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Disfunções capilares
Disfunções capilares. Afecções do couro cabeludo. Sintomatologia. Recursos terapêuticos.
Profa. Cláudia Batalha
1. Itens iniciais
Propósito
Entender as diversas disfunções capilares, como também o papel do terapeuta capilar nesta área e os
recursos terapêuticos disponíveis.
Objetivos
Identificar as principais alterações da haste capilar.
 
Compreender as principais afecções do couro cabeludo.
Introdução
Desde o início da humanidade, é grande a preocupação com os cabelos, pois são eles que emolduram o rosto,
dão ar de sensualidade, ou seja, representam cada indivíduo. Os cabelos também têm representação cultural
para algumas pessoas e causam muito impacto na vida pessoal. Quando ocorre algum problema, podem,
inclusive, impactar sua vida social.
 
No mercado atual, há profissionais destinados à pesquisa para tratar os cabelos e o couro cabeludo, devido à
importância que essas partes do corpo exercem na vida do ser humano. São eles o tricologista, especializado
em doenças dos cabelos e do couro cabeludo, e o terapeuta capilar.
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1. Principais alterações da haste capilar
Haste capilar
Há diversas afecções no cabelo, logo, a busca por serviços que envolvem terapia capilar está cada vez maior.
Porém, é fundamental saber diferenciar as disfunções na haste capilar.
 
Durante a realização da anamnese e avaliação capilar, é possível nos depararmos com doenças que não são
de competência estética, mas médica; desta forma, o profissional deve encaminhar esse cliente a um médico
dermatologista. Em muitos casos, é necessário prescrever substâncias farmacológicas e tratamentos
invasivos. Além disso, em determinadas situações, o tratamento requer mais de um profissional, ou seja, uma
equipe multiprofissional.
O que é anamnese capilar?
Realizada no primeiro contato com o paciente, quando serão coletadas informações importantes
sobre dados pessoais, doenças atuais, uso de medicamentos, tratamentos já realizados.
Atuação do terapeuta capilar e mercado de trabalho
Assista ao vídeo sobre atuação do terapeuta capilar e mercado de trabalho.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Antes de conhecermos as afecções do cabelo e couro cabeludo, vamos entender quem é o terapeuta capilar?
O terapeuta capilar atua dentro da Estética (formação acadêmica), podendo fazer especialização na área,
trabalhando em salões de beleza, clínicas de dermatologia, clínica estética etc. Eles realizam procedimentos
de forma inerente à estética capilar, em acometimentos em que não ocorram patologia nem lesão pré-
existente, exercendo protocolos com a utilização de alguns recursos eletroestéticos, como:
Cosmetologia capilar Argiloterapia
Aromaterapia Eletroterapia (estética)
Microagulhamento Laser de baixa potência
A haste capilar pode apresentar alterações em suas estruturas, chamadas displasias pilosas, que modificarão
não apenas a estrutura, mas a aparência normal da fibra capilar. Podem ser congênitas (de nascimento) ou 
adquiridas. Em sua grande maioria, as anomalias da haste capilar só podem ser vistas por meio da utilização
de um microscópio e, muitas vezes, exigem a análise mais detalhada do cabelo por parte do terapeuta capilar.
 
Veja, a seguir, o que significa cada uma das displasias pilosas.
Alterações congênitas
Moniletrix (cabelos em contas)
O termo monile (latim) = colar e trix (grego) = pelo. A fibra capilar
apresenta variação em sua espessura, conferindo a presença de
nodosidades e aspecto em contas ao longo do fio, devido à produção
irregular de queratina no folículo; são facilmente quebráveis e frágeis. Há
uma alopecia parcial com ceratose pilar.
O terapeuta capilar estabilizará a queda capilar, ou até mesmo dará fim a
ela, melhorando as condições do couro cabeludo, estimulando o aporte
sanguíneo, linfático e de oxigênio, para nutrir melhor o bulbo capilar,
reforçando os folículos pilosos.
Nestas alterações fisiológicas, quando não existir nenhum tipo de lesão
cutânea, nem o uso de princípios ativos medicamentosos que exijam
formação em Clínica Dermatológica, o profissional da área de Estética
poderá elaborar programas de tratamento.
Nos casos das alterações patológicas, elas devem ser tratadas por
médicos dermatologistas ou neurologistas. Elas podem se originar de
vários fatores, como: desequilíbrio hormonal, menopausa, bactérias,
fungos, disfunção metabólica, desequilíbrio nervoso etc.
Tricorrexis nodosa
Caracteriza-se pela presença de nódulos pequenos nos fios,
denominando a doença, que costuma causar o enfraquecimento dos fios,
além de deixá-los quebradiços. A patologia acomete, geralmente, os
cabelos que passaram por algum trauma físico ou procedimento químico
(alisamentos, por exemplo). Os nódulos, no entanto, só somem com o
crescimento do cabelo e, por isso, o desaparecimento completo do
problema pode levar de dois a quatro anos. Para que o problema seja
controlado, é indicado o uso de antibióticos.
Pili torti (cabelos torcidos)
Afecção congênita caracterizada por pelos espiralados (torcidos), secos
e quebradiços, cuja localização mais frequente é o couro cabeludo.
Acomete mais crianças, devido à fragilidade dos cabelos, e “usuários” de
isotretinoína (não é regra).
Alterações adquiridas
Tricoptilose (pontas duplas)
O pelo se parte espontaneamente nas extremidades ou nas laterais,
devido ao ressecamento, representando um desgaste na cutícula. Isso
causa rompimento das pontas, deixando-as como ponta de um pincel.
Pili bifurcati (cabelos divididos)
O cabelo cresce e se divide, originando dois pelos distintos com a própria
cutícula. Diferencia-se da tricoptilose, na qual a cutícula está ausente.
Tricoclasia (pontas desfiadas)
Cabelos quebradiços e com fraturas transversais da haste, mantendo a
cutícula e o córtex preservados. Pode estar associada a uma alteração
decorrente de trauma físico-químico de baixa qualidade, deixando a
aparência de pincel ou vassoura. Os fios ficam desfiados e desfibrilados. 
É a evolução na forma grave da tricoptilose.
Triconodose (cabelo com nó)
Alteração típica observada em cabelos crespos ou cacheados, menos
comum em cabelos lisos. Afecção comum por torção, que resulta em nós
ou laços. No segmento do fio, os nós causam a perda da cutícula,
expondo o córtex e, consequentemente, ocorre a quebra do fio. Ela é
decorrente de excesso de química.
➤ Cabelos finos e crespos formam nós facilmente.
Pili multigemini (cabelos compostos)
Caracteriza-se pela presença de vários (até oito) pelos saindo de um
único aparelho pilossebáceo (fenômeno raro). Várias papilas dérmicas
produzem individualmente sua fibra.
Tricoglifos (redemoinhos)
Trata-se de uma modificação na disposição dos cabelos de origem
embrionária, formando uma espiral (redemoinhos), ocorrida normalmente
na região cortical, sem alteração anatômica do folículo ou haste, ou seja,
não caracteriza doença. Não tem tratamento; o indivíduo precisa conviver
com a alteração.
Pili triangulati (síndrome do cabelo impermeável – raro)
Apresenta uma característica diferenciada em seu padrão cuticular,
deixando os cabelos arrepiados, secos e ásperos ao toque sensorial,
dificultando o penteado. É mais comum em crianças, podendo ter relação
genética, e costuma melhorar com o avançar da idade.
Pili recurvati (cabelos encravados)
Acomete mais os pelos da barba e da nuca e atinge particularmente os
negros. Os pelos encravados sugerem processos inflamatórios, evoluindo
para uma foliculite.
Foliculite 
Refere-se a um processo infeccioso que acomete, em seu estágio inicial, os folículos pilosos, podendo ocorrer
por meio de pelos encravados (pili recurvati) ou através de uma infecção bacteriana ou fúngica, mas também
pode ser ocasionada por vírus.
A infecção é parecida com acne grau 2, pois possui pontas brancas e um ou mais folículos pilosos. Na grande
maioria dos casos, é superficial, acompanhada de prurido.
 
O processo inflamatório tende a desaparecer da mesma forma que surgiu, espontaneamente, porém, casos
mais severos e recorrentes exigematenção e tratamento com um médico dermatologista, pois podem
ocasionar a perda permanente do pelo e deixar cicatrizes.
A foliculite apresenta-se em dois tipos de acometimentos: superficial ou profundo. No primeiro caso, mais
simples, afeta apenas a parte superior do folículo piloso. Quando o processo inflamatório é mais grave,
manifesta-se de forma mais profunda, e pode ocorrer a formação de furúnculos.
São foliculites superficiais:
Estafilocócica – tipo mais comum, microorganismo Staphylococcus aureus.
 
Pseudomonas – encontrados em banheiras de hidromassagem e piscinas aquecidas, devido à assepsia
comprometida.
 
Pseudofoliculite da barba – acomete, em sua maioria, indivíduos negros, devido à espessura dos fios.
 
Foliculite pitirospórica – atinge adolescentes e homens adultos.
Vejamos a sugestão de protocolo estético para foliculite não inflamada:
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Etapa 01
Assepsia das mãos: Profissional e cliente.
Etapa 02
Alta frequência: Utilizar o eletrodo forquilha em toda a região e extensão por, aproximadamente, três
minutos.
Etapa 03
Argiloterapia (argila verde com carvão vegetal): Realizar um cataplasma de argila verde com os óleos
essenciais, aplicados principalmente nas regiões de maior acometimento. Deixar agir por 20 minutos
e, depois, remover com água fria.
Esses óleos essenciais são: cedro (controlador da oleosidade) + Melaleuca (antifúngico) + Lavanda
(Acalmar a Hiperemia), sendo uma gota de cada óleo acrescida no prepararo do cataplasma.
Etapa 04
Lavar a região afetada: Utilize sabonete líquido específico para controle de oleosidade (princípio ativo:
à base de enxofre ou ácido salicílico). Deixar agir de 3 a 5 minutos e, depois, remover com água fria.
Etapa 05
Finalização: Loção à base de aloe vera (babosa). Aplicar em toda a região afetada e extensão, com
movimentos deslizantes, para ajudar na permeação dos princípios ativos. NÃO REMOVA O PRODUTO!
Não se esqueça! Quando fizer a anamnese do cliente, observe possíveis contraindicações a óleos essenciais e
princípios ativos.
Este protocolo proporciona controle da foliculite, redução do acometimento, desobstrui os óstios foliculares e
estimula a circulação da região.
Dica
Em foliculite com processo inflamatório, substitua a argiloterapia (argila) por uma máscara em gel neutro,
utilizando os mesmos óleos essenciais e seguindo o passo a passo descrito anteriormente. 
O procedimento profissional pode ser repetido duas vezes por semana para controlar a infecção.
Sugestão home-care uso diário: manhã e noite.
 
Sabonete líquido específico – à base de ácido salicílico ou enxofre;
 
Loção finalizadora – à base de aloe vera ou óleo essencial melaleuca;
 
Protetor solar nas regiões, caso fiquem expostas (FPS acima de 35).
Verificando o aprendizado
Questão 1
Diante das foliculites superficiais, temos aquela que é mais comum no nosso ambiente e, consequentemente,
possui maior número de casos, sendo causada por:
A
Pseudomonas.
B
Staphylococcus aureus.
C
Fungos.
D
Parasitos.
A alternativa B está correta.
A foliculite mais comum é causada por Staphylococcus aureus, um microrganismo encontrado em nosso
ambiente; entretanto, nem todas as pessoas ficarão doentes, mas somente aquelas que estiverem
propensas a isso, ou seja, com a imunidade baixa.
Questão 2
As alterações da haste capilar podem ser congênitas ou adquiridas. A moniletrix é uma:
A
Alteração heditária.
B
Alteração adquirida.
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C
Alteração congênita.
D
Transmissão infecciosa.
A alternativa C está correta.
A moniletrix é uma anomalia congênita, ou seja, nasce com a alteração da haste capilar. Há uma degeração
da matriz do cabelo, e os fios ficam fracos e quebradiços.
2. Principais afecções do couro cabeludo
Afecções de tratamento estético
O couro cabeludo é uma extensão da pele e precisa de higienização e tratamentos específicos, pois pode
apresentar doenças que afetam a saúde do indivíduo. Desta forma, é de suma importância que o terapeuta
capilar tenha o conhecimento das afecções que acometem essa região, a fim de proceder com os tratamentos
estéticos capilares.
 
Cabe ressaltar que, em alguns casos, o tratamento fica sob responsabilidade do médico, como, por exemplo:
dermatofitoses, tinha do couro cabeludo, tinha favosa, tinha tonsurante, tinha k’érion, líquen plano folicular.
Caso o terapeuta identifique algum desses problemas, deve orientar o paciente a procurar um serviço
especializado.
Psoríase
[...] A psoríase trata-se de uma doença autoimune que acomete entre 2 e 3% da população mundial.
Sittart (2011)
É uma doença crônica da pele e surge devido ao excesso de queratinização. É caracterizada por lesão
eritematosa e descamativa – são placas e pápulas vermelhas com escamas branco-prateadas, de bordas
claras, podendo acometer uma ou mais regiões do corpo do indivíduo: unhas, couro cabeludo, mãos e pés,
cotovelos e joelhos, acompanhada de prurido ou não. Também está envolvida com predisposição genética e/
ou relacionada ao aspecto emocional, e não é contagiosa.
A psoríase não tem cura, e seu tratamento é feito para controlar a doença.
Para realizar qualquer procedimento estético, deve-se, primeiro, fazer uma avaliação médica. Caso o
especialista indique um profissional de Estética, eles podem trabalhar de forma conjunta.
 
Áreas de acometimentos: membros, cotovelos, joelhos, região sacra, couro cabeludo.
Suponhamos que você avalie um cliente com psoríase. Como proceder?
Dentro das definições, é sabido que esse cliente deve ser encaminhado para um médico, de preferência um
dermatologista. Ao nos deparamos com uma situação dessas, devemos ter muita cautela, para não assustar
nem não causar constrangimentos ao cliente. Por isso, seja sutil ao orientá-lo a procurar um médico e peça
que retorne, a fim de dar sequência ao atendimento.
Atenção
Não use a frase “Você tem psoríase e precisa procurar um médico, pois eu não trato essa doença!”. 
Dermatite seborreica ou sebopsoríase
Acomete o couro cabeludo, entre outras regiões do corpo, e é caracterizada por processo inflamatório,
apresentando vermelhidão e descamação – são escamas gordurosas e eritematosas que aparecem no couro
cabeludo, nas orelhas, na barba, na face etc.
A causa da dermatite seborreica é desconhecida, mas se tem conhecimento de que ela se manifesta devido à
hiperatividade das glândulas sebáceas associada ao fungo pityrosporum ovale, encontrado na região
acometida. Ela também sofre influência hormonal; neste caso, do androgênio, que apresenta maior atividade
após o período da puberdade. Além disso, pode ser encontrada em recém-nascidos, em virtude de o
androgênio estar presente no leite materno. Um efeito que se deve observar na dermatite são os momentos
de crise e calmaria, ou seja, momentos de piora e o desaparecimento momentâneo.
Essa doença forma crostas no couro cabeludo e nas adjacências, e, caso a pessoa tente arrancá-las, pode
causar sangramento.
Quais fatores contribuem para o aparecimento da dermatite?
Estresse, hormônios, temperaturas altas, clima seco, banhos quentes etc.
Tratamento
Indicado para couro cabeludo com seborreia, caspa intensa, alopecia causada por excesso de
oleosidade.
 
Promove limpeza profunda no couro cabeludo, desobstrui os óstios foliculares e estimula a circulação
do sangue no couro cabeludo.
Ao agendar o cliente, peça que ele chegue ao salão com os cabelos lavados e secos.
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Etapa 01
Preenchimento da ficha de anamnese.
Etapa 02
Assepsia das mãos: Profissional e cliente.
Etapa 03
Alta frequência: Utilizar o eletrodo pente em todo o couro cabeludo por aproximadamente 7 minutos.
Etapa 04
Desincruste: Realizar se houver oleosidade excessiva (verificar a polaridade do indicativo do produto).
Etapa 05
Óleo vegetal de coco: Fios médios (para evitar o ressecamento dos fios).
Etapa 06
Argiloterapia (argila verde com carvão vegetal): Realizar um cataplasma de argila verde com O.E
(Cedro-Melaleuca-Ylang-Menta) e deixar agir por 20 minutos envolvido em plástico osmótico. Após o
tempodeterminado, retirar o plástico, deixar a cabeça esfriar por 5 minutos e retirar o cataplasma,
fazendo uma esfoliação no couro cabeludo. Esse procedimento ajuda a soltar as caspas.
Etapa 07
Lavar a cabeça: Com shampoo específico para o couro (P.A.: ácido salicílico, enxofre etc.) e deixar
agir de 3 a 5 minutos. Depois desse tempo, enxague.
Etapa 08
Shampoo para os fios: (P.A.) específico para hidratação dos fios; deixar agir de 3 a 5 minutos. Depois
desse tempo, enxague.
Etapa 09
Massofilaxia capilar: Realizar a massagem capilar por, aproximadamente, 4 minutos (trabalhar as
regiões escapular, cervical, occipital e todo o escalpe da cabeça). Faça isso de forma suave, para não
estimular a oleosidade; é um procedimento para relaxar o cliente.
Etapa 10
Ionização: Ionto capilar para controlar a oleosidade (+) – ionizar o couro cabeludo.
Etapa 11
Pré-finalização: Loção capilar à base de jaborandi e D-pantenol.
Etapa 12
Finalização: Leave-in somente nas pontas.
Etapa 13
Entregue o pente ao cliente, para ele se pentear.
OBS.: P.A. – sigla para representar princípios ativos.
Home care
Shampoo à base de ácido salicílico (aplicar no couro cabeludo) – uso diário. Deixe agir por 2 minutos;
 
Shampoo para os fios (para cabelos compridos somente) – ação hidratante nas pontas;
 
Loção capilar à base de ácido salicílico – utilize à noite e não retire o produto.
Pitiríase simplex ou caspa seca
Manifesta-se por meio de escamas secas e finas, com coloração cinzenta ou acastanhada. Apresenta prurido,
e seu desenvolvimento é ocasionado por fatores emocionais, sendo vinculada à circulação deficiente, à falta
de asseio e a produtos químicos, entre outros. Trata-se da fase inicial da dermatite seborreica.
1. 
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3. 
Pitiríase esteatoide ou caspa oleosa
Manifesta-se, geralmente, como uma seborreia e se caracteriza por escamas oleosas e espessas, que se
fixam no couro cabeludo, podendo provocar uma crosta; podem sangrar ao coçar. Possuem uma espécie de
camada untuosa.
 
A caspa, às vezes, causa coceira (prurido), de ação intensa ou branda, dependendo da extensão de
acometimento. É proveniente da modificação intensa, da proliferação da população microbiana que vive no
couro cabeludo. O fungo Malassezia furfur, presente, em condições normais, no couro cabeludo sadio,
prolifera-se exageradamente, até constituir 75% da microflora local.
Dentro das competências do terapeuta capilar, consiste no tratamento da caspa, tanto a seca quanto a
oleosa.
Porém, de que forma o profissional de Estética pode atuar neste tratamento?
Tratamento
O terapeuta capilar deve ficar atento às informações relatadas pelos clientes, pois acometimentos como
caspa, seborreia etc., de forma mais agressiva, costumam causar a queda dos fios. Com isso, para tratar o
cliente e conter a queda acentuada, recomenda-se que as três primeiras sessões sejam realizadas em curto
espaço de tempo. Ex.: segunda e quinta-feira. Mas lembre-se: o tratamento ocorrerá uma vez por semana.
Outro detalhe importante é a recomendação do uso de shampoos e loções para tratamento em domicílio
(Home care), para reforçar o procedimento realizado em cabine.
Afecções de tratamento médico
Conheça essas afecções:
Dermatofitoses
São afecções produzidas por dermatófitos, fungos que afetam a pele, o
cabelo e as unhas. Esse tipo de lesão é chamado de “tinha” e varia de
acordo com a sua localização. Trata-se de infecção fúngica altamente
contagiosa do couro cabeludo ou da pele; micose escamosa e pode
apresentar vermelhidão e prurido. São muito comuns em crianças,
acometendo o couro cabeludo, podendo causar calvície em certas áreas.
Tratamento: O tratamento para a micose é realizado por meio de
medicamentos antifúngicos, devendo o profissional de Estética orientar a
necessidade de consulta médica.
Tinhas do couro cabeludo
Refere-se a um tipo de micose de caráter superficial que atinge o couro
cabeludo e é causada por fungos do gênero Microsporum spp, que se
inicia pelo processo de lesões eritematosas, podendo ser única ou
múltipla, escamosas e folicular. A alopécia tonsurante ocorre
principalmente em crianças, sendo rara em indivíduos adultos.
Atenção: as tinhas são contagiosas.
Tinha favosa ou tínea favosa (Favus)
Causada por infecção fúngica no couro cabeludo, com a presença de
pequenas lesões crateriformes (formam uma espécie de cratera) em
torno do óstio folicular, que se desenvolve como mancha redonda, de cor
rósea, apresentando, geralmente, pequenas pústulas em sua borda.
Recebe esse nome porque deixa o cabelo com um tipo de favus. Inicia-se
na infância, mas pode persistir ainda na fase adulta do indivíduo.
Também é contagiosa.
Tinha ou tínea tonsurante
São placas descamativas, formando alopecias, algumas vezes, com
prurido. Abscessos fazem parte desta afecção. Também pode ter o
estafilococo como causador, ocasionando perda localizada de cabelos.
Pode ser transmitida quando ocorre compartilhamento de objetos
infectados, como bonés e toalhas. Possui caráter contagioso.
Tinha ou tínea kérion celsi
O processo começa com formação de placas ou nódulos com processo
inflamatório, acompanhada de dor, com formação de crostas e pústulas,
de caráter grave, podendo fazer alopecia cicatricial. Tem a participação
dos fungos dermatófitos e afinidade com tecido queratinizado. É
contagiosa.
Líquen plano folicular (RARO)
Refere-se a uma patologia de característica inflamatória, que, quando
acomete o couro cabeludo de forma acentuada, causa a morte do folículo
pilossebáceo, devido à formação de um processo cicatricial. Dessa
forma, o pelo não poderá nascer. Sua origem é desconhecida, podendo
acometer, além do couro cabeludo, unhas, pele e mucosas, atingindo
ambos os sexos. Ocorre com menor incidência em crianças.
Demodex folliculorum
Trata-se de parasita microscópio que vive no couro cabeludo e extensão,
como testa (orla do couro cabeludo), sobrancelhas, tendo sua presença
associada ao enfraquecimento, afinamento ou à queda dos cabelos. Este
microrganismo produz uma enzima digestiva chamada lipase, necessária
para que o demodex possa quebrar e se alimentar do sebo produzido
pelas glândulas sebáceas. Para se prevenir e combater esse parasita,
deve-se sempre realizar a lavagem dos cabelos, para impedir que ele se
prolifere.
Saiba mais
Conforme abordado no topo de nosso estudo, algumas afecções e patologias deverão ser encaminhadas
para um médico especialista. Assim, só é permitido ao terapeuta capilar atuar caso esse médico indique
o tratamento simultâneo nos casos citados a seguir ou em quaisquer acometimentos de conteúdo
purulento, lesão etc. 
Os tratamentos que NÃO SÃO de competência do esteticista / terapeuta capilar:
 
Dermatofitoses;
 
Tinha do couro cabeludo;
 
Tinha favosa;
 
Tinha tonsurante;
 
Tinha kérion;
 
Líquen plano folicular.
Pediculose 
Pediculose do couro cabeludo
Causada pelo Pediculus Humanus Var Capitis (piolho), um parasita cinzento-acastanhado que se alimenta de
sangue, não voa nem pula e pode habitar o couro cabeludo, o corpo e a região pubiana. Devido à coceira
(prurido), provoca escoriações, levando a infecção estafilococo. Causam pápulas e escoriações no couro
cabeludo. As lêndeas são encontradas principalmente nas áreas retroauriculares e occipital.
 
Esse parasita vive aproximadamente 30 dias, e a fêmea pode depositar até 300 ovos durante sua existência.
As lêndeas devem ser diferenciadas da pedra branca, que é uma dermatofitose que acomete somente os fios.
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A denominação pediculose (ou anopluridose) refere-se à doença causada por inseto sem asas conhecido
como piolho, um sugador de sangue, cujo hospedeiro ideal é o homem.
 
Suas picadas (punctura) causam inflamação aguda da pele e prurido.
Formas de contágio: são transmitidos pelo contato direto com indivíduo infectado ou pelo uso compartilhado
de toalhas, pentes, escovas de cabelo, roupa de cama, bonés, chapéus.
Pediculose do corpo
Pediculus Humanus Var Corporis (nome vulgar:
Muquirana), onde as lêndeas são presas aos
pelos corporaise às roupas do indivíduo.
Pediculose da região pubiana
Phthirus pubis – (nome vulgar: chato), suas
lêndeas são depositadas nos pelos pubianos,
provocando prurido na região.
A pediculose pode ser tratada por um terapeuta capilar? De que forma?
Sim! Através dos recursos da alta frequência com eletrodo pente e uso de pente fino de ferro, o terapeuta
capilar pode atuar no combate à pediculose.
Dica
Outro recurso terapêutico interessante é utilizar aromaterapia, aplicando óleo vegetal de jojoba e três
gotas de óleo essencial de lavada (misturados) no couro cabeludo. Deixe a mistura agir por 30 minutos
no plástico osmótico e, depois disso, passe o pente fino de ferro, para retirar as lêndeas. 
Em nosso estudo sobre disfunções capilares, abordamos vários comprometimentos que podem ocorrer no
couro cabeludo, interferindo na saúde/doença do indivíduo, e que, caso não sejam cuidados por um médico,
podem evoluir para situações muito mais graves.
O que o médico pode tratar ou quando o tratamento é de competência do
esteticista
Assista ao vídeo e veja o que o médico pode tratar ou quando o tratamento é de competência do esteticista.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Patologia caracterizada pela formação de escamas, devido à produção de sebo, acompanhada de prurido, que
tem como agente causador o Malassezia furfur:
A
Pitiríase capitis simplex.
B
Pitiríase capitis esteatoide.
C
Tinha do couro cabeludo.
D
Tricorrexis nodosa.
A alternativa B está correta.
Pitiríase esteatoide, ou caspa oleosa, como também é conhecida, é causada por um fungo e apresenta
prurido (coceira) como um dos sinais.
Questão 2
Nas doenças do couro cabeludo, uma tem seu acometimento devido a um parasita que provoca prurido e suga
o sangue, causando desconforto a seu hospedeiro.
A
Demodex folliculorum.
B
Malassezia.
C
Pediculose.
D
Pityrosporum ovale.
A alternativa C está correta.
A pediculose é uma doença parasitária causada por inseto sem asas, o piolho, sugador de sangue, cujo
hospedeiro ideal é o homem. Essa afecção pode ser tratada pelo terapeuta capilar.
3. Conclusão
Considerações finais
Abordamos as principais disfunções capilares e do couro cabeludo, algumas delas bastante recorrentes na
sociedade, aumentando a procura por tratamentos com profissionais de Estética. Contudo, precisamos estar
atentos às alterações de competência médica.
 
Para realizar tratamento capilar, o estabelecimento precisa reservar um espaço para atender o cliente, a fim
de que não ocorra nenhum tipo de constrangimento. Caso o paciente precise ser encaminhado a um médico e
não tenha acesso ao serviço de saúde privado, oriente-o a procurar a Clínica da Família de seu bairro. O SUS
possui assistência voltada para a atenção primária, que dá todo o suporte de atendimento aos usuários em
várias especialidades.
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Pesquise o artigo Tratamentos estéticos e cuidados dos cabelos: uma visão médica (parte 1), da Sociedade
Brasileira de Dermatologia.
Referências
HALAL, J. Tricologia e a química cosmética capilar. São Paulo: Cengage Learning, 2014.
 
PEREIRA, J. M. Propedêutica das doenças dos cabelos e do couro cabeludo. São Paulo: Atheneu, 2011.
 
SITTART, J. A. de S. Dermatologia para o clínico. 3. ed. São Paulo: Lemos, 2011.
	Disfunções capilares
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Principais alterações da haste capilar
	Haste capilar
	Atuação do terapeuta capilar e mercado de trabalho
	Conteúdo interativo
	Cosmetologia capilar
	Argiloterapia
	Aromaterapia
	Eletroterapia (estética)
	Microagulhamento
	Laser de baixa potência
	Alterações congênitas
	Moniletrix (cabelos em contas)
	Tricorrexis nodosa
	Pili torti (cabelos torcidos)
	Alterações adquiridas
	Tricoptilose (pontas duplas)
	Pili bifurcati (cabelos divididos)
	Tricoclasia (pontas desfiadas)
	Triconodose (cabelo com nó)
	Pili multigemini (cabelos compostos)
	Tricoglifos (redemoinhos)
	Pili triangulati (síndrome do cabelo impermeável – raro)
	Pili recurvati (cabelos encravados)
	Foliculite
	Etapa 01
	Etapa 02
	Etapa 03
	Etapa 04
	Etapa 05
	Dica
	Verificando o aprendizado
	2. Principais afecções do couro cabeludo
	Afecções de tratamento estético
	Psoríase
	Atenção
	Dermatite seborreica ou sebopsoríase
	Tratamento
	Etapa 01
	Etapa 02
	Etapa 03
	Etapa 04
	Etapa 05
	Etapa 06
	Etapa 07
	Etapa 08
	Etapa 09
	Etapa 10
	Etapa 11
	Etapa 12
	Etapa 13
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	Pitiríase simplex ou caspa seca
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	Pediculose
	Pediculose do couro cabeludo
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	Pediculose da região pubiana
	Dica
	O que o médico pode tratar ou quando o tratamento é de competência do esteticista
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore+
	Referências

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