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Aleitamento Materno Unidade Curricular Nutrição, Saúde e Doença nas Fases da Vida Prof. Dr. Francisco Stefani Amaro DEFINIÇÃO • É um processo que envolve interação profunda entre mãe e filho, com repercussões no estado nutricional da criança, em sua habilidade de se defender de infecções, em sua fisiologia e no seu desenvolvimento cognitivo e emocional. Ministério da Saúde BENEFÍCIOS PARA A SOCIEDADE • O leite materno é uma fonte sustentável de alimento, pois não gera poluição e não demanda energia, água ou combustível para sua produção, armazenamento e transporte, diferentemente dos substitutos do leite materno. • Ajuda a reduzir os custos do sistema de saúde, minimizando o tratamento de doenças na infância e em outras fases da vida. Contribui para a melhoria da nutrição, educação e saúde da sociedade. BENEFÍCIOS PARA A MULHER • Reduz os riscos de hemorragia no pós-parto e diminui as chances de desenvolver câncer de mama, ovários e colo do útero no futuro. Além disso, fortalece o vínculo entre mãe e filho. BENEFÍCIOS PARA O BEBÊ • Protege contra diarreias, infecções respiratórias e alergias. • Diminui o risco de hipertensão, colesterol alto e diabetes, além de reduzir a chance de desenvolver obesidade. • Crianças amamentadas no peito são mais inteligentes, há evidências de que o aleitamento materno contribui para o desenvolvimento cognitivo. DURANTE A GESTAÇÃO... COMO SE PREPARAR? • Preparo dos seios para a amamentação Rede Brasileira de Bancos de Leite ANATOMIA DA MAMA NOVAS TÉCNICAS DE IMAGEM DEMONSTRAM: • Ductos de leite: média 9; faixa 4-18. • Ductos de leite se ramificam mais próximos ao mamilo. • O tecido glandular encontra-se mais próximo do mamilo: 65% de tecido glandular dentro do raio de 30mm da base. • Os ductos do leite são pequenos e não apresentam seios lactíferos (porção dilatada abaixo do mamilo) - apenas se dilatam com o reflexo de ejeção do leite. • Os ductos de leite não armazenam grandes quantidades de leite. Mark J. Gooding. et. al. J Ultrasound Med 2010; 29:95–103 UNIDADES BÁSICAS DE GLÂNDULA MAMÁRIA MADURA ALVÉOLOS • Onde o leite materno é produzido, armazenado e liberado. • Forrado com lactócitos (células epiteliais secretoras) que secretam leite. • Cada aglomerado de células é cercado por uma unidade contrátil de células mioepiteliais responsável por espremer leite em ductos. • A rede capilar fornece nutrientes, hormônios e substratos aos lactócitos necessário para a síntese do leite materno. Lactócito Alvéolo Lúmen Membrana basal International Breastfeeding Center UNIDADES BÁSICAS DE GLÂNDULA MAMÁRIA MADURA DUCTOS DE LEITE • Levam o leite ao mamilo (transição da glândula para o mamilo). • Não participa ativamente da secreção ou modificação do leite. • Também possui camada interna de epitélio. • Também tem camada de células mioepiteliais contráteis no lado de fora (formato diferente do alvéolo). • A forma pode variar de acordo com a quantidade de leite presente. International Breastfeeding Center O Processo de Lactação é dinâmico, e por isso é necessário que os reflexos de produção do leite (prolactina) e de ejeção (ocitocina) ocorram de maneira simultânea e harmônica. Vitolo, 2014 HORMÔNIOS DA LACTAÇÃO REFLEXO DA PROLACTINA • Maior concentração ocorre no pós parto imediato e declina progressivamente. • Em resposta à sucção do bebê, a prolactina é secretada pela hipófise anterior e chega no seu pico de concentração no sangue 45 minutos após o início da sucção. Os níveis pré- mamada retornam 3h após o início da sucção. OCITOCINA • Secretada pela hipófise posterior. • Estimula a contração das células mioepiteliais. • Ejeção do leite. Ato de amamentar não é um processo inteiramente instintivo, sendo parcialmente baseado no comportamento aprendido. Primeiras semanas podem existir dificuldades. Orientação profissional de saúde. Prática ao ALM. Vasconcellos et al, 2011 ACONSELHAMENTO NA AMAMENTAÇÃO • Efetivo: linguagem simples, evitar excesso de informações, aceitar opiniões da mãe, elogiar. - A prática requer aprendizado: • Vasconcellos et al, 2011 COMPOSIÇÃO DO LEITE MATERNO • O leite humano possui: - Composição nutricional balanceada - Fatores antimicrobianos - Agentes anti-inflamatórios - Enzimas digestivas - Hormônios - Fatores de crescimento N.J. Andreas et al/Early Human Development 91 (2015) 629–635 Além da IgA, o leite materno contém outros fatores de proteção, tais como anticorpos IgM e IgG, macrófagos, neutrófilos, linfócitos B e T, lactoferrina, lisosima e fator bífido. O volume de leite produzido na lactação já estabelecida varia de acordo com a demanda da criança. Em média, é de 800 mL por dia na amamentação exclusiva. Giugliani, 2012 VOLUME DE LH - Grande parte do leite de uma mamada é produzida enquanto a criança mama, sob estímulo da prolactina. - Em geral uma nutriz é capaz de produzir mais leite do que a quantidade necessária para o seu bebê. Brasil, 2015 VOLUME DE LH • Nutrizes de nível socioeconômico privilegiado: 600-900ml/dia • Nutrizes de baixo nível socioeconômico: 400-700ml/dia (1º semestre lactação) 300-500ml/dia (2º semestre lactação) 300-500ml/dia (2º ano de lactação) Giugliani, 2012 ORIENTAR: adequar a quantidade e qualidade de alimentos ingeridos aumentar o número de mamadas - evitar o desmame precoce QUADRO COMPARATIVO: COMPOSIÇÃO DO LEITE COLOSTRO • Primeiro produto da secreção láctea da nutriz. • Excretado até o 7º dia pós-parto. • O colostro é dramaticamente diferente do leite materno maduro em termos de suas propriedades bioativas, contendo altas concentrações de imunoglobulina secretora. • Estas qualidades sugerem que o papel principal do colostro não é nutricional, mas imunológico, protegendo o bebê quando ele sai do ambiente relativamente estéril do útero, para ser exposto a muitos patógenos ambientais. N.J. Andreas et al/Early Human Development 91 (2015) 629–635 LEITE DE TRANSIÇÃO • É produzido no período intermediário entre o colostro e o leite maduro, ou seja, entre o 7º e 14º dia após o parto. Vasconcellos et al, 2011 LEITE MADURO • Produzido aproximadamente a partir do 15º dia após o parto. Vasconcellos et al, 2011 INFLUÊNCIAS NA COMPOSIÇÃO DO LEITE MATERNO CONCLUINDO... • As características do leite maduro podem variar entre mães, entre as mamas, entre as mamadas e até na mesma mamada. N.J. Andreas et al/Early Human Development 91 (2015) 629–635 INFLUÊNCIAS NA COMPOSIÇÃO DO LEITE MATERNO Há um aumento gradual no teor de gordura desde o início da mamada, conhecido como leite anterior, até o final de uma mamada, conhecido como leite posterior, enquanto a lactose mostra uma correlação inversa com a mudança no teor de gordura. ASPECTOS NUTRICIONAIS DO LEITE MATERNO Sabor - Cheiro • Afetado pelo que a mãe come. • A variação de sabor pode ajudar o bebê a se acostumar com os sabores dos alimentos da família e facilitar a transição para esses alimentos após os 6 meses de idade. • Fórmulas artificiais: têm o mesmo sabor em todas as mamadas e durante todo o período da mamada. CAFEÍNA - Cafeína NÃO É CONTRA-INDICADA. - Quantidade: não ultrapassar 3 xícaras de 100mL/dia. - O pico de cafeína no LH ocorre cerca de 1h após a ingestão e equivale a menos de 1% da dose ingerida. - Excesso: Vitolo, 2014 CAFEÍNA Fontes alimentares comuns de cafeína incluem o seguinte: • Café • Sodas • Bebidas energéticas • Chá • Chocolate • CHIMARRÃO! ALIMENTAÇÃO DA NUTRIZ X CÓLICA CÓLICA • Definição: crianças com choro contínuo por 3h ou + por dia, por 3 ou 4 dias na semana por pelo menos 3 semanas. • Resposta adaptativa do lactente e de condições ambientais. • Geralmente, desaparecem por volta do 3º mês (aparece na 2ª - 3ª semana). Vitolo, 2014 ALIMENTAÇÃO DA NUTRIZ X CÓLICA • Como regra geral, as mulheres que amamentam não necessitam evitar determinados alimentos. • Entretanto, se elas perceberem algum efeito na criança de algum componente de sua dieta, pode-se indicar a prova terapêutica: retirar o alimento da dieta por algum tempo e reintroduzi-lo, observando atentamente a reação da criança. DROGAS X ALEITAMENTO MATERNO • Medicamentos entram no leite humano por difusão passiva através do suprimento de sangue para os alvéolos no seio. • A presença no leite depende de alguns fatores, como: – Tamanho da molécula de droga – Disponibilidade oral/intestinal – Meia vida da droga – Solubilidade em gordura Brasil, 2015; Vitolo, 2014 - Álcool e Tabaco: devem ser evitadas durante a amamentação. - Nutrizes tabagistas devem manter a amamentação, pois a suspensão da amamentação pode trazer riscos ainda maiores à saúde do lactente. - Nicotina: é transferida para o LH em proporção ao número de cigarros fumados irritabilidade. *****Pode inibir a prolactina***** USO DE DROGAS LÍCITAS - Não há evidências que o consumo de álcool ↑ a lactação. Consumo deve ser a 0,5g/Kg PA da nutriz. Accioly, 2012 Vitolo, 2014 USO DE DROGAS LÍCITAS Aconselhe as mães que desejam beber álcool ocasional que o álcool é transferido facilmente para o leite humano. Recomendações da Academia Americana de Pediatria, da Organização Mundial de Saúde e outros aconselham que se espere 90 a 120 minutos após a ingestão de álcool antes da amamentação, ou que expressem e descartem o leite dentro desse prazo. ABM Clinical Protocol #21: Guidelines for Breastfeeding and Substance Use or Substance Use Disorder, Revised 2015 TABUS E MITOS 1 - Cerveja preta, Canjica, Chá Mate com Leite aumentam a produção do LM. Vasconcelos et al, 2011. Tabus e Mitos 2 - A alimentação da nutriz causa cólica no lactente. Alimentos mais citados por mães: alho, cebola, repolho, brócolis, chocolate, feijão. Tabus e Mitos Vasconcelos et al, 2011. Barbosa, 2013 Tabus e Mitos - Vegetais crucíferos: REPOLHO, COUVE-FLOR, BRÓCOLIS E COUVE apresentam 2 substâncias derivadas da cisteína S-metil- L-cisteína sulfóxido e a Sinigrina. - S-metil-L-cisteína sulfóxido: libera compostos voláteis de enxofre que podem passar para o leite materno. - Sinigrina: derivado do enxofre associado ao sabor característico desses vegetais. 3 - O consumo excessivo de cafeína pode provocar insônia e irritabilidade no bebê. Accioly, 2012; Vitolo, 2014 Tabus e Mitos 4 - O uso de adoçantes é proibido durante a lactação. Barbosa, 2013 Tabus e Mitos - Não existem dados conclusivos. - Uso reservado as nutrizes DM ou com obesidade grave. - Adoçantes permitidos = mesmos da gestação. - Acessulfame-K, Sucralose ou Stévia. 5 - Criança que usa chupeta larga o peito. Guia Prático de Atualização: Uso de chupeta em crianças amamentadas: prós e contras - SBP 2017 Tabus e Mitos - Resultados estudos controversos. - É possível afirmar que o uso de chupeta pode ser considerado um dos fatores de risco à manutenção da amamentação, passível de modificação. 5 - Criança que usa chupeta larga o peito. Tabus e Mitos - Os profissionais de saúde devem fornecer informações claras e embasadas cientificamente sobre os prós e contras o uso de chupeta em crianças amamentadas, para que os pais façam suas próprias opções. Guia Prático de Atualização: Uso de chupeta em crianças amamentadas: prós e contras - SBP 2017 CONFUSÃO DE BICOS APÓS SUGAR UM BICO ARTIFICIAL O BEBÊ PODE: • Ter dificuldades para fazer uma boa pega. • Fazer pressão negativa com as bochechas. • Confiar que o leite saia facilmente. • Colocar a língua na região posterior da boca. CONFUSÃO DE BICOS O bebê passa a sugar somente o mamilo, sem acessar os “reservatórios” de leite, deixando os mamilos doloridos e propensos a fissuras O bebê se frustra e passa a lutar contra o peito A mãe fica tensa, porque o bebê não está mamando e dificulta a produção e ejeção do leite Oferecer mamadeiras e chupetas Técnicas de Amamentação PEGA CORRETA Posição para amamentar e pega da mama: • O bebê deve estar virado para a mãe, bem junto de seu corpo, completamente apoiado e com os braços livres. • A cabeça do bebê deve ficar de frente para o peito e o nariz bem na frente do mamilo. • Só coloque o bebê para sugar quando ele abrir bem a boca. • Quando o bebê pega o peito, o queixo deve encostar na mama, os lábios ficam virados para fora e o nariz fica livre. • Ele deve abocanhar, além do mamilo, o máximo possível da parte escura da mama (aréola). • Cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o que deve ser respeitado. PEGA CORRETA POSIÇÕES COMO AMAMENTAR? https://www.youtube.com/watch?v=kB EXkGnoHRg Dificuldades mais Comuns na Amamentação e seus Manejos BEBÊ QUE NÃO SUGA OU TEM SUCÇÃO FRACA Pode estar associada ao uso de bicos artificiais ou à presença de dor quando o bebê é posicionado para mamar. O manejo desses casos se restringe a acalmar a mãe e o bebê, suspender o uso de bicos e chupetas quando presentes e insistir nas mamadas por alguns minutos cada vez. Quando o bebê não estiver sugando ou a sucção é ineficaz, a mãe deve ser orientada a estimular a sua mama regularmente (no 5x/dia) por meio de ordenha manual ou por bomba de sucção, garantindo a produção de leite. BEBÊ QUE NÃO SUGA OU TEM SUCÇÃO FRACA • O bebê pode ter dificuldade para sugar em uma das mamas, porque existe alguma diferença (mamilos, fluxo de leite, ingurgitamento) ou porque a mãe não consegue posicioná-lo adequadamente em um dos lados ou ele sente dor numa determinada posição. • A posição de “jogador de futebol americano” (bebê apoiado no braço do mesmo lado da mama a ser oferecida, mão da mãe apoiando a cabeça da criança, corpo da criança mantido na lateral, abaixo da axila). DEMORA NA ”DESCIDA DO LEITE” • Em algumas mulheres a “descida do leite” só ocorre alguns dias após o parto. • O profissional de saúde deve desenvolver confiança na mãe, orientar medidas de estimulação da mama, como sucção frequente do bebê e ordenha. Manejo: • Uso de um sistema de nutrição suplementar (translactação), que consiste em um recipiente (pode ser um copo ou uma xícara) contendo leite (de preferência leite humano pasteurizado), colocado entre as mamas da mãe e conectado ao mamilo por meio de uma sonda. MAMILOS PLANOS OU INVERTIDOS • Podem dificultar o início da amamentação, mas não necessariamente a impedem, pois o bebê faz o “bico” com a aréola. Manejo: • Promover a confiança e empoderar a mãe. • Ajudar a mãe a favorecer a pega do bebê. • Tentar diferentes posições para ver em qual delas a mãe e o bebê adaptam-se melhor. • Mostrar à mãe manobras que podem ajudar a aumentar o mamilo antes das mamadas, como simples estímulo (toque) do mamilo, compressas frias nos mamilos e sucção com bomba manual ou seringa. INGURGITAMENTO MAMÁRIO Há três componentes básicos: • congestão/aumento da vascularização da mama. • retenção de leite nos alvéolos. • edema decorrente da congestão e obstrução da drenagem do sistema linfático. Como resultado, há a compressão dos ductos lactíferos, o que dificulta ou impede a saída do leite dos alvéolos. Não havendo alívio, a produção do leite pode ser interrompida, com posterior reabsorção do leite represado. O leite acumulado na mama sob pressão torna-se mais viscoso, daí a origem do termo “leite empedrado”. INGURGITAMENTO MAMÁRIO • O ingurgitamento fisiológico é discreto e representa um sinal positivo de que o leite está “descendo”, não sendo necessária qualquer intervenção. • O ingurgitamento patológico, a mama fica excessivamente distendida, o que causa grande desconforto, às vezes acompanhado de febre e mal-estar. Pode haver áreas difusas avermelhadas, edemaciadas e brilhantes. Os mamilos ficam achatados, dificultando a pega do bebê, e o leite muitas vezes não flui com facilidade. • Ocorre com mais frequência entre as primíparas, aproximadamente três a cinco dias após o parto. • Possíveis causas: leite em abundância, início tardio da amamentação, mamadas infrequentes, restrição da duração e frequência das mamadas e sucção ineficaz do bebê favorecem o aparecimento do ingurgitamento. INGURGITAMENTO MAMÁRIO Manejo: • Ordenha manual da aréola. • Mamadas frequentes (livre demanda). • Massagens delicadas das mamas, com movimentos circulares. • Uso de analgésicos sistêmicos/anti-inflamatórios. Ibuprofeno é considerado o mais efetivo. • Suporte para as mamas, com o uso ininterrupto de sutiã com alças largas e firmes. • Compressas frias. • Se o bebê não sugar, a mama deve ser ordenhada manualmente ou com bomba de sucção. DOR NOS MAMILOS/MAMILOS MACHUCADOS • É comum a mulher sentir dor discreta ou mesmo moderada nos mamilos no começo das mamadas, devido à forte sucção deles e da aréola. Essa dor pode ser considerada normal e não deve persistir além da primeira semana. • A causa mais comum se deve a lesões nos mamilos por posicionamento e pega inadequados. Outras causas incluem mamilos curtos, planos ou invertidos, disfunções orais na criança, freio de língua excessivamente curto, sucção não nutritiva prolongada, uso impróprio de bombas de extração de leite, não interrupção adequada da sucção da criança quando for necessário retirá-la do peito, uso de cremes e óleos que causam reações alérgicas nos mamilos, uso de protetores de mamilo (intermediários) e exposição prolongada a forros úmidos. DOR NOS MAMILOS/MAMILOS MACHUCADOS Trauma mamilar, traduzido por eritema, edema, fissuras, bolhas, “marcas” brancas, amarelas ou escuras, hematomas ou equimoses, é uma importante causa de desmame. Manejo: • Amamentação com técnica adequada. • Cuidados para que os mamilos se mantenham secos, expondo-os ao ar livre ou à luz solar e trocas frequentes dos forros. • Amamentação livre demanda. • Evitar ingurgitamento mamário. • Ordenha manual da aréola antes da mamada se ela estiver ingurgitada. • Introdução do dedo indicador ou mínimo pela comissura labial (canto) da boca do bebê. LESÃO MAMILAR POR MÁ PEGA • As lesões mamilares são muito dolorosas e, com frequência, são a porta de entrada para bactérias. Manejo: • Início da mamada pela mama menos afetada. • Ordenha de um pouco de leite antes da mamada. • Uso de diferentes posições para amamentar. • Uso de “conchas protetoras” entre as mamadas, eliminando o contato da área machucada com a roupa. • Analgésicos sistêmicos por via oral, se houver dor importante. MASTITE • É um processo inflamatório de um ou mais segmentos da mama (o mais comumente afetado é o quadrante superior esquerdo), geralmente unilateral, que pode progredir ou não para uma infecção bacteriana. Ela ocorre mais comumente na 2ª e 3ª semanas após o parto e raramente após a 12ª semana. Manejo: • Esvaziamento adequado da mama: esse é o componente mais importante do tratamento da mastite. • Antibioticoterapia: indicada quando houver sintomas graves desde o início do quadro, fissura mamilar e ausência de melhora dos sintomas após 12-24 horas da remoção efetiva do leite acumulado. • Suporte emocional. • Outras medidas de suporte: repouso da mãe (de preferência no leito); analgésicos ou anti- inflamatórios não-esteróides; líquidos abundantes; iniciar a amamentação na mama não afetada e usar sutiã bem firme. MASTITE BANCO DE LEITE HUMANO • O MS e a Fundação Oswaldo Cruz criaram a Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano em 1998 com a missão de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno, coletar e distribuir leite humano com qualidade certificada e contribuir para a diminuição da mortalidade infantil. BANCO DE LEITE HUMANO • Os BLH e os Postos de Coleta de Leite Humano têm a missão de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno. • Fazem a coleta, o processamento e a distribuição do leite humano. • São responsáveis pela seleção, pela classificação, pelo processamento, pelo controle de qualidade e pela distribuição do leite humano pasteurizado, visando à redução da mortalidade infantil e à melhoria da qualidade de vida da população. Além de coletar, processar e distribuir leite humano a bebês prematuros e de baixo peso, os BLHS realizam atendimento de orientação e apoio à amamentação. RESPONSABILIDA DE DO BANCO DE LEITE HUMANO Promoção do aleitamento materno. Execução das atividades de coleta, processamento e controle de qualidade do leite produzido nos primeiros dias após o parto, leite de transição e leite humano maduro para posterior distribuição. BANCO DE LEITE HUMANO O Brasil possui a maior e mais complexa Rede de Bancos de Leite Humano do mundo. Segundo a OMS é modelo para a cooperação internacional em mais de 20 países das Américas, Europa e África. REDE DE BANCO DE LEITE HUMANO BRASIL https://www.youtube.com/watch?v=-vtBsHsry- 0 BLH - 233 Postos de Coleta - 246