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Sistema Urinário Visão geral e funções O rim filtra o plasma inúmeras vezes ao dia, removendo resíduos e regulando volume, eletrólitos, pH e pressão arterial; também participa da ativação da vitamina D, produz renina e eritropoetina. Essas funções explicam por que a organização histológica é tão especializada para filtração seletiva e reabsorção/secreção segmentares. Organização macroscópica ↔ correlação histológica • Rim multilobar (humano): córtex (corpúsculos renais, túbulos contorcidos) externamente; medula (pirâmides) internamente; cada pirâmide + córtex adjacente = lobo renal. Na lâmina histológica você diferencia: labirinto cortical (muitos corpúsculos) e raios medulares (túbulos retos e coletores). • Unidade morfofuncional: néfron = corpúsculo renal + túbulos (proximal, alça de Henle, distal). Túbulos coletores recebem vários néfrons (origem embrionária distinta). Cada rim tem centenas de milhares a ~1 milhão de néfrons; não há regeneração completa. Corpúsculo renal (Glomérulo + Cápsula de Bowman) — estrutura e função 1. Arquitetura geral o Polo vascular (entrada/saída das arteríolas aferente e eferente) e polo urinário (início do túbulo proximal). 2. Camadas da barreira de filtração (ultrafiltração glomerular) — três “elementos” que o filtrado precisa atravessar: a) Endotélio fenestrado dos capilares glomerulares (fenestra sem diafragma); b) Membrana basal glomerular (camadas fusionadas produzidas por endotélio e podócitos; possui cargas negativas que repelêm proteínas); c) Folheto visceral da cápsula de Bowman — podócitos (células com prolongamentos: pedicelos / foot processes que deixam fendas de filtração cobertas por um diafragma com proteínas transmembrana como a nefrina). Esses três elementos juntos determinam seletividade por tamanho e carga (glicose, aminoácidos, íons e água atravessam; macromoléculas como albumina, normalmente não). 3. Podócitos o Células em “estrela” com prolongamentos primários e secundários; pedicelos articulares formam as fendas de filtração recobertas por diafragma (importante: proteínas do diafragma — ex. NEFRINA — mantêm a permeabilidade seletiva). Podócitos também secretam fatores tróficos para o endotélio. 4. Células mesangiais o Localizadas entre os capilares; derivam de células semelhantes a pericitos — têm função contrátil (regulam área capilar e fluxo), fagocitária (removem macromoléculas depositadas) e estrutural. Respondem a mediadores (Ang II contrai; Peptídeo Natriurético Atrial relaxa) e participam da manutenção da membrana. 5. Cápsula de Bowman o Folheto parietal: epitélio simples pavimentoso; folheto visceral = podócitos; espaço de Bowman recolhe o ultrafiltrado (não é “urina” ainda). Como ver / diferenciar o corpúsculo ao MO / pontos práticos • Glomérulo = tufo de capilares com podócitos ao redor; espaço de Bowman aparente em cortes com cápsula bem preservada. Identificar mesângio nos espaços intercapilares. Túbulo proximal — morfologia e função (o “workhorse” da reabsorção) 1. Morfologia o Epitélio: cúbico/colunar simples com borda em escova (microvilos abundantes); citoplasma acidófilo (muitos mitocôndrias), membranas laterais com interdigitações — lúmen frequentemente “sujinho” ao MO por hemicortes e material adsorvido. Segmentos: S1 (proximal contorcido inicial), S2 (reta proximal média), S3 (porção proximal mais distal/ramo descendente espesso em algumas classificações). 2. Funções principais o Reabsorve ~65–80% da água e Na+, praticamente toda glicose e aminoácidos, 80–90% do HCO₃⁻; secreção de H+ e excreção de fármacos e toxinas por transporte ativo e endocitose de macromoléculas. (Valores e funções destacados nos slides). 3. Aspectos práticos o Ao seguir o néfron em lâmina: o túbulo proximal tem lúmen estrelado e parede “macro-vilosa” — ótimo marcador quando estiver treinando a identificação. Alça de Henle (segmentos finos e espessos) — arquitetura e permeabilidades 1. Segmentos finos (descendente e ascendente) o Epitélio: pavimentoso simples; segmento delgado descendente é permeável à água (contribui para reabsorver ~20% da água), enquanto o segmento delgado ascendente é quase impermeável à água e relativamente permeável a solutos. Esse contraste permite a criação do interstício hiperosmolar da medula. 2. Segmento ascendente espesso (TAL / "túbulo reto distal" em algumas nomenclaturas) o Epitélio cúbico simples, impermeável à água; reabsorve ativamente Na⁺, Cl⁻ e K⁺ (mecanismos moleculares estudados em fisiologia — aqui a histologia mostra a adaptação celular para transporte ativo). A bomba de íons cria interstício hipertônico que, com ADH, permite concentração da urina. Diuréticos de alça atuam aqui (clinicamente importante). Túbulo distal / túbulo contorcido distal — morfologia, função, mácula densa 1. Morfologia o Epitélio: cúbico simples, lumem mais limpo, células com apicais mais lisos (menos microvilos). Há uma porção reta (ascendente espessa) e a porção contorcida distal. 2. Funções o Reabsorção ativa de Na⁺, Cl⁻ e K⁺; secreção de H⁺; produção de uromodulina (Tamm– Horsfall) é mencionada nos slides associada ao túbulo distal (observe que algumas literaturas localizam produção principalmente na ALÇA ascendente espessa — nos seus materiais a menção aparece em contexto do túbulo distal). 3. Mácula densa o Conjunto de células altas na parede do ramo ascendente espesso/túbulo distal no ponto em que o túbulo volta e passa junto ao polo vascular do mesmo corpúsculo; detectam [NaCl]/fluxo do filtrado e sinalizam via mecanismo parácrino às células justaglomerulares (JG) — resultando em secreção de renina quando necessário. O mensageiro exato é discutido; o material didático observa que a comunicação parácrina ainda tem detalhes em aberto. Aparelho justaglomerular (JGA) • Componentes: mácula densa (túbulo distal), células justaglomerulares (músculo liso modificado na parede da arteríola aferente — sekretam renina), e células mesangiais extraglomerulares. Renina → angiotensina II → aldosterona: ajuste de volemia, vasoconstrição e retenção de Na⁺. Cui- dado de prova: mácula densa sinaliza — JG secreta renina. Túbulos coletores e ductos papilares (Ductos de Bellini) 1. Morfologia o Epitélio cúbico simples que vai ficando mais alto conforme os ductos convergem; limites intercelulares bem marcados; no ápice da pirâmide formam-se os ductos de Bellini (epitélio cilíndrico simples) que drenam para a área crivada da papila renal. Cada ducto de Bellini coleta urina de milhares de néfrons. 2. Células e função o Células principais (claras) — reabsorção de água (são ricas em receptores para ADH — inserção de aquaporinas regula permeabilidade à água). o Células intercalares (escuras) — regulam pH: α secretam H⁺ (acidificam a urina); β secretam HCO₃⁻ ou reabsorvem H⁺ conforme necessidade. o Coleta e ajuste final da urina; permeabilidade à água dependente de ADH e do gradiente osmótico da medula. Vasos renais e rede capilar • Aferente → capilares glomerulares fenestrados → eferente. Eferente origina dois padrões de microcirculação: capilares peritubulares (cortex) e vasa recta (medula) que mantêm o intercâmbio de solutos e a osmolaridade medular. “Vasos retos” são mencionados nos slides como capilares peritubulares que correm paralelos às alças de Henle. Interstício renais / células intersticiais • Interstício aumenta em quantidade em direção à medula; contém fibroblastos/intersticiais que armazenam gotículas lipídicas e secretam compostos (ex.: medulipina) e, junto com endotélio peritubular, são responsáveis por ~90% da eritropoetina produzida no organismo. Essas células são importantes na homeostasia e na resposta à hipóxia. Como diferenciar segmentos ao MO — “checklist visual” (prático para lâminas) • Corpúsculo glomerular: tufo capilar + cápsula de Bowman. • Túbulo proximal: lúmen estrelado, borda em escova evidente, citoplasma acidófilo,parede “grosseira”. • Túbulo distal: lúmen limpo, células mais achatadas/regular, sem borda em escova; mácula densa (células enfileiradas) próxima a polo vascular do glomérulo. • Alça de Henle (segmentos finos): epitélio pavimentoso simples (células achatadas); no ápice medular verá muitos desses perfis. • Túbulo coletor / ductos papilares: limites celulares bem demarcados; citoplasma pouco corado; ductos de Bellini são maiores e cilindros no ápice. Pontos clínicos importantes (histologia ↔ doença) • Lesão de podócitos / GBM → proteinúria / síndrome nefrótica (perda da seletividade). Podocitopatia e alterações no diafragma de fenda (ex.: nefina) são cruciais na fisiopatologia. • NTA (necrose tubular aguda) afeta tipicamente o túbulo proximal (alta demanda metabólica) e segmentos espessos da alça; por isso tais regiões são vulneráveis a isquemia/toxinas. (Observações sobre alta atividade e dependência de energia do túbulo proximal nos materiais). • Diuréticos de alça atuam no segmento ascendente espesso (bloqueiam reabsorção de íons → reduzem o gradiente medular → maior perda de água); isso é citado nos materiais como ponto de ligação com a histologia/funcionalidade. Resumo em tabela (epitélio / função / marcador histológico) (forma compacta para decorar — cada item com referência no material) • Corpúsculo glomerular — endotélio fenestrado + GBM + podócitos — filtração seletiva. • Túbulo proximal (S1–S3) — epitélio cúbico com borda em escova — reabsorção massiva (glicose, AAs, Na⁺, água, HCO₃⁻). • Alça de Henle (delgada) — epitélio pavimentoso — descendente permeável à água / ascendente impermeável à água, permeável a solutos. • Alça ascendente espessa / túbulo reto distal — epitélio cúbico — transporte ativo de NaCl (impermeável à água); importante para o gradiente medular. • Túbulo distal (contorcido) — epitélio cúbico liso — ajustes finais iônicos; mácula densa. • Túbulo coletor / ductos — células principais e intercalares — regulação final de água (ADH) e do equilíbrio ácido-base; ductos de Bellini → papila. Observações/“pegadinhas” que seus slides e áudio destacam (use nas provas) • A mácula densa detecta NaCl/fluxo e sinaliza; as células justaglomerulares (JG) na parede da arteríola é que secretam renina. Evite inverter quem “secret a renina”. • Nomenclatura varia (Gartner vs outros autores): ex.: “túbulo reto proximal” = “ramo descendente espesso da alça de Henle” em algumas literaturas; esteja confortável com ambas. Seu material chama atenção a isso. • Uromodulina (Tamm–Horsfall) é citada nos slides como produzida por células do túbulo distal/segmento associado — função anticalculosa/imunitária; verifique na fisiologia para localização exata (algumas referências aparam produção no TAL). LÂMINAS – SISTEMA URINÁRIO RIM ➔ Composto por: o Cápsula o Parênquima = a) Córtex (corpúsculos renais) b) Medula (pirâmides medulares) o Pelve Renal = a) Cálices Menores b) Cálices Maiores ➔ LOBO RENAL = 1 pirâmide renal + tec. cortical adjacente + tec. cortical lateral (colunas renais Cápsula = tecido conjuntivo denso não modelado, com ocasionais fibras elásticas e células musculares lisas (células miofibroblastos) mais internamente. A cápsula (Ca) aparece como uma linha delgada no canto esquerdo da imagem; a área mais escura, que ocupa a metade esquerda da imagem é o córtex (C) e a região a direita, mais clara, é a medula (M) A cápsula (Ca) aparece como uma linha delgada no canto superior da imagem; Raios longitudinais vindos da medula parecem invadir o córtex – eles são chamados raios medulares (RM). O tecido entre os raios medulares com aspecto retorcido é chamado labirinto cortical (LC); ele contém pequenas estruturas circulares de coloração mais escura, os corpúsculos renais (CR), que são a porção inicial dos néfrons. Observa-se na imagem uma região do córtex renal onde encontra-se porções do labirinto cortical e raios medulares. Os raios medulares (RM) são compostos de parte reta dos túbulos proximais e distais e também dos túbulos coletores. O labirinto cortical (LC) é composto pelos corpúsculos renais (CR) e segmentos dos túbulos contorcidos (proximais e distais) do néfron. O corpúsculo renal é constituído de: glomérulo (G), formado por tufos de capilares; camada visceral da cápsula de Bowman – constituída de podócitos –, que é intimamente associada ao glomérulo; espaço de Bowman (EB), no qual o ultrafiltrado é coletado após a filtração; camada parietal (CP) da cápsula de Bowman, formada por um epitélio simples pavimentoso. Além disso, também estão localizadas no corpúsculo renal as células mesangiais. A maioria dos perfis tubulares que circundam o corpúsculo renal é de secções dos túbulos proximais (TP) de coloração mais escura, observa-se também poucos túbulos distais (TD) de coloração mais clara (círculos amarelos). Uma mácula densa (MD) está bem evidente nesta imagem (seta preta). As células dos túbulos distais são mais estreitas; em consequência, observam-se mais núcleos em cortes transversais desses túbulos (círculos amarelos). Além disso, suas células não têm orla em escova e são menos acidófilas, pois contêm menor quantidade de mitocôndrias. O corpúsculo renal é constituído de: glomérulo (G), formado por tufos de capilares; camada visceral da cápsula de Bowman – constituída de podócitos –, que é intimamente associada ao glomérulo; espaço de Bowman (EB), no qual o ultrafiltrado é coletado após a filtração; camada parietal (CP) da cápsula de Bowman, formada por um epitélio simples pavimentoso. Além disso, também estão localizadas no corpúsculo renal as células mesangiais. Mácula densa (seta preta) - As células do túbulo distal que entram em contato com a arteríola glomerular aferente (e eferente) são modificadas, porque são células cúbicas altas, cujos núcleos estão próximos um do outro. Essa região é conhecida como mácula densa. ductos coletores (DC) cálices menores (CM) sementos delgados da Alça de Henle (AH) Túbulos coletores medulares – Ductos calibrosos formados por epitélio simples cuboide com citoplasma é pouco corado e limites celulares bem distintos (seta preta). Destacam-se ainda na imagem porções delgadas de alças de Henle (seta amarela) Observa-se também capilares sanguíneos, reconhecidos pela presença de hemácias em seu interior (seta azul) RINS Na imagem superior Observe dois corpúsculos renais ressaltados em verde. O restante da imagem é ocupado por túbulos renais. Está destacado em azul um segmento de um túbulo contorcido proximal. Na imagem inferior Observe conjuntos de túbulos renais dispostos em feixes paralelos. São raios medulares, ressaltados em azul claro. -> Região medular do rim O parênquima desta região é constituído somente por túbulos renais. A função principal do polo urinário do corpúsculo renal é Coletar o filtrado glomerular Os corpúsculos renais ou corpúsculos de Malpighi estão presentes somente na região cortical do rim. componentes de um corpúsculo: – Uma cápsula denominada cápsula de Bowman, ressaltada em verde.– Um novelo de capilares sanguíneos, denominado glomérulo renal , ressaltado em vermelho. – Um espaço entre a cápsula e o glomérulo, denominado espaço de Bowman. Observe que o espaço de Bowman é revestido externamente por um epitélio simples pavimentoso. Alguns núcleos de suas células estão ressaltados em azul escuro. O corpúsculo está circundado por túbulos renais O polo urinário do corpúsculo renal é o local de saída do filtrado glomerular do espaço de Bowman para o lúmen de um túbulo contorcido proximal. – Glomérulo ressaltado em azul – Espaço de Bowman ressaltado em amarelo. – Início de túbulo contorcido proximalressaltado em vermelho A maior parte do parênquima renal é ocupado pelos túbulos contorcidos proximais e túbulos contorcidos distais. – Túbulos contorcidos proximais- azul. – Túbulos contorcidos distais - cor de rosa. Obs: espera-se encontrar nos túbulos contorcidos proximais glicose e aminoácido Após seu trajeto pelo parênquima renal cada túbulo contorcido distal se aproxima do polo vascular do corpúsculo de onde se originou o respectivo nefron. No local adjacente ao corpúsculo as células do túbulo distal são mais estreitas e seus núcleos são vistos acumulados na parede do túbulo. Esta região é denominada mácula densa. Suas células, juntamente com células da arteríola aferente e células mesangiais, compõem o Complexo justaglomerular. – Parede de túbulo contorcido distal ressaltada – em azul claro. – Região da parede deste túbulo, adjacente ao polo vascular do corpúsculo, que constitui a mácula densa – ressaltada em azul escuro. – Para comparação – um outro túbulo contorcido distal, afastado do corpúsculo e sem mácula densa, está ressaltado em verde. A estrutura em vermelho corresponde à mácula densa, formada por células cilíndricas/altas e estreitas, com núcleos próximos uns dos outros. Azul – Túbulo contorcido proximal Verde – Túbulo contorcido distal 1 – Glomérulo renal 2 – Espaço de Bowman 3 – Camada parietal da cápsula de Bowman 1 - Túbulo contorcido proximal: apresenta microvilosidades, células mais coradas, lúmen menor 2 - Túbulo contorcido distal: sem microvilosidades, células mais pálidas e lúmen maior Túbulos e dutos coletores Os túbulos e dutos coletores são formados por um epitélio simples cuboide. – Túbulo coletor, ressaltado em verde. – Túbulo contorcido proximal, ressaltado em azul. – Túbulos contorcidos distais, ressaltados em cor de rosa. Seta = túbulo coletor. As células epiteliais têm núcleo esférico, citoplasma claro, pouco corado, e os limites entre as células são geralmente bem observados; A superfície celular voltada para o amplo lúmen do túbulo é frequentemente convexa Seta preta: Túbulo contorcido proximal: Formados por um tecido epitelial simples cuboide. Suas células são bem coradas e altas. O lúmen é estreito. Seta Vermelha: Túbulo contorcido distal: Formados por um tecido epitelial simples cuboide. Suas células são pouco coradas e baixas. O lúmen é mais amplo que o do proximal Seta= Espaço de Bowman: situado entre o glomérulo e a cápsula. A imagem mostra os CORPÚSCULOS RENAIS ou DE MALPIGHI, presentes na região cortical do rim Essas estruturas são compostas de: cápsula de Bowman, um novelo de capilares denominado glomérulo e um espaço de Bowman OBS: note que o espaço de Bowman é revestido externamente por um epitélio simples pavimentoso Raios medulares = região do córtex renal que contém túbulos retos e túbulos coletores, formando estriações longitudinais Região medular do rim com dutos coletores e porções finas da alça de Henle. - dutos coletores que iniciam seu trajeto na região cortical (já vistos na página anterior) e se dirigem para a região medular onde são observados agora. Estão ressaltados em azul claro. – Dutos de parede muito delgada. São porções delgadas de alças de Henle, alguns com seu lúmen ressaltado em azul escuro. – Capilares sanguíneos, reconhecidos pela presença de hemácias em seu interior. Região do parênquima renal = medula 1—> Túbulos coletores (epitélio cúbico simples) 2 —> Segmentos delgados da Alça de Henle (epitélio pavimentoso simples) Vermelho -> Raios medulares: túbulos retos e túbulos coletores Azul -> Labirinto cortical: corpúsculos, tubulos contorcidos proximais e distais Papila renal As papilas renais são as porções mais internas das regiões medulares de cada uma das pirâmides renais. Formam saliências convexas que se projetam nos cálices renais. A papila é constituída por porções finas da alça de Henle, por dutos coletores e por dutos papilares. Cada duto papilar resulta da reunião de alguns dutos coletores. Veja alguns dutos papilares (ductos de bellini) ressaltados em azul. Observe que os dutos papilares se abrem nos cálices (Área crivosa da papila renal) e transferem urina para seus espaços. A papila é revestida por um epitélio simples cuboide – ressaltado em verde. Um epitélio de transição – ressaltado em cor de rosa – reveste a parede oposta do cálice. Cápsula de Bowman: - folheto visceral (podócito) - folheto parietal (Epitélio pavimentoso simples) - espaço subcapsular Aparelho justaglomerular - Células da mácula densa, que estão em contato com a artéria aferente, monitoram o volume do filtrado e a concentração de Na+ (percebem diferenças de pressão sanguínea) e, quando necessário, ativam as células justaglomerulares para a secreção de renina. A renina, por sua vez, irá desencadear uma série de reações que ocasionarão no aumento da pressão arterial. Células do aparelho justaglomerular (células justaglomerulares) liberam Renina. A seta aponta para o APARELHO JUSTAGLOMERULAR, encontrado onde a arteríola aferente e o túbulo contorcido distal entram em contato Sua principal função é controlar a pressão arterial através do sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona, responsável por elevar a pressão arterial. Renina converte angiotensinogênio → angiotensina I → angiotensina II (via ECA). Resultado: vasoconstrição + liberação de aldosterona, aumentando a pressão arterial e a retenção de sódio. Membrana basal glomerular Composta pelas lâminas: Lâmina rara externa, lâmina densa e lâmina rara interna. Atuam na regulação do intercâmbio de substâncias entre o lúmen capilar e o espaço de Bowman, com base no tamanho e carga elétrica (impedindo predominantemente as carregadas negativamente). Barreira de filtração urinária É formada por: Parede endotelial dos capilares glomerulares; Membrana basal glomerular; Folheto visceral da cápsula de Bowman (podócitos) Células mesangiais intraglomerulares Se situam nos espaços entre os capilares e possuem atividade fagocitária (remoção de macromoléculas retidas pela filtração), promovendo a manutenção da barreira de filtração). Mácula densa (vermelho). Localizada no final da 1ª porção do túbulo distal, próximo ao corpúsculo renal Células cilíndricas/ altas Núcleos alongados e próximos Funções da mácula densa: Controle por feedback do conteúdo iônico e do fluxo sanguíneo do néfron (complexo justaglomerular), Promoção da liberação de renina na circulação, Monitora o volume filtrado e a concentração de sódio e, através de um mecanismo de sinalização parácrina, (informa as células justaglomerulares). URETERES Os ureteres conduzem a urina dos rins até a bexiga urinária. A parede do ureter consiste em mucosa (epitélio e lâmina própria), muscular e adventícia. A parede do ureter consiste em mucosa (epitélio e lâmina própria), muscular e adventícia. Mucosa: apresenta pregas que se projetam para o lúmen quando o ureter está vazio e desaparecem quando o ureter está distendido. Revestida por um epitélio de transição que recobre uma camada de tecido conjuntivo fibroelástico denso e irregular, que constitui a lâmina própria. Muscular: composta de duas camadas de células musculares lisas, com uma camada externa circular e a camada interna longitudinal. No terço inferior, próximo à bexiga urinária, uma terceira camada muscular, cujas fibras são orientadas longitudinalmente, é formada sobre a túnica muscular preexistente. Adventícia: tecido conjuntivo denso queancora o ureter na parede posterior da cavidade abdominal e em estruturas adjacentes. revestimento epitelial de transição (ET) túnica muscular do ureter (TM) lâmina própria (LP) adventícia (Ad) Mucosa do ureter – epitélio de transição (ET). Observe na parede do ureter: – Mucosa representada por epitélio de transição e por uma delgada lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo. O epitélio de transição está ressaltado em cor laranja. Em torno da mucosa há uma camada de células musculares lisas – ressaltadas em verde. Veja tecido conjuntivo em torno da camada de músculo liso. 1. Uretra Prostática: epitélio de transição. 2. Uretra Membranosa: epitélio estratificado cilíndrico, intercalado com áreas de epitélio pseudoestratificado cilíndrico. 3. Uretra Esponjosa: epitélio estratificado cilíndrico, intercalado com áreas de epitélio pseudoestratificado cilíndrico e estratificado pavimentoso não queratinizado (este último na fossa navicular. BEXIGA Abexiga apresenta uma mucosa composta de um epitélio de transição (ET) e uma camada de tecido conjuntivo denso não modelado subjacente, a lâmina própria. Túnica muscular (TM): três camadas de tecido muscular liso: • Camada Longitudinal interna • Camada Muscular circular – forma o esfíncter interno próximo a uretra. • Camada Muscular longitudinal externa A camada mais externa da bexiga é uma túnica serosa (SE) em sua face posterior, enquanto a face anterior tem uma túnica adventícia composta de um tipo de tecido conjuntivo denso e não modelado com quantidade generosa de fibras elásticas, o que faz com que a bexiga fique aderida à parede abdominal anterior. camada muscular da bexiga urinária (CM) – m. detrusor da bexiga túnica serosa (SE) epitélio de transição da bexiga (ET). A mucosa da bexiga é revestida por epitélio de transição que permite distensão sem perda da função de barreira Parede da bexiga: – Uma mucosa bastante pregueada, que se torna mais lisa à medida que a bexiga é preenchida por urina. A mucosa é revestida por um epitélio de transição –ressaltado em cor laranja. O epitélio de transição está apoiado sobre uma lâmina própria constituída por um característico tecido conjuntivo propriamente dito do tipo frouxo. – Externamente à mucosa há feixes de músculo liso – ressaltados em verde. MUCOSA: 1 = epitélio de transição + 2 = lâmina própria Entre as setas = MUSCULAR: 3 camadas de tecido muscular liso (longitudinal interna + circular média + longitudinal externa) ADVENTÍCIA (face anterior) OU SEROSA (face posterior) – 4 Número 1 → Epitélio de transição (urotélio) • É a camada mais interna, voltada para a luz da bexiga (onde fica a urina). • Possui várias camadas de células, com as mais superficiais arredondadas e volumosas. Número 2 → Lâmina própria • Está logo abaixo do epitélio. • É formada por tecido conjuntivo frouxo, com vasos e fibras. • Juntas, as estruturas 1 e 2 formam a mucosa. A região entre as setas → Camada muscular (músculo detrusor) • Apresenta feixes de músculo liso em diferentes direções (as 3 camadas citadas: longitudinal interna, circular média e longitudinal externa). • Essa camada é responsável pela contração da bexiga durante a micção. ➔ o epitélio de transição da bexiga adapta-se ao volume da bexiga QUESTÕES GERAIS SISTEMA RESPIRATÓRIO 1) No trajeto do ar pela porção condutora do sistema respiratório, como ele é limpo, aquecido e umedecido? O ar é: • Limpado: pelo epitélio respiratório ciliado pseudoestratificado com células caliciformes, que secretam muco; os cílios empurram o muco com impurezas até a faringe (mecanismo mucociliar). • Aquecido: pelos plexos venosos da lâmina própria, que transferem calor para o ar inspirado. • Umedecido: pelas glândulas seromucosas da submucosa, que secretam líquido aquoso. Assim, o ar chega aos alvéolos limpo, úmido e aquecido, protegendo o epitélio alveolar. 2) Quais são as regiões da cavidade nasal? Descreva a sua histologia. Região Tipo de epitélio Estruturas associadas Função Vestíbulo nasal Epitélio pavimentoso estratificado queratinizado Vibrissas, glândulas sebáceas e sudoríparas Filtra partículas grandes Região respiratória Epitélio respiratório pseudoestratificado ciliado com células caliciformes Glândulas seromucosas, plexos venosos, tecido linfóide Aquecer, filtrar e umidificar o ar Região olfatória Epitélio pseudoestratificado especializado Células olfatórias, de sustentação e basais, glândulas de Bowman Olfação 3) Por que a laringe, a traqueia e os brônquios têm peças cartilaginosas? Porque a cartilagem hialina nessas regiões: • Mantém as vias aéreas abertas (evita o colabamento); • Fornece suporte e flexibilidade; • Garante fluxo aéreo contínuo mesmo com variações de pressão. 4) Descreva histologicamente a laringe. • Epitélio: varia conforme a região: o Pavimentoso estratificado não queratinizado nas pregas vocais verdadeiras e epiglote (áreas de atrito). o Pseudoestratificado ciliado com células caliciformes nas demais áreas. • Lâmina própria: tecido conjuntivo frouxo, glândulas seromucosas. • Cartilagens: hialinas (tireóide, cricóide, aritenóides) e elásticas (epiglote, apêndices aritenóides). • Músculos: estriados esqueléticos (controlam as pregas vocais). 5) Descreva histologicamente a traqueia. • Mucosa: epitélio respiratório ciliado pseudoestratificado; lâmina própria rica em fibras elásticas. • Submucosa: glândulas seromucosas. • Camada cartilaginosa: anéis de cartilagem hialina em “C”, com músculo traqueal posterior. • Adventícia: tecido conjuntivo frouxo que a conecta a estruturas vizinhas. 6) Descreva a mucosa respiratória. Quais são os principais tipos de células que a compõem? Epitélio respiratório: pseudoestratificado ciliado com: 1. Células ciliadas – movem o muco; 2. Células caliciformes – secretam muco; 3. Células basais – regeneração epitelial; 4. Células em escova – função sensorial; 5. Células neuroendócrinas (de Kulchitsky) – secretam hormônios reguladores locais (ex: serotonina). A lâmina própria contém glândulas seromucosas, vasos sanguíneos e tecido linfóide. 7) Compare histologicamente o brônquio e o bronquíolo. Característica Brônquio Bronquíolo Epitélio Pseudoestratificado ciliado Simples cúbico/cilíndrico ciliado Cartilagem Placas de cartilagem hialina Ausente Glândulas Presentes (seromucosas) Ausentes Células caliciformes Presentes Escassas ou ausentes Músculo liso Fino Espesso e contínuo Função Conduz o ar Regula o fluxo aéreo 8) Compare histologicamente o bronquíolo terminal, bronquíolo respiratório, duto alveolar e alvéolos. Estrutura Tipo de epitélio Presença de alvéolos Função Bronquíolo terminal Simples cúbico ciliado, com células de Clara Não Último segmento condutor Bronquíolo respiratório Simples cúbico/pavimentoso Sim, poucos Início das trocas gasosas Duto alveolar Pavimentoso simples Sim, muitos Conduz o ar aos alvéolos Alvéolos Pavimentoso simples (pneumócitos I e II) Todos Local de trocas gasosas 9) Constituição histológica dos alvéolos pulmonares; pneumócitos tipo I e II • Pneumócitos tipo I: o Células pavimentosas achatadas (95% da área alveolar). o Formam a barreira hematoaérea junto aos capilares. o Função: trocas gasosas. • Pneumócitos tipo II: o Células cúbicas, com corpos lamelares. o Secretam surfactante pulmonar e regeneram o epitélio. Outras células: macrófagos alveolares (células da poeira). 10) Substância que evita o colapso alveolar • Surfactante pulmonar, secretado pelos pneumócitos tipo II. • Reduz a tensão superficial e evita a atelectasia (colabamento alveolar). 11) Elementos que compõem a barreira hematoaérea 1. Epitélio alveolar (pneumócito tipo I)2. Membrana basal alveolar + capilar (fusionadas) 3. Endotélio capilar Espessura de apenas 0,2 μm, ideal para difusão gasosa. Barreiras hemato aéreas: Regiões mais delgadas dos septos. Onde os gases podem ser trocados de maneira mais eficiente (“menor caminho possível”). Os gases vão do lúmen do vaso sanguíneo para o lúmen do alvéolo e vice-versa. ➔ CAMINHO: surfactante -> parede do pneumócito tipo I -> lâminas basais dos pneumócitos tipo I e das células endoteliais dos capilares alveolares -> parede das células endoteliais dos capilares contínuos alveolares 12) Células em clava (club cells) – onde se encontram e função • Local: Bronquíolos terminais e respiratórios. • Função: secretar proteínas protetoras (como a proteína de Clara/CC16), detoxificar substâncias inaladas e regenerar o epitélio. SISTEMA URINÁRIO 13) Elementos que compõem o corpúsculo renal • Glomérulo: rede de capilares fenestrados. • Cápsula de Bowman: o Folheto parietal: epitélio pavimentoso simples; o Folheto visceral: podócitos com pedicelos que formam fendas de filtração. • Espaço de Bowman: recebe o filtrado. Células adicionais: endoteliais, mesangiais e podócitos. 14) Células do ducto coletor e função • Células principais (claras): reabsorvem água (sensíveis ao ADH) e sódio. • Células intercaladas (escuras): regulam o pH: o Tipo α: secretam H⁺ o Tipo β: secretam HCO₃⁻ Função geral: concentração final da urina. 15) Estruturas visíveis no córtex e medula renal Região Estruturas visíveis Córtex Corpúsculos renais, túbulos contorcidos proximais e distais Medula Alça de Henle, túbulos retos e coletores 16) Diferença entre labirinto cortical e raio medular Região Estruturas Labirinto cortical Corpúsculos renais + túbulos contorcidos Raios medulares Túbulos retos e coletores, em feixes longitudinais 17) Uretra feminina × masculina Característica Feminina Masculina Comprimento 4–5 cm 20 cm Epitélio Transição → pavimentoso não queratinizado Transição (prostática) → pseudoestratificado (membranosa) → pavimentoso (peniana) Glândulas Glândulas de Littré Glândulas de Littré e bulbouretrais Camadas musculares Longitudinal interna e circular externa Similar, com esfíncter externo mais desenvolvido 18) Alça de Henle – histologia • Epitélio pavimentoso simples nos ramos delgados; • Epitélio cúbico simples no ramo ascendente espesso; • Função: reabsorver água (descendente) e sais (ascendente). 19) Túbulo contorcido proximal × distal Característica Proximal Distal Epitélio Cúbico com borda em escova Cúbico sem borda em escova Citoplasma Acidófilo, granular Pálido, menos granular Característica Proximal Distal Lúmen Estreito e irregular Amplo e claro Função Reabsorve 70–80% do filtrado Regula íons e pH 20) Barreira de filtração 1. Endotélio capilar fenestrado; 2. Membrana basal glomerular (fusão endotélio + podócito); 3. Fenda de filtração entre pedicelos dos podócitos. 21) Complexo justaglomerular • Células da mácula densa (túbulo distal) – detectam Na⁺; • Células justaglomerulares (arteríola aferente) – secretam renina; • Células mesangiais extraglomerulares – transmitem sinais entre as duas anteriores. 22) Mácula densa – histologia e função • Células altas e densamente agrupadas, núcleo alongado. • Local: parede do túbulo distal, junto à arteríola aferente. • Função: sensoriar Na⁺ e regular a liberação de renina. 23) Ureter – histologia • Mucosa: epitélio de transição, lâmina própria densa. • Camada muscular: longitudinal interna + circular externa (e longitudinal externa próxima à bexiga). • Adventícia: tecido conjuntivo frouxo. 24) Bexiga urinária – histologia • Mucosa: epitélio de transição (urotélio) + lâmina própria fibroelástica. • Muscular: músculo detrusor – 3 camadas (longitudinal interna, circular média, longitudinal externa). • Adventícia/serosa: conforme a face (anterior = adventícia; superior = serosa).