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Farmacologia: Ansiolíticos e Hipnóticos Ansiedade fisiológica: reagíamos frente a situações adversas, do cotidiano Ansiedade patológica: causa prejuízos na vida social e pessoal Devido a ansiedade patológica, algumas síndromes e transtornos podem estar atrelados, como por exemplo: · Síndrome do pânico · TAG – transtorno de ansiedade generalizada · TOC – transtorno obsessivo compulsivo · TEPT – transtorno de estresse pós-traumático · Fobias no geral. Exemplo: aracnofobia Fármacos ansiolíticos: tratamento da ansiedade patológica Fármacos hipnóticos: tratamento da insônia ou induzir o sono Todo fármaco ansiolítico causa uma sedação no paciente, induzindo ao sono. Dependendo do fármaco e da dose, eles são mais ou menos hipnóticos. Eles são divididos em 4 grupos: I. Benzodiazepínicos II. Barbitúricos III. Agonistas receptor de melatonina IV. Agonistas receptor de serotonina - Betabloqueadores (anti-hipertensivos, podem ser utilizados também em casos específicos de ansiedade) Não há causa específica do que gera esses transtornos nas pessoas, existem algumas hipóteses: - A hiperatividade adrenérgica: muita adrenalina circulante, principalmente no locus coeruleus (região da ponte), que é responsável pelas respostas de estresse e sono. - Desregulação do sistema serotoninérgico nos núcleos da rafe, que é responsável pela liberação de hormônios, regulação do sono e apetite. - Falta ou inibição de GABA, neurotransmissor responsável pela inibição de impulsos nervosos e a sua falta pode gerar uma estimulação intensa e por vezes convulsões. · BENZODIAZEPÍNICOS - Principais fármacos utilizados Mecanismo de ação: se ligam em locais específicos do receptor GABA do SNC, que vão abrir os canais de cloro em uma frequência maior, mais vezes no mesmo período. Quanto mais tempo o canal permanecer aberto, mais cloro entra na célula, tornando-a muito negativa e dificulta a repolarização, ou seja, voltar ao normal. O resultado disso é que o impulso nervoso não se propaga, assim, a ação da noradrenalina e serotonina não acontece, deixando a pessoa mais calma, relaxada e sonolenta. Fármacos: Meia-vida ultra-curta (imediata) Meia-vida curta (inferior a 6h) Meia-vida intermediária (entre 6h-24h) Meia-vida longa (superior a 24h) Midazolam Flunitrazepam Triazolam Oxepam Zolpidem Lorazepam Alprazolam Temazepam Bromazepam Diazepam Clonazepam *Zolpidem é um fármaco hipnótico que faz parte do grupo das imidazopiridinas, que são fármacos não-benzodiazepínicos Efeitos colaterais: - Sedação - Relaxamento muscular - Sonolência - Tontura - Tolerância* (dose cada vez maior para ter o mesmo efeito) - Dependência* (precisa sempre do medicamento) Esses fármacos devem ser usados sempre com acompanhamento médico e sua retirada deve ser gradual para o organismo ir se adaptando. Intoxicação: Usa-se um antagonista benzodiazepínico: · Flumazenil ou Lanexat (encontrados apenas em hospitais) - Eles competem pelo mesmo sítio de ação dos benzodiazepínicos · BARBITÚRICOS - Eram muito utilizados como ansiolíticos, mas foram substituídos pelos benzodiazepínicos. - Hoje são mais usados como anticonvulsivos, no tratamento da epilepsia. Mecanismo de ação: se ligam a receptores específicos para barbitúricos no GABA, potencializam ação GABA e abrem os canais de cloro por um tempo maior. Fármaco: Fenobarbital (Gardenal) Efeitos colaterais: - Sedação - Relaxamento muscular - Sonolência - Tontura - Tolerância e dependência O grande problema, é que a margem de segurança deles é muito pequena, ou seja, o efeito terapêutico e o efeito tóxico estão muito próximos (por isso foram substituídos). Intoxicação: Usa-se um antagonista: · Picrotoxina · AGONISTAS SEROTONINÉRGICOS - Utilizados como ansiolíticos, principalmente no tratamento de TAG. Mecanismo de ação (pouco elucidado): agonistas parciais dos receptores serotoninérgicos 5HT1A e antagonista dos receptores dopaminérgicos D2. Eles irão reduzir a atividade noradrenérgica e regular o sistema serotoninérgico nos núcleos da rafe. O início da ação ocorre após 2 semanas de uso do medicamento, e como eles não agem em GABA, eles não apresentam efeito sedativo nem miorrelaxante. Fármaco: · Buspirona Efeitos colaterais: - Cefaléia - Taquicardia - Palpitações - Tontura - Nervosismo - Zumbido - Desconforto abdominal - Parestesia · BETABLOQUEADORES - Utilizados em casos específicos de ansiedade - Comumente usados como anti-hipertensivos no tratamento da hipertensão Mecanismo de ação: antagonizar de forma não seletiva os receptores β-adrenérgicos, principalmente do coração. Todo receptor β quando ativado, desencadeia uma reação química que promove um influxo de cálcio, resultando no aumento da F.C. Quando ocorre o bloqueio, essas reações não acontecem, o que gera um relaxamento no músculo cardíaco, portanto, ele trata os sintomas acentuados da ansiedade, como a sudorese e a taquicardia e não a sua causa. Fármaco: · Propanolol Efeito colaterais: - Hipotensão - Insuficiência cardíaca - Bradicardia - Tontura - Broncoespasmos · AGONISTAS RECEPTOR DE MELATONINA - Comercializados apenas no Japão e nos EUA. Mecanismo de ação: ativar os receptores de melatonina MT1 e MT2, que controlam o ciclo de sono e vigília. Fármaco: · Ramelteon Efeitos colaterais: - Sonolência - Tontura - Náusea - Fadiga - Cefaléia - Insônia