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22
SOCIEDADE PIAUIENSE DE ENSINO SUPERIOR
INSTITUTO CAMILLO FILHO
CURSO DE SERVIÇO SOCIAL
LUZILENE DA ROCHA SANTOS
RELATÓRIO PARCIAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO 
EM SERVIÇO SOCIAL I E II
TERESINA
2017
LUZILENE DA ROCHA SANTOS
RELATÓRIO PARCIAL DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM SERVIÇO SOCIAL I E II
Relatório Parcial de Estágio Supervisionado em Serviço Social Ie IIapresentado à disciplina Estágio SupervisionadoII, do curso deBacharelado em Serviço Social do Instituto Camillo Filho, sob orientação da Profª.MSc.Marfisa Martins Mota de Moura.
	
TERESINA
2017
IDENTICAÇÃO
• ESTAGIÁRIA- Nº DA MATRÍCULA:
Luzilene da Rocha Santos -13206038
• CAMPO DE ESTÁGIO:
Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social (SEMTCAS)
Gerência de Proteção Social Básica (GPSB)
• ENDEREÇO COMPLETO DA INSTITUIÇÃO:
Rua Álvaro Mendes, nº 861-Centro. Teresina-Piauí. CEP: 64000-060
• TELEFONE:
(86)3215-7485
• SUPERVISORA DE CAMPO- Nº DO CRESS:
Selene Elaine dos Santos Lima, CRESS: 1203 – 22ª Região.
• SUPERVISORA ACADÊMICA- Nº DO CRESS:
Marfisa Martins Mota de Moura- CRESS 557-22ª Região
• PERÍODO DE ESTÁGIO
Estágio Supervisionado I: Agosto a Novembro de 2016
Estágio Supervisionado II: Fevereiro a Junho de 2017
SUMÁRIO
	1
	INTRODUÇÃO
	5
	2
	UM OLHAR SOBRE AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO
	7
	2.1
	CARACTERIZAÇÃO DAS ATIVIDADES
	8
	3
	PROJETO DE INTERVENÇÃO
	10
	3.1
	CARACTERIZAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO
	10
	3.2
	AÇÕES DESENVOLVIDAS
	13
	3.3
	RESULTADOS ALCANÇADOS
	13
	4
	AVANÇOS / LIMITES/ DESAFIOS DO ESTÁGIO
	14
	5
	CONCLUSÃO
	16
	REFERENCIAS
	17
	APENDICES
	18
	ANEXOS
	23
1 INTRODUÇÃO
O presente Relatório consiste em apresentar as experiências vivenciadas no decorrer do processo do Estágio Supervisionado I, realizado na Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social – SEMTCAS, na Gerência de Proteção Social Básica – GPSB, durante os meses de Agosto a Novembro de 2016.É importante frisar que o Estágio Supervisionado I e Estágio Supervisionado II são disciplinas obrigatórias do Curso de Serviço Social do Instituto Camillo Filho. 
A Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social – SEMTCAS é o órgão da Prefeitura Municipal de Teresina responsável pela implementação do Sistema Único de Assistência Social – SUAS no município. Seu principal papel consiste em realizar a execução e articulação das ações de Proteção Social Básica, Proteção Social Especial e a integração com as políticas públicas entre os órgãos não-governamentais, buscando e promovendo a inclusão social dos indivíduos em situação de vulnerabilidade e risco social. Da mesma forma, a instituição busca ampliar a rede socioassistencial, equipando-a de forma adequada, capacitando e qualificando sua equipe técnica.
É importante destacar que a SEMTCAS está composta por oito (8) Gerências, uma delas é a Gerência de Proteção Social Básica – GPSB. Desse modo, a Gerência de Proteção Social Básica, objetiva a prevenir situações de riscos por meio do desenvolvimento de potencialidades e fortalecimento de vínculos com a família e com a comunidade. Destina-se à população que vive em situação de pobreza, falta de renda, sem acesso aos serviços públicos, perda dos vínculos afetivos e em situação de discriminação, através dos CRAS e Centros de Convivência.
Durante o Estágio Supervisionado I, são realizadas atividades exigidas pela disciplina de Estágio Supervisionado, tais como: Diário de Campo, um instrumento utilizado pelo acadêmico para registrar e desenvolver sua análise crítica sobre a sua experiência no campo de estágio; Análise Institucional, que é estudo criterioso e detalhado da realidade institucional; Projeto de Intervenção é a proposta de trabalho do aluno, que será delimitada em uma realidade específica. E Relatório parcial e Relatório Fiinal, onde serão destacados todos os aspectos decorrentes de cada uma das etapas do Estágio Supervisionado, em que o estagiário avalia as experiências vivenciadas no campo de estágio. Já no Estágio supervisionado II o estagiário executará seu projeto de intervenção, no qual foi elaborado no Estágio Supervisado I.
Constata-se que o Estágio Supervisionado é o espaço onde o estagiário irá fazer a relação entre teoria e prática, com o objetivo de aprender o exercício profissionaldo Assistente Social na Instituição, mediante a observação, o registro, análise e a avaliação do processo de aprendizagem, tendo em vista à construção de competências para o exercício profissional, como também exercer as dimensões teórico-metodológicas, ético-político e técnica operativa obtidas durante a sua formação acadêmica.
Segundo as Diretrizes Curriculares do Curso de Serviço Social, aprovadas pela ABEPSS em 1996 o estágio supervisionado é um momento ímpar do processo ensino-aprendizagem, elemento síntese da relação teoria-prática, da articulação entre pesquisa e intervenção profissional, e que se consubstancia como exercício teórico-prático, mediante a inserção do/a aluno/a nos diferentes espaços ocupacionais das esferas pública e privada.
É importante ressaltar que são nestes diferentes espaços ocupacionais que o estagiário terá aproximação com as demandas apresentadas a ele, e assim poderá analisar a atuação do Assistente Social com suas estratégias de intervenção, juntamente com seu embasamento teórico que o orienta no exercício profissional, permitindo ao estagiário o contato direto com o trabalho do profissional.
2 UM OLHAR SOBRE AS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO ESTÁGIO
O Estágio Supervisionado é uma disciplina obrigatória do Curso de Serviço Social, no qual possibilita o acadêmico ter a possibilidade de visualizar a prática e sua relação com a teoria obtida no campo acadêmico, aproximando-se da prática profissional. É ainda,o período da construção da identidade profissional e desempenha um papel fundamental no processo profissional do estagiário, pois lhe proporciona o contato direto com o exercício profissional, com a natureza interventiva do Serviço Social. Dessa forma, Oliveira afirma que:
O estágio supervisionado é considerado o lócus de construção da identidade profissional do aluno, requerendo assim uma ação reflexiva, crítica, alicerçada nos conhecimentos teórico-metodológicos do Serviço Social e, portanto, devendo ser uma atividade planejada e sistematizada pela unidade de ensino e respectivo campo de estágio, englobando todos os aspectos que lhe são pertinentes. (Oliveira, 2004, p.75)
Dessa forma,no Estágio Supervisionado I é essencial que o aluno exerça uma capacidade de observação analítica e crítica, para que o mesmo possa compreender o processo do trabalho do Assistente Social. Com tudo, ao mesmo tempo em que o estagiário observa, é fundamental sua participação nas atividadesno campo de estágio, nas desenvolvidas por seu supervisor de campo.
O Estágio Supervisionado é um espaço que capacita o acadêmico a ter uma postura crítica e reflexiva, constituindo um momento único para a formação profissional, pelo qual proporciona ao mesmo a inserção na prática profissional, possibilitando a aproximação entre teoria e realidade, o que pressupõe que será à luz de uma teoria pertinente que se possibilitará o desvelamento de uma dada realidade, pois com essa teoria e com uma visão macroscópica o acadêmico obterá subsídios para a compreensão do objeto de estudo.
Vale ressaltar que Gerência de Proteção Social Básica, o estágio é realizado na Divisão de Articulação, no qual a supervisora de campo é a coordenadora desta Divisão. Assim, as atividades desenvolvidas na GPSB pela Divisão de Articulação são: Acompanhamento e monitoramento dos 19 Centros de Referência da Assistência Social - CRAS de Teresina, do Programa Cidade Solidária, do Programa Benefício de Prestação Continuada, Programa Bpc na Escola. 
Diante da observação realizada durante o Estágio Supervisionado I, percebe-se que o processo de trabalho do Assistente Social na GPSB está relacionado às atribuiçõesda divisão de articulação. Nesse sentido, é fundamental que o profissional tenha um bom conhecimento da rede de serviços socioasistenciais e de outras políticas públicas para realizar os encaminhamentos das demandas para os equipamentos e unidades de atendimentos de forma correta.
No que se refere ao exercício profissional do Assistente Social e as atividades desenvolvidas na SEMTCAS/GPSB, percebe-se a presença atuante do profissional ocupando todas as funções dentro da hierarquia da instituição, como também a preocupação com o atendimento qualificado do usuário e o compromisso com o projeto Ético Político Profissional, visando sempre à garantia dos direitos.
Dentre as atividades desenvolvidas no estágio na Gerência de Proteção Social Básica - GPSB é fundamental destacar a participação do gestor, que sempre está presente, participando das ações realizadas. Nesse sentido, foi possível a importância do papel do Gestor na Instituição, e que o Assistente Social como Gestor, no seu processo de trabalho é essencial a habilidade de se comunicar com eficácia, capacidade de liderança, capacidade de analisar os contextos internos e externos, ter uma visão global da conjuntura atual.
2.1 CARACTERIZAÇÃO DAS ATIVIDADES
No período doEstágio Supervisionado I, as atividades realizadas foram no âmbito de reuniões, capacitação, estudo de documentação relacionada à instituição, a Política Nacional da Assistência Social, dentre outros. Durante estas atividades a participação do estagiário era constante juntamente com o Supervisor de Campo. 
Dentre as atividades nas quais a estagiária participou, pode-se destacar:
-‘Estudo do Regimento Interno da Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social - SEMTCAS, com o objetivo de compreender a estrutura e funcionamento da Instituição;
-Estudo da Política Nacional de Assistência Social – PNAS, a fim de compreender a política da Assistência Social;
-Estudo e conversa informativa sobre o Programa Cidade Solidária, com a finalidade de conhecer as modalidades e benefícios do programa;
-Estudo de textos acadêmicos sobre a Gestão Administrativa, a fim melhor compreender o papel do gestor;
-Reunião com os Técnicos de Referência dos Centros de Referência da Assistência Social, sobre o Programa Bpc na Escola;
-Participação no Festival de Artes Integradas;
-Capacitação para operacionalização e aprimoramento do fluxo do atendimento do PAIF;
-Capacitação para operacionalização e aprimoramento do Fluxo do atendimento do PAEFI;
-Capacitação em Serviço “a concepção dos Serviços de convivência e Fortalecimento de Vínculos”;
-Reunião com a Fundação Municipal da Saúde - FMS e Centro de Referência dos direitos Humanos – CRDH;
-Reunião da Comissão de Garantia de Direitos;
-Participação nos Seminários do Programa BPC na Escola;
-Reunião com a Diretoria do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Teresina;
-Reunião com Gerentes dos CRAS;
Estas foram algumas das atividades desenvolvidas durante o Estágio Supervisionado I, no qual houve participação e observação da estagiária. Vale ressaltar que durante a participação em cada atividade foi indispensável ter um olhar observador e crítico, a fim de se compreender o processo do trabalho do Assistente Social. Um aspecto destacado é que no exercício profissional do Assistente Social a teoria e prática estão sempre vinculadas e o enlace entre estas duas dimensões é fundamental na operacionalização dos serviços realizados.
3.0 PROJETO DE INTERVENÇÃO
BPC na Escola: Informar para Incluir
3.1CARACTERIZAÇÃO DO PROJETO DE INTERVENÇÃO
O Projeto de Intervenção constitui uma organização sistemática das ações técnico-profissionais e ético- políticas em resposta às expressões da questão social com as quais se defronta o assistente social no exercício profissional. Porém estas respostas devem ser nutridas por conhecimentos teóricos e sócio-históricos obtidos mediante investigação, que por sua vez, perpassa a própria intervenção.
Neste sentido a formulação de um projeto de intervenção pode ser considerado como um trabalho de síntese entre conhecimento e ação, voltada para o enfrentamento das questões que requerem respostas técnicas e políticas guiadas por uma ética de emancipação humana.
O Presente Projeto de Intervenção é uma continuação do Projeto de Intervenção de dois estagiários da GPSB. Desse modo, os estagiários elaboraram a Cartilha e o Folder BPC na Escola: Informar para Incluir que foi apresentada para os Técnicos de Referência dos Centros de Referência da Assistência Social – CRAS e para os Gestores das Escolas Municipais de Teresina.
Nesse sentido, o Projeto de Intervenção BPC na Escola: Informar para Incluir acontecerá em quatro (04) Centros de Referência da Assistência Social do município de Teresina e tem como público-alvo dessa ação serão as famílias acompanhadas em grupos pelos Centros de Referência de Assistência Social –CRAS.
Desse modo, o presente projeto tem como objetivo geral:sensibilizar as famílias acompanhadas pelos Centros de Referência da Assistência Social - CRAS para a importância de inclusão das crianças e adolescentes com deficiência nas escolas. E como objetivos específicos:Divulgar para as famílias sobre o Programa BPC na escola;Orientar as famílias sobre a importância do Programa BPC Escola; 
Contribuir para a mobilização das famílias e articulação com os Técnicos dos CRAS em nível gestão, com os objetivos do Programa BPC na Escola;
É importante destacar, que o BPC é um benefício individual, não vitalício e intransferível, que integra a Proteção Social Básica no âmbito do Sistema Único de Assistência Social – SUAS. É um direito de cidadania assegurado pela proteção social não contributiva da Seguridade Social. Para acessar o BPC, não é necessário que o beneficiário já tenha contribuído para a Previdência Social. 
Insta mencionar, que o BPC é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS e operacionalizado pelo Instituto Nacional de Seguro Social – INSS. O benefício foi regulamentado pela Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS, Lei nº 8.742/93 e pelos Decretos nº 6.214/2007 e nº 6.564/2008. 
Destaca-se ainda, que para requerer o BPC, o solicitante poderá procurar a Secretaria Municipal de Assistência Social, Centros de Referência de Assistência Social – CRAS ou órgão similar no seu município para receber as informações sobre o BPC e apoios necessários para o requerimento. A Agência do INSS é o órgão responsável pelo recebimento do requerimento e pelo reconhecimento do direito ao BPC. Para requerer o BPC, a pessoa idosa ou com deficiência deve procurar uma Agência do INSS, preencher o formulário de solicitação do benefício, apresentar declaração de renda dos membros da família, comprovar residência e apresentar os documentos de identificação próprios e da família. (MDS, 2009).
Segundo o MDS (2009), o Programa BPC na Escola foi instituído pela Portaria Normativa Interministerial nº18, de 24 de abril de 2007. É um Programa do Governo Federal executado em parceria com os Estados, Municípios e Distrito Federal, por meio de ações articuladas das políticas públicas, particularmente as de saúde, assistência social, educação e direitos humanos, com vistas a superar as barreiras para o acesso e a permanência na escola das pessoas com deficiência, com idade até 18 anos, beneficiárias do BPC. O BPC na Escola tem como objetivo promover a elevação da qualidade de vida e dignidade do público do Programa. 
Diante disso, o Programa tem como princípios a acessibilidade, inclusão e a cidadania, reafirmando a concepção de direitos humanos e a garantia das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência. O acesso à escola é um passo fundamental para que o direito de estar e viver na sociedade com dignidade e liberdade, seja assegurado às pessoas com deficiência.
É importante ressaltar que para o desenvolvimento do Programa BPC na Escola, o mesmo está estruturado em quatro eixos principais, que objetivam
1) Identificar entre os beneficiários do BPC até 18 anos aquelesque estão na escola e aqueles que estão fora da escola; 2) Identificar as principais barreiras para o acesso e permanência na escola das pessoas com deficiência beneficiárias do BPC; 3) Realizar estudos e desenvolver estratégias conjuntas para superação destas barreiras; 4) Realizar acompanhamento sistemático das ações e programas dos entes federados que aderirem ao Programa. (PEAS, 2015. p.111-112)
O Programa BPC na Escola tem como princípios a acessilibilidade, inclusão e a cidadania, reafirmando a concepção de direitos humanos e a garantia das liberdades fundamentais das pessoas com deficiência. O acesso à escola é um passo fundamental para que o direito de estar e viver na sociedade com dignidade e liberdade, seja assegurado às pessoas com deficiência.
Neste contexto, o BPC é um direito assegurado a essas pessoas pela própria Constituição Federal de 1988. Assim sendo, todo esforço deve ser feito para que a pessoa com deficiência tenha acesso a esse direito. Entretanto, percebe-se que ainda existem algumas dificuldades no seu acesso do Programa BPC na Escola, isso devido à falta de informação acerca do mesmo, principalmente no que se refere ao objetivo do programa que é a promoção da qualidade de vida e da dignidade das pessoas com deficiência até 18 anos de idade e garantir o seu acesso e permanência na escola.
Segundo Alonso (2016), a Educação Inclusiva significa educar todas as crianças em um mesmo contexto escolar. Nesse sentido a educação inclusiva não significa negar as dificuldades dos estudantes, pelo contrário, por meio da inclusão, as diferenças não são vistas como problemas, mas como diversidade.
Nesse sentido, assim como os professores a integração da família na escola contribui positivamente para a verdadeira inclusão, de forma que a criança ou adolescente não esteja apenas na escola, mas que faça parte da mesma, envolvendo-se em todas as atividades realizadas, interagindo com a sociedade na qual está inserido. 
3.2 AÇÕES DESENVOLVIDAS
No Estágio Supervisionado II foi realizada a reformulação do Projeto de Intervenção BPC na Escola: Informar para Incluir, como o objetivo de se obter uma maior clareza e compreensão do mesmo e se tenha um resultado satisfatório.
O presente projeto será desenvolvido será realizado em quatro (04) CRAS do município de Teresina. Para a concretização do mesmo, foi elaborada uma programação de como acontecerão os encontros. Durante os encontros serárealizada uma dinâmica, um vídeo sobre educação inclusiva, apresentaçãoda Cartilha e o Folder sobre o Programa BPC na Escola que aborda todas as informações sobre o programa, destacando seu objetivo, como se acessa, seus eixos norteadores, que serão distribuídas para as famílias, a fim de sensibilizá-las sobre o BPC na Escola.
Além da programação, foi produzida a elaboração de cartazes com o tema do Projeto de Intervenção, confecção de lembrancinhas para serem distribuídas no término de cada encontro, ficha de freqüência e avaliação.
Dentre estes aspectos mencionados, foi realizada a articulação com alguns Gerentes dos CRAS, com a finalidade de identificar quais os Centros de Referência de Assistência Social - CRAS realizam acompanhamento com as famílias em grupo e as datas que acontecerão. Pois os encontros do Projeto de Intervenção acontecerão de acordo com o planejamento mensal de cada Centro de Referência de Assistência Social - CRAS.
3.3 RESULTADOS ALCANÇADOS
O Projeto de intervenção Bpc na Escola: Informar para Incluir visa alcançar uma aproximação com as famílias acompanhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social - CRAS, com a finalidade de sensibilizar as famílias acompanhadas pelos Centros de Referência da Assistência Social - CRAS para a importância de inclusão das crianças e adolescentes com deficiência nas escolas. Visto que o mesmo já foi apresentado para os Técnicos de Referência dos Centros de Referência de Assistência Social – CRAS e Gestores das Escolas Municipais de Teresina por outros dois estagiários da Gerência de Proteção Social Básica - GPSB.
4. AVANÇOS / LIMITES / DESAFIOS DO ESTÁGIO
O papel do estagiário no campo de estágio SEMTCAS/GPSB é de fundamental importância. Essa relevância se expressa pela contribuição que o estagiário desempenha na construção da análise na qualificação da prática profissional, fazendo uma reflexão da realidade concreta através do conhecimento teórico. Proporciona ainda, observar a realidade e o processo de trabalho do profissional na instituição com um olhar analítico.
Além destes aspectos mencionados em relação à prática profissional, o estagiário contribui na realização dos processos de trabalhos juntamente com o profissional de Serviço Social. Neste sentido, o estagiário além de ser um observador, ele também participa efetivamente na realização das atividades realizadas no seu campo de estágio.
Vale mencionar ainda, o quanto é essencial o processo do estágio para o estudante. Pois é no campo de estágio, no processo de ensino-aprendizagem, que o estagiário tem a oportunidade de visualizar a prática e sua relação com a teoria obtida no campo acadêmico, aproximando-se da prática profissional e perceber que teoria/prática não se separam, mas que são vinculadas e o embasamento teórico é fundamental na prática profissional.
Neste ponto de vista, ressalta-se que as ações realizadas no Estágio Supervisionado I, proporcionaram e proporcionam vários avanços no sentido de crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional do estagiário, tais como: os estudos realizados e aprofundamento de documentos como Regimento Interno da Instituição, Política Nacional de Assistência Social. Esse aprofundamento é de fundamental importância para o desenvolvimento profissional do acadêmico.
Outro avanço foi à construção da documentação exigida pela disciplina do Estágio Supervisionado I, como a elaboração da Análise Institucional, que possibilita o aluno a conhecer todo o processo organizacional, como também conhecer os objetivos, a política, as demandas apresentadas, usuários atendidos, recursos humanos e financeiros da Instituição no qual o estagiário está inserido.
Além da Análise pode destacar o Diário de Campo,um instrumento utilizado pelo acadêmico para registrar e desenvolver sua análise crítica sobre a sua experiência no campo de estágio e o Projeto de Intervenção que é a proposta de trabalho do aluno, que será delimitada em uma realidade específica. Esta documentação exige do aluno muita leitura e observação dos processos desenvolvidos no campo do estágio, para que se obter as informações necessárias sobre a mesma. Todo este processo enriquece o acadêmico, pois proporciona uma visão ampla e crítica em relação ao processo de atuação profissional no campo das políticas sociais.
Vale destacar que a experiência vivenciada no campo de estágio nos possibilita ir de encontro com alguns desafios para quem está almejando o agir profissional no futuro de forma eficiente, pois ter uma compreensão do todo significa compreender os instrumentais que possibilita ao profissional atender de forma coerente as demandas que chegam aos seus diversos espaços sócios ocupacionais, e nem sempre, estes instrumentos são de fácil acesso para um acadêmico. Nota-se que em algumas situações alguns profissionais que já tem uma boa experiência no fazer profissional, encontram dificuldades com instrumentos próprias da profissão difíceis de entender. 
Em relação aos limites encontrados no campo de estágio, no que se refere ao trabalho dos Assistentes Sociais, na maioria das vezes, estão relacionadas à resolução de algumas demandas que chegam à administração e que estão mais ligadas ao processo decisório e burocrático. É importante destacar que outro aspecto ainda envolve a escassez de recursos materiais e humanos para a efetivação da própria política nos equipamentos e unidades de assistência social. 
No âmbito da gestão, tanto da Gerência de Proteção Social Básica, quanto dos equipamentos da PSB, um fator que inviabiliza o desenvolvimento de um trabalho continuado está na rotatividadedesses gerentes. Pois, na maioria das vezes, são servidores públicos que ocupam cargos comissionados e não efetivos o que lhe dá uma instabilidade no trabalho. Diante disso, os limites da ação profissional estão relacionados com a estrutura pequena, equipe insuficiente para monitorar os CRAS, sobrecarga de trabalho, escassez de materiais, processo burocrático. 
É por reconhecer essa importância do estágio na instituição que a Gerência de Proteção Social Básica – GPSB recebe estagiário, tanto em caráter obrigatório como não obrigatório. Por essa razão, na SEMTCAS/GPSB, já passaram inúmeros estagiários de todas as Instituições de Ensino Superior que oferecem cursos de Serviço Social no município de Teresina.
5. CONCLUSÃO
O Estágio Supervisionado é uma etapa de ensino-aprendizagem de fundamental importância no processo de formação do estagiário, pois o mesmo no seu campo de estágio tem a possibilidade de visualizar e viver na prática tudo aquilo que a instituição acadêmica proporciona no processo de formação acadêmico, fazendo esta relação entre teoria e prática e percebendo que as duas não se separam, pois são vinculadas.
Nota-se ainda que o estágio supervisionado é um espaço que capacita o acadêmico a ter uma postura crítica e reflexiva, constituindo um momento único para a formação profissional, pelo qual proporciona ao mesmo a inserção na prática profissional, possibilitando a aproximação entre teoria e realidade, o que pressupõe que será à luz de uma teoria pertinente que se possibilitará o desvelamento de uma dada realidade, pois com essa teoria e com uma visão macroscópica o acadêmico obterá subsídios para a compreensão do objeto de estudo.
Vale ressaltar que as experiências vivenciadas no Estágio Supervisionado I, realizado de Agosto a Novembro de 2016, na Secretaria do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social – SEMTCAS foram de fundamental importância para meu desenvolvimento enquanto acadêmica e futura profissional do Serviço Social, pois essas experiências me proporcionaram e proporcionam inúmeras oportunidades de conhecimento e aprofundamento em relação ao fazer profissional, como também dos desafios enfrentados pela profissão.
Portanto, conclui-se que as vivências no campo de estágio oferecem ao estagiário um espaço de aprendizado, em que o estagiário relaciona a teoria adquirida no campo acadêmico com a prática no campo de estágio, dessa forma, todo conhecimento adquirido é baseado no entendimento da à realidade profissional e colocado a serviço do campo de estágio na realização dos serviços oferecidos pela mesma
REFERENCIAS
ALONSO. Daniela, Os desafios da Educação Inclusiva: foco nas redes de apoio. São Luís, 2016.
BPC na Escola. Disponível em: http://bpcnaescola.mec.gov.br/site/html/programa.html. Acesso em 20 de out. de 2016.
ESTADO DO PIAUÍ – Prefeitura Municipal de Teresina. Secretaria Municipal do Trabalho, Cidadania e de Assistência Social – SEMTCAS. Regimento Interno.
LEI QUE REGULAMENTA O ESTÁGIO SUPERVISIONADO. Disponível em:Acesso em 17 mar. 2017.
MDS - PROGRAMA BPC NA ESCOLA. Disponível em: . Acesso em: 17 mar. 2017.
RESOLUÇÃO 533. Disponível em: Acesso em 18 mar. 2017.
OLIVEIRA, Cirlene Aparecida Hilário da Silva. Revista Serviço Social e Sociedade. O estágio supervisionado na formação profissional do assistente social: desvendando significados. Nov. 2004
PEAS- PLANO ESTADUAL DE ASSISTENCIA SOCIAL. São Paulo, 2015. Disponívelem: Acesso em 15 mar. 2017
TERESINA, AGENDA 2015. A Cidade que Queremos. Diagnósticos e Cenários, Assistência Social.
APÊNDICES
Apêndice C- Lista de Presença
SECRETARIA MUNICIPAL DO TRABALHO, CIDADANIA
 E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEMTCAS
GERÊNCIA DE PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA-GPSB
PROJETO DE INTERVENÇÃO-BPC NA ESCOLA: INFORMAR PARA INCLUIR
LISTA DE PRESENÇA
 DATA:_____/_____/_____ CRAS______________
	Nº
	NOME
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
	
Apêndice- D Ficha de Avaliação
SECRETARIA MUNICIPAL DO TRABALHO, CIDADANIA
 E ASSISTÊNCIA SOCIAL - SEMTCAS
GERÊNCIA DE PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA-GPSB
PROJETO DE INTERVENÇÃO-BPC NA ESCOLA: INFORMAR PARA INCLUIR
FICHA DE AVALIAÇÃO
DATA:______/______/_____ CRAS______________
	
CRITÉRIOS
	
Avalie os seguintes aspectos marcando um X nas carinhas
	
DINÂMICA
	
ÓTIMO
	
BOM
	
RUIM
	
CARTILHA/FOLDER INFORMATIVO
	
ÓTIMO
	
BOM
	
RUIM
	
CLAREZA NA ABORDAGEM DO TEMA
	
ÓTIMO
	
BOM
	
RUIM
	
INTERAÇÃO DO GRUPO
	
ÓTIMO
	
BOM
	
RUIM
FESTIVAL DE ARTES INTEGRADAS – 2016
CAFÉ DA MANHA NA GPSB - 2016
CONFRATERNIZAÇÃO NATALINA DA GPSB-2016
ANEXO
Apêndice A- Cartazes que serão usados em nos encontros com as famílias.
Apêndice B- Lembrancinhas que serão entregues para as famílias no término de cada encontro.
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