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Osteopatia e quiropraxia Você vai conhecer a história, os fundamentos, os princípios e as técnicas de tratamento da osteopatia e da quiropraxia. Prof. Raphael Alves Jardim 1. Itens iniciais Propósito O intuito é que, como futuro profissional, você entenda os princípios básicos de cada especialidade. Dessa forma, poderá sugerir tratamentos a pacientes ou decidir se quer se especializar como osteopata ou como quiropraxista. Objetivos Reconhecer os princípios e os fundamentos básicos do tratamento realizado por meio da osteopatia. Reconhecer os princípios e os fundamentos básicos do tratamento realizado por meio da quiropraxia. Introdução No Brasil, tanto a osteopatia quanto a quiropraxia são especialidades da fisioterapia, embora haja uma questão judicial sobre o processo de tornar a quiropraxia uma profissão e a osteopatia uma especialidade de outras áreas da saúde. Ambas trabalham com o objetivo de promover a homeostase do corpo quando este está em desequilíbrio, seja ele estrutural, seja orgânico. Ainda que essas duas técnicas englobem métodos e características diferentes, ambas têm muito em comum. Atualmente, a formação de um fisioterapeuta osteopata requer, em média, de 4 a 5 anos de especialização; já a de um fisioterapeuta quiropraxista, 2 anos, em média. Ambas são fundamentadas na compreensão profunda da anatomia, da biomecânica e da fisiologia do corpo humano, assim como em princípios e em técnicas aplicadas. Têm algumas contraindicações, atestadas mediante testes específicos sobre suas técnicas. Vamos conhecê-las! • • 1. Osteopatia História e desenvolvimento da osteopatia Assista ao vídeo a seguir e conheça a história e a evolução da osteopatia, desde as manipulações antigas no Egito até as modernas abordagens terapêuticas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A osteopatia é uma filosofia que apresenta um método diagnóstico e terapêutico manual, buscando as disfunções de mobilidade articular e tissular que, em geral, exercem papel na aparição das enfermidades. Descubra, a seguir, a trajetória histórica da osteopatia desde suas origens, no Antigo Egito, até seu nascimento oficial, em 1874. 5000-4000 AEC Origens no antigo Egito No papiro de Edwin Smith (5000-4000 AEC), encontram-se os primeiros escritos sobre manipulações no antigo Egito, entendendo a osteopatia como uma manipulação de cotovelo. Na época, os faraós buscavam soluções para os problemas articulares. 2400 AEC Desenvolvimento na Grécia antiga Foi na Grécia antiga (2400 AEC), com Hipócrates em Roma, onde Claude Galien curou uma neuralgia cervicobraquial de um imperador manipulando as cervicais. 980-103 EC Contribuições do Oriente Médio No Oriente Médio, Avicena (980-103 EC) descreve em seu livro El Canon a cura das ciáticas por meio de manipulações. 1215 Separação entre medicina e cirurgia Na Idade Média, em 1215, realizou-se a separação entre a medicina e a cirurgia. Esta última ficou para os “barbeiros”, e as técnicas de manipulação, para os curandeiros. No Renascimento, na França, e em todas as cortes europeias, os reis tinham seus curandeiros. Século XIX Avanços na manipulação No século XIX, por exemplo, Corvisart, o médico de Napoleão I, trabalhava com manipulações. 1874 O nascimento da osteopatia A osteopatia, assim batizada pelo seu criador Andrew Taylor Still, foi “descoberta” em 1874, após anos de observação e prática. Depois de décadas aplicando a medicina convencional, aprendida com o pai, Still rompe com a prática ortodoxa, que até 1860 se baseava em grande parte no uso de drogas catárticas e sangrias. Saiba mais O uso das siglas AEC (antes da Era Comum) e EC (Era Comum) tem como objetivo uma escrita inclusiva, sem distinção de crença ou cultura. Elas são equivalentes aos termos antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.). A fé na autorregulação do corpo, nas leis naturais e na capacidade inata de autocura permitiu a Still obter resultados muito superiores, agindo na desobstrução do bom fluxo sanguíneo, na harmonização estrutural do movimento dos tecidos dos sistemas corporais e, acima de tudo, no preciso entendimento da anatomia de seus pacientes. Confira agora alguns fatos relevantes sobre a vida de Still: Inicialmente, foi treinado como aprendiz de médico pelo pai, acompanhando-o na sua prática. Depois da guerra, frequentou, por algum tempo, a faculdade de medicina e cirurgia de Kansas City, que não o agradou. Consta que os cursos de medicina duravam apenas dois anos e, por vezes, eram frequentados por pessoas semianalfabetas. Segundo Still, eram apenas comerciais, e, por isso, ele acabou desistindo. Casou-se pela primeira vez em 1849, com Mary Margaret Still. No primeiro casamento, perdeu três filhos pequenos pela meningite; a esposa morreu em 1859. Casou-se novamente em 1860, com Mary Elvira Still. Teve muitos filhos no segundo casamento, dos quais perdeu alguns, inclusive Fred Still, em quem depositava grande fé em termos de continuidade do projeto do desenvolvimento da osteopatia. Existem vários nomes importantes na história e no desenvolvimento da osteopatia. Além do seu fundador, Andrew Taylor Still, que é essencial para a criação dessa prática, outros profissionais também contribuíram significativamente para o campo. Confira agora alguns deles! • • • • • • William Garner Sutherland Um dos primeiros alunos de Still, é conhecido por desenvolver a osteopatia craniana. Sutherland investigou a mobilidade dos ossos do crânio e desenvolveu técnicas de manipulação específicas para essa área. John Martin Littlejohn Médico escocês que desempenhou um papel fundamental na introdução da osteopatia na Europa. Ele fundou a primeira escola de osteopatia em Londres, em 1917, contribuindo significativamente para popularizar essa prática no Continente Europeu. Viola M. Frymann Uma osteopata americana que se destacou por seu trabalho com crianças e neonatos. Ela contribuiu significativamente para a compreensão da osteopatia pediátrica e neonatal, e seus estudos foram influentes na comunidade osteopática. Rollin E. Becker Um osteopata que fez importantes contribuições para o entendimento da osteopatia visceral. Ele explorou a relação entre as estruturas viscerais e musculoesqueléticas do corpo, e suas técnicas são amplamente utilizadas na prática osteopática atual. Irvin Korr Neurofisiologista fundamental para o desenvolvimento da teoria neurofisiológica da osteopatia. Ele estudou os efeitos da manipulação osteopática no sistema nervoso e desenvolveu teorias sobre como essas técnicas afetam o corpo. Denominou a Lei de Facilitação Segmentar, que descreve como a disfunção em uma parte do corpo pode levar a uma maior excitabilidade e atividade neural em segmentos adjacentes da medula espinhal, levando a um ciclo de feedback positivo que amplifica a disfunção. Essa facilitação segmentar sugere que disfunções musculoesqueléticas ou viscerais podem afetar o sistema nervoso, aumentando a sensibilidade neural e contribuindo para a manutenção de sintomas e disfunções. Portanto, o conceito neurofisiológico de Irvin Korr destaca a interconexão entre disfunções somáticas e o sistema nervoso, enfatizando como a correção das disfunções musculoesqueléticas pode influenciar positivamente a função neural e a saúde do paciente. A osteopatia rapidamente ganhou popularidade nos Estados Unidos e em outros países e hoje é praticada em todo o mundo. Osteopatas são profissionais de saúde treinados para diagnosticar e tratar uma variedade de condições, incluindo problemas musculoesqueléticos, dores crônicas, lesões esportivas e muito mais. Ao longo dos anos, a osteopatia evoluiu e se diversificou, e existem agora várias abordagens na prática osteopática, incluindo a osteopatia estrutural, a osteopatia craniana, a osteopatia visceral e a osteopatia funcional. Cada uma dessas abordagens se concentra em diferentes aspectos do corpo e utiliza diferentes técnicas de tratamento. Confira algumas frases escritas por Still! Frase1 “Hoje em dia, estou melhor preparado, e depois de uma viagem de 20 anos de minuciosa observação, posso dizer que Deus (ou a Natureza) é o único doutor a quem o homem deveria respeitar” (Still, 2018). Frase 2 “Encontrar a saúde devia ser o objetivo de todo ‘médico’. Qualquer um é capaz de encontrar a doença” (Still, 2018). Frase 3 “Um osteopata é apenas um engenheiro humano, que deve entender todas as leis que governam seu motor e, assim, dominar a doença” (Still, 2018). Frase 4 “Osteopatia é anatomia, mais anatomia e, além disso, anatomia” (Still, 2018). Fundamentos filosóficos da osteopatia Para a osteopatia, os sinais e os sintomas clínicos de cada paciente resultam da interação de diversos fatores físicos em vez de uma única causa isolada. Os cuidados osteopáticos englobam uma ampla gama de abordagens para promover a saúde e tratar doenças. A aplicação prática da filosofia osteopática é delineada por vários modelos de relações entre estrutura e função, utilizados pelos profissionais para obter informações de diagnóstico e interpretar o impacto das alterações neuromusculoesqueléticas na saúde global do paciente. A osteopatia abraça o conceito da unidade entre a estrutura (anatomia) e a função (fisiologia) do indivíduo. Ela é uma abordagem centrada na pessoa e nos cuidados de saúde, em contraposição a uma abordagem centrada na doença. Descubra, a seguir, os quatro princípios fundamentais da osteopatia, propostos por Andrew Taylor Still. A estrutura governa a função Qualquer tecido ou sistema corporal só pode funcionar adequadamente se a estrutura estiver em equilíbrio. Havendo desequilíbrio pode eventualmente resultar em dor, sintomas ou patologia. A unidade do corpo Todos os elementos do corpo estão interconectados. Qualquer alteração em um osso, órgão ou músculo pode afetar diversos outros tecidos e sistemas, pois o corpo é uma unidade integrada. A capacidade de autocura A homeostase permite ao corpo se curar naturalmente. Por exemplo, um hematoma causado por um impacto no corpo desaparece naturalmente após algumas semanas, mostrando que o corpo pode drenar a hemorragia e reparar os tecidos. O terapeuta osteopata remove barreiras para essa autocura, como restrições articulares e musculares, facilitando o processo de recuperação do organismo. A lei da artéria A boa vascularização é essencial para o funcionamento adequado dos tecidos. Portanto, na prática osteopática, é fundamental eliminar quaisquer impedimentos à vascularização causados por compressões, estiramentos ou disfunções do sistema nervoso autônomo. Osteopatia: fundamentos filosóficos Assista a este vídeo e descubra como os conceitos de unidade do corpo e capacidade de autocura, além da Lei da Artéria, guiam os cuidados osteopáticos, promovendo o equilíbrio e a harmonia. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Técnicas e métodos do tratamento osteopático A osteopatia utiliza uma variedade de técnicas e métodos de tratamento para corrigir restrições de movimento e outras disfunções no corpo, restaurando o equilíbrio e a função normal das estruturas anatômicas e promovendo a saúde e o bem-estar do paciente. A seguir, você conhecerá duas técnicas comuns utilizadas na prática osteopática. Thrust Refere-se a uma manipulação articular que envolve a aplicação rápida e precisa de uma força controlada em uma articulação específica. É frequentemente utilizada para corrigir disfunções articulares, restaurar a mobilidade articular e aliviar a dor. Confira, na imagem a seguir, um exemplo da utilização da técnica de thrust na prática! Quiropraxista aplicando a técnica de thrust em paciente. Durante a técnica de thrust, o osteopata posiciona a articulação em uma determinada posição e, em seguida, aplica uma pressão súbita e direcionada na direção necessária. Essa pressão rápida e controlada pode resultar em um estalo audível conhecido como cavitação, que é causado pela liberação de gases dissolvidos no líquido sinovial dentro da articulação. Algumas contraindicações são impostas para essa técnica, como pacientes com osteoporose. Músculo energia É uma abordagem terapêutica que visa restaurar a função e o equilíbrio muscular bem como melhorar a mobilidade articular. Durante essa técnica, alguns passos devem der seguidos. Veja! O paciente é instruído a contrair voluntariamente o músculo-alvo de forma isométrica (sem alterar o comprimento do músculo) por alguns segundos, enquanto o terapeuta aplica uma leve resistência manual. Após a contração, o paciente relaxa o músculo e o terapeuta manipula a articulação em uma amplitude de movimento aumentada. Esse processo é repetido várias vezes para ajudar a restaurar a função normal da articulação e a reduzir a tensão muscular excessiva. O paciente participa ativamente do processo de tratamento, colaborando com o terapeuta para realizar contrações musculares específicas enquanto a articulação é movimentada em uma direção determinada. Essa técnica não tem contraindicação para ser realizada. A osteopatia pode ser dividida em três segmentos de estudo, que são integrativos em relação aos conceitos que a compõem. Confira a seguir! 1. 2. 3. Osteopata atendendo paciente infantil. Estrutural Incorpora uma variedade de técnicas de tratamento — thrust, músculo energia, fasciais, stretching muscular, articulatória e outras — para melhorar a função do corpo como um todo, seguindo a biomecânica de cada articulação. Craniana Concentra-se na manipulação do crânio e das estruturas cranianas para restaurar o equilíbrio e a função do sistema nervoso central e do sistema craniossacral. As técnicas incluem sutilezas manipulativas aplicadas ao crânio, à face e aos ossos do crânio. Visceral Envolve a manipulação suave dos órgãos internos para melhorar sua mobilidade e função. Os osteopatas acreditam que restrições na mobilidade dos órgãos podem afetar a função dos sistemas relacionados e contribuir para uma variedade de problemas de saúde. Você sabia que a osteopatia pediátrica pode ajudar no tratamento de uma variedade de condições comuns em crianças, como cólicas, refluxo, problemas de sono, dificuldades de amamentação, problemas posturais e dores de crescimento, entre outros? A osteopatia pediátrica é uma especialidade da osteopatia que também pode ser segmentada, concentrando-se no tratamento de bebês, crianças ou adolescentes. São utilizadas técnicas suaves e específicas adaptadas às necessidades dos pacientes mais jovens com o objetivo de corrigir restrições de movimento e outras disfunções, promovendo melhores funções física, emocional e neurológica em todas as fases do desenvolvimento infantil. Osteopatas pediátricos trabalham em estreita colaboração com outros profissionais de saúde, como pediatras, fisioterapeutas e consultores de amamentação, a fim de garantir uma abordagem integrada e abrangente para a saúde das crianças. Eles podem orientar os responsáveis pela criança sobre questões relacionadas ao desenvolvimento infantil, como nutrição, amamentação, sono e cuidados com o bebê. Além disso, osteopatas usam uma variedade de outras abordagens terapêuticas, como terapia de ponto de gatilho, técnicas de equilíbrio do sistema nervoso autônomo e aconselhamento sobre a parte biopsicossocial e a nutrição. Adaptado às necessidades de cada paciente, o tratamento osteopático pode ser usado para tratar uma gama de condições, desde problemas musculoesqueléticos até distúrbios digestivos e dores crônicas. Todas essas áreas da osteopatia se integram durante a avaliação e o tratamento, com o objetivo de identificar a origem da doença e tratá-la, sem focar a sintomatologia mas a causa. Métodos da osteopatia Assista ao vídeo a seguir e descubra as técnicas e os métodos utilizados na prática osteopática para restaurar o equilíbrio e a saúde do corpo humano. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Evidências científicas em osteopatia Na osteopatia, cada vez mais estudos e pesquisas estão sendo feitos para atestara eficácia e a segurança dos tratamentos, assim como sua aprovação por parte dos pacientes. Confira algumas evidências científicas a esse respeito! 2013 Licciardone et al. Nesse estudo, analisou-se a eficácia da terapia manual osteopática e do ultrassom no tratamento da dor lombar crônica. Os resultados indicaram que essa terapia foi eficaz na redução da dor e contribuiu para a melhoria da função de pacientes. 2015 Franke et al. Nessa revisão sistemática, analisou-se o uso da técnica de energia muscular no tratamento da dor lombar não específica. Os resultados sugeriram que essa técnica pode ser benéfica para o tratamento. 2012 Licciardone et al. Nesse estudo, investigaram-se as associações entre as concentrações de citocinas e as lesões osteopáticas na dor lombar crônica não específica. Os resultados sugeriram que certas citocinas podem estar associadas a lesões osteopáticas específicas e aos resultados clínicos em pacientes com dor lombar crônica. 2013 Orrock e Myers Nessa revisão sistemática, examinou-se a eficácia da intervenção osteopática no tratamento da dor lombar crônica não específica. Os resultados mostraram que essa intervenção pode ser eficaz. Quiropraxista realizando tratamento em paciente com dor lombar. 2010 Carnes et al. Nessa análise, investigaram-se eventos adversos associados à terapia manual, incluindo a osteopatia. Os resultados sugeriram que eles são geralmente leves e transitórios. Esses estudos contribuem para a compreensão da eficácia, da segurança e de mecanismos de ação da osteopatia em condições de saúde musculoesqueléticas, fornecendo evidências importantes para embasar a prática clínica e as decisões de tratamento. Suponha que você esteja tratando um paciente com dor lombar crônica. Existem várias abordagens osteopáticas que podem ser consideradas, como manipulação vertebral, mobilização articular e exercícios terapêuticos, entre outros. Com base nas evidências científicas disponíveis, você pode revisar estudos clínicos que investigam a eficácia de diferentes intervenções para a dor lombar crônica em pacientes com características semelhantes às do seu. Osteopatia e ciência Ao assistir a entrevista a seguir, você terá a oportunidade de compreender a importância dos estudos científicos para a osteopatia e os principais desafios da área. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 Irvin Korr foi um osteopata e pesquisador norte-americano conhecido por seu trabalho na área da osteopatia. Ele é especialmente reconhecido por suas contribuições para o entendimento da biomecânica e da neurofisiologia relacionadas à osteopatia. Qual é o principal conceito neurofisiológico desenvolvido por Irvin Korr? A Lei da Ação e Reação B Lei da Simpatia Segmentar C Lei da Facilitação Segmentar D Lei da Gravidade Segmentar E Lei da Excitabilidade Muscular A alternativa C está correta. Irvin Korr propôs a Lei da Facilitação Segmentar, que descreve como a disfunção em uma parte do corpo pode levar a maiores excitabilidade e atividade neural em segmentos adjacentes da medula espinhal, contribuindo para a manutenção de sintomas e disfunções. Questão 2 A osteopatia faz uso de várias técnicas manuais, com objetivos terapêuticos diversos. Qual técnica osteopática envolve a rápida e precisa aplicação de uma força controlada em uma articulação, com o propósito de corrigir disfunções articulares e recuperar a mobilidade articular? A Terapia de ponto de gatilho B Técnica de mobilização articular C Terapia fascial D Técnica de relaxamento muscular E Técnica de thrust A alternativa E está correta. A técnica de thrust consiste em fazer uma manipulação articular com a aplicação ágil e precisa de uma força controlada em uma articulação específica. Costuma ser utilizada com frequência na correção de disfunções articulares e na restauração da mobilidade articular. Daniel David Palmer. 2. Quiropraxia História e fundamentos da quiropraxia Neste vídeo, abordaremos o desenvolvimento histórico da quiropraxia e seus principais fundamentos. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. A quiropraxia se concentra na avaliação, no diagnóstico e no tratamento de distúrbios musculoesqueléticos, especialmente aqueles relacionados à coluna vertebral. Seu nome deriva do grego quiros (mão) e praxis (prática), refletindo o uso de técnicas manuais na sua abordagem terapêutica. A história da quiropraxia remonta a culturas antigas, em que práticas de manipulação espinhal eram comuns em diferentes partes do mundo. Na Grécia antiga, por exemplo, Hipócrates, frequentemente referido como o Pai da Medicina Moderna, reconhecia a importância da coluna vertebral e defendia a sua manipulação para tratar problemas de saúde. A quiropraxia moderna surgiu no final do século XIX, nos Estados Unidos, com Daniel David Palmer, um autodidata e curandeiro, que desenvolveu teorias sobre saúde e bem-estar após uma série de experiências e estudos. Ele acreditava que a causa de muitas doenças estava relacionada a subluxações vertebrais — desalinhamentos da coluna vertebral que podem interferir no funcionamento do sistema nervoso. O ponto de virada na história da quiropraxia ocorreu em 1895, quando Palmer realizou um ajuste na coluna vertebral de um homem chamado William Harvey Lillard, que era surdo. Logo após o ajuste, Lillard relatou uma melhoria em sua audição. Esse evento foi significativo, pois inspirou Palmer a aprofundar suas pesquisas e a desenvolver técnicas mais refinadas de manipulação espinhal. Com isso, fundou a primeira escola de quiropraxia em Davenport, Iowa, a Palmer School of Chiropractic. Desde então, a quiropraxia cresceu rapidamente em popularidade e aceitação, com o estabelecimento de várias escolas e a expansão da prática em todo o mundo. O complexo de subluxação vertebral Trata-se de um conceito filosófico fundamental na quiropraxia. Ele descreve uma disfunção na articulação entre duas vértebras adjacentes na coluna vertebral, que pode resultar em uma série de sintomas e problemas de saúde, de acordo com a perspectiva da quiropraxia. A definição da subluxação vertebral, na quiropraxia, refere-se a uma alteração na posição e/ou movimento de uma vértebra em relação à vértebra adjacente. Isso pode envolver compressão dos nervos, restrição do fluxo sanguíneo e disfunção dos tecidos circundantes. Já os componentes do complexo de subluxação vertebral, de acordo com os quiropráticos, envolvem uma série de elementos inter-relacionados. Veja alguns deles! Alteração estrutural Refere-se a uma mudança na posição ou no alinhamento das vértebras. Disfunção articular Envolve a redução na amplitude de movimento ou a mudança na qualidade do movimento entre as vértebras. Alterações neurofisiológicas Incluem irritação ou compressão das raízes nervosas adjacentes, afetando a transmissão de sinais nervosos. Resposta adaptativa do corpo Refere-se às adaptações que o corpo faz em resposta à subluxação, incluindo espasmos musculares e inflamação. Todas essas mudanças impactam a saúde! A quiropraxia sustenta que o complexo de subluxação vertebral pode interferir no funcionamento normal do sistema nervoso, afetando a comunicação entre o cérebro e o corpo, o que, por sua vez, pode levar a uma variedade de problemas de saúde, incluindo dor, disfunção muscular, redução da mobilidade e até mesmo afetar a função de órgãos internos, dependendo da localização da subluxação. Portanto, por meio de ajustes quiropráticos, subluxações vertebrais podem ser corrigidas, restaurando a função normal da coluna vertebral e promovendo a saúde geral. Esses ajustes são geralmente feitos com as mãos ou com instrumentos específicos, com o objetivo de realinhar as vértebras afetadas e melhorar a função neurológica. Os 33 princípios da quiropraxia A quiropraxia descreve 33 princípios fundamentais. Observe como eles possuem uma característica gradual de complementaridade! Essência primordial: a inteligênciauniversal permeia toda a matéria, conferindo-lhe suas propriedades e ações, sustentando sua existência de maneira contínua. Significado quiroprático da vida: a expressão dessa inteligência, por meio da matéria, constitui o cerne da vida quiroprática. União entre inteligência e matéria: a vida é essencialmente a interseção entre inteligência e matéria. Tríade vitalícia: a vida se apresenta como uma tríade, composta de elementos indispensáveis unidos: inteligência, força e matéria. Perfeição da tríade: para alcançar 100% de vitalidade, é necessário que haja 100% de inteligência, 100% de força e 100% de matéria. Princípio temporal: todo processo demanda tempo para se concretizar. Inteligência na matéria: a quantidade de inteligência presente em qualquer quantidade de matéria é sempre 100% proporcional às suas necessidades. Função da inteligência: gerar força. Geração de força pela inteligência: sempre total, equivalendo a 100%. 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. Função da força: unir inteligência e matéria. Caráter das forças universais: as forças da inteligência universal se manifestam por meio das leis físicas, são invariáveis e independem das estruturas em que atuam. Interferência na transmissão das forças universais: a transmissão das forças universais pode ser sujeita a interferências. Função da matéria: expressar a força. Vida universal: o movimento na matéria manifesta a força; sendo assim, toda matéria em movimento denota uma vida universal. Necessidade de força para o movimento: o movimento da matéria requer a aplicação de força pela inteligência. Inteligência nas matérias orgânica e inorgânica: a inteligência universal confere força tanto à matéria orgânica quanto à inorgânica. Princípio de causa e efeito: todo efeito tem uma causa e toda causa tem um efeito. Sinais de vida: são evidências da presença da inteligência vital. Matéria orgânica: o corpo de um ser vivo é composto de matéria organizada. Inteligência inata: todo ser vivo possui uma inteligência inata em seu corpo. Missão da inteligência inata: manter a organização ativa do corpo de um ser vivo. Quantidade de inteligência inata: cada ser vivo possui 100% de inteligência inata, proporcional à sua organização. Função da inteligência inata: adaptar as forças universais e a matéria para uso no corpo, coordenando todas as partes dele em benefício mútuo. Limites da adaptação: a inteligência inata adapta as forças e a matéria no corpo dentro dos limites das leis universais. Natureza das forças inatas: as forças da inteligência inata nunca prejudicam ou destroem as estruturas em que atuam. Comparação entre forças universais e inatas: enquanto as forças universais são destrutivas para manter o ciclo vital, as forças inatas são construtivas em relação à estrutura material. Normalidade da inteligência inata: a inteligência inata é sempre normal, assim como sua função. Condução das forças inatas: as forças da inteligência inata atuam por meio ou sobre o sistema nervoso dos organismos animais. Interferência na transmissão das forças inatas: a transmissão das forças inatas pode sofrer interferências. Causas da doença: a interferência na transmissão das forças inatas resulta em falta de coordenação ou doença. 10. 11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. 28. 29. 30. Subluxações: as interferências na transmissão no corpo estão sempre ligadas, direta ou indiretamente, a subluxações na coluna vertebral. Princípio da coordenação: a coordenação é fundamental para a ação harmoniosa de todas as partes de um organismo, cumprindo seus papéis e propósitos. Lei de Demanda e Fornecimento: opera no corpo, no estado ideal. A partir desses 33 princípios da quiropraxia, podemos estabelecer algumas conclusões. Veja! Equilíbrio vital O corpo busca naturalmente o equilíbrio entre os sistemas, que devem operar em conjunto para a manutenção da homeostase, isto é, a capacidade de manter o ambiente interno equilibrado apesar das variações externas. Integridade corporal O corpo funciona corretamente quando há uma estrutura adequada para isso. Quando a estrutura está comprometida, seja por lesão, seja por estresse, a função do corpo pode ser negativamente afetada. Se as vértebras da coluna não estiverem alinhadas corretamente, pode haver irritação nos nervos que se ramificam a partir da coluna. Quando esses nervos estão irritados, seu funcionamento é prejudicado, e isso pode afetar a função dos tecidos e dos órgãos que eles servem. Esse efeito, conhecido como órgão-alvo, é o principal foco do tratamento quiroprático, que busca aliviar o desconforto e restaurar a função normal no ponto de irritação. A quiropraxia e seus 33 princípios Assista ao vídeo a seguir e compreenda a importância dos 33 principais fundamentos da quiropraxia para a prática profissional. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Técnicas Gonstead e SOT DeJarnette A quiropraxia é uma disciplina da área da saúde que se concentra no diagnóstico e no tratamento de distúrbios do sistema musculoesquelético e do sistema nervoso, com ênfase na manipulação da coluna vertebral por meio das mãos. Alguns dos principais métodos utilizados na quiropraxia são apresentados a seguir. Confira! Gonstead Desenvolvido pelo Dr. Clarence Selmer Gonstead, na década de 1920, o método Gonstead é específico na prática quiroprática. Ele é reconhecido por sua precisão e pela utilização de técnicas de ajustes específicas e criteriosas. 31. 32. 33. Avaliação de radiografia da coluna vertebral com o paciente. De modo geral, o método Gonstead começa com uma avaliação minuciosa do paciente, incluindo histórico médico detalhado, exame físico completo e análise de radiografias da coluna vertebral. O objetivo é identificar com precisão quaisquer subluxações ou problemas articulares que possam estar presentes. O Dr. Gonstead desenvolveu uma técnica de análise da coluna vertebral conhecida como análise Gonstead, que envolve a observação cuidadosa da postura do paciente, a palpação de áreas específicas da coluna vertebral em busca de irregularidades e o uso de radiografias para identificar desalinhamentos ou subluxações. Com base na análise detalhada da coluna vertebral, o quiroprático utiliza ajustes específicos e precisos para corrigir as subluxações encontradas. Eles são realizados manualmente e direcionados para áreas específicas da coluna vertebral, usando técnicas de manipulação suaves e seguras. O instrumento escolhido no sistema Gonstead é o nervoscópio (nervo-scope). Trata-se de um instrumento de palpação eletrônica usado para localizar áreas de anormalidade na coluna vertebral. O Gonstead nervo-scope, como é chamado, mede a temperatura da pele ao longo da coluna vertebral, identificando variações que podem indicar disfunções nas articulações ou subluxações, auxiliando o quiropraxista na identificação de áreas problemáticas que podem requerer ajustes. Demonstração de utilização do instrumento Nervo-scope. No método Gonstead, cada tratamento é adaptado às necessidades individuais do paciente, levando em consideração fatores como idade, condição física e histórico médico. O quiroprático Gonstead trabalhava em estreita colaboração com o paciente para desenvolver um plano de tratamento personalizado que abordasse suas preocupações e objetivos de saúde. Profissional segurando um modelo artificial de ossos, representando o sacro vertebral e o cóccix. Atenção Além dos ajustes quiropráticos, Gonstead também enfatiza a importância da educação do paciente sobre hábitos posturais, exercícios específicos e outras medidas de autocuidado que possam ajudar a apoiar o tratamento quiroprático e promover a saúde a longo prazo. O método Gonstead da quiropraxia é conhecido por sua abordagem precisa e criteriosa, utilizando técnicas de ajuste específicas e instrumentação especializada para corrigir subluxações epromover a saúde e o bem- estar. É uma escolha popular entre muitos pacientes e quiropraxistas devido à eficácia e ao foco na individualidade do paciente. Na imagem, você pode conferir um exemplo de aplicação da técnica de Gonstead. Quiropraxista realizando a técnica de Gonstead para a cervical em paciente. SOT DeJarnette O método SOT (Sacral Occipital Technique), desenvolvido pelo quiropraxista, osteopata e engenheiro major Bertrand DeJarnette, é uma abordagem específica na quiropraxia que se concentra na relação entre o sacro, a base do crânio (occipital) e a coluna vertebral. O objetivo principal desse método é restaurar o equilíbrio estrutural e funcional do corpo, promovendo a saúde e o bem-estar geral. Confira a seguir alguns aspectos- chave do método SOT DeJarnette! Filosofia e princípios fundamentais A SOT é baseada na ideia de que o sacro, o osso triangular localizado na base da coluna vertebral, desempenha um papel fundamental na integridade estrutural e funcional do corpo. DeJarnette postulou que desalinhamentos no sacro podem afetar diretamente a coluna vertebral, os músculos, os nervos e até mesmo os órgãos internos. Avaliação O método SOT utiliza uma série de testes manuais e instrumentais para avaliar a integridade e a função do sacro, assim como a relação entre ele e outras partes do corpo, como a base do crânio e as articulações da coluna vertebral. Esses testes podem incluir palpação, medição de Profissional quiroprata atendendo paciente na região sacroilíaca. diferenças de comprimento das pernas e avaliação da mobilidade articular. Os resultados são divididos em três categorias, cada uma com uma especificidade para abordagem. Conheça-as! Categoria 1 Inclui alterações craniossacrais e viscerais, sintomatologia de origem central e patologias crônicas. Categoria 2 Inclui alterações de extremidades e ossos pares, tendo relação com os ilíacos, os temporais, as maxilas e a mandíbula, correspondendo a patologias laterais e agudas. Categoria 3 Inclui disfunções correspondentes às três últimas vértebras lombares e a patologias discais (hérnias e protusões) com foco principal na L5-S1. Ajustamentos Com base na avaliação, o quiropraxista utiliza uma variedade de técnicas de ajustamento específicas para corrigir quaisquer desalinhamentos ou disfunções identificadas, o que pode envolver ajustes manuais suaves na região sacroilíaca, técnicas de mobilização craniana e ajustes na coluna vertebral, entre outros métodos. Uso de Blocos SOT Uma característica distintiva do método SOT é o uso de blocos de madeira ou plástico chamados blocos SOT, que são colocados sob áreas específicas do corpo para auxiliar no ajustamento e no reequilíbrio do sistema musculoesquelético. Os blocos são usados para criar uma base estável durante os ajustes e para promover o alinhamento adequado das articulações. Na imagem, você pode observar um exemplo de uso de bloco SOT. Demonstração de utilização de bloco SOT. Integração com outras técnicas Embora o método SOT seja uma abordagem distinta na quiropraxia, muitos quiropráticos que praticam SOT também incorporam outras técnicas e modalidades terapêuticas em seus tratamentos, dependendo das necessidades individuais do paciente. O método SOT DeJarnette é uma abordagem específica na quiropraxia que se concentra na relação entre o sacro, a base do crânio e a coluna vertebral. Ao utilizar uma variedade de técnicas de ajustamento e avaliação, os quiropráticos que praticam SOT buscam restaurar o equilíbrio estrutural e funcional do corpo, promovendo a saúde e o bem-estar geral do paciente. Técnicas Gonstead e SOT DeJarnette Confira, no vídeo a seguir, as técnicas Gonstead e SOT DeJarnette e descubra como elas revolucionaram a prática da quiropraxia. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Técnicas Thompson e Activator Confira outros métodos e técnicas para ajudar a aliviar a dor, melhorar a função e promover a saúde geral do paciente. Thompson Método quiroprático específico desenvolvido por J. Clay Thompson, com uma abordagem centrada no tratamento de zonas de liberação conhecidas como pontos terminais. Ele observa como as disfunções nessas áreas afetam a articulação sacroilíaca, potencialmente causando alterações no comprimento das pernas. Thompson formulou teorias sobre síndromes cervicais unilaterais, bilaterais e supercompensadas, e investigou os aspectos crônicos das subluxações quiropráticas, examinando as adaptações musculoesqueléticas nos músculos eretores da espinha, psoas maior, musculatura do cíngulo superior e gradil costal. A abordagem quiroprática de Thompson se baseia no ajuste articular da coluna vertebral usando a drop table e um protocolo de técnicas diferenciadas. Thompson é reconhecido como uma das figuras mais influentes na quiropraxia mundial, tendo desenvolvido a Thompson Terminal Point Technique, uma técnica quiroprática diversificada que teve um grande impacto no campo. Além disso, criou um sistema de avaliação confiável em quiropraxia em colaboração com a família Derifield. A drop table é uma mesa de facilitação do ajuste mecanicamente assistida que aproveita a gravidade. Embora seja amplamente utilizada na terapia manual, muitos não sabem que foi desenvolvida na quiropraxia. Confira um exemplo de drop table na imagem a seguir. Exemplo de maca com drop. A técnica de pontos terminais de Thompson, combinada com a full drop table, permite uma aplicação mais fluida da técnica. Embora o protocolo de Thompson possa ser aplicado sem o uso da drop table, sua eficácia é maximizada com a mesa. Na avaliação da cinesiopatologia cervical, Thompson usa a diferença de comprimento das pernas como parte do diagnóstico e do tratamento de síndromes cervicais unilaterais, bilaterais e Double Cervical Lock. O Leg Check, desenvolvido por Thompson para diagnosticar a disfunção cinesiológica da articulação sacroilíaca, é usado para identificar listagens de Derifield positivas e negativas. Comentário Outros testes, como o Sacral Leg Check, o Thompson Modified Arm Fossa Test e o Teste de Thompson são empregados para aumentar a especificidade no tratamento quiroprático, proporcionando ajustes mais eficazes. Activator É uma técnica de ajuste quiroprático que utiliza um instrumento manual chamado activator adjusting instrument para aplicar ajustes específicos na coluna vertebral e em outras articulações do corpo. Desenvolvido pelo quiroprático Dr. Arlan Fuhr, o método Activator é uma abordagem amplamente utilizada na prática quiroprática devido a sua precisão, eficácia e capacidade de ser adaptada para atender às necessidades individuais de pacientes. O activator adjusting instrument é um dispositivo portátil com uma ponta que pode ser pressionada contra a área a ser ajustada. Quando ativado, o instrumento libera um impulso rápido e controlado que é aplicado na articulação específica. Esse impulso é de baixa amplitude e alta velocidade, o que permite ao quiroprático realizar ajustes suaves e precisos. Demonstração do método Activator em paciente. Exemplo de Activator manual. O método Activator é frequentemente usado em pacientes que preferem uma abordagem mais suave ou que têm condições médicas que exigem uma técnica menos invasiva. Além disso, é útil para ajustar áreas delicadas da coluna vertebral, como o pescoço ou a região lombar. Antes de realizar qualquer ajuste, o quiropraxista que utiliza o método Activator conduz uma avaliação detalhada para identificar áreas de desalinhamento ou disfunção na coluna vertebral e no sistema musculoesquelético. Com base nessa avaliação, determina os ajustes específicos necessários com o instrumento para corrigir quaisquer problemas identificados. O Activator é apoiado por pesquisas científicas que demonstram sua eficácia no tratamento de uma variedade de condições musculoesqueléticas, incluindo dor lombar, dor no pescoço, dores de cabeça e outras condições relacionadas à coluna vertebral. Além disso, é considerado uma técnica segura quando realizada porquiropráticos treinados e certificados. O método Activator é uma técnica de ajuste quiroprático que utiliza um instrumento manual para fornecer ajustes suaves, precisos e controlados na coluna vertebral e em outras articulações do corpo. Ele proporciona alívio da dor e melhora a função geral do sistema musculoesquelético, principalmente para pacientes que têm medo dos estalos causados pelos ajustes tradicionais. Técnicas Thompson e Activator Veja no vídeo as técnicas Thompson e Activator na quiropraxia, reconhecidas por sua precisão e eficácia no tratamento de distúrbios musculoesqueléticos. Assista agora! Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Evidências científicas em quiropraxia A quiropraxia tem sido objeto de pesquisa científica há décadas. Há uma crescente quantidade de evidências e pesquisas que examinam a eficácia, a segurança e os benefícios potenciais do tratamento em uma variedade de condições de saúde. Conheça, a seguir, algumas áreas de pesquisa e evidências em quiropraxia. Dor lombar O estudo Spinal Manipulative Therapy for Low Back Pain, publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), em 2017, concluiu que a quiropraxia, em combinação com exercícios físicos, foi mais eficaz do que medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) no tratamento da dor lombar crônica. A revisão sistemática A Cochrane review of combined chiropractic interventions for low-back pain, publicada na Cochrane Database of Systematic Reviews, também sugere que a quiropraxia pode ser eficaz no alívio das dores lombares aguda e crônica, com resultados comparáveis ou melhores do que outras intervenções. Dor cervical O estudo Chiropractic Manipulation of the Neck and Cervical Artery Dissection, publicado no Annals of Internal Medicine, em 2012, concluiu que a quiropraxia foi mais eficaz do que a medicação (como analgésicos) no tratamento de dor cervical aguda e subaguda. Outra revisão sistemática, Best-Practice Recommendations for Chiropractic Management of Patients With Neck Pain, publicada no Journal of Manipulative and Physiological Therapeutics, em 2019, encontrou evidências de que a quiropraxia é eficaz na redução da dor no pescoço em curto e longo prazo. Dor de cabeça (incluindo enxaqueca) O estudo Evidence-based guidelines for the chiropractic treatment of adults with headache, publicado no Journal of Manipulative and Physiological Therapeutics, em 2011, descobriu que a quiropraxia foi associada a melhorias significativas na frequência e na gravidade das enxaquecas. A revisão sistemática Variations in Patterns of Utilization and Charges for the Care of Headache in North Carolina, 2000-2009: A Statewide Claims’ Data Analysis, publicada no Journal of Manipulative and Physiological Therapeutics, em 2016, concluiu que a quiropraxia pode ser eficaz no tratamento de enxaquecas e dores de cabeça tensionais. Há também outros estudos relevantes para tomarmos conhecimento. Confira! 2005 Hawk et al. Esse estudo investigou a eficácia da quiropraxia utilizando um placebo manual padronizado. Os resultados sugeriram que a quiropraxia foi mais eficaz do que o placebo no tratamento de certas condições. • • • • • • 2014 Rubinstein et al. Essa revisão sistemática e meta-análise avaliou os benefícios e danos da terapia manipulativa da coluna vertebral para o tratamento da dor lombar crônica. Os resultados indicaram que a terapia manipulativa da coluna vertebral pode ser eficaz para aliviar a dor lombar crônica em certos pacientes. 2009 Gouveia et al. Essa revisão sistemática investigou a segurança das intervenções quiropráticas. Os resultados sugeriram que as intervenções são geralmente seguras quando realizadas por profissionais qualificados. 2010 Bronfort et al. Esse estudo revisou a evidência disponível sobre a eficácia das terapias manuais, incluindo a quiropraxia, para uma variedade de condições musculoesqueléticas. Os resultados sugeriram que as terapias manuais podem ser eficazes para aliviar a dor e melhorar a função em certas condições. 2001 Bronfort et al. Esse ensaio clínico randomizado investigou a eficácia do exercício e da manipulação espinhal no tratamento da dor crônica no pescoço. Os resultados sugeriram que o tratamento foi eficaz no alívio dessa dor. Essas são apenas algumas áreas em que a quiropraxia tem sido estudada, além de haver uma gama de pesquisas em andamento explorando o papel da quiropraxia em diversas condições de saúde. É importante consultar um quiropraxista qualificado para determinar se a quiropraxia é adequada para suas necessidades específicas. Quiropraxia e ciência Ao assistir à entrevista a seguir, você terá a oportunidade de conhecer a quiropraxia e suas principais evidências científicas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Verificando o aprendizado Questão 1 A quiropraxia é uma prática de saúde alternativa que se concentra no diagnóstico e no tratamento de distúrbios neuromusculoesqueléticos, com ênfase particular na coluna vertebral. Os quiropráticos geralmente usam uma variedade de equipamentos para ajudar no diagnóstico, nos ajustes e nos tratamentos. O nervo- scope é uma ferramenta de auxílio importante em um dos métodos mais utilizados na quiropraxia, que se chama A Método Gonstead B Método Thompson C SOT DeJarnette D Método Activator E Método Jansen A alternativa A está correta. O nervo-scope Gonstead é um instrumento utilizado pelos quiropraxistas que seguem o método Gonstead para avaliar a coluna vertebral em busca de subluxações. Ele é usado para detectar diferenças de temperatura na superfície da pele ao longo da coluna vertebral, que são interpretadas como indicadores de subluxações. Questão 2 Daniel David Palmer foi o fundador da quiropraxia, uma das formas mais antigas de medicina alternativa. Ele nasceu em 7 de março de 1845, no Canadá, e é amplamente reconhecido como o Pai da Quiropraxia Moderna. Palmer era um autodidata e tinha uma mente inquisitiva que o levava a questionar e a explorar diferentes abordagens de cura. Quando e como ocorreu a motivação de David Palmer para o início da quiropraxia? A O ponto de virada na história da quiropraxia ocorreu em 1890. Nesse ano, o Dr. Palmer fez um ajuste na coluna vertebral de um homem que era cego. Logo após o ajuste, este afirmou ter havido melhoria em sua visão. B O ponto de virada na história da quiropraxia ocorreu em 1925. Nesse ano, o Dr. Palmer fez um ajuste na coluna vertebral de um homem, que tinha cefaleia crônica, chamado Harvey Lillard. Pouco depois do ajuste, Lillard afirmou ter havido melhoria em sua cefaleia. C O ponto de virada na história da quiropraxia ocorreu em 1895. Nesse ano, o Dr. Palmer fez um ajuste na coluna vertebral de um homem surdo que se chamava Harvey Lillard. Pouco depois do ajuste, Lillard afirmou ter havido melhora em sua audição. D O ponto de virada na história da quiropraxia ocorreu em 1895. Nesse ano, o Dr. Palmer realizou um ajuste na coluna vertebral de um homem com asma, chamado Harvey Lillard. Pouco depois do ajuste, Lillard afirmou ter havido melhoria em sua asma e respiração. E O ponto de virada na história da quiropraxia ocorreu em 1890. Nesse ano, o Dr. Palmer fez um ajuste na coluna vertebral de um homem, com dor aguda na lombar, chamado Harvey Lillard. Pouco depois do ajuste, Lillard afirmou ter havido melhoria em sua dor, retornando ao trabalho de forma natural. A alternativa C está correta. Em sua história, é relatado que David Palmer começou a fundamentar a quiropraxia após realizar um ajuste na cervical de um homem chamado Harvey Lillard. Após esse ajuste, o homem relatou melhora na audição, fato ocorrido em 1895. 3. Conclusão Considerações finais Embora a osteopatia e a quiropraxia compartilhem algumas semelhanças em sua abordagem terapêutica, existem diferenças entre ambas. Por exemplo, a osteopatia adota uma abordagem mais holística, considerando a interconexão entre a estrutura e a função do corpo.Já a quiropraxia tem um foco primário no sistema musculoesquelético, especialmente na coluna vertebral. As técnicas osteopáticas podem variar desde manipulações articulares e técnicas de mobilização até técnicas cranianas, viscerais, fasciais e equilíbrio da função do sistema nervoso autônomo, que visam restaurar o equilíbrio e a função do corpo como um todo. Já as técnicas quiropráticas geralmente incluem ajustes articulares, manipulações da coluna vertebral e mobilizações específicas para corrigir subluxações e restaurar a função articular. A osteopatia adota uma abordagem mais ampla, que reconhece a influência de fatores físicos, emocionais e ambientais na saúde do indivíduo. A quiropraxia tem uma base filosófica que se concentra no conceito de que o sistema nervoso controla e coordena todas as funções do corpo, de modo que as disfunções da coluna vertebral podem interferir nesse processo, afetando a saúde do paciente. Em resumo, enquanto a osteopatia adota uma abordagem mais holística, considerando a inter-relação entre a estrutura e a função do corpo e buscando restaurar o equilíbrio e a saúde global do paciente, a quiropraxia se concentra principalmente na correção de disfunções articulares e vertebrais com o objetivo de promover a saúde do sistema musculoesquelético. Explore + No site da Associação Brasileira de Quiropraxia, você poderá conhecer melhor a profissão e suas técnicas. Referências BRONFORT, G. et al. A randomized clinical trial of exercise and spinal manipulation for patients with chronic neck pain. Spine, v. 26, n. 7, p. 788-797, abr. 2001. BRONFORT, G. et al. Effectiveness of manual therapies: the UK evidence report. Chiropractic & Osteopathy, v. 18, p. 3, fev. 2010. CARNES, D. et al. Adverse events and manual therapy: a systematic review. Manual Therapy, v. 15, n. 4, p. 355-363, ago. 2010. FRANKE, H. et al. Muscle energy technique for non-specific low-back pain. Cochrane Database of Systematic Reviews, n. 2, CD009852, fev. 2015. GOUVEIA, L. O.; CASTANHO, P.; FERREIRA, J. J. Safety of chiropractic interventions: a systematic review. Spine, v. 34, n. 10, E405-13, maio 2009. HAWK, C. et al. A randomized trial investigating a chiropractic manual placebo: a novel design using standardized forces in the delivery of active and control treatments. Journal of Alternative and Complementary Medicine, v. 11, n. 5, p. 109-117, out. 2005. LICCIARDONE, J. C. et al. Associations of cytokine concentrations with key osteopathic lesions and clinical outcomes in patients with nonspecific chronic low back pain: results from the OSTEOPATHIC Trial. The Journal of the American Osteopathic Association, v. 112, n. 8, p. 596-605, ago. 2012. LICCIARDONE, J. C. et al. Osteopathic manual treatment and ultrasound therapy for chronic low back pain: a randomized controlled trial. Annals of Family Medicine, v. 11, n. 2, p. 122-129, mar-abr. 2013. ORROCK, P. J.; MYERS, S. P. Osteopathic intervention in chronic non-specific low back pain: a systematic review. BMC Musculoskeletal Disorders, v. 14, 129, jan. 2013. RUBINSTEIN, S. M. et al. Benefits and harms of spinal manipulative therapy for the treatment of chronic low back pain: systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials. Journal of Manipulative & Physiological Therapeutics, v. 37, n. 4, p. 279-289, maio 2014. STILL, A. T. Autobiography Andrew T. Still: with a history of the discovery and development of the science of osteopathy, together with an account of the School of Osteopathy, Osteopathic Medicine and Manipulation Techniques. [S.l.]: Adansonia Press, 2018. Osteopatia e quiropraxia 1. Itens iniciais Propósito Objetivos Introdução 1. Osteopatia História e desenvolvimento da osteopatia Conteúdo interativo Origens no antigo Egito Desenvolvimento na Grécia antiga Contribuições do Oriente Médio Separação entre medicina e cirurgia Avanços na manipulação O nascimento da osteopatia Saiba mais William Garner Sutherland John Martin Littlejohn Viola M. Frymann Rollin E. Becker Irvin Korr Frase 1 Frase 2 Frase 3 Frase 4 Fundamentos filosóficos da osteopatia A estrutura governa a função A unidade do corpo A capacidade de autocura A lei da artéria Osteopatia: fundamentos filosóficos Conteúdo interativo Técnicas e métodos do tratamento osteopático Thrust Músculo energia Estrutural Craniana Visceral Métodos da osteopatia Conteúdo interativo Evidências científicas em osteopatia Licciardone et al. Franke et al. Licciardone et al. Orrock e Myers Carnes et al. Osteopatia e ciência Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 2. Quiropraxia História e fundamentos da quiropraxia Conteúdo interativo O complexo de subluxação vertebral Alteração estrutural Disfunção articular Alterações neurofisiológicas Resposta adaptativa do corpo Os 33 princípios da quiropraxia Equilíbrio vital Integridade corporal A quiropraxia e seus 33 princípios Conteúdo interativo Técnicas Gonstead e SOT DeJarnette Gonstead Atenção SOT DeJarnette Filosofia e princípios fundamentais Avaliação Categoria 1 Categoria 2 Categoria 3 Ajustamentos Uso de Blocos SOT Integração com outras técnicas Técnicas Gonstead e SOT DeJarnette Conteúdo interativo Técnicas Thompson e Activator Thompson Comentário Activator Técnicas Thompson e Activator Conteúdo interativo Evidências científicas em quiropraxia Dor lombar Dor cervical Dor de cabeça (incluindo enxaqueca) Hawk et al. Rubinstein et al. Gouveia et al. Bronfort et al. Bronfort et al. Quiropraxia e ciência Conteúdo interativo Verificando o aprendizado 3. Conclusão Considerações finais Explore + Referências