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Resenha_ Os desafios da assessoria de comunicação em órgãos públicos

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Paulinho

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RELAÇÕES PÚBLICAS 
 
 
 
Resenha: Os desafios da assessoria de comunicação em órgãos públicos 
 
 
 
 
 
Anna Flávia Magalhães – RA 2194680 
Ayala Alexya Lemos Tolentino – RA 2455880 
Fabiana Rodrigues dos Santos – RA 2306947 
Kemilly Silva Chagas – RA 2073394 
Sabrina Fernanda Santos Resende – RA 2601986 
Uilham Novais Santos – RA 1645270 
 
São Paulo 
2021 
Durante a aula ministrada para a faculdade Estácio de Sá, na pós graduação 
em Assessoria de Imprensa, Ane Gotlib, especialista em assessoria de comunicação 
e assessoria de imprensa, fala sobre as relações de comunicação e notícias das 
instituições públicas enfrentam desafios, como a falta de profissionais, preconceitos 
e pré-conceitos relacionados às instituições e a necessidade de capacitação dos 
funcionários. 
 
 Ao iniciar a conversa, ela comenta sobre os maiores desafios da área de 
comunicação, citando a falta de reconhecimento nas áreas de comunicação e 
assessoria de impressa; A equipe técnica reduzida encontra desafios na hora do 
reconhecimento, sendo um dos maiores desafios do ramo; Os preconceitos sobre 
assuntos do órgão, relacionado a história principalmente com o envolvimento da 
segurança pública, policia, etc, em exemplo citado pela especialista, ela menciona o 
tamanho do desafio que é escrever a notícia como lei de forma que a opinião entenda 
como positivo, porque existem muitos preconceitos no meio da impressa e das 
notícias circulando por aí; A burocracia e demora para agir, e a falta de pró-
atividade, também é desafio quando envolve os deadlines e aprovações, o que torna 
o trabalha mais lento, dificultando a pró-atividade que seria o melhor caminha para o 
serviço público, processos e respostas ficam em standby devido ao procedimento 
burocrático; vender pautas positivas em meio a crise independente da situação é 
muito difícil, principalmente quando envolve crise politica, como é o caso do Brasil 
atualmente, as pautas positivas são mais árduas para vender devido a impressa 
associar ao órgão a questão da crise politica que está acontecendo no momento. 
 
Para o processo de desvalorização e não reconhecimento da área de 
comunicação, a Anne oferece dicas para implantar o processo de planejamento, a 
especialista deixa claro que é lento e de “formiguinha” o passo a passo para alcançar 
bons resultados. Para burlar esse sistema é a partir dos resultados, fazendo 
planejamentos e executado. Por exemplo, escrevendo de modo organizado, incluindo 
planos de comunicação de maneira escrita, incluindo: objetivo geral, justificativa, e 
tudo que estaria em um mini-artigo cientifico para poder se encaixar no processo de 
burocratização, marcando reunião de apresentação e enfatizando a necessidade de 
ter a execução daquilo que está sendo planejado, passando a credibilidade da área 
de assessoria de comunicação e imprensa. A ideia é deixar o mais organizado 
possível, apresentando de forma clara e honrosa o resultado prático, realizando 
comparativos com o antes e depois. 
 
A assessoria de imprensa é um ponto de apoio qualificado para os veículos de 
comunicação, uma vez que fornece informações simplificadas, confiáveis e facilita o 
acesso de repórteres a fontes e porta-vozes, incentivando a publicação de 
informações verídicas e seguras. Há uma mudança de comportamento do público 
diante do consumo de informações diante do turbilhão de informações que hoje 
circulam através da mídia, em todos os canais, e torna-se cada vez mais necessário 
a dependência da imprensa com as fontes de informação. Nessa perspectiva, as AIs 
mantêm o papel de mediadoras e facilitadoras na qualificação dos conteúdos em 
“poder” das fontes. Para Regina Martinez (2018), “a comunicação de governo pode 
ser vista como política pública, fundamental e necessária, já que o Estado é 
responsável pela administração e desenvolvimento de uma série de serviços 
públicos.”. No gráfico abaixo é notório que a maioria das equipes do setor da 
Comunicação no serviço público possuem mais de 30 funcionários. Isto mostra que a 
comunicação é reconhecida como um ponto importante na gestão governamental. 
 
A Comunicação Integrada é uma realidade no setor público. Não está completamente 
implantada em todos os órgãos públicos, mas, conforme foi constatado na pesquisa 
realizada, a implantação está sendo gradual. A estrutura dos setores de Comunicação 
na maioria dos órgãos que participaram da pesquisa é composta pela Secretaria de 
Comunicação (Secom) > Assessoria de Comunicação > Comunicação 
Institucional/Interna. Em cada subdivisão da Secom há ramificações como mídias 
sociais, redação, atendimento à imprensa, entre outras. A Assessoria de 
Comunicação é um campo que vem se desenvolvendo ao longo dos anos e ganhando 
o seu devido reconhecimento no meio empresarial, em meio a mudanças e visões 
políticas, econômicas, sociais e tecnológicas. E como esse progresso caminha mais 
rápido que o processo de adaptação das entidades que representam os jornalistas, 
acaba gerando uma batalha entre os profissionais que estão aptos a trabalhar neste 
campo e aqueles que já estão inseridos no meio, mas não possuem habilitação. 
 
A comunicação no setor público requer que os profissionais responsáveis por suas 
ações tanto os de carreira como os ocupantes de cargos comissionados adotem 
determinadas práticas e costumes que vão além da comunicação em empresas 
privadas. A comunicação no setor público, se bem trabalhada, pode contribuir para 
que uma série de fatores se desenvolva na sociedade, construindo assim a cidadania. 
Campanhas contra doenças, informativos de prevenção de acidentes de trânsito, 
entre outras formas de conscientização de assuntos gerais, contribuem para a 
melhoria da qualidade de vida da população. 
Dessa forma, a comunicação não deve ser vista apenas como um serviço de 
disseminação de informações dos governos, mas como uma forma de orientar e 
educar o povo. 
 
Essa comunicação pública não deve priorizar os agentes públicos, é bastante comum 
que os assessores de comunicação pública que não sejam profissionais de carreira 
mas contratados por determinada administração exaltam em suas campanhas a 
figura do gestor da localidade em que atuam. Para que a comunicação realmente 
seja efetiva e não caia em descrédito perante o público, esse tipo de ato deve ser 
evitado. Ao elaborar uma campanha ou material publicitário, deve-se sempre exaltar 
uma atividade ou conteúdo específico, e não os agentes políticos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://sisgov.com/comunicacao-de-prefeituras-5-erros-comuns-e-como-evita-los/

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