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E-BOOK DRY NEEDLING Obrigado por fazer parte do nosso propósito de levar conhecimento com qualidade para o maior número de pessoas possíveis, por confiar e acreditar no nosso trabalho assim como nós acreditamos e confiamos no seu potencial. Acreditamos que você pode chegar onde quiser sempre com mais conhecimento. Você já é diferente por ter acesso a esse e-book e certificado. Você poderá ter acesso aos nossos cursos e congressos pelo nosso site: www.cessetembro.com.br Quer ser um membro VIP? Faça parte da A Nova Classe: www.anovaclasse.com.br Nos acompanhe através de nossa rede social: @cessetembro Vamos fazer história juntos! Seja bem-vindo! http://www.anovaclasse.com.br/ http://instagram.com.br/CESSETEMBRO Dry Needling é uma intervenção qualificada, que usa uma fina gulha filiforme, para penetrar a pele e desativar os pontos gatilho miofasciais subjacentes (TRP), músculos e tecidos conjuntivos para o tratamento da dor neuro musculoesquelética e comprometimento do movimento; Também conhecida como agulhamento a seco ; ́Técnica invasiva ,e, por isto necessita ter atenção aos cuidados de biossegurança; É uma técnica usada para tratar disfunções musculoesqueléticas, fáscia e tecido conjuntivo, diminuindo a entrada nociceptiva periférica persistente e reduz ou restabelece a estrutura corporal e a função, levando a uma melhor atividade e participação; Baseada na compreensão moderna da anatomia humana e fisiopatologia; Amplamente praticado por profissionais de saúde condicionalmente treinados, incluindo médicos, quiropraxistas e fisioterapeutas; DEFINIÇÃO HISTÓRIA Oriunda da Acupuntura, é estritamente baseado em princípios e pesquisa da medicina ocidental ; É uma adaptação moderna da Acupuntura Tradicional; Desenvolvido pela primeira vez na década de 1940 por Janet Travell, EVOLUÇÃO 1940 ,Janet Travell, considerada a mãe DN, relata a terapia; 1947 Primeiros estudos científicos utilizavam agulhas hipodérmicas ; 1979, Lewits, foi publicado o 1o estudo sobre “ agulhamento a seco” usando agulhas de acupuntura na prática do DN; Descobriu-se que DN produzia analgesia imediata e completa do ponto doloroso sem hiperestesia para pacientes com dor miofascial,sendo o princípio terapêutico oriundo da estimulação mecânica; 1980, Gun, relatou em novo estudo científico que as técnicas foram inspiradas pela Acupuntura Tradicional e que a ‘Agulha Seca’ teve poderosos efeitos terapêuticos para pacientes com dor lombar crônica nas costas; Parte ativa do sistema locomotor Responsável pelas ações : contração e relaxamento; Composto por fibras, tendões e tecido conjuntivo; 40% do peso corporal; Quanto maior o número de fibras, mais potente se torna o músculo; Responsável pelas ações : contração e relaxamento; O corpo humano é composto de 600 a 657 músculos. Todos os músculos são formados por numerosas fibras musculares; Cada fibra muscular é formada por unidade menores ( subunidades) denominadas de miofribilas; Cada miofibrila, contém dispostas lado a lado, cerca de 1.500 filamentos de miosina e cerca de 3. 000 filamentos de actina. 2000 crescimento do interesse por parte dos profissionais de saúde, especialmente fisioterapeutas, após começarem a reconhecer os efeitos benéficos do DN na dor. Atualmente é muito praticado por profissionais da saúde em todo o mundo; SISTEMA MUSCULAR: CONSIDERAÇÕES GERAIS Tendão Aponeurose (tendão laminar) Fáscia Muscular Septos intermusculares Parte carnosa do músculo e responsável pela contração”. Ventre muscular “São as extremidades dos músculos. O tendão é uma fita ou cordão fibroso, formado por tecido conjuntivo, no qual os músculos se inserem nos ossos e em outros órgãos.” Podem ser classificados em fusiformes ou Tecido conjuntivo fibroso, que recobre músculos e tendões, aumentando sua resistência e permitindo que a sua contração seja mais eficiente.” Possui aparência bem similar a uma teia de aranha, sendo um tecido que não se interrompe. Membrana de tecido conjuntivo denso, que envolve grupos musculares, apresentando-se em forma de lâmina ou leque. SISTEMA MUSCULAR: CONSIDERAÇÕES GERAIS Ventre muscular Tendão Aponeurose (tendão laminar) Fáscia Muscular Septos intermusculares Aponeurose (tendão laminar) Fáscia Muscular Septos intermusculares Fáscia Muscular Septos intermusculares Representa 70% dos tecidos humanos; Consiste em superficial e profunda. Conectar as estruturas; Sustentar as estruturas; Proteção; Favorece a movimentação sobre as estruturas proporcionando estabilidade e contorno. Ventre muscular Tendão Fibras Aponeurose (tendão laminar) Fáscia Muscular Septos intermusculares SISTEMA MUSCULAR: CONSIDERAÇÕES GERAIS “São projeções profundas da fáscia muscular que separam nas membranas os diversos grupos musculares.” É uma experiência sensorial e emocional desagradável que está associada a lesões reais ou potenciais; A expressão da dor não somente varia de um indivíduo para o outro, mas também varia de acordo com as diferentes culturas. A dor é sempre subjetiva; Função da fáscia: DOR: São áreas sensíveis ao toque ou pressão; Também chamados de Trigger Points; É um distúrbio no qual a pressão sobre os pontos sensíveis ( TG) ou ( PG) dos músculos causam dor em partes do corpo aparentemente não relacionadas São caracterizados por um ponto hiperirritável, localizado em uma banda tensa de um músculo, ou fáscia muscular associado à dor local e/ou referida; Associados às manifestações clínicas da DM e fonte de sensibilização periférica e central; Associados à fraqueza muscular, à irritabilidade local, ao desequilíbrio muscular e à incoordenação motora no músculo afetado e nos grupos sinérgicos a ele; DOR MIOFASCIAL: PONTOS GATILHOS: Após a identificação, os PGM podem ser classificados em três subtipos: Ativo = Doloroso; Latentes = Dor somente quando estimulado; Satélites = resultado de PG primários (latente ou ativo) presentes por longos períodos de tempo. A acupuntura tendino-muscular em estilo chinês depende da palpação cuidadosa dos pontos “ ASHI” Podem surgir em detrimentos dos fatores abaixo relacionados: Lesão Muscular; Fraqueza Muscular; Estresse físico; Estresse psicológico; Má postura; Alterações climáticas; Patologias. A principal forma de avaliação para a investigação dos Pontos Gatilhos ou ASHI é através da técnica da palpação com pressão positiva! PONTOS GATILHOS: CAUSAS PONTO ASHI: É o ponto doloroso à palpação; Correspondem aos ( PG) PONTOS DE DOR MIOFASCIAL: COMO INVESTIGAR? A identificação deve ser realizada por meio de palpação manual, Realizar a palpação com pressão negativa; Utiliza-se a ventosa para se fazer a investigação; Pressão de sucção média para não machucar o tecido que estará sendo avaliado; Pressão de sucção de 01 no máximo 02 sucções ( com restrição); Fazer uso de óleo ou creme para favorecer o deslizamento durante a investigação; Deve-se passar a ventosa deslizante no trajeto do feixe muscular , e, se houver necessidade de se fazer nova investigação. Deverá proceder com nova sucção; O paciente relatará a dor com maior intensidade, quando estiver precisamente sobre o ponto doloroso. PONTOS DE DOR MIOFASCIAL: COMO INVESTIGAR? As mãos também devem ser higienizadas e posteriormente colocadas luvas. MATERIAIS NECESSÁRIOS PARA A TÉCNICA: Álcool Necessário para realizar a promoção da limpeza da região na qual a técnica será aplicada; Função de desinfetar a região e reduzir o número de microbiotas; IMPORTANTE: A pele deve ser desinfetada com álcool a 70% antes da inserção das agulhas; Luvas EPI extremamente importante para garantir aa eficácia da técnica e minimizar o risco de infecções; IMPORTANTE: As mãos também devem ser higienizadas e posteriormente colocadas luvas; Após a colocação das luvas podemos também higienizá-las com alcool 70% antes de iniciar o procedimento. Agulhas Possuem tamanho variado; São feitas de aço cirúrgico, inoxidável e de uso único; Descartáveis e sua reutilização é proibidapor lei; Vendidas em pacote de 10 Unidades ou em caixas; As agulhas podem ser pequenas ou longas; Tamanho mais usado é a de 0,25X30mm ou de 0,25X40mm; É aconselhável utilizar o tubo guia para facilitar a aplicação; O tamanho é escolhido a depender do tecido alvo e técnicas específicas CABO: Região aonde o terapeuta coloca as mãos PONTA : Região que perfura o paciente CORPO: Região que penetra no corpo Agulhas Caixas coletoras devem estar devidamente montadas ; Devem estar devidamente identificadas; Devem ser devidamente lacradas após o uso; O descarte do material deverá seguir as exigências das normas dos órgãos fiscalizadores; Riscos biológicos Riscos químicos Radiações ionizantes Resíduos Das condições de conforto por ocasião das refeições Lavanderias Da limpeza e conservação Da manutenção de máquinas e equipamentos “A biossegurança é o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, visando à saúde do homem, dos animais, a preservação do meio ambiente e a qualidade dos resultados”. Caixa coletora para perfurocortante BIOSSEGURANÇA: A partir da etimologia, temos a “segurança da vida”. NR 32 – as regras em relação à segurança e à saúde do trabalhador. Pontua uma série de práticas que devem ser adotadas em situações que há ou pode haver riscos à saúde, dentre eles: Faça uma palpação da área , exercendo uma pressão positiva, de aproximadamente 2 kg e marque a região dolorida; Avalie o tecido realizando um pequeno estiramento com uma posição de alongamento; O algodão ou gaze , embebido em álcool, deve ser passado em sentido unidirecional ( evitando arrasto de vai e vem); Posicionamento do tubo guia e introdução da agulha no ponto doloroso O tubo guia é posicionado com a mão não dominante,e, com a mão dominante você baterá na agulha para introduzí - la. A primeira penetração acontece em torno de 5mm ( o que já é suficiente para a agulha entrar estabilizada) Fazer uma pinça ou prega com os dedos ( indicadores e polegar) e introduzir mais uns 5mm. INTRODUÇÃO À TÉCNICA: METODOLOGIA Avaliação Palpação Limpe a área com álcool 70% Aumentando o número de agulhas: sempre mantendo a distância de 2cm entre as agulhas. A agulha deve permanecer , in situ, por um período de até 20 minutos na primeira sessão, e, este tempo deverá ser acompanhado e controlado conforme resposta do paciente: IMPORTANTE: Não se faz necessário introduzir toda a agulha! TEMPO & FREQUÊNCIA 30 segundos respostas rápidas; 3 minutos respostas médias; 20 minutos respostas baixas. A frequência irá depender de cada caso clínico, mas, obtemos bons resultados com: 2 a 3 sessões para casos agudos ; 3 a 5 sessões para casos crônicos . Estimulação: A estimulação dar-se-á através: Estímulo mecânico: girando as agulhas ( rotação) ou movimentando intermitentemente ( pistonagem); Usando corrente elétricas: ( TENS); Eletroestimulação(Pistonagem) Rotação ( sentido horário e anti-horário) Promove o desatracamento dos miofilamentos de actina e miosina presentes nas fibras musculares ( desinibição dos PGM); Redução da concentração das substâncias algogênicas, Redução da ativação dos nociceptores; INTRODUÇÃO À TÉCNICA: EFEITOS FISIOLÓGICOS Aumenta a permeabilidade vascular; Aumenta a oferta de ATP aeróbio; Aumenta o aporte de oxigênio; Estimula a liberação de encefalina que bloqueia a transmissão da dor. Redução da dor; Pontos Gatilhos; Redução da tensão muscular, Melhoria da coordenação e do comprimento muscular, Restabelecimento da mobilidade; Restabelecimento da funcionalidade do membro ou músculo afetado. Fobia à agulha; Linfedema, Urgências médicas, Histórico de reação anormal a procedimentos anestésicos Estados de inconsciência ou confusão mental; Ferimentos no local da aplicação. Indicações e Contraindicações Contraindicações: Contraindicações Relativas: Terapia com anticoagulante, Distúrbios vasculares, Epilepsia, Alergia ao metal da agulha, Gravidez Crianças Preparação Técnica Materiais necessários Insumos essenciais para a realização da técnica. Palpação Positiva e Negativa A mais utilizada, na prática clínica, é a pressão positiva! Mas, também poderemos utilizar a pressão negativa , através do uso de ventosas! Antissepsia é o processo que visa reduzir ou inibir o crescimento de microrganismos na pele ou nas mucosas. Os produtos usados para fazer a antissepsia são chamados de antissépticos. Importante: Na pressão negativa não esquecer de usar óleo ou creme para promover um melhor deslizamento da ventosa! Prática Antissepsia Local Prática Agulhamento Identificando as partes da Agulha; Tempo de aplicação Metodologia Agulhamento Tipos de Estímulos com a Agulha Rotacionais; Pistonagem; Aumento do número de agulhas; TENS Importante: Antes da aplicação das agulhas, promover a higienização e antissepsia local com álcool 70%. Músculo ECOM Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional); Antero-posterior ( faça uma pinça ou prega) Músculo Frontal Agulhamento: Oblíquo ( Sentido: Crânio - Caudal) Músculo Subclávio Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional); Músculo Deltóide Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional); Prática Membros Superiores Músculo Reto Abdominal Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional); Oblíquo ( Céfalo - caudal.) Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional) ou Oblíquo ( Proximal - Distal) Músculo Trapézio Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional); Oblíquo ( Médio-lateral) Músculo Tríceps Braquial Prática Tronco Músculo Tensor da Fáscia Lata Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional) Oblíquo ( Proximal – Distal) Músculo Gastrocnêmio Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional); Músculo solear Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional); Oblíquo ( Latero-medial) Prática Membros Inferiores Músculo Fibular Curto e Longo Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional); Oblíquo ( Proximal - Distal) Músculo Plantar Agulhamento: Perpendicular ( método tradicional); OBRIGADA