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Cápsulas UNIP Curso de Farmácia Tecnologia Farmacêutica Profa. Ma. Thayane Araujo 1 Definição • Formas farmacêuticas sólidas constituídas por um invólucro de natureza, forma e dimensões variadas, contendo substâncias medicinais sólidas, pastosas ou líquidas. 2 • Forma farmacêutica sólida em que o princípio ativo e os excipientes estão contidos em um invólucro solúvel duro ou mole, de formatos e tamanhos variados, usualmente contendo uma dose única do princípio ativo. • Normalmente é formada de gelatina, mas pode também ser de outras substâncias. Farm Bras. 5ª. ed 3 Vantagens ❖ Mascaramento de sabor ❖ Passível de revestimento gastrorresistente ❖ Fácil deglutição devido sua elasticidade ❖ Menor nº de etapas produtivas ❖ Permite identificação dos medicamentos ❖ Proteção contra O2, CO2, luz, umidade, calor ❖ Combinação de vários fármacos ❖ Em farmácia magistral: possibilidade de preparo de dosagens e fármacos não encontradas 4 Desvantagens ❖ Não-fracionável ❖ Difícil deglutição ❖ Não permite o encapsulamento de líquidos aquosos 5 Classificação 1) Cápsulas Amiláceas – fora de uso 2) Cápsulas Gelatinosas Cápsulas Duras Cápsulas Moles Gelatina Gelatina + Plastificante 6 Cápsulas Amiláceas • A primeira cápsula foi criada pelo francês Stanislas Limousin em 1873 e até a década de 60 ainda eram utilizadas. 7 Cápsulas Gelatinosas • É a cápsula que consiste de duas seções cilíndricas pré-fabricadas (corpo e tampa) que se encaixam e cujas extremidades são arredondadas. • Cápsulas duras • Cápsulas duras de liberação prolongada • Cápsulas duras de liberação retardada 8 Cápsulas Gelatinosas Duras Características Gerais → Possuem forma cilíndrica, arredondada nos extremos e formada por duas partes abertas → Apresentam - se no comércio com variados tamanhos designados por algarismos arbitrários → Quanto mais elevado o n° , menor a capacidade do invólucro 9 Travamento 10 Cápsulas Gelatinosas Duras • composição • preparo • tamanho padronizado • enchimento volumétrico • manual • semi-automático • automático Produto a encapsular: substâncias sólidas (pós e granulados), semi- sólidos e líquidos. Substâncias compatíveis com gelatina. 11 12 Preparo das cápsulas → dose do fármaco → + excipiente (s) → volume aparente do fármaco (10 batidas em proveta calibrada) → determinar o melhor invólucro → completar o volume, se necessário, com o diluente 13 Equipamento e preparo Manual 14 Equipamento e preparo Manual 15 Modo de preparo 1. Montar a encapsuladora: 1a. Pegar a parte inferior 2a. Colocar as hastes limitadoras de altura entre as 2 partes inferior e superior 3a. Encaixar a parte superior 4a. Colocar a lateral fixa 2. Colocar as cápsulas fechadas 3. Abrir todas as cápsulas e reservar a tampa (formando uma fileira) 4. Fazer a mistura de pós por P.G. em gral 5. Despejar a mistura de pós na lateral fixa da encapsuladora 6. Adicionar uma pequena porção do pó com auxílio de uma espátula Mistura de pós: gral (diluição geométrica) 16 7. Com auxílio do cartão, preencher a 1ª fileira de cavidades. 8. Após a 1ª fileira completamente preenchida, iniciar o preenchimento da 2ª fileira. Seguir esse procedimento nas demais fileiras. 9. Completado o preenchimento, e se ainda tiver pó para ser encapsulado, a encapsuladora deverá ser batida contra a bancada de forma branda e cuidadosa. O pó assentará. 10. Voltar ao preenchimento como mencionado 11. Terminado o preenchimento de toda mistura, deve-se bater a encapsuladora novamente contra a bancada de forma cuidadosa, mas firme para o pó abaixar bem. 12. Abaixar as hastes. 13. Tampar as cápsulas e travá-las. https://www.youtube.com/watch?v=WvTDdz9Heb0 17 https://www.youtube.com/watch?v=WvTDdz9Heb0 Equipamentos • Sala de Sólidos Utilização de salas próprias (Resolução RDC 67, de 2007) Dimensões – possibilidade de espaço Uso de ar refrigerado e/ou desumidificadores Termômetros e higrômetro Assoalho e paredes lisos - permitir desinfecção Capelas individuais com exaustão: vidro ou acrílico 18 Sala de Sólidos desumidificador termo-higrômetro 19 https://www.youtube.com/watch?v=2NmJxGUSmI0&t=4s https://www.youtube.com/watch?v=HoKjepJ4osU Equipamentos x Preparo Semi-industrial: Até 2000 cápsulas/h Industrial: Até 7000 cápsulas/h 20 https://www.youtube.com/watch?v=2NmJxGUSmI0&t=4s https://www.youtube.com/watch?v=HoKjepJ4osU Industrial 21 Volume ou densidade aparente • A capacidade em massa depende da densidade do(s) pó(s), distribuição de tamanho de partícula, forma e índice de compressividade. • Para obter a densidade aparente, divide-se a massa do pó pelo seu volume ocupado na proveta, expressa em g/mL ou g/cm3 • A densidade aparente corresponde ao volume ocupado por uma determinada massa de sólido (pó ou granulado), incluindo a sua porosidade (poros intragranulares), enquanto a densidade real corresponde ao real volume que determinado sólido ocupa, não levando em conta sua porosidade. 22 • Portanto precisamos relacionar massa e volume do fármaco e para isso usamos a densidade aparente . •Dap = m/vap • Por exemplo, se numa proveta, 75 g de pó ocupam um volume de 100 mL, a densidade aparente do pó é 75 g/100 mL, ou 0,75 g/mL. 23 • PRESCRIÇÃO: Fluoxetina 20mg – 20 cápsulas • 1) Cloridrato de Fluoxetina: Feq = 1,12 → 20mg x 1,12 = 22,4 mg = 0,0224 g/cápsula • 2) Volume aparente do Cloridrato de Fluoxetina (0,9 mL/g): • 0,9mL ------ 1g • x ----- 0,0224 g => x = 0,02 mL • 3) Invólucro escolhido = Cápsula nº5 (v = 0,130mL) • 4) Volume restante na cápsula: • 0,130mL – 0,02mL = 0,11 mL • Volume aparente do diluente escolhido = 1,2 mL/g • 1 g ----- 1,2 mL • x ----- 0,11 mL => x = 0,092 g TOTAL: 0,448 g clor. fluoxetina + 1,83 g diluente 24 Volume ou densidade aparente Defina os cálculos e o tamanho da cápsula Defina os cálculos e o tamanho da cápsula CÁPSULAS GELATINOSAS DURAS Excipientes →Diluentes →Absorventes →Lubrificantes →Tensoativos/Molhantes/Desintegrantes →Anti-oxidantes → Conservantes Cápsulas moles • Invólucro de gelatina maleável • Plastificantes: glicerina / sorbitol • Conteúdo líquido ou semissólido • Hermeticamente selada • Diversos formatos e tamanhos • 0,2 a 5 g 28 Vantagens • Fácil deglutição • Maior biodisponibilidade • Altas doses • Exatidão Desvantagens • Não são feitas em farmácia de manipulação • Incompatíveis com alto teor de água 29 Produção de cápsulas moles • https://www.youtube.com/watch?v=arp4FiqRYaQ 30 https://www.youtube.com/watch?v=arp4FiqRYaQ Slide 1: Cápsulas Slide 2: Definição Slide 3 Slide 4: Vantagens Slide 5: Desvantagens Slide 6: Classificação Slide 7: Cápsulas Amiláceas Slide 8: Cápsulas Gelatinosas Slide 9: Cápsulas Gelatinosas Duras Slide 10 Slide 11: Cápsulas Gelatinosas Duras Slide 12 Slide 13: Preparo das cápsulas Slide 14: Equipamento e preparo Slide 15: Equipamento e preparo Slide 16: Modo de preparo Slide 17 Slide 18: Equipamentos Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22: Volume ou densidade aparente Slide 23 Slide 24: Volume ou densidade aparente Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28: Cápsulas moles Slide 29 Slide 30: Produção de cápsulas moles