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0 CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICARIOCA OS JOGOS E AS BRINCADEIRAS NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. DAYANE BRAGA DA SILVA Rio de Janeiro 2019 1 DAYANE BRAGA DA SILVA OS JOGOS E AS BRINCADEIRAS NO PROCESSO DE DESENVOLVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Orientador: Vânia Francisca Cícero de Sá Henriques Rio de Janeiro 2019.2 Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Centro Universitário Carioca, como requisito parcial pra obtenção do grau de Licenciado em Pedagogia. 2 DEDICATÓRIA Dedico este trabalho primeiramente a mim por não ter desistido, a minha família, minha orientadora e amigos, por terem acreditado em mim e por terem me ajudado e incentivado a jamais desistir, mesmo em meio a inúmeras dificuldades vivenciadas ao longo do curso. 3 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus por me dar forças nessa caminhada; Agradeço a minha família por acreditar em mim; Agradeço as minhas amigas que fiz aqui na instituição que sempre estiveram juntas, em especial a Thaina que foi um anjo; Gostaria de agradecer também ao meu namorado Felipe, por todas as vezes que teve paciência de me levar até a faculdade e me esperar na saída; Agradeço aos professores por todo ensinamento; Grata por todas as coisas que vivenciei na instituição. 4 5 RESUMO Este trabalho teve como objeto de estudo o uso de jogos e brincadeiras no desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas na Educação Infantil, com o objetivo de Investigar a forma com que o jogo e a brincadeira contribuem para o desenvolvimento integral da vida do aluno. Desta forma, foi possível afirmar que a realização da pesquisa é de grande relevância e destacou-se por contribuir para que o brincar passe a ser visto e aceito como uma forma de ensino, de metodologia, para as crianças dentro do âmbito escolar. A partir das informações coletadas, foram analisados e discutidos a origem do brincar nas instituições, o que o brincar desenvolve, como desenvolver habilidades nas crianças, e como as instituições de ensino e o corpo docente devem se preparar para capacitar os alunos, através de um desenvolvimento lúdico prazeroso e eficaz. E concluiu-se que o brincar é capaz de oferecer um desenvolvimento integral e pleno para a criança, repleto de momentos marcantes para a vida. Palavras–chaves: jogos e brincadeiras; desenvolvimento; crianças. 6 SUMÁRIO Nº da página 1 – INTRODUÇÃO 06 2 – REFERENCIAL TEÓRICO 09 3 – RESULTADOS E DISCUSSÕES 16 4 - CONCLUSÃO 22 5 - REFERÊNCIAS 24 7 1. INTRODUÇÃO A presente pesquisa tem como tema o uso de jogos e brincadeiras no processo de desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas na Educação Infantil. É necessário entender que as brincadeiras e os jogos não são e nem devem ser tratados apenas como um momento de lazer para os discentes, tendo em vista que eles são capazes de estimular inúmeras habilidades em um único momento. O desejo de construir essa pesquisa partiu da seguinte pergunta: como os jogos e as brincadeiras contribuem para o desenvolvimento do docente na Educação Infantil? Essa pesquisa parte da ideia de que é por meio de jogos e brincadeiras que os discentes são capazes de interagir com o meio, vivenciando realidades trazidas para o mundo da ilusão, trabalhando a criatividade e estimulando a imaginação, a autoexpressão, aumentando sua percepção, sendo capazes de buscar soluções para conflitos sociais. Vale acrescentar que o auxílio do corpo docente no planejamento do brincar como forma de aprendizagem é de extrema importância para que os objetivos de determinada atividade seja alcançados. 1.1 Objetivos Geral Sendo assim, o objetivo principal dessa pesquisa é investigar a forma em que os jogos e as brincadeiras contribuem para o desenvolvimento integral da vida do aluno, compreendendo que o brincar deve ser visto como um instrumento de trabalho do professor, no qual o mesmo deverá programar atividades que visem objetivos positivos para o desenvolvimento do corpo discente e que as instituições de ensino estejam preparadas no que diz respeito a disponibilidade de material, espaço e tempo para que as brincadeiras e os jogos sejam ministrados com êxito. 1.2 Objetivos Específicos Essa pesquisa tem como função buscar a relação do jogo e da brincadeira no que diz respeito ao seu auxílio no processo de ensino 8 aprendizagem ou seja, como serão incluídos na rotina escolar e a forma que serão trabalhados, para que contribuam na formação da habilidades do indivíduo na fase da educação infantil. Tendo como segundo objetivo, verificar a organização e os recursos das instituições de ensino e da equipe do corpo docente quanto ao uso dos jogos e das brincadeiras, observando como estão inseridos no contexto escolar, se de fato os professores usam a brincadeira para trabalhar. Já com terceiro objetivo, a pesquisa busca a relevância do uso de jogos e brincadeiras como uma das principais ferramentas para o desenvolvimento de habilidades no âmbito escolar, tendo em vista que se as mesmas forem preparadas, elaboradas e planejadas pelo profissional de forma correta, é possível ir além do que se pretende alcançar com a proposta. Através do brincar, a criança visualiza melhor a informação/o conteúdo. 1.3 Justificativa Este tema foi escolhido, pois, ainda nos dias de hoje, os jogos e brincadeiras não são bem vistos por alguns responsáveis como forma de aprendizagem. Muitos ainda buscam por escolas com Ensino Conteudista, acreditando que seja o melhor caminho para ensinar/educar seus filhos, mas, nem sempre acabam tendo êxito na escolha. Sendo a educação infantil um dos marcos mais importantes da vida escolar de um aluno, é importante que seja trabalhada a aprendizagem de forma mais prazerosa, misturando o real com a fantasia, para que sejam levados para o resto de sua vida experiências positivas, vividas ainda quando pequeno. E por este motivo, é importante que os profissionais que estejam envolvidos com a educação infantil saibam agregar devida importância para o ato do brincar, para as atividades lúdicas, sabendo explorar todos os pontos positivos de cada atividade, atendendo as necessidades de cada criança, sendo mediador. A brincadeira é essencial na vida da criança, pois está presente em tudo que o que vivencia, desde o momento em que nasce, quando seus pais brincam ao seu redor, até que em seguida começam a brincar com objetos macios (mordedores, por exemplo), mãos, pés ou qualquer outra coisa que seja capaz de prender a atenção. Logo, pode-se dizer que as brincadeiras e os 9 jogos vão se adequando a faixa etária de quem participa. No decorrer do tempo, as brincadeiras começam a mudar o sentido, os jogos começam a ser de regras, inicia-se a fase do faz de conta e, cada vez mais, essas atividades vão estimulando habilidades nas crianças. 1.4 Metodologia Para atender a produção dessa pesquisa e os objetivos do trabalho, desenvolveu-se uma pesquisa do tipo bibliográfica qualitativa, que se constitui em um estudo apoiado em vários autores, tais como: Kishimoto (2009 e 2013), Vieira (2007), Cordazzo (2007), Dias (2013), Dohme (2009), Piaget (2001), RCNEI (1998), Wajskop (2007), entre outros para melhor fundamentação teórica sobreas questões que envolvem o uso de jogos e brincadeiras no processo de desenvolvimento na Educação Infantil. 1.5 Organização do Trabalho Este trabalho está assim dividido: introdução, parte na qual se apresenta o trabalho e demonstra a sua importância; pressupostos teóricos, na qual se exploram as teorias que embasam o trabalho; resultados e discussões, onde se discute os dados coletados e os seus resultados; conclusão onde se apresentam as considerações finais sobre o trabalho e sobre os principais resultados obtidos e referências, onde são citadas as referências utilizadas no desenvolvimento do trabalho. 10 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 – A relação entre jogos e brincadeiras O brincar está inserido como forma de ensino desde a antiguidade porém, ainda nos dias de hoje, encontra-se certa resistência dos pais/responsáveis quando o assunto é relacionado ao brincar dentro da escola. Eles acreditam, em sua maioria, que o ato não irá influenciar em nada no desenvolvimento da criança e que ainda atrapalhará no que deveria estar sendo investido, que no caso é o conhecimento através de trabalhos. Assim afirma Gisela Wajskop (2007 apud DIAS, p. 03) em seu texto Concepções do brincar entre os profissionais de educação infantil: A brincadeira, desde a antiguidade, era utilizada como um instrumento para o ensino, contudo, somente depois que se rompeu o pensamento românico passou-se a valorizar a importância do brincar, pois antes, a sociedade via a brincadeira como uma negação ao trabalho e como sinônimo de irreverência e até desinteresse pelo que é sério. Mas mesmo com o passar do tempo o termo brincar ainda não está tão definido, pois ele varia de acordo com cada contexto, os termos brincar, jogar e atividades lúdicas serão usados como sinônimos. Agora, qual a diferença entre jogo e brinquedo? Os jogos podem ser vistos como uma mistura de regras, objetos, o resultado de um sistema linguístico que funciona dentro de um contexto social. Conclui-se então, que o jogo depende da linguagem em cada contexto social. As línguas serão como fonte de expressão. Os jogos são movidos de regras e podem ou não utilizar de um objeto para ser um jogo. De acordo com Kishimoto (2011, p.34), em seu livro Jogo, brinquedo e brincadeira e a educação, o jogo assume imagem e sentido que lhe é dado em cada sociedade. É através desta mudança que percebemos que, dependendo da época e do lugar, os jogos podem carregar significados diferentes, diversas nomenclaturas, variando também de acordo com a cultura. E, para cada cultura, um brinquedo ou brincadeira toma um significado diferenciado, por exemplo: crianças europeias enxergam a boneca como um brinquedo enquanto as indígenas enxergam como símbolo religioso. Jogos de construção são de livre manejo das peças para que seja construído um novo mundo pela criança. Ao construir, transformar e destruir, a criança demonstra seus problemas, 11 permitindo um diagnóstico de dificuldades de adaptação, por terapeutas. Através dos jogos de construção, as crianças criam temas para suas brincadeiras: constroem casas, móveis e cenários, e usam como base as atividades simbólicas. Esses são considerados de extrema importância pois é através deles que as crianças agregam a experiência sensorial, estimulando a criatividade e desenvolvendo habilidades. Ainda em seu livro Jogo, brinquedo e brincadeira e a educação, Kishimoto (2011 p.35) afirma também que o brinquedo é capaz de estimular a representação, a expressão de imagens, a imaginação. Ele é capaz de representar algumas realidades e colocar a criança na presença de reproduções do que podem viver no dia a dia. É considerável dizer até que um dos objetivos do brinquedo é entregar à criança uma substituição de objetos reais, para que eles possam manuseá-las. Já a brincadeira é uma ação em que a criança exerce agregando regras do jogo, se aprofundando na ludicidade. Logo, brinquedo e brincadeira estão relacionados diretamente à criança e não se confunde com jogo. Segundo Jean Piaget(1978) diz em seu texto A formação do símbolo na criança, o jogo é dividido em três maneiras: jogos simbólicos, fazem a criança relembrar o aprendido, executando a representação; jogos de exercícios, pela qual a criança irá repetir inúmeras vezes um determinado momento apenas por ter apreciado a atividade/o acontecimento; e os jogos de regras, que vão passando de criança para criança que vai aumentando as dificuldades de acordo com as avanços de cada um. O que podemos observar através das pesquisas feitas por teóricos como Vygotsky e Piaget, é que comprovam a existência de uma ligação entre o jogo e a aprendizagem, tendo influência na formação geral da criança. Existe um contraste entre jogo e educação. O jogo, quando livre, não encaixa com a ação de busca de resultados de processos educativos. 2.2 – As instituições, o corpo docente e o brincar A atividade que se predomina durante o período da infância é o brincar. Seja qual for o tipo de brincadeira ou o brinquedo que a criança estiver utilizando no momento, mesmo que não seja intencionalmente, estará 12 trabalhando um aspecto na criança, seja ele cognitivo, emocional, motor, entre outros. O brincar pode ser utilizado como uma excelente ferramenta para o desenvolvimento infantil, estimulando déficits e barreiras que vão surgindo em alguns aspectos desenvolvimentais. Para isso, a equipe de profissionais que for trabalhar com essas crianças, devem sempre atentar-se ao desenvolvimento global e não suspender aspectos isolados (barreiras, travamentos, medos), pois é através deles que deverá ser trabalhado. A forma com que irão intervir no decorrer da brincadeira destinará seu objetivo e o que a mesma irá desenvolver, assim diz Edda Bomtempo (2007, p.42): A intervenção do professor deve revitalizar, clarificar, explicar o brincar e não dirigir as atividades, pois quando a brincadeira é dirigida por um adulto com um determinado objetivo ela perde o seu significado, lembrando que a brincadeira deve possuir um fim em si mesma. Portanto, Bomtempo(2007) nos alerta sobre a utilização de jogos e brincadeiras nas escolas como forma de ensino. É necessário que as instituições de ensino e a equipe de docentes estejam preparadas para realizar essa atividade. A escola precisa oferecer recursos e espaço para que sejam realizadas as atividades como forma de lazer e os professores precisam estar aptos para utilizar os recursos e materiais para elaborar atividades propostas voltadas também para o conteúdo dado em aula (de acordo com o plano de aula). Para Vania Dohme (2009, p.56) é de extrema importância que o educador conheça e valorize as habilidades de seus alunos, criando possibilidades para que ele as desenvolva , potencialize e harmonize. Isso irá contribuir na forma com que o aluno irá aprender. Os jogos e brincadeiras podem vir a possibilitar a convivência com habilidades diversas. Elas podem vir a atender às crianças com diversas habilidades. Através da divergência dos objetivos, cada um irá encontrar o que melhor se adequa as suas características, criando chances de exercitá-las, aprimorá-las e até descobri- las. Algumas atividades, por mais simples que pareçam ser, são capazes de trabalhar diversas noções nos alunos. Se a proposta do dia for, por exemplo, fixar as consoantes aprendidas até o momento, pode-se usar a brincadeira da Amarelinha. Através dela, o professor pode trabalhar não só o 13 conhecimento/reconhecimento das consoantes, mas também o equilíbrio, raciocínio, coordenação motora. Já em um jogo de Pique alto, o professor pode trabalhar a percepção visual, coordenação motora, lateralidade, equilíbrio, percepção espacial, trabalho em equipe, etc. Além disso, as dinâmicas com brincadeiras e jogos são capazes de despertarnos alunos o interesse nas atividades propostas, além de proporcionar prazer, fazendo-os interagir com o meio em que convivem dentro da instituição de ensino que frequenta. Os alunos passam um longo tempo dentro da escola no seu dia a dia. Sabe-se que é de responsabilidade da instituição de ensino educar e integrar os alunos, mediando-os para uma melhor convivência com o meio. Esta afirmação consta no Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (1998, p.23): Educar significa portanto, propiciar situações de cuidados, brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude básica de aceitação, de respeito e confiança, e o acesso, pelas crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e cultural. Podemos dizer então que as instituições são de extrema importância para o desenvolvimento do indivíduo e que através do planejamento escolar incluindo o uso de jogos e brincadeiras na rotina, os alunos serão estimulados de forma positiva e terão motivação para realizar as atividades pois sentirão prazer em fazê-las. Quando se lida com o interesse do discente, é necessário se trabalhar de forma respeitosa, e que não é pelo motivo dele ser menor ou adquirir uma menor possibilidade de argumentar que será menor a sua dignidade ou que deverá ser levado com menor importância. Para que o aluno desperte o interesse, necessita-se mais do que artifícios e argumentos. É necessário atitude presente no educador, e o mais importante: amor! 2.3 O uso dos jogos e das brincadeiras no âmbito escolar para o desenvolvimento da criança. O uso de brincadeiras e brinquedos na educação infantil vai muito além de só proporcionar momentos de lazer para os discentes, como aborda o 14 Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil. Quando o docente dedica um tempo para elaborar uma brincadeira de acordo com o planejamento, que se adeque ao plano de aula e que se adapte as necessidades da turma e de seus alunos, a brincadeira deixa de ser somente um momento de descontração e passa a ser um conteúdo que irá trabalhar diferentes aspectos nos alunos, podendo variar dos aspectos emocionais, sociais, cognitivos, entre outros. O ato de brincar também pode trabalhar conceitos, estimular a imaginação, mudar comportamento, ensinar a esperar e a seguir regras. Elaine Dias (2013, p.12), no artigo “Jogos e avaliação no processo ensino-aprendizagem: uma relação possível”, acredita que é possível, através do brincar, a criança interagir com o meio, fazendo-a ter uma vivência humana plena, tornando mais fácil sua vivência no ambiente familiar, na sociedade, com seus amigos, dentro ou fora da escola e, no futuro também no seu ambiente de trabalho. Ressalta ainda que com o brincar, aprendem-se os valores, conceitos, a não criar pré-conceitos. É neste momento, em que se concreta o caminha singular das crianças. Os responsáveis e as instituições de ensino devem levar o brincar com seriedade, pois ele é parte fundamental na vida do ser humano. De acordo com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (RCNEI, 1998): O principal indicador da brincadeira, entre as crianças, é o papel que assumem enquanto brincam. Ao adotar outros papéis na brincadeira, as crianças agem frente à realidade de maneira não-literal, transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e características do papel assumido, utilizando-se de objetos substitutos. Fernando Barroco Zanluchi (2005, p.89) em seu texto brincar e o criar: as relações entre atividade lúdica, desenvolvimento da criatividade e Educação, completa que: “Quando brinca, a criança prepara-se para a vida, pois é através de sua atividade lúdica que ela vai tendo contato com o mundo físico e social, bem como vai compreendendo como são e como funcionam as coisas.” Os jogos e as brincadeiras são atividades que proporcionam prazer às crianças que a estão praticando e porque não conseguir que seja prazeroso também o processo de ensino-aprendizagem através do uso dessas ferramentas. Os trabalhos realizados dentro da escola, tendo os jogos sendo 15 usados de forma recreativa, ajudarão na evolução do discente, aprendendo a ter domínio do seu corpo, aprimorar suas capacidades e habilidades, driblar obstáculos e as dificuldades que encontrar pelo caminho. De acordo com Vygotsky (1984,p.97): A brincadeira cria para as crianças uma “zona de desenvolvimento proximal” que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível atual de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou com a colaboração de um companheiro mais capaz. É de fundamental importância notar que, através dos jogos e brincadeiras, as crianças são capazes de explorar um mundo fictício, deixando parecer um certo amadurecimento, pois uma vez que a criança brinca de faz de conta com algo que é inserido na fase adulta, isso permite que criem experiências, permitindo então uma mudança em seu comportamento, sendo essa geralmente positiva. O Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (RCNEI, 1998 p.22) diz: O fato de a criança, desde muito cedo, poder se comunicar por meio de gestos, sons e mais tarde representar determinado papel na brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas brincadeiras as crianças podem desenvolver algumas capacidades importantes, tais como a atenção, a imitação, a memória, a imaginação. Amadurecem também algumas capacidades de socialização, por meio da interação e da utilização e experimentação de regras e papéis sociais. Ao brincar, a criança consegue refletir sobre sua realidade, expor sentimentos e, muitas das vezes, acabam até por deixar transparecer situações que passaram ou estão passando: angústia, tristeza, medo, felicidade, desejos. É através do brincar também que a criança organiza seus conceitos, distingui suas ideias e percepções e, consegue se socializar cada vez mais. O brincar acontece de forma natural e totalmente espontânea, mas de grande necessidade, até porque o brincar é um direito de todos. Logo: Brincar constitui-se, dessa forma, em uma atividade interna das crianças, baseada no desenvolvimento da imaginação e na interpretação da realidade, sem ser ilusão ou mentira. Também tornam-se autoras de seus papéis, escolhendo, elaborando e colocando em práticas suas fantasias e conhecimentos, sem a 16 intervenção direta do adulto, podendo pensar e solucionar problemas de forma livre das pressões situacionais da realidade imediata (BRASIL, 1998, p.23). Contudo, podemos dizer que o brincar não é somente diversão, mas é também um conjunto de contribuições para o desenvolvimento geral da criança. 17 3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 3.1 A importância do brinquedo, da brincadeira e dos jogos na Educação Infantil Diante do que foi pesquisado nos referenciais teóricos, Wajskop (2007) diz que desde muito tempo atrás os jogos já eram utilizados como forma de ensino, mas que ainda não era bem aceitável e, acreditavam que o brincar como ferramenta de ensino nas instituições era um meio de interessar ao que consideravam coisa séria. Apenas após o período romântico é que se tornou mais aceitável e bem visto como ferramenta de ensino. Neste sentido, podemos dizer que, mesmo após tanto tempo, ainda é possível encontrar certo desconforto dos pais quando oassunto é o brincar dentro das escolas, pois talvez para eles a melhor e mais eficaz forma de se aprender seja através de trabalhos escritos em livros e cadernos. Mas, através do brincar, a criança consegue um desenvolvimento integral. Segundo Toledo (2008, p.12): “Ao considerar as brincadeiras das crianças como algo que atrapalha a aprendizagem, a escola começa a separar os momentos que são para “aprender” dos que são para “brincar”. Por que esses momentos precisam ser separados?” Sabemos que a vontade de muitos responsáveis é que, no ambiente escolar, estivesse apenas envolvido materias didáticos, sem que houvesse o brincar como facilitador de aprendizagem. Não há necessidade de encarar as brincadeiras como forma negativa na educação. Visando explicar a diferença entre jogos e brinquedos, Kishimoto (2011) diz que os jogos e as brincadeiras podem variar de acordo com a sociedade e a época em que é praticado, podendo alterar nome, regras e também sentido. Já o brinquedo, trata-se de um objeto que é capaz de fazer com que as crianças retratem o que vivem na vida real, transformando em brincadeira e retratando histórias. 18 Desta forma, observamos que o brincar acompanha gerações e é passado da forma que os pais, tios, avós possam ter brincado, pois é a cultura da família ou do ambiente em que vivem. Enquanto o brinquedo pode mostrar muito sobre a realidade de criança, podendo-se descobrir problemas que a criança possa estar passando em casa, na escola ou em qualquer outro ambiente que ele possa conviver. É natural que as crianças repitam ações que presenciam ou vivenciam e, é importante que um educador se atente as brincadeiras para que saiba resolver situações problemas caso elas venham a acontecer. Já para Piaget (1978), os jogos, no contexto escolar, são divididos em três partes: simbólicos, de exercícios e os de regras, tendo como função, respectivamente, primeiro: fazer com que a criança coloque em prática o que aprendeu; segundo: realizar uma mesma atividade inúmeras vezes pois a mesma lhe proporcionou satisfação; terceiro: jogos que vão passando de criança para criança e, com isso, pode ir aumentando a dificuldade, isto é: a criança pode alterar as regras ou as coordenadas da atividade para tornar ela mais difícil e para que não acabem se acostumando com a brincadeira. Ao ajustar as regras, as brincadeiras estarão sempre diferentes e isso poderá dar mais entusiasmo na criança para brincar. Deste modo, podemos dizer que é de extrema importância a interferência do corpo docente nas brincadeiras e nos jogos, que ele participe ativamente desses momentos com os alunos e que demonstre sempre felicidade nas atividades realizadas juntamente com as crianças. Complementando as ideias acima, apresentamos o conceito de DIAS (2013) onde conclui que: “o lúdico viabiliza uma série de aprimoramentos em diversos âmbitos dos desenvolvimentos, cognitivo, motor, social e afetivo”. Portanto, é a partir do brincar que se cria, descobre, experimenta, desenvolve a criatividade, etc. O lúdico possibilita momentos prazerosos, a manifestação de comportamento e a compreensão de regras. Facilita a ampliação da área intelectual, deixando evidente suas emoções e passa a possibilitar resultados e incentivar um progresso na vida da criança. 19 3.2 A falta de recursos nas instituições e disponibilidade/tempo do corpo docente Sabemos que grande parte das instituições de ensino fala com frequência da importância do brincar, porém pouco se preocupam com as maneiras na quais serão trabalhadas essas brincadeiras. Boa parte dessas instituições não disponibilizam materiais, espaço, tempo, mas cobram o brincar de forma prazerosa para ambas as partes. De acordo com o RCNEI (1998), educar é permitir situações de cuidado, brincadeiras e aprendizagens, que irão contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis. Deste modo, podemos dizer que precisamos tratar com respeito o interesse e as vontades das crianças, criando possibilidades para que todos os alunos interajam de forma mútua, sendo mediador das atividades que devem ser planejadas anteriormente para que não desvalorize o papel didático do brincar. Do mesmo modo, Dohme (2009) diz que o professor precisa conhecer as habilidades dos seus alunos e trabalhar para valorizá-las assim, ele estará contribuindo com a forma na qual o aluno estará aprendendo pois, através dos jogos e das brincadeiras, as crianças estarão lidando com inúmeras outras crianças, descobrindo as suas habilidades e contornando as suas dificuldades. Para conhecer as habilidades de seus alunos, o educador torna-se responsável pela elaboração do plano de aula, que é o principal instrumento de trabalho do professor. Para tanto, é necessário primeiramente entender e trabalhar, com seriedade, os jogos e brincadeiras como forma de ensino e associá-los com os conteúdos dados na semana, para uma melhor fixação como também estimular ao prazer de se divertir na criança. É necessário também em alguns casos, usar a criatividade para elaborar brincadeiras, adequando-as, quando não há condições/espaços para colocar em prática o que foi mencionado no plano de aula. 20 Para reafirmar, SALOMÃO, MARTINI e JORDÃO (2007), abordam em seu artigo, A importância do lúdico na educação infantil, que é enfocando a brincadeira e as situações de ensino não direcionado que: “Os jogos educativos com fins pedagógicos revelam a sua importância em situações de ensino-aprendizagem ao aumentar a construção do conhecimento, introduzindo propriedades do lúdico, do prazer, da capacidade de iniciação e ação inativa e motivadora, possibilitando o acesso da criança a vários tipos de conhecimento e habilidades.” Com isso, podemos afirmar que quando o jogo e/ou a brincadeira é visto com real importância e de fato usado como ferramenta de trabalho do professor para auxiliar no processo de ensino aprendizagem de seus alunos, o esperado é que os alunos consigam desenvolver de forma ampla todas as habilidades possíveis, estimulando sensações e ampliando seus conhecimentos sobre o mundo e sobre si mesmo. Entende-se então que educar é uma ação que precisa ser planejada para que seja capaz de proporcionar ao discente felicidade e torná-lo conhecedor do que o rodeia. Mas para isso, é necessário ser conhecedor do meio em que a criança está inserida e trabalhar em cima da vivência de cada um, respeitando as diferenças. Almeida (1995) diz que: “A educação lúdica contribui e influencia na formação da criança, possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, integrando-se ao mais alto espírito democrático enquanto investe em uma produção séria do conhecimento. A sua prática exige a participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e modificação do meio.” Ao brincar, a criança é capaz de descobrir-se, explorar seus medos, confrontar problemas e encontrar soluções para resolvê-los. Brincando, a criança organiza seus pensamentos e ideias, mobiliza esquemas mentais, integra várias dimensões de personalidade, de afeto, motora, social, sensitiva, cognitiva. 21 3.3 O brincar como forma de desenvolvimento dentro e fora do âmbito escolar Segundo o que dizem Cordazzo e Vieira (2007) no artigo A brincadeira e suas implicações nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento: “O brincar é a atividade predominante na infância e, vem sendo explorado no campo científico, com o intuito de caracterizar as suas peculiaridades, identificar as suas relações com o desenvolvimento e com a saúde e, entre outros objetivos, intervir no processo de educação e de aprendizagem das crianças.” Durante a infância, a principal atividade é o brincar, não só pela assiduidade do brincar, mas, basicamente pela intervenção que realizano processo de desenvolvimento da criança. Com atividades lúdicas, as crianças encontram ligações que já existem entre os homens, e ainda adquire a função de analisar habilidades e confrontá-las com de outras crianças. Através das brincadeiras, permite-se a apropriação de códigos culturais e papéis sociais. Cordazzo e Vieira (2007, p.11), no artigo “A brincadeira e suas implicações nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento” acreditam que enquanto bebês, as primeiras brincadeiras são de observar e, em seguida, tocar em objetos. Essa atividade leva aos bebês conhecer e explorar seu meio através dos órgãos dos sentidos. Quando a criança desenvolve a fala, jogos de exercícios vão sendo substituídos por jogos representativos, o faz de conta. Ao término dessa fase, as crianças começam a recusar os jogos simbólicos, pois passam a ficar próximos demais ao real. Os jogos representativos perdem a essência e se tornam uma imitação do real. Logo, começam então os jogos de regras. Essa fase costuma ser por volta dos 6 anos de idade e dura até a adolescência. Para que este processo de desenvolvimento na infância a partir das brincadeiras ocorra, trazemos a concepção de Dias (2013), onde afirma que precisa existir uma relação afetiva entre escola X família X aluno para evidenciar as vantagens do lúdico na educação infantil, e essa relação vai além de proporcionar prazer, também desenvolve habilidades físicas, motoras, cognitivas, etc. 22 É necessário que exista uma supervisão às brincadeiras dentro e fora da escola e, CARNEIRO E DODGE (2007, apud DIAS, 2013 p. 8), afirmam que: “Ao estimular as crianças durante a brincadeira, os pais tornam-se mediadores do processo de construção do conhecimento. Também, ao brincar com os pais, as crianças podem se beneficiar de uma sensação de maior segurança e liberdade para exploração, além de se sentirem mais próximas e mais bem compreendidas, o que pode contribuir para o melhor desenvolvimento de sua autoestima e independência.” Desta forma podemos dizer que, fora da escola, o brincar, além de facilitar a afetividade entre parentes, permite ainda que seja construída a autoestima, colaborando para com as habilidades motoras e cognitivas de forma prazerosa e sem que seja maçante. Outra abordagem se faz necessária para a análise desse contexto, de acordo com Vygotsky (1984, p.97): “A brincadeira cria para as crianças uma “zona de desenvolvimento proximal” que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de desenvolvimento determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível atual de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou com a colaboração de um companheiro mais capaz.” Então podemos dizer que, através do brincar, a criança imitará experiências vividas em seu cotidiano, por meio da imaginação. Isso representará as brincadeiras de faz de conta, onde a amiguinha é mãe, outra é filha, pedrinha se torna arroz, e assim em diante. Como já citamos incontáveis vezes na pesquisa, são inúmeros os benefícios que o brincar pode trazer para a vida de uma criança. Ao ter uma infância inserida em um ambiente com brinquedos e formas de brincar saudáveis, a criança se tornará leve, feliz, criativa, espontânea, saberá ter um bom convívio com o meio em que a rodeia, ampliará seus laços fraternais e facilitará no seu desenvolvimento escolar. As brincadeiras, tanto as de rua, quanto as inseridas no planejamento escolar estarão desenvolvendo diversas habilidades na vida do educando.. É possível dizer ainda que todo mundo deveria dedicar, ao menos, 30 minutos do 23 dia para brincar, se proporcionar prazer, da criança ao adulto, para facilitar nos problemas encontrados no dia a dia “grifo nosso”. Finalizando esta análise, Toledo (2008, p.12) deixa esse questionamento: “Por que as crianças precisam deixar de brincar para serem transformados no adulto? Por que o adulto não pode brincar?”. Quando o adulto brinca, ele se renova. E, ao brincar com uma criança, trocará experiências inigualáveis, fazendo registros e marcos importantes na vida desta criança”. 24 4 CONCLUSÃO Com essa pesquisa, buscamos trazer a importância do uso dos jogos e das brincadeiras no desenvolvimento da criança, principalmente no processo da educação infantil. Desde muitos anos os jogos e as brincadeiras passaram a ser utilizados de forma educativa e vem apresentando bons resultados, sendo facilitadores de um desenvolvimento pleno de forma lúdica e prazerosa. Porém, ao observarmos todo o discurso sobre o brincar dentro das instituições de ensino, pudemos ver que muito foi banalizado. Não que ainda não seja visto com maus olhos, mas em dias atuais, se tornou mais aceitável. Mas, para que o brincar ocorra de forma educativa, é necessário que as instituições de ensino ofereçam disponibilidade de tempo, espaço e também recursos diversos para que as atividades aconteçam. É necessário também que o educador saiba ser mediador e elaborar propostas onde ele consiga criar objetivos a fim de identificar as capacidades e limitações dos seus alunos. O brincar, quando estimulado de forma correta, é capaz de desenvolver os aspectos físicos, motores, sociais e cognitivos, ainda estimulando a capacidade de resolver problemas, a autoconfiança, concentração, atenção, desenvolve sua linguagem verbal ou não verbal, a perspectiva criadora, melhoram o relacionamento, aprendem a ser solidárias, imaginação, criatividade, aprendendo a conhecer regras e a respeitá-las. Cabe ao professor desenvolver brincadeiras que facilitam aos discentes a entenderem as questões de noções de espaço, posição, de grandeza, de quantidade, de números, vogais, etc. Logo, concluímos que a nossa pesquisa visa afirmar que o brincar é de extrema importância no desenvolvimento da criança e que deve ser tratado com seriedade tanto para os responsáveis, quanto para as instituições de ensino e para os professores que lidaram com essas crianças. Podemos afirmar que educar é um ato de amor e, cabe aos professores serem 25 condutores de amor e carinho aos alunos, passar confiança para serem bons mediadores. O brincar não é e nem pode ser visto apenas como uma forma de lazer para as crianças dentro da escola. Brincar é muito mais! Para concluir essa pesquisa, deixamos essa citação de Carlos Drummond de Andrade: “Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo! Se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem. ” 26 5 REFERÊNCIAS ALMEIDA, Paulo Nunes de. Educação lúdica: técnicas e jogos pedagógicos. São Paulo: Loyola, 1995. BOMTEMPO, Edda. “Brinquedo e Educação: na Escola e no Lar”. Instituto de psicologia, USP. 2007. p.03 Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/pee/v3n1/v3n1a07.pdf Acesso em: 26/09/2019, 00:14. BRASIL. Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Ministério da Educação e do Desporto, Secretaria de Educação Fundamental. Vol.1. Brasília: MEC\SEF, 1998. CORDAZZO, Scheila Tatiana Duarte; VIEIRA, Mauro Luís. “A brincadeira e suas implicações nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento”. Estudos e pesquisas em UERJ, RJ, ANO 7, N.1,1º SEMESTRE DE 2007, p.(1-13) Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/pdf/epp/v7n1/v7n1a09.pdf. 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