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Lei 156 - Ocupação do Solo

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LEI COMPLEMENTAR Nº 156, de 10 de julho de 2008
(Vide Decreto nº 6366/2010)
DISPÕE SOBRE O USO E OCUPAÇÃO
DO SOLO NO MUNICÍPIO DE
ITAQUAQUECETUBA.
ARMANDO TAVARES FILHO, PREFEITO MUNICIPAL DE ITAQUAQUECETUBA, usando
das atribuições que lhe são conferidas por Lei; FAÇO SABER QUE A CÂMARA MUNICIPAL
DECRETA E EU PROMULGO A SEGUINTE LEI COMPLEMENTAR:
 Esta Lei dispõe sobre a ocupação do solo, atendendo ao disposto nos Art. 10 inciso
VII, Art. 53 e Art. 54 da Lei Complementar nº 131 de 1 de novembro de 2006, que instituiu o
Plano Diretor do Município de Itaquaquecetuba, observando a divisão do território do
Município em zonas de uso e regula o parcelamento, uso e ocupação do solo, tendo em vista
os seguintes objetivos:
I - assegurar a reserva dos espaços necessários, em localizações adequadas, destinados
ao desenvolvimento das diferentes atividades urbanas;
II - assegurar a concentração equilibrada de atividades e de pessoas no território do
Município, mediante controle do uso e do aproveitamento do solo;
III - estimular e orientar o desenvolvimento urbano.
 As zonas de uso obedecerão à seguinte classificação, representadas por siglas e com
as respectivas características básicas:
a) ZUPI 1 - Zona de Uso Predominantemente Industrial 1;
b) ZUPI 2 - Zona de Uso Predominantemente Industrial 2;
c) ZUDI - Zona de Uso Industrial Diversificado;
d) ZUC - Zona de Uso Controlado;
e) ZCM - Zona de Cinturão Meândrico;
f) ZUS - Zona de Uso Sustentável;
g) ZE - Zona do Parque Ecológico Municipal;
h) ZEPAG - Zona Especial de Produção Agrícola;
i) ZEPAC - Zona de Preservação do Patrimônio Cultural;
j) ZEIS 1 - Zona Especial de Interesse Social 1;
k) ZEIS 2 - Zona Especial de Interesse Social 2;
l) ZEIS 3 - Zona Especial de Interesse Social 3;
m) ZEM - Zona Especial de Mineração;
Art. 1º
Art. 2º
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n) ZE - Zona Especial;
o) ZER - Zona Exclusivamente Residencial;
p) ZUR - Zona Urbana Consolidada;
q) ZUR 1 - Zona Urbana Consolidada 1;
r) ZUEC - Zona de Uso em Consolidação;
§ 1º As características de dimensionamento, ocupação e aproveitamento dos lotes, bem
como as categorias de uso permitidos, correspondentes a cada zona de uso, são aquelas
constantes do Quadro 01, anexo.
§ 2º Para fins do disposto nessa Lei, o território do Município fica dividido em zonas de
uso, com base, nas diretrizes definidas pelo Plano Diretor-Lei Complementar nº 131 de 1 de
novembro de 2006, caracterizados no MAPA USO DO SOLO, anexo a presente lei.
§ 3º Os loteamentos já implantados na ZUPI - Zona de Uso Predominantemente
Industrial e ZUDI - Zona Industrial, com características de uso residencial terão suas
características de uso e ocupação do solo equivalentes às da zona de uso ZUEC- Zona de
Uso em Consolidação.
§ 4º Nos planos de loteamento a serem implantados na zona de uso ZUEC, deverá ser
indicado em planta os lotes que serão destinados aos usos não residenciais;
§ 5º Nos loteamentos residenciais existentes até a data de promulgação da presente lei,
as categorias de uso C2,S2 e E2, a critério da Secretaria do Planejamento poderá ser
enquadrado nas disposições do parágrafo quarto do artigo 4 .
§ 6º Os planos de parcelamento do solo que vierem a ser desenvolvidos nas ZEPAG,
após o seu registro passarão a pertencer a zona de uso definida pela Secretaria do
Planejamento na aprovação do projeto, ouvido o Conselho Municipal de Acompanhamento e
Controle do Plano Diretor Estratégico.
§ 7º A zona de Uso ZUR, Zona de Uso Consolidada, fica subdividida conforme alínea "p"
e "q" do Art. 2º desta Lei;
§ 8º A área destinada ao aterro sanitário fica enquadrada na zona de uso ZE - Zona de
Uso Especial.
 As alterações nos perímetros das zonas de uso ou caracterização de novos perímetros
serão submetidas à aprovação da Câmara Municipal.
§ 1º Quando a proposta de alteração for originária dos órgãos técnicos da Prefeitura:
a) a área objeto de projeto de alteração deverá compreender, no mínimo, uma quadra ou
uma área igual ou superior a 10.000 (dez mil) metros quadrados.
b) o projeto de alteração deverá receber parecer favorável pela Secretaria do
Planejamento, ouvido o Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle do Plano Diretor
Art. 3º
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Estratégico .
§ 2º Nos casos de alteração no traçado de via pública lindeira a duas zonas de uso fica o
Executivo autorizado a proceder as alterações dos respectivos perímetros, adequando-os ao
traçado da referida via pela Secretaria do Planejamento, ouvido o Conselho Municipal de
Acompanhamento e Controle do Plano Diretor Estratégico.
 Os parâmetros urbanísticos das edificações estão caracterizados no QUADRO 01-
CARACTERÍSTICAS DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO, anexo a presente lei.
§ 1º Entende-se por gabarito a, medida entre o piso do pavimento térreo e o nível da laje
de cobertura do último pavimento, excluindo-se casa de máquinas, barrilete e caixa d`água.
§ 2º Sobre os recuos estabelecidos no Quadro 1, mencionados no caput deste artigo não
será permitido qualquer avanço da edificação seja através de balanços, pergolados, ou
qualquer outro elemento arquitetônico.
§ 3º As edificações com mais de 4 (quatro) pavimentos só poderão ser feitas em terrenos
com frente mínima de 15m (quinze metros) e área de terreno mínima de 500m² (quinhentos
metros quadrados), sendo que cada bloco deverá ser inscrito num círculo de raio de 25m
(vinte e cinco metros).
§ 4º A análise dos usos sujeitos a controle especial deverá ser submetida à aprovação
quando acompanhado dos seguintes elementos técnicos:
I - Impacto viário
a) Estudo de impacto do empreendimento com relação ao sistema viário no entorno do
empreendimento;
b) Estudo das características de dimensionamento das áreas de embarque e
desembarque de passageiros e pátios de carga e descarga, dimensionamento e disposição
das vagas de estacionamento;
c) Estudo dos melhoramentos públicos em execução ou aprovados por lei na vizinhança
do empreendimento;
II - Impacto ambiental
a) Estudo da capacidade das redes de abastecimento de água, águas pluviais, esgoto, luz
e telefonia no entorno do empreendimento através de elementos fornecidos pelas respectivas
concessionárias;
b) Análise dos bens tombados que por ventura venham a interferir com o
empreendimento;
c) Análise da produção e nível de ruído produzido pelo empreendimento;
d) Análise da produção e volume de partículas em suspensão e fumaça, produzido pelo
empreendimento;
Art. 4º
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III - Impacto de vizinhança
a) Peças gráficas e dados técnicos do empreendimento para subsidiar a análise técnica
do projeto;
b) Fornecimento de relatório técnico com a previsão do fluxo de veículos a ser gerado
pelo empreendimento;
c) Apresentação de relatório técnico da capacidade do sistema viário através da
contagem de veículos por tipologia e nas horas de pico,considerando a situação atual do
sistema viário e a situação futura após a implantação do empreendimento;
d) Apresentação de proposta de alargamento ou melhoramento viário para atender a
demanda do empreendimento;
e) Análise do levantamento dos usos e volumetrias das edificações existentes nas
quadras lindeiras à quadra ou quadras do entorno do empreendimento;
f) Indicação das zonas de uso da quadra ou quadras do entorno do empreendimento.
§ 5º Quando da análise de aprovação do projeto, poderá ser exigido a apresentação de
estudos complementares, e adequação do projeto para sua aprovação.
A instalação e o funcionamento de atividades industriais, comerciais, extrativistas,
prestadoras de serviços, institucionais e congêneres, econômicas ou não, em zonas de usos
conformes, está desobrigada das exigências constantes do Quadro 1 desta Lei Complementar
no tocante à área mínima do terreno e à dimensão desua testada. (Redação acrescida pela
Lei Complementar nº 380/2023)
 As edificações acima de 4 (quatro) pavimentos só poderão ser implantadas em ruas
com largura superior a 12m (doze metros). Quando a largura for inferior a 12m (doze metros)
e superior a 10m (dez metros) dependerá de parecer favorável da Secretaria do Planejamento,
a qual deverá exigir recuos adicionais, em função da largura da via.
 Ficam estabelecidos recuos de frente mínimos especiais para as vias de circulação ou
trechos de vias relacionados no QUADRO 02 - RECUOS ESPECIAIS, anexo, sendo que seus
recuos deverão ser medidos a partir do eixo das vias.
 Para efeito dessa Lei, as Categorias de Uso, a seguir individualizadas, são
estabelecidas com as respectivas siglas e características básicas:
I - Residencial Unifamiliar (R1) - Edificação destinada à habitação permanente,
correspondendo a uma habitação por lote, e altura máxima de 10m (dez metros) todas com
frente para via oficial;
II - Residencial Multifamiliar (R2) - Edificação vertical ou horizontal destinada à habitação
permanente correspondendo a mais de uma habitação por lote, compreendendo duas sub-
categorias:
a) R2.01 - unidades residenciais agrupadas horizontalmente com no máximo 2
pavimentos, e altura máxima de 10m (dez metros) todas com frente para via oficial;
Art. 4º-A 
Art. 5º
Art. 6º
Art. 7º
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b) R2.02 - unidades residenciais agrupadas verticalmente em um único bloco.
III - Condomínio Residencial (R3-01) - É constituído de uma ou mais edificações, isoladas
ou agrupadas vertical ou horizontalmente, ocupando um ou mais lotes, dispondo
obrigatoriamente de espaços e instalações de utilização comum, caracterizados como bens de
condomínio do conjunto e que possua área de lote ou lotes igual ou inferior a 30.000m² (trinta
mil metros quadrados) ou aquele com 200 (duzentas) habitações ou menos, devendo
obedecer às seguintes disposições:
a) Cota de terreno por habitação igual ou superior a 50m²/habitação;
b) Espaço de lazer, arborizado e ajardinado, com área maior ou igual a 6m2/unidade
habitacional, sempre superior a 200 m², devendo conter em qualquer ponto um circulo com
raio de 4,00 m, os quais deverão ser equipados para os fins a que se destinam;
c) Espaço destinado a equipamentos comunitários destinados a salão social, sala de
jogos entre outros, cobertos maior ou igual a 1m²/unidade habitacional, sempre superior a 150
m², os quais deverão ser equipados para os fins a que se destinam;
d) Distância mínima entre blocos H/5 maior ou igual a 3,00m (três metros), considerando
o bloco de maior altura sendo que cada bloco deverá ficar inscrito em um círculo de raio de
25m (vinte e cinco metros).
e) Os blocos deverão ter acesso por VCP - vias de circulação de pedestres com largura
maior ou igual a 2,00m, devendo observar o disposto na NBR 9050, acessibilidade a
edificações, mobiliários e equipamentos urbanos no tocante ao item 6.5 da referida norma;
f) Os blocos ficarão distantes 5 m das VCV - vias de circulação de veículos;
g) As vias de circulação de veículos deverão observar o disposto no Art. 17 da presente
lei;
h) Os blocos deverão respeitar o recuo mínimo de 5,00m com relação aos bolsões de
estacionamento;
i) O conjunto deverá prever, no mínimo, 1 vaga de veículo para cada unidade
habitacional, não podendo ter acesso direto por via pública, sempre localizada em bolsões de
estacionamento;
j) As vagas de veículos deverão ter dimensões mínimas de 2,20m por 4,70m e deverão
estar demarcadas no projeto;
k) A faixa de acesso às vagas de veículos deverá ser de, no mínimo, 5,00m;
l) Quando o conjunto dispuser de mais de 100 vagas deverá ser previsto um acréscimo
igual a 1% das vagas destinadas à deficientes físicos, as quais terão como dimensões
mínimas 3,50m por 5,50m e faixa de acesso de 5,50m;
m) Os Blocos não poderão distar mais de 100m dos bolsões de estacionamento;
n) Na distância de até 40,00m da entrada principal de cada bloco, quando o mesmo só
tiver acesso através de VCP, deverá ser previsto área para carga e descarga de veículos com
área mínima de 25m², desde que se possa inscrever um circulo com diâmetro mínimo de 5m.,
a qual deverá se interligar a VCV, ou bolsão de estacionamento através de acesso de veículos
com de largura mínima de 4m.
IV - Condomínio Residencial (R3-02) - É constituído de uma ou mais edificações, isoladas
ou agrupadas vertical ou horizontalmente, ocupando um ou mais lotes, dispondo
obrigatoriamente de espaços e instalações de utilização comum, caracterizados como bens de
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condomínio do conjunto e que possua área de lote ou lotes superior a 30.000m² (trinta mil
metros quadrados) ou aquele com mais de 200 (duzentas) habitações, devendo obedecer às
seguintes disposições:
a) Cota de terreno por habitação igual ou superior a 50m²/habitação;
b) Espaço de lazer arborizado e ajardinado com área maior ou igual a 6 m²/unidade
habitacional sempre superior a 200 m² devendo conter em qualquer ponto um círculo com raio
de 4,00 m, os quais deverão ser equipados para os fins a que se destinam;
c) Espaço destinado a equipamentos comunitários destinados a salão social, sala de
jogos entre outros, cobertos, maior ou igual a 1m²/unidade habitacional, com área sempre
superior a 200 m², os quais deverão ser equipados para os fins a que se destinam;
d) Distância mínima entre blocos H/5 maior ou igual a 3,00m (três metros), considerando
o bloco de maior altura sendo que cada bloco deverá ficar inscrito em um círculo de raio de
25m (vinte e cinco metros).
e) Os blocos deverão ter acesso por VCP - vias de circulação de pedestres com largura
maior ou igual a 2,00m, devendo observar o disposto na NBR 9050, acessibilidade
edificações, mobiliários e equipamentos urbanos no tocante ao item 6.5 da referida norma;
f) Os blocos ficarão distantes 5 m das VCV - vias de circulação de veículos;
g) As vias de circulação de veículos deverão observar o disposto no Art. 17 da presente
lei;
h) Os blocos deverão respeitar o recuo mínimo de 5,00m com relação aos bolsões de
estacionamento;
i) O conjunto deverá prevê, no mínimo, 1 vaga de veículo para cada unidades
habitacionais, não podendo ter acesso direto por via pública, sempre localizada em bolsões de
estacionamento;
j) As vagas de veículos deverão ter dimensões mínimas de 2,20m por 4,70m;
k) A faixa de acesso as vagas de veículos deverá ser de no mínimo 5,00m;
l) Quando o conjunto dispuser de mais de 100 vagas, deverá ser previsto um percentual
de 1% das vagas destinadas a deficientes físicos, as quais terão como dimensões mínimas
3,50m por 5,50m e faixa de acesso de 5,50m;
m) Os Blocos não poderão distar mais de 100m dos bolsões de estacionamento;
n) Na distância de até 40,00m da entrada principal de cada bloco, quando o mesmo só
tiver acesso através de VCP, deverá ser previsto área para carga e descarga de veículos com
área mínima de 25m², desde que se possa inscrever um circulo com diâmetro mínimo de 5m.,
a qual deverá se interligar a VCV, ou bolsão de estacionamento através de acesso de veículos
com de largura mínima de 4m.
V - Comércio Varejista de Âmbito Local (C1) - Estabelecimentos de venda direta ao
consumidor de produtos que se relacionam com o uso residencial, com área construída
máxima exclusiva de 250m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados) por lote.
VI - Comércio Varejista Diversificado (C2) - Estabelecimentos de venda direta ao
consumidor de produtos relacionados ou não com o uso residencial.
VII - Comércio Atacadista (C3) - Comércio não varejista de produtos relacionados ou não
com o uso residencial, incluindo armazéns de estocagem de mercadorias, entrepostos de
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mercadorias, terminais atacadistas, armazéns defrios, frigoríficos e silos.
VIII - Instituições de Âmbito Local (E1) - Estabelecimentos espaços ou instalações
destinadas à educação, saúde, lazer, cultura, assistência social, culto religioso ou
administração pública, que tenham ligação direta, funcional ou espacial com o uso residencial,
obedecendo as seguintes disposições:
a) área construída máxima de 250m² (duzentos e cinqüenta metros quadrados);
b) capacidade de lotação máxima para 100 (cem) pessoas;
IX - Instituições Diversificadas (E2) - Estabelecimentos, espaços ou instalações
destinadas à educação, saúde, lazer, cultura, assistência social, culto religioso ou
administração pública, que tenham ligação direta, funcional ou espacial com o uso residencial,
obedecendo as seguintes disposições:
a) área construída máxima de 2.500m² (dois mil e quinhentos metros quadrados);
b) capacidade de lotação máxima para 500 (quinhentas) pessoas;
X - Instituições Especiais (E3) - Estabelecimentos, espaços ou instalações destinadas à
educação, saúde, lazer, cultura, assistência social, culto religioso ou administração pública,
que implicam em grande concentração de pessoas ou veículos, em altos níveis de ruído, ou,
em padrões viários especiais.
XI - Usos Especiais (E4) - Estabelecimentos, espaços e instalações sujeitos à
preservação ou a controle específico, tais como: aterro sanitários, cemitérios, monumentos
históricos, mananciais de água, áreas de valor estratégico para segurança pública, atividades
de controle específico e áreas de valor paisagístico especial,
XII - Industrias Especiais (IA) - Estabelecimentos industriais cujo funcionamento possa
causar prejuízo à saúde, à segurança e ao bem estar público, e, à integridade da flora e da
fauna regional.
XIII - Industrias Diversificadas (IB) - Estabelecimentos que implicam na fixação de
padrões específicos referentes as características de ocupação dos lotes, de acesso, de
localização, de tráfego, de serviços urbanos e aos níveis de ruídos, de vibrações e de poluição
ambiental com área construída acima de 10.000m² (dez mil metros quadrados).
XIV - Industrias Diversificadas (IC) - Estabelecimentos que implicam na fixação de
padrões específicos referentes as características de ocupação dos lotes, de acesso, de
localização, de tráfego, de serviços urbanos e aos níveis de ruídos, de vibrações e de poluição
ambiental com área construída entre 2.500 m² (dois mil e quinhentos metros quadrados) e
10.000m² (dez mil metros quadrados).
XV - Industria Não Incômoda (ID) - Estabelecimentos que possam adequar-se aos
mesmos padrões de usos não industriais, no que diz respeito às características de ocupação
dos lotes, de acesso, de localização, de tráfego, de serviços urbanos e aos níveis de ruídos, de
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vibrações e de poluição ambiental.
XVI - Indústria Incômoda(IN) - Estabelecimentos destinados à produção ou fabricação de
matéria prima ou insumos que acarretam em poluição ambiental a níveis incompatíveis com o
uso urbano.
XVII - Serviço de Âmbito Local (S1) - Estabelecimentos destinados à prestação de
serviços à população, que possam adequar-se aos mesmos padrões de usos residenciais no
que diz respeito às características de ocupação dos lotes, de acesso, de tráfego, de serviços
urbanos e aos níveis de ruídos, de vibrações e de poluição ambiental, com área construída
máxima exclusiva de 250 m²(duzentos e cinqüenta metros quadrados).
XVIII - Serviços Diversificados (S2) - Estabelecimentos destinados à prestação de
serviços à população, que possam adequar-se aos mesmos padrões de usos residenciais, no
que diz respeito às características de ocupação dos lotes, de acesso, de tráfego, de serviços
urbanos e aos níveis de ruídos, de vibrações e de poluição ambiental, sendo que os postos de
abastecimento e lavagem de veículos, as oficinas mecânicas de reparo e pintura de veículos,
e as oficinas de reparos em geral são incluídas nesta categoria, independentemente da área
construída e do número de empregados.
IX - Serviços Especiais (S3) - Estabelecimentos destinados à prestação de serviços à
população, que possam adequar-se aos mesmos padrões de usos residenciais, no que diz
respeito às características de ocupação dos lotes, de acesso, de tráfego, de serviços urbanos
e aos níveis de ruídos, de vibrações e de poluição ambiental, tais como garagens para
estacionamento de caminhões, de frota de táxis, de frota de ônibus, de tratores ou terminais
para carga e descarga de mercadorias.
XX - Conjunto Habitacional (CH) - Compreende a aprovação de projeto de parcelamento
do solo e de edificação simultaneamente;
XXI - Condomínio Industrial (CDI) - É constituído de um ou mais galpões industriais,
isolados ou agrupados horizontalmente, ocupando um ou mais lotes, dispondo
obrigatoriamente de espaços e instalações de utilização comum, caracterizados como bens de
condomínio do conjunto, devendo obedecer às seguintes disposições:
a) Os galpões integrantes do condomínio, deverão ter acesso através de VCV - Vias de
circulação de veículos interna ao condomínio com largura mínima de 16,00m e leito carroçável
de 12,00m, sendo que os galpões não poderão ter acesso direto para a via oficial;
b) Os galpões ficarão distantes 5 m das VCV - vias de circulação de veículos;
c) O conjunto deverá prever bolsão de estacionamento, podendo ser individual ou
coletivo, na proporção de, no mínimo, 1 vaga de veículo, destinadas a funcionários e
visitantes, para cada 200 m² de área construída, não podendo ter acesso direto por via
pública, sempre localizada em bolsões de estacionamento. A critério da Secretaria do
Planejamento, poderá haver redução do nº de vagas, desde que seja comprovado que a(s)
edificação(ções) sejam utilizadas para uma determinada finalidade;
d) O conjunto deverá prever bolsão de estacionamento para caminhões, podendo ser
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individual ou coletivo, na proporção de, no mínimo, 1 vaga de caminhão para cada 500m² de
área construída, não podendo ter acesso direto por via pública, sempre localizada em bolsões
de estacionamento;
e) As vagas de veículos destinadas a funcionários e visitantes deverão ter dimensões
mínimas de 2,20m por 4,70m;
f) As vagas destinadas a caminhões deverão ter dimensões mínimas de 4,00m por
20,00m
g) A faixa de acesso as vagas de veículos deverá ser de no mínimo 5,00m;
h) A faixa de acesso as vagas de caminhões, quando localizados em bolsões deverá ser
de no mínimo 12,00m;
i) As vias sem saída, deverão possuir balão de retorno no qual possa ser inscrito um
circulo com diâmetro mínimo de 18m;
j) Áreas com mais de 50.000 m², deverão destinar, no mínimo 5% de sua área como área
institucional de uso público;
§ 1º As categorias de uso enquadradas como Controle Especial, ou Pólo Geradores de
Tráfego serão apreciadas pela Secretaria do Planejamento, ouvido o Conselho de
Acompanhamento do Plano Diretor.
§ 2º As sub categorias de uso serão criadas por decreto do executivo no prazo de 90 dias
a contar da data de promulgação da presente Lei;
§ 3º A atividade "Motel" só poderá ser implantada ao longo das Rodovias SP-56 e SP-66.
§ 4º As pessoas jurídicas que exerçam atividades industriais, comerciais, extrativistas, de
prestação de serviços, institucionais e congêneres, econômicas ou não, somente poderão
instalar-se e funcionar no território de Itaquaquecetuba se estiverem em consonância com o
zoneamento urbano instituído por esta Lei Complementar. (Redação dada pela Lei
Complementar nº 365/2023)
 O desenvolvimento de projetos enquadrados como Conjunto Habitacional-CH, deverão
obedecer aos seguintes etapas:
I - solicitação de pedido de diretrizes de parcelamento do solo;
II - Apresentar um plano de massa de ocupação das quadras resultantes, definindo para
cada uma das quadras o número de unidades, identificando as respectivas categorias de uso,
respeitando as característicasde uso e ocupação do solo para cada uma delas;
III - Cronograma Físico Financeiro de implantação do empreendimento;
IV - As áreas institucionais e áreas verdes propostas no plano de parcelamento, deverão
observar o disposto nos itens V e VI:
V - Áreas Institucionais
Art. 8º
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a) Identificar o número de unidades de ensino existente na faixa de 0 a 14 anos existente
em um raio de 500m do entorno do empreendimento;
b) Pesquisar junto a Secretaria da Educação, a disponibilidade de vagas existente e as
projetadas, que poderão atender a demanda do projeto;
c) Calcular o número de alunos por faixa etária, bem como o número de salas de aula, e
a área necessária para o uso institucional, através do preenchimento da TABELA 1-
DIMENSIONAMENTO DAS ÁREAS INSTITUCIONAIS PARA PLANOS INTEGRADOS, anexo,
a qual obedece os índices para cada faixa etária fixados na Tabela 50 da Lei
Complementar 131 de 1 de novembro de 2006, considerando o índice de 4 habitantes por
unidade habitacional.
d) A critério da Prefeitura, poderá ser definido para a ocupação da área institucional outro
tipo de equipamento, cujos critérios de dimensionamento serão definidos caso a caso pela
Secretaria do Planejamento;
VI - Equipamento Institucional - Nas áreas institucionais pertencentes a Conjunto
Habitacional, correrão por conta do empreendedor os custos relativos a elaboração de projeto
e construção das edificações dimensionadas através da Tabela I, constante da alínea c do
item V deste artigo.
VII - Áreas Verdes - Deverão ser consideradas como áreas verdes as áreas
correspondentes as APP - Áreas de Preservação Permanente e áreas de preservação
impostas por Lei ou Decreto e os maciços arbóreos cuja vegetação apresente características
de espécies significativas da mata atlântica a ser definidas pela SEMMAS;.
VIII - Sistema de Lazer
a) Serão considerados sistema de lazer as áreas destinadas a praças, parques as quais
só serão computadas quando em qualquer ponto da área puder ser inscrito um circulo com
raio de 10m (dez metros), localizadas em áreas com declividade máxima de 15% e que
correspondam a 5% da área da gleba objeto do Conjunto Habitacional CH;
b) O sistema de lazer só poderá ser desmembrado em duas ou mais áreas, quando
resultar em módulos superiores a 10.000m2;
IX - Sistema Viário - O percentual de destinação para o sistema viário será o necessário
para atendimento as diretrizes municipais e as características do projeto.
a) O sistema viário deverá obedecer as larguras de vias constante do QUADRO 03-
CARACTERÍSTICAS PARA IMPLANTAÇÃO DE LOTEAMENTOS PERTENCENTES A
CONJUNTO HABITACIONAL, anexo a presente Lei;
b) Nas avenidas de 1 e 2 categorias quando demarcadas nas diretrizes cujas
especificações constam do Quadro 3, deverão ser previsto baias para paradas de ônibus
obedecendo os parâmetros definidos no QUADRO 04- DIMENSIONAMENTO DE BAIAS
PARA ONIBUS, anexo a presente Lei.
c) As baias de ônibus, deverão obedecer ao dispositivo especificado no ANEXO 1- BAIAS
PARA ONIBUS, integrante da presente lei, cujo posicionamento, redução ou acréscimo do
número exigido na alínea "a", será definido pela Secretaria do Planejamento.
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X - De posse das diretrizes, deverá ser apresentado os seguintes projetos, para emissão
por parte da Prefeitura Municipal de Certificado de Anuência prévia junto aos poderes públicos
estaduais:
a) Levantamento Planialtimétrico e Cadastral da área, georeferenciado;
b) Projeto urbanístico do loteamento;
c) Perfis longitudinais e transversais das vias;
d) Diretrizes da Sabesp, com relação a capacidade de abastecimento de água e coleta de
esgoto;
e) Projeto de implantação das edificações em cada uma das quadras, respeitando as
características de uso e ocupação do solo de cada conjunto;
f) Projeto das edificações que compõem cada uma das quadras;
XI - Após a anuência prévia dos órgãos estaduais, a Prefeitura Municipal emitirá o Alvará
de aprovação, com base nos seguintes documentos:
a) Certificado de Anuência dos órgãos Estaduais, acompanhado das respectivas plantas;
b) Projeto de pavimentação e drenagem;
c) Projeto de água e esgoto, ou de sistema isolado, devidamente aprovado pela SABESP;
d) Projeto de rede elétrica e de iluminação pública;
e) Projeto de Paisagismo das áreas verdes e sistema de lazer;
f) Projeto de arborização das vias;
g) Projeto de recomposição da vegetação caso venha a ser exigido pelos órgão
ambientais;
h) Cronograma físico financeiro do empreendimento;
i) Instrumento de garantia para execução das obras através de fiança bancária, hipoteca
de imóveis próprios no município, ou garantia hipotecária que neste caso deverá corresponder
a 40% dos lotes ou quadras resultantes do Conjunto Habitacional;
XII - Após o acompanhamento das obras de infra estrutura e do disposto no item VI do
Art. 8º da presente lei, será emitido o TVEO - Termo de Verificação de Execução de Obras,
podendo ser parcial ou total, mediante apresentação de relatório de acompanhamento e
controle tecnológico das obras de infra estrutura por parte do empreendedor.
 Para fins do disposto na presente Lei as categorias de usos serão subdivididas em
subcategorias a serem regulamentadas por Decreto pelo Poder Executivo.
 Ficarão proibidos de serem instalados no Município os estabelecimentos industriais
previstos na Legislação Estadual nos quais houver processos de:
a) redução de minério de ferro;
b) beneficiamento e preparo de minerais não metálicos não associados em sua
localização às jazidas de mineração;
c) qualquer transformação primária de outros minerais metálicos não associados em sua
localização em suas jazidas minerais excetuando-se o caso dos metais preciosos.
Art. 9º
Art. 10
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d) indústrias químicas de produtos inflamáveis ou explosivos.
 As atividades que gerarem resíduos perigosos, resíduos industriais e resíduos de
serviços de saúde, deverão receber manifestação favorável da SEMMAS, antes de sua
aprovação final, conforme o disposto no Art. 165 da lei complementar nº 113 de 25 de agosto
de 2005;
 Para efeito dessa Lei, as seguintes expressões ficam assim definidas:
I - Pavimento Térreo - aquele definido pelo projeto cujo piso estará compreendido entre
as cotas de 1 (um) metro acima ou abaixo do nível mediano da guia do logradouro público
lindeiro:
a) Quando o desnível no logradouro público lindeiro, entre a cota mais elevada e a mais
baixa, for maior do que 2m (dois) metros, o piso do pavimento térreo poderá estar situado em
qualquer cota intermediária entre os níveis mais elevado e mais baixo;
b) O disposto na alínea anterior se aplica, também, quando o lote for lindeiro a mais de
um logradouro público, tomando-se como referência sempre os pontos mais elevados e mais
baixos, mesmo quando situados em logradouros públicos diferentes.
II - Subsolo - o pavimento ou os pavimentos situados imediatamente abaixo do pavimento
térreo.
III - Primeiro Pavimento - aquele imediatamente superior ao pavimento térreo.
IV - Taxa de Ocupação Máxima - o fator pelo qual a área do lote deve ser multiplicada
para se obter a máxima área de projeção horizontal da edificação.
V - Área Computável - parcela da área edificável considerada para efeito do cálculo do
coeficiente de aproveitamento, considerando:
a) Área do pavimento térreo obedecido o disposto nos artigo 12º dessa lei;
b) Área dos pavimentos tipo excluindo-se as áreas relativas aos dutos de ventilação e de
elevadores;
c) Área de garagens quando localizadas em cota superior ao do pavimento térreo.
VI - Coeficiente de Aproveitamento Máximo - o fator pelo qual a área do lote deve ser
multiplicada para se obter a área total de edificação máxima permitida neste mesmo lote.
VII - EdificaçãoSecundária - aquela isolada da edificação principal, de pelo menos 1,50m
(um metro e cinquenta centímetros) de acesso ao uso principal, não podendo constituir
domicílio independente.
VIII - Poluição das Águas - qualquer alteração de sua composição normal que possa
causar prejuízo à saúde, à segurança e ao bem-estar da população, comprometer seu uso
para fins agrícolas, industriais, comerciais ou recreativas, ou prejudicar o equilíbrio da fauna
Art. 11
Art. 12
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ou da flora.
IX - Poluição do Ar - qualquer alteração de sua composição normal que seja prejudicial à
saúde, à segurança e ao bem-estar da população.
X - Recuo - distância medida em projeção horizontal, entre o limite externo da edificação
e a divisa do lote, sendo que:
a) Os recuos são definidos por linhas paralelas às divisas do lote, ressalvados o
aproveitamento do subsolo que não poderá ocupar o recuo da frente da edificação;
b) Os recuos de frente são medidos em relação aos alinhamentos, obedecido o disposto
no artigo 6º dessa lei;
c) No caso de lotes irregulares, os recuos são definidos conforme QUADRO 05-
RECUOS DE LOTES IRREGULARES.
XI - Pátio de Acomodação - faixa destinada à acomodação de veículos, compreendida
entre o alinhamento da via pública e a área de estacionamento compreendendo a 2,5m²/vaga
não sendo aplicável aos usos R1, R2.01, R2.02, C1 E1 e S1;
XII - Pátio de carga e descarga - espaço destinado ao estacionamento de caminhões
correspondendo a 1/3.000m² da área total construída, descontadas as áreas destinadas a
estacionamento, carga e descarga e partes sobre-elevadas da edificação, respeitado o
mínimo de uma vaga para até 4.000 m² (quatro mil metros quadrados) de área total
construída.
Parágrafo Único. O disposto na alínea a, poderá ser alterado desde solicitado pelo
interessado, mediante a apresentação de laudo de sondagem demonstrando o nível do lençol
freático e seu comprometimento com relação as edificações vizinhas. Neste caso o parecer
para alteração do nível do pavimento térreo deverá ser submetido a apreciação da Secretaria
de Planejamento;
 O pavimento térreo em "pilotis", quando livre e desembaraçado e sem qualquer
vedação, a não ser as caixas de escada, elevadores e salão de festas, não será computado
para efeito de cálculo do coeficiente de aproveitamento.
 A área edificada destinada à residência do zelador não será computada para efeito do
cálculo do coeficiente de aproveitamento, quando igual ou inferior a 60 m² (sessenta metros
quadrados), mesmo que localizada no pavimento térreo.
Parágrafo Único. O disposto nesse artigo não se aplica às categorias de uso R1, C1, E1
e S1, e à todas as edificações com área inferior a 300m² (trezentos metros quadrados).
 As edificações enquadradas na categoria de uso R2.01 constituídas de blocos com
mais de duas casas geminadas entre si, além do disposto nesta lei, deverão obedecer, em
especial, às seguintes disposições:
Art. 13
Art. 14
Art. 15
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a) Máximo de 20 (vinte) habitações;
b) Recuo mínimo de 1,50m (um metro e cinquenta centímetros) das divisas laterais do
lote ou lotes ocupados por agrupamento;
c) Frente mínima de 3,40 (três e quarenta) e área mínima de 68 m² (sessenta e oito
metros quadrados) para cada lote resultante do agrupamento;
d) O pedido de desdobro do lote, neste caso, só poderá ser concedido por ocasião do
"habite-se" da edificação.
 As edificações enquadradas na categoria de uso R3 além do disposto nessa Lei,
deverão obedecer, em especial, às seguintes disposições:
I - Apresentação por parte do interessado da seguinte documentação:
a) Documento de propriedade do lote ou lotes que integram o conjunto residencial;
b) Xerocópia do carnê de imposto incidente sobre o lote ou lotes;
c) Levantamento planialtimétrico e cadastral, georeferenciado;
d) Proposta de implantação do conjunto residencial, de acordo com os incisos de I a IV
desse artigo.
e) Cronograma de implantação do conjunto residencial.
II - Nos casos de Conjunto Residencial categoria R3-02, deverá ser destinado como Área
Institucional Pública, o percentual de 5% (cinco por cento) da área do terreno a ser demarcada
pela Prefeitura Municipal, exceção feita ao conjunto R3-02, quando resultante de Conjunto
Habitacional CH, sobre o qual não incide a destinação de área institucional pública;
III - Quando da aprovação de projeto de Conjunto Residencial R3-02 deverá ser aprovado
projeto de desmembramento com o objetivo de se demarcar a Área Institucional Pública,
constante do item II;
§ 1º O prazo para a expedição das diretrizes será de 60 (sessenta) dias a contar da data
do protocolamento do pedido.
§ 2º As diretrizes terão validade pelo prazo de 360 (trezentos e sessenta) dias, contados
a partir da data expedição da certidão de diretrizes.
 As edificações enquadradas na categoria de uso R3, além do disposto nos artigo .16
da presente Lei, deverão obedecer aos seguintes requisitos técnicos:
I - Os acessos às edificações do conjunto somente poderão ser feitos através da via
particular interna ao conjunto devidamente pavimentada, ficando vedado o acesso direto pela
via oficial de circulação;
II - A largura mínima da via particular de circulação de veículos interna ao conjunto
deverá obedecer as dimensões a seguir mencionadas:
a) 8m (oito metros), com leito carroçável mínimo de 6m (seis metros),
Art. 16
Art. 17
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b) Os passeios poderão ter larguras variáveis em função do tratamento urbanístico,
respeitada a largura mínima de 1m (um metro);
c) Quando as calçadas tiverem largura superior a 2 m (dois metros) serão consideradas
como VCP via particular de circulação de pedestres;
d) Possua rampa máxima de 15% (quinze por cento);
III - A via particular de circulação de veículos do conjunto com largura de 4m (quatro
metros) poderá ser utilizada para acesso de veículos para, no máximo, 10(dez)habitações
desde que o acesso à via oficial de circulação seja feito por VCV via de circulação de veículos;
a) Possua rampa máxima de 15% (quinze por cento);
b) Não possua muros de qualquer espécie na faixa de recuo de frente das habitações;
c) Possua tratamento urbanístico integrado entre a via particular de pedestre e a faixa de
recuo das habitações;
d) Possua balão de retorno no qual possa ser inscrito um circulo com diâmetro mínimo de
12m(doze metros).
IV - Quando se tratar de conjunto residencial formado por edificações agrupadas
horizontalmente a distância entre os blocos de edificações deverá ser de, no mínimo, 3m (três
metros);
V - Será permitido a implantação de edificações geminadas nos conjuntos residenciais,
desde que obedeça as seguintes condições:
a) Máximo de 10 (dez) habitações por agrupamento;
b) Recuos mínimos de 3 m (três metros)entre agrupamentos;
c) Frente mínima de 3,40 (três e quarenta metros) e área mínima de 68,00 m² (sessenta
e oito metros quadrados) para cada fração de lote correspondente a cada edificação;
d) A edificação principal deverá respeitar recuo de fundo do lote, de 2m (dois metros);
§ 1º Nos conjuntos residenciais, a taxa de ocupação e o coeficiente de aproveitamento
serão calculados considerando-se a área bruta do terreno correspondente ao conjunto
projetado.
 A taxa de ocupação máxima do lote não será aplicada aos subsolos utilizados para
estacionamento de veículos, respeitado o recuo de frente exigido por Lei.
§ 1º Em edifícios residenciais, será permitido a utilização de pavimentos destinados a
guarda de veículos, acima do pavimento térreo, sendo neste caso considerados como área
computável.
 As edificações enquadradas nas categorias de uso R2.02 e R3, só serão aprovadas
quando da obtenção por parte da SABESP de documento que ateste que a rede pública tem
condições deatender ao consumo de água e a coleta dos efluentes objeto do pedido de
aprovação.
Art. 18
Art. 19
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§ 1º Caso não haja condições de abastecimento de água e ou coleta de efluentes através
da rede da SABESP, o projeto só terá aprovação quando da apresentação de projeto
aprovado pela Autoridade Estadual Competente, no tocante a captação, reserva e distribuição
de água, bem como, coleta e tratamento dos efluentes.
§ 2º O auto de conclusão das edificações que obtiverem sua aprovação com base no
disposto no Parágrafo Primeiro desse artigo, só poderá ser expedido, após comprovada a
execução das obras constantes do Parágrafo Primeiro através de documento a ser emitido
pela SABESP.
 A aprovação da autoridade sanitária competente só será exigida quando a atividade
estiver enquadrada na Portaria CVS 1- de 22 de janeiro de 2007 e anexos, estabelecida pelo
Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria do Estado da Saúde .
 As edificações classificadas na presente Lei, no que diz respeito ao número de vagas
para estacionamento de automóveis, bem como reserva de espaços, cobertos ou não, para
carga e descarga de caminhões nos lotes destinados a diferentes usos, deverão obedecer ao
disposto no QUADRO 06- ESTACIONAMENTO, CARGA E DESCARGA, anexo a presente
Lei.
§ 1º Nos casos em que o número de vagas para veículos, previsto para um imóvel, seja
superior a 500 (quinhentos), e a frente do imóvel for superior ou igual a 70m (setenta metros),
serão exigidos dispositivos para entrada e saída de veículos que minimizem a interferência no
tráfego da via de acesso ao imóvel, conforme ANEXO 02- DISPOSITIVO DE ENTRADA E
SAÍDA DE VEÍCULOS, anexo a presente lei, cujas dimensões poderão ser adaptadas a
conformação do lote pela Secretária do Planejamento.
 A Prefeitura poderá outorgar onerosamente o exercício do direito de construir,
mediante contrapartida financeira a ser prestada pelo beneficiário, conforme disposições dos
artigos 28, 29, 30 e 31 da Lei Federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001 - Estatuto da Cidade e
de acordo com os critérios e procedimentos definidos nesta lei.
 O Potencial Construtivo Adicional será aplicado para as zonas de uso ZUR, ZUR 1 e
ZUEC, podendo neste caso exercer o direito de construir acima do permitido no Quadro 1,
anexo a presente lei, até o limite de 5 (cinco) para usos institucionais e 4 (quatro) para os
demais usos, mediante contrapartida financeira.
§ 1º A Outorga Onerosa de Potencial Construtivo Adicional poderá ser aplicada na
regularização de edificações na forma que for estabelecida pelas leis específicas.
§ 2º Os estoques de potencial construtivo adicional a serem concedidos através da
outorga onerosa, deverão ser avaliados até 2 (dois) anos da aplicação da presente lei, em
função da capacidade do sistema de circulação, da infra-estrutura disponível, das limitações
ambientais e das políticas de desenvolvimento urbano, podendo ser diferenciados por uso
residencial e não-residencial.
Art. 20
Art. 21
Art. 22
Art. 23
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§ 3º Os estoques estabelecidos nos termos das disposições do parágrafo segundo deste
artigo deverão valer para um período não inferior a dois anos.
§ 4º O impacto na infra-estrutura e no meio ambiente da concessão de outorga onerosa
de potencial construtivo adicional deverá ser monitorado permanentemente pelo Executivo,
que deverá periodicamente tornar públicos relatórios deste monitoramento, destacando as
áreas críticas próximas da saturação.
§ 5º Caso, o monitoramento a que se refere o parágrafo 4º deste artigo, revele que a
tendência de ocupação de determinada área da Cidade a levará à saturação no período de um
ano, a concessão da outorga onerosa do potencial construtivo adicional poderão ser
suspensas 180 (cento e oitenta) dias após a publicação de ato do Executivo neste sentido
 A contrapartida financeira, que corresponde à outorga onerosa de potencial
construtivo adicional, deverá ser calculada obedecendo os seguintes critérios:
I - Cálculo da área de terreno virtual necessária para o projeto, tendo como coeficiente de
aproveitamento máximo igual a 5 para usos institucionais e 4 para os demais usos;
II - O fator de correção (f) a ser aplicado na outorga onerosa:
III - Para a zona de uso ZUR o fator(f) será igual a 2;
IV - Para a zona de uso ZUR1 o fator (f) será igual a 2,5;
V - Para a zona de uso ZUEC o fator (f) será igual a 3;
VI - A contrapartida financeira (Cf), será calculada em função do uso da edificação
obedecendo o seguinte critério:
a) Para usos residenciais:
Cf = f x V x A
b) Para demais usos:
Cf =1,2 x f x V x A
Onde:
V = valor do terreno fixado pela PGV (Planta Genérica de Valores)
A = área do terreno virtual, necessária ao projeto, calculada pelo acréscimo do coeficiente de
aproveitamento da zona de uso até o limite explicitado na alínea "I" deste artigo.
§ 1º as edificações beneficiadas pela outorga onerosa poderão ter seus gabaritos
acrescidos de 20%, respeitado as demais exigências legais aplicáveis a cada caso.
Art. 24
17/21
 
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§ 2º o pagamento da contrapartida financeira será paga a vista no ato de aprovação do
projeto.
§ 2º O pagamento da contrapartida financeira poderá ser pago à vista no ato da
aprovação do projeto ou de forma parcelada em até 12 (doze) vezes, cujas parcelas serão
objeto de correção monetária pelo índice padrão adotado pelo Município; (Redação dada pela
Lei Complementar nº 362/2022)
§ 3º Nos casos de parcelamento do solo provenientes da implantação de CH - Conjunto
Habitacional, previstos no inciso XX do Artigo 7º da Lei Complementar nº 156 de 10 de julho
de 2008, poderá ser aplicado a figura da outorga onerosa em área de Sistema de Lazer a que
se refere a alínea "a", do inciso VIII, do artigo 8º, dessa mesma lei, que poderá se dar através
de Permuta com outra área ou Contrapartida Financeira, por solicitação do interessado, com
aprovação expressa do Prefeito Municipal.
I - Poderá ser feita a Permuta com outra área, obedecendo aos seguintes critérios:
a) a área do Sistema de Lazer a ser permutada, deverá corresponder, no mínimo, ao
dobro da área prevista na alínea "a", do inciso VIII, do Artigo 8º, da Lei Complementar nº 156,
de 10 de julho de 2008, ocasião em que o Município irá avaliar se a permuta é conveniente ao
interesse público e social.
b) a área objeto da permuta será preferencialmente considerada como Sistema de Lazer,
podendo ter outros usos a critério da Prefeitura Municipal.
II - no caso de pagamento em Contrapartida Financeira, o valor será calculado através da
seguinte fórmula:
a) V = Valor da contrapartida financeira;
b) A = Sistema de Lazer previsto na alínea "a" do inciso VIII do Art. 8 da Lei Municipal nº
156/2008;
c) v = valor do m² do terreno fixado pela PGV (Planta Genérica de Valores), considerando
o valor vigente no exercício em que foi aprovado o projeto;
d) f = fator de correção conforme previsto no Art. 24 da lei municipal 156/2008
III - os recursos provenientes da contrapartida financeira deverão ser vinculados para a
geração de áreas para esta finalidade.
§ 4º No conjunto R3-02 resultantes de CH- Conjuntos Habitacionais, quando for aplicado
o disposto no inciso "VI" do Art. 8 da Lei nº 156/2008, ficará dispensado do cumprimento da
alínea "c" do inciso IV do Art. 7 da referida Lei.
I - o equipamento a ser instalado deverá obedecer ao dimensionamento previsto na
alínea "c" do inciso V do Artigo 8º TABELA 1 da Lei Complementar nº 156/2008, sendo que
80% (oitenta por cento) deverá ser projetado em um único bloco. (Redação acrescida pela Lei
Complementar nº 177/2009)
Art. 25
18/21
 
LeisMunicipais.com.br - Lei Complementar 156/2008 (http://leismunicipa.is/pqnfj) - Gerado em: 17/11/2024 15:12:48Quando o Potencial Construtivo Adicional não for solicitado diretamente vinculado à
aprovação de projeto de edificação, o Executivo poderá expedir Certidão de Outorga Onerosa
de Potencial Construtivo Adicional vinculada a determinado lote ou lotes, que será convertida
em direito de construir com a aprovação do respectivo projeto de edificação.
§ 1º As certidões expedidas na forma que dispõe o "caput" deste artigo, que ainda não
tiverem sido convertidas em direito de construir, poderão ser negociadas a critério da
Prefeitura, desde que sejam atendidas todas as condições estabelecidas nesta Seção, para o
lote que passará a receber o Potencial Construtivo Adicional.
§ 2º Apresentada solicitação de transferência da certidão para outro lote, o Executivo:
a) Verificará se o lote para o qual se pretende transferir a certidão localiza-se em áreas
passíveis de aplicação de outorga onerosa e se há estoque disponível;
b) Determinará o novo potencial construtivo adicional por meio da relação entre os
valores dos lotes calculada, utilizando-se os valores que constam para o metro quadrado de
terreno na Planta Genérica de Valores - PGV;
c) Poderá expedir nova certidão cancelando a certidão original, com a anuência do titular
desta, realizando os procedimentos necessários à atualização e ao controle de estoque.
 Os procedimentos para aplicação da Outorga Onerosa, bem como a taxa relativa a
serviços administrativos, deverão ser fixados pelo Executivo no prazo máximo de 60
(sessenta) dias após a publicação desta lei
 Os recursos provenientes da outorga onerosa, deverão ser alocados obrigatoriamente
em melhorias da malha viária na região do benefício concedido;
 Os recursos provenientes da outorga onerosa deverão ser alocados prioritariamente
na região do benefício concedido. (Redação dada pela Lei Complementar nº 346/2022)
§ 1º O executivo no prazo de 180 dias da promulgação da presente lei elaborará estudo
sobre melhoria do sistema viário nas áreas abrangidas pela concessão da outorga onerosa,
bem como a capacidade dos estoques disponíveis por zona de uso; (Revogado pela Lei
Complementar nº 346/2022)
 De acordo com o disposto no artigo 78, da Lei Complementar nº 131 que institui o
Plano Diretor Estratégico, o Conselho Municipal de Acompanhamento e Controle do Plano
Diretor Estratégico de Itaquaquecetuba será formado por representantes do poder público e
entidades representativas da sociedade civil de modo paritário. (Vide Lei nº 2637/2008)
§ 1º O Conselho Municipal, referido no caput deste artigo, terá as seguintes atribuições:
I - instaurar um processo permanente e sistematizado de detalhamento, atualização,
revisão e monitoramento das diretrizes, instrumentos e normas estabelecidos neste Plano
Diretor Estratégico, observadas as disposições desta Lei;
Art. 25
Art. 26
Art. 27
Art. 27.
Art. 28
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II - articular políticas, estratégias, ações e investimentos públicos;
III - promover debates, audiências e consultas públicas;
IV - promover conferências sobre assuntos de interesse urbano;
V - atuar no acompanhamento dos instrumentos de aplicação e dos programas e projetos
aprovados;
VI - incorporar a comunidade na definição e gestão das políticas públicas, mediante a
adoção de um sistema democrático de participação;
VII - garantir o acesso a qualquer interessado aos documentos e informações produzidas.
VIII - Elaborar relatórios de atividades conforme disposto no parágrafo 3 do artigo 78 da
da Lei Complementar nº 131 que institui o Plano Diretor Estratégico;
IX - Proferir manifestação sobre os casos previstos na presente lei;
X - Analisar casos não previstos e dirimir dúvidas na aplicação da legislação de
parcelamento,uso e ocupação do solo, quando solicitado pelo presidente;
XI - Apreciação de pareceres técnicos sobre projetos de lei de interesse urbanístico e
ambiental;
§ 2º O executivo regulamentará a formação e o funcionamento do Conselho Municipal de
Acompanhamento e Controle do Plano Diretor Estratégico de Itaquaquecetuba, prevista no
"caput" deste artigo por ato do executivo, no prazo de 60 (sessenta) dias contados a partir da
aprovação da presente lei.
 Rubricados pelo Presidente da Câmara e pelo Prefeito, fazem parte integrante dessa
Lei os Quadros de 1 a 6,Tabela 1,Anexos 1 e 2 e o MAPA USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
anexo a presente Lei.
 Essa Lei Complementar entrará em vigor no prazo de 30 (trinta) dias da data de
publicação, revogadas as disposições em contrário, em especial as Leis 1482/94 e 1473/94.
 Esta Lei Complementar entrará em vigor no prazo de 30 (trinta) dias da data da
publicação, revogadas as disposições em contrário, em especial a Lei nº 1482/94. (Redação
dada pela Lei Complementar nº 166/2009)
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAQUAQUECETUBA, em 10 de julho de 2008; 447º da
Fundação da Cidade e 54º da Emancipação Político-Administrativa do Município.
ARMANDO TAVARES FILHO
Prefeito
Art. 29
Art. 30
Art. 30
20/21
 
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SANDRA REGINA REIS SAMPAIO
Secretária de Administração
ANEXOS
Download: Anexos - Lei complementar nº 156/2008 - Itaquaquecetuba-SP
MAPA DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO
Download: Mapa - Lei complementar nº 156/2008 - Itaquaquecetuba-SP
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