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Quedas em pessoas idosas
Profª Dra. Paloma Sales e Profa. Dra. Flavia 
Carnaúba
Você conhece algum idoso 
que já caiu?
Rainha mãe
Rainha Elizabeth
Papa João 
Paulo II
A queda é um evento muito 
frequente entre idosos
Deslocamento não-intencional do corpo para 
um nível inferior à posição inicial, com 
incapacidade de correção em tempo hábil, 
determinado por circunstâncias multifatoriais 
que comprometem a estabilidade. 
(MENEZES E BACHION , 2008)
QUEDA
Quando e onde as quedas 
ocorrem?
• Períodos de atividade máxima no dia;
• Meses de inverno e dias mais frios;
• Na própria casa;
• Jardins, quartos, cozinha e sala de jantar.
(Campbell, 1996)
Porque as quedas ocorrem?
Porque as quedas ocorrem?
Porque as quedas são mais 
frequentes entre os idosos?
Características Epidemiológicas
• Cerca de 30% dos idosos caem ao menos uma vez ao 
ano;
• Metade cai de forma recorrente;
• Cerca de 90% das fraturas de quadril são causadas por 
quedas.
Perracini, 2009
Prevalência de quedas em idosos 
residentes em São Paulo - Estudo SABE
2006 2010
sim 28,5% sim 30,4%
não 71,5% não 69,6%
60,4% uma queda 
39,6% duas ou mais quedas
58,4% uma queda 
41,6% duas ou mais quedas
Quedas em idosos residentes em São 
Paulo - Estudo SABE
Fraturas
2006 2010
sim 13,9% sim 8,0%
não 86,1% não 92,0%
20,1% fratura de punho 
14,4% fratura de fêmur 
27,6% fratura de punho 
13,6% fratura de fêmur 
Fatores de Risco 
Fatores Extrínsecos
Fatores Intrínsecos
Fatores Comportamentais
FATORES EXTRÍNSECOS
FATORES EXTRÍNSECOS
TAPETES PISOS ESCORREGADIOS
FATORES EXTRÍNSECOS
ESCADAS CALÇADAS INADEQUADAS
FATORES EXTRÍNSECOS
POUCA ILUMINAÇÃO ANIMAIS DOMÉSTICOS
FATORES EXTRÍNSECOS
OBSTÁCULOS NO CAMINHO AUSÊNCIA DE CORRIMÃOS 
FATORES EXTRÍNSECOS
• 
ROUPAS EXCESSIVAMENTE 
COMPRIDAS
ARMÁRIOS COM ALTURAS 
INADEQUADAS
FATORES EXTRÍNSECOS
ALTURA DA CAMA VIOLÊNCIA FÍSICA
FATORES INTRÍNSECOS
FATORES INTRÍNSECOS
DIMINUIÇÃO DO EQUILÍBRIO DIMINUIÇÃO DA 
ACUIDADE VISUAL
SEXO FEMININO 
FATORES INTRÍNSECOS
IDOSOS > 80 ANOS
FATORES INTRÍNSECOS
ALTERAÇÕES NOS PÉS USO DE MEDICAMENTOS
FATORES INTRÍNSECOS
AUMENTO DO TEMPO DE 
REAÇÃO A SITUAÇÕES DE PERIGO
DIMINUIÇÃO DA AUDIÇÃO
FATORES INTRÍNSECOS
OSTEOPOROSEFRAQUEZA MUSCULAR
FATORES INTRÍNSECOS
ESTADO PSICOLÓGICO 
MEDO DE QUEDAS
HISTÓRIA PRÉVIA DE 
QUEDAS
FATORES 
COMPORTAMENTAIS
FATORES COMPORTAMENTAIS
USO EXCESSIVO DE ÁLCOOL
USO MÚLTIPLO DE MEDICAMENTOS 
SEM PRESCRIÇÃO MÉDICA
FATORES COMPORTAMENTAIS
NEGAÇÃO DA FRAGILIDADESEDENTARISMO
FATORES DE RISCO
 
 
 Difícil determinar qual tipo de fator precipitou a queda: 
 na verdade, é desencadeada pela interação entre os fatores. 
 (Freitas, 2006)
Queda???
Fatores 
Extrínsecos
Fatores 
Comportamentais
Fatores 
Intrínsecos
GERENCIAMENTO DO RISCO
Avaliação 
detalhada de Riscos
Intervenção Multifatorial
Individualizada
“Só tem sentido Avaliar 
se houver intenção de se oferecer Intervenções ”
• Sexo feminino
• Idade ≥ 75 anos 
• Ausência de Cônjuge 
• Baixa Renda
• Morar só
Sócio-demográficos
“Declínio Cognitivo”
(Depressão/Medo de Cair)
Psico-Cognitivos
• AVC prévio
• Diabetes
• Queixa de Tontura
• Hipotensão Postural
• Baixo Índice de massa corpóreo
• Anemia
Condições de saúde
Doenças Crônicas
• História prévia de quedas
• História prévia de fratura
• Insônia
• Artrite/osteoartrose
• Neuropatia
• Incontinência ou urgência miccional
Condições de saúde
Doenças Crônicas
Funcionalidade:
▪ Comprometimento em AVD
▪ Necessidade de dispositivo de auxílio a marcha
▪ Inatividade
Distúrbio neuromuscular:
• Fraqueza muscular de MMII
• Fraqueza muscular de preensão
• Diminuição de reflexos
• Dor em joelho ou quadril
• Problemas nos pés
Condição médica prévia
Hospitalizações
Comprometimento sensorial:
• Comprometimento visual
• Comprometimento auditivo
Uso de medicações:
• Psicotrópicas : Diazepam, Rivotril, Lexotan
• Bloqueadores de canal de cálcio: Nifedipina, Anlodipina, 
Verapamil e Diltiazem.
• Analgésicos: Paracetamol (Tylenol), dipirona (Anador, 
Novalgina), tramadol (Tramal).
• Número de medicações
Causas
• Acidentais ou relacionadas ao ambiente 
• Distúrbios do equilíbrio e marcha
• Fraqueza muscular 
• Tontura e vertigem
• Artrite 
• Doenças agudas
• Epilepsia 
• Dor
Causas
• Medicamentos 
• Álcool
• “drop attack” (queda brusca)
• Confusão ou Delirium
• Hipotensão Postural 
• Distúrbios visuais
• Síncope (desmaio)
• Prejuízo da capacidade funcional;
• Lesões e/ou fraturas;
• Restrição de atividades;
• Imobilidade;
• Hospitalizações;
• Institucionalização prematura;
• Óbito.
Complicações Decorrentes de Quedas
DANOS PSICOLÓGICOS E SOCIAIS PÓS QUEDAS
• Medo de cair novamente / Insegurança
• Auto-redução das atividades - inatividade e imobilidade
• Superproteção dos familiares / Dependência
• Isolamento social / Depressão
• Institucionalização
• Tratamento das lesões decorrentes da queda;
• Avaliação das causas a fim de diminuir a possibilidade 
de recorrência.
Tratamento
A prevenção é a melhor estratégia 
Modelo de Prevenção de Quedas da OMS
Conscientização
IntervençãoAvaliação
Prevenção 
de quedas
Modelo de Prevenção de Quedas da OMS
Conscientização
• Idosos;
• Família e cuidadores;
• Jovens e adultos;
• Comunidade;
• Setor saúde;
• Governo;
• Mídia.
Modelo de Prevenção de Quedas da OMS
Avaliação dos seguintes domínios:
Avaliação
• Comportamental;
• Pessoal;
• Ambiente físico;
• Social;
• Econômico;
• Serviços de saúde e de assistência social.
Intervenção
• Avaliação médica;
• Checagem de segurança nas casas;
• Monitoramento dos medicamentos prescritos;
• Mudanças ambientais;
• Exercício e atividade física personalizados;
• Treinamento da marcha e do caminhar;
• Avaliação da disposição em mudar 
comportamentos;
• Encaminhamento a profissionais de saúde.
Modelo de Prevenção de Quedas da OMS
Acessibilidade para o Idoso 
Como está na nossa realidade?
Muito prejudicada!!! 
Não há adaptações necessárias para locomoção dos idosos 
no ambiente urbano e domiciliar. Portanto, é necessário a 
presença de um acompanhante para auxiliar os idosos à todas 
atividades, tornando-o uma pessoa dependente.
 
SÃO RAROS OS 
ÔNIBUS
ACESSÍVEIS
PARA IDOSOS
Casa Segura
Exterior:
• Porta da frente – maior que 80 cm de vão livre
• Exterior bem iluminado, facilitando a visão do interior para fora.
http://www.casasegura.arq.br/ 
Acesso fácil sem barreiras
Piso externo áspero com marcações claras do 
caminho
Espaço livre para circulação entre a porta
Maçaneta tipo alavanca
Fechadura sobre a maçaneta
Trincos de segurança deslizantes
Desníveis vencidos por rampa
Quarto:
• A altura da cama deve permitir que quando sentado na 
beirada, o idoso encoste os pés no chão;
• Mesa de cabeceira deve ter bordas arredondadas. Ficar 
no mesmo nível da cama. Fixadas no chão ou na 
parede;
Casa Segura
Relógio digital – suporte para copos – 
copos de plástico ou metal – telefone e 
números de auxílio – lanterna – controles 
– abajur fixo;
 Utilizar sistema de abertura da janela para 
dentro ou de correr;
 Uma cadeira ajuda a calçar meias e 
sapatos.
Casa Segura
Banheiro:
• Paredes em alvenaria, resistentes;
• Banheira só se houver espaço para banheira e box;
• Espaço interno do box ou banheira para circulação de 
duas pessoas.
Casa Segura
• Banho:
• Box: piso e proteção 
antiderrapante;
• Desnível máximo de 1,5cm;
• Assento para banho fixo. Suporte 
/corrimão/barras de apoio;
• Chuveiro portátil – porta objetos 
fixo;
• Fechamento do box com material 
inquebrável e firme.
Casa Segura
• Vaso sanitário:
• Altura média de 48 a 50 cm;
• Papeleira externa de fácil acesso e fixa;
• Barras de apoio com altura de 30cm acima do tampo do 
vaso sanitário.
CasaSegura
• Bancada do banheiro:
• Altura de 80-85 cm;
• Barras de apoio junto ao lavatório;
• Porta toalhas alto, próximo a bancada 
e fixo;
• Gabinete com área livre para 
movimentação das pernas;
• Gavetas com trava de segurança;
• Porta de entrada: ideal de 80cm.
Casa Segura
• Cozinha e área de serviço:
• Apoio para alimentos próximo aos equipamentos;
• Barras de apoio instaladas em locais firmes;
Casa Segura
• Pia e bancada:
• Altura média de 85 a 90cm;
• Armários não muito altos;
• Gavetas de fácil abertura e com travas de segurança;
• Objetos de uso mais frequente devem ficar em locais de 
fácil acesso.
Casa Segura
Sala de estar e de jantar:
• Paredes de cores claras;
• Iluminação uniforme e contínua;
• Ambientes livres de obstáculos, principalmente objetos e 
móveis baixos;
• Cadeiras com braço de apoio lateral e espaldar alto;
• Estante: bem fixada ao piso ou a parede. 
• Mesa de jantar com bordas arredondadas.
Casa Segura
EVITAR:
• Quinas vivas nos móveis;
• Tapetes soltos;
• Cortinas pesadas;
• Andar só de meias dentro de casa;
• Fios elétricos e de telefone soltos;
• Escadas dobráveis.
Casa Segura
USAR:
• Sistema de controle eletrônico viva-voz;
• Luz de emergência e luz noturna;
• Intercomunicador dentro do banheiro e 
cozinha;
• Piso cerâmico antiderrapante na cozinha, 
área e banheiros.
Casa Segura
Coisas que ajudam:
Teleassistência
Prevenção de queda
https://www.youtube.com/watch?v=X7P9geYRPdw
https://www.youtube.com/watch?v=X7P9geYRPdw
O manejo de quedas envolve não apenas uma 
abordagem clínica, mas também mudanças 
comportamentais e ambientais, tanto do ponto de 
vista individual quanto populacional.
Implementação de ações junto à comunidade, 
envolvendo vários setores da sociedade
Concluindo...
Referências
▪ DATASUS - Ministério da Saúde - Sistema de Informações Hospitalares do 
SUS (SIH/SUS), 2012.
▪ FREITAS, E. V. et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan, 2006. 1666p. 
▪ IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Rio de Janeiro, 2010. 
▪ OMS. Organização Mundial da Saúde. WHO global report on falls prevention 
in older age. Genebra, 2007. 
▪ Perracini MR, Ramos LR. Fatores associados a quedas em uma coorte de 
idosos residentes na comunidade. Rev Saúde Pública 2002;36(6): 709-16.
▪ PERRACINI, Monica Rodrigues. Desafios da prevenção e do manejo de 
quedas em idosos. BIS, Bol. Inst. Saúde (Impr.), São Paulo, n. 47, Apr. 2009.
	Slide 1: Quedas em pessoas idosas
	Slide 2: Você conhece algum idoso que já caiu?
	Slide 3: Rainha mãe Rainha Elizabeth
	Slide 4: A queda é um evento muito frequente entre idosos
	Slide 5: 
	Slide 6: Quando e onde as quedas ocorrem?
	Slide 7: Porque as quedas ocorrem?
	Slide 8: Porque as quedas ocorrem?
	Slide 9: Porque as quedas são mais frequentes entre os idosos?
	Slide 10: Características Epidemiológicas
	Slide 11: Prevalência de quedas em idosos residentes em São Paulo - Estudo SABE
	Slide 12: Quedas em idosos residentes em São Paulo - Estudo SABE
	Slide 13: Fatores de Risco 
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16: FATORES EXTRÍNSECOS
	Slide 17: FATORES EXTRÍNSECOS
	Slide 18: FATORES EXTRÍNSECOS
	Slide 19: FATORES EXTRÍNSECOS
	Slide 20: FATORES EXTRÍNSECOS
	Slide 21: FATORES EXTRÍNSECOS
	Slide 22
	Slide 23: FATORES INTRÍNSECOS
	Slide 24: FATORES INTRÍNSECOS
	Slide 25: FATORES INTRÍNSECOS
	Slide 26: FATORES INTRÍNSECOS
	Slide 27: FATORES INTRÍNSECOS
	Slide 28: FATORES INTRÍNSECOS
	Slide 29
	Slide 30: FATORES COMPORTAMENTAIS
	Slide 31: FATORES COMPORTAMENTAIS
	Slide 32: FATORES DE RISCO
	Slide 33: GERENCIAMENTO DO RISCO
	Slide 34: Sócio-demográficos
	Slide 35: Psico-Cognitivos
	Slide 36: Condições de saúde Doenças Crônicas
	Slide 37
	Slide 38: Funcionalidade:
	Slide 39: Distúrbio neuromuscular:
	Slide 40: Condição médica prévia
	Slide 41: Comprometimento sensorial:
	Slide 42: Uso de medicações:
	Slide 43: Causas
	Slide 44: Causas
	Slide 45: Complicações Decorrentes de Quedas
	Slide 46
	Slide 47: Tratamento
	Slide 48: Modelo de Prevenção de Quedas da OMS
	Slide 49: Modelo de Prevenção de Quedas da OMS
	Slide 50: Modelo de Prevenção de Quedas da OMS Avaliação dos seguintes domínios: 
	Slide 51: Modelo de Prevenção de Quedas da OMS
	Slide 52: Acessibilidade para o Idoso Como está na nossa realidade?
	Slide 53
	Slide 54
	Slide 55
	Slide 56
	Slide 57
	Slide 58
	Slide 59
	Slide 60
	Slide 61
	Slide 62
	Slide 63
	Slide 64
	Slide 65
	Slide 66
	Slide 67
	Slide 68
	Slide 69: Prevenção de queda
	Slide 70: O manejo de quedas envolve não apenas uma abordagem clínica, mas também mudanças comportamentais e ambientais, tanto do ponto de vista individual quanto populacional.
	Slide 71: Referências

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