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Resumo sobre Saberes Tecnológicos, Teoria da Atividade e Processos Pedagógicos O artigo de Lucília Regina de Souza Machado discute a importância da inclusão de saberes tecnológicos no sistema educacional e nos currículos escolares, propondo um debate educacional sobre o tema. A pesquisa se baseia nas contribuições teóricas e metodológicas de quatro autores: Alicia Camilloni, André-Georges Haudricourt, Alexis N. Leontiev e Jacques Ginestié. O quadro teórico é interdisciplinar, envolvendo abordagens críticas do currículo, a visão etnológica da tecnologia, a Teoria da Atividade e metodologias de educação tecnológica e profissional. As conclusões da pesquisa ressaltam a necessidade de integrar o saber do trabalho na formação humana, considerando a tecnologia como uma ciência autônoma e essencial para a análise das atividades humanas. A Inserção dos Saberes Tecnológicos no Currículo Machado inicia o artigo destacando a relevância de discutir a inserção de saberes tecnológicos no currículo escolar, um desafio enfrentado por políticas educativas em diversos países. Alicia Camilloni, uma das autoras referenciadas, aborda a estratificação de saberes que existe entre a educação técnica e acadêmica, enfatizando que essa divisão perpetua desigualdades sociais. Camilloni argumenta que a educação igualitária não pode ser alcançada sem uma intervenção nesse processo de estratificação, que se reflete na organização curricular. Ela propõe que a introdução do saber sobre o trabalho deve ser uma prioridade, e sugere várias estratégias para integrar formação acadêmica e técnica, como a colaboração entre professores de diferentes disciplinas e a criação de currículos que unifiquem essas formações. Camilloni também menciona iniciativas locais que buscam incorporar saberes técnicos na formação dos alunos, como programas de alternância entre estudo e trabalho, e projetos que promovem a experiência prática. No entanto, ela reconhece que ainda existem desafios significativos, como a resistência à valorização da formação para o trabalho e a necessidade de preparar os alunos para as demandas do futuro. A autora conclui que é essencial desenvolver habilidades críticas e criativas, promovendo uma educação que não apenas ensine técnicas, mas que também prepare os alunos para enfrentar situações reais de trabalho. A Tecnologia como Ciência Humana e da Atividade André-Georges Haudricourt, outro autor mencionado, critica a visão tradicional da tecnologia como meramente instrumental ou aplicada às ciências. Para ele, a tecnologia deve ser entendida como uma ciência autônoma que estuda as atividades humanas. Haudricourt argumenta que a tecnologia deve ser abordada de forma transdisciplinar, considerando não apenas os objetos, mas também os gestos e as práticas humanas que os envolvem. Ele enfatiza a importância de investigar a história e a evolução dos gestos humanos, propondo que a tecnologia deve ser vista como uma ciência das atividades humanas, que inclui a análise dos movimentos e das interações sociais. Leontiev, por sua vez, contribui com a Teoria da Atividade, que analisa a atividade humana como um sistema gerador de relações sociais. Ele argumenta que a atividade é fundamental para a formação da consciência e da personalidade, e que os processos cognitivos são moldados pelas condições sociais e históricas. Leontiev destaca a importância de entender a atividade não apenas como um conjunto de ações, mas como um processo que envolve motivações, objetivos e condições específicas. Essa abordagem é crucial para a educação, pois permite uma compreensão mais profunda das interações entre alunos e professores, e como essas interações influenciam o aprendizado. Metodologia para o Ensino de Tecnologia Jacques Ginestié, o último autor discutido, propõe uma metodologia específica para o ensino de saberes tecnológicos, enfatizando a necessidade de descrever e formalizar os gestos envolvidos nas atividades. Ele argumenta que a educação tecnológica deve ser fundamentada na trilogia atividade, linguagem e objeto, onde a técnica desempenha um papel central. Ginestié sugere que a educação deve se concentrar na relação entre o sujeito e o objeto técnico, promovendo uma compreensão mais rica das práticas e das linguagens técnicas. O autor também critica a abordagem tradicional que prioriza a eficiência econômica em detrimento da educação significativa. Ele defende que a educação tecnológica deve ser mais aberta e reflexiva, permitindo que os alunos se conectem com suas próprias práticas e desenvolvam uma compreensão crítica das técnicas e tecnologias. Ginestié conclui que é fundamental promover interações entre ensino e pesquisa para melhorar a qualidade do aprendizado em tecnologia, sugerindo a criação de instrumentos educacionais que facilitem essa integração. Considerações Finais O artigo de Machado reafirma a importância da inclusão de saberes tecnológicos na formação humana, destacando os desafios enfrentados na superação da divisão entre saberes acadêmicos e técnicos. A pesquisa sugere que a educação deve ser repensada para integrar essas dimensões, promovendo metodologias que valorizem a prática e a reflexão crítica. As contribuições de Haudricourt, Leontiev e Ginestié oferecem um rico instrumental teórico e metodológico para enfrentar esses desafios, propondo uma abordagem mais holística e integrada da educação tecnológica. Destaques A inclusão de saberes tecnológicos no currículo escolar é essencial para promover uma educação igualitária. A estratificação de saberes entre educação técnica e acadêmica perpetua desigualdades sociais. A tecnologia deve ser entendida como uma ciência autônoma que estuda as atividades humanas. A Teoria da Atividade de Leontiev oferece uma perspectiva valiosa para entender a relação entre atividade, consciência e aprendizado. A metodologia de ensino de tecnologia deve focar na descrição dos gestos e na relação entre sujeito e objeto técnico.

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