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APOSTILA COMPLETA – EME NA UTI PEDIÁTRICA (VERSÃO COLORIDA ATUALIZADA) 1. Definição Operacional (ILAE) Tipo de Crise t1 (Iniciar tratamento) t2 (Risco de dano neuronal) Tônico-Clônico Generalizado 5 min 30 min Focal com alteração de consciência 10 min 60 min Ausência 10–15 min Desconhecido 2. Primeira Linha – Benzodiazepínicos (VERDE) Droga Dose Pediátrica Observações Lorazepam IV 0,1 mg/kg (máx 4 mg) Repetir 1x se necessário Diazepam IV 0,15–0,2 mg/kg Redistribuição rápida Diazepam Retal 0,5 mg/kg Sem acesso IV Midazolam IN/IM 0,2 mg/kg Pré-hospitalar ideal Midazolam IV 0,1 mg/kg Titulação rápida 3. Segunda Linha (LARANJA) Droga Dose Pontos Estratégicos Levetiracetam 40–60 mg/kg (máx 4500 mg) Estável hemodinamicamente Fosfenitoína 20 mg PE/kg Risco arritmia/hipotensão Valproato 20–40 mg/kg Evitar hepatopatia Fenobarbital 20 mg/kg Sedação profunda 4. EME Refratário (VERMELHO) Infusão Dose Observações Midazolam 0,05–0,2 mg/kg/h Primeira escolha comum Propofol 1–4 mg/kg/h Cuidado PRIS Pentobarbital 1–5 mg/kg/h Suporte vasoativo Cetamina 1–5 mg/kg/h Útil em choque 5. BLOCO NEONATAL • Fenobarbital 20 mg/kg IV é primeira linha tradicional. • Se refratário: considerar levetiracetam. • Investigar hipoglicemia, hipocalcemia, hipomagnesemia. • Considerar piridoxina IV em RN refratário. • EEG contínuo é fundamental (crises eletrográficas frequentes). 6. Estratégia de Prova – Pegadinhas de Banca • EME tônico-clônico: tratar aos 5 minutos. • 30 minutos é risco de dano, não início do tratamento. • Não repetir benzodiazepínico indefinidamente. • Fosfenitoína pode causar hipotensão. • Valproato contraindicado em hepatopatia/mitocondriopatia. • Propofol: risco de síndrome da infusão em pediatria.