Prévia do material em texto
SP 1.4 GASOMETRIA ARTERIAL →exame que mede os níveis de O2, CO2 e pH sanguíneo por eletrodos pH: medido por um eletrodo sensível a íons de H+(7,35 a 7,45) ● 7,35 - alcalemia ● ph normal não há distúrbio ou há um distúrbio misto PCO2: eletrodo de CO2 do sangue difunde-se p/ um eletrólito bicarbonato, causando uma mudança de pH PAO2: usa uma membrana permeável ao oxigênio. A corrente gerada pela redução do O2 na sup. do eletrodo é proporcional à concentração de O2 no sangue (35 a 45mmHg) Bicarbonato: é calculado a partir do pH e da PaCO2, utilizando a equação de Hasselbach (22 a 28meq/L) *[HCO3−]=[CO2]×10(pH−pKa) Base excess: calculada a partir da PaCO2, do bicarbonato e do pH Sat O2: medida por espectrofotometria (absorção da luz da hemoglobina ligada ao O2 é diferente da não ligada) Sistema Tampão Bicarbonato (HCO3/ H2CO3) MECANISMOS REGULATÓRIOS 1. Controle Neural da Respiração: SNC (bulbo e ponte), regula o ritmo respiratório. Os centros respiratórios respondem a informações sobre os níveis de CO2, O2 e pH sanguíneo. ⇒ Quimiorreceptores centrais, localizados no cérebro, são sensíveis às variações de pH e PaCO2 no líquido cefalorraquidiano. ⇒ Quimiorreceptores periféricos, como os corpos carotídeos e aórticos, detectam mudanças na PaO2, PaCO2 e pH do sangue arterial. 2.Resposta a CO2: O CO2 é o principal regulador da respiração. Um aumento na PaCO2 (hipercapnia) estimula um aumento na ventilação para expelir mais CO2. 3.Resposta a O2: A diminuição na PaO2 (hipoxemia) também estimula a ventilação, mas é menos sensível do que a resposta ao CO2. O estímulo se torna mais significativo em PaO2 abaixo de 60 mmHg. DISTÚRBIOS ÁCIDO BASE →influenciados pelo CO2 →envolvem os tampões especialmente o HCO3 →envolvem o rim e o pulmão →COMPENSAÇÃO ⇒ ocorre pelo pulmão onde o controle da ventilação mecânica elimina CO2 ou retém CO2 ⇒ ocorre pelo controle dos rins que eliminam ou retém bicarbonato pela urina Quando o equilíbrio é quebrado? Acidose (pH 45 mmHg) com ou sem hipoxemia ⇒ hipercapnia ocorre quando a ventilação alveolar cai ou não consegue se elevar adequadamente em resposta a uma produção aumentada de CO2. Uma queda na ventilação alveolar resulta de diminuição da ventilação min. ou de aumento da ventilação do espaço morto, sem uma adequada compensação por aumento da ventilação min. Pode levar a acidemia ⇒ a redução do volume min. alveolar é a principal causa de hipercapnia. DPOC é o protótipo de doença associada a aumento da PaCO2. O problema é secundário a hipoventilação alveolar e não propriamente a redução do volume minuto. Os pacientes com exacerbação de DPOC assumem um padrão respiratório rápido e superficial, o que resulta no aumento da relação espaço morto fisiológico/volume corrente, problema originado pelo distúrbio V/Q característico desta condição. causas: DPOC descompensado, depressão do drive respiratório (uso de opioides AVC), doenças neuro musculares, obstrução de vias aéreas sup. Padrão gasométrico esperado ● PaO₂ ↓ (baixa) ● PaCO₂ ↑ (alta) ● pH baixo (acidose respiratória aguda) ● HCO₃⁻ normal ou levemente aumentado (se for agudo; mais elevado se for crônico) *Se a acidose respiratória persistir por mais tempo, os rins começam a reter bicarbonato (HCO₃⁻) para compensar, levando a uma compensação metabólica (HCO₃⁻ aumentado) → Tipo 3 - mista ⇒ associação entre os dois tipo. Exemplo são pacientes com insuficiência respiratória tipo I, na tentativa de compensação de hipoxemia, evoluem com fadiga da musculatura respiratória, evoluindo com hipercapnia QUADRO CLÍNICO →fase compensada: taquipneia (FR>20ipm) (principalmente no tipo hipoxêmica) →fase descompensada: uso de m. acessória (batimento asa de nariz, tiragem intercostal, retração de fúrcula e em casos + graves respiração paradoxal (fadiga da musculatura diafragmática) *Parâmetrospara ventilação invasiva é a Gasometria, outros exames complementares vão depender da clínica do paciente. SINAIS CLÍNICOS DE HIPÓXIA →Cianose: coloração azulada da pele e mucosas principalmente em extremidade = sinal tardio →Taquipneia: aumento da FC, como tentativa do organismo de aumentar a oxigenação →Dispneia: sensação de falta de ar, aguda ou crônica →Alterações neurológicas: confusão, sonolência ou agitação, devido à falta de O2 no cérebro →Sinais de esforço respiratório (+ comum): uso de m. acessória e posição tripé (sentar-se inclinado p/ a frente) ● intercostal e esternocleidomastoideo e em criança batimento de asa nasal * Na insuficiência respiratória, a troca gasosa nos alvéolos é comprometida, levando à hipóxia. Em casos de derrame pleural, o liq. acumulado na cavidade pleural pode comprimir os pulmões, reduzindo a capacidade ventilatória e a área de troca gasosa. Isso resulta na diminuição da oxigenação do sangue, e nos sinais clínicos TRATAMENTO DA IR 1. o tratamento do problema subjacente, por ex, administrando antibióticos a um paciente com pneumonia ou colocando tubo no espaço intrapleural (drenagem torácica) em um paciente com pneumotórax 2. a correção dos defeitos da função pulmonar Hipoxemia: é abordada pela administração de O2 suplementar através dos meios invasivos e não invasivos dependendo da gravidade Hipercapnia: suporte ventilatório mecânico. Isso pode ser realizados por métodos não invasivos, como uma máscara, ou de forma invasiva, com um tudo endotraqueal DPOC →estado patológico caracterizado por sintomas respiratórios persistentes e obstrução ao fluxo aéreo. Exige a presença de obstrução crônica ao fluxo de ar, determinada por espirometria, que ocorre em casos de exposições ambientais nocivas- produtos da combustão, tabagismo. A DPOC inclui: ⇒ enfisema: destruição dos alvéolos pulmonares e dilatação dos espaços aéreos; ● destrói o parênquima e arcabouço vascular, o ar que chega ao alvéolo não tem vaso, desperdiça ar, cria espaço morto fisiológico ⇒ bronquite crônica: tosse crônica e expectoração purulenta (inflamação e excesso de muco) na maioria dos dias de um período de 3 meses, por pelo menos 2 anos consecutivos ● mais obstrutivo ● alvéolos que não conseguem ter ar, passa fluxo sang, não consegue oxigenar, produz sangue derivado ⇒ doença das pequenas vias aéreas: os bronquíolos de pequeno calibre se encontram estreitados e são menos numerosos. *estão presentes em diferentes graus da DPOC PATOGÊNESE → Inflamação crônica das vias aéreas centrais e periféricas, parênquima e vasos pulmonares em resposta à inalação de partículas e gases nocivos, com acúmulo de macrófagos, neutrófilos e linfócitos T →A obstrução ao fluxo aéreo pode resultar de doença das vias aéreas e/ou enfisema. As pequenas vias aéreas podem se tornar estreitadas pela presença de células (hiperplasia e acúmulo), muco e fibrose. Ocorre a destruição vascular pulmonar em conjunto com a doença das pequenas vias aéreas e enfisema. Enfisema: 1. exposição crônica ao tabagismo em pessoas geneticamente suscetíveis desencadeia o recrutamento de células inflamatórias e imunológicas dentro de vias aéreas de grande e pequeno calibres e nos espaços aéreos terminais dos pulmões 2. as células inflamatórias liberam proteases que danificam a matriz extracelular que sustenta as vias aéreas, a vascularização e as superfícies de trocas gasosas do pulmão 3. ocorre a morte celular estrutural por meio de dano induzido por oxidação, senescência celular e perda proteolítica de áreas de aderência da matriz celular, levando a perda extensa de vias aéreas de pequeno calibre, supressão da vascularização e destruição alveolar 4. o reparo desordenado da elastina e de outros componentes da matriz celular contribui para a dilatação dos espaços aéreos e para o enfisema TEORIAS a) experimental: instilação intratraqueal da enzima proteolítica papaína, que degrada a elastina ⇒ desequilíbrio entre as proteases (elastina) e as antiproteases no pulmão atividade anti elastase - soro e tec. intersticial - alfa 1 AT *elastase celular: neutrófilos * elastases dos neutrófilos tema a capacidade de digerir o pulmão, mas é inida pela alfa 1 AT alta ativ. das proteases a baixa atividade antiprotease = destruição tecidual *deficiência de alfa1 AT - neutrófilos principalmente - enfisema panacinar * associado ao tabagismo - neutrófilos e macrófagos - enfisema centroacinar b) deficiência genética da alfa1-antitripsina: ⇒ deficiência genética do inibidor da protease, particularmente a elastase (secretada pelos neutrófilos durante a inflamação) ⇒ agravado pelo tabagismo Tipos de enfisema: → centriacinar (centrolobular) (95%) ⇒ partes centrais ou proximais dos ácino (bronquíolos respiratórios ⇒ preserva alvéolos distais ⇒ mesmo lóbulo ou ácino - áreas normais e enfisematosas ⇒ lesões + graves e frequentes - lobos sup (segmentos apicais) ● compromete mais dois terços sup. ⇒ grande quant. de pigmento negro ⇒ inflamação em torno de brônquios, bronquíolos e septos ⇒ grandes bolhas- enfisema irregular e secundário a cicatrização ⇒ casos graves - DD Panacinar (comprometimento região distal) ● fumantes invertebrados ● associação bronquite crônica ⇒ microscopia: ● espaços aéreos anormais e bolhas → panacinar (panlobular) ⇒ ácinos estão uniformemente aumentados desde o nível do bronquíolo respiratório até os alvéolos terminais (compromete o ácino interior) pulmões volumosos, com superposição ao coração ⇒ locais ● zonas inf. ; margens anteriores; bases (+ grave) ⇒ relacionado a deficiência de alfa 1 antitripsina ⇒ associado a cicatrização → parasseptal (acinar distal) ⇒ porção proximal do ácino - normal ⇒ porção distal do ácino - afetado ⇒ locais ● adjacentes à pleura, ao longo dos septos lobulares de tec. conjuntivo ● adjacentes a áreas de fibrose, cicatriz ou atelectasia ● grave na metade sup. dos pulmões ⇒ pode formar cisto na macroscopia ⇒ pneumotórax espontâneo em adultos jovens →irregular ⇒ compromete irregularmente o ácino, associados a cicatriz ⇒ necrópsia - cicatrizes de processos inflamatórios cicatrizados ⇒ maioria - focos irregulares assintomáticos Bronquite Crônica 1. irritação crônica por subs. inaladas 2. infecções microbiológicas ● ambos os sexos e qualquer idade ● tabagismo ● hipersecreção de muco- manifestação precoce, associada com hipertrofia das glândulas submucosa na traquéia e brônquios *persistência da bronquite crônica - aumento acentuada das cel caliciformes da peq. via aérea - peq. brônquios e bronquíolos *produção excessiva de muco e obstrução das vias ⇒ macroscopia ● hiperemia, intumescimento e edema das mucosas ● secreções mucosas e mucopurulentas excessivas sobre o epitélio ● cilindros de secreção e pus índice de Reid: relação entre a espessura da camada de glândulas mucosas e a espessura da prede entre o epitélio e a cartilagem ⇒ sintomas: ● tosse produtiva persistente com escarro copioso (anos) ● dispnéia de esforço ● hipercapnia, hipoxemia e cianose leve ● infecções recorrentes SINTOMAS ● tosse e sibilos ● produção de escarro ● dispneia aos esforços (sensação de peso, respiração arquejante ● tórax em barril *primeiras manifestações - ⅓ do parênquima pulmonar comprometido *com a evolução da doença, a dispneia agrava, interferindo nas ativ. dos diárias →Exame físico: Estágios iniciais: exame físico normal EStágios + graves: fase expiratória + longa, podendo ter sibilos expiratórios ● sinais de hiperinsuflação incluem tórax em barril e ampliação dos vol. pulmonares com limitação das excursões diafragmáticas avaliadas por percussão● uso dos m. acessórios, sentando-se na posição de tripé p/ facilitar as ações dos m. esternocleidomastoideo, escalenos e intercostais ⇒ doença + avançada pode haver caquexia, indicando prognóstico desfavorável na DPOC ⇒ alguns pacientes com doença avançada apresentam movimentos paradoxais do gradil costal p/ dentro durante a inspiração (sinal de Hoover), consequência da alteração do vetor de contração diafragmática no gradil costal em razão da hiperinsuflação crônica DIAGNÓSTICO →Espirometria: meio + rápido e menos invasivo p/ verificar a obstrução do fluxo respiratório (0,4) CVF- capacidade vital forçada= vol. de ar expirado à força a partir do ponto de max inspiração VEF1- vol. expirado à força em 1seg * deve ser realizada na fase estável da doença, quando a relação VEF1/CVF 100cel/mcL e com muitas exacerbações, pode-se adicionar corticoide inalatório ● caso se mantenha exacerbações com a teria tripla (LAMA+LABA+ corticoide), para paciente com VEF1 55 e 88% e 25 mmHg em repouso e 30 mmHg no esforço ⇒ HAP crônica irreversível → aumento do tam. e hipertrofia do VD → insuficiência cardíaca D * hipóxia crônica → vasoconstrição crônica → proliferação do m. liso em peq. art. pulmonares *hipoxemia produz alteração na liberação de óxido nítrico, endotelina, fator de crecimiento derivado de plaqueta *óxido nítrico é vasodilatador Sinais e sintomas iniciais: dispneia de esforço; fadiga aumentada; leve desconforto ou dor torácica nas ativ. físicas; aumento da FC; taquicardia nas ativ. físicas; sopro cardíaco Teste de caminhada de 6min avaliação clínica da tolerância ao caminhar 6 min ● grau de dispneia ● mede-se a sat. de O2 antes e após, PA e FC ● distância percorrida *preditor de prognóstico em DPOC: caminhada⇒ sinais de hipertrofia do VD ⇒ aumento de volt. do onda P por sobrecarga do AD Ecocardiograma ⇒ sinais de hipertensão pulmonar ⇒ aumento de vol. de câmaras direitas ⇒ dilatação da veia cava inf., incompressibilidade inspiratória da VCI, sugerindo aumento da pressão venosa central Tratamento do cor pulmonale por DPOC broncodilatador ⇒ beta-agonista (salbutamol): relaxam os m. das vias ⇒ anticolinérgicos (ipratrópio); reduzem o espasmo brônquico e diminuem a produção de secreções corticosteroides inalatórios (budesonida): reduzem a inflamação nas vias aéreas, melhoram a função pulmonar e ajudam a prevenir exacerbações da DPOC reduzir a vasoconstrição ⇒ oxigênio ⇒ inibidores da fosfodiesterase ⇒ bloqueador de canal de cálcio reduzir o edema: diurético (furosemida) reduzir os microtrombos: anticoagulantes DOENÇAS QUE ACOMETEM O SIST. RESP. →IVAS ⇒ resfriado: coriza, espirros, criança ativa ⇒ gripe: febre, prostração, mialgia →Sinusites: principal sintoma = febre (3-4 semanas com secreção) ● acúmulo de secreção que ao infectar gera os sintomas ● secreção atrás da úvula, que vai p/ a base do pulmão - infecta e provoca pneumonia ● amoxicilina 50mg/kg/dia →Otites: acúmulo de secreção da membrana com abaulamento (otite média) ● antibiótico sistêmico ⇒ antibiótico de gota (antibiótico + corticoide): otite externa →Bronquiolites: acomete os bronquíolos ● (principal sincicial respiratório), influenza ● crianças abaixo de 2 anos ● internar quando tiver disfunção respiratória (batimento de asa nasal…) Tratamento: hidratação, AVAS, oxigenoterapia →Amigdalite: dor de garganta + sintomas gripais ● sintomáticos - gripal ● placa com exsudato, petéquias, febre alta - antibióticos (amoxicilina por 10 dias) →Asma Brônquica: hiper-reatividade das vias aéreas, resultando em broncoconstrição episódica reversível, devido a um aumento da responsividade a estímulos * processo inflamatório, com muita produção e secreção de muco ⇒ crises incapacitantes e imprevisíveis de dispneia, tosse e sibilos ⇒ episódios súbitos de broncoespasmo (o ar ao passar provoca sibilos) Extrínseca: hipersensibilidade tipo I; alérgeno extrínseco ; atópica, ocupacional e aspergilose Intrínseco: mecanismo não-imunes; aspirina, vírus, estresse e exercícios Macroscopia: hiperdistensão pulmonar; peq. áreas de atelectasia; tampões de muco Morfologia: edema e infiltrado inflamatório as paredes brônquicas; aumento do tamanho das glândulas; hipertrofia m. da parede; alterações enfisematosas; bronquite *espirais de Curschmann - descamação epitelial *cristais de Charcot-Leyden - proteína da membrana dos eosinófilos Tratamento: B2 agonista; corticoterapia; anticolinérgico; sulfato de magnésio →Pneumonias ● Broncograma aéreo: filamento de brônquio mais arado dentro de uma massa branca (liq; exsudato) →Bronquiectasia doença caracterizada pela dilatação permanente de brônquios e bronquíolos causada pela destruição do músculo e tecido elástico, resultando em infecções necrosantes crônicas ou ficando associado a ela Quadro clínico: tosse; febre; expectoração de grandes quant. de escarro purulento, de odor fétido Causas: ⇒ condições hereditárias e congênitas (fibrose cística) ⇒ condições pós-infecciosas: causada por tumores, corpos estranhos e ocasional impactação por muco ⇒ outras condições: artrite reumatóide; lúpus Morfologia; lobos inf. bilateralmente são os + afetados; vias aéreas dilatadas