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VDRL ANÁLISE QUALITATIVA E QUANTITATIVA TURMA BIOMEDICINA TESTE SEMIQUANTITATIVO z SÍFILIS Infecção sexualmente transmissível (IST) que acomete exclusivamente os seres humanos e possui tratamento; Sua resistência fora do organismo humano é limitada, sendo rapidamente inativado pelo calor e pela desidratação, com um tempo de sobrevida de aproximadamente 26 horas em ambientes adversos; A sífilis é uma infecção bacteriana de caráter sistêmico e crônico, causada pelo treponema pallidum, pertencente ao gênero treponema. z SÍFILIS PRINCIPAIS VIAS DE TRANSMISSÃO: * Por meio de relações sexuais desprotegidas com uma pessoa infectada (Sífilis Adquirida); * Transmissão vertical (Sífilis Congênita). Devido à baixa diferença de densidade entre seu corpo e sua parede celular, a visualização do T. Pallidum em microscopia óptica convencional é dificultada. Seu fraco poder de coloração foi o que originou a denominação “pallidum”, que significa “pálido” em latim. z SÍFILIS A infecção ocorre quando a bactéria penetra no organismo por pequenas lesões na pele ou mucosas, geralmente durante o contato sexual. A partir da inoculação, dissemina-se pelo sistema linfático e pela via hematogênica, alcançando diversos órgãos e tecidos. A imunidade humoral não confere proteção efetiva contra o t. Pallidum, permitindo que a bactéria se multiplique e sobreviva por longos períodos dentro do organismo. A resposta imunológica celular ocorre de maneira tardia, o que contribui para a persistência da infecção e sua progressão para estágios mais avançados. z SÍFILIS ADQUIRIDA RECENTE E TARDIA A sífilis adquirida recente compreende o primeiro ano da infecção e, quando não tratada, pode evoluir para os estágios primário, secundário e terciário. Já a sífilis adquirida tardia semanifesta após um ano de infecção sem tratamento adequado, podendo comprometer a pele, ossos, sistema cardiovascular ou nervoso. z SÍFILIS PRIMÁRIA Cerca de três semanas após a infecção inicial, surge uma pápula rosada que evolui para uma úlcera indolor, sem inflamação significativa ao redor. Essas lesões são cobertas por exsudato seroso e, em uma a duas semanas, ocorre aumento dos gânglios linfáticos. O sinal característico dessa fase é o CANCRO DURO, que surge no local da infecção. Nos homens, as lesões costumam aparecer no prepúcio e no meato uretral, enquanto nas mulheres podem estar localizadas no interior do trato genital ou na região externa, incluindo grandes e pequenos lábios. z SÍFILIS PRIMÁRIA z SÍFILIS SECUNDÁRIA Entre seis e oito semanas após a infecção primária, caso não haja tratamento, surgem lesões cutâneas espalhadas pelo corpo, comumente localizadas nas mãos e nos pés; Na face, as pápulas, caracterizadas por alterações na coloração e textura da pele, ocorrem ao redor da boca e do nariz. Na região da coxa, próximo à virilha, as lesões tornam-se altamente contagiosas devido à umidade e ao atrito; Os sintomas também incluem aumento dos gânglios linfáticos, mal-estar, fadiga, perda de apetite, febre baixa, cefaleia, sinais de meningismo e dores articulares. z SÍFILIS SECUNDÁRIA z z z z z z SÍFILIS TERCIÁRIA Nesse estágio, podem ocorrer inflamações extensas e a formação de gomas sifilíticas, lesões nodulares com tendência à necrose, que podem comprometer a pele, mucosas, ossos e outros tecidos. Se não tratada, a doença pode levar a complicações graves, como osteíte gomosa, artrites, sinovites, aneurismas, meningite, demência e alterações cardiovasculares. z SÍFILIS TERCIÁRIA z SÍFILIS CONGÊNITA E TRANSMISSÃO VERTICAL A sífilis congênita ocorre quando a gestante possui infecção ativa e transmite a doença ao feto por meio da placenta. O diagnóstico é realizado durante o pré-natal ou no momento do parto, por meio de testes sorológicos não treponêmicos, como o VDRL. A transmissão vertical da sífilis ocorre quando o Treponema Pallidum atravessa a placenta e infecta o feto em qualquer fase da gestação, aumentando o risco de aborto espontâneo e mortalidade perinatal. A infecção durante a gravidez representa uma das principais preocupações em obstetrícia. Além disso, a ausência de sintomas em aproximadamente 70% dos casos pode retardar o diagnóstico. z SÍFILIS CONGÊNITA E TRANSMISSÃO VERTICAL A doença pode se manifestar de forma precoce, com sinais clínicos observados até os dois anos de idade, ou tardia, quando os sintomas surgem posteriormente. Embora alguns recém- nascidos não apresentem sintomas, possíveis complicações incluem prematuridade, baixo peso ao nascer, aumento do fígado e baço, lesões cutâneas, alterações ósseas, anemia, icterícia, linfadenopatia e manifestações neurológicas, como convulsões e meningite. z SÍFILIS CONGÊNITA E TRANSMISSÃO VERTICAL z DIAGNÓSTICO Combina achados clínicos, histórico de infecções prévias, exames sorológicos e avaliação do risco de exposição. Os testes sorológicos são classificados em treponêmicos e não treponêmicos. Os testes treponêmicos, de natureza qualitativa, detectam anticorpos específicos contra antígenos do treponema pallidum. Os testes não treponêmicos, como o VDRL, são utilizados para detectar anticorpos inespecíficos produzidos em resposta à infecção por sífilis. Esses testes podem ser realizados de forma qualitativa ou quantitativa, dependendo do objetivo da análise. z z z z TESTES TREPONÊMICOS Os testes treponêmicos, como o FTA-ABS (fluorescent treponemal antibody absorption), TPHA (treponema pallidum hemagglutinatio test) e teste imunoenzimático ELISA, detectam anticorpos específicos contra o Treponema Pallidum, sendo utilizados para confirmação diagnóstica e exclusão de possíveis resultados falso-positivos em testes não treponêmicos. Devido ao alto custo e maior complexidade, não são empregados rotineiramente no rastreamento populacional. Seus resultados costumam ser positivos a partir da segunda semana após o aparecimento do cancro sifilítico. Os testes treponêmicos identificam anticorpos IgM e IgG específicos contra treponema pallidum, utilizando lisados completos ou antígenos recombinantes z TESTES TREPONÊMICOS Esses testes são os primeiros a se tornarem reagentes, geralmente a partir de dez dias após a lesão primária, e permanecem positivos por toda a vida em cerca de 85% dos casos, mesmo após tratamento (CICATRIZ SOROLÓGICA). Embora sejam essenciais para o diagnóstico inicial, não devem ser usados para monitorar o tratamento, pois a titulação dos anticorpos treponêmicos não reflete a atividade da doença. z TESTES NÃO TREPONÊMICOS Já os testes não treponêmicos, como o VDRL (venereal disease research laboratory), RPR (rapid plasma reagin) e TRUST (toluidine red unheated serum test), são amplamente utilizados para o diagnóstico inicial e o monitoramento da resposta ao tratamento. Esses exames detectam anticorpos contra a cardiolipina, um lipídio presente na constituição antigênica do t. Pallidum, permitindo a comparação dos títulos sorológicos antes e após o tratamento. São de baixo custo e fáceis de realizar, fazem parte do rastreamento populacional e apresentam resultados positivos entre a segunda e quarta semana após o surgimento do cancro de inoculação. A sífilis pode ser identificada por meio da pesquisa direta do t. Pallidum em microscopia de campo escuro, técnica recomendada principalmente na fase primária da doença. z z VDRL Os testes qualitativos têm como finalidade identificar a presença ou ausência de anticorpos na amostra analisada. São utilizados como método de triagem, auxiliando no diagnóstico inicial da infecção. Um exemplo é o VDRL qualitativo, que detecta anticorpos contra a sífilis, mas não quantifica sua concentração. Os resultados desse teste são interpretados de forma binária, sendo classificados como Reagente (positivo) ou Não reagente (negativo). A titulação quantitativa determina a quantidade exata de anticorpos presentes na amostra, por meio de diluições seriadas. Esse método permite uma análise mais detalhada da resposta imunológica do paciente, sendo fundamental parao acompanhamento da evolução da infecção e da resposta ao tratamento. O VDRL quantitativo é um exemplo desse tipo de teste, e seus resultados são expressos em forma de diluições, como 1:16, 1:32 ou 1:64, indicando até que ponto os anticorpos ainda são detectáveis. z RESULTADOS FALSOS NOS TESTES TREPONÊMICOS E NÃO TREPONÊMICOS Embora pouco frequentes, resultados falso-positivos podem surgir em indivíduos com doenças autoimunes, doença de lyme ou idade avançada. Nessas situações, o teste não treponêmico costuma ser não reagente, exigindo a realização de um segundo teste treponêmico com metodologia distinta para confirmar ou descartar um falso-reagente; Já os resultados falso-negativos podem estar relacionados ao efeito “hook” (ou gancho), fenômeno no qual a concentração excessiva de anticorpos interfere na detecção adequada, levando a um sinal de positividade reduzido em vez de aumentado. Embora raro em testes treponêmicos, esse efeito pode ocorrer. Em testes não treponêmicos, é conhecido como efeito prozona. z TESTES NÃO TREPONÊMICOS Muito utilizado nos laboratórios; têm baixo custo e caracterizam-se por apresentar resultados semiquantitativos, pois, nos casos de resultados reagentes, realiza-se a diluição da amostra para titulação desses anticorpos e emissão do resultado. São utilizados para auxiliar no diagnóstico (como primeiro teste ou teste complementar), para o monitoramento da resposta ao tratamento e para o controle de cura; A cardiolipina consiste em material liberado pelas células humanas danificadas em decorrência da sífilis, e também pelo treponema durante a sua destruição no organismo; O RPR (Rapid Plasmatic Reagin), o USR (Unheated Serum Reagin) e o TRUST (Toluidine Red Unheated Serum Test) são variações do VDRL desenvolvidas para aumentar a estabilidade da suspensão antigênica. Além disso, no caso do RPR e do TRUST, essas modificações permitem a leitura do resultado a olho nu. z Os componentes da suspensão antigênica (colesterol, lecitina e cardiolipina) ligam-se ao acaso, resultando na formação de estruturas denominadas micelas. Os anticorpos anticardiolipina, quando presentes nas amostras, ligam-se às cardiolipinas das micelas. Consequentemente, a ligação de anticorpos a várias micelas resulta em uma floculação. z z EXECUÇÃO DA TITULAÇÃO z PROCEDIMENTO TESTE Identificar as cavidades da placa de Kline onde serão depositadas os controles positivo, negativo e amostra. Pipetar 50 µL do controle positivo e dispensar na cavidade da placa escavada correspondente. Pipetar 50 µL do controle negativo e dispensar na cavidade da placa escavada correspondente. Pipetar 50 µL da amostra e dispensar na cavidade da placa escavada correspondente. Pipetar 20µl da suspensão antigênica homogeneizada nas mesmas cavidades das amostras e soros controles. Agitar a placa durante 4 minutos. Imediatamente após 4 minutos, observar o resultado ao microscópio utilizando a objetiva de 100x, comparando o resultado da amostra com os obtidos para os controles positivos e negativos. z PROCEDIMENTO DILUIÇÃO Fazer diluição de amostra em solução salina a 1/2, 1/4, 1/8, 1/16, 1/32, e mais se necessário. Pipetar 50 µl de cada diluição em uma cavidade da placa escavada. Pipetar 20 µl da suspensão antigênica homogeneizada em cada diluição. Agitar a placa durante 4 minutos. Imediatamente após 4 minutos, observar ao microscópio. TÍTULO DA AMOSTRA: será a última diluição onde, ainda, se visualiza a presença de floculação. z TRATAMENTO Padrão-ouro: BENZILPENICILINA BENZATINA. Tratamento alternativo: Só devem ser utilizados quando houver histórico comprovado de alergia/anafilaxia após uso de penicilina; É utilizado o DOXICICLINA O acompanhamento clínico e laboratorial após o tratamento alternativo deve ser rigoroso, para garantir resposta clínica e cura sorológica z VAMOS PRATICAR NOSSO CONHECIMENTO?! z image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.png image10.png image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png image17.png image18.png image19.png image20.png image21.png image22.png image23.png image24.png image2.png image3.png