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Aleitamento Materno 
Unidade Curricular 
Nutrição, Saúde e Doença nas Fases da Vida 
Prof. Dr. Francisco Stefani Amaro 
DEFINIÇÃO 
• É um processo que envolve 
interação profunda entre mãe e 
filho, com repercussões no 
estado nutricional da criança, 
em sua habilidade de se 
defender de infecções, em sua 
fisiologia e no seu 
desenvolvimento cognitivo e 
emocional. 
Ministério da Saúde 
BENEFÍCIOS PARA A 
SOCIEDADE 
• O leite materno é uma fonte 
sustentável de alimento, pois não gera 
poluição e não demanda energia, 
água ou combustível para sua 
produção, armazenamento e 
transporte, diferentemente dos 
substitutos do leite materno. 
• Ajuda a reduzir os custos do sistema 
de saúde, minimizando o tratamento 
de doenças na infância e em outras 
fases da vida. Contribui para a 
melhoria da nutrição, educação e 
saúde da sociedade. 
BENEFÍCIOS PARA A 
MULHER 
• Reduz os riscos de hemorragia 
no pós-parto e diminui as 
chances de desenvolver câncer 
de mama, ovários e colo do 
útero no futuro. Além disso, 
fortalece o vínculo entre mãe e 
filho. 
BENEFÍCIOS PARA O 
BEBÊ 
• Protege contra diarreias, infecções 
respiratórias e alergias. 
• Diminui o risco de hipertensão, 
colesterol alto e diabetes, além de 
reduzir a chance de desenvolver 
obesidade. 
• Crianças amamentadas no peito 
são mais inteligentes, há 
evidências de que o aleitamento 
materno contribui para o 
desenvolvimento cognitivo. 
DURANTE A GESTAÇÃO... COMO SE 
PREPARAR? 
• Preparo dos seios para a amamentação 
Rede Brasileira de Bancos de Leite 
ANATOMIA DA MAMA 
NOVAS TÉCNICAS DE IMAGEM DEMONSTRAM: 
• Ductos de leite: média 9; faixa 4-18. 
• Ductos de leite se ramificam mais próximos ao 
mamilo. 
• O tecido glandular encontra-se mais próximo do 
mamilo: 65% de tecido glandular dentro do raio de 
30mm da base. 
• Os ductos do leite são pequenos e não apresentam 
seios lactíferos (porção dilatada abaixo do mamilo) - 
apenas se dilatam com o reflexo de ejeção do leite. 
• Os ductos de leite não armazenam grandes 
quantidades de leite. 
Mark J. Gooding. et. al. J Ultrasound Med 2010; 29:95–103 
UNIDADES BÁSICAS DE GLÂNDULA 
MAMÁRIA MADURA 
ALVÉOLOS 
• Onde o leite materno é produzido, 
armazenado e liberado. 
• Forrado com lactócitos (células epiteliais 
secretoras) que secretam leite. 
• Cada aglomerado de células é cercado 
por uma unidade contrátil de células 
mioepiteliais responsável por espremer 
leite em ductos. 
• A rede capilar fornece nutrientes, 
hormônios e substratos aos lactócitos 
necessário para a síntese do leite materno. 
Lactócito 
Alvéolo 
Lúmen 
Membrana 
basal 
International Breastfeeding Center 
UNIDADES BÁSICAS DE GLÂNDULA 
MAMÁRIA MADURA 
DUCTOS DE LEITE 
• Levam o leite ao mamilo (transição da 
glândula para o mamilo). 
• Não participa ativamente da secreção ou 
modificação do leite. 
• Também possui camada interna de epitélio. 
• Também tem camada de células 
mioepiteliais contráteis no lado de fora 
(formato diferente do alvéolo). 
• A forma pode variar de acordo com a 
quantidade de leite presente. 
International Breastfeeding Center 
O Processo de Lactação é dinâmico, e por 
isso é necessário que os reflexos de produção 
do leite (prolactina) e de ejeção (ocitocina) 
ocorram de maneira simultânea e harmônica. 
Vitolo, 2014 
HORMÔNIOS 
DA LACTAÇÃO 
REFLEXO DA PROLACTINA 
• Maior concentração ocorre no 
pós parto imediato e declina 
progressivamente. 
• Em resposta à sucção do bebê, 
a prolactina é  secretada pela 
hipófise anterior e chega no seu 
pico de concentração no 
sangue 45 minutos após o início 
da sucção. Os níveis pré-
mamada retornam 3h após o 
início da sucção. 
OCITOCINA 
• Secretada pela hipófise 
posterior. 
• Estimula a contração das 
células mioepiteliais. 
• Ejeção do leite. 
Ato de amamentar não é um 
processo inteiramente 
instintivo, 
sendo parcialmente baseado 
no 
comportamento aprendido. 
 Primeiras semanas podem existir dificuldades. 
Orientação profissional de saúde. Prática ao 
ALM. 
Vasconcellos et al, 2011 
ACONSELHAMENTO NA AMAMENTAÇÃO 
• Efetivo: linguagem simples, evitar excesso de 
informações, aceitar opiniões da mãe, elogiar. 
- A prática requer aprendizado: 
• 
 
Vasconcellos et al, 2011 
COMPOSIÇÃO DO LEITE MATERNO 
• O leite humano possui: 
- Composição nutricional balanceada 
- Fatores antimicrobianos 
- Agentes anti-inflamatórios 
- Enzimas digestivas 
- Hormônios 
- Fatores de crescimento 
 
N.J. Andreas et al/Early Human Development 91 (2015) 629–635 
Além da IgA, o leite materno contém outros fatores de proteção, tais 
como anticorpos IgM e IgG, macrófagos, neutrófilos, linfócitos B e T, 
lactoferrina, lisosima e fator bífido. 
O volume de leite produzido 
na lactação já estabelecida 
varia de acordo com a 
demanda da criança. Em 
média, é de 800 mL por dia 
na amamentação exclusiva. 
 
Giugliani, 2012 
VOLUME DE LH 
- Grande parte do leite de uma mamada é 
produzida enquanto a criança mama, sob 
estímulo da prolactina. 
 
- Em geral uma nutriz é capaz de produzir 
mais leite do que a quantidade necessária 
para o seu bebê. 
Brasil, 2015 
VOLUME DE LH 
• Nutrizes de nível socioeconômico privilegiado: 600-900ml/dia 
 
• Nutrizes de baixo nível 
socioeconômico: 
400-700ml/dia (1º semestre lactação) 
300-500ml/dia (2º semestre lactação) 
300-500ml/dia (2º ano de lactação) 
Giugliani, 2012 
ORIENTAR: adequar a quantidade e qualidade de alimentos 
ingeridos 
aumentar o número de mamadas - evitar o desmame precoce 
QUADRO COMPARATIVO: COMPOSIÇÃO 
DO LEITE 
COLOSTRO 
• Primeiro produto da secreção láctea da nutriz. 
• Excretado até o 7º dia pós-parto. 
• O colostro é dramaticamente diferente do leite materno 
maduro em termos de suas propriedades bioativas, 
contendo altas concentrações de imunoglobulina 
secretora. 
• Estas qualidades sugerem que o papel principal do 
colostro não é nutricional, mas imunológico, protegendo o 
bebê quando ele sai do ambiente relativamente estéril do 
útero, para ser exposto a muitos patógenos ambientais. N.J. Andreas et al/Early Human Development 91 (2015) 629–635 
LEITE DE TRANSIÇÃO 
• É produzido no período intermediário entre o colostro e o 
leite maduro, ou seja, entre o 7º e 14º dia após o parto. 
 
Vasconcellos et al, 2011 
LEITE MADURO 
• Produzido aproximadamente a partir do 15º dia após o 
parto. 
Vasconcellos et al, 2011 
INFLUÊNCIAS NA COMPOSIÇÃO DO LEITE 
MATERNO 
CONCLUINDO... 
• As características do 
leite maduro podem 
variar entre mães, 
entre as mamas, 
entre as mamadas e 
até na mesma 
mamada. 
 
 
N.J. Andreas et al/Early Human Development 91 (2015) 629–635 
INFLUÊNCIAS NA COMPOSIÇÃO DO LEITE 
MATERNO 
Há um aumento gradual no teor de gordura desde o início da mamada, 
conhecido como leite anterior, até o final de uma mamada, conhecido como 
leite posterior, enquanto a lactose mostra uma correlação inversa com a 
mudança no teor de gordura. 
ASPECTOS NUTRICIONAIS DO LEITE 
MATERNO 
Sabor - Cheiro 
• Afetado pelo que a mãe come. 
• A variação de sabor pode ajudar 
o bebê a se acostumar com os 
sabores dos alimentos da 
família e facilitar a transição 
para esses alimentos após os 6 
meses de idade. 
• Fórmulas artificiais: têm o 
mesmo sabor em todas as 
mamadas e durante todo o 
período da mamada. 
 
 
 
CAFEÍNA 
- Cafeína NÃO É CONTRA-INDICADA. 
- Quantidade: não ultrapassar 3 xícaras de 100mL/dia. 
- O pico de cafeína no LH ocorre cerca de 1h após a ingestão e 
equivale a menos de 1% da dose ingerida. 
- Excesso: 
 
Vitolo, 2014 
CAFEÍNA 
Fontes alimentares comuns de cafeína incluem o 
seguinte: 
• Café 
• Sodas 
• Bebidas energéticas 
• Chá 
• Chocolate 
• CHIMARRÃO! 
ALIMENTAÇÃO DA NUTRIZ X CÓLICA 
CÓLICA 
• Definição: crianças com choro contínuo por 3h ou + por 
dia, por 3 ou 4 dias na semana por pelo menos
3 
semanas. 
• Resposta adaptativa do lactente e de condições 
ambientais. 
• Geralmente, desaparecem por volta do 3º mês (aparece 
na 2ª - 3ª semana). 
 
Vitolo, 2014 
ALIMENTAÇÃO DA NUTRIZ X CÓLICA 
• Como regra geral, as mulheres que 
amamentam não necessitam evitar 
determinados alimentos. 
• Entretanto, se elas perceberem algum efeito 
na criança de algum componente de sua dieta, 
pode-se indicar a prova terapêutica: retirar o 
alimento da dieta por algum tempo e 
reintroduzi-lo, observando atentamente a 
reação da criança. 
 
DROGAS X ALEITAMENTO MATERNO 
• Medicamentos entram no leite humano por difusão 
passiva  através do suprimento de sangue para os 
alvéolos no seio. 
• A presença no leite depende de alguns fatores, como: 
– Tamanho da molécula de droga 
– Disponibilidade oral/intestinal 
– Meia vida da droga 
– Solubilidade em gordura 
Brasil, 2015; Vitolo, 2014 
- Álcool e Tabaco: devem ser evitadas durante a amamentação. 
 
- Nutrizes tabagistas devem manter a amamentação, pois a suspensão da 
amamentação pode trazer riscos ainda maiores à saúde do lactente. 
- Nicotina: é transferida para o LH em proporção ao número de cigarros fumados  
irritabilidade. *****Pode inibir a prolactina***** 
USO DE DROGAS LÍCITAS 
 - Não há evidências que o consumo de álcool ↑ a lactação. 
Consumo deve ser  a 0,5g/Kg PA da nutriz. Accioly, 2012 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vitolo, 2014 
USO DE DROGAS LÍCITAS 
Aconselhe as mães que desejam beber álcool ocasional que o álcool é transferido 
facilmente para o leite humano. Recomendações da Academia Americana de 
Pediatria, da Organização Mundial de Saúde e outros aconselham que se espere 90 
a 120 minutos após a ingestão de álcool antes da amamentação, ou que expressem 
e descartem o leite dentro desse prazo. 
ABM Clinical Protocol #21: Guidelines for Breastfeeding and Substance Use or Substance Use Disorder, Revised 2015 
TABUS E MITOS 
1 - Cerveja preta, Canjica, Chá Mate com Leite aumentam a 
produção do LM. 
Vasconcelos et al, 2011. 
Tabus e Mitos 
2 - A alimentação da nutriz causa cólica no lactente. 
Alimentos mais citados por mães: alho, cebola, repolho, 
brócolis, chocolate, feijão. 
Tabus e Mitos 
Vasconcelos et al, 2011. 
Barbosa, 2013 
Tabus e Mitos 
- Vegetais crucíferos: REPOLHO, COUVE-FLOR, BRÓCOLIS E 
COUVE apresentam 2 substâncias derivadas da cisteína S-metil-
L-cisteína sulfóxido e a Sinigrina. 
- S-metil-L-cisteína sulfóxido: libera compostos voláteis de 
enxofre que podem passar para o leite materno. 
- Sinigrina: derivado do enxofre associado ao sabor 
característico desses vegetais. 
 
3 - O consumo excessivo de cafeína pode provocar insônia e 
irritabilidade no bebê. 
Accioly, 2012; Vitolo, 2014 
Tabus e Mitos 
4 - O uso de adoçantes é proibido durante a lactação. 
Barbosa, 2013 
Tabus e Mitos 
- Não existem dados conclusivos. 
- Uso reservado as nutrizes DM ou com obesidade grave. 
- Adoçantes permitidos = mesmos da gestação. 
- Acessulfame-K, Sucralose ou Stévia. 
 
5 - Criança que usa chupeta larga o peito. 
Guia Prático de Atualização: Uso de chupeta em crianças amamentadas: prós e contras - SBP 2017 
Tabus e Mitos 
- Resultados estudos controversos. 
- É possível afirmar que o uso de chupeta pode ser considerado um dos 
fatores de risco à manutenção da amamentação, passível de modificação. 
 
5 - Criança que usa chupeta larga o peito. 
Tabus e Mitos 
 
- Os profissionais de saúde devem fornecer informações claras e 
embasadas cientificamente sobre os prós e contras o uso de chupeta em 
crianças amamentadas, para que os pais façam suas próprias opções. 
Guia Prático de Atualização: Uso de chupeta em crianças amamentadas: prós e contras - 
SBP 2017 
CONFUSÃO DE 
BICOS 
APÓS SUGAR UM BICO ARTIFICIAL O BEBÊ PODE: 
 
• Ter dificuldades para fazer uma boa pega. 
 
• Fazer pressão negativa com as bochechas. 
 
• Confiar que o leite saia facilmente. 
 
• Colocar a língua na região posterior da boca. 
CONFUSÃO DE BICOS 
O bebê passa a sugar somente o mamilo, 
sem acessar os “reservatórios” de leite, 
deixando os mamilos doloridos e 
propensos a fissuras 
O bebê se frustra e passa 
a lutar contra o peito 
A mãe fica tensa, porque o bebê 
não está mamando e dificulta a 
produção e ejeção do leite 
Oferecer mamadeiras 
e chupetas 
Técnicas de 
Amamentação 
PEGA CORRETA 
Posição para amamentar e pega da mama: 
• O bebê deve estar virado para a mãe, bem junto 
de seu corpo, completamente apoiado e com os 
braços livres. 
• A cabeça do bebê deve ficar de frente para o 
peito e o nariz bem na frente do mamilo. 
• Só coloque o bebê para sugar quando ele abrir 
bem a boca. 
• Quando o bebê pega o peito, o queixo deve 
encostar na mama, os lábios ficam virados para 
fora e o nariz fica livre. 
• Ele deve abocanhar, além do mamilo, o máximo 
possível da parte escura da mama (aréola). 
• Cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o 
que deve ser respeitado. 
PEGA CORRETA 
POSIÇÕES 
COMO AMAMENTAR? 
https://www.youtube.com/watch?v=kB
EXkGnoHRg 
Dificuldades mais Comuns na 
Amamentação e seus Manejos 
BEBÊ QUE NÃO SUGA OU TEM SUCÇÃO 
FRACA 
Pode estar associada ao uso de bicos artificiais ou à presença de dor 
quando o bebê é posicionado para mamar. O manejo desses casos se 
restringe a acalmar a mãe e o bebê, suspender o uso de bicos e chupetas 
quando presentes e insistir nas mamadas por alguns minutos cada vez. 
Quando o bebê não estiver sugando ou a sucção é ineficaz, a mãe 
deve ser orientada a estimular a sua mama regularmente (no 
5x/dia) por meio de ordenha manual ou por bomba de sucção, 
garantindo a produção de leite. 
BEBÊ QUE NÃO SUGA OU TEM SUCÇÃO 
FRACA 
• O bebê pode ter dificuldade para sugar em uma das mamas, 
porque existe alguma diferença (mamilos, fluxo de leite, 
ingurgitamento) ou porque a mãe não consegue posicioná-lo 
adequadamente em um dos lados ou ele sente dor numa 
determinada posição. 
• A posição de “jogador de futebol americano” (bebê apoiado no 
braço do mesmo lado da mama a ser oferecida, mão da mãe 
apoiando a cabeça da criança, corpo da criança mantido na 
lateral, abaixo da axila). 
 
DEMORA NA ”DESCIDA DO LEITE” 
• Em algumas mulheres a “descida do leite” só ocorre alguns dias 
após o parto. 
• O profissional de saúde deve desenvolver confiança na mãe, 
orientar medidas de estimulação da mama, como sucção 
frequente do bebê e ordenha. 
Manejo: 
• Uso de um sistema de nutrição suplementar (translactação), que 
consiste em um recipiente (pode ser um copo ou uma xícara) 
contendo leite (de preferência leite humano pasteurizado), 
colocado entre as mamas da mãe e conectado ao mamilo por 
meio de uma sonda. 
MAMILOS PLANOS OU INVERTIDOS 
• Podem dificultar o início da 
amamentação, mas não 
necessariamente a impedem, pois o 
bebê faz o “bico” com a aréola. 
Manejo: 
• Promover a confiança e empoderar a 
mãe. 
• Ajudar a mãe a favorecer a pega do 
bebê. 
• Tentar diferentes posições para ver em 
qual delas a mãe e o bebê adaptam-se 
melhor. 
• Mostrar à mãe manobras que podem 
ajudar a aumentar o mamilo antes das 
mamadas, como simples estímulo 
(toque) do mamilo, compressas frias 
nos mamilos e sucção com bomba 
manual ou seringa. 
 
 
INGURGITAMENTO MAMÁRIO 
Há três componentes básicos: 
• congestão/aumento da vascularização da mama. 
• retenção de leite nos alvéolos. 
• edema decorrente da congestão e obstrução da drenagem do sistema 
linfático. 
Como resultado, há a compressão dos ductos lactíferos, o que dificulta ou 
impede a saída do leite dos alvéolos. Não havendo alívio, a produção do leite 
pode ser interrompida, com posterior reabsorção do leite represado. O leite 
acumulado na mama sob pressão torna-se mais viscoso, daí a origem do termo 
“leite empedrado”. 
INGURGITAMENTO MAMÁRIO 
• O ingurgitamento fisiológico é discreto e representa um sinal positivo de que
o leite está “descendo”, não sendo necessária qualquer intervenção. 
• O ingurgitamento patológico, a mama fica excessivamente distendida, o que 
causa grande desconforto, às vezes acompanhado de febre e mal-estar. 
Pode haver áreas difusas avermelhadas, edemaciadas e brilhantes. Os 
mamilos ficam achatados, dificultando a pega do bebê, e o leite muitas 
vezes não flui com facilidade. 
• Ocorre com mais frequência entre as primíparas, aproximadamente três a 
cinco dias após o parto. 
• Possíveis causas: leite em abundância, início tardio da amamentação, 
mamadas infrequentes, restrição da duração e frequência das mamadas e 
sucção ineficaz do bebê favorecem o aparecimento do ingurgitamento. 
INGURGITAMENTO MAMÁRIO 
Manejo: 
• Ordenha manual da aréola. 
• Mamadas frequentes (livre demanda). 
• Massagens delicadas das mamas, com movimentos circulares. 
• Uso de analgésicos sistêmicos/anti-inflamatórios. Ibuprofeno é considerado 
o mais efetivo. 
• Suporte para as mamas, com o uso ininterrupto de sutiã com alças largas e 
firmes. 
• Compressas frias. 
• Se o bebê não sugar, a mama deve ser ordenhada manualmente ou com 
bomba de sucção. 
 
 
 
DOR NOS MAMILOS/MAMILOS 
MACHUCADOS 
• É comum a mulher sentir dor discreta ou mesmo moderada nos mamilos no 
começo das mamadas, devido à forte sucção deles e da aréola. Essa dor 
pode ser considerada normal e não deve persistir além da primeira semana. 
• A causa mais comum se deve a lesões nos mamilos por posicionamento e 
pega inadequados. Outras causas incluem mamilos curtos, planos ou 
invertidos, disfunções orais na criança, freio de língua excessivamente curto, 
sucção não nutritiva prolongada, uso impróprio de bombas de extração de 
leite, não interrupção adequada da sucção da criança quando for necessário 
retirá-la do peito, uso de cremes e óleos que causam reações alérgicas nos 
mamilos, uso de protetores de mamilo (intermediários) e exposição 
prolongada a forros úmidos. 
 
DOR NOS MAMILOS/MAMILOS 
MACHUCADOS 
Trauma mamilar, traduzido por eritema, edema, fissuras, bolhas, “marcas” brancas, amarelas 
ou escuras, hematomas ou equimoses, é uma importante causa de desmame. 
Manejo: 
• Amamentação com técnica adequada. 
• Cuidados para que os mamilos se mantenham secos, expondo-os ao ar livre ou à luz solar e 
trocas frequentes dos forros. 
• Amamentação livre demanda. 
• Evitar ingurgitamento mamário. 
• Ordenha manual da aréola antes da mamada se ela estiver ingurgitada. 
• Introdução do dedo indicador ou mínimo pela comissura labial (canto) da boca do bebê. 
 
 
LESÃO MAMILAR POR MÁ PEGA 
• As lesões mamilares são muito 
dolorosas e, com frequência, são a 
porta de entrada para bactérias. 
Manejo: 
• Início da mamada pela mama menos 
afetada. 
• Ordenha de um pouco de leite antes 
da mamada. 
• Uso de diferentes posições para 
amamentar. 
• Uso de “conchas protetoras” entre as 
mamadas, eliminando o contato da 
área machucada com a roupa. 
• Analgésicos sistêmicos por via oral, se 
houver dor importante. 
MASTITE 
• É um processo inflamatório de um 
ou mais segmentos da mama (o 
mais comumente afetado é o 
quadrante superior esquerdo), 
geralmente unilateral, que pode 
progredir ou não para uma infecção 
bacteriana. Ela ocorre mais 
comumente na 2ª e 3ª semanas 
após o parto e raramente após a 
12ª semana. 
 
 
Manejo: 
• Esvaziamento adequado da mama: esse é o 
componente mais importante do tratamento da 
mastite. 
• Antibioticoterapia: indicada quando houver 
sintomas graves desde o início do quadro, 
fissura mamilar e ausência de melhora dos 
sintomas após 12-24 horas da remoção efetiva 
do leite acumulado. 
• Suporte emocional. 
• Outras medidas de suporte: repouso da mãe 
(de preferência no leito); analgésicos ou anti-
inflamatórios não-esteróides; líquidos 
abundantes; iniciar a amamentação na mama 
não afetada e usar sutiã bem firme. 
MASTITE 
BANCO DE LEITE HUMANO 
• O MS e a Fundação Oswaldo 
Cruz criaram a Rede 
Brasileira de Bancos de Leite 
Humano em 1998 com a 
missão de promover, proteger 
e apoiar o aleitamento 
materno, coletar e distribuir 
leite humano com qualidade 
certificada e contribuir para a 
diminuição da mortalidade 
infantil. 
BANCO DE LEITE HUMANO 
• Os BLH e os Postos de Coleta de 
Leite Humano têm a missão de 
promover, proteger e apoiar o 
aleitamento materno. 
• Fazem a coleta, o processamento e 
a distribuição do leite humano. 
• São responsáveis pela seleção, 
pela classificação, pelo 
processamento, pelo controle de 
qualidade e pela distribuição do 
leite humano pasteurizado, visando 
à redução da mortalidade infantil e 
à melhoria da qualidade de vida da 
população. 
Além de coletar, processar e distribuir leite humano a bebês 
prematuros e de baixo peso, os BLHS realizam atendimento de 
orientação e apoio à amamentação. 
RESPONSABILIDA
DE DO BANCO DE 
LEITE HUMANO 
Promoção do aleitamento materno. 
Execução das atividades de coleta, 
processamento e controle de qualidade do 
leite produzido nos primeiros dias após o 
parto, leite de transição e leite humano 
maduro para posterior distribuição. 
BANCO DE LEITE HUMANO 
O Brasil possui a maior e mais complexa Rede 
de Bancos de Leite Humano do mundo. Segundo 
a OMS é modelo para a cooperação 
internacional em mais de 20 países das 
Américas, Europa e África. 
REDE DE BANCO DE LEITE HUMANO 
BRASIL 
https://www.youtube.com/watch?v=-vtBsHsry-
0 
BLH - 233 
Postos de Coleta - 
246

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