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Gabriella Dias COLETA DE AMOSTRAS E ANÁLISES LABORATORIAIS CONCEI TOS Nutriente: qualquer componente do alimento, ou grupo de componentes de mesma composição química geral, que auxilia na manutenção e proteção da vida Alimentação: consiste no fornecimento de alimentos (volumosos e/ou concentrados), suplementos minerais e vitaminas. • Devem ser misturados em proporções adequadas de forma a suprir os nutrientes necessários para: mantença, crescimento, reprodução e produção. Ração: combinação de ingredientes que constitui a dieta dos animais consumida durante 24 horas. • A proporção de cada ingrediente na dieta será definida em função da sua composição química, ou seja, nutrientes contidos na matéria seca (MS) do alimento e das exigências nutricionais do animal. FORMULAÇÃO DAS DIE TAS Composição química dos alimentos volumosos e concentrados que serão utilizados. Amostragem: coleta de amostras para o envio ao laboratório • Em torno de 1 kg de amostra • Produtos com alta homogeneidade a colheita deve ser superior a 2 kg ANÁL ISES LABORA TORIAIS • Água • Proteína Bruta (PB) • Fibra Bruta (FB) • Extrato Etéreo (EE) • Extrativos Não Nitrogenados (ENN) ENN = 100% - PB – FB – EE - % cinzas – H2O → Método para identificar carboidratos não estruturais ou não fibrosos Cinzas Toda essa análise é feita com MS, depois é feita a conversão para matéria natural (MN) – com umidade. %NDT = PBD + FDB + %ENND + (2,5 * EED) PRÉ SECAGEM Pesar 200 g de amostra → secar em estufa ventilada → Deixar ao ar livre → pesar novamente → moer a 1 mm → armazenar em potes ANÁL ISE PROXIMAL • Proteína: proteína bruta • Gordura: extrato etéreo • Carboidratos: FDN/FDA e FB para a fibra e a subtração dos outros dados para o carboidrato não estrutural (NE). • Cinzas: material inorgânico • Matéria Mineral: queima total da matéria orgânica MS = Matéria Orgânica (MO) + cinzas → Derivadas da MO • Energia Bruta: energia liberada durante a combustão completa das amostras. • Valor nutricional: CNF = 100 – (%FDN + %PB + %EE + %cinzas) DIGESTÃO COMPARADA DOS ANIMAIS Utilização dos nutrientes e alimentos, nas diferentes espécies. Digestão: divisão das partículas alimentares e absorção, relativo ao próprio animal Degradação: quando há microrganismos agindo no alimento AÇÕES DO P ROCESS O D IGEST IVO Forças mecânicas: mastigação, contrações musculares → aumentam a superfície de contato Ação química: HCl no estômago e bile no ID → ação não específica, agindo sobre qualquer ligação química. Atividade enzimática: ação específica, com um alvo específico S ISTE MA D IGES T IVO DOS M ON OGÁ STR ICOS A maioria dos não ruminantes utiliza alimentos fibrosos de modo pouco eficiente, com exceção do cavalo e do coelho. BOCA 1. Lábios: apreensão 2. Língua: apreensão, mistura e deglutição, paladar 3. Dentes: apreensão e mastigação 4. Glândulas salivares: 3 pares que secretam a saliva Água → umedece os alimentos Mucina → lubrifica os alimentos Íons Bicarbonato → tampões, ajudando a regular o pH do estômago. Enzimas → amilase (ausente no cavalo, cão, gato) ESÔFAGO • Ondas peristálticas para conduzir o alimento. ESTÔMAGO • Órgão que estoca, por algum tempo, e tritura, mediante contrações musculares, o alimento ingerido. • A presença do alimento no estômago induz a produção de suco gástrico. Suco gástrico: água, HCl e pepsinogênio (pepsina em pH ácido) • A secreção do HCl possibilita a manutenção do pH estomacal Quimo: material que sofreu a ação do suco gástrico. INTESTINO DELGADO • É dividido em 3 seções: 1. Duodeno: sítio ativo de digestão e absorção 2. Jejuno: sítio ativo de absorção 3. Íleo: porção caudal, sítio ativo de absorção e reabsorção → Veias e micro veias aumentam a área de superfície INTESTINO GROSSO 1. Ceco: tamanho variável nas diferentes espécies, geralmente muito maior em herbívoros 2. Colo: seção média 3. Reto: última seção • Reabsorção de água • Secreção de minerais (ex. Ca) • Reservatório de componentes não digeridos no ID • Fermentação microbiana • Formação e expulsão do bolo fecal S ISTE MA D IGES T IVO DOS SU ÍNOS BOCA • Ação mecânica • Possuem amilase salivar • Presença de lisina (função antimicrobiana) ESTÔMAGO • Capacidade de 6 a 8 litros • É dividido em: cárdia, fundo e piloro • Possuem esfíncteres que controlam a passagem de alimentos Gabriella Dias • Presença de dobra no epitélio • Produção de renina em animais jovens para digerir o leite INTESTINO DELGADO Suco duodenal: secreção alcalina que age como lubrificante e protege a mucosa duodenal. Bile: é secretada pelos hepatócitos, emulsifica os lipídios, ativa a lipase pancreática, é a rota de excreção de elementos metálicos, hormônios inativos e outras substâncias. Secreção pancreática: a secretina (produzida pela mucosa duodenal, estimulada pelo HCl proveniente do estômago) estimula o pâncreas a produzir uma substância aquosa com grande quantidade de íons bicarbonato e poucas enzimas. • A CCK (produzida pelo duodeno) estimula a secreção de enzimas pelo pâncreas → Amilase pancreática (amido e dextrinas) → Tripsinogênio (reação com a tripsina) → Quimotripsinogênio → Lipase pancreática Carboidratos: maltase, lactase, oligo 1-6 glucosidae Peptídeos: aminopeptidases (agem sobre a ligação peptídica com o grupo amino livre dos peptídeos simples) e as dipeptidases completam a ruptura. • A maior parte da atividade microbiana no IG são do tipo mucoso, não produtoras de enzimas • A maior parte da atividade microbiana ocorre no ceco, a contribuição dos ácidos graxos produzidos pode chegar de 10 a 12% das necessidades de mantença do suíno adulto. S ISTE MA D IGES T IVO DAS AVES BOCA • Bico córneo para apreender pequenas partículas de alimento; reduz parcialmente o tamanho do alimento a ser digerido. • Paladar pouco desenvolvido ESÔFAGO • A maioria das aves possui o inglúvio (papo), que tem como função umedecer os alimentos. • Permite ação prolongada da amilase salivar MOELA / ESTÔMAGO MUSCULAR • Órgão oco, de parede grossas e epitélio cornificado. • Tritura os alimentos • Contrações a cada 20 a 30 seg. • No interior da moela encontra-se pedriscos e outras partículas duras que ajudam na trituração do alimento, mas não são essenciais para a sua função. • Não secreta enzimas, mas permite a ação do suco gástrico INTESTINO DELGADO • Mesma coisa dos mamíferos • Não possui lactase • pH ligeiramente ácido INTESTINO GROSSO • Possui 2 cecos • Muito pequeno e desemboca na cloaca • Absorção de água e digestão da fibra • A fermentação bacteriana é menor S ISTE MA D IGES T IVO DOS EQUIN OS BOCA • É bastante seletivo com o auxílio dos lábios. • A secreção salivar tem como principal função umedecer os alimentos • Não possui amilase • Deglutição irreversível ESTÔMAGO • Pequeno, com rápida taxa de passagem • Não possui vesícula biliar INTESTINO DELGADO • Digestão dos carboidratos NE INTESTINO GROSSO • Digestão dos carboidratos estruturais (E) com fermentação no ceco e cólon (produção de AGV e síntese bacteriana e vitaminas) S ISTE MA D IGES T IVO DOS RU MIN AN TES • O ruminante apresenta um ambiente favorável com suprimento de alimentos para os microrganismos crescerem e se reproduzirem • Os microrganismos utilizam CHO (carboidratos) e complexos de NNP (nitrogênio não proteico). • Pela fermentação nos pré-estômagos, os ruminantes são capazes de utilizar eficientemente os alimentos ricos em fibras. BOCA • Ausência de incisivos superiores → placa acolchoada que age em conjunto com os incisivos inferiores, lábios e a língua (na apreensão de alimentos). • Cortam ou arrancam o alimento por pressão dos incisivos inferiores contra a placa. • Alta produção de saliva. Funções da saliva: - Adicionar águaao conteúdo do rúmen para diluir ácidos e promover o fluxo de partículas para dentro e fora do retículo- rúmen. - Adicionar tampão ao rúmen. - Lubrificar o alimento para a formação do bolo alimentar - Fornecer alguns nutrientes aos microrganismos do rúmen (N,Na,Cl, P, Mg). - Ajudar na prevenção do timpanismo, através na mucina (agente atimpânico) → O ruminante produz até 200L de saliva por dia (quanto maior a partícula e mais seca, maior será a produção). Alimentos: Volumoso: alimento com muita fibra • Pastagem, silagem e feno • ↓ velocidade de ingestão • ↑ quantidade de saliva Concentrado: alimento com pouca fibra • Milho moído, soja moída • ↑ velocidade de ingestão • ↓ quantidade de saliva RETÍCULO • Localizado mais cranial • A abertura do esôfago (cárdia) é comum ao retículo-rúmen • Paredes com membrana mucosa e inúmeras pregas • Não secreta enzimas • Ajuda na movimentação do alimento RÚMEN • É o maior compartimento; estende-se do diafragma a pélvis do lado esquerdo • Armazenamento e embebição do alimento • Câmara de fermentação 1. Síntese microbiana de vitaminas do complexo B e K 2. Síntese de aminoácidos e proteínas 3. Síntese de AGV Gabriella Dias OMASO • Órgão esférico que contém lâminas musculares folhadas • Lado direito do rúmen – retículo • Não secreta enzimas • Absorção de água e AGV ABOMASO • Localizado ventralmente ao omaso, estendendo-se caudalmente do lado direito. • A mucosa secreta o suco gástrico • Região glandular PRODUTOS DA DIGESTÃO • Proteínas Rúmen: NH3 e AGV Abomaso e ID: aminoácidos e peptídeos IG: NH3 e AGV • Carboidratos Rúmen: fibra → AGV + CO2 + CH4 CHO solúveis e amido → AGV + CO2 + CH4 Abomaso e ID: fibra → nada CHO solúveis e amido → glicose IG: fibra → AGV +CO2 + CH4 CHO solúvel e amido → AGV + CO2 + CH4 • Lipídeos → Rúmen não digere DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE PROTEÍNAS • Nos ruminantes, a proteína da dieta pode passar intacta para o abomaso • Pode sofrer ação das bactérias e demais microrganismos do rúmen, que promoverão a liberação dos aminoácidos com produção de amônia. • A amônia pode ser utilizada para a fabricação de proteína bacteriana, ou pode ser absorvida pela parede do rúmen. • As bactérias crescem e morrem, são lisadas e incorporadas ao conteúdo do rúmen, para depois serem digeridas no abomaso e intestino delgado. FATORES QUE INTERFEREM NA TAXA DE DEGRADAÇÃO DAS PROTEÍNAS • Características próprias do alimento • Condições ruminais • Tempo de permanência do alimento no rúmen • Tempo de retenção x taxa de passagem PROTE ÍNA BRUTA É a medida de nitrogênio (N) de um alimento, porém, nem todo N é proteico. %PB = %N x 6,25 METAB OL ISM O DA S PROTE ÍN AS DIGESTÃO • A hidrólise é feita por proteínas proteolíticas • A absorção dos aminoácidos ocorre por processo ativo através da mucosa intestinal • A proteína da dieta é quebrada em peptídeos no estômago. No ID ocorre a digestão de peptídeos e os aminoácidos livres serão absorvidos • Na falta de aminoácidos circulante ocorre o catabolismo, onde ocorre a quebra de proteínas musculares para a liberação de aminoácidos no sangue. SÍNTESE DE PROTEÍNAS Aminoácido Essencial: não sintetizado no organismo (metionina e triptofano) Aminoácido Não Essencial: sintetizado no organismo (alanina e arginina). • Para a síntese de uma proteína, é necessária a presença de todos os aminoácidos que vão participar da cadeia polipeptídica no citoplasma. • Quando se esgota um determinado aminoácido essencial, a síntese proteica é interrompida e o restante dos aminoácidos será utilizado em outros processos metabólicos • Esse aminoácido atuou como limitante (1° limitante) CATAB OL ISM O DE P ROTE ÍNA INTEN SO • Excesso de aminoácido na dieta • Déficit de proteínas • Jejum → Metabolizam gorduras → Leva ao catabolismo de proteínas devido a necessidade de precursores no ciclo de Krebs FATORES QUE REDUZEM A D ISP ONIB IL IDA DE DE PROTE ÍNAS 1. Encapsulamento em paredes celulares digestivas - Em alguns capins de idade avançada, a proteína pode ficar “encapsulada” no interior da fibra, principalmente da lignina 2. Presença de inibidores das proteases - A soja crua contém inibidores - Somente ruminantes podem ingerir soja crua 3. Inibição do local de ataque enzimático 4. Inibição da absorção dos aminoácidos por substâncias similares 5. Ação do calor - Reação de caramelização ou de Mallard - O radical da proteína e o radical do carboidrato se ligam com a ação do calor e ocorre a liberação de água. - A reação é reversível e a proteína se torna disponível no pH ácido. - No calor extremo a proteína fica indisponível e o carboidrato disponível RELAÇÃ O P ROTE ÍNA – E NERG IA DA DIE TA • O aumento da dieta eleva a diminuição no consumo de alimentos • Com a diminuição da ingestão, também podemos deduzir uma queda do aporte proteico exigido pelo animal • Qualquer alteração na concentração energética da dieta requer um ajusta na %PB e de aminoácidos na dieta, a fim de compensar o menor consumo do animal e evitar um equilíbrio nitrogenado negativo NECESS IDADE S NI TROGEN ADAS DE NÃO RUM INAN TES Proteína ideal: balanço exato de aminoácidos que vão suprir as necessidades energéticas dos animais Carnívoros: glicogênicos Arginina: importante para cães e gatos; componente essencial do ciclo da ureia. Taurina: maior concentração na retina e miocárdio Equinos: lisina e trionina são limitantes - Os aminoácidos são digeridos no ID, a absorção pode ser determinada somente pela mensuração de quanto dos aminoácidos ingeridos permanece no final do ID. METAB OL ISM O PROTE IC O DO N ITROGÊNIO N O RÚMEN • A PB vai para o rúmen, uma parte é degradada pelas bactérias e outra não (PNDR) • A PDR é quebrada e libera amônia (será utilizada para a síntese de proteína bacteriana) • Se há o aumento de nitrogênio, ele volta ao rúmen para ser Gabriella Dias excretado. • Os microrganismos usam amônia como fonte de nitrogênio DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE CARBOIDRATOS • Mais abundante biomolécula • A fotossíntese converte +100 bilhões de toneladas de CO2 e H2O em carboidratos (celulose e outros açúcares) • O açúcar é utilizado como palatabilizante • Nos alimentos, é a menor fração que fornece energia quando comparados as proteínas e gorduras • Por normalmente terem uma alta participação nas dietas, acabam sendo os que mais contribuem na alimentação de ruminantes, equídeos, aves e suínos. • Nutricionalmente, o problema não é a quantidade disponível, mas a capacidade dos animais em digerir e absorver os carboidratos e seus derivados. • Menos quantidade de energia disponível por grama VAR IAÇÃ O DA COMPOS IÇÃ O • As plantas sintetizam carboidratos a partir de luz e CO2 • Possuem vitaminas, proteínas, lipídeos, minerais, água e disponibilidade. Plantas mais velhas possuem mais fibra (lignina) PRINC IPAIS CARB OIDRATOS NAS D IETA S Carboidrato Não Fibroso (CNF): amido, sacarose, pectina e lactose. Fibrosos (FDN / FDA): celulose e hemicelulose Polissacarídeos: formados por hexoses, pentoses e ávidos urônicos. - Não formam soluções verdadeiras na água - Principal material de reserva e estrutural das plantas, sendo a fonte de energia mais importante e disponível na natureza Amido: estrutura Amilose: polímero linear Amilopectina: polímero ramificado - A porção de gel é solúvel e facilmente alcançável pelas enzimas amido degradantes. - A fase cristalino é a mais resistente, necessitando ser liberada do grânulo para ser atacada - A capacidade de perda ou ganho de água é que fornece as propriedades de cristalino ou gel Gelatinização: proporciona o aumento da digestibilidade - Ocorre quando o amido é aquecido com água ou com calor seco • Calor • Vapor • Expansão• Peletização • Maceração • Extrusão → envolve variação de pressão, pode ser úmida ou seca - Os alimentos possuem frações de amido com diferentes capacidades de absorver a água dos procedimentos. Grão de milho: farináceo (grão mole) é mais digestível; vítreo (grão duro) muda de acordo com a genética do grão. CARBOIDRA TOS NÃ O F IB ROSOS Pectina: fibra solúvel Amido: grãos F IB RAS FDN FUNÇÕES NA ALIMENTAÇÃO Não ruminantes: regula o trânsito intestinal, reduz consumo, reduz a absorção de gordura. Ruminantes: presente nos volumosos, principal fonte de nutrientes para animais a pasto e equídeos. F IB RA • Fração lentamente digerida • Ocupa espaço no trato digestivo • Indispensável para enzimas animais • Fermentada, digerida pelas enzimas de microrganismos presente no rúmen – retículo ou ceco. METAB OL ISM O • Grande dependência dos microrganismos ruminais para que a digestão ocorra • Atuação de vários sistemas enzimáticos na digestão da celulose • Todas as fontes são transformadas em glicose de diferentes formas nos microrganismos, a glicose vira piruvato de maneira idêntica em todos, e depois são formados os AGVs, sem O2. PRODUTOS N O RÚMEN • AGV e gases - a maior parte é absorvida no próprio local de digestão microbiana • A glicose é rapidamente fermentável • Quando CHO é fermentado no rúmen, ocorre a perda de energia como calor de fermentação e metano, o que não ocorre quando o CHO é digerido no ID. • A perda com a produção de AGV é maior quando a produção de acetato aumenta. • ↑ produção de acetato → ↓ produção de metano = ↑ eficiência energética EFE I TO NA RELAÇÃ O FORRAGEM X CONCEN TRA DO • Mais concentrado na dieta leva à diminuição do pH do rúmen e mudanças na produção dos AGVs nele produzidos. • ↑ ácido propiônico = ↑ glicose = ↑ produção de leite • ↓ ácido lático = ↓ % de gordura no leite • O excesso de concentrado leva a distúrbios digestivos, ↓ da ingesta e digestão da celulose, ↓ do pH do rúmen, levando também a uma queda na produção de leite. • Para prevenir a redução da ingestão e queda na digestão de celulose, o pH do rúmen não deve ser menor que 6 por longos períodos. O problema é menos severo em baixos níveis de alimentação a base de concentrados do que em altos níveis. FDN F IS ICAME NTE E FE T IVA • FDN que estimula a mastigação e salivação • FDN em partículas grandes é mais efetiva • Os níveis de FDN na ração devem ser mínimos para manter o pH ruminal saudável DIGESTÃO E ABSORÇÃO DE L IP ÍDEOS • Liberam muita energia quando sofrem combustão • São substâncias orgânicas oleosas, insolúveis em água • Gordura e triglicerídeos são os mais abundantes e atuam como reserva/armazenamento de energia • O método de análise é o extrato etéreo (EE) → lavagem com éter • 90% do lipídeo que o animal come é triglicerídeo • A principal função do lipídeo é estrutural, a segunda é a reserva ÁCIDOS G RA XOS • Principais componentes dos lipídeos • Cadeia parafínica hidrofóbica + uma carboxila hidrofílica • Quanto ↑ a cadeia de carbono, ↑ a apolaridade, quanto mais apolar, ↓ solúvel em água. • A cadeia parafínica pode ser saturada (ligação simples entre carbonos) ou insaturadas (ligações duplas) • Nas cadeias poli-insaturadas, um átomo de H é eliminado nas ligações duplas (tornando o lipídeo mais digestível) • Nas cadeias saturadas, as gorduras mais hidrogenadas apresentam menor digestibilidade • O tamanho da cadeia e o grau de insaturação da molécula interferem na digestibilidade dos AG. Gabriella Dias ÁCIDOS G RA XOS ESSENC IAIS Nutricionalmente essencial: linoleico e linolênico Metabolicamente essencial: araquidônico Deficiência de AGE: pelos finos e decorados, pele escamosa, baixa taxa de crescimento, hipertrofia das glândulas sebáceas, degeneração testicular • No rúmen, os AGI são transformados em saturados por uma quebra da dupla ligação e adição de H+, deixando a molécula retilínea. TR IGL ICE R ÍDE OS • Componente principal de armazenamento • Gorduras e óleos possuem alto valor energético • São moléculas hidrofóbicas, não polares • Possui cerca de 2,5 vezes mais energia que os carboidratos e proteínas Gorduras: triglicerídeos sólidos, semi – sólidos Óleos: líquidos a temperatura ambiente Sebos: triglicerídeos de origem animal FUNÇÕE S • Fornecimento de energia para manutenção e funções produtivas • Fornecimento de AGE • Auxilia na absorção de algumas vitaminas • Ação isolante; protege o animal contra as variações térmicas do ambiente • Precursoras de substancias essenciais D IGES TÃ O Os lipídeos são classificados de acordo com a sua polaridade: Muito baixa polaridade: triglicérides e dliglicerides Baixa polaridade: AGS de cadeia longa, esteróis Média polaridade: AG de cadeia curta e média e AG de cadeia longa insaturada, monoglicerídeos e fosfolípides. • A principal função da digestão de gordura é converter, por hidrólise os triglicérides do alimento em compostos mais polares solúveis no conteúdo digestivo; isso ocorre dentro da micela através da lipase pancreática ativada por sais biliares • A digestão ocorre no duodeno • A digestibilidade depende da capacidade do lipídeo em formar micelas • Os produtos da hidrólise dos lipídeos são absorvidos pelas células da mucoso do jejuno proximal. Os demais lipídeos sofrem reestrificação para formar no enterócito o triglicerídeo. Ele irá abandonar do enterócito associado ao quilomícron, que vai leva- lo ao sangue. Ao chegar na corrente sanguínea, ele irá para o fígado para ser metabolizado. → São hidrolisados pela lipase até a forma de AG e glicerol. Os AG e o glicerol podem: • Incorporar-se ao tecido adiposo ou às células do tecido mamário • Incorporar-se ao tecido muscular, onde se armazenam temporariamente • Oxidar-se para síntese de ATP ABSORÇÃ O E ME TABOLISMO Ruminantes: os lipídeos são absorvidos no ID sob a forma de VLDL e apenas 25% são absorvidos na forma de quilomícrons. Dieta normal: ↓ triglicerídeos, ↑ AG não esterificados e fosfolípides (de origem bacteriana) Dieta com uso de gordura protegida: ↑ triglicerídeos - A quantidade de triglicerídeos que chega no ID é sempre superior a quantidade ingerida, devido a síntese bacteriana METAB OL IZAÇÃ O DE RES ERVAS • Os triglicerídeos armazenados como reserva de energia no tecido adiposo podem hidrolisar-se para serem utilizados por outros tecidos em função das necessidades do organismo • Também podem oxidar-se para a produção de ATP nos animais subalimentados ou para produção de calor quanto a temperatura ambiente é baixa ENERGIA • Capacidade de gerar trabalho • Caloria é a unidade mais comum Caloria: quantidade de calor necessária para elevar a temperatura de 1g de água de 14,5°C para 15,5°C. → Quando as proteínas são utilizadas como fonte de energia, elas produzem uma quantidade reduzida de energia disponível quando comparada a sua combustão completa ENERGIA BRU TA • Energia obtida pela combustão completa de um nutriente • Varia conforme a composição química do alimento analisado • É chamada de bruta porque não há indicação de quanto o animal pode aproveitar ou se ele pode aproveitar. D IGES T IB IL IDA DE %DIGEST.APARENTE = NUT.INGERIDO – NUT.FEZES 𝑁𝑈𝑇. 𝐼𝑁𝐺𝐸𝑅𝐼𝐷𝑂 − 𝑁𝑈𝑇. 𝐹𝐸𝑍𝐸𝑆 ∗ 100 𝑁𝑈𝑇. 𝐼𝑁𝐺𝐸𝑅𝐼𝐷𝑂 DIGESTIBIL IDADE IN VITRO • Método para forragens • Amostrar de forrageiras em contato com o conteúdo líquido de rúmen, no interior de um tubo de ensaio, onde se tentam reproduzir as condições predominantes no rúmen – retículo, visando simular o que acontece in vitro durante 24 a 48h de fermentação. DIGESTIBIL IDADE IN SITU • Utilização de saquinhos de nylon (contendo o material) no local rúmen, abomaso, ID, IG), através de uma fístula. ENERGIA D IGEST ÍVE L (ED) EB INGERIDO – EB DAS FEZES• Ainda existe a perda de energia nos gases liberados e na urina. ENERGIA ME TABOLIZÁVE L (E M) ED – EB – EB GASES • EB gases só é importante nos ruminantes ENERGIA L ÍQUIDA (EL ) EL Mantença: metabolismo basal, atividade voluntária, manter o corpo quente no frio e manter o corpo frio no calor. EL Produtiva: feto e anexos, crescimento, crescimento de tecidos, ↑ peso, leite, ovos, lã, pelos, pele ou penas. EL Trabalho: atividade diárias ENERGIA DO ALIMENTO (EB) → perda de energia fecal ↓ ENERGIA DIGESTÍVEL (ED) → perda da energia nos gases e urina ↓ ENERGIA METABOLIZÁVEL (EM) → perda com incremento calórico ↓ ENERGIA LÍQUIDA (EL) → mantença e produção Gabriella Dias NUTR IEN TES DIGES T ÍVE IS TOTAIS • Energia dos nutrientes pela digestibilidade de cada fração de análise. • As cinzas não fornecem energia ao metabolismo Vantagem: determinação em valores de % ou kg por 100 kg de alimento. Desvantagens: utilização mista de valores de ED e EM; não leva em conta as perdas pelo calor de fermentação. REGULAÇÃO DO CONSUMO DE AL IMEN TOS Fome: necessidade fisiológica de se alimentar Apetite: vontade de se alimentar Saciedade: contrário da fome Consumo voluntário: limite máximo do consumo quando a oferta é livre S ISTE MA REGULA DOR • O SNC no controle do consumo • Hipotálamo lateral: FOME • Hipotálamo ventro – medial: SACIEDADE A partir do momento que o animal atinge a quantidade energética necessária, o consumo de MS começa a cair de acordo com o aumento da concentração energética da dieta. FATORES L IGADOS AO AL IMEN TO 1. Disponibilidade 2. Odor, sabor, textura, temperatura 3. Forma de apresentação do alimento 4. Equilíbrio nutritivo da dieta MILHO • Alimento concentrado energético • ↑ volume de produção, custo atrativo, bom valor nutricional • Alimento referência para concentrado energético GRÃO • Sempre moído • Constitui a base energética dos concentrados • ↓ teores de Ca • Conteúdo razoável de vitaminas COMPOSIÇÃO PB: 85% Energia: 80% Amido: 60% Ca: ↓↓ Casca: 6,5% Glúten: 10% Água: 15% Germe: 5% PADRÃO EXIGIDO PARÂMETRO MILHO UMIDADE MÁX. 14% PB MÍNIMA 7% FB MÁXIMA 3% EE MÍNIMO 2% MM MÁXIMA 1,5% Milho opaco: ↑ porcentagem de glutelina, lisina, triptofano e linoleico Milho branco: ↑ teor de proteína Milho com ↑ teor de óleo: maio EB FATORES QUE A FETA M A QUAL IDA DE • Presença de contaminantes (fungos) • Conteúdo de umidade • Lavoura (fertilidade do solo, adubação) • Processamento (moagem, laminação e floculação) CARACTE R ÍST ICAS • Os grânulos de amido se distribuem de forma diferente, de acordo com o cereal e variedades. Pericarpo: superfície protetora que envolve o grão - Serve como barreira - Impede a atividade de enzimas hidrolíticas caso não seja rompido pela mastigação ou processamentos. - ↓ teor de amido Endosperma: estrutura de reserva - Contem a maior parte do amido - É dividido em 3 camadas: 1. Aleurona (mais externa) 2. Endosperma Periférico (córneo) 3. Endosperma Farináceo (mais interno) - O endosperma periférico contem grânulos de amido envoltos por uma matriz composta por proteínas e carboidratos não amiláceos, impermeável a água e à atividade enzimática. - O endosperma farináceo se encontra próximo ao embrião, sendo constituído por grânulos de amido (↑ densidade) sendo mais susceptível a atividade enzimática. Quando ocorre a degradação do amido no rúmen, o animal não absorve glicose, apenas AGV. PROCESS AMEN TO DE G RÃ OS P ARA RUMINAN TES • A gelatinização do amido ocorre quando os grânulos são expostos a alta umidade e temperatura elevada • Ruptura das pontes de H mais fracas (ocorre a absorção de água) • Amilose se difunde no grão • Susceptível ao ataque enzimático • O tempo para ocorrer varia entre as espécies vegetais O milho cozido apresenta um processamento mais intenso com umidade e temperatura. O amido é mais disponível e será mais digestível PROCESSAMENTO MECÂNICO • Moagem: ↑ superfície de contato • Laminação a seco: equivalente a moagem grossa CALOR SECO • Micronização: queimadores infravermelhos • Pipoca: explosão do grão com calor seco • Tostagem PROCSSAMENTO COM VAPOR • Explosão: vapor sob pressão seguido de rápida liberação de pressão • Floculação Sob Pressão: 50 psi por 1 – 2 min + laminação (movimentação de água para o interior do grão) PROCESSAMENTO ÚMIDO • Colheita Precoce: 25 – 32% de umidade com armazenamento anaeróbio • Reconstituição: adição de água com armazenamento anaeróbio. - Armazenamento do grão na forma de silagem. Ocorre a Gabriella Dias hidrólise de muitos constituintes do grão, aumentando sua digestibilidade. S ILAGEM DE M ILHO Ú MIDO Vantagens: • Antecipa a colheita • Reduz as perdas com acamamento • Reduz perda com insetos e roedores • Dispensa secagem • Melhor digestibilidade Exigências: • Espigas sadias • Colheita com 35 – 40% de umidade • Ensilagem rápida e de qualidade • Boa compactação e vedação SORGO • Primeira opção para substituir o milho • Ocupa áreas de menor fertilidade que não são aptas ao milho USO DO S ORGO E M RAÇÕES • Apresenta grandes variações • Nutrientes similar ao milho • Maior teor de PB • Menor porcentagem de óleo • Diferentes quantidades de tanino • Pode substituir totalmente o milho • Processamento melhora a utilização Limitações: - Revestimento externo fibroso - Dificulta cozimento - Amido fortemente ligada a proteína - Tanino EFE I TOS DO TAN INO Negativos: • Baixa palatabilidade (adstringente) • ↓ consumo • ↓ digestibilidade • ↓ desempenho Positivos: • ↑ fluxo de aminoácidos para ID • Auxilia no controle de endoparasitas • Controle de timpanismo Metabolismo da proteína • ↓ da atividade das enzimas proteolíticas • ↓ hidrólise da proteína • ↓ disponibilidade SOJA Processamento: • Soja crua: apenas ruminantes • Soja integral processada: ocorre gelatinização,a proteína será degradada apenas no ID. • Óleo de soja • Farelo de soja: ↑ digestível, muita lisina e metionina • Casca de soja USO • Farelo de soja é a base proteica das rações de aves, suínos e equinos • Grão de soja integral: ↑ proteína e energia • Óleo de soja: fonte de lipídeos