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41
Universidade Paulista
Educação a distância 
A IMPORTÂNCIA DE JOGOS E BRINCADEIRAS NO PROCESSO DE 
ALFABETIZAÇÃO
 ABRANCHES, Darlene Alencar – ra1644725
 SILVA, Priscila Teixeira – ra1646416
SANTO ANDRÉ – SP
2018
Darlene de Alencar Abranches
Priscila Teixeira da Silva
A IMPORTÂNCIA DE JOGOS E BRINCADEIRAS NO PROCESSO DE 
ALFABETIZAÇÃO
Trabalho de conclusão do curso de graduação – Licenciatura em Pedagogia, apresentado a comissão julgadora da UNIP Ead – Polo Santo André II, sob a orientação da Prof(a) Me. Magali Fernandes
SANTO ANDRÉ – SP
2018
	....A importância de jogos e brincadeiras no processo de alfabetização / Darlene de Alencar Abranches, Priscila Teixeira da Silva. - 2018.
....45 f.
....Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) apresentado ao curso de Pedagogia da Universidade Paulista, Santo André, 2018.
....Orientador: Prof. Prof(a) Me. Magali Fernandes.
....1. Alfabetização. 2. Jogos. 3. Brincadeiras. 4. Infância. I. Abranches, Darlene de Alencar Silva, Priscila Teixeira da. II. Fernandes, Prof(a) Me. Magali (orientador). III. Título.
 Elaborada de forma automática pelo sistema da UNIP com as informações fornecidas pelo(a) autor(a). 
Darlene de Alencar Abranches
Priscila Teixeira da Silva
A IMPORTÂNCIA DE JOGOS E BRINCADEIRAS NO PROCESSO DE 
ALFABETIZAÇÃO
Trabalho de conclusão do curso de graduação – Licenciatura em Pedagogia, apresentado a comissão julgadora da Universidade Paulista - UNIP Ead.
Orientador (a): Prof(a) Me. Magali Fernandes
Aprovado em:
banca examinadora
_____________________________________________/___/______________
Professor(a): ____________________________________________________
Universidade Paulista – UNIP
_____________________________________________/___/______________
Professor(a): ____________________________________________________
Universidade Paulista - UNIP
_____________________________________________/___/______________
Professor(a): ____________________________________________________
Universidade Paulista - UNIP
AGRADECIMENTOS
Agradecemos primeiramente a Deus por ter nos ajudado durante todo o curso a ter força, fé e confiança para continuar estudando mesmo quando as situações eram dificeis e tinhamos vontade de desistir.
A nossa familía, agradecemos a paciência que tivemos e ao apoio em todas as circunstâncias, mesmo quando em algumas vezes tivemos que nos ausêntar devido às horas que gastamos com as nossas atividades escolares.
A nossa dupla, uma vez que desde o inicio do curso sempre, buscamos uma apoiar a outra nos ajudamos em todos os trabalhos, estudos e momento de dúvidas, desenvolvendo assim uma amizade para a vida.
A nossa orientadora a Prof(a) Me. Magali Fernandes que sempre foi clara e nos auxiliou muito com seus comentários e considerações.
Por fim agradecemos a todos que direta ou indiretamente nos ajudaram e participaram durante nosso processo de formação no decorrer desse curso.
Resumo
O objetivo deste estudo é mostrar a importância dos jogos e as brincadeiras como formas de estimular nas crianças o aprender de forma prazerosa. Através deles as crianças interagem umas com as outras desenvolvendo suas habilidades, ampliando seu conhecimento sem ter a “obrigação” de aprender, isso acontece de forma natural. É de grande importância que seja assegurado à criança o tempo e os espaços adequados para que o caráter lúdico do lazer, através dos jogos e brincadeiras, seja vivenciado de um modo capaz de formar a base sólida para seu processo de alfabetização, estimulando a participação cultural e a criatividade. Este trabalho tem por objetivo explanar sobre a influência que os jogos e as brincadeiras têm na alfabetização de crianças em uma escola de educação infantil. Para sua elaboração, a metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, fundamentada em estudiosos renomados, como Kishomoto (1994), Ferreiro (1996), Caliari (1996), Soares (2009), Freire (1983), Piaget (1975) entre outros. Os passos metodológicos iniciaram-se com a observação do dia a dia no ambiente escolar, verificando o efeito que algumas atividades tinham sobre as crianças e como as atividades envolvendo jogos e brincadeiras afetavam o processo de aprendizagem das crianças. A escolha por esse tema justifica-se porque é cada vez maior a necessidade de conscientizar os educadores para que busquem novas formas de estimular as crianças e auxiliá-las no seu desenvolvimento educacional. E é por meio dos jogos e das brincadeiras que a criança passa a entender e a desenvolver suas habilidades, passando a ter uma melhor compreensão do mundo em que vive com isso o ato de aprender se torna mais prazeroso para elas. 
Palavras-chave: Alfabetização, jogos, brincadeiras, infância.
aBSTRACT
The purpose of this study is to show the importance of games and games as ways to stimulate children to learn in a pleasurable way. Through them the children interact with each other developing their skills, expanding their knowledge without having the "obligation" to learn, this happens naturally. It is of great importance that the child be assured of adequate time and space so that the playfulness of leisure, through games and games, is experienced in a way capable of forming the solid foundation for its literacy process, stimulating cultural participation and creativity. This paper aims to explain the influence that games and play have on the literacy of children in a kindergarten. The methodology used was the bibliographical research, based on renowned scholars such as Kishomoto (1994), Ferreiro (1996), Caliari (1996), Soares (2009), Freire (1983) and Piaget (1975) among others. The methodological steps began with day-to-day observation in the school environment, verifying the effect some activities had on children and how the activities involving games and games affected the learning process of the children. The choice for this theme is justified by the growing need to educate educators to seek new ways to stimulate children and assist them in their educational development. And it is through the games and the games that the child begins to understand and develop their abilities, to have a better understanding of the world in which they live, with that the act of learning becomes more pleasurable for them.
Keywords: Literacy, games, child plays, childhood
SUMÁRIO
1.Introdução	9
2.Capítulo I – O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO	11
2.1 O histórico do processo de alfabetização
2.2 A evolução da alfabetização
3.Capítulo II – O CONCEITO DE JOGOS E BRINCADEIRAS	20
3.1 O que são jogos?
3.2 O que são brincadeiras?
3.3 A diferença entre jogos e brincadeiras
4.Capítulo III – A RELAÇÃO ENTRE A ALFABETIZAÇÃO E O USO DE JOGOS E BRINCADEIRAS 	26
4.1 Importância dos jogos e brincadeiras na alfabetização
4.2 Como utilizar jogos e brincadeiras no ambiente escolar
4.3 Cuidados que precisam ser tomados ao se utilizar jogos e brincadeiras
4.4 Exemplos de jogos que podem ser utilizados
5.Considerações finais	42
Referências bibliográficas	44
1. Introdução
Por muitos anos o processo de alfabetização se resumiu a simples cópias do quadro negro, leituras e sonorização de letras, tornando o aprendizado monótono, sem um incentivo ou um diferencial para estimular o aluno. Esses métodos ainda são utilizados nas escolas hoje em dia, porque os alunos necessitam dessas atividades, porém essas atividades também podem ser realizadas de forma lúdica. 
Os jogos e brincadeiras possuem esse caráter lúdico e inovador e precisam ganhar mais espaço na sala de aula no processo de alfabetização. Porém ainda existe muita resistência para considerá-los como métodos educacionais validos no processo de alfabetização infantil, para isso faz se necessário à quebra dos paradigmas entre os educadores, pois existem inúmeras técnicas e métodos de ensino que podemos adequar a cada turma.
Com o uso de jogos e brincadeirascom isso vai criando suas próprias ações como, por exemplo, mexendo o corpo ou batendo palmas. A criança nesse periodo é curiosa, não se preocupa com o objeto. Para ela, não existe diferença entre pegar uma xícara como um copo. (PIAGET, 1973). É no periodo final dessa fase do desenvolvimento que a criança adquire a consciência corporal, a criança começa a se reconhecer, ou seja, a reconhecer a imagem do seu próprio corpo. É nesse momento que a criança aprende a reconhecer suas próprias características físicas, o que é muito importante para construção da identidade da criança. (PIAGET, 1973).
· Período pré-operatório: 2 a 7 anos: é durante o periodo pré-operatório que surge a linguagem oral, ou seja, mais ou menos aos dois anos de idade. O pensamento no período pré-operatório apresenta inteligência seguida de ações. De acordo com Piaget (1973), é a partir desse momento que a criança começa a realizar jogos sensórios motor fora do seu contexto, ou seja, apenas o simbólico já garante a ação pela pura representação. Por meio disso a criança começa a adquirir meios para a assimilação do elemento real. Piaget (1973) ainda fala que a função simbólica leva a uma diferenciação entre significantes e significados nos quais os símbolos ou sinais, podem levar a objetos ou situações não percebidas até o momento e isso inicia o começo da representação. É a partir dessa faixa-etária, que se inicia o desenvolvimento do pensamento simbólico, ele torna possível alguns avanços importantes do estágio pré-operacional, com esses avanços não será mais necessária uma indicação sensorial para que a criança pense em elementos, ou seja, o símbolo ajuda a criança pensar e a falar sobre determinado elemento e suas características mesmo que esse elemento não esteja presente como elemento concreto na situação. 
· Periodo operatório concreto: 07 a 12 anos é nesse periodo que a criança começa a lidar com conceitos como os números e relações. Esse periodo passa a ser mais evidente com o início da escolarização formal, o Ensino Fundamental. Esse periodo é caracterizado por uma lógica interna consistente e pela habilidade em resolver problemas concretos. O egocentrismo tem um declinio e a linguagem se torna mais socializada e com isso a criança começa a levar em conta o ponto de vista do outro e as atividades em grupos se tornam possíveis sem que a criança perca sua autonomia. Nesse periodo a autonomia em relação ao adulto aumenta e a criança passa a ter mais claro seus próprios valores morais. E os amigos passam a ter a função de satisfazer as necessidades cada vez mais de segurança e afeto.
· Período operatório formal: 12 a 16 anos: Este período é onde ocorre a passagem do pensamento concreto para o formal e abstrato, onde a criança passa a dominar cada vez mais a capacidade de abstrair e generalizar, criando teorias e colocando os aspectos que gostaria de reformular. É a partir desse momento, a criança atinge o equilíbrio entre o pensamento e a realidade, e passa a compreender a importância da reflexão sobre o mundo real. (PIAGET, 1973).
Conhecer as fases do desenvolvimento descritas acima faz parte dos cuidados que precisamos ter ao utilizar jogos e brincadeiras. Pois elas ajudam na escolha correta do jogo a ser utilizado com cada criança ou grupo de crianças. Com isso pode se respeitar o desenvolvimento de cada um e aumentar o potencial de aprendizado que o jogo ou a brincadeira pode ter a fim de que todos os objetivos sejam atingidos.
Além de associar faixa-etária do aluno, sua fase do desenvolvimento e a idade indicativa do jogo, outro cuidado que todo professor que decide utilizar jogos e brincadeiras deve ter é fazer uso dessas atividades na hora certa, e essa hora deve ser determinada por ele, estando de acordo com os objetivos que ele visa alcançar.
Outro tipo de cuidado que podemos ter se da quando decidimos utilizar um jogo computadorizado dentro do processo de ensino e aprendizagem. Quando optamos por esse tipo de jogo devemos considerar não apenas o seu conteúdo, mas também a forma como o jogo o apresenta, além de a faixa etária e o público alvo do jogo. 
Para uma utilização efetiva e completa de um jogo educativo é preciso realizar previamente uma avaliação, escolhendo o tipo de jogo correto e sempre verificando tanto os aspectos de qualidade como os aspectos pedagógicos da utilização dos jogos. Além disso, é necessário verificar toda a situação envolvida na utilização do jogo, as situações que englobam o momento pré-jogo e pós-jogo devem ser analisadas e deve existir um acompanhamento se todos os resultados esperados foram ou estão sendo alcançados. 
4.4. Exemplos de jogos que podem ser utilizados
Muitos são os jogos e brincadeiras que podem ser utilizados no ambiente escolar, abaixo são citados alguns exemplos desses jogos:
· Tangram: O Tangram é um jogo parecido com um quebra-cabeça e é formado por sete peças. A diferença dele para um simples quebra cabeça é que ele possui diferentes formas de construção, permitindo que a criança forme diferentes imagens. Para sua utilização em sala de aula, o educador pode agrupar os alunos em duplas, um de frente para o outro. Distribuir dois conjuntos de Tangram entre as duplas e um tabuleiro de figuras que podem construir. As duplas que forem mais rápidos em montar primeiro as figuras vencem. 
Figura 9 – Exemplo de imagem formada com Tangran
Fonte: https://www.colegioweb.com.br/curiosidades/tangram-o-brinquedo-que-ensina.html
· Quebra-cabeças: O quebra-cabeça é um bom jogo para auxiliar no desenvolvimento neurológico, físico, psicomotor, além de estimular a concentração e a percepção visual. Alguns estudiosos afirmam que esse tipo de jogo auxilia no amadurecimento e na capacidade de resolver questões psicológicas. Pais e professores podem escolher para as crianças quebra-cabeças com cores vivas, personagens conhecidos do gosto da criança ou cenários interessantes. Além disso, as crianças também podem construir seus próprios jogos utilizando materiais recicláveis. 
Figura 10: Exemplo de quebra-Cabeça
Fonte: https://tinycards.duolingo.com/decks/3KhHGCTn/quebra-cabeca
· Jogo da memória: A memória é um item importante da aprendizagem, sem ela não há aprendizagem. Durante anos, a memorização foi muito utilizada nas escolas, era necessário memorizar fórmulas, nomes e datas. Apenas alguns anos atrás que alguns pesquisadores verificaram que a decoreba não era um bom metodo para a educação. E foi por isso que a memória foi erroneamente deixada de lado nas salas de aula. Porém os jogos da memória ajudam a desenvolver estratégias, que serão usadas na fixação do que é aprendido e também na organização da rotina. Por exemplo, o jogo da memória exige que o aluno não só se lembre da posição de uma determinada peça, como também crie maneiras de não confundir uma peça com as outras.
Figura 11: Exemplo de jogo da memória
Fonte: http://www.projetodecolar.com.br/?p=663
· Jogo da Forca: O jogo da forca é uma opção simples, fácil, barata e muito divertida de brincar com a alfabetização. Precisa apenas um local para escrever, o que pode ser um papel com caneta ou ate mesmo a lousa com o giz. Em sala de aula, pode ser uma atividade que envolve todas as crianças da classe ao mesmo tempo. Para isso basta o educador desenhar uma forca na lousa e pedir que cada criança diga uma letra para formar a palavra pensada. A cada letra correta à palavra vai se formando e a cada letra errada uma parte do corpo é desenhada no quadro no fim o bonequinho fica enforcado. 
Figura 12: Exemplo de jogo da forca
Fonte: https://br.guiainfantil.com/materias/cultura-e-lazer/jogosforca-jogo-de-palavras-como-jogar-forca-com-as-criancas/
· Caça-Palavras: Esse é um jogo antigo e é considerado um clássico. Ele é mais utilizado em crianças que já possuem um nível um pouco mais avançado de alfabetização, pois já é necessário que a criança saiba reconhecer as palavras. Mesmo assim, esse é um dos jogos educativos que as crianças mais gostam. Há muitas formas de trabalhar com esse jogo em diferentes níveis e em diferentesmatérias, pois basta adaptar ao conteúdo que esta sendo ensinado. 
Figura 13: Exemplo de caça palavas
Fonte: https://www.pinterest.com/pin/447193437981586285/
· Jogos de Tabuleiro: Esses são os jogos mais estratégicos, eles ajudam a criança a pensar melhor, achar soluções e tomar decisões. Eles ensinam as crianças a pensar e refletir antes de agir, além de ajudar muito no desenvolvimento cognitivo das crianças. Esses jogos são ideiais para serem jogados em grupo, alguns exemplos de jogos de tabuleiro que podem ser utilizados são: damas, xadrex e cartas.
Figura 14: Exemplo de jogo de tabuleiro
Fonte: http://www.antiquamarchetaria.com.br/produtos/Jogo+de+Xadrez?cod=87
Esses são apenas alguns exemplos de jogos, que além de serem muito divertidos, auxiliam no processo de aprendizado, auxiliando as crianças a desenvolverem o respeito às regras, a estratégia e controle do tempo, proporcionando também à criança o desafio de se superar e de trabalhar em grupo. Os jogos como instrumento de aprendizagem, ajuda no desenvolvimento da criança de diversas maneiras. Ao jogar a criança cria, descobre, desenvolve habilidades e experimenta novas visões, com isso a criança desenvolve novas habilidades sociais e cognitivas.
5. Considerações Finais
No desenvolvimento do nosso trabalho, conseguimos ver ao longo do tempo que ocorreram mudanças significativas do processo de alfabetização e também observar que elas quase sempre acontecem para aperfeiçoar ou até mesmo mudar por completo tanto nosso modo de pensar quanto nosso modo de ensinar e agir, permitindo um melhor desempenho no processo da alfabetização das nossas crianças.
Vimos também que educar não é apenas repassar informações. Não se limita a repetições e a um único caminho mostrado pelo professor, vai muito além disso. E o uso e atividades lúdicas é de grande importância no processo de desenvolvimento infantil e não deve ser vista apenas como um meio de diversão, mas como também como uma auxiliadora do processo de aprendizagem. Através delas é possivel desenvolver vários aspectos do indivíduo como por exemplo: o social, o pessoal e o cultural. Por isso, os jogos e as brincadeiras devem ser vistos e vivenciados de forma consciente, pois são um fator importante para uma educação completa e de qualidade para a criança. 
Observamos no decorrer do trabalho que através do uso de uma metodologia pedagógica atividades prazerosas com jogos e brincadeiras, também farão parte do dia a dia na escola, sendo excelentes facilitadores da aprendizagem, auxiliando na construção de conhecimentos e outras características importantes. Com um bom planejamento pedagógico, essas atividades lúdicas são contribuições que ajudam na qualificação e na formação crítica do aluno, na construção de valores e atitudes, na melhoria do relacionamento e na sociabilização. As brincadeiras e os jogos são muito importantes para o desenvolvimento da criança desde o momento em que ela acorda até o deitar, pois é por meio das brincadeiras que a criança descobre a vida, é com o uso do faz de conta e com fantasias que ela consegue enfrentar com facilidade e alegria os obstáculos do seu dia a dia. 
	Diante do apresentado nesse trabalho, é importante citarmos que os jogos e brincadeiras são de grande importância para o desenvolvimento físico e mental da criança, ajudando na construção do seu conhecimento e na sua socialização. As atividades lúdicas também são um importante instrumento pedagógico que tem a capacidade de melhorar a auto-estima e aumentar os conhecimentos da criança, se utilizados com supervisão e objetivos bem definidos. O ensino utilizando jogos e brincadeiras cria um ambiente gratificante e atraente, servindo como estímulo para o desenvolvimento e aprendizagem da criança
Porém é importante que sejam tomado cuidados na utilização dessas atividades, como por exemplo deve ser respeitar a idade das crianças, bem como utilizá-las no momento correto com a devida supervisão. O educador precisa escolher e conhecer diferentes tipos de jogos e brincadeiras para utilizar no sus dia a dia, sejam eles jogos tradicionais, antigos ou atuais e online. Com isso, é importante que o professor busque meios dese aperfeiçoar e ampliar seus conhecimentos sobre a utilização de jogos e brincadeiras e que utilizar com mais frequência técnicas que envolvam essas atividades, proporcionando um desenvolvimento mais eficaz de seus alunos.
	Para tanto concluímos que sejam on-line ou à moda antiga, os jogos utilizados na educação têm a capacidade de unir os alunos e tornar os conteúdos mais acessíveis a eles. Além de proporcionar os muitos benefícios já citados ele torna o processo de alfabetização mais divertido, atrativo, fácil e dinâmico. Ou seja, desenvolve a criança em todos os aspectos fisicos e emocionais, por isso a escola deve cada vez mais incluir atividades lúdicas como jogos e brincadeiras no seu processo de alfabetização. E nós que queremos auxiliar cada vez mais as crianças no seu aprendizado precisamos fazer uso dessa importânte ferramenta. Com isso encerramos nosso trabalho com a pergunta - Já pensou qual o próximo jogo que você vai utilizar para ajudar essa, ou essas crianças que estão perto de você?
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http://educacaoededicacao.blogspot.com/2011/11/educacao-e-ludicidade.html
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image12.png
image13.jpeg
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image15.png
image1.jpegcomo forma de aprendizagem a aula fica mais atrativa e diferente, facilitando o aprender do aluno de uma forma mais informal, além disso, com os jogos e brincadeiras os alunos interagem e socializam entre si. A brincadeira se torna um incentivo ao desenvolvimento de novas habilidades, pois, para as crianças, é sempre mais divertido trabalhar sobre situações imaginárias, seguindo determinadas regras. Os jogos e as brincadeiras são fontes de felicidade e prazer que se fundamentam no exercício da liberdade e por isso, representam a conquista de quem pode sonhar, sentir, decidir, arquitetar, aventurar e agir, com energia para superar os desafios da brincadeira, recriando o tempo, o lugar e os objetos. Além de tudo os jogos e brincadeiras ajudam a formar o “eu-crítico” do aluno, trabalham a solidariedade, iniciativa pessoal e de grupo.
Esse trabalho tem como objetivo geral mostrar a importância da utilização de atividades lúdicas como jogos e brincadeiras na alfabetização infantil. Bem como apresentar como essas atividades podem ser utilizadas, seus benefícios, seus riscos e os cuidados que devem ser tomados no cotidiano escolar. Um dos papéis do educador é criar um ambiente que reúna esses elementos “lúdico-motivadores’ em que a criança sinta prazer e motivação na realização das suas atividades”. Mostrar como isso pode ser feito no ambiente escolar e fora dele e quais os benefícios que encontramos desses métodos de ensino é o objetivo desse trabalho.
E esse tema foi escolhido devido à grande necessidade de incentivar cada vez mais educadores ao uso dessas atividades nos seus métodos de ensino. A utilização de métodos diferenciados pelos professores em sala de aula faz com que os alunos se sintam mais estimulados e motivados. E por sua vez os educadores se tornem mediadores, utilizando uma prática pedagógica bem planejada e formas prazerosas de articulação entre a leitura, a escrita, os jogos e as brincadeiras.
O método de pesquisa utilizado neste trabalho foi a pesquisa bibliográfica, fundamentada em grandes autores e estudiosos. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica em livros físicos e digitais, artigos e sites na internet. Além de uma entrevista com o coordenador pedagógico de uma escola particular de Santo André, São Paulo, que faz uso de diversos jogos e brincadeiras no processo de alfabetização infantil.
Diferente dos demais trabalhos escritos sobre esse tema esse artigo possui uma linguagem bem simples e diversos exemplos que ajudam o leitor a entender claramente como fazer uso dos jogos e brincadeiras e qual a importância da utilização deles. Esse trabalho tem como público alvo, educadores, estudantes da área da educação, pais e qualquer pessoa que se interesse em fazer o uso de jogos e brincadeiras para auxiliar crianças no seu desenvolvimento educacional. Ao iniciar a leitura desse trabalho o leitor é convidado a ingressar por um caminho onde passa a compreender de forma prática as inúmeras possibilidades para ajudar as crianças na construção do conhecimento fazendo uso de formas lúdicas através de jogos e brincadeiras. Atualmente precisamos entender o quão importante é a utilização dessas formas lúdicas por meio dos jogos e brincadeiras como forma de aprendizagem. 
Os resultados das análises feitas durante este trabalho são apresentados divididos nas seguintes seções: Introdução – onde a problemática e os objetivos são apresentados; O processo de alfabetização – onde é apresentado o conceito de alfabetização bem como seu histórico e seu desenvolvimento no processo evolutivo; O conceito de jogos e brincadeiras – seção que apresenta a conceituação do que são jogos e brincadeiras e a diferença entre eles; A relação entre a alfabetização e o uso de jogos e brincadeiras – seção que apresenta a importância do uso de jogos e brincadeiras na alfabetização, com eles devem ser utilizados e que cuidados devem ser tomados; e Considerações finais – seção que finaliza o trabalho, apresentando conclusões e prováveis encaminhamentos, com o intuito de desenvolver nos leitores o desejo de se aprofundar nos conhecimentos sobre o assunto.
2. Capítulo I – O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO
No passado se acreditava que a alfabetização era realizada por meio de técnicas ou até mesmo achavam que processos de alfabetização eram sinônimos de técnicas, mas há algum tempo esse conceito não é mais aceito. Hoje a alfabetizaçao acontece através de processos que não são comparados a essas técnicas.
Ao longo do tempo o conceito de alfabetização mudou para responder as necessidades da sociedade, muitos métodos e processos de alfabetização foram criados, modificados e adaptados tentando aperfeiçoar ao máximo o processo de ensino da escrita e leitura. Enquanto necessidade a alfabetização é um ponto indiscutível, porém, a utilização do método e da cartilha no processo é um tema que gera polêmica por parte dos professores alfabetizadores. (CESCA, 2004).
De acordo com Ferreiro (1996, p24) é no ambiente social que acontece o desenvolvimento da alfabetização, mas dependendo da forma como são apresentadas essas informações e práticas sociais, elas não são calmamente recebidas pela criança. Ferreiro (1999) esquematizou várias propostas que são fundamentais no processo inicial de alfabetização. Algumas das propostas citadas por ele são: 
· Restabelecer o objeto social na língua escrita; 
· Desde da pré-escola todos produzem e interpretam a escrita, mas cada um dentro dos seus limites; 
· Estimular que a criança tenha interação com a língua escrita, em todos os contextos possíveis; 
· Possibilitar a escrita do nome próprio; 
· Não superestimar a criança, acreditando que ela será capaz de entender e compreender com rapidez a relação que tem da escrita e da liguagem. 
Atualmente nem todas essas propostas sugeridas por Ferreiro são aplicadas no dia a dia escolar e alguns processos fundamentais são ignorados. Os professores preferem ensinar da mesma maneira como foram ensinados no passado, o que leva a processos utrapassados, com uma visão tradicionalista, e a uma visão em que muitas das vezes os alunos são considerados uma “tábula raza”. 
Segundo algumas pesquisas para a criança se apropriar do sistema de escrita a criança precisa entender qual a representação da escrita e qual a estrutura dessa representação. Gelb (1976) fala que a escrita é conjunto de signos que são expostos de forma individual na fala. No inicio para a criança escrita é apenas outra forma de desenhar. Ela não compreende que a escrita e uma representação da nossa fala.
Soares (1985) diz que nao há uma correspondência das formas de liguagem e da escrita isso porque através da língua escrita não se pode criar numa representação: “nós não escrevemos como falamos e não falamos como escrevemos”. Para Soares (2009), A alfabetização é a ação de alfabetizar, de tornar alfabeto. Alfabetizar é ensinar a ler e a escrever, é tornar o indivíduo capaz de ler e escrever. Conforme Freire (1983), a alfabetização é a criação ou a montagem da expressão escrita da expressão oral. Já para Soares (2009) acredita que alfabetização e ato de tornar alfabetizado, ensinar a ler e a escrever. Para conhecermos melhor o processo de alfabetização, precisamos conhecer o histórico e todas as mudanças que ocorreram, e é isso que veremos nesse capítulo.
2.1. O histórico do processo de alfabetização
A curiosidade levou as pessoas a ter vontade de aprender, a ler e escrever para ter mais facilidade em se comunicar e melhorar seus negócios, principalmente o comércio. A escrita começou a partir do momento em que as pessoas sentiram essa necessidade de se comunicar melhor umas com as outras. E com isso surgiu à necessidade de decifrar e entender o código que era utilizado nessa comunicação e também da criação de regras para essa comunicação, com isso surgiu à alfabetização. A escrita e a leitura foram crescendo cada vez mais com o surgimento dos livros e das máquinas e alfabetização acabou sendo indispensável nos tempos de hoje.
A escrita foi criada na antiga Mesopotâmia que se localiza entreos rios Eufrates e Tigre que atualmente se encontra a cidade de Bagdá que é a capital do Iraque, entre os anos de 3.500 a.C. Os sumérios elaboraram uma escrita cuneiforme que se dava na forma de triângulos pequenos que eram forjados em lascas de barro. Esse tipo de desenho ficou conhecido como representação gráfica, esses desenhos era o que representavam as palavras da época. Cagliari (1996) ilustra metaforicamente como isso ocorreu:
(...) quem inventou a escrita foi a leitura: um dia, numa caverna, o homem começou a desenhar e encheu as paredes com figuras, representando, animais, pessoas, objetos e cenas do cotidiano. Certo dia recebeu a visita de alguns amigos que moravam próximo e foi interrogado a respeito dos desenhos. Queriam saber o que representavam aquelas figuras e por que ele as tinha pintado nas paredes. Naquele momento, o artista começou a explicar os nomes das figuras e a relatar os fatos que os desenhos representavam. Depois, à noite, ficou pensando no que tinha acontecido e acabou descobrindo que podia "ler" os desenhos que tinha feito. Ou seja, os desenhos, além de representar objetos da vida real, podiam servir também para representar palavras que, por sua vez, se referiam a esses mesmos objetos e fatos na linguagem oral. A humanidade descobria assim que, quando uma forma gráfica representa o mundo, é apenas um desenho; mas, quando representa uma palavra, passa a ser uma forma de escrita (...). (CAGLIARI, 1996, p.13, 14).
De acordo com o autor (CAGLIARI, 1996), o homem sempre procurou exteriorizar sua maneira de viver e também formas de entender o mundo. As primeiras escritas foram feitas em forma de representação gráfica, como se fossem o desenho das crianças pequenas de hoje em dia quando iniciam a sua aprendizagem. 
Os sumérios também influênciaram na escrita do Egito e da Pérsia. Com isso logo após que os sumérios desenvolveram sua escrita, os antigos egípcios também fizeram isso. Porém a escrita dos egípcios eram gravadas nas paredes das pirâmides ou eram feitas em papiros. Já na Roma antiga os romanos utilizavam as peles de animais para a escrita. O alfabeto era composto por três letras maiúsculas. Após isso eles criaram um novo estilo de escrever e o chamavam de uncial e esse estilo foi utilizado até o século VIII. Foi no século VIII que surgiram as letras maiúsculas e minúsculas como nós conhecemos. Elas foram criadas pelo monge pedagogo ingles Alcuino de York. Foi apenas após a Revolução Francesa, em 1789 na França que o processo do ensino e do sistema alfabético da escrita foi criado.
Segundo Araújo (1996) pode-se dividir a evolução do processo de alfabetização em três períodos. Porém com passar do tempo foi adicionado mais um período totalizando assim em quatro períodos. De acordo com a divisão de Araújo (1996) o primeiro período começa na Antiguidade até a Idade Média com a soletração por volta dos séculos XVI e XVIII e acabou porque muitos foram contra o método de soletração. No segundo período foi quando iniciou os métodos sintéticos e analíticos, já o terceiro período foi marcado por questões e refutações sobre a importância de combinar os sinais gráficos da escrita com os sons da fala para desenvolver o processo de escrita, esse período ocorreu por volta de 1980, ano que foi divulgado a psicogênese da língua escrita. O quarto e último período que foi acrescentado foram chamados de “reinvenção da alfabetização”. 
Através século XIX, o sentido religioso foi substituído por um sentido mais moderno na educação escolar no mundo ocidental, e a escola foi se tornando um ambiente para preparar a nova geração e para instaurar uma nova ordem política e liberal do estado. Por volta da década de 1980, foi incluído no Brasil o pensamento construtivista da educação esse pensamento foi devido às pesquisas de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, que falam sobre a Psicogênese da Língua Escrita.
Falando um pouco mais sobre o processo de alfabetização no Brasil, esse se iniciou com a chegada dos jesuítas no ano 1549, onde as primeiras letras foram ensinadas para os nativos e filhos dos colonos. Azevedo (1976) diz que aproximadamente quinze dias após a chegada dos jesuítas uma escola de ler e escrever já estava funcionando, naquele tempo onde houvesse uma igreja deveria ter também uma escola. Os jesuítas alfabetizavam os índios, catequizando a cultura europeia com a religião cristã. Foi através da alfabetização que foi disseminada a fé, esse monopólio da educação durou cerca de 210 anos. Após isso surgiu à escola de ler e escrever e o colégio, cada tipo ensinavam coisas diferentes como, por exemplo, na escola de ler e escrever se limitava apenas a ensinar meninos boas maneiras e as técnicas de leitura e escrita somente, já no colégio ensinavam Filosofia, Línguas Clássicas, Moral, ou seja, era um seminário. Formações de direito, medicina e teologia podiam ser estudadas na Universidade de Coimbra que os jesuítas dirigiam.
Maciel (2008) certifica que:
No decorrer de todo o século XIX e nas primeiras décadas do século XX, o termo mais comum para designar o ensino das primeiras letras, como também todo o processo de escolarização, era instrução. O autor afirma que a instrução atendo aos princípios da instrução primária, proposta no século XIX, visto que o verbete não significa nem discrimina quais os conhecimentos e a habilidades a serem adquiridas pelos alunos, inferindo, portanto, que na concepção de instrução estava implícita a alfabetização como uma das habilidades a serem adquiridas (MACIEL, 2008, p.243).
No século XX o processo da escolarização teve uma mudança na terminologia no seu sentido as primeiras letras do ensino tinham como termo instrução. Alfabetizar é ensinar as primeiras letras, processo de aprendizagem do código alfabético e numérico segundo o dicionário da Lígua Portuguesa. 
	As últimas décadas ocorreram intensas mudanças na educação brasileira, e isso incluiu mudanças no processo de alfabetização, antes a criança entrava na escola aos sete anos de idade, para cursar a primeira série, e nos dois primeiros anos o foco era aprender a leitura e escrita, que como já foi abordado anteriormente nesse trabalho, o ensino tinha como características a soletração de letras e sílabas, focando na oralidade. 
	A partir da década de 90, principalmente após a criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação - LDB 9394/96, a presença de crianças em creches e pré-escolas cresceu e passou a se tornar obrigatória. Com a lei, as creches passaram a incluir crianças entre zero a três anos e a pré-escola para crianças entre quatro e cinco anos (LDB 1996). O ensino fundamental também passou por mudanças, e o que antes era de oito anos letivos, passou a ser de nove anos, o que levou na entrada das crianças de forma antecipada nessa etapa do ensino, ou seja, aos seis anos de idade, porém, diferente do que acontecia antes, essa criança já iniciou seu processo de alfabetização na educação infantil.
Apesar de todas as mudanças que vimos, elas não ocorreram apenas nos níveis de ensino e na alfabetização, as modificações aconteceram também na maneira como se passou a encarar essa etapa da educação, que passou a ser muito estudada por parte de professores e teóricos da educação. Na próxima sessão vamos verificar mais detalhes dessas mudanças.
2.2. A evolução da alfabetização
O processo da alfabetização que conhecemos como um dos mais antigos é o método sintético que ensinava letra por letra, sílabas, palavras e frases, esse método foi chamado de soletração. Após isso tivemos a criação do método sintético que está dividido em alfabético, silábico e fônico.
· O método alfabético consiste em aprender o alfabeto letra por letra e fazer as combinações das sílabas para a montagem das palavras. A partir disso as crianças começam a fazer a leitura de sentenças curtas e por fim histórias completas. Esse método também é conhecido como soletração, porque ensina os alunos a soletrar as sílabas e começa a reconhecer a palavra. Esse método e usados em cartilhas.
· No método silábico a criança aprende as famíliassilábicas, o agrupamento das letras e logo após compreende as palavras, esse método e feito muito mecanicamente.
· O método fônico ou fonema. Aprende-se a associação dos sons com as palavras faladas e com os gráficos das letras. Ensina-se o som e a representação das vogais, consoantes, sílabas e palavras. A criança aprende associando aquele som que as palavras fazem quando ela fala e a representação gráfica das letras. São ensinadas as vogais, depois as consoantes e, então, sílabas e palavras.
 	Esses métodos citados a cima são considerados métodos tradicionais. Nos métodos tradicionais o aluno aprende por repetição de exercícios, levando a “decoreba” e não exatamente a entender e aprender. Nessa visão tradicionalista o que importa é a montagem das sílabas e não o conteúdo, surgindo dessa forma frases sem muito sentido como, por exemplo: “A menina gosta de rosa e boneca”.
Segundo Cagliari:
A alfabetização gira em torno de três aspectos importantes da linguagem: a fala, a escrita e a leitura. Analisando estes três aspectos, tem-se uma compreensão melhor de como são as cartilhas ou qualquer outro método de alfabetização (CAGLIARI, 1999, p. 82).
Com esse tipo de método tradicional, para aluno poder começar formar textos, ele precisa conhecer a maior parte da família silábica e o processo para a formação das palavras, ou seja, a preocupação está na escrita ortográfica e não no sentido do texto. O material utilizado nesse método tradicional eram as famosas cartilhas, textos curtos, frases simples. E normalmente eram usadas revistas, jornais, músicas e até mesmo histórias como material extra. Abaixo mostraremos alguns exemplos de cartilhas:
 	 Figura 1- Cartilhas Antigas, 2011
Fonte: https://pt.slideshare.net/JotaCicero/cartilhas-antigas-8478579
 
Figura 2-Cartilhas anos 60 2009
Fonte: https://br.pinterest.com/pin/380554237243973364/?lp=true
 Figura 3- Cartilha O Circo de 1962
Fonte: https://www.espacoeducar.net/2010/03/cartilha-o-circo-de-1962-para-baixar.html
 
Depois do método tradicional surgiu o construtivismo, esse método é baseado em ensinar a aprender. Esse método é usado atualmente no Brasil seguindo os métodos analíticos. O aluno é levado a pensar sobre a escrita, fazendo tentativas para criação de textos pequenos, mas que possua sentido. Esse método permite que os alunos conforme o desenvolvimento cognitivo de cada um aprimorem seus conhecimentos.
Com o construtivismo surgiu à teoria da “Psicogênese da Língua Escrita” que foi desenvolvida por Emília Ferreiro e Ana Teberosky. Em seus estudos elas dizem que as crianças passam por vários níveis da estrutura da linguagem se apropriando do sistema alfabético e podem ser divididos em Pré-Silábico e Silábico.
O nível Pré-Silábico possui os seguintes níveis:
· Nível 1: as crianças usam linhas que se assemelham com letras cursivas, mas só quem escreveu que vai entender. A criança nesse nível ela vai escrever conforme o tamanho do objeto ou animal, ou a idade e tamanho da pessoa, exemplo, ela escreve a palavra boi de forma gigante porque o boi é grande e escreve a formiga pequena porque para ela a formiga é pequena e consequentemente a escrita também. A figura abaixo ilustra como esse nível é representado.
Figura 4- Pré- silábico 2015
Fonte: http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/artigos/emilia-ferreiro-ana-teberosky-e-a-genese-da-lingua-escrita
· Nível 2: é fixada uma quantidade mínima e já nas formas dos caracteres, nesse nível já está se aproximando das formas das letras e podendo aparecer com os numerais. Utiliza as próprias letras do nome ou letras que elas conhecem, como por exemplo: aron-sapo, raon-casa. As letras não possui sonorização e as letras são maiúsculas. A figura abaixo ilustra como esse nível é representado.
Figura 5- Nível Pré silábico 2015
Fonte:http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/artigos/emilia-ferreiro-ana-teberosky-e-a-genese-da-lingua-escrita
· Nível 3 ou nível silábico: a criança começa a dar um valor sonoro a cada sílaba, já relacionam a escrita e a fala. A partir daí existe o choque da hipótese silábica e a quantidade de letras. A figura abaixo ilustra como esse nível é representado.
Figura 6- Nível Pré- Sílabico 2015
Fonte:http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/artigos/emilia-ferreiro-ana-teberosky-e-a-genese-da-lingua-escrita
· Nível 4 ou nível silábico alfabético: inicia a passagem da hipótese silábica para a alfabética, considerada quase uma análise de fonemas. A figura abaixo ilustra como esse nível é representado.
Figura 7- Nível silábico alfabético 2015
Fonte:http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/artigos/emilia-ferreiro-ana-teberosky-e-a-genese-da-lingua-escrita
· Nível 5 ou nível alfabético: Camini (2003) diz que nesse nível há uma análise fonética escrevendo escrita com as hipóteses alfabéticas. A figura abaixo ilustra como esse nível é representado.
Figura 8- Nível Alfabético 2015
Fonte: http://educacaopublica.cederj.edu.br/revista/artigos/emilia-ferreiro-ana-teberosky-e-a-genese-da-lingua-escrita
	
	Apesar de toda a evolução no processo de alfabetização com o surgimento da psicogênese, precisamos deixar claro que apenas um único método não é o suficiente para que todo o processo de alfabetização aconteça. Além disso, não podemos ignorar os métodos antigos achando que esses são ultrapassados, o que precisamos fazer é a união do que cada um possui de melhor e aplica-los na prática no dia a dia da sala de aula, para favorecer a aprendizagem das crianças. Uma metodologia que podemos aplicar envolve a utilização de jogos e brincadeiras na alfabetização, no próximo capítulo vamos abordar mais sobre eles.
3. Capítulo II – O CONCEITO DE JOGOS E BRINCADEIRAS
3.1. O que são jogos?
A palavra JOGO do latim LUDUS, significa brinquedo, gracejo, divertimento, passatempo. Conforme o dicionário Aurélio jogo é “Fazer uma partida (as várias partidas); Manejar com destreza; Ajustar; combinar, condizer”. Com isso, a palavra jogo é usada, para definir a atividade individual da criança, com diferentes tipos de objetos, como blocos de montar e tabuleiros e também para definir atividades realizadas em grupo, como de canto ou dança.
Segundo Huizinga (2001), o jogo para criança não é igual ao jogo dos adultos, pois precisamos pensar que para a criança o jogo é um momento em que, normalmente ocorre a aprendizagem e para o adulto, é apenas recreação. O jogo para as crianças têm muita importância, pois é por meio dele que ela percebe que a brincadeira é uma ótima ideia para se aprender. O jogo também favorece a autoestima dos alunos, pois a brincadeira faz a criança adquirir mais confiança e isso faz a diferença na aprendizagem.
É através dos jogos que a criança inicia o processo de estabelecer e entender as regras do mundo que a cerca. E a criança faz isso quando elabora e resolve conflitos, testa hipóteses de conhecimento e também quando desenvolve a capacidade de entender diferentes pontos de vista. Os jogos podem garantir situações de aprendizagem significativas, que favorecem o desenvolvimento cognitivo e social da criança. Os jogos em grupo também podem contribuir para desenvolver a solidariedade e a cooperação.
	Huizinga (1971, p.5) diz que as características dos jogos são itens que representam o comportamento das pessoas: “o prazer que o jogo proporciona o caráter não sério do jogo, a liberdade, as regras, o caráter não representativo, a limitação do jogo no tempo e no espaço e a possibilidade de promover a formação de grupos sociais”.
Os jogos podem ser de diferentes tipos, em alguns podemos notar uma prática envolvendo as características de cooperação, esses jogos são úteis para unir o grupo por meio de atividades coletivas. Um exemplo que podemos citar é o jogo de pega-pega e suas diversas variações que pode ser usado em aulas de Educação Física, como uma introdução as atividades físicas e ao esporte na visão da criança. Fazendo com que essas atividades físicas sejam vistas de uma maneira diferente. Soler diz que:...são atividades que tentam através dos jogos diminuir, as manifestações de agressividade, promovendo boas atividades, tais como: sensibilização, amizade, cooperação e solidariedade, facilitando o encontro com outros que jogam e os objetivos coletivos predominam sobre os objetivos individuais. Soler (2006, p. 110)
	Segundo Antunes (2003), do ponto de vista educacional o jogo, significa divertimento, brincadeira, passatempo, porém devido a nossa cultura a palavra jogo é sempre confundida com competição. Antunes fala também que os jogos utilizados na alfabetização infantil até podem às vezes por outra, incluir uma competição, mas esses jogos devem sempre estimular o desenvolvimento e a aprendizagem tendo como foco as relações interpessoais e sempre envolvendo regras pré-determinadas.
	Os estudos de Almeida e Duarte (apud CHRISTIE, 2004, p.14) citaram as características do jogo infantil, que são:
· Não literalidade - brincadeiras onde a realidade interna sobrepõe sobre a externa. O sentido conhecido é substituído por um novo. Um exemplo de sentido não é literal é o bichinho de pelúcia servir como bebê e a criança imitar o irmão chorando.
· Efeito Positivo - O jogo infantil é representado pelos signos do prazer ou da alegria entre os quais o riso, representa a satisfação da criança no momento em que ela brinca. Esse processo traz efeitos positivos tanto em sentido corporal como moral e social da vida da criança.
· Flexibilidade - O ato de brincar ajuda a criança a tornar-se mais flexível e a procurar novas formas de ação.
· Prioridade de o Processo Brincar – No momento em que a criança brinca, sua atenção está voltada para a ação realizada e não nos seus resultados ou efeitos. O jogo educativo, às vezes, desvirtua do conceito ao dar ao jogo, à aprendizagem de noções e habilidades.
· Livre Escolha - O jogo infantil só é considerado jogo quando escolhido espontaneamente pela própria criança, quando isso não ocorre, ele passa a ser considerado trabalho ou ensino.
· Controle Interno - No jogo infantil são os próprios jogadores que determinam o desenvolvimento dos acontecimentos, oportunizando aos alunos liberdade e controle interno.
	Huizinga (1971, p.11) descreve os jogos da seguinte maneira:
O fato de ser livre, de ser ele próprio, liberdade. O jogo não é vida “corrente” nem vida “real”. Pelo contrário, trata-se de uma evasão da vida “real” para uma esfera temporária de atividade com orientação própria. Cria ordem e é ordem. O jogo lança em nós um feitiço é “fascinante”, “cativante”. Está cheio das duas qualidades mais nobres que somos capazes de ver nas coisas o ritmo e a harmonia. (Huizinga, 1971, p.11)
	O jogo é uma atividade que precisa ser livre, ou seja, a criança usa sua imaginação para criar coisas diferentes, para transformar a realidade em fantasia. O jogo pode ser classificado de diferentes formas. E de acordo com Piaget (1975, p.64) para elaborarmos uma classificação de jogos precisamos levar em conta os seguintes aspectos:
· Observação e registro dos jogos realizado pelas crianças em todas as situações e lugares, como por exemplo, na rua, em casa e na escola.
· Analisar e avaliar as classificações que já existem e verificar como elas se aplicam em relação de jogos que estamos observando.
	Piaget (1975, p.66) diz que existem três tipos de estruturas que classificam os jogos, elas são: o exercício, o símbolo e a regra. E essas três estruturas são equivalentes às fases do desenvolvimento mental da criança:
· Jogo de exercício (0 a 2 anos) – Se inicia com exercícios motores, os movimentos naturais de um bebê e possui uma finalidade prazerosa, com o objetivo de conhecer os movimentos do seu próprio corpo. É a primeira forma de jogo que a criança conhece e ela surge antes do desenvolvimento verbal completo. Sua principal característica é que a criança brinca pelo prazer de conhecer objeto e de explorar. É esse momento que a criança brinca basicamente sozinha, com a mãe, ou com quem representa a figura materna.
· Jogo simbólico (2 a 6 anos) – Esse tipo de jogo é conhecido também como jogo de imaginação ou de imitação. Esse é o jogo de faz-de-conta, que tem como objetivo simbolizar ou representar situações, ou seja, é nessa fase que a criança imagina e representa situações, como por exemplo, ser uma princesa que vive em um castelo. Esse tipo de jogo ocorre na faixa etária de dois a seis anos, que é quando a tendência lúdica da criança é voltada para esse tipo de atividade. O jogo simbólico surge quando ocorre a interiorização dos esquemas sensório-motores. De acordo com Piaget a função desse tipo de atividade é:
Consiste em satisfazer o eu, por meio de uma transformação do real em função dos desejos: a criança que brinca com boneca refaz sua própria vida, corrigindo-a a sua maneira, e revive todos os prazeres ou conflitos, resolvendo-os, compensando-os, ou seja, completando a realidade com a ficção. (PIAGET,1975)
	
· Jogo de regras (acima de 6 anos) – Esse tipo de jogo envolve o uso de regras. É com esse tipo de jogo que começa a surgir o trabalho em equipe. Ele é principalmente caracterizado pelo conjunto de regras que é imposto pelo jogo em si ou pelo grupo. Com isso é preciso que existam parceiros que aceitem o cumprimento de tudo que é definido nas regras. É um jogo muito social que se inicia aos seis anos e é desenvolvido durante toda a vida.
Desde o momento em que nasce a criança é inserida em um contexto social, o seu comportamento e suas ações são influenciados pelas atividades e pelos jogos que ela vive e presencia. O jogo tem um papel importante na vida da criança e é o resultado de relações individuais e em grupo, portanto ele resulta em cultura e aprendizagem.
Almeida (1978), diz que os jogos são os meios para atingir objetivos educacionais. E para que isso ocorra estes jogos devem ser aplicados para o benefício educativo. Eles devem ser atividades permanentes nos espaços educacionais, pois é através deles que é possível que a criança trabalhe de forma integral, os aspectos físicos, psicológicos, cognitivos e sociais.
	O jogo é uma proposta educacional interessante, pois ele ensina de maneira prazerosa e inovadora. O jogo possui muitas características que podem ser vivenciadas pelos alunos e refletidas no seu dia a dia. Porém, o jogo em ambiente escolar, precisa de um objetivo, ele precisa ser antecipadamente planejado e flexível quanto às regras que serão utilizadas. Além dos jogos, também podemos fazer uso das brincadeiras.
3.2. O que são brincadeiras?
Segundo o dicionário Aurélio o significado de brincar é: “Divertir-se; Entreter-se com alguma coisa infantil”. É através da brincadeira, que a criança começa reconhecer a realidade, criando um local onde pode aprender e expressar de maneira simbólica, suas fantasias, vontades, medos e sentimentos. É muito importante que a criança possa brincar de maneira lógica e desafiadora, e que ela crie um contexto que a permita estimular suas atividades mentais e aumentar sua capacidade de cooperação.
De acordo com Oliveira (2000) o brincar não significa apenas se divertir, mas sim se desenvolver por inteiro. Por isso o brincar é uma das maneiras mais importantes que a criança possui para se comunicar, seja consigo mesma ou com o mundo ao seu redor. O brincar promove um desenvolvimento que acontece por meio das trocas durante toda sua vida. É através do ato de brincar que a criança pode desenvolver capacidades muito importantes para sua vida como a atenção, a memória, a imitação, a imaginação. O brincar ainda ajuda à criança no desenvolvimento de áreas da personalidade como, por exemplo, afetividade, motricidade, inteligência, sociabilidade e criatividade.
As brincadeiras ajudam as crianças no desenvolvimento de suas capacidades cognitivas e não apenas a brincar, recrear ou se divertir. Além disso, o brincar faz com que os medos das crianças sejam superados e faz com que elas experimentem novas emoções, através do brincar as crianças assumem vários papeis. O ato de brincar é natural da criança, e já nasce com ela, porém infelizmente, aindahá escolas que consideram o brincar como algum ruim ou um “mal” necessário e permitem que as crianças façam isso somente quando elas insistem em brincar, ou ainda, fazem uso dessas atividades lúdicas apenas para cumprir um horário ou como um “tapa buraco”, que permitem com que os professores tenham algum tempo livre para descansar ou até mesmo arrumar a sala de aula.
Nicolau fala da importância das brincadeiras, quando ele diz que:
Brincar não constitui perda de tempo, nem é simplesmente uma forma de preencher o tempo (...) O brinquedo possibilita o desenvolvimento integral da criança, já que ela se envolve afetivamente e opera mentalmente, tudo isso de maneira envolvente, em que a criança imagina, constrói conhecimento e cria alternativas para resolver os imprevistos que surgem no ato de brincar. (1988, p.78).
As brincadeiras são uma atividade essencial e muito importante na educação infantil, é através dela que a criança pode expressar suas ideias, sentimentos e conflitos, mostrando ao professor e aos seus amigos de classe como o seu dia a dia e o mundo onde ela vive.
	É durante as brincadeiras que as crianças aprendem compartilhar ideias, objetos e brinquedos e também a superar o seu egoísmo e solucionar os conflitos que surgem. É papel do professor, criar e diversificar as brincadeiras, alguns exemplos dessas brincadeiras são: pinturas de rosto, fantasia, máscaras, brincadeiras de faz-de-conta, etc. Pode-se fazer uso também de jogos de regra e os jogos mais tradicionais, como queimada, amarelinha, cabra-cega, futebol, pega-pega. Desde que seja do interesse da criança qualquer brincadeira ou jogo é produtivo, porém existem diferenças entre eles conforme veremos abaixo.
3.3. A diferença entre jogos e brincadeiras
Para Kishimoto (2002) o brinquedo e o jogo são coisas diferentes. O brinquedo possui uma ligação muito mais íntima e próxima com a criança, e não possui um sistema de regras que organizam sua utilização diferente do jogo que possui essas regras. Ainda conforme o dicionário Ferreira (2003) o brinquedo é “objeto destinado a divertir uma criança, suporte da brincadeira”, por isso ele estimula uma representação e a expressão de imagens que recriam aspectos da realidade.
De acordo com Vygotsky (1998) o brinquedo é o suporte da brincadeira e ainda possui uma grande influência no desenvolvimento da criança, isso por que o brinquedo cria uma situação de transição entre as atitudes da criança com o objeto real e os significados que a criança dá para ele.
Kishimoto (2002, p. 21) fala que “O vocábulo brinquedo não pode ser reduzido à pluralidade de sentidos que o jogo possui, pois tem dimensão material, cultural e técnica.” O brinquedo é um apoio da brincadeira, é o objeto que a criança utiliza enquanto brinca. Com isso concluímos que brinquedo e brincadeira estão intimamente relacionados com a criança e por isso não se confundem com o jogo.
Em países e culturas diferentes um mesmo jogo, brinquedo ou brincadeira pode assumir diferentes formas, sentidos ou significados, isto nos mostra que precisamos entender e conhecer o contexto social em que essas atividades lúdicas se encontram e são realizadas.
Depois dessas definições sobre jogo e brinquedo, precisamos deixar claro que elas são um apoio na reflexão do educador sobre o uso da ação lúdica diante da criança e no seu processo de alfabetização e também para não limitar o uso dessa metodologia. É preciso também que as pessoas envolvidas na pesquisa sobre o lúdico confiem que o jogo, o brinquedo e a brincadeira vão desenvolver um amplo sentido se vierem concebidos pelo brincar. Em resumo o ato de brincar representa tanto a brincadeira como o jogo e o brinquedo e todos eles podem ser bem utilizados e se tornar um excelente instrumento para a alfabetização, como veremos no próximo capitulo.
4. Capítulo III – A RELAÇÃO ENTRE A ALFABETIZAÇÃO E O USO DE JOGOS E BRINCADEIRAS
4.1. Importância dos jogos e brincadeiras na alfabetização
Hoje no nosso dia a dia observamos uma grande variedade de formas e meios de comunicação, e por isso o indivíduo precisa cada vez mais da capacidade da leitura e de entendimento de diferentes linguagens. Essas diferentes formas de comunicação e de expressão corporal são muito presentes em todas as nossas atividades do cotidiano e o jogo e as brincadeiras são parte integrante dessas expressões. 
Já faz algum tempo que os jogos são utilizados como parte do desenvolvimento humano, tanto no âmbito da educação como na diversão. A ligação que existe entre o jogo e a educação já é conhecida há muito tempo, tanto que os gregos e romanos já falavam da importância dos jogos na alfabetização das crianças. Apesar de esse conhecimento ser antigo, podemos notar que nas atividades escolares, é muito comum que as crianças foquem somente no aprendizado baseado na leitura e a escrita, sem muitas atividades que estimulem a alfabetização de uma forma diferente. 
Quando se fala em jogos e brincadeiras na educação, podemos notar que muitas das vezes existem pré-conceitos, pois o uso dessas técnicas é consideradas pejorativas. Porém precisamos entender que esses pré-conceitos não tem fundamento, pois como estamos analisando no decorrer desse trabalho é através das ações utilizando jogos e brincadeiras, que a criança vai construir seu conhecimento e desenvolver suas estruturas para se relacionar com o mundo real. Nesse contexto, as brincadeiras são de grande ajuda para o desenvolvimento da chamada motricidade, do raciocínio por meio do faz-de-conta, utilizado durante as brincadeiras.
O RCNEI (BRASIL, 1998, p. 58) cita a necessidade de se valorizar atividades lúdicas na Educação Infantil, isso se da porque “as crianças podem incorporar em suas brincadeiras conhecimentos que foram construindo”. Podemos observar também no RCNEI a valorização do brinquedo, que podemos entender como:
(....) componentes ativos do processo educacional que refletem a concepção de educação assumida pela instituição. Constituem-se em poderosos auxiliares da aprendizagem. Sua presença desponta como um dos indicadores importantes para a definição de práticas educativas de qualidade em instituição de educação infantil. (BRASI, 1998, p.67. v. 1).
	
O brincar é um direito fundamental para todas as crianças, por que é na infância que ocorrem os primeiros passos. Esses passos são muito importantes para toda a escolarização e sociabilização que vai ocorrer no futuro e durante toda a vida do individuo, com isso é nesse momento que serão definidas suas características de adulto como membro pertencente a uma sociedade. À medida que a criança vai crescendo e se desenvolvendo fisicamente, as brincadeiras vão tomando diferentes formas e funções, os participantes aprendem a se socializar, aprendem a coexistência. Essa integração lhes possibilita aprender, atitudes como o respeito mútuo, bem como dividir brinquedos, tarefas e a realizar diferentes atividades coletivas no seu dia a dia.
É brincando que a criança começa a interagir e a se relacionar com as pessoas, é brincando também que ela descobre o mundo e que se desenvolve com o que ela aprendeu. A criança que brinca se desenvolve com mais saúde, sem estresse, e com muito mais criatividade e sensibilidade, além de ser uma criança muito mais sociavél. Brincar é como um alimento e é um dos alimentos mais importantes durante a infância. Brincar é a atividade que torna possível que a criança aprenda desde os primeiros momentos de vida, ou seja, é a brincadeira que permite que a criança seja criança.
De acordo com Kishimoto (1993, p.21): O jogo esta ligado ao sonho, à imaginação, ao pensamento e ao símbolo. E é uma proposta para a educação com base no jogo e nas linguagens artísticas. O homem é um ser simbólico que se constrói coletivamente e que possui uma capacidade de pensar que esta intimamente ligada à capacidade de sonhar, imaginar e jogar com a realidade e isso é fundamental para propor uma nova “pedagogia da criança”, ou seja, uma nova metodologia de ensino.
A criança tem o direito e o dever de viver conforme sua natureza e de serlivre para usar seu poder. Toda criança necessita, desde bem cedo, de aprender a se virar sozinha, pegar objetos com suas próprias mãos, andar com seus próprios pés, e de encontrar e observar com seus olhos, com isso ela vai construir e desenvolver suas qualidades produtivas e criativas.
Toda criança precisa ter a oportunidade educativa para satisfazer suas necessidades básicas de aprendizagem e a escola tem a obrigação de oferecer oportunidades para a construção e desenvolvimento do conhecimento por meio das descobertas e invenções que a criança acaba aprendendo por estar em contato com os jogos e brincadeiras.
Para Negrine (1994, p. 41) podemos destacar que:
· As atividades lúdicas ajudam a criar a “resiliência”, pois auxiliam na formação do auto-conceito positivo.
· As atividades lúdicas como jogos e brincadeiras, possibilita o desenvolvimento completo da criança, é por meio destas atividades que a criança se desenvolve e convive socialmente.
· O brinquedo e o jogo fazem parte da cultura e seus usos possibilitam a inclusão da criança na sociedade.
· Brincar é uma necessidade básica assim como é a alimentação, a saúde, e a educação.
· Brincar auxilia a criança no seu desenvolvimento físico, afetivo, intelectual e social, porque é por meio das atividades lúdicas, que a criança forma conceitos, relaciona ideias e cria relações lógicas, além de desenvolver a expressão oral e corporal, e reforçar habilidades sociais, possibilitando constróir seu próprio conhecimento.
São muitos os benefícios que o uso das atividades lúdicas cria no desenvolvimento e na aprendizagem da criança. Esse tipo de atividade deve ocorrer espontaneamente, pois se a criança for forçada, pode levar a um diagnóstico negativo. No entender de Rosamilha (1979, p. 47):
Quando a criança esta feliz. E em grande parte no brinquedo e pelo brinquedo que a criança se prepara para tal estado (o estado de homem). A função dos jogos e dos brinquedos não se limita ao mundo das emoções e da sensibilidade ela aparece ativa no domínio da inteligência, assume uma função social e desperta o crescimento físico motor e cognitivo.
 O ato de brincar engloba toda a vida da criança, desde o momento de acordar até o deitar e é através dele que se descobre a vida, enfrentando através da fantasia e do faz de conta os desafios que existem no crescimento. O brinquedo não é apenas um passatempo para a criança e sim um estímulo para seu espírito.
“Quando brinca, a criança prepara-se a vida, pois é através de sua atividade lúdica que ela vai tendo contato com o mundo físico e social, bem como vai compreendendo como são e como funcionam as coisas.”, (ZANLUCHI 2005, p.89). Com as atividades lúdicas a criança recria o mundo real de uma forma mais tranquila e prazerosa, assim preparando ela para o vivenciar do seu dia a dia.
A aprendizagem envolvendo atividades lúdicas é um assunto que a cada dia tem conquistado mais espaço no panorama educacional. Os jogos e as brincadeiras fazem parte da essência da criança é e ultilizadas como ferramentas de alfabetização no dia a dia escolar, permite uma maior evolução do conhecimento, da aprendizagem e do desenvolvimento infantil. Por isso, precisamos ver a escola como um ambiente para os alunos viverem a ludicidade como forma de desenvolvimento. Cabe à escola disponibilizar momentos de recreação através de jogos e brincadeiras, que promova a interação e socialização das crianças. É papel do professor disponibilizar esse ambiente para reunir todos os elementos motivadores para que a criança sinta prazer em aprender. 
As crianças buscam nos seus professores um apoio para desenvolver suas habilidades e a confiança que precisam para conhecer e alcançar o sucesso no processo de aprendizagem e na vida em si. Com isso é dever da instituição escolar proporcionar aos alunos experiências diversificadas e enriquecedoras, por meio de jogos e brincadeiras e da ação lúdica, para que a criança faça uso desses momentos para fortalecer suas capacidades de desenvolvimento e sua auto-estima.
O professor tem um papel de grande destaque no desenvolvimento das crianças e, por isso, precisa ter uma atitude e uma visão ativa em relação ao uso de jogos e brincadeiras. Ele precisa fazer observações enquanto as crianças brincam e não apenas olhar elas brincarem, ele precisa construir um conhecimento sobre a atividade que está sendo realizada. Para que isso ocorra é preciso à criação de um espaço adequado e de tempo suficiente para desenvolver diferentes formas de jogos e também oferecer os materiais necessários para que cada criança realize as atividades, mas sempre respeitando suas limitações individuáis.
É importante que a criança encontre no ambiente escolar um espaço que permita suas brincadeiras, por que brincar é ajuda a combater seus medos, conhecer novas sensações, assumir vários papéis e a fazer descobertas sobre si e o outro. Por isso, é fundamental entendermos a importância da inclusão e utilização de jogos e brincadeiras no dia a dia escolar e na prática pedagógica. 
O professor precisa sempre valorizar as atividades realizadas pelas crianças se interessando por elas e pelo que elas fazem, além de sempre elogia-las pelo seu esforço. O maior estímulo que se pode oferecer a uma criança é brincando junto com elas e acompanhando suas evoluções, bem como as relações que elas desenvolvem com as outras crianças e com os adultos. Por meio de uma relação acolhedora entre professor-aluno, e de um planejamento adequado na organização do trabalho pedagógico, podemos ter uma aprendizagem significativa para os alunos. 
Piaget, um dos grandes estudiosos do século XX, sempre acreditou que a atividade lúdica é uma das maiores incentivadoras das habilidades intelectuais da criança. Por meio de simbolismos e do incentivo aos sentidos, o jogo auxilia na assimilação da realidade e a assimilação de novos pontos de vista.
A brincadeira é uma maneira de estimular às crianças, e é um modo simpres de ser utilizado, pois faz parte da infância. De acordo com Cunha (2004 p. 12) a escolha livre por parte da criança deve ser seguida: E isso se dá não apenas para cultivar a autonomia da criança, mas para preservar sua motivação. Porém para construir atividades lúdicas adequadas aos alunos e para disponibilizar uma variedade de oportunidades para que se alcance uma aprendizagem satisfatória, o educador precisa ser bem instruido e estar bem preparado para a execução dessas atividades.
O brincar para as crianças constitue uma atividade básica que traz grandes benefícios do ponto físico, ele complementam as necessidades de crescimento, e do ponto intelectual e social contribui para o desenvolvimento. As brincadeiras abrangem a maior parte do desenvolvimento da criança, se utilizada nas brincadeiras às situações do cotidiano e as que ainda a criança irá vivenciar. Brincando, a criança adapta de maneira ativa à realidade onde vive e também cria seus primeiros juízos de valor, ela constrói por meio da brincadeira a sociedade em que vai viver quando adulta. 
É importante frisar que apesar de brincar ser natural da criança, ele não é uma qualidade inata da criança, ou seja, a criança aprende a brincar e isto acontece desde as primeiras interações entre mãe e bebê. Desta maneira, a brincadeira pode ser vista, como uma forma de sociabilização, de apropriação de cultura, de tomada de decisões e invenções e de sociabilização. Para que as atividades lúdicas ajudem nesse processo de construção do conhecimento, o educador precisa incluir atividades que favoreçam a troca de sugestões e opiniões de forma a criar situações para o desenvolvimento da autonomia.
Brincar envolver a liberdade, envolvimento e espontaneidade da criança. Ajuda a criança a desenvolver a capacidade de percepção, suas ideias e suas experiências, e a entrar em contato com suas emoções e sentimentos. Criando dessa maneira uma integração, respeitando o ritmo e a fase de cada criança e fortalecendo a alegria que ela tem de pertencer a um grupo. 
Não podemos negar que as brincadeiras possuem um impacto significativono desenvolvimento e na aprendizagem da criança, principalmente se considerarmos os aspectos afetivos, social e físico se tornando uma atividade vital e indispensável na infância. Por meio das brincadeiras a criança desenvolve diversos campos como, por exemplo, a imaginação, a memória, a concentração, a imitação. Por meio da brincadeira, as crianças exploram e fazem uma reflexão da realidade cultural que vivem, aprendendo qual seu papel na sociedade. 
Para que a aprendizagem por meio de atividades lúdicas tenha proposito ela precisa estar intimamente relacionada à absorção de conhecimentos, e ao envolvimento continuo no processo de aprendizagem. Ensinar as crianças o que elas precisam de uma forma produtiva e eficiente isto se dá com a brincadeira. É importante que os professores façam uso dessas atividades lúdicas para que possamos ter uma educação centrada nos interesses dos alunos. A escola deve disponibilizar um ambiente que possua brincadeiras e jogos, e que possa ser utilizado como um meio para auxiliar a aprendizagem escolar e o desenvolvimento pessoal. Contudo a educação partirá das necessidades e dos interesses do aluno, com isso irá estimular o desenvolvimento de sua criatividade e sua autonomia. 
Murcia, (2005) aborda esse tema falando sobre a utilização dos jogos como uma forma de comunicação:
“Jogo é um meio de expressão e comunicação de primeira ordem, de desenvolvimento motor, cognitivo, afetivo, sexual e socializador por excelência. É básico para o desenvolvimento da personalidade da criança em todas as suas facetas. Pode ter fim em si mesmo, bem como ser meio para a aquisição das aprendizagens. Pode acontecer de forma espontânea e voluntária ou organizada, sempre que respeitando o princípio da motivação.” (MURCIA 2005, p74)
As atividades lúdicas possuem um grande valor social, cultural, afetivo e educativo. Por esse motivo é preciso romper os paradigmas que existem na ação educativa, levando a um ensinar de forma apenas a transmitir o conteúdo. Essa forma de ensinar transforma o aluno em um agente passivo da aprendizagem e o professor um mero transmissor de conhecimentos. Essa forma “antiga” de ensinar constituium paradoxo diante das novas exigências do ensinar e do aprender. Se bem utilizadas às atividades lúdicas fazem com que aluno se sinta mais estimulado para aprender, tornando o estudo mais atraente e convidativo.
As atividades lúdicas como o jogo e a brincadeira sempre estarão presente na vida das pessoas e elas possuem diferentes formas de serem realizadas. De acordo com Mariotti:
o jogo é a atividade primordial da infância, ao mesmo tempo espontânea, prazenteira criativa e elaboradora de situações. É uma linguagem, uma das principais formas de relação da criança consigo mesma, com os demais e com os objetos do mundo que a rodeia. (Mariotti 2004, p. 32)
Vygotsky (1991) em seus estudos abordou que durante a pré-escola ou no inicio de sua idade escolar, que a criança tem suas habilidades conceituais ampliadas com o uso do brinquedo e do jogo, desenvolvendo sua imaginação. Segundo ele, quando a criança brinca ela está sempre acima da própria idade e acima de seu comportamento diário, imaginando atividades além de sua idade. Por exemplo, uma criança brinca com uma boneca como se estivesse cuidando de um bebê, ou brinca imaginando estar dirigindo um carro, por imitar o que vê no dia a dia. Quando a criança realiza essas brincadeiras e imita os adultos ela cria meios para o seu desenvolvimento intelectual. Leif, diz “jogar educa, assim como viver educa: sempre sobra alguma coisa” (Leif, 1978).
É importante que a escola seja um ambiente que proporcione jogos e brincadeiras para as crianças experimentarem e aprenderem simultaneamente, proporcionando a liberdade para que todos desenvolvam uma variedade de habilidades fundamentais para a aprendizagem e a vida. A utilização de jogos educativos no ambiente escolar traz muitos benefícios para o processo de ensino e aprendizagem, podemos citar:
· O jogo e brincadeira são inatos da criança por isso são como um grande agente motivador;
· Por meio do jogo a criança sente prazer e realiza uma ação espontânea e voluntária para alcançar o objetivo da atividade;
· O jogo utiliza os esquemas mentais: e isso estimula o pensamento, e o conhecimento de tempo e espaço;
· O jogo integra as diversas dimensões da personalidade, como por exemplo: a afetiva, social, cognitiva e motora;
· O jogo ajuda a criança a desenvolver sua capacidade cognitiva e suas habilidades como, por exemplo, coordenação, força e concentração.
Oliveira (2000) ele acredita que o brincar é um processo da humaniação da criança que ela começa a conciliar a brincadeira com efetividade. Com isso ela raciocinia, argumentar, consegue chegar a um senso comum e a jugar.
Conforme Freire (2007), as habilidades motoras das crianças precisam ser desenvolvidas e os jogos e brincadeiras podem ajudar nisso, porém devem estar claros quais serão as consequências desse desenvolvimento do ponto de vista cognitivo, social e afetivo. Uma das formas de se desenvolver essas habilidades motoras no ambiente escolar é por meio da aula de Educação Física, que como disciplina que compôe o curriculo escolar, precisa garantir que as atividades físicas e as noções de regras ensinadas sejam adequadamente utilizadas nas atividades escolares e fora da escola. A Educação Física e as brincadeiras não são as únicas soluções para os problemas educacionais e pedagógicos, mas quando observamos as características da criança na primeira infância, vemos que temos muitos motivos para valorizá-las. Se essas atividades realizadas no ambiente escolar possuirem um contexto e for significativo para a criança, o jogo e as brincadeiras como qualquer outro recurso pedagógico ou metodologico utilizado terão grandes e significativas consequências no desenvolvimento infantil.
Friedmann acredita que os jogos de exercícios sensores motores trabalhados na educação infantil como as músicas que estimular a audição, o uso das mini bolas para o tato e as bolas grandes para aprioramento do desenvolvimento físico-motor.
Friedmann (1995) afirma que o jogo contribui para o desenvolvimento da criança na educação infantil, porque se manuseia com objetos em um ambiente adequado para o aprendizado. È atraves das atividades lúdicas a criança se auto- conhece.
 Os benefícios dos jogos com fins educativos existem tanto nos jogos convencionais quanto nos eletrônicos. Hoje em dia o mercado oferece muitas opções de jogos eletrônicos especialmente dedicados ao aprendizado, permitindo uma ligação entre o real e o abstrato. Os jogos eletrônicos se bem utilizados ajudam desde crianças pequeninas, que ainda não abstraem o pensamento, até as maiores já mais avançadas no seu aprendizado. Porém esses jogos devem sempre ser utilizados com moderação e supervisão. Abaixo vamos ver como utilizar os jogos no ambiente escolar. 
4.2. Como utilizar jogos e brincadeiras no ambiente escolar
O uso de brincadeiras e jogos no contexto escolar tem como propósito o entretenimento e a diversão, buscando assim o desenvolvimento de algumas habilidades e competências e também são ferramentas na construção de uma aprendizagem mais efetiva. Quando pensarmos que um dos principais objetivos da escola é levar a criança a alcançar o conhecimento e seu o desenvolvimento integral, podemos afirmar que jogos e brincadeiras, apresentam inúmeros benefícios e devem ser parte integrante para alcançar esse objetivo. Com isso, a aprendizagem lúdica deve compor a proposta pedagógica da todas as escolas.
De acordo com Moratori (2003, p.14), ao escolher uma atividade lúdica o professor precisa ter objetivos bem definidos. Ele pode realizar essa atividade como uma forma de conhecer o grupo em qual esta trabalhando ou pode ser utilizá-la para estimular o desenvolvimento de determinada área ou promover aprendizagens específicas, ao fazer isso ele utiliza o jogo como instrumento de desafio cognitivo.
Moratori (2003, p.14) diz que conforme seus objetivos, o professor deve:
· Propor regras ao invésde impô-las, permitindo que o aluno elabore-as e tome decisões;
· Promover a troca de ideias para chegar a um acordo sobre as regras;
· Permitir julgar qual regra deve ser aplicada a cada situação;
· Motivar o desenvolvimento da iniciativa, agilidade e confiança;
· Contribuir para o desenvolvimento da autonomia. 
Faz parte da responsabilidade do professor promover a socialização entre os alunos, ajudando para que eles consigam se relacionar de acordo com a sua faixa etária, fazendo isso sempre de modo a enfatizar o grupo escolar. Independentemente de com qual nível de ensino estamos lidando, as ações pedagógicas devem sempre promover a boa convivência social e o respeito pelo outro.
Toda criança é um individuo sociável que se relaciona com o mundo ao seu redor. Conforme sua idade, ela brinca com naturalidade e espontaniedade independente do local onde se encontra. Por isso, no ambiente que existir o maior número de brincadeiras infantis inseridas nas atividades pedagógicas, maior será o desenvolvimento da criança, e a escola deve ser esse ambiente. Nessa fase o professor deve sempre variar os objetos e atividades oferecidos para o aluno, deixando que eles explorem e criarem novas situações através de jogos. Um exemplo é o uso dos encaixes, das sucatas, das fantasias, dos fantoches, das máscaras, das caixas, que possibilitam que o aluno crie diferentes maneiras de brincar com os objetos.
O professor tem sempre o papel de mediador das brincadeiras, ajudando a socialização do grupo, a integração e participação de todos os envolvidos, permitindo que se desenvolvam atitudes de respeito e confiança além de um maior conhecimento da realidade social e cultural. Além de criar oportunidades de aprendizado específicas e de auxiliar o aluno a adquirir novos conhecimentos criando condições para que o aluno explore novos materiais, objetos e brinquedos. Também é de suma importância que o professor planeje os objetivos que ele pretende atingir, além de o tempo e o espaço que serão gastos com cada atividade.
Ainda em relação ao professor por em suas aulas atividades lúdicas Gonzaga fala que:
(...) a essência do bom professor está na habilidade de planejar metas para aprendizagem das crianças, mediar suas experiências, auxiliar no uso das diferentes linguagens, realizar intervenções e mudar a rota quando necessário. Talvez, os bons professores sejam os que respeitam as crianças e por isso levam qualidade lúdica para a sua prática pedagógica. (Gonzaga 2009, p.39)
As atividades lúdicas que os educadores escolhem, além de levarem a diversão e ao aprendizado como função pedagógica, também ajudam no desenvolvimento das pessoas envolvidas. O trabalho pedagógico pode adquirir cada vez mais significado na medida em que é desenvolvido fazendo uso de diferentes metodologias.
Uma forma de utilizar jogos e brincadeiras em sala de aula é dividindo a sala em pequenos espaços agrupados por uma ou duas mesas, onde podem ser desenvolvidas atividades individuais ou em grupos. Alguns exemplos de cantos que podem ser criados são:
· canto do desenho, onde ficam os lápis, papeis e materiais de colorir;
· canto da pintura, onde é possivel desenhar e brincar com tintas;
· canto da massinha, onde é possivel com os moldes e massas de modelar, desenvolver a imaginação e criatividade do aluno;
· canto da leitura, com livros ao alcance das crianças;
· canto dos jogos, com diferentes tipos de jogos compatíveis com a faixa etária dos alunos;
Essa divisão da sala em cantos tem como objetivo trabalhar, a valorização da escolha do aluno, o incentivo à participação do aluno em todas as atividades, desenvolver o zelo pelo material individual e do grupo e promover o respeito aos colegas e à professora. Além do ambiente escolar podemos utilizar outros espaços para realizar atividades lúdicas com fins educativos. Essas atividades podem ser realizadas em parques e praças, hospitais, creches e em outros ambientes que podem ser espaços públicos e/ou privados que funcionam como bibliotecas de brinquedos, ou brinquedotecas. Esses espaços são organizados de forma que as crianças possam desenvolver sua criatividade e brincar livremente. 
A brinquedoteca pode ser uma facilitadora do processo de ensino e aprendizagem na educação infantil. A escola é um ambiente onde é possível planejar diversos espaços de jogo. Tanto dentro como fora da sala de aula é possivel transformar um espaço de trabalho em um espaço de jogo e brincadeira, se utilizando de mesas, cadeiras, divisórias como recursos. 
Algumas brinquedotecas podem ter também uma finalidade terapêutica e funcionar em clínicas e hospitais. Esses espaços lúdicos em hospitais pediátricos auxiliam em um trabalho complementar que é de suma importância para apoio psicológico às crianças doentes e que por vezes precisam ficar internadas. Além da finalidade terapêutica algumas brinquedotecas possuem fins sociais. Essas brinquedotecas oferecem espaços diferentes para as crianças brincarem. Muitas dessas crianças utilizadoras desses espaços, são crianças carentes e não possuem em sua casa espaço, tempo, brinquedos ou a oportunidade de se desenvolver e interagir com outras crianças e adultos. Esse tipo de brinquedoteca existe em muitos centros comunitários e se multiplicam por todo o país.
4.3. Cuidados que precisam ser tomados ao se utilizar jogos e brincadeiras
Um cuidado muito importante na utilização dos jogos na alfabetização é que ele, não seja o principal ou o único recurso disponível na educação das crianças. Com isso o jogo deve ser considerado uma ferramenta complementar no aprendizado do dia a dia. Atualmente notamos que as crianças ficam a maior parte do dia em equipamentos eletrônicos, como por exemplo, tablets e computadores e com isso não aproveitam os benefícios dos jogos da melhor maneira possível. 
Principalmente quando falamos de eletrônicos, a criança precisa ser supervisionada quanto ao tempo de uso e o conteúdo que vê durante a utilização desses itens. Quanto menor for à criança, menos deve ser o tempo que ela passa utilizando eletrônicos como os games. O recomendado por especialistas é que este tempo de utilização não ultrapasse 2 horas ao dia. Enquanto que para as brincadeiras convencionais e atividades ao ar livre, como pique-pega, pular corda e amarelinha, o ideial é que a criança utilize o dobro dessas horas ou mais. 
Outro ponto importante a ser considerado é a faixa etária do jogo, pois é necessário que ela seja adequada para a idade da criança. Antecipar fases do desenvolvimento não só adequado e não contribui com o processo de aprendizado como também dificulta o desenvolvimento sócio-cognitivo da criança. É preciso considerar a fase de desenvolvimento que a criança se encontra ao escolher os jogos e brincadeiras que serão utilizados. De acordo com Piaget (1999), o desenvolvimento psíquico do ser humano começa desde o nascimento e vai até a fase adulta, onde se estabiliza. As fases do desenvolvimento podem ser divididas conforme abaixo:
· Período sensório motor: 0 a 2 anos: É na fase de zero a dois (0 a 2) anos que a criança descobre o mundo por meio da percepção e dos movimentos. O desenvolvimento do recém-nascido é rapido dando suporte para as novas habilidades motoras como, por exemplo: pegar, olhar, apontar entre outros. É nesse estágio de desenvolvimento que, os reflexos são progressivamente substituídos pelos esquemas e somados aos símbolos lúdicos. Com isso, a criança inicia a diferenciação entre ela e o mundo, tanto em sentido fisico como no sentido afetivo, ou seja, o bebê passa a manifestar preferência, passando até mesmo a escolher objetos. O desenvolvimento mental se inicia no periodo sensório motor a partir da capacidade de reflexo do bebê e vai até o momento em que a criança inicia a sua própria linguagem ou outra forma de representar o mundo pela primeira vez. As emoções desenvolvidas pelas crianças são um canal importante para o contato com os adultos, seja pelo toque corporal, a mudança no tom de voz ou as expressões faciais. A criança aprende por imitar os adultos e

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