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Aparelho Respiratório Exame Físico Semiologia Médica FMB - UFBA Material didático elaborado pela Profa. Lísia Rabelo e a Profa. Ana Thereza Rocha, com a colaboração dos docentes do Curso de Semiologia Médica (Profa. Ana Cláudia Couto, Profa. Clarissa Pedreira, Prof. Gabriel Hobold, Prof. Joaquim Custódio, Prof. Mauro Oliveira e Prof. Rodrigo Pimentel) Componente Curricular MED B16 Faculdade de Medicina da Bahia - FMB Universidade Federal da Bahia - UFBA FMB - UFBA Revisão Anatômica • • • Costelas Verdadeiras 1 - 7 Costelas Falsas 8 - 12 Costelas Flutuantes 11 - 12 Cartilagens esterno- costais Manúbrio Corpo esternal Apêndice xifóide 1 2 3 4 5 6 7 1ª costela flutuante 2ª costela flutuante Chanfradura manúbrio esternal Fúrcula esternal Revisão Anatômica Linha axilar média Linha axilar anteriorLinha axilar posterior Linha clavicular média Linha hemiclavicular ELinha hemiclavicular D Revisão Anatômica – Linhas tórax anterior e lateral Linha vertebral Linha escapular DLinha escapular E Revisão Anatômica – Linhas tórax posterior Revisão Anatômica – Regiões tórax anterior 1 1 2 2 3 3 4 4 6 5 1 2 3 4 5 6 Região Supraclavicular Região Infraclavicular Região Mamária Região Inframamária Região Supra Esternal Região Esternal Linha para esternal direita LEELED Linha para esternal esquerdaLEE LED Revisão Anatômica – Regiões tórax lateral 1 2 Região Axilar Região Infra Axilar Linha axilar média Linha axilar anteriorLinha axilar posterior 1 1 2 2 Linha vertebral Linha escapular DLinha escapular E 1 2 3 4 Região Supra Escapular Região Escapular Região Inter Escapular Região Infra Escapular 1 1 1 1 2 23 3 4 4 4 4 Revisão Anatômica – Regiões tórax posterior LSD LMD LID LSE LIE 1 2 3 4 5 6 O ápice de cada um dos pulmões: eleva-se cerca de 2 a 4 cm acima do 1/3 interno da clavícula. A borda inferior do pulmão: cruza a costela na linha hemiclavicular Ápice Pulmonar Fissura Horizontal Fissura Oblíqua Na inspiração ela desce ainda mais. 6a LSD Lobo Superior Direito Lobo Superior Esquerdo Lobo Inferior Direito Lobo Inferior Esquerdo LSE LMD Lobo Médio Direito LID LIE Revisão Anatômica: visão anterior 1 2 3 4 5 8 7 6 A borda inferior do pulmão: cruza a costela na linha axilar média.8a LSD Lobo Superior Direito Lobo Superior Esquerdo Lobo Inferior Direito Lobo Inferior Esquerdo LSE LMD Lobo Médio Direito LID LIE Revisão Anatômica: visão lateral LSD LSE LMD LID LIE Fissura Oblíqua LSD Lobo Superior Direito Lobo Superior Esquerdo Lobo Inferior Direito Lobo Inferior Esquerdo LSE LID LIE Revisão Anatômica: visão posterior A borda inferior do pulmão: cruza a apófise espinhosa torácica. Na inspiração ela desce ainda mais. LSDLSE LIDLIE C7 T3 T3 T10 10ª 1/3 superior 1/3 médio 1/3 inferior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 Lóbulo superior direito Brônquio principal direito Brônquios secundários (lobares) Fissura horizontal Lóbulo médio direito Brônquios segmentares Lóbulo inferior direito Traqueia Lóbulo superior esquerdo Brônquio principal esquerdo Superfície costal do pulmão Lóbulo inferior Fissura oblíqua Carina Revisão Anatômica Inspiração Expiração Cavidade torácica reduz Músculos intercostais externos relaxam Diafragma contrai Diafragma relaxa Cavidade torácica expande Músculos intercostais externos contraem Diafragma Revisão Fisiológica Etapas do exame do aparelho respiratório Inspeção1 Palpação2 Percussão3 Ausculta4 Estática: forma Dinâmica Pontos dolorosos Expansibilidade Frêmito Tóraco Vocal Murmúrio Vesicular Ruídos Adventícios Exame do aparelho respiratório: Inspeção Inspeção Inspeção Estática: Conformação torácica, coluna Inspeção Dinâmica: sinais de esforço respiratório Inspeção Geral: inclui padrão respiratório e atitude preferencial Exame do aparelho respiratório: Inspeção Inspeção Inspeção Geral A inspeção geral não se restringe ao tórax como aparelho respiratório propriamente dito, pois auxilia no diagnóstico. Não deixe de avaliar o PADRÃO RESPIRATÓRIO E ATITUDE NO LEITO. Avaliar ainda estado geral e nutricional do paciente, sua cor, em especial se ele apresenta palidez de mucosas (sugestivo de anemia), cianose central (Pele do rosto, lábios, sugestivo de hipoxia aguda); suas unhas, verificando se há sinal sugestivo de hipoxia crônica – unhas em vidro de relógio (Fâneros) e/ou baqueteamento digital Enfisematoso Pink puffer Bronquítico crônico Blue bloater Exame do aparelho respiratório: Inspeção Geral Observe estes pacientes com Doença Pulmonar obstrutiva Crônica (DPOC) em posição de ancoragem ou tripé ou com decúbito preferencial sentados com a cabeceira elevada para uso de musculatura acessória e facilitação da movimentação diafragmática Posição: Tripé ou Ancoragem O paciente ao lado apresenta estado geral e nutricional bastante ruim. Típico de pacientes portadores de DPOC Exame do aparelho respiratório: Inspeção Geral Exame do aparelho respiratório: Inspeção Geral Já este paciente, apresenta cianose, Comum em pacientes portadores de DPOC, hipertensão pulmonar, cardiopatias cianosantes Coloração: Cianose É de se esperar que estes pacientes cursem com hipóxia crônica e apresentem baqueteamento digital e unhas em vidro de relógio Exame do aparelho respiratório: Inspeção Geral Unha sem alterações Unha em vidro de relógio Dedo com baqueteamento Unha em vidro de relógio Exame do aparelho respiratório: Inspeção Estática Inspeção Inspeção Estática: Conformação Torácica com o paciente sentado, de preferência Normal Em Barril Cifose Pectus Excavatum Pectus Carinatum Exame do aparelho respiratório: Inspeção Estática Exame do aparelho respiratório: Inspeção Estática Tórax de conformação habitual O tórax, no adulto normal, é mais largo que profundo. Seu diâmetro lateral é maior que o diâmetro anteroposterior (AP). Não se esqueça que é necessário ter uma visão anterior, lateral e posterior do tórax antes de poder relatar sua conformação Tórax em tonel (barril): O diâmetro anteroposterior está aumentado. Esse modo é normal durante os primeiros anos de vida e, com frequência, acompanha o envelhecimento e a doença pulmonar obstrutiva crônica. Exame do aparelho respiratório: Inspeção Estática Exame do aparelho respiratório: Inspeção Estática Cifoescoliose torácica: A curvatura anormal da coluna e a rotação vertebral deformam o tórax. A distorção dos pulmões subjacentes dificulta muito a interpretação dos achados pulmonares. Exame do aparelho respiratório: Inspeção Estática Tórax escavado (Pectus excavatum): Observe a depressão na parte inferior do esterno. A compressão do coração e dos grandes vasos pode causar sopros cardíacos. Exame do aparelho respiratório: Inspeção Estática Tórax carenado (Pectus carinatum): O esterno está deslocado para a frente, aumentando o diâmetro anteroposterior. As cartilagens costais adjacentes ao esterno protruso se mostram deprimidas Exame do aparelho respiratório: Inspeção Dinâmica Inspeção Inspeção Dinâmica: Sinais de Esforço Respiratório Utilização de musculatura acessória Tiragem intercostal Exame do aparelho respiratório: Inspeção Dinâmica Batimentos de asa de nariz Tiragem intercostal Utilização de musculatura acessória Tiragem supraclavicular Lábios entreabertos Discurso entrecortado Sinais de esforço respiratório Posição de tripé Exame do aparelho respiratório: Inspeção O que é mesmo tiragem intercostal? Nas regiões axilares e infra‐axilares, os espaços intercostais apresentam ligeira depressão durante a inspiração. É um fenômeno fisiológico, mais visível em pessoas magras e explicável pelo efeito da pressão atmosférica sobre os espaços intercostais no momento em que a negatividade intratorácica se acentua e os músculos intercostais ainda estãodescontraídos. Quando há obstáculo em uma via respiratória, dificultando ou impedindo a penetração do ar, a parte correspondente do pulmão não se expande. A pressão atmosférica, ao atuar sobre a área correspondente da parede torácica , provoca uma leve depressão dos espaços intercostais; este fenômeno denomina‐se TIRAGEM. Exame do aparelho respiratório: Palpação Palpação Expansibilidade Frêmito tóraco-vocal (FTV) Identificação de pontos dolorosos Exame do aparelho respiratório: Palpação Palpação Identificação de pontos dolorosos • Identifique regiões de hipersensibilidade: pressione com as duas mãos as regiões anteroposteriores e latero-laterais. • Palpe cuidadosamente as regiões em que houver relato de dor ou com lesões ou equimoses evidentes. • Saiba dedilhar com o indicador e dedo médio as regiões paravertebrais, apófises espinhosas e região de articulações esterno-condrais Exame do aparelho respiratório: Palpação - Expansibilidade Palpação Expansibilidade Coloque seus polegares no mesmo nível, paralelos à 10a costela, com suas mãos envolvendo lateralmente a caixa torácica (envolva com alguma pressão e libere conforme o paciente inspire, acompanhando o movimento). Ao posicionar as mãos, faça-as deslizarem um pouco para dentro, apenas o suficiente para elevar uma prega cutânea frouxa de cada lado, entre seu polegar e a coluna vertebral. Expansibilidade Técnica: Face Posterior do Tórax Presença Simetria Solicite ao paciente que inspire profundamente. Observe o afastamento dos polegares durante a inspiração e procure perceber a amplitude e a simetria da caixa torácica à medida que ela se expande e se contrai. Iniciar no 1/3 inferior do tórax pois facilita a percepção. Exame do aparelho respiratório: Palpação - Expansibilidade Expansibilidade Presença Simetria Técnica: Face Anterior do Tórax Em situações nas quais o paciente não consegue sentar, pode-se realizar a avaliação da expansibilidade examinando a face anterior do tórax. Exame do aparelho respiratório: Palpação - Expansibilidade O que pode causar uma expansão torácica unilateral? As causas de diminuição ou retardo unilateral da expansão torácica incluem Doenças restritivas como a fibrose do pulmão ou derrame pleural, atelectasia grande de um lobo pulmonar, dor pleurítica com defesa associada, pneumotórax. Exame do aparelho respiratório: Palpação - Expansibilidade O que é Frêmito Tóraco Vocal? O Frêmito Tóraco Vocal (FTV) é a vibração perceptível pelo tato produzida pela voz que é transmitida ao tórax. Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV TÉCNICA DE EXAME O examinador pousa as mãos sobre as regiões do tórax, ao mesmo tempo em que o paciente pronuncia as palavras “trinta e três”. O examinador desloca sua mão de modo a percorrer toda a extensão da parede torácica nos 1/3 superior, médio e inferior da face posterior/lateria, ápices pulmonares e algumas vezes em face anterior do tórax, comparado das regiões homólogas. A pesquisa do FTV pode ser simultânea entre os lados ou não. Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV É útil solicitar ao paciente para assumir a posição ao lado, com os braços cruzados e as mãos sobre os ombros. Essa afasta as escápulas e facilita o exame na região posterior do tórax. Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV Estes são os pontos que você deve avaliar o FTV ao exame Ápices e regiões do tórax anterior Regiões do tórax posterior Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV Essas são as regiões das mãos para a percepção tátil do FTV. Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV Frêmito tóraco-vocal (FTV) Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV Como vou interpretar os achados? Calma, é fácil! Lembre das aulas de física. O som é uma onda mecânica e precisa de um meio para se propagar. A velocidade de propagação é maior no sólido e líquido que no ar. Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV MaiorMenor Velocidade de Propagação do som Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV Por isso, é que, nos filmes de western, os índios colocavam a orelha no solo para ouvir a aproximação dos cavalos dos cowboys. +VELOCIDADE DA PROPAGAÇÃO DO SOM- Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV http://www.dee-dee.net/fotos/areia.jpg +VELOCIDADE DA PROPAGAÇÃO DO SOM - Enfisema Exame do aparelho respiratório: Palpação - FTV A consolidação é a única amiga do FTV!!!! http://www.dee-dee.net/fotos/areia.jpg Exame do aparelho respiratório: Percussão Percussão Exame do aparelho respiratório: Percussão A percussão é uma das técnicas mais importantes do exame físico. A percussão do tórax põe em movimento a parede torácica e os tecidos subjacentes, produzindo sons audíveis e vibrações palpáveis. A percussão ajuda a determinar se os tecidos subjacentes estão cheios de ar, de líquido ou se são sólidos. 1. Hiperestenda o dedo médio de sua mão esquerda, designado como o dedo plexímetro, e comprima a articulação interfalangiana distal firmemente sobre a superfície a ser percutida. Evite o contato da superfície com qualquer outra parte da mão, uma vez que isso abafa as vibrações. Observe que o polegar e o 2o, 4o e 5o quirodáctilos não estão em contato com o tórax. 2. Posicione o antebraço direito bem próximo da superfície, com a mão levantada. O dedo médio deve ficar parcialmente flexionado, relaxado e preparado para percutir Percussão: Técnica 3. Com um movimento de punho rápido e seco, porém relaxado, golpeie o dedo plexímetro com o dedo médio direito, ou o dedo plexor. Tenha como alvo a articulação interfalângica distal. Você está procurando transmitir vibrações à parede torácica subjacente através dos ossos dessa articulação. Aplique a mesma força a cada percussão e a mesma pressão pleximétrica para evitar alterações na nota de percussão relacionada com a técnica (e não com alterações no paciente) Exame do aparelho respiratório: Percussão em um contínuo como um sonar Exame do aparelho respiratório: Percussão: de cima para baixo Técnica: Face Posterior do Tórax Exame do aparelho respiratório: Percussão Técnica: Face Anterior e Lateral do Tórax Para a percussão das faces anterior e laterais, o paciente pode estar sentado ou deitado. Exame do aparelho respiratório: Palpação - Percussão Som claro Pulmonar Som Timpânico Som Maciço Som claro Pulmonar Som Maciço Não esqueça que a presença de outros órgãos influenciam na sonoridade da percussão, principalmente quando percutimos a face anterior do tórax. Exame do aparelho respiratório: Percussão Nível do diafragma Som claro Pulmonar Som Maciço TÉCNICA I Identifique a descida do diafragma, ou a excursão diafragmática. Primeiro, determine o nível de macicez diafragmática durante a respiração tranquila. Mantendo o dedo plexímetro acima e paralelo ao nível esperado de macicez, percuta no sentido caudal em etapas progressivas até que a macicez substitua nitidamente a ressonância. Confirme esse nível de mudança percutindo próximo à metade do hemitórax e, também, em uma região mais lateral. Exame do aparelho respiratório: Percussão Nível do diafragma Som claro Pulmonar Som Maciço TÉCNICA II Observe que, com essa técnica, é possível identificar o limite entre o tecido pulmonar ressonante e as estruturas infradiafragmáticas de som mais maciço. Não se percute o diafragma. É possível inferir a localização provável do diafragma considerando o nível de macicez. Em seguida, faça uma estimativa da excursão diafragmática pela determinação da distância entre os níveis de macicez na expiração completa e na inspiração plena, normalmente em torno de 3 a 5,5 cm. Exame do aparelho respiratório: Percussão Hipersonoridade hipertimpanismo Som Claro Pulmonarr ou atímpânismo Macicez Bochecha cheia de ar Pulmão normal Coxa Pneumotórax à direita Rx Normal Massa no pulmão combase pleural http://www.labmed.pt/imagens/pulmoes.jpg http://photos1.blogger.com/hello/10/1320/640/Trax%20-%20Normal%20%2001.jpg Exame do aparelho respiratório: Ausculta Ausculta Exame do aparelho respiratório: Ausculta SONS PLEUROPULMONARES SONS NORMAIS • Som traqueal • Respiração (ou murmúrio) brônquica – soa rude • Respiração broncovesicular • Murmúrio Vesicular SONS ANORMAIS • Estertores (ou creptos) finos ou secos e grossos ou úmidos • Sibilos • Roncos • Atrito pleural SONS VOCAIS • Broncofonia • Egofonia • Pectorilóquia Exame do aparelho respiratório: Ausculta Som traqueal Respiração brônquica Respiração broncovesicular Murmúrio vesicular SONS NORMAIS Exame do aparelho respiratório: Ausculta Os ruídos respiratórios ouvidos na maior parte do tórax são produzidos pela turbulência do ar circulante ao chocar‐se contra as saliências das bifurcações brônquicas, ao passar por cavidades de tamanhos diferentes, tais como bronquíolos para os alvéolos e vice‐versa. Esses ruídos recebem a denominação de MURMÚRIO VESICULAR Exame do aparelho respiratório: Ausculta SONS ANORMAIS: SIBILOS Som de assovio Sibilos: ocorrem quando o ar flui rapidamente por bronquíolos estreitados, quase ao ponto do fechamento. Na maioria das vezes em doenças obstrutivas na fase expiratória Sibilos Asma ou presença de secreção no brônquio Bronquíolo AsmáticoBronquíolo Saudável Corpo Estranho Metálico em Brônquio Exame do aparelho respiratório: Ausculta SONS ANORMAIS: ESTERTORES Atrito dos fios de cabelo entre os dedos ou Som do abrir do velcro Som de pouca quantidade de líquido passando por um canudo Estertores aparecem quando bolhas de ar fluem por secreções ou vias aéreas mal fechadas durante a respiração Aberturas de vias aéreas distais e alvéolos colapsados Estertores finos ou creptos secos Estertores grossos ou creptos úmidos Exame do aparelho respiratório: Ausculta Deve-se avaliar em qual etapa da respiração (expiratória, inspiratória ou em ambas) há o surgimento de sibilância, pois essa informação poderá ter significado clínico distinto, bem como qual sua localização (difusa como na asma exacerbada) ou localizada (quando há um corpo estranho ou secreção em uma parte dos bronquios). É importante considerar o diagnóstico diferencial com ESTRIDOR, que é um som musical, mais áspero causado pela obstrução localizada na laringe ou na traqueia e portanto tem grande importância clínica pela potencial gravidade. A sibilância é geralmente expiratória devido ao fluxo de ar por brônquios mais estreitados nessa etapa da respiração nas doenças obstrutivas Exame do aparelho respiratório: Ausculta SONS ANORMAIS: RONCOS RONCOS são sons pulmonares mais sonoros, de altura mais grave. São sinais diferentes das queixas de roncos como sintomas associados ao sono. São mais comuns com obstrução transitória por tampões de muco e movimento precário das secreções das vias aéreas maiores (grandes brônquios). Roncos sugerem secreção nas vias respiratórias calibrosas e podem ser sons de transmissão das vias aéreas superiores Os roncos sugerem a existência de secreção nas vias respiratórias calibrosas. Na bronquite, os roncos e sibilos frequentemente desaparecem após mobilização da secreção com a tosse. Bronquite Crônica Exame do aparelho respiratório: Ausculta SONS ANORMAIS: ATRITO PLEURAL Em condições normais, os folhetos visceral e parietal da pleura deslizam um sobre o outro durante os movimentos respiratórios sem produzir qualquer ruído. ATRITO PLEURAL: Som rangente produzido pelo movimento da pleura que é impedido por resistência friccional apenas quando há muito pouco acúmulo de líquido pleural. Atritos pleurais são escutados quando superfícies pleurais irregulares ou espessas por células inflamatórias, ou neoplásicas, ou por depósitos de fibrina. Exame do aparelho respiratório: Ausculta Para completar o exame físico dos pulmões, ausculta‐se a voz falada e a voz cochichada. Para isso, o paciente vai falando “trinta e três”, enquanto o examinador percorre o tórax com o receptor do estetoscópio, comparando regiões homólogas. Os sons produzidos pela voz e ouvidos na parede torácica constituem o que se chama RESSONÂNCIA VOCAL. Em condições normais, tanto na voz falada como na cochichada, a ressonância vocal constitui‐se de sons incompreensíveis. Isso porque o parênquima pulmonar normal absorve muitos componentes sonoros, mas, quando está consolidado (pneumonia, infarto pulmonar), a transmissão é facilitada e as palavras ficam nítidas. SONS VOCAIS Exame do aparelho respiratório: Ausculta Broncofonia: Toda vez que ocorre condensação pulmonar – inflamatória, neoplásica ou pericavitária, sucede aumento da ressonância vocal ou broncofonia. Egofonia: Tipo especial de broncofonia, quando esta adquire qualidade nasalada e metálica, comparada ao balido de cabra. Na prática há uma mudança do “i” para o “ei” Pectorilóquia: Quando se ouve com nitidez a voz falada ou cochichada. SONS VOCAIS