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Gêneros Acadêmicos
Moisés Stefano Barel
Neste momento, dedicaremos nossos estudos aos gêneros textuais 
mais usados no ambiente universitário. Analisaremos aspectos do 
resumo, fichamento, resenha, trabalhos de conclusão de cursos, 
entre outros, além de estratégias de comunicação escrita e oral. 
Por fim, trataremos de multiletramento digital e fakenews.
2
Subtópicos
Gêneros textuais acadêmicos �������������������������� 3
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������11
Gêneros textuais em suportes digitais ���������12
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������23
Estratégias de leitura e interpretação 
textual ������������������������������������������������������������������24
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������27
Estratégias de comunicação ��������������������������28
Comunicação escrita ���������������������������������������������������������������������28
Comunicação oral ��������������������������������������������������������������������������30
Considerações finais ���������������������������������������������������������������������33
Referências Bibliográficas & Consultadas ��34
3
Gêneros textuais 
acadêmicos
Estar num curso superior demanda uma série de apti-
dões� Uma delas é o conhecimento acerca das diferentes 
tipologias existentes entre os gêneros textuais que são 
habituais ao mundo acadêmico�
Tais textos se diferem em relação aos demais, não ape-
nas em seus objetivos, mas também em seus formatos, 
linguagem utilizada e formas de apresentação� Assim, 
cada um dos gêneros que serão apresentados a seguir, 
pode ser considerado uma espécie de ferramenta inte-
lectual dotada de características que são utilizáveis nos 
mais diversos momentos da vida universitária� Cada um 
dos modelos pode ser diferenciado a partir da forma 
como é estruturado, o seu objetivo e ao público a que 
se destina (KOCHE; MARINELLO, 2017)�
Antes de ingressarmos nas tipologias do texto acadê-
mico, precisamos ter claro que existem fatores comuns 
a todas as espécies deste tipo de trabalho, ou seja, a 
construção de um trabalho intelectual, por meio de pa-
lavras, deve atender a propósitos universitários� E quais 
são eles? Koche e Marinello (2017) revelam alguns: a 
investigação científica, a perspectiva crítica, estrutura 
argumentativa, além de extensão e uso de elementos 
linguísticos� Evidente, porém, que embora tais atributos 
sejam verificáveis, eles não compõem uma relação imu-
4
tável acerca daquilo que deve constar numa produção 
universitária�
Valle (2013) destaca que a tradição acadêmica acabou 
por estabelecer que o preceito fundamental dos textos 
produzidos em ambientes universitários deve ser a for-
malidade, afinal, segundo ela, se trata de um ambiente 
de valorização da ciência� E por compartilharmos da 
mesma visão, cremos ser importante mais um detalhe: 
a necessidade de coerência e coesão ortográfica.
Considerando isso, verifiquemos, a seguir, os principais 
gêneros textuais utilizados durante os cursos superiores:
 z Fichamento: seu propósito fundamental é servir 
como uma espécie de guia de estudo, ou seja, unir infor-
mações que sintetize aquilo que de mais importante de 
um livro, filme, documentário ou qualquer outro suporte 
informacional� Ele não é publicável, porém, é de bastan-
te valia para determinar os pontos mais importantes a 
serem lembrados na hora de estudar� Eventualmente, 
pode ser objeto de algum processo de avaliação para 
compor a nota final de uma ou mais disciplinas. Além 
disso, geralmente, contém algumas ideias do autor 
original transcritas na íntegra, de maneira a preservar 
a essência daquilo que o estudante acredita ser impor-
tante destacar�
5
Exemplo de fichamento
Nome da disciplina: Comunicação e Linguagem
Nome da obra: Moderna gramática Portuguesa, edição�
Autor/editora: Evanildo Bechara, Nova Fronteira/RJ, 2019�
Se trata de um compilado das regras de utilização gramatical da 
Língua Portuguesa, de modo a sanar dúvidas que possam existir 
sobre os mais diversos elementos constituintes do idioma, os 
quais são cobrados em universidade, concursos públicos, si-
tuações de trabalho e outros ambientes públicos e/ou privados�
“A Língua Portuguesa é a continuação ininterrupta, no tempo e 
no espaço, do latim levado à península Ibérica pela expansão 
do império romano, no início do século 3 a�C�, particularmente, 
no processo de romanização dos povos do oeste e noroeste” 
(BECHARA, 2019, p� 27)�
 z Resumo: texto que objetiva sintetizar os pontos 
mais importantes de uma obra, seja ela impressa, au-
diovisual ou virtual, e que se mantém atrelado a um 
viés puramente informativo, ou seja, sem emissão de 
opiniões por parte de quem o produz� O resumo forne-
ce uma espécie de introdução ao conteúdo total, uma 
prévia daquilo que determinado trabalho intelectual 
traz em sua completude� Em ambientes universitários, 
é comum também a existência do chamado “resumo 
expandido”, que é uma síntese de um trabalho de maior 
densidade e, neste caso, obrigatoriamente, apresentar 
as linhas teóricas, autores e metodologias que susten-
tam a pesquisa integral;
6
 z Resenha: se trata de um gênero textual que, de certo 
modo, se parece com o resumo� Porém, ela deve con-
ter, obrigatoriamente, a opinião de quem a produz em 
relação ao trabalho avaliado, ou seja, é preciso expor 
uma percepção pessoal e, por isso, ela é considerada 
um gênero que mescla informação e opinião, uma vez 
que a síntese da obra trabalhada também deve apa-
recer, com destaque para os pontos mais pertinentes 
identificados por quem concebe tal trabalho. Pode ser 
utilizada para tratar de livros, peças de teatro, séries de 
TV e/ou streming, filmes, entre outras possibilidades;
 z Artigo: este é um dos gêneros mais usuais em ter-
mos de vida acadêmica, especialmente em cursos de 
pós-graduação lato sensu (especializações/MBAs) e/ou 
stricto sensu (mestrado e doutorado)� Se trata de uma 
investigação científica, ou seja, um trabalho de maior 
detalhamento informacional e opinativo acerca de um 
fenômeno que tenha sido submetido à apreciação cientí-
fica, amparada por métodos e técnicas de pesquisa. Sua 
publicação, costumeiramente, é realizada em revistas e/
ou jornais especializados em determinados temas, cuja 
veiculação é direcionada a professores, pesquisadores 
e/ou profissionais cuja área de atuação esteja relacio-
nada com a temática enfatizada� A estrutura organiza-
cional do artigo está fundamentada na existência de 
cinco elementos, os quais tem por objetivo organizar o 
pensamento científico. São eles:
7
1. introdução: que deve trazer aquilo que de mais rele-
vante há no trabalho, bem como, sua justificativa, objeto 
investigado e indicação do método de pesquisa;
2. método: que é a descrição detalhada do tipo de 
estudo realizado, com apresentação das técnicas de 
pesquisa usadas para realizar a pesquisa;
3. resultados: é a seção onde devem constar os dados 
obtidos e sistematizados, os quais motivaram o estudo;
4. discussão: é o momento do texto em que apresen-
tamos as evidências proporcionadas pelo estudo;
5. considerações finais: é o instante em que se deve 
externar a conclusão e/ou indícios a que as análises 
chegaram�
 z Ensaio: suas características mais nítidas são o cons-
tante debate em torno de um tema e a sua flexibilidade 
em termos de construção, já que dispensa a obrigatorie-
dade do uso de citações diretas, restrições de tamanho 
ou, até mesmo, organização estrutural pré-determinada� 
É um gênero mais livre, em que quem o escreve tem a 
possibilidade de refletir e se posicionar intelectualmente 
de modo mais ostensivo� Trata-se de um trabalho muito 
autoral e singular em termos de produção;
SAIBA MAIS
Quem desejar obter mais detalhes sobre o ensaio, conhecer 
nuances específicas de sua concepção, bem como, entender 
conceitos, tipologias e recursos textuais para ele� Também pode 
buscartais informações na obra Doze ensaios sobre o ensaio, 
8
publicada no Brasil pela editora do Instituto Moreira Salles, e 
escrita por Paulo Roberto Pires� Nesse texto, o autor, formado 
em psiquiatria e literatura, investiga, por exemplo, como é pos-
sível definir o ensaio, as etimologias e as origens do gênero e 
sua pertinência literária�
 z Monografia: é um gênero textual que objetiva pro-
mover uma reflexão científica, em nível inicial, sobre um 
determinado problema de pesquisa, o qual, para o seu 
devido estudo, requer uma investigação amparada, por 
exemplo, em revisão de literatura e métodos de pesqui-
sa� Sua redação é, predominantemente, de caráter infor-
mativo, sendo que análises opinativas devem constar 
na parte final do trabalho, no tópico que, geralmente, é 
denominado de “considerações finais”. Além disso, a 
monografia costuma ser um dos elementos necessá-
rios para fechamento de um curso em nível superior e 
pressupõe ser um trabalho realizado por apenas uma 
única pessoa, dado seu caráter de investigação cientí-
fica. De tamanho variável, em geral, costuma ter entre 
30 e 50 páginas;
 z Dissertação: é produzida em cursos de pós-gradua-
ção stricto sensu em nível de mestrado� Seu intuito é 
demonstrar que a pessoa que a produz possui habilida-
des em termos de investigação científica, elaboração 
de instrumentos de pesquisa e capacidade de aprofun-
damento analítico em torno de um objeto de pesquisa� 
Requer, obrigatoriamente, maior pluralidade de fontes 
informativas em relação a monografia, bem como, maior 
9
precisão conceitual e relevância em termos de viabili-
dade científica. Costuma ter entre 100 e 200 páginas;
 z Tese: é um gênero textual cuja essência consiste 
na produção de conhecimento inédito, amparado em 
metodologias de pesquisa, capacidade analítica de 
quem a produz, cruzamento de fontes distintas e rigor 
metodológico� Sua realização visa à obtenção do títu-
lo de doutorado em determinada área do saber, o que 
pressupõe que a pessoa seja detentora de saber notório 
num determinado campo� Sua realização se dá ao longo 
de 4 anos e a sua extensão costuma ter, em média, en-
tre 150 e 300 páginas. Deste trabalho, espera-se muita 
inovação e viabilidade para justificar sua realização e 
o possível apoio financeiro por parte dos órgãos de 
fomento à pesquisa, seja em nível estadual ou federal;
 z Mapa mental: é um gênero textual de uso misto, ou 
seja, que além das palavras, também se vale bastante 
de imagens e/ou ilustrações, e cujo principal intuito é 
didatizar determinado conhecimento para que o mesmo 
seja facilmente compreendido� Além de auxiliar no en-
tendimento das informações veiculadas, também possui 
o mérito de trabalhar a criatividade e a capacidade de 
síntese textual, uma vez que sua estrutura organizacional 
não pressupõe que seja um trabalho longo� Muito usual 
em estudos para concursos públicos e vestibulares, é 
considerado uma excelente ferramenta para destacar 
aquilo que é considerado mais importante (LIMA; DOU-
GLAS, 2022);
10
 z Relatório: costuma possuir estrutura organizacional 
semelhante à de um artigo, porém, sem a necessida-
de de utilizar métodos de amostragem científica e/ou 
técnicas de pesquisa� Consiste, essencialmente, na 
apresentação de um resumo, ou seja, aspectos mais 
importantes de uma atividade profissional, filme, livro, 
peça artística, musical, viagem ou qualquer outro evento 
que necessite de registro� Sua linguagem não precisa 
ser excessivamente formal, porém, é recomendável 
que gírias e expressões idiomáticas que não estejam 
em conformidade às regras gramaticais, não sejam 
utilizadas. Devem possuir introdução, desenvolvimento 
e conclusão�
FIQUE ATENTO
Gatilhos mentais são estímulos externos que provocam reações 
cerebrais que objetivam tirar um indivíduo, por exemplo, de uma 
situação de comodismo� Ele, geralmente, contém palavras que 
chamam atenção, sejam fáceis de guardar e possuem a capa-
cidade de simplificar ideias e/ou propósitos. Recurso muito 
útil aos mapas mentais, os gatilhos contribuem, ainda, para a 
criação de uma espécie “alerta intelectual”, ou seja, sensação 
psíquica que faz o cérebro humano potencializar sua capacidade 
de concentração e retenção informativa�
11
Considerações finais
 9 As especificidades de cada uma das tipologias e a 
organização estrutural que lhes dá forma são essenciais 
para reconhecermos um gênero textual�
 9 As definições e usabilidades de cada um dos tipos 
textuais permitem aplicações mais assertivas na cons-
trução dos nossos textos�
12
Gêneros textuais em 
suportes digitais
A revolução informacional em vigor desde a década 
de 1990, quando se deu o início da popularização da 
internet, traz consigo uma constatação específica em 
relação aos gêneros textuais: eles não são, nem estão, 
restritos a tipos restritos e imutáveis� Novas tipologias 
surgiram, em especial, por unirem em torno delas ca-
racterísticas específicas das mídias digitais, como o 
uso constante e simultâneo de textos, imagens, áudios 
e vídeos, entre outros recursos�
Os chamados gêneros textuais digitais, além de produ-
tos da revolução informacional, podem ser considera-
dos, ainda, atualizações tipológicas para incluir novas 
formas e métodos de comunicação através de sites, 
redes sociais e aplicativos para troca de mensagens 
instantâneas� Xavier (2016) destaca que estas novas 
denominações refletem novas formas linguísticas e 
cognitivas para comunicação entre os indivíduos, isto 
significa que as pessoas criaram novas formas de rela-
cionamento e troca de informações que são específicas 
para as mídias digitais�
Com isso, é possível afirmarmos que os gêneros tex-
tuais digitais estão totalmente atrelados à internet e, por 
diversas vezes, interligados entre si, seja por meio de 
recursos linguísticos ou computacionais, como o uso 
de hiperlinks� Xavier (2016) vai além e destaca que a in-
13
ternet trouxe consigo novas maneiras de ler e escrever, 
as quais são fruto de adaptações e simplificações do 
uso cotidiano da linguagem formal, e que, ao invés da 
adequação plena às normas gramaticais, estes novos 
jeitos de se comunicar criaram uma espécie de “idioma 
paralelo”�
Verifiquemos então quais são os principais gêneros 
textuais digitais� Aqui, iremos trabalhar, especialmen-
te, as dez modalidades mais usuais, a partir da Base 
Nacional Comum Curricular (BNCC) (BRASIL, 2017), 
“documento de caráter normativo que define o conjun-
to de aprendizagens essenciais que todos os alunos 
devem desenvolver”�
 z Currículo web: é uma adaptação do tradicional currí-
culo impresso, a qual se vale das possibilidades de junção 
de documentos, vídeos e outros recursos informativos 
que permitem a integração e comprovação de diversas 
experiências profissionais, por meio de vínculos (links) 
que remetem ao acesso de tais conteúdos;
 z Grafics Interchange Format (GIF): montagem ima-
gética que se constitui num pequeno vídeo, muito curto, 
cuja junção de elementos verbais e não-verbais busca 
atribuir ênfase a um fato, entendimento e/ou interpre-
tação pessoal em relação a ele� Pode conter ou não, 
elementos de humor e sons;
 z Fanfiction: tipologia digital muito recorrente entre 
internautas que gostam de literatura, filmes e séries 
14
através de streaming� É uma recriação a partir da histó-
ria original retratada na obra� Neste caso, ela é utilizada 
como espelho para o novo trabalho� Exemplo: imagine a 
série “Cobra Kai”� Ela possui um roteiro próprio, criado 
por seus idealizadores� Os fãs, a partir desse conteú-
do, recriam o enredo através de quadrinhos, constroem 
novos cenários, situações e até mesmo personagens, 
para moldar um conteúdo paralelo, porém, que dialoga 
com o produto original;
 z Blog: atualização do antigo diário pessoal, ou seja, 
um tipo de produção textual que preza pelo relato em 
primeira pessoa para narrar experiências, dissabores, 
sucessos, infortúnios e qualquer outro tipo de vivência 
pela qual tenha passado a pessoa que realiza os regis-tros virtuais;
 z Meme: gênero digital que se vale de textos e imagens 
para satirizar determinado fato, situação ou persona-
gem� Além disso, sua mensagem é veiculada através de 
linguagem direta, ou seja, sem rodeios� A utilização do 
humor é outra característica deste tipo de construção 
digital e por meio dele, se busca a viralização, ou seja, 
a popularização do conteúdo através de milhares ou 
milhões de compartilhamentos;
 z Postagem (post): recurso que reúne em torno de si 
o ato de publicar conteúdos, seja em formato de texto 
ou não, nas mais diversas plataformas digitais, para 
fazer com que tais mensagens se tornem de conhe-
15
cimento da maior quantidade possível de usuários ao 
redor do mundo, a partir de uma rede de conexões que 
se expande no instante em que um conteúdo é inserido 
no ambiente virtual�
Quando tratamos de gêneros digitais textuais, cremos 
que não seja suficiente apenas indicar nomenclaturas 
e exemplificações de cada um deles. É preciso ir além, 
tratando, então, de fenômenos comunicacionais e lin-
guísticos contemporâneos, como os conceitos de pós-
-verdade e fakenews, muito propagados na atualidade, 
mas não devidamente esclarecidos�
O vocábulo verdade, conforme o dicionário Houaiss 
(2001), significa estar de acordo com a realidade e/ou 
possuir fidelidade com aquilo que ocorreu. Evidente, 
porém, que não é um termo que possa ser materializa-
do, ou seja, não pode ser tido como isto ou aquilo, em 
definitivo. Sua compreensão é variável e depende de 
uma série de valores que integrem, por exemplo, um 
sistema cultural, filosófico, religioso ou mesmo indivi-
dual de cada pessoa�
Entretanto, desde meados da década de 2010, uma res-
significação linguística tem disputado com este termo 
a primazia que até então lhe pertencia, para modelar 
o entendimento popular� Trata-se do neologismo pós-
-verdade, que pode ser definido como a situação em que 
a concretude fatual impacta menos do que informações 
construídas com o nítido intuito de deturpar a realidade 
16
e promover apelos emotivos, com base em crenças e 
preconceitos, ao se aproveitar da superficialização in-
telectual que acomete milhões de pessoas�
Charaudeau (2022) afirma que o saber humano se cons-
trói por meio da linguagem e ela cria uma representação 
social, ou seja, molda a opinião pública e, por extensão, 
promove o imaginário das pessoas� Além disso, o autor 
enfatiza que a sociedade contemporânea, mesmo dian-
te de tantas oportunidades de obter esclarecimento e 
fundamentação racional para produzir juízos de valor, 
não se pauta pela Ciência, pelo racionalismo, mas sim 
pela opinião, e não reconhece a necessidade de ela ser 
baseada no que ele chama de “saberes de conhecimen-
to”� Bastam apenas os “saberes de crença”�
Esta forma de compreensão pode ser desmembrada em 
outras duas� O saber de experiência, em que o aprendi-
zado, teoricamente, se dá por meio da vivência prática, 
e o saber de opinião, baseado na subjetividade de valo-
res que uma pessoa atribui a outra ou a um grupo, bem 
como, as ocorrências cotidianas� Ralph Keyes (2018) 
destaca que, na atualidade, grande parte das pessoas 
perdeu a vergonha que outrora tinha em manipular a 
noticiabilidade fatual, construir mentiras ou prestar fal-
so testemunho contra outrem� A pós-verdade, segundo 
ele, opera numa “zona ética crepuscular”�
17
Existem, porém, alguns pontos que ainda precisam ser 
esclarecidos� Um elemento é a linguagem verbal� Notí-
cias, comentários, opiniões e quaisquer outras formas 
de orientações sociais, seja por meio da palavra escrita 
ou falada, são usadas� Neste caso, além de manipula-
ção de dados técnicos, estatísticos, enquadramentos 
informativos, entre outros, é corriqueiro o uso de eufe-
mismos e recursos suavizantes que tentam minimizar 
ou, até mesmo, descontextualizar, o impacto de uma 
mensagem�
Quando recursos não-verbais são usados, a deturpação 
da veracidade pode ocorrer, por exemplo, através da 
manipulação de imagens em softwares que evidenciam, 
mascaram, desqualificam ou até mesmo apagam algo 
e/ou alguém� É um ato que busca a reconstrução de 
um determinado momento, para que, na sequência, ele 
possa ser publicado sob outras condições ou aspec-
tos� Outra situação possível é o sequestro, em termos 
de usabilidade, de símbolos públicos, como bandeiras, 
hinos, fotografias, entre outros. Tais atitudes, na opinião 
de Empoli (2019), evidenciam o nível de chantagem que 
pode ser realizado por um povo, sendo condizente com 
a baixeza educacional ou intelectual�
As fakenews, por sua vez, podem ser definidas como 
notícias falsas criadas, prioritariamente, com um propó-
sito para desqualificar pessoas, criar fatos positivos para 
uns e negativos para outros, destruir reputação pessoal 
ou profissional e, por consequência, criar uma espécie 
18
de “realidade paralela” para seus destinatários� O tem-
po presente tem sido caracterizado pela disseminação 
da pós-verdade como principal sistema doutrinador de 
crenças, a partir de ideias pré-concebidas, e por meio das 
possibilidades de manipulação da opinião pública ofe-
recidas pela ampla disseminação de conteúdos falsos�
Em tempos de digitalização de conteúdos e comunicação 
instantânea, dois fatores potencializam a circulação das 
fakenews e reforçam campanhas de desinformação� O 
primeiro é a pluralidade de produtores que podem estar, 
direta ou indiretamente, envolvidos no processo, uma 
vez que é característica primordial da internet a demo-
cratização de oportunidades em termos de criação e 
veiculação de mensagens� Nos ambientes virtuais, estão 
presentes milhões de pessoas com os mais diversos 
perfis ideológicos, profissionais e intelectuais.
O outro, menos materializável, porém, possuidor de 
importância singular, atende pelo nome técnico de al-
goritmo. Didaticamente, podemos simplificá-lo como 
uma espécie de “robô” que filtra informações e as ex-
põe quando julgar oportuno� É projetado para calcular o 
que está em alta, ou seja, os assuntos e palavras-chave 
mais buscadas na rede mundial de computadores num 
dado momento� A partir desta observação, é possível 
afirmarmos que o seu conjunto, ou seja, milhares de 
algoritmos, ao agirem de forma simultânea, impactam, 
inclusive, na formação da opinião pública�
19
FIQUE ATENTO
Algoritmo pode ser entendido como um conjunto limitado e pré-
-estabelecido de procedimentos computacionais para realizar 
determinada tarefa ou conjunto delas, por meio de rastros com-
putacionais deixados pelos usuários� São procedimentos que, à 
luz da informática, considerados lógicos para resolver dilemas 
ou sugerir decisões, a partir de preferências pessoais definidas 
com o cruzamento de informações retidas pela internet com as 
buscas dos usuários em determinado momento�
Essas operações, a partir das “pistas” deixadas pelos 
usuários, criam as chamadas “bolhas de filtro”, expres-
são cunhada por Pariser (2012), as quais acabam por 
expor as pessoas àquilo que elas estejam propensas a 
receber, comprar, ler ou até mesmo pensar� Essas “bo-
lhas”, atreladas aos algoritmos, aos clickbaits, que em 
boa parte dos casos são constituídos por fakenews, são 
a base de toda e qualquer campanha de desinformação 
e acabam por incutir, no imaginário popular, aquilo que 
Charaudeau (2022) nomeou como “verdade-convicção”, 
que pode ser entendida como a força motriz interior que 
move um indivíduo a pensar de determinada forma e 
a fazer julgamentos morais, única e exclusivamente, a 
partir da sua valoração social, a qual é impulsionada 
por uma ampla estratégia comunicacional�
A “verdade-convicção” se opõe a qualquer reflexão e, 
muitas vezes, leva a consequências nefastas� Acerca 
disso, é possível destacarmos as insanas invasões ao 
20
Capitólio dos Estados Unidos em 2021 e a ação de mes-
mo porte realizada em Brasília, em janeiro de 2023, a qual 
também deixou um rastro de destruição patrimonial e 
desrespeito para com as instituições democráticas� Em 
ambos os casos, os vândalos agiam sob uma espéciede “efeito” de uma verdade única�
Chegamos, então, num ponto crucial� Se a sociedade 
mundial sofre tanto com os males gerados por estraté-
gias comunicacionais antiéticas, a ponto de a humani-
dade vivenciar um momento histórico que passou a ser 
definido como época da pós-verdade, qual a situação 
atual da chamada “identidade coletiva”, ou seja, a forma 
como as pessoas se posicionam diante das mais diver-
sas situações que dizem respeito à vida pública? Será 
que temos, enquanto humanidade, nos portado com 
respeito à pluralidade de ideias? Conseguimos conviver 
com o pensamento contraditório de forma respeitosa, 
ao mesmo tempo em que discordâncias intelectuais 
sejam explicitadas?
Respostas para tais questionamentos podem ser as 
mais diversas, porém, comecemos, justamente, por 
avaliar o cenário cotidiano da identidade coletiva que 
marca os seres humanos� Charaudeau (2016) revela 
que ela própria já é algo frágil em sua essência, volúvel 
e facilmente descontruída� Para ele, os diversos grupos 
sociais existentes ao redor do mundo, ao se confron-
tarem, estabelecem entre si relações que são, primei-
ramente, de força, ao invés de respeitabilidade mútua� 
21
Isto resulta em dominações, absorções e exclusões� 
É assim, desde a Antiguidade dos povos, Idade Média 
ou mesmo era moderna, vide as disputas territoriais e 
comerciais�
A dominação de um grupo sobre outro pode ocorrer 
por diversos motivos, porém, o fará, basicamente, por 
dois modos� Pode ser através da força, onde o mais 
forte impõe regras e um modo de organização social, 
ou por meio da persuasão� O primeiro, costuma gerar 
mais resistência, enquanto o segundo, muitas vezes, é 
mais fácil de ser perpetrado, embora, leve mais tempo 
para cumprir seu intento� Esta onda de disseminação é 
beneficiada pela instantaneidade das principais plata-
formas de mensagens eletrônicas da atualidade, mas 
não só por isso�
Na atualidade, milícias digitais agem como se fossem 
militantes espontâneos, quando, na realidade, são grupos 
articulados e que operam por meio de notícias falsas, 
manipulação de dados e assassinato de reputações 
(cancelamentos virtuais) para promover descontex-
tualizações sociais e, a partir disso, fabricar consen-
sos e implantar a “verdade-convicção”, que conduz à 
pós-verdade�
Van Dijk (2018) afirma que para entender os métodos 
de ação dos discursos manipuladores e, consequente-
mente, compreender o que leva os indivíduos a viverem 
sua atmosfera de “verdade-convicção” sem qualquer 
22
tipo de autorreflexão, é necessário analisar o ambiente 
social ao qual tais mensagens estão vinculadas e os 
receptores delas inseridos� “Para exercer este controle 
social sobre os outros, determinados atores precisam 
satisfazer critérios pessoais e coletivos que os permitem 
exercer influência” (VAN DIJK, 2018, p. 236).
Por fim, antes de encerrarmos este tópico, julgamos 
ser pertinente destacarmos que nos ambientes virtuais, 
tanto quanto nos demais, é preciso trabalhar somente 
com informações verídicas, que zelem pela qualidade e 
confiabilidade, de modo que nossa credibilidade possa 
ser mantida e ampliada perante seus contatos e redes 
de relacionamento� Comunicação e linguagem ética 
são elementos que devem estar vinculados, afinal de 
contas, vivemos numa era em que todas as pessoas se 
tornaram produtoras de conteúdos, sendo capazes de 
atrair maior atenção e relevância, por isso, é essencial 
agirmos de maneira profissional, coerente, focando 
em assuntos de relevância social e com zelo para com 
questões relativas a moralidade, empatia e defesa das 
causas democráticas�
23
Considerações finais
 9 Ainda que tendo como referência os gêneros textuais 
já estabelecidos, os gêneros textuais digitais contam 
com características próprias�
 9 O surgimento dos gêneros textuais digitais está di-
retamente vinculado à consolidação da internet e das 
mídias digitais contemporâneas�
 9 Aspectos humanitários e sociais correm risco, caso 
os conceitos de pós-verdade e fakenews se enraízem 
no imaginário popular�
24
Estratégias de leitura e 
interpretação textual
Quando se adquire o hábito da leitura, é comum que 
as pessoas digam que o mundo se descortina e uma 
imensidão de informações, elementos culturais, plurali-
dade de ideias, conhecimentos históricos e uma gama 
infindável de outras possibilidades ocorram, auxiliando 
o processo de ampliação do saber� Entretanto, diversas 
pessoas não possuem o hábito de leitura� Considerando 
isto, buscaremos destacar aqui algumas sugestões e 
estratégias para potencializar hábitos de leitura, inter-
pretação e compreensão textual�
Com isso, podemos nos perguntar: para que servem es-
tratégias de leitura? Entendemos que elas são métodos 
para reter mais facilmente os conteúdos lidos, ou seja, 
são ferramentas que possibilitam que a leitura se torne 
um prazer, algo gostoso e que as pessoas desejem� Claro, 
o contato com livros, revistas, periódicos acadêmicos, 
jornais, etc�, proporciona, ainda, a oportunidade de nos 
tornarmos indivíduos mais conscientes, mais engajados 
socialmente e conhecedores de direitos e obrigações 
em termos de cidadania. Dito isto, analisemos a seguir 
algumas estratégias de leitura e interpretação de textos�
O primeiro ponto que sugerimos é trivial, porém, impor-
tante para tornar a leitura um hábito agradável� Busque 
por livros que contenham assuntos do seu interesse� É 
isso mesmo! Para tomar gosto, é preciso que os contatos 
25
iniciais sejam com temas, áreas e personagens com os 
quais nos identificamos. Para Sammis Reachers (2018), 
ao tomar gosto pela leitura, uma pessoa mergulha num 
oceano de riqueza cultural� Além disso, ao se ambientar 
com este hábito, a tendência é que você comece a ter 
melhor desempenho em tarefas relativas à redação, 
já que o contato com verbetes de toda ordem, amplia 
repertório vocabular�
Outro ponto que recomendamos, portanto, a segunda 
estratégia que sugerimos, é que se busque manter a 
concentração, exclusivamente, naquilo que lê� Para 
isso, devemos evitar situações conturbadas, períodos 
barulhentos e certa distância de aparelhos eletrônicos, 
por exemplo� Quanto mais tranquilo for o seu ambiente 
de leitura, a tendência é que fiquemos mais focados no 
texto, e isto é um facilitador para a retenção de saberes� 
Bechara (2019) também destaca que a leitura é uma 
atividade reflexiva e, por isso, o silêncio é elemento pro-
pício para este mergulho interno, dentro de si próprio�
Leia em voz alta sempre que preciso. Quando neces-
sário, podemos recorrer a este recurso na tentativa de 
memorizar os conteúdos com mais facilidade� Além 
disso, existe outro benefício gerado por esta prática: 
a manutenção da concentração� É possível também 
fazermos anotações, marcações e um resumo daquilo 
que se lê� As anotações e marcações facilitam a busca 
e o encontro de informações importantes e tópicos es-
26
pecíficos. O resumo, por sua vez, reúne num texto breve 
a essência da leitura�
Há outro ponto importante a ser destacado� Ele diz 
respeito à capacidade de interpretação e compreensão 
textual� Para que o devido entendimento de um texto 
seja efetuado, não deve haver pressa no ato da leitura� 
Além disso, para eventuais passagens ou expressões 
que não sejam plenamente compreendidas, recomen-
damos a busca por informações complementares em 
outras mídias, como livros, sites de instituições con-
fiáveis, relatórios científicos, entre outras. Além disso, 
consultar pessoas que tenham notório saber na área 
em questão também é recomendável�
27
Considerações finais
 9 Para ampliar o gosto pela leitura ou tornar esta prá-
tica algo mais desejado é possível contarmos com al-
gumas estratégias;
 9 Destacar trechos ou expressões de compreensão 
mais difícil e realizar leitura em voz alta são técnicas 
que colaboram com a interpretação de textos�
28
Estratégias de comunicação
Comunicar é um ato complexo� Não é simplesmente criar 
um conteúdo qualquer e publicá-lo nas redes sociais, 
tampouco, ter umaopinião sobre algo e/ou alguém, e 
acreditar que isto seja a verdade absoluta em torno do 
assunto e/ou personagem. A comunicação eficaz é 
calcada em conhecimentos sobre linguagem, público 
receptor, boa argumentação, redação adequada, co-
nhecimento das melhores plataformas para disseminar 
a mensagem, além de bom senso para compreender 
que os destinatários precisam entender aquilo que se 
transmite a eles�
Listamos abaixo, uma série de lembretes acerca de 
estratégias de comunicação, primeiramente, escrita, e 
depois, oral. Desse modo, é preciso termos claro que a 
comunicação escrita possui características singulares 
e os relatos falados também, ou seja, também requerem 
conhecimentos específicos para que a mensagem seja 
adequada e assertiva. Verifiquemos a seguir:
Comunicação escrita
Desde a invenção da prensa gráfica no século 15, o 
registro de informações ganhou caráter de maior per-
manência através dos suportes físicos, como papiro, 
pergaminho e papel, entre outros� Mais recentemente, a 
digitalização de conteúdos também passou a contribuir 
para a manutenção e preservação atemporal de conhe-
29
cimentos de toda espécie. Dito isto, acreditamos que 
alguns vícios de linguagem devem ser evitados, para 
que a produção textual fique livre de elementos que 
possam prejudicar a eficácia da mensagem.
Conforme Valle (2013, p� 178), “constituem vícios de 
linguagem as incorreções no uso da língua escrita e/
ou falada� Resultam do descaso de quem se expressa 
ou do desconhecimento das exigências linguísticas da 
norma-padrão”� A comunicação possui singularidades 
que requerem atenção por parte de quem a utiliza, entre 
as quais destacamos: a necessidade de construir um 
texto devidamente entendível, optar por palavras de fá-
cil compreensão, realização de conferência ortográfica 
para evitar erros e/ou entendimentos dúbios, bem como, 
coerência informativa�
Além disso, a comunicação escrita deve ser construída 
sem os chamados vícios de linguagem, como os mais 
corriqueiros, que é chamado gerundismo, um modismo 
que, por exemplo, é muito usual nos atendimentos de 
telemarketing. Expressões como “vou estar analisando” 
ou “vamos estar telefonando”, devem ser trocadas por 
“irei analisar” ou “vamos telefonar”, por exemplo�
O pleonasmo, que é caracterizado pela repetição des-
necessária de verbetes com o mesmo significado, é 
outra prática a ser evitada� Expressões como “barulho 
sonoro”, “repetir novamente”, “ganhar grátis”, entre ou-
tras, são erros grosseiros� A cacofonia é outro exemplo 
30
de vício de linguagem a ser evitado� “Fui atendido pela 
dona Ana”, “A boca dela está machucada”, “Uma mão 
lava outra”, são alguns exemplos deste problema� Os 
chamados lugares-comuns (clichês) também devem 
ser evitados, uma vez que demonstram arcaísmos lin-
guísticos� Portanto, não use expressões como “antes 
de mais nada”, “aparar as arestas”, “carreira meteórica”, 
“joia da coroa”, etc�
Comunicação oral
Agilidade, imediatismo e transitoriedade são caracterís-
ticas que marcam a comunicação oral e revelam que 
esta forma de transmissão de mensagens também 
possui características peculiares e, portanto, sua utili-
zação deve ocorrer de forma adequada� Maxwell (2021) 
destaca que, na atualidade, em tempos marcados por 
tanta velocidade e quantidade informativa, mesmo que 
as pessoas se comuniquem, apenas uma pequena parte 
delas é capaz de estabelecer os laços conectivos que 
a oralidade permite, por exemplo, através do tom vocal, 
das palavras usadas, emoções transmitidas ou mesmo 
pela transparência evidenciada�
Pasmem! Mas o silêncio é, ele próprio, um recurso oral� 
É isso mesmo� O silêncio pode expressar sentimentos, 
dúvidas, reflexões, discordâncias e, na comunicação 
falada, a sua inserção revela estratégia que foge à tra-
dicional troca de palavras instantânea, acelerada e, 
muitas vezes, não previamente refletidas. Aliás, na co-
31
municação oral, outra característica é fundamental é a 
assertividade, já que palavras desconexas, frases mal 
explicadas e/ou interpretações errôneas, podem deter-
minar o insucesso de uma tratativa, do estabelecimento 
de um acordo, de uma proposta de trabalho, pedido de 
namoro, socorro ou atenção�
Polito (2005), por sua vez, destaca que a boa oratória, ou 
seja, a boa comunicação oral, é capaz de “abrir portas” 
nas mais diversas situações da vida privada, pública ou 
profissional. Uma técnica para desenvolver esta habili-
dade consiste em interpretar um texto, um diálogo ou 
cena artística, diante de um espelho, para se adquirir, 
além da desenvoltura vocabular, o aperfeiçoamento 
da linguagem corporal, uma vez que ela, também é ca-
racterística marcante num processo de comunicação 
frente a frente, numa vídeo-chamada, live ou qualquer 
outra forma de interação em que se vê a pessoa com 
quem se interage�
Desse modo, há algumas dicas que podem melhorar 
nossa comunicação oral: usarmos palavras de fácil 
compreensão; sermos diretos, exceto em situações que 
requeiram prudência de fala; boa pronúncia, evitando 
o uso de termos pejorativos, palavras grosseiras ou 
termos inadequados; assertividade ao fazermos colo-
cações e nunca usarmos expressões preconceituosas 
ou antiéticas.
32
Lembremos sempre: aquilo que dizemos, nem sem-
pre é o que o outro indivíduo entende� Portanto, uma 
fala bem articulada é essencial para o seu sucesso da 
comunicação�
33
Considerações finais
 9 Para que uma comunicação, seja ela escrita ou oral, 
obtenha êxito, há elementos importantes a serem pra-
ticados ou evitados�
 9 Exercícios de aprimoramento da linguagem corporal, 
por exemplo, são recursos úteis quando se pretende 
realizar atos comunicativos orais�
 9 Uma comunicação adequada é uma ferramenta faci-
litadora para uma série de propósitos em nossas vidas�
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XAVIER, A� C� Hipertexto e gêneros digitais: novas for-
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BECHARA, E� Moderna gramática portuguesa. 39 ed� 
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REACHERS, S� O livro e o prazer da leitura em 400 ci-
tações. São Paulo: Ed. Digital, 2018.
POLITO, R� Seja um ótimo orador. São Paulo: Saraiva, 
2005�
MAXWELL, J. Todos se comunicam, poucos se conec-
tam. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2021�
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