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ARTE, PSICOMOTRICIDADE E 
MOVIMENTO 
Talita Daniele Alves Gomes Caldeira 
Bruna Silveira Chaves 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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ARTE, PSICOMOTRICIDADE E MOVIMENTO 
1ª edição 
Ipatinga – MG 
2024 
Talita Daniele Alves Gomes Caldeira 
 
Especialista em Cultura e Literatura pela Faculdade de Educação São Luís (2020) Gradu-
ada (Licenciatura) no Curso de Artes/Licenciatura em Música pela Universidade Estadual 
de Montes Claros (UNIMONTES-MG). Atualmente é coordenadora do curso de Artes Visu-
ais EaD da Faculdade Única de Ipatinga, professora da disciplina ARTE no Colégio Ma-
yrink em Ipatinga-MG na turma de 3º Ano do Ensino Médio e professora EFETIVA da disci-
plina ARTE na Escola Estadual João XXIIII em Ipatinga-MG em turmas de 9º ano do Ensino 
Fundamental, 1º e 3º ano do Ensino Médio. Realiza em suas aulas projetos de práticas 
artísticas envolvendo a criação de Corais e projetos com pintura em tela. 
Bruna Silveira Chaves 
 
Doutora em Educação Física pelo Programa de Pós-graduação da Universidade Federal 
de Juiz de Fora e da Universidade Federal de Viçosa (2019-2023). Mestre em Ciência da 
Motricidade Humana (2009). Especialização em Fisiologia do Exercício e Treinamento 
Desportivo (2003). Pós-Graduação em Dança Educacional (2017). Graduação em Edu-
cação Física (2001). Bailarina Profissional pela Sated-MG. Experiência no ensino superior 
de 17 anos. Experiência na coordenação de cursos Licenciatura e Bacharelado. Profes-
sora Substituta na Faculdade de Educação Física e Desportos da UFJF - Departamento 
de Ginástica e arte corporal. Áreas principais de atuação: dança, ginástica, corporei-
dade, fitness, atividade para terceira idade, estágio supervisionado, gestão de carreira. 
Membro do Grupo de Estudos em Gênero, Educação Física, Saúde e Sociedade 
(GEFSS/UFJF). Proprietária da Revista Empresário Fitness. Organizadora do Congresso Ca-
rioca de Educação Física. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
 
FACULDADE ÚNICA EDITORIAL 
 
Diretor Geral: Valdir Henrique Valério 
Diretor Executivo: William José Ferreira 
Ger. do Núcleo de Educação a Distância: Cristiane Lelis dos Santos 
Coord. Pedag. da Equipe Multidisciplinar: Gilvânia Barcelos Dias Teixeira 
Revisão Gramatical e Ortográfica: Izabel Cristina da Costa 
Revisão/Diagramação/Estruturação: Lorena Oliveira Silva Portugal 
 Bruna Luiza Mendes Leite 
Design: Bárbara Carla Amorim O. Silva 
 Élen Cristina Teixeira Oliveira 
 Cristiano Soares Andrade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
© 2024, Faculdade Única. 
 
Este livro ou parte dele não podem ser reproduzidos por qualquer meio sem Autorização 
escrita do Editor. 
 
 
 
 
NEaD – Núcleo de Educação a Distância FACULDADE ÚNICA 
Rua Salermo, 299 
Anexo 03 – Bairro Bethânia – CEP: 35164-779 – Ipatinga/MG 
Tel (31) 2109 -2300 – 0800 724 2300 
www.faculdadeunica.com.br
http://www.faculdadeunica.com.br/
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
Menu de Ícones 
Com o intuito de facilitar o seu estudo e uma melhor compreensão do conteúdo apli-
cado ao longo do livro didático, você irá encontrar ícones ao lado dos textos. Eles são 
para chamar a sua atenção para determinado trecho do conteúdo, cada um com 
uma função específica, mostradas a seguir: 
 
 
 
São sugestões de links para vídeos, documentos cientí-
fico (artigos, monografias, dissertações e teses), sites ou 
links das Bibliotecas Virtuais (Minha Biblioteca e Biblio-
teca Pearson) relacionados com o conteúdo abor-
dado. 
 
Trata-se dos conceitos, definições ou afirmações im-
portantes nas quais você deve ter um maior grau de 
atenção! 
 
São exercícios de fixação do conteúdo abordado em 
cada unidade do livro. 
 
São para o esclarecimento do significado de determi-
nados termos/palavras mostradas ao longo do livro. 
 
Este espaço é destinado para a reflexão sobre ques-
tões citadas em cada unidade, associando-o a suas 
ações, seja no ambiente profissional ou em seu cotidi-
ano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
SUMÁRIO 
CONCEITO, DEFINIÇÕES DA ARTE E EXPERIÊNCIAS ARTÍSTICAS ...............................11 
1.1 O que significa ARTE? ............................................................................................... 11 
1.2 Períodos da História da Arte ................................................................................... 13 
1.3 Experiências Artísticas ............................................................................................... 14 
1.4 Formas de expressão artística ................................................................................ 15 
FIXANDO O CONTEÚDO ................................................................................................. 20 
TENDÊNCIAS DO ENSINO DE ARTE ..............................................................................24 
2.1 O ensino de Arte ........................................................................................................ 24 
2.2 Ensino de Arte e Educação especial .................................................................. 26 
2.3 Relato de um projeto artístico na educação básica com inclusão .......... 28 
2.3.1 Projeto Arte na Tela – 9º Ano do Ensino Fundamental e 1º Ano Ensino 
Médio .............................................................................................................................. 29 
2.4 Arte e tecnologia: Novas tendências do ensino de arte e gamificação 31 
2.3.2 Como trabalhar mídias digitais dentro da Sala de Aula ........................ 32 
FIXANDO O CONTEÚDO ................................................................................................. 34 
BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) ........................................................38 
3.1 ANÁLISE DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) - HABILIDADES 
DO ENSINO DE ARTE NA EDUCAÇÃO BÁSICA. ......................................................... 38 
3.2 Análise das competências e habilidades do ensino de Arte através da 
BNCC ................................................................................................................................... 41 
3.2.1 Arte na Educação Infantil ............................................................................... 42 
3.2.2 Arte no Ensino Fundamental ........................................................................... 44 
3.3 Linguagens artísticas para trabalhar na Educação Básica .......................... 46 
3.3.1 Artes visuais .......................................................................................................... 46 
3.3.2 Dança ................................................................................................................... 47 
3.3.3 Música ................................................................................................................... 48 
3.3.4 Teatro ..................................................................................................................... 49 
3.3.5 Artes Integradas ................................................................................................. 49 
FIXANDO O CONTEÚDO ................................................................................................. 51 
PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO .....................................................................................55 
4.1 Planejamento pedagógico – Organização de conteúdos, habilidades e 
competências ................................................................................................................... 55 
4.2 Definição e conceito de planejamento ............................................................. 56 
4.3 Das Etapas do Planejamento ................................................................................ 58 
4.3.1 Data de Elaboraçãoprodutivo e responsável re-
quer muito mais do que o acúmulo de informações. Requer o desen-
volvimento de competências para aprender a aprender, saber lidar 
com a informação cada vez mais disponível, atuar com discernimento 
e responsabilidade nos contextos das culturas digitais, aplicar conhe-
cimentos para resolver problemas, ter autonomia para tomar deci-
sões, ser proativo para identificar os dados de uma situação e buscar 
soluções, conviver e aprender com as diferenças e as diversidades. 
(BRASIL, 2017, p. 14). 
 
Ao compreender as habilidades gerais percebemos como o ensino de Arte 
contribui na formação do ser pensador, crítico, expressivo e social que através da 
análise de obras artísticas, do conhecimento adquirido sobre distintas culturas e sobre 
a elaboração de novas obras embasadas por sua bagagem cultural, o torna um ser 
compreensível na atuação sobre o mundo. 
A BNCC (2017) trata ainda sobre a importância das aulas de arte durante a 
Educação Infantil onde a criança terá a oportunidade de desenvolver, desde o início 
da sua formação educacional, “o senso crítico e estético agregados ao conheci-
mento de si, dos outros e da realidade que a cerca”. Diz-nos ainda que: 
 
[...] a Educação Infantil precisa promover a participação das crianças 
em tempos e espaços para a produção, manifestação e apreciação 
artística, de modo a favorecer o desenvolvimento da sensibilidade, da 
criatividade e da expressão pessoal das crianças, permitindo que se 
apropriem e reconfigurem, permanentemente, a cultura e potenciali-
zem suas singularidades, ao ampliar repertórios e interpretar suas ex-
periências e vivências artísticas (BRASIL, 2017, p. 41). 
 
Ao longo do texto da BNCC (2017)podemos perceber a evolução do processo 
ensino-aprendizagem que ocorre na Educação Básica desde o ensino Infantil ao En-
sino Fundamental (Anos Finais). Sobre a interação social e essa evolução educacio-
nal reflete que: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
 
 
[...] as atividades humanas realizam-se nas práticas sociais, mediadas 
por diferentes linguagens: verbal (oral ou visual-motora, como Libras, 
e escrita), corporal, visual, sonora e, contemporaneamente, digital. 
Por meio dessas práticas, as pessoas interagem consigo mesmas e 
com os outros, constituindo-se como sujeitos sociais. Nessas interações, 
estão imbricados conhecimentos, atitudes e valores culturais, morais e 
éticos (BRASIL, 2017, p. 61). 
 
A BNCC (2017, p. 61) nos apresenta ainda que no Ensino Fundamental (Anos 
Iniciais): 
 
[...] os componentes curriculares tematizam diversas práticas, conside-
rando especialmente aquelas relativas às culturas infantis tradicionais 
e contemporâneas”. No Ensino Fundamental (Anos Finais) a diversifi-
cação dos contextos permite o aprofundamento de práticas de lin-
guagem artísticas, corporais e linguísticas que se constituem e consti-
tuem a vida social. 
 
Como professor regente de turma, trabalhar a disciplina arte desde a Educa-
ção Infantil até o Ensino Fundamental (Anos Finais) representa uma contribuição sig-
nificativa na formação do educando em seu pensamento criativo, nas suas habilida-
des sociais e emocionais, na formação crítica e respeitosa sobre a diversidade cultu-
ral bem como o desenvolvimento da utilização da tecnologia como ferramenta de 
conhecimento amplo. 
 
 
 
3.2 ANÁLISE DAS COMPETÊNCIAS E HABILIDADES DO ENSINO DE ARTE ATRA-
VÉS DA BNCC 
Vimos anteriormente que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é o do-
cumento que atualmente vigora na orientação pedagógica das habilidades e com-
petências do ensino na Educação Básica. A partir da análise das habilidades e dos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
 
componentes curriculares do ensino de Arte na BNCC, podemos entender como é 
possível elaborar atividades que contemplem o desenvolvimento do repertório ima-
gético e da expressão artística emocional tornando os educandos seres críticos e cri-
ativos. 
 
3.2.1 Arte na Educação Infantil 
Na Educação Infantil o processo Ensino-aprendizagem ocorre de maneira gra-
dativa onde a relação entre família e escola reforça o laço da criança ao aprendi-
zado. Ao trabalhar uma atividade artística como pintura, desenho, jogos, brincadei-
ras, músicas, teatro de bonecos, colagens entre outras formas de expressão a criança 
torna-se personagem principal de suas atividades gerando sua independência emo-
cional e criativa. Nesse processo a BNCC (2017) reforça o uso de objetivos de apren-
dizagem que norteiam a elaboração de atividades artística. 
Nos objetivos de aprendizagem a BNCC (2017, p. 36) ressalta que a criança na 
Educação Infantil deve: 
 
1 - Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes 
grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento 
de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre 
as pessoas. 
2 - Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços 
e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e 
diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, 
sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, cor-
porais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais. 
3 - Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do pla-
nejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo edu-
cador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais 
como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, de-
senvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, de-
cidindo e se posicionando. 
4 - Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, 
emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, ele-
mentos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes 
sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a 
ciência e a tecnologia. 
5 - Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessi-
dades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opini-
ões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
43 
 
 
6 - Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, 
constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertenci-
mento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadei-
ras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto 
familiar e comunitário. 
 
Analisando os objetivos gerais acima podemos compreender as propostas 
educacionais através das seguintes dicas: 
 
Quadro 3: Objetivos de Aprendizagem e algumas propostas educacionais para a Educação 
Infantil 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM PROPOSTAS EDUCACIONAIS 
Conviver 
Realizar atividades coletivas com outras crianças 
como música, pintura, desenho. 
Brincar 
Conhecer brincadeiras do cancioneiro popular; ex-
plorar a coordenação motora. 
Participar 
Garantir que a criança seja incentivada para realizar 
a atividade proposta. [Ser uma(um) educadora 
(educador) amorosa (o) para que a criança acolha 
a proposta da atividade]. 
Explorar 
Elaborar atividades artísticas diversificadas para ga-
rantir o objetivo de conhecer novas práticas. 
Expressar 
Promover a expressão artística garantindo a liber-
dade criativa sem imposição de certo ou errado, bo-
nito ou feio. 
Conhecer- se 
Reconhecer seus trabalhos artísticos bem como suas 
composições de personagens como membros da fa-
mília e/ou outros. 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
As habilidades desenvolvidas durante a Educação Infantil estão divididas em 
campos de experiência sendo eles: “o eu o outro e nós”; “Corpo, gestos e movimen-
tos”; “Traços, sons, cores e formas”; “Escuta, fala pensamento e imaginação”; “Espa-
ços, tempos, quantidades, relações e transformações”. 
Cada campo de experiência contempla as habilidades que devem ser desen-
volvidas nas faixas etárias seguintes: de zero há um ano e seismeses; um ano e sete 
meses há três anos e onze meses; quatro anos há cinco anos e onze meses. Essa faixa 
etária identifica os objetivos de aprendizagem que é possível de atingir na Educação 
Infantil. 
As habilidades e competências que os alunos da Educação Infantil devem de-
senvolver no campo de experiência: Traços, sons cores e formas (BRASIL, 2017). 
Exemplificando as habilidades citamos a (EI01TS02) para crianças de quatro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
 
anos a cinco anos e onze meses que podem expressar-se através de desenhos, pin-
turas, colagem, dobradura e escultura. O professor ao identificar a habilidade condi-
zente com a disciplina arte pode elaborar uma atividade sobre um determinado as-
sunto (orientado pelos componentes curriculares de acordo com a LDB 9394/96) que 
aborde uma dessas práticas relacionadas à habilidade (EI01TS02). Assim o professor 
garante o desenvolvimento da habilidade dos alunos relacionada à disciplina ARTE. 
Como professor regente coordenador pedagógico a compreensão dos obje-
tivos de aprendizagem é importante para orientar a elaboração de aulas ou projetos 
que promovam o desenvolvimento dos alunos. Atividades utilizando músicas do can-
cioneiro infantil, desenho de objetos do cotidiano, entre outras, proporcionam a ex-
pressão, socialização, desenvolvimento da fala e o autoconhecimento. 
 
 
 
3.2.2 Arte no Ensino Fundamental 
As orientações metodológicas educacionais no Ensino Fundamental represen-
tam o desenvolvimento crítico dos alunos, o respeito às diversidades e às diferenças 
culturais e contribui na formação da identidade emocional e social dos educandos 
a partir dos anos iniciais até os finais. 
O estudo da arte como forma de expressão cultural ao longo da história e a 
prática artística durante esta etapa educacional proporciona uma nova visão de 
mundo para aqueles que assim o fazem. A BNCC (2017) afirma que “a arte propicia 
a troca entre culturas e favorece o reconhecimento de semelhanças e diferenças 
entre elas”. 
Sobre as linguagens artísticas no Ensino Fundamental, a BNCC (2017, p. 191, 
grifo do autor) ressalta que: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
45 
 
 
[...] o componente curricular Arte está centrado nas seguintes lingua-
gens: as Artes visuais, a Dança, a Música e o Teatro. Essas linguagens 
articulam saberes referentes a produtos e fenômenos artísticos e en-
volvem as práticas de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir 
sobre formas artísticas. A sensibilidade, a intuição, o pensamento, as 
emoções e as subjetividades se manifestam como formas de expres-
são no processo de aprendizagem em Arte. 
 
Realizar atividades teóricas e práticas direcionadas às linguagens artísticas é 
desenvolver a sensibilidade estética através das expressões artísticas produzidas pelos 
alunos. O documento ressalta ainda que: 
 
[...] as manifestações artísticas não podem ser reduzidas às produções 
legitimadas pelas instituições culturais e veiculadas pela mídia, tam-
pouco a prática artística pode ser vista como mera aquisição de có-
digos e técnicas. A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experi-
ência e a vivência artísticas como prática social, permitindo que os 
alunos sejam protagonistas e criadores. A prática artística possibilita o 
compartilhamento de saberes e de produções entre os alunos por 
meio de exposições, saraus, espetáculos, performances, concertos, re-
citais, intervenções e outras apresentações e eventos artísticos e cul-
turais, na escola ou em outros locais. Os processos de criação preci-
sam ser compreendidos como tão relevantes quanto os eventuais pro-
dutos. Além disso, o compartilhamento das ações artísticas produzidas 
pelos alunos, em diálogo com seus professores, pode acontecer não 
apenas em eventos específicos, mas ao longo do ano, sendo parte de 
um trabalho em processo (BRASIL, 2017, p. 191). 
 
Na etapa do Ensino Fundamental (anos iniciais e finais), a BNCC (2017) indica 
que: 
 
No Ensino Fundamental – Anos iniciais, o ensino de Arte deve assegurar 
aos alunos a possibilidade de se expressar criativamente em seu fazer 
investigativo, por meio da ludicidade, propiciando uma experiência 
de continuidade em relação à Educação Infantil. Dessa maneira, é 
importante que, nas quatro linguagens da Arte – integradas pelas seis 
dimensões do conhecimento artístico –, as experiências e vivências ar-
tísticas estejam centradas nos interesses das crianças e nas culturas in-
fantis 
[...] No Ensino Fundamental – Anos Finais, é preciso assegurar aos alu-
nos a ampliação de suas interações com manifestações artísticas e 
culturais nacionais e internacionais, de diferentes épocas e contextos. 
Essas práticas podem ocupar os mais diversos espaços da escola, es-
praiando-se para o seu entorno e favorecendo as relações com a co-
munidade. Além disso, o diferencial dessa fase está na maior sistema-
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
 
tização dos conhecimentos e na proposição de experiências mais di-
versificadas em relação a cada linguagem, considerando as culturas 
juvenis (BRASIL, 2017, p. 197-203). 
 
Assim, como arte-educador é preciso ter a elaboração de um planejamento 
adequado a cada faixa etária, conhecimento prévio sobre o conteúdo bem como 
uma prática da atividade que será proposta, a fim de promover um maior aprovei-
tamento da composição artística feita pelos alunos. 
As habilidades do Ensino Fundamental trabalhadas no ensino de Arte regidas 
pela BNCC (2017) são apresentadas de forma clara e objetiva para que o professor 
e/ou pedagogo consiga compreender quais linguagens artísticas trabalhar e quais 
objetivos alcançar. 
 
 
 
Analisando as habilidades de ensino das linguagens artísticas o professor pode 
se organizar para elaborar as atividades teóricas e práticas de sua série preparando-
se para conseguir atingir os objetivos de aprendizagem, respeitando sempre as limi-
tações de absorção de conhecimento e desenvolvimento de prática dos seus alu-
nos. Preocupar-se com as consequências emocionais, socioafetivas e conceituais, 
tratar o conteúdo de forma subjetiva e respeitosa reflete na concepção da ideia de 
forma lúdica, prática e prazerosa para os alunos em uma determinada atividade. 
 
3.3 LINGUAGENS ARTÍSTICAS PARA TRABALHAR NA EDUCAÇÃO BÁSICA 
A Base nacional comum curricular aborda como linguagens artísticas: artes vi-
suais, dança, música e teatro e artes integradas. O documento aborda diferentes 
habilidades que podem ser desenvolvidas durante toda a educação básica explo-
rando a articulação entre diferentes formas artísticas. 
 
3.3.1 Artes visuais 
Compreender as imagens e suas formas de composição que foram criadas ao 
As habilidades do Ensino Fundamental se encontram em: https://bit.ly/3d4XJ1y. Acesso em 
28 ago. 2020. 
https://bit.ly/3d4XJ1y
 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
 
longo do tempo constitui no desenvolvimento do pensamento crítico e do entendi-
mento da manifestação cultural do ser humano durante a evolução da história. Ima-
ginar como eram feitos as obras, os materiais utilizados e os objetivos de toda criação 
artística nos faz entender o passado e instiga novas ideias para o futuro. Através do 
desenvolvimento de atividades com artes visuais como desenho, pintura, colagem, 
recortes, mosaicos, maquetes, entre outros desenvolvemos a percepção dos proces-
sos criativos tornando o aluno um ser compreensivo sobre as culturas diversas capaz 
de criar novas ideias. 
 
Figura 4: Atividade desenvolvida: Representação através de desenho livre sobre as ativida-
des feitas durante as férias 
 
 Fonte: Arquivo do Autora (2020) 
 
3.3.2 Dança 
Compreender a diversidade cultural através de danças e maneiras de expres-
sar através do movimento corporal constitui no conhecimento de si mesmo e das 
possibilidades de criação através da dança. A BNCC (2017)ressalta que “a Dança se 
constitui como prática artística pelo pensamento e sentimentodo corpo, mediante 
a articulação dos processos cognitivos e das experiências sensíveis implicados no mo-
vimento dançado”. 
Desenvolver uma atividade com apreciação de uma dança instiga o olhar 
questionador e proporciona novas visões sobre as diversas formas de dança que exis-
tem no mundo. Ao apresentar aos alunos vídeos sobre essa linguagem podemos des-
pertar o interesse em movimentar o corpo e a descoberta de novas habilidades atra-
vés da dança. Elaborar uma apresentação de dança no contexto escolar demanda 
ensaio, tempo, criação de coreografia, escolha de música e figurino que podem e 
devem ser discutidos com coordenação pedagógica. Proporcionar a prática dessa 
linguagem instiga o respeito ao espaço do outro, a valorização cultural à diversidade 
artística, o movimento corporal e promove a apresentação em público que pode 
contribuir posteriormente na postura social do aluno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
48 
 
 
3.3.3 Música 
O trabalho realizado com a música no ambiente escolar pode desenvolver 
diversas habilidades como a criação, coordenação motora, ritmo, entre outras, além 
de promover a socialização entre os alunos através de uma prática musical. A apre-
sentação da diversidade cultural pela dimensão do patrimônio histórico Brasileiro per-
mite o conhecimento de novas culturas e proporciona fundamentação teórica para 
uma produção pessoal e para avaliação da produção musical de outras pessoas. 
Em linhas gerais a BNCC (2017, p. 194) nos diz: 
 
A ampliação e a produção dos conhecimentos musicais passam pela 
percepção, experimentação, reprodução, manipulação e criação 
de materiais sonoros diversos, dos mais próximos aos mais distantes da 
cultura musical dos alunos. Esse processo lhes possibilita vivenciar a 
música inter-relacionada à diversidade e desenvolver saberes musi-
cais fundamentais para sua inserção e participação crítica e ativa na 
sociedade. 
 
Na teoria musical é possível desenvolver pesquisas sobre os diversos instrumen-
tos musicais que existem na nossa cultura nacional e na cultura estrangeiro promo-
vendo assim o conhecimento de sons diversos e despertando um interesse por co-
nhecimento sobre práticas musicais. Na prática é possível apreciar vídeos disponíveis 
em plataformas online de distintas manifestações musicais. Elaborar uma apresenta-
ção musical em uma data comemorativa na escola promove ainda a integração do 
aluno em um contexto de prática artística coletiva e instiga a apresentação em pú-
blico promovendo uma prática cultural. 
 
 
 
 
https://bit.ly/30JM6Z3
 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
 
 
3.3.4 Teatro 
Desenvolver atividades através da dramatização das histórias constitui o de-
senvolvimento lúdico da criatividade permitindo aos alunos a oportunidade de ex-
pressarem sentimentos, organizar e criar novas ideias e refletir sobre a sociedade em 
que vivemos. É possível trabalhar a partir do 1º ano do Ensino Fundamental o contexto 
histórico do surgimento do teatro desde a Grécia Antiga contextualizando a impor-
tância dessa manifestação artística para o desenvolvimento do processo educacio-
nal. 
Contextualizar a origem do teatro e como esse tipo de arte se desenvolveu ao 
longo dos anos até os dias atuais, proporciona o entendimento sobre a evolução 
dessa arte bem como o surgimento de novas profissões artísticas que fazem parte do 
nosso entretenimento diário ao assistirmos séries, filmes, vídeos, entre outros. A BNCC 
(2017, p. 194) afirma que “o fazer teatral possibilita a intensa troca de experiências 
entre os alunos e aprimora a percepção estética, a imaginação, a consciência cor-
poral, a intuição, a memória, a reflexão e a emoção”. 
 
Figura 5: Atividade desenvolvida: Criação de uma História utilizando o teatro de sombras. 
Elaboração dos elementos da história feita pelos alunos. 
 
Fonte: Arquivo do Autora (2020) 
 
3.3.5 Artes Integradas 
Uma novidade nas propostas pedagógicas da BNCC são as Artes Integradas. 
Em seu texto a BNCC (2017, p. 195, grifo do autor) reflete que as “Artes integradas, 
exploram as relações e articulações entre as diferentes linguagens e suas práticas, 
inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e co-
municação”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
50 
 
 
Este item trata diretamente na percepção da relação entre as linguagens ar-
tísticas citadas anteriormente de forma integrada gerando novas formas de expres-
são. Compreender a diversidade cultural em suas distintas formas e técnicas artísticas 
contribui no desenvolvimento do repertório imagético, na valorização de novas cul-
turas de forma integrada. 
A utilização da tecnologia para acessar, registrar, apreciar e compartilhar re-
pertórios artísticos antigos e atuais compreende as artes de forma integrada e mo-
derna. O reconhecimento de novas mídias, composições artísticas virtuais, elabora-
ção e edição de trabalhos artísticos através de aparelhos tecnológicos despertam 
nos alunos um novo olhar para as tendências evolucionárias. A aceitação e compre-
ensão de que novas formas de se fazer arte surgirão através da tecnologia contribui 
na formação criativa dos alunos sobre seu meio e a sociedade em geral. 
Trabalhar as linguagens artísticas de forma diversificada, criativa e lúdica cor-
responde ao desenvolvimento de habilidades criativas e novas visões de mundo atra-
vés da arte. Portanto, a BNCC (2017, p. 194-195) complementa que: 
 
Em síntese, o componente Arte no Ensino Fundamental articula mani-
festações culturais de tempos e espaços diversos, incluindo o entorno 
artístico dos alunos e as produções artísticas e culturais que lhes são 
contemporâneas. Do ponto de vista histórico, social e político, propi-
cia a eles o entendimento dos costumes e dos valores constituintes das 
culturas, manifestados em seus processos e produtos artísticos, o que 
contribui para sua formação integral. Ao longo do Ensino Fundamen-
tal, os alunos devem expandir seu repertório e ampliar sua autonomia 
nas práticas artísticas, por meio da reflexão sensível, imaginativa e crí-
tica sobre os conteúdos artísticos e seus elementos constitutivos e tam-
bém sobre as experiências de pesquisa, invenção e criação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
 
1. (FUMARC – 2018) Na BNCC, as linguagens artísticas das Artes visuais, da Dança, da 
Música e do Teatro, consideradas em suas especificidades, e as experiências e 
vivências dos sujeitos em sua relação com a Arte não acontecem de forma com-
partimentada ou estanque. Assim, é importante que o componente curricular Arte 
leve em conta a(o)s: 
 
a) mistura terminológica e o limite conceitual de cada educando. 
b) demais disciplinas que sempre necessitam de um reforço em suas aulas, num pro-
cesso de servidão, como complementação das ações interdisciplinares. 
c) diálogo entre essas linguagens, o diálogo com a literatura, além de possibilitar o 
contato e a reflexão acerca das formas estéticas híbridas, tais como as artes cir-
censes, o cinema e a performance. 
d) o regionalismo e as crenças de determinados grupos, não interferindo em questões 
religiosas culturais, se privando de alguns conteúdos que causariam polêmicas. 
e) os limites regionais das escolas e educandos, e se atenha às questões técnicas de 
cada expressão artística, se limitando à interdisciplinaridade com as linguagens e 
suas tecnologias. 
 
2. (FUMARC – 2018/Adaptada) A nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC – 
2018), para o Ensino Fundamental, tem como princípio unificar o ensino brasileiro 
de Norte a Sul. As instituições escolares devem implementar a reforma nos currícu-
los até 2020. Sobre as proposições no ensino de Arte, assinale a alternativa correta. 
 
a) No Ensino Fundamental, o componente curricular Arte está centrado nas seguintes 
linguagens: as Artes visuais, Música e o Teatro. 
b) A Arte propicia a troca entre culturas e favoreceo reconhecimento de semelhan-
ças e diferenças entre elas, todavia limita a interação crítica dos alunos com a 
complexidade do mundo. 
c) A aprendizagem de Arte precisa alcançar a experiência e a vivência artística 
como prática social, permitindo que os alunos sejam protagonistas e criadores. 
d) A BNCC propõe que a abordagem das linguagens de forma reflexiva abrangendo 
as diversidades culturais e enfatiza a importância da obra finalizada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
52 
 
 
e) As vivências estéticas emocionais devem estar inseridas no contexto das práticas 
promovendo a individualidade. 
 
3. (FUMARC – 2018) Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de Arte, cada uma 
das quatro linguagens do componente curricular – Artes visuais, Dança, Música e 
Teatro – constitui uma unidade temática que reúne objetos de conhecimento e 
habilidades. Além dessas, uma última unidade temática AS Artes integradas: 
 
a) articulam saberes referentes a produtos e fenômenos artísticos e envolvem as prá-
ticas de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir sobre formas artísticas. 
b) devem expandir seu repertório e ampliar sua autonomia nas práticas artísticas, por 
meio da reflexão sensível, imaginativa e crítica sobre os conteúdos artísticos e seus 
elementos constitutivos. 
c) propiciam a troca entre culturas e favorece o reconhecimento de semelhanças e 
diferenças entre elas. 
d) exploram as relações e articulações entre as diferentes linguagens e suas práticas, 
inclusive aquelas possibilitadas pelo uso das novas tecnologias de informação e 
comunicação. 
e) reconhecem a diversidade de saberes, experiências e práticas artísticas tradicio-
nais como modos legítimos de pensar, de experienciar e de fruir a Arte. 
 
4. (UFF – 2018) Segundo a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), “Considerando 
que, na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças 
têm como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, assegurando-lhes os 
direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se. A or-
ganização curricular da Educação Infantil, na BNCC, está estruturada levando-se 
em consideração: O eu, o outro e o nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, 
cores e formas; Escuta, fala, pensamento e imaginação; e Espaços, tempos, quan-
tidades, relações e transformações”. A esses cinco eixos estruturantes, deu-se o 
nome de: 
 
a) temas transversais. 
b) habilidades cognitivas. 
c) currículo básico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
 
d) competências atitudinais. 
e) campos de experiências. 
 
5. (UFF – 2018) A BNCC do Ensino Fundamental – Anos Iniciais, ao valorizar as situações 
lúdicas de aprendizagem, aponta para a necessária articulação com as experi-
ências vivenciadas na Educação Infantil. Tal articulação precisa prever para os 
alunos: 
 
a) o processo de vivências naturais, partindo dos conceitos mais simples para os mais 
complexos. 
b) a progressiva sistematização dessas experiências e o desenvolvimento de novas 
formas de relação com o mundo. 
c) o desenvolvimento contínuo das atividades infantis, sendo retiradas gradualmente 
para que não haja bloqueios. 
d) a maturidade necessária para que possam absorver os conteúdos disciplinares 
mais abstratos. 
e) A concepção de que eles, os alunos, se encontram em níveis diferentes e é preciso 
homogeneizar as atitudes e conhecimentos. 
 
6. (IBFC – 2019) A Base Nacional Curricular Comum (BNCC) de Arte propõe que a 
abordagem das linguagens articule seis dimensões do conhecimento que, de 
forma indissociável e simultânea, caracterizam a singularidade da experiência ar-
tística. As seis dimensões do conhecimento que a BNCC propõe são: criação, crí-
tica, estesia, expressão, fruição e reflexão. Considere tal premissa e assinale a al-
ternativa correta. 
 
a) Expressão: refere-se às múltiplas possibilidades de impressão do objeto artístico. 
b) Fruição: refere-se ao fluir da obra, navegando nos desejos e intencionalidade do 
artista. 
c) Estesia: refere-se ao anestesiar-se perante a produção artística. 
d) Criação: refere-se ao fazer artístico quando os sujeitos criam produzem e cons-
troem. 
e) Crítica: refere-se às possibilidades de exteriorizar e manifestaras criações subjetivas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
54 
 
 
7. (PMSP - 2018) Tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas, in-
terações e brincadeiras, e as competências gerais da Educação Básica propostas 
pela BNCC, seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento asseguram, na Edu-
cação Infantil, as condições para que as crianças aprendam em situações nas 
quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vi-
venciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam cons-
truir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural. 
 
Assinale a alternativa que contém os referidos direitos de aprendizagem: 
 
a) aprender a ser, aprender a fazer, aprender a conviver, brincar, aprender a conhe-
cer e explorar. 
b) conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. 
c) conviver, brincar, explorar, dialogar, experimentar e se cuidar. 
d) conviver, brincar, participar, explorar, participar e se cuidar. 
e) aprender a ser, aprender a fazer, aprender a conviver, brincar, aprender a conhe-
cer e experimentar. 
 
8. (PMSP – 2019 /Adaptada) Sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), 2018, 
é correto afirmar que: 
 
a) trata-se de um documento de referência, de caráter normativo, que define o con-
junto de aprendizagens essenciais que todos os alunos brasileiros devem desenvol-
ver, ao longo das etapas e modalidades, da Educação Básica. 
b) ela contribui para substituir os currículos das disciplinas escolares das redes públicas 
federal, estaduais e municipais, na medida em que determina o que deve ser en-
sinado em cada escola. 
c) constitui-se de um documento nacional que parte do principal da individualidade 
na Educação básica. 
d) determina os conhecimentos e as competências que os estudantes devem desen-
volver ao longo da escolaridade, sendo orientados por princípios éticos, religiosos 
e estéticos. 
e) Trata-se de um documento nacional que define os conteúdos que devem ser 
abordados na Educação Básica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
55 
 
 
PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO 
 
 
 
 
 
4.1 PLANEJAMENTO PEDAGÓGICO – ORGANIZAÇÃO DE CONTEÚDOS, HABI-
LIDADES E COMPETÊNCIAS 
Elaborar ou desenvolver um planejamento pedagógico é um passo primordial 
para a execução de atividades curriculares com eficiência em qualquer série da 
Educação Básica. O planejamento pedagógico contempla a base de toda produ-
ção que contém o processo que será executado para elaborar qualquer atividade 
educacional. 
O homem desde os seus primórdios pensava e imaginava as atividades que 
iria realizar para determinado fim. No mundo moderno, o planejamento não foi dei-
xado para trás. Estabelecer um cronograma de atividades significa ter uma rotina e 
almejar um objetivo final em um determinado espaço de tempo. O ato de planejar 
algo ou alguma coisa se auto justifica ao determinar qual será o propósito final para 
tal ação ou situação. Em uma situação simples do cotidiano, ao pensar em realizar 
qualquer atividade a definição do objetivo final e as etapas que o levarão até este 
objetivo constituem o seu planejamento. 
Na educação esse processo se torna ainda mais importante, uma vez, que 
através do planejamento é possível identificar o conhecimento prévio dos alunos, as 
habilidades e objetivos que serão alcançados, materiais que serão utilizados, local 
de realização da atividade, tempo necessário para a realização e o propósito final 
que constituem a organização da atividade que será realizada. Alguns professores 
ainda temem o processo de desenvolver um planejamento pedagógico por achar 
um trabalho burocrático dispensável para a elaboração das atividadescurriculares. 
Nesta unidade veremos a importância do planejamento não só para as aulas de 
Arte, mas em todas as atividades e propostas educacionais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
56 
 
 
4.2 DEFINIÇÃO E CONCEITO DE PLANEJAMENTO 
O planejamento é uma ferramenta que utilizamos para pensar, refletir e supor 
situações que podem ocorrer durante uma determinada ação. Elaborar um planeja-
mento significa antecipar situações que podem ocorrer e definir o objetivo final que 
se quer alcançar para qualquer atividade. 
Sobre a definição do Planejamento de forma geral Martinez e Lahone (1977, 
p. 11) diz-nos: 
 
Entende-se por planejamento um processo de previsão de necessida-
des e racionalização de emprego dos meios materiais e dos recursos 
humanos disponíveis, a fim de alcançar objetivos concretos, em prazos 
determinados e em etapas definidas, a partir do conhecimento e ava-
liação científica da situação original. 
 
A definição citada acima se trata de forma geral sobre a definição do Plane-
jamento que se finda na construção ou elaboração de qualquer processo visando 
um objetivo final com etapas e prazos definidos. Ao pensarmos no planejamento 
como ferramenta no processo educacional devemos entender a importância de se 
prever a elaboração completa de uma atividade em qualquer etapa da Educação 
Básica. 
Numa visão ampla como pedagogo ou professor regente, Martinez e Lahone 
(1977, p. 44-45) refletem que: 
 
O professor deve escolher o modelo que melhor atenda sua realidade 
e a dos alunos, isto é, que seja funcional e possível de ser agilizado na 
sala de aula e que dê bons resultados no ensino. Os setores pedagó-
gicos podem e devem fornecer propostas e orientações aos professo-
res de como devem planejar, mas o que decide o modelo de plano 
são os objetivos dos alunos, do professor e as possibilidades de exe-
cutá-lo numa determinada classe, considerando a sua realidade. 
 
Desenvolver um modelo de planejamento educacional caberá a cada insti-
tuição. Estar atento às necessidades da escola e as possibilidades de execução de 
acordo com sua realidade em sala de aula constitui um planejamento de excelência 
educacional. Em linhas gerais, como coordenador pedagógico é importante identi-
ficar as melhores opções de planejamento para compartilhar com os professores de 
sua instituição e como professor regente é primordial estar atento às necessidades 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
57 
 
 
escolares do seu pedagogo e das distintas opções de trabalho em sala de aula de 
acordo com sua realidade. 
O planejamento é importante para o desenvolvimento do processo educaci-
onal dos alunos e constituem uma ferramenta de organização para elaborar uma 
atividade educacional em sala de aula. Desenvolver um planejamento e não o se-
guir significa desprezar as ideias pressupostas para a execução de uma atividade 
gerando incerteza de resultado ou ineficiência na elaboração. Martinez e Lahone 
(1977, p. 44) descrevem que: 
 
Para alunos e professores o plano é um roteiro de uso diário na sala de 
aula; é um guia de trabalho; é um manual de uso constante; enfim, é 
um roteiro que direciona uma linha de pensamento e ação. Por isso, 
planejar para depois não trabalhar com o plano, é uma incoerência 
pedagógica. E isto pode ocorrer quando o plano é algo que serve, 
simplesmente, para cumprir com a obrigação burocrática, quer por 
diletantismo pedagógico ou por mera satisfação profissional para 
honrar o cargo. Portanto, planejar para trabalhar com o seu plano. 
Pois o que dizer de alguém que faz uma planta para construir uma 
casa, toda sofisticada, mas que, durante a construção, tal planta não 
é consultada, nem examinada pelos construtores e trabalhadores? Em 
vez de uma mansão poder-se-á ter um amontoado de tijolos e pedras 
fadados ao desmoronamento. 
 
Vimos, portanto a importância de elaborar um planejamento para sustentar o 
desenvolvimento de atividades educacionais e nortear os alunos sobre os objetivos 
finais de cada atividade. 
Ao elaborar um planejamento o professor pode realizar uma atividade diag-
nóstica para identificar e levantar os conhecimentos prévios dos alunos que nortea-
rão o desenvolvimento dos planejamentos seguintes. Compreender o conhecimento 
que o aluno já possui valoriza o aprendizado já desenvolvido e norteia as novas ativi-
dades elevando o nível de conhecimento. 
 O planejamento educacional de forma geral pode conter alguns tópicos im-
portantes em sua construção como o EXEMPLO que veremos a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
58 
 
 
Figura 6: Etapas do Planejamento Educacional. 
 
Fonte: Elaborado pela Autora (2020) 
 
Além dos tópicos apresentados acima o professor pode desenvolver um pla-
nejamento pedagógico com outros tópicos que julgar importante ou que seja prees-
tabelecido pela instituição escolar em que estiver lecionando. O importante é realizar 
o planejamento para ter uma visão geral de como será elaborada uma atividade e 
qual objetivo final irá atingir. 
 
 
 
4.3 DAS ETAPAS DO PLANEJAMENTO 
Baseado na proposta de planejamento sugerida e elencada no item anterior, 
vamos identificar como ocorrem as etapas de planejamento de acordo com o exem-
plo citado. 
 
4.3.1 Data de Elaboração 
As etapas do planejamento fazem parte de uma elaboração de trabalho or-
ganizado e propenso a um final esperado. O desenvolvimento de toda a atividade 
educacional deve estar interligado em suas etapas de construção para sustentar a 
elaboração da aula. Partindo da ideia de que o planejamento norteará uma ativi-
dade educacional contabilizada por hora/aula, a data de elaboração da atividade 
https://bit.ly/36TxfPR
 
 
 
 
 
 
 
 
 
59 
 
 
refere-se ao dia que será executada tal atividade bem como o seu horário de exe-
cução. 
 
4.3.2 Objetivos de aprendizagem 
Construir um planejamento educacional pautado em objetivos de aprendiza-
gem especificam quais alcances pedagógicos educacionais o (a) seu (sua) aluno 
(a) terá ao final da atividade. Compreender nos planos de ensino de curriculares, 
elencados por órgãos competentes, e elencar os objetivos de aprendizagem contri-
bui na concepção do conhecimento que será adquirido pelo aluno. O desenvolvi-
mento dos objetivos educacionais constitui uma base para a evolução da prática e 
conhecimento dos alunos através de uma determinada atividade. Enfim, utilizar pa-
lavras de ações no planejamento como refletir, pensar, criar, desenvolver, compre-
ender, entre outras, representa o desenvolvimento cognitivo e prático do aluno no 
decorrer das atividades propostas. 
 
4.3.3 Habilidades e Competências da aprendizagem 
O termo “Habilidades e Competências” no processo ensino aprendizagem se 
tornou mais comum após o desenvolvimento da BNCC, já tratada anteriormente 
neste livro. No próprio documento a BNCC (2017) trata as habilidades como “apren-
dizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alunos nos diferentes contextos 
escolares”. 
Em um planejamento pedagógico atualmente, as escolas têm acrescentado 
esse tópico nos modelos trabalhados com os professores a fim de inserir as orienta-
ções da BNCC no que diz respeito ao objeto de aprendizagem, unidade temática, 
habilidades e competências. 
Veremos nos exemplos a seguir como essas habilidades são dispostas no do-
cumento da BNCC (2017). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
60 
 
 
Figura 7: Exemplo de habilidades abordadas na Unidade Temática: Arte Visual – 1º ao 5º Ano 
do E.F – Arte 
 
Fonte: Brasil (2017, p. 197) 
 
Exemplificado pelo modelo acima podemos perceber na Unidade Temática 
de Artes visuais algumas habilidades que devem ser desenvolvidas pelos alunos. Iden-
tificando a habilidade (EF15AR01), por exemplo, é possível realizar uma atividade de 
apreciação de desenhos ou obras artísticas famosas instigando que o aluno identifi-
que elementos de composição da obra como cores, linhas, formas, entre outros. As-
sim,o aluno desenvolverá a percepção dos elementos de composição visual insti-
gando a evolução do repertório imagético. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
 
 
 
4.3.4 Materiais para a aula 
 Um detalhe importante para a composição do planejamento pedagógico é 
a escolha dos materiais que serão utilizados durante a aula. Os materiais podem va-
riar nas mais diversas opções como um livro didático, livro de contação de história, 
material escolar pessoal como caderno, lápis, entre outros, ou até mesmo materiais 
mais selecionados como tintas, pinceis, argila, etc. A composição desta etapa deter-
mina o tipo de aula que será realizada sendo ela teórica ou prática. 
Ao pensar em aula expositiva, ou teórica, a utilização de material de leitura e 
anotação se tornam importantes para registrar o conhecimento que será adquirido 
durante essa aula. Realizar anotações faz parte ainda do desenvolvimento da escrita 
e leitura que compõe a base do aprendizado de qualquer disciplina ou conteúdo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
 
 
 
 
Atualmente o acesso à arte tem se tornado cada vez mais eficaz através do 
desenvolvimento da tecnologia e da internet. Encontrar uma obra artística, suas ca-
racterísticas ou data de composição está ligeiramente acessível através de aplicati-
vos ou sites que divulgam obras de arte. A prática artística atual tem se tornado ainda 
mais rápida e produtiva diante da evolução tecnológica e novas formas de compo-
sição como designs gráficos, desenvolvimento de jogos, pinturas digitais, composi-
ções musicais virtuais, gravações de vídeos, entre outros, surgem a todo o momento. 
Compreender essa evolução e entender como chegamos até essa modernidade 
que vivemos compõe a contextualização histórica da evolução da arte como forma 
de expressão. 
Planejar uma aula de Arte prática exige ainda a preparação de materiais es-
pecíficos para que a atividade seja elaborada de forma organizada e que instigue o 
aluno a realizar sua composição artística. Pensar na realização dessa prática de 
forma lúdica e criativa exige do professor um pensamento sobre a forma como será 
abordada essa prática para a realização da atividade. 
Sobre a prática educacional Freire (1996, p. 43- 44) em seu livro “Pedagogia 
da autonomia” diz que “[...] na formação permanente dos professores, o momento 
fundamental é o da reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a prá-
tica de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática”. 
Partindo da importância da organização para uma aula prática de arte o pro-
fessor deve estabelecer com antecedência os materiais que serão utilizados para a 
realização da atividade. 
Observe o quadro a seguir como exemplo de modelo de Planejamento para 
uma aula prática de Arte em uma turma de 2º período da Educação Infantil com a 
descrição dos tópicos já apresentados até aqui: data de planejamento, objetivos de 
aprendizagem, habilidades e materiais utilizados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
63 
 
 
Quadro 4: Modelo de Planejamento de Aula 
Orienta-
ções prin-
cipais 
Objetivo de 
aprendiza-
gem 
Habilidades e Competências 
Materiais que se-
rão utilizados 
Turma: 2º 
período 
Educação 
Infantil. 
 
Aula prá-
tica – Arte 
Visual 
Data: 
21/11/2020 
Duração: 
50 minutos 
- Identificar 
as cores pri-
márias; 
- Realizar 
uma compo-
sição artís-
tica utili-
zando cores 
primárias. 
- Identificar 
em obras ar-
tísticas as co-
res primárias. 
- Compreen-
der as cores 
primárias em 
uma ima-
gem de pai-
sagem. 
(EF15AR02) Explorar e reconhecer ele-
mentos constitutivos das artes visuais 
(ponto, linha, forma, cor, espaço, movi-
mento etc.). 
 
(EF15AR04) Experimentar diferentes for-
mas de expressão artística (desenho, pin-
tura, colagem, quadrinhos, dobradura, 
escultura, modelagem, instalação, ví-
deo, fotografia etc.), fazendo uso susten-
tável de materiais, instrumentos, recursos 
e técnicas convencionais e não conven-
cionais. 
 - Tintas nas cores: 
Azul, vermelho e 
amarelo. 
- Papel para pin-
tura (Folha A4) 
- Pincel para pin-
tura (ou dedo) 
- Pano para limpar 
pincel. 
- Pote de água 
para lavar o pincel 
- Imagens em slide 
de obras do artista 
Piet Mondriam. 
- Imagem de uma 
paisagem que te-
nha as cores pri-
márias em sua 
composição. 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
Observando as colocações e os exemplos dados podemos afirmar que é 
possível elaborar uma aula teórica ou prática de Arte onde podemos apresentar aos 
alunos características de obras importantes para a história, etapas e elementos de 
composição além de instigar a criação de uma obra visual durante uma aula prática 
de conhecimento de cores. 
 
4.3.5 Metodologia de ensino para aplicar em uma aula de Arte 
A palavra metodologia origina-se do latim methodus que significa “caminho 
para realização de algo”. Associando a palavra metodologia à prática educacional 
podemos dizer que Método é o caminho ou processo que se realiza para chegar ao 
conhecimento. A metodologia, portanto, consiste na explicação de toda ação que 
será desenvolvida para atingir determinado conhecimento. 
Ferraz e Fusari (1993) em seu livro afirma que “A metodologia pode ser consi-
derada como o método em ação onde os princípios do método (atitude inicial, bá-
sica, de percepção da realidade e suas contradições) estarão sendo mencionados 
na realidade da pratica educacional [...]”. 
Definir a metodologia que será utilizada em uma aula de Arte é especificar 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
64 
 
 
como será tratado determinado tema ou como será conduzida a atividade ou pro-
posta pedagógica. Utilizando a tabela de exemplo do item anterior vamos compre-
ender melhor como definir a metodologia que será aplicada durante uma aula de 
Arte. 
 
Quadro 5: Modelo de Planejamento de Aula – Acréscimo de Metodologia (em destaque na 
tabela) 
Orienta-
ções prin-
cipais 
Objetivo de 
aprendizagem 
Habilidades e 
Competências 
Materiais que 
serão utilizados 
Metodologia 
Turma: 2º 
período 
Educação 
Infantil. 
 
Aula prá-
tica – Arte 
Visual 
Data: 
21/11/2020 
Duração: 
50 minutos 
- Identificar as 
cores primárias; 
- Realizar uma 
composição ar-
tística utilizando 
cores primárias. 
- Identificar em 
obras artísticas as 
cores primárias. 
- Compreender 
as cores primá-
rias em uma ima-
gem de paisa-
gem. 
(EF15AR02) Explo-
rar e reconhecer 
elementos consti-
tutivos das artes 
visuais (ponto, li-
nha, forma, cor, 
espaço, movi-
mento etc.). 
 
(EF15AR04) Experi-
mentar diferentes 
formas de expres-
são artística (de-
senho, pintura, 
colagem, quadri-
nhos, dobradura, 
escultura, mode-
lagem, instala-
ção, vídeo, foto-
grafia etc.), fa-
zendo uso susten-
tável de materi-
ais, instrumentos, 
recursos e técni-
cas convencio-
nais e não con-
vencionais. 
 - Tintas nas co-
res: Azul, verme-
lho e amarelo. 
- Papel para pin-
tura (Folha A4) 
- Pincel para 
pintura (ou 
dedo) 
- Pano para lim-
par pincel. 
- Pote de água 
para lavar o pin-
cel 
- Imagens em 
slide de obras 
do artista Piet 
Mondriam. 
- Imagem de 
uma paisagem 
que tenha as 
cores primárias 
em sua compo-
sição. 
- Apresentar as co-
res primárias em 
cartões coloridos. 
Questionar aos 
alunos os nomes 
das cores apre-
sentadas. 
- Analisar as cores 
obervando as tin-
tas que serão util-
ziadas. (O aluno 
deverá identificar 
a cor de cada 
tinta). 
- Apresentar duas 
obras do artista 
Piet Mondrian em 
slide para que os 
alunos identifi-
quem as cores tra-
balhadas. 
- Apresentar uma 
imagem de paisa-
gem para que os 
alunos identifi-
quem as cores tra-
balhadas. 
- Atividade prá-
tica: Elaborar um 
desenho livre em 
folha Branca utili-
zando somente 
cores primárias: 
Azul, Amarelo e 
Vermelho. 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
Observando a tabela acima compreendemos que em um planejamentoa 
metodologia do ensino significa descrever como ocorrerá a atividade proposta em 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
65 
 
 
determinada aula. Essa descrição orienta o professor sobre a linha de abordagem da 
aula além de significar todo o processo que ocorrerá durante a atividade proposta. 
Descrever a metodologia em um planejamento confirma a organização da proposta 
pedagógica que o professor terá em uma atividade seja teórica ou prática. 
 
 
https://bit.ly/3iFA9d8
 
 
 
 
 
 
 
 
 
66 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. O planejamento é a elaboração de forma escrita de um plano de aula para ser 
desenvolvido. Este documento é dividido por etapas entre elas: Objetivos, Habili-
dades e competências, Metodologia e Avaliação. Sobre a metodologia podemos 
afirmar que: 
 
a) reflete o tempo de execução da atividades e os materiais necessários. 
b) consiste na descrição dos conteúdos que serão abordados. 
c) consiste na explicação de toda ação que será desenvolvida para atingir determi-
nado conhecimento. 
d) representa o desenvolvimento das atividades práticas.. 
e) é o conceito que determina o local de realização de atividades e o tempo de 
execução. 
 
2. (FEPESE/2016 - Adaptada) Estudos revelam que o planejamento, no contexto es-
colar, é um meio para programar as ações docentes, mas é também um momento 
de pesquisa e reflexão do professor intimamente ligado: 
 
a) às propostas pedagógicas, conteúdos, habilidades e competências que serão 
trabalhadas durante o ano letivo. 
b) ao planejamento da escola nos quesitos pedagógicos e financeiros. 
c) aos projetos comemorativos da escola. 
d) às ações que serão desenvolvidas nos laboratórios temáticos. 
e) às atividades pedagógicas, às práticas educacionais e propostas de projetos indi-
viduais. 
 
3. (FUNCAB/2014/Adaptada) As funções dos planejamentos são múltiplas. Dentre as 
alternativas abaixo a que menos define o planejamento é: 
 
a) explicitar princípios, diretrizes e procedimentos do trabalho docente que assegu-
rem a articulação entre as tarefas da escola e as exigências do contexto social e 
do processo de participação democrática. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 
 
 
b) expressar os vínculos entre o posicionamento filosófico, político-pedagógico e pro-
fissional e as ações efetivas que o professor realizará na sala de aula, através de 
objetivos, métodos e formas organizativas do ensino. 
c) assegurar a racionalização, organização e coordenação do trabalho docente, de 
modo que a previsão das ações docentes possibilite ao professor a realização de 
um ensino de qualidade e evite a improvisação. 
d) atualizar o conteúdo do plano sempre que for revisto, aperfeiçoando-o em rela-
ção aos progressos feitos no campo de conhecimentos, adequando-os às condi-
ções de aprendizagem dos alunos, aos métodos, técnicas e recursos de ensino 
que irão sendo incorporados na experiência cotidiana. 
e) facilitar a preparação de aulas, de forma a manter a unidade dos conteúdos, com 
vistas à formação de turmas homogêneas, possibilitando a exclusão de alunos que 
não acompanhem as aulas propostas. 
 
4. (IF-MT/2014/ Adaptada) O planejamento pedagógico pressupõe que o ato de en-
sinar e aprender requer esforço metódico e crítico do professor no sentido de des-
velar a compreensão de algo. Nessa perspectiva, são consideradas práticas do-
centes mediadoras: 
 
a) debate, uso de tecnologias digitais e proposição de exercícios que recorrem à 
memorização. 
b) diálogo, troca de experiências e proposição de situações desafiadoras que colo-
cam o pensamento dos alunos em movimento. 
c) crítica, uso de atividades repetitivas e aplicação de procedimentos já consagra-
dos entre os saberes docentes. 
d) provocação, disposição de objetos e situações e manutenção de relações já exis-
tentes entre os alunos e os conhecimentos a serem ensinados. 
e) curiosidade, pesquisas individuais e avaliação pedagógica somativa em todas as 
etapas. 
 
5. Todo planejamento tem por finalidade ser eficiente e eficaz, independentemente 
da natureza da instância a que se destina. No processo de planejamento educa-
cional, deve estar implícita a própria filosofia da educação que a nação pretende 
seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
68 
 
 
Através do planejamento o docente define: 
 
a) as grandes finalidades, metas e objetivos da educação. 
b) os objetivos escolares e recursos humanos e financeiros. 
c) os conteúdos e práticas que serão utilizados. 
d) todo o processo educacional que ele irá utilizar desde os objetivos aos recursos de 
materiais. 
e) as finalidades e os instrumentos de avaliação usados nas aulas. 
 
6. O planejamento é um componente essencial no cotidiano educacional. De 
acordo com pesquisadores o planejamento escolar precisa ser concebido como 
um meio para facilitar e viabilizar: 
 
a) as relações hierárquicas no contexto escolar. 
b) a transmissão dos conteúdos de maneira linear e fragmentada. 
c) a democratização do ensino. 
d) as relações Autoraitárias no espaço escolar. 
e) a transmissão dos conteúdos de maneira mecânica e homogênea. 
 
7. (Funrio – UFRB – 2015- Adaptada) O planejamento de ensino, processo de sistema-
tização dos conteúdos e ações docentes, visa organizar o trabalho pedagógico, 
racionalizando as atividades do professor e do aluno, na situação de ensino-apren-
dizagem. 
 
O processo de planejamento participativo implica uma gestão: 
 
a) centralizada. 
b) democrática. 
c) autocrática. 
d) autônoma. 
e) humanista. 
 
8. (PF/CE- 2017) São elementos estruturantes do ensino e de seu planejamento: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
69 
 
 
a) conteúdos, abordagem sócio-histórica, avaliação da aprendizagem e financia-
mento escolar. 
b) objetivos, conteúdos, metodologia, avaliação, recursos didáticos. 
c) objetivos, recursos, financiamento e avaliação da educação e relacionamento 
com alunos. 
d) conteúdos, metodologia, financiamento da educação escolar e recursos instruci-
onais. 
e) conteúdos, recursos, objetivos e práticas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
70 
 
 
AVALIAÇÃO EDUCACIONAL 
 
 
 
 
 
5.1 AVALIAÇÃO EDUCACIONAL SOBRE O CONTEÚDO DE ARTE 
A avaliação educacional em todas as disciplinas escolares atualmente no Bra-
sil tem ganhado grande repercussão para registrar o desenvolvimento educacional 
das instituições e sobre o aproveitamento de aprendizagem das etapas da Educa-
ção Básica desde o Ensino Infantil até o Ensino Médio. 
Em termos educacionais, a avaliação refere-se a um levantamento qualitativo 
de informações absorvidas pelo aluno em um determinado período de tempo. O co-
nhecimento adquirido é colocado em prova para firmar o aprendizado adquirido em 
um tempo específico. 
No início do ano letivo uma avaliação diagnóstica, ou seja, uma avaliação do 
conhecimento que o aluno já possui dos anos anteriores pode ser elaborada para o 
conhecimento do professor sobre o nível de conhecimento que o seu aluno possui. 
Na educação infantil o professor pode fazer esse diagnóstico de forma individual ou 
coletiva, de forma escrita ou oral lembrando-se dos níveis de letramento que cada 
faixa etária possui. No Ensino Fundamental o professor poderá fazer a avaliação de 
forma escrita ou oral, como uma atividade avaliativa ou como um jogo lúdico com 
perguntas e respostas para compreender os níveis de conhecimento em que cada 
turma possui. 
O professor pode ainda elaborar um gráfico para analisar as questões mais 
acertadas ou erradas pela turma a fim de compreender em que nível o conheci-
mento está. Este diagnóstico contribui na elaboração do professor para os planeja-
mentos de atividades que serão desenvolvidas ao longo do ano. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
71 
 
 
 
 
5.2 FERRAMENTAS DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL PARA O ENSINO DE ARTE 
A avaliação educacional na disciplina Arte compreende a análise de conhe-
cimento adquirido de acordo com as habilidades estabelecidasem determinado 
ano escolar. Ao longo do processo educacional o aluno deverá ser apresentado à 
diversos objetivos de aprendizagem, habilidades e competências que irão contribuir 
na formação educacional sobre a história da nossa sociedade e a diversidade cul-
tural. 
Elaborar uma avaliação reflete no levantamento de dados ou conhecimentos 
adquiridos em um determinado tempo pelo aluno. Para elaborar esse processo de 
avaliação é necessário que o professor tenha desenvolvido conteúdos condizentes 
com o nível de aprendizagem educacional do seu aluno. Na disciplina Arte esta ava-
liação pode ser feita de forma tradicional com questões objetivas e discursas (de 
acordo com o nível de aprendizagem de cada faixa etária) além de jogos lúdicos 
que contribuem no desenvolvimento do conhecimento cultural do educando. 
Luckesi (2005, p. 34) refletem sobre as formas de avaliação e contextualiza que 
“o ato de avaliar não serve como pausa para pensar a prática e retornar a ela; mas 
sim como um meio de julgar a prática e torná-la estratificada”. Nessas palavras 
Luckesi enfatiza o desenvolvimento da avaliação como meio de firmar o que foi 
aprendido para que o aluno evolua no seu conhecimento. 
É importante que o professor entenda que haverá diferença em níveis de 
aprendizagem de acordo com a capacidade de absorção de conhecimento de 
cada aluno. Estar atento à essas diversidades e propor novas atividades que enfati-
zem o conhecimento mútuo da turma é ter a sensibilidade diante do conhecimento 
para que o aluno se desenvolva e se torne um ser crítico, criativo e pensador sobre 
as questões culturais do mundo. 
 
https://bit.ly/2GHNUus
 
 
 
 
 
 
 
 
 
72 
 
 
5.3 COMO AVALIAR UM ALUNO NA DISCIPLINA ARTE NA EDUCAÇÃO BÁSICA 
A avaliação dos conteúdos trabalhados na disciplina Arte corresponde à aná-
lise de conhecimento adquirido dentro de um período de tempo específico. Geral-
mente as escolas dividem o ano letivo em etapas ou bimestres e os conteúdos que 
serão trabalhados em cada período é definido pelo professor de acordo com os pa-
râmetros curriculares vigentes. 
A organização dos conteúdos que serão trabalhados durante o ano letivo 
pode ser definida inicialmente com um planejamento geral organizado em conjunto 
com os demais professores. O escalonamento de conteúdos que serão trabalhados 
pode ser decidido pelo professor regente (se este for designado para trabalhar a dis-
ciplina) ou pelo professor especialista com formação específica em Arte. 
A avaliação no processo educacional é uma importante ferramenta para 
mensurar os aprendizados de um determinado período que contribui o educador e 
o educando na construção de seu conhecimento sobre si e sobre o mundo. Para que 
isto ocorra de forma harmoniosa e prazerosa é importante que o educador entenda 
que existem formas diversas e mais dinâmicas atualmente que proporcionam a ava-
liação da aprendizagem e que obtenha resultados de forma gradativa ou conclusiva 
de qualquer conteúdo trabalhado. 
Sobre a importância de se repensar na forma de avaliação, Luckesi (2005, p. 
17) diz-nos que: 
 
A avaliação da aprendizagem não é e não pode continuar sendo a 
tirana da prática educativa, que ameaça e submete a todos. Chega 
de confundir avaliação da aprendizagem com exames. A avaliação 
da aprendizagem, por ser avaliação, é amorosa, inclusiva, dinâmica 
e construtiva, diversa dos exames, que não são amorosos, são exclu-
dentes, não são construtivos, mas classificatórios. A avaliação inclui, 
traz para dentro; os exames selecionam, excluem, marginalizam 
 
Analisando o posicionamento sobre a avaliação feita por Luckesi (2005), Neto 
E Aquino (2009, p. 2) descrevem que: 
 
O Autora é enfático ao afirmar que o ato de avaliar, uma vez que está 
a serviço da obtenção do melhor resultado possível, implica a disposi-
ção de acolher a realidade como ela é, seja satisfatória ou insatisfa-
tória, agradável ou desagradável. A disposição para acolher é, pois, 
o ponto de partida para qualquer prática de avaliação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 
 
 
A compreensão de elaborar uma avaliação com formas diversas ao longo do 
processo educacional e a compreensão dos resultados positivos e negativos, contri-
bui no alinhamento educacional do aluno de forma lúdica, prática ou assertiva reve-
lando o conhecimento ou experiência adquirida. Veremos a seguir exemplos de ava-
liações que podem ser executadas de formas diferentes para obter uma visão 
acerca do conhecimento adquirido. 
 
5.4 TIPOS DE AVALIAÇÕES 
A tabela abaixo visa representar algumas opções de avaliações que podem 
ocorrer durante o processo educacional que pode ser escolhido pelo professor de 
acordo com a sua disponibilidade e o seu reconhecimento sobre os resultados obti-
dos. 
 
Quadro 6: Tipos de Avaliação Educacional 
TIPO DE AVALIAÇÃO DESCRIÇÃO DA AVALIAÇÃO 
 AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 
 Quais são as habilidades dos alu-
nos? Na arte é possível identificar 
se o aluno tem habilidade de de-
senho, tocar instrumento ou mol-
dar objetos. 
 Quais os conhecimentos já pos-
suem? 
 Quais as suas dificuldades? 
Refere-se à avaliação feita no início do processo 
educacional, ano letivo ou etapa, que possui o ob-
jetivo de sondagem de conhecimento já adquirido 
pelos educandos. Nesta avaliação o professor 
deve observar quais são as habilidades de cada 
educando e suas dificuldades de aprendizagem 
para montar o plano de trabalho que fará durante 
o processo educacional. 
AVALIAÇÃO FORMATIVA 
 Atividades que desenvolvam o 
conhecimento dia após dia. 
 A utilização dessa ferramenta 
mede de forma gradativa o pro-
cesso de aprendizagem. 
 Pode ser realizada em forma de 
dever de Casa. 
 Produções de desenhos, artesa-
natos com materiais recicláveis 
são ideias que podem ser desen-
volvidas. 
Determina se todo o aprendizado proposto está 
sendo absorvido pelo educando. Essa avaliação 
deve ser realizada ao longo do processo educaci-
onal podendo ser elaborada em forma de deveres 
de casa. Assim o aluno terá um acompanhamento 
diário do seu aprendizado. 
AVALIAÇÃO COMPARATIVA 
 A proposta dessa avaliação é en-
tender o que foi absorvido pelos 
alunos. 
Esse modelo de avaliação consiste no questiona-
mento durante ou após a aula expositiva sobre o 
conteúdo abordado. Nessa avaliação é possível 
ver se o aluno absorveu o conteúdo trabalhado 
naquele momento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
74 
 
 
 O conteúdo trabalhado já era de 
conhecimento dos alunos? Após 
a explicação os alunos conse-
guem explicar o conteúdo apre-
sentado? 
 Pode ser utilizada com jogos edu-
cativos, disputas entre alunos 
com um questionário oral, apre-
sentação de obras de arte para 
realizar uma pergunta. 
AVALIAÇÃO SOMATIVA 
 Representa o modelo tradicional 
conhecido pela maioria dos pro-
fessores. 
 Avaliação que deve ser aplicada 
de forma individual 
 As notas dessa avaliação defi-
nem se o aluno está apto ou não 
a seguir a próxima etapa de seu 
aprendizado. 
 Na disciplina arte é possível ques-
tionar sobre conceitos trabalha-
dos durante a etapa. Questionar 
por exemplo: a diferença de um 
desenho para um mosaico, tipos 
de cores ou definição de termos 
específicos de arte. 
Essa avaliação consiste em mapear os conheci-
mentos adquiridos durante a etapa, bimestre ou 
ano letivo, em forma de questionário abordando o 
conteúdo trabalhado. A somatória dos acertos 
constitui na determinação sobre o conhecimento 
absorvido pelos educandos. 
AUTO-AVALIAÇÃO 
 Esta é oportunidade de os alunos 
avaliarem a si mesmos sobre o 
conhecimento absorvido. 
 Ao final da etapa o professor 
pode questionar aos alunos se o 
processo de ensino aprendiza-
gem foi satisfatório. 
 professor pode solicitar ideias aos 
alunos sobre como apresentar os 
conteúdos de uma forma que os 
educandos absorvam melhor. 
 O professor pode analisar o seu 
planejamento e verse atingiu a 
meta proposta para aquele de-
terminado período. A partir dessa 
avaliação propor novas formas 
de mediação do conhecimento. 
Pelo próprio nome desse modelo de avaliação 
percebemos que significa compreender o que po-
demos melhorar aos nossos olhos e pelos olhos do 
outro. A autoavaliação pode ser realizada tanto 
pelo professor quanto pelos alunos analisando o 
que pode ser aprofundado ou que deve ser revisto. 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
75 
 
 
 
 
5.5 EXEMPLO DE AVALIAÇÃO REALIZADA EM AULAS DE ARTE 
As formas de avaliação podem ocorrer de forma variada que dependem da 
disponibilidade do professor, domínio de técnicas artísticas, conhecimento pedagó-
gico sobre as habilidades educacionais além da disponibilidade de material para 
realizar essas atividades avaliativas. Como forma de exemplificar essas avaliações 
proponho a análise de duas atividades avaliativas, realizadas pela Autoraa, durante 
o 1º Semestre de 2020 em turmas de 2º ano do Ensino Fundamental. 
A proposta das atividades era desenvolver o conhecimento de cores primá-
rias, secundárias, terciárias, quentes e frias identificando-as em obras de arte, em 
composições próprias, sobre as misturas para gerar novas cores e as situações para 
aplicá-las. 
Durante a exposição da aula apresentou-se o círculo cromático das cores 
para os alunos através da imagem a seguir: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
76 
 
 
Figura 8: Círculo Cromático das Cores criado por Isaac Newton ao estudar a incidência da 
luz do raio de Sol. 
 
Fonte: Render Cursos (2012, online) 
 
 1ª Atividade – Avaliação Diagnóstica 
 
Ao apresentar o círculo cromático questionou-se aos alunos quais as cores que 
eles conheciam. Os alunos falaram os nomes das cores que sabiam e a Autoraa (no 
momento professora de Arte) questionou sobre objetos que os alunos possuem com 
as cores que eles conhecem do círculo cromático. (Essa avaliação é considerada 
como uma atividade diagnóstica onde se percebe o conhecimento prévio dos alu-
nos sobre as cores apresentadas). 
 
 2ª Atividade – Avaliação Comparativa 
 
Ao analisar o círculo cromático e fazer a sondagem de conhecimento sobre 
as cores a professora fez a explicação teórica sobre as cores primárias e a mistura 
dessas cores para gerar cores secundárias. A atividade de mistura foi feita com lápis 
de cor, giz de cera e tinta para gerar as cores (secundárias) verde, roxo e laranja. 
Ao final da atividade a professor questionou novamente sobre as cores que 
geraram nas misturas para que os alunos respondessem oralmente e identificassem o 
processo de composição de cores secundárias. (Avaliação Comparativa: Após a ex-
 
 
 
 
 
 
 
 
 
77 
 
 
plicação foi possível identificar a evolução do conhecimento sobre a mistura de co-
res). 
 
 3ª Atividade – Avaliação Formativa 
 
Para realizar uma Avaliação Formativa pediu-se que os alunos elaborassem 
uma composição em forma desenho com objetos que existem em casa com as cores 
primárias e secundárias. Ao propor essa avaliação o aluno explora a sua imaginação 
com a prática de desenho, intensifica seu conhecimento sobre as cores estudadas e 
cria uma composição artística visual. 
 
 4ª Atividade – Avaliação Somativa 
 
Após todo o trabalho com o círculo das cores sobre as cores primárias, secun-
dárias, terciárias, quentes e frias, a Autoraa desenvolveu atividades para abordar to-
dos os tipos de cores propostos com ideias de composição visual com pinturas e de-
senhos explorando as cores. Ao fim da etapa (bimestre) foi desenvolvida a Avaliação 
Somativa no modelo de prova objetiva tradicional. Devido à situação da educação 
remota as avaliações ocorreram de forma online por uma plataforma específica da 
instituição. A avaliação somativa ocorreu de forma individual garantido assim uma 
análise sobre o conhecimento adquirido de cada aluno sobre o conteúdo abordado. 
A avaliação tinha como objetivo apresentar quatro alternativas para o aluno com 
questões sobre as cores. Abaixo há imagens que exemplificam questões que foram 
trabalhadas na avaliação Somativa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
78 
 
 
Figura 9: Questão utilizada em uma Avaliação Somativa (formato de prova tradicional) – 2º 
Ano Ensino Fundamental. 
 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
Figura 10: Questão utilizada em uma Avaliação Somativa (formato de prova tradicional) – 2º 
Ano Ensino Fundamental. 
 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
79 
 
 
 
 
Vimos no capítulo cinco sobre a elaboração de avaliações educacionais em diversas for-
mas. A utilização de formas lúdicas, práticas durante o processo educacional proporciona 
a evolução do repertório imagético e a composição de trabalhos pessoais. O professor 
deve estar atento às novas tendências que podem surgir para instigar as habilidades de 
forma dinâmica através das avaliações. 
 
Como pedagogo é importante observar nos planejamentos e nas atividades propostas 
pelos professores as diversidades nas avaliações para atender às necessidades de todos 
os alunos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
80 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. (IBADE – 2019) “Assim, com o objetivo de diagnosticar as aprendizagens dos estu-
dantes em diferentes momentos, no processo avaliativo, podemos utilizar estraté-
gias variadas que contribuem para um olhar cuidadoso, sensível e processual das 
aprendizagens realizadas pelos estudantes”” (SECRETARIA DA EDUCAÇÃO , 2018) 
 
Nessa direção, a respeito de práticas avaliativas em Arte, o trecho acima sugere 
a utilização de vários recursos e estratégias avaliativas, como: 
 
a) a avaliação em processo da produção quantitativa. 
b) o diagnóstico final do grupo de estudantes. 
c) a construção de parâmetros de correção de provas e trabalhos. 
d) a prática pontual da autoavaliação. 
e) a observação cotidiana com o portfólio. 
 
2. (Facet - 2016/ Adaptada) A avaliação não deve ser vista como um instrumento de 
pressão e castigo, mas sim demonstrar-se útil para as partes envolvidas, contribu-
indo para o autoconhecimento e para a análise das etapas já vencidas, no sen-
tido de alcançar objetivos previamente traçados. A avaliação pode e deve pro-
porcionar ao professor elementos para uma reflexão contínua sobre a sua prática 
no que se refere à escolha 
 
a) de indivíduos selecionados, classificação e composição de ranking. 
b) do melhor desempenho, objetivos, técnicas e táticas. 
c) da classificação, objetivos, atividades e estratégias. 
d) de competências, objetivos, conteúdos e metodologias. 
e) da melhor equipe, dos sistemas técnicos e táticos. 
 
3. (Facet - 2016/ Adaptada) A compreensão de elaborar uma avaliação com formas 
diversas ao longo do processo educacional e a compreensão dos resultados posi-
tivos e negativos, contribui no alinhamento educacional do aluno de forma lúdica, 
prática ou assertiva revelando o conhecimento ou experiência adquirida. Sobre a 
Avaliação formativa podemos afirmar que: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
81 
 
 
a) tem como objetivo identificar as competências do aluno para adequá-lo num 
grupo ou nível de aprendizagem. 
b) é um procedimento de regulação permanente da aprendizagem realizado por 
aquele que ensina. 
c) manifesta-se nas propostas em que a condução do ensino está centrada no pro-
fessor. 
d) possibilita uma reflexão contínua sobre a prática do professor e a aprendizagem 
dos alunos. 
e) deve exprimir-se através de notas ou conceitos. 
 
4. (IDHTEC – 2019 / Adaptada) No processo educacional o desenvolvimento de uma 
Avaliação Somativa tem como objetivo: 
 
a) a prática contínua que se realiza durante todo o processo de ensino-aprendiza-
gem. 
b) detectar o nível de rendimento, verificando ao final de um período, o alcance dos 
objetivos previamente estabelecidos. 
c) o levantamento das capacidades dos estudantes em relação ao conteúdo a serabordado. 
d) investigar os conhecimentos adquiridos anteriormente pelo estudante. 
e) o procedimento de regulação permanente da aprendizagem realizado por 
aquele que aprende. 
 
5. (IDHTEC – 2019 / Adaptada) No contexto educacional, a avaliação é um instru-
mento que consiste na análise do desenvolvimento dos alunos. Uma prática avali-
ativa que vai além da mensuração de notas é aquela em que: 
 
a) o professor utiliza os resultados obtidos para realizar uma apreciação qualitativa e 
estabelecer novas práticas de ensino. 
b) não realiza prova escrita, realiza diferentes atividades para dar oportunidades ao 
aluno de forma aleatória. 
c) desenvolve apenas atividades coletivas, avaliando o grupo e não o individual. 
d) quantifica os dados para classificar os alunos e identificar os de melhor desempe-
nho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
82 
 
 
e) prioriza o ensino no processo educativo. 
 
6. (Funcab- SEEAC-2014) Luckesi (2007) define avaliação como um julgamento qua-
litativo sobre o processo de ensino-aprendizagem. Esse julgamento deve existir 
para: 
 
a) medir as informações que o aluno foi capaz de reter. 
b) decidir o grau de dificuldade de testes e provas. 
c) atribuir notas aos alunos. 
d) auxiliar o professor na tomada de decisão quanto ao seu trabalho. 
e) revelar o nível de aprovação/reprovação de uma escola. 
 
7. (REIS & REIS – Prefeitura de Santana do Jacaré – MG – 2015 / Adaptada) Representa 
uma proposta avaliativa, que inclui a avaliação, no processo ensino-aprendiza-
gem. Ela se materializa nos contextos vividos pelos professores e alunos e possui 
como função, a regulação das aprendizagens. Para ocorrer essa regulação, é ne-
cessário que ela trabalhe com procedimentos que estimulem a participação dos 
Autoraes do processo. Ela baseia-se em princípios, que decorrem do cognitivismo, 
do construtivismo, do interacionismo, das teorias socioculturais e das sociocogniti-
vas. Ela trabalha sob a ótica das aprendizagens significativas. 
 
A conceituação acima se refere à avaliação: 
 
a) somativa. 
b) formativa. 
c) diagnóstica 
d) comparativa. 
e) indutiva. 
 
8. Sobre a Avaliação Comparativa é correto afirmar que: 
 
a) determina a nota que o aluno tirou durante o período estudado. 
b) caracteriza o conhecimento pré-adquirido pelo aluno em outra etapa educacio-
nal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
83 
 
 
c) consiste no questionamento durante ou após a aula expositiva sobre o conteúdo 
abordado. 
d) define de forma gradativa o aprendizado do aluno através de atividades diversifi-
cadas. 
e) reflete no trabalho desenvolvido pelo professor durante o ano letivo e pode definir 
se o aluno foi aprovado ou não. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
84 
 
 
PROJETO PEDAGÓGICO 
 
 
 
 
 
6.1 ELABORAÇÃO DE PROJETOS ARTÍSTICOS PEDAGÓGICOS 
O processo ensino aprendizagem é um caminho educacional onde o profes-
sor acompanha o seu aluno na evolução do seu conhecimento. As práticas peda-
gógicas que ocorrem neste caminho intensificam o aprendizado do aluno sobre um 
conteúdo ou desenvolve um olhar mais crítico sobre o mundo a sua volta. 
As utilizações de Projetos Pedagógicos intensificam essa prática e torna o 
aluno como personagem principal do seu aprendizado através da curiosidade e da 
criatividade. O educando ao fazer parte de um projeto pedagógico se sente parte 
da construção do conhecimento de forma efetiva com pensamento construtivista. 
Mas para elaborar um projeto é preciso que o professor elabore um planeja-
mento das ações que serão práticas durante todo o desenvolvimento da pesquisa 
ou da prática educacional. Partindo do princípio vamos entender o que significa esse 
termo “Projeto” e como podemos desenvolvê-lo na disciplina ARTE na Educação Bá-
sica. 
 
6.2 CONCEITOS E DEFINIÇÕES SOBRE PROJETOS PEDAGÓGICOS 
O termo projeto possui significados diversos, mas coerentes a respeito da sua 
execução. Projetar é planejar uma prática para explicar uma teoria ou para repre-
sentá-la de forma significativa. Ao desenvolver um projeto a visão crítica sobre um 
determinado tema se prolonga até atingir o objetivo final proposto no início da expe-
riência. O tempo todo o ser humano se vê cercado de dúvidas e necessidades de 
forma geral instigando o desenvolvimento de teorias ou práticas para vencer deter-
minadas situações. No âmbito educacional, o projeto pedagógico é a prática sobre 
um determinado conteúdo que promove ao aluno uma experiência para aprimorar 
seus conhecimentos. 
 A utilização da prática pedagógica é defendida por historiadores, pesquisa-
dores e educadores em todo o território nacional. Barbosa e Horn (2008) citam que 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
85 
 
 
há uma análise da importância da elaboração de projetos na educação. Sobre a 
elaboração de uma proposta educacional diversificada através de linguagens mú-
tuas as autoras relatam que: 
 
Para haver aprendizagem, é preciso organizar um currículo que seja 
significativo para as crianças e também para os professores. Um currí-
culo não pode ser a repetição contínua de conteúdos [...]. Os projetos 
abrem para a possibilidade de aprender os diferentes conhecimentos 
construídos na história da humanidade de modo relacional e não-li-
near, propiciando às crianças aprender através de múltiplas lingua-
gens, ao mesmo tempo em que lhes proporcionam a reconstrução do 
que já foi aprendido (BARBOSA; HORN, 2008, p. 35). 
 
Repensar a educação de forma prática, dinâmica e interativa é projetar uma 
aula diversificada sobre um determinado tema com o objetivo de promover uma 
maior interação e desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem dos alunos. 
Nessa visão o professor deve conhecer seus objetivos de ensino, seus conteúdos cur-
riculares, habilidades e competências para promover de forma segura a mediação 
do conhecimento ao seu aluno. Quanto mais o professor pesquisa sobre seu conte-
údo mais segurança ele terá para trabalhar o processo ensino aprendizagem e assim 
desenvolver o repertório imagético e a visão crítica dos alunos à respeito da sua dis-
ciplina. 
A elaboração de projetos pedagógicos pode surgir diante de uma dúvida dos 
alunos sobre um determinado tema e a partir daí o professor pode elaborar uma se-
quência de atividades que terá no seu fim o objetivo de aprendizagem alcançado. 
Através de um projeto pedagógico o aluno pode aliar teoria à prática e experimen-
tar suas ideias e propor novas descobertas sobre um determinado tema. Sobre essa 
visão metodológica Oliveira (2005, p. 47) reflete que: 
 
Ao abordar o trabalho com projetos na construção do conhecimento 
escolar, valoriza-se uma prática pedagógica que estimula a iniciativa 
dos alunos através da pesquisa, desenvolve o respeito às diferenças 
pela necessidade do trabalho em equipe, incentiva o saber ouvir e 
expressar-se, o falar em público e o pensamento crítico autônomo. 
Esta autonomia, que vai sendo conquistada através da pesquisa, com 
toda a diversidade de caminhos percorridos e as competências que 
os alunos vão desenvolvendo através de tal prática, visa a promover 
sua autonomia intelectual. 
 
Nessa proposta educacional podemos entender que realizar um projeto como 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
86 
 
 
prática pedagógica pode contribuir significativamente no processo ensino aprendi-
zagem através de pesquisas, experimentos e no desenvolvimento da visão crítica do 
aluno em diferentes etapas educacionais. 
Veremos a seguir as etapas de elaboração de um Projeto para as aulas de 
Arte. 
 
6.3 ETAPAS DE PRODUÇÃO DE PROJETO PEDAGÓGICO 
Ao escolher o projeto como ferramenta educacional o professor deve elabo-
rar o planejamento das etapas que serão desenvolvidas para chegar a um objetivo 
final. Analise o quadro abaixo que cita de forma geral importantes etapas para a 
elaboração de um projeto pedagógico. 
 
Quadro 7: Tópicos para elaborar um Projeto 
ETAPAS DESCRIÇÃO 
Idealização do 
Projeto 
Nesta......................................................................................... 58 
4.3.2 Objetivos de aprendizagem ........................................................................... 59 
4.3.3 Habilidades e Competências da aprendizagem .................................... 59 
4.3.4 Materiais para a aula ....................................................................................... 61 
4.3.5 Metodologia de ensino para aplicar em uma aula de Arte ................ 63 
FIXANDO O CONTEÚDO ................................................................................................. 66 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
 
 
AVALIAÇÃO EDUCACIONAL ..........................................................................................70 
5.1 Avaliação Educacional sobre o conteúdo de Arte........................................ 70 
5.2 Ferramentas de avaliação educacional para o ensino de Arte ................ 71 
5.3 Como avaliar um aluno na disciplina ARTE na Educação Básica .............. 72 
5.4 Tipos de Avaliações .................................................................................................. 73 
5.5 Exemplo de Avaliação realizada em aulas de Arte ....................................... 75 
FIXANDO O CONTEÚDO ................................................................................................. 80 
PROJETO PEDAGÓGICO ..................................................................................................84 
6.1 Elaboração de Projetos Artísticos Pedagógicos............................................... 84 
6.2 CONCEITOS E DEFINIÇÕES SOBRE PROJETOS PEDAGÓGICOS ..................... 84 
6.3 Etapas de Produção de Projeto Pedagógico .................................................. 86 
6.3.1 Idealização do Projeto ..................................................................................... 86 
6.3.2 Plano de Atividades e Avaliação ................................................................. 88 
6.3.3 Espaço, materiais e tempo para realizar um projeto artístico .............. 90 
6.4 Opções de Projetos Artísticos Educacionais ...................................................... 92 
FIXANDO O CONTEÚDO ................................................................................................. 94 
DOCUMENTOS NORTEADORES DA EDUCAÇÃO FÍSICA .............................................98 
7.1 Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e a Educação Física ..................... 98 
7.2 Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e a Educação Física .............. 100 
7.3 Parâmetros curriculares nacionais (PCNs) e a Educação Física ............... 106 
7.4 Planejamento e sistematização de proposta de ensino direcionada ao 
Ensino de Educação Física .......................................................................................... 107 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 110 
ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA .................................................... 114 
8.1 Aspectos do desenvolvimento motor da criança ......................................... 114 
8.2 Aspectos do desenvolvimento psicossocial da criança. ............................ 121 
8.3 A criança interagindo com o mundo ............................................................... 122 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 124 
 
DESCOBRINDO O CORPO ............................................................................................. 128 
9.1 A corporeidade na criança ................................................................................. 128 
9.2 Corporeidade, Educação Física e Educação Infantil .................................. 129 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 133 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
 
 
EDUCAÇÃO CORPORAL ................................................................................................ 136 
10.1 Princípios pedagógicos e metodologia do desenvolvimento de aulas de 
educação corporal....................................................................................................... 136 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 144 
 
LINGUAGEM CORPORAL E SUAS POSSIBILIDADES .................................................... 147 
11.1 A linguagem corporal e suas possibilidades ................................................. 147 
11.2 A linguagem corporal em Esportes, jogos, lutas e ginásticas .................. 148 
11.3 A linguagem corporal em atividades rítmicas e expressivas. .................. 153 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 156 
 
ATIVIDADES LÚDICAS ...................................................................................................... 160 
12.1 Entendendo as atividades lúdicas ................................................................... 160 
12.2 Função pedagógica das atividades lúdicas na Educação Infantil ...... 163 
12.3 Função pedagógica das atividades lúdicas no Ensino Fundamental. . 165 
FIXANDO O CONTEÚDO ............................................................................................... 168 
 
RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO ..................................................................... 171 
REFERÊNCIAS .................................................................................................................... 172 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
 
INTRODUÇÃO 
A arte está presente na história da Humanidade desde os primórdios como 
reflexo das atividades sociais e das vivências emocionais dos seres humanos difun-
dindo suas crenças, habilidades e afetividades de diversas formas artísticas. Ao longo 
da história a arte se transformou diversas vezes em seu contexto e objetividade de-
vido às transformações sociais que ocorreram na sociedade como um todo. Em rela-
tos e descobertas arqueológicos é possível identificar a arte como ferramenta edu-
cacional desde a antiguidade através de ilustrações, mosaicos, pinturas murais e mú-
sicas onde eram ensinadas regras sociais ou histórias mitológicas, por exemplo. 
Aos 7 anos de idade eu ingressei em uma escola especializada em Arte cha-
mada Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandes na minha cidade natal, 
Montes Claros-MG. Lá tive várias experiências artísticas com música, dança, teatro e 
desenho desde a minha infância até o meu ingresso na Faculdade de Arte. As minhas 
experiências artísticas vividas dentro do Conservatório eram voltadas para a prática 
musical em orquestras, atuação com grupos de teatro, desenvolvimento de projetos 
de expressão artística, entre outros. Com esta experiência pude desenvolver minha 
habilidade de criação para elaborar novas ideias sobre projetos artísticos emocio-
nais. Aulas teóricas e práticas nesta escola me despertaram o interesse em atuar na 
área como professora de Arte na Educação Básica. 
Realizei o Ensino Superior de Licenciatura em Arte pela Universidade Estadual 
de Montes Claros – MG (Unimontes) e percebi através das disciplinas ofertadas no 
meu curso a necessidade de elaboração de projetos artísticos para serem trabalha-
dos na Educação Básica. Através do desenvolvimento de aulas criativas, diversifica-
das que pudessem instigar as mais distintas habilidades artísticas nos alunos seria pos-
sível realizar um ensino de arte com qualidade e criatividade em qualquer escola de 
Educação Básica. 
Em todas as experiências artísticas práticas que vivenciei percebi o quanto era 
importante ter um novo olhar sobre a expressão e emoção de cada pessoa. Através 
das expressões podemos entender o que cada um sente de acordo com sua baga-
gem cultural.etapa o professor percebe um tema que condiz com o conte-
údo curricular e propõe um projeto que dure um determinado tempo 
para realizar pesquisas e práticas dentro do contexto. 
Plano de ativida-
des 
A organização das atividades é uma etapa importante do projeto 
onde o professor elenca quais serão as pesquisas e práticas sobre o 
conteúdo ou tema. Neste momento o professor pode determinar o 
período que será realizado e os materiais que serão utilizados. 
Plano de Avalia-
ção e/ou encer-
ramento 
Esta etapa é a culminância do projeto que apresenta o produto final 
da pesquisa ou prática. Pode ser apresentado à outras turmas, aos 
pais ou de forma geral para toda a escola. 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
Vamos entender essas três etapas de forma detalhada nos próximos tópicos. 
 
6.3.1 Idealização do Projeto 
Durante a elaboração do planejamento de atividades anuais o professor tem 
uma visão geral sobre os conteúdos e habilidades que serão desenvolvidos. Os alunos 
ao iniciarem seus estudos sobre um determinado assunto podem possuir ou não um 
conhecimento prévio sobre o mesmo. A partir desse conhecimento prévio é possível 
surgir ainda outras dúvidas a respeito do tema gerando uma curiosidade sobre de-
terminado assunto. Partir do princípio da curiosidade e das dúvidas sobre um conte-
údo é possível pensar em um caminho mais lúdico ou prático que enfatize experiên-
 
 
 
 
 
 
 
 
 
87 
 
 
cias didáticas e proporcione um melhor desenvolvimento do processo ensino apren-
dizagem. 
Barbosa e Horn (2008, p. 28)enfatizam que: 
 
As crianças são capazes de criar teorias, interpretações, perguntas, e 
são co-protagonistas na construção dos processos de conhecimento. 
Quando se propicia na educação infantil a aprendizagem de diferen-
tes linguagens simbólicas, possibilita-se às crianças colocar em ação 
conjunta multifacetada esquemas cognitivos, afetivos, sociais, estéti-
cos e motores. 
 
Assim, a etapa de idealização do projeto parte do princípio de instigar o 
processo criativo e a curiosidade sobre novos conhecimentos dos alunos sobre um 
determinado conteúdo ou tema. 
Para elaborar essa etapa podemos pensar em algumas questões importantes: 
 
Figura 11: Exemplo de Idealização de projeto – Organização de ideias 
 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
88 
 
 
 
 
6.3.2 Plano de Atividades e Avaliação 
Elaborar o Plano de Atividades é organizar as propostas de pesquisas e práticas 
educacionais após a Idealização do Projeto. Nesta etapa é importante colocar no 
papel todas as ideias de atividades para que possam ser definidas as melhores op-
ções para o projeto. Por mais simples que seja a atividade é sempre bom elencar as 
ideias, assim o professor terá opções para trabalhar de forma diversificada. É impor-
tante ressaltar que não é necessário que todas as atividades sejam elaboradas e di-
fíceis. O principal objetivo de um projeto é promover o conhecimento de forma inte-
grada, lúdica e prazerosa para o aluno. 
O desenvolvimento de atividades diversas contempla os novos modelos edu-
cacionais pautados na evolução da sociedade como um todo. Novas formas de se 
expressar e de compor obras artísticas tem sofrido influência tecnológica e aproxima 
as pessoas de seus artistas ou obras de arte cada vez mais. Essa perspectiva dinâmica 
é citada por Barbosa e Horn (2008, p. 24) que dizem: 
 
[...] é importante considerar que a dinâmica da vida das sociedades 
contemporâneas pressupõe um outro modo de educar das novas ge-
rações e que as novas características da infância e da juventude não 
têm sido consideradas nos modos de pensar e de realizar a educação 
escolar. Com isso, aponta-se para uma urgente necessidade de mo-
dificação da estruturação e organização da vida escolar, com o in-
tuito de construir significados para as aprendizagens e para a experi-
ência dos alunos. [...] 
 
Compreendendo as novas formas de pensar, agir, pesquisar, aprender, ensi-
nar, manifestar, entre outras ações, o desenvolvimento de atividades diversas con-
templa o aprimoramento profissional do educador. As propostas pedagógicas que 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
89 
 
 
vivenciamos na nossa época na escola já não são causam o mesmo efeito educa-
cional nos alunos modernos. Portanto organizar o plano de atividades de forma di-
versificada garantirá um trabalho pautado nas diversas habilidades e promoverá 
para todos os alunos a oportunidade de pesquisa e prática sobre o conteúdo ou 
tema abordado. Vejamos a seguir ideias sobre como elaborar o Plano de Atividades. 
 
Quadro 8: Ideias para um Plano de Atividades – Tema: FOLCLORE 
PLANO DE ATIVIDADES - AÇÕES DESCRIÇÃO 
CONTEXTUALIZAÇÃO 
- Ações: Apresentar livros ilustra-
dos sobre o tema; 
- Apresentar imagens sobre o 
tema; 
- Questionar os alunos sobre o 
que conhecem sobre o tema. 
Nesta etapa o professor apresenta aos alu-
nos a contextualização do tema e os princi-
pais conceitos. Esta apresentação pode ser 
feita de forma mais despojada como um cír-
culo na sala de aula, biblioteca, pátio ou ou-
tro local da escola do docente. 
PESQUISA 
- Momento de procurar conceitos 
e exemplos sobre o tema. 
- O professor pode realizar ativi-
dades em sala ou como dever 
de casa. 
- Pode utilizar a tecnologia como 
fonte de pesquisa (trabalhar as 
habilidades de Artes Integradas, 
BNCC). 
- Esta etapa deve ser direcio-
nada para a criação do repertó-
rio de conhecimento sobre o 
tema. 
A pesquisa consiste em instigar a curiosidade 
dos alunos sobre o tema do projeto. Esta 
etapa pode ser feita utilizando livros, revistas, 
sites, vídeos, filmes, análise de imagens, entre 
outros. 
O professor pode direcionar a pesquisa com 
perguntas discursivas, colagens de imagens 
sobre o tema (pode criar um portfólio), reali-
zar desenhos livres sobre o tema, etc. 
ORGANIZAÇÃO DOS DADOS COLETADOS 
- Esta etapa pode ser produzida 
na escola como uma etapa de 
trabalho coletivo. 
- Criação de cartazes, maquetes, 
colagens, músicas, poesias, me-
mes, histórias em quadrinhos, en-
tre outros sobre as pesquisas fei-
tas anteriormente. 
 
Esta etapa consiste na organização de todo 
conhecimento adquirido de forma individual 
ou coletiva. É importante que cada aluno 
apresente o que encontrou para socializar 
com os outros colegas os novos aprendiza-
dos. 
Ao socializar as ideias o professor pode pro-
por a unificação das pesquisas de forma cri-
ativa para ser apresentado em um momento 
seguinte. Nesta etapa o aluno constrói o seu 
conceito sobre o tema e promove a integra-
ção entre pesquisa e prática pedagógica. 
APRESENTAÇÃO/AVALIAÇÃO 
- Etapa de apresentação dos da-
dos coletados e dos conheci-
mentos adquiridos; 
- Pode-se promover feiras, saraus, 
apresentações musicais, de 
Esta etapa é a culminância do projeto que 
apresenta o produto final da pesquisa ou 
prática. Neste momento o aluno estará mer-
gulhado no tema ou conteúdo trabalhado e 
irá apresentar suas composições artísticas so-
bre o tema. O público que vai apreciar o tra-
 
 
 
 
 
 
 
 
 
90 
 
 
dança ou teatro, exposições fo-
tográficas, exposições de ma-
quetes, apresentação de forma 
oral sobre os conceitos absorvi-
dos, entre outras formas. O pro-
fessor pode organizar essa etapa 
junto com seus alunos de forma 
coletiva sobre o público alvo e as 
formas de apresentação. 
 
Avaliação: Cabe ao professor 
avaliar se o aluno compreendeu 
sobre o tema. 
O docente pode fazer ainda 
uma autoavaliação com os alu-
nos sobre a metodologia utili-
zada, as formas de composição 
e sobre os conhecimentos adqui-
ridos. 
balho pode ser definido pelo professor re-
gente, coordenador pedagógico em con-
junto com os alunos. 
 
Avaliar os conceitos adquiridos dentro de um 
projeto tem o objetivo de endossar a impor-
tância da aprendizagem sobre o tema e va-
lorizar o trabalho produzido pelo aluno.A 
avaliação de um projeto consiste na análise 
do comprometimento e participação nas 
etapas anteriores; na socialização com os 
colegas promovendo um conhecimento mú-
tuo e o aprendizado adquirido pelo aluno so-
bre o conteúdo ou tema. 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
6.3.3 Espaço, materiais e tempo para realizar um projeto artístico 
 O desenvolvimento de um projeto dependerá sempre do objetivo de apren-
dizagem final e da forma como estes conhecimentos adquiridos ou práticas artísticas 
elaboradas serão apresentados. A duração de um projeto pode variar de acordo 
com a disponibilidade de materiais, local para realizar pesquisas e criações artísticas 
bem como o desenvolvimento das atividades propostas executadas pelos alunos. 
O professor deve estar atento que cada aluno pode desenvolver uma ativi-
dade proposta em períodos de tempo diferentes de acordo com a sua capacidade 
criativa, sua curiosidade e a disponibilidade de materiais de pesquisas e práticas pe-
dagógicas. 
 
 Espaço 
Um projeto elaborado de forma integral no ambiente escolar pode ser reali-
zado em diversos espaços como a sala de aula, biblioteca, pátio, área ao ar livre, 
uma sala de arte específica, entre outros de acordo com a disponibilidade da insti-
tuição. A disponibilidade de uma sala de arte proporcionada pela instituição de en-
sino deve ser trabalhada como um laboratório de práticas e pode ser utilizada para 
realizar as etapas de um projeto artístico caso esteja disponibilizada. 
Os alunos geralmente passam boa parte do seu processo educacional dentro 
da sala de aula. Organizar atividades práticas de um projeto para serem trabalhadas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
91 
 
 
em diferentes espaços da escola promove a exploração e domínio do espaço esco-
lar direcionado para o educando e instiga a criatividade gerando novas ideias aos 
alunos sobre o tema trabalhado. 
 
 Materiais 
Ao elaborar projetos artísticos práticos a utilização de materiais que proporci-
onem a imaginação e a criatividade do aluno intensificam e proporciona engaja-
mento dos alunos para experimentar e se expressar de forma diversificada. De 
acordo com a realidade de cada instituição e condições para compras de materiais 
específicos, o professor pode definir os materiais que serão utilizados nas atividades 
com a coordenação pedagógica e os alunos. Utilizar materiais do dia a dia como 
tesoura, cola, o próprio caderno de Arte, entre outros, pode ser proposto pelo profes-
sor de acordo com a pesquisa ou prática a ser realizada. 
Para um projeto artístico com intenção de reaproveitamento de materiais o 
professor pode promover a integração de materiais que os alunos possuam em casa 
(esse processo pode instigar a reciclagem de materiais que já existam em casa, mas 
que não são utilizados e que muitas vezes vão para o lixo). Em algumas ocasiões exis-
tem pais e/ou mães artistas, artesãos, músicos, atores, dançarinos, enfim, que desen-
volvam algum tipo de projeto criativo que possa ser utilizado também no ambiente 
escolar. 
Em um projeto educacional mais elaborado a compra de materiais pode ser 
feita de forma coletiva ou individual como tintas e telas próprias para pintura, argila 
para modelagem, materiais para confecção de figurinos, entre outras opções. Em 
cada projeto o professor pode definir essas questões da melhor maneira possível com 
a coordenação pedagógica e com os alunos. 
 
 Tempo 
 A elaboração de projetos artísticos deve contemplar um prazo de início e tér-
mino. A determinação do tempo de execução do projeto orienta a criação artística 
e norteia o desenvolvimento de pesquisas e práticas educacionais. Essa definição de 
duração do projeto deve ser avaliada pelo professor e acertada com a coordena-
ção pedagógica. 
O professor deve estar atento às datas comemorativas que a escola organiza 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
92 
 
 
eventos, aos importantes acontecimentos durante o ano letivo, aos temas educaci-
onais vigentes e as propostas do Plano Pedagógico da instituição. Após os ajustes de 
definição de conteúdo ou tema do projeto, materiais que serão utilizados, espaço e 
tempo o professor consegue definir as ações e determinar o começo, meio e fim do 
seu projeto educacional. 
 
 
6.4 OPÇÕES DE PROJETOS ARTÍSTICOS EDUCACIONAIS 
Analisando as linguagens educacionais artísticas apresentadas no “Capítulo 
3” desta disciplina é possível realizar diferentes projetos artísticos educacionais pro-
movendo o desenvolvimento das diversas habilidades educacionais pautadas na 
BNCC (2017) da disciplina Arte. 
Vejamos exemplos de elaboração de projetos artísticos na tabela a seguir: 
 
Quadro 9: Outros exemplos de práticas e pesquisas artísticas 
LINGUAGENS ARTÍSTICAS Exemplos de práticas e pesquisas 
ARTES VISUAIS 
Desenvolvimento de pesquisas e práticas criativas sobre a cul-
tura de forma geral com expressões visuais como desenho, pin-
tura, escultura, modelagem, artesanato, fotografias, etc. 
TEATRO 
Promover pesquisas sobre a história do Teatro e as composi-
ções de figurino, cenário, iluminação; desenvolver peças tea-
trais sobre temas modernos; elaborar contação de histórias; 
trabalhar com teatro de marionetes, fantoches, sombras, etc. 
DANÇA 
Promover a pesquisa sobre os diferentes tipos de dança naci-
onais e internacionais; relacionar as vivências artísticas da 
bagagem cultural com as formas de expressão; elaborar co-
reografias com temas e conteúdos relacionados à disciplina 
Arte e/ou datas comemorativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
93 
 
 
MÚSICA 
Pesquisar sobre os diversos tipos de gêneros, formas de com-
posição e instrumentos musicais; apreciar e respeitar a diversi-
dade cultural de distintas manifestações artísticas através da 
música; Instigar o canto e a musicalidade; tornar o aluno com 
habilidades musicais integrante organizador de uma apresen-
tação musical. 
ARTES INTEGRADAS 
Relacionar as linguagens anteriores de forma integrada com-
preendendo a relação entre si, como a dança e a música, te-
atro e artes visuais (composição de figurino e cenário), etc. De-
senvolver pesquisas digitais sobre novas formas de se fazer 
arte; instigar a produção de obras virtuais como memes, ví-
deos, história em quadrinhos, mangás, jogos, entre outros. 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
 
 
 
Para a elaboração dos projetos pedagógicos em sua instituição embarque em uma pes-
quisa sobre conteúdos atualizados e modernos para composições artísticas. Instigue o seu 
aluno a ser criativo e conhecedor das diversas formas de expressões artísticas. Apresente-
o ao mundo fascinante de Arte e instigue-o a ser um apreciador, crítico e criador de novas 
ideias para o mundo. 
Acesse o site da Nova Escola e mergulhe nas diversas propostas educacionais que podem 
se tornar um brilhante projeto educacional da sua instituição além de proporcionar plane-
jamentos alinhados à BNCC. Disponível em: https://bit.ly/2GrVZUx. Acesso em 25 ago. 2020. 
https://bit.ly/2GrVZUx
 
 
 
 
 
 
 
 
 
94 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
 
1. O trabalho por projetos requer mudanças na concepção de ensino e aprendiza-
gem e, consequentemente, na postura do professor. No que se refere a esse as-
sunto, é correto afirmar que: 
 
a) o professor precisa acompanhar o processo de aprendizagem do aluno e enten-
der seu universo cognitivo e afetivo para fazer a mediação pedagógica. 
b) o trabalho, na metodologia de projetos, deve ser visto apenas como uma opção 
metodológica, e não como uma maneira de repensar a função da escola. 
c) o professor que adota a pedagogia de projetos despreza a produção de conhe-
cimentos disponíveis nos livros didáticos. 
d) não é necessário que o professor tenha clareza da sua intencionalidade pedagó-
gica para intervir no processo de aprendizagem por se tratar de projetos. 
e) a ação docente, na metodologia de projetos, é mais centralizadora, passiva e cô-
moda que em outrasmetodologias tradicionais. 
 
2. “Nesta etapa o professor elenca quais serão as pesquisas e práticas sobre o con-
teúdo ou tema. Neste momento o professor pode determinar o período que será 
realizado e os materiais que serão utilizados.” 
 
O trecho acima refere-se à(ao): 
 
a) idealização. 
b) plano de avaliação. 
c) apresentação. 
d) pesquisa. 
e) plano de ação. 
 
3. Sobre a participação ativa do aluno em um Projeto Artístico Pedagógico, pode-
mos dizer que o educando: 
 
a) representa o personagem passivo que absorve o conteúdo. 
b) representa o personagem principal detentor de todo conhecimento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
95 
 
 
c) representa o personagem que participa de todas as etapas de pesquisa e prática 
de forma coletiva com os demais. 
d) desenvolve sozinho todas as etapas de criação. 
e) determina o tema do projeto em comum acordo com a coordenação pedagó-
gica. 
 
4. Ao escolher o projeto como ferramenta educacional o professor deve elaborar o 
planejamento das etapas que serão desenvolvidas. Como etapas de um Projeto 
pedagógico organizados em sequência, podemos citar: 
 
a) idealização, plano de ação e pesquisa. 
b) pesquisa, idealização e avaliação. 
c) idealização, plano de ação, apresentação e avaliação. 
d) práticas, idealização, pesquisas e avaliação. 
e) avaliação, apresentação, pesquisa e idealização. 
 
5. A Pedagogia de Projetos busca ressignificar a escola dentro da realidade contem-
porânea, transformando-a em um espaço significativo de aprendizagem para to-
dos que dela fazem parte, sem perder de vista a realidade cultural dos envolvidos 
no processo. Diz respeito a uma mudança de postura, o que exige o repensar da 
prática pedagógica. Sobre o desenvolvimento de projetos na Educação Básica 
podemos afirmar que: 
 
a) repensar a educação de forma prática, dinâmica e interativa é projetar uma aula 
diversificada sobre um determinado tema promovendo uma interação durante o 
processo ensino-aprendizagem dos alunos. 
b) o professor deve instigar os seus alunos na pesquisa sobre um determinado tema 
sem a possibilidade de surgir novas ideias. 
c) as atividades do projeto podem ser divididas em etapas onde o processo da pes-
quisa deve ser realizado logo após a avaliação. 
d) aulas práticas e diversificadas contribuem no desenvolvimento do educando pro-
porcionando momentos de desconforto educacional. 
e) o docente deve estar atento ao desenvolvimento de atividades práticas do pro-
jeto visando o resultado positivo obrigatório em todas as etapas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
96 
 
 
6. O trabalho com projetos é positivo tanto para o aluno quanto para o professor, 
gera mudanças na organização dos conhecimentos escolares e toma como 
ponto de partida algumas hipóteses. Sobre o desenvolvimento de projetos educa-
cionais podemos afirma que: 
 
a) o desafio de como abordar o tema na sala de aula pode se tornar um empecilho 
para a realização do projeto. 
b) o tema proposto para desenvolver um projeto pedagógico deve gerar discussões 
que pautem o conhecimento individualizado. 
c) nem tudo pode ser ensinado por meio de projetos, o mais correto na educação é 
estabelecer a relação ensino aprendizagem pelo professor sobreposto ao edu-
cando. 
d) na realização de um projeto podem ser trabalhadas as diferentes possibilidades e 
os interesses dos alunos conectando-os de forma coletiva cada um na sua habili-
dade ou competência do conhecimento. 
e) o docente ou a equipe de professores da sala são os únicos responsáveis pela ati-
vidade que se realiza em sala de aula. 
 
7. (VUNESPE – 2017/Adaptada) O educando ao fazer parte de um projeto pedagó-
gico se sente parte da construção do conhecimento de forma efetiva com pen-
samento construtivista. Nessa perspectiva: 
 
a) a criança é considerada apenas um aluno, ao qual devem ser oferecidas todas 
as condições para que se desenvolva e se adapte à sociedade. 
b) a educação é uma preparação para a vida futura, tendo em vista a alta compe-
titividade profissional em um mundo globalizado. 
c) o ato de projetar requer abertura para o desconhecido, para o não determinado, 
e flexibilidade para reformular as metas. 
d) a prática por projetos constitui um método cujo objetivo é trabalhar com conte-
údo pré-fixados, apresentados numa sequência regular. 
e) o conhecimento é visto como algo pronto e acabado, disponível a todos aqueles 
que tenham interesse de se apropriar dele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
97 
 
 
8. (FACET – 2016 / Adaptada) A pedagogia de projetos é uma estratégia educativa 
que propicia a realização das aspirações de sucesso escolar tanto por parte dos 
educandos como por parte dos educadores. O trabalho com projetos na escola: 
 
a) propiciam a vivência educacional individualizada. 
b) permitem à coordenação escolher os temas que os professores deverão realizar 
com seus alunos em determinados momentos do ano letivo. 
c) viabilizam a aplicação imediata do conhecimento construído e o desenvolvi-
mento de competências voltadas para o ser, saber-fazer, saber-conviver e saber 
empreender. 
d) Representam uma utopia generosa por se configurar como uma atividade lúdica 
em que os educandos aprendem brincando. 
e) Promovem o interesse pela pesquisa e o instiga a habilidade individual de criação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
98 
 
 
DOCUMENTOS NORTEADORES DA 
EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
 
 
 
 
7.1 DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS (DCNS) E A EDUCAÇÃO FÍSICA 
As diretrizes curriculares constituem orientações para a elaboração dos currí-
culos que devem ser, necessariamente, adotadas por todas as Instituições de Educa-
ção Superior (IES). Elas são atribuições formuladas e sugeridas pelo Ministério da Edu-
cação através do Conselho Nacional de Educação (BRASIL, 2018). 
Para a formação do profissional de Educação Física, uma nova resolução pu-
blicada em dezembro de 2018 traz como proposta a formação curricular com um 
bloco comum no início do curso de 1600 horas e depois, formações específicas em 
bacharelado ou licenciatura com mais 1600 h. Ambas formações totalizam 3200 h, 
com prazo mínimo de 4 anos. 
Segundo a Resolução CNE/CES nº 06/2018, em seu Art. 3º, 
 
A Educação Física é uma área de conhecimento e de intervenção 
profissional que tem como objeto de estudo e de aplicação a motrici-
dade ou movimento humano, a cultura do movimento corporal, com 
foco nas diferentes formas e modalidades do exercício físico, da gi-
nástica, do jogo, do esporte, das lutas e da dança, visando atender 
às necessidades sociais no campo da saúde, da educação e da for-
mação, da cultura, do alto rendimento esportivo e do lazer (BRASIL, 
2018). 
 
Neste contexto, estas DCNs em Educação Física representam um marco no 
processo de formação dos estudantes por priorizar a aquisição de competências, 
habilidades e atitudes, durante a graduação, que possibilitarão o futuro profissional 
alcançar os seguintes perfis: 
 
O graduado Bacharel em Educação Física terá formação geral, hu-
manista, técnica, crítica, reflexiva e ética, qualificadora da interven-
ção profissional fundamentada no rigor científico, na reflexão filosó-
fica e na conduta ética em todos os campos de intervenção profissi-
onal da Educação Física, exceto à docência na Educação Básica. O 
graduado Licenciado em Educação Física terá formação humanista, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
99 
 
 
técnica, crítica, reflexiva e ética, qualificadora da intervenção profis-
sional fundamentada no rigor científico, na reflexão filosófica e na 
conduta ética no magistério, ou seja, na docência do componente 
curricular Educação Física, tendo como referência a Legislação pró-
pria do Conselho Nacional de Educação, especificamente, a Resolu-
ção CNE/CP 02/2015 (BRASIL, 2018, p. 3). 
 
Diante dos perfis de egressos propostos, vale enfatizar a importância do plane-
jamento e organização dos currículos por partedas instituições de ensino superior e 
dos órgãos competentes para a fiscalização do cumprimento das aplicações das 
diretrizes na organização e elaboração dos Projetos Pedagógicos dos cursos. 
Assim, é relevante compreender os objetivos das DCNs aqui listados: favorecer 
aos alunos do curso de graduação em Educação Física consolidada formação teó-
rico-prática, interdisciplinar e humanista, assegurando a formação de profissionais 
com autonomia, ética, discernimento e criticidade, de modo que se garanta a inte-
gralidade da atenção em saúde e em educação, e a qualidade e humanização do 
atendimento oferecido aos indivíduos, famílias e comunidades (BRASIL, 2018). 
Para Mello (2000, p. 102): 
 
[...] a formação do professor precisa tomar como ponto de referência, 
a partir do qual orientará a organização institucional e pedagógica 
dos cursos, a simetria invertida entre a situação de preparação profis-
sional e o exercício futuro da profissão. As diretrizes que se seguem pro-
curam avançar nessa característica, buscando tornar coerente a for-
mação do professor com a simetria existente entre essa formação e o 
futuro exercício da profissão. 
 
Assim fica a reflexão acerca do profissional que está sendo formado pelas ins-
tituições frente às demandas de educação que a sociedade contemporânea exige 
dentro do contexto diversificado e plural que a constitui. 
 
 
https://bit.ly/3j0Eoky
 
 
 
 
 
 
 
 
 
100 
 
 
7.2 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) E A EDUCAÇÃO FÍSICA 
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter nor-
mativo que determina o conjunto essencial e progressivo de aprendizagens que to-
dos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação 
Básica de maneira a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e de-
senvolvimento, em consonância com o que preceitua o Plano Nacional de Educa-
ção (PNE). 
Esta definição está no corpo do documento e juntamente com ela apresen-
tam-se objetivo e justificativa: 
 
Referência nacional para a formulação dos currículos dos sistemas e 
das redes escolares dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e 
das propostas pedagógicas das instituições escolares, a BNCC integra 
a política nacional da Educação Básica e vai contribuir para o alinha-
mento de outras políticas e ações, em âmbito federal, estadual e mu-
nicipal, referentes à formação de professores, à avaliação, à elabora-
ção de conteúdos educacionais e aos critérios para a oferta de infra-
estrutura adequada para o pleno desenvolvimento da educação. 
Nesse sentido, espera-se que a BNCC ajude a superar a fragmentação 
das políticas educacionais, enseje o fortalecimento do regime de co-
laboração entre as três esferas de governo e seja balizadora da qua-
lidade da educação. Assim, para além da garantia de acesso e per-
manência na escola, é necessário que sistemas, redes e escolas ga-
rantam um patamar comum de aprendizagens a todos os estudantes, 
tarefa para a qual a BNCC é instrumento fundamental (BRASIL, 2017a, 
p. 8). 
 
 
 
O documento traz como fundamentos pedagógicos o foco no desenvolvi-
mento de competências e o compromisso com a educação integral, concepções 
voltadas para desenvolver no aluno não apenas o “saber”, mas principalmente o 
“saber fazer”, reconhecendo, assim, que a Educação Básica deve visar à formação 
e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade 
e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que 
privilegiam ou a dimensão intelectual ou a dimensão afetiva. (BRASIL, 2017a). 
https://bit.ly/3i3Qzfa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
101 
 
 
O documento contempla as três etapas da Educação Básica (Educação In-
fantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio). Com uma estrutura baseada nas compe-
tências conforme figura a seguir. 
 
Figura 122: Competências Gerais da Educação Básica 
 
Fonte: Brasil (2017a) 
 
Entendendo um pouco mais do documento para a Educação Infantil, é im-
portante frisar a adoção da concepção que vincula “educar e cuidar”, onde cui-
dado é algo indissociável do processo educativo. 
 
Nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os 
conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e 
no contexto de sua comunidade, e articulá-los em suas propostas pe-
dagógicas, têm o objetivo de ampliar o universo de experiências, co-
 
 
 
 
 
 
 
 
 
102 
 
 
nhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e consoli-
dando novas aprendizagens, atuando de maneira complementar à 
educação familiar – especialmente quando se trata da educação 
dos bebês e das crianças bem pequenas, que envolve aprendizagens 
muito próximas aos dois contextos (familiar e escolar), como a sociali-
zação, a autonomia e a comunicação (BRASIL, 2017a, p. 36). 
 
De acordo com a Diretrizes Nacionais Curriculares Nacionais para a Educação 
Infantil (DNCEI), no seu 9º artigo, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças 
na Educação Infantil, têm como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, 
garantindo às crianças os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-
se e conhecer-se. Esses eixos estão organizados em cinco campos de experiências, 
o que possibilita trabalhar os conteúdos da Educação Física de maneira a otimizar a 
aquisição da competência proposta. 
Os eixos são assim apresentados: 
 
 eu, o outro e o nós. 
 Corpo, gestos e movimentos. 
 Traços, sons, cores e formas. 
 Escuta, fala, pensamento e imaginação. 
 Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações. 
 
A aplicação do conteúdo Educação Física somente será realizado qualitati-
vamente se tiver como referencial os eixos citados; o conhecimento acerca das ca-
racterísticas e especificidades dos eixos é primordial para o planejamento e estrutu-
ração das aulas de Educação Física. 
A proposta de aprendizagem integral com a participação ativa da criança 
somente será possível se as práticas pedagógicas nas creches e pré-escolas forem 
plurais e carregadas de intencionalidade educativa. Essa intencionalidade educa-
tiva consiste na organização e proposição de experiências que permitam às crianças 
conhecer a si e ao outro e de conhecer e compreender as relações com a natureza, 
com a cultura e com a produção científica, traduzidas nos cuidados pessoais, nas 
brincadeiras, nas experimentações, na aproximação com a literatura e no encontro 
com as pessoas (BRASIL, 2017b). 
Nas etapas do Ensino Fundamental e Ensino Médio, a Educação Física é apre-
sentada em capítulos específicos. O conteúdo Educação Física está contemplado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
103 
 
 
no item Linguagens e está definido no documento como sendo “o componente cur-
ricular que tematiza as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e 
significação social, entendidas como manifestações das possibilidades expressivas 
dos sujeitos” (BRASIL, 2017a). 
Cada prática corporal propicia ao sujeito o acesso a uma dimensão de co-
nhecimentos e de experiências aos quais ele não teria de outro modo. 
Esse modo de entender a Educação Física permite articulá-la à área de Lin-
guagens, resguardadas as singularidades de cada um dos seus componentes, con-
forme reafirmado nas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 
Nove Anos (Resolução CNE/CEB nº 7/2010)37. 
Entender a Educação Física como linguagem não deve minimizar sua concep-
ção de saúde, mas sim trazer para a concepção da educação com o olhar voltado 
para o social, para os signos e significações culturalmente instalados. 
 Na BNCC os conteúdos da Educação Física são divididos em seis temáticas: 
Brincadeiras e jogos; Esportes; Ginásticas; Danças; Lutas e Práticas corporais de aven-
tura. O documento dispõe, sobre essa divisão, as seguintes inferências: 
 
Em princípio, todas as práticas corporais podem ser objeto do trabalhopedagógico em qualquer etapa e modalidade de ensino. Ainda as-
sim, alguns critérios de progressão do conhecimento devem ser aten-
didos, tais como os elementos específicos das diferentes práticas cor-
porais, as características dos sujeitos e os contextos de atuação, sina-
lizando tendências de organização dos conhecimentos. Na BNCC, as 
unidades temáticas de Brincadeiras e jogos, Danças e Lutas estão or-
ganizadas em objetos de conhecimento conforme a ocorrência social 
dessas práticas corporais, das esferas sociais mais familiares (locali-
dade e região) às menos familiares (esferas nacional e mundial). Em 
Ginásticas, a organização dos objetos de conhecimento se dá com 
base na diversidade dessas práticas e nas suas características. Em Es-
portes, a abordagem recai sobre a sua tipologia (modelo de classifi-
cação), enquanto Práticas corporais de aventura se estrutura nas ver-
tentes urbana e na natureza (BRASIL, 2017b, p. 219). 
 
Pensando na flexibilização dos currículos e adequação às realidades locais, o 
documento propõe a seguinte divisão dos conteúdos da Educação Física de acordo 
com as seis temáticas para os anos iniciais (figura 2) e anos finais (figura 3): 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
104 
 
 
Figura 13: Anos iniciais 
 
Fonte: Brasil (2017a, p. 227) 
 
Figura 14: Anos Finais 
 
 Fonte: Brasil (2017a, p. 213) 
 
Para explicar a inserção do conteúdo da Educação Física no Ensino Médio, é 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
105 
 
 
necessário primeiro apontar algumas modificações que objetivaram principalmente 
a oferta de variados itinerários formativos. 
 
Na direção de substituir o modelo único de currículo do Ensino Médio 
por um modelo diversificado e flexível, a Lei nº 13.415/201754 alterou a 
LDB, estabelecendo que: 
O currículo do Ensino Médio será composto pela Base Nacional Co-
mum Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser organiza-
dos por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a 
relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de en-
sino, a saber: 
I – linguagens e suas tecnologias; 
II – matemática e suas tecnologias; 
III – ciências da natureza e suas tecnologias; 
IV – ciências humanas e sociais aplicadas; 
V – formação técnica e profissional (BRASIL, 2017b). 
 
A Educação Física no Ensino Médio continua inserida no item Linguagens e 
suas tecnologias, propondo extrapolar a prática por meio de sua reflexão, estimu-
lando o desenvolvimento da curiosidade intelectual, da pesquisa e capacidade de 
argumentação. O pensar da prática no seu fazer contemplando o “onde”, o “como” 
e “quando”. 
Essa reflexão sobre as vivências contribui para a formação de sujeitos 
que possam analisar e transformar suas práticas corporais, tomando e 
sustentando decisões éticas, conscientes e reflexivas em defesa dos 
direitos humanos e dos valores democráticos. (BRASIL, 2017b, p. 485). 
 
 
 
 
 
 
 
https://bit.ly/2SXrOXy
 
 
 
 
 
 
 
 
 
106 
 
 
 
 
7.3 PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (PCNS) E A EDUCAÇÃO FÍSICA 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais apresentam-se como um documento de 
referência para a educação, principalmente no Ensino Fundamental em todo pais. 
Documento que foi publicado em 1998, tem como funções orientar e garantir a co-
erência dos investimentos no sistema educacional, socializando discussões, pesquisas 
e recomendações (BRASIL, 1998): 
 
Têm como objetivo subsidiar a elaboração ou a revisão curricular dos 
Estados e Municípios, dialogando com as propostas e experiências já 
existentes, incentivando a discussão pedagógica interna das escolas 
e a elaboração de projetos educativos, assim como servir de material 
de reflexão para a prática de professores (BRASIL, 1998, p. 29). 
 
A Educação Física é contemplada no livro 7 para os anos iniciais do Ensino 
Fundamental, chamados de 1º e 2º ciclos e no livro 8 para os anos finais, chamados 
de 3º e 4º ciclos. Em ambos, os conteúdos estão divididos em três grandes blocos, 
que se articulam entre si, guardando suas especificidades. 
 
Figura 15: Blocos da Educação Física 
 
Fonte: Adaptado de Brasil (1998) 
https://bit.ly/303CGr1
 
 
 
 
 
 
 
 
 
107 
 
 
Os PCNS abordam os conteúdos da Educação Física dentro de uma 
perspectiva de cultura corporal de movimento, definida pelo docu-
mento como sendo os “conhecimentos e representações que se trans-
formaram ao longo do tempo, ressignificadas, suas intencionalidades, 
formas de expressão e sistematização” (BRASIL, 1998, p. 28). 
 
De acordo com os estudos de Salerno (2004) a cultura corporal expressa-se em 
conteúdos que permeiam as manifestações das ginasticas, danças, lutas, esportes e 
os jogos, propondo ao aluno uma atitude reflexiva, exploratória, criativa e compre-
ensiva do mundo através da linguagem corporal. Portanto, nota-se que um trabalho 
fundamentado na abordagem da cultura corporal visa desenvolver no aluno não 
apenas o aspecto motor, mas principalmente os aspectos social, afetivo, emocional, 
cognitivo, finalmente, busca atingir o altruísmo, a visão crítica e reflexiva da realidade 
concreta. 
 
 
 
7.4 PLANEJAMENTO E SISTEMATIZAÇÃO DE PROPOSTA DE ENSINO DIRECIO-
NADA AO ENSINO DE EDUCAÇÃO FÍSICA 
O planejamento e a sistematização de proposta de ensino são passos funda-
mentais para o Ensino da Educação Física nos diversos ambientes. Consiste no cami-
nho metodológico para o alcance dos objetivos propostos e principalmente para o 
desenvolvimento qualitativo das aulas e atividades. 
A prática pedagógica do conteúdo Educação Física deve ser pautada em 
um planejamento da seleção e organização dos conteúdos sustentado pelos docu-
mentos norteadores da Educação Básica. Como apresentado anteriormente, a 
https://bit.ly/2IyayGN
https://bit.ly/34VvFdr
 
 
 
 
 
 
 
 
 
108 
 
 
BNCC e os PCNs servem de sustentação para o trabalho docente desde o momento 
do planejamento até a fase de execução do mesmo. 
Cada etapa da Educação (Ensino Infantil, Fundamental e Médio) traz carac-
terísticas fundamentais a serem observadas e respeitadas no planejamento, contri-
buindo de forma adequada na formação completa do discente. Ambos documen-
tos trazem as especificidades e características de cada fase, os procedimentos me-
todológicos e didáticos a serem adotados no ensino de cada conteúdo. 
O professor deve conhecer o Projeto Pedagógico da instituição onde leciona, 
seja ela da esfera pública ou particular, e entender a importância deste documento 
no ensino. Identificar em quais documentos da Educação Básica Nacional ele se ba-
seia, e então, juntamente com o conhecimento teórico dos fundamentos e bases 
epistemológicas da Educação Física fazer o planejamento e sistematização do con-
teúdo. 
Segundo Crum (1993) duas ideologias têm contribuído para o não-ensino das 
práticas de Educação Física na escola: o biologismo que reduz a Educação Física ao 
treino físico e o pedagogismo que transforma a aula num recreio supervisionado. 
A finalidade da Educação Física é o desenvolvimento integral da criança; um 
bom desempenho psicomotor proporciona ao aluno um melhor desempenho esco-
lar, autoconfiança, socialização e melhor interação com o mundo. Corrobora Bento 
(1987) que a Educação Física deverá transmitir experiência e produzir resultados de 
aprendizagem em três domínios: o aspecto técnico-motor ou dimensão operativa; o 
aspecto interpessoal ou dimensão comunicativa; o aspecto cognitivo-reflexivo ou di-
mensão discursiva. 
As DCNs apresentadas no início do capítulo corroboram a importância da for-
mação qualificada do profissional de Educação Física, que precisa dos construtos 
teóricos associados às experiências práticas vivenciadas ao longo da formação para 
desenvolver uma postura crítica, ética e responsável de atuação, onde o conheci-
mento e o planejamento sejam peças fundamentais no seu fazer pedagógico. 
É necessário capacitar melhoros professores para que eles estejam aptos a 
promover uma educação integral do aluno e principalmente ter a capacidade para 
detectar as dificuldades e fatores intervenientes no processo de aprendizagem dos 
discentes, reconhecendo as falhas no processo, caso elas ocorram. 
O olhar do educador deve ser para a pessoa na sua integralidade, o apren-
dente que por meio do movimento corporal terá seu desenvolvimento estimulado, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
109 
 
 
trabalhado e assegurado, contribuindo para a formação de um adulto com totais 
capacidades motoras, cognitivas e socioafetivas, proporcionando-lhe uma melhor 
qualidade de vida ao longo dos anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://bit.ly/3iYb1z5
 
 
 
 
 
 
 
 
 
110 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
 
1. Aprender e ensinar são processos intimamente relacionados, nos quais o planeja-
mento tem um papel fundamental, que é: 
a) favorecer a qualidade do trabalho docente a fim de que o aluno desenvolva sua 
capacidade intelectual. 
b) direcionar o desenvolvimento cognitivo e afetivo do aluno. 
c) traduzir na prática as diferentes correntes teóricas relativa ao processo ensino 
aprendizagem. 
d) garantir a coerência e a unidade do trabalho docente por meio de interligação 
dos elementos do processo de ensino. 
e) direcionar a seleção de conteúdos que garantam o alcance dos objetivos defini-
dos pelo(a) professor(a). 
 
2. Em suas orientações aos professores para o desenvolvimento do planejamento, 
determinada coordenadora ressaltou que os professores devem analisar e ter 
como referência as Diretrizes Curriculares Nacionais, afirmando que elas 
a) são o conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e proce-
dimento da educação básica. 
b) compreendem práticas de organização dos conteúdos programáticos e formas 
de abordagem. 
c) têm o intento de ser uma referência curricular e apoiar a criação e elaboração 
da proposta curricular das escolas. 
d) são orientações de qualidade para a educação básica, privada e superior do 
país, criadas pelo Governo Federal. 
e) correspondem à grade curricular a ser adotada e implementada pelas escolas 
públicas e particulares. 
 
3. Os PCN para o Ensino Fundamental e o Referencial Curricular Nacional para a 
Educação Infantil explicitam que os objetivos: 
a) Ao serem formulados a partir dos conteúdos necessários para o desenvolvimento 
das capacidades cognitivas, reconhecem as relações dialéticas entre objetivos e 
conteúdo. 
b) Ao indicarem as capacidades as serem desenvolvidas pelos alunos, orientam a 
seleção de conteúdos como meio para o desenvolvimento dessas capacidades, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
111 
 
 
reconhecendo as relações dialéticas entre objetivos e conteúdos. 
c) Ao indicarem as finalidades a serem alcançadas, por todos os alunos, com o 
mesmo nível de assimilação, determinam que a avaliação é comum a todos os 
educandos. 
d) Ao orientarem as atividades que o professor deve desenvolver na sala de aula, 
garantem a assimilação dos conteúdos pelos educandos. 
e) Ao possibilitarem a reflexão crítica sobre o conteúdo conceitual, deixam os pro-
cedimentais para serem realizados e aprendidos depois. 
 
4. A tarefa da Educação Física escolar, segundo o PCN, é garantir aos alunos: 
a) Acesso às práticas da cultura corporal de movimento. 
b) Conhecimento sobre saúde e estética. Valorização e seleção daqueles mais ap-
tos fisicamente. 
c) Seleção de talentos esportivos. 
d) Priorização pelo desempenho técnico esportivo. 
e) Aprendizado do conteúdo esporte especializado. 
 
5. Os Parâmetros Curriculares Nacionais constituem um referencial para ser utilizado 
pelas escolas e educadores na elaboração de seu Projeto Pedagógico. Trata-se 
de um referencial curricular prioritariamente comprometido com: 
a) uma escola de qualidade para todos os alunos, que garanta o acesso a conhe-
cimentos socialmente elaborados e reconhecidos como necessários para o exer-
cício da cidadania. 
b) uma concepção de educação que privilegia a aprendizagem de conteúdos cur-
riculares tendo em vista as demandas do mercado de trabalho da sociedade do 
conhecimento, mas que também traduzam a adequação da escola aos interes-
ses da comunidade em que se insere. 
c) um modelo interdisciplinar de currículo no qual são valiosas as experiências de 
vida prévia dos alunos, dos seus saberes cotidianos e aspirações profissionais. 
d) um projeto pedagógico estabelecido em âmbito nacional e cujos componentes 
curriculares devem ser dele extraídos para garantir a identidade cultural do povo 
brasileiro. 
e) nenhuma das alternativas. 
 
6. Além dos esportes, jogos, lutas e ginasticas tradicionalmente desenvolvidos nas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
112 
 
 
aulas de Educação Física, os PCN colocam como blocos de conteúdo desta 
área: 
a) Atividades rítmicas e expressivas, formas lógicas de raciocinar. 
b) Atividades rítmicas e expressivas, conhecimentos sobre o corpo. 
c) Conhecimentos sobre o corpo, formas abstratas de pensar. 
d) Ética, organização social e cívica brasileira 
e) Organização social e cívica brasileira, orientação sexual. 
 
7. “A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter norma-
tivo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais 
que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da 
Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendi-
zagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Na-
cional de Educação (PNE)”. (Fonte: BRASIL, 2017, p. 7). 
 
Considerando a concepção presente no texto, analise as afirmativas a seguir: 
 
I. A BNCC reconhece que a Educação Básica deve visar à formação e ao de-
senvolvimento humano global, o que implica compreender que esse desen-
volvimento é linear. 
II. A dimensão conceitual da BNCC permite que os estudantes desenvolvam 
aproximações e compreensões sobre os saberes científicos e os presentes nas 
situações cotidianas. 
III. A noção de competência é definida na BNCC como a mobilização de co-
nhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas comple-
xas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do tra-
balho. 
IV. Ao dizer que os conteúdos curriculares estão a serviço do desenvolvimento de 
competências, a LDBEN orienta a definição das aprendizagens dos conteúdos 
mínimos a serem ensinados na proposta da BNCC. 
Está CORRETO apenas o que se afirma em: 
a) I e II. 
b) III e IV. 
c) I e III. 
d) II e IV. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
113 
 
 
e) II e III. 
 
8. De acordo com os PCN, analise as afirmativas a seguir que descrevem as carac-
terísticas comuns entre a Educação Física e as outras linguagens: 
 
I. Apresentam a capacidade de articular significados e compartilhá-los. 
II. Têm como grande objetivo a interação. 
III. Desenvolvem meios para a interpretação de fatos naturais. 
IV. Constituem uma herança social. 
 
Assinale a alternativa correta: 
a) Somente as afirmativas I, II e III estão corretas. 
b) Somente as afirmativas I, II e IV estão corretas. 
c) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas. 
d) Somente as afirmativas II, III e IV estão corretas 
e) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
114 
 
 
ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO 
DA CRIANÇA 
 
 
 
8.1 ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO MOTOR DA CRIANÇA 
O conhecimento dos aspectos do desenvolvimento motor da criança torna-
se essencial do ponto de vista educacional e esses conceitos deverão guiar a atua-
ção docente. O estudo do desenvolvimento motor da criança permite ao professor 
planejar suas aulas e atividades dos conteúdos da Educação Física identificando a 
correta adequação das práticas às fases do desenvolvimento. 
Segundo Bacil, Silva e Mazzardo (2020) desenvolvimento e crescimento são 
termosdistintos, mas indissociáveis. Esses dois processos ocorrem ao mesmo tempo e 
sua velocidade é determinada pela maturação e pelas experiências vivenciadas 
pelo indivíduo nesse período. Crescimento refere-se ao aumento de tamanho do 
corpo ou partes dele, pode ocorrer por hiperplasia, hipertrofia ou agregação, onde 
hiperplasia é o aumento do número de células, hipertrofia consiste no aumento do 
tamanho das células e agregação é o acréscimo de substâncias intercelulares. O 
desenvolvimento envolve aspectos biológicos, motores, cognitivos e sociais. 
O desenvolvimento pode ser classificado pela idade cronológica (idade con-
tada em anos, meses e dias) e pela idade biológica (determinada pela idade mor-
fológica, óssea, dental e sexual). 
 
O desenvolvimento inclui todos os aspectos do comportamento hu-
mano e, como resultado, somente artificialmente pode ser separado 
em “áreas”, “fases” ou “faixas etárias”. [..] Muito pode ser ganho com 
o aprendizado do desenvolvimento motor em todas as idades e com 
a análise desse desenvolvimento como um processo que dura toda a 
vida (GALLAHUE et al., 2003). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
115 
 
 
Assim, além de conhecer as características biológicos do crescimento e de-
senvolvimento motor, é importante avalia-las dentro do meio em que ocorrem. 
A literatura aponta uma atenção demasiada dos estudiosos da área em pes-
quisar e compreender os mecanismos que direta ou indiretamente pode influenciar 
nas fases do desenvolvimento humano e se qual a relação com os estímulos que são 
recebidos do meio. 
 Exemplo dessa inquietude é a contribuição de Payne e Isaacs (2007, p. 2)ao 
definir o desenvolvimento motor como “o estudo das mudanças no comportamento 
motor humano durante as várias fases da vida, os processos que servem de base para 
essas mudanças e os fatores que os afetam”. 
O desenvolvimento motor é mais significativo nos primeiros anos de vida, onde 
a criança percebe o mundo e aprende a se comunicar com o meio, sendo que esta 
comunicação também ocorre através dos movimentos. 
As mudanças no desenvolvimento motor ocorrem demoradamente, e princi-
palmente na infância; os seis primeiros anos são decisivos para se determinar que tipo 
de adulto essa pessoa se tornará. 
Nos primeiros anos de vida, a criança desenvolve as habilidades necessárias 
para explorar o ambiente que a cerca, buscando compreender e interagir com ele. 
Vivencia seus primeiros contatos motores e sociais e desenvolve-se de maneira única 
e particular conforme o meio onde vive. 
O desenvolvimento motor é um processo contínuo, ordenado e sequencial, 
normalmente igual para todos na ordem em que acontece, mas em velocidade de 
progressão diferente, de acordo com as características individuais de cada pessoa. 
Harrow (1983) a partir da análise do encadeamento do desenvolvimento, co-
loca que o domínio motor se processa através dos movimentos reflexos – habilidades 
básicas, que são os movimentos voluntários; habilidades específicas, que são movi-
mentos mais complexos, e a comunicação não verbal, que permite ao indivíduo ex-
pressar-se por meio do corpo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
116 
 
 
 
 
As vivências motoras pertencem ao dia-a-dia das crianças e representam 
toda e qualquer atividade corporal realizada nos diversos ambientes onde a criança 
transita. As experiências motoras vivenciadas pelas crianças na rotina da vida diária 
eram suficientes para a aquisição das habilidades motoras. Através do brincar livre-
mente, seja em ambientes públicos, como praças e ruas, bem como no próprio lar, 
contribuíam para o aprimoramento do seu desenvolvimento motor (NETO et al., 2004). 
As habilidades motoras são explicadas como domínios motores voluntários, ou 
seja, dependem da vontade para que ocorram e é um processo de desenvolvimento 
inter-relacionado, pois está intimamente ligado aos fatores cognitivos e afetivos dos 
seres humanos. 
Todo o desenvolvimento humano transita por etapas que garantem a conti-
nuidade da evolução e a qualidade da habilidade adquirida. Durante a continua-
ção do amadurecimento e desenvolvimento motor, passa-se por fases que irão pro-
porcionar o aprendizado e domínio das competências e habilidades motoras que 
irão resultar em movimentos mais evoluídos e precisos. 
Segundo a literatura, as principais teorias do desenvolvimento motor são a ma-
turacional, a ambiental, a ecológica, a do processamento de informação, a da mon-
tanha e a da ampulheta de Gallahue. 
O quadro abaixo apresenta algumas características de cada uma dessas das 
teorias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
117 
 
 
Quadro 10: Teorias do desenvolvimento motor 
TEORIA CARACTERÍSTICAS 
MATURACIO-
NAL 
Gesell (1928) e Mcgraw (1935). O desenvolvimento motor é resultado dos 
processos biológicos inativos do indivíduo. Desenvolvem habilidades moto-
ras de uma forma invariável e sequencial pré-determinada, independente-
mente da diversidade dos ambientes. 
AMBIENTAL 
Robert Havighrust (1972). O desenvolvimento é uma interação entre os fa-
tores biológicos, socias e culturais. Essa teoria propõe uma serie de tarefas 
especificas que são determinadas pela sociedade e tem um tempo ideal 
de execução em todas as etapas da vida do indivíduo até a velhice. 
ECOLÓGICA 
Surge entre 1980 e 1990 e enfatiza a inter-relação entre o indivíduo, ambi-
ente e tarefa para o desenvolvimento de uma habilidade motora. Existem 
duas teorias ecológicas: a teoria dos sistemas dinâmicos e a teoria do am-
biente comportamental. 
PROCESSA-
MENTO DE 
INFORMA-
ÇÃO 
Richard A. Schmidt e Craig A. Wrisburg (1970 e 1980). Segundo essa pers-
pectiva, o cérebro age como um computador, recebendo informações, 
processando e respondendo com o movimento. O ser humano é passivo 
na aprendizagem, espera que um estimulo ocorra no ambiente para então 
responder. 
DA MONTA-
NHA 
Clark e Metcalf (2002). O desenvolvimento motor é comparado a escalar 
uma montanha, onde o tempo necessário para aprender muitos movimen-
tos é comparado à árdua subida de uma montanha. 
AMPULHETA 
Gallahue (1982). Ampulheta heurística. Modelo mais utilizado. Desenvolvi-
mento motor é um processo ordenado e contínuo. A vida é resultado de 
fatores internos (hereditariedade) e fatores externos (ambiente). Explica a 
progressão da aquisição das habilidades motoras pelo individuo por meio 
de fases e estágios. 
Fonte: Bacil; Silva e Mazzardo (2020) 
 
Dos modelos expostos, o mais utilizado e aceito no meio acadêmico é o da 
Ampulheta de Gallahue (2013). Segundo o autor , a motricidade caminha através de 
diferentes fases caracterizadas por uma série de ações motoras, apresentando diver-
sos estágios em cada uma delas. São esses os estágios propostos por sua teoria: fase 
motora reflexiva, fase motora rudimentar, fase motora fundamental e fase motora 
especializada. 
Nos modelos teóricos desenvolvidos por Gallahue, o primeiro modelo estabe-
lece relações entre fase-estágio-idade aplicada ao desenvolvimento motor durante 
o ciclo de vida. Esta teoria desvenda as relações existentes entre as faixas etárias das 
fases motoras e suas características. O segundo leva em consideração os vários fato-
res que podem influenciar o desenvolvimento motor, socioafetivo e cognitivo, pois 
reconhece a integração entre o meio ambiente, hereditariedade e as fases motoras 
(OLIVEIRA, 1992). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
118 
 
 
Figura 16: Primeiro Modelo Ampulheta de Gallahue 
 
Fonte: Sanches, Santos e Riehl (2010) 
 
Figura 17: Segundo modelo Ampulheta Ampliada de Gallahue 
 
Fonte: Sanches, Santos e Riehl (2010) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
119 
 
 
Segundo Wiggers e Bencks (2010) pode-se perceber através dessa classifica-
ção a continuidade do desenvolvimento motor, sendo que a passagem pelas fases 
é importante para a evolução adequada do desenvolvimento. Nos primeiros anos 
de vida, as crianças adquiremhabilidades que são necessárias para o desenvolvi-
mento subsequente do movimento humano. As habilidades ao longo da vida serão 
combinadas entre si para que se adquiram habilidades mais complexas. Como já 
apontado, o ambiente ao qual a criança é exposta é determinante na sua forma-
ção, sendo assim, suas habilidades serão coerentes com o seu “modus vivendi”. 
Estes estudos têm predominância na infância, momento onde as principais mu-
danças e adaptações ocorrem, mas se aplicam durante toda a vida. Na infância, a 
criança começa a explorar o ambiente e suas habilidades corporais, utilizando o mo-
vimento para esta interação e aprendizagem. Compreender o desenvolvimento mo-
tor oportuniza a reflexão acerca de como ocorre essa aprendizagem. O professor 
deve utilizar os conceitos, juntamente com as condições e situações específicas de 
cada criança para promover uma intervenção satisfatória e adequada. 
Existe uma linha muito tênue entre o desenvolvimento das funções motoras, 
cognitivas e psíquicas; como não é possível dissociar a aprendizagem do movimento 
da sua consciência de realização, ou seja, corpo e mente juntos na ação motora, é 
importante entender como a criança aprende. Existem várias teorias sobre o assunto 
e, dentre elas, a teoria do Desenvolvimento Cognitivo de Piaget é a mais abrangente. 
Ela traz quatro estágios do desenvolvimento cognitivo, conforme exposto no quadro 
abaixo. 
Também foram contribuições significativas para entender como a criança 
aprende os estudos de Vygotsky (1897-1934) e de Wallon (1879 – 1962). Segundo as 
concepções de Piaget, Vygotsky e Wallon, a capacidade de conhecer e aprender 
se constrói a partir das trocas estabelecidas entre o sujeito e o meio. O quadro abaixo 
traz uma comparação entre as teorias dos três estudiosos. 
 
Quadro 11: Teorias 
Autor JEAN PIAGET VYGOTSKY WALLON 
Período 1896-1980 1897-1934 1879-1962 
Pesquisador Yves de La Taille Marta Koh I Oliveira Izabel Galvão 
Palavras-chave 
Construção do co-
nhecimento 
Interação Social Afetividade 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
120 
 
 
Eixos da teoria 
Principais concei-
tos 
Assimilação/ Acomo-
dação 
Esquema / Equilibra-
ção 
Estágios do Desenvol-
vimento 
Mediação simbólica: 
Instrumentos e signos 
Zonas de Desenvolvi-
mento proximal 
O movimento: ex-
press / instrum. 
As emoções: afetivi-
dade 
A inteligência: sincré-
tico e cat. 
A construção do Eu: 
imitação / negação 
Relação do indi-
víduo com o 
mundo 
Adaptação 
(conhecimentos pré-
vios) 
Da parte para o 
todo: 
Processo de socializa-
ção 
(relação com o 
mundo) 
Do todo para a parte 
Processo de individu-
ação 
(“constituir-se” indiví-
duo) 
Papel do profes-
sor/escola 
Desequilibrar os es-
quemas dos alunos a 
partir de seus conhe-
cimentos prévios 
Intervir na Z.D.P, ou 
seja, na distância en-
tre o que o aluno já 
domina e o que faz 
com ajuda 
Considerar história do 
aluno, demandas 
atuais e perspectivas 
(futuro) 
Perfil do aluno 
Participante do processo de construção do conhecimento, co-autor, 
ativo, questionador 
Fonte: Roque (2010) 
 
Para Le Boulch (1982) é importante que na intervenção acerca do desenvol-
vimento motor sejam proporcionadas, às crianças, momentos nas quais elas tenham 
toda a confiança em seu corpo e em seu desempenho motor. Por esse motivo a 
relevância de uma intervenção adequada às expectativas e demandas da criança, 
respeitando suas particularidades. 
 
 
https://bit.ly/2G6GznM
https://bit.ly/2HwCZEx
 
 
 
 
 
 
 
 
 
121 
 
 
 
 
8.2 ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO PSICOSSOCIAL DA CRIANÇA. 
As primeiras experiências sociais da criança ocorrem no ambiente familiar. To-
das as experiências vividas no lar e nos diversos locais onde a criança transita interfe-
rem no seu desenvolvimento. Corrobora Wiggers e Benck (2010) que as experiências 
da criança na primeira e segunda infâncias determinarão a extensão do seu desen-
volvimento. 
A teoria biológica de Bronfenbrenner, também chamada de teoria do ambi-
ente comportamental, defende que o ambiente em que a pessoa vive e a interpre-
tação e ou percepção que ela dá ao meio definem em grande parte seu compor-
tamento e desenvolvimento (BACIL; SILVA; MAZZARDO, 2020). 
Culturalmente, os pais exercem papéis diferentes nessa educação, mas de 
forma geral, essas interações são responsáveis por um desenvolvimento integral da 
criança. Até os 3 anos, a criança desenvolve processos cognitivos à medida em que 
se relaciona com outras crianças, desempenhando novos papeis em atividades so-
ciais, aumentando a interação com seus pares e aquisição de habilidades motoras. 
O brincar e o lúdico, nesse momento, são fundamentais para o sucesso dessa fase. 
Entre 3 e 6 anos, à medida que sua capacidade cognitiva vai aumentando, a 
criança desenvolve o senso de identidade, desenvolve o autoconceito e constrói sua 
autoestima. Aumentar o repertório motor nesse período contribui para a aquisição 
das competências almejadas para essa fase. Após essa fase, a criança ainda de-
pende da opinião dos pais e adultos, com quem convive, para ter uma visão crítica 
do mundo; é uma fase de construção dos conceitos de valor, onde predomina a 
comparação de suas habilidades com as dos colegas. O gosto e prazer pela prática 
das atividades físicas podem ser comprometidos caso a satisfação com o desempe-
nho não seja satisfatório. 
Os aspectos do desenvolvimento psicossocial da criança apresentam uma re-
lação direta com o desenvolvimento das habilidades motoras. Aumentar o seu reper-
tório motor é ampliar suas possibilidades de exploração do mundo que a cerca. Ga-
 
 
 
 
 
 
 
 
 
122 
 
 
nhar confiança na realização da prática motora proporciona influência no tempera-
mento da criança, na motivação para realizar os mesmos ou novos estímulos. 
Assim, a psicomotricidade, que consiste na relação entre o pensamento e a 
ação, envolvendo a emoção, é fundamental nesse processo do desenvolvimento 
psicossocial da criança. Atrasos no desenvolvimento da criança podem acarretar 
dificuldades de adaptação social. Essas dificuldades também podem acontecer de 
acordo com o tipo de personalidade e o grupo em que a criança está inserida. 
 
8.3 A CRIANÇA INTERAGINDO COM O MUNDO 
Nos primeiros anos de vida, a criança interage com o meio ambiente em que 
vive, investiga, procura, pesquisa, é movida e motivada por tudo aquilo que chama 
à atenção. Assim, quanto mais estimulante e atrativo for o ambiente onde essa cri-
ança é criada, melhor e mais rápido ela irá desenvolver suas habilidades motoras, 
cognitivas e sociais. 
Assevera Borges (2009) que a criança é um organismo em constante relação 
com o mundo dos objetos físicos e o mundo das relações sociais. Enquanto vivencia 
essas interações ela constrói formas, que vão da condição simples a complexa, agre-
gando a sua inteligência potencialidades importantes. 
É fundamental compreender que a criança não aprende de forma passiva, 
como mera receptora dos ensinamentos trazidos pelos adultos. Ao contrário, ela é 
agente do processo, sua contribuição é fundamental; é peça atuante no seu próprio 
desenvolvimento. Dominar os construtos de como a criança entende e percebe o 
mundo favorece sobremaneira na relação do educador com o educando, e conse-
quentemente traz contribuições positivas na prática pedagógica. 
O processamento dos conceitos e informações se dá ao longo da vida em 
níveis diferentes de gradação e isso acontece devido as condições diversas a qual a 
criança vive e é submetida. Importante ponderar o fator motivacional para o sucesso 
no processo de aprendizagem e socialização da criança, uma vez que, motivada, a 
criança exerce melhor as atividades propostas. 
Eckert (1993) elucida que é por meio das explorações contínuas, tanto espaci-
ais quanto materiais, que as crianças compreendem a natureza dos objetos, propor-
cionando a capacidade de pensar e progredirde forma mais eficiente nos aspectos 
cognitivos e motor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
123 
 
 
O desenvolvimento global da criança apoia-se no comportamento 
perceptivo-motor, o qual exige, como condição, variadas oportunida-
des de aplicação: a exploração lúdica, o controle motor, a percep-
ção figura-fundo, integração intersensorial, noção de corpo, espaço 
e tempo (PALAFOX, s.d). 
 
Dessa forma, analisando a inter-relação dos pontos cognitivo, afetivo e motor, 
o processo de aprendizagem deve ser focado na obtenção de habilidades motoras, 
erguendo uma substancial base perceptivo-motor e afetivo social. A assimilação das 
informações pelas crianças na pluralidade de ambientes por onde ela transita é de 
fundamental importância em que pese o fato de isso complicar ou facilitar a intera-
ção da dela com o mundo. 
Ao longo de toda a infância, a criança se posiciona como receptora de con-
ceitos e conhecimentos, precisando interagir, mas nem sempre tem a preparação e 
suporte para essas trocas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://bit.ly/3iW4kwH
 
 
 
 
 
 
 
 
 
124 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
 
1. Estudos sobre desenvolvimento infantil apontam a infância como melhor período 
para iniciação desportiva, levando em consideração características dos desen-
volvimentos motor, cognitivo, afetivo, social e moral das crianças. Malina e Bou-
chart (2002) definem o crescimento como resultado de um complexo mecanismo 
celular que envolve basicamente alguns dos fenômenos: 
 
I. hiperplasia. 
II. hipertrofia. 
III. agregação. 
IV. atrofia. 
V. regeneração. 
 
Dos itens citados, estão corretos apenas: 
a) I e IV. 
b) II, III e V. 
c) I, IV e V. 
d) III e V. 
e) I, II e III. 
 
2. Leia as afirmativas a seguir: 
 
I. As idades são simplesmente uma média. 
II. Embora as pessoas geralmente passem, pela mesma sequência geral de de-
senvolvimento, existe uma gama de diferenças individuais. Somente quando 
o desvio destas normas é extremo é que existe motivo para considerar o de-
senvolvimento de uma pessoa como excepcionalmente adiantado ou atra-
sado. 
III. A gama de diferenças individuais aumenta à medida que as pessoas envelhe-
cem. 
 
Sobre as diferenças individuais que acontecem no Desenvolvimento Humano é 
correto o que se afirma: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
125 
 
 
a) I, II e III. 
b) I, apenas. 
c) III, apenas. 
d) I e II, apenas. 
e) II e III, apenas 
 
3. (AMEOSC, 2015) O desenvolvimento motor deve ser tratado de maneira correta 
pelos professores de Educação Física escolar, a fim de não acelerar ou regredir 
com as progressões que os alunos atingem. Para tanto, é preciso conhecer o nível 
de desenvolvimento de cada aluno e ainda conhecer a classificação de movi-
mentos que poderá ser trabalhado em cada faixa etária ou faixa de desenvolvi-
mento. O movimento pode ser dividido quanto aos aspectos musculares, tempo-
rais, ambientais e funcionais. 
 
Assinale a alternativa que não corresponde ao aspecto funcional do movimento. 
a) Rapido 
b) Aberta. 
c) Fechada 
d) Manipulação. 
e) Lento 
 
4. (IDHTEC, 2011) Julgue os itens a seguir: 
 
I. Aprender a movimentar-se implica planejar, experimentar, avaliar, optar entre 
alternativas, coordenar ações do corpo com objetos no tempo e no espaço, 
interagir com outras pessoas, enfim, uma série de procedimentos cognitivos 
que devem ser favorecidos e considerados no processo de ensino e aprendi-
zagem na área de Educação Física. 
II. Embora a ação e a compreensão sejam um processo indissociável, em muitos 
casos, a ação se processa em frações de segundo, parecendo imperceptível, 
ao próprio sujeito, que houve processamento mental. 
III. É fundamental que as situações de ensino e aprendizagem incluam instrumen-
tos de registro, reflexão e discussão sobre as experiências corporais, estratégi-
cas individuais e grupais que as práticas da cultura corporal oferecem ao 
aluno. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
126 
 
 
Está (estão) correto(s): 
a) I apenas. 
b) II apenas. 
c) II e III apenas. 
d) I e II apenas 
e) I, II e III 
 
5. A aquisição de habilidades motoras nas aulas de Educação Física acontece de-
vido as seguintes variáveis indissociáveis: 
a) Indivíduo, tarefa e ambiente. 
b) Biologia, tarefa e indivíduo. 
c) Tarefa, exercício e ambiente. 
d) Maturação, cultura e ambiente. 
e) Ambiente, biologia e indivíduo. 
 
6. A população leiga e muitos profissionais da Educação Física ainda costumam 
confundir os conceitos dos termos crescimento e desenvolvimento. No entanto, a 
conceituação correta para tais termos é: 
a) Desenvolvimento é o aumento físico do indivíduo, como um todo ou em suas par-
tes. Crescimento é o aumento da capacidade do indivíduo na realização de fun-
ções cada vez mais complexas. 
b) Crescimento é o aumento físico em estatura. Desenvolvimento é o aumento da 
massa corporal. 
c) Desenvolvimento é o aumento físico em estatura. Crescimento é o aumento da 
massa corporal. 
d) Desenvolvimento é o aumento do potencial motor aprendido ao longo da vida. 
Crescimento é o aumento da composição corporal total. 
e) Crescimento é o aumento físico do indivíduo, como um todo ou em suas partes. 
Desenvolvimento é o aumento da capacidade do indivíduo a realização de fun-
ções cada vez mais complexas. 
 
7. Quais as habilidades motoras que são baseadas na maturação, aparecendo e 
desaparecendo em sequência bastante rígida, desviando-se apenas na frequên-
cia de sua aparição? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
127 
 
 
a) Especializadas e esportivas. 
b) Complexas e generalizadas. 
c) Reflexivas e rudimentares 
d) Parciais e globais. 
e) Fundamentais e elementares. 
 
8. Considere as seguintes afirmativas: 
 
I. No ser humano, constata-se uma tendência para a automatização do controle 
na execução de movimentos, desde os mais básicos e simples até os mais sofisti-
cados. Esse processo se constrói a partir da quantidade e da qualidade do exer-
cício dos diversos esquemas motores e da atenção nessas execuções. 
II. Quanto mais uma criança tiver a oportunidade de saltar, girar ou dançar, mais 
esses movimentos tendem a ser realizados de forma automática. Menos atenção 
é necessária no controle de sua execução e essa demanda atencional pode di-
rigir-se para o aperfeiçoamento desses mesmos movimentos e no enfrentamento 
de outros desafios. 
 III. O processo de ensino e aprendizagem deve, portanto, contemplar essas duas 
variáveis simultaneamente, permitindo que o aluno possa executar cada movi-
mento ou conjunto de movimentos o maior número de vezes e criando solicita-
ções adequadas para que essa realização ocorra da forma mais atenta possível. 
 
Está (estão) correta(s): 
a) I apenas. 
b) II apenas. 
c) III apenas. 
d) I e II apenas 
e) I, II e III. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
128 
 
 
DESCOBRINDO O CORPO 
 
 
 
9.1 A CORPOREIDADE NA CRIANÇA 
O corpo é a presença do homem no mundo. Através do corpo é possível per-
ceber e conhecer o mundo em que se vive, realizar trocas e interações com o outro 
e consigo mesmo. Corrobora Chaui (1980) “é através do corpo que o ser de forma 
sensível se efetiva no mundo. É na originalidade da experiência corporal, que ‘redes-
cobre a unidade fundamental do mundo como mundo sensível’.” 
Conhecer a concepção de corporeidade influencia na forma como as rela-
ções com as crianças devem ser conduzidas no ambiente familiar e educacional. 
De acordo com Vargas e Vargas (2013) a criança, desde o nascimento se for 
estimulada com afeto, apresentará maiores chances de desenvolver sua inteligên-
cia, na primeira infância. Através do seu corpo, a criança percebe o mundo que a 
cerca, visto que as funções motoras, intelectuais e afetivas encontram-se ligadas. 
 
Cada organismo tem, pois, na presença de um meio dado, suas con-
dições ótimas de atividade, sua própria maneira de realizar o equilí-
brio, e as determinantesinteriores desse equilíbrio não são dadas por 
uma pluralidade de vetores, mas por uma atitude geral com relação 
ao mundo (PONTY, 2006, p. 232). 
 
Durante o seu desenvolvimento, a criança percebe e experimenta o mundo 
que a cerca, e as vivências e informações que recebe do meio em que vive (seja por 
meio da família, escola, religião, meios de comunicação, entre outros) ficam registra-
das em seu corpo, em todas as características do movimento (VARGAS; COGO, 
2013). 
A aquisição de habilidades motoras no ambiente educacional, assim como as 
experiências motoras vivenciadas no ambiente familiar nos primeiros anos de vida, 
contribui sobremaneira para desenvolver na criança a consciência de corpo e de 
pertencimento; a formação de corpos inteligentes, pensantes e criativos que serão 
construtores do próprio conhecimento. 
O ser humano é um corpo que busca incessantemente a transcendência, in-
dependente da faixa etária, que busca a realização pessoal por meio do prazer de 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
129 
 
 
ser e fazer. Na criança, a ludicidade é um dos caminhos para proporcionar aos pe-
quenos esse sentimento de realização e prazer, o brincar traz sentimentos e emoções 
que agregam a esse sentimento de realização e pertença no mundo. 
Ater-se à corporeidade é estar comprometido com uma educação focada 
na experiência humana, na aprendizagem da cultura. O ser humano aprende, ou 
melhor dizendo, apreende com sua inteligência, com suas vísceras, com sua imagi-
nação e sensibilidade, resumindo com seu corpo todo (MOREIRA et al., 2006). 
 
 
 
 
 
9.2 CORPOREIDADE, EDUCAÇÃO FÍSICA E EDUCAÇÃO INFANTIL 
O entendimento exigido pela corporeidade possibilita o redimensionamento 
da visão dualista existente na área de estudo do corpo. Ela permite buscar uma trans-
cendência nas mais variadas formas de concebê-la, tanto individual quanto coleti-
vamente. 
Compreender o corpo como objeto de trabalho da Educação Física e os ele-
https://bit.ly/3mKfOXr
 
 
 
 
 
 
 
 
 
130 
 
 
mentos culturais como aspectos essenciais para esse corpo é tarefa primeira do pro-
fissional desta área ou que se proponha a trabalhar esse conteúdo. 
Segundo Daolio (1994, p. 40) “é por meio do corpo que o sujeito vai assimilando 
e se apropriando dos valores, normas e costumes sociais, num processo de incorpo-
ração”. Infere o autor que além de uma aprendizagem intelectual, o indivíduo se 
apropria de conteúdos culturais, que são externalizados em suas expressões. 
A percepção do eu, do outro e do mundo se processa através do corpo, está 
relacionada ao movimento e à atitude corporal, assim, torna-se imprescindível traba-
lhar na criança essa consciência do corpo. O trabalho corporal deve sair do como-
dismo das rotinas e programas mecanicistas, voltados apenas para a repetição do 
movimento, e migrar para propostas pedagógicas voltadas para a pluralidade de 
experiências e vivências corporais. 
A Educação Física é uma área do conhecimento rica em variedade de possi-
bilidades práticas, passando pelo campo do esporte, jogos e brincadeiras, atividades 
rítmicas e expressivas, ginásticas, lutas, esportes de aventura e laboral. 
Explorar sua variedade é redimensionar o fenômeno do conhecimento na es-
cola e ambientes onde possa ser trabalhada e principalmente produzir um diálogo 
de aprendizagem da criança com o próprio corpo e com o corpo alheio. 
 O trato com a corporeidade permite que o corpo esteja presente por inteiro 
no ato educativo, pois ele é condição, ao mesmo tempo, existencial, afetiva, histó-
rica e epistemológica. Mostra que o ser se efetiva no mundo de forma sensível e deve 
ser apreendido com os sentidos enquanto expressão de existência, enquanto vivên-
cia corpórea. 
As relações do indivíduo orgânico com seu meio são verdadeiramente 
relações dialéticas, e essa dialética faz surgir relações novas, que não 
podem ser comparadas com as de um sistema físico e com aquilo que 
o rodeia, nem mesmo entendidas quando reduzimos o organismo à 
imagem que a anatomia e as ciências físicas dele apresentam 
(PONTY, 2006, p. 232). 
 
A estimulação psicomotora prioriza o ato físico, porém não acontece de forma 
dissociada do ato mental, onde ações cognitivas como organizar, imaginar, escutar, 
interpretar, criar, raciocinar do abstrato ao concreto, são fundamentais na aprendi-
zagem formal. 
É preciso trazer os construtos da corporeidade para a prática docente, princi-
palmente no que tange o respeito às individualidades das crianças e o respeito ao 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
131 
 
 
ritmo de aprendizagem. O professor não deve criar rótulos e padrões de aprendiza-
gem e aproveitamento dos conteúdos ministrados, mas criar critérios de observação 
e avaliação dos processos vivenciados por cada criança, numa comparação dela 
com ela mesma, trazendo a consciência do corpo-sujeito e não do corpo-objeto. 
O ambiente educacional se apresenta como um local privilegiado para a ma-
nifestação da corporeidade, local onde os corpos se fazem presente e são estimula-
das as interações, as trocas e expressões. Entretanto, as práticas pedagógicas não 
devem tratar o corpo como uma máquina que apenas reproduz ideias, conhecimen-
tos e movimentos, mas um corpo ativo e sujeito do processo de construção do cida-
dão e todas as aprendizagens possíveis. 
A concepção dualista do corpo não deve predominar na escola. Colocar as 
qualidades intelectuais acima das corporais é uma forma de tolher, silenciar e padro-
nizar o corpo, não contribuindo para a educação integral do aluno, finalidade da 
Educação. Sobre essa condição, elucida Nista-Piccolo et al, (2019, p.378) “as práti-
cas pedagógicas, quando voltadas apenas à educação intelectual, minimizam o 
espaço da expressão da motricidade, e assim descaracterizam a corporeidade do 
homem”. 
A educação pelo movimento, ou educação psicomotora, constitui-se como 
uma base indispensável na formação da criança, com a prática psicopedagogia 
fundamentando a não separação do movimento da ação mental. O desenvolvi-
mento progressivo da inteligência, através das experiências adquiridas, perpassa 
pela condição motriz mais organizada (FONSECA, 1988). 
 
Todas as experiências da criança (o prazer e a dor, o sucesso ou o 
fracasso) são sempre vividas corporalmente. Se acrescentar valores 
sociais que o meio dá ao corpo e a certas partes, esse corpo termina 
por ser investido de significações, de sentido e de valores muito parti-
culares e absolutamente pessoais (VAYER, 1984, p. 30). 
 
O corpo apresenta-se para o homem como referência de conhecimento e 
interação com o mundo. Essa referência será a base para o desenvolvimento físico, 
cognitivo e social, para a aprendizagem de construtos fundamentais para uma boa 
alfabetização e, portanto, escolarização, com desempenhos satisfatórios para cada 
etapa da evolução escolar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
132 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://bit.ly/2FX6e2z
https://bit.ly/3hZUw4f
 
 
 
 
 
 
 
 
 
133 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Corporeidade refere-se a um conceito fundamentado em uma compreensão: 
a) Idealista do corpo, articulada com a vivência do ser no mundo. 
b) Dualista do corpo e da mente 
c) Ontológica, construída a partir da experiência do ser no mundo. 
d) Instrumental da vivência de atividades físicas em geral. 
e) Fenomenológica, na qual cada pessoa tem sua relação com símbolos e significa-
dos de maneira sociocultural. 
 
2. Considere V para afirmativa verdadeira e F para falsa: 
 
( ) Embora numa aula de Educação Física os aspectos corporais sejam mais 
evidentes, mais facilmente observáveis, e a aprendizagem esteja vinculada à ex-
periência prática, o aluno precisa ser considerado como um todo no qual aspec-
tos cognitivos, afetivos e corporais estão inter-relacionados em todas as situações. 
( ) É necessário que o aluno se aproprie do processoNa vida de uma criança, a arte faz parte do seu cotidiano. Vivenciar a arte na 
infância desperta os sentidos e o seu olhar sobre o mundo de forma criativa e lúdica. 
O estímulo corporal através da fala, do som, do desenvolvimento do repertório ima-
gético contribui para o seu desenvolvimento socioemocional e social através das 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
 
 
suas expressões artísticas. 
Ao longo do desenvolvimento social humano e das transformações sofridas 
por todos que habitaram a terra, a arte se tornou uma ferramenta de expressão dos 
momentos vividos e das sensações e emoções sentidas durante toda a história. Hoje 
contamos com um grande acervo histórico preservado por instituições competentes 
a fim de manter as tradições e a nossa memória cultural. 
Quando pensamos em aula de Arte na escola temos em nossa memória aquilo 
que vivemos em nosso período escolar com desenhos para colorir, aprender sobre as 
cores, realizar uma pintura ou até mesmo realizar recortes e colagens ou criação de 
maquetes. Mas o ensino de arte na educação básica é muito além das lembranças 
de nossas experiências vividas na escola. O ensino de arte faz parte do processo de 
desenvolvimento socioemocional, cultural e afetivo de qualquer pessoa desde o en-
sino infantil até o ensino médio. 
Através do ensino de Arte é possível trabalhar a emoção, a expressão corporal, 
o ritmo, o pensamento crítico, o conhecimento da história da humanidade, além de 
promover o desenvolvimento psicopedagógico de uma criança ou adolescente. 
Este livro tem como objetivo principal a reflexão sobre a metodologia do ensino de 
Arte na educação básica bem como as diversas formas de expressão artísticas que 
podem ser trabalhadas na Educação Básica especificamente no Ensino Infantil, nos 
Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental. É com grande entusiasmo que convido 
a todos (as) para esse grande momento de conhecimento e novas ideias sobre o 
ensino de Arte na Educação Básica! 
O livro tem como objetivo central oferecer bases teóricas e cientificas para a 
elaboração de planejamentos coerentes com as normativas curriculares e as carac-
terísticas e especificidades do grupo de alunos para qual serão aplicados, privilegi-
ando o ensino aprendizagem das habilidades motoras numa formação integralizada. 
Durante o livro, percorremos o caminho, primeiro de elencar os principais 
apontamentos trazidos pelos documentos que norteiam o ensino da Educação Física 
e também o documento que regulamenta a formação dos cursos superiores em Edu-
cação Física. Em seguida, apresentamos os aspectos do desenvolvimento motor e 
psicossocial da criança, que servem de base para a atuação e sistematização de 
trabalho do educador. Também trilhamos a vertente da corporeidade para entender 
mais sobre o corpo da criança e sua interação com o mundo que o cerca. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
 
Com bases nesses conhecimentos, foi possível relacionar princípios pedagógi-
cos e metodológicos para o desenvolvimento das aulas de educação corporal, con-
templando a linguagem corporal através das atividades esportivas, jogos, lutas, gi-
nasticas, atividades rítmicas e expressivas, como também explorar os construtos 
acerca da função pedagógica das atividades lúdicas no Ensino Infantil e Fundamen-
tal. 
Nossa pretensão foi construir uma referência de ação pedagógica para o pro-
fessor de Educação Física e principalmente para qualquer educador que tenha na 
sua carreira docente, a linda missão de trabalhar esse conteúdo, rico em possibilida-
des, expressão maior da cultura e diversidade humana. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
 
 
CONCEITO, DEFINIÇÕES DA ARTE E 
EXPERIÊNCIAS ARTÍSTICAS 
 
 
 
1.1 O QUE SIGNIFICA ARTE? 
 A arte tem enorme importância na mediação entre os seres humanos 
e o mundo [...] (Ana Mae Barbosa). 
 
 Palavra de origem Latim, Ars(Arte) significa técnica ou habilidade. 
 Forma de expressão do ser humano para demonstrar suas vivências, crenças, 
habilidades e ou ideias através de desenho, filme, música, escultura, entre ou-
tros. 
 
Diante de estudos arqueológicos várias pinturas, esculturas e arquiteturas fo-
ram encontradas em diversas partes do mundo datadas como expressões artísticas 
de nossos ancestrais. Através de estudos científicos e analises de obras artísticas de 
diferentes momentos da sociedade é possível identificar diversos acontecimentos so-
ciais de toda a história. Sobre o ensino de arte durante a história até os dias atuais 
podemos estabelecer algumas perguntas iniciais: afinal o que é ARTE? Será que para 
ensinar Arte é preciso algum conhecimento prévio? 
O conceito de arte para muitos está relacionado a uma obra ou imagem ar-
tística. Visto por este conceito a arte é compreendida pela própria obra artística ou 
pelas etapas de produção da obra. Sem sombras de dúvida, existem obras que fo-
ram criadas por grandes nomes da história da Arte que são consideradas verdadeiras 
obras de Arte como a Mona Lisa de Da Vinci e Davi de Michelangelo. 
Ao procurarmos a definição da palavra ARTE no Dicionário Aurélio (1999) tere-
mos dezenas de significados voltados para duas interpretações: a arte como objeto 
seja uma escultura, uma pintura, uma música, um filme e a arte como um processo 
criativo que se desenvolve a partir de experiências estéticas culturais de cada indiví-
duo. Assim, podemos entender que arte não consiste em ser determinada por uma 
obra ou outra, mas como parte do processo de criação de uma identidade cultural 
de uma pessoa baseada em suas vivências socioemocionais. 
Sobre o conceito de Arte, Ferreira e Velásquez (2015, p. 39) dizem: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
[...] podemos nos referir à arte como capacidade de pôr em prática 
determinadas ideias, de transformar determinados elementos, de 
criar. Podemos, assim, falar da arte de usar o fogo, da arte de viver ou 
até mesmo da arte de determinado sujeito, não nos referindo às suas 
obras, mas à sua capacidade criativa e criadora. 
 
Como dito por Velásquez e Ferreira (2015) a arte pode ser entendida como a 
capacidade de exprimir ideias em um processo criativo referindo-se à capacidade 
criativa e do desenvolvimento do repertório imagético do aluno nos fazendo enten-
der como educadores a importância da valorização das distintas formas de expres-
sões artísticas dos nossos alunos. 
Contudo, ao pensarmos no conceito de Arte para realizar uma atividade prá-
tica ou teórica com os alunos da Educação Básica, devemos ter um olhar mais aberto 
e subjetivo, pois a arte está em tudo como as cores de uma roupa, as formas de um 
móvel, uma música na rádio, uma expressão facial, enfim em diversos meios e formas 
que podem ser trabalhados para desenvolver um olhar amplo, crítico e criativo de 
uma criança. 
Partindo do conceito da Arte como forma de expressão artística em diversas 
formas é importante perceber como podemos utilizar a arte no ensino de educação 
básica para promover a interação e o desenvolvimento socioemocional dos alunos 
durante atividades práticas de Arte. Com o objetivo de desenvolver habilidades di-
versas atividades como apreciar uma obra artística, elaborar um desenho ou desen-
volver um projeto com expressão artística são ações que podem ser elaboradas du-
rante as aulas de Arte com alunos. É possível, portanto, utilizar a arte como ferramenta 
para impulsionar a expressão criativa ou o desenvolvimento de habilidades motoras 
durante o ensino educacional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
1.2 PERÍODOS DA HISTÓRIA DA ARTE 
 A história da arte é representada pelas manifestações e expressões artísticas 
produzidas desde a pré-história até os dias atuais. A evolução social, tecnológica e 
artística promoveu diversas formas e técnicas de composição ao longo dos anos. 
Através de diversas formas artísticas o homem se expressou, representou suas cren-
ças, representou seu cotidiano e criou diversas obras fantásticasde construção de conhe-
cimentos relativos ao corpo e ao movimento e construa uma possibilidade autô-
noma de utilização de seu potencial gestual. 
( ) O processo de ensino e aprendizagem em Educação Física, portanto, não se 
restringe ao simples exercício de certas habilidades e destrezas, mas sim de capa-
citar o indivíduo a refletir sobre suas possibilidades corporais e, com autonomia, 
exercê-las de maneira social e culturalmente significativa e adequada. 
 
A sequência correta, de cima para baixo, é: 
a) V – V – F 
b) F – V – F 
c) V – F – V 
d) V – V – V 
e) F – F – V 
 
3. É através do seu corpo que a criança desenvolve sua educação. É no corpo de 
cada indivíduo que estão armazenadas suas características de vida, sendo o seu 
próprio corpo a prova mais concreta e capaz de formar sua educação corporal. 
O trabalho educativo do professor de Educação Física precisa considerar que a 
criança, através de seu corpo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
134 
 
 
 
1) atende às necessidades de sua realidade, movendo-se por intenções e ações 
que se manifestam pelo corpo em movimento. 
2) absorve, produz e reproduz as ações que são ensinadas através do corpo. 
3) demonstra atitudes corporais singularizadas, por meio do correr, do andar, do 
saltar, do girar e do arremessar. 
 
Assinale a alternativa correta. 
a) Somente a afirmativa 1 é verdadeira 
b) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. 
c) Somente as afirmativas 2 e 3 são verdadeiras. 
d) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras. 
e) As afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. 
 
4. Pensando a educação corporal como uma proposta de educação de corpo in-
teiro, ela se diferencia de outras propostas porque: 
a) Propicia um maior desenvolvimento motor. 
b) Oportuniza uma maior vivência motora. 
c) Propõe a educação para o rendimento. 
d) Contempla a corporeidade, desconsiderando sua história. 
e) Educa para o fazer e o compreender, bem como para o fazer e o não fazer. 
 
5. A vida social é algo fundamental à existência e sobrevivência dos seres humanos 
enquanto indivíduos, é na _______________ que se dá início ao processo de socia-
lização, educação e formação para o mundo. 
a) Educação Infantil 
b) Sociedade 
c) Família 
d) Cultura 
e) Ludicidade 
 
6. Por força de sentido, como devemos tratar da motricidade sendo que ela exige 
a visão polissêmica, sem a qual não poderíamos estabelecer relações amplas em 
qualquer nível de reflexão. Talvez seja possível inserir temas filosóficos que possam 
referendar as questões da motricidade como a atividade humana em sua essên-
cia e nela afirmar o conceito de educação física como cultura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
135 
 
 
a) Fenômeno Humano. 
b) Disciplina Científica. 
c) Fenômeno Cultural. 
d) Delimitação epistemológica. 
e) História. 
 
7. Kolyniak (2000) considera o movimento humano consciente como objeto de es-
tudo da Educação Física: todo movimento corporal que possibilite uma represen-
tação psíquica e uma interferência voluntária imediata ou mediata é conside-
rado como movimento humano consciente. O autor complementa citando que 
ao reconhecer o movimento humano consciente como objeto de estudo da Edu-
cação Física, faz com que a prática da disciplina deixe de ser o núcleo para ser 
as partes. Portanto, o que será necessário estabelecer para que envolvam todos 
os níveis de ensino? 
a) Elaboração e transmissão de conhecimentos seletivos. 
b) Modalidades esportivas institucionalizadas 
c) Um conjunto de referências conceituais e experiências motoras. 
d) Eliminação de alguns conteúdos. 
e) Abordagem exclusiva da saúde. 
 
8. Tratando-se da corporeidade e sua relação com as áreas que estudam o movi-
mento humano, assinale a alternativa correta. 
a) A corporeidade se apresenta como uma proposta de superar a visão mecanicista 
ou a dicotomia fragmentadora de uma unidade do ser humano. 
b) Na visão da corporeidade como uma visão mecanicista, o movimento passa a 
ser a intencionalidade de um corpo. 
c) A Educação Física está relacionada à corporeidade e ao movimento do ser hu-
mano, ou seja, a repetição técnica do movimento. 
d) A fim de trabalhar a corporeidade, é fundamental que os especialistas trabalhem 
as partes. 
e) A ideia de corpo-máquina, ou corpo-objeto, foi desenvolvida por Descartes, 
dando origem e base teórica aos estudos de corporeidade, que estudam as ques-
tões motoras do corpo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
136 
 
 
EDUCAÇÃO CORPORAL 
 
 
 
 
10.1 PRINCÍPIOS PEDAGÓGICOS E METODOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO DE 
AULAS DE EDUCAÇÃO CORPORAL. 
“[...] o objetivo da educação pelo movimento é contribuir ao desenvolvimento 
psicomomotor da criança, de quem depende, ao mesmo tempo, a evolução de sua 
personalidade e o sucesso escolar” (LE BOUCH, 1984). 
Alguns questionamentos emergem e tornam essa unidade necessária, sendo 
eles: como o docente organiza, planeja e coordena suas atividades a partir da edu-
cação corporal? Qual a relevância em se trabalhar partindo desse olhar? 
Antes de responder a esses questionamentos, deve-se tratar uma outra proble-
mática presente nas creches e escolas, onde o trabalho da educação corporal se 
faz imprescindível. 
Os professores licenciados em pedagogia não se sentem preparados para de-
senvolver os conteúdos relacionados à Educação Física e suas concepções con-
forme prevê os PCNs, ao recomendar as práticas pedagógicas por meio das práticas 
corporais e cultura corporal de movimento. Muitas das vezes, as orientações oriundas 
das matrizes curriculares, PCN’s e Projeto Político Pedagógico, não servem de base, 
não são compreendidas e não atendem às particularidades do contexto escolar, 
dificultando o trabalho dos professores que, mesmo sem conhecimento, são obriga-
dos a trabalhar com a Educação Física. 
Assim, o caminho mais indicado é a formação desses professores sobre esse 
conteúdo dentro das graduações de licenciaturas ou em cursos complementares, 
em forma de módulos ou especializações que possam trazer os conhecimentos míni-
mos e necessários para a prática pedagógica em questão. 
O conteúdo educação corporal consiste em aulas que contemplam o desen-
volvimento integral do aluno através das práticas corporais, do movimento e suas 
concepções. A educação pelo movimento pressupõe uma aprendizagem cheia de 
estímulos e experiências, que partem do imaginar, jogar, brincar, inventar e praticar, 
construindo uma psicomotricidade sólida, de suma importância para a educação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
137 
 
 
de qualidade. 
Inicialmente, o conteúdo educação corporal deve ser contemplado nas aulas 
de Educação Física, mas quando a grade curricular não possui essa disciplina, ele 
deverá ser inserido pelo professor regente no seu planejamento de conteúdos a se-
rem ministrados. 
A educação corporal se processa no corpo da criança; através do seu corpo 
as sensações são internalizadas, seu corpo é o seu modo de existir e essa existência 
transcende nas interações com o meio e com suas próprias realizações. 
Para Freire (2006, p. 42) “a Educação Física não é apenas educação do ou 
pelo movimento: é educação de corpo inteiro, um corpo em relação com outros 
corpos e objetos no espaço”. 
Assim, o modo como o educador penetra no universo da criança assume um 
papel primordial; sua intervenção deve ser carregada de carinho e aceitação do 
aluno e suas particularidades, construindo uma relação mútua de confiança. 
Segundo Le Boulch (1984) a Educação psicomotora somente será eficaz 
quando trabalhada na escola em séries iniciais, porque é nesta fase que a criança 
conhece a si, a seu corpo, seus desejos e vontades, constrói sua personalidade, ela-
bora conceitos, pensamentos, ideias e se torna uma ser consciente e reflexivo. 
A educação corporal é um mecanismo eficaz para trabalhar na criança sua 
globalidade, contemplando o desenvolvimento de capacidades sensoriais, motoras 
e perceptivas,propiciando uma organização adequada de atitudes e condutas que 
servem de suporte nas diversas situações de aprendizagem a qual a criança é sub-
metida no ambiente escolar. 
A prática corporal não deve ser dissociada da consciência do movimento, são 
ações conjuntas de corpo e mente, que precisam ser estimuladas e trabalhadas jun-
tas, um complementa o outro. 
 
O objetivo principal da educação psicomotora é, precisamente, aju-
dar a criança a chegar a uma imagem do corpo operatório, que se 
refere não só ao conteúdo, mas também à estrutura da relação entre 
as partes e a totalidade do corpo. O corpo operatório é entendido 
como desenvolvimento inicial da criança através do movimento lú-
dico proposto nas aulas de Educação Física (TISI, 2004, p. 20). 
 
A intervenção do professor deve ser pautada no conhecimento técnico, nas 
diretrizes curriculares, na didática e na ética. Ele deve se preparar para “cuidar” e 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
138 
 
 
“educar” as crianças, promovendo um ambiente de vivências e experiências moto-
ras com o foco no desenvolvimento global. Exemplo disso é o professor estar prepa-
rado para, ao longo de uma aula, acalentar um aluno que chora por saudade da 
mãe ou mesmo limpar um nariz que escorre em decorrência de uma gripe. 
A abordagem assistencial deve ser associada a uma intencionalidade peda-
gógica no procedimento de ensino e aprendizagem das crianças, a cultura infantil 
deverá ser abordada nos diversos conteúdos trabalhados criando sentidos e signifi-
cados as práticas. Conhecer sobre a infância, sobre a cultura infantil, o valor do brin-
car, a importância de contemplar no planejamento a ludicidade e suas vertentes, é 
condição primordial para atuação docente. 
 
Para uma criança agir através de seus aspectos psicológicos, psico-
motores, emocionais, cognitivos e sociais, ela precisa ter um corpo or-
ganizado. Esta organização de si mesma é o ponto de partida para 
que descubra suas diversas possibilidades de ação (OLIVEIRA, 1992, p. 
72). 
 
O planejamento das aulas deve respeitar a proposta curricular vigente, mas 
deve ser uma proposta emergente com flexibilidade e escuta da narrativa das crian-
ças, protagonistas no processo. Não deve trabalhar com uma metodologia enges-
sada, ao contrário, deve frisar a prática com o olhar no alcance individual dos obje-
tivos traçados, mudando as propostas e estratégias quando necessário. 
 
A forma de intervenção deve ser sistemática, organizada e sequencial 
em níveis cada vez mais complexos, respeitando as características, 
necessidades e expectativas dos alunos. A vivência dos diferentes 
conteúdos da cultura corporal deve basear-se na descrição e infor-
mação de cada conteúdo (...) além disso, durante o ano letivo, deve 
existir um equilíbrio de tempo para cada um dos eixos da cultura cor-
poral indicado pelos PCN’s (GALLARDO, 2009, p. 30). 
 
As habilidades fundamentais podem ser combinadas de inúmeras formas, cri-
ando o universo das habilidades motoras especializadas relacionadas aos esportes, 
à ginástica, à dança, às lutas, à recreação e ao lazer. Movimentos simples que, or-
ganizados, constituem os movimentos complexos utilizados nas técnicas e propostas 
metodológicas das práticas. Aprender o simples é o ponto de partida e a forma mais 
eficaz de alcançar o todo. 
O professor deve ter uma postura de observador, trazer elementos da cultura 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
139 
 
 
corporal de movimento através de uma abordagem lúdica adequada a cada faixa 
etária. Ser um educador brincante e explorador das possibilidades de intervenção 
das práticas corporais com o objetivo de trabalhar o corpo e contribuir na aquisição 
de valores morais. Agregar vivências aos conceitos de individual, coletivo, tempo, 
espaço, ritmo, noções importantes para a realização de tarefas escolares e da vida 
diária. 
A figura do professor de Educação Física ou do professor regente que traba-
lhará os conteúdos da Educação Física deve perpassar pela posição de mediador 
do conhecimento, priorizando a estimulação psicomotora, a reflexão sobre a prática 
corporal, o desenvolvimento global, avaliando o desempenho de cada aluno e fa-
zendo escolhas sobre os processos interventivos que possam auxiliar na alfabetização 
e outras aquisições no desenvolvimento do aluno. 
Os educadores na sua prática docente devem considerar os elementos que 
compõem a psicomotricidade como as coordenações globais, a lateralidade, o 
equilíbrio e a consciência do movimento, noções de tempo e espaço etc., para ofe-
recer as crianças oportunidades de progressão em suas aprendizagens, atividades 
que potencializem a atitude criadora da criança, bem como jogos que fazem a cri-
ança pensar e elaborar ações para atingir o objetivo (SOUZA; SCHMIDT, 2017). 
É necessário conhecer o desenvolvimento motor das crianças para compre-
ender suas características. O homem necessita movimentar-se, no entanto, essa ne-
cessidade é iminente na criança e esse interesse pelo movimento precisa ser explo-
rado. Quando motivada para a prática a criança encontra facilidades na realização 
das atividades físicas que exploram o próprio corpo e o do outro, com vivências con-
cretas indispensáveis ao seu desenvolvimento intelectual e social. 
Ao planejar, o docente deve priorizar atividades que abordem as habilidades 
fundamentais de movimento de forma isolada ou combinadas, em ambiente diver-
sos, com ou sem implementos, com frequência de várias repetições ao longo da se-
mana e com abordagem lúdica. 
Gallahue (2008) dividiu as habilidades fundamentais em habilidades motoras 
de equilíbrio, de locomoção e manipulativas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
140 
 
 
Figura 113: Categorias das habilidades fundamentais de movimentos 
 
Fonte: Gallahue, (2008) 
 
Essas habilidades, apesar de hierarquizadas, devem ser continuamente traba-
lhadas na criança, haja vista que o trabalho psicomotor não termina com a execu-
ção satisfatória dos objetivos da atividade do momento. É preciso ir aumentando o 
grau de dificuldade de acordo com sua evolução dentro das habilidades. 
Utilizar os jogos e brincadeiras individuais e em grupo, trazendo contextualiza-
ções da vida cotidiana para as propostas pedagógicas é uma forma de levar a cri-
ança ao aprendizado dos aspectos psicomotores, linguísticos, sociais e cognitivos, 
sem que esse seja o objetivo principal da atividade. A aproximação com os fatores 
motivacionais intrínsecos da criança fundamenta o seu envolvimento nas atividades 
propostas e contribui para o êxito no alcance dos objetivos. 
 O planejamento deve ser longitudinal, ter objetivos de curto e longo prazo, 
com avaliações por períodos e etapas, flexível na sua concepção e aplicação. Não 
deve ser cópia de livros e internet, tipo “receita de bolo”, porque deve respeitar as 
especificidades dos alunos para os quais será aplicado. 
 
O ato de ensinar deve se pautar em práticas pedagógicas que auxi-
liem a compreensão do aluno e ainda proporcionem muitas possibili-
dades de o aluno manifestar seu conhecimento. O ato de aprender 
pode ser compreendido como reflexão que o ser humano precisa ter 
de si mesmo, do outro e do mundo que o cerca. São concepções que 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
141 
 
 
o permitem “aprender e incorporar as coisas nas mais diversas pers-
pectivas” (MOREIRA et al., 2006, p. 139). 
 
Além do conhecimento teórico sobre os construtos da Educação Física, edu-
cação corporal, educação pelo movimento e psicomotricidade, é necessário que o 
professor conheça e coloque em prática alguns procedimentos didáticos com o ob-
jetivo de efetivar sua prática docente. Abaixo apresenta-se um quadro com suges-
tão de orientações didáticas propostas por Borges (2009): 
 
Quadro 12: Orientações didáticas 
 Observar se todas as crianças estão participando, ativamente, do programa proposto 
e se estão tendo oportunidade suficiente. 
 Colocar as crianças maisnovas, o mais rápido possível, em atividade. 
 Envolver todas as crianças no programa, inclusive as com dificuldades de execução, 
as acima do peso e as que estão atrasadas. Dar atenção especial para que possam 
superar suas dificuldades. 
 Alguns jogos de eliminar tendem a colocar de fora os mais vagarosos ou mais habili-
dosos. Use métodos pelos quais as crianças, colocadas fora, possam retornar o mais 
breve possível. 
 Dar à criança oportunidade para criar novas formas de movimento. Ela necessita de 
oportunidade para tentar sua própria ideia, resolver problema com seu próprio movi-
mento. 
 Se a criança surge como líder, dar oportunidade para liderar, dar responsabilidade 
que possa assumir. 
 A formação de grupos é um modo efetivo para o trabalho e oportunidade para o 
surgimento de liderança, ambas as composições – de grupo e de líder – podem ser 
mudadas frequentemente, dando à criança a oportunidade para liderar, sempre que 
possível. 
 Na seleção de grupos, usar métodos os quais não deixem crianças sem grupo. 
 Ensinar às crianças a cuidar do material. Tenha um sistema para retirar e guardar, pois 
elas deverão fazer isto sempre que possível. 
 Ensine as crianças a esperar pelas instruções antes de usar os equipamentos e materi-
ais. 
 Em algumas tarefas a serem realizadas pelos alunos, o professor deve explicar, para 
que a criança encontre a maneira de realizá-la com seu próprio estilo de movimento. 
 A motivação pode ser conseguida, através do método: “Quem é capaz?” E o profes-
sor deve aproveitar as melhores executantes como exemplo. 
 Quando se faz necessária a correção de algum exercício perante a classe, o Professor 
deve: 
a) Colocar as crianças sentadas de forma que todas consigam enxergar o execu-
tante. 
b) Mostrar a maneira correta de executar o exercício. 
c) Pedir que, após a demonstração, todos experimentem realizar o exercício corre-
tamente. 
 O trabalho em pequeno grupo é muito importante, pois, dá, à criança, a oportuni-
dade de ajudar o companheiro, observar o seu trabalho e, às vezes, o corrigir. 
 Circular entre as crianças que estão executando as experiências de movimento, pois, 
desta forma, o professor pode verificar os que estão com dificuldades e ajudá-los in-
dividualmente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
142 
 
 
 Quando for aplicar testes, explicar o porquê e a importância do teste para o desen-
volvimento do trabalho. 
 Estabelecer um sinal de parada para a classe ter atenção. Normalmente, a elevação 
do braço, acompanhado de um apito ou a voz, é uma maneira efetiva. 
Fonte: Borges (2009, p. 130-131) 
 
Finalizando a análise acerca da metodologia a ser utilizada para o trabalho 
da educação corporal, nota-se importante pontuar que os tipos e fases de aprendi-
zagem dos alunos são diversos e por isso exigem procedimentos metodológicos es-
pecíficos para cada uma delas. A organização do conteúdo a ser aplicado, seja na 
ordem, duração ou divisão do tempo, devem ser bem planejados. A seleção de te-
mas e atividades devem respeitar o nível de conhecimento da criança e atender aos 
objetivos propostos. Respeitar os horários de rotina das crianças, bem como as ques-
tões de tempo e espaço, é primordial para o sucesso do planejamento. E por último, 
não menos importante, elencar ofertas variadas de atividades e estímulos a serem 
aplicadas em situações em que o aluno dispenda atenção diferenciada ou em situ-
ações de retomada de ânimo ou concentração dos pequenos. 
 
Não existe um mecanismo a ser reproduzido como receita mais efici-
ente, pois o caminho para ensinar deve ser de acordo com a situação 
de aprendizagem. Cada grupo de alunos é único, e pode ser bem-
sucedido em atividades específicas, que respeitem suas particularida-
des. É papel do professor identificar e desenvolver essas características 
de aprendizagem e diversificar as rotas usadas para ensinar determi-
nados conteúdos (NISTA-PICCOLO; SILVA; MELLO, 2018, p.39). 
 
 
 
 
https://bit.ly/3hTfnGw
https://www.instagram.com/chao_da_quadra/
 
 
 
 
 
 
 
 
 
143 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://bit.ly/32ZnNbi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
144 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Quando tem como objeto a reflexão sobre a cultura corporal, a Educação Física 
Escolar desenvolve uma reflexão pedagógica sobre valores, da seguinte forma: 
a) Solidariedade substituindo o individualismo; Cooperação confrontando a disputa; 
Distribuição confrontando a apropriação. 
b) Solidariedade substituindo o individualismo; Cooperação confrontando a distribui-
ção; Disputa confrontando a apropriação. 
c) Individualismo substituindo a solidariedade; Cooperação confrontando a disputa; 
Distribuição confrontando a apropriação. 
d) Solidariedade substituindo o individualismo; Cooperação confrontando a apropri-
ação; Distribuição confrontando a disputa. 
e) Individualismo substituindo a solidariedade; Cooperação confrontando a apropri-
ação; Distribuição confrontando a apropriação. 
 
2. Quando a proposta metodológica do professor de Educação Física é o ensino 
das habilidades motoras, seu principal objetivo é: 
a) Ajuste motor no equilíbrio e na lateralidade. 
b) Desenvolvimento dos movimentos. 
c) Especialização de movimentos fundamentais 
d) Aprimoramento dos movimentos fundamentais. 
e) Autonomia motora. 
 
3. Sobre a temática corpo e movimento e as diferentes formas pelas quais esse as-
sunto deve ser tratado na escola, analise as afirmativas a seguir: 
 
I – As brincadeiras, os jogos e o movimento corporal das crianças devem ser fun-
damentalmente percebidos em seu aspecto funcional de contribuição para a 
melhora da aprendizagem. 
II – É importante que o professor, no trabalho com as crianças, tenha domínio das 
linguagens infantis, colocando-se disponível, corporalmente, para compreender 
seus sentidos e significados. 
III – Jogos pedagógicos, exercícios visuomotores e testes de coordenação devem 
ser priorizados na escola como maneiras de acelerar a aprendizagem. 
IV – Jogos, brincadeiras e movimentos são suportes da formação da cultura infantil 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
145 
 
 
para que as crianças possam criar e recriar essa cultura das mais diferentes for-
mas. 
 
Assinale a alternativa correta: 
a) Somente as afirmativas I e II estão corretas. 
b) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
c) Somente as afirmativas II e IV estão corretas. 
d) Somente as afirmativas I, III e IV estão corretas. 
e) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
4. Sobre o repertório motor que o aluno traz consigo quando chega à escola: 
a) Deve servir de ponto de partida para a atuação do professor. 
b) O professor de Educação física deve descartar, para que a aula mantenha uma 
padronização. 
c) Deve ser avaliado pelo professor e então descartado. 
d) Deve ser pouco explorado, porque origina-se fora do contexto escolar. 
e) Deve ser descartado porque são simples diante dos novos movimentos a serem 
aprendidos. 
 
5. A psicomotricidade recebeu contribuições de vários estudiosos, como Piaget, 
Vygotsky, Wallon e Le Boulch, entre outros. Um dos pontos fundamentais nos estu-
dos de psicomotricidade é a relação entre o(a): 
a) Movimento e o desenvolvimento intelectual 
b) Ginastica e a aquisição da saúde 
c) Esporte e o aumento da disciplina escolar. 
d) Movimento e o desenvolvimento da cooperação. 
e) Atividade física e a manutenção da saúde. 
 
6. Sobre a percepção da Cultura Corporal de movimento na Educação Física esco-
lar é adequado afirmar que: 
a) tem como temas o jogo, a ginástica, o esporte, a dança, a capoeira e outras 
temáticas que apresentarem relações com os principais problemas dessa cultura 
corporal de movimento e o contexto histórico-social dos alunos. 
b) a percepção da Cultura Corporal apresenta como conteúdo da Educação Física 
o ponto de trabalhar a “saúde renovada”, com vistas a atrair os alunos paraas 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
146 
 
 
práticas de atividades físicas e esportivas para a adolescência. 
c) a renovação do rendimento corporal é conteúdo fundamental da Cultura Cor-
poral de movimento. 
d) Nesse tipo de abordagem, o futebol e capoeira são vistos pelos educadores 
como atividades que alienam os estudantes e não os prepara fisicamente. 
e) essa concepção se refere a temas transversais que devem ser tratados na aula 
de educação física tais como: ecologia, papéis sexuais, saúde pública, relações 
sociais do trabalho, preconceitos sociais, raciais, da deficiência, da velhice e dis-
tribuição do solo. 
 
7. O compromisso da área de Educação Física com a formação cidadã demanda 
que o processo ensino-aprendizagem seja orientado, sobretudo, por alguns prin-
cípios metodológicos, dentre eles a avaliação que deve ser: 
a) Processual e avaliativa 
b) Processual e permanente. 
c) Somativa e permanente. 
d) Diagnóstica e permanente. 
e) Diagnóstica e avaliativa 
 
8. No aspecto didático e pedagógico, o planejamento deve orientar o professor a 
responder alguns questionamentos relevantes. Em relação à pergunta: “Para que 
vou ensinar?”, a mesma corresponde aos: 
a) Recursos Didáticos 
b) Conteúdos 
c) Objetivos 
d) Metodologia 
e) Avaliação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
147 
 
 
LINGUAGEM CORPORAL E SUAS 
POSSIBILIDADES 
 
 
 
11.1 A LINGUAGEM CORPORAL E SUAS POSSIBILIDADES 
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases Nº 9.394/96 (1996) a educação infantil é a 
primeira etapa da educação básica, tendo como finalidade o desenvolvimento in-
tegral das crianças de até 5 (cinco) anos, nos aspectos físicos, psicológicos, intelec-
tuais e sociais, complementando a ação da família e da comunidade. 
Antigamente, a criança não tinha existência social, era considerada um 
adulto em miniatura, vista com os estereótipos de ser inocente, inacabado, incom-
pleto. No século XVIII, Rousseau propôs uma nova abordagem para a infância ao 
considerar a criança um ser com características e necessidades próprias. Apenas no 
século XX essas ideias se firmaram e a imagem da criança na sociedade como ser 
útil e ativo se estabelece. 
A linguagem corporal é uma das áreas de intervenção mais eficazes no sen-
tido de promover o desenvolvimento integral na criança. Como dito anteriormente, 
o corpo é uma representação do todo, e é através dele que a comunicação do ser 
acontece com o mundo que o cerca. 
 As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (2010)abordam 
que as crianças precisam ser estimuladas através de dois eixos estruturantes: as inte-
rações e as brincadeiras. Essa estruturação permite que as crianças, ao serem esti-
muladas, expressem seus pensamentos, sentimentos e emoções, se posicionem di-
ante dos acontecimentos e situações do dia-a-dia, deixando de ter uma conduta 
apenas de imitação para exercer um protagonismo no palco da vida. 
A linguagem corporal se constitui como um componente curricular da Educa-
ção Física e como tal deve ser trabalhada. A psicomotricidade é uma das formas de 
contemplar tal conteúdo, já que é uma intervenção pautada na unidade corpo-
mente, trazendo a integração do pensamento, da inteligência e da emoção por in-
termédio do trabalho corporal. A expressão por meio do corpo considera esta totali-
dade onde qualquer ação mental reflete no corpo e vice-versa. 
Na escola, a linguagem corporal revela o que o aluno sente em determinada 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
148 
 
 
situação, qual sua prontidão em realizar determinada atividade ou não. Essa revela-
ção permite planejar inferências para despertar seu interesse e suas motivações. 
De acordo com os PCNs (1998) da Educação Física, todos os alunos devem ter 
acesso à cultura corporal do movimento e beneficiar-se com suas práticas. O docu-
mento conceitua cultura corporal como os inúmeros conhecimentos e representa-
ções que se transformaram ao longo do tempo, tendo ressignificadas as suas intenci-
onalidades e formas de expressão de acordo com as necessidades humanas. Con-
teúdos da Educação Física como o jogo, o esporte, a dança, a ginástica e a luta 
contribuem para a apropriação dessa cultura corporal e por isso devem ser contem-
plados nas aulas. Eles apresentam características de diversas culturas, são capazes 
de ressignificar a cultura por meio das práticas corporais através de abordagens lúdi-
cas. 
Segundo o documento a Educação Física deverá ser contemplada em três 
grandes eixos: 
 
 Conhecimento sobre o corpo. 
 Esportes, jogos, lutas e ginásticas. 
 Atividades rítmicas e expressivas. 
 
Em unidades anteriores, discutiu-se sobre o trabalho da Educação Física por 
meio do conhecimento sobre o corpo e suas concepções. Nesta unidade, o foco se 
voltará para a proposta de trabalhar a linguagem corporal dentro dos outros dois 
eixos: Esporte, jogos, lutas e ginásticas e Atividades rítmicas e expressivas. 
 
11.2 A LINGUAGEM CORPORAL EM ESPORTES, JOGOS, LUTAS E GINÁSTICAS 
A linguagem corporal deve ser inserida no contexto escolar por meio das ati-
vidades práticas realizadas através dos esportes, jogos, lutas e ginásticas, pensando 
sempre na abordagem do conteúdo. O foco será na educação pelo movimento e 
não na performance, mesmo que essa prática permita ganhos significativos na apti-
dão física. Infere Tisi (2004, p. 53) 
 
Na medida em que o aluno enriquece seu vocabulário corporal, ele 
dispõe de uma ampla bagagem para situar-se em diferentes situa-
ções com um repertório variado de respostas criativas diante das mes-
mas. Ou seja, quando o aluno descobre que é sujeito de sua realidade 
não quer outra coisa senão criar movimento. Não quer criar repouso. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
149 
 
 
O desenvolvimento psicomotor da criança advém junto com o desenvolvi-
mento da sua personalidade, da sua consciência corporal, da sua sensação de pre-
sença no mundo e do seu sucesso escolar. A alfabetização pode ser facilitada se o 
aprendizado da leitura e escrita foram promovidos de forma integrada a aquisição 
de competências motoras promovidas de forma lúdica e espontânea. 
As crianças devem vivenciar práticas corporais e suas manifestações culturais 
através das aulas de Educação Física, principalmente por intermédio das interven-
ções propostas como os esportes, jogos, lutas e ginásticas. Nesta faixa etária elas pre-
cisam de espaço para se desenvolverem e promoverem a descoberta do eu e do 
outro, possibilitada pelo convívio com outras crianças. 
Infere os PCNS que o brincar e o jogar estão intimamente ligados dentro da 
Educação Física escolar, e suas utilizações nas aulas devem ocorres de forma plane-
jada, objetivando o desenvolvimento da criança. (BRASIL, 1998) 
Apresenta-se de fundamental importância compreender os conceitos de es-
portes, jogos, lutas e ginásticas segundo os PCNs, para fundamentar sua aplicação 
no ensino da linguagem corporal. 
 
Esporte são as práticas em que são adotadas regras de caráter oficial 
e competitivo, organizadas em federações regionais, nacionais e in-
ternacionais que regulamentam a atuação amadora e a profissional. 
Envolvem condições espaciais e de equipamentos sofisticados como 
campos, piscinas, bicicletas, pistas, ringues, ginásios, etc. 
Os jogos podem ter uma flexibilidade maior nas regulamentações, que 
são adaptadas em função das condições de espaço e material dis-
poníveis, do número de participantes, entre outros. São exercidos com 
um caráter competitivo, cooperativo ou recreativo em situações festi-
vas, comemorativas, de confraternização ou ainda no cotidiano, 
como simples passatempo e diversão. Assim, incluem-se entre os jogos 
as brincadeiras regionais, os jogos de salão, de mesa, de tabuleiro, de 
rua e as brincadeiras infantis de modo geral. 
As lutas são disputas em que o(s) oponente(s) deve(m) ser subju-
gado(s), mediante técnicas e estratégias de desequilíbrio, contusão, 
imobilização ou exclusãode um determinado espaço na combina-
ção de ações de ataque e defesa. Caracterizam-se por uma regula-
mentação específica, a fim de punir atitudes de violência e de desle-
aldade. 
As ginásticas são técnicas de trabalho corporal que, de modo geral, 
assumem um caráter individualizado com finalidades diversas: prepa-
ração para outras modalidades, relaxamento, manutenção ou recu-
peração da saúde ou ainda de forma recreativa, competitiva e de 
convívio social. Envolvem ou não a utilização de materiais e aparelhos, 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
150 
 
 
podendo ocorrer em espaços fechados, ao ar livre e na água (BRASIL, 
1998, p. 32). 
 
As práticas esportivas, os jogos, as brincadeiras, as lutas e as ginásticas apre-
sentam as características de um grupo social, a cultura corporal a qual pertencem, 
manifestando-se pelas atividades nas quais os movimentos são aprendidos e signifi-
cados. 
A prática pedagógica da Educação Física tem como função apresentar às 
crianças essas possibilidades da cultura corporal de movimento expressas no esporte, 
jogos, lutas e ginásticas, usufruindo dos benefícios destas experiências no campo mo-
tor, cognitivo, afetivo e social. Muitas vezes, a escola é o espaço onde a criança tem, 
pela primeira vez, esse contato, experimentando situações de grupo, de divisão, de 
compartilhamento de atenção e objetos. 
Não se deve negligenciar a prática pedagógica da Educação Física, sua con-
tribuição é fundamental na formação da criança, no entanto, muitos professores não 
reconhecem o valor que esse conteúdo tem e optam por não utilizá-lo como ferra-
menta de ensino, desprezando suas contribuições e considerando-o como mera re-
creação. 
O professor deve priorizar uma metodologia de prática que estimule o aluno a 
ser capaz de enfrentar desafios através do movimento corporal em variados contex-
tos como estafetas, circuitos, brincadeiras, jogos e etc; com participação ativa nas 
atividades, contribuindo na criação e organização das regras, reforçando a impor-
tância do respeito as mesmas e da interação com os colegas sem discriminação e 
estigmatização de qualquer espécie. 
Ao longo dos ciclos de ensino os conteúdos serão abordados de formas dife-
rentes, respeitando as especificidades de cada fase curricular e de cada fase do 
desenvolvimento das crianças, numa ordem crescente de estimulação e complexi-
dade. Ao longo da Educação infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio as estrutu-
ras didáticas e metodológicas sofrerão variações conforme a capacidade de con-
centração e assimilação dos alunos. 
Sobre a inserção do esporte na Educação Física escolar, a discussão é persis-
tente e existem considerações discriminatórias sobre essa possibilidade pelo simples 
fato de uma grande maioria de professores ainda fazem uso do esporte na escola 
com o objetivo de competição e rendimento. Por isso é fundamental compreender 
o esporte como um instrumento pedagógico, um conhecimento corporal, capaz de 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
151 
 
 
agregar valor à educação e a formação pessoal para a cidadania. 
 
Segundo Sanches (2009, p. 827)se essa prática for conduzida de 
acordo com as premissas da educação pelo esporte, ela pode con-
tribuir imensamente para o desenvolvimento saudável do praticante. 
O esporte pode e deve ser considerado como uma das ferramentas 
mais eficazes para trabalhar com crianças e jovens, já que, além de 
ser uma atividade prazerosa e que traz diversos benefícios para a sa-
úde física do praticante, ele desenvolve diversos valores que poderão 
ser transladados para outras esferas da vida dos esportistas. 
 
Quando a abordagem da prática do esporte na escola acontece de forma 
educacional os benefícios são vivenciados dentro e fora do ambiente escolar. Os 
valores aprendidos e internalizados pelos alunos no contexto esportivo serão repro-
duzidos em todos os ambientes em que os alunos circulem, em todas as relações 
sociais que constituem sua rotina de vida. As outras práticas corporais produzidas pe-
los jogos, ginasticas e lutas também contribuem sobremaneira nessa aquisição de 
valores. 
O jogo se constitui enquanto prática comum na vida do homem, se fazendo 
presente ao longo da história da humanidade. Entendido na Educação Física como 
uma prática corporal de expressividade humana. 
Assevera Perfeito (2013) que o jogo na infância desenvolve tanto funções psi-
cológicas quanto psíquicas. Possibilita as crianças ampliarem suas potencialidades e 
capacidades, derivações de suas próprias vontades e desejos. Por meio de uma ati-
vidade jogada, o indivíduo é capaz de coordenar, criar, raciocinar, imaginar e re-
criar, agregando qualidades as suas potencialidades. 
 
Jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de 
certos e determinados limites de tempo e espaço, segundo regras li-
vremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de 
um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e 
alegria e de uma consciência de ser diferente da vida cotidiana 
(HUIZINGA, 2008, p. 30). 
 
Segundo Piaget (1976) os jogos se apresentam como um método ativo de edu-
cação das crianças; porque jogando, elas assimilam as realidades intelectuais que, 
não seriam percebidas sem a estimulação. Não se constituem como mero entreteni-
mento para gastar a energia “acumulada”, referência dos pais a prontidão para o 
movimento dos filhos, mas como ferramenta de estimulação intelectual. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
152 
 
 
Também é possível contemplar a concepção do jogo ao inserir o conteúdo 
lutas na Educação Física Escolar, principalmente nas atividades de jogos de oposi-
ção. De acordo com Brasil (1997), nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN's), a 
luta pode ser conceituada como jogo de oposição, em que os alunos utilizam de 
técnicas e estratégias para vencer seu oponente. São exemplos de atividades de 
luta desde as brincadeiras de cabo de guerra e braço de ferro até práticas mais 
estruturadas tecnicamente como a capoeira, o judô, o karatê, dentre outras. 
Assim o mais importante não é a modalidade de luta utilizada, mas os benefí-
cios que sua prática podem proporcionar ao desenvolvimento do aluno, e sua inser-
ção também se justifica por trabalhar o respeito às regras, a hierarquia e a disciplina, 
numa proposta global de trabalho da linguagem corporal. 
 
Esta prática pode trazer inúmeros benefícios ao usuário, destacando-
se o desenvolvimento motor, o cognitivo e o afetivo-social. No aspecto 
motor, observa-se o desenvolvimento da lateralidade, o controle do 
tônus muscular, a melhora do equilíbrio e da coordenação global, o 
aprimoramento da ideia de tempo e espaço, bem como da noção 
de corpo. No aspecto cognitivo, as lutas favorecem a percepção, o 
raciocínio, a formulação de estratégias e a atenção. No que se refere 
ao aspecto afetivo e social, pode-se observar em alunos alguns as-
pectos importantes, como a reação a determinadas atitudes, a pos-
tura social, a socialização, a perseverança, o respeito e a determina-
ção (FERREIRA, 2006, p. 39). 
 
Apesar de todas as contribuições apontadas, o conteúdo lutas ainda é pouco 
utilizado na Educação Física escolar, isso acontece principalmente pela concepção 
equivocada de que a prática da luta estimula a violência e pela falta de formação 
dos docentes sobre os conceitos pedagógicos e metodológicos do ensino das lutas. 
Fechando o eixo de análise, vale abordar a utilização da ginástica para o tra-
balho da linguagem corporal. A ginástica desenvolveu-se ao longo da história como 
uma prática voltada para o condicionamento do corpo em suas variáveis fisiológi-
cas, com características de ordem e disciplina muito marcantes. Um olhar voltado 
para a questão higienista, mas também para o adestramento do corpo. Pensada 
como uma pedagogia do gesto e da vontade, a ginástica concebeu a constituição 
de um exemplo de “educação do corpo”, cuja finalidade era preparar corposapru-
mados, limpos, fechados e acabados, portando um aspecto reto, rígido e vertical, 
priorizando a noção de estética da retidão e da verticalidade (SOARES, 2001). 
A ginastica é um conteúdo abrangente e com uma pluralidade de exercícios 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
153 
 
 
corporais que perpassam por diversas técnicas, métodos e modalidades. Será de res-
ponsabilidade do professor no momento do planejamento e seleção das atividades 
do conteúdo ginástica, escolher assertivamente, respeitando as especificidades e as 
características dos alunos. A ginástica deverá ser abordada em todas as suas con-
cepções e aspectos históricos-sociais que fundamentam sua prática, trazendo as 
possibilidades corporais de movimento para o treinamento e desenvolvimento das 
capacidades físicas e motoras. 
 
11.3 A LINGUAGEM CORPORAL EM ATIVIDADES RÍTMICAS E EXPRESSIVAS. 
O bloco de conteúdos atividades rítmicas e expressivas inclui as manifestações 
da cultura corporal que se caracterizam principalmente pela comunicação e expres-
são através de movimentos e gestos, implementados pelo ritmo, música e sons. Trata-
se especificamente das danças, mímicas e brincadeiras cantadas. Nessas atividades 
rítmicas e expressivas, encontram-se mais elementos para enriquecer a formação dos 
códigos corporais de comunicação dos indivíduos e do grupo (BRASIL, 1997). 
O Brasil é um país reconhecido mundialmente por sua diversidade cultural e 
essa condição pode ser explorada no trabalho da linguagem corporal através da 
utilização das atividades rítmicas e expressivas. Essa exploração acontece através da 
apresentação de possibilidades corporais novas ou mesmo pela aproximação das 
práticas com o cotidiano das crianças. 
Dentre as diversas possibilidades de atividades rítmicas a serem inseridas e 
abordadas na escola, apresenta-se a dança como uma escolha interessante dentro 
do ponto de vista educativo. A dança pode ser trabalhada enquanto arte e/ou edu-
cação, o que diferencia uma abordagem da outra é a metodologia utilizada para o 
alcance dos objetivos. No caso da escola, o trabalho da dança deve apresentar 
características educacionais fundamentais para que todas as contribuições da prá-
tica possam ser alcançadas. O olhar é da dança enquanto forma de conhecimento, 
como ferramenta metodológica para o trabalho de expressão corporal, fundamen-
tal na formação integral da criança. 
Segundo Marques (1999) a inserção da dança em possibilidades educacio-
nais, acontece no Ocidente a partir do século XX, quando as discussões sobre 
“dança criativa”, “dança educativa” ou “dança-educação”, foram contempladas 
no contexto escolar enquanto processo educacional. Os termos “dança educativa” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
154 
 
 
e/ou “dança-educação”, foram contribuição do coreografo e bailarino Rudolf La-
ban, importante figura na história da dança. 
A inserção da dança na escola encontra barreiras, isso se deve principalmente 
ao fato de na maioria das vezes a abordagem da intervenção ter um caráter tecni-
cista ou pela falta de preparo dos profissionais para trabalhar o conteúdo de modo 
a colher as contribuições advindas da abordagem pedagógica. A prática da dança 
deve estar associada ao raciocínio da mesma, que no caso se processa pela atribui-
ção de sentidos e valores ao movimento, bem como a possibilidade da criança de 
ampliar sua consciência corporal. 
Segundo Bracht (1997) existem extensões da aprendizagem relacionadas às 
linguagens corporais que somente acontecem pela execução de gestos, pelo ato 
de movimentar-se e de expressar-se e que, desse modo, dificilmente serão apresen-
tadas, esclarecidas ou racionalizadas. 
A linguagem corporal, quando abordada na escola através da concepção 
rítmica e expressiva, aproxima o educando da sua condição natural porque o ritmo 
é algo pertencente ao homem desde a concepção até o fim da vida. Tudo na vida 
do homem é ritmo, desde a sua respiração até as combinações mais elaboradas de 
movimentos. De igual importância a expressão é condição natural do homem, ine-
rente a sua vontade e fundamental nas suas relações com o mundo e consequente-
mente com a sua sobrevivência. O homem precisa se expressar para viver. As duas 
condições facilitam ao homem se sentir vivo e ativo no mundo, assim sua abordagem 
no ambiente educacional facilita a aquisição das demais competências e habilida-
des necessárias na formação do educando. 
Através das práticas rítmicas e expressivas é possível trabalhar a sensibilidade, 
a criatividade e a imaginação contribuindo na qualidade de vida da criança, que 
experimenta um estado de felicidade, satisfação própria e com o mundo que a 
cerca e com as trocas que consegue realizar com o mesmo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
155 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://bit.ly/32YHuQp
https://bit.ly/32WmtWp
https://bit.ly/3dpidSW
 
 
 
 
 
 
 
 
 
156 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Os Parâmetros Curriculares Nacionais definem que o ensino de jogos, danças, gi-
nástica, lutas e esportes nas aulas de Educação Física deve priorizar: 
a) metodologias que favoreçam a participação de todos os alunos. 
b) metodologias que priorizem o desempenho físico. 
c) a preparação para participação em competições esportivas. 
d) atividades que favoreçam a diferenciação entre os gêneros. 
e) coreografias para festas juninas e outras datas festivas 
 
2. Considerando as contribuições do ensino do esporte na escola e a aprendiza-
gem, a formação e o desenvolvimento integral do aluno, a postura pedagógica 
do professor de Educação Física Escolar deve ser baseada 
a) na informação dos objetivos e conteúdos programáticos, das estratégias e avali-
ações ao conjunto de alunos de forma direta e condicionada. 
b) na criatividade que favoreça o desenvolvimento da independência e responsa-
bilidade dos alunos ao se integrarem à prática e vivência do esporte, dentro e 
fora da escola. 
c) na preocupação com a diversificação de atividades e exercícios motores que 
promovam o ganho de coordenação motora necessário para o rendimento es-
portivo. 
d) no privilégio do ensino e aprendizagem dos gestos técnicos e ações táticas aos 
alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental. 
e) nenhuma das alternativas. 
 
3. Como parte da cultura humana, as lutas representam um meio eficaz de educa-
ção e um conjunto de conteúdos altamente importante para a Educação Física 
escolar, pois, qualquer que seja a modalidade de luta, exige respeito às regras, à 
hierarquia e à disciplina, valorizando a preservação da saúde física e mental de 
seus praticantes. As lutas , assim como os demais conteúdos da educação física, 
devem ser abordadas na escola de forma reflexiva, direcionada a propósitos mais 
abrangentes do que somente desenvolver capacidades e potencialidades físi-
cas. Sobre esse tema, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre 
elas: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
157 
 
 
I. É fundamental que possamos reforçar a compreensão de que tanto os elemen-
tos e princípios técnicos, quanto às questões táticas devem ser ensinadas na es-
cola, durante as aulas de Educação Física, de forma lúdica, interativa e significa-
tiva para os alunos. 
PORQUE 
II. Tal perspectiva permite a compreensão de que para se aprender as técnicas 
e táticas das modalidades é preciso exercer uma contínua e sistemática repeti-
ção técnica realizada de forma repetitiva e pouco interativa. 
 
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta: 
a) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é justificativa 
da asserção I. 
b) As asserções I e II são proposições verdadeiras e a asserção II é uma justificativa 
da I. 
c) A asserção I é uma proposição falsa e a asserção II é uma proposição verdadeira. 
d) A asserção I é uma proposição verdadeira e a asserção II é uma proposição falsa. 
e) As asserções I e II são proposições falsas 
 
4. Analise as informaçõessobre “Jogos e esportes”, usando o código: 
 
J (Jogo) ou E (Esporte). Após análise, marque a alternativa correta. 
 
(__) É uma atividade espontânea e de regras flexíveis. 
(__) É uma atividade física institucionalizada e está sujeita a regras predefinidas. 
(__) É uma atividade caracterizada pela competitividade e pela busca do alto 
rendimento. 
(__) Não requer uniforme e não exige premiação. 
(__) A finalidade é o entretenimento; as regras são flexíveis e livremente estabele-
cidas ou modificadas pelos participantes. 
 
a) J; E; J; J; J. 
b) E; E; J; J; E. 
c) E; J; J; E.; J. 
d) J; E; E; J; J. 
e) J; J; E; E; E. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
158 
 
 
5. No que se refere às aulas de Educação Física, o ensino das lutas deve: 
a) Ser pouco considerado, pois estimula a violência. 
b) Ser restrito à capoeira, a única luta genuinamente nacional. 
c) Ser restrito ao judô, uma luta verdadeiramente criada com fins educacionais. 
d) Incluir práticas tradicionais como o braço de ferro e o cabo de guerra. 
e) Ser implementado somente em um horário alternativo, tendo em vista a necessi-
dade de material didático para a prática. 
 
6. Ao vincular a Educação Física à cultura corporal de movimento, os PCN aponta-
ram para a historicidade do movimento humano, que, conforme é produzido, se 
torna parte do contexto no qual se origina e gera cultura, pois é reproduzido pelas 
gerações futuras. Nesse sentido, o conceito de cultura aqui adotado é entendido 
como: 
a) Características de um povo que, percebidas como ideias, devem ser adotadas 
pelos demais povos em um processo de adaptação e reprodução que transforma 
essas características em cultura daquele povo. 
b) Conjunto de práticas corporais transformadoras que são inseridas na sociedade 
com vistas a promover uma nova ordem social que produzirá um cidadão crítico 
e participativo, com autonomia para gerir as próprias atividades de maneira au-
tônoma. 
c) Resultado da reprodução de movimentos esportivos e sociais que são veiculados 
pela mídia e assimilados pelos sujeitos historicamente situados em uma comuni-
dade. 
d) Conjunto de atividades corporais que são produzidas no mundo e contextualiza-
das na comunidade, visando à formação de indivíduos aptos e autônomos para 
atuarem como sujeitos históricos e ordeiros. 
e) Produto da sociedade e processo dinâmico, que vai constituindo e transformando 
a coletividade à qual os indivíduos pertencem, antecedendo-os. 
 
7. No Brasil, as danças, os esportes, as lutas, os jogos, os brinquedos, a ginastica e as 
culturas corporais das mais variadas origens étnicas, sociais e regionais compõem 
um vasto patrimônio para a Educação Física escolar, o qual deve ser: 
 
a) Selecionado, destacado e deletado 
b) Contemplado, guardado e descartado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
159 
 
 
c) Valorizado, conhecido e desfrutado. 
d) Homogeneizado, padronizado e utilizado. 
e) Selecionado, homogeneizado e utilizado. 
 
8. Segundo Freire (1997), o aspecto “diversão” é obrigatório em uma aula de Edu-
cação Física. Quanto às atividades a serem selecionadas para a aula, o professor 
deve compreender: 
a) A ludicidade e a diversidade para que todos sejam incluídos na cultura infantil. 
b) Seus efeitos sobre o desenvolvimento do educando. 
c) O estágio do desenvolvimento da inteligência em que se encontram os alunos. 
d) Os efeitos sobre a sociedade que os jogos e brincadeiras podem causar. 
e) Se fazem parte do jogo simbólico, construção ou social. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
160 
 
 
ATIVIDADES LÚDICAS 
 
 
 
12.1 ENTENDENDO AS ATIVIDADES LÚDICAS 
Figura 114: Lúdico e seus sinônimos 
 
Fonte: Cartelo (2003) 
 
Para o trabalho corporal na Educação Infantil visando o desenvolvimento in-
tegral da criança uma escolha eficiente do ponto de vista pedagógico e metodoló-
gico tem sido a inserção das atividades lúdicas. 
A ludicidade é entendida na maioria das situações como diversão, quando na 
verdade se apresenta como uma necessidade do ser humano em qualquer idade. 
O trabalho e aprimoramento do aspecto lúdico possibilita a socialização, a expres-
são, a comunicação e a construção do conhecimento por parte do ser humano ao 
longo da vida. 
Em particular na primeira fase da vida, a prática das atividades lúdicas incita 
decisivamente para o desenvolvimento infantil, ao proporcionar na criança a diver-
são e as interações sociais indispensáveis à vida humana. 
Brincando a criança demonstra sua visão do mundo e realmente mostra quem 
é, são capazes de resolver problemas, pois, “cria-se um espaço no qual as crianças 
podem experimentar o mundo e internalizar uma compreensão particular sobre as 
pessoas, os sentimentos e os diversos conhecimentos” (BRASIL, 1998, p. 27). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
161 
 
 
Por meio das brincadeiras os professores podem observar e constituir 
uma visão dos processos de desenvolvimento das crianças em con-
junto e de cada uma em particular, registrando suas capacidades de 
uso das linguagens, assim como de suas capacidades sociais e dos 
recursos afetivos e emocionais que dispõe (BRASIL, 1998, p. 28). 
 
Benjamin (2002) infere que o ato de brincar é um ato de libertação, onde brin-
cando as crianças constroem um mundo próprio e se libertam dos gigantes que a 
rodeiam. Os estudos de Froebel (1782-1852) contribuíram em demasia para a utiliza-
ção do brincar na Educação Infantil, segundo ele, as brincadeiras são o primeiro re-
curso no processo da aprendizagem, pois se caracterizam como diversão e como 
uma forma da criança criar representações do mundo concreto com a finalidade 
de entendê-lo. 
 
 
 
As atividades lúdicas são situações prazerosas que ocorrem em ambiente in-
tencionalmente organizado pelo educador onde a criança possa transformar, adap-
tar, criar, interagir e integrar-se. Essas situações compõem o processo da aprendiza-
gem, efetivado pelas trocas, onde o aluno exterioriza seu mundo interno e interioriza 
as novidades vindas do meio externo. 
Apesar de todas as contribuições proporcionados pelas atividades lúdicas, sua 
introdução no currículo e planejamento das aulas ainda é escassa. Os profissionais 
da educação, ao finalizarem suas graduações e ingressarem no mercado de traba-
lho, em sua grande maioria não se sentem preparados para trabalhar o conteúdo, 
sentem-se inseguros para atender as necessidades das crianças frente à concepção 
histórico-social que constitui o universo escolar. 
https://bit.ly/3mNAsFP
 
 
 
 
 
 
 
 
 
162 
 
 
Apresenta-se como uma proposta para acabar com essa dificuldade, a inclu-
são da formação lúdica no currículo de formação do educador. Essa proposta se 
configura em fornecer ao futuro educador a vivência da ludicidade, possibilitando 
ao mesmo conhecer-se como pessoa, saber de suas possibilidades e limitações, ter 
uma visão descortinada sobre a importância dos jogos e brincadeiras na formação 
do ser humano. 
O adulto que volta a brincar convive, revive e resgata com prazer a alegria 
desse brincar, compreendendo por experiência própria sua contribuição e estende, 
então essa percepção para o campo da educação, para a sua atuação docente. 
Quanto mais vivências lúdicas forem proporcionadas nos currículos acadêmicos, 
mais preparado o educador estará para intervir com a criança. (SANTOS et al, 2007) 
Seguem contribuições da utilização da ferramenta jogos e brincadeiras como 
atividades lúdicas no planejamento pedagógico tanto para a Educação Infantil 
como para o Ensino Fundamental. 
 
Quadro 13: Contribuições do jogo e do brinquedo no desenvolvimento infantil 
CONTRIBUIÇÕES DO JOGO E DO BRINQUEDO NO DESENVOLVIMENTO INFANTIL 
 As atividades lúdicas possibilitam fomentar a “resiliência”, pois permitem a formação 
do autoconceito positivo. 
 As atividades lúdicas possibilitam o desenvolvimento integral da criança, já que através 
dessasatividades a criança se desenvolve afetivamente, convive socialmente e opera 
mentalmente; 
 O brinquedo e o jogo são produtos de cultura e seus usos permitem a inserção da cri-
ança na sociedade; 
 Brincar é uma necessidade básica assim como é a nutrição, a saúde, a habitação e a 
educação; 
 Brincar ajuda a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, pois, 
através das atividades lúdicas, a criança forma conceitos, relaciona ideias, estabelece 
relações lógicas, desenvolve a expressão oral e corporal, reforça habilidades sociais, 
reduza a agressividade, integra-se na sociedade e constrói seu próprio conhecimento; 
 O jogo é essencial para a saúde física e mental; 
 O jogo simbólico permite à criança vivências do mundo adulto e isto possibilita a me-
diação entre o real e o imaginário. 
Fonte: Santos et. al. (2007, p. 20) 
 
 
 
https://bit.ly/33UwUcu
 
 
 
 
 
 
 
 
 
163 
 
 
12.2 FUNÇÃO PEDAGÓGICA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NA EDUCAÇÃO IN-
FANTIL 
É necessário um olhar diferenciado para as atividades lúdicas propondo uma 
reflexão sobre os caminhos metodológicos a serem traçados para a contemplação 
desse conteúdo na Educação Infantil. 
Investigar e entender além do “como” e do “porque” certas prática e discursos 
estão enraizados na ação pedagógica com a criança pequena, é ponto de partida 
para uma atuação docente satisfatória e de qualidade na educação infantil. Corro-
bora Camargo e Madrid, (2017, p. 15): 
 
A dualidade corpo/mente imposta à sociedade moderna e analisada 
por Foucault faz da escola um ambiente de docilizaçao e disciplina-
mento. Enfatiza-se que essas práticas disciplinadoras constituem ainda 
o fazer pedagógico do educador que atua hoje na Educação Física 
infantil. 
 
O fazer docente deve evitar o controle imposto ao corpo por meio de ações 
mecânicas, que priorizam a dicotomia corpo/mente, propostas voltadas para a re-
petição do movimento. Por questões políticas, culturais e sociais, tanto as ações pe-
dagógicas, como a organização e constituição do ambiente educativo ainda estão 
pautadas em práticas de controle do corpo do homem. 
As atividades lúdicas devem ser trabalhadas de modo a despertar, ao longo 
da vida da criança, a realização do movimento junto com o processamento de in-
formações e conhecimentos acerca do movimento proposto e suas ramificações. É 
necessário trazer, para a criança, o sentimento de realização e de pertença a ativi-
dade proposta. 
O brincar deve estar integrado ao cotidiano educacional, é necessário en-
caixá-lo nas rotinas e horários pedagógicos da Educação Infantil, atribuindo a ele, a 
mesma ou maior importância que as outras atividades propostas. Complementa Ca-
margo e Madrid (2017, p. 39) “a criança brinca, e nesse brincar há um ser expressivo, 
um corpo que se movimenta e precisa ser integrado às demais ações do cotidiano 
educacional”. 
O embasamento cientifico é fundamental no momento de afirmar que a in-
serção das atividades lúdicas na Educação Infantil é essencial, e contribui de ma-
 
 
 
 
 
 
 
 
 
164 
 
 
neira significativa no desenvolvimento integral da criança. Alguns construtos de pes-
quisadores sobre a temática serão elencados para argumentar sobre a função pe-
dagógica da ludicidade. 
Para Rau (2012) a ludicidade é uma alternativa pedagógica que, ao utilizar de 
construtos de outras linguagens, como a música, a arte, o desenho, a dramatização, 
a dança, possibilita novas significações sobre os conceitos propostos. 
 
Através de atividades lúdicas, a criança é capaz de relacionar as coi-
sas uma com as outras, e ao relacioná-las é que elas constroem o co-
nhecimento. Atividades lúdicas pressupõem ação e por esse fato, pro-
vocam a cooperação e a articulação de pontos de vista, estimulando 
a representação e engendrando a operatividade. Há oportunidades 
para o desenvolvimento da lógica, do relacionamento humano, das 
responsabilidades coletivas e da criatividade. (CARLETO, 2003, p. 100). 
 
Na concepção de Piaget, o jogo é em geral a apropriação que se sobressai 
à acomodação, em que pese o fato de a inteligência levar ao equilíbrio entre a 
apropriação e a acomodação, sendo a última delongada pela imitação. À medida 
que a criança se socializa o jogo adquire regras e a mesma se adapta de acordo 
com as necessidades da realidade. A apropriação individual se transforma na apro-
priação coletiva, contemplando as regras coletivas, os objetivos e aos símbolos re-
presentativos. (NEGRINE, 1994). 
Barbosa e Botelho (2008) também inferem sobre o fato de as manifestações 
lúdicas acompanharem o desenvolvimento da inteligência ao se vincularem aos es-
tágios de desenvolvimento cognitivo. 
 
O jogo tem sobre a criança o poder de um excitador universal. Diz que 
o jogo facilita tanto o progresso da personalidade integral da criança 
como o progresso de cada uma de suas funções psicológicas, intelec-
tuais e morais (AGUIAR, 1998, p. 36). 
 
As atividades lúdicas e suas representações não apresentam uma caracterís-
tica universal e atemporal, elas carregam marcas das influências culturais onde são 
desenvolvidas e criadas. Proporcionar à criança o conteúdo com essa cultura cor-
poral de movimento é expandir o horizonte de trabalho, com mais opções pedagó-
gicas e metodológicas de intervenção e consequente êxito no processo de ensino 
aprendizagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
165 
 
 
12.3 FUNÇÃO PEDAGÓGICA DAS ATIVIDADES LÚDICAS NO ENSINO FUNDA-
MENTAL. 
Na transição para o Ensino Fundamental, a proposta pedagógica deve prever 
formas para garantir a continuidade no processo de aprendizagem e desenvolvi-
mento das crianças, respeitando as especificidades etárias, sem antecipação de 
conteúdos que serão trabalhados no Ensino Fundamental (BRASIL, 2010, p. 30). 
As atividades lúdicas no Ensino Fundamental continuam a exercer papel pri-
mordial na aquisição de habilidades motoras e perceptivo-motoras, em ritmo mais 
acelerado e simultaneamente às aprendizagens essenciais. Torna-se um período es-
colar onde a psicomotricidade exerce função fundamental na manutenção das ha-
bilidades adquiridas na primeira infância e na aquisição de novas. 
A segunda infância (de 6 a 12 anos de idade) configura-se por um aperfeiço-
amento da fase anterior e no que se refere ao esquema corporal, este direciona-se 
para a independência do tronco e membros, a percepção do controle do próprio 
corpo, a lateralidade definida e o equilíbrio postural (ALVES, 2008). 
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (1996) a Educação Física assumiu nos últi-
mos anos um caráter primordial na vida do ser humano, explicitado no art. 26, § 3o , 
que “a Educação Física, integrada à proposta pedagógica da escola, é compo-
nente curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições 
da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos”. Assim, a Educação 
Física deve ser contemplada em toda a escolaridade, do 1 ao 9 ano. 
Os conteúdos do componente Educação Física deverão ser trabalhados res-
peitando os currículos e demais documentos norteadores da educação assim como 
as características e especificidades de cada fase escolar, bem como o ritmo de 
aprendizagem de cada aluno. 
O professor necessita compreender as habilidades e competências a serem 
desenvolvidas em cada ano que compõe o processo de escolarização, principal-
mente as referentes aos aspectos psicomotores, por meio das quais sua intervenção 
se processa de forma direta e cujo desenvolvimento interfere nas demais capacida-
des escolares básicas. 
As atividades lúdicas devem ser tratadas como conteúdo como essencial, 
tanto na perspectiva educativa como na integrativa e de socialização do apren-
dente. Todo o trabalho realizado pela escola e professores utilizando as atividades 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
166 
 
 
lúdicas como ferramenta para a aquisição de experiências qualitativas de movi-
mentopodem e devem ser amparadas pela família, igualmente responsável na for-
mação integral do aluno. 
Os educadores, em todas as instâncias da instituição, e também os pais, im-
portante nesse processo, deverão ter atenção e sensibilidade para acompanhar o 
desenvolvimento psicomotor da criança e analisar como este processo se desenrola, 
elaborando estratégias e instrumentos interventivos que previnam dificuldades e pro-
blemas no ensino-aprendizagem. 
É consenso que as atividades lúdicas associadas à prática psicomotora, na 
perspectiva de prevenção ou reeducação, possuem vários benefícios para o desen-
volvimento da criança, caberá ao professor deter o conhecimento técnico das con-
cepções que constroem essas práticas e criatividade para adaptá-las ou reorganizá-
las de modo a atender as especificidades das crianças. 
O fator motivacional que as atividades lúdicas alcançam junto aos escolares 
é por vezes imensurável, o que explica parte dos ganhos obtidos e principalmente a 
vontade do aluno em realizar as tarefas e ultrapassando seus próprios limites. É possí-
vel propor atividades lúdicas com materiais de fácil aquisição ou baixo custo, prota-
gonizando a participação do aluno nessa produção, agregando valores e conceitos 
de responsabilidade e limites a sua formação. 
Porém, embora o brincar assuma um papel principal na infância, sua contri-
buição na qualidade de vida acontece ao longo da vida, podendo trazer efeitos 
positivos por todas as fases da vida. 
No Ensino Fundamental I, a ludicidade é substituída pelo saber sistematizado, 
visto como o mais importante para essa fase. O brincar se distancia da sala de aula, 
sendo contemplado apenas na hora do recreio e nas aulas de Educação Física, jus-
tificando claramente porque se tornam a aula de maior preferência das crianças. 
Essa situação faz com que as crianças duvidem da seriedade e qualidade das aulas 
de Educação Física, vistas como o momento da “brincadeira”. 
Seria uma alternativa para esse problema que os professores optassem pelo 
uso didático dos jogos e brincadeiras para trabalhar os conteúdos de suas disciplinas 
de forma isolada ou multidisciplinar. 
Brenelli (1996) entende o jogo como uma ferramenta auxiliadora na educação 
de crianças, pois, propicia o desenvolvimento afetivo, motor, cognitivo, social, moral 
e a aprendizagem de conceitos. Batllori (2009) recorda o aspecto socializante dos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
167 
 
 
jogos, porque eles criam oportunidades das crianças aprenderem a conviver e a res-
peitar as outras pessoas e culturas, jogando em equipe, para alcançar determinado 
objetivo. O jogo contribui no desenvolvimento do caráter linguístico da criança, pois 
brincando a criança organiza sua linguagem. 
No Ensino fundamental II todos construtos sobre a importância e eficiência das 
atividades lúdicas no processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças se 
aplicam, no entanto o resultado positivo da intervenção dependerá da utilização da 
atividade lúdica de maneira planejada, consciente e com domínio por parte do pro-
fessor. 
Para essa fase, apenas o fator motivacional pode não ser suficiente para a 
participação efetiva dos alunos, é preciso que eles agreguem valor a prática, fa-
zendo juízo de valor da sua necessidade. Assim, se aceita pelos alunos no fazer pe-
dagógico das aulas, as atividades lúdicas continuam a ser uma importante ferra-
menta no processo pedagógico e social, onde a aquisição de atitudes e valores pos-
sibilitam não só uma relação professor-aluno-colega mais harmoniosa, mas também 
tornam o aprendizado mais prazeroso e efetivo. 
 
 
 
 
 
 
 
https://bit.ly/2RWJaDy
https://bit.ly/3hZFvzz
 
 
 
 
 
 
 
 
 
168 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Os jogos assumem signo e significado distintos dependendo da época e do lugar, 
de modo que cada um deles cria seu significado social, a fim de preservar uma 
identidade cultural. Dessa maneira, o jogo assume: 
a) A função de aculturação na escola. 
b) Uma identidade cultural capitalista. 
c) A competição como princípio da atividade física. 
d) A imagem e o sentido que cada sociedade lhe atribui. 
e) Uma função social de segregação e, ao mesmo tempo inclusão. 
 
2. O jogo apresenta-se como elemento básico para a mudança das necessidades 
e da consciência. Quando a criança joga, ela: 
a) realiza movimentos específicos, tendo em vista, a melhora de sua performance 
no esporte. 
b) opera com o significado de suas ações, o que faz desenvolver sua vontade e ao 
mesmo tempo tornar-se consciente das suas escolhas e decisões. 
c) cria situações para o desenvolvimento dos gestos esportivos, procurando exercê-
lo com a melhor técnica e eficácia possível. 
d) expressa comportamentos observáveis em situações esportivas, preparando-a 
para a vitória a qualquer preço. 
e) repete várias vezes os movimentos ou gestos requeridos para o automatismo das 
habilidades específicas ao desporto. 
 
3. Leia o fragmento de texto a seguir. 
 
A cultura lúdica é, antes de tudo, um conjunto de procedimentos que permitem 
tornar o jogo possível. [...] Dispor de uma cultura lúdica é dispor de um certo nú-
mero de referências que permitem interpretar como jogo atividades que pode-
riam não ser vistas como tais por outras pessoas. (BROUGERE, G. A criança e a 
cultura lúdica. Revista da Faculdade de Educação. São Paulo, 1998.) 
 
Ante o exposto, no contexto da Educação Física escolar, o trabalho com a 
cultura lúdica partilhada por alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino 
fundamental pode ser vantajoso, porque: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
169 
 
 
a) distancia o aluno do seu cotidiano lúdico, já que o trabalho com jogos e brinca-
deira presentes em seu dia a dia não estarão representados durante as aulas. 
b) facilita o processo de ensino-aprendizagem, uma vez que o aluno entrará em 
contato apenas com conteúdos esportivos tradicionais, o que distancia seu dia a 
dia do desenvolvimento pedagógico e curricular. 
c) distancia o aluno do seu cotidiano lúdico, já que o trabalho com jogos e brinca-
deiras constitui uma perspectiva recreacionista que não merece apreço didático-
pedagógico. 
d) facilita o processo de ensino-aprendizagem, uma vez que a referência cultural 
partilhada aproxima o cotidiano da aula aos elementos de prazer do aluno. 
e) impossibilita o processo de ensino-aprendizagem, tendo em vista a ausência dos 
conteúdos tradicionais no desenvolvimento do aluno. 
 
4. O jogo é um dos elementos principais de um programa de Educação Física, prin-
cipalmente se estiver satisfazendo as crianças na sua necessidade de ação e mo-
vimento. Para tanto, o profissional deve conhecer essas crianças e entender: 
a) As motivações, as tendências e os incentivos que as colocam em ação. 
b) Seu lado competitivo, estimulando-as para o rendimento. 
c) Que as mais habilidosas devem ser elogiadas. 
d) Que as menos habilidosas devem ser dispensadas da atividade. 
e) Que a ação pedagógica deve ser disciplinada e reguladora. 
 
5. Com base no trecho abaixo, marque a alternativa correta. 
 
“Uma atividade muito importante para a criança pequena é a brincadeira. Brin-
car dá à criança oportunidade para imitar o conhecido e para construir o novo, 
conforme ela reconstrói o cenário necessário para que sua fantasia se aproxime 
ou se distancie da realidade vivida, assumindo personagens e transformando ob-
jetos pelo uso que deles faz.” (PARECER CNE/CEB n° 20/2009) 
 
a) A brincadeira é parte fundamental do cotidiano da criança 
b) A brincadeira, na creche, deve sempre ser direcionada 
c) A brincadeira, na creche, deve sempre ser uma atividade livre 
d) A brincadeira, nas instituições de Educação Infantil, não é dotada de intenciona-
lidade pedagógica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
170 
 
 
e) Na creche, a brincadeira não pode ser considerada uma ferramenta educacio-
nal. 
 
6. No texto de Tonietto e Garanhani (2017) são destacadoseixos estruturadores da 
Cultura Infantil. Quando o professor denomina como brincadeira as atividades 
que as crianças estão realizando, despertando o sentimento de desejo e prazer, 
isto é o eixo da Cultura Infantil de: 
a) Reiteração 
b) Ludicidade 
c) Fantasia do real. 
d) Interatividade. 
e) Socialização. 
 
7. Ao se utilizar os jogos como conteúdos das aulas de Educação Física, pode-se 
afirmar que essa prática: 
a) Favorece a aprendizagem de saberes populares. 
b) Privilegia os saberes mais eruditos de uma determinada comunidade. 
c) Reforça a diferenciação entre os gêneros. 
d) Favorece a separação entre os alunos mais e menos habilidosos. 
e) Não estimula o interesse pela cultura de uma comunidade. 
 
8. Os jogos no ambiente escolar podem ser considerados um dos conteúdos que 
apresentam mais facilidade de aplicação por diferentes razões, destacando-se, 
entre elas: 
a) A exigência de espaço e material sofisticado para sua realização. 
b) A possibilidade de serem praticados em qualquer faixa etária. 
c) A falta de conhecimento pelas crianças dos diferentes jogos e brincadeiras. 
d) o número excessivo de regras para sua realização. 
e) O enfoque exacerbado na competição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
171 
 
 
RESPOSTAS DO FIXANDO O CONTEÚDO 
 
UNIDADE 01 UNIDADE 02 UNIDADE 03 UNIDADE 04 
QUESTÃO 01 B QUESTÃO 01 A QUESTÃO 01 C QUESTÃO 01 C 
QUESTÃO 02 D QUESTÃO 02 D QUESTÃO 02 C QUESTÃO 02 A 
QUESTÃO 03 D QUESTÃO 03 A QUESTÃO 03 D QUESTÃO 03 E 
QUESTÃO 04 C QUESTÃO 04 E QUESTÃO 04 E QUESTÃO 04 B 
QUESTÃO 05 C QUESTÃO 05 D QUESTÃO 05 B QUESTÃO 05 D 
QUESTÃO 06 C QUESTÃO 06 C QUESTÃO 06 D QUESTÃO 06 C 
QUESTÃO 07 C QUESTÃO 07 B QUESTÃO 07 B QUESTÃO 07 B 
QUESTÃO 08 B QUESTÃO 08 C QUESTÃO 08 A QUESTÃO 08 B 
 
UNIDADE 05 UNIDADE 06 UNIDADE 07 UNIDADE 08 
QUESTÃO 01 E QUESTÃO 01 A QUESTÃO 01 D QUESTÃO 01 E 
QUESTÃO 02 D QUESTÃO 02 E QUESTÃO 02 A QUESTÃO 02 A 
QUESTÃO 03 D QUESTÃO 03 C QUESTÃO 03 B QUESTÃO 03 D 
QUESTÃO 04 B QUESTÃO 04 C QUESTÃO 04 A QUESTÃO 04 E 
QUESTÃO 05 A QUESTÃO 05 A QUESTÃO 05 A QUESTÃO 05 A 
QUESTÃO 06 D QUESTÃO 06 D QUESTÃO 06 B QUESTÃO 06 E 
QUESTÃO 07 B QUESTÃO 07 C QUESTÃO 07 E QUESTÃO 07 C 
QUESTÃO 08 C QUESTÃO 08 C QUESTÃO 08 B QUESTÃO 08 E 
 
UNIDADE 09 UNIDADE 10 UNIDADE 11 UNIDADE 12 
QUESTÃO 01 C QUESTÃO 01 A QUESTÃO 01 A QUESTÃO 01 D 
QUESTÃO 02 D QUESTÃO 02 E QUESTÃO 02 A QUESTÃO 02 B 
QUESTÃO 03 E QUESTÃO 03 C QUESTÃO 03 D QUESTÃO 03 D 
QUESTÃO 04 E QUESTÃO 04 A QUESTÃO 04 D QUESTÃO 04 A 
QUESTÃO 05 C QUESTÃO 05 A QUESTÃO 05 D QUESTÃO 05 A 
QUESTÃO 06 A QUESTÃO 06 A QUESTÃO 06 E QUESTÃO 06 B 
QUESTÃO 07 C QUESTÃO 07 C QUESTÃO 07 C QUESTÃO 07 A 
QUESTÃO 08 A QUESTÃO 08 C QUESTÃO 08 B QUESTÃO 08 B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
172 
 
 
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BRASIL. Lei Nº 13.415, de 16 de fevereiro deque hoje fazem 
parte do acervo cultural mundial. 
 
Quadro 1: Períodos da história da Arte 
MOVIMENTO ARTÍSTICO PERÍODO PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS 
Pré – História 
+5 milhões a.c até 
3.200 a.c(aproxima-
damente) 
Representações artísticas com sentido 
mágico e ritualístico; Artes feitas com 
elementos encontrados na natureza. 
Idade Antiga 
(aproximadamente) 
3.200 a.c até 476 d.c 
Período que compreende as civilizações 
(mais expressivas): Egípcia, Grega e 
Roma. Utilização da arte para represen-
tar crenças religiosas, histórias heroicas e 
mitológicas e na educação do povo. 
Idade Média 476 à 1473 
Arte expressiva voltada para a religião 
do catolicismo impulsionada pela in-
fluência da Igreja Católica nas questões 
sociais, políticas e econômicas. 
Arte Moderna 1473 à 1789 
Surgimento de novas técnicas artísticas 
baseadas nas inovações tecnológicas a 
partir do Renascimento Cultural até a 
Revolução Francesa. 
Arte Contemporânea 
1789 até os dias atu-
ais. 
Arte revolucionária nas formas de ex-
pressão que impulsionou novas técnicas 
e artísticas dando liberdade para a cria-
ção. A revolução industrial impulsiona o 
surgimento da fotografia, cinema e o 
desenvolvimento das artes tecnológi-
cas. 
Fonte: Elaborado pela Autora (2020) 
 
Como apresentado na Tabela acima, a arte sofreu grandes transformações 
baseadas nas evoluções sociais, econômicas e tecnológicas se tornando uma ferra-
menta de expressão das vivências culturais dos diferentes povos pelo mundo. Através 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
destas manifestações e representações artísticas podemos compreender os fatos so-
ciais e conhecer as diferentes transformações culturais que ocorreram na sociedade 
desde a pré-história até os dias atuais. 
 
 
 
1.3 EXPERIÊNCIAS ARTÍSTICAS 
A vivência ou experiência artística contribui de forma significativa para forma-
ção de uma arte educadora. Participar de uma atividade de produção artística ofe-
rece a oportunidade de apresentar nossas emoções e sentimentos bem como nossas 
ideias sobre um determinado assunto ou fato. Essa vivência artística contribui signifi-
cativamente na composição do nosso repertório criativo imagético onde podemos 
desenvolver habilidades socioemocionais. 
 
 
 
Portanto, ter uma vivência artística ou pesquisar e assistir ideias voltadas para 
o Ensino de Arte faz diferença na capacitação de um professor de Arte na Educação 
Básica. Neste livro veremos caminhos alternativos para essas vivências ou pesquisas 
artísticas para aqueles que não tiverem acesso à uma escola especializada em Arte 
a fim de instigar o processo criativo do professor de Educação Básica. 
 
 
https://www.historiadasartes.com/
https://bit.ly/2Sy2NCc
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
 
1.4 FORMAS DE EXPRESSÃO ARTÍSTICA 
A arte é uma forma de expressão utilizada desde a pré-história pelos nossos 
ancestrais. Diversas pinturas desse período promoveram o entendimento sobre como 
era à vida durante o período da arte rupestre. Pinturas rupestres datadas a mais de 
10 mil anos atrás, representam as características sociais e as manifestações ritualísti-
cas que os homens pré-históricos faziam. 
 
Figura 1: Pinturas Rupestres - Parque Nacional do Catimbau - Pernambuco – Brasil 
 
Fonte: Jófli (2009, online) 
 
A arte se tornou manifestação dos acontecimentos e vivências sociais desde 
a pré-história quando o homem das cavernas representou com pinturas à base de 
sangue e pigmentos naturais o seu cotidiano. Através dessas pinturas, por exemplo, 
podemos compreender a forma que os homens viviam durante esse período bem 
como seus costumes e crenças. A expressão artística marca a história do ser humano 
através de suas manifestações emocionais e do compartilhamento das suas vivên-
cias. 
Ao longo da história o cotidiano, as crenças e as novas ideias foram represen-
tadas por grandes artistas de diversas formas de acordo com suas vivências e baga-
gens culturais. Durante os processos de inovação da humanidade até os dias atuais 
a criatividade artística e as novas ideias contribuíram significativamente para que as 
expressões se modificassem ao longo dos anos de acordo com o surgimento de no-
vas técnicas e novas formas de expressão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 
 
As mudanças ao longo dos anos nas formas de expressão artística nos levam 
a ter um novo olhar sobre as formas de expressão artística. Essas expressões podem 
ocorrer de diferentes formas como pinturas, colagens, elaboração de desenhos, te-
atros, através de músicas, na utilização de computadores para desenvolver jogos en-
fim, de diversas formas que o educador pode explorar através das aulas a fim de 
proporcionar ao seu aluno um momento de expressão emocional a partir da sua 
bagagem cultural formando o seu repertório e sua identidade. 
O conhecimento das diferentes formas de expressão artística é de suma im-
portância para desenvolver um trabalho educacional de qualidade. Conhecer as 
técnicas de criação e desenvolver projetos artísticos com os alunos trará benefícios 
expressivos para o desenvolvimento socioemocional e criativo dos mesmos. 
A experiência artística de quem estuda em uma escola específica de arte não 
é a mesma de outra pessoa que teve aula de arte somente na educação básica. A 
falta de material ou mau planejamento de atividades de experiências passadas deve 
servir de inspiração para um melhor desenvolvimento da sua carreira como professor. 
Acreditar que atividades como “colorir desenhos já prontos” sejam formas de expres-
são artística para toda aula é firmar o conceito da falta de pesquisas ou práticas 
educacionais artísticas e inovadoras. Se tornar um (a) professor (a) que consegue 
elaborar atividades criativas que despertem o senso crítico e desenvolva o repertório 
imagético do seu aluno representará total competência pedagógica para a institui-
ção que você atuará. 
 Sobre a utilização de desenhos prontos para aulas de arte Ferreira (2008, p. 
50) nos diz: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
 
Ao dar um desenho pronto para a criança pintar, o professor está des-
respeitando sua personalidade, inteligência e sensibilidade. Ninguém 
daria um desenho pronto para um artista. E por que fazem isso com a 
criança? Aí vem a resposta de alguns professores: “Eles não sabem 
desenhar”. Alegam que são cobrados por pais e coordenadores nas 
escolas onde trabalham a apresentar atividades prontas, “bonitas”, 
“perfeitas”, inclusive para a “capinha” de seus trabalhos. Não seria 
mais interessante à própria criança criar a capa de seus trabalhos? 
 
Portanto devemos utilizar a arte na educação como forma de liberdade de 
expressão com respeito às diversidades culturas ampliando a visão de mundo do 
aluno, desenvolvendo sua criatividade e assegurar o acesso á cultura. 
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ressalta, no campo de experiên-
cias “Traços, sons, cores e formas”, que produzir e conviver com as diferentes mani-
festações artísticas e as diversas formas de expressão das Artes Visuais, como pinturas, 
colagens, desenhos, gestos, traços, dentre outras, contribui para que as crianças, 
desde pequenas, desenvolvam senso crítico, o conhecimento de si e dos contextos 
que as cercam (BRASIL, 2017). 
Percebemos que mesmo na pré-história com poucos recursos artísticos o ho-
mem se expressava para representar o seu cotidiano e registrar momentos importan-
tes para sua vida. Ao longo da história nem sempre o artista podia se expressar de 
forma livre devido a algumas imposições daqueles que detinham o poder econô-
mico ou político. Entender que atualmente ter a liberdade de expressar nossas emo-
ções e sentimentos torna a arte uma ferramenta poderosa na educação para pro-
vocar a criatividade e a expressividade dos nossos alunos que um dia se tornarão o 
futuro. 
Como educadores do século XXI precisamos nos ater também ao surgimento 
de novas técnicas de composição artística2017. Altera as Leis n º 9.394, de 20 de 
dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 
11.494, de 20 de junho 2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvol-
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Brasília, 2010. p. 133-236.utilizando a tecnologia como a criação 
de jogos, aplicativos ou artes gráficas digitais a fim de promover a prática artística 
em diferentes formas e contextos existentes atualmente. 
Na tabela abaixo há exemplos de alguns tipos de arte que podem se tornar 
atividades práticas de criação durante as aulas de Arte. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
 
 
Quadro 2: Alguns tipos de forma de arte 
TIPO DE ARTE EXEMPLO 
Colagem: Tipo de Confecção artística que consiste 
na criação de uma obra com cola. A criação dessa 
atividade contribui no desenvolvimento do repertó-
rio imagético da criança além de trabalhar a coor-
denação motora fina. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3jCYLnY. Acesso em: 25 
ago. 2020. 
Mosaico: Tipo de arte para trabalhar a coordena-
ção Motora do aluno na composição artística. Con-
siste na confecção de um trabalho com pequenos 
pedaços de materiais podendo ser papel, e.v.a, en-
tre outros. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3lmi05Y. Acesso em: 25 
ago. 2020. 
Pintura: Atividade artística que utiliza como matéria 
principal a tinta aplicada a uma superfície. A tinta 
utilizada pode ser industrializada ou fabricada com 
um aglutinante (cola ou ovo), água e um pigmento 
natural (canela, pó de café, terra). Esta atividade 
pode ser feita com pincel, à mão, cotonete, entre 
outros materiais. 
 
Disponível em: https://bit.ly/2I47P7B. Acesso em: 25 
ago. 2020. 
Desenho Livre: Atividade que desperta a imagina-
ção e a criatividade do aluno uma vez que o 
mesmo pode criar os seus próprios desenhos a partir 
de um tema. 
 
Disponível em: https://bit.ly/3d7XDXg. Acesso em: 
25 ago. 2020. 
https://bit.ly/3jCYLnY
https://bit.ly/3lmi05Y
https://bit.ly/2I47P7B
https://bit.ly/3d7XDXg
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
 
 
Teatro: Manifestação das artes Cênicas que traba-
lham a encenação de personagens ou a movimen-
tação corporal em um ritmo musical. 
 
Disponível em: https://bit.ly/30EqfCu. Acesso em: 
25 ago. 2020. 
Música: A Música pode ser trabalhada em sala de 
aula com apreciação de canções do folclore bra-
sileiro, da música popular brasileira, ou de outros gê-
neros. É possível entoar as canções com as crianças 
fazendo gestos sobre a música, ilustrações dos ob-
jetos ou personagens da canção, aprender sobre 
os instrumentos musicais, enfim, através da Música 
podemos instigar a imaginação e o movimento do 
corpo humano. 
Disponível em: https://bit.ly/34uw0Uf. Acesso em: 
25 ago. 2020. 
Fonte: Elaborado pelo Autora (2020) 
 
Além dos tipos apresentados na tabela acima ainda temos a xilogravura, a 
isogravura, contação de histórias, a música entre outras atividades que podem ser 
trabalhadas durante a educação básica durante as aulas de Arte. 
É preciso compreender as limitações do seu aluno e conseguir aproveitar ao 
máximo a criatividade e a espontaneidade durante uma atividade de arte assim o 
professor trará uma experiência artística rica e significativa para o desenvolvimento 
do repertório imagético dos alunos através de novas ideias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://bit.ly/30EqfCu
https://bit.ly/34uw0Uf
 
 
 
 
 
 
 
 
 
20 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. O trabalho do professor da disciplina Arte deve se atentar aos conceitos educaci-
onais e teóricos sobre os conteúdos. Na visão educacional sobre o ponto de vista 
pedagógico, o ensino de Arte deve ser considerado como: 
 
a) obra artística criadas em sala de aula que representam formas de expressão. 
b) processo de criação da identidade cultural baseada em vivências socioemocio-
nais dentro e fora da escola. 
c) forma de expressão das linguagens como música, desenho, pintura, entre outros. 
d) criações artísticas que os alunos produzem fora do ambiente escolar. 
e) experiências estéticas vivenciadas pelos alunos na sua cultura familiar. 
 
2. A arte não é simplesmente uma técnica para fazer coisas. Para que algo seja arte, 
é necessário um sentido ou uma intenção. Não há função cotidiana na arte, como 
encontramos em outros objetos, mas sim uma função: 
 
a) filosófica. 
b) provocativa. 
c) objetiva. 
d) expressiva. 
e) literal. 
 
3. Alguns historiadores afirmam que a História iniciou quando a humanidade inventou 
a escrita. Nessa perspectiva, o período anterior à criação da escrita é denominado 
Pré-História. Sobre esse período podemos afirmar que: 
 
a) foi um período de grandes descobertas científicas baseadas nas crenças naturais. 
b) todas as culturas evoluíram com a escrita, por isso podemos dizer que o homem 
das cavernas não se comunicava com seu semelhante. 
c) os estudos arqueológicos sobre as pinturas rupestres contribuíram na descoberta 
dos hábitos vividos na época. 
d) durante a pré-história a forma de comunicação se dava por meio de desenhos e 
escritas feitas com símbolos. 
e) os historiadores que defendem as pinturas rupestres como forma de comunicação 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
 
vão contra aos ensinamentos históricos. 
 
4. A busca pela significação da vida e a compreensão do lugar do ser humano no 
universo têm sua necessidade respondida, tanto pela arte quanto pela ciência. 
Mediante a construção de objetos de conhecimento que, juntamente com as re-
lações sociais, políticas e econômicas, sistemas filosóficos e éticos, há a formação 
do conjunto de manifestações simbólicas de uma determinada cultura. 
 
Nesse viés de pensamento, podemos afirmar que: 
 
a) a obra de arte situa-se no ponto de encontro entre o particular e o universal da 
experiência humana refletindo as emoções e vivências estéticas unificadas. 
b) a obra de arte revela para o artista e para o espectador uma possibilidade de 
existência e comunicação, além da realidade de fatos e relações normalmente 
desconhecidos. 
c) o que distingue essencialmente a criação artística das outras modalidades de co-
nhecimento humano é a qualidade de comunicação entre os seres humanos que 
a obra de arte propicia, tornando-se uma linguagem universal. 
d) a percepção estética contempla a criação da arte, mas não sua apreciação. 
e) as experiências vividas pelo artista e pelo espectador nem sempre contribuem na 
sua arte. 
 
5. As funções da arte são diversas, variando de acordo com a cultura e com os povos 
que a criam. Atualmente, sua função está relacionada ao desenvolvimento social 
e democrático do ser humano. 
 
Considerando essa perspectiva, pode-se dizer que outra possível função da obra 
de arte é: 
 
a) possuir um caráter de decoração visual ou de entretenimento. 
b) separar em categorias os monumentos culturais. 
c) desenvolver o senso crítico. 
d) ser autêntica por meio da produção de trabalhos idênticos entre si. 
e) ser agradável aos sentidos, principalmente aos olhos ou aos ouvidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
22 
 
 
6. A arte pode ser definida como fruto da criação do homem e de seus valores junto 
à sociedade. Dentro dela existem vários procedimentos e técnicas utilizadas para 
compor uma obra. Ela é uma necessidade que faz o homem: 
 
a) expressar-se através de desenhos para estabelecer uma relação de ligação cons-
tante com a natureza. 
b) comunicar-se, porém, se manter sempre crítico e emotivo quanto às suas obras. 
c) comunicar-se e refletir sobre as questões sociais e culturais dentro da sociedade. 
d) distanciar-se das questões sociais e culturais dentro da sociedade. 
e) tornar-se parte dispensável na criação de obras artísticas. 
 
7. Toda arte possui uma materialidade intrínseca que está relacionada ao universo 
de referência dos artistas. Cenários e figurino, na dança e no teatro; instrumentos 
musicais, na música; pigmentos e suportes, nas artes visuais, são exemplos de ma-
teriais que, partindo do universo do artista, compõem a produção artística. Com 
base nas informações apresentadas e no seu conhecimento sobre o conceito de 
arte, pode-se dizer que a ideia de materialidade nas artes: 
 
a) trata-se do padrão utilizadopor escolas e movimentos artísticos para criarem suas 
obras. 
b) tem por base o princípio de que toda arte é uma criação livre, sem relação com 
a realidade. 
c) refere-se aos diversos materiais utilizados na produção da obra que possibilitam ao 
artista criar um universo próprio, carregado de singularidade. 
d) refere-se à maneira de compor com base na reprodução do mundo como ele é. 
e) trata-se da venda e do valor comercial de cada obra de arte. 
 
8. A história da Arte se desenvolveu ao longo dos anos acompanhando os aconteci-
mentos históricos. As expressões artísticas marcam as ações políticas, religiosas, 
econômicas, sociais, afetivas e emocionais dos homens desde a pré-história até a 
atualidade. Sobre os períodos artísticos podemos afirmar que: 
 
a) representações artísticas com sentido mágico e ritualístico marcam a arte contem-
porânea. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
23 
 
 
b) o período que compreende as civilizações (mais expressivas): Egípcia, Grega e 
Roma utilizou da arte para representar crenças religiosas, histórias heroicas e mito-
lógicas e na educação do povo. 
c) na arte moderna a expressão era voltada para a religião do catolicismo impulsio-
nada pela influência da Igreja Católica nas questões sociais, políticas e econômi-
cas. 
d) o surgimento de novas técnicas artísticas baseadas nas inovações tecnológicas a 
partir do Renascimento Cultural até a Revolução Francesa marcaram a Idade Mé-
dia. 
e) arte revolucionária nas formas de expressão que impulsionou novas técnicas e ar-
tísticas dando liberdade para a criação sem influência tecnológica marcam o mo-
vimento contemporâneo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
 
TENDÊNCIAS DO ENSINO DE ARTE 
 
 
 
2.1 O ENSINO DE ARTE 
O ensino de arte pode ter sido enfatizado na história por filósofos gregos como 
Sócrates e Platão. A educação proposta na sociedade grega se baseava em bases 
de conhecimento como a Matemática, filosofia, ciências, música, poesia, enfim, di-
versas linhas de conhecimento. A arte teve papel fundamental na representação dos 
deuses e heróis, figuras históricas importantes para a sociedade Ateniense. 
As referências educacionais gregas nos remetem a uma valorização da arte 
como ferramenta importante para a mudança comportamental do ser humano. 
Através da concepção e do entendimento da arte o ser humano se torna crítico e 
pensativo, pois suas emoções e vivências são percebidas e expressadas de forma 
harmoniosa com estética e beleza. 
Read (1986) na sua obra “A redenção do robô – Meu encontro com a educa-
ção através da arte” considerou que a arte e a educação estão ligadas ao homem 
como indivíduo e que a arte deve ser baseada na expressão e na liberdade de cria-
ção desde a infância. Read (1986, p. 12) nos diz: 
 
[...] quando falo em arte, quero dizer um processo educacional, um 
processo de crescimento; e, quando falo em educação, quero desig-
nar um processo artístico, um processo de autocriação. Como educa-
dores, olhamos o processo do lado de fora; como artistas, vemos por 
dentro; e ambos os processos integrados constituem o ser humano 
completo. 
 
Esse pensamento de Read está relacionado às concepções do envolvimento 
e da prática artística do educador com o aluno e ao processo educacional pela arte 
onde se aborda todas as linguagens artísticas sendo a visual, literária, musical e poé-
tica. Através desse modelo educacional o indivíduo trabalha o seu olhar questiona-
dor e cria novas concepções sobre o mundo através da leitura de obras pré-existen-
tes e a partir das suas criações. 
Na educação a arte tem o objetivo de promover o desenvolvimento das ha-
bilidades criativas de cada aluno e é função do professor promover e instigar o pro-
cesso criativo do mesmo valorizando suas experiências e sua bagagem cultural e 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
25 
 
 
apresentar-lhe novas formas de se fazer arte que fizeram e fazem parte da nossa his-
tória. 
 
 
 
Durante muito tempo a arte se tornou uma prática apenas para recreação ou 
desenvolvimento de habilidades motoras. A partir do momento em que a arte é tra-
balhada como conteúdo onde o aluno se torna questionador e pesquisador do seu 
objeto de estudo, o reconhecimento e a valorização estética e cultural se tornam 
ferramentas educacionais que instigam o desenvolvimento do repertório imagético 
e da visão crítica do aluno. 
Portanto, é imprescindível a valorização da bagagem cultural do aluno, da 
sua vivência cultural que traz consigo e da valorização das suas formas de expressão 
artística. Por mais simples que seja a atividade, a valorização da sua expressão artís-
tica vai instigar no processo criativo e no desenvolvimento das habilidades de coor-
denação motora e emocional. 
 
 
 
 
 
https://bit.ly/34wxzBa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26 
 
 
2.2 ENSINO DE ARTE E EDUCAÇÃO ESPECIAL 
A compreensão do processo evolutivo de cada faixa etária da Educação Bá-
sica é um objeto de extrema importância para o professor regente ou especialista. 
Através da compreensão dos desenvolvimentos criativos e de coordenação motora 
o professor pode planejar ou desenvolver uma atividade a partir desses dados gerais. 
Além dos dados estudados cientificamente sobre o desenvolvimento de cada faixa 
etária é necessária à compreensão das habilidades dos alunos com necessidades 
especiais. O processo de adaptação educacional para atender a demanda de cri-
anças com necessidades especiais está em desenvolvimento e cabe ao(a) profes-
sor(a) regente ou especialista está atento às questões metodológicas para o ensino 
em geral. 
Na lei de Diretrizes e Bases (LDB- 9.394/96) há determinação e defesa sobre o 
ensino de educação básica à alunos com necessidades especiais: 
 
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, 
a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na 
rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos 
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. 
§ 2o O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou ser-
viços especializados, sempre que, em função das condições específi-
cas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns 
de ensino regular. 
Art.59 – Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com ne-
cessidades especiais: 
II - Terminalidade específica para aqueles que não possam atingir o 
nível exigido para conclusão do ensino fundamental em virtude das 
suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o pro-
grama escolar para superdotados. [...] (BRASIL, 1996). 
 
A Resolução Nº 4, de 2 de Outubro De 2009, do Conselho Nacional de Educa-
ção Básica apresenta a implementação de atividades curriculares com Atendimento 
Educacional Especializado (AEE) para alunos com necessidades especiais. O docu-
mento ainda visa a plena participação do educando bem como sua participação 
na sociedade e no desenvolvimento da sua aprendizagem. 
 
Art. 1º Para a implementação do Decreto nº 6.571/2008, os sistemas de 
ensino devem matricular os alunos com deficiência, transtornos glo-
bais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas clas-
 
 
 
 
 
 
 
 
 
27 
 
 
ses comuns do ensino regular e no Atendimento Educacional Especia-
lizado (AEE), ofertado em salas de recursos multifuncionais ou em cen-
tros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou 
de instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lu-
crativos. 
 Art. 2º O AEE tem como função complementar ou suplementar a for-
mação do aluno por meio da disponibilização de serviços, recursos de 
acessibilidade e estratégias que eliminem as barreiras para sua plena 
participação na sociedade e desenvolvimento de sua aprendizagem. 
Parágrafo único. Para fins destas Diretrizes, consideram-se recursos de 
acessibilidade na educação aqueles que asseguram condições de 
acesso ao currículodos alunos com deficiência ou mobilidade redu-
zida, promovendo a utilização dos materiais didáticos e pedagógicos, 
dos espaços, dos mobiliários e equipamentos, dos sistemas de comu-
nicação e informação, dos transportes e dos demais serviços. 
Art. 3º A Educação Especial se realiza em todos os níveis, etapas e mo-
dalidades de ensino, tendo o AEE como parte integrante do processo 
educacional (BRASIL, 2009). 
 
Através dos documentos oficiais percebemos que o direito à educação inclu-
siva é irrevogável e é preciso o desenvolvimento de atividades que proporcionem 
aos educandos uma experiência dinâmica que instigue o seu desenvolvimento emo-
cional e cognitivo. A adaptação de atividades através da arte serve como um im-
pulsionador dessas habilidades uma vez que, através da arte o aluno poderá falar de 
si e de suas emoções. 
A elaboração de atividades com pintura, colagem, música, teatro, dança, en-
tre outras manifestações artísticas trará ao aluno com necessidades especiais a opor-
tunidade de ser personagem principal na composição das suas emoções colo-
cando-o em situação de igualdade com os outros colegas. 
Preocupar-se com a elaboração de atividades que contribuam no processo 
ensino-aprendizagem dos alunos com necessidades especiais trará benefícios de in-
clusão aos alunos atendidos pela instituição em que o professor estiver atuando. 
Compreender as dificuldades e utilizar a arte como mecanismo de inserção social e 
educacional deste aluno servirá como uma ferramenta impulsionadora de suas ha-
bilidades emocionais e do desenvolvimento da sua capacidade intelectual. 
Sobre a formação de professores e o uso da Arte na Educação Inclusiva Fer-
reira (2010) nos diz que Uma formação de professores mais ativa, contínua e inclusiva 
é necessária e urgente, especialmente em termos de ação e transformação. O prin-
cipal objetivo é sensibilizar professores e departamentos administrativos para a impor-
tância da arte na formação da cidadania e sua contribuição para o processo de 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
28 
 
 
desenvolvimento humano e social dos alunos em educação inclusiva. Assim, a busca 
pelo conhecimento sobre as necessidades do seu aluno e o desenvolvimento de ati-
vidades que sejam adequadas ao mesmo o tornará um profissional capacitado e 
interativo. 
 
 
 
2.3 RELATO DE UM PROJETO ARTÍSTICO NA EDUCAÇÃO BÁSICA COM INCLU-
SÃO 
Nesta seção vamos visualizar na prática um projeto realizado com alunos da 
Educação Básica do 9º ano do E.F e 1º ano do E.M. da Escola João XXIII elaborado 
pela Autoraa no ano de 2019 em suas aulas de Arte. O Objetivo geral do projeto era 
desenvolver uma atividade prática artística para instigar a expressão pessoal e emo-
cional dos alunos através da arte além de trabalhar a socialização, a coordenação 
motora através do desenho e da pintura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
29 
 
 
2.3.1 Projeto Arte na Tela – 9º Ano do Ensino Fundamental e 1º Ano Ensino Mé-
dio 
Figura 2: Pinturas produzidas pelos alunos no Projeto Arte na Tela 
 
Fonte: Arquivo do Autora (2020) 
 
No ano de 2019, desenvolvi um projeto artístico na Escola Estadual João XXIII 
com alunos do ensino fundamental e médio voltado para a releitura de obras artísti-
cas e composições visuais próprias utilizando a técnica da pintura. Durante o projeto 
foram atendidos uma média de 300 alunos divididos em turmas de 9º ano do Ensino 
Fundamental e 1º Ano do Ensino Médio. O projeto intitulado como “Arte na Tela” tinha 
como principal objetivo proporcionar uma experiência prática e criativa utilizando a 
pintura como forma de expressão artística. 
Em uma turma do Ensino Médio havia 1 aluno portador da síndrome de Down 
e 2 alunos portadores de autismo e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperativi-
dade (TDAH). Os alunos possuíam uma acompanhante pedagógica (acompanha-
mento garantido aos alunos portadores de necessidades especiais pela lei LDB- 
9.394/96 endossada pela Resolução nº 4, de 2 de outubro de 2009, do Conselho Na-
cional de Educação Básica) para orientação mais profunda sobre as atividades de-
senvolvidas em sala de aula. 
 
 
 
https://bit.ly/3bjwaSX
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
Uma das dificuldades encontradas pelos professores especialistas se dava pela 
constante mudança de comportamento dos alunos com necessidades especiais 
que ora estavam agitados, agressivos ou inquietos por não compreenderem as ativi-
dades propostas com maior nível de questionamento intelectual. Diante da análise 
comportamental dos alunos no geral desenvolvi a ideia do projeto para atender to-
dos os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e 1º Ano do Ensino Médio como ati-
vidade prática nas aulas de Arte. 
As aulas de pintura aconteciam em uma sala específica solicitada à escola e 
disponibilizada devido à quantidade de material utilizado como telas, tintas e pincéis 
e por se tornar um ambiente específico para aquela atividade. Durante as aulas de 
pintura os alunos socializavam suas emoções, experiências e ideias ao elaborarem 
suas obras ou releituras artísticas. Os alunos portadores de necessidades especiais se 
viam como parte da turma ao fazerem a mesma atividade, porém com suas expres-
sões artísticas pessoais. 
 
Figura 3: Alunos com necessidades especiais produzindo pinturas no Projeto Arte na Tela – 
E.E. João XXIII/ Ipatinga-MG 
 
Fonte: Arquivo do Autora (2020) 
 
Era visível a concentração e motivação dos alunos com necessidades especi-
ais ao realizarem suas obras e ao questioná-los sobre o que estavam sentido durante 
a aula. A resposta era sempre positiva e com entusiasmo. Ao trabalhar uma atividade 
prática de pintura onde os alunos se sentiam motivados para expressar suas emoções 
é possível perceber o desenvolvimento das habilidades emocionais, da coordena-
ção motora e da socialização contribuindo para sua formação educacional básica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
 
Elaborar projetos práticos nas aulas de arte contribui com eficiência no desen-
volvimento das habilidades emocionais e cognitivas de todos os alunos. Adaptá-las 
é um desafio que pode ser resolvido através do conhecimento das limitações de 
cada aluno. 
 
2.4 ARTE E TECNOLOGIA: NOVAS TENDÊNCIAS DO ENSINO DE ARTE E GAMIFI-
CAÇÃO 
Ao longo do tempo em toda a história da humanidade a evolução tecnoló-
gica ocorreu e promoveu grandes mudanças nas práticas artísticas. Surgimento de 
novos materiais, desenvolvimento de novas técnicas e a criação de novas tendên-
cias nas formas de expressão marcaram diversos momentos da história da arte por 
suas inovações ideias e tecnológicas. 
A BNCC (2017, p. 57) trata sobre a relação das crianças, adolescentes e jovens 
quanto ao uso de novas tecnologias digitais. Ressalta que: 
 
[...] a cultura digital tem promovido mudanças sociais significativas nas 
sociedades contemporâneas. Em decorrência do avanço e da multi-
plicação das tecnologias de informação e comunicação e do cres-
cente acesso a elas pela maior disponibilidade de computadores, te-
lefones celulares, tablets e afins, os estudantes estão dinamicamente 
inseridos nessa cultura, não somente como consumidores. Os jovens 
têm se engajado cada vez mais como protagonistas da cultura digital, 
envolvendo-se diretamente em novas formas de interação multimidi-
ática e multimodal e de atuação social em rede, que se realizam de 
modo cada vez mais ágil. Por sua vez, essa cultura também apresenta 
forte apelo emocional e induz ao imediatismo de respostas e à efeme-
ridade das informações, privilegiando análises superficiais e o uso de 
imagens e formas de expressão mais sintéticas, diferentes dos modos 
de dizer e argumentar característicos da vida escolar. 
 
No momento atual que vivemos, a tecnologia tornou-se uma ferramenta im-
pulsionadora de novas técnicas de expressão artística e de promoção das obras em 
larga escala pelo mundo todo. O acesso à informação e as novas tendênciasco-
nectados através da internet tem se tornam mais acessíveis a cada dia. Novos apli-
cativos, melhores conexões de rede, desenvolvimento de novos softwares além de 
gravações de filmes, séries, entre outros estão cada vez mais criativos e frequentes. 
Jordão (2009, p. 10) retrata bem a realidade quando aponta sobre a influência 
que a tecnologia vem causando na vida de crianças e adolescentes no processo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
 
educacional. Diz, portanto: 
 
[...] a cada dia, mais os professores se deparam, em suas salas de aula, 
com alunos que convivem diariamente com as tecnologias digitais. 
Estes alunos têm contato com jogos complexos, navegam pela inter-
net, participam de comunidades, compartilham informações, enfim, 
estão completamente conectados com o mundo digital. 
 
Jordão (2009, p. 10) enfatiza ainda que: 
 
As tecnologias digitais são, sem dúvida, recursos muito próximos dos 
alunos, pois a rapidez de acesso às informações, a forma de acesso 
randômico, repleto de conexões, com incontáveis possibilidades de 
caminhos a se percorrer, como é o caso da internet, por exemplo, es-
tão muito mais próximos da forma como o aluno pensa e aprende. 
Portanto, utilizar tais recursos tecnológicos a favor da educação torna-
se o desafio do professor, que precisa se apropriar de tais recursos e 
integrá-los ao seu cotidiano de sala de aula. 
 
É enriquecedor elaborar atividades gamificadas em sala de aula com intuito 
de promover a interatividade com novas tecnologias e desenvolver uma atividade 
colaborativa a partir das novas mídias digitais. Assim, é possível realizar a integração 
dos alunos com a tecnologia otimizando o processo ensino-aprendizagem. 
 
2.3.2 Como trabalhar mídias digitais dentro da Sala de Aula 
Estamos vivendo em constante transformação social e tecnológica onde as 
crianças e adolescentes passam a maior parte do tempo em contato com celulares, 
tablets, computadores e outros objetos digitais que proporcionam jogos, pesquisas, 
vídeos, filmes, entre outros, de forma rápida, criativa e interativa. Apropriar-se desses 
meios digitais e promover o desenvolvimento do repertório imagético e a sensibili-
dade através de práticas artísticas é um grande desafio. 
Jordão (2009) aborda sobre a diferença de aprendizagem que tivemos em 
nosso período escolar relacionada ao momento atual que estamos vivenciando e 
afirma sobre a importância de mudar as estratégias na educação. Diz-nos que “te-
mos que nos adaptar à agilidade de pensamento e à velocidade do acesso à infor-
mação que nossos alunos possuem atualmente”. É possível compreender, portanto, 
que crianças e jovens aprendem de forma diferente da que aprendemos no pas-
sado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
33 
 
 
Para se trabalhar uma atividade digital no contexto escolar é importante defi-
nir o objetivo que será alcançado na atividade bem como a metodologia a ser apli-
cada. É possível desenvolver uma atividade caso as crianças possuam aparelhos ele-
trônicos ou a escola disponibilize um laboratório com computadores ou outras má-
quinas tecnológicas. 
Tratando de atividades feitas voltadas para a disciplina arte, configura-se ati-
vidade utilizando mídias digitais as pesquisas, elaboração de panfletos, criação de 
memes, elaboração de mapas mentais, desenvolvimento de jogos ou questionários 
interativos sobre o conteúdo abordado. São diversas formas que podem ser utilizadas 
para atrelar a arte à tecnologia utilizando uma metodologia ativa e prática no de-
senvolvimento da atividade. 
 É de extrema importância explicar ao seu aluno o objetivo da atividade pro-
posta para que ele desenvolva em um processo criativo alguma obra artística digital 
dentro do conteúdo abordado. Utilizando a tecnologia a favor do processo ensino 
aprendizagem a aula se torna mais dinâmica, interativa e criativa proporcionando 
ao educando a oportunidade de trabalhar habilidades tecnológicas na criação de 
obras digitais. 
Neste ano de 2020, a pandemia do Covid-19 promoveu um momento histórico 
na educação ao tirar milhares de alunos do mundo inteiro para ficarem em quaren-
tena em casa. As escolas têm-se adaptado à elaboração de atividades remotas uti-
lizando recursos tecnológicos, novas tendências educacionais e novas práticas que 
surgiram para atender essa realidade que afetou diretamente o processo educacio-
nal. 
 
 
 
 
https://bit.ly/2SzjRaW
 
 
 
 
 
 
 
 
 
34 
 
 
FIXANDO O CONTEÚDO 
1. Sobre a utilização da Arte como forma de ensino na sociedade grega, podemos 
afirmar que: 
 
a) teve grande representação política durante toda a Grécia antiga. 
b) representou de forma significativa as histórias de deuses e heróis, e figuras impor-
tantes atenienses. 
c) a sua representação era simples e sensível aos olhos dos grandes filósofos gregos. 
d) se tratava de uma base educacional pautada em regras definidas pelos políticos 
atenienses. 
e) registrava de forma simplificada às ações políticas da época. 
 
2. Hebert Read disse que: “quando falo em arte, quero dizer um processo educaci-
onal, um processo de crescimento; e, quando falo em educação, quero designar 
um processo artístico, um processo de autocriação. (Read,1986. pág.12) 
 
Sobre o pensamento de Read, podemos afirmar que: 
 
a) o ensino de arte deve levar em consideração o processo de criação como parte 
mais importante. 
b) o ensino de arte deve valorizar a obra finalizada. 
c) a apresentação de uma obra de arte mal feita determina que o aluno não tem 
capacidade artística. 
d) o ensino de arte deve ter uma visão subjetiva valorizando as diversidades no pro-
cesso de criação até chegar no objetivo final. 
e) o professor deve sempre estar atento ao processo artístico para que o aluno não 
represente de forma errada a atividade solicitada. 
 
3. Partindo do pressuposto de que o professor de Arte necessita conhecer as ten-
dências que influenciaram o ensino e a aprendizagem de arte, podemos dizer 
que o professor deve compreender a(o): 
 
a) situação da arte-educação no contexto atual e refletir sobre sua atuação peda-
gógica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
35 
 
 
b) vantagem de uma direção conjunta para que se possa programar atividades 
plásticas. 
c) sentido da força do mundo espiritual na inspiração das composições musicais. 
d) ensino de arte de forma unificada onde os alunos desenvolverão os conhecimen-
tos e habilidade de forma conjunta. 
e) abordagem pedagógica que consiste na utilização de atividades pré-estabele-
cidas que não contemplem novas ideias. 
 
4. Na educação a arte tem o objetivo de promover o desenvolvimento das habili-
dades criativas de cada aluno. A função do (a) professor(a) é: 
 
a) realizar uma abordagem pedagógica com conceitos sem promover a prática. 
b) elaborar atividades unificadas que desenvolvam a coordenação motora. 
c) apresentar ao seu aluno formas distintas de se fazer arte que limitem suas capaci-
dades cognitivas. 
d) elaborar todas as produções artísticas de eventos da escola. 
e) promover e instigar o processo criativo do aluno e valorizar sua bagagem cultural. 
 
5. Na lei LDB- 9.394/96 o artigo 58 que trata da educação especial determina: 
 
a) entende-se por educação especial, modalidade de educação para alunos com 
transtorno bipolar. 
b) entende-se por educação especial, modalidade de educação para alunos com 
deficiência e dificuldades de aprendizagem. 
c) entende-se por educação especial, modalidade de educação para alunos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou super-
dotação. 
d) entende-se por educação especial, modalidade de educação para alunos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou super-
dotação. 
e) entende-se por educação especial, modalidade de educação para alunos com 
deficiência física, mental ou psicomotora. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
36 
 
 
6. No que se refereao trabalho do professor de arte na educação especial pode-
mos afirmar que: 
 
a) preocupar-se com a elaboração de atividades que contribuam no processo en-
sino-aprendizagem fará o aluno especial se sentir parte da turma. 
b) uma de suas atribuições consiste em atender o aluno com necessidade especial 
sem apoio. 
c) compreender as dificuldades e utilizar a arte como mecanismo de inserção social 
e educacional deste aluno servirá como uma ferramenta impulsionadora de suas 
habilidades. 
d) as atividades desenvolvidas devem sempre ser facilitadas para os alunos com ne-
cessidades especiais. 
e) adaptar atividades de arte significa que o professor irá oportunizar o aluno espe-
cial um desenvolvimento igual aos seus colegas. 
 
7. Ao longo do tempo em toda a história da humanidade a evolução tecnológica 
ocorreu e promoveu grandes mudanças nas práticas artísticas. Sobre o surgi-
mento de novas tecnologias para o processo educacional podemos dizer que: 
 
a) tornou-se uma ferramenta impulsionadora de novas técnicas de expressão artís-
tica e diminui a produção de consumo artístico. 
b) elaborar atividades gamificadas enriquece a aula desenvolvendo a interativi-
dade com novas tecnologias e mídias digitais. 
c) o professor deve estar atento às novas tendências tecnológicas e se organizar 
para possuir material mais evoluído para melhorar suas aulas. 
d) é difícil trabalhar com tecnologia em sala de aula uma vez que os alunos não 
estão familiarizadas com as novas tendências. 
e) Utilizar tecnologia limitará o professor ao desenvolvimento das habilidades artísti-
cas dos seus alunos. 
 
8. Para se trabalhar uma atividade digital no contexto escolar é importante definir o 
objetivo que será alcançado na atividade bem como a metodologia a ser apli-
cada. É possível desenvolver uma atividade caso as crianças possuam aparelhos 
eletrônicos ou a escola disponibilize um laboratório com computadores ou outras 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
37 
 
 
máquinas tecnológicas. 
 
A gamificação das aulas de Arte pode ocorrer em: 
 
a) atividades diversificadas como pesquisas e pinturas digitais. 
b) Atividades extracurriculares que envolvam a família na proposta pedagógica. 
c) atividades como pesquisas sobre arte, elaboração de panfletos, criação de me-
mes, elaboração de mapas mentais e desenvolvimento de jogos. 
d) atividades rápidas que sejam facilitadas com a tecnologia para que o professor 
não perca tempo. 
e) atividades que desenvolvam nos alunos a curiosidade para pesquisas individuais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
 
BASE NACIONAL COMUM 
CURRICULAR (BNCC) 
 
 
 
 
3.1 ANÁLISE DA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) - HABILIDA-
DES DO ENSINO DE ARTE NA EDUCAÇÃO BÁSICA. 
Em linhas gerais a BNCC é definida por: 
 
[...] documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico 
e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem 
desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Bá-
sica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendiza-
gem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o 
Plano Nacional de Educação (PNE). Este documento normativo 
aplica-se exclusivamente à educação escolar, tal como a define o § 
1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, 
Lei nº 9.394/1996) e está orientado pelos princípios éticos, políticos e 
estéticos que visam à formação humana integral e à construção de 
uma sociedade justa, democrática e inclusiva, como fundamentado 
nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) 
(BRASIL, 2017, p. 07). 
 
A BNCC é hoje o documento de referência educacional no Brasil que contém 
as competências e habilidades que devem ser trabalhadas em todas as faixas etárias 
do Ensino Infantil ao Ensino Fundamental da Educação Básica. 
A Educação Básica segundo a BNCC (2017) deve assegurar aos estudantes o 
direito à aprendizagem a partir de competências e habilidades que englobam a mo-
bilização do conhecimento bem “como as atitudes e valores para resolver deman-
das complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do 
trabalho.” É possível perceber nas habilidades voltadas ao ensino de Arte do Ensino 
Infantil ao Ensino Fundamental 2o estímulo ao desenvolvimento de habilidades fun-
damentais como criação, reflexão, crítica e expressão. 
No texto da BNCC (2017) podemos identificar as competências gerais da Edu-
cação. Entre elas podemos citar: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
 
[...]1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos 
sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar 
a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de 
uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria 
das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a 
imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar 
hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tec-
nológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das 
locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da 
produção artístico-cultural. 
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como 
Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhe-
cimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se ex-
pressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em 
diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento 
mútuo. 
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e 
comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas di-
versas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, 
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver 
problemas e exercer protagonismo e Autoraia na vida pessoal e cole-
tiva. 
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-
se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as 
relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao 
exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, au-
tonomia, consciência crítica e responsabilidade. 
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, 
para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões 
comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciên-
cia socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regio-
nal e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si 
mesmo, dos outros e do planeta. 
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, 
compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas 
emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar 
com elas. 
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a coope-
ração, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos 
direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de 
indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e po-
tencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, 
flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base 
em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 
(BRASIL, 2017, p. 09). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
40 
 
 
A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) documento que atualmente de-
fine e rege o desenvolvimento de todas as habilitadas que os educandos devem de-
senvolver durante a educação básica nos diz: 
 
No novo cenário mundial, reconhecer-se em seu contexto histórico e 
cultural, comunicar-se, ser criativo, analítico-crítico, participativo, 
aberto ao novo, colaborativo, resiliente,

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