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Ciclo de Vida dos Ativos: compreenda as diferentes etapas do ciclo de vida e o custo total de aquisição Todo ativo possui um ciclo de vida, começando com a elaboração de um projeto de aquisição do ativo e finalizando com o descarte. É responsabilidade do gestor entender e controlar não apenas a manutenção, como também a substituição desse equipamento. Nesse eBook vamos ajudá-lo a entender como medir, analizar e trabalhar o Ciclo de vida dos ativos afim de obter o máximo desempenho, evitando trocas desnecessárias e diminuindo despesas. Boa Leitura! Entenda o ciclo de vida de ativos industriais e melhore sua gestão A definição de ativo, para fins deste eBook, será restrita aos ativos tangíveis, bens materiais que compreendem a estrutura física de produção de uma indústria qualquer. Ativos são bens materiais que têm valor por si mesmos ou que produzem valor para uma organização. A gestão dos ativos implica na gestão ideal do seu ciclo de vida a fim de atingir os objetivos definidos de um negócio de maneira sustentável. É encontrar o equilíbrio certo entre desempenho, custo e risco para atingir os mesmos objetivos. A gestão eficiente do ciclo de vida do ativo, ou sistemas de ativos, tem total consonância com a necessidade da competitividade da indústria, em todos os portes e segmentos. O ciclo de vida do ativo envolve desde sua seleção (projeto e aquisição), operação, manutenção, reforma e descarte. Benefícios de uma gestão eficiente do ciclo de vida de ativos insdustriais A qualidade da gestão, em uma organização, é o que determina seu sucesso ou fracasso. Num ambiente competitivo, onde as organizações de vanguarda estão introduzindo em sua operação as tecnologias da indústria 4.0, extrair o máximo de valor do investimento em ativos, não pode ser negligenciado. Prolongar a vida útil de máquinas e equipamentos; Aumentar a confiabilidade da operação; Aumentar a produtividade; Manter custos com manutenção em nível ótimo; Melhorar a saúde e segurança para os colaboradores; Para maximizar o valor de um ativo, é necessário manter registro (em software apropriado) de seu desempenho ao longo de sua vida útil. Esse desempenho compreende atividades operacionais e custos relacionados, acompanhando o retorno do investimento. Assim, pode ser assegurado se o valor gerado está alinhado com os objetivos estratégicos e operacionais da organização. Dentre os benefícios da boa gestão do ciclo de vida de ativos industriais estão: Gerar maior eficiência energética; Contribuir para a rentabilidade do negócio. As etapas do ciclo de vida do ativo Para que ativos industriais gerem valor para a organização, ao longo de todo o seu ciclo de vida, não basta simplesmente especificar, solicitar cotações e comprar esse ativo. Diferente disso, a aquisição de uma máquina industrial é um processo de múltiplos passos a ser feito com calma e de forma adequada, incluindo: Identificação da necessidade: a identificação cuidadosa e detalhada da necessidade, o que inclui a opinião de operadores e manutentores. Deve incluir análise das soluções disponíveis, o retorno deste investimento, a forma de aquisição, entre outros. Planejar o que é esperado desse ativo, uma vez adquirido. Nesta etapa é feita uma avaliação criteriosa, um planejamento do seu uso, bem como a definição de metas para sua utilização. Projeto ou Design: nesta etapa é definida qualquer modificação em relação ao projeto padrão do maquinário. Importante lembrar que um ajuste de design após a compra ou mesmo comissionamento é muito mais difícil e dispendioso. Aquisição: nesta etapa é feita a aquisição, entrega e instalação. Esse é o momento da negociação de termos contratuais de fornecimento, incluindo garantias, responsabilidade de reparo e troca em função de defeitos no maquinário ou peças. Comissionamento e implantação: alguns ativos podem ser entregues prontos para uso. Outros, porém, necessitam ser instalados e comissionados. Nesta fase é assegurado que o ativo é adequado ao propósito de aquisição. Que não seja danificado ou instalado incorretamente e que não falte nenhum recurso prometido pelo fornecedor. Operação e manutenção: normalmente é a fase mais longa do ciclo de vida em que os custos devem ser registrados e se deve ter claro um planejamento tanto de operação como de manutenção. Modificação ou atualização: durante a vida útil, alguns ativos são passíveis de modificações ou atualizações para torná-los mais eficientes. Importante comparar os resultados esperados dessa modificação em relação à aquisição de um ativo novo e mais moderno. Descomissionamento e descarte: é o final da vida útil do ativo. Quando os custos de operação ou manutenção se tornam altos demais, é necessário planejar a sua retirada, o que ocorre normalmente em paralelo à aquisição de novo ativo. A curva da banheira e o ciclo de vida do ativo A curva da banheira, indica onde estão os maiores riscos de falhas. Há uma grande incidência de falhas na fase inicial, também chamada de mortalidade infantil, que são falhas decorrentes de: Problemas de fabricação; Defeitos de instalação; Erros de projeto; Montagem incorreta, dentre outros. Tendo a ciência dos riscos associados no estágio inicial de operação do ativo, tem-se uma ideia mais clara da relevância do cuidado nas etapas 1 a 5 do ciclo de vida, acima listadas. Passado o período de risco de mortalidade infantil, entra-se na vida útil do ativo onde os eventos de falhas diminuem e se estabilizam. Quando ocorrem, as falhas são aleatórias. Nesse estágio a aplicação da estratégia adequada de manutenção tem papel extremamente importante. Poderão haver intervenções corretivas, porém mais usuais são as manutenções preventivas e aplicação de técnicas preditivas. Essas últimas favorecem a confiabilidade e disponibilidade dos ativos e, portanto, a sua geração de valor. Com o tempo de uso, o ativo tende a apresentar mais falhas de desgaste. Conforme o gráfico da curva de banheira ilustra, essa incidência aumenta sensivelmente na fase final da vida do ativo. Nesse ponto, entra-se nas etapas de modificação ou atualização ou então o descomissionamento e descarte. A capacidade produtiva, novas tecnologias, custos de manutenção e de reposição do ativo vão indicar o melhor caminho a seguir. Como trabalhar com o custo do ciclo de vida dos ativos na sua indústria A crescente importância dos custos indiretos nas decisões de investimentos mudou a forma como o custo total é visto. Vários outros custos, não apenas o de aquisição, são levados em conta nas decisões. Essa tendência é reforçada pelo aumento dos custos de consumo energético e de peças de reposição. Por isso, algumas indústrias começaram a lidar com modelos de ciclo de vida como parte de uma gestão estratégica de custos. O que são os custos do ciclo de vida Os custos do ciclo de vida (Life Cycle Costing) são a soma de todos os gastos incorridos desde a aquisição até o descomissionamento e descarte da máquina ou equipamento. É uma técnica utilizada para garantir que o custo de toda a vida de um ativo seja o mais baixo possível. Ela gera uma importante informação de advertência em caso de altos custos de manutenção ou elevadas despesas operacionais. Proprietários, gerentes e funcionários, de um modo geral, precisam tomar decisões sobre a aquisição e o uso contínuo de seus ativos, incluindo necessidade de peças de reposição e local adequado para sua instalação. O custo inicial de capital para aquisição de um ativo é geralmente definido de forma objetiva e é um fator-chave que influencia na escolha do ativo, considerando as alternativas para seleção. No entanto, é apenas uma parte dos custos ao longo do ciclo de vida de um ativo. Dito isso, esse processo de identificar e documentar todos os custos envolvidos ao longo da vida de um ativo se faz necessário. Avaliar os requisitos para a necessidade de recursos futuros; Avaliar os custos de aquisiçõesde potenciais alternativas de investimento; Decidir qual é o melhor fornecedor para o ativo escolhido; Melhorar o design do sistema produtivo (pela mudança da necessidade de mão de obra e energia ao longo do ciclo de vida); O custo total de propriedade de um ativo é muitas vezes muito maior do que o custo inicial de investimento e pode variar entre diferentes soluções apresentadas para uma mesma necessidade operacional. A consideração dos custos ao longo de toda a vida fornece uma base sólida para a tomada de decisões. A partir dessa informação, é possível: Otimizar o suporte operacional e de manutenção; Avaliar quando os ativos chegam ao final de sua vida econômica e se uma modernização se faz necessária. A metodologia do custo do ciclo de vida A vida de um ativo pode ser determinada por sua capacidade de entregar produtos ou serviços na qualidade esperada. Isso quer dizer que ativos podem se tornar obsoletos antes de propriamente chegarem ao estágio de descarte, por não atenderem o esperado desempenho em termos de qualidade. Mudanças regulatórias, inviabilidade econômica motivada por mudanças tecnológicas ou no cliente final, também podem ser razões para a obsolescência. Objetivos da metodologia A análise do custo do ciclo de vida pode ser realizada durante quaisquer dos seus estágios. Ele pode fornecer informações para decisões relacionadas ao planejamento, compra, instalação, operação, manutenção, reforma e descarte de ativos. Os objetivos do custo do ciclo de vida são: Identificar os atributos que mais influenciam no custo do ciclo de vida, para uma gestão eficaz; Definir o fluxo de caixa necessário para o projeto; Minimizar o custo total da aquisição e da infraestrutura onde o ativo será instalado; Apoiar a tomada de decisão da gestão durante qualquer fase do ciclo de vida do ativo. O processo de identificar o custo do ciclo de vida de um ativo pode ser tão simples quanto uma tabela de custos anuais esperados ou pode ser um modelo complexo que aborda potenciais cenários com base em custos futuros. O escopo e a complexidade da análise deve refletir a complexidade dos ativos sob análise, a capacidade de prever os custos futuros e a importância deles para a decisão da organização.