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Aula 01- Do Controle da Constitucionalidade Concluído Matérias � Direito Processual Constitucional Prazo Aula 01 � Do Controle da Constitucionalidade O Controle da Constitucionalidade é a semente que levou ao processo constitucional. Direito Processual Constitucional: Nessa área estuda-se os instrumentos processuais específicos destinados a proteger a ordem constitucional e os direitos fundamentais. É o ramo que trata de “como” se faz a defesa da Constituição em juízo. Seu foco são os processos e as ações (procedimentos em espécie). Seus objetos de estudo é o Controle da Constitucionalidade �ADI, ADPF, ADO�, os remédios constitucionais �Habeas Corpus, Habeas Data, Mandado de Segurança, Mandado de Injunção e Ação Popular). Processo Constitucional é instrumento para a realização do direito constitucional. Conceito: Processo Constitucional deve ser definidio como o campo do direito que se dedica aos meios constitucionais típicos voltados à tutela dos direitos fundamentais e da ordem constitucional e ao guardião da Constituição. Direito Constitucional Processual: �25 de fevereiro de 2026 Aula 01- Do Controle da Constitucionalidade 1 https://www.notion.so/Direito-Processual-Constitucional-2c9f332d566d81c78ec6c7dd198949bc?pvs=21 https://www.notion.so/Direito-Processual-Constitucional-2c9f332d566d81c78ec6c7dd198949bc?pvs=21 https://www.notion.so/Direito-Processual-Constitucional-2c9f332d566d81c78ec6c7dd198949bc?pvs=21 Essa área estuda as normas e princípios constitucionais que moldam o processo em geral �Civil, Trabalhista, Penal, etc). É a influência da Constituição sobre o “processo justo”. Seu foco é a influência da Constituição (normas fundamentais) no Direito Processual. Seu objeto de estudo é o Devido Processo Legal, Contraditório, Ampla Defesa, Inafastabilidade do Controle Jurisdicional, Duração Razoável do Processo, Fundamentação das Decisões. Modelo Americano: Judicial Review - Marbury x Madisson - 1803 Eleição de Thomas Jefferson - Recomposição da Suprema Corte e nomeação de juízes (inclusive de paz) - não entrega de títulos William Marbury x James Madisson �Secretário de Estado) Modelo Americano - Continuação: The Federalist Papers Alexander Hamilton - 1788 John Marshall - Compete ao Judiciário dizer “what the law is” Tem papel contramajoritário Ao examinar a natureza do mandamus, Marshall observou que, afora as questões que escapam da judicialização (questões de natureza política e aquelas legadas à discricionariedade administrativa) todos os direitos que um FAZER ou NÃO FAZER podem ser tutelados por um writ of mandamus. Se há conflito entre a Constituição e a lei, compete ao Judiciário resolvê-lo. Marbury x Madisson: Aula 01- Do Controle da Constitucionalidade 2 A história no final do mandato do presidente do presidente John Adams, que, para manter influência política, nomeou diversos juízes federais de última hora, conhecidos como midnight judges, William Marbury foi um desses nomeados, mas sua comissão não foi entregue antes da posso do novo presidente, Thomas Jefferson. O Secretário de Estado, James Madison, recusou-se a entregar o documento, e Marbury recorreu à Suprema Corte pedindo um mandado de segurança (writ of mandamus) para obrigar Madison a cumprir a nomeação. O Chief Justice John Marshall, ao julgar o caso, reconheceu que Marbury tinha direito à comissão, mas declarou inconstitucional a parte da Judiciary Act of 1789 que atribuía competência originária à Suprema Corte para julgar esse tipo de pedido. Com isso, Marshall negou o mandado, mas estabeleceu algo muito maior: O poder do Judiciário de revisar leis e atos do Legislativo e Executivo, invalidando-os quando contrários à Constituição. Esse julgamento inaugurou o judicial review, ou controle judicial de constitucionalidade, que é um dos pilares do direito processual constitucional. Ele mostra como o processo judicial pode ser usado para garantir a supremacia da Constituição, assegurando que nenhum poder político ultrapasse os limites constitucionais. Em termos de direito processual constitucional, Marbury x Madisson é um exemplo clássico de como o Judiciário se posiciona como guardião da Constituição, definindo sua própria competência e estabelecendo que o processo não é apenas um instrumento de resolução de conflitos individuais, mas também de proteção da ordem constitucional. Modelo Alemão: Kelsen - a partir da Constituição Austríaca de 1920. Convergência de autores: Niceto Alcalá-Zamora �1933�, Eduardo Couture �1947�, Piero Calamndrei Mauro Cappelletti e José Frederico Marques �1952�. Aula 01- Do Controle da Constitucionalidade 3 Pirâmide Kelseniana: Controle da Constitucionalidade pela via da ação direta “A Constituição somente é verdadeiramente uma garantia quando a anulação dos atos inconstitucionais é possível” Os Instrumentos do Controle da Constitucionalidade: 1� Ação Direta de Inconstitucionalidade �ADI�� Questiona a constitucionalidade de leis ou atos normativos federais ou estaduais diretamente no Supremo Tribunal Federal. 2� Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental �ADPF�� Utilizada para evitar ou reparar lesão e preceito fundamental da Constituição, com caráter subsidiário. 3� Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão �ADO�� Visa combater a falta de norma regulamentadora que torna inviável o exercício de direitos constitucionais. 4� Ação Declaratório da Constitucionalidade �ADC�� Busca confirmar a constitucionalidade da lei federal, garantindo segurança jurídica. Os Remédios Constitucionais: 1� Habeas Corpus �HC�� Protege a liberdade de locomoção (ir e vir) quando ameaçada por ilegalidade ou abuso de poder. 2� Habeas Data �HD�� Garante o acesso, retificação ou anotação de informações pessoais constantes em registros governamentais. Aula 01- Do Controle da Constitucionalidade 4 3� Mandado de Segurança �MS�� Protege direito líquido e certo não amparado por Habeas Corpus e Habeas Data, violado por autoridade pública. 4� Mandado de Injunção �MI�� Utilizado quando a falta de regulamentação de uma norma constitucional torna inviável o exercício de direitos. 5� Ação Popular �AP�� Permite que qualquer cidadão anule atos lesivos ao patrimônio público, moralidade administrativa, meio ambiente ou patrimônio histórico/cultural. 6� Ação Civil Pública �ACP�� Protege interesses difusos e coletivos, como meio ambiente, consumidor e patrimônio público. Aula 01- Do Controle da Constitucionalidade 5