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Página 1 Terapia de substituição renal na UTI pediátrica e neonatal - tabela única comparativa Compilação em uma única tabela, reunindo todas as informações solicitadas e as informações já trazidas anteriormente, sem sobreposição e com alinhamento para leitura em PDF. Categoria / item comparado Diálise peritoneal (DP) Hemodiálise intermitente (HDI) Terapia prolongada intermitente lenta (PIRRT / SLED) CKRT / CRRT - CVVH CKRT / CRRT - CVVHD CKRT / CRRT - CVVHDF Mecanismo principal Difusão; ultrafiltração por gradiente osmótico da glicose. Predomínio de difusão. Difusão predominante, com remoção lenta e prolongada; modalidade híbrida. Convecção. Difusão. Difusão + convecção. Solutos que remove melhor / perfil de depuração Pequenas moléculas, mas mais lentamente. Ureia/creatinina: remoção mais lenta. Potássio: mais lenta que HDI. Moléculas médias: limitada. Excelente para ureia, potássio e toxinas dializáveis. Ureia/creatinina: mais rápida. Potássio: melhor resposta rápida. Intermediário entre HDI e CKRT para ureia/creatinina e potássio; moléculas médias: intermediária. Boa para pequenas e médias moléculas; melhor que HDI para moléculas médias pela convecção. Muito boa para pequenas moléculas; menor que CVVH para moléculas médias. Muito boa para pequenas moléculas e muito boa para moléculas médias; modalidade contínua muito versátil. Controle de volume / ultrafiltração Moderado, menos previsível que modalidades extracorpóreas. Pode ser menos previsível para ultrafiltração. Bom, porém mais brusco e com maior risco de hipotensão. Intermediário, com melhor tolerância hemodinâmica que HDI. Excelente controle contínuo de volume. Excelente controle contínuo de volume. Excelente controle contínuo de volume. Acesso Cateter peritoneal. Cateter venoso central de duplo lúmen. Cateter venoso central. Cateter venoso central. Cateter venoso central. Cateter venoso central. Idade / peso em que costuma ser mais vantajosa Muito útil em neonatos, baixo peso e lactentes; muito relevante quando o bebê é muito pequeno para extracorpórea. Melhor em crianças maiores e mais estáveis. Criança crítica que não tolera HDI clássica, sobretudo em serviços sem CKRT plena. Criança crítica instável; inclusive pequenos pesos se houver circuito apropriado. Criança crítica instável. Muito usada em PICU/NICU quando disponível. Primeira linha quando... Instabilidade hemodinâmica, dificuldade de acesso vascular, indisponibilidade de CKRT, contexto de recurso limitado, coagulopatia que dificulte cateter venoso central grande, neonato/lactente pequeno. Hipercalemia grave, intoxicações dializáveis, ureia muito alta com necessidade de depuração rápida. Alternativa híbrida quando se quer melhor tolerância hemodinâmica do que HDI e não há CKRT plena. Sobrecarga hídrica importante, sepse, falência orgânica, necessidade de remoção convectiva e balanço fino contínuo. Quando a prioridade é depuração contínua de pequenas moléculas em paciente crítico instável. Quando se quer controle fino de volume + soluto; frequentemente a modalidade contínua mais completa. Sistema / máquina Manual ou com cicladora; em volumes muito pequenos pode ser manual. Máquina de hemodiálise convencional. Máquina de HD convencional, geralmente 8-12 h. Máquina de CKRT / CRRT. Máquina de CKRT / CRRT. Máquina de CKRT / CRRT. Anticoagulação Não precisa anticoagulação sistêmica. A diretriz cita heparina 500 UI/L no início da prescrição para reduzir fibrina/obstrução, não como anticoagulação do paciente. Frequentemente sim, dependendo do circuito e do risco de sangramento. Frequentemente sim. Geralmente sim. Citrato regional vem sendo favorecido por maior vida do circuito e menos complicações comparado a heparina em séries pediátricas. Geralmente sim. Citrato regional ou heparina conforme protocolo e risco de sangramento. Geralmente sim. Citrato regional ou heparina conforme protocolo e risco de sangramento. Custo / infraestrutura Menor custo e menor complexidade. Intermediário; requer equipe treinada e acesso vascular adequado. Menor custo que CKRT; menos complexa que terapia contínua. Alta complexidade e alto custo. Alta complexidade e alto custo. Alta complexidade e alto custo; entre as contínuas, uma das mais complexas. Cenários práticos de escolha Neonato pequeno, acesso vascular ruim, centro sem extracorpórea pediátrica; também útil quando coagulopatia contraindica cateter venoso central grande. Hipercalemia ameaçadora, intoxicação dializável, urgência de queda rápida de solutos. Serviço sem CKRT plena, mas com máquina de HD e necessidade de maior estabilidade do que HDI. Choque / instabilidade importante, grande sobrecarga hídrica, sepse, falência múltipla de órgãos. Paciente crítico instável quando a meta central é depuração contínua de pequenas moléculas. Instabilidade hemodinâmica com necessidade de controle fino e contínuo de volume e soluto; muito útil em hiperamonemia e situações complexas. Tipo de acesso e técnica de implantação Preferência por Tenckhoff cirúrgico em centro cirúrgico. Alternativas: técnica de Seldinger, radiologia intervencionista e cateter rígido por curto prazo. Tenckhoff cirúrgico é considerado a melhor opção. Punção guiada por ultrassom com cateter venoso central de duplo lúmen, preferindo cateter o mais curto e calibroso possível. Punção guiada por ultrassom com cateter venoso central, idealmente o mais curto e calibroso possível. Punção guiada por ultrassom; acesso não deve exceder ~50% do diâmetro da veia; jugular interna e femoral são comuns; subclávia é menos desejável. Punção guiada por ultrassom; mesmos princípios de acesso vascular da CKRT. Punção guiada por ultrassom; mesmos princípios de acesso vascular da CKRT. Tamanho de cateter / fluxo sanguíneo Não se aplica ao circuito extracorpóreo. O ponto crítico é adequação do cateter peritoneal ao tamanho do paciente e boa drenagem/enchimento. Menor cateter recomendado para hemodiálise pediátrica: 7 Fr duplo lúmen. Fluxo sanguíneo em HDI pediátrica curta: iniciar em 3 mL/kg/min e aumentar para 5 mL/kg/min nas sessões seguintes; dialisato pelo menos 300 mL/min, podendo chegar a até 2 vezes o fluxo sanguíneo. Usa princípios semelhantes aos de HD, porém com baixo fluxo sanguíneo e de dialisato por 8-12 h. Em CKRT pediátrica, acessos maiores que 8 Fr tendem a melhorar fluxo e vida do circuito. Fluxo sanguíneo inicial geralmente 3-5 mL/kg/min. Fluxo sanguíneo inicial geralmente 3-5 mL/kg/min. Fluxo sanguíneo inicial geralmente 3-5 mL/kg/min. Prescrição - visão geral Fill inicial 10-20 mL/kg; ciclo total 60-90 min; glicose inicial 2,5%; heparina 500 UI/L; contínua por 24 h nos primeiros 1-3 dias. Sessões geralmenterápida para depuração de solutos. Modalidade “meio do caminho”: melhor tolerância hemodinâmica que HDI, mas sem a continuidade total da CKRT. Melhor para controle fino contínuo; ótima em sobrecarga hídrica, sepse, falência orgânica. Muito boa para pequenas moléculas e controle fino contínuo. Muito boa e muito versátil; combinação de difusão e convecção. Dialisato / solução - DP comercial DIANEAL Low Calcium: glicose 1,5 / 2,5 / 4,25%; pH 5,0-6,5; Na 132 mEq/L; Ca 2,5 mEq/L; Mg 0,5 mEq/L; Cl 95 mEq/L; lactato 40 mEq/L. DIANEAL PD-2: glicose 1,5 / 2,5%; pH 5,0-5,6; Na 132 mEq/L; Ca 3,5 mEq/L; Mg 0,5 mEq/L; Cl 96 mEq/L; lactato 40 mEq/L. Mais glicose = mais ultrafiltração, mas mais risco de hiperglicemia e desidratação. Não se aplica. Não se aplica diretamente; usa banho de diálise individualizado. Não se aplica. Não se aplica. Não se aplica. Dialisato / solução - CKRT Quando disponível, em disfunção hepática, instabilidade hemodinâmica e acidose persistente/piorando, é preferível solução com bicarbonato. Devem-se usar soluções comercialmente preparadas sempre que possível; misturas locais aumentam risco de contaminação e erro de preparo. Banho de diálise individualizado, geralmente com bicarbonato como tampão. Banho de diálise individualizado, geralmente com bicarbonato como tampão. PRISMASOL BGK0/2.5: Ca 2,5; HCO3 32; K 0; Mg 1,5; Na 140; fosfato 0; Cl 109; lactato 3; dextrose 100 mg/dL; pH final 7,0-8,5. PRISMASOL BGK4/2.5: Ca 2,5; HCO3 32; K 4; Mg 1,5; Na 140; fosfato 0; Cl 113; lactato 3; dextrose 100 mg/dL; pH final 7,0-8,5. PHOXILLUM BK4/2.5: Ca 2,5; HCO3 32; K 4; Mg 1,5; Na 140; fosfato 1 mmol/L; Cl 114,5; lactato 0; dextrose 0; pH final 7,0-8,5. PHOXILLUM B22K4/0: Ca 0; HCO3 22; K 4; Mg 1,5; Na 140; fosfato 1 mmol/L; Cl 122; lactato 0; dextrose 0; pH final 7,0-8,5. Itens que podem ser adicionados / riscos do preparo Se K séricode CKRT/CRRT, survey europeu pediátrico e rótulos comerciais PRISMASOL. Revisões pediátricas de CKRT/CRRT, survey europeu pediátrico e rótulos comerciais PHOXILLUM.