
gelatina ou provocando a precipitação da caseína, demonstrando de forma visível e didática o 
funcionamento das enzimas proteolíticas. 
As quantidades de enzima e do substrato também é importante nos processos 
bioquímicos, pois a concentração de ambos influencia diretamente na velocidade e a duração 
da reação enzimática. Em concentrações baixas de enzima, a taxa de reação é limitada pela 
disponibilidade de catalisador. Já em altas concentrações, o efeito tende a se estabilizar, pois 
todas as moléculas de substrato disponíveis já estão sendo transformadas no máximo ritmo 
possível. O mesmo princípio se aplica à variação da concentração de substrato: inicialmente, 
o aumento do substrato eleva a velocidade da reação, até que a enzima atinge sua saturação, 
quando todos os seus sítios ativos estão ocupados (como veremos em um dos experimentos). 
Esse comportamento é comparável aos sistemas biológicos, nos quais o equilíbrio entre a 
quantidade de enzima e de substrato é regulado finamente para garantir eficiência metabólica 
e evitar desperdício energético. Assim, o estudo experimental de enzimas como a amilase e a 
bromelina não apenas ilustra os fundamentos da ação biológica das enzimas, mas também 
oferece recursos didáticos para compreender princípios essenciais da fisiologia, da 
 
bioquímica e da regulação metabólica nos organismos vivos e que podem ser usados em sala 
de aula. 
Objetivos 
 
Objetivo geral: 
● Este trabalho tem por objetivo relatar os experimentos didáticos realizados em aula 
prática de Bioquímica, sua metodologia, resultados e suas implicações práticas no 
entendimento de processos biológicos em relação a ação enzimática. 
 
Objetivos específicos: 
● Fazer experimentos que possam ser utilizados como modelos didáticos em sala de 
aula 
● Observar o efeito do ph na atividade da amilase salivar 
● Observar o efeito da concentração de substrato na reação da bromelina 
● Observar os efeitos da desnaturação térmica da bromelina 
 
Material & Métodos 
 
 Foram realizados 3 experimentos, sendo cada um deles descritos nos tópicos 
seguintes: 
 
Experimento 1: efeito do ph na atividade da amilase salivar 
- Foram utilizados 4 biscoitos cream-cracker; saliva (após mastigação de amostra de 
biscoito); solução de iodo; água; vinagre; 4 placas de Petri; 4 pipetas Pasteur; 
Almofariz; 4 mexedores de café; 1 cronômetro; bicarbonato de sódio (solução de 
bicarbonato de sódio: foi adicionada 1 colher de café de NaHCO3 em 10 mL de água, 
misturado, deixado decantar antes de utilizar a solução. 
 
Procedimentos: 
 
1. As placas de Petri foram identificadas de acordo com a condição experimental: 
“controle”, “água”, “vinagre” e “bicarbonato”. 
2. Um biscoito foi triturado com o auxílio de um almofariz e depositado na placa 
identificada como “controle”. 
3. Um biscoito foi mastigado e depositado em uma das placas, com cuidado para que se 
formasse uma massa homogênea e úmida; o procedimento foi repetido com outros 
dois biscoitos. 
4. Água foi adicionada à amostra de biscoito triturado (“controle”), aos poucos, até que 
se obtivesse uma pasta de consistência semelhante à dos biscoitos mastigados. O 
tempo foi registrado com o cronômetro. 
 
5. Em cada placa, foram adicionados e misturados os seguintes reagentes: 
● Placa 1: 1 mL de vinagre + ( amido + amilase) 
 
● Placa 2: 1 mL de água + ( amido + amilase) 
● Placa 3: 1 mL de solução de bicarbonato de sódio + (amido + amilase) 
● Placa 4 (controle): 1 mL de água + amido (sem amilase) 
 
6. Após 30 minutos, foram adicionadas de 3 a 5 gotas de solução de iodo em cada placa, 
e a coloração observada foi anotada. 
 
Experimento 2: efeito da concentração de substrato na reação da bromelina 
Foram utilizados: Leite em pó; 100 mL de água destilada; 3 mL de suco natural de 
abacaxi; Béquer (250 mL); 1 espátula para pesagem; 6 placas de petri identificadas com 6C, 
6E, 8C, 8E, 10C e 10E. Sendo respectivamente a quantidade em gramas de leite em pó e 
designação de controle e experimento (onde foi acrescentado o suco de abacaxi). 
 
Procedimentos: 
1. Nas tampas das placas de Petri foram anotadas as condições experimentais, utilizando 
números para identificar a quantidade de leite utilizada (conforme o item 2) e as letras 
C para as amostras controle (nas quais foi adicionado apenas água) e E para as 
amostras com enzimas (nas quais foi adicionado suco de abacaxi). 
2. Utilizando as placas de Petri (sem as tampas), foram pesadas amostras de leite em pó 
nas seguintes quantidades: 6, 8 e 10 gramas nas respectivas placas. As placas 6C e 6E 
continham 6 gramas de leite cada; as 8C e 8E, 8 gramas; e as 10C e 10E, 10 gramas 
de leite. 
3. Com o auxílio de uma proveta, foram adicionados 9 mL de água em cada placa. O 
conteúdo foi misturado cuidadosamente com a espátula de plástico mais larga, até a 
formação de uma massa homogênea, evitando derramamento de leite ou água. As 
placas foram tampadas e permaneceram assim durante todas as etapas do 
experimento, para evitar a evaporação da água. 
4. Em seguida, foi adicionado 1 mL de água nas placas identificadas como controle (C), 
misturando bem o conteúdo. O cronômetro foi acionado no momento da primeira 
adição, e o tempo correspondente a cada adição foi anotado. 
5. Nas placas identificadas como enzimas (E), foi adicionado 1 mL de suco de abacaxi, 
misturando bem o conteúdo e anotando o tempo inicial de cada adição. 
6. A cada 5 minutos, a pazinha de plástico pequena foi passada no fundo de cada uma 
das placas para observar a consistência do leite. Quando a linha de separação feita no 
meio da massa começou a demorar para se fechar, as observações passaram a ser 
realizadas a cada 1 minuto. 
7. Quando se formou uma canaleta estável na massa de leite, que não retornava à 
posição inicial, esse ponto foi considerado o fim da reação. O tempo necessário para 
que isso ocorresse em cada uma das placas foi anotado, mantendo o mesmo padrão de 
separação da massa para todas as amostras. 
 
Experimento 3: efeitos da desnaturação térmica da bromelina 
Foram utilizados: 10 mL de Suco de abacaxi; 10 tubos de ensaio ou tubos falcon; 
Béquer(250 mL); Caneta de retroprojetor; Estante para tubos; 1 pregador para tubos; Proveta 
de 10 mL; Pipeta de 2 mL; 1 cronômetro ou relógio; Bico de Bunsen ou placa de 
aquecimento; Banho-maria; Geladeira. 
 
 
 
Procedimentos: 
1. Foram fervidos 100 mL de água em um béquer de 250 mL, e um tubo contendo 5 mL 
de suco de abacaxi foi colocado dentro do béquer, com o auxílio de um pregador para 
tubos, permanecendo por 5 minutos. Em seguida, o tubo foi colocado em uma estante 
sobre a bancada e aguardou-se até atingir a temperatura ambiente. Para acelerar o 
resfriamento, o tubo pôde ser colocado na geladeira, tomando-se o cuidado de esperar 
esfriar um pouco antes, a fim de evitar o choque térmico e a quebra do vidro. 
2. Os tubos foram numerados e identificados com as seguintes letras: C para o controle e 
E para as amostras que continham enzima, resultando nos tubos C, 1E e 2E. 
3. Foram colocados 2 mL de água no tubo C (controle). 
4. No tubo 1 E, foram adicionados 2 mL de suco de abacaxi não fervido. 
5. No tubo 2 E, foram adicionados 2 mL de suco de abacaxi fervido. 
6. Com o auxílio de uma proveta, foram adicionados 10 mL de gelatina em cada tubo. 
7. Os tubos foram agitados cuidadosamente, de modo que a gelatina se misturasse de 
forma homogênea à solução contida em cada um. 
8. Por fim, os tubos foram colocados na geladeira e aguardou-se cerca de 30 minutos. 
 
Resultados e Discussão 
 
Experimento 1: efeito do ph na atividade da amilase salivar 
 Os resultados obtidos nesse experimento fora os seguintes: 
● Placa 1: 1 mL de vinagre + ( amido + amilase) = ficou escuro (amilase 
desnaturada pelo pH ácido) 
● Placa 2: 1 mL de água + ( amido + amilase) = ficou claro (amilase digeriu 
amido em pH neutro) 
● Placa 3: 1 mL de solução de bicarbonato de sódio + (amido + amilase) = ficou 
claro (amilase digeriu amido em pH básico) 
● Placa 4 (controle): 1 mL de água + amido (sem amilase) = ficou escuro (amido 
não foi digerido pois não tinha enzima) 
 
Figura 1 (Foto cedida pela Priscila Ribeiro) 
 
 Como pode ser visto na Figura 1, na amostra com vinagre, em ambiente ácido, não 
houve ação da enzima amilase, pois o idodo corou o amido com roxo escuro demonstrando 
que as moléculas de amido não foram degradadas pela amilase. O mesmo pode ser observado 
na amostra do controle. Em que não havia amilase adicionada e por tanto sem ocorrer quebra 
das moléculas de amido. Já na amostra com vinagre, a mostra ficou corada em amarelo claro, 
 
visto que houve ação da enzima amilase, degradando as moléculas de amido e demonstrando 
que a ação da amilase se dá em ambiente básico para neutro, já que a placa 2 também 
apresentou certo nível de degradação do amido e por tanto da amilase. Neste caso podemos 
concluir que o pH do meio é importante para manter as funções ativas da enzima, 
preservando sua estrutura e permitindo que o sítio ativo interaja corretamente com o 
substrato, garantindo a eficiência da digestão dos carboidratos. Quando o pH está fora da 
faixa ideal, essas interações se rompem, alterando a forma do sítio ativo e reduzindo ou até 
inativando a enzima. 
 
Experimento 2: efeito da concentração de substrato na reação da bromelina 
Neste experimento pudemos observar como a concentração do substrato, neste caso 
maiores quantidades de leite em pó, e por tanto caseína, influenciou na ação da bromelina. 
Como mostrado na Figura 2, quanto maior a concentração do substrato mais rápida foi a ação 
da enzima, sendo maior a velocidade de reação devido a maior disponibilidade de substrato e 
por tanto mais moléculas de caseína estarão disponíveis para se ligar ao sítio ativo da enzima. 
 
 
Figura 2 (Foto cedida pela Priscila Ribeiro) 
 
Esse efeito pode ser observado contando-se o tempo que a massa leva para coagular, 
conforme mostrado na tabela 1. 
 
 Tabela 1 - Tempo de reação para cada amostra: enzima x substrato 
 Substrato 
 
 Tempo 
 
Velocidade de reação 
 0,6 
 
 32 
 
0,031 
 
 0,8 
 
 22 
 
0,045 
 
 1 
 
 12 
 
0,083 
 
 
 A velocidade de reação foi calculada como sendo o inverso do tempo (1/tempo), ou 
seja, 1/32 = 0,031 e assim respectivamente. Como não é possível determinar a quantidade de 
produto formado na reação, mas se considerarmos um mesmo padrão para o final da reação, 
podemos dizer que a quantidade de produto é muito semelhante nas diferentes condições e 
pode ser considerado como “igual” para fins de cálculo de velocidade de reação, ficando da 
seguinte maneira 6 g (de leite em pó) / 10 mL (do suco de abacaxi) = 0,6 g/mL. E assim 
respectivamente. Com esses dados, foi possível montar o gráfico demonstrando a reta da 
velocidade de reação em função da quantidade de substrato conforme a Figura 3. 
 
 
Figura 3 - Gráfico da velocidade de reação em função da concentração de substrato 
 
Experimento 3: efeitos da desnaturação térmica da bromelina 
 
 Após todo o procedimento, pode ser observado que nos tubos com água destilada e 
com suco não fervido, ocorreu a gelatinização, enquanto no tubo com o suco fervido a 
gelatina não se solidificou ficando com a consistência líquida (Figura 4). 
 
 
Figura 4 (Foto cedida pela Priscila Ribeiro) 
 
Isso ocorreu porque quando o suco de abacaxi foi fervido a enzima bromelina foi 
desnaturada (por ação da alta temperatura), ou seja, ela perdeu sua forma tridimensional pelo 
rompimento das ligações químicas e por tanto perdeu sua função de degradação de proteínas, 
como o colágeno da gelatina por exemplo. Esse processo tem importância nos sistemas 
biológicos em casos de organismos com febre, ou variações bruscas de temperatura, em que a 
alta temperatura corporal pode desnaturar enzimas ou proteínas que são essenciais para o 
funcionamento do corpo. 
 
Conclusão 
 
Esses resultados se relacionam diretamente aos processos biológicos do corpo 
humano, onde enzimas controlam reações vitais, como a digestão através da ação enzimas 
 
como a amilase e a pepsina, que dependem de temperatura e pH específicos para 
desempenharem suas funções. Também observamos o efeito da concentração de substrato, 
que quanto maior, maior será a velocidade de ação da enzima. Assim, os experimentos 
demonstram de forma acessível como pequenas variações nas condições do meio podem 
alterar profundamente o funcionamento das enzimas, evidenciando sua importância e 
sensibilidade nos sistemas vivos. E também como esses experimentos simples podem ser 
utilizados como modelos didáticos em sala de aula. 
 
Referências Bibliográficas 
 
BERG, Jeremy M.; TYMOCZKO, John L.; J., Jr. Gatto G.; STRYER, Lubert. Bioquímica. 9. 
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2021. E-book. p.29. ISBN 9788527738224. 
Disponível em: https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527738224/. 
 
MARZZOCO, Anita; TORRES, Bayardo B. Bioquímica. 5. ed. Rio de Janeiro: Guanabara 
Koogan, 2025. E-book. p.14. ISBN 9788527740944. Disponível em: 
https://app.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527740944/. 
 
POIAN, Andrea Da. Bioquímica I v. 1. 5ed.– Rio de Janeiro : Fundação CECIERJ, 2009

Mais conteúdos dessa disciplina