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PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR 
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 
AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 
 
1 
ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 
1) INTRODUÇÃO 
 Os remédios constitucionais (writs constitucionais) são 
instrumentos de provocação de autoridades públicas com o objetivo 
de corrigir atos (omissivos ou comissivos) que tragam prejuízo a 
certos direitos e garantias fundamentais. 
São garantias constitucionais específicas, que servem como 
instrumento de proteção dos direitos e garantias fundamentais dos 
indivíduos. 
2) ESPÉCIES DE REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 
A doutrina divide os remédios constitucionais em duas espécies: 
 Remédios constitucionais de natureza não jurisdicional: 
São aqueles exercidos na via administrativa, perante 
autoridades públicas. São eles: 
o Direito de petição; 
o Direito de obter certidões; 
o Direito a informações. 
 
 Remédios constitucionais de natureza jurisdicional: São 
aqueles exercidos na via judicial, ou seja, perante o Poder 
Judiciário. São eles: 
o O habeas corpus; 
o O habeas data; 
o O mandado de segurança; 
o O mandado de injunção; e 
o A ação popular. 
Os remédios constitucionais de natureza não jurisdicional já foram 
estudados nas apostilas anteriores, motivo pelo qual, nessa apostila, 
apenas serão analisados os remédios constitucionais de natureza 
jurisdicional. 
 
 
PROFESSORES CARLOS ALFAMA E PAULO IGOR 
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS 
AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 
 
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ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 
3) HABEAS CORPUS 
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer 
ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua 
liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder; 
A) OBJETO DE PROTEÇÃO 
O Habeas Corpus protege o direito à liberdade de locomoção 
contra ilegalidade ou abuso de poder. 
Doutrina brasileira do HC (ou “teoria brasileira do HC”) 
Na Constituição de 1891 o HC era o remédio cabível contra 
qualquer ilegalidade do poder público, não se limitando a ilegalidades 
que afetassem a liberdade de locomoção dos indivíduos. Tratava-se 
de uma interpretação ampliativa do HC conhecida como “Doutrina 
Brasileira do Habeas Corpus”, tendo em vista que não havia nenhum 
outro remédio constitucional à época. 
B) ESPÉCIES DE HABEAS CORPUS 
 
 Preventivo: é cabível diante de iminente risco à liberdade de 
locomoção, visando à obtenção do salvo conduto. 
 
 Repressivo (liberatório): é cabível quando a liberdade de 
locomoção já está limitada, almejando-se a expedição de alvará 
de soltura. 
 
 Suspensivo: é cabível especificamente nas hipóteses em que 
um mandado de prisão foi expedido, mas ainda não cumprido. 
Visa a obtenção de um contramandado de prisão. 
 
 Profilático (preservativo): destinado a suspender atos 
processuais ou impugnar medidas que possam importar em 
prisão futura com aparência de legalidade, porém 
intrinsecamente contaminada por ilegalidade anterior. 
Essa última espécie não se confunde com o habeas corpus 
preventivo tendo em vista que a ameaça à liberdade de locomoção 
não é iminente, muito embora tenha potencialidade de acontecer em 
futuro próximo. 
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AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 
 
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ZERO UM CONSULTORIA – Professores Carlos Alfama e Paulo Igor 
C) NATUREZA JURÍDICA 
Tem natureza jurídica de ação penal (ação autônoma de 
impugnação), ou seja, é regulamentada pelo direito processual penal. 
NÃO SE TRATA DE RECURSO! 
CUIDADO! Muito embora seja regulamentado pela lei 
processual penal, o cabimento do Habeas Corpus não se 
restringe à matéria penal, sendo cabível também em 
matéria cível. O que define o cabimento do remédio 
heroico, portanto, é a violação do direito de 
liberdade de locomoção e não o ramo do direito. 
Por essa razão, inclusive, pode-se identificar hipóteses de não 
cabimento do HC em matéria penal (contra pena de multa, por 
exemplo) e de cabimento do HC em matéria civil (contra a prisão do 
depositário infiel, por exemplo, a qual é expressamente proibida nos 
termos da Súmula Vinculante nº 25). 
D) LEGITIMIDADE ATIVA (impetrante) 
Qualquer pessoa pode impetrar um Habeas Corpus, inclusive 
os menores, estrangeiros e as pessoas jurídicas. O habeas 
corpus pode ser impetrado até mesmo por crianças e analfabetos, 
hipótese em que alguém irá assinar a seu rogo (CPP, art. 654, §1º, 
“c”). 
ATENÇÃO! Em relação às pessoas jurídicas, cuidado! A 
pessoa jurídica pode impetrar um HC visando corrigir 
ilegalidade contra a liberdade de locomoção de pessoas 
física, mas jamais poderá ser a beneficiada por uma 
ordem de HC já que o direito à liberdade de locomoção é 
incompatível com sua natureza. Nesse caso, a pessoa 
jurídica será impetrante, mas o paciente será uma 
pessoa natural (física). 
IMPETRANTE X PACIENTE: Neste ponto, importante perceber a 
distinção entre impetrante e paciente no Habeas Corpus. Impetrante 
é a pessoa que ajuíza a ação de Habeas Corpus, enquanto que o 
paciente é a pessoa que sofre o constrangimento ou coação em sua 
liberdade de locomoção. 
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AÇÕES CONSTITUCIONAIS OU WRITS 
 
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Exemplo: Militante do partido dos trabalhadores impetra ação de 
habeas corpus em favor do ex-presidente da República (Luiz Inácio 
Lula da Silva). O militante é considerado impetrante, enquanto o 
paciente é o ex-presidente. 
A princípio, não há necessidade de procuração ou autorização 
do paciente para impetrar HC, nem para recorrer da decisão que o 
indefere (HC 73.455/DF, 2ª Turma do STF). Contudo, se houver 
manifestação em contrário do paciente, o pedido não deverá ter 
seguimento (AgRg no HC 88.640/DF, Plenário do STF). 
Importante saber também que o Ministério Público tem 
legitimidade para impetrar ação de habeas corpus em favor de 
pessoas naturais, no exercício de sua função de fiscal da lei (custos 
legis). 
Além disso, vale registrar que os membros do Poder 
Judiciário (juízes, desembargadores e ministros de tribunais) 
podem, no exercício de suas funções, conceder ordem de habeas 
corpus de ofício, em exceção ao princípio da inércia do órgão 
jurisdicional. 
Quando o habeas corpus é concedido de ofício classifica-se 
como inquisitivo. Quando é concedido mediante provocação 
classifica-se como dispositivo. 
Já o delegado (autoridade policial) não pode impetrar habeas 
corpus. 
ATENÇÃO! A ação de Habeas Corpus dispensa a atuação de 
advogado (parte da doutrina diz, por essa razão, que é espécie de 
“ação popular”). 
Além disso, mesmo sem capacidade postulatória, o impetrante pode 
praticar todos os atos processuais no curso do HC, incluindo a 
possibilidade de arguir a suspeição do julgador (STF, AgRg na AS 
10/RN, Pleno). 
ATENÇÃO! Não se admite impetração de habeas corpus apócrifa 
(sem identificação do signatário) – STF, HC 90.937/GO). 
 
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E) LEGITIMIDADE PASSIVA (autoridade coatora ou 
impetrado) 
Pode ser uma autoridade pública ou um particular. 
Exemplo: A internação compulsória de uma pessoa saudável em uma 
clínica particular de reabilitação contra a sua vontade pode ensejar a 
impetração de um Habeas Corpus. 
ATENÇÃO: Segundo entendimento do STF, apesar de não 
haver previsão constitucional ou legal expressa, É 
CABÍVEL O HC COLETIVO, ou seja, um HC impetrado 
para resguardar o direito de liberdade de locomoção de 
uma coletividade. 
O caso concreto foi o de um HC impetrado pela Defensoria 
Pública da União, no curso do qual o STF concedeu a ordem em favor 
de todas: 
a) As presas grávidas; 
b) Mães de crianças de até 12 anos de idade; 
c) Responsáveis(VUNESP – 2018 – TJSP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) 
Em relação à Ação Popular, é correto afirmar que 
 a) haverá pagamento de custas pelo autor no caso de nova ação. 
 b) serão devidas as custas, desde que comprovada a má-fé do 
autor. 
 c) a improcedência por carência de provas evidencia a má-fé do 
autor da ação popular. 
 d) a improcedência torna devidos os honorários de sucumbência. 
 e) serão devidas as custas judiciais e ônus de sucumbência. 
 
10.(FCC – 2018 – DPE/AP – DEFENSOR PÚBLICO) Adolescente, que 
se encontra em internação provisória por prazo muito superior ao 
máximo estabelecido em lei, aguarda processamento do feito perante 
Vara da Infância e da Juventude no qual responde pelo suposto 
cometimento de ato infracional mediante violência. Por estar o 
processo estacionado na fase de defesa prévia, sem previsão de 
conclusão, o Defensor Público que nele atua pretende que o 
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adolescente aguarde ao sentenciamento em liberdade assistida. 
Ocorre que, tanto no Tribunal de Justiça estadual, quanto no Superior 
Tribunal de Justiça, foram indeferidos, por decisões dos respectivos 
Relatores, pedidos de concessão de liminar em sede de habeas 
corpus impetrados nas referidas instâncias. 
Nessa hipótese, à luz da Constituição Federal e da jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal, a adoção de medida perante o STF, neste 
momento, é 
 a) viável, a despeito de entendimento sumulado em sentido 
contrário, sendo cabível impetrar mandado de segurança contra o ato do 
Ministro do Superior Tribunal de Justiça, desde que observado o prazo legal 
para sua impetração. 
 b) viável, sendo cabível interpor recurso ordinário, conforme 
expressa previsão constitucional. 
 c) viável, sendo cabível ajuizar arguição de descumprimento de 
preceito fundamental, para tutela dos direitos à proteção especial e à 
razoável duração do processo. 
 d) viável, sendo cabível impetrar habeas corpus, em caso de 
manifesto constrangimento ilegal, prontamente identificável, de modo a 
excepcionar a aplicação de súmula que obstaria seu conhecimento. 
 e) inadmissível, uma vez que não compete ao STF, sob 
circunstância alguma, conhecer de qualquer meio de impugnação de 
decisão monocrática que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, 
indefere a liminar, sob pena de indevida supressão de instância. 
 
11.(CESPE – 2018 – SEFAZ/RS – AUDITOR DO ESTADO) A ação 
constitucional que tem o cidadão como legitimado ativo e que 
objetiva defender interesse difuso para anular ato lesivo ao 
patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio ambiente e 
ao patrimônio histórico e cultural denomina-se 
 a) mandado de segurança. 
 b) habeas data. 
 c) habeas corpus. 
 d) ação civil pública. 
 e) ação popular. 
 
 
 
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12.(FCC – 2018 – DPE/AM – DEFENSOR PÚBLICO) O mandado de 
segurança 
 a) é admitido perante os Tribunais de Justiça dos Estados para o 
exercício do controle de competência dos juizados especiais. 
 b) é de competência do Tribunal de Justiça, que deverá processá-lo 
e julgá-lo contra ato de juizado especial. 
 c) é meio idôneo para a concessão de efeito suspensivo a recurso 
em sentido estrito interposto em face de decisão de primeira instância que 
deferiu pedido de liberdade provisória. 
 d) é admitido para impugnar decisão judicial que, acolhendo o 
pedido do Ministério Público, determina o arquivamento de inquérito policial, 
por ausência de elementos probatórios mínimos que autorizem a 
deflagração de uma ação penal. 
 e) em matéria criminal, a exemplo do regramento do habeas 
corpus, não observa o prazo de 120 dias quando se tratar de abuso de 
poder relacionado ao réu. 
 
13.(FUNDATEC – 2018 – PCRS – ESCRIVÃO E INSPETOR DE 
POLÍCIA) Considerando a Constituição da República Federativa do 
Brasil de 1988, assinale a alternativa que NÃO representa um 
remédio constitucional. 
 a) Direito de petição. 
 b) Mandado de injunção. 
 c) Ação popular. 
 d) Princípio da dignidade da pessoa humana. 
 e) Direito à certidão. 
 
14.(FGV – 2018 – CÂMARA DE SALVADOR – ANALISTA 
LEGISLATIVO MUNICIPAL) José, brasileiro, que completaria 18 
anos amanhã e nunca tinha votado em uma eleição, era muito crítico 
em relação aos atos lesivos ao patrimônio público praticados por 
alguns agentes públicos. Por tal razão, procurou um advogado e 
perguntou o que poderia ser feito para anular esses atos. 
À luz da sistemática constitucional, José poderia ajuizar: 
 a) ação popular, o que pode ser feito por qualquer brasileiro nato ou 
naturalizado; 
 b) ação de improbidade, desde que seja elegível para cargo eletivo; 
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 c) ação popular, o que pode ser feito por qualquer brasileiro nato, 
não pelo naturalizado; 
 d) ação de improbidade, desde que seja considerado cidadão 
brasileiro; 
 e) ação popular, o que exige o seu prévio alistamento como eleitor. 
 
15.(FCC – 2018 – DPE/AM – ANALISTA EM GESTÃO 
ESPECIALIZADO DE DEFENSORIA) Considere os seguintes itens: 
I. Ação individual de mandado de segurança. 
II. Ação coletiva de mandado de segurança. 
III. Ação de habeas corpus. 
IV. Ação de habeas data. 
A Constituição Federal estabelece que são gratuitas as ações 
previstas nos itens 
 a) I, II, III e IV. 
 b) III e IV, apenas. 
 c) II, apenas. 
 d) I e II, apenas. 
 e) I, III e IV, apenas. 
 
16.(CESPE – 2018 – PCMA – ESCRIVÃO DE POLÍCIA) O habeas 
corpus pode ser impetrado por 
 a) condenado a pena de multa, caso ele considere exorbitante o 
valor desta. 
 b) militar, contra punição disciplinar imposta sem motivação. 
 c) pessoa física, para impugnar determinação de suspensão de 
direitos políticos. 
 d) estrangeiro, mas sempre em português. 
 e) pessoa jurídica, em seu favor, quando ela for acusada de crime 
ambiental. 
 
17.(FUNDEP – 2018 – CODEMIG – AUDITOR) Considere as seguintes 
afirmativas sobre as garantias fundamentais. 
I. Qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular. 
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II. Será concedido habeas data para garantir o acesso a informações 
de interesse pessoal do requerente ou de interesse coletivo ou geral. 
III. São gratuitas as ações de habeas data e de habeas corpus. 
Considerando a disciplina constitucional, está (ão) correta(s) a(s) 
afirmativa(s): 
 a) I, apenas. 
 b) I e III, apenas. 
 c) II e III, apenas. 
 d) I, II e III. 
 
18.(CESPE – 2018 – PCMA – INVESTIGADOR DE POLÍCIA) O 
habeas corpus é o instrumento jurídico correto para: 
 a) impugnar ato monocrático de ministro do Supremo Tribunal 
Federal. 
 b) trancar ação de impeachment. 
 c) discutir a legalidade de medida protetiva de vítima de violência 
doméstica. 
 d) discutir o direito de ir e vir, desde que o habeas corpus seja 
patrocinado por advogado constituído. 
 e) discutir o direito de visita a presidiários. 
 
19.(CESPE – 2018 – TCE/PB – AUDITOR DE CONTAS PÚBLICAS) 
Servidores públicos de determinado estado da Federação iniciaram 
movimento grevista, motivados pelo atraso no pagamento de seus 
vencimentos, na tentativa de regularizar a situação salarial. 
Inconformado com a paralisação de atividades que julgava 
essenciais, o gestor público expediu ato administrativo determinando 
o desconto do salário dos servidores grevistas, bem como o 
processamento da devida anotação funcional.Nessa situação hipotética, o instrumento processual de controle 
judicial que o sindicato dos servidores deverá invocar para suspender o ato 
administrativo de desconto e anotação dos dias não trabalhados é o 
 a) mandado de injunção. 
 b) recurso ordinário. 
 c) habeas corpus. 
 d) habeas data. 
 e) mandado de segurança. 
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20.(FGV – 2018 – SEFIN/RO – CONTADOR) Eraldo, após preencher 
os requisitos exigidos para a fruição de determinado direito social 
perante o Poder Público, compareceu à repartição competente e 
formulou o respectivo requerimento. 
 
Apesar de ter apresentado todos os documentos exigidos, o que foi 
reconhecido pela autoridade competente, o seu pedido foi indeferido de 
maneira arbitrária, sem qualquer fundamentação. 
À luz da sistemática constitucional e da desnecessidade de ser 
produzida qualquer outra prova que não a documental, é correto afirmar 
que o instrumento mais adequado à tutela do direito de Eraldo, perante o 
Poder Judiciário, é o 
 a) habeas data. 
 b) mandado de injunção. 
 c) direito de petição. 
 d) mandado de segurança. 
 e) mandado de fruição. 
 
21.(CESPE – 2018 – TCE/PB – AGENTE DE DOCUMENTAÇÃO) 
Jorge, cidadão brasileiro com dezoito anos de idade, deseja tomar 
medida jurídica, sob o fundamento de que determinada prerrogativa 
inerente a sua cidadania não pode ser usufruída em razão de omissão 
legislativa na edição de norma regulamentadora de dispositivo 
constitucional. 
Nessa situação hipotética, para buscar tutela jurisdicional, de acordo 
com o rol de direitos e garantias fundamentais, Jorge deverá valer-se de 
 a) habeas data. 
 b) mandado de injunção. 
 c) mandado de segurança. 
 d) ação direta de inconstitucionalidade por omissão. 
 e) ação popular. 
 
22.(FCC – 2017 – TCE/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO) É correto 
afirmar, sobre a garantia constitucional de habeas data: 
 a) os processos de habeas data terão prioridade sobre todos os atos 
judiciais, inclusive mandado de segurança. 
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 b) no caso de sentença concessiva de habeas data, o recurso cabível 
será o de apelação, que terá os efeitos suspensivo e devolutivo. 
 c) contra atos de Ministro de Estado, a competência originária para 
julgamento será do Supremo Tribunal Federal. 
 d) o requerimento será apresentado ao órgão ou entidade 
depositária do registro ou banco de dados e será deferido ou indeferido no 
prazo de 24 horas. 
 e) o pedido de habeas data poderá ser renovado somente se a 
decisão denegatória não lhe houver apreciado o mérito. 
 
23.(FCC – 2017 – TCE/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO) Assinale a 
alternativa correta sobre o mandado de segurança. 
 a) A sentença ou o acórdão que denegar mandado de segurança, 
sem decidir o mérito, impedirá que o requerente, por ação própria, pleiteie 
os seus direitos e os respectivos efeitos patrimoniais. 
 b) Cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial 
praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de 
economia mista e de concessionárias de serviço público. 
 c) O mandado de segurança coletivo induz litispendência para as 
ações individuais. 
 d) É possível a renovação do pedido no mandado de segurança, 
desde que dentro do prazo decadencial, ainda que a decisão denegatória 
tenha apreciado o mérito, pois presume-se a ilegalidade do ato. 
 e) O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o 
despacho da petição inicial. 
 
24.(FEPESE – 2017 – PCSC – AGENTE DE POLÍCIA CIVIL) Com 
base na Constituição Federal de 1998, sempre que alguém sofrer ou 
se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de 
locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, conceder-se-á: 
 a) habeas data. 
 b) habeas corpus. 
 c) mandado de segurança. 
 d) ação popular. 
 e) reclamação. 
 
25.(FEPESE – 2017 – PCSC – ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL) De 
acordo com a Constituição Federal, conceder-se-á habeas data para: 
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 a) garantir o relaxamento de prisão. 
 b) anular ato lesivo ao patrimônio público. 
 c) sustar violência contra a liberdade de locomoção. 
 d) assegurar o conhecimento de informações constantes de 
registros ou bancos de dados públicos. 
 e) exigir a edição de norma regulamentadora que viabiliza o 
exercício de direito inerente à cidadania. 
 
26.(FCC – 2017 – TRT 21ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO) À 
luz da disciplina normativa e jurisprudência do Supremo Tribunal 
Federal acerca das ações constitucionais destinadas à tutela de 
direitos fundamentais, 
 a) a decisão proferida em mandado de injunção terá eficácia erga 
omnes, podendo, no entanto, excepcionalmente, ter sua eficácia subjetiva 
limitada às partes, quando restar comprovado que a eficácia erga omnes 
causaria grave lesão à ordem, economia e segurança públicas. 
 b) não cabe mandado de segurança contra nenhuma espécie de lei, 
mas tão somente em face de ilegalidade ou abuso de poder, como previsto 
na Constituição, evidenciando a intenção do legislador constituinte de 
afastar a possibilidade de controle da juridicidade das leis por meio de 
mandado de segurança, opção feita em razão da construção de sistemas 
próprios de controle da constitucionalidade das leis e atos normativos. 
 c) a decisão proferida em mandado de injunção determinará prazo 
razoável para que o impetrado promova a edição da norma 
regulamentadora e estabelecerá as condições em que se dará o exercício 
dos direitos, liberdades ou prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as 
condições em que poderá o interessado promover ação própria visando a 
exercê-los, caso não suprida a mora legislativa no prazo determinado, salvo 
se comprovado que o impetrado deixou de atender, em mandado de 
injunção anterior, ao prazo estabelecido para a edição da norma, quando 
então se deixará de fixar prazo, estabelecendo-se de imediato as condições 
de exercício do direito, liberdade ou prerrogativa reclamado. 
 d) a ação popular poderá ser proposta por qualquer pessoa, física 
ou jurídica, assim como pelo Ministério Público, na defesa do patrimônio 
público, da moralidade administrativa, do meio ambiente e do patrimônio 
histórico e cultural. 
 e) o mandado de injunção será admissível sempre que ato de 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições 
do Poder Público tornar inviável o exercício dos direitos e liberdades 
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e 
à cidadania. 
 
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27.(FCC – 2017 – TRF 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO) A 
Constituição Federal, ao disciplinar direitos e garantias fundamentais, 
assegura gratuidade às ações de 
 a) habeas data e mandado de injunção. 
 b) habeas corpus, habeas data, mandado de injunção, mandado de 
segurança, e, na forma da lei, aos atos necessários ao exercício da 
cidadania. 
 c) mandado de injunção e mandado de segurança. 
 d) habeas data, mandado de segurança, e, na forma da lei, aos atos 
necessários ao exercício da cidadania. 
 e) habeas corpus, habeas data e, na forma da lei, aos atos 
necessários ao exercício da cidadania. 
 
28.(FCC – 2017 – TRF 5ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO) 
Adamastor, advogado, pretende ingressar com medida destinada à 
proteção de direito líquido e certo à retificação de dados a seu 
respeito constantesdos arquivos de repartição pública federal. 
Sabendo-se que Adamastor não tem condições de pagar custas 
processuais sem prejuízo do sustento de sua família, pode-se afirmar 
que para a retificação desejada deverá ingressar com 
 a) habeas data, sem que necessite pleitear os benefícios da Justiça 
gratuita em seu favor, já que, consoante a Constituição Federal, o habeas 
data, o mandado de injunção e o habeas corpus são ações gratuitas. 
 b) mandado de segurança e pleitear os benefícios da Justiça gratuita 
em seu favor. 
 c) habeas data e pleitear os benefícios da Justiça gratuita em seu 
favor. 
 d) habeas corpus, se se tratar de dados pertinentes à vida 
pregressa na esfera criminal, pleiteando os benefícios da Justiça gratuita em 
seu favor. 
 e) habeas data, sem que necessite pleitear os benefícios da Justiça 
gratuita em seu favor, já que, consoante a Constituição Federal, o habeas 
data e o habeas corpus são ações gratuitas. 
 
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29.(CESPE – 2017 – TER/TO – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Jonas, 
servidor público federal, respondeu a processo administrativo 
disciplinar e, ao final, foi absolvido das acusações. No entanto, por 
um equívoco, no seu assentamento funcional passou a constar a 
informação de que ele havia sido condenado. Ao saber do erro, Jonas 
solicitou a retificação dos dados, mas o seu pedido foi indeferido. 
Nessa situação hipotética, a ação cabível, de acordo com a CF, é 
 a) a ação direta de inconstitucionalidade. 
 b) a ação popular. 
 c) o habeas corpus. 
 d) o mandado de injunção. 
 e) o habeas data. 
 
30.(FCC – 2017 – TRF 5ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO) 
Inconformado com determinado ato lesivo à moralidade 
administrativa praticado pelo prefeito de seu município, o cidadão 
Roberto, sócio majoritário da empresa X, pretende que seja anulado 
o ato por meio de ação popular, o que é 
 a) incabível, pois a ação popular não é admissível para anular ato 
lesivo à moralidade administrativa, mas apenas ao meio ambiente e ao 
patrimônio histórico e cultural. 
 b) incabível, pois a ação popular não é admissível para anular ato 
lesivo à moralidade administrativa, mas apenas ao patrimônio público ou de 
entidade de que o Estado participe. 
 c) cabível, se proposta por Roberto, ficando ele, salvo comprovada 
má-fé, isento do pagamento de custas judiciais e do ônus da sucumbência. 
 d) cabível, se proposta pela empresa da qual Roberto é sócio 
majoritário, ficando ela, salvo comprovada má-fé, dispensada do 
pagamento de custas judiciais. 
 e) cabível, se proposta por Roberto ou pela empresa da qual é sócio 
majoritário, dispensado o pagamento de custas judiciais, respondendo, o 
autor ou a autora, porém, pelo pagamento das verbas decorrentes da 
sucumbência, salvo se comprovada a hipossuficiência. 
 
31.(CONSULPLAN – 2017 – TRE/RJ – ANALISTA JUDICIÁRIO) 
Analise o caso hipotético a seguir: “O Secretário de Fazenda do 
Estado X editou Instrução Normativa que suprime diversas vantagens 
dos Promotores de Justiça, tais como insalubridade, horas extras, 
vale-alimentação, em outras. Todas estas vantagens estão previstas 
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no Estatuto da Classe. A fim de resguardar seus direitos, João, 
Promotor de Justiça, impetrou Mandado de Segurança contra o ato do 
Secretário. Sobre o mandado de segurança, assinale a alternativa 
correta. 
 a) No caso de pedido de reconsideração na via administrativa, o 
prazo decadencial para a interposição do mandado de segurança fica 
suspenso. 
 b) O prazo decadencial para impetrar mandado de segurança contra 
redução do valor de vantagem integrante de proventos ou de remuneração 
de servidor público renova-se mês a mês. 
 c) João, na qualidade de Promotor de Justiça, tem legitimidade para 
postular em causa própria o mandado de segurança, uma vez que a referida 
Instrução Normativa fere direito líquido e certo previsto em Lei. 
 d) Considerando que o Governador do Estado X delegou a função ao 
Secretário de Fazenda para criar a Instrução Normativa que supre direitos 
dos Promotores de Justiça, somente o Governador poderá figurar no polo 
passivo como autoridade coatora. 
 
32.(CESPE – 2017 – TRF 1ª REGIÃO – ANALISTA JUDICIÁRIO) Se 
o mandado de segurança não for conhecido, será possível a 
renovação do pedido, desde que observado o prazo decadencial do 
remédio constitucional. 
 
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GABARITO 
 
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 
E C D D C E C E B D 
 
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 
E A D E B D B C E D 
 
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 
B E E B D C E E E C 
 
31 32 
B Cpor pessoas com deficiência; 
d) Adolescentes do sistema socioeducativo em situação 
semelhante; 
A ordem foi parcialmente concedida para o fim determinar 
que a prisão preventiva de todas as mulheres nas condições 
antes citadas fosse substituída pela prisão domiciliar, 
excepcionando as acusadas/condenadas da prática de crimes 
cometidos mediante violência ou grave ameaça, contra os 
próprios filhos, ou, ainda, em situações excepcionalíssimas, 
neste último caso mediante justificativa do juiz. 
Os ministros da 2ª Turma firmaram o prazo máximo 60 
(sessenta) dias da publicação do acórdão para que os Presidentes dos 
Tribunais Estaduais e Federais, inclusive da Justiça Militar Estadual e 
Federal, implementem de modo integral as determinações 
estabelecidas no julgado, à luz dos parâmetros enunciados. Ainda, 
determinou-se que o DEPEN (Departamento Penitenciário Nacional) 
informasse os Juízos sobre mulheres detentas e que seja aplicada a 
ordem já nas audiências de custódia (HC 143.641, STF). 
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F) CUSTAS PROCESSUAIS 
Não há o pagamento de custas processuais na ação de Habeas 
Corpus (é uma ação gratuita). Além disso, é o único remédio 
constitucional que não depende de assistência de advogado. 
 
G) CARACTERÍSTICAS DA AÇÃO DE HABEAS CORPUS 
Trata-se de uma ação informal, cujos únicos requisitos são: ser 
feita por escrito e em língua portuguesa. 
Possui tramitação prioritária sobre todas as outras ações 
judiciais. 
H) QUESTÕES JURISPRUDENCIAIS RELEVANTES SOBRE O 
HABEAS CORPUS 
i. NÃO CABE HABEAS CORPUS 
 Não cabe Habeas Corpus contra pena de multa ou 
contra processo criminal em curso relativo à infração penal 
contra a qual a única pena cominada é a pecuniária; 
Súmula 693 do STF: Não cabe habeas corpus contra 
decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a 
processo em curso por infração penal a que a pena 
pecuniária seja a única cominada. 
 Não cabe Habeas Corpus contra pena de exclusão 
de militar, perda de patente ou de função pública; 
Súmula 694 do STF: Não cabe habeas corpus contra a 
imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de 
patente ou de função pública. 
 Não cabe Habeas Corpus quando extinta a pena 
privativa de liberdade; 
Súmula 695 do STF: Não cabe habeas corpus quando já 
extinta a pena privativa de liberdade. 
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 Não cabe Habeas Corpus contra punição disciplinar 
militar (art. 142, §2º da CF) 
ATENÇÃO! Excepcionalmente, será cabível o HC para 
analisar pressupostos de legalidade das punições 
disciplinares militares, como por exemplo, análise sobre a 
competência da autoridade que aplicou a punição (HC 
70.648, STF). Todavia, em relação ao mérito da punição, 
jamais será cabível o HC. 
 Não cabe Habeas Corpus para postular trancamento 
do processo de impeachment (HC 70.055/DF, STF). As infrações 
político-administrativas não recebem pena privativa de liberdade, 
razão pela qual não há potencial constrangimento à liberdade de 
locomoção. 
 Não cabe Habeas Corpus para pleitear a restituição 
de coisas apreendidas, inclusive passaporte. 
 Não cabe habeas corpus contra decisão que negou 
direito de familiar de preso internado em unidade prisional de 
com ele ter encontro direto, autorizando apenas a visita por 
meio do parlatório. STF, 2ª Turma, HC 133305/SP. 
ATENÇÃO! 
Para combater o excessivo número de processos que chega à Corte, a 
tendência do STF é não mais admitir a utilização do HC como 
substitutivo do recurso ordinário cabível para corrigir a ilegalidade 
(HC 109.956/PR e HC 104.045/RJ, ambos da 1ª Turma; HC 
108.901/SP, 2ª Turma). 
Não obstante, a própria jurisprudência do STF flexibiliza esse 
entendimento entendendo que seria possível o habeas corpus 
substitutivo quando em jogo a liberdade de ir e vir do cidadão, já 
alcançada ou a ponto de o ser ante a existência de mandado de 
prisão (HC 127.465/RS, j. em 19/9/2017), especialmente nos casos 
em que o paciente foi preso (HC 137.693/PE, j. em 21//11/2017). 
 
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ii. NÃO SE ADMITE HABEAS CORPUS “PER SALTUM” 
(também chamado de HC CANGURU), ou seja, aquele impetrado 
antes do exame do mérito da mesma causa por órgão judicial inferior 
(HC 100.595/SP e HC 103.835/SP). Nesse sentido: 
Súmula nº 691 do STJ: Não compete ao Supremo Tribunal Federal 
conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator que, 
em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar. 
Contudo, o rigor de tal súmula tem sido abrandado, e com razão, 
em hipóteses excepcionais em que: 
a) seja premente a necessidade de concessão do provimento 
cautelar para evitar flagrante constrangimento ilegal; ou 
b) a negativa de decisão concessiva de medida liminar pelo 
tribunal superior importe na caracterização ou na manutenção 
de situação que seja manifestamente contrária à jurisprudência 
do Supremo Tribunal Federal (STF – HC 119349 MC / SP Min. 
Gilmar Mendes, DJ 26.09.2013). 
 
iii. SUPERAÇÃO DA SÚMULA 690 DO STF 
Assim dizia a Súmula 690 do STF: Compete originariamente 
ao Supremo Tribunal Federal o julgamento de "habeas corpus" contra 
decisão de Turma Recursal de Juizados Especiais Criminais. 
Todavia, no julgamento do HC 86.834, DJ 09/03/2007, assim 
entendeu o STF: 
Estando os integrantes das Turmas Recursais dos juizados 
especiais submetidos, nos crimes comuns e nos de 
responsabilidade, à jurisdição do Tribunal de Justiça ou do 
Tribunal Regional Federal, incumbe a cada qual, conforme o 
caso, julgar os habeas impetrados contra ato que tenham 
praticado. 
Em razão do entendimento acima exposto, restou 
superada a Súmula 690 do STF, razão pela qual não compete mais 
ao STF o julgamento de Habeas Corpus contra decisão de turma 
recursal de Juizados Especiais Criminais, os quais são julgados pelo 
Tribunal de Justiça ou Tribunal Regional Federal respectivos. 
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iv. CABE HABEAS CORPUS MESMO QUE O ATO 
IMPUGNADO NÃO ATINJA DIRETAMENTE A LIBERDADE DE 
LOCOMOÇÃO, MAS APENAS INDIRETAMENTE. 
 Para discutir a validade de provas em processo criminal 
nos casos em que possa haver decretação de prisão; 
Exemplo: quebra de sigilo bancário decretada em processo 
criminal. 
 Contra convocação para depor em CPI com desrespeito do 
direito ao silêncio; 
 
ATENÇÃO! O Habeas Corpus não admite dilação probatória, ou 
seja, no momento de impetração todas as provas devem estar 
documentadas (exige-se prova pré-constituída meramente 
documental). 
OUTRAS JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES: 
 Não se conhece de habeas corpus contra omissão de relator de 
extradição, se fundado em fato ou direito estrangeiro cuja 
prova não constava dos autos, nem foi ele provocado a respeito 
(Súmula nº 692, STF). 
 
 O habeas corpus não é via adequada para análise de questões 
de provas (HC 106.709/RS). 
 
 O pleito de desclassificação de crime não tem lugar na estreita 
via do habeas corpus por demandar aprofundado exame do 
conjunto fático-probatório da causa (HC 115.352/DF). 
 
 A proibição da “reformatio in pejus” aplica-se ao “habeas 
corpus”, cujo manejo JAMAIS poderá agravar a situação 
jurídica daquele a quem busca favorecer. STF. 2ª Turma. 
HC 126869/RS, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 23/6/2015 
(Informativo nº 791 STF). 
 
 Cabe HC para apurar eventual ilegalidade na fixação de medida 
protetiva de urgênciaconsistente na proibição de aproximar-se 
de vítima de violência doméstica e familiar. STJ. 5ª Turma. HC 
298.499/AL. 
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I) COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DO HABEAS 
CORPUS 
COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DO HC 
AUTORIDADE COATORA 
AUTORIDADE JUDICIAL 
COMPETENTE 
Autoridade policial estadual ou 
federal 
Juiz de Direito ou Juiz Federal, 
respectivamente. 
Promotor de Justiça, Juiz de Direito 
ou Turma Recursal Estadual 
Tribunal de Justiça 
Procurador da República, Juiz 
Federal ou Turma Recursal Federal. 
Tribunal Regional Federal 
Tribunal de Justiça ou Tribunal 
Regional Federal 
Superior Tribunal de Justiça 
Ministro de Estado, Comandantes 
das forças armadas ou autoridades 
previstas no art. 105, I, “a”, da 
CF/88*. 
Superior Tribunal de Justiça 
Tribunal Superior ou funcionário 
público cujos atos estejam sujeitos 
diretamente à jurisdição do STF, ou 
quando se trate de crime sujeito à 
mesma jurisdição em uma única 
instância (STF). 
Supremo Tribunal Federal 
Juiz dos Juizados Especiais 
Criminais Estaduais ou Juiz dos 
Juizados Especiais Criminais 
Federais 
Turma Recursal Estadual e Turma 
Recursal Federal, respectivamente 
* Governadores dos Estados e do Distrito Federal, desembargadores 
dos Tribunais de Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos 
Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais 
Regionais Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os 
membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do 
Ministério Público da União que oficiem perante tribunais; 
 
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4) HABEAS DATA 
LXXII - conceder-se-á habeas data: 
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à 
pessoa do impetrante, constantes de registros ou bancos de dados 
de entidades governamentais ou de caráter público; 
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por 
processo sigiloso, judicial ou administrativo; 
A) OBJETO DE PROTEÇÃO 
A garantia constitucional do habeas data destina-se a tutelar a 
liberdade de informação pessoal. 
O habeas data não é cabível para pleitear informação de 
interesse coletivo, de interesse geral ou sobre terceiros. 
ATENÇÃO! O direito de obter informações de caráter 
geral é um direito fundamental amparado pelo inciso XIV, 
do art. 5º, da Constituição Federal de 1988 e a violação a 
esse direito pode ser combatida por intermédio do 
Mandado de Segurança. 
B) FINALIDADES DO HABEAS DATA 
São duas finalidades possíveis (natureza dúplice do habeas 
data): 
 Obter informação pessoal constante em bancos de 
dados de entidades governamentais ou privadas de 
caráter público (a exemplo do Serviço de Proteção ao 
Crédito – SPC). 
 Retificar informação pessoal errada constante em 
bancos de dados de entidades governamentais ou 
privadas de caráter público. 
 
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C) NATUREZA JURÍDICA 
Tem natureza jurídica de ação civil, ou seja, é regulamentada 
pelo direito processual civil, mais precisamente pela Lei 9.507/97. 
D) LEGITIMIDADE ATIVA 
Em regra, somente o próprio titular da informação pode 
impetrar o habeas data (pessoa física ou jurídica). Trata-se de uma 
ação personalíssima, ou seja, não pode ser exercida por 
procurador. 
Entretanto, o STJ entende que os herdeiros e o cônjuge 
sobrevivente são partes legítimas para propor habeas data relativo a 
informações do falecido. 
ATENÇÃO! Diferentemente do que ocorre no Habeas 
Corpus, a ação de Habeas Data exige a atuação de 
advogado. Todavia, assim como no HC não há o 
pagamento de custas processuais na ação de Habeas 
Data. 
E) LEGITIMADE PASSIVA 
Autoridade responsável por banco de dados governamental 
(público) ou particular responsável por banco de dados particular 
cujas informações são de acesso público, como por exemplo, o 
Serviço de Proteção ao Crédito – SPC. 
F) JURISDIÇÃO CONDICIONADA 
A Lei 9.507/97, em seu art. 8º, parágrafo único, exige a recusa, 
na esfera administrativa, de fornecimento das informações ou de 
retificação delas como condição necessária para o ajuizamento da 
ação de Habeas Data. 
No mesmo sentido é a Súmula 2 do STJ: Não cabe o habeas 
data (CF, art. 5º, LXXII, letra "a") se não houve recusa de 
informações por parte da autoridade administrativa. Ou seja, trata-se 
de uma hipótese de jurisdição condicionada, tendo em vista que 
para que o cidadão submeta a apreciação da matéria ao poder 
judiciário deve primeiramente utilizar a via administrativa. 
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JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES: 
 NÃO CABE habeas data para ter acesso a processo 
administrativo regulado pela Lei nº 9.784/99. 
 
 Divergência entre tribunais superiores: 
O STJ entende que não é cabível o habeas data para o cidadão ter 
acesso a procedimento-fiscal que tramite perante a Receita Federal 
(Informativo nº 548, STJ). O STF entende o contrário, entende que 
é cabível habeas data nessa situação (RE 673.707, STF). 
 
5) MANDADO DE SEGURANÇA 
 LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito 
líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, 
quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for 
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de 
atribuições do Poder Público; 
O mandado de segurança, criação brasileira (Constituição de 
1934), é uma ação constitucional de natureza civil, qualquer que seja 
a do ato impugnado, seja ele administrativo, seja ele jurisdicional, 
criminal, eleitoral, trabalhista etc. 
A) OBJETO DE PROTEÇÃO 
O mandado de segurança se destina a amparar um direito 
líquido e certo, ou seja, é aquele direito comprovável de plano (no 
momento da impetração), com provas documentais pré-constituídas, 
independentemente de dilação probatória (não se admite, por 
exemplo, oitiva de testemunhas e perícias). 
Trata-se de direito ”manifesto na sua existência, delimitado na 
sua extensão e apto a ser exercitado no momento da impetração” 
(Hely Lopes Meirelles). 
A liquidez e certeza do direito tem relação com os fatos. Os 
fatos alegados devem ser incontroversos, ainda que a questão 
jurídica seja discutível e complexa. Nesse sentido: 
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Súmula nº 625 do STF: Controvérsia sobre matéria de direito não 
impede concessão de mandado de segurança. 
Pode-se dizer, portanto, que a controvérsia sobre matéria de 
fato - quando necessária ao desfecho da causa – representa 
empecilho ao deferimento do mandado de segurança (RMS 26199, 
Relator Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, julgamento 27.3.2007, 
DJe 4.5.2007). 
IMPORTANTE! Não se aplicam os efeitos da revelia no 
mandado de segurança (presunção de legitimidade dos fatos 
alegados), pois é do impetrante o ônus de provar a liquidez e certeza 
do direito, mediante prova documental pré-constituída (STF, 1ª 
Turma, RMS 21.300/DF). 
JURISPRUDÊNCIA: 
 É inadmissível o incidente de falsidade em mandado de 
segurança (Pleno, MS 15.215/DF). 
 
 No RMS 33.666/DF, a 1ª Turma ratificou a jurisprudência 
da Corte quanto à impossibilidade de apreciação, na 
via do mandado de segurança, da proporcionalidade 
da pena aplicada administrativamente ao servidor, 
pois o problema exigea reapreciação de aspectos fáticos 
da causa, ressalvadas as hipóteses em que a “demissão 
estiver fundada na prática de ato de improbidade de 
natureza culposa, sem a imputação de locupletamento 
ilícito do servidor”. 
 
B) SUBSIDIARIEDADE DO MANDADO DE SEGURANÇA 
O Mandado de Segurança tem cabimento subsidiário, ou seja, 
somente é cabível na impossibilidade de cabimento de Habeas 
Corpus ou Habeas Data. 
C) NATUREZA JURÍDICA 
Tem natureza jurídica de ação civil, ou seja, é regulamentada 
pelo direito processual civil, mais precisamente pela Lei 12.016/09. 
 
http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=447722
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D) ESPÉCIES DE MANDADO DE SEGURANÇA 
O mandado de segurança se subdivide em duas espécies: o 
mandado de segurança coletivo e o mandado de segurança 
individual. 
ATENÇÃO! A diferença entre as duas espécies de 
mandado de segurança não reside no número de 
impetrantes, mas sim na natureza do direito protegido. O 
MS individual tutela direito individual, enquanto o MS 
coletivo tutela direito coletivo. 
Mandado de segurança individual: O direito protegido tem 
caráter individual, independentemente do número de impetrantes. 
Exemplo: Três pessoas que conjuntamente impetram um MS para 
garantir o direito à nomeação em concurso público que desrespeitou 
a ordem de classificação dos aprovados. Muito embora existam três 
impetrantes, o MS é individual, pois o direito pleiteado é individual 
(cada impetrante quer garantir o seu direito individual à nomeação). 
Mandado de segurança coletivo: O direito protegido tem 
caráter coletivo ou se trata de direito individual homogêneo, 
independentemente do número de impetrantes. 
Exemplo: Sindicato que ingressa com MS em defesa do direito 
de uma classe trabalhadora. Muito embora o impetrante seja 
somente o sindicato, o direito pleiteado é coletivo, de toda a classe 
trabalhadora representada pelo sindicato. 
E) LEGITIMIDADE ATIVA (impetrante) 
Deve ser analisada de acordo com a espécie de mandado de 
segurança. 
Mandado de segurança individual: o próprio prejudicado é o 
titular da ação. Pode ser: 
 A pessoa física, inclusive o estrangeiro em trânsito no 
Brasil (STF, RE 215.267). 
 As pessoas jurídicas em geral, inclusive as de direito 
público (STF, RMS 3.709/PR). 
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 Os agentes políticos para defesa de suas prerrogativas 
funcionais. 
 As quase-pessoas jurídicas, ou seja, (i) as entidades 
públicas despersonalizadas (tais como as Mesas das 
Casas Legislativas e os tribunais) em defesa de suas 
prerrogativas administrativas e (ii) as 
universalidades/complexos patrimoniais reconhecidos pela 
lei (espólio, massa falida, condomínios horizontais). 
ATENÇÃO! O Mandado de Segurança exige atuação de advogado. 
O ingresso de litisconsorte ativo não será admitido após o despacho 
da petição inicial. 
Mandado de segurança coletivo: trata-se de hipótese de 
legitimação extraordinária, ou seja, situações de substituição 
processual em que algumas entidades poderão pleitear em nome 
próprio direitos coletivos de terceiros. Os legitimados para impetrar 
Mandado de Segurança Coletivo são: 
i. Partido político com representação no Congresso 
Nacional; 
ATENÇÃO! Em relação à representação no Congresso 
Nacional, basta que o partido político possua um Deputado 
Federal OU um Senador da República, não sendo exigido que 
possua membros nas duas casas legislativas simultaneamente. 
ATENÇÃO 02! O STJ entende que os partidos políticos apenas 
podem impetrar mandado de segurança para defender ser 
filiados em questões políticas, ainda assim, quando 
autorizado por lei ou pelo estatuto (STJ, MS 197/DF). No 
julgado referido o STJ entendeu que não seria admissível um 
mandado de segurança proposto por partido político m 
benefício de 50 milhões de aposentados. 
ii. Organização sindical; 
iii. Entidade de classe; ou 
iv. Associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos 
interesses de seus membros ou associados; 
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ATENÇÃO! Tratando-se de mandado de segurança coletivo 
impetrado por sindicato ou entidade de classe, é indevida a exigência 
de um ano de constituição e funcionamento, porquanto esta restrição 
destina-se apenas às associações (RE 198.919/DF). 
Súmula nº 629, STF: A impetração de mandado de segurança 
coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da 
autorização destes. 
Súmula nº 630, STF: A entidade de classe tem legitimação para o 
mandado de segurança ainda quando a pretensão veiculada interesse 
apenas a uma parte da respectiva categoria. 
ATENÇÃO! O rol de legitimados ativos para impetração do mandado 
de segurança é taxativo. Foi esse o entendimento do STF quando 
reconheceu que um estado-membro não pode impetrar mandado de 
segurança para defesa de interesses da sua população (MS 
21.059/RJ). 
F) LEGITIMIDADE PASSIVA (impetrado) 
Autoridade pública ou pessoa a ela equiparada (agente de 
pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público). 
Equiparam-se às autoridades públicas os representantes ou 
órgãos de partidos políticos e os administradores de entidades 
autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas ou as 
pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público, 
somente no que disser respeito a essas atribuições (art. 1º, §1º da 
Lei nº 12.016/09). 
ATENÇÃO! Não é cabível contra particulares, salvo se estiver 
agindo por delegação do poder público. Nesse sentido: 
Súmula nº 510, STF: Praticado o ato por autoridade, no exercício de 
competência delegada, contra ela cabe o mandado de segurança ou a 
medida judicial. 
A indicação errada da autoridade coatora irá acarretar à 
extinção do processo, sem julgamento do mérito, pois não compete 
ao órgão judicial, sem iniciativa da parte, proceder à substituição de 
autoridade apontada pelo impetrante (STF, RMS 21.382/DF, Pleno). 
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Porém, há no STJ o entendimento segundo o qual o juiz pode 
determinar a notificação da autoridade correta, quando ambas as 
autoridades pertencerem à mesma pessoa jurídica (RMS 
17.889/RS e AgRg no REsp 1.222.348/BA). 
TEORIA DA ENCAMPAÇÃO NO MANDADO DE SEGURANÇA 
A Teoria da Encampação é utilizada quando o impetrante do mandado 
de segurança indica errônea autoridade coatora, mas a autoridade 
notificada é superior hierárquica da autoridade que deveria ter sido 
apontada no writ e encampa a impugnação oferecendo a devida 
redarguição. 
Nesse caso, de acordo com o STJ, não haverá extinção do 
processo sem julgamento de mérito quando preenchidos três 
requisitos: 
(a) existência de vínculo hierárquico entre a autoridade que 
prestou informações e a que ordenou a prática do ato impugnado; 
(b) manifestação a respeito do mérito nas informações prestadas; 
(c) ausência de modificação de competência estabelecida na 
Constituição Federal. 
ATENÇÃO! Não se aplica a teoria da encampação quando o erro na 
indicação da autoridade coatora implicar o deslocamento da 
competência para julgamento do mandado de segurança. 
ATENÇÃO! Em atos praticados por órgão colegiado, considera-se 
autoridade coatora a que o preside (STF, RMS 21.560/DF), mas isso 
não desloca a competência para o julgamento da ação, ainda que se 
trate o presidente do órgão colegiado de autoridadecujos atos 
próprios desafiem mandado de segurança originária de tribunais 
(STF, MS 22.284/MS, Pleno). Nesse sentido: 
Súmula nº 177, STJ: O STJ é incompetente para processar e julgar, 
originariamente, mandado de segurança contra ato de órgão 
colegiado presidido por Ministro de Estado. 
Nos atos complexos, considera-se autoridade coatora aquela 
que intervém para o aperfeiçoamento final do ato. 
Por essa razão, foi editada a seguinte súmula: 
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Súmula nº 627, STF: No mandado de segurança contra a nomeação 
de magistrado da competência do Presidente da República, este é 
considerado autoridade coatora, ainda que o fundamento da 
impetração seja nulidade ocorrida em fase anterior do procedimento. 
G) CUSTAS PROCESSUAIS 
Há o pagamento de custas processuais na ação de Mandado de 
Segurança. Todavia, não há o pagamento de honorários advocatícios. 
H) PRAZO DECADENCIAL 
O Mandado de Segurança tem o prazo decadencial de 120 
dias contados a partir da ciência por parte do impetrante do ato 
eivado de ilegalidade ou abuso de poder. 
Perdido o prazo de 120 dias, o cidadão ainda poderá questionar 
a ilegalidade do ato prejudicial mediante outras ações judiciais 
cabíveis, perdendo o direito somente à impetração do Mandado de 
Segurança. 
JURISPRUDÊNCIA: 
 O Plenário do STF já considerou tempestiva a impetração de 
mandado de segurança ocorrida dentro dos 120 dias, porém 
perante juízo incompetente, a despeito da data de remessa dos 
autos ao juízo competente (MS 21.325/DF). 
 
 Pedido de reconsideração feito na via administrativa não 
interrompe o prazo decadencial (Súmula nº 430, STF). 
 
 Havendo omissão da Administração Pública em apreciar 
requerimento administrativo do particular contra ato de efeitos 
concretos que afeta prestações de trato sucessivo, o prazo 
decadencial se renova a cada mês, tendo em vista que, a cada 
mês, se renova a omissão da Administração (ED no RMS 
24.736/DF), entretanto, se a lei tiver fixado prazo para a 
prática do ato pretendido pelo impetrante, “o término desse 
prazo, sem a aludida providência, implica o início da contagem 
do lapso decadencial” (RMS 26.881/DF). 
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 Embora se trate de prazo de decadência, o Plenário do STF já 
entendeu que, caso o termo final coincida com feriado forense, 
ficará prorrogado para o primeiro dia útil seguinte (MS 
24.579/DF). 
 
 No MS 25.097/DF, a 2ª Turma do STF relativizou a aplicação do 
prazo decadencial de 120 dias pois o impetrante obtivera a 
liminar havia mais de 12 anos. A despeito de ultimado o prazo 
de decadência, a Turma julgou o mérito, a fim de preservar a 
segurança jurídica. 
 
ATENÇÃO! O pedido de mandado de segurança pode ser renovado 
dentro do prazo decadencial, salvo se a decisão denegatória houver 
apreciado o mérito. 
I) HIPÓTESES DE NÃO CABIMENTO DE MANDADO DE 
SEGURANÇA 
 Não cabe MS contra ato de gestão comercial de 
Empresa Pública, Sociedade de Economia Mista ou 
Concessionária de Serviços Públicos. 
Exemplo: Não cabe um MS contra a aquisição de outra instituição 
financeira pelo Banco do Brasil, já que se trata de ato de gestão. 
Todavia, cabe MS contra um edital de licitação promovida pelo Banco 
do Brasil, por ser ato meramente administrativo. Nesse sentido: 
Súmula nº 333, STJ: Cabe mandado de segurança contra ato 
praticado em licitação promovida por sociedade de economia mista 
ou empresa pública. 
 Não cabe mandado de segurança contra ato judicial 
passível de recurso ou correição (Súmula nº 267 do STF). 
“A jurisprudência da Suprema Corte é firme no sentido de 
ser inadmissível a impetração de mandado de segurança 
contra ato revestido de conteúdo jurisdicional. Incide, na 
espécie, a Súmula STF nº 267.” 
http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia/listarJurisprudencia.asp?s1=267.NUME.%20NAO%20S.FLSV.&base=baseSumulas
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ATENÇÃO! Excepcionalmente, o STJ admite mandado de segurança 
contra atos judiciais sujeitos a recurso recebido sem efeito 
suspensivo, seja nos casos em que a lei não prevê tal efeito, seja 
nas hipóteses em que a parte não o tenha obtido (AgRg no MS 
10.252/DF e AgRg no MS 17.857/DF) quando: 
(i) O ato judicial for eivado de teratologia, ilegalidade ou 
abuso flagrante; 
(ii) nos casos em que a ação é impetrada por terceiro, que 
deveria ser litisconsorte necessário e não participou do 
processo (STJ, Súmula nº 202), para evitar que incidam 
os efeitos da decisão atacada sobre o impetrante. 
 
 Não cabe MS contra decisão judicial transitada em 
julgado (Súmula nº 268, STF). 
 O mandado de segurança não pode ser utilizado 
como sucedâneo recursal ou de ação própria (STF, AgRg no MS 
27.569/DF). 
 Não cabe MS contra decisão interlocutória de 
juizado especial (RE 576847, STF) 
 Não cabe MS contra ATO administrativo passível de 
recurso com efeito suspensivo (art. 5º, I da Lei nº 
12.016/09). 
o A existência de recurso administrativo com efeito suspensivo 
não impede o uso do mandado de segurança contra omissão 
da autoridade (Súmula 429, STF). 
 Não cabe MS para dar efeito suspensivo a recurso 
do MP que não o possui (Súmula nº 604, STJ). 
 Não cabe MS contra lei em tese (Súmula nº 266, 
STF). 
ATENÇÃO! O STF tem entendido que é possível afastar a Súmula nº 
266 quando o mandado de segurança atacar ato normativo que possa 
alcançar de maneira “direta e imediata” a posição jurídica do 
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impetrante (MS 26.595/DF, Plenário). Exemplo é a situação das leis 
ou decretos de efeitos concretos. 
J) JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES 
I. Compete ao próprio tribunal conhecer mandado de 
segurança contra seus atos ou omissões. Nesse sentido: 
Súmula nº 624, STF: Não compete ao Supremo Tribunal Federal 
conhecer originariamente de mandado de segurança contra atos de 
outros tribunais. 
O mesmo entendimento vale no âmbito do STJ: 
Súmula nº 41, STJ: O Superior Tribunal de Justiça não tem 
competência para processar e julgar, originariamente, mandado de 
segurança contra ato de outros tribunais ou dos Respectivos órgãos. 
II. No mandado de segurança, O IMPETRANTE PODE DESISTIR 
A QUALQUER TEMPO, mesmo que proferida decisão de mérito 
a ele favorável, e sem anuência da parte contrária, desde 
que não tenha havido trânsito em julgado da decisão. 
 
III. Enquanto ação constitucional, com base em alegado direito 
líquido e certo frente a ato ilegal ou abusivo de autoridade, o 
mandado de segurança não se reveste de lide, em sentido 
material (RE 669.367, STF). 
IV. A decisão proferida no mandado de segurança não produz 
efeitos patrimoniais em relação a período pretérito. 
 
V. O mandado de segurança coletivo não induz litispendência para 
as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada não 
beneficiarão o impetrante a título individual se não requerer a 
desistência de seu mandado de segurança no prazo de 30 dias 
a contar da ciência comprovada. 
 
VI. Súmula 376 do STJ: Compete a Turma Recursal processar e 
julgar o mandado de segurança contra ato de Juizado Especial. 
 
VII. Admite-se a impetração de mandado de segurança perante os 
Tribunais de Justiça para o exercício do controle de 
competência dos juizados especiais. 
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6) MANDADO DE INJUNÇÃO 
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de 
norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e 
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania; 
 
A) OBJETO DE PROTEÇÃO 
É cabível mandado de injunção diante da ausência de norma 
regulamentadora (ato legal ou infralegal) de uma norma 
constitucional de eficácia limitada que expresse um direito do 
cidadão. 
Os dois requisitos do mandado de injunção são os seguintes: 
 Norma constitucional de eficácia limitada, prescrevendo 
direitos, liberdades constitucionais ou prerrogativas 
inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. 
 
 Falta de norma regulamentadora, tornando inviável o 
exercício dos direitos, liberdades e prerrogativas acima 
mencionados (omissão qualificada). 
Portanto, o que se combate com o mandado de injunção é a 
omissão qualificada do Estado, a ausência de regulamentação de 
um dispositivo constitucional que impede a aplicabilidade plena de 
determinado direito. 
ATENÇÃO! A mera falta de norma regulamentadora de um 
dispositivo de lei não gera o cabimento de Mandado de Injunção. 
No ensinamento de Pedro Lenza, o mandado de injunção surge 
na Constituição de 1988 para “curar” uma “doença” denominada 
síndrome de inefetividade das normas constitucionais, vale 
dizer, normas constitucionais que, de imediato, no momento em que 
a Constituição entre em vigor não têm o condão de produzir todos os 
seus efeitos, necessitando de ato normativo integrativo e 
infraconstitucional. 
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SUPERAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA: 
O STF entendia que o mandado de injunção apenas poderia ser 
utilizado contra a ausência de regulamentação de uma norma 
constitucional, ou seja, entendia que a insuficiência de ato 
regulamentador editado não autorizaria ajuizamento de mandado de 
segurança. 
Com a Lei nº 13.300/16, passou a ser cabível mandado de injunção 
também contra insuficiência da norma regulamentar, ou seja, 
cabe mandado de injunção contra omissões parciais. 
B) NATUREZA JURÍDICA 
Tem natureza jurídica de ação civil, ou seja, é regulamentada 
pelo direito processual civil, mais precisamente pela Lei 13.300/16. 
 
C) LEGITIMIDADE ATIVA 
MANDADO DE INJUNÇÃO INDIVIDUAL: o próprio 
prejudicado pela omissão legislativa é o titular da ação. Ou seja, a 
pessoa natural ou jurídica que se afirmam titulares dos direitos e 
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania. 
ATENÇÃO: O Mandado de injunção exige atuação de advogado. 
QUESTÃO DE PROVA: Pessoa jurídica de direito público pode 
impetrar mandado de injunção? 
A decisão mais recente do STF é no sentido de que SIM! 
De acordo com o STF (MI 725), “não se deve negar aos municípios, 
peremptoriamente, a titularidade de direitos fundamentais (...) e a 
eventual possibilidade das ações constitucionais cabíveis para a sua 
proteção”. Assim, destacando que as pessoas jurídicas de direito 
público podem ser titulares de direitos fundamentais, “parece 
bastante razoável a hipótese em que o município, diante de omissão 
legislativa inconstitucional impeditiva do exercício desse direito, se 
veja compelido a impetrar mandado de injunção”. 
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MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO: A CF/88 não prevê 
expressamente a figura do Mandado de Injunção Coletivo, mas a 
jurisprudência do STF aceita essa modalidade, bem como a Lei nº 
13.300/16. 
Trata-se de hipótese de legitimação extraordinária, ou seja, 
situações de substituição processual em que algumas entidades 
poderão pleitear em nome próprio direitos coletivos de terceiros. 
 
Os legitimados para impetrar Mandado de Injunção Coletivo 
são: 
 Ministério Público: quando a tutela requerida for 
especialmente relevante para a defesa da ordem jurídica, do regime 
democrático ou dos interesses sociais ou individuais indisponíveis; 
 Defensoria Pública: quando a tutela requerida for 
especialmente relevante para a promoção dos direitos humanos e a 
defesa dos direitos individuais e coletivos dos necessitados, na forma 
do inciso LXXIV do art. 5º da Constituição Federal. 
 Partido político com representação no Congresso 
Nacional: para assegurar o exercício de direitos, liberdade e 
prerrogativas de seus integrantes ou relacionados com a finalidade 
partidária. 
ATENÇÃO: Em relação à representação no Congresso 
Nacional, basta que o partido político possua um Deputado 
Federal OU um Senador da República, não sendo exigido que 
possua membros nas duas casas legislativas simultaneamente. 
 Organização sindical; 
 Entidade de classe; ou 
 Associação legalmente constituída e em 
funcionamento há pelo menos um ano, em defesa dos 
interesses de seus membros ou associados; 
 
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D) LEGITIMIDADE PASSIVA 
O polo passivo do Mandado de Injunção será ocupado pelo 
Poder, o órgão ou a autoridade com atribuição para editar a norma 
regulamentadora. 
Em regra, será o Congresso Nacional, podendo, 
excepcionalmente, ser outra, tal como pode ocorrer com uma mora 
legislativa sobre o Estatuto da Magistratura Nacional, cuja iniciativa 
privativa é do STF, ou nas normas cuja iniciativa privativa é do 
Presidente da República. 
ATENÇÃO! Não cabe mandado de injunção contra omissão de 
particular. 
E) CUSTAS PROCESSUAIS 
Há o pagamento de custas processuais na ação de Mandado de 
Injunção. 
 
F) COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO 
I – SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL 
Quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do 
Presidente da República, do Congresso Nacional, da Câmara dos 
Deputados, do Senado Federal, das Mesas de uma dessas Casas 
Legislativa, do Tribunal de Contas da União, de um dos Tribunais 
Superiores ou do próprio STF. 
Julga também em recurso ordinário o mandado de injunção decidido 
em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a 
decisão. 
II – SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA 
Quando a elaboração da norma regulamentar for atribuição de órgão, 
entidade ou autoridade federal, da administração direta ou indireta, 
excetuados os casos de competência do STF e dos órgãos da Justiça 
Militar, da Justiça Eleitoral, da Justiça do Trabalho e da Justiça 
Federal. 
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III – OUTROS TRIBUNAIS 
A Constituição prevê no art. 125, §2 que os estados-membros 
organizarão sua Justiça, observados os princípios estabelecidos na 
CF, sendo a competência dos tribunais definida na Constituição do 
Estado. Exemplo: no estado de São Paulo, o mandado de injunção 
contra ato omissivo de autoridades estaduais e municipais é da 
competência originária do TJ. 
G) EFEITOS DA DECISÃO DO MANDADO DE INJUNÇÃO 
Existem três teorias sobre os efeitos do mandado de injunção: 
I. TEORIA NÃO CONCRETISTA: Para essa teoria, a 
decisão final do mandado de injunção apenas decreta a 
mora do Poder, órgão ou autoridade com atribuição para 
editar a norma regulamentadora, reconhecendo 
formalmente sua inércia. 
Foi a teoria adotada por muito tempo pelo STF (vide MI 107 e MI 20). 
II. TEORIA CONCRETISTA INTERMEDIÁRIA (indireta): 
Para essa teoria, a decisão final do mandado de injunção 
deveria fixar um prazo para elaboração da norma 
regulamentadora. Findo o prazo e permanecendo a 
inércia, o direito passa a ser assegurado.Essa teoria se 
subdivide em três outras: 
 
a. Teoria concretista intermediária geral: Depois 
do prazo, o direito passa a ser assegurado a todos. 
 
b. Teoria concretista intermediária coletiva: 
Depois do prazo, o direito passa a ser assegurado 
ao grupo, classe ou categoria de pessoas. 
 
c. Teoria concretista intermediária individual: 
Depois do prazo, o direito passa a ser assegurado à 
pessoa natural ou jurídica que impetrou o MI. 
O STF adotou a teoria concretista individual intermediária em alguns 
julgados (vide MI 232-1-RJ). 
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I. TEORIA CONCRETISTA DIRETA: Para essa teoria, a 
decisão final do mandado de injunção concretiza o direito, 
diretamente, independentemente de atuação do órgão 
omisso, até que a norma constitucional venha a ser 
regulamentada. Essa teoria se subdivide em três outras: 
 
a. Teoria concretista direta geral: O direito passa a 
ser assegurado a todos. 
 
b. Teoria concretista direta coletiva: O direito 
passa a ser assegurado ao grupo, classe ou 
categoria de pessoas. 
 
c. Teoria concretista direta individual: O direito 
passa a ser assegurado à pessoa natural ou jurídica 
que impetrou o MI. 
No dia 30/08/2007, o STF passou a adotar (por decisão 
unânime) a teoria concretista individual direta. Na ocasião, foi 
deferido ao impetrante o direito à aposentadoria especial, aplicando-
se ao servidor público, no que coubesse, as regras do regime geral da 
previdência social sobre aposentadoria especial. 
 
No mesmo ano, mas algum tempo depois, o STF passou a 
adotar a teoria concretista geral, quando determinou a aplicação 
da lei de greve vigente no âmbito privado ao funcionalismo público. 
 
Nesse período, dizia-se que a decisão do Mandado de Injunção 
tinha efeitos mandamentais e aditivos. Mandamental porque tinha 
uma carga obrigatória e não meramente declaratória. Aditiva porque 
inovava no ordenamento jurídico, criando uma regulamentação 
provisória para a matéria julgada. 
 
No entanto, no ano de 2016 foi editada a Lei nº 13.300/2016, 
que regulamentou o Mandado de Injunção. 
 
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 E qual foi a teoria escolhida pelo legislador ao 
regulamentar a ação constitucional do mandado de 
injunção? 
O legislador optou como regra pela teoria concretista 
intermediária (individual ou coletiva), mas autorizou a adoção da 
teoria concretista intermediária geral. 
Assim, na decisão deferido o pedido no mandado de injunção o 
Poder Judiciário estabelece prazo razoável para que o impetrado 
promova a edição da norma regulamentadora e estabelece as 
condições em que se dará o exercício de direitos, das liberdades ou 
das prerrogativas reclamados ou, se for o caso, as condições em que 
poderá o interessado promover ação própria visando a exercê-los, 
caso não seja suprida a mora legislativa no prazo determinado. 
Esse prazo será dispensado quando comprovado que o 
impetrado deixou de atender, em mandado de injunção anterior, ao 
prazo estabelecido para a edição da norma. 
Excepcionalmente, a Lei nº 13.300 autoriza que seja 
concedida eficácia ultra partes ou erga omnes à decisão, quando isso 
for inerente ou indipensável ao exercício do direito da liberdade ou da 
prerrogativa objeto da impetração. 
 
 De acordo com a Lei nº 13.300/16, no caso de inércia do 
impetrado, até quando vale a regulamentação 
determinada no mandado de injunção? 
A decisão produzirá efeitos até o advento da norma regulamentadora. 
 
 De acordo com a Lei nº 13.300/16, o que ocorre quando, 
depois de aplicados os efeitos definidos no mandado de 
injunção, sobrevêm norma regulamentadora? 
A norma regulamentadora superveniente produzirá efeitos ex nunc 
em relação aos beneficiados por decisão transitada em julgado, salvo 
se a aplicação da norma editada lhes for mais favorável. 
 
 Coisa julgada secundum eventum probationis 
O indeferimento do pedido por insuficiência de prova não impede a 
renovação da impetração fundada em outros elementos probatórios. 
 
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 Ação de revisão (cláusula rebus sic stantibus) 
Sem prejuízo dos efeitos já produzidos, a decisão poderá ser revista, 
a pedido de qualquer interessado, quando sobrevierem relevantes 
modificações das circunstâncias de fato ou de direito, devendo essa 
ação de revisão observar, no que couber, o procedimento da Lei nº 
13.300/2016. 
 
H) MANDADO DE INJUNÇÃO X AÇÃO DECLARATÓRIA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO 
MI ADO 
Controle difuso de 
constitucionalidade. 
Controle concentrado de 
constitucionalidade. 
Qualquer pessoa pode impetrar. Legitimados (art. 103 da CF). 
Teoria concretista intermediária. Decisões “erga omnes”. 
 
7) AÇÃO POPULAR 
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação 
popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de 
entidade de que o Estado participe, à moralidade administrativa, ao 
meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, 
salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da 
sucumbência; 
 
A) OBJETO DE PROTEÇÃO 
A ação popular busca anular atos administrativos lesivos: 
 ao patrimônio histórico e cultural; 
 
 ao patrimônio público; 
 
 ao meio ambiente; 
 
 ou à moralidade pública. 
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Adda Pellegrini Grinover observa que “a ação popular garante, 
em última análise, o direito democrático de participação do cidadão 
na vida pública, baseando-se no princípio da legalidade dos atos 
administrativos e no conceito de que a coisa pública é patrimônio do 
povo; já nesse ponto nota-se um estreito parentesco com as ações 
que visam à tutela jurisdicional dos interesses difusos, vistas 
como expressão de participação política e como meio de apropriação 
coletiva de bens comuns”. 
JURISPRUDÊNCIA: Não é condição para o cabimento de ação 
popular a demonstração de prejuízo material aos cofres públicos, 
dado que o art. 5º, LXXIII da CF estabelece que qualquer cidadão é 
parte legítima para propor ação popular e impugnar, ainda que 
separadamente, ato lesivo ao patrimônio material, moral, cultural ou 
histórico do Estado ou de entidade de que ele participe (ARE 
824.781/MT). 
Súmula 101: O mandado de segurança não substitui a ação popular. 
ATENÇÃO! O STF entende que não se presta a ação popular a 
impugnar atos normativos genéricos, mas apenas para impugnar atos 
efetivamente lesivos ao Estado (STF. 1ª Turma. AO 1.725-AgR, rel. 
Min. Luiz Fux, DJe 11.03.2015). 
B) NATUREZA JURÍDICA 
Tem natureza jurídica de ação civil, ou seja, é regulamentada 
pelo direito processual civil, mais precisamente pela Lei 4.717/65. 
C) LEGITIMIDADE ATIVA 
Qualquer cidadão, ou seja, o brasileiro que está no pleno gozo 
dos direitos políticos. Todo brasileiro que pode votar e/ou ser votado. 
Inclusive o menor de 18 anos e maior de 16 anos (sem assistência do 
representante legal), desde que no pleno gozo de seus direitos 
políticos, pode ingressar com uma ação popular. 
Súmula nº 365, STF: Pessoa jurídica não tem legitimidade para 
propor ação popular. 
ATENÇÃO! O Mandado de injunção exige atuação de advogado. 
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O MP PODE AJUIZAR AÇÃO POPULAR? 
A Lei da Ação Popular prevê que se o cidadão pode ajuizaruma ação 
popular, mas prevê que, em caso de desistência, o MP pode 
prosseguir com ela. Assim, PELA LETRA DA LEI O MP NÃO PODE 
AJUIZAR AÇÃO POPULAR. 
Todavia, o STJ entende que o Ministério Público pode sim 
ajuizar ação popular. O fundamento é a “teoria do diálogo das 
fontes”, segundo a qual pode-se aplicar a legitimidade do MP para 
ação civil pública por analogia. 
Nesse sentido: 
“[...] A carta de 1988 [...] criou um microssistema de 
tutela de interesses difusos referentes à probidade 
da administração pública, nele encartando-se a Ação 
Popular, a Ação Civil Pública e o Mandado de Segurança 
Coletivo, como instrumentos concorrentes na defesa 
desses direitos eclipsados por cláusulas pétreas. 3. Em 
consequência, legitima-se o Ministério Público a 
toda e qualquer demanda que vise à defesa do 
patrimônio público sob o ângulo material (perdas e 
danos) ou imaterial (lesão à moralidade). [...] 5. A 
lógica jurídica sugere que legitimar-se o Ministério 
Público como o mais perfeito órgão intermediário entre 
o Estado e a sociedade para todas as demandas 
transindividuais e interditar-lhe a iniciativa da Ação 
Popular, revela contraditio in terminis. [...] 7. 
Hodiernamente, após a constatação da importância e 
dos inconvenientes da legitimação isolada do cidadão, 
não há mais lugar para o veto da legitimatio ad 
causam do MP para a Ação Popular, a Ação Civil Pública 
ou o Mandado de Segurança coletivo. [...]” (STJ - 
REsp: 427140 RO 2002/0044157-0, Relator: Ministro 
JOSÉ DELGADO, Data de Julgamento: 20/05/2003, T1 - 
PRIMEIRA TURMA, Data de Publicação: DJ 25.08.2003 
p. 263) 
 
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 QUESTÃO DE PROVA: O cidadão que ajuíza ação popular 
age em legitimidade ordinária ou extraordinária? 
 
O Plenário do STF entende que trata-se de legitimidade 
extraordinária (Rcl 424/RJ). 
“Não há negar que o cidadão age, processualmente, em nome 
próprio, a partir dos direitos políticos que a Constituição lhe atribui. 
Porém, ele o faz na defesa de pretensões materiais de outrem (União, 
Estados, Df, Municípios ou respectivas autarquias)”. 
 
D) LEGITIMIDADE PASSIVA 
Figura no polo passivo da ação popular uma autoridade pública 
ou um particular. 
E) CUSTAS PROCESSUAIS 
Em regra, não haverá pagamento de custas judiciais e nem dos 
honorários de sucumbência, EXCETO se comprovada má-fé. 
 
 
 
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F) DIFERENÇAS ENTRE AÇÃO POPULAR E AÇÃO CIVIL 
PÚBLICA 
 AÇÃO POPULAR 
AÇÃO CIVIL 
PÚBLICA 
PREVISÃO 
CONSTITUCIONAL 
art. 5º, LXXIII art. 129, III 
OBJETO 
PROTEGIDO 
 Patrimônio 
histórico e cultural 
 Patrimônio 
público, 
 Meio ambiente 
 Moralidade 
pública. 
Quaisquer direitos 
difusos e coletivos 
LEGITIMIDADE 
ATIVA 
Cidadão; 
STJ entende que o 
MP também pode. 
 Ministério Público 
 Entidades da 
Administração 
Pública 
 Defensoria Pública 
 Associações 
 
NÃO HÁ FORO POR PRERROGATIVA DE 
FUNÇÃO. 
* Quadro extraído do curso de Direito Constitucional do Professor João Trindade, no IMP Online. 
Observação: Se a ação popular envolver disputa entre entes 
federativos a competência será do Supremo Tribunal Federal. A 
competência também será do Supremo Tribunal Federal se todos os 
membros da magistratura forem direta ou indiretamente interessados 
na ação. 
 
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8) QUADRO ESQUEMATIZADO 
 
HABEAS 
CORPUS 
HABEAS DATA 
MANDADO 
DE 
SEGURANÇA 
MANDADO DE 
INJUNÇÃO 
AÇÃO 
POPULAR 
OBJETO 
Liberdade 
de 
locomoção 
Liberdade de 
informação 
pessoal 
Direito 
líquido e 
certo 
Ausência de 
norma 
regulamentadora 
Anular ato 
lesivo 
NATUREZA 
JURÍDICA 
Ação penal Ação civil Ação civil Ação civil Ação civil 
LEGITIMIDADE 
ATIVA 
Qualquer 
pessoa, 
mesmo sem 
advogado. 
Titular da 
informação 
(ação 
personalíssima) 
MS 
Individual: 
prejudicado 
MS 
Coletivo: 
legitimados 
do art. 5º, 
LXX, CF/88 
Mesma regra do 
Mandado de 
Segurança 
Qualquer 
CIDADÃO 
LEGITIMIDADE 
PASSIVA 
Autoridade 
pública ou 
Particular 
Banco de 
dados público 
ou acessível ao 
público 
(exemplo: SPC) 
Autoridade 
pública ou 
pessoa 
equiparada 
Autoridade 
pública omissa 
Autoridade 
pública ou 
Particular 
CUSTAS 
Não há o 
pagamento 
das custas 
Não há o 
pagamento das 
custas 
Há o 
pagamento 
de custas 
Há o pagamento 
de custas 
Em regra: 
não 
Exceção: Se 
houver má-
fé. 
OBSERVAÇÃO 
Ação 
informal e 
possui 
trâmite 
prioritário 
Exige a prova 
da negativa na 
via 
administrativa 
Possui prazo 
decadencial 
de 120 dias, 
a partir da 
notificação 
da 
ilegalidade 
Teoria 
concretista 
intermediária x 
* Quadro extraído do curso de Direito Constitucional do Professor João Trindade, no IMP Online. 
 
 
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ESTUDO DIRIGIDO 
01) Quais são os remédios constitucionais de natureza não 
jurisdicional? 
 
02) Quais são os remédios constitucionais de natureza 
jurisdicional? 
 
03) Qual o objeto de proteção do habeas corpus? 
 
04) No que consiste a doutrina brasileira do habeas corpus? 
 
05) Quais são as espécies de habeas corpus? 
 
06) Qual a diferença entre o HC preventivo e o HC profilático? 
 
07) Qual a natureza jurídica do habeas corpus? 
 
08) Quem pode impetrar um habeas corpus? 
 
09) Qual a diferença entre impetrante e paciente no habeas 
corpus? 
 
10) Para impetração de habeas corpus em favor de alguém é 
necessária a autorização dessa pessoa? 
 
11) O Ministério Público pode impetrar habeas corpus? 
 
12) Os membros do Poder Judiciário podem conceder ordem 
de habeas corpus de ofício? 
 
13) O que é o habeas corpus inquisitivo? 
 
14) Autoridade policial pode impetrar habeas corpus? 
 
15) A ação de habeas corpus depende de advogado? 
 
16) A petição de habeas corpus precisa ser assinada? 
 
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17) É possível impetrar habeas corpus contra ato de 
particular? 
 
18) É possível habeas corpus coletivo? 
 
19) O habeas corpus é uma ação gratuita? 
 
20) Quais são as características do habeas corpus? 
 
21) Quais são as hipóteses em que não se admite habeas 
corpus? 
 
22) É possível o habeas corpus substitutivo? 
 
23) O que é o habeas corpus per saltum? É admitido? 
 
24) A quem compete julgar o habeas corpus contra decisão 
de turma recursal de Juizados Especiais Criminais? 
 
25) O habeas corpus admite dilação probatória? 
 
26) A proibição da “reformatio in pejus” se aplica ao habeas 
corpus? 
 
27) Cabe HC para apurar eventual ilegalidade na fixação de 
medida protetiva de urgência consistente na proibição de 
aproximar-se de vítima de violência doméstica e familiar? 
 
28) Qual o objeto de proteção do habeas data? 
 
29) Quais são as finalidades do habeas data? 
 
30) De quem é a legitimidade para impetrar habeas data? 
 
31) A impetração de habeas data exige assistência de 
advogado? 
 
32) Quem pode figurar no polo passivo de ação de habeas 
data? 
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33) É correto dizer que no habeas data há hipótese de 
jurisdição condicionada? Por quê?34) O mandado de segurança é criação brasileira? 
 
35) Qual o objeto de proteção do mandado de segurança? 
 
36) Controvérsia sobre matéria de direito não impede 
concessão de mandado de segurança? 
 
37) Aplicam-se os efeitos da revelia no mandado de 
segurança? 
 
38) No que consiste a subsidiariedade do mandado de 
segurança? 
 
39) Quais são as espécies de mandado de segurança? 
 
40) De quem é a legitimidade para impetrar mandado de 
segurança individual? 
 
41) De quem é a legitimidade para impetrar mandado de 
segurança coletivo? 
 
42) De quem é a legitimidade para figurar como impetrado no 
mandado de segurança? 
 
43) Praticado o ato por autoridade, no exercício de 
competência delegada, contra quem deve ser impetrado o 
mandado de segurança? 
 
44) Explique a teoria da encampação no mandado de 
segurança. 
 
45) Em atos praticados por órgão colegiado quem é 
considerado autoridade coatora? 
 
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46) Nos atos complexos, quem é considerado autoridade 
coatora? 
 
47) No mandado de segurança, há pagamento de custas e 
honorários advocatícios? 
 
48) Qual o prazo decadencial do mandado de segurança? 
 
49) Pedido de reconsideração feito na via administrativa 
interrompe o prazo decadencial do mandado de segurança? 
 
50) O pedido de mandado de segurança pode ser renovado 
dentro do prazo decadencial? 
 
51) Quais são as hipóteses em que não cabe mandado de 
segurança? 
 
52) A quem compete conhecer mandado de segurança contra 
ato do STJ? 
 
53) No mandado de segurança é cabível a desistência? Até 
quando? É necessária anuência do impetrado? 
 
54) A decisão proferida no mandado de segurança produz 
efeitos patrimoniais em relação a período pretérito? 
 
55) A quem compete processar e julgar mandado de 
segurança contra ato de juizado especial? 
 
56) A quem compete julgar mandado de segurança destinado 
ao controle da competência dos juizados especiais? 
 
57) Qual o objeto de proteção do mandado de injunção? 
 
58) O que é a síndrome da inefetividade das normas 
constitucionais? 
 
59) É possível mandado de injunção contra a insuficiência de 
norma regulamentar já editada? 
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60) De quem é a legitimidade ativa para impetrar mandado 
de injunção? 
 
61) De quem é a legitimidade passiva no mandado de 
injunção? 
 
62) Quais são os efeitos da decisão no mandado de injunção 
após a edição da Lei nº 13.300/2016? 
 
63) Qual o objeto de proteção da ação popular? 
 
64) A ação popular exige demonstração de prejuízo material 
aos cofres públicos? 
 
65) O mandado de segurança pode substituir a ação popular? 
 
66) De quem é a legitimidade ativa para propor ação popular? 
 
67) O MP pode ajuizar ação popular? 
 
68) Haverá pagamento de custas e de honorários de 
sucumbência na ação popular? 
 
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QUESTÕES ANTERIORES 
1. (FCC – 2018 – TRT 6ª REGIÃO – TÉCNICO JUDICIÁRIO) O 
remédio constitucional apto para ser empregado em um caso 
concreto, individual ou coletivo, com o intuito de o Judiciário dar 
conhecimento ao Legislativo sobre a omissão de norma 
regulamentadora que torne inviável o exercício dos direitos e 
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania é: 
 a) o habeas corpus. 
 b) o habeas data. 
 c) o mandado de segurança. 
 d) a ação popular. 
 e) o mandado de injunção. 
 
2. (VUNESP – 2018 – PCBA – DELEGADO DE POLÍCIA) A Lei no 
9.507, de 12 de novembro de 1997, disciplina o rito processual do 
habeas data, nos seguintes termos: 
 a) o seu pedido não poderá ser renovado, em caso de decisão 
denegatória. 
 b) o seu processo terá prioridade sobre todos os atos judiciais, 
exceto mandado de segurança e injunção. 
 c) o impetrante fará jus à gratuidade de Justiça, tendo ou não 
recursos financeiros para arcar com as custas e as despesas processuais. 
 d) ao despachar a inicial, se o juiz verificar que não é caso de 
habeas data, intimará o impetrante para que adite o seu pedido, 
convertendo-o em mandado de segurança. 
 e) quando for hipótese de sentença concessiva, o recurso de 
apelação interposto terá efeito devolutivo e suspensivo. 
 
3. (FCC – 2018 – ALESE – ANALISTA LEGISLATIVO) Um 
estrangeiro residente no País formulou requerimento administrativo 
para retificar dados seus constantes de arquivo público em que estão 
registradas informações incorretas a seu respeito. Embora a 
Administração tenha reconhecido a incorreição da anotação, o pedido 
foi indeferido, por decisão não mais sujeita a recurso na esfera 
administrativa, sob o argumento de que o registro reflete as 
informações disponíveis no momento em que os dados foram colhidos 
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pelo Poder Público. Em vista disso, para que esse indivíduo atinja seu 
objetivo, será cabível a impetração de 
 a) mandado de segurança, uma vez que não pode ser proposto 
habeas data, que é assegurado apenas aos cidadãos brasileiros. 
 b) mandado de segurança, uma vez que o habeas data somente 
pode ser proposto para o fim de assegurar o conhecimento de informações 
relativas à pessoa do impetrante, e não para retificá-las. 
 c) mandado de segurança, que permite dilação probatória vedada 
no habeas data. 
 d) habeas data, cujo uso é assegurado em situações como a 
descrita, inclusive para o caso de o impetrante ser estrangeiro residente no 
país. 
 e) mandado de segurança, uma vez que o habeas data não é 
cabível quando a Administração reconhece a incorreição dos dados, apenas 
negando-se a retificá-los. 
 
4. (IBADE – 2018 – SEDURB/PB – AGENTE DE CONTROLE 
URBANO) O remédio constitucional cabível sempre que a falta de 
norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e 
liberdades constitucionais e das prerrogativas inerentes à 
nacionalidade, à soberania e à cidadania, consiste no(a): 
 a) mandado de segurança. 
 b) habeas corpus. 
 c) ação popular. 
 d) mandado de injunção. 
 e) ação coletiva. 
 
5. (CESPE – 2018 – TCM/BA – AUDITOR ESTADUAL DE 
INFRAESTRUTURA) O cidadão que entender que seu direito líquido 
e certo foi violado por ato de agente do tribunal de contas que atuava 
no exercício de suas funções poderá se valer do remédio 
constitucional denominado 
 a) mandado de injunção. 
 b) ação popular. 
 c) mandado de segurança. 
 d) ação civil pública. 
 e) ação rescisória. 
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6. (CESPE – 2018 – STJ – ANALISTA JUDICIÁRIO) O princípio da 
proibição do reformatio in pejus não se aplica ao habeas corpus, pois 
esta garantia fundamental não possui natureza recursal. 
 
7. (CESPE – 2018 – STJ – ANALISTA JUDICIÁRIO) A isenção de 
custas processuais na ação popular para a defesa de interesse 
coletivo ou difuso inclui o ônus da sucumbência, salvo se comprovada 
má-fé. 
 
8. (VUNESP – 2018 – TJSP – ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) 
Conforme dispõe expressamente o texto constitucional, são gratuitas 
as ações de: 
 a) mandado de segurança e mandado de segurança coletivo. 
 b) mandado de segurança e habeas corpus. 
 c) mandado de segurança e habeas data. 
 d) habeas corpus e mandado de injunção. 
 e) habeas corpus e habeas data. 
 
9.

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