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TUMORES BENIGNOS E MALIGNOS DO ESÔFAGO PRINCIPAIS TUMORES BENIGNOS DO ESÔFAGO ● Leiomioma ● Papiloma ● Adenoma ● Fibroma LEIOMIOMA ● É um tumor benigno que se forma a partir de tecido muscular liso. PAPILOMA ● Se origina do epitélio, caracterizado pelo crescimento em forma de projeções digitiformes (semelhantes a verrugas). ADENOMAS ● Se desenvolvem em glândulas, tecidos epiteliais. FIBROMA ● É um crescimento benigno de tecido conjuntivo ou fibroso, semelhante a um tumor; PRINCIPAIS TUMORES MALIGNOS DO ESÔFAGO ● Carcinoma espinocelular ( células escamosas); ● Adenocarcinoma; ● Tumor estromal GTI. CARCINOMA ESPINOCELULAR ● Mais comum no terço medio do esofago; ● Origina-se no epitélio escamoso do esôfago e está associado ao tabagismo e álcool; ● O carcinoma espinocelular é o mais comum dos tumores malignos do esôfago, afetando os homens com mais frequência do que as mulheres, com idade média de 60 anos. ● O tabagismo e o etilismo são os principais fatores associados a esse tipo de neoplasia; ● Disfagia progressiva certamente é a queixa mais comum dos pacientes com câncer de esôfago. A disfagia começa com a ingestão de alimentos volumosos, depois de alimentos macios e, finalmente, líquidos. Infelizmente, a disfagia é um sintoma tardio da doença. Emagrecimento involuntário, anorexia, fadiga e dor ao deglutir também são queixas que podem ocorrer; ● O tecido epitelial do esôfago é do tipo pavimentoso/ escamoso estratificado não queratinizado; ● Aqui o epitélio se transforma em colunar especializado com células caliciformes( ).forma de barril ou circulares com tonalidade citoplasmática azulada ADENOCARCINOMA ● O adenocarcinoma do esôfago é um tipo de câncer que se desenvolve nas células glandulares do esôfago, que produzem muco; ● Origina-se de metaplasia intestinal (esôfago de Barrett), com forte relação com doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e obesidade; ● Mais comum na parte inferior do esôfago, associado a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE); ● O adenocarcinoma de esôfago geralmente surge em um fundo de esôfago de Barrett e DRGE de longa data. PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DE UM CÂNCER ESOFÁGICO ● Invasivo; ● metastático; ● rápida crescimento; ● aspecto irregular. EPIDEMIOLOGIA MUNDO ● 8° câncer mais comum do mundo; ● 6° maior causa de morte por câncer mundial; ● 82% dos casos de câncer espinocelular ocorrem na raça negra; ● A maior incidência é nos idosos; EPIDEMIOLOGIA BRASIL ● 6° tumor mais frequente entre homens; ● 13° mais frequente em mulheres; ● 96% são do tipo espinocelular; FATORES DE RISCO ● Tabagismo; ● Consumo excessivo de álcool; ● Dieta inadequada; ● DRGE. FISIOPATOLOGIA ● Células saudáveis começam a se proliferar de maneira anormal. ● Fatores de risco + mutações genéticas → desregulação do ciclo celular → evasão da apoptose → angiogênese e invasão tecidual. MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS ● Disfagia (dificuldade ao engolir); ● Dor ao engolir (sensação de queimação ou dor durante a deglutição); ● Perda de peso involuntária; ● Tosse crônica ( tosse frequente principalmente após a ingesta alimentar). DIAGNÓSTICO ● Endoscopia alta- visualização direta; ● Biópsia- confirmação histológica do tumor; ● Estudo de imagem- avaliação da extensão do tumor; ● Hemograma- para verificar a existência de anemia. EXAMES DIAGNÓSTICOS ● Endoscopia digestiva alta (EDA)- permite visualizar o tumor no esôfago; ● Biópsia- para análise histopatológica; ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE ESÔFAGO Sistema TNM ● Sistema de classificação que avalia: ● T (extensão do tumor primário); ● N (comprometimento de linfonodos); ● M (presença de metástases à distância). ● T (Tumor) – Profundidade da invasão; ● N (Linfonodos) – Presença de linfonodos acometidos; ● M (Metástase) – Disseminação para outros órgãos. Estágio I ● Tumor inicial limitado à mucosa (T1a) ou submucosa (T1b), sem comprometimento linfonodal (N0) ou metástases (M0); ● Prognóstico mais favorável. Estágio II ● Tumor que invade a muscular própria (T2) ou adventícia (T3), com possível envolvimento de 1-2 linfonodos regionais (N1); ● Sem metástases distantes (M0). Estágio III ● Tumor localmente avançado com invasão de estruturas adjacentes (T4) e/ou comprometimento de 3-6 linfonodos regionais (N2) ou mais de 7 linfonodos (N3); ● Sem metástases (M0). Estágio IV ● Presença de metástases à distância (M1), independente do tamanho do tumor ou comprometimento linfonodal; ● Prognóstico mais reservado. TRATAMENTO ● Cirurgia Principal opção de tratamento para o câncer de esôfago em estágios iniciais (cT1-T2 cN0 M0. ● Quimioterapia Frequentemente usada para reduzir o tumor antes da cirurgia ou para tratar o câncer que se espalhou. ● Radioterapia Pode ser usada antes ou depois da cirurgia ou como tratamento único. ● Terapias- alvo Medicamentos que se direcionam a proteínas específicas que ajudam as células cancerosas a crescer. ● Imunoterapia Usa o próprio sistema imunológico do corpo para combater o câncer.