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COLETA DE AMOSTRAS E ANÁLISES LABORATORIAL

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Gabriella Dias 
 
COLETA DE AMOSTRAS E ANÁLISES 
LABORATORIAIS 
CONCEI TOS 
Nutriente: qualquer componente do alimento, ou grupo de 
componentes de mesma composição química geral, que auxilia 
na manutenção e proteção da vida 
Alimentação: consiste no fornecimento de alimentos (volumosos 
e/ou concentrados), suplementos minerais e vitaminas. 
• Devem ser misturados em proporções adequadas de forma a 
suprir os nutrientes necessários para: mantença, crescimento, 
reprodução e produção. 
Ração: combinação de ingredientes que constitui a dieta dos 
animais consumida durante 24 horas. 
• A proporção de cada ingrediente na dieta será definida em 
função da sua composição química, ou seja, nutrientes contidos 
na matéria seca (MS) do alimento e das exigências nutricionais do 
animal. 
FORMULAÇÃO DAS DIE TAS 
Composição química dos alimentos volumosos e concentrados 
que serão utilizados. 
Amostragem: coleta de amostras para o envio ao laboratório 
• Em torno de 1 kg de amostra 
• Produtos com alta homogeneidade a colheita deve ser superior 
a 2 kg 
ANÁL ISES LABORA TORIAIS 
• Água 
• Proteína Bruta (PB) 
• Fibra Bruta (FB) 
• Extrato Etéreo (EE) 
• Extrativos Não Nitrogenados (ENN) 
 ENN = 100% - PB – FB – EE - % cinzas – H2O 
 → Método para identificar carboidratos não 
estruturais ou não fibrosos 
Cinzas 
 Toda essa análise é feita com MS, depois é feita a 
conversão para matéria natural (MN) – com umidade. 
 %NDT = PBD + FDB + %ENND + (2,5 * EED) 
PRÉ SECAGEM 
Pesar 200 g de amostra → secar em estufa ventilada → Deixar ao 
ar livre → pesar novamente → moer a 1 mm → armazenar em 
potes 
ANÁL ISE PROXIMAL 
• Proteína: proteína bruta 
• Gordura: extrato etéreo 
• Carboidratos: FDN/FDA e FB para a fibra e a subtração dos 
outros dados para o carboidrato não estrutural (NE). 
• Cinzas: material inorgânico 
• Matéria Mineral: queima total da matéria orgânica 
 MS = Matéria Orgânica (MO) + cinzas 
 → Derivadas da MO 
• Energia Bruta: energia liberada durante a combustão completa 
das amostras. 
• Valor nutricional: CNF = 100 – (%FDN + %PB + %EE + %cinzas) 
DIGESTÃO COMPARADA DOS ANIMAIS 
Utilização dos nutrientes e alimentos, nas diferentes espécies. 
Digestão: divisão das partículas alimentares e absorção, relativo 
ao próprio animal 
Degradação: quando há microrganismos agindo no alimento 
AÇÕES DO P ROCESS O D IGEST IVO 
Forças mecânicas: mastigação, contrações musculares → 
aumentam a superfície de contato 
Ação química: HCl no estômago e bile no ID → ação não 
específica, agindo sobre qualquer ligação química. 
Atividade enzimática: ação específica, com um alvo específico 
S ISTE MA D IGES T IVO DOS M ON OGÁ STR ICOS 
A maioria dos não ruminantes utiliza alimentos fibrosos de modo 
pouco eficiente, com exceção do cavalo e do coelho. 
BOCA 
1. Lábios: apreensão 
2. Língua: apreensão, mistura e deglutição, paladar 
3. Dentes: apreensão e mastigação 
4. Glândulas salivares: 3 pares que secretam a saliva 
Água → umedece os alimentos 
Mucina → lubrifica os alimentos 
Íons Bicarbonato → tampões, ajudando a regular o 
pH do estômago. 
Enzimas → amilase (ausente no cavalo, cão, gato) 
ESÔFAGO 
• Ondas peristálticas para conduzir o alimento. 
ESTÔMAGO 
• Órgão que estoca, por algum tempo, e tritura, mediante 
contrações musculares, o alimento ingerido. 
• A presença do alimento no estômago induz a produção de 
suco gástrico. 
Suco gástrico: água, HCl e pepsinogênio (pepsina em pH ácido) 
• A secreção do HCl possibilita a manutenção do pH estomacal 
Quimo: material que sofreu a ação do suco gástrico. 
INTESTINO DELGADO 
• É dividido em 3 seções: 
1. Duodeno: sítio ativo de digestão e absorção 
2. Jejuno: sítio ativo de absorção 
3. Íleo: porção caudal, sítio ativo de absorção e 
reabsorção 
→ Veias e micro veias aumentam a área de superfície 
INTESTINO GROSSO 
1. Ceco: tamanho variável nas diferentes espécies, 
geralmente muito maior em herbívoros 
2. Colo: seção média 
3. Reto: última seção 
• Reabsorção de água 
• Secreção de minerais (ex. Ca) 
• Reservatório de componentes não digeridos no ID 
• Fermentação microbiana 
• Formação e expulsão do bolo fecal 
S ISTE MA D IGES T IVO DOS SU ÍNOS 
BOCA 
• Ação mecânica 
• Possuem amilase salivar 
• Presença de lisina (função antimicrobiana) 
ESTÔMAGO 
• Capacidade de 6 a 8 litros 
• É dividido em: cárdia, fundo e piloro 
• Possuem esfíncteres que controlam a passagem de alimentos 
Gabriella Dias 
 
• Presença de dobra no epitélio 
• Produção de renina em animais jovens para digerir o leite 
INTESTINO DELGADO 
Suco duodenal: secreção alcalina que age como lubrificante e 
protege a mucosa duodenal. 
Bile: é secretada pelos hepatócitos, emulsifica os lipídios, ativa a 
lipase pancreática, é a rota de excreção de elementos metálicos, 
hormônios inativos e outras substâncias. 
Secreção pancreática: a secretina (produzida pela mucosa 
duodenal, estimulada pelo HCl proveniente do estômago) 
estimula o pâncreas a produzir uma substância aquosa com 
grande quantidade de íons bicarbonato e poucas enzimas. 
• A CCK (produzida pelo duodeno) estimula a secreção de 
enzimas pelo pâncreas 
 → Amilase pancreática (amido e dextrinas) 
 → Tripsinogênio (reação com a tripsina) 
 → Quimotripsinogênio 
 → Lipase pancreática 
Carboidratos: maltase, lactase, oligo 1-6 glucosidae 
Peptídeos: aminopeptidases (agem sobre a ligação peptídica 
com o grupo amino livre dos peptídeos simples) e as dipeptidases 
completam a ruptura. 
• A maior parte da atividade microbiana no IG são do tipo 
mucoso, não produtoras de enzimas 
• A maior parte da atividade microbiana ocorre no ceco, a 
contribuição dos ácidos graxos produzidos pode chegar de 10 a 
12% das necessidades de mantença do suíno adulto. 
S ISTE MA D IGES T IVO DAS AVES 
BOCA 
• Bico córneo para apreender pequenas partículas de alimento; 
reduz parcialmente o tamanho do alimento a ser digerido. 
• Paladar pouco desenvolvido 
ESÔFAGO 
• A maioria das aves possui o inglúvio (papo), que tem como 
função umedecer os alimentos. 
• Permite ação prolongada da amilase salivar 
MOELA / ESTÔMAGO MUSCULAR 
• Órgão oco, de parede grossas e epitélio cornificado. 
• Tritura os alimentos 
• Contrações a cada 20 a 30 seg. 
• No interior da moela encontra-se pedriscos e outras partículas 
duras que ajudam na trituração do alimento, mas não são 
essenciais para a sua função. 
• Não secreta enzimas, mas permite a ação do suco gástrico 
INTESTINO DELGADO 
• Mesma coisa dos mamíferos 
• Não possui lactase 
• pH ligeiramente ácido 
INTESTINO GROSSO 
• Possui 2 cecos 
• Muito pequeno e desemboca na cloaca 
• Absorção de água e digestão da fibra 
• A fermentação bacteriana é menor 
S ISTE MA D IGES T IVO DOS EQUIN OS 
BOCA 
• É bastante seletivo com o auxílio dos lábios. 
• A secreção salivar tem como principal função umedecer os 
alimentos 
• Não possui amilase 
• Deglutição irreversível 
ESTÔMAGO 
• Pequeno, com rápida taxa de passagem 
• Não possui vesícula biliar 
INTESTINO DELGADO 
• Digestão dos carboidratos NE 
INTESTINO GROSSO 
• Digestão dos carboidratos estruturais (E) com fermentação no 
ceco e cólon (produção de AGV e síntese bacteriana e 
vitaminas) 
S ISTE MA D IGES T IVO DOS RU MIN AN TES 
• O ruminante apresenta um ambiente favorável com suprimento 
de alimentos para os microrganismos crescerem e se reproduzirem 
• Os microrganismos utilizam CHO (carboidratos) e complexos de 
NNP (nitrogênio não proteico). 
• Pela fermentação nos pré-estômagos, os ruminantes são 
capazes de utilizar eficientemente os alimentos ricos em fibras. 
BOCA 
• Ausência de incisivos superiores → placa acolchoada que age 
em conjunto com os incisivos inferiores, lábios e a língua (na 
apreensão de alimentos). 
• Cortam ou arrancam o alimento por pressão dos incisivos 
inferiores contra a placa. 
• Alta produção de saliva. 
Funções da saliva: 
- Adicionar águaao conteúdo do rúmen para diluir ácidos e 
promover o fluxo de partículas para dentro e fora do retículo-
rúmen. 
- Adicionar tampão ao rúmen. 
- Lubrificar o alimento para a formação do bolo alimentar 
- Fornecer alguns nutrientes aos microrganismos do rúmen 
(N,Na,Cl, P, Mg). 
- Ajudar na prevenção do timpanismo, através na mucina 
(agente atimpânico) 
 → O ruminante produz até 200L de saliva por dia 
(quanto maior a partícula e mais seca, maior será a produção). 
Alimentos: 
Volumoso: alimento com muita fibra 
• Pastagem, silagem e feno 
• ↓ velocidade de ingestão 
• ↑ quantidade de saliva 
Concentrado: alimento com pouca fibra 
• Milho moído, soja moída 
• ↑ velocidade de ingestão 
• ↓ quantidade de saliva 
RETÍCULO 
• Localizado mais cranial 
• A abertura do esôfago (cárdia) é comum ao retículo-rúmen 
• Paredes com membrana mucosa e inúmeras pregas 
• Não secreta enzimas 
• Ajuda na movimentação do alimento 
RÚMEN 
• É o maior compartimento; estende-se do diafragma a pélvis do 
lado esquerdo 
• Armazenamento e embebição do alimento 
• Câmara de fermentação 
 1. Síntese microbiana de vitaminas do complexo B e K 
 2. Síntese de aminoácidos e proteínas 
 3. Síntese de AGV 
Gabriella Dias 
 
OMASO 
• Órgão esférico que contém lâminas musculares folhadas 
• Lado direito do rúmen – retículo 
• Não secreta enzimas 
• Absorção de água e AGV 
ABOMASO 
• Localizado ventralmente ao omaso, estendendo-se 
caudalmente do lado direito. 
• A mucosa secreta o suco gástrico 
• Região glandular 
PRODUTOS DA DIGESTÃO 
• Proteínas 
Rúmen: NH3 e AGV 
Abomaso e ID: aminoácidos e peptídeos 
IG: NH3 e AGV 
• Carboidratos 
Rúmen: fibra → AGV + CO2 + CH4 
 CHO solúveis e amido → AGV + CO2 + CH4 
Abomaso e ID: fibra → nada 
 CHO solúveis e amido → glicose 
IG: fibra → AGV +CO2 + CH4 
 CHO solúvel e amido → AGV + CO2 + CH4 
• Lipídeos 
→ Rúmen não digere 
DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE PROTEÍNAS 
• Nos ruminantes, a proteína da dieta pode passar intacta para o 
abomaso 
• Pode sofrer ação das bactérias e demais microrganismos do 
rúmen, que promoverão a liberação dos aminoácidos com 
produção de amônia. 
• A amônia pode ser utilizada para a fabricação de proteína 
bacteriana, ou pode ser absorvida pela parede do rúmen. 
• As bactérias crescem e morrem, são lisadas e incorporadas ao 
conteúdo do rúmen, para depois serem digeridas no abomaso e 
intestino delgado. 
FATORES QUE INTERFEREM NA TAXA DE DEGRADAÇÃO DAS 
PROTEÍNAS 
• Características próprias do alimento 
• Condições ruminais 
• Tempo de permanência do alimento no rúmen 
• Tempo de retenção x taxa de passagem 
PROTE ÍNA BRUTA 
É a medida de nitrogênio (N) de um alimento, porém, nem todo N 
é proteico. 
%PB = %N x 6,25 
METAB OL ISM O DA S PROTE ÍN AS 
DIGESTÃO 
• A hidrólise é feita por proteínas proteolíticas 
• A absorção dos aminoácidos ocorre por processo ativo através 
da mucosa intestinal 
• A proteína da dieta é quebrada em peptídeos no estômago. 
No ID ocorre a digestão de peptídeos e os aminoácidos livres 
serão absorvidos 
• Na falta de aminoácidos circulante ocorre o catabolismo, onde 
ocorre a quebra de proteínas musculares para a liberação de 
aminoácidos no sangue. 
SÍNTESE DE PROTEÍNAS 
Aminoácido Essencial: não sintetizado no organismo (metionina e 
triptofano) 
Aminoácido Não Essencial: sintetizado no organismo (alanina e 
arginina). 
• Para a síntese de uma proteína, é necessária a presença de 
todos os aminoácidos que vão participar da cadeia polipeptídica 
no citoplasma. 
• Quando se esgota um determinado aminoácido essencial, a 
síntese proteica é interrompida e o restante dos aminoácidos será 
utilizado em outros processos metabólicos 
• Esse aminoácido atuou como limitante (1° limitante) 
CATAB OL ISM O DE P ROTE ÍNA INTEN SO 
• Excesso de aminoácido na dieta 
• Déficit de proteínas 
• Jejum 
 → Metabolizam gorduras 
 → Leva ao catabolismo de proteínas devido a 
necessidade de precursores no ciclo de Krebs 
FATORES QUE REDUZEM A D ISP ONIB IL IDA DE DE 
PROTE ÍNAS 
1. Encapsulamento em paredes celulares digestivas 
- Em alguns capins de idade avançada, a proteína 
pode ficar “encapsulada” no interior da fibra, 
principalmente da lignina 
2. Presença de inibidores das proteases 
- A soja crua contém inibidores 
- Somente ruminantes podem ingerir soja crua 
3. Inibição do local de ataque enzimático 
4. Inibição da absorção dos aminoácidos por 
substâncias similares 
5. Ação do calor 
- Reação de caramelização ou de Mallard 
- O radical da proteína e o radical do carboidrato se 
ligam com a ação do calor e ocorre a liberação de 
água. 
- A reação é reversível e a proteína se torna 
disponível no pH ácido. 
- No calor extremo a proteína fica indisponível e o 
carboidrato disponível 
RELAÇÃ O P ROTE ÍNA – E NERG IA DA DIE TA 
• O aumento da dieta eleva a diminuição no consumo de 
alimentos 
• Com a diminuição da ingestão, também podemos deduzir uma 
queda do aporte proteico exigido pelo animal 
• Qualquer alteração na concentração energética da dieta 
requer um ajusta na %PB e de aminoácidos na dieta, a fim de 
compensar o menor consumo do animal e evitar um equilíbrio 
nitrogenado negativo 
NECESS IDADE S NI TROGEN ADAS DE NÃO RUM INAN TES 
Proteína ideal: balanço exato de aminoácidos que vão suprir as 
necessidades energéticas dos animais 
Carnívoros: glicogênicos 
Arginina: importante para cães e gatos; componente essencial 
do ciclo da ureia. 
Taurina: maior concentração na retina e miocárdio 
Equinos: lisina e trionina são limitantes 
- Os aminoácidos são digeridos no ID, a absorção pode ser 
determinada somente pela mensuração de quanto dos 
aminoácidos ingeridos permanece no final do ID. 
METAB OL ISM O PROTE IC O DO N ITROGÊNIO N O RÚMEN 
• A PB vai para o rúmen, uma parte é degradada pelas bactérias 
e outra não (PNDR) 
• A PDR é quebrada e libera amônia (será utilizada para a síntese 
de proteína bacteriana) 
• Se há o aumento de nitrogênio, ele volta ao rúmen para ser 
Gabriella Dias 
 
excretado. 
• Os microrganismos usam amônia como fonte de nitrogênio 
DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE CARBOIDRATOS 
• Mais abundante biomolécula 
• A fotossíntese converte +100 bilhões de toneladas de CO2 e H2O 
em carboidratos (celulose e outros açúcares) 
• O açúcar é utilizado como palatabilizante 
• Nos alimentos, é a menor fração que fornece energia quando 
comparados as proteínas e gorduras 
• Por normalmente terem uma alta participação nas dietas, 
acabam sendo os que mais contribuem na alimentação de 
ruminantes, equídeos, aves e suínos. 
• Nutricionalmente, o problema não é a quantidade disponível, 
mas a capacidade dos animais em digerir e absorver os 
carboidratos e seus derivados. 
• Menos quantidade de energia disponível por grama 
VAR IAÇÃ O DA COMPOS IÇÃ O 
• As plantas sintetizam carboidratos a partir de luz e CO2 
• Possuem vitaminas, proteínas, lipídeos, minerais, água e 
disponibilidade. Plantas mais velhas possuem mais fibra (lignina) 
PRINC IPAIS CARB OIDRATOS NAS D IETA S 
Carboidrato Não Fibroso (CNF): amido, sacarose, pectina e 
lactose. 
Fibrosos (FDN / FDA): celulose e hemicelulose 
Polissacarídeos: formados por hexoses, pentoses e ávidos 
urônicos. 
- Não formam soluções verdadeiras na água 
- Principal material de reserva e estrutural das plantas, sendo a 
fonte de energia mais importante e disponível na natureza 
Amido: estrutura 
 Amilose: polímero linear 
 Amilopectina: polímero ramificado 
- A porção de gel é solúvel e facilmente alcançável pelas 
enzimas amido degradantes. 
- A fase cristalino é a mais resistente, necessitando ser liberada do 
grânulo para ser atacada 
- A capacidade de perda ou ganho de água é que fornece as 
propriedades de cristalino ou gel 
Gelatinização: proporciona o aumento da digestibilidade 
- Ocorre quando o amido é aquecido com água ou com calor 
seco 
 • Calor 
 • Vapor 
 • Expansão• Peletização 
 • Maceração 
 • Extrusão → envolve variação de pressão, pode ser 
úmida ou seca 
- Os alimentos possuem frações de amido com diferentes 
capacidades de absorver a água dos procedimentos. 
Grão de milho: farináceo (grão mole) é mais digestível; vítreo 
(grão duro) muda de acordo com a genética do grão. 
CARBOIDRA TOS NÃ O F IB ROSOS 
Pectina: fibra solúvel 
Amido: grãos 
F IB RAS FDN 
FUNÇÕES NA ALIMENTAÇÃO 
Não ruminantes: regula o trânsito intestinal, reduz consumo, reduz 
a absorção de gordura. 
Ruminantes: presente nos volumosos, principal fonte de nutrientes 
para animais a pasto e equídeos. 
F IB RA 
• Fração lentamente digerida 
• Ocupa espaço no trato digestivo 
• Indispensável para enzimas animais 
• Fermentada, digerida pelas enzimas de microrganismos 
presente no rúmen – retículo ou ceco. 
METAB OL ISM O 
• Grande dependência dos microrganismos ruminais para que a 
digestão ocorra 
• Atuação de vários sistemas enzimáticos na digestão da celulose 
• Todas as fontes são transformadas em glicose de diferentes 
formas nos microrganismos, a glicose vira piruvato de maneira 
idêntica em todos, e depois são formados os AGVs, sem O2. 
PRODUTOS N O RÚMEN 
• AGV e gases - a maior parte é absorvida no próprio local de 
digestão microbiana 
• A glicose é rapidamente fermentável 
• Quando CHO é fermentado no rúmen, ocorre a perda de 
energia como calor de fermentação e metano, o que não ocorre 
quando o CHO é digerido no ID. 
• A perda com a produção de AGV é maior quando a produção 
de acetato aumenta. 
• ↑ produção de acetato → ↓ produção de metano = ↑ eficiência 
energética 
EFE I TO NA RELAÇÃ O FORRAGEM X CONCEN TRA DO 
• Mais concentrado na dieta leva à diminuição do pH do rúmen e 
mudanças na produção dos AGVs nele produzidos. 
• ↑ ácido propiônico = ↑ glicose = ↑ produção de leite 
• ↓ ácido lático = ↓ % de gordura no leite 
• O excesso de concentrado leva a distúrbios digestivos, ↓ da 
ingesta e digestão da celulose, ↓ do pH do rúmen, levando 
também a uma queda na produção de leite. 
• Para prevenir a redução da ingestão e queda na digestão de 
celulose, o pH do rúmen não deve ser menor que 6 por longos 
períodos. O problema é menos severo em baixos níveis de 
alimentação a base de concentrados do que em altos níveis. 
FDN F IS ICAME NTE E FE T IVA 
• FDN que estimula a mastigação e salivação 
• FDN em partículas grandes é mais efetiva 
• Os níveis de FDN na ração devem ser mínimos para manter o pH 
ruminal saudável 
DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE L IP ÍDEOS 
• Liberam muita energia quando sofrem combustão 
• São substâncias orgânicas oleosas, insolúveis em água 
• Gordura e triglicerídeos são os mais abundantes e atuam como 
reserva/armazenamento de energia 
• O método de análise é o extrato etéreo (EE) → lavagem com 
éter 
• 90% do lipídeo que o animal come é triglicerídeo 
• A principal função do lipídeo é estrutural, a segunda é a reserva 
ÁCIDOS G RA XOS 
• Principais componentes dos lipídeos 
• Cadeia parafínica hidrofóbica + uma carboxila hidrofílica 
• Quanto ↑ a cadeia de carbono, ↑ a apolaridade, quanto mais 
apolar, ↓ solúvel em água. 
• A cadeia parafínica pode ser saturada (ligação simples entre 
carbonos) ou insaturadas (ligações duplas) 
• Nas cadeias poli-insaturadas, um átomo de H é eliminado nas 
ligações duplas (tornando o lipídeo mais digestível) 
• Nas cadeias saturadas, as gorduras mais hidrogenadas 
apresentam menor digestibilidade 
• O tamanho da cadeia e o grau de insaturação da molécula 
interferem na digestibilidade dos AG. 
Gabriella Dias 
 
ÁCIDOS G RA XOS ESSENC IAIS 
Nutricionalmente essencial: linoleico e linolênico 
 
Metabolicamente essencial: araquidônico 
 
Deficiência de AGE: pelos finos e decorados, pele escamosa, 
baixa taxa de crescimento, hipertrofia das glândulas sebáceas, 
degeneração testicular 
• No rúmen, os AGI são transformados em saturados por uma 
quebra da dupla ligação e adição de H+, deixando a molécula 
retilínea. 
TR IGL ICE R ÍDE OS 
• Componente principal de armazenamento 
• Gorduras e óleos possuem alto valor energético 
• São moléculas hidrofóbicas, não polares 
• Possui cerca de 2,5 vezes mais energia que os carboidratos e 
proteínas 
Gorduras: triglicerídeos sólidos, semi – sólidos 
Óleos: líquidos a temperatura ambiente 
Sebos: triglicerídeos de origem animal 
FUNÇÕE S 
• Fornecimento de energia para manutenção e funções 
produtivas 
• Fornecimento de AGE 
• Auxilia na absorção de algumas vitaminas 
• Ação isolante; protege o animal contra as variações térmicas 
do ambiente 
• Precursoras de substancias essenciais 
D IGES TÃ O 
Os lipídeos são classificados de acordo com a sua polaridade: 
Muito baixa polaridade: triglicérides e dliglicerides 
Baixa polaridade: AGS de cadeia longa, esteróis 
Média polaridade: AG de cadeia curta e média e AG de cadeia 
longa insaturada, monoglicerídeos e fosfolípides. 
• A principal função da digestão de gordura é converter, por 
hidrólise os triglicérides do alimento em compostos mais polares 
solúveis no conteúdo digestivo; isso ocorre dentro da micela 
através da lipase pancreática ativada por sais biliares 
• A digestão ocorre no duodeno 
• A digestibilidade depende da capacidade do lipídeo em 
formar micelas 
• Os produtos da hidrólise dos lipídeos são absorvidos pelas células 
da mucoso do jejuno proximal. Os demais lipídeos sofrem 
reestrificação para formar no enterócito o triglicerídeo. Ele irá 
abandonar do enterócito associado ao quilomícron, que vai leva-
lo ao sangue. Ao chegar na corrente sanguínea, ele irá para o 
fígado para ser metabolizado. 
→ São hidrolisados pela lipase até a forma de AG e glicerol. 
Os AG e o glicerol podem: 
• Incorporar-se ao tecido adiposo ou às células do tecido 
mamário 
• Incorporar-se ao tecido muscular, onde se armazenam 
temporariamente 
• Oxidar-se para síntese de ATP 
ABSORÇÃ O E ME TABOLISMO 
Ruminantes: os lipídeos são absorvidos no ID sob a forma de VLDL 
e apenas 25% são absorvidos na forma de quilomícrons. 
Dieta normal: ↓ triglicerídeos, ↑ AG não esterificados e fosfolípides 
(de origem bacteriana) 
Dieta com uso de gordura protegida: ↑ triglicerídeos 
- A quantidade de triglicerídeos que chega no ID é sempre 
superior a quantidade ingerida, devido a síntese bacteriana 
METAB OL IZAÇÃ O DE RES ERVAS 
• Os triglicerídeos armazenados como reserva de energia no 
tecido adiposo podem hidrolisar-se para serem utilizados por 
outros tecidos em função das necessidades do organismo 
• Também podem oxidar-se para a produção de ATP nos animais 
subalimentados ou para produção de calor quanto a 
temperatura ambiente é baixa 
ENERGIA 
• Capacidade de gerar trabalho 
• Caloria é a unidade mais comum 
Caloria: quantidade de calor necessária para elevar a 
temperatura de 1g de água de 14,5°C para 15,5°C. 
→ Quando as proteínas são utilizadas como fonte de energia, elas 
produzem uma quantidade reduzida de energia disponível 
quando comparada a sua combustão completa 
ENERGIA BRU TA 
• Energia obtida pela combustão completa de um nutriente 
• Varia conforme a composição química do alimento analisado 
• É chamada de bruta porque não há indicação de quanto o 
animal pode aproveitar ou se ele pode aproveitar. 
D IGES T IB IL IDA DE 
%DIGEST.APARENTE = NUT.INGERIDO – NUT.FEZES 
 
𝑁𝑈𝑇. 𝐼𝑁𝐺𝐸𝑅𝐼𝐷𝑂 − 𝑁𝑈𝑇. 𝐹𝐸𝑍𝐸𝑆 ∗ 100
𝑁𝑈𝑇. 𝐼𝑁𝐺𝐸𝑅𝐼𝐷𝑂
 
DIGESTIBIL IDADE IN VITRO 
• Método para forragens 
• Amostrar de forrageiras em contato com o conteúdo líquido de 
rúmen, no interior de um tubo de ensaio, onde se tentam 
reproduzir as condições predominantes no rúmen – retículo, 
visando simular o que acontece in vitro durante 24 a 48h de 
fermentação. 
DIGESTIBIL IDADE IN SITU 
• Utilização de saquinhos de nylon (contendo o material) no local 
rúmen, abomaso, ID, IG), através de uma fístula. 
ENERGIA D IGEST ÍVE L (ED) 
EB INGERIDO – EB DAS FEZES• Ainda existe a perda de energia nos gases liberados e na urina. 
ENERGIA ME TABOLIZÁVE L (E M) 
ED – EB – EB GASES 
• EB gases só é importante nos ruminantes 
ENERGIA L ÍQUIDA (EL ) 
EL Mantença: metabolismo basal, atividade voluntária, manter o 
corpo quente no frio e manter o corpo frio no calor. 
EL Produtiva: feto e anexos, crescimento, crescimento de tecidos, 
↑ peso, leite, ovos, lã, pelos, pele ou penas. 
EL Trabalho: atividade diárias 
ENERGIA DO ALIMENTO (EB) → perda de energia fecal 
↓ 
ENERGIA DIGESTÍVEL (ED) → perda da energia nos gases e urina 
↓ 
ENERGIA METABOLIZÁVEL (EM) → perda com incremento calórico 
↓ 
ENERGIA LÍQUIDA (EL) → mantença e produção 
 
Gabriella Dias 
 
NUTR IEN TES DIGES T ÍVE IS TOTAIS 
• Energia dos nutrientes pela digestibilidade de cada fração de 
análise. 
• As cinzas não fornecem energia ao metabolismo 
Vantagem: determinação em valores de % ou kg por 100 kg de 
alimento. 
Desvantagens: utilização mista de valores de ED e EM; não leva 
em conta as perdas pelo calor de fermentação. 
REGULAÇÃO DO CONSUMO DE AL IMEN TOS 
Fome: necessidade fisiológica de se alimentar 
Apetite: vontade de se alimentar 
Saciedade: contrário da fome 
Consumo voluntário: limite máximo do consumo quando a oferta 
é livre 
S ISTE MA REGULA DOR 
• O SNC no controle do consumo 
• Hipotálamo lateral: FOME 
• Hipotálamo ventro – medial: SACIEDADE 
A partir do momento que o animal atinge a quantidade 
energética necessária, o consumo de MS começa a cair de 
acordo com o aumento da concentração energética da dieta. 
 
FATORES L IGADOS AO AL IMEN TO 
1. Disponibilidade 
2. Odor, sabor, textura, temperatura 
3. Forma de apresentação do alimento 
4. Equilíbrio nutritivo da dieta 
MILHO 
• Alimento concentrado energético 
• ↑ volume de produção, custo atrativo, bom valor nutricional 
• Alimento referência para concentrado energético 
GRÃO 
• Sempre moído 
• Constitui a base energética dos concentrados 
• ↓ teores de Ca 
• Conteúdo razoável de vitaminas 
COMPOSIÇÃO 
PB: 85% Energia: 80% 
Amido: 60% Ca: ↓↓ 
Casca: 6,5% Glúten: 10% 
Água: 15% Germe: 5% 
PADRÃO EXIGIDO 
PARÂMETRO MILHO 
UMIDADE MÁX. 14% 
PB MÍNIMA 7% 
FB MÁXIMA 3% 
EE MÍNIMO 2% 
MM MÁXIMA 1,5% 
 
Milho opaco: ↑ porcentagem de glutelina, lisina, triptofano e 
linoleico 
Milho branco: ↑ teor de proteína 
Milho com ↑ teor de óleo: maio EB 
FATORES QUE A FETA M A QUAL IDA DE 
• Presença de contaminantes (fungos) 
• Conteúdo de umidade 
• Lavoura (fertilidade do solo, adubação) 
• Processamento (moagem, laminação e floculação) 
CARACTE R ÍST ICAS 
• Os grânulos de amido se distribuem de forma diferente, de 
acordo com o cereal e variedades. 
Pericarpo: superfície protetora que envolve o grão 
- Serve como barreira 
- Impede a atividade de enzimas hidrolíticas caso não seja 
rompido pela mastigação ou processamentos. 
- ↓ teor de amido 
Endosperma: estrutura de reserva 
- Contem a maior parte do amido 
- É dividido em 3 camadas: 
 1. Aleurona (mais externa) 
 2. Endosperma Periférico (córneo) 
 3. Endosperma Farináceo (mais interno) 
- O endosperma periférico contem grânulos de amido envoltos 
por uma matriz composta por proteínas e carboidratos não 
amiláceos, impermeável a água e à atividade enzimática. 
- O endosperma farináceo se encontra próximo ao embrião, 
sendo constituído por grânulos de amido (↑ densidade) sendo 
mais susceptível a atividade enzimática. 
 Quando ocorre a degradação do amido no rúmen, o 
animal não absorve glicose, apenas AGV. 
PROCESS AMEN TO DE G RÃ OS P ARA RUMINAN TES 
• A gelatinização do amido ocorre quando os grânulos são 
expostos a alta umidade e temperatura elevada 
• Ruptura das pontes de H mais fracas (ocorre a absorção de 
água) 
• Amilose se difunde no grão 
• Susceptível ao ataque enzimático 
• O tempo para ocorrer varia entre as espécies vegetais 
 O milho cozido apresenta um processamento mais 
intenso com umidade e temperatura. O amido é mais disponível e 
será mais digestível 
PROCESSAMENTO MECÂNICO 
• Moagem: ↑ superfície de contato 
• Laminação a seco: equivalente a moagem grossa 
CALOR SECO 
• Micronização: queimadores infravermelhos 
• Pipoca: explosão do grão com calor seco 
• Tostagem 
PROCSSAMENTO COM VAPOR 
• Explosão: vapor sob pressão seguido de rápida liberação de 
pressão 
• Floculação Sob Pressão: 50 psi por 1 – 2 min + laminação 
(movimentação de água para o interior do grão) 
PROCESSAMENTO ÚMIDO 
• Colheita Precoce: 25 – 32% de umidade com armazenamento 
anaeróbio 
• Reconstituição: adição de água com armazenamento 
anaeróbio. 
- Armazenamento do grão na forma de silagem. Ocorre a 
Gabriella Dias 
 
hidrólise de muitos constituintes do grão, aumentando sua 
digestibilidade. 
S ILAGEM DE M ILHO Ú MIDO 
Vantagens: 
• Antecipa a colheita 
• Reduz as perdas com acamamento 
• Reduz perda com insetos e roedores 
• Dispensa secagem 
• Melhor digestibilidade 
Exigências: 
• Espigas sadias 
• Colheita com 35 – 40% de umidade 
• Ensilagem rápida e de qualidade 
• Boa compactação e vedação 
SORGO 
• Primeira opção para substituir o milho 
• Ocupa áreas de menor fertilidade que não são aptas ao milho 
USO DO S ORGO E M RAÇÕES 
• Apresenta grandes variações 
• Nutrientes similar ao milho 
• Maior teor de PB 
• Menor porcentagem de óleo 
• Diferentes quantidades de tanino 
• Pode substituir totalmente o milho 
• Processamento melhora a utilização 
Limitações: 
- Revestimento externo fibroso 
- Dificulta cozimento 
- Amido fortemente ligada a proteína 
- Tanino 
EFE I TOS DO TAN INO 
Negativos: 
• Baixa palatabilidade (adstringente) 
• ↓ consumo 
• ↓ digestibilidade 
• ↓ desempenho 
Positivos: 
• ↑ fluxo de aminoácidos para ID 
• Auxilia no controle de endoparasitas 
• Controle de timpanismo 
Metabolismo da proteína 
• ↓ da atividade das enzimas proteolíticas 
• ↓ hidrólise da proteína 
• ↓ disponibilidade 
SOJA 
Processamento: 
• Soja crua: apenas ruminantes 
• Soja integral processada: ocorre gelatinização,a proteína será 
degradada apenas no ID. 
• Óleo de soja 
• Farelo de soja: ↑ digestível, muita lisina e metionina 
• Casca de soja 
USO 
• Farelo de soja é a base proteica das rações de aves, suínos e 
equinos 
• Grão de soja integral: ↑ proteína e energia 
• Óleo de soja: fonte de lipídeos

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