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Emergências Respiratórias
DISTÚRBIOS PULMONARES
Introdução:
✓Os distúrbios do sistema respiratório são comuns, sendo 
encontrados em todos os serviços de assistência à saúde;
✓ Para avaliar o sistema respiratório, a Enfermagem deve estar 
habilitado à diferenciar os achados normais dos anormais que 
se apresentam no histórico do paciente;
✓Além disso, é essencial uma compreensão da função 
respiratória e do significado dos resultados dos exames 
diagnósticos anormais.
A função do sistema cardiovascular é levar oxigênio, nutrientes 
e outras substâncias para os tecidos e remover a escória 
produzida pelo metabolismo celular através do bombeamento 
cardíaco, do sistema circulatório vascular e da integração com 
outros sistemas.
Sistema Cardiovascular
A troca dos gases respiratórios acontece entre o ar 
ambiente e o sangue
(Hematose)
Existem três etapas no processo de oxigenação:
➢Ventilação;
➢Perfusão;
➢Difusão
Sistema Respiratório
É o processo de movimento dos gases para dentro e 
para fora dos pulmões. Requer:
- Coordenação muscular;
- Propriedades elásticas do pulmão;
- Propriedades elásticas do tórax;
Ventilação
Relaciona-se com a capacidade do 
sistema cardiovascular de bombear 
sangue oxigenado para os tecidos e 
retornar desoxigenado para os
pulmões.
Perfusão
É o movimento das moléculas de uma área de alta 
concentração para outra de baixa concentração. A 
difusão dos gases respiratórios acontece ao nível da 
membrana alvéolo-capilar.
Difusão
Alterações no funcionamento respiratório
❖Doenças e condições que afetam a ventilação ou o 
transporte de O2, alteram o funcionamento respiratório;
Alterações primárias: 
Hiperventilação 
Hipoventilação
Hipóxia
❖Objetivo da ventilação: produzir tensão de dióxido de carbono 
arterial normal e manter tensão de oxigênio arterial normal: 
PaCO2 entre 35 e 45 mmHg PaO2 entre 95 e 100 mmHg
HIPERVENTILAÇÃO
❖Ventilação acima do necessário para eliminar o CO2, produzido
pelo metabolismo celular. O aumento da ventilação é para 
reduzir a quantidade de CO2.
❖Principais indutores:
✓Ansiedade aguda = Causa perda de consciência por 
expiração excessiva de CO2;
✓Infecções, febre = Elevação da temperatura, aumenta a taxa 
metabólica, ocorre aumento da produção de CO2, levam ao 
aumento da profundidade da respiração;
✓Químicos = Salicilato (Fármaco ácido), anfetaminas, 
cetoacidose, aumentam a ventilação, pois elevam produção 
de CO2.
HIPOVENTILAÇÃO
❖Quando a ventilação alveolar é inadequada para atender à demanda corporal
de O2 ou para eliminar o CO2. Conforme a ventilação alveolar diminui, o
corpo retém CO2;
❖Principais indutores:
✓Atelectasia = “colapso dos alvéolos”, impede troca normal entre O2 e
CO2, os alvéolos colabam e ventilam menos o pulmão;
✓Oferta excessiva de O2 na DPOC: os pacientes se adaptam a níveis mais
altos de CO2 e possuem quimiorreceptores sensíveis a CO2 não 
funcionantes. Nesses pacientes o estímulo para respirar é ter um nível 
reduzido de O2 arterial. A administração de O2 acima de 24-28% faz com 
que a PaO2 caia, oblitera o estímulo para respirar = hipoventilação.
HIPOVENTILAÇÃO
❖Sinais e sintomas clínicos:
✓ Mudanças do estado mental
✓ Arritmias com potencial para parada cardíaca
✓ Convulsões
✓ Inconsciência
✓ Morte
❖Tratamento:
✓ Melhorar oxigenação dos tecidos
✓ Restaurar função ventilatória
✓ Corrigir causa
HIPOXIA
Principais indutores:
✓Nível de hemoglobina reduzido e capacidade reduzida do
sangue de transportar O2;
✓Concentração diminuída de O2 inspirado (altas altitudes);
✓Incapacidade dos tecidos de extrair O2 do sangue (cianeto);
✓Difusão reduzida de O2 proveniente dos alvéolos para o 
sangue (pneumonia);
✓Perfusão tecidual deficiente com sangue oxigenado (choque)
✓Ventilação comprometida (trauma torácico, fratura de
costelas)
HIPOXIA
Sinais e sintomas clínicos:
✓Apreensão;
✓Inquietação;
✓Incapacidade de se concentrar;
✓Perda de consciência;
✓Mudanças de comportamento;
✓Agitação;
✓Fadiga;
✓Alterações de SSVV: aumento da frequência de pulso, da 
frequência respiratória e profundidade da respiração.
Alterações no funcionamento respiratório
Na avaliação clínica:
✓Identificar tipos de problemas respiratórios e
cardíacos;
Dor, dispneia, fadiga, horário, duração
✓Sinais e sintomas
Mudou padrão?, tem tosse?, catarro? Cor?
✓Início e duração
✓Gravidade
Graduar dispnéia, dor
Oxigenoterapia
Consiste na administração de oxigênio numa 
concentração de pressão superior à encontrada na 
atmosfera ambiental para corrigir e atenuar deficiência de 
oxigênio ou hipóxia.
Sinais e sintomas de hipóxia:
➢Inquietação;
➢Ansiedade;
➢Desorientação;
➢Rebaixamento do nível
de consciência;
➢Tontura;
➢FC aumentada;
➢Palidez;
➢Cianose;
➢Dispnéia / taquipnéia
➢Respiração laboriosa
(retração intercostal, 
batimento de asa do
nariz)
Possíveis causas de hipóxia:
➢Diminuição do nível de Hb / Redução na capacidade
de transporte de O2 pelo sangue;
➢Concentração diminuída de O2 inspirado;
➢Difusão diminuída/ Hematose diminuída;
➢Redução do fluxo sanguíneo;
➢Ventilação comprometida
Danos cerebrais decorrentes da falta de oxigenação
Oxigenoterapia – Objetivos:
Reverter a hipoxemia e auxiliar no alcance de três metas:
➢Oxigenação tissular melhorada;
➢Trabalho diminuído da respiração em casos de
dispnéia;
➢Trabalho diminuído do coração nos pacientes
cardiopatas.
Oxigenoterapia – Indicações:
❑ Segundo a “American Association for Respiratory 
Care” (AARC), as indicações básicas de 
oxigenoterapia são:
➢PaO2familiar de trombose venosa profunda ou de 
embolia pulmonar;
✓ Problemas cardíacos, como pressão alta, hipertensão e 
outras condições cardiovasculares;
✓ Alguns tipos de Câncer, especialmente pâncreas, 
ovários e pulmão, além de algumas metástases. 
Mulheres com histórico de câncer de mama também 
podem desenvolver (TEP);
DISTÚRBIOS PULMONARES
FATORES DE RISCO
✓ Pacientes acamados podem desenvolver uma embolia 
pulmonar, em situações pós-cirúrgicas, cardiopatas, fraturas, 
ou qualquer doença que necessite de internação hospitalar;
✓ Permanecer por longos períodos sentado, também pode 
aumentar o risco, especialmente durante jornadas de 
trabalho, viagens de avião ou automóvel;
✓ Fumo;
✓ Obesidade;
✓ Suplementos de estrogênio, comum em pílulas 
anticoncepcionais e reposição hormonal;
✓ Gravidez.
DISTÚRBIOS PULMONARES
DISTÚRBIOS PULMONARES
SINAIS E SINTOMAS 
❑ Os sintomas de embolia pulmonar costumam variar, dependendo 
do número de bloqueios arteriais e quais partes do pulmão estão 
envolvidas. Os principais sintomas de embolia pulmonar são:
❖Dor sob o esterno ou em um lado deste, que pode:
✓ Ser aguda ou penetrante;
✓ Ser descrita como uma sensação de queimação, dor ou peso;
✓ Agrava quando o indivíduo respira profundamente, tosse, come 
ou se curva;
✓ Tosse repentina, expectorar sangue ou escarro sanguinolento;
✓ Respiração rápida;
✓ Frequência cardíaca elevada;
✓ Deficiência respiratória iniciada repentinamente.
DISTÚRBIOS PULMONARES
SINAIS E SINTOMAS:
✓ Ansiedade;
✓ Coloração azulada da pele (Cianose);
✓ Pele fria e úmida;
✓ Tontura;
✓ Dor na perna, vermelhidão e edema;
✓ Tontura ou desmaio;
✓ Diminuição da pressão sanguínea;
✓ Sudorese;
✓ Respiração ofegante.
✓
DISTÚRBIOS PULMONARES
DISTÚRBIOS PULMONARES
DERRAME PLEURAL:
Pleura 
✓É uma membrana dupla, semelhante a um “saco”, que 
envolve o pulmão. É uma fina capa membranosa formada por 
dois folhetos:
✓ Pleura central da meridional , que recobre internamente a 
parede costal da cavidade, está intimamente ligada com a 
caixa torácica, sendo subdividida em quatro partes:
✓ Pleura costal, que cobre as faces internas da parede torácica.
✓ Pleura mediastinal, que cobre as faces laterais do mediastino 
(região torácica).
✓ Pleura diafragmática, que cobre a face superior do 
diafragma.
✓ Cúpula pleural, que recobre o ápice pulmonar.
DISTÚRBIOS PULMONARES
DERRAME PLEURAL:
DEFINIÇÃO
✓ O derrame pleural ocorre devido ao acúmulo excessivo de 
líquido no espaço pleural, que é o espaço criado entre o 
pulmão e a membrana externa que o cobre.
✓ Esse acúmulo dificulta o trabalho normal do pulmão e, por 
isso, a respiração pode ser gravemente afetada, devendo-se 
fazer o tratamento o mais rápido possível no hospital para 
retirada do excesso de líquido.
DISTÚRBIOS PULMONARES
DISTÚRBIOS PULMONARES
SINAIS E SINTOMAS:
✓ Dificuldade para respirar;
✓ Dispneia;
✓ Precordialgia, que piora ao inspirar profundamente;
✓ Hipertermia;
✓ Tosse persistente;
✓ Na maioria dos casos, estes sintomas não surgem nos 
pequenos derrames pleurais e mesmo quando 
surgem, podem ser associados às suas causas, como 
insuficiência cardíaca ou pneumonia.
DISTÚRBIOS PULMONARES
❑FATORES DE RISCO:
✓ Pneumonia;
✓ Tuberculose;
✓ Câncer no pulmão;
✓ Embolia pulmonar;
✓ Artrite reumatoide;
✓ Lúpus.
▪ No entanto, o derrame também pode ser causado por 
problemas que levam ao aumento de líquido em todo o 
organismo, como insuficiência cardíaca descompensada, 
cirrose ou doenças renais em estado avançado.
DISTÚRBIOS PULMONARES
Definição Pneumotórax 
• Pneumotórax é o acúmulo de ar livre na cavidade pleural
Pneumotórax
É a presença de ar na cavidade pleural, podendo levar à compressão do
parênquima pulmonar e insuficiência respiratória.
Nas contusões, dois mecanismos podem ser responsáveis pela lesão
pulmonar com extravasamento de ar para a pleura, uma laceração do
pulmão pela compressão aguda do tórax ou uma espícula óssea, de uma
costela fraturada, perfurando o pulmão.
Se houver fístula de parênquima pulmonar com mecanismo valvulado o
pneumotórax pode se tornar hipertensivo.
• Diagnóstico Clínico
- Dispnéia
- Abaulamento do hemitórax afetado (mais nítido em crianças)
- Hipertimpanismo à percussão
- Ausência ou diminuição do murmúrio vesicular
Diagnóstico
- Nos casos de pneumotórax hipertensivo, aparecem sinais de choque
com pressão venosa alta ( estase jugular)
- Radiografia de tórax revela a linha de pleura visceral afastada do
gradeado costal. Julgamos importante lembrar que quando o paciente
estiver com condição clínica desfavorável (principalmente se com
sinais de pneumotórax hipertensivo), deve-se instituir a terapêutica
sem os exames radiológicos, apenas com os dados do exame físico.
• Conduta
- Drenagem pleural sob selo d’água no 6º ou 7º espaço intercostal na
linha axilar média com dreno tubular multiperfurado
- Fibrobroncoscopia e toracotomia
Drenagem Tórax
Classificação
• Pneumotórax aberto : Situação em que há perda de substância na
parede torácica comunicando o meio externo e a cavidade pleural. Ocorre
pneumotórax imediato, podendo levar à instabilidade súbita da mecânica
respiratória e, caso a conduta não seja realizada imediatamente, a morte
do paciente poderá ocorrer.
Conduta:
Oclusão imediata do orifício na parede do tórax, transformando o
pneumotórax aberto em fechado.
A seguir procede-se à drenagem pleural por outra via que não o
ferimento, que deverá ser desbridado e suturado.
Pneumotórax hipertensivo
De forma geral: 
• Pneumotórax fechado : os traumas torácicos fechados geralmente
são acompanhados de danos extratorácicos, potencializando os danos
pessoais pelo trauma.
A transferência direta da energia cinética à parede torácica e aos
órgãos internos e, em seguida, a desaceleração diferencial que
ocorre nos órgãos após o impacto torácico.
Dessa forma, os órgãos internos são lançados sobre a parede torácica
interna, pode ocorrer danos tanto pelo impacto direto sobre a parede,
quanto por arrancamento de estruturas firmemente ligadas à parede
torácica posterior.
Em suma, a fisiopatologia dos traumas torácicos fechados, basicamente,
envolve alterações no fluxo de ar, sangue ou ambos, bem como sepse
devido à lesão de esôfago.
O pneumotórax é uma das complicações mais comuns do trauma torácico
fechado.
Quanto à origem:
• Pneumotórax Espontâneo 
• Primário 
• Secundário (a pneumopatias) 
• Pneumotórax Adquirido 
• Neonatal 
• Iatrogênico 
• Barotrauma
• Traumatismo
Cuidados de Enfermagem:
1) Aspiração;
2) Posição de fowler com pernas e pés mais baixos que o resto do corpo;
3) Observar sinais sudorese, náuseas e vômitos;
4) Oxigenação (administração de O2 a 100% por meio de máscara
facial);
5) Controle de sinais vitais;
6) Apoio psicológico;
7) Administração dos medicamentos solicitados pelo médico
HEMOTORAX
É a presença de sangue na cavidade pleural resultante de lesões do
parênquima pulmonar, vasos da parede torácica ou grandes vasos como
aorta, artéria subclávia, artéria pulmonar ou mesmo do coração
• Apesar de na maioria dos doentes a presença do hemotórax não
significar uma lesão extremamente grave, todo doente traumatizado com
derrame pleural supostamente hemorrágico, deve ser encarado e
acompanhado como um doente potencialmente de risco
• Diagnóstico
- Choque hipovolêmico na dependência do volume retido ou da
intensidade da lesão
- Dispnéia decorrente da compressão do pulmão
- Propedêutica de derrame pleural
Diagnóstico
- Radiografia de tórax revelando linha de derrame ou apenas velamento
difuso do hemitórax quando a radiografia é realizada com o doente
deitado - Toracocentese realizada nos espaços intercostais inferiores e
posteriores confirma o diagnóstico
• Conduta
- Drenagem pleural
- Toracotomia
Referências
Potter, PA; Perry, AG. Fundamentos de Enfermagem. Conceitos, 
Processo e Prática. Traduzido por Cruz, ICF; Lisboa, MTL; Machado, 
WCA. Riode Janeiro: Guanabara Koogan, 7a. ed., 2009.
Taylor C; Lillis, C; Lemone, P. Fundamentos de Enfermagem. A arte ea 
ciência do cuidado de enfermagem. Artmed, 5a. Ed.,2007.
Guyton, AC.; Hall, JE. Tratado de Fisiologia Médica. Rio deJaneiro: 
Guanabara Koogan, 10a. ed., 2002.

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