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ATIVIDADE AVALIATIVA 2: REVISÃO DA LITERATURA 1. Revisão da literatura Hoje, a importância da participação da sociedade nas discussões sobre a gestão do setor público e a administração democrática é inegável. Vários métodos formais foram criados ao longo dos anos para aumentar o envolvimento das pessoas nas decisões do governo. Um exemplo importante é o orçamento participativo, que se tornou uma das formas mais importantes de democratizar a gestão pública, permitindo que as pessoas ajudem a escolher como o dinheiro público é gasto. Avritzer (2010) argumenta que envolver os cidadãos nas decisões é uma importante inovação para fortalecer a democracia participativa. Além de aproximar o governo e a sociedade, as formas de participação ajudam a tornar a gestão pública mais transparente e a fortalecer o controle da sociedade. Ao permitir que as pessoas participem das decisões do governo, essas práticas podem tornar as políticas públicas mais legítimas e ajudar a construir uma administração que responda melhor às necessidades da sociedade. Lavalle e Voigt (2011) enfatizam que as instituições participativas são importantes para expandir a democracia e criar políticas públicas mais inclusivas. Considerando isso, esta análise da literatura está dividida em três partes que exploram diferentes aspectos do orçamento participativo. A primeira parte discute a participação da sociedade na gestão pública, destacando seu papel no fortalecimento da democracia e da administração pública. A segunda parte examina o orçamento participativo como uma forma inovadora de gestão pública, abordando suas características e como ele é implementado em diferentes cidades. Finalmente, a terceira parte discute os efeitos, resultados e desafios da implementação do orçamento participativo, considerando suas contribuições para a transparência, a responsabilidade e o fortalecimento da participação dos cidadãos. 1.1 Participação Social na Administração Pública A influência da sociedade tem se firmado como peça-chave para moldar uma gestão pública mais aberta e democrática. Com o passar dos anos, várias ferramentas de engajamento foram criadas para intensificar o papel da população na criação e aplicação de políticas públicas. Tais ferramentas ajudam a unir o povo e o governo, estabelecendo locais de conversa e decisão em conjunto. Para Lavalle e Voigt (2011), o surgimento de órgãos de participação é um passo grande para firmar a democracia, dando voz a diferentes grupos sociais nas decisões. Dentro dessa ideia, a participação da sociedade está ligada ao aumento da responsabilidade e do controle sobre o setor público. A presença da população nas decisões ajuda a fiscalizar o que o governo faz e aumenta a clareza na gestão pública. Além disso, o envolvimento dos cidadãos pode ajudar a criar políticas públicas que atendam melhor às necessidades do povo. Pinho e Sacramento (2009) defendem que as ferramentas de participação fortalecem a responsabilidade dos gestores e ampliam o controle democrático sobre o Estado. É importante notar o papel da participação social na formação de uma cultura política mais democrática. A existência de locais de participação incentiva o envolvimento da sociedade e estimula a decisão em grupo. Isso fortalece a cidadania e aumenta a legitimidade das políticas públicas do governo. Avritzer (2010) ressalta que a participação pode mudar a relação entre Estado e sociedade, promovendo inclusão e democratização na gestão pública. 1.2 O orçamento participativo como instrumento de Gestão Pública. O orçamento participativo nasceu como uma forma inovadora de democratizar a criação do orçamento público. Começando em cidades brasileiras, ele deixa que as pessoas decidam onde o dinheiro da prefeitura deve ser gasto. Através de encontros, assembleias e debates, os cidadãos podem sugerir e discutir como os recursos públicos devem ser utilizados. Wampler e Avritzer (2004) apontam que o orçamento participativo é um modelo que aumenta o envolvimento dos cidadãos e torna a tomada de decisões na administração pública mais coletiva. A chegada desse instrumento mudou a forma como o governo e a sociedade se relacionam. Ao permitir que a população participe mais nas decisões sobre o que o governo faz, o orçamento participativo ajuda a construir uma gestão mais aberta e democrática. Além disso, ele possibilita que problemas sociais que antes eram ignorados sejam considerados no planejamento do governo. Souza (2008) afirma que a participação das pessoas no orçamento contribui para incluir mais gente na sociedade e fortalecer a democracia na administração pública. É importante também notar como o orçamento participativo ajuda a melhorar a forma como o governo é administrado. Criar espaços para a participação fortalece a conversa entre os administradores públicos e os cidadãos, ajudando a encontrar soluções conjuntas para os problemas da sociedade. Assim, o orçamento participativo se torna uma ferramenta para unir mais o governo e a sociedade civil. Silva e Santos (2016) mostram que as experiências de orçamento participativo nas cidades provam que ele ajuda a aumentar a transparência do governo e a fortalecer os mecanismos de prestação de contas. 1.3 Impactos e desafios do Orçamento Participativo Várias pesquisas têm procurado examinar como o orçamento participativo afeta a administração pública e o progresso da comunidade. Em geral, os estudos mostram que essa ferramenta tem potencial para aprimorar a maneira como os recursos públicos são distribuídos e para aumentar o engajamento político das pessoas. Em várias cidades, a adoção do orçamento participativo levou a investimentos focados em áreas essenciais, como melhorias nas cidades, ensino e bem-estar. Pires (2011) argumenta que o orçamento participativo consolida a ligação entre o governo e a sociedade ao aumentar o envolvimento dos cidadãos na criação de políticas públicas. Juntamente com o efeito na destinação de verbas, o orçamento participativo também pode ajudar a reforçar os valores democráticos. A participação em processos de discussão promove o envolvimento da sociedade civil e fomenta ações conjuntas para decidir. Esse caminho promove o aprendizado tanto para os cidadãos quanto para os administradores públicos envolvidos na execução do sistema participativo. A esse respeito, Avritzer (2010) enfatiza que o engajamento contínuo das pessoas em processos de orçamento ajuda a fortalecer a cidadania e a aumentar a validade das escolhas feitas pelo governo. Apesar do progresso notado, o orçamento participativo também enfrenta obstáculos relacionados à duração das experiências e à expansão do envolvimento social. Reviravoltas políticas e institucionais podem colocar em risco a preservação desses processos participativos em diferentes cenários. Além disso, fatores como o acesso à informação e a mobilização da sociedade afetam diretamente o nível de participação das pessoas. De acordo com Sintomer, Herzberg e Röcke (2012), embora o orçamento participativo tenha se espalhado pelo mundo, sua afirmação depende do fortalecimento das instituições democráticas e do compromisso dos governos com o envolvimento dos cidadãos. 2. Referências Bibliográficas AVRITZER, Leonardo. Participação cidadã e orçamento participativo em municípios brasileiros. 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Anais do Encontro da ANPAD (EnANPAD), 2011. https://www.ipea.gov.br/participacao/images/pdfs/2014%20-%20livro%20democracia%20participativa%20sociedade%20civil%20e%20territorio.pdf SILVA, Marcos; SANTOS, André. Governança pública e orçamento participativo municipal. Anais de evento científico em Administração, 2016. http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1982-71992019000100011 SINTOMER, Yves; HERZBERG, Carsten; RÖCKE, Anja. Modelos transnacionais de participação cidadã: o caso do orçamento participativo. Revista de Sociologia e Política, Curitiba, 2012. https://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/30076 SOUZA, Celina. Participação social e gestão pública: o caso do orçamento participativo. Anais de evento científico em Administração, 2008. https://publicacoes.agb.org.br/terralivre/article/view/360 WAMPLER, Brian; AVRITZER, Leonardo. Participatory publics: civil society and new institutions in democratic Brazil. Anais de evento científico em Administração, 2004. https://scholarworks.boisestate.edu/polsci_facpubs/122/ ATENÇÃO: NÃO PREENCHER ESSA PÁGINA, POIS ELA É DE USO EXCLUSIVO PARA CORREÇÃO DESSA ATIVIDADE Planilha de verificação dos quesitos apresentados na ATIVIDADE 2 Quesitos de avaliação Sim Não Pontos - O texto POSSUI entre 1.000 e 1.500 palavras? 30% - A vasta maioria dos parágrafos POSSUI, ao menos, uma citação? 10% - O texto elaborado usou a fonte original, ou seja, NÃO possui nenhum APUD? 5% - A redação do texto é apropriada, ou, em outras palavras, o texto foi BEM redigido? 10% - O texto foi escrito SEM erros gramaticais? 10% - Os parágrafos estão DENTRO do padrão recomendado (entre 5 e 10 linhas)? 5% - Os parágrafos ESTÃO CONECTADOS, transmitindo ao leitor o conteúdo de forma compreensível e fluída? 5% - O texto POSSUI entre 3 e 5 seções? 5% - O texto possui uma seção destinada às REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS? 5% - As referências bibliográficas SEGUIRAM a formatação da NORMA ABNT NBR 6023? 10% - As referências bibliográficas foram APRESENTADAS em ordem alfabética? 5% PONTUAÇÃO FINAL (soma das pontuações anteriores) 100% OBS.: Marque um “X” na “coluna Sim”, caso a resposta seja positiva. Cada “Sim” confere a pontuação integral do tópico avaliado. Cada “Não” implica em perda integral da pontuação do item avaliado. Com base na avaliação acima, a nota do aluno é de _______________________