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2025.1 Aula – Banco de Leite Humano e Nutrição da Nutriz Unidade Curricular: Nutrição, Saúde e Doenças nas Fases da Vida Responsável por ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno e execução de atividades de coleta da produção láctea da nutriz, seleção, classificação, processamento, controle de qualidade e distribuição, sendo proibida a comercialização dos produtos por ele distribuídos. BANCO DE LEITE HUMANO (BLH) BLH é um dos mais importantes elementos estratégicos da política estatal em favor da amamentação, no decurso das duas últimas décadas no Brasil. No âmbito da saúde pública são considerados como uma estratégia da política estatal voltada para a segurança alimentar e nutricional, visando à redução da morbidade e mortalidade infantil, com ênfase no componente neonatal. Histórico dos bancos de leite humano: IFF (Instituto Fernandes Figueira/RJ) – 1º banco de leite humano no Brasil – 1943. BANCO DE LEITE HUMANO (BLH) De 1943 a 1985 - BLH no Brasil funcionaram como grandes leiterias, com o propósito maior de obter leite humano. A partir de 1981 (criação do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno) passam a ser centros de apoio e promoção ao aleitamento materno, realizando atendimento nas intercorrências mamárias durante a lactação. Atualmente, o BLH é um serviço especializado, vinculado à um hospital de Atenção Materna e/ou Infantil. BANCO DE LEITE HUMANO (BLH) BANCO DE LEITE HUMANO (BLH) BANCO DE LEITE HUMANO (BLH) BANCO DE LEITE HUMANO (BLH) BANCO DE LEITE HUMANO (BLH) BANCO DE LEITE HUMANO (BLH) BANCO DE LEITE HUMANO (BLH) BANCO DE LEITE HUMANO (BLH) https://rblh.fiocruz.br https://rblh.fiocruz.br/ Lactação - fase de alta demanda energética do período reprodutivo humano, onde as necessidades são maiores do que durante o período gestacional - lactente dobra seu peso ao nascer 4 meses após o nascimento. As necessidades nutricionais durante a lactação dependem do estado nutricional materno; Em casos de desnutrição há diminuição na produção do LM (400 a 700ml/dia) e, em condições satisfatórias de alimentação, a produção varia de 600 a 900ml/ dia); Reestabelecimento do equilíbrio hídrico da puérpera – 4 a 6 semanas. NUTRIÇÃO DA NUTRIZ NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Avaliação Nutricional Avaliação Dietética - São parâmetros para estimar a ingestão energético-proteica e dos micronutrientes: • Recordatório 24 horas; • Questionário de frequência de consumo alimentar (QFCA). Avaliação Clínica - Durante a anamnese deve ser avaliado: • Funcionamento intestinal; • Presença de enfermidades crônicas; • Sinais sugestivos de deficiência nutricional; • Dados da gestação (ganho de peso total); • Dados sociodemográficos e aspectos emocionais; • Tabus alimentares e sobre leite materno. Antropometria Não existem parâmetros definidos para avaliação do estado nutricional da nutriz – objetivo recuperar o peso pré-gestacional (eutrofia). Avaliação baseada nas informações: • Avaliação do estado nutricional pré-gestacional; • Ganho de peso total na gestação; • Peso atual – peso retido no pós parto (PPP – PPG = PA) Perda de peso é maior nos primeiros 3 meses e nas mulheres que amamentam exclusivamente; A perda de 0,5Kg/semana não interfere na produção de LM e no crescimento do lactente; A retenção de peso durante a gravidez é de 0,5 a 3Kg, mas em torno de 20% das mulheres apresentam 5Kg a mais mesmo após 6 a 18 meses após o parto, e isso pode estar associado ao ↑ do excesso de peso em mulheres no Brasil (Vitolo). NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Segundo Accioly (2012), uma forma de realizar a avaliação antropométrica da nutriz é pela tabela descrita ao lado, na qual deve-se propor metas de perda de peso de acordo com o IMC atual da nutriz. NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Objetivos do Acompanhamento Nutricional Favorecer a recuperação no pós parto; Controlar o ganho ou perdas ponderais e alterações na composição corporal de acordo com o EN, nível de atividade física e produção láctea. NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Recomendações Nutricionais Nível de energia necessária para uma adequada produção de leite; As necessidade energéticas serão influenciadas pela duração e intensidade da lactação e estado nutricional da nutriz; Recomendações de Energia – DRI (2023): • Custo energético da produção de leite estimado para mulheres e meninas em amamentação exclusiva 0 a 6 meses pós-parto: 540 kcal/d. • Mobilização de energia estimada para mulheres e meninas em amamentação exclusiva 0 a 6 meses pós-parto: 140 kcal/d. • Utilizar peso atual. NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Recomendações de Energia – DRI (2023): : • Custo energético da produção de leite estimado para mulheres e meninas em amamentação exclusiva 0 a 6 meses pós-parto: 540 kcal/d. • Mobilização de energia estimada para mulheres e meninas em amamentação exclusiva 0 a 6 meses pós-parto: 140 kcal/d. • Utilizar peso atual. NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Recomendações de Energia – DRI (2023): : • Custo energético da produção de leite estimado para mulheres e meninas que amamentam parcialmente de 7 a 12 meses após o parto: 380 kcal/d. • Utilizar peso atual. NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Recomendações de Energia – DRI (2023): • Custo energético da produção de leite estimado para mulheres e meninas que amamentam parcialmente de 7 a 12 meses após o parto: 380 kcal/d. • Utilizar peso atual. NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Recomendações de Energia – FAO: * Adicional de energia pela Lactação Considerando o estado nutricional pré-gestacional e ganho de peso gestacional: 1) Baixo peso pré-gestacional: Considerar no cálculo da TMB, o peso desejável (IMC 18,5 a 23,8) Adicional energético: ganho de peso gestacional adequado: 500 Kcal ganho de peso inadequado: 700 Kcal VET = GET (TMB x AF) + adicional energético para lactação 2) Peso pré-gestacional normal: Considerar no cálculo da TMB, o PPG ou desejável (IMC 18,7 a 23,8) Adicional energético: ganho de peso gestacional adequado: 500 Kcal ganho de peso inadequado: 700 Kcal 3) Sobrepeso ou Obesidade pré-gestacional: Considerar na cálculo da TMB o PPG. Adicional energético: independe do ganho ponderal: 500 Kcal Nas consultas subsequentes: no caso de manutenção, perda desprezível ou ganho de peso, o cálculo de ser feito sem o adicional. NUTRIÇÃO DA NUTRIZ NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Sem considerar o estado nutricional pré-gestacional e ganho de peso gestacional (OMS, 2002): No SP e OB se recomenda perda gradual de peso: SP (IMC: > 25 e 30) → perda de 0,5 a 2Kg/ mês até atingir a faixa de eutrofia Produção média de leite: 807 ml/ dia → valor calórico: 67 Kcal/ 100ml Adicional de energia para a lactação: 1º semestre → 675 Kcal/dia 2º semestre → 460 Kcal/ dia Perda de peso: Para cada Kg → 6400Kcal Então: para perder 0,8Kg (no mês) : 0,8 x 6.400 = 5.120kcal/ mês → 171 Kcal/ dia Cálculo final: 675 – 170Kcal = 504 Kcal de adicional para o 1º semestre de lactação. Obs.: mulheres com BP não precisam desta redução. Recomendação proteica durante a lactação: • Seguir o mesmo procedimento para o cálculo das exigências proteicas para gestantes – 1 g/kg/dia • Considerando os seguintes adicionais (OMS - 2007): 1º semestre: + 19 g/dia 2º semestre: + 12,5 g/dia • IOM (DRIs, 2005): 1,3g/kg/dia ou 1,0g/kg/dia + 25g NUTRIÇÃO DA NUTRIZ DRIs (2005) Carboidratos 45 à 65% VET Açúcar adição -do bebê; • Ingestão de álcool não recomendada – mudança odor do leite e possibilidade de transferência para o bebê; • Desencorajar o tabagismo – redução na produção do leite, malefícios a mãe e bebê. NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Mulher de 27 anos, 40 dias pós-parto, altura 1,70m , peso atual 78kg, em aleitamento exclusivo, em licença maternidade, sem prática de atividade física. 1- Faça avaliação nutricional; 2- Cálculo das necessidades nutricionais. 3- Distribuição do VET nos macronutrientes. ACCIOLY, E., SAUNDERS, C. e LACERDA, E.M.A. Nutrição em Obstetrícia e Pediatria. 2ª Edição, Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 2012. VITOLO, M.R. Nutrição - Da Gestação ao Envelhecimento. 2ª Edição, Ed. Rubio, 2014. MAHAN, L.K., ESCOTT-STUMP, S. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 13ª Edição, São Paulo: Elsevier, 2013. NUTRIÇÃO DA NUTRIZ Referências Bibliográficas: