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Esse material foi desenvolvido com base 
no conteúdo administrado em sala 
 
 
 
CURSO DE ODONTOLOGIA 
ENDODONTIA 
3 ANO – UNINGÁ 
 
 
 
 
É a condição de segurança alcançada por um 
conjunto de ações destinadas a prevenir, 
controlar, reduzir ou eliminar riscos 
inerentes as atividades que possam 
comprometer a saúde humana, animal, 
vegetal e o meio ambiente. Podendo ser eles, 
físicos, químicos, psicológicos e biológicos. 
Abaixo estão listados e exemplificados. 
 Riscos físicos 
 O risco mais comum é acidente com 
materiais perfuro cortantes e exposição à 
radiação das radiografias. 
 Riscos químicos 
 Contato com ácidos, mercúrio de 
amalgama, e acidentes com hipoclorito de 
sódio. 
 Riscos ergonômicos e emocionais 
 Má postura, ritmo excessivo de trabalho, 
depressão e estresse, etc... 
 Riscos acidentais 
Manuseio de equipamentos sem proteção, 
armazenamento incorretamente, falta de 
adoção de medidas de precauções. 
 Riscos biológicos 
 Secreção com bactérias, vírus e fungos. 
 Infecção cruzada. 
Falta de postura, estresse e trabalho 
excessivo. 
 
Indica-se manter os materiais sempre 
protegidos no campo de trabalho. 
Armazenar os materiais de forma adequada 
 
Bem como, é aconselhável sempre manter a 
postura e não estender muito o tempo de 
atendimento. 
Além disso, tomar precauções em questão de 
contaminação e infecções cruzadas. Manter 
as mãos limpas, uso de EPI’s e limpeza 
correta de superfícies. 
É muito importante que todos os materiais 
que forem ter contato com o paciente devem 
ser esterilizados, se esses forem 
autoclavados. 
O objetivo da endodontia é prevenir a 
infecção pulpar, por isso instrumentais e 
campo operatório sempre limpo e estéril. 
Os profissionais, devem vacinar-se contra 
doenças comumente presentes na 
odontologia, como por exemplo, hepatite B, 
Febre amarela, tríplice viral, BCG, DT e 
Influenza. 
 
 
As infecções que temos em um tratamento 
endodôntico são divididas em 4 tipos. Sendo 
elas: 
1. Primária: Infecção de primeira 
linha, em um dente nunca aberto, ou 
seja, a descoberta da primeira 
infecção pelo primeiro profissional. 
2. Secundária: Canal já tratado, falha 
da restauração e re-contaminação 
pela cavidade bucal ou tecidos 
vizinhos. Pode ser descoberta por 
outro dentista. 
3. Persistente: Lesão já existente e já 
tratada, ela cresceu ao invés de 
diminuir. 
BIOSSEGURANÇA E ORGANIZAÇÃO DO MATERIAL EM ENDODONTIA 
Biossegurança e organização do material em endodontia 
Como prevenir esses riscos? 
Tipos de infecções endodônticas 
 
 
4. Extra radicular: Lesões nos tecidos 
vizinhos que devem ser tratados 
antes que cause uma infecção 
secundária. 
 
 
1. Críticos: procedimentos invasivos, corte, 
limas. 
2. Semicríticos: contato com mucosa, 
espelhos, pinças. 
3. Não críticos: pele integra ou sem contato 
com paciente, perfurador de lençol, arco de 
yang, arco de ostby. 
 
 
Antes de cada atendimento, é preciso que o 
profissional esteja todo equipado, mãos 
lavadas, desinfecção dos equipamentos e 
superfícies com álcool 70% e montagem das 
barreiras (saquinhos). 
No paciente, devemos usar óculos de 
proteção, gorro, babador descartável e 
guardanapo para limpeza caso o paciente 
deseje. 
Os posicionadores e películas radiográficas 
devem estar envolvidos com plástico filme e 
saquinhos plásticos. 
Os instrumentos de isolamento absoluto 
devem ser esterilizados, isso protege o 
operador e paciente de qualquer risco, evita 
contaminações do campo e contaminações da 
câmara pulpar. 
Os cones de papeis devem estar estéreis e 
os cones de guta devem ser desinfetados no 
hipoclorito. 
 
1. Remover da bancada e colocar no pote 
plástico 
2. Imersão no sabão enzimático 
3. Lavagem com escovinha 
4. Enxague em agua corrente 
5. Secagem com papel toalha 
6. Inspeção com a lupa 
7. Acondicionamento (empacotar) 
8. Esterilização 
9. Armazenamento. 
 
 
 
PROCEDIMENTOS PARA O 
DIAGNÓSTICO E ELABORAÇÃO DO 
PLANO DE TRATAMENTO 
 DIANÓSTICO 
 É o processo de questionamento, coleta e 
anamnese criteriosa das infecções para 
definir um estado de saúde ou doença. 
 Para um bom diagnóstico coletar o máximo 
de informações, fazer exames físicos 
(inspeção bucal: alteração de cor, mucosa, 
exposição da polpa, restauração infiltrada, 
língua, dente fraturado, etc.). Para uma boa 
inspeção, utilizar o campo limpo, iluminado e 
seco. 
 
 
1. Anamnese: queixa principal, história 
médica, história odontológica. 
Geralmente, a dor é um sintoma subjetivo. 
Fazer perguntas para ajudar a chegar ao 
Classificação por risco 
Sequência de lavagem dos materiais 
DIAGNÓSTICO EM ENDODONTIA 
Diagnóstico em endodontia 
Etapas do diagnóstico 
 
 
diagnóstico correto, como: quando a dor 
começou? Quanto tempo dói? É uma dor 
provocada ou espontânea? Quando toma 
remédio, a dor passa? Onde dói? Qual a 
frequência da dor? Qual a intensidade e 
duração da dor? A dor é continua ou 
intermitente? Qual o tipo de dor? 
É importante saber, que algumas 
sintomatologias como contatos prematuros, 
nevralgias, enxaqueca, dores musculares, 
podem refletir no tecido dentário. Contudo, 
isso não significará conduta endodôntica. 
2. Exames subjetivos: dor, trauma, ouvir o 
paciente. 
3. Exames objetivos: examinar 
radiografias, teste de sensibilidade 
pulpar, teste térmicos (frio e calor), 
teste de percussão (V e H), palpação, 
mobilidade/sondagem, teste de 
cavidade, teste de mordida, 
rastreamento de fístula. 
 
 INSPEÇÃO 
 Usar um olhar atencioso, utilizando 
materiais como espelho clínico, pinça, sonda 
clínica e roletes de algodão. Fazer 
anotações importantes do tipo, há 
existência carie? Em qual face se encontra. 
Caso o elemento dentário, possua 
restaurações, é importante anotar se é 
provisória ou definitiva. No momento da 
inspeção, é preciso desenvolver olhar 
restaurador, periodontal e protético. 
Observar o comprometimento da distância 
biológica, alterações de cor, exposição da 
câmera pulpar, e se há presença de fistulas. 
Caso houver fraturas ou restaurações no 
dente, saber as classes em que elas são 
classificadas. 
 TESTE DE PERCUSSÃO E PALPAÇÃO 
Testes de palpação e percussão são feitos 
em outras regiões antes de chegar no dente 
investigado, para que não haja erro no 
diagnóstico. O paciente pode estar ansioso 
ou com medo, assim dificultando o mesmo. 
×Quando realizar o teste de percussão? 
Quando o paciente relatar sensação de 
dente crescido. Nesses casos, não se pode 
fazer o teste de percussão com o cabo do 
espelho clinico, priorizar o uso do dedo. É 
indispensável o cuidado com o falso positivo, 
investigar primeiramente o dente homologo 
(ex: se o dente de teste for o 13, fazer o 
primeiro teste no 23). Se o resultado 
positivo foi no sentido vertical, pode estar 
associado com endodontia, caso seja 
horizontal, provavelmente está relacionado 
a problemas periodontais. Já a realização 
dos testes de palpação, deverão ser feitas 
em fundo de sulco/vestíbulo no dente 
objetivo e no dente homologo, caso o 
paciente relate dor considerado como 
positivo. A palpação positiva ou negativa, 
envolve sensibilidade na região de ápice ou 
Peri ápice, ocasionada por uma injuria de 
uma infecção. 
 TESTE DE MOBILIDADE 
Esse teste é feito, colocando o dedo 
indicador na face palatina/ lingual e com o 
cabo do instrumental pela face vestibular, 
 
 
fazendo movimentos horizontais no dente 
que deseja testar. 
Fonte: imagem retirada do google imagens. 
 
 TESTE DE SENSIBILIDADE 
1. Teste térmico, é classificado como teste 
de sensibilidade pulpar ao frio, é 
realizado usando o Endo Ice, por ser mais 
preciso e não causar irritabilidade a 
polpa. Atentar-se ao tamanho da bolinha 
de algodão que será utilizada. Usar uma 
bolinha para cada dente. Atente-se em 
não usara palavra dor, para não causar 
ansiedade ao paciente, e prejudicar o 
diagnóstico. 
 
+ sentir dor, significa a que a polpa está 
completamente, ou parcialmente viva. Mas, a 
polpa poderá estar com Pulpite 
reversível/irreversível. 
- Não sentir dor, e o diagnostico será de 
necrose pulpar. 
 Precisamos anotar presença ou ausência de 
sensibilidade dolorosa, se começou a doer 
quando colocado o algodão, por quanto tempo 
fica doendo? Cessa após a remoção? 
× como realizar o teste? Rolete de algodão, 
bolinha, pinça e endo ice. Vestibular de 
anteriores e posteriores na oclusal, caso de 
restauração, fazer em outra face. 
≥ erros frequentes: mecha de algodão 
muito grande e posicionada na região 
cervical, próximo a gengiva ou próximo ao 
dente adjacente. 
 TESTE DE CAVIDADE 
 É um teste feito para estimular um dente 
suspeito de necrose pulpar. Não anestesiar 
o paciente, usar ponta diamantada em ar na 
alta rotação, é primordial conhecer os 
princípios de abertura coronária. Caso o 
paciente sinta dor, pare. Caso o resultado 
seja negativo para dor, continue. 
 TESTE DE MORDIDA 
 Consiste em colocar um objeto de metal 
entre os dentes antagonistas. 
 CURIOSIDADES 
 Os exames complementares são obtidos 
por radiografias periapicais, panorâmicas, 
interproximais e etc. 
 Para um bom diagnóstico deve-se usar 
todos os exames, testes e radiografias. Os 
mesmos, são usados para cruzar ideias e 
chegar a um diagnóstico final correto. 
Portanto, o diagnóstico das doenças 
pulpares e periapicais é dinâmico. E para 
executar o tratamento, é preciso estar 
aparado do diagnóstico correto e 
planejamento de cada caso de forma 
individual, principalmente necessitamos de 
conhecimento, técnica e pratica. Em casos 
de dúvidas, pare, pense, pergunte e repita. 
 
 
 
 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
× COMO SABER A ORIGEM DA DOR 
PULPAR? 
1. Pulpite reversível: a dor sessa após 
remover os estímulos, geralmente é 
localizada, e de curta duração. 
Radiograficamente, a lamina dura se 
apresentará intacta. Há vida na polpa, e 
o prognostico é favorável. A conduta a 
ser realizada é remoção do agente 
causador, e proteção da polpa direta ou 
indiretamente. 
2. Pulpite irreversível: a dor continua após 
remover os estímulos, é uma dor 
espontânea, e geralmente é localizada, 
de longa duração. Radiograficamente, 
pode acontecer o aumento do espaço 
periodontal apical, mas, a lamina dura 
estará intacta. O dente apresentará 
vitalidade, e o prognostico é favorável ao 
dente. A conduta a ser realizada é o 
tratamento endodôntico do dente. 
3. Necrose pulpar: não haverá presença de 
dor, a polpa estará necrosada e sem 
presença de sangramento, e o dente não 
responderá ao teste de sensibilidade 
pulpar. Radiograficamente, a lamina dura 
estará normal, porém o dente não 
responderá testes de percussão e 
palpação. O prognostico será favorável 
ao dente, e a conduta a ser tomada será 
de tratamento endodôntico. 
 
1. Falso resultado positivo: podem 
acontecer, quando a bolinha de 
algodão utilizada é muito grande, e a 
mesma acaba tocando a gengiva ou até 
o dente adjacente. 
2. Falso resultado negativo: podem 
acontecer, quando há presença de 
restaurações extensas, câmera 
pulpar atrésica (menores) ou 
calcificadas. 
 
 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
Utilizamos esse tipo de isolamento no 
procedimento endodôntico, para: 
1. Prevenção da contaminação do campo 
operatório, por saliva, sangue e outros 
fluídos. 
2. Manutenção da cadeira asséptica, em 
todas as fases do tratamento. 
3. Diminuir a possibilidade de infecção 
cruzada. 
4. Evitar acidentes, protegendo o paciente 
de aspirar, deglutir e impedir o contato 
de substancias nocivas com os tecidos. 
Origem da dor 
Falsos resultados 
ISOLAMENTO ABSOLUTO NA 
ENDODONTIA 
Isolamento absoluto na endodontia 
 
 
5. Manter o campo limpo, seco e passível 
de desinfecção. 
6. Obter melhor visibilidade do campo 
operatório. 
7. Causando menor fadiga do operador, 
aumentando a eficiência do 
procedimento. 
8. Contenção da língua e movimentos 
involuntários. 
 
 
Se um instrumento endodôntico é inalado, 
um processo legal de negligencia pode ser 
instaurado. Portanto, a recusa do isolamento 
absoluto, pode contraindicar um paciente ao 
tratamento endodôntico. 
Anotar no prontuário as informações sobre 
o andamento do tratamento endodôntico, 
como numeração e tipo da lima, número de 
grampo, informações sobre odontometria, 
entre outras informações. 
 
1. Arco de Ostby - Ajudam a prender o 
lençol de borracha. 
Fonte: imagem retirada do site 
www.dentalspeed.com.br 
2. Grampos - Para prender qualquer 
dente na borracha é necessário que 
se utilize grampos. A numeração 
varia conforme o grupo de dentes. 
Fonte: imagem retirada do livro endodontia, biologia e 
técnica, Lopes e Siqueira, 4Ed. 
Sendo: 200 a 205 – para molares / 206 a 
209 – para pré-molares / 210 a 212 – para 
dentes anteriores. 
Grampos especiais para molares com 
anatomia irregular e parcialmente 
erupcionado, molares com pouca retenção, 
em casos que precisamos de retração da 
gengiva. 
 LEMBRANDO: podemos modificar o 
grampo, cuidado com fraturas, por conta das 
características do metal, stress por tensão 
e solução corrosivas. 
3. Porta grampo - Utilizamos para 
prender o grampo, e assim o 
colocarmos no dente ou levarmos o 
sistema todo ao dente. 
Fonte: imagem retirada do site 
www.dentalcremer.com.br 
 
Materiais empregados 
 
 
 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
4. Perfurador de borracha 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
5. Lençol de borracha 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: imagem retirada do site www.dentalcremer.com.br 
6. Fio dental 
Utilizamos durante a escolha do grampo, 
fazendo amarrias. O objetivo disso, é 
proteger os pacientes, pacientes 
pediátricos ou com necessidades especiais. 
Fonte: essa imagem foi retirada do site 
www.americanas.com.br 
× OUTROS MATERIAIS: Topdam, 
espátula de inserção, gel hidrossolúvel, 
cianoacrilato. 
 
I. Não furar o lenço no prendedor do 
arco. 
II. Cianoacrilato pode ser usado para 
regiões onde será usado o isolamento 
absoluto modificado. 
Empunhadura da pinça porta grampo 
 
 
III. O campo deverá sempre ser mantido 
seco, para evitar contaminações. 
IV. O paciente deve estar usando óculos 
de proteção, pois quando estivermos 
removendo os debris, podem atingir o 
olho. 
 
 
1. Conjunto lençol, grampo e arco, 
levados ao dente ao mesmo tempo. 
2. Grampo instalado ao dente, e 
posteriormente lençol e arco. 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
O isolamento absoluto é feito 
simultaneamente a etapa da abertura 
coronária. 
 
 
1. ANESTESIA DO CAMPO 
OPERATÓRIO 
 
 
 
 
Fonte: imagens retiradas da aula do dr. Marcos S. Endo. 
Quando necessário, faremos a remoção do 
cálculo supra gengival, remoção do tecido 
cariado e restaurações defeituosas, 
verificação de regularidades do bordo 
dentário e remoção de arestas cortantes. 
2. SELEÇÃO DO GRAMPO 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
A prova do grampo deve ser feita com 
amarrias de fio dental para evitar acidentes. 
É válido lembrar que, a incorreta adaptação 
do grampo, pode acontecer fraturas no 
elemento dentário. 
3. MARCAÇÃO DO LENÇOL DE 
BORRACHA 
4. POSICIONAMENTO BUCAL DO 
ISOLAMENTO ABSOLUTO 
A. Sistema grampo + lençol + arco 
Técnicas para colocação do dique de 
borracha 
Etapas do isolamento do campo operatório 
 
 
Indicado pela maioria dos autores, os 
grampos devem apesentar asas, não 
necessita de pessoal auxiliar. 
B. Sistema Grampo – lençol+ arco. 
Empregados para grampo sem asa, necessita 
de pessoal auxiliar. 
5. ADAPTAÇÃO DO LENÇOL DE 
BORRACHA AO DENTE 
Ajuste do conjunto a face do paciente, 
liberação do lençol de borracha da asa do 
grampo, ajustar a tensão do lençol de 
borracha. Invaginação do lençol de 
borracha, adaptação das faces proximais 
com fio dental e realizar selamento com top 
dam. 
 
Não fazer uso de 2 grampos para não haver 
interferência nas radiografias e dificuldade 
ao campo da visão. 
6. DESINFECÇÃO DO CAMPO 
OPERATORIO 
Utilizamos a substância química, hipoclorito 
de sódio 2,5 %. 
 
1. Os dentes com ausência de coroa ou 
com grande destruição coronal, que 
inviabilizam a colocação do grampo, 
exigem a utilização de recursos 
especiais, tais como aumento 
cirúrgico de coroa clínica. 
 
 
 
 
 
 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
 ISOLAMENTO ABSOLUTO E 
RADIOGRAFIA PERIAPICAL 
Não é necessário a remoção do isolamento 
absoluto quando formos fazer a aquisição 
radiografia, pois, o canal recontaminaria. 
Dessa forma, tiramos o lençol do arco do 
lado oposto que estivermos operando, 
inserimos o filme e orientamos ao paciente 
em como segurar. 
 
 
As tomadas radiográficas feitas durante o 
tratamento endodôntico, podem ser 
divididas em: 
1. Radiografias Pré operatórias – 
Radiografia inicial, diagnóstico. 
2. Transoperatórias – Odontometria, 
prova do cone, penacho, 
medicamentação intrarradicular e 
radiografia final. 
3. Pós-operatórias – Controle e 
proservação. 
 A radiografia possui informações de 
importância para a clínica que possui como 
limitações por ser uma imagem bidimensional 
com projeções de sombras e sobreposições. 
Associado ao exame clínico, suplementa o 
Isolamento em condições especiais 
RADIOLOGIA APLICADA A ENDODONTIA 
Radiologia aplicada a endodontia 
 
 
exame para orientar o diagnóstico e 
tratamento. 
Técnicas radiográficas intra bucais, são 
tomadas radiográficas nos quais o filme é 
colocado no interior da cavidade bucal no 
momento da obtenção das radiografias. 
 INTERPRETAÇÃO 
1. Técnicas. 
2. Anatomias. 
3. Patologias. 
4. Qualidade. 
 
 
 TÉCNICA RADIOGRAFICA 
INTRAORAL DA BISSETRIZ 
Perpendicular ao longo eixo do dente. A 
técnica consiste em fazer sem o uso de 
posicionadores, assim tendo que achar o 
ângulo correto que fica entre o objeto e o 
receptor. 
 
Fonte: essa imagem foi retirada do site 
www.radioinmama.com.br 
 
 
 
Alinhamento correto do feixe central dos 
raios x, do filme e dos dentes. Posição da 
cabeça (não levantar muito), posição do 
filme, angulação (vertical e horizontal) do 
cilindro e área de incidência do feixe 
central. 
Essa técnica é usada quando não se pode 
fazer o uso de posicionadores em etapas 
transoperatórias, ou seja, quando o paciente 
não consegue pôr o filme com posicionador 
na boca. 
 TECNICA RADIOGRAFICA 
INTRAORAL PARALELISMO 
Relação ao longo eixo do dente e ao longo 
eixo do filme, que estarão paralelos entre si, 
e o eixo do canhão perpendicular aos dois 
eixos. Técnica feita com o auxílio de 
posicionador. 
Fonte: essa imagem foi retirada da site 
www.radioinmama.com.br 
 
 
 
O raio central de raio x deve ser dirigido 
perpendicularmente ou formando um ângulo 
Técnicas radiográficas 
http://www.radioinmama.com.br/
http://www.radioinmama.com.br/
 
 
reto com o longo eixo dos dentes e o plano 
do filme. 
× NO ARCO SUPERIOR 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
 TECNICA RADIOGRAFICA 
INTRAORAL OCLUSAL 
Feita para visualização de áreas maiores na 
maxila e mandíbula, extensão da lesão em 
outras áreas anatômicas. 
São tomadas radiográficas que permitem 
uma visualização de áreas maiores na maxila 
e na mandíbula. 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
 
 
 
 TECNICA RADIOGRÁFICA 
INTERPROXIMAL 
Técnica Bite wing: asa de mordida 
Essa técnica é indicada para avaliações 
interproximais de posteriores e avaliação de 
crista óssea. 
×Aplicação na endodontia: Observação 
entre soalho e teto da câmara pulpar, 
calcificação da câmara e referência para 
acesso a câmara. 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
 PANORÂMICA 
Visualização do caso do paciente de uma 
forma geral. Dentes que faltam, canais já 
feitos. 
 OBJETIVOS DAS RADIOGRAFIAS 
Anatomia e patologia radiológica, 
conhecimento da anatomia e patologia 
radiológica. Conhecimentos sobre as 
estruturas dentárias em desenvolvimento 
(dentes com rizogenese incompleta). 
 ESTRUTURAS ANATÔMICAS NA 
MAXILA 
× REGIÃO ANTERIOR DA MAXILA – 
abertura inferior do canal incisivo, fossas 
nasais, espinha nasal anterior. 
 
 
×REGIÃO POSTERIOR DA MAXILA - 
relação com molares e pré-molares. 
× REGIÃO ANTERIOR DA MANDIBULA – 
forame mentoniano 
 
 
As lesões inflamatórias que envolvem os 
ápices dos elementos dentários têm a 
capacidade que promovem a lise óssea na 
região. Causando a diminuição da densidade 
óssea, e decorrente disso, facilitam a 
penetração do feixe de raios x, ocasionando 
a imagem radiolúcida. 
Patologias pulpares desenvolvem alterações 
radiográficas? 
Patologias pulpares desenvolvem alterações 
radiográficas? 
Em que momento uma lesão periapical é 
detectada no exame radiográfico? Se uma 
lesão periapical está contida no osso 
esponjoso e não atinge a junção entre este e 
a cortical óssea, ela provavelmente não será 
visível radiograficamente. 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
 
 
 
 
São processos inflamatórios agudos e de 
curto tempo de instalação (24 a 48 horas) 
não apresentam normalmente outras 
alterações radiográficas. 
 
 PERIODONTITE APICAL AGUDA 
Há aumento do espaço periodontal 
 
 ABSCESSOS PERIAPICAIS AGUDOS 
 
 PERIODONTITE APICAL CRÔNICA 
 
PATOLOGIA RADIÓLOGICA 
Patologia radiológica 
Patologia Periapical de origem endodôntica 
 
 
 GRANULOMA PERIAPICAL 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
 CISTO PERIAPICAL 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
Imagens radiográficas desses processos 
patológicos são similares e o diagnóstico 
definitivo somente é fornecido pelo exame 
histopatológico. 
 ABSCESSO PERIAPICAL CRÔNICO 
 
 
Fonte: Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
 OSTEÍTE CONDENSANTE 
Massa densa e uniforme, vaga transição para 
o osso circunjacente. Perda apical da lâmina 
dura, ampliação do espaço do ligamento 
periodontal ou ainda, lesão difusa apical 
radiopaca. Conteúdo infeccioso de baixa 
virulência. Conduta clínica é o tratamento 
endodôntico. 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
 OUTRAS PATOLOGIAS 
1. LESÕES INFLAMATÓRIAS 
2. TUMORES E LESÕES CÍSTICAS 
ODONTOGÊNICAS 
3. TUMORES E LESÕES CÍSTICAS 
NÃO-ODONTOGÊNICAS 
4. ALTERAÇOES DISPLÁSICAS E 
IDIOPÁTICAS DOS OSSOS DOS 
MAXILARES 
 
 
 Esses tipos de patologia, são diagnósticos 
diferenciais. 
 
 
Iremos nos atentar a imagem radiolúcida na 
coroa, proximidade restauração/câmara 
pulpar. Alteração na lâmina dura/ densidade 
da cortical, presença de alterações 
periapicais evidentes. 
No momento inicial, já poderemos obter 
informações como o comprimento aparente 
do dente (CAD), localização dos orifícios de 
entrada, bem como calcificações pulpares, 
ou nódulos pulpares. Inclinações das raízes, 
número de raízes e canais. Avaliações do 
forame apical. Quando observamos uma 
centralização da imagem do canal no sentido 
MD, condizem com a possibilidade de ter 
apenas 1 canal. Ademais, quando observamos 
o estreitamento uniforme e contínuo em 
direção ao ápice, ou seja, uma imagem 
radiolúcida, que cessa no terço médio do 
dente em direção ao terço apical,com 
sobreposições no contorno apical do dente, 
sugere-se a ocorrência de 2 canais 
radiculares. (1 PM). É importante saber que, 
a imagem sugestiva de dois ápices 
radiculares, condiz com a chances de 
encontrarmos 2 canais radiculares. Outras 
informações importantes, poderemos 
analisar nessa radiografia, como coroas 
unidas, mini implantes, mini placas, núcleos 
metálicos, coroas metálicas, ramificação 
apical que diz respeito a uma correta 
obturação do canal, extravasamento de 
material obturador, ápices com rizogenese 
incompleta, lesões periapicais, restaurações 
provisórias. 
 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
Nessa radiografia, ainda poderemos 
diagnosticar fratura radicular, mas 
dependerá da incidência do feixe em relação 
a linha de fratura, bem como rastreamento 
de fistulas (com cone de guta percha). 
Poderemos analisar iatrogênias. 
 
 
Iremos utilizar a radiografia periapical no 
momento da odontometria, prova do cone, 
prova da qualidade de obturação. Devemos 
nos atentar a distorção da imagem, com isso, 
ajuste, repita e persista. 
Em alguns momentos, obteremos imagens 
com o hidróxido de cálcio sem o opacificar 
encontraremos a imagem com um tom 
semelhante a dentina, deveremos fazer o 
uso de contrastes usando o hidróxido de 
zinco iodofórmio. 
 
 
Analise para ver se o procedimento foi 
eficaz ou não, no mesmo aparelho de raios 
X, processamento pré-estabelecido, 
padronização do tempo de exposição, 
angulação vertical/horizontal e filme 
radiográfico. 
Etapa pré-operatória radiográfica 
Etapa transoperatória radiográfica 
Etapa pós-operatória radiográfica 
 
 
Iremos fazer análise da qualidade 
radiográfica, bem como o correto 
procedimento desde a aquisição até o 
processamento da imagem, sendo, detalhe, 
contraste e distorção. 
× detalhe – observar linhas de contorno, se 
está representando traços definidos. 
× contraste – variação entre o branco e o 
preto, passando por diversas tonalidades de 
cinza. 
× distorção – alongamentos ou 
encurtamentos nas radiografias. 
 TÉCNICA DE LE MASTER 
Para evitar a sobreposição do arco 
zigomático nos molares superiores, de 
acordo com o aumento da angulação vertical, 
estruturas ósseas poderão sobrepor o ápice 
desses dentes. E pensando nisso, devemos 
deixar o feixe de raio x mais paralelo 
possível, dessa forma, colocaremos um 
rolete de algodão entre o dente e o filme 
radiográfico, para evitar inclinação no 
momento que o paciente estiver segurando o 
filme. 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
Essa técnica é utilizada no momento 
transoperatório. 
 
 
 TÉCNICA DE CLARK 
Usada para diminuir sobreposições no 
sentido horizontais. A radiografia 
ortorradial é a incidência reta, ou seja, a 
primeira radiografia, qual encontramos a 
sobreposição. Empregamos essa técnica com 
o objetivo de dissociar as raízes. 
× posição ortorradial 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
Elementos que estão para lingual/palatino 
estão mais próximo do feixe. (PIVO) (SLOB) 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
Empregaremos essa técnica para dissociar 
canais, raízes, encontrar limas fraturadas, 
localizar perfurações. 
×Qual a asa do grampo e a asa palatina 
ou lingual? 
 
 
A asa do grampo palatina, estará mais 
próxima do ápice do dente. Tanto dentes 
superiores, quanto inferiores. 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
× incidência distorradial - Existe uma 
regra básica que diz que todo objeto que 
está por palatino tende a se deslocar para o 
mesmo lado em que está incidindo o feixe de 
Raios X. a Incidência do raio x, será para 
distal em relação ao objeto. 
× incidência mesiorradial – a incidência do 
raio x, será para a mesial em relação ao 
objeto. Podemos usar essa incidência, para 
encontrar em quem canal está a lima, sendo 
que se o feixe se deslocar para mesial e a 
lima mais próxima da mesialização será a que 
estiver no canal palatino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: www.radioxix.com.br 
 
 
× quanto a cúspide do pré-molar superior 
A cúspide palatina está mais próxima do 
ápice, sendo assim, se a incidência for 
mesiorradial, o canal que aparecer mais 
próxima da mesial será o canal palatino. 
× primeiro molar superior 
Usaremos o seguinte pensamento, 
independente da direção que deslocamos os 
feixes de raio X, uma das raízes 
vestibulares irá sobrepor a raiz palatina. 
Logo, se a raiz mesiovestibular sobrepor a 
raiz palatina, saberemos que a imagem foi 
mesializada (mesiorradial), o contrário é 
verdadeiro. 
× Ponto de contato e nitidez da imagem 
 
 
Identificação da variação do ângulo 
horizontal, sobreposição de ponto de 
contato, nitidez da imagem. Com base nisso, 
o lado mais nítido será o lado que veio o feixe 
de raio X. 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
 
 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
 
 
Acompanhamento do tratamento 
endodôntico a longo prazo, para verificar a 
regressão de doenças periodontais, a 
cicatrização do osso alveolar apical. A 
presença de restaurações inadequadas ou a 
sua ausência são fatores tão relevantes na 
determinação do insucesso quanto 
problemas inerentes á técnica endodôntica. 
 
 
 
As alterações pulpares podem acontecer por 
causas biológicas (cárie), física (trauma) ou 
química (condicionamento do ácido e 
clareamento. A inflamação é a principal 
resposta da polpa e dos tecidos 
perirradiculares a uma gama variada de 
estímulos que causam injúria tecidual. A 
intensidade da resposta inflamatória irá 
variar conforme o tipo de agressão (pulpite). 
Apesar de a agressão física e a química 
serem capazes de induzir a inflamação 
pulpar e perriradicular, esses tipos de 
lesões geralmente são transitórios e não 
persistente. O tecido pulpar está confinado 
dentro de paredes inextensíveis de dentina, 
dificuldade da drenagem de exsudado 
inflamatório. 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
 
 
A resposta imune contra bactérias que 
penetram e proliferam nos tecidos do 
hospedeiro é dividida em imunidade inata, 
que é a primeira linha de defesa, e imunidade 
adaptativa, que é uma resposta mais 
sofisticada e eficaz em termos de 
reconhecimento de antígenos bacterianos, 
Angulações 
Proservação 
PATOLOGIA PULPAR E PERIRRADICULAR 
Patologia pulpar e perirradicular 
Defesa no combate as bactérias 
 
 
combate à infecção e prevenção da 
reinfecção. 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As respostas que esses mecanismos vão 
desenvolver, será a obliteração dos túbulos 
dentinários, produção de dentina 
reparadora ou reacionária e liquido. 
Lembrando que, o diagnóstico será feito com 
base nas características clinicas intra e 
extra bucais, com o auxílio da 
sintomatologia, exames de inspeção testes 
térmicos, palpação, percussão, mobilidade e 
nas características radiográficas. 
 OBS: nem toda pulpite está 
relacionada a dor. 
 
 
POLPA NORMAL 
 SINAIS E SINTOMAS 
Ausência de sintomatologia 
 INSPEÇÃO 
Dente pode estar hígido restaurado ou 
cariado. 
 TESTE DE VITALIDADE 
No teste térmico ao frio, dor rápida, fugaz 
e cessa imediatamente removendo-se o 
estímulo. Já ao teste de calor, a resposta 
pode ser tardia, conforme o aumento da 
temperatura. 
 PALPAÇÃO E PERCUSSÃO 
Não haverá sintomatologia dolorosa nem a 
palpação, e nem nos exames de percussão 
horizontal e vertical. 
 MOBILIDADE 
Não haverá alterações de mobilidade em um 
dente saudável. Esse dente se apresentará 
normal. 
Patologias pulpares ACHADOS RADIOGRÁFICOS 
Na porção coronária podemos encontrar dente 
hígido, sem cárie ou com carie e restaurações 
superficiais. A polpa estará integra, e a lamina 
dura e ligamento periodontal estarão intactos. 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
PULPITE REVERSÍVEL 
É uma leve alteração inflamatória da polpa, 
onde, o tecido ainda tem condições de 
reparo. Ou seja, se as causas irritantes 
forem retiradas, a polpa conseguirá 
reverter o quadro de inflamação. 
 SINAIS E SINTOMAS 
É assintomática, ou seja, ausência de dor. 
Mas em algumas vezes pode receber um 
estímulo que ocasione dor aguda rápida, 
localizada e momentânea, mas que passe com 
a remoção do estímulo. Sendo, uma dor 
provocada. 
 INSPEÇÃO 
Restaurações com falhas e lesões de cáries 
extensas, mas que ainda não teve a 
exposição da polpa. 
 TESTE DE VITALIDADE 
No calor a dor demora segundos para 
aparecer, mas cessa ao remover o estímulo. 
No frio a dor aparece aguda, rápida e 
localizada e também cessa ao remover o 
estímulo. 
 PERCUSSÃO E PALPAÇÃO 
Tem resultados negativos, já que não tem 
envolvimento dos tecidos perirradiculares. 
Sem mobilidade, ou seja, o dente estará 
normal. 
 ACHADOS RADIOGRÁFICOS 
 Apenas dá para observar a extensão da 
lesão da cárie e da restauração perto da 
polpa, mas não tem como saber se teve a 
exposição. A lâmina dura está intacta. 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
 TRATAMENTO 
Remoção da cárie ou da restauração, 
capeamento pulpar direto ou pulpotomia 
(indicado em dentes jovens, com ápice 
aberto para tentar manter a vitalidade 
pulpar, remoção parcial/coronária da polpa). 
Em casos necessários, pode ser feito um 
curativo com medicação a base de óxido de 
zinco e eugenol. É valido lembrar que, 
devemos tomar alguns cuidados no momento 
 
 
da remoção do tecido cariado, pois a polpa já 
está inflamada, cuidados como não 
superaquecer a polpa, usar refrigeração no 
momento de abertura coronária, é decisivo 
na recuperação da polpa. 
 
PULPITE IRREVERSÍVEL 
 SINAIS E SINTOMAS 
 Também é assintomática e com a presença 
de estímulo possuí uma dor rápida e 
localizada, porém ela persiste por um tempo 
quando removido o estímulo. Mas em casos 
onde há sintomatologia dolorosa, a dor pode 
se torna espontânea, intensa, 
pulsátil/latejante e continua, onde não há 
efeito de analgésicos. 
 INSPEÇÃO 
 Restaurações e lesões de cáries extensas 
com exposição da polpa quando fazemos a 
limpeza do tecido cariado. 
 TESTE DE VITALIDADE 
No calor a dor é exacerbada, já que estimula 
a vasodilatação. No frio o teste pode dar 
positivo quando estágio inicial, a dor é aguda 
e persiste após a remoção do estimulo. 
Quando em estágios avançados, a resposta 
será negativa. Mas ao longo do tempo o frio 
pode ajudar como vasoconstritor aliviando a 
dor. 
 PERCUSSÃO E PALPAÇÃO 
 Também possuí resultado negativos. 
Mobilidade negativa também. 
 ACHADOS RADIOGRÁFICOS 
 Se observa apenas lesões de cárie e as 
restaurações extensas já com exposição a 
polpa. A lâmina dura está intacta podendo 
haver um suave espessamento do ligamento 
periodontal. 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 TRATAMENTO 
Tratamento endodôntico com remoção total 
da polpa. Lembrando que, devido a 
inflamação local, a anestesia será 
dificultada. 
 
PULPITE CRÔNICA HIPERPLÁSICA 
OU PULPITE IRREVERSÍVEL 
ASSINTOMÁTICA 
 SINAIS E SINTOMAS 
Se trata se um quadro assintomático. 
Podendo ter sintomatologia dolorosa apenas 
com o trauma do tecido que reveste o 
interior da câmara pulpar. 
 INSPEÇÃO 
Em pacientes jovens principalmente, 
acontece a formação de um pólipo pulpar no 
interior da câmara pulpar. Clinicamente, 
encontramos um dente quebrado com pólipo 
pulpar (crescimento excessivo do tecido 
pulpar para fora da câmera pulpar). 
 
 
 TESTE DE VITALIDADE 
Não temos paredes para realizar o teste 
térmico nesse dente, devido ao nível de 
destruição. Diante disso, é muito complexo 
realizar o teste de sensibilidade pulpar. Nos 
estágios iniciais, o dente responderá 
positivamente ao teste, pois há vitalidade. 
 PALPAÇÃO E PERCUSSÃO 
Responderá negativamente. E não 
apresentará mobilidade. 
 ACHADOS RADIOGRÁFICOS 
Não encontramos lesão periapical 
características. O achado mais frequente 
nessa patologia é a cárie extensa e 
destruição coronária. Ligamento periodontal 
normal ou raramente espessado. 
 TRATAMENTO 
Curetagem do pólipo, ou remoção do pólipo 
no momento do tratamento endodôntico, 
com irrigação abundante. 
 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
NECROSE PULPAR 
 É caracterizada pelo somatório de 
alterações morfológicas que acompanham a 
morte celular em um tecido. É importante 
lembrar que as alterações pulpares ocorrem 
de maneira compartimentalizada, a partir do 
momento que a bactérias causam uma 
inflamação a polpa, e o hospedeiro não 
consegue responder efetivamente ao 
avanço, acontece a necrose. E dependendo 
da causa, pode ser caracterizada como: 
1. Necrose de liquefação: comum em 
áreas de infecção bacteriana. Resulta 
da ação de enzimas hidrolíticas, de 
origem bacteriana e/ou endógena 
(neutrófilos), que promovem a 
destruição tecidual. 
2. Necrose de coagulação: geralmente 
é causada por uma lesão traumática, 
com interrupção do suprimento 
sanguíneo pulpar por causa do 
rompimento do feixe vasculonervoso 
que penetra pelo forame apical, 
ocasionando isquemia tecidual. 
3. Necrose gangrenosa: quando o tecido 
que sofreu necrose de coagulação é 
invadido por bactérias que promovem 
a liquefação. Ocorre em dentes 
traumatizados, cujas polpas sofreram 
necrose de coagulação asséptica e que 
se tornaram infectadas 
posteriormente. 
Quando a necrose pulpar e a colonização 
bacteriana se estenderem para todo 
tecido pulpar, iniciam-se as alterações 
perirradiculares. 
 
 
 
 
 
Fonte: Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
 SINAIS E SINTOMAS 
É assintomática, mas o paciente pode relatar 
dor prévia. 
 INSPEÇÃO 
O dente pode apresentar cáries ou 
restaurações extensas. Em casos que a 
coroa se apresenta hígida, a necrose está 
associada a traumas dentários. O dente se 
apresentará escurecido. 
 TESTE DE VITALIDADE 
Não responderá ao teste térmico de 
sensibilidade pulpar. Pode responder 
positivamente ao calor. 
 PALPAÇÃO E PERCUSSÃO 
Não responderá a esses testes. E não 
apresentará mobilidade. 
 ACHADOS RADIOGRÁFICOS 
A lamina irá se apresentar normal, e em 
casos que a necrose está associada a uma 
lesão periapical, refere-se a uma patologia 
avançada. 
 TRATAMENTO 
Iremos fazer o tratamento endodôntico, 
usando em medicamento intracanal se você 
não estiver confiante no momento de 
realizar o preparo bem feito. É de boa 
escolha, usar o hidróxido de cálcio com um 
veículo aquoso ou propilenoglicol. 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
 
POLPA INFLAMADA 
Acontece a vasodilatação, ocorrendo o 
aumento da permeabilidade vascular, 
gerando edema. 
 O tecido necrosado não terá mais ação das 
células de defesa, isso faz com que seja mais 
propicio para a proliferação de bactérias aos 
tecidos periapicais. 
 SINAIS E SINTOMAS 
É assintomática, porém se os tecidos 
perirradiculares já estiverem afetados, 
pode apresentas dor. 
 INSPEÇÃO 
Extensa cárie que já afetou toda a polpa, ou 
se for ocasionada por trauma o dente estará 
hígido e com coroa escurecida. 
 TESTE DE VITALIDADE 
 No calor apresenta resultado negativo, mas 
em raros casos pode apresentar resultados 
positivos por conta das fibras C que ainda 
restam por serem mais resistentes. No 
teste ao frio apresenta resultado negativo. 
 
 
 PERCUSSÃO E PALPAÇÃO 
Pode ser positivo ou negativoem relação a 
envolvimento dos tecidos perirradiculares. 
 ACHADOS RADIOGRAFICOS 
Cárie extensa ou coroa hígida (trauma). A 
lâmina dura e o ligamento podem estar 
normais, com pequeno espessamento ou uma 
lesão de reabsorção óssea. 
 TRATAMENTO: 
Hipoclorito a 2,5% (irrigação abundante), 
instrumentação e desbridamento ou 
patência foraminal (limpeza do forame, a 
lima deve passar sem amplia-la). 
 
 
Essas alterações podem ser do tipo Aguda, 
sendo resposta rápida – Periodontite apical 
aguda, abcesso periapical agudo. Ou, do tipo 
Crônica, composição histológica diferente 
da fase crônica– Granuloma periapical, Cisto 
periapical, Abcesso periapical crônico. 
PERIODONTITE APICAL AGUDA 
A Resposta inflamatória aguda é limitada ao 
ligamento periodontal e osso adjacente. 
Pode causar discreta extrusão dentária e 
sensibilidade a percussão. As respostas 
inflamatórias podem ser inatas ou 
inespecíficas. Podendo ser ocasionada por: 
Trauma sendo, tratamento ortodôntico, 
contato prematuro, sobrecarga oclusal e 
pilar de PPR. Ou, pode ser ocasionada por 
bactérias, sendo a progressão da cárie. 
 SINAIS E SINTOMAS 
 Dor espontânea, intensa e localizada. 
Sensibilidade ao toque e sensação de 
dente crescido. Pode estar relacionada 
ao trauma ou bactéria. 
 INSPEÇÃO 
Na periodontite bacteriana, pode haver 
alteração de cor da coroa (escurecida), na 
periodontite traumática a coroa estará 
normal. O paciente vai relatar a sensação de 
dente crescido. 
 TESTE DE VITALIDADE 
Quando a periodontite é de origem 
bacteriana os resultados serão negativos, já 
que está relacionada a necrose pulpar. Logo, 
na periodontite de origem traumática, a 
polpa estará vital, podendo estar alterada 
apenas. 
 PERCUSSÃO E PALPAÇÃO 
 Na percussão vertical irá representar 
muita sensibilidade com dor intensa, por isso 
deve ser feita com pressão levemente com a 
digital. A palpação será negativa, porém 
pode variar levando em conta a extensão da 
resposta inflamatória. 
 MOBILIDADE 
Haverá extrusão, pois o paciente terá 
sensação de dente crescido. E a mobilidade 
não será tão nítida. 
 ACHADOS RADIOGRÁFICOS 
Ligeiro espessamento na região do ligamento 
periodontal, fazendo com que tenha uma leve 
extrusão do dente. 
Alterações periapicais 
 
 
× TABELA DE FIXAÇÃO 
Fonte: essa tabela foi desenvolvida com base no 
conteúdo passado em aula pelo Dr. Marcos S. 
Endo. 
 TRATAMENTO 
No caso do envolvimento de lesão de cárie 
deve ser feito o tratamento endodôntico. Se 
for apenas por trauma, deve ser retirado o 
estimulo. 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos 
Sérgio Endo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. BACTERIANA 
 Fator: Infecciosa. 
 Dor: Local/exacerbada. 
 Coroa: Escurecida. 
 Polpa: Necrose. 
 Palpação: Negativa 
 Percussão: Positiva. 
 Mobilidade: Dente crescido. 
 Radiografia: LP 
normal/espessamento. 
 Evolução clínica: abcesso periapical 
agudo, granuloma e cisto. 
 Tratamento: Endodôntico. 
 
2. TRAUMÁTICA 
 Fator: Oclusal/forças ortodônticas. 
 Dor: Local/exacerbada. 
 Coroa: Normal. 
 Polpa: Vital e alterada. 
 Palpação: Negativa. 
 Percussão: Positiva. 
 Mobilidade: Dente crescido. 
 Radiografia: LP 
normal/espessamento. 
 Evolução clínica: retorna a 
normalidade ou necrose. 
 Tratamento: Remoção da causa. 
 
ABSCESSO PERIAPICAL AGUDO 
 
 
 
Se a resposta inflamatória não consegue 
eliminar ou reduzir a ação do agente 
agressor, há uma exacerbação 
caracterizada por uma inflamação purulenta, 
e nesse momento está instalado um quadro 
de abcesso periapical agudo. Essa resposta, 
só poderá reduzir a resposta inflamatória, 
ou seja, não poderá eliminar o conteúdo 
necrosado do canal radicular. Entretanto, 
se a resposta inflamatória conseguir conter 
e organizar uma resposta imune adaptativa, 
esse quadro poderá crônificar e se tornar 
uma periodontite periapical crônica. É 
importante lembrar, que esse quadro pode 
se disseminar e causar alterações 
importantes nas regiões de cabeça e 
pescoço. 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
 
 SINAIS E SINTOMAS 
 Dor espontânea, pulsátil e localizada, 
lancinante, intensa, continua, exacerba ao 
toque vertical/mastigação. 
 INSPEÇÃO 
A coroa pode se encontrar escurecida, com 
cárie, ou restaurações extensas. 
 TESTE DE VITALIDADE 
Negativo ao frio e ao calor, devido a necrose 
pulpar. 
 PERCUSSÃO E PALPAÇÃO 
Resultado positivo, tendo que ser feito esse 
teste com cautela, já que pode ter uma 
grande sensibilidade. A mobilidade e ligeira 
extrusão (devido ao edema) também estarão 
presentes. 
 ACHADOS RADIOGRÁFICOS 
Normal ou com ligeiro espessamento na 
região apical do ligamento periodontal. 
 CLASSIFICAÇÃO CLINICA 
O inchaço dessa condição será ausente ou 
presente dependendo da fase (evolução e 
evoluído). As classificações desse quadro 
são de acordo com a posição anatômica do 
exsudato purulento formado, sendo inicial 
(intraóssea), em evolução (está indo para o 
subperiósteo) ou evoluído (edema 
característico na região submucosa). O 
paciente pode apresentar febre e 
prostração. 
 EVOLUÇÃO CLÍNICA 
Inicial (dor intensa), em evolução e evoluído 
(a propensão da dor é não ser tão intensa), 
abcesso crônico, angina de Ludwig, 
osteomielite e óbito. 
 TRATAMENTO 
 Primeiro deve ser drenado a coleção 
purulenta através do canal ou incisão na 
região. Nesse momento, faremos a abertura 
desse dente, depois que já teve a regressão 
e a região estiver limpa e sem contaminação 
(uso do medicamento intracanal), já deve ser 
feita a obturação. Dependendo da condição 
sistêmica do paciente, deverá haver o uso de 
medicação sistêmica. 
 
 
O quadro agudo pode se crônifica, na medida 
que a resposta inflamatória é eficaz na 
redução da intensidade da agressão e 
quando a agressão possui baixa intensidade 
e longa duração. 
GRANULOMA PERIAPICAL 
A formação do granuloma periapical, 
acontece especificamente na presença 
conteúdo inflamatório nos canais 
radiculares. Anteriormente, pode ter havido 
um quadro de dor, mas que nesse quadro não 
há mais sintomatologia dolorosa. 
Microscopicamente, observamos presença 
de um tecido granulomatoso, infiltrado 
inflamatório do tipo crônico, nesse 
infiltrado crônico há presença de células 
mononucleadas (macrófagos), liberação de 
citocinas (IL,TNF), ação conjunta dos 
macrófagos, linfócitos e Plasmócitos (IgG, 
IgA, IgM), fibroblastos, células nervosas e 
vasos sanguíneos neoformados. A partir 
dessas redes de respostas, haverá a 
ativação e ação efetiva de clastos (unidade 
de reabsorção óssea). 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
 
 SINAIS E SINTOMAS 
Não apresenta sintomatologia dolorosa. 
 INSPEÇÃO 
A coroa pode estar escurecida, podendo 
haver presença de carie, restaurações 
extensas infiltradas com cárie secundária. 
 TESTE DE VITALIDADE 
Devido ao processo de necrose pulpar, esse 
dente não responderá ao teste de 
sensibilidade pulpar ao frio. 
 PALPAÇÃO E PERCUSSÃO 
Não responderá aos testes de palpação e 
percussão. E não há mobilidade, devido não 
estar relacionada a doença periodontal, não 
apresentará extrusão dentária. 
 ACHADOS RADIOGRÁFICOS 
A imagem sugestiva de rarefação óssea, ou 
seja, lesão periapical crônica. A descoberta 
acontecerá apenas em exame de rotina. 
 ASPECTOS DA FACE 
Normal e ausência de inchaço intra oral ou 
extra oral. 
 EVOLUÇÃO CLÍNICA 
Manutenção do granuloma, cisto periapical, e 
após um tempo sem tratamento, novos 
infiltrados bacterianos podem acontecer o 
reagudecimento. 
 TRATAMENTO 
 
 
Nesses casos iremos realizar o tratamento 
endodôntico. 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
×OBS: nesses casos, a remodelação do canal 
e limpeza do conduto deve ser muito 
rigorosa e cuidadosa, devemos fazera 
patência apical para desorganizar o 
infiltrado inflamatório apical. Diante disso, 
irrigando o canal corretamente, e usando o 
medicamento intracanal adequado, iremos 
ter regressão da rarefação óssea. 
CISTO PERIAPICAL 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
Na região do ligamento periodontal, existem 
remanescentes epiteliais das bainhas de 
Hertwig, essas células afastam 
relativamente o osso da superfície radicular. 
E essas células, podem vir a se proliferar 
durante um processo inflamatório crônico, a 
resposta imune adaptativa com diversas 
células bacterianas ou endógenas, podem 
estimular a proliferação dessas células, 
haverá o estimulo de um fator de 
crescimento epidermal (EGF), e esse será o 
motivo da proliferação das células 
remanescentes da bainha de Hertwig. 
Quando isso acontece, as células 
posicionadas mais internamente a essa 
proliferação, param de receber nutrientes, 
e quando isso acontece, acontece a morte 
celular, consequentemente a formação 
dessa cavidade cística. Logo, o fator de 
origem desse cisto, é o conteúdo infeccioso 
do canal radicular. 
× CONSIDERAÇÕES HISTOLÓGICAS 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
Todo cisto é oriundo de um granuloma, mas 
nem todo granuloma vai se tornar um cisto. 
 SINAIS E SINTOMAS 
É assintomático, ou seja, não haverá 
sintomatologia dolorosa. 
 INSPEÇÃO 
 
 
A coroa pode estar escurecida sugerindo 
necrose pulpar, podendo haver cárie, uma 
restauração extensa insatisfatória com 
cárie secundária. 
 TESTE DE VITALIDADE 
Não responderá aos testes de sensibilidade 
pulpar. 
 PALPAÇÃO E PERCUSSÃO 
Não responderá a esses testes. Porém, 
dependendo do tamanho do cisto ao palpar, 
poderemos sentir alterações. Não 
características de mobilidade e extrusão 
dentária. 
 ACHADOS RADIOGRÁFICOS 
Verificaremos uma imagem radiográfica 
sugestiva de lesão periapical crônica, ou 
seja, rarefação óssea periapical. Dito isso, o 
diagnóstico é difícil, pois a distinção de um 
granuloma e um cisto, só é possível através 
de um exame histopatológico. 
Não haverá inchaço da face. 
 EVOLUÇÃO CLINICA 
Ele ficará dessa forma, ou pode acontecer o 
reagudecimento. 
 TRATAMENTO 
Quando não houver a necessidade de definir 
o diagnóstico, faremos o tratamento 
endodôntico. Pois, o tratamento será o 
mesmo de todos, em todos os casos devemos 
irrigar com abundancia os canais 
radiculares, e limpar com eficácia para 
fornecer o reparo da região periapical. 
 
 
 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
 CISTO VERDADEIRO X CISTO EM 
BAÍA 
1. Cisto verdadeiro – não vemos o intimo 
contato com o ápice dentário. 
2. Cisto em baía – veremos uma relação 
entre o cisto e a região periapical. 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
Por conta de alguns cistos não regredirem, a 
possibilidade da intervenção cirúrgica deve 
ser apontada ao paciente. 
 
 
ABCESSO PERIAPICAL CRÔNICO 
Histologicamente, são zonas de necrose de 
liquefação contendo neutrófilo PMNs 
desintegrados, circundadas por macrófagos 
e neutrófilos. A fistula comunica estas zonas 
a periferia, sendo revista por epitélio ou 
tecido conjuntivo inflamado. 
 FÍSTULA – é um trajeto epitelializado que 
comunica um processo patológico ao meio 
exterior, permitindo a drenagem da coleção 
purulenta. 
O rastreamento da fistula, pode contribuir 
para diagnóstico. 
 SINAIS E SINTOMAS 
É assintomático. 
 INSPEÇÃO 
A coroa pode apresentar restaurações, 
cárie, e pode estar escurecida. 
 TESTE DE VITALIDADE 
Devido a necrose pulpar, o dente não 
responderá aos testes de sensibilidade 
pulpar. 
 PALPAÇÃO E PERCUSSÃO 
O resultado será negativo. Não haverá 
extrusão nem modalidade dentária, se não 
estiver associado a uma doença periodontal. 
 ACHADOS RADIOGRÁFICOS 
Imagem radiográfica sugestiva de lesão 
periapical crônica, ou seja, rarefação óssea. 
Se houver fistula, será mais fácil fechar o 
diagnóstico de forma mais plausível. 
 ASPECTOS INTRA E EXTRA ORAIS 
Presença de fístula. Se a fistula for de 
origem periodontal, no momento do teste de 
sensibilidade pulpar o dente responderá 
positivamente. 
 EVOLUÇÃO CLÍNICA 
Manutenção dessa condição ou evolução para 
osteomielite. 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
 
 TRATAMENTO 
Faremos o tratamento endodôntico, com a 
medicação intracanal correta, 
instrumentação adequada e irrigação 
abundante. Após o PQM completo e a 
medicação intracanal, de 5 a 10 dias haverá 
a recuperação da fístula (sem promessas ao 
paciente). Se não haver a regressão, trocar 
o medicamento intracanal até o quadro 
regredir, se não houver regressão haverá 
possibilidade de intervenção cirúrgica. 
 OBS: antibioticoterapia não funcionará 
nesses casos, diante disso, não faremos essa 
escolha durante o tratamento. Com isso, é 
mais proveitoso investir em limpeza dos 
canais radiculares, patência foraminal, 
 
 
instrumentação adequada, medicação 
intracanal correta e irrigação abundante. 
Reforçando o aprendizado 
 
Reforçando o aprendizado 
Fonte: as imagens acima anexadas, foram retiradas da aula 
do Dr. Marcos S. Endo. 
É válido lembrar que, existem diagnósticos 
diferenciais, e que nem toda dor é de origem 
endodôntica, o diagnostico deve ser feito 
com base em uma rede de exames que se 
complementam. 
 
 
O diagnóstico das alterações pulpares é 
periapicais é dinâmico. O diagnóstico 
correto, deve ser seguido de planejamento 
adequado para conseguir alcançar um 
tratamento de sucesso. Nós devemos estar 
rodeados de conhecimento, técnica e prática 
para conseguirmos um bom prognóstico. 
 
 
Para evitar acidentes e complicações, 
devemos ter domínio de conhecimentos 
técnicos e biológicos, contudo, associar com 
o uso do material apropriado e experiência 
profissional, é a tríade que devemos seguir 
para conseguirmos evitar esse tipo de 
acontecimento na nossa rotina clínica. 
 
 
É de extrema importância, termos 
planejamento em tudo que vamos fazer, 
inclusive na pratica clinica diária. Embasados 
no planejamento e no diagnóstico correto, 
podemos estar cientes de qual será o 
próximo passo, bem como, conscientizar o 
paciente das nossas tentativas e 
tratamentos com previsibilidade variáveis. 
 
 
 FATORES A CONSIDERAR 
Acidentes, podem acontecer em qualquer 
etapa do tratamento, é necessário 
entendermos e estabelecermos condutas 
clínicas para prevenir tais acidentes. O 
principal envolvido é o nosso paciente, ou 
seja, um ser humano, que possui 
sentimentos, tem dor, devemos ter empatia 
e entender seus medos e o mais importante 
é transmitir segurança, para que mesmo em 
frente a um erro o paciente veja que você 
está preparado para corrigi-lo. 
Considerações Finais 
ACIDENTES E COMPLICAÇÕES 
Acidentes e complicações 
Previsibilidade do tratamento 
Complicações 
 
 
 ETAPAS DO TRATAMENTO – 
isolamento do campo operatório, acesso 
coronário, instrumentação, irrigação, 
obturação. 
 DIFICULTADES ANATÔMICAS – 
rizogênese incompleta, má-formação 
anatômica, curvaturas radiculares, 
calcificações, canais e raízes 
extranumerários, reabsorção dentais. 
 
 COMPLEXIDADES NA ANATOMIA 
INTERNA 
1. Dentes com rizogênese incompleta – 
ápice aberto 
2. Canal em C – presentes em alguns 
molares inferiores 
3. Des in dente 
4. Curvaturas radiculares e 
calcificações 
5. Reabsorções 
 
 
 ISOLAMENTO DO CAMPO 
OPERATÓRIO 
Podem acontecer no momento da instalação 
(aspiração ou deglutição dos grampos, porta 
agulhas). Podem haver dificuldades no 
momento do isolamento, diante disso, 
devemos avaliar a necessidade de 
intervenção periodontal prévia. Além do 
mais, o paciente pode ter alergia ao lençol de 
borracha (comprar lençóis que não tenha 
látex). 
× NO CASO DE DEGLUTIÇÃO/ 
ASPIRAÇÃODE INSTRUMENTAIS 
1. Manobras de Heimlich 
2. Desobstruir vias respiratórias 
3. Contatar serviço médico de urgência 
Diante disso, é indispensável o uso de 
isolamento absoluto. 
 ACESSO CORONÁRIO 
Esse acidente, pode acontecer o acesso 
inadequado sendo que pode acontecer o 
desgaste insuficiente (impossibilidade de 
instrumentação, e o risco de fratura de 
limas) ou desgaste excessivo (pode 
acontecer a fratura do dente). 
× CONDUTA CLINICA 
Precisamos entender a forma de 
conveniência de cada dente, a abertura 
coronária deve ser feita de forma 
cuidadosa, e devemos ter conhecimento da 
anatomia dentária de cada dente. 
Nessa etapa do procedimento, pode 
acontecer a perfuração do dente, durante a 
localização dos canais, sendo que pode ser 
devido a abertura deficiente (forma de 
contorno inadequada), anatomia externa do 
dente, não avaliar corretamente a 
orientações da radiografia. Ademais, pode 
ocorrer perfurações no preparo para 
pio/desobturação. As medidas preventivas 
para que não ocorra esse acidente e avaliar 
a posição/angulação da coroa/pino em 
relação a raiz. Diante disso, devemos ter 
uma avaliação radiográfica criteriosa. 
× DIAGNÓSTICO 
Etapas do tratamento endodôntico 
 
 
Deve ser clinico (sangramento), 
radiográfico, tomográfico e cirúrgico 
(cirurgia exploratória). 
× PROGNÓSTICO 
Dependerá da localização (se for intraósseo 
terá um pior prognóstico), tamanho (permite 
a reabilitação do dente?) E tempo decorrido 
(selamento imediato/ contaminação). 
× CONSIDERAÇÕES TERAPÊUTICAS 
Selamento via canal ou cirúrgico, matéria 
com boa aceitação biológica, que seja de 
fácil manipulação/aplicação, radiopacidade, 
MTA. Amálgama, guta, ionômeros, cimentos, 
sulfato de cálcio (osteoindutor). 
1. MTA (agregado tri óxido mineral) 
Acesso viável (furca, cervical e terço 
médio), selar a perfuração com MTA. É um 
material que contém o cimento Portland 
(presente no material de construção civil). 
× COMO EVITAR A PERFURAÇÃO 
Evitar procurar o canal com a ponta 
diamantada, sempre procurar 
cuidadosamente com a sonda. 
Caso haja a perfuração, faremos a remoção 
do tecido de granulação e irrigação com soro 
fisiológico estéril, e no dia que perfurou 
podemos selar com hidróxido de cálcio e 
propilenoglicol. Para depois planejarmos qual 
será o próximo passo. Na próxima sessão, 
faremos a limpeza da cavidade e selamento 
provisório com MTA branco para dar 
continuidade a desobturação dos canais 
radiculares e tratamento endodôntico, 
posterior a isso faremos a obturação e 
preparo para o selamento definitivo da 
perfuração com MTA branco e proteção com 
Coltosol e restauração definitiva com resina 
composta. 
 INSTRUMENTAÇÃO DO CANAL 
RADICULAR 
Nessa etapa a insistência no degrau que 
pode vir a formar no terço cervical, médio e 
apical, pode levar a repetição do 
instrumento numa mesma profundidade, 
quando acontece a inserção de instrumentos 
não pré-curvados, corre grande risco de 
perfuração e fratura da lima no canal. 
Irrigar abundantemente o canal, usar limas 
flexíveis, quando acontecer o degrau é 
necessário pré-curvar os instrumentos 
antes de introduzi-las para retomar o 
trajeto do canal e fazer ampliação 
progressiva do conduto radicular. É 
necessário fazer radiografias contínuas a 
cada 1 ou 2 mm, para segurança de não ter 
desviado do canal. Em casos de lesões 
periapicais persistente, as vezes é 
necessário a complementação com acesso 
cirúrgico. 
× ZIP 
É a conformação elíptica apical, falta de 
pré-encurvamento, pressão excessiva e 
cinemática inadequada causando a 
deformação do forame apical. Acontece 
mais em incisivos laterais superiores, a 
conduta a ser realizada é retomar o 
comprimento de trabalho com uma lima mais 
calibrosa (comparando radiograficamente), 
e achar uma nova lima memoria no 
comprimento de trabalho e obturando dessa 
maneira. É necessária sensibilidade tátil 
para conseguir resolver esse problema. 
 
 
 
Fonte: as imagens acima anexadas, foram retiradas da aula 
do Dr. Marcos S. Endo. 
 
× FRATURA DE INSTRUMENTO 
É um dos maiores medos do início da carreira 
endodôntica. Sendo que a maior 
porcentagem de fraturas ocorre no nível 
apical, pode ser decorrente do uso incorreto 
do instrumento, desconhecimento das 
características físicas, não observação de 
deformações criadas nos mesmos e os canais 
atrésicos e curvos favorecem a fratura. A 
fratura pode acontecer por torção (quando 
a ponta da lima prende e se continua o 
movimento com o cabo) ou por fadiga cíclica 
(quando a lima já está ‘’velha’’ e continuamos 
usando). Precisamos ter atenção especial 
para as limas de menor calibre. Podemos 
evitar isso fazendo o alargamento prévio do 
terço cervical para diminuir risco, 
precisamos ter consciência da flexibilidade 
da lima, ter cuidado a complexidade dos 
canais radiculares, e cuidado nos 
movimentos que serão feitos, descartando 
as limas que já tiveram a vida útil ou 
deformações presentes. 
Quando acontecer a fratura no canal 
radicular, a conduta clinica a ser adotada é 
tentar remover o fragmento, caso não 
consiga o ideal é que tente transpassar o 
obstáculo. Para saber se a lima realmente 
fraturou o ideal e que pegamos a régua 
metálica e medimos a lima para confirmar 
sua medida e por fim faremos uma 
radiografia para saber a localização e o 
tamanho do fragmento. 
Diante disso, sempre que receber um 
encaminhamento de outro profissional, 
mesmo com radiografia, precisamos fazer 
uma nova tomada radiográfica. É importante 
avaliar o estado emocional (do paciente e 
profissional) para continuar na mesma 
sessão ou adiar. Após o atendimento é 
necessário informar o paciente sobre a 
intercorrência e os possíveis efeitos sobre 
o prognóstico. 
× QUATRO ALTERNATIVAS 
1. Remover o fragmento ou ultrapassar 
o fragmento e remove-lo (prognóstico 
favorável) 
2. Ultrapassar, não remover e obturar 
(prognóstico pode ser favorável). 
3. Não ultrapassar o fragmento e 
obturar (prognóstico duvidoso e 
favorável). 
4. Remoção cirúrgica. 
Caso isso aconteça, é ideal que com 
instrumentos adequados, façamos a 
ampliação da parte cervical e média do 
conduto acima da lima fraturada. 
× CONDUTA CLINICA 
A remoção do instrumento, requer 
conhecimento e experiência clínica para 
conduzir a situação. Será necessário dilatar 
o canal até o nível do fragmento, achar 
espaço entre o fragmento e a parede do 
 
 
canal, e com limas de pequenos calibres (#10 
ou #15) fazendo movimentos de cateterismo 
tentamos ultrapassar o fragmento. É 
importante lembrar de acompanhar com 
radiografias, e fazer a ampliação 
progressiva. 
× RECURSOS ADICIONAIS 
1. Quando o fragmento se encontra em 
uma distância razoável, que 
conseguimos visualizar clinicamente, 
algumas vezes conseguimos fazer a 
preensão com a pinça hemostática 
fina. Entretanto, quando o fragmento 
se encontra em uma distância média a 
apical, as pinças não conseguirão 
prender o fragmento. 
A conduta ideal, é que façamos a associação 
de uma boa visualização (lupas, microscópio), 
pontas finas e aparelho ultrassônico com 
pontas especificas para retirar o 
fragmento, ou até mesmo fazendo uso de 
sistema masseran. 
 ACIDENTES NA IRRIGAÇÃO 
Nessa etapa do tratamento endodôntico, 
pode-se acontecer o manchamento da roupa 
do paciente com hipoclorito de sódio. A 
solução irrigadora, é extremamente 
irritante as tecidos, esse extravasamento 
possui efeito tóxico, é consequência da 
injeção do mesmo sob pressão excessiva, 
forame amplo ou alergia a substância 
utilizada (em casos de alergia, intercalar 
entre clorexidina em gel e soro fisiológico). 
× CONDUTA PREVENTIVA 
Uso de babador de plástico que cubra boa 
parte do paciente, manusear a seringa com 
hipoclorito com cuidado, não transferir os 
materiais por cima do paciente é ideal que 
essa transferênciaseja feita por fora 
da cadeira para que a solução não caia 
e não corra o risco de cair nos olhos 
do paciente. Ainda, devemos tomar cuidado 
com a vida útil da seringa e da agulha 
irrigadora. 
É importante nos lembrar de não inserir a 
ponta irrigadora até o CRT, e nunca trava-la 
nas paredes do canal (fazer movimentos de 
vai e vem para evitar o travamento). 
× COMO TRATAR UM ACIDENTE COM 
NaOCl 
Irrigar abundantemente com soro 
fisiológico, permitir sangramento para 
remover NaOCl, compressas com gelo (15 em 
15 minutos, 14h), calor após as primeiras 24 
horas, controle da dor (paracetamol 
750mg), medidas de controle local da 
infecção por antibioticoterapia por 7 a 10 
dias (primeira opção é a amoxicilina), em 
casos de muita dor administrar 
corticosteroides para controlar a 
inflamação, por fim precisamos fazer o 
controle diário. 
 ACIDENTES NA OBTURAÇÃO 
Nessa etapa, pode acontecer o 
extravasamento de material obturador 
(cone ou cimento), que não está ligada 
diretamente com qualidade da obturação. O 
extravasamento de cimento obturador em 
dentes inferiores, podem contribuiu para a 
parestesia. Comumente, a sub obturação, 
acontece com mais frequência quando 
comparada a sobre obturação. 
A reabsorção do material obturador, 
dependerá da composição do material 
utilizado. 
 
 
× CONDUTA CLINICA 
1. CIMENTO – normalmente 
reabsorvido sem causar problemas, 
casos de dor extrema realizar 
curetagem apical. 
2. GUTA PERCHA – avaliar qualidade da 
obturação e presença de 
sintomatologia, tentar remover via 
canal ou destacar a porção 
extravasada para tecido periapical 
(possibilidade de encapsulamento), 
caso persistir a dor, indicamos a 
cirurgia parendodôntica. 
É valido lembrar, que nem todos os casos vai 
surgir sintomatologia e algumas vezes a 
sintomatologia não estará ligada ao material 
extravasado. Diante disso, a investigação da 
dor deve ser criteriosa. 
É necessário sempre fazermos a avaliação 
minuciosa do caso, com planejamento para 
que consigamos minimizar a chance de erros 
e acidente. Caso o acidente aconteça, 
precisamos dar todo suporte e 
esclarecimento para o paciente. Devemos 
avaliar as condições e ter recursos 
disponíveis para contornar a situação. 
O mais das vezes, vemos que a lide judicial 
não é decorrente de falhas técnicas, mas de 
falhas de comunicação. 
 
 
 
Rizogênese incompleta, é sinônimo de ápice 
imaturo, ápice aberto, ápice incompleto, 
ápice em bacamarte, dentes jovens. 
É sabido, que durante a odontogenese 
haverá a estimulação, desde a formçào 
inicial do dente até a formação radicular 
pela via da bainha de hertwig, entretanto, 
esse momento pode ser interrompido, pode 
ser de origem biológico (cárie/necrose 
pulpar) ou de origem traumática. 
 DEFINIÇÃO 
1. Apicigênese – formação do ápice, 
continuidade da formação radicular 
de uma forma fisiológica, quando 
ainda há vitalidade do dente. 
2. Apecificação - indução do 
fechamento do forame apical através 
de uma barreira de tecido 
mineralizado, em dentes com necrose 
pulpar. 
3. Revascularização – pode acontecer 
em situações de dentes 
traumatizados, dependendo da força 
do impacto pode se retomar a 
vitalidade e continuar a formação 
radicular. 
 
 
 
1. Fase de botão 
2. Fase de capuz 
3. Fase de campânula 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RIZOGÊNESE INCOMPLETA 
Rizogênese incompleta 
Odontogênese 
 
 
 
 DENTES JOVENS 
O completo desenvolvimento da raiz de um 
dente permanente ocorrer três anos após a 
erupção dental. 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
O estimulo nocivo (cárie ou trauma dental) 
interrompe o desenvolvimento. 
O tratamento para esses casos, não terá 
muitas modificações. 
 
 
Dentes jovens, se apresentarão com a 
câmara pulpar extremamente ampla, canal 
radicular com paredes finas e delicadas 
(limas #60, #80 por exemplo), não há 
existência do forame apical, apenas uma 
abertura apical de diâmetro maior. 
 
 
 
 
 
Fonte: essa imagem foi retirada do google imagens. 
O tratamento endodôntico propriamente 
dito, consiste em: 
1. Abertura coronária 
2. Preparo-quimico-mecânico. 
3. Obturação 
No momento de irrigação, devemos fazer 
calmamente, sem injetar o liquido irrigador, 
devemos acomodar de forma gentil. No 
momento da odontometria, devemos ter 
cuidado redobrado, para não ultrapassar. 
A instrumentação deve ser feita com calma, 
com o objetivo de regularizar as paredes. O 
alargamento do canal, dependerá da fase de 
Nolla que o dente se encontra, exemplo: se 
o dente se encontra distante do estágio de 
Nolla 10, não faremos o alargamento. 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
Intervenção endodôntica – anatomia e 
diagnóstico 
 
 
O diagnóstico da rizogênese incompleta é 
feita de semelhante a qualquer outra 
alteração pulpar e perriradicular, através 
dos exames clínicos e complementares. 
Dessa forma, devemos ouvir com cautela 
tudo o que o paciente está falando, se houve 
trauma, o modo desse trauma. 
Nos aspectos clínicos, através da inspeção 
visual, avaliaremos a coloração dentária, se 
há presença de lesão, restauração (material 
utilizado, e se está bem adaptado). 
Faremos os testes de sensibilidade, 
percussão, palpação e mobilidade. 
Em crianças, devemos tomar cuidado com as 
informações passadas, para que não 
atrapalhe os testes e diagnósticos. 
No exame radiográfico, avaliaremos os 
estágios de Nolla, para identificar o estágio 
da rizogênese, se há lesão periapical ou 
presença de reabsorções. 
‘’devido ao comprimento vestíbulo-lingual ser 
maior que o mésio-distal na maioria das 
raízes e canais, o fechamento apical não 
pode geralmente ser determinado 
radiograficamente. ’’ 
 
 
Nas condições que envolve apicigênese, na 
maioria das vezes conseguimos tratar de 
modo conservador. Tendo como objetivo o 
termino do desenvolvimento radicular, 
formação do canal cementário, obtenção do 
comprimento normal do canal radicular. 
Os tratamentos conservadores, envolvem o 
capeamento pulpar direto, curetagem pulpar 
(com colher de dentina afiada) e a 
pulpotomia (remoção parcial da polpa). 
Os fatores que iremos analisar para 
escolher o tratamento. 
1. Tempo – maior o tempo de exposição da 
cavidade pulpar, maior a chance de 
contaminação da polpa. 
2. Tamanho – quanto menor a cavidade 
exposta, menor a infiltração e melhor 
será o prognostico. 
3. Sintomatologia – dor espontânea, 
continua que não passa com 
medicamentos, o tratamento 
conservador é inviável. 
4. Características macroscópicas da polpa – 
cor do sangue (vermelho, brilhante), 
quantidade de sangramento (hemorragia 
leve, suave e controlável), e devemos 
observar a resistência ao corte, quando 
sentimos a dentina, deve estar com 
características de corpo. 
5. Formação radicular – Quando o ápice 
estiver aberto e ser viável, devemos 
priorizar pelo tratamento conservador, 
mas devemos sempre avaliar os requisitos 
supracitados. 
A broca na alta rotação deve ser irrigada 
com soro fisiológico estéril. 
O controle clinico e radiográfico é muito 
importante, pois o dente pode vir a necrosar. 
 
 
O objetivo da apicificação é a formação de 
tecido mineralizado no ápice radicular. A 
complexidade de determinados casos, será 
compatível com o estágio de Nolla que esse 
dente se encontra (dentes em estágios 
próximo do 10, estarão com o ápice quase 
fechados). 
A obturação imediata as vezes é impedida, 
pela ausência de selamento apical. 
Apicigênese 
Apicificação 
 
 
O selamento apical pode ser feito com 
hidróxido de cálcio, após o PQM completo 
para induzir a formação da barreira. 
Também poderá ser usado o MTA. 
o HIDRÓXIDO DE CÁLCIO 
Possui ação anti-inflamatória, devido a ação 
higroscópica, formação de pontos de 
proteinato de cálcio, inibiçãoda fosfolipase. 
Também possui ação antibacteriana, devido 
a perda da integridade da membrana 
citoplasmática bacteriana, promove dano ao 
DNA bacteriano e inativação enzimática. 
Ainda, o hidróxido de cálcio induz o reparo 
por tecido mineralizado, pode estimular 
diferenciação de células mesenquimais em 
cementoblastos e osteoblastos, o que levaria 
a produção de matriz cementóide e osteóide 
para complementar a formação da raiz. 
O tempo médio para formação de tecido 
calcificado no ápice radicular varia de 5 a 20 
meses. 
Quais veículos usar? 
Propilenoglicol – veículo inerte que possui 
atividade antimicrobiana, hidrossolúvel, 
viscoso (devido a possibilidade de se manter 
por mais tempo, dentro de 30 a 45 dias). 
Veículos aquosos – soro fisiológico estéril, 
água destilada, anestésico. 
Quando usamos veículos aquosos, a 
solubilização do hidróxido de cálcio que já é 
rápida, acontece muito mais rápido. 
Quando existe uma reação inflamatória 
associado a rizogenese incompleta, podemos 
optar pelo uso: 
Hidróxido de cálcio + propilenoglicol + 
paramonoclorofenol canforado. 
Nesses casos, podemos manter a pasta por 
15 dias, entretanto precisamos acompanhar 
a formação da barreira. 
Alguns autores sugerem o uso de veículos 
oleosos em pastas prontas, ou o uso da 
canfora, azeite para a formação da pasta. 
O acompanhamento clinico e radiográfico 
deve ser feito de 3 em 3 meses quando 
usamos o medicamento intracanal, logo, as 
radiografias devem seguir os mesmos 
padrões de posicionamento e 
processamento, para que consigamos 
observar corretamente. 
A abertura coronária é feita com os 
materiais de costume, a penetração 
desinfetante feito apenas no terço cervical 
e médio. A odontometria e instrumentação 
devem ser cuidadosas para que não haja 
sobre instrumentação, e a irrigação deve ser 
cuidadosa, para que não haja 
extravasamento para os tecidos 
perirradiculares e não cause injuria tecidual. 
o MTA 
O MTA é um pó constituído por finas 
partículas hidrofílicas e que ganha presa na 
presença de umidade em menos de quatro 
horas. 
O uso será baseado nas seguintes 
indicações: tratamento de perfurações, 
selamento de reabsorções, retro obturação, 
tratamentos conservadores da polpa e 
apicificação. 
Propriedades – 
Pouco solúvel, radiopacidade, 
biocompatibilidade, selamento, atividade 
antimicrobiana, induz a formação de tecido 
mineralizado. 
 
 
A formação de tecido mineralizado, 
acontece devido a presença de íons cálcio e 
fosfato na sua formulação, pela capacidade 
de atrair células blásticas e promover um 
ambiente favorável para a formação de 
cemento através da formação da fosfatases 
alcalina. 
O uso do MTA requer habilidade técnica e 
sensibilidade tátil muito grande. O canal 
deve estar limpo, preparado e seco. Uma 
opção é colocar o MTA na abertura apical e 
não obturar na mesma sessão (sessões 
múltiplas), aí colocaremos o hidróxido de 
cálcio e a colocação do MTA. Ou ainda, 
poderemos fazer a técnica ‘’one visit-
apexification’’ em uma única seção, faremos 
os processos de preparo do canal, a secagem 
e colocação do MTA direto e na mesma 
sessão fazer a obturação. 
Geralmente, canais com rizogenese 
incompleta são muito amplos e a adaptação 
do cone é extremamente difícil, diante 
disso, pode ser feita com a técnica do cone 
moldado, técnica do cone invertido, técnica 
do cone rolado/calibrado. 
Cone moldado – moldar a ponta do cone no 
ápice aberto. Gotas de solvente no pote 
dapen e plastifica a ponta do cone de gutta 
percha no solvente (o cone deve ser 
compatível com o diâmetro do canal, fazendo 
movimentos curtos de tirar e pôr para 
moldar melhor o cone no ápice). 
Cone invertido – prova-se a parte que 
normalmente pegamos com a pinça, deve-se 
alcançar o CRT. 
Cone calibrado – com a ajuda de uma régua 
calibradora com furos para diâmetros, 
introduzimos o cone e fazemos o corte no 
diâmetro desejado. 
Cone rolado – com ajuda de duas placas de 
vidro aquecida, aproximamos elas, entre 
essas placas colocamos os dois cones, e 
fazemos movimentos de rolar os cones, 
unindo-os. 
 
 
A detecção de sinais (radiolucidez, fístula, 
tumefação) e/ou sintomas (dor) da doença 
perirradicular associados a dentes tratados 
endodonticamente significa que o 
tratamento fracassou na manutenção ou 
restauração da saúde perirradicular. As 
lesões perirradiculares observadas em 
dentes tratados são também conhecidas 
como lesão pós-tratamento e podem ser 
emergentes (estavam ausentes e se 
desenvolveram após o tratamento), 
persistentes (que persistiram apesar do 
tratamento) ou recorrentes (que 
reaparecem tardiamente após terem sido 
reparadas). Infecções secundárias, são 
micro-organismos que estavam fora da 
cavidade pulpar e adentram por uma falha 
restauradora e causam uma infecção 
endodôntica secundária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RETRATAMENTO ENDODÔNTICO 
Retratamento endodôntico 
 
 
Fonte: essa imagem foi retirada do livro endodontia 
biologia e técnica, Lopes e siqueira, 4Ed. 
Retratamento deve ser considerado uma 
intervenção complexa, pois, é uma tentativa, 
e deve ser considerada como tal. O 
retratamento pode ter ocorrido, por 
iatrogênia de outros profissionais, e diante 
disso é uma condição complexa. 
 ANÁLISE MICROBIOLÓGICA 
. Actinomyces naeslundii – 
propionibacterium propionicum / 
peptostreptococcus micros 
. Actinomyces meyeri 
. Clostridium botullinum – bacteroides 
ureolyticus. 
 
 
Microrganismos que sobreviveram ao 
preparo químico mecânico (PQM), em áreas 
inacessíveis ou resistentes ao PQM. 
 
 
Podem ser devido a fatores anatômicos e 
fatores iatrogênicos que favorecem o 
crescimento microbiano ocasionando a 
permanência da infecção. 
Os fatores microbianos, estão ligados a 
permanência de uma infecção na região 
apical ou periapical que resultará no 
insucesso do tratamento endodôntico. 
Essa permanecia de microrganismos no 
conduto, pode ser atribuída a falta de 
material obturados e perda do comprimento 
de trabalho, presença de microrganismos 
após o preparo químico-mecânico. 
Microbiologicamente falando, os 
microrganismos de um dente com necrose 
pulpar é diferente quando comparado a um 
dente tratado e obturado previamente. 
Presença de bactérias gram positivas, 
anaeróbios facultativos. 
O microrganismo Enterococcus faecalis 
estão presentes em 7,5% dos casos em 
infecções primárias, e 85% dos casos em 
infecções secundárias. A capacidade dessa 
espécie tem em causar infecções 
endodônticas e se manter viável no interior 
dos túbulos dentinários. 
Devemos nos atentar que polpa sem 
vitalidade e sem bactérias não promovem 
destruição óssea. 
Tratamento endodôntico inadequado, sem 
sinais e sintomas, sem lesões radiográficas 
e há presença de lamina dura, precisa de uma 
análise criteriosa e minuciosa, sempre 
avaliando a situação como um todo. Pois em 
casos como esses, pode-se não precisar de 
um retratamento. 
Em casos como esse, o novo tratamento 
restaurador, deve ser feito apenas se 
Complexidades anatômicas 
 
 
constado a necessidade de um pino 
intracanal, caso contrário podemos fazer o 
acompanhamento. 
Microrganismos são responsáveis pelo 
desenvolvimento e perpetuação das doenças 
pulpares e periapicais. 
Procedimentos de desinfecção fazem a 
seleção de microrganismos resistentes. 
Antigamente, alguns autores defendiam que 
a microbiota de canais com infecções 
secundárias/persistente com insucesso é 
caracterizada por monoinfecções ou 
infecções com número limitado de 
microrganismos com predominância de 
anaeróbios facultativos. Mas atualmente, já 
se sabe que é são microrganismos de origem 
poli microbiana. 
 QUAL O INTERVALO DE TEMPO 
PARA O RETORNO DO PACIENTE? 
Os tempos sugeridos para o início e 
manutenção do acompanhamento após o 
tratamento endodôntico são variáveisna 
literatura. 
*início em 6 meses e acompanhamento anual 
até 4 anos. 
*associação entre reparo e o período de 18-
24 meses, 
*colaboração do paciente – índices de 
retorno. 
Logo, não temos um padrão. Mas precisamos 
entender que é crucial fazermos o controle 
clinico e radiográfico quando em terapias 
endodônticas primarias, para a avaliarmos se 
houve a regressão da lesão. 
Em casos em que o tratamento endodôntico 
foi feito com a polpa vital, a taxa de sucesso 
é considerada alta (96%), entretanto, a taxa 
de sucesso não está apenas relacionada com 
a condição da polpa, tem uma série de 
fatores que contribuem para o sucesso da 
terapia endodôntica. Quando comparado 
com casos de necrose pulpar com lesão e sem 
lesão a taxa de sucesso diminuiu. E quando 
comparamos o sucesso da polpa vital, necro 
com lesão ou sem lesão a taxa de sucesso do 
retratamento diminui (66%). Entretanto, 
também encontramos um estudo com 
porcentagem alta (85,9%) só que esse 
número é baseado na experiência clínica do 
profissional. 
 
 
 
1. Obturação inadequada de um canal 
radicular 
2. Nos casos em que a obturação é 
inadequada e uma nova prótese se faz 
necessária, mesmo não havendo 
manifestações clínica radiográfica de 
insucesso. 
3. Exposição da obturação ao meio bucal por 
um longo período de tempo. 
4. Persistência de sintomas objetivos, 
desconforto a percussão e a palpação, 
fístula ou edema, mobilidade, 
impossibilidade de mastigação. 
5. Presença de rarefações ósseas em áreas 
perirradiculares previamente 
inexistentes 
6. Dentes que serão submetidos a cirurgia 
parendodôntica, nos casos em que o canal 
radicular se apresente inadequadamente 
instrumentado e obturado. 
 
 
 
 
 DOR 
Indicações 
Critérios de indicação 
 
 
Não devemos levar a dor como parâmetro 
definitivo, primeiramente devemos avaliar 
se essa dor é originada do dente tratado, 
pois, é sabido que muitos tipos dores podem 
refletir ao dente. Baseado nisso, devemos 
investigar os sinais da dor, visto que dor e 
algo subjetivo. É valido reproduzir a dor que 
o paciente sente, então podemos fazer o 
teste de sensibilidade pulpar no dente 
tratado endodonticamente (pode ser algum 
canal não tratado), mas geralmente é outro 
dente que está doendo e o paciente não sabe 
identificar e acusa o dente tratado. 
Na inspeção clínica, avaliaremos que pode 
haver alteração de dor, mas que devemos 
investigar se há trauma, reabsorção interna. 
O teste de sensibilidade pulpar, será 
empregado em casos que o paciente relata 
dor ao ingerir algo gelado, aí devemos 
reproduzir o teste para confirmar se dor 
realmente desse dente. Como o dente está 
tratado endodonticamente, não responderá 
ao estimulo, apenas se houver algum canal 
não tratado. 
O teste de percussão e palpação, ao fazer o 
teste e o resultado der positivo, devemos 
primeiramente fazer o ajuste oclusal o 
dente antes de indicar o retratamento. Ao 
exame de palpação, se detectarmos algo 
fora da realidade, devemos encaminhar ao 
patologista ou especialista para uma segunda 
opinião. 
Em casos de retratamento, pode aparecer 
edema ou fistula, podemos fazer o 
rastreamento com o cone de guta percha 
acessório. 
Devemos fazer a sondagem periodontal e 
fazer avaliação da mobilidade, pois alguns 
casos, alguns dentes já estão condenados 
periodontalmente, e acaba não compensando 
fazer o retratamento. 
Devemos avisar o paciente é que preciso 
fazer o selamento coronário bem feito, pois, 
alguns pacientes não entendem que deve-se 
fazer a restauração definitiva desse dente, 
e alguns anos depois acabam voltando apenas 
com as raízes residuais. Caso o paciente 
volte com o material obturador exposto, 
antes de indicar o retratamento, devemos 
perguntar a quanto tempo aconteceu essa 
exposição, pois algumas vezes pode-se fazer 
apenas a restauração e acompanhar. 
Entretanto, devemos analisar o tipo de 
restauração que será feita (direta ou 
indireta). 
 CRITÉRIOS RADIOGRÁFICOS. 
Radiograficamente, devemos avaliar o grau 
de compactação, o limite da obturação, a 
qualidade de instrumentação, existência de 
bolhas, preenchimento, etc. 
Se houver o aumento do espaço do ligamento 
periodontal, lesão periapical podemos 
interpretar como um processo inflamatório. 
Entretanto, é valido lembrar que nem tudo 
que é radiolúcido se trata de lesão, pode ser 
uma cicatriz anatômica ou processo de 
reparo, mas nesses casos associamos com a 
qualidade da obturação e sintomatologia. 
 Reabsorção radicular 
 Qualidade da obturação do canal 
radicular 
 Qualidade da restauração ou 
qualidade do pino intra-radicular. 
O sucesso endodôntico é caracterizado pela 
associação da adequada restauração com a 
adequada endodontia. 
 
 
 
 
 SEQUÊNCIA CLINICA 
1. Avaliação – de forma clínica e 
radiográfica, para que consigamos 
planejar o caso com cautela e indicar 
o retratamento de maneira correta. 
Nessa etapa, devemos nos atentar ao 
interno do canal radicular (qualidade 
obturadora, qualidade do preparo, 
qualidade da compactação), bem como 
a condição do periápice e o espaço do 
ligamento periodontal. 
2. Acesso coronário – em casos de pinos 
intrarradiculares, é necessário o uso 
de insertos ultrassônicos. Ademais, 
não são todos os casos que há 
presença de pinos, alguns faremos o 
acesso, apenas. Anestesia infiltrativa 
para o isolamento absoluto e se caso 
houver necessidade de patência 
foraminal. 
A direção de trepanação, forma de 
contorno, forma de conveniência serão 
feitos de acordo com a abertura 
coronária anterior. 
3. Desobturação – 
A. Limas do tipo K 
B. Brocas de largo (anticurvatura) 
C. Brocas de Gates (porção reta) 
D. Limas do tipo H – usada apenas 
após o ganho de profundidade da 
lima tipo K. 
E. Canal Sempre preenchido com 
solução irrigadora 
F. Solvente (somente se necessário) 
G. Radiografia para verificação 
H. Odontometria 
I. Novo preparo químico mecânico. 
Nos momentos de acesso, é interessante que 
se faça sem isolamento absoluto. 
Quando você sentir que conseguiu acesso ao 
canal radicular (sentir uma consistência 
‘’fofa’’ diferente) pega a sonda exploradora 
endodôntica e inspecione que realmente é o 
cone de Guta percha. Use uma lima tipo K 
resistente (#25/#30), faça movimentos de 
¼ a direita pressionando apicalmente, 
fazendo uma força e pressionando apical. 
A lima tipo H, só é usada após o ganho de 
profundidade e espaço criado pela lima tipo 
K anteriormente. Devido seu poder de corte 
ser eficaz na retirada de remanescentes 
residuais de massa obturadora. 
Se a tentativa de retirada do material de 
forma manual não foi efetiva, aplicamos o 
uso de solventes. Usando a seringa de 
irrigação, removemos o êmbolo, na seringa 
colocaremos em média 2ml de solvente, 
depois inserimos o êmbolo (manuseando da 
mesma maneira do EDTA). A aplicação do 
solvente no canal, será na medida que esse 
líquido não transborde na coroa. A partir do 
momento que o solvente entra em contato 
com a guta percha inicia-se um processo de 
plastificação, com o uso da lima fazendo 
movimentos de ¼ de volta no sentido apical 
sentiremos que a massa obturadora 
começará a amolecer. 
Se nesse percurso, a entrada do canal 
radicular estiver difícil o acesso, poderemos 
usar na baixa rotação uma broca de largo 
compatível com aquela região. Quando 
estiver avançando próximo a porção 
cervical/média do canal radicular, pode-se 
fazer uso de brocas de Gates na baixa 
rotação (Calibres maiores ficam mais 
afastados do ápice, e os calibres menores 2 
Remoção do material obturador 
 
 
e 3 ficam mais para o terço médio do canal), 
é valido lembrar que essas brocas não 
ganham curvatura, é importante fazer o 
acompanhamento radiográfico para que não 
aconteça uma deformação no trajeto do 
canal. 
Durante todo esse processo, poderemoslimar o canal e fazer diversas tomadas 
radiográficas para conferir o avanço da 
etapa de desobturação. 
Estudos comprovam, que mesmo com os 
diversos tipos de técnicas desobturadoras 
não será possível remover o material 
totalmente do canal, ademais, devemos ao 
menos tentar remover o máximo possível. 
É importante que antes de começarmos a 
desobturação, nós tenhamos em mãos o 
correto comprimento do dente, para que 
tenhamos noção dos limites de trabalho, 
devemos ter conhecimento do comprimento 
de trabalho provisório (CAD-2mm). E quando 
chegarmos no CTP (comprimento de trabalho 
provisório) devemos fazer a tomada 
radiográfica com a lima no canal, para que 
obtenhamos o CRD (comprimento real do 
dente). 
É importante saber que estaremos 
trabalhando em quadros de infecção 
persistente e lesão periapical crônica, 
ademais, nem sempre conseguiremos a 
patência foraminal, mas, devemos nos 
posicionar com o paciente (quando não 
conseguimos a patência foraminal, as vezes 
não conseguiremos a regressão da lesão). Se 
a lesão não regredir, devemos fazer a 
complementação cirúrgica. 
A partir da odontometria, as etapas de 
tratamento será o mesmo do primeiro 
tratamento endodôntico, com a diferença de 
que, uma instrumentação e preparo do canal 
já havia sido feita, e o alargamento não 
precisará ser feito com a mesma quantidade 
de limas de um tratamento convencional. Em 
alguns momentos registraremos a LAI (lima 
anatômica inicial) para sabermos o diâmetro 
que o canal se encontrava. 
Diante disso, é importante sabermos que a 
LAI do retratamento endodôntico, será 
maior quando comparada a LAI do 
tratamento inicial. 
O objetivo do preparo-quimico mecânico do 
retratamento, não será o alargamento, e sim 
a remoção do material obturador. Haverá um 
alargamento, mas não demasiado a ponto de 
deformar as paredes dentinária da região 
apical. 
A etapa do escalonamento com recuo 
programado, será uma etapa rápida, pois a 
maioria das vezes o canal já foi alargado, 
logo, faremos apenas a regularização das 
paredes do canal radicular. 
Após o termino apical, limpeza e modelagem 
faremos a patência foraminal. 
Patência apical, é a manutenção do forame 
apical desobstruído durante a 
instrumentação do canal radicular. É feita 
usando instrumentos de pequeno calibre e 
com o objetivo de evitar a obstrução por 
detritos de dentina. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fonte: essa imagem foi retirada da aula do Dr. Marcos S. 
Endo. 
Remoção da Smear Layer usando o EDTA 
17% por 3 minutos e lavagem final com 
hipoclorito de sódio, para depois usar a 
medicação intracanal. 
 
 
Quando tivemos muita resistência na 
retirada da guta percha e o tempo se sessão 
já estiver acabando, insere-se o 
Formocresol ou tricresolformalina (da 
mesma forma do tratamento convencional). 
Quando já conseguimos fazer a 
desobturação, já iniciamos a instrumentação 
escolhe-se o hidróxido de cálcio e 
propilenoglicol. Caso, esse dente tenha lesão 
periapical pode-se adicionar o hidróxido de 
cálcio + proprilenoglicol + 
paramonoclorofenol canforado também. 
Nova obturação/ selamento coronário 
imediato 
A obturação é feita da mesma maneira do 
tratamento convencional. Precisaremos 
verificar o diâmetro final do forame apical e 
o cone deve estar travado a 1mm do forame 
apical. 
 
 
O retratamento deve ser feito de uma 
maneira respeitosa, avaliando a real 
necessidade de cada paciente para esse 
procedimento. Devemos determinar a 
etiologia e o planejamento do caso, devemos 
ter a habilidade para contornar dificuldades 
do tratamento anterior. Se tratando de 
endodontia, existem inúmeras tecnologias, 
para proceder boas técnicas de preparo. O 
selamento coronário deve ser de maneira 
imediata. 
Deve-se sempre conversar com o paciente 
honestamente, sobre o prognóstico e ter o 
consentimento do mesmo. 
 
 
 
 
 
 
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Medicação intracanal X retratamento 
Considerações final 
 
 
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