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São Luís 
2018 
 
Suellen Linares Lima 
Prof. Adriano Mota Loyola 
Profa. Meire Coelho Ferreira 
Profa. Letícia Gonçalves Machado 
 
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO
 DOUTORADO EM ODONTOLOGIA
DISCIPLINA: MÉTODOS 
DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS 
PREVALENTES
Métodos Convencionais e 
Atuais de Diagnóstico na 
Endodontia 
São Lís 
2018 
1. Diagnóstico 
2. Métodos diagnósticos na endodontia 
3. Exame Subjetivo 
4. Exame Objetivo 
5. Exames Complementares 
5.1 Exame Radiográfico 
5.2 Exame Tomográfico 
5.3 Exame Hematológico 
5.4 Biópsia 
5.5 Rastreamento de fístula 
6. Testes Clínicos Pulpares 
6.1 Teste a frio 
6.2 Teste com calor 
6.3 Teste de anestesia 
6.4 Teste da cavidade 
6.5 Teste elétrico pulpar 
6.6 Oximetria de pulso 
6.7 Fluxometria laser doppler 
7. Testes para identificação de fraturas 
8. Conclusão 
9. Referências 
Diagnóstico
Informações sobre os sinais e 
sintomas das doenças. 
Identificação dos sinais e sintomas 
Interpretação 
Tabulação 
FIGUEIREDO, 2002 
Diagnóstico é a etapa das atividades 
clínicas que o profissional busca obter 
informações sobre os sinais e sintomas 
das doenças. É neste momento que se 
identifica quais são esses sinais e 
sintomas, anota e tenta interpretá-los. 
ü  Anamnese 
ü  Exame Clínico 
ü  Testes Pulpares 
ü  Ex. Radiográficos 
ü  Tomografia Computadorizada 
ü  Microscópio Odontológico 
ü  Oximetria de pulso 
ü  Fluxometria 
ü  Corantes 
 
Na Endodontia, ao longo dos últimos 
anos, alguns avanços tecnológicos vieram 
para facilitar a vida do profissional e 
colaborar para o melhor diagnóstico e 
prognóstico do caso. 
Abaixo, seguem os métodos de 
diagnóstico que podem auxiliar o 
profissional: 
 
É através do diagnóstico que se 
consegue respeitar a pirâmide de 
tratamento na Endodontia, aumentando 
assim as chances de SUCESSO do 
caso. 
ANAMNESE 
(EXAME 
SUBJETIVO) 
EXAME 
CLÍNICO 
(EXAME 
OBJETIVO) 
EXAMES 
COMPLEMENTARES 
Para o correto diagnóstico é necessário 
uma abordagem sistemática do paciente, 
incluindo a anamnese, o exame fisico e os 
exames complementares (radiográficos). A 
interpretacão e o cruzamento das 
informações coletadas em cada uma das 
três etapas possibilitarão o fechamento do 
diagnóstico com consequente elaboração 
do plano de tratamento. 
Na Endodontia é possível termos 
diagnósticos pulpares e periapicais. 
Diagnósticos
POLPA!
Alterações pulpares: 
 
ü  Pulpite reversível 
ü  Pulpite irreversível 
ü  P ó l i p o p u l p a r / 
P u l p i t e c r ô n i c a 
hiperplásica 
ü  Necrose pulpar 
LOPES E SIQUEIRA, 2015 
Diagnósticos
PERIÁPICE!
Alterações periapicais: 
 
ü  Periodontite Apical Traumática 
ü  Periodontite Apical Aguda/Crônica 
ü  Abscesso Apical Agudo/Crônico 
ü  Osteíte Condensante. 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
Exame subjetivo:
Anamnese 
 A anamneses constitui um passo 
fundamental para o estabelecimento do 
diagnóstico. É nesse momento que o 
profissional deve questionar e ouvir o 
pac ien te , p res ta r a tencão nas 
informacões prestadas, pois somente 
pelo intermédio da anamnese será 
possível ident i f icar os s intomas 
referidos pelo paciente. 
 As anotações devem ser feitas de 
forma sucinta para que não se 
interrompa o fluxo dessa relação inicial 
profissional/paciente. 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
Resumindo
Google imagens 
ü  Identificação; 
ü  História médica e condições básicas de 
saúde (doenças, medicamentos, 
antecedentes, alergias); 
ü  História dental: 
-  Queixa principal; 
-  História pregressa; 
-  História atual. 
QUEIXA PRINCIPAL 
Essa etapa é fundamental para que o 
paciente relate com suas palavras o motivo 
pelo qual esta ali. As perguntas buscarão 
esclarecer sobretudo aspectos relativos a 
dor. 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
INTENSIDADE – leve, moderada, 
intensa!
 !
LOCALIZAÇÃO – localizada ou difusa !
!
FREQUÊNCIA – intermitente, contínua !
!
DURAÇÃO- segundos, minutos, horas!
!
ESTÍMULO – provocada, espontânea !
!
Exame objetivo:
Ex. Clínico
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
No momento em que o paciente chega 
ao consultório, deve ser iniciado a 
inspeção visual dos gestos e expressão 
facial, pois isso demonstra se o paciente 
está acometido de dor intensa ou não. 
Nessa fase é poss i ve l adqu i r i r 
informacões importantes da saúde geral 
do paciente. 
 
PALPAÇÃO 
LOPES E SIQUEIRA, 2015 
Com a ponta do dedo, apalpar a região 
d a f a c e q u e s e r á e x a m i n a d a , 
bilateralmente 
Na palpação apical deve-se tatear a 
região apical do elemento dental, 
delicadamente com a ponta do dedo 
indicador, verificando se há alguma 
resposta dolorosa ou mesmo alterações 
patológicas de forma. 
PALPAÇÃO 
LOPES E SIQUEIRA, 2015 
Dentre as possíveis alterações apicais: 
edema periapical mole à palpação 
(necrose, abscessos); aumento de 
v o l u m e a p i c a l e n d u r e c i d o d e 
sensibilidade leve, parecido com apertar 
uma bo l inha de tên is de mesa 
característico de lesão cística e perda 
contínua da integridade óssea, podendo 
ser acompanhada de uma ligeira 
depressão óssea, são características de 
lesões compatíveis com cistos e 
granulomas: lesões que rompem a 
cortical óssea. 
INSPEÇÃO BUCAL 
LOPES E SIQUEIRA, 2015 
É o exame de toda a cavidade bucal, 
desde as alterações de cor da coroa, 
estado das restaurações, exposição 
pulpar, a presença ou ausência de 
lesões cariosas. 
NAO DEVENDO SÓ SE ATER AS 
ESTRUTURAS DURAS, DEVE-SE 
OBSERVAR TAMBÉM AS DEMAIS 
ESTRUTURAS BUCAIS, procurando a 
presenca de tumefações, fístulas, exame 
da língua, pois essa é a oportunidade do 
profissional identificar doenças bucais 
em estágio inicial. Os dados devem ser 
registrados na ficha clínica do paciente e 
a ele informado. 
INSPEÇÃO BUCAL 
GOOGLE IMAGENS 
Fístula na região superior. 
Dente com restauração de 
amálgama fraturada. 
INSPEÇÃO BUCAL 
GOOGLE IMAGENS 
Dente anterior tratado endodonticamente e com coroa escurecida 
Lesão ulcerada na parte inferior da língua 
PERCUSSÃO HORIZONTAL 
E VERTICAL 
LOPES E SIQUEIRA, 2015 
De forma delicada com o dedo indicador, 
dê leves toques de forma vertical e 
horizontal na coroa do dente. 
Caso a resposta seja negativa pode 
fazer uso do cabo do espelho, pois em 
processos patológicos somente a 
pressão do dedo é suficiente para 
propagar sensibilidade dolorosa. 
PERCUSSÃO HORIZONTAL 
E VERTICAL 
Vertical Positiva = dor de 
origem endodôntica !
Horizontal positiva = dor de 
origem periodontal!
MOBILIDADE DENTÁRIA 
LOPES E SIQUEIRA, 2015 
Com auxílio de um instrumento metálico 
e o dedo movimenta-se o dente em 
todos os sentidos. A mobilidade 
patológica ocorre geralmente no sentido 
vestibulolingual. 
A presença da mobilidade pode ter como 
causa diversos fatores: perda de suporte 
ósseo, sobrecarga dentária, trauma, 
hipofunção do dente, processo 
inflamatório extenso e gravidez. 
MOBILIDADE DENTÁRIA 
Grau 1: ligeiramente maior que a normal 
Grau 2: moderadamente maior que a normal 
Grau 3: grave no sentido V-L e M-D com 
deslocamento vertical 
- Um envolvimento endodôntico extenso 
pode causar uma acentuada mobilidade. 
Geralmente este tipo de mobilidade é 
significativamente melhorada após o 
tratamento endodôntico. 
 
- Se a acentuada mobilidade é de origem 
p e r i o d o n t a l , o p r o g n ó s t i c o é 
desfavorável. 
SONDAGEM PERIODONTAL 
A sondagem periodontal é de suma 
importância para verificar se há ou 
não a normalidade do periodonto. A 
sondagem peridodontal deve ser 
realizada nas proximais em, pelo 
menos, 3 regiões, por vestibular, por 
lingual e na região da furca do dente. 
Não é incomum dentes em processo 
inflamatório irreversível ou necrose pulpar 
apresentarem alguma radiolucidez na 
região da furca ou perirradicular.
Essa radiolucidez a princípio indica um 
aspecto radiográfico semelhante a 
presença de uma bolsa periodontal, que 
não existindo frente a sondagem 
periodontal confirma a normalidade de 
profundidade do sulco, sendoo 
tratamento exclusivo endodôntico. para 
remineralização do osso e a retomada do 
aspecto radiográfico de normalidade. 
Se houver presença de bolsa, o 
tratamento deve ser nas duas áreas.
Exames 
Complementares 
 
EXAMES 
RADIOGRÁFICOS 
 
BIÓPSIA 
RASTREAMENTO 
DE FÍSTULA 
 
EXAMES 
RADIOGRÁFICOS 
 
Os exames radiográficos (periapicais, 
interproximais, oclusais e panorâmicas) 
podem ser inseridos em qualquer 
momento do processo de diagnóstico, 
bem como para o planejamento e 
execução do tratamento odontológico. 
 
EXAMES 
RADIOGRÁFICOS 
 
!
A radiografia periapical é o exame 
complementar mais utilizado na 
Odontologia para a realização de 
diagnóstico. Mais especificamente na 
Endodontia, as radiografias periapicais 
são utilizadas antes, durante e após a 
execução do tratamento endodôntico.!
Apesar da sua grande utilização, ela 
oferece uma imagem que apresenta 
limitações de visualização, pois se trata de 
uma imagem plana e bidimensional, 
enquanto a estrutura dental é 
tridimensional.!
!
 
Exame 
Tomográfico 
 
Método 3D para facilitar a visualização e 
diagnóstico de:!
•  Canais extras;!
•  Lesões císticas em sua amplitude;!
•  Reabsoções externas/internas;!
•  Fraturas radiculares.!
!
GOOGLE IMAGENS 
Reabsorção óssea externa Fratura radicular 
Exame radiográfico Exame tomográfico – mostrando o real 
tamanho da lesão periapical 
 
BIÓPSIA 
 
 
RASTREAMENTO 
DE FÍSTULA 
 
Rastreamento de fístula é útil quando o 
profissional está em dúvida se a fístula 
é por lesão endodôntica, periodontal ou 
por fratura. 
Com um cone de calibre intermediário 
(#30) introduzido na fístula é possível 
por meio da radiografia periapical 
localizar a origem e facilitar o 
diagnóstico. 
GOOGLE IMAGENS 
Rastreamento de fístula de 
origem periodontal 
Rastreamento de fístula de origem 
provável – fratura radicular 
Testes Clínicos 
Pulpares 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
Conhecidos como testes de vitalidade 
pulpar, o principal é o teste à FRIO. 
Porém ele apenas aponta a 
sensibilidade positiva ou negativa da 
polpa dental, sem na verdade apontar o 
real estágio da higidez pulpar. Todos os 
testes levam a alguma sensibilidade 
dolorosa, portanto, o paciente deve ser 
informado para que não haja perda de 
confianca, devendo também ser 
estabelecido uma código de resposta ao 
estímulo aplicado, como levantar a mão 
esquerda quando sentir o gelado e 
abaixar conforme a sensbilidade 
diminuir. Sempre fazer o teste primeiro 
em um dente higido para que o paciente 
possa ter um referêncial do “normal”.!
 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
Geralmente é realizado com um bastão 
de gelo ou com gás refrigerado na 
cervical dos dentes, por esta área 
apresentar menor espessura de esmalte !
 
Teste à Frio!
LOPES E SIQUEIRA, 2015 
- Isolamento; !
- Aplicação do gás com bolinha de 
algodão;!
- Aplicação no dente por 5 segundos. !
Observar o declínio: 
 
- Sem resposta – suspeita de Necrose 
pulpar 
- Dor leve a moderada por 1-2 seg – 
NORMALIDADE PULPAR 
- Dor forte por 1-2 seg – Pulpite 
Reversível 
- Dor moderada a forte por + 2 seg – 
Pulpite Irreversível 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
Calor é transferido para o dente por 
me io de a lguma subs tânc ia ou 
instrumento previamente aquecido, 
podendo ser água morna ou bastão de 
guta percha. !
Teste com calor!
Orientar o paciente a levantar a mão 
quando o dente for sensibilizado e 
abaixar quando o estímulo cessar, 
observando o declínio, rápido ou lento 
e sua ligação com o 
comprometimento pulpar, semelhante 
ao teste com o gás refrigerante. 
LOPES E SIQUEIRA, 2015 
-  Isolamento; !
-  - Aplicação do bastão no dente por 
5 segundos.!
Observar o declínio: 
 
- Sem resposta – suspeita de Necrose 
pulpar 
- Dor leve a moderada por 1-2 seg – 
NORMALIDADE PULPAR 
- Dor forte por 1-2 seg – Pulpite 
Reversível 
- Dor moderada a forte por + 2 seg – 
Pulpite Irreversível 
JAFARZADEH H, 2010 
Estimulam apenas o Nervo Sensorial e 
dependem da resposta do paciente ao 
estímulo (pode variar de um paciente 
para o outro e até num mesmo paciente, 
em diferentes horas do dia ou diferentes 
dias – dependente da percepção do 
indivíduo do que constitui a dor, 
desconforto ou sensação normal - 
dificultado em crianças e em pacientes 
muito ansiosos). !
 !
Pacientes idosos - tu ́bulos dentina ́rios 
mais estreitos ou fechados pela formação 
de dentina secundária (é preciso que os 
túbulos estejam abertos para que ocorra o 
fluxo de líquido em seu interior, segundo a 
teoria da hidrodinâmica, fato que 
possibilita ao dente responder a um 
determinado estímulo). !
DESVANTAGENS E 
LIMITAÇÕES 
JAFARZADEH H, 2010 
Dentes que apresentam restaurações 
extensas, recessões e extensas 
calcificações pulpares, também 
apresentam fatores limitadores de 
diagnóstico pelos testes de 
sensibilidade. 
 
Dentes t raumat izados, imaturos ou 
envolvidos em cirurgia ortognática, perdem a 
f u n ç ã o s e n s o r i a l t e m p o r á r i a o u 
p e r m a n e n t e m e n t e , m e s m o c o m a 
vascularização intacta - falso-negativas, ou 
falso-positivas. Isso ocorre devido à alta 
resistência das fibras nervosas à necrose. 
Elas podem permanecer reativas por muito 
tempo após a degeneração do tecido 
vascular; quando a corrente elétrica é 
conduzida para os tecidos periodontais e 
dentes adjacentes ou até mesmo para um 
remanescente de tecido pulpar inflamado. 
. 
DESVANTAGENS E LIMITAÇÕES 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
Em algumas situações o paciente pode 
apresentar odontalgias ou dores 
projetadas (dores irradiadas, difusas ou 
reflexa) de dente para dente, sendo no 
mesmo arco dentário ou arco antagônico, 
podendo comprometer várias áreas da 
cabeça e pescoço. Frente a uma dor 
difusa ou reflexa o paciente está 
impossibilitado a localizar o dente 
comprometido. Por vezes, 
radiograficamente é possível observar que 
tanto um dente superior quanto um inferior 
podem ser responsáveis pela dor. Nesse 
caso é interessante fazer uso do teste de 
anestesia, por meio da técnica anestésica 
infiltrativa sub-perióstea nas imediações do 
ápice do dente superior. Entretanto, após 
instalação da anestesia e a dor não cessar, 
pode-se anestesiar, por meio do bloqueio 
do alveolar inferior, e aguardar a dor 
cessar. 
Teste de Anestesia!
Pré molar superior e pré molar 
inferior suspeito de dor. 
Anestesia do dente superior 
para avaliar se a dor cessa. 
Caso contrario anestesiar o 
nervo alveolar inferior. 
Diagnóstico entre molar e pré molar inferior – primeiro 
anestesiar pré –molar (nervo mentoniano) se não cessar dor 
anestesiar o nervo alveolar inferior . 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
Para ajudar no diagnóstico de pólipo e 
hiperplasia, podemos utilizar a anestesia 
infiltrativa na margem gengival, próximo ao 
tecido hiperplásico, quando não 
conseguimos delimitá-lo (se é tecido gengival 
ou pulpar). Caso o mesmo se torne 
isquêmico, trata-se de hiperplasia gengival. 
PÓLIPO PULPAR 
X 
HIPERPLASIA GENGIVAL 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
Pode ser utilizado para confirmar a 
ausência de vitalidade de um elemento 
dentário. Consiste em realizar a cirurgia 
de acesso do dente suspeito sem 
anestesia. Se for possível atingir a 
câmara pulpar sem que o paciente sinta 
dor é sinal de que esta polpa não 
apresenta mais vitalidade. Ao 
realizarmos a trepanação, o paciente 
pode apresentar algum tipo de 
sensibilidade, que significa estar frente a 
uma polpa com vitalidade. Por vezes, 
poderemos ter a estimulação de uma 
terminação nervosa que ainda resistiu. !
A conclusão de se tratar de uma polpa 
vital se dá pela análise do sangramento 
presente e da textura e consistência do 
tecido pulpar. 
Teste da Cavidade!
- MÉTODO ÚTIL 
- SEM ANESTESIA 
- SEM DOR – NECROSE 
!
LIMITAÇÃO: 
TERMINAÇÃO 
NERVOSA RESISTENTE 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
Os testes elétricos utilizam a passagem de 
corrente elétrica estimulando diretamente as 
fibras sensoriais.!
Este testeserve, exclusivamente, para 
determinar se o dente está vivo ou 
mortificado, não determinando o grau do 
comprometimento pulpar - inflamação, fase 
reversível, transição ou irreversível.!
Em casos de dentes com restaurações 
metálicas interproximais, deve-se isolar com 
matrizes de poliéster, colocadas entre os 
dentes.!
Podemos utilizar como condutor elétrico na 
superfície dentária, além do Endo PTC, o 
fluor gel, anestésico tópico ou creme dental 
e instruir o paciente para que, assim que 
sentir (positivar) o estimulo elétrico, o mesmo 
deve soltar o cabo do aplicador de teste 
elétrico. No caso de mortificação pulpar, o 
paciente não soltará o cabo do aplicador.!
!
Teste Pulpar Elétrico!
Incisivo: 10-40 (2-5)!
!
Pré Molar: 20-50 (6-7)!
!
Molar: 30-70 (8-9)!
Saudável: suave formigamento!
!
Polpa Hiperativa: Estimulo abaixo 
da referência!
!
Polpa Hipoativa: Estimulo acima 
da referência !
!
Necrose pulpar: Sem resposta !
IDEAL: Dentes pouco restaurados e 
dentes maduros jovens.!
LIMITAÇÕES: !
- Dentes com traumatismos dentários, 
apresentam inúmeras limitações que 
podem gerar tanto respostas falso-
positivas (quando há estimulação de 
fibras periodontais ou em casos de 
necroses pulpares) como respostas 
falso-negativas (em dentes com 
grande espessura dentinária);!
- Restaurações extensas e dentes 
portadores de coroas totais protéticas. !
CONTRA-INDICADO em pacientes 
portadores de marca-passo cardíaco.!
Este método usa uma sonda contendo 
2 diodos emissores de luz; no qual 
uma transmite luz vermelha e o outro 
transmite luz infravermelha para medir 
a absorção de hemoglobina oxigenada 
e desoxigenada, respectivamente. A 
mudança pulsátil no volume sanguíneo 
provoca mudanças periódicas na 
quantidade de luz vermelha e 
infravermelha. A relação entre essa 
mudança pulsátil é avaliada pelo 
oxímetro para mostrar a saturação do 
sangue arterial e determinar os níveis 
de saturação de oxigênio. !
Oximetria!
JAFARZADEH H, 2009 
LOPES E 
SIQUEIRA, 2015 
No entanto, um requisito crítico da 
aplicação da oximetria de pulso em 
endodontia é que a sonda deve estar de 
acordo com a forma e os contornos 
anatômicos dos dentes selecionados.!
A oximetria de pulso é um método eficaz 
na endodontia, no entanto, existem 
algumas limitações inerentes à sua 
tecnologia. Como esse teste não produz 
estímulos nocivos, os pacientes 
apreensivos ou com dificuldades podem 
aceitá-lo mais prontamente do que os 
métodos de rotina.!
Um problema importante que foi 
observado com o uso de oxímetro de 
pulso em salas de operação é 
queimaduras na pele.!
Oximetria!
!
Níveis normais de Saturação 
de Oxigênio: 80 a 100%!
!
Controle: Contralateral!
!
JAFARZADEH H, 2009 
 - Aumento da acidez e a taxa 
metabólica decorrente da inflamação, 
q u e c a u s a d e s o x i g e n a ç ã o d a 
hemoglobina e alterações na saturação 
de oxigênio no sangue.!
- Variáveis do paciente, como aumento 
das pulsações venosas, distúrbios da 
hemoglobina, vasoconstrição, baixa 
perfusão periférica, hipotensão e 
movimentos corporais. !
- Fatores ambientais que podem causar 
m e d i ç õ e s i m p r e c i s a s i n c l u e m 
eletrocautério próximo ao sensor e 
l e i t u r a s d e p r e s s ã o s a n g u í n e a 
ipsilaterais. !
- Lâmpadas de arco de xenônio, 
movimento da sonda e problemas 
dentro da própria sonda.!
!
 
 LIMITAÇÕES 
NOGUEIRA 2003 
Na década de 1980 surgiu uma técnica para 
avaliar a  vitalidade pulpar, que permite 
mensurar o fluxo sanguíneo no interior dos 
vasos, capilares, vênulas e arteríolas, através 
do efeito Doppler.!
 Fluxometria Laser Doppler é um método não 
invasivo que se baseia na detecção dos 
movimentos de células sanguíneas através 
da emissão nos tecidos de uma luz de HeNe 
emitida a partir de uma fibra óptica. !
Assim, após um estudo foi determinado o 
valor médio da variação de fluxo para os 
dentes vitais, de 92,01% e para os dentes 
desvitalizados 35,52%, conseguindo 
detectar corretamente todos os dentes 
desvitalizados e não identificou nenhum 
dente saudável erroneamente. mecanismo 
de blindagem óptica é majoritário. !
!
Fluxometria Laser Doppler!
Em casos de dentes portadores de fraturas 
de coroa ou raiz muitas vezes torna-se 
bastante difícil sua identificação, clínica e 
radiográfica. O profissional pode, então, 
utilizar o teste de mordida com 
instrumentos oclusais para melhor 
investigar a possibilidade de fraturas 
(completas ou incompletas) sem 
alterações clínicas visíveis em dentes com 
sensibilidade à mastigação. !
Testes para Identificação 
de Fraturas !
Teste da Mordida!
COHEN, 2017 
Em casos de dentes portadores de 
fraturas de coroa ou raiz muitas vezes 
torna-se bastante difícil sua identificação, 
clínica e radiográfica. O profissional 
pode, então, utilizar o teste de mordida 
com instrumentos oclusais específicos 
(Tooth Slooth) para melhor investigar a 
possibilidade de fraturas (completas ou 
incompletas) sem alterações clínicas 
visíveis em dentes e com sensibilidade à 
mastigação. A radiografia periapical e a 
tomografia, às vezes, não permite 
visualizar ou interpretar tais fraturas, 
salvo se os fragmentos estiverem 
separados. Principlamente se houver 
pinos que estouram a tomografia. !
Quando ocorrem na coroa dental, as fraturas 
incompletas podem ser oblíquas ou verticais. 
Geralmente começam no esmalte, envolvendo 
uma cúspide, e se projetam em direção à 
dentina. Quando ocorrem na raiz, são 
geralmente fraturas completas, estendendo- 
se de uma superfície à outra, de mesial para 
distal (mais frequentemente) ou de vestibular 
para lingual, e incluindo o canal radicular. 
Embora as fraturas sejam mais frequentes em 
dentes com restaurações extensas, podem 
ocorrer também em dentes íntegros ou 
restaurados de maneira conservadora, em 
dentes vitais, não-vitais !
e tratados endodonticamente.!
Pode-se, então, fazer uso dos corantes azul de 
metileno 1% a 2% e rodamina a 2% para 
facilitar a visualização. !
Testes para Identificação de Fraturas !
Corantes !
COHEN, 2017 
- Remoção da cárie ou restauração antiga;!
- Acesso o mais direto possível à area 
suspeita;!
- Irrigação com hipoclorito 2,5%, secagem;!
- Aplicação da solução corante sobre a 
área;!
- Remoção do excesso com ácido 
ortofosfórico 37% por 30 seg;!
- Nova irrigação e secagem;!
- Inspeção da fratura. !
Método muito útil na Endodontia, pois seu 
emprego perpassa todas as fases do 
tratmento endodôntico.!
!
Proporciona: !
•  Maior Iluminação;!
•  Melhor resolução;!
•  Posição ergométrica;!
•  Biossegurança;!
•  Facilidade de documentação;!
•  Menor desgaste da estrutura dental;!
!
Testes para Identificação de Fraturas !
Microscopia 
Operatória!
•  Infiltrações!
•  Fraturas e trincas!
•  Localização de canais !
•  Localização de perfurações;!
•  Remoção de limas;!
!
Testes para Identificação de Fraturas !
Microscopia Operatória 
e Diagnóstico!
•  Utilizado desde 1970 para detecção de 
cárie.!
•  Método não invasivo e rápido.!
•  Utiliza feixe luminoso intenso: fraturas, 
perfurações, cáries, reabsorções, 
escurecimento.!
•  Pode ser feito com aparelhos de luz 
halógena de fotopolimerização ou tipo 
LED !
Transiluminação!
Testes para Identificação de Fraturas !
COHEN, 2017 
Último método utilizado, somente em casos 
nos quais nenhum dos outros métodos 
disponíveis pode auxiliar no diagnóstico.!
!
Testes para Identificação de Fraturas !
EXPLORAÇÃO 
CIRÚRGICA!
EXAME 
CLÍNICO 
 
TESTES 
PULPARES 
ANAMNESE 
 
PERCEPÇÃO 
 
SUCESSO 
RECURSOS 
AUXILIARES 
EXAMES 
COMPLEMENT
ARES 
Conclusão
 
 
-  ‪Kenneth, M. H.; Louis H. B. Cohen Caminhos 
da polpa. Elsevier Brasil, 2017.
-  Estrela, C.; Figueiredo, J. A. P. Endodontia: 
Princípios biológicos e mecânicos. Endodontia. 
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