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Profa. Dra. Patrícia Vieira Martins Monte de Vênus – pele com pêlos sobre a sínfise púbica Grandes lábios – pele com pêlos e tecido adiposo Pequenos lábios – prega de pele sem pêlos Clitóris Uretra Vagina Ânus Vestíbulo • Hímen (membrana de tecido conjuntivo formado por mucosa); • Orifício vaginal; • Meato uretral Vagina Útero Trompas uterinas Ovários • É a gônada feminina produtora de gametas (óvulo) e hormônios sexuais (estrógeno e progesterona) • Suspenso pelo ligamento largo (mesovário) e próprio do ovário Situação: cavidade pélvica. Morfologia externa: • Faces: lateral e medial. • Margens: mesovárica e livre • Extremidades: tubal e uterina Morfologia interna: • Córtex: camada externa e folicular . • Medula: camada interna e vascular. MESOVÁRIO • Estruturas tubulares de 7 a 12 cm de comprimento e 2 a 4mm de diâmetro • Conectam os ovários ao útero Apresentam 4 regiões: infundíbulo, ampola, istmo, intramural • As trompas apresentam conteúdo ciliado e secretário Ligamento redondo • Constitui-se em fundo, corpo, istmo (desenvolve-se mais durante a gravidez) e o cérvix (colo). • Endométrio e Miométrio Útero Cavidade oca flexível, tem 7cm na parte anterior e 10 na parte posterior, 4cm de diâmetro • Posterior à uretra e à base da bexiga, e anteriormente ao reto. Vagina Anel vaginal; Anel vaginal: Feito de etilenovinilacetato, uma espécie de silicone, o anel combina os dois tipos de hormônio, que vão sendo liberados gradativamente. São 3 semanas de uso e uma de pausa. Injetáveis Injetáveis - O tipo mensal leva estrogênio e progestagênio. Já o trimestral só tem progesterona sintética. Essa última pode causar irregularidade do ciclo e inchaço. Ambas são injeções intramusculares aplicadas no braço ou nas nádegas. Adesivo Adesivo -Devem ser colados na pele semanalmente durante 21 dias, perto do abdômen, coxa, nádegas, ou costas. As doses de estrogênio e progestagênio são liberadas aos poucos. Eles são eficazes e fáceis de usar, mas algumas mulheres se incomodam com a possibilidade de se desprender. Implante Implante -O bastonete do tamanho de um fósforo é inserido logo abaixo da pele do braço - no consultório e com anestesia local. Também vai liberando pequenas doses de progestagênio na circulação. Pode interromper a menstruação, mas em 30% dos casos leva a sangramentos irregulares. Sua vida útil é de até três anos. DIU de cobre DIU de cobre -O dispositivo é colocado no útero por um especialista e dura até cinco anos. Seu trunfo é tornar o útero um ambiente hostil aos espermatozoides, dificultando a movimentação deles em direção ao óvulo. Além de o cobre ser um espermicida, o contato do dispositivo com o endométrio gera um pequeno processo inflamatório que impede que o óvulo grude ali, caso DIU com hormônio DIU com hormônio - Como a versão de cobre, é uma estrutura inserida no útero pelo médico. Dificulta a movimentação dos espermatozoides e libera hormônio progestagênico, que inibe o crescimento do endométrio. Não tem estrogênio e traz bons resultados em caso de endometriose. Diafragma Diafragma - É um anel flexível, coberto por uma fina membrana de borracha. Introduzido na cavidade vaginal, forma uma espécie de tampa protetora do colo do útero, impedindo a passagem dos espermatozoides. Usado com espermicida, deve ser introduzido entre 15 e 30 minutos antes da relação, e retirado de 6 a 8 horas depois. Camisinha feminina Camisinha feminina - Assim como a versão masculina, previne contra doenças sexualmente transmissíveis. Deve ser introduzida de forma semelhante ao diafragma e retirada após a relação. Camisinha masculina É o método mais eficiente para se proteger contra as doenças sexualmente transmissíveis. Mas, um aviso: se essa for a única estratégia do casal para evitar uma gravidez, o uso correto é imprescindível - ou seja, colocar antes da relação, e não depois que a penetração já ocorreu. Usada da maneira certa, ela tem índice de falha de duas gestações em 100 mulheres por ano. Na prática, os descuidos fazem esse número pular para É a tática anti-gravidez mais utilizada em todo o mundo. Combinada ou somente de progestagênio, é a única a passar pelo estômago e pelo fígado antes da cair na corrente sanguínea - os hormônios sempre passam pelo fígado, mas neste caso isso ocorre duas vezes. Esse processo deve ser levado em conta por quem sofre com problemas gastrointestinais ou hepáticos As doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) são aquelas que podem ser adquiridas durante o contato sexual. Classificam-se como: • Obrigatoriamente de transmissão sexual; • Frequentemente transmitida por contato sexual; • Eventualmente transmitida por contato sexual. O não uso da camisinha é a principal Gonorreia; Sífilis; Cancro mole ou bubão; Tricomoníase; Herpes genital ; Condiloma acuminado ou crista de galo; Candidíase; Clamídia. Gonorreia – Infecção causada por bactéria. Na mulher, tem quadro clínico variado, desde formas quase sem sintomas até vários tipos de corrimento amarelado e com odor forte na vagina (vaginite) e uretra. Sífilis – É uma infecção causada por bactéria. No homem e na mulher, 20 a 30 dias após o contato sexual, surge uma pequena ferida (úlcera) nos órgãos genitais (pênis, vagina, colo do útero, reto). Cancro mole ou bubão – É causado por bactéria. Nesse caso, surgem várias feridas nos genitais (que são doloridas) e na virilha. A secreção dessas feridas pode contaminar diretamente, sem ter relações sexuais, outras pessoas e outras partes do corpo. Tricomoníase – É causada pelo protozoário Trycomona vaginalis. Na mulher causa corrimento amarelo, fétido, com cheiro típico, que pode causar irritação urinária. Não há sintomas em homens. Herpes genital – É causado por vírus. Em ambos os sexos surgem pequenas bolhas que se rompem e causam ardência ou queimação, e cicatrizam espontaneamente. O contágio sexual só ocorre quando as bolhas estão no pênis, vagina ou boca. Condiloma acuminado ou crista de galo – É causado pelo HPV, uma virose que está relacionada ao câncer de colo do útero e ao câncer do pênis. Inicialmente, é caracterizado por uma pequena verruga nos órgãos genitais tanto do homem como da mulher. O tratamento deve ser realizado em conjunto pelo casal. Candidíase – É a infecção causada por micose ou fungo chamada de Candida albicans, que provoca corrimento semelhante a leite coalhado, que causa muita coceira e afeta 20 a 30% das mulheres jovens e adultas. No homem causa coceira no pênis, vermelhidão na glande e no prepúcio. Deve-se tratar o casal. Pode não ser uma doença adquirida por transmissão sexual. Clamídia – É considerada atualmente a doença sexualmente transmissível de maior incidência no mundo, podendo atingir homens e mulheres em qualquer fase de suas vidas, desde recém nascidos de mães contaminadas. Nas mulheres, a porta de entrada é desde recém nascidos de mães. O sintoma, quando ocorre, é um discreto corrimento. Lima, Geraldo Rodrigues de; Girão, Manoel J.B.C.; Baracat, Edmund Chada. Doenças Sexualmente Transmissiveis. In: Ginecologia de Consultório. 2003.1ª Edição. P.193-210. Editora de Projetos Médicos. São Paulo-SP.