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Estrutura do cabelo
Estruturação e constituição do couro cabeludo e do pelo. Abordagem sobre anatomia, embriologia e
histologia, bem como as propriedades físicas e químicas e o pH do cabelo.
Prof. Rodrigo Monteiro
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender os conceitos e as estruturas referentes ao couro cabeludo e ao pelo, além de sua aplicabilidade
nas áreas de estética e beleza.
Objetivos
Identificar as fases de desenvolvimento do couro cabeludo segundo a descrição da anatomia do pelo.
 
Enumerar as propriedades físico-químicas do cabelo com base na definição de embriologia e histologia
do pelo.
Introdução
Desde os tempos mais remotos, os seres humanos buscam compreender a natureza das coisas por meio de
perguntas pertinentes. Ao longo de muitos anos de estudos, várias dúvidas foram desvendadas graças ao
aprimoramento da ciência.
Atualmente, diversas disfunções capilares já se
encontram devidamente catalogadas. Por isso,
os profissionais da área precisam conhecer a
anatomia, a embriologia e a histologia do pelo,
já que esse conteúdo os torna aptos para o
desenvolvimento de um programa de
tratamento dentro dos limites da profissão do
esteticista.
 
Assim, para o florescimento de certas
habilidades, é necessário entender como e por
que determinado fenômeno se desenvolve.
Dominar as bases do assunto abordado,
portanto, se mostra algo fundamental.
 
Em tópicos inerentes às estruturas do cabelo, a compreensão sobre sua formação e suas características
físicas e químicas é importante para a garantia de um olhar mais clínico e assertivo. Além do conhecimento
científico obtido, isso possibilita a aplicação de uma terapêutica adequada.
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1. Desenvolvimento do couro cabeludo
Conceitos básicos de anatomia
Antes de falarmos sobre tais conceitos, precisaremos responder à seguinte pergunta:
O que significa anatomia?
Trata-se de uma ciência que estuda a organização estrutural dos seres vivos.
A tricologia, por sua vez, constitui a seção da medicina especializada em tratamentos capilares. Ela estuda
pelos ou cabelos e afecções ou doenças do couro cabeludo. Seu tratamento exige uma base de
conhecimentos de:
Anatomia.
 
Histologia.
 
Embriologia.
 
Propriedades físicas e químicas da
região.
 
O conhecimento das estruturas do couro
cabeludo e dos pelos (ou cabelo), desse modo,
é de suma importância para o tricologista.
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Os pelos fazem parte do tecido corporal, sendo formados por proteínas e subdivididos em estruturas
maiores, como a cutícula, córtex e medula, além da relação com ácidos graxos e aminoácidos.
(PASTANA; SOUZA, 2017)
Couro cabeludo
Antes de darmos continuidade ao tema proposto, contudo, devemos conceituar agora as áreas da ciência.
Afinal, não poderemos discorrer sobre os pelos e as suas características sem abordar as estruturas que lhes
dão origem.
Por conta disso, a anatomia e a estrutura da pele – com ênfase no couro cabeludo – devem ser estudadas.
Anatomia
Vamos conhecer as características da pele e do couro cabeludo.
Pele
Não é apenas um tecido, e sim o maior órgão
do corpo humano. Por se tratar de um órgão (ou
seja, um sistema tegumentar), ela possui
características e peculiaridades próprias.
Couro cabeludo
Tem as mesmas características da pele, embora
conte com fios de cabelo mais desenvolvidos
que os pelos de outras partes do corpo. O
couro cabeludo se estende da linha nucal
posterior (região posterior da cabeça e da
nuca) até as margens supraorbitárias
(supercílios).
Estrutura e morfologia
O couro cabeludo pode ser dividido em cinco camadas. Três delas são consideradas principais; as restantes,
complementares.
 
Inicialmente, falaremos sobre as principais. Em seguida, conheceremos as duas complementares.
Couro cabeludo próprio
Trata-se da pele (epiderme e derme).
Epiderme: Camada mais superficial da pele, ela é rica em queratina, um tecido epitelial estratificado
pavimentoso queratinizado.
Derme: Camada subjacente à epiderme, vê-se composta por um tecido conjuntivo com glândulas
sudoríparas e sebáceas, além de vasos sanguíneos, terminações nervosas e músculo eretor.
Tecido conjuntivo denso
Oferece sustentação e preenche espaços entre os tecidos aderidos. Sua diferença está no fato de o
tecido denso ser rico em fibras colágenas, o que lhe proporciona uma grande resistência.
Camada ou gálea aponeurótica
Reveste a parte superior do crânio. Sua função é tracionar o couro cabeludo, elevando as
sobrancelhas e enrugando a fronte (testa) como ocorre na expressão de surpresa.
Tecido conjuntivo frouxo
Serve para preencher espaços, além de nutrir e envolver vasos sanguíneos e nervos.
Periósteo ou pericrânio
Pode ser classificado como um tecido conectivo. Realiza o revestimento de ossos e tem a importante
função de formar elementos ósseos, nutrindo e protegendo o osso.
Atenção
Por se tratar de uma região delicada – afinal, ela é facilmente rompida em feridas profundas – e fazer
uma comunicação com veias emissárias, este tecido está sujeito tanto ao desenvolvimento de uma
infecção quanto à sua propagação através das veias emissárias, podendo levá-la, dessa forma, até a
região intracraniana. 
A seguir, observamos as representações dos tecidos do couro cabeludo:
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abaixo.
Representação de um corte anatômico do tecido epitelial e seus anexos.
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abaixo.
Representação de um corte do couro cabeludo e dos tecidos adjacentes.
Pelo
Ausentes somente nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, os pelos contam basicamente com a mesma
estrutura da pele.
Um pelo é:
 
Filiforme.
 
Queratinizado.
 
Produzido no folículo piloso.
Delinearemos a seguir os tipos, a estrutura e as
fases dele.
Tipos
Existem os seguintes tipos de pelo:
Lanugo ou fetal
Pouco desenvolvido, ele possui uma pilosidade fina e clara.
Vellus
Usualmente visto após o nascimento, embora ainda exista na fase adulta.
Trata-se dos pelos finos e claros que aparecem no couro cabeludo,
fenômeno comum principalmente em mulheres.
Terminal
Observado em abundância na fase adulta. Espessos e pigmentados, seus
pelos constituem as seguintes áreas do corpo: cabelos, barba, pelos
pubianos e axilas.
Estrutura
Os pelos possuem duas partes:
Haste
Parte livre.
Raiz
Parte presente na região intradérmica.
Falaremos sobre a raiz mais à frente. A haste, por sua vez, pode se subdividir em quatro partes:
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Córtex
Localizado entre a medula e a cutícula, ele é responsável pela elasticidade, resistência e fixação dos
pigmentos dos cabelos.
Medula
Parte mais central do fio de cabelo. Além de ser a matriz dele, serve como caminho dos pigmentos e
dos lipídios secretados pelas glândulas sebáceas.
Cimento intercelular
Seu papel é manter a boa saúde capilar e garantir a proteção das cutículas e do córtex.
Cutícula
Parte mais externa do fio, a cutícula é composta por células sobrepostas como as telhas de uma casa.
Elas formam uma barreira protetora de agentes químicos, sendo as responsáveis pelo brilho, pela
proteção e pela porosidade do fio.
A seguir, observamos a representação dos cortes anatômicos do fio de cabelo:
Fases
Conhecê-las é uma tarefa importante para que nós consigamos identificar e compreender com maior precisão
as características e as possíveis afecções que envolvem o cabelo.
 
As fases do ciclo capilar se dividem em três:
Anágena
Esta primeira fase compreende o período do crescimento capilar. Em
condições normais, tal processo pode durar de um a sete anos.
Catágena
O cabelo finaliza seu crescimento, enquanto a raiz dele se desprende da
papila. Esta fase dura entre duas e três semanas.
Telógena
Esta é a chamada fase do repouso. A papila fica inativa neste período e a
raiz do cabelo se retrai (como demonstra a figura o lado), deixando
espaço para o crescimento do novo cabelo dentro do folículo. Este
período dura de três a quatro meses. Após o término desta fase, a papila
dará inícioa outro ciclo e um novo cabelo vai se desenvolver, empurrando
o velho fio para fora do folículo.
Recomendação
Em tempos de pandemia como a do Covid-19, a lavagem dos cabelos acaba sendo uma forma de
prevenção. No entanto, é bom ter cuidado: o estresse, a escovação e a secagem podem levar a um
processo mais acelerado da queda capilar. 
Anexos da pele
Na raiz, encontram-se:
Folículo piloso
Onde ocorre a origem do pelo.
Outras estruturas anexas
Suas funções importantes dão suporte ao pelo.
Vamos conhecer as estruturas cujas funções dão suporte ao pelo:
Glândulas sebáceas
Produzem sebo. Sua função é lubrificar e impermeabilizar tanto a pele quanto os pelos dos
mamíferos.
Glândulas sudoríparas
Glândulas que secretam suor, as sudoríparas săo compostas por duas partes: secrecional espiralada
(localizada na junçảo da derme e da gordura subcutânea) e reta (ou seja, o ducto, secretando o suor).
Vasos sanguíneos
Sua função é irrigar o tecido para que haja nutrição e oxigenação das estruturas.
Músculos eretores
Trata-se dos músculos lisos que realizam o movimento do pelo. Quando arrepiamos os pelos, são eles
que estão em atividade graças a estímulos do sistema nervoso. A função desses movimentos é
regular a temperatura corporal e reagir às emoçőes.
A seguir, observamos a representação dessas estruturas:
Muitas afecções da pele e do couro cabeludo possuem uma íntima relação com distúrbios provocados nas
glândulas sebáceas, como a proliferação de bactérias e fungos.
Dica
Além de regular a temperatura corporal, o suor auxilia na excreção das substâncias tóxicas que circulam
no organismo. 
Especialista fala sobre o couro cabeludo
Neste vídeo, entrevistaremos um especialista na área de tricologia.
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
Em relação às estruturas do couro cabeludo, assinale a alternativa correta.
A
O couro cabeludo é um tecido espesso. Por isso, em lesões profundas que acometam as veias emissárias,
existe pouco risco de uma infecção intracraniana.
B
O couro cabeludo é subdividido em três camadas: couro cabeludo próprio, tecido conjuntivo e periósteo.
C
As glândulas sebáceas encontram-se na derme do couro cabeludo, mas não estão ligadas ao fio de cabelo.
D
A glândula sudorípara secreta suor para o meio externo através de seu ducto.
A alternativa D está correta.
As glândulas sudoríparas possuem um papel fundamental na regulação térmica e na eliminação de toxinas
produzidas pelo organismo.
Questão 2
Em relação à estrutura dos pelos, indique a alternativa correta.
A
Filiformes, os pelos nascem no folículo piloso e não são queratinizados.
B
Os pelos estão presentes em todas as partes do corpo.
C
A fase telógena compreende um estágio de repouso e tem duração de três a quatro meses.
D
O lanugo é o pelo que encontramos na fase adulta.
A alternativa C está correta.
A papila fica inativa neste período e a raiz do cabelo se retrai, deixando espaço para o crescimento do novo
cabelo dentro do folículo.
2. Propriedades físico-químicas do cabelo
Histologia e embriologia
A histologia é o ramo da Medicina que estuda as estruturas e as funções das células, dos tecidos e dos
órgãos. 
 
Já a embriologia analisa o desenvolvimento embrionário dos seres vivos, ou seja, a formação, a partir de uma
célula, de um embrião.
 
Verificaremos a seguir a aplicação de ambas para uma análise pormenorizada das propriedades e
características presentes na pele.
Fases embriológicas do desenvolvimento de seres vivos e suas semelhanças.
Pele
Demonstraremos agora sua composição, histologia e embriologia.
Composição
Segundo Santos (2016), a pele é composta por:
Epiderme
Constituída de tecido epitelial estratificado pavimentoso queratinizado, a
epiderme é subdividida em quatro camadas ou estratos:
Basal - Contém as células-tronco da epiderme, cuja atividade
mitótica é intensa. São produzidas nesta região os queratinócitos,
que são células da pele. Também estão localizados nela as células
de Merkel e os melanócitos responsáveis por produzir a melanina
(que dá cor aos cabelos).
Espinhoso - Seu nome se deve aos pontos de contato entre as
células. Conhecidos como pontes intercelulares, esses pontos têm
a aparência de espinhos. Este estrato ainda contém as células de
Langerhans, que são as apresentadoras de antígenos. Com isso,
ele pode ser um coadjuvante nos processos de dermatite alérgica
por contato.
Granuloso - Os queratinócitos modificam a expressão gênica e
passam a sintetizar as proteínas envolvidas na queratinização, ou
seja, eles preparam a queratina que vai recobrir toda a parte mais
externa da pele (a que vemos superficialmente). Por causa da
pressão associada a esta região apical, as células se tornam
pavimentosas (forma cúbica); além disso, elas apresentam
grânulos basófilos (cor roxa) observáveis pelo microscópio,
diversificando-as das demais regiões.
Córneo - Trata-se da camada mais externa da epiderme. Nesta
região, as células morrem; com a perda de seu núcleo e de suas
organelas, sobra somente a queratina. Ela é responsável pela
impermeabilidade da pele, protegendo-nos do meio externo.
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Derme
Formada por tecido conjuntivo, sua camada pode ser subdividida em
derme:
Papilar: Formada por tecido conjuntivo frouxo.
Reticular: Ocupa a maior parte da derme, sendo constituída por
um tecido conjuntivo denso não modelado.
A derme ainda contém os anexos cutâneos. Eles são constituídos por:
Vasos sanguíneos.
Vasos linfáticos.
Nervos.
Terminações de neurônios sensoriais.
De acordo com Parussolo (2016), as terminações nervosas livres que
envolvem os folículos pilosos funcionam como mecanorreceptores
(sensoriais).
Tecido conjuntivo/hipoderme
O tecido conjuntivo e a hipoderme (camada subjacente à derme) são
tecidos intimamente ligados, dando sustentação à pele e a conectando
aos órgãos. Sua classificação ocorre de acordo com a composição das
suas células.
O tecido conjuntivo adiposo é composto por células ricas em ácidos
graxos (gorduras). A hipoderme apresenta esse tecido, cuja função não
se limita à de um reservatório energético: ele também é responsável por
fazer o isolamento térmico, a modelagem da superfície corporal, a
absorção de choques e o preenchimento para a fixação de órgãos.
Histologia
Você sabe como os pelos se desenvolvem? 
 
Eles se originam de invaginações na epiderme, ou seja, folículos pilosos constituídos de bainhas radiculares
(interna e externa) derivadas da epiderme.
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A bainha dérmica, por sua vez, constitui uma
camada de tecido conjuntivo que fica ao redor
das bainhas radiculares. O músculo eretor do
pelo fica preso tanto a ela quanto à derme
papilar.
 
No folículo, existe o bulbo piloso.
 
No centro dele, é possível observar a papila
dérmica de tecido conjuntivo frouxo.
 
As células que a recobrem formam a raiz do pelo, local de onde emerge o eixo dele.
 
Em um corte histológico do pelo, verifica-se a presença de células queratinizadas: a cutícula, o córtex e a
medula.
Atenção
Pelos mais finos não possuem a medula. 
O melanócito (célula responsável pela produção da melanina) está presente no epitélio da raiz do pelo e na
papila dérmica.
 
Ao redor dos folículos pilosos, encontram-se as glândulas sebáceas e sudoríparas, além do músculo eretor.
Corte histológico de tecido epitelial com a presença e estruturas de suporte do
pelo.
Embriologia
Quando o embrião começa a se desenvolver, ele pode ser dividido em três camadas:
Ectoderma
Camada mais externa.
Mesoderma
Camada intermediária.
Endoderma
Camada mais interna.
Ectoderma, mesoderma e endoderma.
A epiderme e seus anexos (unhas, cabelos, pelos e glândulas sudoríparas, sebáceas e mamárias) provêm do
ectoderma, ou seja, de um desenvolvimento embrionário. A derme se diferencia do mesoderma subjacente ao
ectoderma.
 
O mesoderma somático dá origem à derme que recobre os membros e o abdômen, enquanto a que descende
da crista neural tem origem ectodérmica,recobrindo a face e partes do pescoço. No segundo mês
embrionário, a epiderme se constitui da camada:
No sexto mês, após a morte e a descamação das células da epiderme e a diferenciação das demais camadas,
a epiderme, conforme já destacamos, apresenta os seguintes estratos: basal, espinhoso, granuloso e córneo.
Graças à presença de queratina, essas células são chamadas queratinócitos.
 
A queratinização faz com que a pele se torne uma barreira impermeável e protetora. Isso é importante nesse
momento da gestação, pois a urina começa a se acumular no líquido amniótico, tornando-se necessária uma
impermeabilização.
 
No fim do primeiro trimestre, são encontradas na epiderme:
Basal 
Nesta região, existe uma alta atividade
mitótica.
Superficial de células pavimentosas 
Denominada periderme, ela ainda
permite, nesse período, a passagem de
água e de eletrólitos.
Células de Langerhans
Apresentam antígenos (proteção).
Células de Merkel
São mecanorreceptores.
Melanócitos
Convertem um aminoácido denominado tirosina em melanina, um
pigmento que é depositado nos queratinócitos, cuja função é proteger o
material genético da radiação ultravioleta (UVA, UVB).
Saiba mais
Os raios ultravioleta do tipo A e B (UVA e UVB) e infravermelho são emitidos pelo sol. Eles têm um papel
importante para a vida, já que participam, por exemplo, da produção da vitamina D, sendo fundamentais
na manutenção do nosso sistema imunológico e na calcificação dos ossos. No entanto, seu excesso
também pode provocar danos, como câncer de pele e manchas (melasma), dois fenômenos mais ligados
aos raios UVA. A principal diferença entre ambos é que os raios UVA possuem a capacidade de atingir a
derme (camada mais profunda da pele) e passam com maior facilidade através das nuvens. Os UVB, por
sua vez, normalmente são bloqueados na presença delas, mas podem provocar queimaduras mais
superficiais na pele, deixando-a vermelha. 
A morfologia e a distribuição dos pelos estão intimamente ligadas à derme (subjacente à epiderme). É no
quarto mês que o feto exibe cabelos, cílios, sobrancelhas e finos pelos (lanugo). Sua função é proteger a pele
do líquido amniótico. Eles caem pouco antes do nascimento, sendo substituídos por pelos conhecidos como 
vellus.
Cabelo
Discorreremos sobre as propriedades químicas e a estrutura do cabelo, apontando os efeitos da água e do pH
nele. Além disso, listaremos as cores e os tipos encontrados.
Propriedades químicas
Como citamos anteriormente, o cabelo é formado por queratina. Nesta proteína, três tipos de ligações
demonstram uma capacidade de manter as fibras conectadas, garantindo, assim, a integridade e a forma de
seus fios:
Ligações fracas
Formadas por pontes de hidrogênio, estas ligações ocorrem, por exemplo, quando molhamos o
cabelo, fazendo com que ele fique mais maleável para modificações.
Ligações de força média
Mais fortes que as ligações fracas, elas podem ser quebradas quando usamos produtos alcalinos ou
ácidos (efeito conhecido como ligação iônica).
Ligações fortes
Quimicamente falando, estas ligações ocorrem nas fibras paralelas de proteínas formadas entre os
aminoácidos conhecidos como cistina.
Recomendação
Ao quebrarmos duas ligações (média e forte) ao mesmo tempo, provocamos uma dissolução do fio de
cabelo; por isso, deve-se ter cuidado ao manusear produtos que tenham essas finalidades. 
Estrutura química dos fios
Estudiosos podem nos ajudar a entender algumas características presentes em sua estrutura:
A composição molecular do cabelo consiste em 45% de carbono, 28% de oxigênio, 15% de nitrogênio, 7%
de hidrogênio e 5% de enxofre. Os minerais essenciais são ferro, cobre, zinco, iodo, alumínio, cobalto e
mais de 20 tipos de aminoácidos, sendo um dos principais a cistina, além de proteínas, sendo 90% delas
a queratina. Apresentam também lipídios, gorduras, pentoses, glicogênio, ácido glutâmico e
aproximadamente 12% de água, que controla umidade e temperatura.
(COSTA; ELGERSMA; 2017)
A deficiência alimentar gera efeitos até nos cabelos de suas vítimas, porque, em situações assim, o organismo
prioriza órgãos vitais, fazendo com que os fios fiquem sem o suporte nutricional devido. Há outros fatores que
contribuem para a queda capilar, como problemas hormonais e genéticos, além do estresse e até algumas
patologias.
Efeitos da água, cor e tipos de cabelos
Efeitos
Observaremos os efeitos no cabelo realizados por:
1pH
O pH é o parâmetro que determina a acidez ou a alcalinidade de uma substância. Para medi-lo,
utilizamos uma medida que pode variar entre 0 e 14.
 
Tendo como parâmetro o encontrado na água, a neutralidade é de pH 7. Números abaixo disso são
considerados ácidos; os acima disso, alcalinos. Para que as cutículas do cabelo mantenham seus fios
planos e alinhados, o pH natural da queratina presente nele deve estar em torno de pH 4,
constituindo, portanto, um pH ácido.
 
Índices de pH 2 (ácido) e pH 10 (alcalino) fazem com que as cutículas se abram. Esse processo é
usado, por exemplo, quando é feito um alisamento do cabelo com o uso do tioglicolato.
2
Água
Dentro da homeostase (normalidade), o cabelo tem uma taxa de umidade de 10% - ou seja, ele
possui 10% de água retida. Esse valor pode variar de acordo com a umidade relativa do ar.
 
Quando molhamos o cabelo, ele chega a absorver uma quantidade de água equivalente a 30% do
seu peso. Com essa absorção, muitas ligações fracas são quebradas, o que proporciona um leve
aumento do volume do cabelo.
 
Eis as características de um cabelo hidratado: além de mais brilhante e macio, ele é fácil de pentear.
Cor
A cor dos cabelos se deve à presença de partículas de pigmentos produzidas pelos melanócitos no córtex do
pelo. Quanto mais escuro ele for, maior será o tamanho médio das partículas.
Exemplo
Nos cabelos negros, a presença dessas partículas é menor, porém elas possuem um maior tamanho. 
Diferentes tons e cores são o resultado de uma combinação de dois tipos de melanina:
 
Eumelanina - Produz a cor negra ou escura.
 
Feomelanina - Cores amarela ou vermelha.
• 
• 
Saiba mais
Os queratinócitos degradam a melanina por meio da atividade lisossômica. Nos negros, essa ação é mais
estável. As pessoas brancas, ao contrário, têm uma despigmentação mais acelerada, podendo
apresentar cabelos brancos mais precocemente. 
Tipos
Esta classificação ocorre devido à distribuição de oleosidade ao longo dos fios. Ela provém das glândulas
sebáceas associadas aos folículos pilosos.
 
Com isso, dois fatores são importantes para a determinação do tipo de cabelo:
1
Atividade da glândula sebácea
Ela faz com que o fio tenha algumas características específicas, tornando os cabelos:
 
Oleosos - Atividade mais intensa.
 
Secos - Baixa.
 
Normais - Moderada e adequada.
 
Mistos - Alta atividade, embora tenha uma má distribuição ao longo do fio, fazendo com que
o cabelo seja oleoso na raiz e seco nas pontas.
2
Capacidade do fio de absorver essa oleosidade ou distribuí-la ao longo de sua
superfície
A falha ocorrida nos cabelos mistos pode ser decorrente dos seguintes fatores:
 
Falta de homogeneidade do fio em termos microscópicos (disposição das cutículas) ou
macroscópicos (excesso de curvaturas).
 
Quase incapacidade de o cabelo absorver a oleosidade proveniente da raiz.
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• 
Atenção
Cabelos secos podem surgir devido à exposição de fatores extrínsecos (cloro de piscina, raios solares
em excesso e químicas diversas de beleza) e intrínsecos (anorexia, deficiências nutricionais e
hipotireoidismo). 
Efeitos da água sobre os fios do cabelo
Neste vídeo, conheça mais sobre efeitos da água sobre os fios do cabelo.
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Verificando o aprendizado
Questão 1
De acordo com seu conhecimento sobre histologia, assinale a alternativa correta.
A
A pele é composta por tecido epitelial estratificado pavimentoso não queratinizado.
B
O tecido conjuntivo é classificado somente como tecido conjuntivo adiposo.
C
A camada da derme pode sersubdividida em derme papilar e reticular.
D
O tecido conjuntivo denso não confere elasticidade à pele.
A alternativa C está correta.
A derme papilar é constituída por tecido conjuntivo frouxo; a reticular, por tecido conjuntivo denso não
modelado.
Questão 2
Segundo nosso estudo sobre as propriedades físicas e químicas e o pH do cabelo, assinale a resposta correta.
A
Dentro da homeostase, o cabelo tem uma taxa de umidade de 40%.
B
Os cabelos secos sofrem a ação da alta atividade das glândulas sebáceas.
C
A cor dos cabelos se deve à presença de partículas de pigmentos produzidas pelos melanócitos na medula do
pelo.
D
O pH do cabelo é ácido.
A alternativa D está correta.
O cabelo tem um índice de pH 4, ou seja, ele é ácido. Variações do pH podem alterar a estrutura dos fios.
3. Conclusão
Considerações finais
A anatomia apresenta uma visão macroscópica do corpo humano como se pudéssemos observar o globo
terrestre de uma estação espacial. Dessa forma, conseguiríamos ter uma noção do todo ao olharmos as
divisões dos continentes e a localização deles. De maneira similar, pudemos aplicar a mesma lógica na
observação e na identificação de músculos, ossos e órgãos do corpo humano.
 
Demonstramos que a histologia e a embriologia possibilitam a observação de estruturas das bases
anatômicas. Desse modo, vimos mais de perto, ou seja, de forma microscópica, como elas se comportam e se
desenvolvem em todas as suas nuances. Em seguida, nos aprofundamos nessa análise, observando as suas
partes químicas e físicas. Nesse contexto, verificamos as estruturas atômicas que compõem e dão vida a
todas as outras conhecidas.
 
Reunir todos esses conhecimentos nos deu a chance de adquirir uma capacidade maior de compreensão
sobre como o nosso organismo funciona em toda sua perfeição e magnitude.
Podcast
Para encerrar, ouça sobre estrutura do cabelo.
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Pesquise na internet os seguintes artigos:
 
ABRAHAM, L. S. et al. Tratamentos estéticos e cuidados dos cabelos: uma visão médica (parte 1). In:
Surgical & Cosmetic Dermatology, v. 1, n. 3, p. 130-136, 2009.
 
CUNHA, M. G. da; CUNHA, A. L. G. da; MACHADO, C. A. Hipoderme e tecido adiposo subcutâneo: duas
estruturas diferentes. In: Surgical & Cosmetic Dermatology, v. 6, n. 4, p. 355-359, 2014.
Referências
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2020.
 
GABARRA, M. A. L. et al. Caracterização do cabelo envelhecido e sua influência na qualidade de vida. In:
Biomedical and biopharmaceutical research. Ribeirão Preto/SP. 2015. p. 79-89.
 
GOMES, A. L. O uso da tecnologia cosmética no trabalho do profissional cabelereiro. São Paulo: Senac, 2019.
 
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• 
HALLAL, J. Tricologia e a química cosmética capilar. São Paulo: Cengage Learning, 2011.
 
JAMES, W.; BERGER, T.; ELSTON, D. Andrews' diseases of the skin: clinical dermatology. 10. ed. Saunders. p. 7.
 
MONTANARI, T. Embriologia: texto, atlas e roteiros de aula prática. Porto Alegre: Edição do Autor, 2013.
 
PALERMO, E. et al. Tratado de cirurgia dermatológica, cosmiatria e laser: da sociedade brasileira de
dermatologia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.
 
PARUSSOLO, L. Histofisiologia animal. Santa Catarina: IFSC, 2016.
 
PASTANA, C. da C.; SOUZA, F. G. L. Tricologia e terapia capilar: uma abordagem necessária enquanto
formação profissional. Serra/ES: Faculdade Fasserra, 2017.
 
SANTOS, L. Histologia-UFAN. Manaus: Universidade Federal do Amazonas, maio 2016.
 
SCHWARZKOPF PROFESSIONAL. Entendendo as três fases do ciclo do cabelo. In: Schwarzkopf professional.
Consultado em meio eletrônico em: 8 jun. 2020.
 
TELES, M. Caderno didático: tricologia e tratamentos capilares 2018. Goiânia: Rede Itego, fev. 2018.
	Estrutura do cabelo
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Objetivos
	Introdução
	1. Desenvolvimento do couro cabeludo
	Conceitos básicos de anatomia
	Couro cabeludo
	Anatomia
	Pele
	Couro cabeludo
	Estrutura e morfologia
	Couro cabeludo próprio
	Tecido conjuntivo denso
	Camada ou gálea aponeurótica
	Tecido conjuntivo frouxo
	Periósteo ou pericrânio
	Atenção
	Conteúdo interativo
	Conteúdo interativo
	Pelo
	Tipos
	Lanugo ou fetal
	Vellus
	Terminal
	Estrutura
	Haste
	Raiz
	Córtex
	Medula
	Cimento intercelular
	Cutícula
	Fases
	Anágena
	Catágena
	Telógena
	Recomendação
	Anexos da pele
	Folículo piloso
	Outras estruturas anexas
	Glândulas sebáceas
	Glândulas sudoríparas
	Vasos sanguíneos
	Músculos eretores
	Dica
	Especialista fala sobre o couro cabeludo
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Propriedades físico-químicas do cabelo
	Histologia e embriologia
	Pele
	Composição
	Epiderme
	Derme
	Tecido conjuntivo/hipoderme
	Histologia
	Atenção
	Embriologia
	Ectoderma
	Mesoderma
	Endoderma
	Células de Langerhans
	Células de Merkel
	Melanócitos
	Saiba mais
	Cabelo
	Propriedades químicas
	Ligações fracas
	Ligações de força média
	Ligações fortes
	Recomendação
	Estrutura química dos fios
	Efeitos da água, cor e tipos de cabelos
	Efeitos
	pH
	Água
	Cor
	Exemplo
	Saiba mais
	Tipos
	Atividade da glândula sebácea
	Capacidade do fio de absorver essa oleosidade ou distribuí-la ao longo de sua superfície
	Atenção
	Efeitos da água sobre os fios do cabelo
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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