Prévia do material em texto
Esse material foi desenvolvido com base no conteúdo administrado em sala CURSO DE ODONTOLOGIA ENDODONTIA 3 ANO – UNINGÁ É a condição de segurança alcançada por um conjunto de ações destinadas a prevenir, controlar, reduzir ou eliminar riscos inerentes as atividades que possam comprometer a saúde humana, animal, vegetal e o meio ambiente. Podendo ser eles, físicos, químicos, psicológicos e biológicos. Abaixo estão listados e exemplificados. Riscos físicos O risco mais comum é acidente com materiais perfuro cortantes e exposição à radiação das radiografias. Riscos químicos Contato com ácidos, mercúrio de amalgama, e acidentes com hipoclorito de sódio. Riscos ergonômicos e emocionais Má postura, ritmo excessivo de trabalho, depressão e estresse, etc... Riscos acidentais Manuseio de equipamentos sem proteção, armazenamento incorretamente, falta de adoção de medidas de precauções. Riscos biológicos Secreção com bactérias, vírus e fungos. Infecção cruzada. Falta de postura, estresse e trabalho excessivo. Indica-se manter os materiais sempre protegidos no campo de trabalho. Armazenar os materiais de forma adequada Bem como, é aconselhável sempre manter a postura e não estender muito o tempo de atendimento. Além disso, tomar precauções em questão de contaminação e infecções cruzadas. Manter as mãos limpas, uso de EPI’s e limpeza correta de superfícies. É muito importante que todos os materiais que forem ter contato com o paciente devem ser esterilizados, se esses forem autoclavados. O objetivo da endodontia é prevenir a infecção pulpar, por isso instrumentais e campo operatório sempre limpo e estéril. Os profissionais, devem vacinar-se contra doenças comumente presentes na odontologia, como por exemplo, hepatite B, Febre amarela, tríplice viral, BCG, DT e Influenza. As infecções que temos em um tratamento endodôntico são divididas em 4 tipos. Sendo elas: 1. Primária: Infecção de primeira linha, em um dente nunca aberto, ou seja, a descoberta da primeira infecção pelo primeiro profissional. 2. Secundária: Canal já tratado, falha da restauração e re-contaminação pela cavidade bucal ou tecidos vizinhos. Pode ser descoberta por outro dentista. 3. Persistente: Lesão já existente e já tratada, ela cresceu ao invés de diminuir. BIOSSEGURANÇA E ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL EM ENDODONTIA Biossegurança e organização do material em endodontia Como prevenir esses riscos? Tipos de infecções endodônticas 4. Extra radicular: Lesões nos tecidos vizinhos que devem ser tratados antes que cause uma infecção secundária. 1. Críticos: procedimentos invasivos, corte, limas. 2. Semicríticos: contato com mucosa, espelhos, pinças. 3. Não críticos: pele integra ou sem contato com paciente, perfurador de lençol, arco de yang, arco de ostby. Antes de cada atendimento, é preciso que o profissional esteja todo equipado, mãos lavadas, desinfecção dos equipamentos e superfícies com álcool 70% e montagem das barreiras (saquinhos). No paciente, devemos usar óculos de proteção, gorro, babador descartável e guardanapo para limpeza caso o paciente deseje. Os posicionadores e películas radiográficas devem estar envolvidos com plástico filme e saquinhos plásticos. Os instrumentos de isolamento absoluto devem ser esterilizados, isso protege o operador e paciente de qualquer risco, evita contaminações do campo e contaminações da câmara pulpar. Os cones de papeis devem estar estéreis e os cones de guta devem ser desinfetados no hipoclorito. 1. Remover da bancada e colocar no pote plástico 2. Imersão no sabão enzimático 3. Lavagem com escovinha 4. Enxague em agua corrente 5. Secagem com papel toalha 6. Inspeção com a lupa 7. Acondicionamento (empacotar) 8. Esterilização 9. Armazenamento. PROCEDIMENTOS PARA O DIAGNÓSTICO E ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRATAMENTO DIANÓSTICO É o processo de questionamento, coleta e anamnese criteriosa das infecções para definir um estado de saúde ou doença. Para um bom diagnóstico coletar o máximo de informações, fazer exames físicos (inspeção bucal: alteração de cor, mucosa, exposição da polpa, restauração infiltrada, língua, dente fraturado, etc.). Para uma boa inspeção, utilizar o campo limpo, iluminado e seco. 1. Anamnese: queixa principal, história médica, história odontológica. Geralmente, a dor é um sintoma subjetivo. Fazer perguntas para ajudar a chegar ao Classificação por risco Sequência de lavagem dos materiais DIAGNÓSTICO EM ENDODONTIA Diagnóstico em endodontia Etapas do diagnóstico diagnóstico correto, como: quando a dor começou? Quanto tempo dói? É uma dor provocada ou espontânea? Quando toma remédio, a dor passa? Onde dói? Qual a frequência da dor? Qual a intensidade e duração da dor? A dor é continua ou intermitente? Qual o tipo de dor? É importante saber, que algumas sintomatologias como contatos prematuros, nevralgias, enxaqueca, dores musculares, podem refletir no tecido dentário. Contudo, isso não significará conduta endodôntica. 2. Exames subjetivos: dor, trauma, ouvir o paciente. 3. Exames objetivos: examinar radiografias, teste de sensibilidade pulpar, teste térmicos (frio e calor), teste de percussão (V e H), palpação, mobilidade/sondagem, teste de cavidade, teste de mordida, rastreamento de fístula. INSPEÇÃO Usar um olhar atencioso, utilizando materiais como espelho clínico, pinça, sonda clínica e roletes de algodão. Fazer anotações importantes do tipo, há existência carie? Em qual face se encontra. Caso o elemento dentário, possua restaurações, é importante anotar se é provisória ou definitiva. No momento da inspeção, é preciso desenvolver olhar restaurador, periodontal e protético. Observar o comprometimento da distância biológica, alterações de cor, exposição da câmera pulpar, e se há presença de fistulas. Caso houver fraturas ou restaurações no dente, saber as classes em que elas são classificadas. TESTE DE PERCUSSÃO E PALPAÇÃO Testes de palpação e percussão são feitos em outras regiões antes de chegar no dente investigado, para que não haja erro no diagnóstico. O paciente pode estar ansioso ou com medo, assim dificultando o mesmo. ×Quando realizar o teste de percussão? Quando o paciente relatar sensação de dente crescido. Nesses casos, não se pode fazer o teste de percussão com o cabo do espelho clinico, priorizar o uso do dedo. É indispensável o cuidado com o falso positivo, investigar primeiramente o dente homologo (ex: se o dente de teste for o 13, fazer o primeiro teste no 23). Se o resultado positivo foi no sentido vertical, pode estar associado com endodontia, caso seja horizontal, provavelmente está relacionado a problemas periodontais. Já a realização dos testes de palpação, deverão ser feitas em fundo de sulco/vestíbulo no dente objetivo e no dente homologo, caso o paciente relate dor considerado como positivo. A palpação positiva ou negativa, envolve sensibilidade na região de ápice ou Peri ápice, ocasionada por uma injuria de uma infecção. TESTE DE MOBILIDADE Esse teste é feito, colocando o dedo indicador na face palatina/ lingual e com o cabo do instrumental pela face vestibular, fazendo movimentos horizontais no dente que deseja testar. Fonte: imagem retirada do google imagens. TESTE DE SENSIBILIDADE 1. Teste térmico, é classificado como teste de sensibilidade pulpar ao frio, é realizado usando o Endo Ice, por ser mais preciso e não causar irritabilidade a polpa. Atentar-se ao tamanho da bolinha de algodão que será utilizada. Usar uma bolinha para cada dente. Atente-se em não usara palavra dor, para não causar ansiedade ao paciente, e prejudicar o diagnóstico. + sentir dor, significa a que a polpa está completamente, ou parcialmente viva. Mas, a polpa poderá estar com Pulpite reversível/irreversível. - Não sentir dor, e o diagnostico será de necrose pulpar. Precisamos anotar presença ou ausência de sensibilidade dolorosa, se começou a doer quando colocado o algodão, por quanto tempo fica doendo? Cessa após a remoção? × como realizar o teste? Rolete de algodão, bolinha, pinça e endo ice. Vestibular de anteriores e posteriores na oclusal, caso de restauração, fazer em outra face. ≥ erros frequentes: mecha de algodão muito grande e posicionada na região cervical, próximo a gengiva ou próximo ao dente adjacente. TESTE DE CAVIDADE É um teste feito para estimular um dente suspeito de necrose pulpar. Não anestesiar o paciente, usar ponta diamantada em ar na alta rotação, é primordial conhecer os princípios de abertura coronária. Caso o paciente sinta dor, pare. Caso o resultado seja negativo para dor, continue. TESTE DE MORDIDA Consiste em colocar um objeto de metal entre os dentes antagonistas. CURIOSIDADES Os exames complementares são obtidos por radiografias periapicais, panorâmicas, interproximais e etc. Para um bom diagnóstico deve-se usar todos os exames, testes e radiografias. Os mesmos, são usados para cruzar ideias e chegar a um diagnóstico final correto. Portanto, o diagnóstico das doenças pulpares e periapicais é dinâmico. E para executar o tratamento, é preciso estar aparado do diagnóstico correto e planejamento de cada caso de forma individual, principalmente necessitamos de conhecimento, técnica e pratica. Em casos de dúvidas, pare, pense, pergunte e repita. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. × COMO SABER A ORIGEM DA DOR PULPAR? 1. Pulpite reversível: a dor sessa após remover os estímulos, geralmente é localizada, e de curta duração. Radiograficamente, a lamina dura se apresentará intacta. Há vida na polpa, e o prognostico é favorável. A conduta a ser realizada é remoção do agente causador, e proteção da polpa direta ou indiretamente. 2. Pulpite irreversível: a dor continua após remover os estímulos, é uma dor espontânea, e geralmente é localizada, de longa duração. Radiograficamente, pode acontecer o aumento do espaço periodontal apical, mas, a lamina dura estará intacta. O dente apresentará vitalidade, e o prognostico é favorável ao dente. A conduta a ser realizada é o tratamento endodôntico do dente. 3. Necrose pulpar: não haverá presença de dor, a polpa estará necrosada e sem presença de sangramento, e o dente não responderá ao teste de sensibilidade pulpar. Radiograficamente, a lamina dura estará normal, porém o dente não responderá testes de percussão e palpação. O prognostico será favorável ao dente, e a conduta a ser tomada será de tratamento endodôntico. 1. Falso resultado positivo: podem acontecer, quando a bolinha de algodão utilizada é muito grande, e a mesma acaba tocando a gengiva ou até o dente adjacente. 2. Falso resultado negativo: podem acontecer, quando há presença de restaurações extensas, câmera pulpar atrésica (menores) ou calcificadas. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. Utilizamos esse tipo de isolamento no procedimento endodôntico, para: 1. Prevenção da contaminação do campo operatório, por saliva, sangue e outros fluídos. 2. Manutenção da cadeira asséptica, em todas as fases do tratamento. 3. Diminuir a possibilidade de infecção cruzada. 4. Evitar acidentes, protegendo o paciente de aspirar, deglutir e impedir o contato de substancias nocivas com os tecidos. Origem da dor Falsos resultados ISOLAMENTO ABSOLUTO NA ENDODONTIA Isolamento absoluto na endodontia 5. Manter o campo limpo, seco e passível de desinfecção. 6. Obter melhor visibilidade do campo operatório. 7. Causando menor fadiga do operador, aumentando a eficiência do procedimento. 8. Contenção da língua e movimentos involuntários. Se um instrumento endodôntico é inalado, um processo legal de negligencia pode ser instaurado. Portanto, a recusa do isolamento absoluto, pode contraindicar um paciente ao tratamento endodôntico. Anotar no prontuário as informações sobre o andamento do tratamento endodôntico, como numeração e tipo da lima, número de grampo, informações sobre odontometria, entre outras informações. 1. Arco de Ostby - Ajudam a prender o lençol de borracha. Fonte: imagem retirada do site www.dentalspeed.com.br 2. Grampos - Para prender qualquer dente na borracha é necessário que se utilize grampos. A numeração varia conforme o grupo de dentes. Fonte: imagem retirada do livro endodontia, biologia e técnica, Lopes e Siqueira, 4Ed. Sendo: 200 a 205 – para molares / 206 a 209 – para pré-molares / 210 a 212 – para dentes anteriores. Grampos especiais para molares com anatomia irregular e parcialmente erupcionado, molares com pouca retenção, em casos que precisamos de retração da gengiva. LEMBRANDO: podemos modificar o grampo, cuidado com fraturas, por conta das características do metal, stress por tensão e solução corrosivas. 3. Porta grampo - Utilizamos para prender o grampo, e assim o colocarmos no dente ou levarmos o sistema todo ao dente. Fonte: imagem retirada do site www.dentalcremer.com.br Materiais empregados Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 4. Perfurador de borracha Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 5. Lençol de borracha Fonte: imagem retirada do site www.dentalcremer.com.br 6. Fio dental Utilizamos durante a escolha do grampo, fazendo amarrias. O objetivo disso, é proteger os pacientes, pacientes pediátricos ou com necessidades especiais. Fonte: essa imagem foi retirada do site www.americanas.com.br × OUTROS MATERIAIS: Topdam, espátula de inserção, gel hidrossolúvel, cianoacrilato. I. Não furar o lenço no prendedor do arco. II. Cianoacrilato pode ser usado para regiões onde será usado o isolamento absoluto modificado. Empunhadura da pinça porta grampo III. O campo deverá sempre ser mantido seco, para evitar contaminações. IV. O paciente deve estar usando óculos de proteção, pois quando estivermos removendo os debris, podem atingir o olho. 1. Conjunto lençol, grampo e arco, levados ao dente ao mesmo tempo. 2. Grampo instalado ao dente, e posteriormente lençol e arco. Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. O isolamento absoluto é feito simultaneamente a etapa da abertura coronária. 1. ANESTESIA DO CAMPO OPERATÓRIO Fonte: imagens retiradas da aula do dr. Marcos S. Endo. Quando necessário, faremos a remoção do cálculo supra gengival, remoção do tecido cariado e restaurações defeituosas, verificação de regularidades do bordo dentário e remoção de arestas cortantes. 2. SELEÇÃO DO GRAMPO Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. A prova do grampo deve ser feita com amarrias de fio dental para evitar acidentes. É válido lembrar que, a incorreta adaptação do grampo, pode acontecer fraturas no elemento dentário. 3. MARCAÇÃO DO LENÇOL DE BORRACHA 4. POSICIONAMENTO BUCAL DO ISOLAMENTO ABSOLUTO A. Sistema grampo + lençol + arco Técnicas para colocação do dique de borracha Etapas do isolamento do campo operatório Indicado pela maioria dos autores, os grampos devem apesentar asas, não necessita de pessoal auxiliar. B. Sistema Grampo – lençol+ arco. Empregados para grampo sem asa, necessita de pessoal auxiliar. 5. ADAPTAÇÃO DO LENÇOL DE BORRACHA AO DENTE Ajuste do conjunto a face do paciente, liberação do lençol de borracha da asa do grampo, ajustar a tensão do lençol de borracha. Invaginação do lençol de borracha, adaptação das faces proximais com fio dental e realizar selamento com top dam. Não fazer uso de 2 grampos para não haver interferência nas radiografias e dificuldade ao campo da visão. 6. DESINFECÇÃO DO CAMPO OPERATORIO Utilizamos a substância química, hipoclorito de sódio 2,5 %. 1. Os dentes com ausência de coroa ou com grande destruição coronal, que inviabilizam a colocação do grampo, exigem a utilização de recursos especiais, tais como aumento cirúrgico de coroa clínica. Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. ISOLAMENTO ABSOLUTO E RADIOGRAFIA PERIAPICAL Não é necessário a remoção do isolamento absoluto quando formos fazer a aquisição radiografia, pois, o canal recontaminaria. Dessa forma, tiramos o lençol do arco do lado oposto que estivermos operando, inserimos o filme e orientamos ao paciente em como segurar. As tomadas radiográficas feitas durante o tratamento endodôntico, podem ser divididas em: 1. Radiografias Pré operatórias – Radiografia inicial, diagnóstico. 2. Transoperatórias – Odontometria, prova do cone, penacho, medicamentação intrarradicular e radiografia final. 3. Pós-operatórias – Controle e proservação. A radiografia possui informações de importância para a clínica que possui como limitações por ser uma imagem bidimensional com projeções de sombras e sobreposições. Associado ao exame clínico, suplementa o Isolamento em condições especiais RADIOLOGIA APLICADA A ENDODONTIA Radiologia aplicada a endodontia exame para orientar o diagnóstico e tratamento. Técnicas radiográficas intra bucais, são tomadas radiográficas nos quais o filme é colocado no interior da cavidade bucal no momento da obtenção das radiografias. INTERPRETAÇÃO 1. Técnicas. 2. Anatomias. 3. Patologias. 4. Qualidade. TÉCNICA RADIOGRAFICA INTRAORAL DA BISSETRIZ Perpendicular ao longo eixo do dente. A técnica consiste em fazer sem o uso de posicionadores, assim tendo que achar o ângulo correto que fica entre o objeto e o receptor. Fonte: essa imagem foi retirada do site www.radioinmama.com.br Alinhamento correto do feixe central dos raios x, do filme e dos dentes. Posição da cabeça (não levantar muito), posição do filme, angulação (vertical e horizontal) do cilindro e área de incidência do feixe central. Essa técnica é usada quando não se pode fazer o uso de posicionadores em etapas transoperatórias, ou seja, quando o paciente não consegue pôr o filme com posicionador na boca. TECNICA RADIOGRAFICA INTRAORAL PARALELISMO Relação ao longo eixo do dente e ao longo eixo do filme, que estarão paralelos entre si, e o eixo do canhão perpendicular aos dois eixos. Técnica feita com o auxílio de posicionador. Fonte: essa imagem foi retirada da site www.radioinmama.com.br O raio central de raio x deve ser dirigido perpendicularmente ou formando um ângulo Técnicas radiográficas http://www.radioinmama.com.br/ http://www.radioinmama.com.br/ reto com o longo eixo dos dentes e o plano do filme. × NO ARCO SUPERIOR Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. TECNICA RADIOGRAFICA INTRAORAL OCLUSAL Feita para visualização de áreas maiores na maxila e mandíbula, extensão da lesão em outras áreas anatômicas. São tomadas radiográficas que permitem uma visualização de áreas maiores na maxila e na mandíbula. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. TECNICA RADIOGRÁFICA INTERPROXIMAL Técnica Bite wing: asa de mordida Essa técnica é indicada para avaliações interproximais de posteriores e avaliação de crista óssea. ×Aplicação na endodontia: Observação entre soalho e teto da câmara pulpar, calcificação da câmara e referência para acesso a câmara. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. PANORÂMICA Visualização do caso do paciente de uma forma geral. Dentes que faltam, canais já feitos. OBJETIVOS DAS RADIOGRAFIAS Anatomia e patologia radiológica, conhecimento da anatomia e patologia radiológica. Conhecimentos sobre as estruturas dentárias em desenvolvimento (dentes com rizogenese incompleta). ESTRUTURAS ANATÔMICAS NA MAXILA × REGIÃO ANTERIOR DA MAXILA – abertura inferior do canal incisivo, fossas nasais, espinha nasal anterior. ×REGIÃO POSTERIOR DA MAXILA - relação com molares e pré-molares. × REGIÃO ANTERIOR DA MANDIBULA – forame mentoniano As lesões inflamatórias que envolvem os ápices dos elementos dentários têm a capacidade que promovem a lise óssea na região. Causando a diminuição da densidade óssea, e decorrente disso, facilitam a penetração do feixe de raios x, ocasionando a imagem radiolúcida. Patologias pulpares desenvolvem alterações radiográficas? Patologias pulpares desenvolvem alterações radiográficas? Em que momento uma lesão periapical é detectada no exame radiográfico? Se uma lesão periapical está contida no osso esponjoso e não atinge a junção entre este e a cortical óssea, ela provavelmente não será visível radiograficamente. Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. São processos inflamatórios agudos e de curto tempo de instalação (24 a 48 horas) não apresentam normalmente outras alterações radiográficas. PERIODONTITE APICAL AGUDA Há aumento do espaço periodontal ABSCESSOS PERIAPICAIS AGUDOS PERIODONTITE APICAL CRÔNICA PATOLOGIA RADIÓLOGICA Patologia radiológica Patologia Periapical de origem endodôntica GRANULOMA PERIAPICAL Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. CISTO PERIAPICAL Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. Imagens radiográficas desses processos patológicos são similares e o diagnóstico definitivo somente é fornecido pelo exame histopatológico. ABSCESSO PERIAPICAL CRÔNICO Fonte: Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. OSTEÍTE CONDENSANTE Massa densa e uniforme, vaga transição para o osso circunjacente. Perda apical da lâmina dura, ampliação do espaço do ligamento periodontal ou ainda, lesão difusa apical radiopaca. Conteúdo infeccioso de baixa virulência. Conduta clínica é o tratamento endodôntico. Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. OUTRAS PATOLOGIAS 1. LESÕES INFLAMATÓRIAS 2. TUMORES E LESÕES CÍSTICAS ODONTOGÊNICAS 3. TUMORES E LESÕES CÍSTICAS NÃO-ODONTOGÊNICAS 4. ALTERAÇOES DISPLÁSICAS E IDIOPÁTICAS DOS OSSOS DOS MAXILARES Esses tipos de patologia, são diagnósticos diferenciais. Iremos nos atentar a imagem radiolúcida na coroa, proximidade restauração/câmara pulpar. Alteração na lâmina dura/ densidade da cortical, presença de alterações periapicais evidentes. No momento inicial, já poderemos obter informações como o comprimento aparente do dente (CAD), localização dos orifícios de entrada, bem como calcificações pulpares, ou nódulos pulpares. Inclinações das raízes, número de raízes e canais. Avaliações do forame apical. Quando observamos uma centralização da imagem do canal no sentido MD, condizem com a possibilidade de ter apenas 1 canal. Ademais, quando observamos o estreitamento uniforme e contínuo em direção ao ápice, ou seja, uma imagem radiolúcida, que cessa no terço médio do dente em direção ao terço apical,com sobreposições no contorno apical do dente, sugere-se a ocorrência de 2 canais radiculares. (1 PM). É importante saber que, a imagem sugestiva de dois ápices radiculares, condiz com a chances de encontrarmos 2 canais radiculares. Outras informações importantes, poderemos analisar nessa radiografia, como coroas unidas, mini implantes, mini placas, núcleos metálicos, coroas metálicas, ramificação apical que diz respeito a uma correta obturação do canal, extravasamento de material obturador, ápices com rizogenese incompleta, lesões periapicais, restaurações provisórias. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. Nessa radiografia, ainda poderemos diagnosticar fratura radicular, mas dependerá da incidência do feixe em relação a linha de fratura, bem como rastreamento de fistulas (com cone de guta percha). Poderemos analisar iatrogênias. Iremos utilizar a radiografia periapical no momento da odontometria, prova do cone, prova da qualidade de obturação. Devemos nos atentar a distorção da imagem, com isso, ajuste, repita e persista. Em alguns momentos, obteremos imagens com o hidróxido de cálcio sem o opacificar encontraremos a imagem com um tom semelhante a dentina, deveremos fazer o uso de contrastes usando o hidróxido de zinco iodofórmio. Analise para ver se o procedimento foi eficaz ou não, no mesmo aparelho de raios X, processamento pré-estabelecido, padronização do tempo de exposição, angulação vertical/horizontal e filme radiográfico. Etapa pré-operatória radiográfica Etapa transoperatória radiográfica Etapa pós-operatória radiográfica Iremos fazer análise da qualidade radiográfica, bem como o correto procedimento desde a aquisição até o processamento da imagem, sendo, detalhe, contraste e distorção. × detalhe – observar linhas de contorno, se está representando traços definidos. × contraste – variação entre o branco e o preto, passando por diversas tonalidades de cinza. × distorção – alongamentos ou encurtamentos nas radiografias. TÉCNICA DE LE MASTER Para evitar a sobreposição do arco zigomático nos molares superiores, de acordo com o aumento da angulação vertical, estruturas ósseas poderão sobrepor o ápice desses dentes. E pensando nisso, devemos deixar o feixe de raio x mais paralelo possível, dessa forma, colocaremos um rolete de algodão entre o dente e o filme radiográfico, para evitar inclinação no momento que o paciente estiver segurando o filme. Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. Essa técnica é utilizada no momento transoperatório. TÉCNICA DE CLARK Usada para diminuir sobreposições no sentido horizontais. A radiografia ortorradial é a incidência reta, ou seja, a primeira radiografia, qual encontramos a sobreposição. Empregamos essa técnica com o objetivo de dissociar as raízes. × posição ortorradial Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. Elementos que estão para lingual/palatino estão mais próximo do feixe. (PIVO) (SLOB) Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. Empregaremos essa técnica para dissociar canais, raízes, encontrar limas fraturadas, localizar perfurações. ×Qual a asa do grampo e a asa palatina ou lingual? A asa do grampo palatina, estará mais próxima do ápice do dente. Tanto dentes superiores, quanto inferiores. Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. × incidência distorradial - Existe uma regra básica que diz que todo objeto que está por palatino tende a se deslocar para o mesmo lado em que está incidindo o feixe de Raios X. a Incidência do raio x, será para distal em relação ao objeto. × incidência mesiorradial – a incidência do raio x, será para a mesial em relação ao objeto. Podemos usar essa incidência, para encontrar em quem canal está a lima, sendo que se o feixe se deslocar para mesial e a lima mais próxima da mesialização será a que estiver no canal palatino. Fonte: www.radioxix.com.br × quanto a cúspide do pré-molar superior A cúspide palatina está mais próxima do ápice, sendo assim, se a incidência for mesiorradial, o canal que aparecer mais próxima da mesial será o canal palatino. × primeiro molar superior Usaremos o seguinte pensamento, independente da direção que deslocamos os feixes de raio X, uma das raízes vestibulares irá sobrepor a raiz palatina. Logo, se a raiz mesiovestibular sobrepor a raiz palatina, saberemos que a imagem foi mesializada (mesiorradial), o contrário é verdadeiro. × Ponto de contato e nitidez da imagem Identificação da variação do ângulo horizontal, sobreposição de ponto de contato, nitidez da imagem. Com base nisso, o lado mais nítido será o lado que veio o feixe de raio X. Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. Acompanhamento do tratamento endodôntico a longo prazo, para verificar a regressão de doenças periodontais, a cicatrização do osso alveolar apical. A presença de restaurações inadequadas ou a sua ausência são fatores tão relevantes na determinação do insucesso quanto problemas inerentes á técnica endodôntica. As alterações pulpares podem acontecer por causas biológicas (cárie), física (trauma) ou química (condicionamento do ácido e clareamento. A inflamação é a principal resposta da polpa e dos tecidos perirradiculares a uma gama variada de estímulos que causam injúria tecidual. A intensidade da resposta inflamatória irá variar conforme o tipo de agressão (pulpite). Apesar de a agressão física e a química serem capazes de induzir a inflamação pulpar e perriradicular, esses tipos de lesões geralmente são transitórios e não persistente. O tecido pulpar está confinado dentro de paredes inextensíveis de dentina, dificuldade da drenagem de exsudado inflamatório. Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. A resposta imune contra bactérias que penetram e proliferam nos tecidos do hospedeiro é dividida em imunidade inata, que é a primeira linha de defesa, e imunidade adaptativa, que é uma resposta mais sofisticada e eficaz em termos de reconhecimento de antígenos bacterianos, Angulações Proservação PATOLOGIA PULPAR E PERIRRADICULAR Patologia pulpar e perirradicular Defesa no combate as bactérias combate à infecção e prevenção da reinfecção. Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. As respostas que esses mecanismos vão desenvolver, será a obliteração dos túbulos dentinários, produção de dentina reparadora ou reacionária e liquido. Lembrando que, o diagnóstico será feito com base nas características clinicas intra e extra bucais, com o auxílio da sintomatologia, exames de inspeção testes térmicos, palpação, percussão, mobilidade e nas características radiográficas. OBS: nem toda pulpite está relacionada a dor. POLPA NORMAL SINAIS E SINTOMAS Ausência de sintomatologia INSPEÇÃO Dente pode estar hígido restaurado ou cariado. TESTE DE VITALIDADE No teste térmico ao frio, dor rápida, fugaz e cessa imediatamente removendo-se o estímulo. Já ao teste de calor, a resposta pode ser tardia, conforme o aumento da temperatura. PALPAÇÃO E PERCUSSÃO Não haverá sintomatologia dolorosa nem a palpação, e nem nos exames de percussão horizontal e vertical. MOBILIDADE Não haverá alterações de mobilidade em um dente saudável. Esse dente se apresentará normal. Patologias pulpares ACHADOS RADIOGRÁFICOS Na porção coronária podemos encontrar dente hígido, sem cárie ou com carie e restaurações superficiais. A polpa estará integra, e a lamina dura e ligamento periodontal estarão intactos. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. PULPITE REVERSÍVEL É uma leve alteração inflamatória da polpa, onde, o tecido ainda tem condições de reparo. Ou seja, se as causas irritantes forem retiradas, a polpa conseguirá reverter o quadro de inflamação. SINAIS E SINTOMAS É assintomática, ou seja, ausência de dor. Mas em algumas vezes pode receber um estímulo que ocasione dor aguda rápida, localizada e momentânea, mas que passe com a remoção do estímulo. Sendo, uma dor provocada. INSPEÇÃO Restaurações com falhas e lesões de cáries extensas, mas que ainda não teve a exposição da polpa. TESTE DE VITALIDADE No calor a dor demora segundos para aparecer, mas cessa ao remover o estímulo. No frio a dor aparece aguda, rápida e localizada e também cessa ao remover o estímulo. PERCUSSÃO E PALPAÇÃO Tem resultados negativos, já que não tem envolvimento dos tecidos perirradiculares. Sem mobilidade, ou seja, o dente estará normal. ACHADOS RADIOGRÁFICOS Apenas dá para observar a extensão da lesão da cárie e da restauração perto da polpa, mas não tem como saber se teve a exposição. A lâmina dura está intacta. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. TRATAMENTO Remoção da cárie ou da restauração, capeamento pulpar direto ou pulpotomia (indicado em dentes jovens, com ápice aberto para tentar manter a vitalidade pulpar, remoção parcial/coronária da polpa). Em casos necessários, pode ser feito um curativo com medicação a base de óxido de zinco e eugenol. É valido lembrar que, devemos tomar alguns cuidados no momento da remoção do tecido cariado, pois a polpa já está inflamada, cuidados como não superaquecer a polpa, usar refrigeração no momento de abertura coronária, é decisivo na recuperação da polpa. PULPITE IRREVERSÍVEL SINAIS E SINTOMAS Também é assintomática e com a presença de estímulo possuí uma dor rápida e localizada, porém ela persiste por um tempo quando removido o estímulo. Mas em casos onde há sintomatologia dolorosa, a dor pode se torna espontânea, intensa, pulsátil/latejante e continua, onde não há efeito de analgésicos. INSPEÇÃO Restaurações e lesões de cáries extensas com exposição da polpa quando fazemos a limpeza do tecido cariado. TESTE DE VITALIDADE No calor a dor é exacerbada, já que estimula a vasodilatação. No frio o teste pode dar positivo quando estágio inicial, a dor é aguda e persiste após a remoção do estimulo. Quando em estágios avançados, a resposta será negativa. Mas ao longo do tempo o frio pode ajudar como vasoconstritor aliviando a dor. PERCUSSÃO E PALPAÇÃO Também possuí resultado negativos. Mobilidade negativa também. ACHADOS RADIOGRÁFICOS Se observa apenas lesões de cárie e as restaurações extensas já com exposição a polpa. A lâmina dura está intacta podendo haver um suave espessamento do ligamento periodontal. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. TRATAMENTO Tratamento endodôntico com remoção total da polpa. Lembrando que, devido a inflamação local, a anestesia será dificultada. PULPITE CRÔNICA HIPERPLÁSICA OU PULPITE IRREVERSÍVEL ASSINTOMÁTICA SINAIS E SINTOMAS Se trata se um quadro assintomático. Podendo ter sintomatologia dolorosa apenas com o trauma do tecido que reveste o interior da câmara pulpar. INSPEÇÃO Em pacientes jovens principalmente, acontece a formação de um pólipo pulpar no interior da câmara pulpar. Clinicamente, encontramos um dente quebrado com pólipo pulpar (crescimento excessivo do tecido pulpar para fora da câmera pulpar). TESTE DE VITALIDADE Não temos paredes para realizar o teste térmico nesse dente, devido ao nível de destruição. Diante disso, é muito complexo realizar o teste de sensibilidade pulpar. Nos estágios iniciais, o dente responderá positivamente ao teste, pois há vitalidade. PALPAÇÃO E PERCUSSÃO Responderá negativamente. E não apresentará mobilidade. ACHADOS RADIOGRÁFICOS Não encontramos lesão periapical características. O achado mais frequente nessa patologia é a cárie extensa e destruição coronária. Ligamento periodontal normal ou raramente espessado. TRATAMENTO Curetagem do pólipo, ou remoção do pólipo no momento do tratamento endodôntico, com irrigação abundante. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. NECROSE PULPAR É caracterizada pelo somatório de alterações morfológicas que acompanham a morte celular em um tecido. É importante lembrar que as alterações pulpares ocorrem de maneira compartimentalizada, a partir do momento que a bactérias causam uma inflamação a polpa, e o hospedeiro não consegue responder efetivamente ao avanço, acontece a necrose. E dependendo da causa, pode ser caracterizada como: 1. Necrose de liquefação: comum em áreas de infecção bacteriana. Resulta da ação de enzimas hidrolíticas, de origem bacteriana e/ou endógena (neutrófilos), que promovem a destruição tecidual. 2. Necrose de coagulação: geralmente é causada por uma lesão traumática, com interrupção do suprimento sanguíneo pulpar por causa do rompimento do feixe vasculonervoso que penetra pelo forame apical, ocasionando isquemia tecidual. 3. Necrose gangrenosa: quando o tecido que sofreu necrose de coagulação é invadido por bactérias que promovem a liquefação. Ocorre em dentes traumatizados, cujas polpas sofreram necrose de coagulação asséptica e que se tornaram infectadas posteriormente. Quando a necrose pulpar e a colonização bacteriana se estenderem para todo tecido pulpar, iniciam-se as alterações perirradiculares. Fonte: Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. SINAIS E SINTOMAS É assintomática, mas o paciente pode relatar dor prévia. INSPEÇÃO O dente pode apresentar cáries ou restaurações extensas. Em casos que a coroa se apresenta hígida, a necrose está associada a traumas dentários. O dente se apresentará escurecido. TESTE DE VITALIDADE Não responderá ao teste térmico de sensibilidade pulpar. Pode responder positivamente ao calor. PALPAÇÃO E PERCUSSÃO Não responderá a esses testes. E não apresentará mobilidade. ACHADOS RADIOGRÁFICOS A lamina irá se apresentar normal, e em casos que a necrose está associada a uma lesão periapical, refere-se a uma patologia avançada. TRATAMENTO Iremos fazer o tratamento endodôntico, usando em medicamento intracanal se você não estiver confiante no momento de realizar o preparo bem feito. É de boa escolha, usar o hidróxido de cálcio com um veículo aquoso ou propilenoglicol. Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. POLPA INFLAMADA Acontece a vasodilatação, ocorrendo o aumento da permeabilidade vascular, gerando edema. O tecido necrosado não terá mais ação das células de defesa, isso faz com que seja mais propicio para a proliferação de bactérias aos tecidos periapicais. SINAIS E SINTOMAS É assintomática, porém se os tecidos perirradiculares já estiverem afetados, pode apresentas dor. INSPEÇÃO Extensa cárie que já afetou toda a polpa, ou se for ocasionada por trauma o dente estará hígido e com coroa escurecida. TESTE DE VITALIDADE No calor apresenta resultado negativo, mas em raros casos pode apresentar resultados positivos por conta das fibras C que ainda restam por serem mais resistentes. No teste ao frio apresenta resultado negativo. PERCUSSÃO E PALPAÇÃO Pode ser positivo ou negativoem relação a envolvimento dos tecidos perirradiculares. ACHADOS RADIOGRAFICOS Cárie extensa ou coroa hígida (trauma). A lâmina dura e o ligamento podem estar normais, com pequeno espessamento ou uma lesão de reabsorção óssea. TRATAMENTO: Hipoclorito a 2,5% (irrigação abundante), instrumentação e desbridamento ou patência foraminal (limpeza do forame, a lima deve passar sem amplia-la). Essas alterações podem ser do tipo Aguda, sendo resposta rápida – Periodontite apical aguda, abcesso periapical agudo. Ou, do tipo Crônica, composição histológica diferente da fase crônica– Granuloma periapical, Cisto periapical, Abcesso periapical crônico. PERIODONTITE APICAL AGUDA A Resposta inflamatória aguda é limitada ao ligamento periodontal e osso adjacente. Pode causar discreta extrusão dentária e sensibilidade a percussão. As respostas inflamatórias podem ser inatas ou inespecíficas. Podendo ser ocasionada por: Trauma sendo, tratamento ortodôntico, contato prematuro, sobrecarga oclusal e pilar de PPR. Ou, pode ser ocasionada por bactérias, sendo a progressão da cárie. SINAIS E SINTOMAS Dor espontânea, intensa e localizada. Sensibilidade ao toque e sensação de dente crescido. Pode estar relacionada ao trauma ou bactéria. INSPEÇÃO Na periodontite bacteriana, pode haver alteração de cor da coroa (escurecida), na periodontite traumática a coroa estará normal. O paciente vai relatar a sensação de dente crescido. TESTE DE VITALIDADE Quando a periodontite é de origem bacteriana os resultados serão negativos, já que está relacionada a necrose pulpar. Logo, na periodontite de origem traumática, a polpa estará vital, podendo estar alterada apenas. PERCUSSÃO E PALPAÇÃO Na percussão vertical irá representar muita sensibilidade com dor intensa, por isso deve ser feita com pressão levemente com a digital. A palpação será negativa, porém pode variar levando em conta a extensão da resposta inflamatória. MOBILIDADE Haverá extrusão, pois o paciente terá sensação de dente crescido. E a mobilidade não será tão nítida. ACHADOS RADIOGRÁFICOS Ligeiro espessamento na região do ligamento periodontal, fazendo com que tenha uma leve extrusão do dente. Alterações periapicais × TABELA DE FIXAÇÃO Fonte: essa tabela foi desenvolvida com base no conteúdo passado em aula pelo Dr. Marcos S. Endo. TRATAMENTO No caso do envolvimento de lesão de cárie deve ser feito o tratamento endodôntico. Se for apenas por trauma, deve ser retirado o estimulo. Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos Sérgio Endo. 1. BACTERIANA Fator: Infecciosa. Dor: Local/exacerbada. Coroa: Escurecida. Polpa: Necrose. Palpação: Negativa Percussão: Positiva. Mobilidade: Dente crescido. Radiografia: LP normal/espessamento. Evolução clínica: abcesso periapical agudo, granuloma e cisto. Tratamento: Endodôntico. 2. TRAUMÁTICA Fator: Oclusal/forças ortodônticas. Dor: Local/exacerbada. Coroa: Normal. Polpa: Vital e alterada. Palpação: Negativa. Percussão: Positiva. Mobilidade: Dente crescido. Radiografia: LP normal/espessamento. Evolução clínica: retorna a normalidade ou necrose. Tratamento: Remoção da causa. ABSCESSO PERIAPICAL AGUDO Se a resposta inflamatória não consegue eliminar ou reduzir a ação do agente agressor, há uma exacerbação caracterizada por uma inflamação purulenta, e nesse momento está instalado um quadro de abcesso periapical agudo. Essa resposta, só poderá reduzir a resposta inflamatória, ou seja, não poderá eliminar o conteúdo necrosado do canal radicular. Entretanto, se a resposta inflamatória conseguir conter e organizar uma resposta imune adaptativa, esse quadro poderá crônificar e se tornar uma periodontite periapical crônica. É importante lembrar, que esse quadro pode se disseminar e causar alterações importantes nas regiões de cabeça e pescoço. Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. SINAIS E SINTOMAS Dor espontânea, pulsátil e localizada, lancinante, intensa, continua, exacerba ao toque vertical/mastigação. INSPEÇÃO A coroa pode se encontrar escurecida, com cárie, ou restaurações extensas. TESTE DE VITALIDADE Negativo ao frio e ao calor, devido a necrose pulpar. PERCUSSÃO E PALPAÇÃO Resultado positivo, tendo que ser feito esse teste com cautela, já que pode ter uma grande sensibilidade. A mobilidade e ligeira extrusão (devido ao edema) também estarão presentes. ACHADOS RADIOGRÁFICOS Normal ou com ligeiro espessamento na região apical do ligamento periodontal. CLASSIFICAÇÃO CLINICA O inchaço dessa condição será ausente ou presente dependendo da fase (evolução e evoluído). As classificações desse quadro são de acordo com a posição anatômica do exsudato purulento formado, sendo inicial (intraóssea), em evolução (está indo para o subperiósteo) ou evoluído (edema característico na região submucosa). O paciente pode apresentar febre e prostração. EVOLUÇÃO CLÍNICA Inicial (dor intensa), em evolução e evoluído (a propensão da dor é não ser tão intensa), abcesso crônico, angina de Ludwig, osteomielite e óbito. TRATAMENTO Primeiro deve ser drenado a coleção purulenta através do canal ou incisão na região. Nesse momento, faremos a abertura desse dente, depois que já teve a regressão e a região estiver limpa e sem contaminação (uso do medicamento intracanal), já deve ser feita a obturação. Dependendo da condição sistêmica do paciente, deverá haver o uso de medicação sistêmica. O quadro agudo pode se crônifica, na medida que a resposta inflamatória é eficaz na redução da intensidade da agressão e quando a agressão possui baixa intensidade e longa duração. GRANULOMA PERIAPICAL A formação do granuloma periapical, acontece especificamente na presença conteúdo inflamatório nos canais radiculares. Anteriormente, pode ter havido um quadro de dor, mas que nesse quadro não há mais sintomatologia dolorosa. Microscopicamente, observamos presença de um tecido granulomatoso, infiltrado inflamatório do tipo crônico, nesse infiltrado crônico há presença de células mononucleadas (macrófagos), liberação de citocinas (IL,TNF), ação conjunta dos macrófagos, linfócitos e Plasmócitos (IgG, IgA, IgM), fibroblastos, células nervosas e vasos sanguíneos neoformados. A partir dessas redes de respostas, haverá a ativação e ação efetiva de clastos (unidade de reabsorção óssea). Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. SINAIS E SINTOMAS Não apresenta sintomatologia dolorosa. INSPEÇÃO A coroa pode estar escurecida, podendo haver presença de carie, restaurações extensas infiltradas com cárie secundária. TESTE DE VITALIDADE Devido ao processo de necrose pulpar, esse dente não responderá ao teste de sensibilidade pulpar ao frio. PALPAÇÃO E PERCUSSÃO Não responderá aos testes de palpação e percussão. E não há mobilidade, devido não estar relacionada a doença periodontal, não apresentará extrusão dentária. ACHADOS RADIOGRÁFICOS A imagem sugestiva de rarefação óssea, ou seja, lesão periapical crônica. A descoberta acontecerá apenas em exame de rotina. ASPECTOS DA FACE Normal e ausência de inchaço intra oral ou extra oral. EVOLUÇÃO CLÍNICA Manutenção do granuloma, cisto periapical, e após um tempo sem tratamento, novos infiltrados bacterianos podem acontecer o reagudecimento. TRATAMENTO Nesses casos iremos realizar o tratamento endodôntico. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. ×OBS: nesses casos, a remodelação do canal e limpeza do conduto deve ser muito rigorosa e cuidadosa, devemos fazera patência apical para desorganizar o infiltrado inflamatório apical. Diante disso, irrigando o canal corretamente, e usando o medicamento intracanal adequado, iremos ter regressão da rarefação óssea. CISTO PERIAPICAL Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. Na região do ligamento periodontal, existem remanescentes epiteliais das bainhas de Hertwig, essas células afastam relativamente o osso da superfície radicular. E essas células, podem vir a se proliferar durante um processo inflamatório crônico, a resposta imune adaptativa com diversas células bacterianas ou endógenas, podem estimular a proliferação dessas células, haverá o estimulo de um fator de crescimento epidermal (EGF), e esse será o motivo da proliferação das células remanescentes da bainha de Hertwig. Quando isso acontece, as células posicionadas mais internamente a essa proliferação, param de receber nutrientes, e quando isso acontece, acontece a morte celular, consequentemente a formação dessa cavidade cística. Logo, o fator de origem desse cisto, é o conteúdo infeccioso do canal radicular. × CONSIDERAÇÕES HISTOLÓGICAS Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. Todo cisto é oriundo de um granuloma, mas nem todo granuloma vai se tornar um cisto. SINAIS E SINTOMAS É assintomático, ou seja, não haverá sintomatologia dolorosa. INSPEÇÃO A coroa pode estar escurecida sugerindo necrose pulpar, podendo haver cárie, uma restauração extensa insatisfatória com cárie secundária. TESTE DE VITALIDADE Não responderá aos testes de sensibilidade pulpar. PALPAÇÃO E PERCUSSÃO Não responderá a esses testes. Porém, dependendo do tamanho do cisto ao palpar, poderemos sentir alterações. Não características de mobilidade e extrusão dentária. ACHADOS RADIOGRÁFICOS Verificaremos uma imagem radiográfica sugestiva de lesão periapical crônica, ou seja, rarefação óssea periapical. Dito isso, o diagnóstico é difícil, pois a distinção de um granuloma e um cisto, só é possível através de um exame histopatológico. Não haverá inchaço da face. EVOLUÇÃO CLINICA Ele ficará dessa forma, ou pode acontecer o reagudecimento. TRATAMENTO Quando não houver a necessidade de definir o diagnóstico, faremos o tratamento endodôntico. Pois, o tratamento será o mesmo de todos, em todos os casos devemos irrigar com abundancia os canais radiculares, e limpar com eficácia para fornecer o reparo da região periapical. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. CISTO VERDADEIRO X CISTO EM BAÍA 1. Cisto verdadeiro – não vemos o intimo contato com o ápice dentário. 2. Cisto em baía – veremos uma relação entre o cisto e a região periapical. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. Por conta de alguns cistos não regredirem, a possibilidade da intervenção cirúrgica deve ser apontada ao paciente. ABCESSO PERIAPICAL CRÔNICO Histologicamente, são zonas de necrose de liquefação contendo neutrófilo PMNs desintegrados, circundadas por macrófagos e neutrófilos. A fistula comunica estas zonas a periferia, sendo revista por epitélio ou tecido conjuntivo inflamado. FÍSTULA – é um trajeto epitelializado que comunica um processo patológico ao meio exterior, permitindo a drenagem da coleção purulenta. O rastreamento da fistula, pode contribuir para diagnóstico. SINAIS E SINTOMAS É assintomático. INSPEÇÃO A coroa pode apresentar restaurações, cárie, e pode estar escurecida. TESTE DE VITALIDADE Devido a necrose pulpar, o dente não responderá aos testes de sensibilidade pulpar. PALPAÇÃO E PERCUSSÃO O resultado será negativo. Não haverá extrusão nem modalidade dentária, se não estiver associado a uma doença periodontal. ACHADOS RADIOGRÁFICOS Imagem radiográfica sugestiva de lesão periapical crônica, ou seja, rarefação óssea. Se houver fistula, será mais fácil fechar o diagnóstico de forma mais plausível. ASPECTOS INTRA E EXTRA ORAIS Presença de fístula. Se a fistula for de origem periodontal, no momento do teste de sensibilidade pulpar o dente responderá positivamente. EVOLUÇÃO CLÍNICA Manutenção dessa condição ou evolução para osteomielite. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. TRATAMENTO Faremos o tratamento endodôntico, com a medicação intracanal correta, instrumentação adequada e irrigação abundante. Após o PQM completo e a medicação intracanal, de 5 a 10 dias haverá a recuperação da fístula (sem promessas ao paciente). Se não haver a regressão, trocar o medicamento intracanal até o quadro regredir, se não houver regressão haverá possibilidade de intervenção cirúrgica. OBS: antibioticoterapia não funcionará nesses casos, diante disso, não faremos essa escolha durante o tratamento. Com isso, é mais proveitoso investir em limpeza dos canais radiculares, patência foraminal, instrumentação adequada, medicação intracanal correta e irrigação abundante. Reforçando o aprendizado Reforçando o aprendizado Fonte: as imagens acima anexadas, foram retiradas da aula do Dr. Marcos S. Endo. É válido lembrar que, existem diagnósticos diferenciais, e que nem toda dor é de origem endodôntica, o diagnostico deve ser feito com base em uma rede de exames que se complementam. O diagnóstico das alterações pulpares é periapicais é dinâmico. O diagnóstico correto, deve ser seguido de planejamento adequado para conseguir alcançar um tratamento de sucesso. Nós devemos estar rodeados de conhecimento, técnica e prática para conseguirmos um bom prognóstico. Para evitar acidentes e complicações, devemos ter domínio de conhecimentos técnicos e biológicos, contudo, associar com o uso do material apropriado e experiência profissional, é a tríade que devemos seguir para conseguirmos evitar esse tipo de acontecimento na nossa rotina clínica. É de extrema importância, termos planejamento em tudo que vamos fazer, inclusive na pratica clinica diária. Embasados no planejamento e no diagnóstico correto, podemos estar cientes de qual será o próximo passo, bem como, conscientizar o paciente das nossas tentativas e tratamentos com previsibilidade variáveis. FATORES A CONSIDERAR Acidentes, podem acontecer em qualquer etapa do tratamento, é necessário entendermos e estabelecermos condutas clínicas para prevenir tais acidentes. O principal envolvido é o nosso paciente, ou seja, um ser humano, que possui sentimentos, tem dor, devemos ter empatia e entender seus medos e o mais importante é transmitir segurança, para que mesmo em frente a um erro o paciente veja que você está preparado para corrigi-lo. Considerações Finais ACIDENTES E COMPLICAÇÕES Acidentes e complicações Previsibilidade do tratamento Complicações ETAPAS DO TRATAMENTO – isolamento do campo operatório, acesso coronário, instrumentação, irrigação, obturação. DIFICULTADES ANATÔMICAS – rizogênese incompleta, má-formação anatômica, curvaturas radiculares, calcificações, canais e raízes extranumerários, reabsorção dentais. COMPLEXIDADES NA ANATOMIA INTERNA 1. Dentes com rizogênese incompleta – ápice aberto 2. Canal em C – presentes em alguns molares inferiores 3. Des in dente 4. Curvaturas radiculares e calcificações 5. Reabsorções ISOLAMENTO DO CAMPO OPERATÓRIO Podem acontecer no momento da instalação (aspiração ou deglutição dos grampos, porta agulhas). Podem haver dificuldades no momento do isolamento, diante disso, devemos avaliar a necessidade de intervenção periodontal prévia. Além do mais, o paciente pode ter alergia ao lençol de borracha (comprar lençóis que não tenha látex). × NO CASO DE DEGLUTIÇÃO/ ASPIRAÇÃODE INSTRUMENTAIS 1. Manobras de Heimlich 2. Desobstruir vias respiratórias 3. Contatar serviço médico de urgência Diante disso, é indispensável o uso de isolamento absoluto. ACESSO CORONÁRIO Esse acidente, pode acontecer o acesso inadequado sendo que pode acontecer o desgaste insuficiente (impossibilidade de instrumentação, e o risco de fratura de limas) ou desgaste excessivo (pode acontecer a fratura do dente). × CONDUTA CLINICA Precisamos entender a forma de conveniência de cada dente, a abertura coronária deve ser feita de forma cuidadosa, e devemos ter conhecimento da anatomia dentária de cada dente. Nessa etapa do procedimento, pode acontecer a perfuração do dente, durante a localização dos canais, sendo que pode ser devido a abertura deficiente (forma de contorno inadequada), anatomia externa do dente, não avaliar corretamente a orientações da radiografia. Ademais, pode ocorrer perfurações no preparo para pio/desobturação. As medidas preventivas para que não ocorra esse acidente e avaliar a posição/angulação da coroa/pino em relação a raiz. Diante disso, devemos ter uma avaliação radiográfica criteriosa. × DIAGNÓSTICO Etapas do tratamento endodôntico Deve ser clinico (sangramento), radiográfico, tomográfico e cirúrgico (cirurgia exploratória). × PROGNÓSTICO Dependerá da localização (se for intraósseo terá um pior prognóstico), tamanho (permite a reabilitação do dente?) E tempo decorrido (selamento imediato/ contaminação). × CONSIDERAÇÕES TERAPÊUTICAS Selamento via canal ou cirúrgico, matéria com boa aceitação biológica, que seja de fácil manipulação/aplicação, radiopacidade, MTA. Amálgama, guta, ionômeros, cimentos, sulfato de cálcio (osteoindutor). 1. MTA (agregado tri óxido mineral) Acesso viável (furca, cervical e terço médio), selar a perfuração com MTA. É um material que contém o cimento Portland (presente no material de construção civil). × COMO EVITAR A PERFURAÇÃO Evitar procurar o canal com a ponta diamantada, sempre procurar cuidadosamente com a sonda. Caso haja a perfuração, faremos a remoção do tecido de granulação e irrigação com soro fisiológico estéril, e no dia que perfurou podemos selar com hidróxido de cálcio e propilenoglicol. Para depois planejarmos qual será o próximo passo. Na próxima sessão, faremos a limpeza da cavidade e selamento provisório com MTA branco para dar continuidade a desobturação dos canais radiculares e tratamento endodôntico, posterior a isso faremos a obturação e preparo para o selamento definitivo da perfuração com MTA branco e proteção com Coltosol e restauração definitiva com resina composta. INSTRUMENTAÇÃO DO CANAL RADICULAR Nessa etapa a insistência no degrau que pode vir a formar no terço cervical, médio e apical, pode levar a repetição do instrumento numa mesma profundidade, quando acontece a inserção de instrumentos não pré-curvados, corre grande risco de perfuração e fratura da lima no canal. Irrigar abundantemente o canal, usar limas flexíveis, quando acontecer o degrau é necessário pré-curvar os instrumentos antes de introduzi-las para retomar o trajeto do canal e fazer ampliação progressiva do conduto radicular. É necessário fazer radiografias contínuas a cada 1 ou 2 mm, para segurança de não ter desviado do canal. Em casos de lesões periapicais persistente, as vezes é necessário a complementação com acesso cirúrgico. × ZIP É a conformação elíptica apical, falta de pré-encurvamento, pressão excessiva e cinemática inadequada causando a deformação do forame apical. Acontece mais em incisivos laterais superiores, a conduta a ser realizada é retomar o comprimento de trabalho com uma lima mais calibrosa (comparando radiograficamente), e achar uma nova lima memoria no comprimento de trabalho e obturando dessa maneira. É necessária sensibilidade tátil para conseguir resolver esse problema. Fonte: as imagens acima anexadas, foram retiradas da aula do Dr. Marcos S. Endo. × FRATURA DE INSTRUMENTO É um dos maiores medos do início da carreira endodôntica. Sendo que a maior porcentagem de fraturas ocorre no nível apical, pode ser decorrente do uso incorreto do instrumento, desconhecimento das características físicas, não observação de deformações criadas nos mesmos e os canais atrésicos e curvos favorecem a fratura. A fratura pode acontecer por torção (quando a ponta da lima prende e se continua o movimento com o cabo) ou por fadiga cíclica (quando a lima já está ‘’velha’’ e continuamos usando). Precisamos ter atenção especial para as limas de menor calibre. Podemos evitar isso fazendo o alargamento prévio do terço cervical para diminuir risco, precisamos ter consciência da flexibilidade da lima, ter cuidado a complexidade dos canais radiculares, e cuidado nos movimentos que serão feitos, descartando as limas que já tiveram a vida útil ou deformações presentes. Quando acontecer a fratura no canal radicular, a conduta clinica a ser adotada é tentar remover o fragmento, caso não consiga o ideal é que tente transpassar o obstáculo. Para saber se a lima realmente fraturou o ideal e que pegamos a régua metálica e medimos a lima para confirmar sua medida e por fim faremos uma radiografia para saber a localização e o tamanho do fragmento. Diante disso, sempre que receber um encaminhamento de outro profissional, mesmo com radiografia, precisamos fazer uma nova tomada radiográfica. É importante avaliar o estado emocional (do paciente e profissional) para continuar na mesma sessão ou adiar. Após o atendimento é necessário informar o paciente sobre a intercorrência e os possíveis efeitos sobre o prognóstico. × QUATRO ALTERNATIVAS 1. Remover o fragmento ou ultrapassar o fragmento e remove-lo (prognóstico favorável) 2. Ultrapassar, não remover e obturar (prognóstico pode ser favorável). 3. Não ultrapassar o fragmento e obturar (prognóstico duvidoso e favorável). 4. Remoção cirúrgica. Caso isso aconteça, é ideal que com instrumentos adequados, façamos a ampliação da parte cervical e média do conduto acima da lima fraturada. × CONDUTA CLINICA A remoção do instrumento, requer conhecimento e experiência clínica para conduzir a situação. Será necessário dilatar o canal até o nível do fragmento, achar espaço entre o fragmento e a parede do canal, e com limas de pequenos calibres (#10 ou #15) fazendo movimentos de cateterismo tentamos ultrapassar o fragmento. É importante lembrar de acompanhar com radiografias, e fazer a ampliação progressiva. × RECURSOS ADICIONAIS 1. Quando o fragmento se encontra em uma distância razoável, que conseguimos visualizar clinicamente, algumas vezes conseguimos fazer a preensão com a pinça hemostática fina. Entretanto, quando o fragmento se encontra em uma distância média a apical, as pinças não conseguirão prender o fragmento. A conduta ideal, é que façamos a associação de uma boa visualização (lupas, microscópio), pontas finas e aparelho ultrassônico com pontas especificas para retirar o fragmento, ou até mesmo fazendo uso de sistema masseran. ACIDENTES NA IRRIGAÇÃO Nessa etapa do tratamento endodôntico, pode-se acontecer o manchamento da roupa do paciente com hipoclorito de sódio. A solução irrigadora, é extremamente irritante as tecidos, esse extravasamento possui efeito tóxico, é consequência da injeção do mesmo sob pressão excessiva, forame amplo ou alergia a substância utilizada (em casos de alergia, intercalar entre clorexidina em gel e soro fisiológico). × CONDUTA PREVENTIVA Uso de babador de plástico que cubra boa parte do paciente, manusear a seringa com hipoclorito com cuidado, não transferir os materiais por cima do paciente é ideal que essa transferênciaseja feita por fora da cadeira para que a solução não caia e não corra o risco de cair nos olhos do paciente. Ainda, devemos tomar cuidado com a vida útil da seringa e da agulha irrigadora. É importante nos lembrar de não inserir a ponta irrigadora até o CRT, e nunca trava-la nas paredes do canal (fazer movimentos de vai e vem para evitar o travamento). × COMO TRATAR UM ACIDENTE COM NaOCl Irrigar abundantemente com soro fisiológico, permitir sangramento para remover NaOCl, compressas com gelo (15 em 15 minutos, 14h), calor após as primeiras 24 horas, controle da dor (paracetamol 750mg), medidas de controle local da infecção por antibioticoterapia por 7 a 10 dias (primeira opção é a amoxicilina), em casos de muita dor administrar corticosteroides para controlar a inflamação, por fim precisamos fazer o controle diário. ACIDENTES NA OBTURAÇÃO Nessa etapa, pode acontecer o extravasamento de material obturador (cone ou cimento), que não está ligada diretamente com qualidade da obturação. O extravasamento de cimento obturador em dentes inferiores, podem contribuiu para a parestesia. Comumente, a sub obturação, acontece com mais frequência quando comparada a sobre obturação. A reabsorção do material obturador, dependerá da composição do material utilizado. × CONDUTA CLINICA 1. CIMENTO – normalmente reabsorvido sem causar problemas, casos de dor extrema realizar curetagem apical. 2. GUTA PERCHA – avaliar qualidade da obturação e presença de sintomatologia, tentar remover via canal ou destacar a porção extravasada para tecido periapical (possibilidade de encapsulamento), caso persistir a dor, indicamos a cirurgia parendodôntica. É valido lembrar, que nem todos os casos vai surgir sintomatologia e algumas vezes a sintomatologia não estará ligada ao material extravasado. Diante disso, a investigação da dor deve ser criteriosa. É necessário sempre fazermos a avaliação minuciosa do caso, com planejamento para que consigamos minimizar a chance de erros e acidente. Caso o acidente aconteça, precisamos dar todo suporte e esclarecimento para o paciente. Devemos avaliar as condições e ter recursos disponíveis para contornar a situação. O mais das vezes, vemos que a lide judicial não é decorrente de falhas técnicas, mas de falhas de comunicação. Rizogênese incompleta, é sinônimo de ápice imaturo, ápice aberto, ápice incompleto, ápice em bacamarte, dentes jovens. É sabido, que durante a odontogenese haverá a estimulação, desde a formçào inicial do dente até a formação radicular pela via da bainha de hertwig, entretanto, esse momento pode ser interrompido, pode ser de origem biológico (cárie/necrose pulpar) ou de origem traumática. DEFINIÇÃO 1. Apicigênese – formação do ápice, continuidade da formação radicular de uma forma fisiológica, quando ainda há vitalidade do dente. 2. Apecificação - indução do fechamento do forame apical através de uma barreira de tecido mineralizado, em dentes com necrose pulpar. 3. Revascularização – pode acontecer em situações de dentes traumatizados, dependendo da força do impacto pode se retomar a vitalidade e continuar a formação radicular. 1. Fase de botão 2. Fase de capuz 3. Fase de campânula RIZOGÊNESE INCOMPLETA Rizogênese incompleta Odontogênese DENTES JOVENS O completo desenvolvimento da raiz de um dente permanente ocorrer três anos após a erupção dental. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. O estimulo nocivo (cárie ou trauma dental) interrompe o desenvolvimento. O tratamento para esses casos, não terá muitas modificações. Dentes jovens, se apresentarão com a câmara pulpar extremamente ampla, canal radicular com paredes finas e delicadas (limas #60, #80 por exemplo), não há existência do forame apical, apenas uma abertura apical de diâmetro maior. Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. O tratamento endodôntico propriamente dito, consiste em: 1. Abertura coronária 2. Preparo-quimico-mecânico. 3. Obturação No momento de irrigação, devemos fazer calmamente, sem injetar o liquido irrigador, devemos acomodar de forma gentil. No momento da odontometria, devemos ter cuidado redobrado, para não ultrapassar. A instrumentação deve ser feita com calma, com o objetivo de regularizar as paredes. O alargamento do canal, dependerá da fase de Nolla que o dente se encontra, exemplo: se o dente se encontra distante do estágio de Nolla 10, não faremos o alargamento. Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. Intervenção endodôntica – anatomia e diagnóstico O diagnóstico da rizogênese incompleta é feita de semelhante a qualquer outra alteração pulpar e perriradicular, através dos exames clínicos e complementares. Dessa forma, devemos ouvir com cautela tudo o que o paciente está falando, se houve trauma, o modo desse trauma. Nos aspectos clínicos, através da inspeção visual, avaliaremos a coloração dentária, se há presença de lesão, restauração (material utilizado, e se está bem adaptado). Faremos os testes de sensibilidade, percussão, palpação e mobilidade. Em crianças, devemos tomar cuidado com as informações passadas, para que não atrapalhe os testes e diagnósticos. No exame radiográfico, avaliaremos os estágios de Nolla, para identificar o estágio da rizogênese, se há lesão periapical ou presença de reabsorções. ‘’devido ao comprimento vestíbulo-lingual ser maior que o mésio-distal na maioria das raízes e canais, o fechamento apical não pode geralmente ser determinado radiograficamente. ’’ Nas condições que envolve apicigênese, na maioria das vezes conseguimos tratar de modo conservador. Tendo como objetivo o termino do desenvolvimento radicular, formação do canal cementário, obtenção do comprimento normal do canal radicular. Os tratamentos conservadores, envolvem o capeamento pulpar direto, curetagem pulpar (com colher de dentina afiada) e a pulpotomia (remoção parcial da polpa). Os fatores que iremos analisar para escolher o tratamento. 1. Tempo – maior o tempo de exposição da cavidade pulpar, maior a chance de contaminação da polpa. 2. Tamanho – quanto menor a cavidade exposta, menor a infiltração e melhor será o prognostico. 3. Sintomatologia – dor espontânea, continua que não passa com medicamentos, o tratamento conservador é inviável. 4. Características macroscópicas da polpa – cor do sangue (vermelho, brilhante), quantidade de sangramento (hemorragia leve, suave e controlável), e devemos observar a resistência ao corte, quando sentimos a dentina, deve estar com características de corpo. 5. Formação radicular – Quando o ápice estiver aberto e ser viável, devemos priorizar pelo tratamento conservador, mas devemos sempre avaliar os requisitos supracitados. A broca na alta rotação deve ser irrigada com soro fisiológico estéril. O controle clinico e radiográfico é muito importante, pois o dente pode vir a necrosar. O objetivo da apicificação é a formação de tecido mineralizado no ápice radicular. A complexidade de determinados casos, será compatível com o estágio de Nolla que esse dente se encontra (dentes em estágios próximo do 10, estarão com o ápice quase fechados). A obturação imediata as vezes é impedida, pela ausência de selamento apical. Apicigênese Apicificação O selamento apical pode ser feito com hidróxido de cálcio, após o PQM completo para induzir a formação da barreira. Também poderá ser usado o MTA. o HIDRÓXIDO DE CÁLCIO Possui ação anti-inflamatória, devido a ação higroscópica, formação de pontos de proteinato de cálcio, inibiçãoda fosfolipase. Também possui ação antibacteriana, devido a perda da integridade da membrana citoplasmática bacteriana, promove dano ao DNA bacteriano e inativação enzimática. Ainda, o hidróxido de cálcio induz o reparo por tecido mineralizado, pode estimular diferenciação de células mesenquimais em cementoblastos e osteoblastos, o que levaria a produção de matriz cementóide e osteóide para complementar a formação da raiz. O tempo médio para formação de tecido calcificado no ápice radicular varia de 5 a 20 meses. Quais veículos usar? Propilenoglicol – veículo inerte que possui atividade antimicrobiana, hidrossolúvel, viscoso (devido a possibilidade de se manter por mais tempo, dentro de 30 a 45 dias). Veículos aquosos – soro fisiológico estéril, água destilada, anestésico. Quando usamos veículos aquosos, a solubilização do hidróxido de cálcio que já é rápida, acontece muito mais rápido. Quando existe uma reação inflamatória associado a rizogenese incompleta, podemos optar pelo uso: Hidróxido de cálcio + propilenoglicol + paramonoclorofenol canforado. Nesses casos, podemos manter a pasta por 15 dias, entretanto precisamos acompanhar a formação da barreira. Alguns autores sugerem o uso de veículos oleosos em pastas prontas, ou o uso da canfora, azeite para a formação da pasta. O acompanhamento clinico e radiográfico deve ser feito de 3 em 3 meses quando usamos o medicamento intracanal, logo, as radiografias devem seguir os mesmos padrões de posicionamento e processamento, para que consigamos observar corretamente. A abertura coronária é feita com os materiais de costume, a penetração desinfetante feito apenas no terço cervical e médio. A odontometria e instrumentação devem ser cuidadosas para que não haja sobre instrumentação, e a irrigação deve ser cuidadosa, para que não haja extravasamento para os tecidos perirradiculares e não cause injuria tecidual. o MTA O MTA é um pó constituído por finas partículas hidrofílicas e que ganha presa na presença de umidade em menos de quatro horas. O uso será baseado nas seguintes indicações: tratamento de perfurações, selamento de reabsorções, retro obturação, tratamentos conservadores da polpa e apicificação. Propriedades – Pouco solúvel, radiopacidade, biocompatibilidade, selamento, atividade antimicrobiana, induz a formação de tecido mineralizado. A formação de tecido mineralizado, acontece devido a presença de íons cálcio e fosfato na sua formulação, pela capacidade de atrair células blásticas e promover um ambiente favorável para a formação de cemento através da formação da fosfatases alcalina. O uso do MTA requer habilidade técnica e sensibilidade tátil muito grande. O canal deve estar limpo, preparado e seco. Uma opção é colocar o MTA na abertura apical e não obturar na mesma sessão (sessões múltiplas), aí colocaremos o hidróxido de cálcio e a colocação do MTA. Ou ainda, poderemos fazer a técnica ‘’one visit- apexification’’ em uma única seção, faremos os processos de preparo do canal, a secagem e colocação do MTA direto e na mesma sessão fazer a obturação. Geralmente, canais com rizogenese incompleta são muito amplos e a adaptação do cone é extremamente difícil, diante disso, pode ser feita com a técnica do cone moldado, técnica do cone invertido, técnica do cone rolado/calibrado. Cone moldado – moldar a ponta do cone no ápice aberto. Gotas de solvente no pote dapen e plastifica a ponta do cone de gutta percha no solvente (o cone deve ser compatível com o diâmetro do canal, fazendo movimentos curtos de tirar e pôr para moldar melhor o cone no ápice). Cone invertido – prova-se a parte que normalmente pegamos com a pinça, deve-se alcançar o CRT. Cone calibrado – com a ajuda de uma régua calibradora com furos para diâmetros, introduzimos o cone e fazemos o corte no diâmetro desejado. Cone rolado – com ajuda de duas placas de vidro aquecida, aproximamos elas, entre essas placas colocamos os dois cones, e fazemos movimentos de rolar os cones, unindo-os. A detecção de sinais (radiolucidez, fístula, tumefação) e/ou sintomas (dor) da doença perirradicular associados a dentes tratados endodonticamente significa que o tratamento fracassou na manutenção ou restauração da saúde perirradicular. As lesões perirradiculares observadas em dentes tratados são também conhecidas como lesão pós-tratamento e podem ser emergentes (estavam ausentes e se desenvolveram após o tratamento), persistentes (que persistiram apesar do tratamento) ou recorrentes (que reaparecem tardiamente após terem sido reparadas). Infecções secundárias, são micro-organismos que estavam fora da cavidade pulpar e adentram por uma falha restauradora e causam uma infecção endodôntica secundária. RETRATAMENTO ENDODÔNTICO Retratamento endodôntico Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. Retratamento deve ser considerado uma intervenção complexa, pois, é uma tentativa, e deve ser considerada como tal. O retratamento pode ter ocorrido, por iatrogênia de outros profissionais, e diante disso é uma condição complexa. ANÁLISE MICROBIOLÓGICA . Actinomyces naeslundii – propionibacterium propionicum / peptostreptococcus micros . Actinomyces meyeri . Clostridium botullinum – bacteroides ureolyticus. Microrganismos que sobreviveram ao preparo químico mecânico (PQM), em áreas inacessíveis ou resistentes ao PQM. Podem ser devido a fatores anatômicos e fatores iatrogênicos que favorecem o crescimento microbiano ocasionando a permanência da infecção. Os fatores microbianos, estão ligados a permanência de uma infecção na região apical ou periapical que resultará no insucesso do tratamento endodôntico. Essa permanecia de microrganismos no conduto, pode ser atribuída a falta de material obturados e perda do comprimento de trabalho, presença de microrganismos após o preparo químico-mecânico. Microbiologicamente falando, os microrganismos de um dente com necrose pulpar é diferente quando comparado a um dente tratado e obturado previamente. Presença de bactérias gram positivas, anaeróbios facultativos. O microrganismo Enterococcus faecalis estão presentes em 7,5% dos casos em infecções primárias, e 85% dos casos em infecções secundárias. A capacidade dessa espécie tem em causar infecções endodônticas e se manter viável no interior dos túbulos dentinários. Devemos nos atentar que polpa sem vitalidade e sem bactérias não promovem destruição óssea. Tratamento endodôntico inadequado, sem sinais e sintomas, sem lesões radiográficas e há presença de lamina dura, precisa de uma análise criteriosa e minuciosa, sempre avaliando a situação como um todo. Pois em casos como esses, pode-se não precisar de um retratamento. Em casos como esse, o novo tratamento restaurador, deve ser feito apenas se Complexidades anatômicas constado a necessidade de um pino intracanal, caso contrário podemos fazer o acompanhamento. Microrganismos são responsáveis pelo desenvolvimento e perpetuação das doenças pulpares e periapicais. Procedimentos de desinfecção fazem a seleção de microrganismos resistentes. Antigamente, alguns autores defendiam que a microbiota de canais com infecções secundárias/persistente com insucesso é caracterizada por monoinfecções ou infecções com número limitado de microrganismos com predominância de anaeróbios facultativos. Mas atualmente, já se sabe que é são microrganismos de origem poli microbiana. QUAL O INTERVALO DE TEMPO PARA O RETORNO DO PACIENTE? Os tempos sugeridos para o início e manutenção do acompanhamento após o tratamento endodôntico são variáveisna literatura. *início em 6 meses e acompanhamento anual até 4 anos. *associação entre reparo e o período de 18- 24 meses, *colaboração do paciente – índices de retorno. Logo, não temos um padrão. Mas precisamos entender que é crucial fazermos o controle clinico e radiográfico quando em terapias endodônticas primarias, para a avaliarmos se houve a regressão da lesão. Em casos em que o tratamento endodôntico foi feito com a polpa vital, a taxa de sucesso é considerada alta (96%), entretanto, a taxa de sucesso não está apenas relacionada com a condição da polpa, tem uma série de fatores que contribuem para o sucesso da terapia endodôntica. Quando comparado com casos de necrose pulpar com lesão e sem lesão a taxa de sucesso diminuiu. E quando comparamos o sucesso da polpa vital, necro com lesão ou sem lesão a taxa de sucesso do retratamento diminui (66%). Entretanto, também encontramos um estudo com porcentagem alta (85,9%) só que esse número é baseado na experiência clínica do profissional. 1. Obturação inadequada de um canal radicular 2. Nos casos em que a obturação é inadequada e uma nova prótese se faz necessária, mesmo não havendo manifestações clínica radiográfica de insucesso. 3. Exposição da obturação ao meio bucal por um longo período de tempo. 4. Persistência de sintomas objetivos, desconforto a percussão e a palpação, fístula ou edema, mobilidade, impossibilidade de mastigação. 5. Presença de rarefações ósseas em áreas perirradiculares previamente inexistentes 6. Dentes que serão submetidos a cirurgia parendodôntica, nos casos em que o canal radicular se apresente inadequadamente instrumentado e obturado. DOR Indicações Critérios de indicação Não devemos levar a dor como parâmetro definitivo, primeiramente devemos avaliar se essa dor é originada do dente tratado, pois, é sabido que muitos tipos dores podem refletir ao dente. Baseado nisso, devemos investigar os sinais da dor, visto que dor e algo subjetivo. É valido reproduzir a dor que o paciente sente, então podemos fazer o teste de sensibilidade pulpar no dente tratado endodonticamente (pode ser algum canal não tratado), mas geralmente é outro dente que está doendo e o paciente não sabe identificar e acusa o dente tratado. Na inspeção clínica, avaliaremos que pode haver alteração de dor, mas que devemos investigar se há trauma, reabsorção interna. O teste de sensibilidade pulpar, será empregado em casos que o paciente relata dor ao ingerir algo gelado, aí devemos reproduzir o teste para confirmar se dor realmente desse dente. Como o dente está tratado endodonticamente, não responderá ao estimulo, apenas se houver algum canal não tratado. O teste de percussão e palpação, ao fazer o teste e o resultado der positivo, devemos primeiramente fazer o ajuste oclusal o dente antes de indicar o retratamento. Ao exame de palpação, se detectarmos algo fora da realidade, devemos encaminhar ao patologista ou especialista para uma segunda opinião. Em casos de retratamento, pode aparecer edema ou fistula, podemos fazer o rastreamento com o cone de guta percha acessório. Devemos fazer a sondagem periodontal e fazer avaliação da mobilidade, pois alguns casos, alguns dentes já estão condenados periodontalmente, e acaba não compensando fazer o retratamento. Devemos avisar o paciente é que preciso fazer o selamento coronário bem feito, pois, alguns pacientes não entendem que deve-se fazer a restauração definitiva desse dente, e alguns anos depois acabam voltando apenas com as raízes residuais. Caso o paciente volte com o material obturador exposto, antes de indicar o retratamento, devemos perguntar a quanto tempo aconteceu essa exposição, pois algumas vezes pode-se fazer apenas a restauração e acompanhar. Entretanto, devemos analisar o tipo de restauração que será feita (direta ou indireta). CRITÉRIOS RADIOGRÁFICOS. Radiograficamente, devemos avaliar o grau de compactação, o limite da obturação, a qualidade de instrumentação, existência de bolhas, preenchimento, etc. Se houver o aumento do espaço do ligamento periodontal, lesão periapical podemos interpretar como um processo inflamatório. Entretanto, é valido lembrar que nem tudo que é radiolúcido se trata de lesão, pode ser uma cicatriz anatômica ou processo de reparo, mas nesses casos associamos com a qualidade da obturação e sintomatologia. Reabsorção radicular Qualidade da obturação do canal radicular Qualidade da restauração ou qualidade do pino intra-radicular. O sucesso endodôntico é caracterizado pela associação da adequada restauração com a adequada endodontia. SEQUÊNCIA CLINICA 1. Avaliação – de forma clínica e radiográfica, para que consigamos planejar o caso com cautela e indicar o retratamento de maneira correta. Nessa etapa, devemos nos atentar ao interno do canal radicular (qualidade obturadora, qualidade do preparo, qualidade da compactação), bem como a condição do periápice e o espaço do ligamento periodontal. 2. Acesso coronário – em casos de pinos intrarradiculares, é necessário o uso de insertos ultrassônicos. Ademais, não são todos os casos que há presença de pinos, alguns faremos o acesso, apenas. Anestesia infiltrativa para o isolamento absoluto e se caso houver necessidade de patência foraminal. A direção de trepanação, forma de contorno, forma de conveniência serão feitos de acordo com a abertura coronária anterior. 3. Desobturação – A. Limas do tipo K B. Brocas de largo (anticurvatura) C. Brocas de Gates (porção reta) D. Limas do tipo H – usada apenas após o ganho de profundidade da lima tipo K. E. Canal Sempre preenchido com solução irrigadora F. Solvente (somente se necessário) G. Radiografia para verificação H. Odontometria I. Novo preparo químico mecânico. Nos momentos de acesso, é interessante que se faça sem isolamento absoluto. Quando você sentir que conseguiu acesso ao canal radicular (sentir uma consistência ‘’fofa’’ diferente) pega a sonda exploradora endodôntica e inspecione que realmente é o cone de Guta percha. Use uma lima tipo K resistente (#25/#30), faça movimentos de ¼ a direita pressionando apicalmente, fazendo uma força e pressionando apical. A lima tipo H, só é usada após o ganho de profundidade e espaço criado pela lima tipo K anteriormente. Devido seu poder de corte ser eficaz na retirada de remanescentes residuais de massa obturadora. Se a tentativa de retirada do material de forma manual não foi efetiva, aplicamos o uso de solventes. Usando a seringa de irrigação, removemos o êmbolo, na seringa colocaremos em média 2ml de solvente, depois inserimos o êmbolo (manuseando da mesma maneira do EDTA). A aplicação do solvente no canal, será na medida que esse líquido não transborde na coroa. A partir do momento que o solvente entra em contato com a guta percha inicia-se um processo de plastificação, com o uso da lima fazendo movimentos de ¼ de volta no sentido apical sentiremos que a massa obturadora começará a amolecer. Se nesse percurso, a entrada do canal radicular estiver difícil o acesso, poderemos usar na baixa rotação uma broca de largo compatível com aquela região. Quando estiver avançando próximo a porção cervical/média do canal radicular, pode-se fazer uso de brocas de Gates na baixa rotação (Calibres maiores ficam mais afastados do ápice, e os calibres menores 2 Remoção do material obturador e 3 ficam mais para o terço médio do canal), é valido lembrar que essas brocas não ganham curvatura, é importante fazer o acompanhamento radiográfico para que não aconteça uma deformação no trajeto do canal. Durante todo esse processo, poderemoslimar o canal e fazer diversas tomadas radiográficas para conferir o avanço da etapa de desobturação. Estudos comprovam, que mesmo com os diversos tipos de técnicas desobturadoras não será possível remover o material totalmente do canal, ademais, devemos ao menos tentar remover o máximo possível. É importante que antes de começarmos a desobturação, nós tenhamos em mãos o correto comprimento do dente, para que tenhamos noção dos limites de trabalho, devemos ter conhecimento do comprimento de trabalho provisório (CAD-2mm). E quando chegarmos no CTP (comprimento de trabalho provisório) devemos fazer a tomada radiográfica com a lima no canal, para que obtenhamos o CRD (comprimento real do dente). É importante saber que estaremos trabalhando em quadros de infecção persistente e lesão periapical crônica, ademais, nem sempre conseguiremos a patência foraminal, mas, devemos nos posicionar com o paciente (quando não conseguimos a patência foraminal, as vezes não conseguiremos a regressão da lesão). Se a lesão não regredir, devemos fazer a complementação cirúrgica. A partir da odontometria, as etapas de tratamento será o mesmo do primeiro tratamento endodôntico, com a diferença de que, uma instrumentação e preparo do canal já havia sido feita, e o alargamento não precisará ser feito com a mesma quantidade de limas de um tratamento convencional. Em alguns momentos registraremos a LAI (lima anatômica inicial) para sabermos o diâmetro que o canal se encontrava. Diante disso, é importante sabermos que a LAI do retratamento endodôntico, será maior quando comparada a LAI do tratamento inicial. O objetivo do preparo-quimico mecânico do retratamento, não será o alargamento, e sim a remoção do material obturador. Haverá um alargamento, mas não demasiado a ponto de deformar as paredes dentinária da região apical. A etapa do escalonamento com recuo programado, será uma etapa rápida, pois a maioria das vezes o canal já foi alargado, logo, faremos apenas a regularização das paredes do canal radicular. Após o termino apical, limpeza e modelagem faremos a patência foraminal. Patência apical, é a manutenção do forame apical desobstruído durante a instrumentação do canal radicular. É feita usando instrumentos de pequeno calibre e com o objetivo de evitar a obstrução por detritos de dentina. Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. Endo. Remoção da Smear Layer usando o EDTA 17% por 3 minutos e lavagem final com hipoclorito de sódio, para depois usar a medicação intracanal. Quando tivemos muita resistência na retirada da guta percha e o tempo se sessão já estiver acabando, insere-se o Formocresol ou tricresolformalina (da mesma forma do tratamento convencional). Quando já conseguimos fazer a desobturação, já iniciamos a instrumentação escolhe-se o hidróxido de cálcio e propilenoglicol. Caso, esse dente tenha lesão periapical pode-se adicionar o hidróxido de cálcio + proprilenoglicol + paramonoclorofenol canforado também. Nova obturação/ selamento coronário imediato A obturação é feita da mesma maneira do tratamento convencional. Precisaremos verificar o diâmetro final do forame apical e o cone deve estar travado a 1mm do forame apical. O retratamento deve ser feito de uma maneira respeitosa, avaliando a real necessidade de cada paciente para esse procedimento. Devemos determinar a etiologia e o planejamento do caso, devemos ter a habilidade para contornar dificuldades do tratamento anterior. Se tratando de endodontia, existem inúmeras tecnologias, para proceder boas técnicas de preparo. O selamento coronário deve ser de maneira imediata. Deve-se sempre conversar com o paciente honestamente, sobre o prognóstico e ter o consentimento do mesmo. - A t é c n i c a é u s a d a q Medicação intracanal X retratamento Considerações final u a n d o n ã o s e p o d e t e r o u s o d e