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PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 1 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 1) INTRODUÇÃO Os remédios constitucionais (writs constitucionais) são instrumentos de provocação de autoridades públicas com o objetivo de corrigir atos (omissivos ou comissivos) que tragam prejuízo a certos direitos e garantias fundamentais. São garantias constitucionais específicas, que servem como instrumento de proteção dos direitos e garantias fundamentais dos indivíduos. 2) ESPÉCIES DE REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS A doutrina divide os remédios constitucionais em duas espécies: Remédios constitucionais de natureza não jurisdicional: São aqueles exercidos na via administrativa, perante autoridades públicas. São eles: o Direito de petição; o Direito de obter certidões; o Direito a informações. Remédios constitucionais de natureza jurisdicional: São aqueles exercidos na via judicial, ou seja, perante o Poder Judiciário. São eles: o O habeas corpus; o O habeas data; o O mandado de segurança; o O mandado de injunção; e o A ação popular. Os remédios constitucionais de natureza não jurisdicional já foram estudados nas apostilas anteriores, motivo pelo qual, nessa apostila, apenas serão analisados os remédios constitucionais de natureza jurisdicional. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 2 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 3) HABEAS CORPUS LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; A) OBJETO DE PROTEÇÃO O Habeas Corpus protege o direito à liberdade de locomoção contra ilegalidade ou abuso de poder. Doutrina brasileira do HC (ou “teoria brasileira do HC”) Na Constituição de 1891 o HC era o remédio cabível contra qualquer ilegalidade do poder público, não se limitando a ilegalidades que afetassem a liberdade de locomoção dos indivíduos. Tratava-se de uma interpretação ampliativa do HC conhecida como “Doutrina Brasileira do Habeas Corpus”, tendo em vista que não havia nenhum outro remédio constitucional à época. B) ESPÉCIES DE HABEAS CORPUS Preventivo: é cabível diante de iminente risco à liberdade de locomoção, visando à obtenção do salvo conduto. Repressivo (liberatório): é cabível quando a liberdade de locomoção já está limitada, almejando-se a expedição de alvará de soltura. Suspensivo: é cabível especificamente nas hipóteses em que um mandado de prisão foi expedido, mas ainda não cumprido. Visa a obtenção de um contramandado de prisão. Profilático (preservativo): destinado a suspender atos processuais ou impugnar medidas que possam importar em prisão futura com aparência de legalidade, porém intrinsecamente contaminada por ilegalidade anterior. Essa última espécie não se confunde com o habeas corpus preventivo tendo em vista que a ameaça à liberdade de locomoção não é iminente, muito embora tenha potencialidade de acontecer em futuro próximo. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 3 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor C) NATUREZA JURÍDICA Tem natureza jurídica de ação penal (ação autônoma de impugnação), ou seja, é regulamentada pelo direito processual penal. NÃO SE TRATA DE RECURSO! CUIDADO! Muito embora seja regulamentado pela lei processual penal, o cabimento do Habeas Corpus não se restringe à matéria penal, sendo cabível também em matéria cível. O que define o cabimento do remédio heroico, portanto, é a violação do direito de liberdade de locomoção e não o ramo do direito. Por essa razão, inclusive, pode-se identificar hipóteses de não cabimento do HC em matéria penal (contra pena de multa, por exemplo) e de cabimento do HC em matéria civil (contra a prisão do depositário infiel, por exemplo, a qual é expressamente proibida nos termos da Súmula Vinculante nº 25). D) LEGITIMIDADE ATIVA (impetrante) Qualquer pessoa pode impetrar um Habeas Corpus, inclusive os menores, estrangeiros e as pessoas jurídicas. O habeas corpus pode ser impetrado até mesmo por crianças e analfabetos, hipótese em que alguém irá assinar a seu rogo (CPP, art. 654, §1º, “c”). ATENÇÃO! Em relação às pessoas jurídicas, cuidado! A pessoa jurídica pode impetrar um HC visando corrigir ilegalidade contra a liberdade de locomoção de pessoas física, mas jamais poderá ser a beneficiada por uma ordem de HC já que o direito à liberdade de locomoção é incompatível com sua natureza. Nesse caso, a pessoa jurídica será impetrante, mas o paciente será uma pessoa natural (física). IMPETRANTE X PACIENTE: Neste ponto, importante perceber a distinção entre impetrante e paciente no Habeas Corpus. Impetrante é a pessoa que ajuíza a ação de Habeas Corpus, enquanto que o paciente é a pessoa que sofre o constrangimento ou coação em sua liberdade de locomoção. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 4 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor Exemplo: Militante do partido dos trabalhadores impetra ação de habeas corpus em favor do ex-presidente da República (Luiz Inácio Lula da Silva). O militante é considerado impetrante, enquanto o paciente é o ex-presidente. A princípio, não há necessidade de procuração ou autorização do paciente para impetrar HC, nem para recorrer da decisão que o indefere (HC 73.455/DF, 2ª Turma do STF). Contudo, se houver manifestação em contrário do paciente, o pedido não deverá ter seguimento (AgRg no HC 88.640/DF, Plenário do STF). Importante saber também que o Ministério Público tem legitimidade para impetrar ação de habeas corpus em favor de pessoas naturais, no exercício de sua função de fiscal da lei (custos legis). Além disso, vale registrar que os membros do Poder Judiciário (juízes, desembargadores e ministros de tribunais) podem, no exercício de suas funções, conceder ordem de habeas corpus de ofício, em exceção ao princípio da inércia do órgão jurisdicional. Quando o habeas corpus é concedido de ofício classifica-se como inquisitivo. Quando é concedido mediante provocação classifica-se como dispositivo. Já o delegado (autoridade policial) não pode impetrar habeas corpus. ATENÇÃO! A ação de Habeas Corpus dispensa a atuação de advogado (parte da doutrina diz, por essa razão, que é espécie de “ação popular”). Além disso, mesmo sem capacidade postulatória, o impetrante pode praticar todos os atos processuais no curso do HC, incluindo a possibilidade de arguir a suspeição do julgador (STF, AgRg na AS 10/RN, Pleno). ATENÇÃO! Não se admite impetração de habeas corpus apócrifa (sem identificação do signatário) – STF, HC 90.937/GO). PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 5 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor E) LEGITIMIDADE PASSIVA (autoridade coatora ou impetrado) Pode ser uma autoridade pública ou um particular. Exemplo: A internação compulsória de uma pessoa saudável em uma clínica particular de reabilitação contra a sua vontade pode ensejar a impetração de um Habeas Corpus. ATENÇÃO: Segundo entendimento do STF, apesar de não haver previsão constitucional ou legal expressa, É CABÍVEL O HC COLETIVO, ou seja, um HC impetrado para resguardar o direito de liberdade de locomoção de uma coletividade. O caso concreto foi o de um HC impetrado pela Defensoria Pública da União, no curso do qual o STF concedeu a ordem em favor de todas: a) As presas grávidas; b) Mães de crianças de até 12 anos de idade; c) Responsáveis(VUNESP – 2018 – TJSP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) Em relação à Ação Popular, é correto afirmar que a) haverá pagamento de custas pelo autor no caso de nova ação. b) serão devidas as custas, desde que comprovada a má-fé do autor. c) a improcedência por carência de provas evidencia a má-fé do autor da ação popular. d) a improcedência torna devidos os honorários de sucumbência. e) serão devidas as custas judiciais e ônus de sucumbência. 10.(FCC – 2018 – DPE/AP – DEFENSOR PÚBLICO) Adolescente, que se encontra em internação provisória por prazo muito superior ao máximo estabelecido em lei, aguarda processamento do feito perante Vara da Infância e da Juventude no qual responde pelo suposto cometimento de ato infracional mediante violência. Por estar o processo estacionado na fase de defesa prévia, sem previsão de conclusão, o Defensor Público que nele atua pretende que o PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 44 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor adolescente aguarde ao sentenciamento em liberdade assistida. Ocorre que, tanto no Tribunal de Justiça estadual, quanto no Superior Tribunal de Justiça, foram indeferidos, por decisões dos respectivos Relatores, pedidos de concessão de liminar em sede de habeas corpus impetrados nas referidas instâncias. Nessa hipótese, à luz da Constituição Federal e da jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a adoção de medida perante o STF, neste momento, é a) viável, a despeito de entendimento sumulado em sentido contrário, sendo cabível impetrar mandado de segurança contra o ato do Ministro do Superior Tribunal de Justiça, desde que observado o prazo legal para sua impetração. b) viável, sendo cabível interpor recurso ordinário, conforme expressa previsão constitucional. c) viável, sendo cabível ajuizar arguição de descumprimento de preceito fundamental, para tutela dos direitos à proteção especial e à razoável duração do processo. d) viável, sendo cabível impetrar habeas corpus, em caso de manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável, de modo a excepcionar a aplicação de súmula que obstaria seu conhecimento. e) inadmissível, uma vez que não compete ao STF, sob circunstância alguma, conhecer de qualquer meio de impugnação de decisão monocrática que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar, sob pena de indevida supressão de instância. 11.(CESPE – 2018 – SEFAZ/RS – AUDITOR DO ESTADO) A ação constitucional que tem o cidadão como legitimado ativo e que objetiva defender interesse difuso para anular ato lesivo ao patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural denomina-se a) mandado de segurança. b) habeas data. c) habeas corpus. d) ação civil pública. e) ação popular. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 45 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 12.(FCC – 2018 – DPE/AM – DEFENSOR PÚBLICO) O mandado de segurança a) é admitido perante os Tribunais de Justiça dos Estados para o exercício do controle de competência dos juizados especiais. b) é de competência do Tribunal de Justiça, que deverá processá-lo e julgá-lo contra ato de juizado especial. c) é meio idôneo para a concessão de efeito suspensivo a recurso em sentido estrito interposto em face de decisão de primeira instância que deferiu pedido de liberdade provisória. d) é admitido para impugnar decisão judicial que, acolhendo o pedido do Ministério Público, determina o arquivamento de inquérito policial, por ausência de elementos probatórios mínimos que autorizem a deflagração de uma ação penal. e) em matéria criminal, a exemplo do regramento do habeas corpus, não observa o prazo de 120 dias quando se tratar de abuso de poder relacionado ao réu. 13.(FUNDATEC – 2018 – PCRS – ESCRIVÃO E INSPETOR DE POLÍCIA) Considerando a Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, assinale a alternativa que NÃO representa um remédio constitucional. a) Direito de petição. b) Mandado de injunção. c) Ação popular. d) Princípio da dignidade da pessoa humana. e) Direito à certidão. 14.(FGV – 2018 – CÂMARA DE SALVADOR – ANALISTA LEGISLATIVO MUNICIPAL) José, brasileiro, que completaria 18 anos amanhã e nunca tinha votado em uma eleição, era muito crítico em relação aos atos lesivos ao patrimônio público praticados por alguns agentes públicos. Por tal razão, procurou um advogado e perguntou o que poderia ser feito para anular esses atos. À luz da sistemática constitucional, José poderia ajuizar: a) ação popular, o que pode ser feito por qualquer brasileiro nato ou naturalizado; b) ação de improbidade, desde que seja elegível para cargo eletivo; PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 46 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor c) ação popular, o que pode ser feito por qualquer brasileiro nato, não pelo naturalizado; d) ação de improbidade, desde que seja considerado cidadão brasileiro; e) ação popular, o que exige o seu prévio alistamento como eleitor. 15.(FCC – 2018 – DPE/AM – ANALISTA EM GESTÃO ESPECIALIZADO DE DEFENSORIA) Considere os seguintes itens: I. Ação individual de mandado de segurança. II. Ação coletiva de mandado de segurança. III. Ação de habeas corpus. IV. Ação de habeas data. A Constituição Federal estabelece que são gratuitas as ações previstas nos itens a) I, II, III e IV. b) III e IV, apenas. c) II, apenas. d) I e II, apenas. e) I, III e IV, apenas. 16.(CESPE – 2018 – PCMA – ESCRIVÃO DE POLÍCIA) O habeas corpus pode ser impetrado por a) condenado a pena de multa, caso ele considere exorbitante o valor desta. b) militar, contra punição disciplinar imposta sem motivação. c) pessoa física, para impugnar determinação de suspensão de direitos políticos. d) estrangeiro, mas sempre em português. e) pessoa jurídica, em seu favor, quando ela for acusada de crime ambiental. 17.(FUNDEP – 2018 – CODEMIG – AUDITOR) Considere as seguintes afirmativas sobre as garantias fundamentais. I. Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 47 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor II. Será concedido habeas data para garantir o acesso a informações de interesse pessoal do requerente ou de interesse coletivo ou geral. III. São gratuitas as ações de habeas data e de habeas corpus. Considerando a disciplina constitucional, está (ão) correta(s) a(s) afirmativa(s): a) I, apenas. b) I e III, apenas. c) II e III, apenas. d) I, II e III. 18.(CESPE – 2018 – PCMA – INVESTIGADOR DE POLÍCIA) O habeas corpus é o instrumento jurídico correto para: a) impugnar ato monocrático de ministro do Supremo Tribunal Federal. b) trancar ação de impeachment. c) discutir a legalidade de medida protetiva de vítima de violência doméstica. d) discutir o direito de ir e vir, desde que o habeas corpus seja patrocinado por advogado constituído. e) discutir o direito de visita a presidiários. 19.(CESPE – 2018 – TCE/PB – AUDITOR DE CONTAS PÚBLICAS) Servidores públicos de determinado estado da Federação iniciaram movimento grevista, motivados pelo atraso no pagamento de seus vencimentos, na tentativa de regularizar a situação salarial. Inconformado com a paralisação de atividades que julgava essenciais, o gestor público expediu ato administrativo determinando o desconto do salário dos servidores grevistas, bem como o processamento da devida anotação funcional.Nessa situação hipotética, o instrumento processual de controle judicial que o sindicato dos servidores deverá invocar para suspender o ato administrativo de desconto e anotação dos dias não trabalhados é o a) mandado de injunção. b) recurso ordinário. c) habeas corpus. d) habeas data. e) mandado de segurança. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 48 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 20.(FGV – 2018 – SEFIN/RO – CONTADOR) Eraldo, após preencher os requisitos exigidos para a fruição de determinado direito social perante o Poder Público, compareceu à repartição competente e formulou o respectivo requerimento. Apesar de ter apresentado todos os documentos exigidos, o que foi reconhecido pela autoridade competente, o seu pedido foi indeferido de maneira arbitrária, sem qualquer fundamentação. À luz da sistemática constitucional e da desnecessidade de ser produzida qualquer outra prova que não a documental, é correto afirmar que o instrumento mais adequado à tutela do direito de Eraldo, perante o Poder Judiciário, é o a) habeas data. b) mandado de injunção. c) direito de petição. d) mandado de segurança. e) mandado de fruição. 21.(CESPE – 2018 – TCE/PB – AGENTE DE DOCUMENTAÇÃO) Jorge, cidadão brasileiro com dezoito anos de idade, deseja tomar medida jurídica, sob o fundamento de que determinada prerrogativa inerente a sua cidadania não pode ser usufruída em razão de omissão legislativa na edição de norma regulamentadora de dispositivo constitucional. Nessa situação hipotética, para buscar tutela jurisdicional, de acordo com o rol de direitos e garantias fundamentais, Jorge deverá valer-se de a) habeas data. b) mandado de injunção. c) mandado de segurança. d) ação direta de inconstitucionalidade por omissão. e) ação popular. 22.(FCC – 2017 – TCE/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO) É correto afirmar, sobre a garantia constitucional de habeas data: a) os processos de habeas data terão prioridade sobre todos os atos judiciais, inclusive mandado de segurança. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 49 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor b) no caso de sentença concessiva de habeas data, o recurso cabível será o de apelação, que terá os efeitos suspensivo e devolutivo. c) contra atos de Ministro de Estado, a competência originária para julgamento será do Supremo Tribunal Federal. d) o requerimento será apresentado ao órgão ou entidade depositária do registro ou banco de dados e será deferido ou indeferido no prazo de 24 horas. e) o pedido de habeas data poderá ser renovado somente se a decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. 23.(FCC – 2017 – TCE/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO) Assinale a alternativa correta sobre o mandado de segurança. a) A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, sem decidir o mérito, impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie os seus direitos e os respectivos efeitos patrimoniais. b) Cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público. c) O mandado de segurança coletivo induz litispendência para as ações individuais. d) É possível a renovação do pedido no mandado de segurança, desde que dentro do prazo decadencial, ainda que a decisão denegatória tenha apreciado o mérito, pois presume-se a ilegalidade do ato. e) O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição inicial. 24.(FEPESE – 2017 – PCSC – AGENTE DE POLÍCIA CIVIL) Com base na Constituição Federal de 1998, sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, conceder-se-á: a) habeas data. b) habeas corpus. c) mandado de segurança. d) ação popular. e) reclamação. 25.(FEPESE – 2017 – PCSC – ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL) De acordo com a Constituição Federal, conceder-se-á habeas data para: PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 50 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor a) garantir o relaxamento de prisão. b) anular ato lesivo ao patrimônio público. c) sustar violência contra a liberdade de locomoção. d) assegurar o conhecimento de informações constantes de registros ou bancos de dados públicos. e) exigir a edição de norma regulamentadora que viabiliza o exercício de direito inerente à cidadania. 26.(FCC – 2017 – TRT 21ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO) À luz da disciplina normativa e jurisprudência do Supremo Tribunal Federal acerca das ações constitucionais destinadas à tutela de direitos fundamentais, a) a decisão proferida em mandado de injunção terá eficácia erga omnes, podendo, no entanto, excepcionalmente, ter sua eficácia subjetiva limitada às partes, quando restar comprovado que a eficácia erga omnes causaria grave lesão à ordem, economia e segurança públicas. b) não cabe mandado de segurança contra nenhuma espécie de lei, mas tão somente em face de ilegalidade ou abuso de poder, como previsto na Constituição, evidenciando a intenção do legislador constituinte de afastar a possibilidade de controle da juridicidade das leis por meio de mandado de segurança, opção feita em razão da construção de sistemas próprios de controle da constitucionalidade das leis e atos normativos. c) a decisão proferida em mandado de injunção determinará prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora e estabelecerá as condições em que se dará o exercício dos direitos, liberdades ou prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o interessado promover ação própria visando a exercê-los, caso não suprida a mora legislativa no prazo determinado, salvo se comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado de injunção anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma, quando então se deixará de fixar prazo, estabelecendo-se de imediato as condições de exercício do direito, liberdade ou prerrogativa reclamado. d) a ação popular poderá ser proposta por qualquer pessoa, física ou jurídica, assim como pelo Ministério Público, na defesa do patrimônio público, da moralidade administrativa, do meio ambiente e do patrimônio histórico e cultural. e) o mandado de injunção será admissível sempre que ato de autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público tornar inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 51 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 27.(FCC – 2017 – TRF 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO) A Constituição Federal, ao disciplinar direitos e garantias fundamentais, assegura gratuidade às ações de a) habeas data e mandado de injunção. b) habeas corpus, habeas data, mandado de injunção, mandado de segurança, e, na forma da lei, aos atos necessários ao exercício da cidadania. c) mandado de injunção e mandado de segurança. d) habeas data, mandado de segurança, e, na forma da lei, aos atos necessários ao exercício da cidadania. e) habeas corpus, habeas data e, na forma da lei, aos atos necessários ao exercício da cidadania. 28.(FCC – 2017 – TRF 5ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Adamastor, advogado, pretende ingressar com medida destinada à proteção de direito líquido e certo à retificação de dados a seu respeito constantesdos arquivos de repartição pública federal. Sabendo-se que Adamastor não tem condições de pagar custas processuais sem prejuízo do sustento de sua família, pode-se afirmar que para a retificação desejada deverá ingressar com a) habeas data, sem que necessite pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu favor, já que, consoante a Constituição Federal, o habeas data, o mandado de injunção e o habeas corpus são ações gratuitas. b) mandado de segurança e pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu favor. c) habeas data e pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu favor. d) habeas corpus, se se tratar de dados pertinentes à vida pregressa na esfera criminal, pleiteando os benefícios da Justiça gratuita em seu favor. e) habeas data, sem que necessite pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu favor, já que, consoante a Constituição Federal, o habeas data e o habeas corpus são ações gratuitas. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 52 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 29.(CESPE – 2017 – TER/TO – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Jonas, servidor público federal, respondeu a processo administrativo disciplinar e, ao final, foi absolvido das acusações. No entanto, por um equívoco, no seu assentamento funcional passou a constar a informação de que ele havia sido condenado. Ao saber do erro, Jonas solicitou a retificação dos dados, mas o seu pedido foi indeferido. Nessa situação hipotética, a ação cabível, de acordo com a CF, é a) a ação direta de inconstitucionalidade. b) a ação popular. c) o habeas corpus. d) o mandado de injunção. e) o habeas data. 30.(FCC – 2017 – TRF 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO) Inconformado com determinado ato lesivo à moralidade administrativa praticado pelo prefeito de seu município, o cidadão Roberto, sócio majoritário da empresa X, pretende que seja anulado o ato por meio de ação popular, o que é a) incabível, pois a ação popular não é admissível para anular ato lesivo à moralidade administrativa, mas apenas ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural. b) incabível, pois a ação popular não é admissível para anular ato lesivo à moralidade administrativa, mas apenas ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe. c) cabível, se proposta por Roberto, ficando ele, salvo comprovada má-fé, isento do pagamento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. d) cabível, se proposta pela empresa da qual Roberto é sócio majoritário, ficando ela, salvo comprovada má-fé, dispensada do pagamento de custas judiciais. e) cabível, se proposta por Roberto ou pela empresa da qual é sócio majoritário, dispensado o pagamento de custas judiciais, respondendo, o autor ou a autora, porém, pelo pagamento das verbas decorrentes da sucumbência, salvo se comprovada a hipossuficiência. 31.(CONSULPLAN – 2017 – TRE/RJ – ANALISTA JUDICIÁRIO) Analise o caso hipotético a seguir: “O Secretário de Fazenda do Estado X editou Instrução Normativa que suprime diversas vantagens dos Promotores de Justiça, tais como insalubridade, horas extras, vale-alimentação, em outras. Todas estas vantagens estão previstas PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 53 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor no Estatuto da Classe. A fim de resguardar seus direitos, João, Promotor de Justiça, impetrou Mandado de Segurança contra o ato do Secretário. Sobre o mandado de segurança, assinale a alternativa correta. a) No caso de pedido de reconsideração na via administrativa, o prazo decadencial para a interposição do mandado de segurança fica suspenso. b) O prazo decadencial para impetrar mandado de segurança contra redução do valor de vantagem integrante de proventos ou de remuneração de servidor público renova-se mês a mês. c) João, na qualidade de Promotor de Justiça, tem legitimidade para postular em causa própria o mandado de segurança, uma vez que a referida Instrução Normativa fere direito líquido e certo previsto em Lei. d) Considerando que o Governador do Estado X delegou a função ao Secretário de Fazenda para criar a Instrução Normativa que supre direitos dos Promotores de Justiça, somente o Governador poderá figurar no polo passivo como autoridade coatora. 32.(CESPE – 2017 – TRF 1ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO) Se o mandado de segurança não for conhecido, será possível a renovação do pedido, desde que observado o prazo decadencial do remédio constitucional. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 54 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor GABARITO 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 E C D D C E C E B D 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 E A D E B D B C E D 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 B E E B D C E E E C 31 32 B Cpor pessoas com deficiência; d) Adolescentes do sistema socioeducativo em situação semelhante; A ordem foi parcialmente concedida para o fim determinar que a prisão preventiva de todas as mulheres nas condições antes citadas fosse substituída pela prisão domiciliar, excepcionando as acusadas/condenadas da prática de crimes cometidos mediante violência ou grave ameaça, contra os próprios filhos, ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, neste último caso mediante justificativa do juiz. Os ministros da 2ª Turma firmaram o prazo máximo 60 (sessenta) dias da publicação do acórdão para que os Presidentes dos Tribunais Estaduais e Federais, inclusive da Justiça Militar Estadual e Federal, implementem de modo integral as determinações estabelecidas no julgado, à luz dos parâmetros enunciados. Ainda, determinou-se que o DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional) informasse os Juízos sobre mulheres detentas e que seja aplicada a ordem já nas audiências de custódia (HC 143.641, STF). PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 6 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor F) CUSTAS PROCESSUAIS Não há o pagamento de custas processuais na ação de Habeas Corpus (é uma ação gratuita). Além disso, é o único remédio constitucional que não depende de assistência de advogado. G) CARACTERÍSTICAS DA AÇÃO DE HABEAS CORPUS Trata-se de uma ação informal, cujos únicos requisitos são: ser feita por escrito e em língua portuguesa. Possui tramitação prioritária sobre todas as outras ações judiciais. H) QUESTÕES JURISPRUDENCIAIS RELEVANTES SOBRE O HABEAS CORPUS i. NÃO CABE HABEAS CORPUS Não cabe Habeas Corpus contra pena de multa ou contra processo criminal em curso relativo à infração penal contra a qual a única pena cominada é a pecuniária; Súmula 693 do STF: Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada. Não cabe Habeas Corpus contra pena de exclusão de militar, perda de patente ou de função pública; Súmula 694 do STF: Não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função pública. Não cabe Habeas Corpus quando extinta a pena privativa de liberdade; Súmula 695 do STF: Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 7 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor Não cabe Habeas Corpus contra punição disciplinar militar (art. 142, §2º da CF) ATENÇÃO! Excepcionalmente, será cabível o HC para analisar pressupostos de legalidade das punições disciplinares militares, como por exemplo, análise sobre a competência da autoridade que aplicou a punição (HC 70.648, STF). Todavia, em relação ao mérito da punição, jamais será cabível o HC. Não cabe Habeas Corpus para postular trancamento do processo de impeachment (HC 70.055/DF, STF). As infrações político-administrativas não recebem pena privativa de liberdade, razão pela qual não há potencial constrangimento à liberdade de locomoção. Não cabe Habeas Corpus para pleitear a restituição de coisas apreendidas, inclusive passaporte. Não cabe habeas corpus contra decisão que negou direito de familiar de preso internado em unidade prisional de com ele ter encontro direto, autorizando apenas a visita por meio do parlatório. STF, 2ª Turma, HC 133305/SP. ATENÇÃO! Para combater o excessivo número de processos que chega à Corte, a tendência do STF é não mais admitir a utilização do HC como substitutivo do recurso ordinário cabível para corrigir a ilegalidade (HC 109.956/PR e HC 104.045/RJ, ambos da 1ª Turma; HC 108.901/SP, 2ª Turma). Não obstante, a própria jurisprudência do STF flexibiliza esse entendimento entendendo que seria possível o habeas corpus substitutivo quando em jogo a liberdade de ir e vir do cidadão, já alcançada ou a ponto de o ser ante a existência de mandado de prisão (HC 127.465/RS, j. em 19/9/2017), especialmente nos casos em que o paciente foi preso (HC 137.693/PE, j. em 21//11/2017). PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 8 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor ii. NÃO SE ADMITE HABEAS CORPUS “PER SALTUM” (também chamado de HC CANGURU), ou seja, aquele impetrado antes do exame do mérito da mesma causa por órgão judicial inferior (HC 100.595/SP e HC 103.835/SP). Nesse sentido: Súmula nº 691 do STJ: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. Contudo, o rigor de tal súmula tem sido abrandado, e com razão, em hipóteses excepcionais em que: a) seja premente a necessidade de concessão do provimento cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF – HC 119349 MC / SP Min. Gilmar Mendes, DJ 26.09.2013). iii. SUPERAÇÃO DA SÚMULA 690 DO STF Assim dizia a Súmula 690 do STF: Compete originariamente ao Supremo Tribunal Federal o julgamento de "habeas corpus" contra decisão de Turma Recursal de Juizados Especiais Criminais. Todavia, no julgamento do HC 86.834, DJ 09/03/2007, assim entendeu o STF: Estando os integrantes das Turmas Recursais dos juizados especiais submetidos, nos crimes comuns e nos de responsabilidade, à jurisdição do Tribunal de Justiça ou do Tribunal Regional Federal, incumbe a cada qual, conforme o caso, julgar os habeas impetrados contra ato que tenham praticado. Em razão do entendimento acima exposto, restou superada a Súmula 690 do STF, razão pela qual não compete mais ao STF o julgamento de Habeas Corpus contra decisão de turma recursal de Juizados Especiais Criminais, os quais são julgados pelo Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Federal respectivos. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 9 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor iv. CABE HABEAS CORPUS MESMO QUE O ATO IMPUGNADO NÃO ATINJA DIRETAMENTE A LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO, MAS APENAS INDIRETAMENTE. Para discutir a validade de provas em processo criminal nos casos em que possa haver decretação de prisão; Exemplo: quebra de sigilo bancário decretada em processo criminal. Contra convocação para depor em CPI com desrespeito do direito ao silêncio; ATENÇÃO! O Habeas Corpus não admite dilação probatória, ou seja, no momento de impetração todas as provas devem estar documentadas (exige-se prova pré-constituída meramente documental). OUTRAS JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES: Não se conhece de habeas corpus contra omissão de relator de extradição, se fundado em fato ou direito estrangeiro cuja prova não constava dos autos, nem foi ele provocado a respeito (Súmula nº 692, STF). O habeas corpus não é via adequada para análise de questões de provas (HC 106.709/RS). O pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do conjunto fático-probatório da causa (HC 115.352/DF). A proibição da “reformatio in pejus” aplica-se ao “habeas corpus”, cujo manejo JAMAIS poderá agravar a situação jurídica daquele a quem busca favorecer. STF. 2ª Turma. HC 126869/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 23/6/2015 (Informativo nº 791 STF). Cabe HC para apurar eventual ilegalidade na fixação de medida protetiva de urgênciaconsistente na proibição de aproximar-se de vítima de violência doméstica e familiar. STJ. 5ª Turma. HC 298.499/AL. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 10 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor I) COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DO HABEAS CORPUS COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DO HC AUTORIDADE COATORA AUTORIDADE JUDICIAL COMPETENTE Autoridade policial estadual ou federal Juiz de Direito ou Juiz Federal, respectivamente. Promotor de Justiça, Juiz de Direito ou Turma Recursal Estadual Tribunal de Justiça Procurador da República, Juiz Federal ou Turma Recursal Federal. Tribunal Regional Federal Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Federal Superior Tribunal de Justiça Ministro de Estado, Comandantes das forças armadas ou autoridades previstas no art. 105, I, “a”, da CF/88*. Superior Tribunal de Justiça Tribunal Superior ou funcionário público cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do STF, ou quando se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância (STF). Supremo Tribunal Federal Juiz dos Juizados Especiais Criminais Estaduais ou Juiz dos Juizados Especiais Criminais Federais Turma Recursal Estadual e Turma Recursal Federal, respectivamente * Governadores dos Estados e do Distrito Federal, desembargadores dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério Público da União que oficiem perante tribunais; PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 11 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 4) HABEAS DATA LXXII - conceder-se-á habeas data: a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público; b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo; A) OBJETO DE PROTEÇÃO A garantia constitucional do habeas data destina-se a tutelar a liberdade de informação pessoal. O habeas data não é cabível para pleitear informação de interesse coletivo, de interesse geral ou sobre terceiros. ATENÇÃO! O direito de obter informações de caráter geral é um direito fundamental amparado pelo inciso XIV, do art. 5º, da Constituição Federal de 1988 e a violação a esse direito pode ser combatida por intermédio do Mandado de Segurança. B) FINALIDADES DO HABEAS DATA São duas finalidades possíveis (natureza dúplice do habeas data): Obter informação pessoal constante em bancos de dados de entidades governamentais ou privadas de caráter público (a exemplo do Serviço de Proteção ao Crédito – SPC). Retificar informação pessoal errada constante em bancos de dados de entidades governamentais ou privadas de caráter público. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 12 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor C) NATUREZA JURÍDICA Tem natureza jurídica de ação civil, ou seja, é regulamentada pelo direito processual civil, mais precisamente pela Lei 9.507/97. D) LEGITIMIDADE ATIVA Em regra, somente o próprio titular da informação pode impetrar o habeas data (pessoa física ou jurídica). Trata-se de uma ação personalíssima, ou seja, não pode ser exercida por procurador. Entretanto, o STJ entende que os herdeiros e o cônjuge sobrevivente são partes legítimas para propor habeas data relativo a informações do falecido. ATENÇÃO! Diferentemente do que ocorre no Habeas Corpus, a ação de Habeas Data exige a atuação de advogado. Todavia, assim como no HC não há o pagamento de custas processuais na ação de Habeas Data. E) LEGITIMADE PASSIVA Autoridade responsável por banco de dados governamental (público) ou particular responsável por banco de dados particular cujas informações são de acesso público, como por exemplo, o Serviço de Proteção ao Crédito – SPC. F) JURISDIÇÃO CONDICIONADA A Lei 9.507/97, em seu art. 8º, parágrafo único, exige a recusa, na esfera administrativa, de fornecimento das informações ou de retificação delas como condição necessária para o ajuizamento da ação de Habeas Data. No mesmo sentido é a Súmula 2 do STJ: Não cabe o habeas data (CF, art. 5º, LXXII, letra "a") se não houve recusa de informações por parte da autoridade administrativa. Ou seja, trata-se de uma hipótese de jurisdição condicionada, tendo em vista que para que o cidadão submeta a apreciação da matéria ao poder judiciário deve primeiramente utilizar a via administrativa. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 13 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES: NÃO CABE habeas data para ter acesso a processo administrativo regulado pela Lei nº 9.784/99. Divergência entre tribunais superiores: O STJ entende que não é cabível o habeas data para o cidadão ter acesso a procedimento-fiscal que tramite perante a Receita Federal (Informativo nº 548, STJ). O STF entende o contrário, entende que é cabível habeas data nessa situação (RE 673.707, STF). 5) MANDADO DE SEGURANÇA LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público; O mandado de segurança, criação brasileira (Constituição de 1934), é uma ação constitucional de natureza civil, qualquer que seja a do ato impugnado, seja ele administrativo, seja ele jurisdicional, criminal, eleitoral, trabalhista etc. A) OBJETO DE PROTEÇÃO O mandado de segurança se destina a amparar um direito líquido e certo, ou seja, é aquele direito comprovável de plano (no momento da impetração), com provas documentais pré-constituídas, independentemente de dilação probatória (não se admite, por exemplo, oitiva de testemunhas e perícias). Trata-se de direito ”manifesto na sua existência, delimitado na sua extensão e apto a ser exercitado no momento da impetração” (Hely Lopes Meirelles). A liquidez e certeza do direito tem relação com os fatos. Os fatos alegados devem ser incontroversos, ainda que a questão jurídica seja discutível e complexa. Nesse sentido: PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 14 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor Súmula nº 625 do STF: Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança. Pode-se dizer, portanto, que a controvérsia sobre matéria de fato - quando necessária ao desfecho da causa – representa empecilho ao deferimento do mandado de segurança (RMS 26199, Relator Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, julgamento 27.3.2007, DJe 4.5.2007). IMPORTANTE! Não se aplicam os efeitos da revelia no mandado de segurança (presunção de legitimidade dos fatos alegados), pois é do impetrante o ônus de provar a liquidez e certeza do direito, mediante prova documental pré-constituída (STF, 1ª Turma, RMS 21.300/DF). JURISPRUDÊNCIA: É inadmissível o incidente de falsidade em mandado de segurança (Pleno, MS 15.215/DF). No RMS 33.666/DF, a 1ª Turma ratificou a jurisprudência da Corte quanto à impossibilidade de apreciação, na via do mandado de segurança, da proporcionalidade da pena aplicada administrativamente ao servidor, pois o problema exigea reapreciação de aspectos fáticos da causa, ressalvadas as hipóteses em que a “demissão estiver fundada na prática de ato de improbidade de natureza culposa, sem a imputação de locupletamento ilícito do servidor”. B) SUBSIDIARIEDADE DO MANDADO DE SEGURANÇA O Mandado de Segurança tem cabimento subsidiário, ou seja, somente é cabível na impossibilidade de cabimento de Habeas Corpus ou Habeas Data. C) NATUREZA JURÍDICA Tem natureza jurídica de ação civil, ou seja, é regulamentada pelo direito processual civil, mais precisamente pela Lei 12.016/09. http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=447722 PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 15 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor D) ESPÉCIES DE MANDADO DE SEGURANÇA O mandado de segurança se subdivide em duas espécies: o mandado de segurança coletivo e o mandado de segurança individual. ATENÇÃO! A diferença entre as duas espécies de mandado de segurança não reside no número de impetrantes, mas sim na natureza do direito protegido. O MS individual tutela direito individual, enquanto o MS coletivo tutela direito coletivo. Mandado de segurança individual: O direito protegido tem caráter individual, independentemente do número de impetrantes. Exemplo: Três pessoas que conjuntamente impetram um MS para garantir o direito à nomeação em concurso público que desrespeitou a ordem de classificação dos aprovados. Muito embora existam três impetrantes, o MS é individual, pois o direito pleiteado é individual (cada impetrante quer garantir o seu direito individual à nomeação). Mandado de segurança coletivo: O direito protegido tem caráter coletivo ou se trata de direito individual homogêneo, independentemente do número de impetrantes. Exemplo: Sindicato que ingressa com MS em defesa do direito de uma classe trabalhadora. Muito embora o impetrante seja somente o sindicato, o direito pleiteado é coletivo, de toda a classe trabalhadora representada pelo sindicato. E) LEGITIMIDADE ATIVA (impetrante) Deve ser analisada de acordo com a espécie de mandado de segurança. Mandado de segurança individual: o próprio prejudicado é o titular da ação. Pode ser: A pessoa física, inclusive o estrangeiro em trânsito no Brasil (STF, RE 215.267). As pessoas jurídicas em geral, inclusive as de direito público (STF, RMS 3.709/PR). PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 16 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor Os agentes políticos para defesa de suas prerrogativas funcionais. As quase-pessoas jurídicas, ou seja, (i) as entidades públicas despersonalizadas (tais como as Mesas das Casas Legislativas e os tribunais) em defesa de suas prerrogativas administrativas e (ii) as universalidades/complexos patrimoniais reconhecidos pela lei (espólio, massa falida, condomínios horizontais). ATENÇÃO! O Mandado de Segurança exige atuação de advogado. O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho da petição inicial. Mandado de segurança coletivo: trata-se de hipótese de legitimação extraordinária, ou seja, situações de substituição processual em que algumas entidades poderão pleitear em nome próprio direitos coletivos de terceiros. Os legitimados para impetrar Mandado de Segurança Coletivo são: i. Partido político com representação no Congresso Nacional; ATENÇÃO! Em relação à representação no Congresso Nacional, basta que o partido político possua um Deputado Federal OU um Senador da República, não sendo exigido que possua membros nas duas casas legislativas simultaneamente. ATENÇÃO 02! O STJ entende que os partidos políticos apenas podem impetrar mandado de segurança para defender ser filiados em questões políticas, ainda assim, quando autorizado por lei ou pelo estatuto (STJ, MS 197/DF). No julgado referido o STJ entendeu que não seria admissível um mandado de segurança proposto por partido político m benefício de 50 milhões de aposentados. ii. Organização sindical; iii. Entidade de classe; ou iv. Associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 17 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor ATENÇÃO! Tratando-se de mandado de segurança coletivo impetrado por sindicato ou entidade de classe, é indevida a exigência de um ano de constituição e funcionamento, porquanto esta restrição destina-se apenas às associações (RE 198.919/DF). Súmula nº 629, STF: A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autorização destes. Súmula nº 630, STF: A entidade de classe tem legitimação para o mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada interesse apenas a uma parte da respectiva categoria. ATENÇÃO! O rol de legitimados ativos para impetração do mandado de segurança é taxativo. Foi esse o entendimento do STF quando reconheceu que um estado-membro não pode impetrar mandado de segurança para defesa de interesses da sua população (MS 21.059/RJ). F) LEGITIMIDADE PASSIVA (impetrado) Autoridade pública ou pessoa a ela equiparada (agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público). Equiparam-se às autoridades públicas os representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público, somente no que disser respeito a essas atribuições (art. 1º, §1º da Lei nº 12.016/09). ATENÇÃO! Não é cabível contra particulares, salvo se estiver agindo por delegação do poder público. Nesse sentido: Súmula nº 510, STF: Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança ou a medida judicial. A indicação errada da autoridade coatora irá acarretar à extinção do processo, sem julgamento do mérito, pois não compete ao órgão judicial, sem iniciativa da parte, proceder à substituição de autoridade apontada pelo impetrante (STF, RMS 21.382/DF, Pleno). PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 18 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor Porém, há no STJ o entendimento segundo o qual o juiz pode determinar a notificação da autoridade correta, quando ambas as autoridades pertencerem à mesma pessoa jurídica (RMS 17.889/RS e AgRg no REsp 1.222.348/BA). TEORIA DA ENCAMPAÇÃO NO MANDADO DE SEGURANÇA A Teoria da Encampação é utilizada quando o impetrante do mandado de segurança indica errônea autoridade coatora, mas a autoridade notificada é superior hierárquica da autoridade que deveria ter sido apontada no writ e encampa a impugnação oferecendo a devida redarguição. Nesse caso, de acordo com o STJ, não haverá extinção do processo sem julgamento de mérito quando preenchidos três requisitos: (a) existência de vínculo hierárquico entre a autoridade que prestou informações e a que ordenou a prática do ato impugnado; (b) manifestação a respeito do mérito nas informações prestadas; (c) ausência de modificação de competência estabelecida na Constituição Federal. ATENÇÃO! Não se aplica a teoria da encampação quando o erro na indicação da autoridade coatora implicar o deslocamento da competência para julgamento do mandado de segurança. ATENÇÃO! Em atos praticados por órgão colegiado, considera-se autoridade coatora a que o preside (STF, RMS 21.560/DF), mas isso não desloca a competência para o julgamento da ação, ainda que se trate o presidente do órgão colegiado de autoridadecujos atos próprios desafiem mandado de segurança originária de tribunais (STF, MS 22.284/MS, Pleno). Nesse sentido: Súmula nº 177, STJ: O STJ é incompetente para processar e julgar, originariamente, mandado de segurança contra ato de órgão colegiado presidido por Ministro de Estado. Nos atos complexos, considera-se autoridade coatora aquela que intervém para o aperfeiçoamento final do ato. Por essa razão, foi editada a seguinte súmula: PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 19 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor Súmula nº 627, STF: No mandado de segurança contra a nomeação de magistrado da competência do Presidente da República, este é considerado autoridade coatora, ainda que o fundamento da impetração seja nulidade ocorrida em fase anterior do procedimento. G) CUSTAS PROCESSUAIS Há o pagamento de custas processuais na ação de Mandado de Segurança. Todavia, não há o pagamento de honorários advocatícios. H) PRAZO DECADENCIAL O Mandado de Segurança tem o prazo decadencial de 120 dias contados a partir da ciência por parte do impetrante do ato eivado de ilegalidade ou abuso de poder. Perdido o prazo de 120 dias, o cidadão ainda poderá questionar a ilegalidade do ato prejudicial mediante outras ações judiciais cabíveis, perdendo o direito somente à impetração do Mandado de Segurança. JURISPRUDÊNCIA: O Plenário do STF já considerou tempestiva a impetração de mandado de segurança ocorrida dentro dos 120 dias, porém perante juízo incompetente, a despeito da data de remessa dos autos ao juízo competente (MS 21.325/DF). Pedido de reconsideração feito na via administrativa não interrompe o prazo decadencial (Súmula nº 430, STF). Havendo omissão da Administração Pública em apreciar requerimento administrativo do particular contra ato de efeitos concretos que afeta prestações de trato sucessivo, o prazo decadencial se renova a cada mês, tendo em vista que, a cada mês, se renova a omissão da Administração (ED no RMS 24.736/DF), entretanto, se a lei tiver fixado prazo para a prática do ato pretendido pelo impetrante, “o término desse prazo, sem a aludida providência, implica o início da contagem do lapso decadencial” (RMS 26.881/DF). PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 20 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor Embora se trate de prazo de decadência, o Plenário do STF já entendeu que, caso o termo final coincida com feriado forense, ficará prorrogado para o primeiro dia útil seguinte (MS 24.579/DF). No MS 25.097/DF, a 2ª Turma do STF relativizou a aplicação do prazo decadencial de 120 dias pois o impetrante obtivera a liminar havia mais de 12 anos. A despeito de ultimado o prazo de decadência, a Turma julgou o mérito, a fim de preservar a segurança jurídica. ATENÇÃO! O pedido de mandado de segurança pode ser renovado dentro do prazo decadencial, salvo se a decisão denegatória houver apreciado o mérito. I) HIPÓTESES DE NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE SEGURANÇA Não cabe MS contra ato de gestão comercial de Empresa Pública, Sociedade de Economia Mista ou Concessionária de Serviços Públicos. Exemplo: Não cabe um MS contra a aquisição de outra instituição financeira pelo Banco do Brasil, já que se trata de ato de gestão. Todavia, cabe MS contra um edital de licitação promovida pelo Banco do Brasil, por ser ato meramente administrativo. Nesse sentido: Súmula nº 333, STJ: Cabe mandado de segurança contra ato praticado em licitação promovida por sociedade de economia mista ou empresa pública. Não cabe mandado de segurança contra ato judicial passível de recurso ou correição (Súmula nº 267 do STF). “A jurisprudência da Suprema Corte é firme no sentido de ser inadmissível a impetração de mandado de segurança contra ato revestido de conteúdo jurisdicional. Incide, na espécie, a Súmula STF nº 267.” http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=267.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 21 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor ATENÇÃO! Excepcionalmente, o STJ admite mandado de segurança contra atos judiciais sujeitos a recurso recebido sem efeito suspensivo, seja nos casos em que a lei não prevê tal efeito, seja nas hipóteses em que a parte não o tenha obtido (AgRg no MS 10.252/DF e AgRg no MS 17.857/DF) quando: (i) O ato judicial for eivado de teratologia, ilegalidade ou abuso flagrante; (ii) nos casos em que a ação é impetrada por terceiro, que deveria ser litisconsorte necessário e não participou do processo (STJ, Súmula nº 202), para evitar que incidam os efeitos da decisão atacada sobre o impetrante. Não cabe MS contra decisão judicial transitada em julgado (Súmula nº 268, STF). O mandado de segurança não pode ser utilizado como sucedâneo recursal ou de ação própria (STF, AgRg no MS 27.569/DF). Não cabe MS contra decisão interlocutória de juizado especial (RE 576847, STF) Não cabe MS contra ATO administrativo passível de recurso com efeito suspensivo (art. 5º, I da Lei nº 12.016/09). o A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo não impede o uso do mandado de segurança contra omissão da autoridade (Súmula 429, STF). Não cabe MS para dar efeito suspensivo a recurso do MP que não o possui (Súmula nº 604, STJ). Não cabe MS contra lei em tese (Súmula nº 266, STF). ATENÇÃO! O STF tem entendido que é possível afastar a Súmula nº 266 quando o mandado de segurança atacar ato normativo que possa alcançar de maneira “direta e imediata” a posição jurídica do PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 22 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor impetrante (MS 26.595/DF, Plenário). Exemplo é a situação das leis ou decretos de efeitos concretos. J) JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES I. Compete ao próprio tribunal conhecer mandado de segurança contra seus atos ou omissões. Nesse sentido: Súmula nº 624, STF: Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer originariamente de mandado de segurança contra atos de outros tribunais. O mesmo entendimento vale no âmbito do STJ: Súmula nº 41, STJ: O Superior Tribunal de Justiça não tem competência para processar e julgar, originariamente, mandado de segurança contra ato de outros tribunais ou dos Respectivos órgãos. II. No mandado de segurança, O IMPETRANTE PODE DESISTIR A QUALQUER TEMPO, mesmo que proferida decisão de mérito a ele favorável, e sem anuência da parte contrária, desde que não tenha havido trânsito em julgado da decisão. III. Enquanto ação constitucional, com base em alegado direito líquido e certo frente a ato ilegal ou abusivo de autoridade, o mandado de segurança não se reveste de lide, em sentido material (RE 669.367, STF). IV. A decisão proferida no mandado de segurança não produz efeitos patrimoniais em relação a período pretérito. V. O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada não beneficiarão o impetrante a título individual se não requerer a desistência de seu mandado de segurança no prazo de 30 dias a contar da ciência comprovada. VI. Súmula 376 do STJ: Compete a Turma Recursal processar e julgar o mandado de segurança contra ato de Juizado Especial. VII. Admite-se a impetração de mandado de segurança perante os Tribunais de Justiça para o exercício do controle de competência dos juizados especiais. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 23 ZERO UM CONSULTORIA – Professores CarlosAlfama e Paulo Igor 6) MANDADO DE INJUNÇÃO LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania; A) OBJETO DE PROTEÇÃO É cabível mandado de injunção diante da ausência de norma regulamentadora (ato legal ou infralegal) de uma norma constitucional de eficácia limitada que expresse um direito do cidadão. Os dois requisitos do mandado de injunção são os seguintes: Norma constitucional de eficácia limitada, prescrevendo direitos, liberdades constitucionais ou prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Falta de norma regulamentadora, tornando inviável o exercício dos direitos, liberdades e prerrogativas acima mencionados (omissão qualificada). Portanto, o que se combate com o mandado de injunção é a omissão qualificada do Estado, a ausência de regulamentação de um dispositivo constitucional que impede a aplicabilidade plena de determinado direito. ATENÇÃO! A mera falta de norma regulamentadora de um dispositivo de lei não gera o cabimento de Mandado de Injunção. No ensinamento de Pedro Lenza, o mandado de injunção surge na Constituição de 1988 para “curar” uma “doença” denominada síndrome de inefetividade das normas constitucionais, vale dizer, normas constitucionais que, de imediato, no momento em que a Constituição entre em vigor não têm o condão de produzir todos os seus efeitos, necessitando de ato normativo integrativo e infraconstitucional. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 24 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor SUPERAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA: O STF entendia que o mandado de injunção apenas poderia ser utilizado contra a ausência de regulamentação de uma norma constitucional, ou seja, entendia que a insuficiência de ato regulamentador editado não autorizaria ajuizamento de mandado de segurança. Com a Lei nº 13.300/16, passou a ser cabível mandado de injunção também contra insuficiência da norma regulamentar, ou seja, cabe mandado de injunção contra omissões parciais. B) NATUREZA JURÍDICA Tem natureza jurídica de ação civil, ou seja, é regulamentada pelo direito processual civil, mais precisamente pela Lei 13.300/16. C) LEGITIMIDADE ATIVA MANDADO DE INJUNÇÃO INDIVIDUAL: o próprio prejudicado pela omissão legislativa é o titular da ação. Ou seja, a pessoa natural ou jurídica que se afirmam titulares dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. ATENÇÃO: O Mandado de injunção exige atuação de advogado. QUESTÃO DE PROVA: Pessoa jurídica de direito público pode impetrar mandado de injunção? A decisão mais recente do STF é no sentido de que SIM! De acordo com o STF (MI 725), “não se deve negar aos municípios, peremptoriamente, a titularidade de direitos fundamentais (...) e a eventual possibilidade das ações constitucionais cabíveis para a sua proteção”. Assim, destacando que as pessoas jurídicas de direito público podem ser titulares de direitos fundamentais, “parece bastante razoável a hipótese em que o município, diante de omissão legislativa inconstitucional impeditiva do exercício desse direito, se veja compelido a impetrar mandado de injunção”. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 25 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO: A CF/88 não prevê expressamente a figura do Mandado de Injunção Coletivo, mas a jurisprudência do STF aceita essa modalidade, bem como a Lei nº 13.300/16. Trata-se de hipótese de legitimação extraordinária, ou seja, situações de substituição processual em que algumas entidades poderão pleitear em nome próprio direitos coletivos de terceiros. Os legitimados para impetrar Mandado de Injunção Coletivo são: Ministério Público: quando a tutela requerida for especialmente relevante para a defesa da ordem jurídica, do regime democrático ou dos interesses sociais ou individuais indisponíveis; Defensoria Pública: quando a tutela requerida for especialmente relevante para a promoção dos direitos humanos e a defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal. Partido político com representação no Congresso Nacional: para assegurar o exercício de direitos, liberdade e prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a finalidade partidária. ATENÇÃO: Em relação à representação no Congresso Nacional, basta que o partido político possua um Deputado Federal OU um Senador da República, não sendo exigido que possua membros nas duas casas legislativas simultaneamente. Organização sindical; Entidade de classe; ou Associação legalmente constituída e em funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de seus membros ou associados; PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 26 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor D) LEGITIMIDADE PASSIVA O polo passivo do Mandado de Injunção será ocupado pelo Poder, o órgão ou a autoridade com atribuição para editar a norma regulamentadora. Em regra, será o Congresso Nacional, podendo, excepcionalmente, ser outra, tal como pode ocorrer com uma mora legislativa sobre o Estatuto da Magistratura Nacional, cuja iniciativa privativa é do STF, ou nas normas cuja iniciativa privativa é do Presidente da República. ATENÇÃO! Não cabe mandado de injunção contra omissão de particular. E) CUSTAS PROCESSUAIS Há o pagamento de custas processuais na ação de Mandado de Injunção. F) COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO I – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente da República, do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, das Mesas de uma dessas Casas Legislativa, do Tribunal de Contas da União, de um dos Tribunais Superiores ou do próprio STF. Julga também em recurso ordinário o mandado de injunção decidido em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão. II – SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Quando a elaboração da norma regulamentar for atribuição de órgão, entidade ou autoridade federal, da administração direta ou indireta, excetuados os casos de competência do STF e dos órgãos da Justiça Militar, da Justiça Eleitoral, da Justiça do Trabalho e da Justiça Federal. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 27 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor III – OUTROS TRIBUNAIS A Constituição prevê no art. 125, §2 que os estados-membros organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos na CF, sendo a competência dos tribunais definida na Constituição do Estado. Exemplo: no estado de São Paulo, o mandado de injunção contra ato omissivo de autoridades estaduais e municipais é da competência originária do TJ. G) EFEITOS DA DECISÃO DO MANDADO DE INJUNÇÃO Existem três teorias sobre os efeitos do mandado de injunção: I. TEORIA NÃO CONCRETISTA: Para essa teoria, a decisão final do mandado de injunção apenas decreta a mora do Poder, órgão ou autoridade com atribuição para editar a norma regulamentadora, reconhecendo formalmente sua inércia. Foi a teoria adotada por muito tempo pelo STF (vide MI 107 e MI 20). II. TEORIA CONCRETISTA INTERMEDIÁRIA (indireta): Para essa teoria, a decisão final do mandado de injunção deveria fixar um prazo para elaboração da norma regulamentadora. Findo o prazo e permanecendo a inércia, o direito passa a ser assegurado.Essa teoria se subdivide em três outras: a. Teoria concretista intermediária geral: Depois do prazo, o direito passa a ser assegurado a todos. b. Teoria concretista intermediária coletiva: Depois do prazo, o direito passa a ser assegurado ao grupo, classe ou categoria de pessoas. c. Teoria concretista intermediária individual: Depois do prazo, o direito passa a ser assegurado à pessoa natural ou jurídica que impetrou o MI. O STF adotou a teoria concretista individual intermediária em alguns julgados (vide MI 232-1-RJ). PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 28 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor I. TEORIA CONCRETISTA DIRETA: Para essa teoria, a decisão final do mandado de injunção concretiza o direito, diretamente, independentemente de atuação do órgão omisso, até que a norma constitucional venha a ser regulamentada. Essa teoria se subdivide em três outras: a. Teoria concretista direta geral: O direito passa a ser assegurado a todos. b. Teoria concretista direta coletiva: O direito passa a ser assegurado ao grupo, classe ou categoria de pessoas. c. Teoria concretista direta individual: O direito passa a ser assegurado à pessoa natural ou jurídica que impetrou o MI. No dia 30/08/2007, o STF passou a adotar (por decisão unânime) a teoria concretista individual direta. Na ocasião, foi deferido ao impetrante o direito à aposentadoria especial, aplicando- se ao servidor público, no que coubesse, as regras do regime geral da previdência social sobre aposentadoria especial. No mesmo ano, mas algum tempo depois, o STF passou a adotar a teoria concretista geral, quando determinou a aplicação da lei de greve vigente no âmbito privado ao funcionalismo público. Nesse período, dizia-se que a decisão do Mandado de Injunção tinha efeitos mandamentais e aditivos. Mandamental porque tinha uma carga obrigatória e não meramente declaratória. Aditiva porque inovava no ordenamento jurídico, criando uma regulamentação provisória para a matéria julgada. No entanto, no ano de 2016 foi editada a Lei nº 13.300/2016, que regulamentou o Mandado de Injunção. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 29 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor E qual foi a teoria escolhida pelo legislador ao regulamentar a ação constitucional do mandado de injunção? O legislador optou como regra pela teoria concretista intermediária (individual ou coletiva), mas autorizou a adoção da teoria concretista intermediária geral. Assim, na decisão deferido o pedido no mandado de injunção o Poder Judiciário estabelece prazo razoável para que o impetrado promova a edição da norma regulamentadora e estabelece as condições em que se dará o exercício de direitos, das liberdades ou das prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que poderá o interessado promover ação própria visando a exercê-los, caso não seja suprida a mora legislativa no prazo determinado. Esse prazo será dispensado quando comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado de injunção anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma. Excepcionalmente, a Lei nº 13.300 autoriza que seja concedida eficácia ultra partes ou erga omnes à decisão, quando isso for inerente ou indipensável ao exercício do direito da liberdade ou da prerrogativa objeto da impetração. De acordo com a Lei nº 13.300/16, no caso de inércia do impetrado, até quando vale a regulamentação determinada no mandado de injunção? A decisão produzirá efeitos até o advento da norma regulamentadora. De acordo com a Lei nº 13.300/16, o que ocorre quando, depois de aplicados os efeitos definidos no mandado de injunção, sobrevêm norma regulamentadora? A norma regulamentadora superveniente produzirá efeitos ex nunc em relação aos beneficiados por decisão transitada em julgado, salvo se a aplicação da norma editada lhes for mais favorável. Coisa julgada secundum eventum probationis O indeferimento do pedido por insuficiência de prova não impede a renovação da impetração fundada em outros elementos probatórios. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 30 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor Ação de revisão (cláusula rebus sic stantibus) Sem prejuízo dos efeitos já produzidos, a decisão poderá ser revista, a pedido de qualquer interessado, quando sobrevierem relevantes modificações das circunstâncias de fato ou de direito, devendo essa ação de revisão observar, no que couber, o procedimento da Lei nº 13.300/2016. H) MANDADO DE INJUNÇÃO X AÇÃO DECLARATÓRIA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO MI ADO Controle difuso de constitucionalidade. Controle concentrado de constitucionalidade. Qualquer pessoa pode impetrar. Legitimados (art. 103 da CF). Teoria concretista intermediária. Decisões “erga omnes”. 7) AÇÃO POPULAR LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da sucumbência; A) OBJETO DE PROTEÇÃO A ação popular busca anular atos administrativos lesivos: ao patrimônio histórico e cultural; ao patrimônio público; ao meio ambiente; ou à moralidade pública. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 31 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor Adda Pellegrini Grinover observa que “a ação popular garante, em última análise, o direito democrático de participação do cidadão na vida pública, baseando-se no princípio da legalidade dos atos administrativos e no conceito de que a coisa pública é patrimônio do povo; já nesse ponto nota-se um estreito parentesco com as ações que visam à tutela jurisdicional dos interesses difusos, vistas como expressão de participação política e como meio de apropriação coletiva de bens comuns”. JURISPRUDÊNCIA: Não é condição para o cabimento de ação popular a demonstração de prejuízo material aos cofres públicos, dado que o art. 5º, LXXIII da CF estabelece que qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular e impugnar, ainda que separadamente, ato lesivo ao patrimônio material, moral, cultural ou histórico do Estado ou de entidade de que ele participe (ARE 824.781/MT). Súmula 101: O mandado de segurança não substitui a ação popular. ATENÇÃO! O STF entende que não se presta a ação popular a impugnar atos normativos genéricos, mas apenas para impugnar atos efetivamente lesivos ao Estado (STF. 1ª Turma. AO 1.725-AgR, rel. Min. Luiz Fux, DJe 11.03.2015). B) NATUREZA JURÍDICA Tem natureza jurídica de ação civil, ou seja, é regulamentada pelo direito processual civil, mais precisamente pela Lei 4.717/65. C) LEGITIMIDADE ATIVA Qualquer cidadão, ou seja, o brasileiro que está no pleno gozo dos direitos políticos. Todo brasileiro que pode votar e/ou ser votado. Inclusive o menor de 18 anos e maior de 16 anos (sem assistência do representante legal), desde que no pleno gozo de seus direitos políticos, pode ingressar com uma ação popular. Súmula nº 365, STF: Pessoa jurídica não tem legitimidade para propor ação popular. ATENÇÃO! O Mandado de injunção exige atuação de advogado. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 32 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor O MP PODE AJUIZAR AÇÃO POPULAR? A Lei da Ação Popular prevê que se o cidadão pode ajuizaruma ação popular, mas prevê que, em caso de desistência, o MP pode prosseguir com ela. Assim, PELA LETRA DA LEI O MP NÃO PODE AJUIZAR AÇÃO POPULAR. Todavia, o STJ entende que o Ministério Público pode sim ajuizar ação popular. O fundamento é a “teoria do diálogo das fontes”, segundo a qual pode-se aplicar a legitimidade do MP para ação civil pública por analogia. Nesse sentido: “[...] A carta de 1988 [...] criou um microssistema de tutela de interesses difusos referentes à probidade da administração pública, nele encartando-se a Ação Popular, a Ação Civil Pública e o Mandado de Segurança Coletivo, como instrumentos concorrentes na defesa desses direitos eclipsados por cláusulas pétreas. 3. Em consequência, legitima-se o Ministério Público a toda e qualquer demanda que vise à defesa do patrimônio público sob o ângulo material (perdas e danos) ou imaterial (lesão à moralidade). [...] 5. A lógica jurídica sugere que legitimar-se o Ministério Público como o mais perfeito órgão intermediário entre o Estado e a sociedade para todas as demandas transindividuais e interditar-lhe a iniciativa da Ação Popular, revela contraditio in terminis. [...] 7. Hodiernamente, após a constatação da importância e dos inconvenientes da legitimação isolada do cidadão, não há mais lugar para o veto da legitimatio ad causam do MP para a Ação Popular, a Ação Civil Pública ou o Mandado de Segurança coletivo. [...]” (STJ - REsp: 427140 RO 2002/0044157-0, Relator: Ministro JOSÉ DELGADO, Data de Julgamento: 20/05/2003, T1 - PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 25.08.2003 p. 263) PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 33 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor QUESTÃO DE PROVA: O cidadão que ajuíza ação popular age em legitimidade ordinária ou extraordinária? O Plenário do STF entende que trata-se de legitimidade extraordinária (Rcl 424/RJ). “Não há negar que o cidadão age, processualmente, em nome próprio, a partir dos direitos políticos que a Constituição lhe atribui. Porém, ele o faz na defesa de pretensões materiais de outrem (União, Estados, Df, Municípios ou respectivas autarquias)”. D) LEGITIMIDADE PASSIVA Figura no polo passivo da ação popular uma autoridade pública ou um particular. E) CUSTAS PROCESSUAIS Em regra, não haverá pagamento de custas judiciais e nem dos honorários de sucumbência, EXCETO se comprovada má-fé. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 34 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor F) DIFERENÇAS ENTRE AÇÃO POPULAR E AÇÃO CIVIL PÚBLICA AÇÃO POPULAR AÇÃO CIVIL PÚBLICA PREVISÃO CONSTITUCIONAL art. 5º, LXXIII art. 129, III OBJETO PROTEGIDO Patrimônio histórico e cultural Patrimônio público, Meio ambiente Moralidade pública. Quaisquer direitos difusos e coletivos LEGITIMIDADE ATIVA Cidadão; STJ entende que o MP também pode. Ministério Público Entidades da Administração Pública Defensoria Pública Associações NÃO HÁ FORO POR PRERROGATIVA DE FUNÇÃO. * Quadro extraído do curso de Direito Constitucional do Professor João Trindade, no IMP Online. Observação: Se a ação popular envolver disputa entre entes federativos a competência será do Supremo Tribunal Federal. A competência também será do Supremo Tribunal Federal se todos os membros da magistratura forem direta ou indiretamente interessados na ação. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 35 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 8) QUADRO ESQUEMATIZADO HABEAS CORPUS HABEAS DATA MANDADO DE SEGURANÇA MANDADO DE INJUNÇÃO AÇÃO POPULAR OBJETO Liberdade de locomoção Liberdade de informação pessoal Direito líquido e certo Ausência de norma regulamentadora Anular ato lesivo NATUREZA JURÍDICA Ação penal Ação civil Ação civil Ação civil Ação civil LEGITIMIDADE ATIVA Qualquer pessoa, mesmo sem advogado. Titular da informação (ação personalíssima) MS Individual: prejudicado MS Coletivo: legitimados do art. 5º, LXX, CF/88 Mesma regra do Mandado de Segurança Qualquer CIDADÃO LEGITIMIDADE PASSIVA Autoridade pública ou Particular Banco de dados público ou acessível ao público (exemplo: SPC) Autoridade pública ou pessoa equiparada Autoridade pública omissa Autoridade pública ou Particular CUSTAS Não há o pagamento das custas Não há o pagamento das custas Há o pagamento de custas Há o pagamento de custas Em regra: não Exceção: Se houver má- fé. OBSERVAÇÃO Ação informal e possui trâmite prioritário Exige a prova da negativa na via administrativa Possui prazo decadencial de 120 dias, a partir da notificação da ilegalidade Teoria concretista intermediária x * Quadro extraído do curso de Direito Constitucional do Professor João Trindade, no IMP Online. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 36 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor ESTUDO DIRIGIDO 01) Quais são os remédios constitucionais de natureza não jurisdicional? 02) Quais são os remédios constitucionais de natureza jurisdicional? 03) Qual o objeto de proteção do habeas corpus? 04) No que consiste a doutrina brasileira do habeas corpus? 05) Quais são as espécies de habeas corpus? 06) Qual a diferença entre o HC preventivo e o HC profilático? 07) Qual a natureza jurídica do habeas corpus? 08) Quem pode impetrar um habeas corpus? 09) Qual a diferença entre impetrante e paciente no habeas corpus? 10) Para impetração de habeas corpus em favor de alguém é necessária a autorização dessa pessoa? 11) O Ministério Público pode impetrar habeas corpus? 12) Os membros do Poder Judiciário podem conceder ordem de habeas corpus de ofício? 13) O que é o habeas corpus inquisitivo? 14) Autoridade policial pode impetrar habeas corpus? 15) A ação de habeas corpus depende de advogado? 16) A petição de habeas corpus precisa ser assinada? PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 37 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 17) É possível impetrar habeas corpus contra ato de particular? 18) É possível habeas corpus coletivo? 19) O habeas corpus é uma ação gratuita? 20) Quais são as características do habeas corpus? 21) Quais são as hipóteses em que não se admite habeas corpus? 22) É possível o habeas corpus substitutivo? 23) O que é o habeas corpus per saltum? É admitido? 24) A quem compete julgar o habeas corpus contra decisão de turma recursal de Juizados Especiais Criminais? 25) O habeas corpus admite dilação probatória? 26) A proibição da “reformatio in pejus” se aplica ao habeas corpus? 27) Cabe HC para apurar eventual ilegalidade na fixação de medida protetiva de urgência consistente na proibição de aproximar-se de vítima de violência doméstica e familiar? 28) Qual o objeto de proteção do habeas data? 29) Quais são as finalidades do habeas data? 30) De quem é a legitimidade para impetrar habeas data? 31) A impetração de habeas data exige assistência de advogado? 32) Quem pode figurar no polo passivo de ação de habeas data? PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 38 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 33) É correto dizer que no habeas data há hipótese de jurisdição condicionada? Por quê?34) O mandado de segurança é criação brasileira? 35) Qual o objeto de proteção do mandado de segurança? 36) Controvérsia sobre matéria de direito não impede concessão de mandado de segurança? 37) Aplicam-se os efeitos da revelia no mandado de segurança? 38) No que consiste a subsidiariedade do mandado de segurança? 39) Quais são as espécies de mandado de segurança? 40) De quem é a legitimidade para impetrar mandado de segurança individual? 41) De quem é a legitimidade para impetrar mandado de segurança coletivo? 42) De quem é a legitimidade para figurar como impetrado no mandado de segurança? 43) Praticado o ato por autoridade, no exercício de competência delegada, contra quem deve ser impetrado o mandado de segurança? 44) Explique a teoria da encampação no mandado de segurança. 45) Em atos praticados por órgão colegiado quem é considerado autoridade coatora? PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 39 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 46) Nos atos complexos, quem é considerado autoridade coatora? 47) No mandado de segurança, há pagamento de custas e honorários advocatícios? 48) Qual o prazo decadencial do mandado de segurança? 49) Pedido de reconsideração feito na via administrativa interrompe o prazo decadencial do mandado de segurança? 50) O pedido de mandado de segurança pode ser renovado dentro do prazo decadencial? 51) Quais são as hipóteses em que não cabe mandado de segurança? 52) A quem compete conhecer mandado de segurança contra ato do STJ? 53) No mandado de segurança é cabível a desistência? Até quando? É necessária anuência do impetrado? 54) A decisão proferida no mandado de segurança produz efeitos patrimoniais em relação a período pretérito? 55) A quem compete processar e julgar mandado de segurança contra ato de juizado especial? 56) A quem compete julgar mandado de segurança destinado ao controle da competência dos juizados especiais? 57) Qual o objeto de proteção do mandado de injunção? 58) O que é a síndrome da inefetividade das normas constitucionais? 59) É possível mandado de injunção contra a insuficiência de norma regulamentar já editada? PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 40 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 60) De quem é a legitimidade ativa para impetrar mandado de injunção? 61) De quem é a legitimidade passiva no mandado de injunção? 62) Quais são os efeitos da decisão no mandado de injunção após a edição da Lei nº 13.300/2016? 63) Qual o objeto de proteção da ação popular? 64) A ação popular exige demonstração de prejuízo material aos cofres públicos? 65) O mandado de segurança pode substituir a ação popular? 66) De quem é a legitimidade ativa para propor ação popular? 67) O MP pode ajuizar ação popular? 68) Haverá pagamento de custas e de honorários de sucumbência na ação popular? PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 41 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor QUESTÕES ANTERIORES 1. (FCC – 2018 – TRT 6ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO) O remédio constitucional apto para ser empregado em um caso concreto, individual ou coletivo, com o intuito de o Judiciário dar conhecimento ao Legislativo sobre a omissão de norma regulamentadora que torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania é: a) o habeas corpus. b) o habeas data. c) o mandado de segurança. d) a ação popular. e) o mandado de injunção. 2. (VUNESP – 2018 – PCBA – DELEGADO DE POLÍCIA) A Lei no 9.507, de 12 de novembro de 1997, disciplina o rito processual do habeas data, nos seguintes termos: a) o seu pedido não poderá ser renovado, em caso de decisão denegatória. b) o seu processo terá prioridade sobre todos os atos judiciais, exceto mandado de segurança e injunção. c) o impetrante fará jus à gratuidade de Justiça, tendo ou não recursos financeiros para arcar com as custas e as despesas processuais. d) ao despachar a inicial, se o juiz verificar que não é caso de habeas data, intimará o impetrante para que adite o seu pedido, convertendo-o em mandado de segurança. e) quando for hipótese de sentença concessiva, o recurso de apelação interposto terá efeito devolutivo e suspensivo. 3. (FCC – 2018 – ALESE – ANALISTA LEGISLATIVO) Um estrangeiro residente no País formulou requerimento administrativo para retificar dados seus constantes de arquivo público em que estão registradas informações incorretas a seu respeito. Embora a Administração tenha reconhecido a incorreição da anotação, o pedido foi indeferido, por decisão não mais sujeita a recurso na esfera administrativa, sob o argumento de que o registro reflete as informações disponíveis no momento em que os dados foram colhidos PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 42 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor pelo Poder Público. Em vista disso, para que esse indivíduo atinja seu objetivo, será cabível a impetração de a) mandado de segurança, uma vez que não pode ser proposto habeas data, que é assegurado apenas aos cidadãos brasileiros. b) mandado de segurança, uma vez que o habeas data somente pode ser proposto para o fim de assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do impetrante, e não para retificá-las. c) mandado de segurança, que permite dilação probatória vedada no habeas data. d) habeas data, cujo uso é assegurado em situações como a descrita, inclusive para o caso de o impetrante ser estrangeiro residente no país. e) mandado de segurança, uma vez que o habeas data não é cabível quando a Administração reconhece a incorreição dos dados, apenas negando-se a retificá-los. 4. (IBADE – 2018 – SEDURB/PB – AGENTE DE CONTROLE URBANO) O remédio constitucional cabível sempre que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania, consiste no(a): a) mandado de segurança. b) habeas corpus. c) ação popular. d) mandado de injunção. e) ação coletiva. 5. (CESPE – 2018 – TCM/BA – AUDITOR ESTADUAL DE INFRAESTRUTURA) O cidadão que entender que seu direito líquido e certo foi violado por ato de agente do tribunal de contas que atuava no exercício de suas funções poderá se valer do remédio constitucional denominado a) mandado de injunção. b) ação popular. c) mandado de segurança. d) ação civil pública. e) ação rescisória. PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 43 ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 6. (CESPE – 2018 – STJ – ANALISTA JUDICIÁRIO) O princípio da proibição do reformatio in pejus não se aplica ao habeas corpus, pois esta garantia fundamental não possui natureza recursal. 7. (CESPE – 2018 – STJ – ANALISTA JUDICIÁRIO) A isenção de custas processuais na ação popular para a defesa de interesse coletivo ou difuso inclui o ônus da sucumbência, salvo se comprovada má-fé. 8. (VUNESP – 2018 – TJSP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) Conforme dispõe expressamente o texto constitucional, são gratuitas as ações de: a) mandado de segurança e mandado de segurança coletivo. b) mandado de segurança e habeas corpus. c) mandado de segurança e habeas data. d) habeas corpus e mandado de injunção. e) habeas corpus e habeas data. 9.