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LEI COMPLEMENTAR Nº 157, de 10 de julho de 2008
DISPÕE SOBRE O PARCELAMENTO DO SOLO NO MUNICÍPIO DE
ITAQUAQUECETUBA.
ARMANDO TAVARES FILHO, PREFEITO MUNICIPAL DE ITAQUAQUECETUBA, usando das atribuições que lhe são conferidas por Lei; FAÇO
SABER QUE A CÂMARA MUNICIPAL DECRETA E EU PROMULGO A SEGUINTE LEI COMPLEMENTAR:
 O parcelamento do solo urbano poderá ser feito mediante loteamento, desmembramento ou desdobro de lote, observadas as disposições
desta Lei.
 Para efeito da aplicação da legislação de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, para fins urbanos, as seguintes expressões ficam assim
definidas:
I - Gleba é a área de terra que não foi objeto de loteamento ou desmembramento;
II - Desmembramento é a subdivisão de glebas em lotes destinados à edificação, com aproveitamento do sistema viário existente, desde que
não implique na abertura de novas vias e logradouros públicos, nem no prolongamento, ampliação ou modificação dos já existentes;
III - Remembramento de glebas ou lotes é a soma das áreas de duas ou mais glebas ou lotes, para a formação de novas glebas ou lotes;
IV - Loteamento é a subdivisão de glebas em lotes destinados à edificação, com abertura de novas vias de circulação, de logradouros
públicos ou prolongamento, modificação ou ampliação das vias existentes;
V - Desdobro é a subdivisão de lote resultante de loteamento ou desmembramento aprovado ou regularizado pela Prefeitura Municipal em
Art. 1º
Art. 2º
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duas ou mais partes;
VI - Quadra é a área resultante de loteamento, delimitada por vias de circulação de veículos e podendo, quando proveniente de loteamento
aprovado, ter como limites as divisas deste loteamento;
VII - Lote é a área resultante de loteamento, desmembramento ou desdobro com pelo menos uma divisa lindeira à via de circulação.
VIII - Via de circulação é o espaço destinado à circulação de veículos ou pedestres, sendo que:
a) via oficial de circulação de veículos ou pedestres é aquela aceita, declarada ou reconhecida como oficial pela Prefeitura;
b) via particular de circulação de veículos ou pedestres é aquela de propriedade privada, mesmo quando aberta ao uso público;
IX - Alinhamento é a linha divisória entre o terreno de propriedade particular ou pública e o logradouro público;
X - Eixo da via é a linha que passa equidistante aos alinhamentos;
XI - Frente do lote é a sua divisa lindeira à via de circulação;
XII - Fundo do lote é a divisa oposta à frente, sendo que:
a) no caso de lotes de esquina, o fundo do lote é o encontro de suas divisas laterais;
b) no caso de lotes de forma irregular ou de mais de uma frente, o fundo é definido de acordo com as condições estabelecidas em normas ou
legislação expedidas pelo Executivo;
XIII - Profundidade do lote é a distância medida entre o alinhamento do lote, e uma paralela a este, que passa pelo ponto mais extremo do
lote em relação ao alinhamento.
XIV - Acesso é a interligação para veículos ou pedestres entre:
a) logradouro público e propriedade privada;
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b) propriedade privada e áreas de uso comum em condomínio;
c) logradouro público e espaços de uso comum em condomínio.
XV - Equipamentos urbanos são as instalações de infra estrutura urbana, tais como: equipamentos de abastecimento de água, serviços de
esgotos, energia elétrica, coleta de águas pluviais, rede telefônica, gás canalizado, guias, sarjetas, sarjetões, pavimentação, arborização e outros
de interesse público.
XVI - Equipamentos comunitários são as instalações públicas destinadas à educação, cultura, saúde, lazer e similares.
XVII - Áreas institucionais são as áreas destinadas à instalação dos equipamentos comunitários.
XVIII - Uso misto é a utilização do mesmo lote ou da mesma edificação por mais de uma categoria de uso.
XIX - Áreas Verdes são áreas com restrição de usos, onde a prioridade é a manutenção e restauração florestal, deverão ser computadas
nestas áreas as áreas de reserva legal descritas no Art. 16 da lei federal 4771/65, áreas de preservação permanente definidas pela lei federal
4771/65 e suas alterações, áreas de primeira categoria da região metropolitana definidas pelas leis estaduais 898/75 e 1172/76 e áreas florestais.
XX - Sistema de Lazer, são áreas previstas ao uso público podendo incorporar áreas verdes, praças, áreas permeáveis de lazer, esporte,
pomares e áreas com vegetação exótica.
 O parcelamento do solo, caracterizado por loteamento ou desmembramento, está sujeito à prévia aprovação da Prefeitura e deverá
atender aos seguintes requisitos:
I - Não será permitido o parcelamento do solo:
a) em terrenos alagadiços e sujeitos à inundações, antes de tomadas as providências para assegurar a drenagem e escoamento das águas;
b) em terrenos que tenham sido aterrados com material nocivo à saúde pública, sem que tenham sido previamente saneados;
c) em terrenos com declividade igual ou superior a 30% (trinta por cento), salvo se for apresentado projeto de terraplanagem que demonstre
tecnicamente seu aproveitamento;
d) em terrenos onde a condição geológica não aconselhem a edificação;
Art. 3º
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e) em áreas de preservação ecológica ou naquelas onde a poluição impeça condições sanitárias suportáveis, até a sua correção;
II - Da área total objeto do projeto de desmembramento, serão destinadas no mínimo: (Regulamentado pelo Decreto nº 8175/2023)
a) 5 % (cinco por cento) para áreas institucional ;
III - Da área total objeto do projeto de loteamento serão destinados no mínimo:
a) 20% (vinte por cento) para vias de circulação de veículos;
b) 10% (dez por cento) para sistema de lazer;
c) 5% (cinco por cento) para áreas institucionais;
IV - A localização das áreas destinadas ao sistema de lazer deverá atender às seguintes disposições:
a) O sistema de lazer será fixado a critério exclusivo da Prefeitura Municipal em um ou mais perímetros desde que cada perímetro tenha área
superior a 5.000 m² (cinco mil) metros quadrados e que não apresentem declividade superior a 15% (quinze por cento);
b) em qualquer ponto do sistema de lazer deverá ser possível inscrever um círculo com raio de 10m (dez metros),
c) o sistema de lazer só poderá fazer divisa com fundo de lotes em no máximo um lado;
V - A localização da área institucional, tanto no loteamento como no desmembramento, deverá ser fixada pela Prefeitura devendo atender às
seguintes exigências:
a) fazer frente para o sistema viário e estar contida em um único perímetro quando a área institucional for igual ou inferior a 10.000m² (dez
mil metros quadrados). Quando for superior ela poderá ser localizada em mais de um perímetro a critério da Secretaria do Planejamento;
b) para os casos de loteamento, deverá ter pelo menos 30%(trinta por cento) de seu perímetro fazendo frente para o sistema viário do
loteamento;
c) para os casos de desmembramento deverá ter pelo menos 20% (vinte por cento) da testada da gleba fazendo frente para o sistema viário
existente;
d) estar situada em área com declividade até 15% (quinze por cento) podendo ser apresentado projeto de terraplanagem para a observação
desse parâmetro, devendo ser tomadas todas as providências com relação a contenção de taludes, drenagem e respectiva proteção vegetal;
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e) a área institucional só poderá fazer divisa com fundo de lotes em no máximo dois lados;
VI - As vias do projeto de loteamento deverão articular-se com vias adjacentes oficiais, existentes ou aprovadas, salvo quando as diretrizes
permitirem ou exigirem outra solução;
VII - As características técnicas, declividades, dimensões máximas e mínimas exigidas para sistemaviário, em projeto de loteamento, são as
constantes do Quadro 1, anexo;
VIII - Nenhum lote resultante de Plano de Loteamento aprovado pela presente Lei poderá:
a) ter frente para via de circulação de veículos de largura inferior a 10m (dez metros).
IX - As quadras com comprimento superior a 300m (trezentos metros) serão divididas, obrigatoriamente, a cada 200m (duzentos metros) ou
menos, por vias de circulação de pedestres, com largura igual ou superior a 10% (dez por cento) do comprimento da passagem, observado o
mínimo de 4m (quatro metros);
X - Ao longo das faixas de domínio público das rodovias, ferrovias e dutos, será obrigatória a reserva de faixa "non aedificandi" de 15m
(quinze metros) de cada lado de suas margens e dos limites da faixa de domínio;
XI - Ao longo das águas correntes, canalizadas ou não, das dormentes será obrigatório a reserva de faixa "non aedificandi" de 30m (trinta
metros) de cada lado de suas margens;
§ 1º - Os Loteamentos Industriais só poderão ser implantados nas zonas de uso ZUPI 1, ZUPI2 e ZUD.
§ 1º Os loteamentos industriais só poderão ser implantados nas zonas de uso ZUR, ZUR 1, ZUDI, ZUPI-I, ZUPI-2, ZEM (estudo caso a caso)
e ZUEC, respeitando-se para construção/instalação e a ocupação do solo de acordo com o previsto no "QUADRO 1 - ANEXO A LEI
COMPLEMENTAR Nº 156/2008". (Redação dada pela Lei Complementar nº 389/2024)
§ 2º - Nos loteamentos industriais, ficam dispensados a reserva de áreas de lazer previstas na alínea "b"do inciso III do Art. 3 da presente lei.
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§ 3º - A largura mínima das vias integrantes do Loteamento Industrial deverão ter as dimensões previstas para as vias de 1 categoria
constante do Quadro 1 anexo a presente lei, prevalecendo as demais exigências prevista na presente lei.
§ 4º - A faixa "non aedificandi" referida no item XI deste artigo, quando ao longo das águas dormentes e correntes, poderá compor até o limite
de 50% da área destinada ao sistema de lazer constante da alínea b inciso 3 do artigo 3 desta lei, estando neste caso dispensada da
obrigatoriedade da inscrição do círculo de raio de 10m (dez metros), constante da alínea "b" do item IV deste artigo;
§ 5º - Quando o espaço destinado ao sistema viário não atingir o índice estabelecido na alínea "a" do item III deste artigo a área necessária
para complementar o citado índice será adicionada ao sistema de lazer;
§ 6º - O desmembramento da gleba na zona urbana está obrigado à destinação de áreas institucionais, conforme o disposto na alínea "a" do
item II, salvo quando for comprovado pelo Registro na competente Circunscrição Imobiliária, que a gleba a ser desmembrada apresenta
anteriormente a data da publicação da presente Lei, área global igual ou inferior às dimensões abaixo fixadas, sendo que as parcelas de terrenos
resultantes do desmembramento serão consideradas como lotes:
a) 30.000 m² (trinta mil metros quadrados) p/ zonas industriais;
b) 15.000 m² (quinze mil metros quadrados) p/ as demais zonas de uso;
§ 7º - As áreas resultantes de desmembramento deverão, sempre, ter frente para a via oficial de circulação de veículos existente e observar
as dimensões mínimas de lote previstas na legislação para as diferentes zonas de uso, respeitando as restrições da Lei de Uso e Ocupação do
Solo.
§ 8º Na comprovada impossibilidade técnica de atendimento ao disposto na alínea "a" do item II deste artigo, conforme parecer da Secretaria
Municipal de Planejamento, o desmembramento poderá ser autorizado, desde que, a critério da referida Secretaria, seja atendida uma das
exigências constantes nos incisos do artigo 32 desta Lei". (Redação acrescida pela Lei Complementar nº 220/2013)
 A elaboração do projeto de loteamento será precedida de fixação de diretrizes, por parte da Prefeitura, a pedido do interessado instruído
com os seguintes documentos:
I - Requerimento assinado pelo proprietário do terreno;
Art. 4º
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II - Título de propriedade da área;
III - Comprovante de pagamento dos tributos municipais dos últimos 5 (cinco) anos, ou solução de eventuais débitos existentes, que incidam
sobre a área;
IV - 2 (duas) vias de cópias de levantamento planialtimétrico cadastral georeferenciado da área objeto do pedido, na escala 1:1.000 ou a mais
conveniente, com curvas de nível de metro em metro, indicando com exatidão os limites da área com relação aos terrenos vizinhos, cursos d`água
e suas denominações, tipos de vegetação existentes e vias oficiais, e situação da área na escala 1:10.000 ou a mais conveniente, que permita o
seu perfeito reconhecimento e localização;
V - Proposta de implantação do Plano de Arruamento.
 O prazo para a expedição das diretrizes é de 60 (sessenta) dias a contar da data do protocolamento do pedido.
Parágrafo Único. Findos os prazos de que trata este artigo, o requerente poderá apresentar o projeto, independentemente da fixação das
diretrizes, desde que atendidas as exigências legais, ficando a Prefeitura obrigada a aceitar os locais definidos no projeto para as áreas de
espaço de utilização comum destinados ao lazer, aos equipamentos sociais e ao sistema viário.
 As diretrizes terão validade pelo prazo de 1º um) ano, contados a partir da data de expedição do Certificado de Diretrizes.
 O projeto de loteamento, submetido pelo interessado, à aprovação da Prefeitura, obedecidas as diretrizes expedidas e a regulamentação
própria, deverá constar de:
I - Plano geral do loteamento, na escala 1:1000 ou a mais conveniente em 4 (quatro) vias de cópias, assinadas pelo proprietário e por
profissional habilitado e registrado na Prefeitura, constando de:
a) curvas de nível de metro em metro;
b) vias de circulação, quadras, lotes, áreas verdes, institucionais e sistema de lazer, dimensionadas e numeradas;
c) indicação gráfica dos recuos dos lotes, quando o loteamento criar restrições maiores do que as exigidas pela legislação;
Art. 5º
Art. 6º
Art. 7º
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d) indicação da zona de uso, onde se localiza a gleba, e o número do contribuinte junto à Prefeitura;
e) indicação, em planta, das áreas dos lotes e das áreas verdes, institucionais e sistema de lazer;
f) indicação das dimensões das divisas da área, de acordo com os títulos de propriedade;
g) indicação, em quadro, da área total da gleba, da área total dos lotes, da área do sistema viário, das áreas verdes, das áreas de sistema de
lazer, das áreas institucionais e do número total de lotes com os respectivos percentuais;
h) indicação, em quadro, das exigências urbanísticas convencionais;
II - Perfis longitudinais com estaqueamento de 20m. em 20m e secções transversais de todas as vias de circulação, em escala horizontal de
1:1.000 ou a mais conveniente, e vertical de 1:100 da horizontal;
III - Projeto completo, detalhado e dimensionado, do sistema de escoamento de águas pluviais e seus equipamentos, indicando a declividade
dos coletores e, quando as diretrizes o exigirem, a retificação ou canalização de águas correntes, obedecidas as normas e padrões a serem
regulamentados por ato do Executivo, respeitadas as seguintes condições:
a) Ruas com declividade até 5% (cinco por cento) deverão ser dotadas de sistema de boca de lobo para captação de águas pluviais com
distância máxima de 150m (cento e cinquenta metros) entre as referidas bocas, podendo ser aceita distâncias maiores, desde que justificada
tecnicamente;
b) Ruas com declividade entre 5% (cinco por cento) e 17% (dezessete por cento) deverão ser dotadas de sistema de boca de lobo para
captação de águas pluviais com distância máxima de 50m (cinquenta metros) entre as referidas bocas podendo ser aceita distâncias maiores,
desde que justificada tecnicamente;
IV - Projeto completo da rede de coletade águas servidas, obedecendo as normas e padrões fixados pelo órgão estadual competente, que
nele dará sua aprovação e sistema de tratamento coletivo, quando necessário.
V - Projeto completo do sistema de alimentação e distribuição de água potável e respectiva rede e, quando for necessário, projeto de
captação e tratamento, aprovado pelo órgão estadual.
VI - Projeto de guias, sarjetas e pavimentação das vias, obedecendo às normas e padrões a serem regulamentados por ato do Executivo.
VII - Projeto de arborização das áreas verdes e das vias, definindo as diferentes espécies a serem plantadas.
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VIII - Projeto de urbanização das áreas que compõe o sistema de lazer.
IX - Projeto de proteção das áreas sujeitas a erosão, inclusive preservação da cobertura vegetal existente, quando necessário por exigência
do Poder Executivo;
X - Projeto de Rede de Distribuição de Energia Elétrica e Iluminação Pública, devidamente aprovado pelo órgão competente;
XI - Memorial descritivo correspondente a cada projeto;
XII - Cronograma da execução das obras relativas à execução do loteamento;
XIII - As redes de abastecimento de água e coletora de esgoto, deverão ser projetadas sob os passeios em ambos os lados da via.
XIV - Nos cruzamentos deverão ser previstos rebaixamento das guias para atender a acessibilidade aos portadores de deficiencias físicas.
XV - Nos casos em que os lotes apresentes desníveis com relação ao eixo da via superior a 2,00m, deverá ser apresentado projeto de
terraplanagem para garantir a solução da acessibilidade ao lote.
§ 1º - Após elaborado o projeto de parcelamento compreendendo os itens I, II e III deste artigo, a Prefeitura emitirá Certificado de Anuência
Prévia para ser aprovado junto aos órgãos estaduais competentes;
§ 2º - Os demais requisitos constantes do "caput" deste artigo só serão exigidos após a aprovação da Anuência Prévia pelos órgãos
estaduais competentes.
§ 3º - O executivo deverá elaborar em 90(noventa) dias, normas específicas dos padrões das obras de infra estrutura a serem implantadas
nos loteamentos.
 A aprovação e a execução do projeto de loteamento obedecerão a uma das sistemáticas definidas pelos itens I e II deste artigo:Art. 8º
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I - Com prévia execução das obras:
a) atendidas pelo projeto todas as disposições legais, será expedida uma autorização para execução das obras;
b) a Autorização para Execução de Obras não dá direito ao registro do loteamento no Cartório de Registro de Imóveis;
c) a Autorização para Execução de Obras é válida por 2 (dois) anos podendo ser prorrogada por mais 2 (dois) anos, quando solicitado em
tempo hábil ao órgão competente;
d) após a execução de todas as obras a que se refere a autorização ora prevista, deverá ser solicitada ao órgão competente a respectiva
vistoria;
e) após a vistoria e aceitas as obras, a Prefeitura, através do órgão competente, expedirá Termo de Verificação de Obras, mediante
apresentação de relatório de acompanhamento e controle tecnológico das obras de infra estrutura por parte do loteador e o respectivo Alvará de
Licença de Aprovação do Loteamento liberando-o para registro no Cartório de Registro de Imóveis;
f) o disposto nas alíneas "b" e "c" deste item deverá constar obrigatoriamente da autorização para execução das obras;
II - Com cronograma e instrumento de garantia: (Vide Decreto nº 7982/2021)
a) atendidas pelo projeto as disposições legais, será expedido, pelo órgão competente da Prefeitura, o ato de aprovação do cronograma
físico-financeiro das obras a executar;
b) para garantia da perfeita execução das obras constantes do projeto, memoriais e cronograma físico-financeiro aprovados, o loteador
poderá optar pelas seguintes modalidades: garantia hipotecária, fiança bancária, depósito da dívida pública, imóveis próprios no município ou
vincular à Prefeitura 40% (quarenta por cento)da área total dos lotes, mediante instrumento público;
c) os procedimentos administrativos para efetivação das garantias previstas serão definidos por ato do Executivo;
d) de posse do cronograma físico-financeiro aprovado, do instrumento de garantia de execução das obras e dos demais documentos exigidos
por Lei, o loteador terá 180 (cento e oitenta) dias para submeter o loteamento ao Registro Imobiliário;
e) somente após o registro do loteamento, o loteador poderá dar início à obra;
f) executadas, vistoriadas e aceitas será expedido o Termo de Verificação de Execução de Obras Parciais ou Totais do loteamento mediante
apresentação de relatório de acompanhamento e controle tecnológico das obras de infra estrutura por parte do loteador e respectivo documento
liberando o loteador da modalidade de garantia prestada durante a execução das obras, podendo ser feitas no máximo 3 (três) liberações;
g) o prazo de validade do cronograma físico-financeiro e do instrumento de garantia é de 2 (dois) anos contados do início das obras;
h) após o decurso do prazo a que se refere a alínea anterior, caso as obras não estejam concluídas, o interessado poderá pedir prorrogação
de prazo de 2(dois) anos através da aprovação de novo cronograma de obras, onde serão atualizados os custos das obras de infra estrutura e
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avaliado a liberação ou não de parte da garantia.
§ 1º - Deverá constar dos modelos de contrato-padrão a serem arquivados no Cartório de Registro de Imóveis, a definição do tipo de
loteamento adotado e, quando for o caso, as exigências urbanísticas convencionais, as restrições de remembramento ou desmembramento de
lotes e a existência de termo de garantia e cronograma físico-financeiro das obras a executar.
§ 2º - O prazo para a vistoria constante da alínea "d" do item I e da alínea "f" do item II deste artigo será de 60 (sessenta) dias, após o que o
requerente poderá solicitar às instâncias superiores a apreciação e solução do pedido, sendo que não havendo manifestação no prazo de 30
(trinta) dias, o loteamento será considerado aceito pela Prefeitura, cessando automaticamente a responsabilidade pela garantia prevista na alínea
"b" do item II deste artigo.
 O prazo para expedição da autorização para execução das obras e da aprovação do cronograma físico-financeiro, constantes dos itens I e
II do artigo 8º desta Lei, é de 60 (sessenta) dias a contar da data do protocolamento do pedido, desde que atendidos todos os requisitos
necessários.
§ 1º - Findo o prazo fixado no "caput" deste artigo, o requerente fica autorizado a iniciar, mediante comunicação escrita ao órgão competente,
a execução do loteamento, atendidas as exigências legais, sujeitando-se, porém, a proceder as adaptações, quando necessárias, para completo
atendimento da legislação em vigor na data do término do prazo fixado no "caput" deste artigo.
§ 2º - O requerente, após a comunicação ao órgão competente do início da execução do loteamento, nos termos do parágrafo anterior,
poderá solicitar às instâncias superiores a apreciação do pedido inicial de aprovação do loteamento e desmembramento, sendo que o prazo para
a manifestação da Prefeitura é de, no máximo, 30 (trinta) dias.
 O Poder Executivo poderá restringir por decreto a adoção de uma das modalidades de aprovação constantes dos itens I e II do artigo 8º
da presente Lei.
 Qualquer modificação no projeto ou na execução do loteamento deverá ser submetida à apreciação da Prefeitura, a pedido do
interessado, instruído com os seguintes documentos:
a) requerimento solicitando a modificação;
Art. 9º
Art. 10 -
Art. 11 -
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b) memorial descritivo das modificações;
c) 2(duas) vias de cópias do projeto referentes às modificações;d) 1 (uma) via de cópia do projeto aprovado;
§ 1º - Os pedidos de modificações em loteamentos registrados, além dos documentos referidos neste artigo, deverão ser instruídos com os
documentos que comprovem a anuência de todos os adquirentes dos lotes envolvidos diretamente na modificação, a menos que haja regra
explícita no título de aquisição com respeito a esta anuência.
§ 2º - Elaborado o Projeto Modificativo do loteamento, será expedido, a pedido do interessado, o Atestado de Conformidade para efeito de
aprovação do projeto junto aos órgãos estaduais competentes;
§ 3º - As pequenas alterações que não necessitem obedecer as exigências constante deste artigo, terão sistemática específica a ser definida
por ato do Executivo.
§ 4º - A análise e destinação das Áreas Públicas relativas a Projetos Modificativos de loteamento deverão estar de acordo com a presente
legislação.
 A elaboração do projeto de desmembramento será precedida pela fixação de diretrizes por parte da Prefeitura, a pedido do interessado,
que instruirá o requerimento com os seguintes documentos:
I - Requerimento assinado pelo proprietário.
II - Título de propriedade da área registrado no Cartório de Registro de Imóveis.
III - Comprovante do pagamento dos tributos municipais dos últimos 5(cinco) anos, que incidam sobre a área.
IV - 2 (duas) via de cópias da planta planialtimétrica cadastral georeferenciado da área objeto do pedido, na escala 1:1.000 ou a mais
conveniente, contendo: curvas de nível de metro em metro, indicando com exatidão os limites da área com relação aos terrenos vizinhos, cursos
d`água e suas denominações, tipos de vegetação existentes e vias oficiais, situação da área na escala 1:10.000 ou a mais conveniente, que
permita o seu perfeito reconhecimento e localização;
Art. 12 -
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§ 1º - As diretrizes a serem fixadas pela Prefeitura constarão da localização das áreas institucionais, de acordo com o disposto no item II do
artigo 3º desta Lei.
§ 2º - Não será necessária a solicitação de diretrizes para os casos previstos nas alíneas "a" e "b" do Parágrafo Terceiro do artigo. 3º desta
Lei.
 Aplicam-se aos desmembramentos os prazos fixados pelo artigo 6º, quanto à expedição e validade das diretrizes, bem como os fixados
no Parágrafo Único do artigo 5º para a aprovação do projeto de desmembramento.
 Os projetos de desmembramentos só poderão ser aprovados quando a via oficial lindeira for dotada de guias e sarjetas, rede de água,
pavimentação e rede elétrica.
§ 1º - Será facultado ao proprietário do imóvel a execução das obras de infra-estrutura desde que:
a) seja executada a infra-estrutura da rua que abrange a testada da quadra onde se localiza o imóvel até a rua mais próxima dotada dos
requisitos necessários constantes do "caput" deste artigo;
b) deverá ser apresentado cronograma fisico-financeiro e respectiva garantia para execução das obras;
c) que os custos de execução corram por conta do proprietário do imóvel sem qualquer ônus à municipalidade.
§ 2º - Antes da expedição do referido Alvará de Desmembramento, a Prefeitura emitirá Certificado de Anuência Prévia para aprovação junto
aos órgãos estaduais competentes;
§ 3º - Após a anuência prévia dos órgãos estaduais será expedido o respectivo Alvará de Desmembramento.
 O desdobro do lote deverá ser submetido à aprovação da Prefeitura a pedido do interessado, instruído com os seguintes documentos:
I - Requerimento assinado pelo proprietário, solicitando o desdobro;
II - Cópia reprográfica da folha do carnê de impostos, onde esteja descrito e caracterizado o imóvel;
Art. 13 -
Art. 14 -
Art. 15 -
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III - Título de propriedade do lote;
III - Título de propriedade do lote, ou respectivo instrumento particular de compromisso de venda e compra, ou seu respectivo instrumento
particular de cessão de direitos, quando estes forem aptos a serem registrados, perante o respectivo Cartório de Registro de Imóveis e igualmente
comprovarem, de maneira inequívoca, por intermédio de parecer da Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, a sua respectiva cadeia dominial;
(Redação dada pela Lei Complementar nº 250/2014) 
IV - 4(quatro) vias de cópias do croquis de desdobro, em escala contendo:
a) as eventuais construções existentes no lote, com indicação da área construída e ocupada e do coeficiente de aproveitamento e taxa de
ocupação utilizados;
b) o lote a ser desdobrado e seu dimensionamento;
c) os lotes resultantes do desdobro, indicando o seu dimensionamento e seu vínculo com o lote objeto do desdobro;
d) a situação atual e pretendida do lote, indicando a sua localização com a distância medida ao alinhamento do logradouro público mais
próximo;
e) memorial descritivo das situações atual e da pretendida.
f) Os lotes resultantes do desdobro deverão respeitar os parâmetros definidos na legislação de Uso e Ocupação do Solo.
Parágrafo Único. O prazo para aprovação do pedido de desdobro do lote será de até 30 (trinta) dias contados a partir da data de
protocolamento do pedido.
 O Pedido de Desdobro de só poderá ser aprovado em imóveis com frente para via pública dotada de rede de água potável e rede elétrica
desde que o lote remanescente obedeça as dimensões mínimas abaixo discriminadas observado o disposto na Lei de Uso e Ocupação do Solo:
I - Área mínima de lote 150 m² (cento e cincoenta metros quadrados);
II - Frente mínima de 6 m (seis metros);
III - Profundidade mínima 25 m (vinte e cinco metros).
Art. 16 -
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Parágrafo Único. Para lotes existentes e aprovados anteriormente a presente lei, poderão ser desdobrados obedecendo as seguintes
dimensões:
Parágrafo Único. Para lotes existentes e aprovados anteriormente a presente Lei, poderão ser desdobrados obedecendo as seguintes
dimensões: (Redação dada pela Lei Complementar nº 181/2010)
I - Área mínima de lote 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados);
II - Frente mínima de 5 m (cinco metros);
III - Profundidade mínima 20 m (vinte metros).
III - Profundidade mínima 10 m (10 metros) (Redação dada pela Lei Complementar nº 181/2010)
 As competências dos procedimentos administrativos para fixação de diretrizes e aprovação de projetos de parcelamento do solo serão
estabelecidas por ato do Executivo.
 Na análise do projeto, pelo órgão competente, deverão ser apontadas todas as incorreções técnicas através de um único "comunique-se"
e o atendimento por parte do interessado também deverá ser feito de uma única vez, sob pena de indeferimento do pedido.
Parágrafo Único. No caso do atendimento ainda apresentar incorreções, aplicar-se-á a sistemática prevista no "caput" deste artigo.
 Os loteamentos, atendidas as demais disposições desta Lei, poderão ser implantados segundo um dos tipos a seguir discriminados:
I - Loteamento Residencial;
II - Loteamento Industrial;
§ 1º - Nos Loteamentos de Residenciais,a critério da prefeitura será permitida a aprovação e execução das edificações simultaneamente a
Art. 17 -
Art. 18 -
Art. 19 -
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implantação do loteamento desde que sejam obedecidas as seguintes condições:
a) Tenha havido a demarcação dos lotes e respectiva abertura das ruas e implantação do sistema de guias e sarjetas nos locais onde se
deseja implantar as edificações;
b) Tenha sido implantado o sistema de distribuição de águas e a rede pública esteja em carga, comprovado através de documento a ser
emitido pela SABESP;
c) Tenha sido implantado o sistema de coleta de esgotos de acordo com o projeto aprovado pela SABESP, e em condições de receber os
efluentes, comprovado através de documento a ser emitidopela SABESP;
d) Tenha sido implantada a rede elétrica e de iluminação pública, através de documento a ser emitido pela concessionária de serviços
públicos;
 Os loteamentos a serem implantados no município deverão possuir as seguintes infra-estruturas:
I - Demarcação de lotes, quadras e logradouros;
II - Abertura de ruas;
III - Sistema de captação de águas pluviais, guias e sarjetas;
IV - Sistemas de abastecimento de água e de coleta de esgoto e sistema de tratamento, quando necessário;
V - Pavimentação;
VI - Paisagismo;
VIII - Rede de distribuição elétrica e Iluminação Pública;
IX - Áreas Verdes, Sistema de Lazer e Áreas Institucionais devidamente implantadas, conforme projeto aprovado.
X - Nivelamento e regularização dos passeios.
Art. 20 -
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§ 1º - O sistema individual de coleta de esgoto, só será aceito quando o lote tiver área igual ou superior a 750,00m2.
 Nos loteamentos deverão ser atendidas integralmente as exigências previstas nessa Lei, em especial as constantes do artigo 3º,
admitindo-se que a declividade dos lotes seja, no máximo, de 30% (trinta por cento).
 Nos loteamentos admite-se:
I - Ao loteador, solicitar, por ocasião do pedido de diretrizes, a sua transformação em zona de uso ZER, quando a área a ser loteada for igual
ou superior a 10 (dez) hectares, atendidas as seguintes disposições:
a) o pedido de transformação de zona de uso será submetido à apreciação do Poder Executivo e caso receba parecer favorável, serão
expedidas diretrizes para enquadramento na zona de uso ZER;
b) após a aprovação e registro do loteamento no Cartório de Registro de Imóveis, a área será enquadrada com zona de uso ZER, por ato do
Executivo.
II - Ao loteador, atendido o disposto no item anterior, deverá prever a existência de área destinada a núcleo comercial, desde que a mesma
não ultrapasse 5% (cinco por cento) da área loteada, atendidas as seguintes disposições:
a) a área destinada ao núcleo comercial, proposto de acordo com as disposições deste item, será enquadrado na zona de uso ZUEC, sendo
que as edificações irão dispor de, no máximo, 2 (dois) pavimentos incluindo o pavimento térreo, e não poderão ultrapassar a altura máxima de
10m (dez metros), sem prejuízo do número de pavimentos, excluídos os pavimentos em subsolo, destinados ao estacionamento de veículos.
b) no núcleo comercial, dotado de um único pavimento e a que se refere este item, será admitida também, a atividade "supermercado",
atendidos os recuos impostos pela Lei Uso e Ocupação do Solo.
 Os loteamentos residenciais e industriais, poderão ser do tipo "Loteamento Fechado" caracterizando-se pela outorga de concessão de
direito real de uso para as vias de circulação e para a totalidade das reservas destinadas às áreas verdes devendo ser urbanizado e mantido pela
sociedade civil, podendo tal concessão ser dada parcialmente ou para a totalidade do loteamento.
§ 1º - A outorga de concessão referida no "caput" deste artigo, deverá obedecer às seguintes exigências:
Art. 21 -
Art. 22 -
Art. 23 -
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a) solicitação à Prefeitura, quando do pedido de diretrizes para a execução dessa modalidade de loteamento;
b) a anuência da Prefeitura dependerá de parecer favorável da Secretaria do Planejamento em função da localização da área com relação às
diretrizes viárias e urbanísticas do Município, a fim de que se evite o seccionamento da malha viária;
c) o projeto da portaria e do fechamento do loteamento, a título precário, deverá ser solicitado pelo loteador, devendo ser apresentado e
aprovado conjuntamente com o Plano de Loteamento;
d) aprovado o loteamento, portaria, fechamento e demais melhorias, obedecidas as diretrizes expedidas e após o registro no Cartório de
Registro de Imóveis, o interessado deverá solicitar, por requerimento, à Prefeitura, a concessão a que se refere o "caput" deste artigo.
e) as portarias constantes dos Loteamentos Fechados deverão ter projeção horizontal incluindo a cobertura sobre o sistema viário de acesso
de no máximo 200 m², ficando dispensada do atendimento aos recuos constantes da Lei de Zoneamento.
§ 2º - Para os fins previstos neste artigo, fica o Executivo autorizado, independentemente de concorrência, a outorgar concessão de direito
real de uso das vias de circulação e das áreas verdes e sistema de lazer citados no "caput" deste artigo, com prazo de 30 (trinta) anos, renováveis
automaticamente por igual período a critério da Secretaria do Planejamento.
§ 3º - Do instrumento de concessão de direito real de uso deverão constar, obrigatoriamente, todos os encargos relativos à manutenção e
conservação dos bens públicos objeto da concessão, que deverão constar, também, do contrato padrão a que se refere o Parágrafo Primeiro do
Artigo 8º desta Lei;
§ 4º - A concessão de que trata o "caput" deste artigo só poderá ser outorgada à uma sociedade civil constituída pelos proprietários dos
lotes;
§ 5º - O concessionário fica obrigado a arcar com todas as despesas oriundas da concessão, inclusive as relativas à lavratura e registro do
competente instrumento.
§ 6º - O concessionário fica obrigado ao pagamento do IPTU- Imposto Predial e Territorial Urbano, sobre as áreas objeto do pedido de
concessão, considerando como base de cálculo valor unitário do lançamento feito para a gleba objeto do plano de loteamento.
§ 7º - A extinção ou dissolução da entidade concessionária, a alteração do destino da área, o descumprimento das condições estatuídas
nesta Lei e nas cláusulas que constarem dos instrumentos de concessão, bem como a inobservância, sem justa causa, sem qualquer prazo
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fixado, implicarão na automática rescisão da concessão, revertendo a área à disponibilidade do Município e incorporando-se ao seu patrimônio
todas as benfeitorias nela construídas, sem direito de retenção e independentemente de qualquer pagamento ou indenização, seja a que título for.
§ 8º - A Concessão de Direito Real de Uso não poderá ser concedida quando for constatado que a concessão ocasionará bloqueio na malha
viária do Município.
 Os loteamentos já implantados poderão requerer à Prefeitura Municipal seu enquadramento como "Loteamento Fechado" desde que
obedecido o seguinte:
I - seja garantido o acesso às áreas institucionais, as quais deverão estar fora do perímetro da Concessão de Direito Real de Uso;
II - que as áreas verdes não estejam sendo utilizadas para atividades que extrapolem o perímetro do loteamento;
III - que seja apresentado Relatório de Impacto com relação ao fechamento do sistema viário referente ao pedido de enquadramento na
modalidade de "Loteamento Fechado" ;
Parágrafo Único. A análise da documentação será feita pelo Poder Executivo, ouvida a Secretaria do Planejamento e respeitadas as
disposições desta Lei.
 Qualquer parcelamento do solo, caracterizado nos termos desta Lei, deverá observar o dimensionamento mínimo dos lotes, recuos,
coeficientes de aproveitamento e taxa de ocupação, fixados para as diferentes zonas de uso pela legislação de parcelamento, uso e ocupação do
solo, observado o disposto no Art. 29º desta Lei.
 As restrições convencionais de loteamentos aprovados pela Prefeitura, referentes a dimensionamento de lotes, recuos, coeficientes de
aproveitamento, taxa de ocupação e altura das edificações deverão ser atendidas quando:
a) as referidas restrições forem maiores do que as exigidas pela legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo;
b) as referidas restrições estejam estabelecidas em documento público e registrado no Cartório de Registro de Imóveis;
Parágrafo Único. As categorias de uso permitidos nos loteamentos referidos no "caput" deste artigo serão aquelas definidas para as
Art. 24 -
Art. 25 -Art. 26 -
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diferentes zonas de uso pela legislação de parcelamento, uso e ocupação do solo.
 Nos projetos de loteamentos onde, através de vistoria, for constatada paralisação das obras de infra estrutura por período superior a
6(seis) meses, estarão sujeitos a cassação da Licença, adotando-se os seguintes procedimentos:
I - Notificação ao loteador sobre a adoção das medidas cabíveis;
II - Pesquisa junto a Circunscrição Imobiliária competente no tocante a verificação de possíveis alienações dos lotes;
III - Despacho de cassação da Licença de Loteamento e comunicação do ato administrativo à Circunscrição Imobiliária competente;
IV - Autuação com base nas disposições legais.
 O lote com frente mínima e área total inferiores às definidas, para cada zona de uso, pela legislação de parcelamento, uso e ocupação
do solo, será tolerado desde que atendidas uma ou mais das seguintes condições:
I - Sobre o lote tenha havido lançamento de imposto territorial, comprovadamente anterior à data da publicação desta Lei;
II - O lote seja resultante da edificação regularmente licenciada, enquadrada na categoria de uso R1 ou R2-01;
III - Exista Licença para edificação no lote, em vigor na data da publicação desta Lei, exceto no caso de caducidade posterior da licença, sem
que haja início da obra;
IV - O lote seja resultante de remanescente de lote de área maior, atingido por desapropriação, melhoramento público ou ação judicial;
V - Que, antes da data da publicação desta Lei, o lote tenha sido objeto de escritura pública ou outro documento hábil à comprovação do seu
desmembramento e de sua configuração, observado o disposto neste artigo;
VI - Para os fins do disposto no item V serão baixadas normas pelo Executivo;
Art. 27 -
Art. 28 -
Art. 29 -
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 Todos os prazos fixados nesta Lei serão contados em dias corridos.
 O cumprimento dos prazos fixados nesta Lei, para expedição de diretrizes, aprovação de projetos e vistorias, são de inteira
responsabilidade dos Diretores de Departamento dos órgãos que participam desses processos, sob pena de responsabilidade funcional.
 Os Planos de Loteamento serão enquadrados como irregulares, técnica e ou juridicamente, conforme o disposto abaixo:
I - Loteamento aprovado não executado no prazo legal com registro junto a Circunscrição Imobiliária competente.
II - Loteamento aprovado não executado no prazo legal sem registro junto a Circunscrição Imobiliária competente.
III - Loteamento em fase de implantação fora do prazo legal com registro junto a Circunscrição Imobiliária competente.
IV - Loteamento em fase de implantação fora do prazo legal sem registro junto a Circunscrição Imobiliária competente.
V - Loteamento implantado em desacordo com o plano aprovado e com registro junto a Circunscrição Imobiliária competente.
VI - Loteamento implantado em desacordo com o plano aprovado e sem registro junto a Circunscrição Imobiliária competente.
VII - Loteamento não implantado sem projeto aprovado e com registro junto a Circunscrição Imobiliária competente.
VIII - Loteamento não implantado sem projeto aprovado e sem registro junto a Circunscrição Imobiliária competente.
 Identificada a irregularidade do loteamento, fica o Poder Executivo autorizado a estabelecer medidas compensatórias para o
ressarcimento da não observância da destinação de áreas públicas e execução de obras de infra-estrutura podendo a mesma ser estabelecida da
seguinte forma:
I - Através da compensação do dobro da destinação de áreas públicas em outros locais a critério da Secretaria do Planejamento em função
da carência e necessidade de espaços públicos no município;
Art. 29 -
Art. 30 -
Art. 31 -
Art. 32 -
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II - Através da construção de equipamentos comunitários em locais a serem definidos pela Secretaria do Planejamento;
II - Através da construção de equipamentos comunitários em locais, critérios e necessidade a serem definidas pela municipalidade, e
conforme projeto aprovado pela Secretaria de Planejamento. O valor mínimo desta compensação deverá ser superior ao dobro do valor venal da
área institucional, que seria originada pelo desmembramento, ou o dobro da média do valor venal dos lotes integrantes do loteamento a ser
regularizado". (Redação dada pela Lei Complementar nº 220/2013)
III - O valor da contrapartida para a determinação da medida compensatória será obtido através da média do valor venal dos lotes integrantes
do loteamento a ser regularizado. (Revogada pela Lei Complementar nº 220/2013)
 O Executivo, através de decreto, deverá regulamentar as medidas administrativas e legais com o intuito de sanar as irregularidades
constantes do artigo 31º da presente Lei.
 O número de cópias do projeto completo constantes da documentação exigida nesta Lei poderá ser alterado por ato do Executivo.
 A regulamentação das normas contidas nesta Lei, nos casos expressamente previstos, deverá ser expedida pelo Executivo no prazo
máximo de 180 (cento e oitenta) dias.
 Rubricado pelo Presidente da Câmara e pelo Prefeito, faz parte integrante desta Lei o Quadro nº 1.
 Esta Lei Complementar entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAQUAQUECETUBA, em 10 de julho de 2008; 447º da Fundação da Cidade e 54º da Emancipação Político-
Administrativa do Município.
ARMANDO TAVARES FILHO
Prefeito
SANDRA REGINA REIS SAMPAIO
Secretária de Administração
Art. 33 -
Art. 34 -
Art. 35 -
Art. 36 -
Art. 37 -
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JOSÉ VALMIR BORGES SANTOS
Diretor Depto de Administração Geral
 
QUADRO 1
ANEXO
 DE PARCELAMENTO DO SOLO A LEI Nº 157/2008
VIAS DE CIRCULAÇÃO
SISTEMA VIÁRIO (m)
 _______________________________________________________________________________________________________
| Características |Avenida 1|Avenida 2| Rua 1 | Rua 2 |Rua sem Saída| Viela |
| |categoria|categoria|categoria|categoria|até 200m. (a)|Sanitária|
|=======================================|=========|=========|=========|=========|=============|=========|
|Largura Mínima |25 (b) |16,00 |14 |12 |10 |4 |
|---------------------------------------|---------|---------|---------|---------|-------------|---------|
|Faixa Carroçável (mínimo) |14,00 |10,00 |9,00 |7,00 |6,00 |--- |
| |(2x7,00) | | | | | |
|---------------------------------------|---------|---------|---------|---------|-------------|---------|
|Passeio Lateral (mínimo de cada via) |3,00 |3,00 |2,50 |2,50 |2,00 |--- |
|---------------------------------------|---------|---------|---------|---------|-------------|---------|
|Canteiro Central (mínimo) |5,00 |--- |--- |--- |--- |--- |
|---------------------------------------|---------|---------|---------|---------|-------------|---------|
|Declividade (máximo) |12% |15% |15% |17% |17% |--- |
|---------------------------------------|---------|---------|---------|---------|-------------|---------|
|Declividade (mínimo) |1,0% |1,0% |1,0% |1,0% |1,0% |--- |
|_______________________________________|_________|_________|_________|_________|_____________|_________|
OBS:
23/24
 
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(a) Na rua sem saída será necessário a execução de balão de retorno em cujo leito carroçável deverá ser possível a inscrição de um círculo com
raio mínimo de 9,00m (nove metros);
(b) Largura mínima para duas pistas de tráfego.
(c) Raio de concordância das vias 9,00m.
24/24
 
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