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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt� Físic� Fun�i�nal
8º semestre
09.08.2024
Fisi�l�gia e Tr��nam�nt� de F�ça -
Definição:
● O que é Força?
É uma capacidade de treinamento, ou seja, é
a capacidade de exercer tensão contra
uma resistência, seja uma carga (peso),
elástico, um objeto (ex: parede), superando,
cedendo ou sustentando-a, baseado em
aspectos mecânicos (músculos, ossos,
tendões) e químicos (energia; ATP)
Exemplo: Exercício de flexão de cotovelo - ao
flexionar, vencemos a resistência; ao
retornar, cedemos; e ao segurar no ar,
sustentamos.
Fatores que modificam a força
Neurais: O sistema musculoesquelético
depende diretamente do SNC, pois não
trabalha de forma autônoma como outros
sistemas - ele não faz nada sozinho. Isto
significa que a coordenação e a ativação dos
músculos dependem das mensagens que o
SNC envia.
- Exemplo: Na Esclerose Múltipla, a
destruição da bainha de mielina afeta
a transmissão de impulsos nervosos,
resultando em uma redução da força
muscular.
Hipertróficos ou metabólicos: Referem-se
ao aumento do tamanho das células
musculares. As fibras musculares se
hipertrofiam, aumentando a seção
transversal, resultando em maior torque, ou
seja, a capacidade de gerar força. O torque
dessa célula será maior do que o de uma
menor. Entretanto, isso influencia menos do
que os fatores neurais. Por exemplo, um
fisiculturista e um levantador de peso podem
ter músculos hipertrofiados, mas o
levantador, que foca mais no treinamento
neural, pode demonstrar maior força em
atividades de levantamento. Isso ocorre pois
os fatores neurais permitem uma melhor
coordenação e recrutamento das fibras
musculares, potencializando ainda mais a
força gerada.
Psicológicos: O fator emocional também
interfere, como a presença do treinador
físico atrás do praticante para dar
segurança, bem como o incentivo e comando
verbal
Unidade Motora
Definição: Um motoneurônio e as fibras
musculares que ele inerva, no local de
transição, chamado de junção
neuromuscular.
Essas fibras funcionam concomitantemente
(simultaneamente), à medida que a descarga
chega neste neurônio. Ou seja, não é
possível individualizá-las; é possível
recrutar menos unidades motoras, mas não
dá para separar as fibras das UM recrutadas
Estruturas da Unidade Motora
Dendritos - Área de captação de sinal
neuronal
Axônios - Área de propagação de sinal
Bainha de mielina - Determina a velocidade
de propagação
1
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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt� Físic� Fun�i�nal
8º semestre
Neurotransmissor - Acetilcolina (Ach -
principal do músculo esquelético)
Receptor nicotínico - liga-se à Ach
Acetilcolinesterase - Enzima que quebra a
molécula de Ach e a transforma em Ácido
Acético + Colina, deixando o músculo em
repouso (não passam a condução elétrica)
Sinapse - Sinal trocado entre neurônios
*Qualquer condição que faça a Ach ficar
mais ou menos tempo no receptor trará
implicações nervosas e/ou de contração
muscular no indivíduo
TIPOS DE UNIDADES MOTORAS
● Lenta oxidativa (LO): Neurônios com
pouca bainha de mielina e que
inervam um menor número de fibras,
velocidade de propagaçãomais lenta.
Ligadas a fibras do tipo I, fibras de
resistência
● Rápida oxidativa (RO): Neurônios
intermediários, com boa velocidade
média e que inervam um número
maior de fibras, com estrutura mais
densa. Ligados ao tipo IIA (rápidas,
mas não tão explosivas, que suportam
prolongamento/resistência das
tensões; fibras intermediárias)
● Rápida glicolítica (RG): Neurônios
muito densos, de grande calibre, que
podem inervar milhares de fibras.
Ligados às fibras IIB/X (brancas),
de muita velocidade e explosão
Todos os músculos têm os 3 tipos de UM, com
diferentes predominâncias. Exemplos:
- Quadríceps: Predomínio de IIB para
movimentos de subir e descer escadas
e suportar o peso do corpo, saltar, etc
- Abdômen: Predomínio de IIA, para
prolongar a tensão e estabilizar o
corpo, ou seja, tensão de resistência
com prolongamento, assim como os
paravertebrais
- Olhos: Predomínio de I, com
resistência mais fina e apurada
U.M. LO RO RG
Neurônios Pouca
bainha de
mielina
Intermediári
os
Muito
densos,
grande
calibre
Nº fibras Menor nº
de fibras
Maior nº de
fibras
Milhares de
fibras
Velocidade Mais lenta Média Muita
velocidade
e explosão
Fibras Tipo I Tipo IIA Tipo IIB
Recrutamento: Baseado na Lei do Tamanho,
que determina o recrutamento da menor
para a maior fibra (I→ IIA→ IIB)
Esta lei pode ser modificada em tempo, de
modo que, quanto mais rápido seja o
movimento realizado, mais rápido
2
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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt� Físic� Fun�i�nal
8º semestre
ocorrerá a transição da utilização destas
fibras, mantendo a sequência do tamanho
Exemplo: Subir numa caixa de crossfit exige
velocidade e explosão, portanto a utilização
das fibras rápidas ocorrerá mais rápido;
diferente de um exercício de resistência,
onde essas fibras serão recrutadas após um
tempo maior, à medida que as fibras lentas e
intermediárias forem “fadigando”
Coordenação
- Coordenação para que essa situação
regional do recrutamento de UMs ocorra da
melhor forma, isso é possível com o
treinamento, em condições normais.
1. Coordenação intracelular (de um
único neurônio): No primeiro
momento conseguimos esse tipo de
coordenação que se refere a função
de chegar o impulso por exemplo no
núcleo de um neurônio; Como no caso
de pessoas que não treinam, não tem
memorização e tem dificuldade de se
manter estável em um exercício.
Conquistados nos primeiros dias ou
semanas de treinamento geralmente,
mas não há uma regra, existe grande
variedade entre indivíduos.
2. Coordenação entre neurônios: No
segundo momento temos esse tipo de
coordenação, e agora a dificuldade
relatada acima por exemplo, já foi
solucionada, não há mais dúvidas do
movimento.
Objetivos do treinamento de força
- Funcional* - AVDs
- Esportivo* - busca o desempenho e a
performance
- Estética - fisiculturistas, hipertrofias,
autoestima
* Principais áreas de atuação fisioterapêutica
Princípios fundamentais
O que é necessário para um treinamento
efetivo:
- Frequência: Treino, prática, repetição
e constância
- Intensidade relativa progressiva:
respeitando a individualidade
(Especificidade)
- Variabilidade de métodos: o mesmo
estímulo gera acomodação e diminui
a evolução do treinamento
- Volume*: relativo ao tempo de
treinamento; entra principalmente
quando há periodização (para atletas
isso é mais usado, quando muda-se
o tempo de treino e varia ao longo
dos dias)
Componentes
- Carga
- ADM
- Repetição (Séries)
- Intervalo (tempo de descanso)
- Frequência
- Velocidade/tempo de execução ou
cadência
- Exercícios
3
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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt� Físic� Fun�i�nal
8º semestre
16.08.2024
Tr��nam�nt� de f�ça -
Desenvolvimento dos fatores modificáveis
de força - como se posicionam ao longo do
tempo frente a uma pessoa que irá iniciar um
programa de treinamento, partindo do
princípio que a mesma nunca iniciou um
treinamento (isso é diferente em pessoas
que já treinaram, pois o tempo de evolução
muda):
Os fatores neurais (neurônios, função
neuromuscular, axônios) são os primeiros a
se destacar, cujo tempo do desenvolvimento
destes aspectos ocorre desde o início e vai
até em torno de 8 semanas.
Os fatores hipertróficos, diferentemente de
como acontece com os fatores neurais, a
hipertrofia não ocorre de imediato, pois
depende também de aspectos de adaptação,
fatores genéticos, alimentação e outras
variáveis. Estes fatores passam a ser
visivelmente crescentes a partir da oitava
semana
Os fatores psicológicos dependem muito de
atitude externa e apresentam menor
variação, sendo o seu crescimento mais
constante e estável, numa “linha reta”
acompanhando a evolução o tempo todo.
Fatores hipertróficos
Fatores intrínsecos:
● Genética
É o fator intrínseco que mais prevalece para
gerar hipertrofia;- Hormônios: todo hormônio é um fator
de crescimento no ambiente celular;
facilita a mutação celular e pode
potencializar células cancerígenas ao
longo do tempo, por exemplo;
- Testosterona: Transcrição (RNA
mensageiro copia as proteínas
alinhadas do DNA) e tradução (RNA
transportador capta esta cópia e leva
isso à “porta” do ribossomo) celular,
diretamente relacionado ao núcleo da
célula, sendo portanto o principal
hormônio relacionado à hipertrofia.
- GH: Hormônio do crescimento; é
secretado pela hipófise e tem um fator
de liberação e inibição e é
metabolizado no fígado; depois, é
fracionado em diversas partes, sendo
uma delas a IGF-1 (a fração mais
decisivo para a hipertrofia do que o
GH inteiro). A função do IGF-1 inclui a
ativação de proteínas específicas
decisivas no que diz respeito à
hipertrofia muscular, sendo essas a
AKT, Pi3q e MTOR.
- Insulina: Também ativa as proteínas
anteriores, mas tem papel de
depositar energia preferencial para
a célula, que é a glicose.
Receptores: Estes hormônios se ligam
a receptores; sendo assim, o número
de receptores disponíveis também é
um componente que influencia na
hipertrofia e tem relação com a
condição genética do indivíduo.
- Miostatina - Proteína inibitória das
proteínas (AKT, Pi3q e MTOR),
4
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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt� Físic� Fun�i�nal
8º semestre
também possui receptores específicos
para si; portanto, indivíduos com
maiores quantidades de miostatina
terão mais dificuldade em
hipertrofiar
Fatores extrínsecos
● Alimentação: inclui os nutrientes
alimentares e suplementação
(somente se houver necessidade)
● Treinamento com estímulo máximo:
que exija a quebra de homeostase
do indivíduo; “não-confortável”
Fatores psicológicos
Motivadas por ações externas, que tentam
“quebrar” o efeito de reserva de proteção e
desarma as unidades motoras;
Em nosso sistema nervoso, há neurônios que
não são ativados com facilidade (como se
estivessem em standby) mas com um
estímulo específico e mais intenso, esta
reserva pode ser movimentada, sendo,
portanto, mais utilizada portanto; também se
aplica ao aspecto motivacional, pois em
situações de perigo/medo/motivação há
quebra essa reserva (como, por exemplo,
mãe levantar carro quando viu filho
embaixo)
Modalidades de Força
● Força máxima
A força máxima pode ser:
- Dinâmica - movimento: é a máxima
tensão que o sistema neuromuscular
pode desenvolver com um único
movimento articular (1 repetição)
- Estática - isométrica: é uma
contração voluntária máxima contra
uma resistência que não se move,
considerada a “real força máxima”
por alguns autores
Nestes aspectos, consideram-se alguns
fatores importantes: Carga, repetições,
séries, frequência, intervalo, velocidade
(cadência), além do próprio exercício.
Para gerar/desenvolver força máxima são
necessários os padrões abaixo:
Carga: Deve ser alta (90% a 100% ou mais
da carga máxima)
Repetições: 2-5
Séries: 5 a 6
Frequência: dias alternados
- o desgaste pouco metabólico e mais
articular, então funciona bem o
treinamento em dias alternados
Intervalo: 2 a 4min;
- Pois precisamos que o sistema ATP-CP
esteja recuperado completamente
para uma nova série
Velocidade: lenta
- Deve ser lenta pela necessidade de
carga alta
Exercícios: Multiarticulares
- Para a FM, um requisito para os
exercícios é que sejam
multiarticulares (como o
agachamento, levantamento terra,
desenvolvimento, etc), ou seja, de
grande cadeia (especialmente a
cadeia cinética fechada), pois
recrutam mais U.M.
● Força explosiva
Mais relacionada ao esporte, pois ela utiliza
a relação entre força e velocidade;
F explosiva = F x V
Carga: 30% a 60% da carga máx;
5
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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt� Físic� Fun�i�nal
8º semestre
- A depender da necessidade do
esporte, quanto maior a resistência
aplicada, maior deve ser este
percentual utilizado. Exemplo: Um
arremessador de peso precisa treinar
mais próximo do limite máximo devido
ao peso da bola, enquanto um jogador
de futebol que precisa chutar uma
bola leve pode trabalhar próximo ao
limite mínimo.
Repetições: 6-15 repetições
Séries: Variado
Frequência: Depende da periodização
- programação do treinamento/esporte,
planejamento das competições por
exemplo
Intervalo: 1 a 1min e meio
- não é necessário/possível dar o tempo
de recuperar todo o sistema,
especialmente considerando o esporte
(exemplo: futebol); Por isso, usa
outros sistemas energéticos além do
ATP-CP, vai usar glicolítico e aeróbio
oxidativo por exemplo
Velocidade: Maior na concêntrica e menor
na excêntrica, como ocorre no esporte
Exercícios: Específicos (PFE), como os
pliométricos, voltados à modalidade
trabalhada
● Força de resistência
Capacidade do sistema neuromuscular em
sustentar cargas moderadas por períodos
prolongados, dividindo-se em geral e local
Carga: 40 a 60% da carga máx
Repetição: 15 a 30 ou mais
Séries: 3 a 10 séries
Frequência: Variado; depende do período
que está trabalhando
Intervalo: Curto, 30 a 50 seg no máximo
Velocidade: Constante, não havendo
diferença entre as fases concêntrica e
excêntrica
Exercícios: Específicos de acordo com o
objetivo
● Força dinâmica
Força que visa a hipertrofia; A hipertrofia se
dá por dois estímulos: metabólico
(citoplasma) e tensional (nuclear); Nos
exercícios podemos estimular mais uma ou
outra região dessas células.
Carga: 60 (+ próximo ao aspecto
metabólico-M) a 85% (+ próximo ao
tensional-T) da máxima
Repetição: 6 (T) a 20 (M)
Séries: 3 a 4 (pode variar)
Frequência: De acordo com o sistema
muscular trabalhado;
- exemplo: AB, ABC, etc, onde cada letra
representa um dia/tipo de treino,
podendo dividir em MMSS e MMII,
posteriores/anteriores, entre outros;
Sistemas mais utilizados são AB e ABC
Intervalo: 40’’ (M) a 1’30’’ (T)
Velocidade: Preferencialmente com cadência
lenta para melhor aproveitamento muscular
Exercícios: Variável, relacionados aos
objetivos
6
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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt� Físic� Fun�i�nal
8º semestre
M�da�idades de F�ça
MODALIDADES DE FORÇA Força Máxima Força Explosiva Força de Resistência Força Dinâmica
Carga Alta (90 a 100% da
máxima)
30 a 60% da carga máx 40 a 60% 60(M) a 85%(T) da máx
Repetições 2 a 5 6 a 15 15 a 30 ou + 6(T) e 20(M)
Séries 5 a 6 Variado 3 a 10 3 a 4
Frequência Dias alternados De acordo com a
periodização
Variado Sistemas (AB, ABC, etc)
Intervalo 2 a 4 min 1’ a 1’30” 30 a 50seg (curto) 40seg(M) a 1’30”(T)
Velocidade Lenta > concêntrica e
prioriza-se o trabalho do peitoral
-06.09.2024-
A�a�iaçã� Física =
A avaliação deve ser repetida seguindo
fielmente o protocolo, caso contrário se
perde o parâmetro. Se possível, pelo mesmo
avaliador devido a subjetividade.
A avaliação deve fazer sentido, ou seja,
devemos avaliar características que estão
ligadas a um objetivo. Como por exemplo:
jogador precisa de flexibilidade mas não
muita pois perde potência, ou seja, às vezes
não vale a pena na avaliação física geral,
mas se fosse pós lesão seria necessário. O
mais importante para a avaliação física de
um jogador seria a potência e capacidade
cardiorrespiratória
TESTES DE LABORATÓRIO X TESTES DE
CAMPO
● Testes de Laboratório procuram
padronizar condições como temperatura,
umidade relativa do ar, etc. a fim de
aumentar principalmente a confiabilidade
● Testes de Campo procuram simular as
condições reais de competição ou
treinamento a fim de aumentar a validade
Critérios de autenticidade científica
Validade: Um teste só é válido quando
consegue medir o que se propõe, e torna-se
mais considerável à medida em que este foi
testado várias vezes, de preferência em
públicos diferentes (idade, gênero, etnia,
etc). É o que chamamos de padrão ouro,
pois apresenta menor chances de erro e viés
(desvio padrão)
Confiabilidade: É o caráter da medição;
implica em se poder reproduzir a mesma
medida, sob as mesmas condições num outro
teste; Um teste ganha confiabilidade quando
8
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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt� Físic� Fun�i�nal
8º semestre
ele tem concorrentes (outras avaliações que
buscam avaliar o mesmo objetivo)
Métodos
Pode ser direto e indireto, onde:
- Método direto: Margem de erro (viés)
mínima; Depende de uma estrutura
mais específica (robusta) e é mais
caro (ex: teste ergoespirométrico); São
prioridade para uso durante a
publicação de artigos científicos, e
isso está relacionado ao Qualis (peso)
da pesquisa.
- Método indireto: Margem de erro
maior; Não necessita de uma
estrutura tão robusta, sendo mais
simples de aplicar; Custo inferior
comparado ao direto (ex: teste
ergométrico);
*Não há um método melhor que outro,
depende do objetivo e para que fim
será utilizado o teste.
Avaliação cardiorespiratória
Método direto (padrão ouro):
- Ergoespirometria: verifica consumo
máximo de O2: VCO2/VO2
Consumo máximo de oxigênio: capacidade
de captar, transportar e utilizar oxigênio;
isso é capacidade cardiorrespiratória, e
depende diretamente de três
sistemas/órgãos: respiratório (pulmões),
cardiovascular (coração) e
musculoesquelético (músculos)
Ex: Enfisema pulmonar - perde massa
muscular para reduzir o consumo de O2 do
MEE e proporcionarem maior quantidade
para os pulmões
Método indireto:
Os testes se baseiam em verificar o VO2 máx
- Protocolos de esteira (teste
ergométrico)
- Protocolos de campo: determina-se
as variáveis tempo e/ou distância,
como o teste de Cooper, realizado em
uma pista de corrida de 400 metros,
onde o participante deve correr a
maior distância possível em 12
minutos; Yo-Yo test; Teste de banco
Avaliação da composição corporal
Métodos diretos:
- Densitometria ou DEXA (Dual energy
X-ray Absorptiometry) - padrão ouro
Ultrassom
Métodos indiretos:
- Bioimpedância: A margem de erro
vem sobre a hidratação, a quantidade
de líquido interfere no resultado, tanto
para mais quanto para menos
(desidratação).
- Dobras cutâneas: tem uma margem
de erro em cima do avaliador
(depende da prática); Tem 9 pontos
anatômicos:
● Tríceps (ponto médio do tríceps,
mulher tem membros em x
então da maior fragilidade,
por)
● Subescapular: 1 a 2cm abaixo
do ângulo inferior da escápula
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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt� Físic� Fun�i�nal
8º semestre
● Bíceps: na mesma linha do
tríceps, porém anteriormente
● Axilar medial: levemente acima
do processo xifóide
● Peitoral ou tórax: 2cm abaixo
da linha axilar nas meninas,
distância média entre a prega
na axila anterior e o mamilo
nos meninos)
● Suprailíaca: 1 a 2cm acima da
crista ilíaca
● Abdominal: 2cm a direita da
linha abdominal
● Coxa: (superior, medial e
inferior)
● Panturrilha: lado medial na
região de maior circunferência -
sentado
Avaliação da força
Métodos diretos
- Avaliação de força isocinética: avalia
a força em vários graus de velocidade;
pequena margem de erro
- Dinamômetro: mensuram mais a
força estática
Métodos indiretos
- Testes de campo, como o de 1RM,
com o objetivo de levar o indivíduo até
a sua carga máxima; e o teste de
carga submáxima (leva-se em conta
uma porcentagem corporal em torno
de 60 a 80% e o indivíduo deve tentar
executar pelo menos duas repetições);
Testes específicos, ligados a concursos
que visam o mínimo de aptidão do
indivíduo, como: testes de flexão de
braços, abdominal, salto horizontal,
barra fixa, corrida curta (50min)
- Avaliação em população especial:
Testes que envolvem populações com
determinadas especificidades, como
doenças crônicas, idosos, etc.
- Teste de resistência de força de
MMSS: Com o indivíduo sentado,
faz-se flexão de cotovelo (2kg mulher
e 4kg pra homem) por 30 segundos
- Teste de levantar da cadeira em 30
segundos: agachamento na cadeira,
senta, toca o glúteo (com os MMSS
cruzados ao longo do corpo)
- Teste de agilidade: Com o indivíduo
sentado, coloca-se dois cones ao seu
lado. Ao comando do avaliador, ele
deve sair da cadeira, dar a volta e
desviar dos cones, sentar na cadeira e
ir para o outro lado. É marcado o
tempo para realização da tarefa
- Teste de equilíbrio: Geralmente
unipodal (também chamado de teste
do flamingo) e olho aberto/olho
fechado a depender do objetivo a ser
testado
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Aula Prática- Anotações
Teste de 1RM
Exemplo Tarsila/ 64kg
Protocolo:
- 1ª solicitação: 20% do peso corporal;
Deve ser feito de 10 a 15 repetições
No exemplo: Tarsila atingiu o objetivo
- Intervalo 1min
- 2ª solicitação: 40% do peso corporal,
ou seja, aumento de 20% da carga;
Deve ser feito 5 a 7 repetições; No
exemplo, com 28kg ela fez 7
repetições
- Intervalo 2min: > agora para
recuperar via ATP-CP
- 3ª solicitação: Aumenta de 10 a 20%
da carga que estiver no aparelho,
objetivo é fazer entre 2 e 3 repetições.
Como no exemplo ela fez 5,
continuamos o teste aumentando a
carga; Com 30kg ela fez 5 repetições,
com ajuda para sair da inércia (do
ponto zero)
- Intervalo 2min
- 4ª solicitação: Se fez entre 2 e 3
repetições devemos continuar. No
caso ela fez 4 repetições, com 35kg
- Intervalo 2min
- 5ª solicitação: Ideal é chegar a 1RM;
No exemplo ela não fez nenhuma
repetição mesmo com auxílio para
tentar sair da inércia. Então devemos
fazer o cálculo de proporção de
acordo com a tabela, seguindo a
última carga e quantidades de
repetições que foram feitas na 4ª
solicitação; No exemplo aumentando
a carga para 37kg ela não fez
nenhuma repetição.
- Realizar o cálculo de acordo com o
Teste de Carga Relativo abaixo; No
exemplo:
4 repetições, que no caso foram feitas
com 35kg, sugerem ser 90% de 1RM,
então por regra de 3, temos:
35kg - 90%
x - 100%
x=38,80kg
OBS: Não deve passar de 6 solicitações
No teste de supino existem referências para
a carga do 1RM (De acordo com a primeira
tabela)
O valor é 0,7 x o peso corporal da mulher,
nesse caso:
0,7 x 64 = 44kg em média
Esse seria o 1RM ideal para a Társila
Como ela faz 35kg, está abaixo do ideal,
indicando que é necessário mais treino de
MMSS, vamos descobrir qual a porcentagem
em cima do 1RM ela foi capaz de atingir:
Se 44kg era 70% de 1RM de acordo com a
tabela, os 35kg iremos encontrar por regra
de 3:
44kg - 70%
35kg - x
x=55%
Ou seja, ela atingiu 55% da carga máxima
ideal para ela
Teste de Carga Relativa (TCR)
Percentual de 1RM
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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt�Físic� Fun�i�nal
8º semestre
Exemplo Beatriz
- Esse teste é realizado para grandes
cadeias musculares, por isso o leg
press, esse seria o ideal, como não
tinha disponível um leg press com
carga alta realizamos o teste na
cadeira extensora
- Identificar a carga que o indivíduo
terá para realizar entre 2 a 10
repetições com 2 minutos de intervalo
entre as solicitações, e 60% do peso
corporal agora podendo ser repetido
por 4 vezes
- 1ª) Fez 15 rep com 42kg
- 2ª) Fez 8 rep com 56kg
- 3ª) Não precisava ser feita pois já
entrou no protocolo, pois ela fez entre
2 e 10 rep, mas como temos 4
tentativas vamos utilizar mais uma;
Com 63kg fez 6reps
- 85% - 63kg
100% - x
x= 74kg
O 1RM dela seria 74kg de acordo com
a tabela de TCR
Teste de Flexão de Braços
Exemplo Caio
- Flexão com cotovelo abduzido e
braços afastados, devendo a cada
repetição passar do plano do cotovelo
na descida
● Homem: sem apoio de joelho
● Mulher: com apoio
- Contar quantas repetições foram
feitas corretamente em um tempo
total de 1 minuto, podendo parar e
retornar o movimento quantas vezes
forem necessárias.
- Caio fez 44 repetições, ele tem 20
anos, está dentro do excelente que, de
acordo com a idade, dele seria maior
ou igual a 36reps
Protocolo Resistência Abdominal
Exemplo Peterson
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Samara e Sarah | @fisios.tododia
Tr��nam�nt� Físic� Fun�i�nal
8º semestre
No protocolo deve ser utilizado o abdominal
remador, deve ser realizada a maior
quantidade de repetições possíveis durante 1
minuto, também podendo ter pausas durante
a execução, bem como realizar o movimento
arrastando as pernas pelo chão. Podemos
dar a instrução de fazer o mais rápido
possível. No exemplo o Peterson fez 43
repetições, tendo um desempenho fraco de
acordo com a tabela.
Protocolo Bruce Modificado (Indivíduo
destreinado) - Exemplo Bia (20 anos)
Estágio Tempo Vel Incl VO2Ma
x
1 3’ 2.7 0 6.4
2 3’ 2.7 5% 10
3 3’ 2.7 10% 15
4 3’ 4.0 12% 25
5 3’ 5.5 14% 35
6 3’ 6.8 16%? 45
1. 2.7 velocidade e inclinação 0 por 3min;
Borg 1
2. Adicionar 5% de inclinação e
perguntar Borg + verificar FC por mais
3min; Borg 3
3. Borg 5 + FC 112 (200 máxima pra
idade) = 56%
4. FC 120 + Borg 8 = 60%
5. 124 FC + Borg 9 = 67%. Percentual 8,
124bpm = 62%.
6. Não concluído. FC 135 + Borg 10.
Percentual = 67%
RESULTADOS ILUSTRADOS - BEATRIZ
Estágio FC Borg %
1 - 1 -
2 - 3 -
3 112 5 56%
4 120 8 60%
5 124 9 67% (ou
62?%)
6 135 10 67%
Protocolo ELLESTAD* para indivíduo
treinado - Exemplo Michelle (21 anos)
*Teste modificado
Avaliação indireta do VO2 máx em esteira
Estágio Tempo Vel Inc
1 3’ 1.7 10%
2 2’ 3.0 11%
3 2’ 4.0 11%
4 2’ 5.0 11%
5 3’ 6.0 15%
6 2’ 7.0 11%
1. Caminhar na esteira na Velocidade 1.7
com 10% da inclinação por 3min; Borg
2
2. Borg 3
3. FC 116 (máxima pra idade é 199) =
58,29% + Borg 6
4. FC 136 = 68% + Borg 6
5. FC 128 = 64% + Borg 7
6. FC 148 = 74% + Borg 9
Calcular VO2 max: 4,46 + (3,93 x tempo do
teste)
RESULTADOS ILUSTRADOS - MICHELLE
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8º semestre
Estágio FC Borg %
1 - - -
2 - 3 -
3 116 6 58,29%
4 136 6 68%
5 128 7 64%
6 148 9 74%
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