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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNICARIOCA 
 
 
 
 
 
 
 
 
OS JOGOS E AS BRINCADEIRAS NO PROCESSO DE 
DESENVOLVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
DAYANE BRAGA DA SILVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2019 
1 
 
DAYANE BRAGA DA SILVA 
 
 
 
 
 
OS JOGOS E AS BRINCADEIRAS NO PROCESSO DE 
DESENVOLVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orientador: Vânia Francisca Cícero de Sá Henriques 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Rio de Janeiro 
2019.2 
Trabalho de conclusão de 
curso apresentado ao Centro 
Universitário Carioca, como 
requisito parcial pra 
obtenção do grau de 
Licenciado em Pedagogia. 
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DEDICATÓRIA 
 
Dedico este trabalho primeiramente a mim por não 
ter desistido, a minha família, minha orientadora e 
amigos, por terem acreditado em mim e por terem 
me ajudado e incentivado a jamais desistir, mesmo 
em meio a inúmeras dificuldades vivenciadas ao 
longo do curso. 
 
 
 
 
 
 
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AGRADECIMENTOS 
 
Agradeço a Deus por me dar forças nessa 
caminhada; Agradeço a minha família por acreditar 
em mim; Agradeço as minhas amigas que fiz aqui na 
instituição que sempre estiveram juntas, em especial 
a Thaina que foi um anjo; Gostaria de agradecer 
também ao meu namorado Felipe, por todas as 
vezes que teve paciência de me levar até a 
faculdade e me esperar na saída; Agradeço aos 
professores por todo ensinamento; Grata por todas 
as coisas que vivenciei na instituição. 
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5 
 
RESUMO 
 
Este trabalho teve como objeto de estudo o uso de jogos e brincadeiras no 
desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas na Educação Infantil, 
com o objetivo de Investigar a forma com que o jogo e a brincadeira 
contribuem para o desenvolvimento integral da vida do aluno. Desta forma, foi 
possível afirmar que a realização da pesquisa é de grande relevância e 
destacou-se por contribuir para que o brincar passe a ser visto e aceito como 
uma forma de ensino, de metodologia, para as crianças dentro do âmbito 
escolar. A partir das informações coletadas, foram analisados e discutidos a 
origem do brincar nas instituições, o que o brincar desenvolve, como 
desenvolver habilidades nas crianças, e como as instituições de ensino e o 
corpo docente devem se preparar para capacitar os alunos, através de um 
desenvolvimento lúdico prazeroso e eficaz. E concluiu-se que o brincar é 
capaz de oferecer um desenvolvimento integral e pleno para a criança, repleto 
de momentos marcantes para a vida. 
 
 
Palavras–chaves: jogos e brincadeiras; desenvolvimento; crianças. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
 
 
 Nº da página 
1 – INTRODUÇÃO 06 
2 – REFERENCIAL TEÓRICO 09 
3 – RESULTADOS E DISCUSSÕES 16 
4 - CONCLUSÃO 22 
5 - REFERÊNCIAS 24 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
 
 A presente pesquisa tem como tema o uso de jogos e brincadeiras no 
processo de desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas na 
Educação Infantil. É necessário entender que as brincadeiras e os jogos não 
são e nem devem ser tratados apenas como um momento de lazer para os 
discentes, tendo em vista que eles são capazes de estimular inúmeras 
habilidades em um único momento. 
O desejo de construir essa pesquisa partiu da seguinte pergunta: como 
os jogos e as brincadeiras contribuem para o desenvolvimento do docente na 
Educação Infantil? 
Essa pesquisa parte da ideia de que é por meio de jogos e brincadeiras 
que os discentes são capazes de interagir com o meio, vivenciando realidades 
trazidas para o mundo da ilusão, trabalhando a criatividade e estimulando a 
imaginação, a autoexpressão, aumentando sua percepção, sendo capazes de 
buscar soluções para conflitos sociais. Vale acrescentar que o auxílio do corpo 
docente no planejamento do brincar como forma de aprendizagem é de 
extrema importância para que os objetivos de determinada atividade seja 
alcançados. 
 
1.1 Objetivos Geral 
 
Sendo assim, o objetivo principal dessa pesquisa é investigar a forma 
em que os jogos e as brincadeiras contribuem para o desenvolvimento integral 
da vida do aluno, compreendendo que o brincar deve ser visto como um 
instrumento de trabalho do professor, no qual o mesmo deverá programar 
atividades que visem objetivos positivos para o desenvolvimento do corpo 
discente e que as instituições de ensino estejam preparadas no que diz 
respeito a disponibilidade de material, espaço e tempo para que as 
brincadeiras e os jogos sejam ministrados com êxito. 
 
1.2 Objetivos Específicos 
 
Essa pesquisa tem como função buscar a relação do jogo e da 
brincadeira no que diz respeito ao seu auxílio no processo de ensino 
8 
 
aprendizagem ou seja, como serão incluídos na rotina escolar e a forma que 
serão trabalhados, para que contribuam na formação da habilidades do 
indivíduo na fase da educação infantil. 
Tendo como segundo objetivo, verificar a organização e os recursos das 
instituições de ensino e da equipe do corpo docente quanto ao uso dos jogos e 
das brincadeiras, observando como estão inseridos no contexto escolar, se de 
fato os professores usam a brincadeira para trabalhar. Já com terceiro objetivo, 
a pesquisa busca a relevância do uso de jogos e brincadeiras como uma das 
principais ferramentas para o desenvolvimento de habilidades no âmbito 
escolar, tendo em vista que se as mesmas forem preparadas, elaboradas e 
planejadas pelo profissional de forma correta, é possível ir além do que se 
pretende alcançar com a proposta. Através do brincar, a criança visualiza 
melhor a informação/o conteúdo. 
 
1.3 Justificativa 
Este tema foi escolhido, pois, ainda nos dias de hoje, os jogos e 
brincadeiras não são bem vistos por alguns responsáveis como forma de 
aprendizagem. Muitos ainda buscam por escolas com Ensino Conteudista, 
acreditando que seja o melhor caminho para ensinar/educar seus filhos, mas, 
nem sempre acabam tendo êxito na escolha. Sendo a educação infantil um dos 
marcos mais importantes da vida escolar de um aluno, é importante que seja 
trabalhada a aprendizagem de forma mais prazerosa, misturando o real com a 
fantasia, para que sejam levados para o resto de sua vida experiências 
positivas, vividas ainda quando pequeno. E por este motivo, é importante que 
os profissionais que estejam envolvidos com a educação infantil saibam 
agregar devida importância para o ato do brincar, para as atividades lúdicas, 
sabendo explorar todos os pontos positivos de cada atividade, atendendo as 
necessidades de cada criança, sendo mediador. 
A brincadeira é essencial na vida da criança, pois está presente em tudo 
que o que vivencia, desde o momento em que nasce, quando seus pais 
brincam ao seu redor, até que em seguida começam a brincar com objetos 
macios (mordedores, por exemplo), mãos, pés ou qualquer outra coisa que 
seja capaz de prender a atenção. Logo, pode-se dizer que as brincadeiras e os 
9 
 
jogos vão se adequando a faixa etária de quem participa. No decorrer do 
tempo, as brincadeiras começam a mudar o sentido, os jogos começam a ser 
de regras, inicia-se a fase do faz de conta e, cada vez mais, essas atividades 
vão estimulando habilidades nas crianças. 
1.4 Metodologia 
Para atender a produção dessa pesquisa e os objetivos do trabalho, 
desenvolveu-se uma pesquisa do tipo bibliográfica qualitativa, que se constitui 
em um estudo apoiado em vários autores, tais como: Kishimoto (2009 e 2013), 
Vieira (2007), Cordazzo (2007), Dias (2013), Dohme (2009), Piaget (2001), 
RCNEI (1998), Wajskop (2007), entre outros para melhor fundamentação 
teórica sobreas questões que envolvem o uso de jogos e brincadeiras no 
processo de desenvolvimento na Educação Infantil. 
1.5 Organização do Trabalho 
 
Este trabalho está assim dividido: introdução, parte na qual se apresenta 
o trabalho e demonstra a sua importância; pressupostos teóricos, na qual se 
exploram as teorias que embasam o trabalho; resultados e discussões, onde se 
discute os dados coletados e os seus resultados; conclusão onde se 
apresentam as considerações finais sobre o trabalho e sobre os principais 
resultados obtidos e referências, onde são citadas as referências utilizadas no 
desenvolvimento do trabalho. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
 2.1 – A relação entre jogos e brincadeiras 
O brincar está inserido como forma de ensino desde a antiguidade 
porém, ainda nos dias de hoje, encontra-se certa resistência dos 
pais/responsáveis quando o assunto é relacionado ao brincar dentro da escola. 
Eles acreditam, em sua maioria, que o ato não irá influenciar em nada no 
desenvolvimento da criança e que ainda atrapalhará no que deveria estar 
sendo investido, que no caso é o conhecimento através de trabalhos. Assim 
afirma Gisela Wajskop (2007 apud DIAS, p. 03) em seu texto Concepções do 
brincar entre os profissionais de educação infantil: 
A brincadeira, desde a antiguidade, era utilizada como um 
instrumento para o ensino, contudo, somente depois que se rompeu o 
pensamento românico passou-se a valorizar a importância do brincar, 
pois antes, a sociedade via a brincadeira como uma negação ao 
trabalho e como sinônimo de irreverência e até desinteresse pelo que 
é sério. Mas mesmo com o passar do tempo o termo brincar ainda 
não está tão definido, pois ele varia de acordo com cada contexto, os 
termos brincar, jogar e atividades lúdicas serão usados como 
sinônimos. 
Agora, qual a diferença entre jogo e brinquedo? Os jogos podem ser 
vistos como uma mistura de regras, objetos, o resultado de um sistema 
linguístico que funciona dentro de um contexto social. Conclui-se então, que o 
jogo depende da linguagem em cada contexto social. As línguas serão como 
fonte de expressão. Os jogos são movidos de regras e podem ou não utilizar 
de um objeto para ser um jogo. 
De acordo com Kishimoto (2011, p.34), em seu livro Jogo, brinquedo e 
brincadeira e a educação, o jogo assume imagem e sentido que lhe é dado em 
cada sociedade. É através desta mudança que percebemos que, dependendo 
da época e do lugar, os jogos podem carregar significados diferentes, diversas 
nomenclaturas, variando também de acordo com a cultura. E, para cada 
cultura, um brinquedo ou brincadeira toma um significado diferenciado, por 
exemplo: crianças europeias enxergam a boneca como um brinquedo enquanto 
as indígenas enxergam como símbolo religioso. Jogos de construção são de 
livre manejo das peças para que seja construído um novo mundo pela criança. 
Ao construir, transformar e destruir, a criança demonstra seus problemas, 
11 
 
permitindo um diagnóstico de dificuldades de adaptação, por terapeutas. 
Através dos jogos de construção, as crianças criam temas para suas 
brincadeiras: constroem casas, móveis e cenários, e usam como base as 
atividades simbólicas. Esses são considerados de extrema importância pois é 
através deles que as crianças agregam a experiência sensorial, estimulando a 
criatividade e desenvolvendo habilidades. 
Ainda em seu livro Jogo, brinquedo e brincadeira e a educação, 
Kishimoto (2011 p.35) afirma também que o brinquedo é capaz de estimular a 
representação, a expressão de imagens, a imaginação. Ele é capaz de 
representar algumas realidades e colocar a criança na presença de 
reproduções do que podem viver no dia a dia. É considerável dizer até que um 
dos objetivos do brinquedo é entregar à criança uma substituição de objetos 
reais, para que eles possam manuseá-las. Já a brincadeira é uma ação em que 
a criança exerce agregando regras do jogo, se aprofundando na ludicidade. 
Logo, brinquedo e brincadeira estão relacionados diretamente à criança e não 
se confunde com jogo. 
Segundo Jean Piaget(1978) diz em seu texto A formação do símbolo na 
criança, o jogo é dividido em três maneiras: jogos simbólicos, fazem a criança 
relembrar o aprendido, executando a representação; jogos de exercícios, pela 
qual a criança irá repetir inúmeras vezes um determinado momento apenas por 
ter apreciado a atividade/o acontecimento; e os jogos de regras, que vão 
passando de criança para criança que vai aumentando as dificuldades de 
acordo com as avanços de cada um. 
O que podemos observar através das pesquisas feitas por teóricos como 
Vygotsky e Piaget, é que comprovam a existência de uma ligação entre o jogo 
e a aprendizagem, tendo influência na formação geral da criança. Existe um 
contraste entre jogo e educação. O jogo, quando livre, não encaixa com a ação 
de busca de resultados de processos educativos. 
 
2.2 – As instituições, o corpo docente e o brincar 
 
A atividade que se predomina durante o período da infância é o brincar. 
Seja qual for o tipo de brincadeira ou o brinquedo que a criança estiver 
utilizando no momento, mesmo que não seja intencionalmente, estará 
12 
 
trabalhando um aspecto na criança, seja ele cognitivo, emocional, motor, entre 
outros. O brincar pode ser utilizado como uma excelente ferramenta para o 
desenvolvimento infantil, estimulando déficits e barreiras que vão surgindo em 
alguns aspectos desenvolvimentais. Para isso, a equipe de profissionais que 
for trabalhar com essas crianças, devem sempre atentar-se ao 
desenvolvimento global e não suspender aspectos isolados (barreiras, 
travamentos, medos), pois é através deles que deverá ser trabalhado. A forma 
com que irão intervir no decorrer da brincadeira destinará seu objetivo e o que 
a mesma irá desenvolver, assim diz Edda Bomtempo (2007, p.42): 
A intervenção do professor deve revitalizar, clarificar, explicar o 
brincar e não dirigir as atividades, pois quando a brincadeira é dirigida 
por um adulto com um determinado objetivo ela perde o seu 
significado, lembrando que a brincadeira deve possuir um fim em si 
mesma. 
 
Portanto, Bomtempo(2007) nos alerta sobre a utilização de jogos e 
brincadeiras nas escolas como forma de ensino. É necessário que as 
instituições de ensino e a equipe de docentes estejam preparadas para realizar 
essa atividade. A escola precisa oferecer recursos e espaço para que sejam 
realizadas as atividades como forma de lazer e os professores precisam estar 
aptos para utilizar os recursos e materiais para elaborar atividades propostas 
voltadas também para o conteúdo dado em aula (de acordo com o plano de 
aula). 
Para Vania Dohme (2009, p.56) é de extrema importância que o 
educador conheça e valorize as habilidades de seus alunos, criando 
possibilidades para que ele as desenvolva , potencialize e harmonize. Isso irá 
contribuir na forma com que o aluno irá aprender. Os jogos e brincadeiras 
podem vir a possibilitar a convivência com habilidades diversas. Elas podem 
vir a atender às crianças com diversas habilidades. Através da divergência dos 
objetivos, cada um irá encontrar o que melhor se adequa as suas 
características, criando chances de exercitá-las, aprimorá-las e até descobri-
las. 
Algumas atividades, por mais simples que pareçam ser, são capazes de 
trabalhar diversas noções nos alunos. Se a proposta do dia for, por exemplo, 
fixar as consoantes aprendidas até o momento, pode-se usar a brincadeira da 
Amarelinha. Através dela, o professor pode trabalhar não só o 
13 
 
conhecimento/reconhecimento das consoantes, mas também o equilíbrio, 
raciocínio, coordenação motora. Já em um jogo de Pique alto, o professor pode 
trabalhar a percepção visual, coordenação motora, lateralidade, equilíbrio, 
percepção espacial, trabalho em equipe, etc. Além disso, as dinâmicas com 
brincadeiras e jogos são capazes de despertarnos alunos o interesse nas 
atividades propostas, além de proporcionar prazer, fazendo-os interagir com o 
meio em que convivem dentro da instituição de ensino que frequenta. 
Os alunos passam um longo tempo dentro da escola no seu dia a dia. 
Sabe-se que é de responsabilidade da instituição de ensino educar e integrar 
os alunos, mediando-os para uma melhor convivência com o meio. Esta 
afirmação consta no Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil 
(1998, p.23): 
 
 Educar significa portanto, propiciar situações de cuidados, 
brincadeiras e aprendizagens orientadas de forma integrada e que 
possam contribuir para o desenvolvimento das capacidades infantis 
de relação interpessoal, de ser e estar com os outros em uma atitude 
básica de aceitação, de respeito e confiança, e o acesso, pelas 
crianças, aos conhecimentos mais amplos da realidade social e 
cultural. 
 
Podemos dizer então que as instituições são de extrema importância 
para o desenvolvimento do indivíduo e que através do planejamento escolar 
incluindo o uso de jogos e brincadeiras na rotina, os alunos serão estimulados 
de forma positiva e terão motivação para realizar as atividades pois sentirão 
prazer em fazê-las. 
Quando se lida com o interesse do discente, é necessário se trabalhar 
de forma respeitosa, e que não é pelo motivo dele ser menor ou adquirir uma 
menor possibilidade de argumentar que será menor a sua dignidade ou que 
deverá ser levado com menor importância. Para que o aluno desperte o 
interesse, necessita-se mais do que artifícios e argumentos. É necessário 
atitude presente no educador, e o mais importante: amor! 
 
2.3 O uso dos jogos e das brincadeiras no âmbito escolar para o 
desenvolvimento da criança. 
O uso de brincadeiras e brinquedos na educação infantil vai muito além 
de só proporcionar momentos de lazer para os discentes, como aborda o 
14 
 
Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil. Quando o docente dedica 
um tempo para elaborar uma brincadeira de acordo com o planejamento, que 
se adeque ao plano de aula e que se adapte as necessidades da turma e de 
seus alunos, a brincadeira deixa de ser somente um momento de descontração 
e passa a ser um conteúdo que irá trabalhar diferentes aspectos nos alunos, 
podendo variar dos aspectos emocionais, sociais, cognitivos, entre outros. O 
ato de brincar também pode trabalhar conceitos, estimular a imaginação, 
mudar comportamento, ensinar a esperar e a seguir regras. 
Elaine Dias (2013, p.12), no artigo “Jogos e avaliação no processo 
ensino-aprendizagem: uma relação possível”, acredita que é possível, através 
do brincar, a criança interagir com o meio, fazendo-a ter uma vivência humana 
plena, tornando mais fácil sua vivência no ambiente familiar, na sociedade, com 
seus amigos, dentro ou fora da escola e, no futuro também no seu ambiente de 
trabalho. Ressalta ainda que com o brincar, aprendem-se os valores, conceitos, 
a não criar pré-conceitos. É neste momento, em que se concreta o caminha 
singular das crianças. Os responsáveis e as instituições de ensino devem levar 
o brincar com seriedade, pois ele é parte fundamental na vida do ser humano. 
De acordo com o Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil 
(RCNEI, 1998): 
O principal indicador da brincadeira, entre as crianças, é o papel que 
assumem enquanto brincam. Ao adotar outros papéis na brincadeira, 
as crianças agem frente à realidade de maneira não-literal, 
transferindo e substituindo suas ações cotidianas pelas ações e 
características do papel assumido, utilizando-se de objetos 
substitutos. 
 
Fernando Barroco Zanluchi (2005, p.89) em seu texto brincar e o criar: 
as relações entre atividade lúdica, desenvolvimento da criatividade e 
Educação, completa que: “Quando brinca, a criança prepara-se para a vida, 
pois é através de sua atividade lúdica que ela vai tendo contato com o mundo 
físico e social, bem como vai compreendendo como são e como funcionam as 
coisas.” 
Os jogos e as brincadeiras são atividades que proporcionam prazer às 
crianças que a estão praticando e porque não conseguir que seja prazeroso 
também o processo de ensino-aprendizagem através do uso dessas 
ferramentas. Os trabalhos realizados dentro da escola, tendo os jogos sendo 
15 
 
usados de forma recreativa, ajudarão na evolução do discente, aprendendo a 
ter domínio do seu corpo, aprimorar suas capacidades e habilidades, driblar 
obstáculos e as dificuldades que encontrar pelo caminho. 
De acordo com Vygotsky (1984,p.97): 
A brincadeira cria para as crianças uma “zona de desenvolvimento 
proximal” que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual 
de desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver 
independentemente um problema, e o nível atual de desenvolvimento 
potencial, determinado através da resolução de um problema sob a 
orientação de um adulto ou com a colaboração de um companheiro 
mais capaz. 
 
É de fundamental importância notar que, através dos jogos e 
brincadeiras, as crianças são capazes de explorar um mundo fictício, deixando 
parecer um certo amadurecimento, pois uma vez que a criança brinca de faz de 
conta com algo que é inserido na fase adulta, isso permite que criem 
experiências, permitindo então uma mudança em seu comportamento, sendo 
essa geralmente positiva. 
O Referencial Curricular Nacional da Educação Infantil (RCNEI, 1998 
p.22) diz: 
 
 O fato de a criança, desde muito cedo, poder se comunicar por meio 
de gestos, sons e mais tarde representar determinado papel na 
brincadeira faz com que ela desenvolva sua imaginação. Nas 
brincadeiras as crianças podem desenvolver algumas capacidades 
importantes, tais como a atenção, a imitação, a memória, a 
imaginação. Amadurecem também algumas capacidades de 
socialização, por meio da interação e da utilização e experimentação 
de regras e papéis sociais. 
 
Ao brincar, a criança consegue refletir sobre sua realidade, expor 
sentimentos e, muitas das vezes, acabam até por deixar transparecer situações 
que passaram ou estão passando: angústia, tristeza, medo, felicidade, desejos. 
É através do brincar também que a criança organiza seus conceitos, distingui 
suas ideias e percepções e, consegue se socializar cada vez mais. O brincar 
acontece de forma natural e totalmente espontânea, mas de grande 
necessidade, até porque o brincar é um direito de todos. Logo: 
 
 Brincar constitui-se, dessa forma, em uma atividade interna das 
crianças, baseada no desenvolvimento da imaginação e na 
interpretação da realidade, sem ser ilusão ou mentira. Também 
tornam-se autoras de seus papéis, escolhendo, elaborando e 
colocando em práticas suas fantasias e conhecimentos, sem a 
16 
 
intervenção direta do adulto, podendo pensar e solucionar problemas 
de forma livre das pressões situacionais da realidade imediata 
(BRASIL, 1998, p.23). 
 
Contudo, podemos dizer que o brincar não é somente diversão, mas é também 
um conjunto de contribuições para o desenvolvimento geral da criança. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
17 
 
3 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
 
3.1 A importância do brinquedo, da brincadeira e dos jogos na Educação 
Infantil 
Diante do que foi pesquisado nos referenciais teóricos, Wajskop (2007) 
diz que desde muito tempo atrás os jogos já eram utilizados como forma de 
ensino, mas que ainda não era bem aceitável e, acreditavam que o brincar 
como ferramenta de ensino nas instituições era um meio de interessar ao que 
consideravam coisa séria. Apenas após o período romântico é que se tornou 
mais aceitável e bem visto como ferramenta de ensino. 
Neste sentido, podemos dizer que, mesmo após tanto tempo, ainda é 
possível encontrar certo desconforto dos pais quando oassunto é o brincar 
dentro das escolas, pois talvez para eles a melhor e mais eficaz forma de se 
aprender seja através de trabalhos escritos em livros e cadernos. Mas, através 
do brincar, a criança consegue um desenvolvimento integral. 
Segundo Toledo (2008, p.12): 
“Ao considerar as brincadeiras das crianças como algo que atrapalha 
a aprendizagem, a escola começa a separar os momentos que são 
para “aprender” dos que são para “brincar”. Por que esses momentos 
precisam ser separados?” 
 
Sabemos que a vontade de muitos responsáveis é que, no ambiente 
escolar, estivesse apenas envolvido materias didáticos, sem que houvesse o 
brincar como facilitador de aprendizagem. Não há necessidade de encarar as 
brincadeiras como forma negativa na educação. 
Visando explicar a diferença entre jogos e brinquedos, Kishimoto (2011) 
diz que os jogos e as brincadeiras podem variar de acordo com a sociedade e 
a época em que é praticado, podendo alterar nome, regras e também sentido. 
Já o brinquedo, trata-se de um objeto que é capaz de fazer com que as 
crianças retratem o que vivem na vida real, transformando em brincadeira e 
retratando histórias. 
18 
 
Desta forma, observamos que o brincar acompanha gerações e é 
passado da forma que os pais, tios, avós possam ter brincado, pois é a cultura 
da família ou do ambiente em que vivem. Enquanto o brinquedo pode mostrar 
muito sobre a realidade de criança, podendo-se descobrir problemas que a 
criança possa estar passando em casa, na escola ou em qualquer outro 
ambiente que ele possa conviver. É natural que as crianças repitam ações que 
presenciam ou vivenciam e, é importante que um educador se atente as 
brincadeiras para que saiba resolver situações problemas caso elas venham a 
acontecer. 
Já para Piaget (1978), os jogos, no contexto escolar, são divididos em 
três partes: simbólicos, de exercícios e os de regras, tendo como função, 
respectivamente, primeiro: fazer com que a criança coloque em prática o que 
aprendeu; segundo: realizar uma mesma atividade inúmeras vezes pois a 
mesma lhe proporcionou satisfação; terceiro: jogos que vão passando de 
criança para criança e, com isso, pode ir aumentando a dificuldade, isto é: a 
criança pode alterar as regras ou as coordenadas da atividade para tornar ela 
mais difícil e para que não acabem se acostumando com a brincadeira. Ao 
ajustar as regras, as brincadeiras estarão sempre diferentes e isso poderá dar 
mais entusiasmo na criança para brincar. 
Deste modo, podemos dizer que é de extrema importância a interferência 
do corpo docente nas brincadeiras e nos jogos, que ele participe ativamente 
desses momentos com os alunos e que demonstre sempre felicidade nas 
atividades realizadas juntamente com as crianças. 
Complementando as ideias acima, apresentamos o conceito de DIAS 
(2013) onde conclui que: “o lúdico viabiliza uma série de aprimoramentos em 
diversos âmbitos dos desenvolvimentos, cognitivo, motor, social e afetivo”. 
Portanto, é a partir do brincar que se cria, descobre, experimenta, desenvolve a 
criatividade, etc. O lúdico possibilita momentos prazerosos, a manifestação de 
comportamento e a compreensão de regras. Facilita a ampliação da área 
intelectual, deixando evidente suas emoções e passa a possibilitar resultados e 
incentivar um progresso na vida da criança. 
 
19 
 
3.2 A falta de recursos nas instituições e disponibilidade/tempo do corpo 
docente 
Sabemos que grande parte das instituições de ensino fala com frequência 
da importância do brincar, porém pouco se preocupam com as maneiras na 
quais serão trabalhadas essas brincadeiras. Boa parte dessas instituições não 
disponibilizam materiais, espaço, tempo, mas cobram o brincar de forma 
prazerosa para ambas as partes. 
De acordo com o RCNEI (1998), educar é permitir situações de cuidado, 
brincadeiras e aprendizagens, que irão contribuir para o desenvolvimento das 
capacidades infantis. 
Deste modo, podemos dizer que precisamos tratar com respeito o 
interesse e as vontades das crianças, criando possibilidades para que todos os 
alunos interajam de forma mútua, sendo mediador das atividades que devem 
ser planejadas anteriormente para que não desvalorize o papel didático do 
brincar. 
Do mesmo modo, Dohme (2009) diz que o professor precisa conhecer as 
habilidades dos seus alunos e trabalhar para valorizá-las assim, ele estará 
contribuindo com a forma na qual o aluno estará aprendendo pois, através dos 
jogos e das brincadeiras, as crianças estarão lidando com inúmeras outras 
crianças, descobrindo as suas habilidades e contornando as suas dificuldades. 
Para conhecer as habilidades de seus alunos, o educador torna-se 
responsável pela elaboração do plano de aula, que é o principal instrumento de 
trabalho do professor. Para tanto, é necessário primeiramente entender e 
trabalhar, com seriedade, os jogos e brincadeiras como forma de ensino e 
associá-los com os conteúdos dados na semana, para uma melhor fixação 
como também estimular ao prazer de se divertir na criança. É necessário 
também em alguns casos, usar a criatividade para elaborar brincadeiras, 
adequando-as, quando não há condições/espaços para colocar em prática o 
que foi mencionado no plano de aula. 
20 
 
Para reafirmar, SALOMÃO, MARTINI e JORDÃO (2007), abordam em seu 
artigo, A importância do lúdico na educação infantil, que é enfocando a 
brincadeira e as situações de ensino não direcionado que: 
“Os jogos educativos com fins pedagógicos revelam a sua 
importância em situações de ensino-aprendizagem ao aumentar a 
construção do conhecimento, introduzindo propriedades do lúdico, do 
prazer, da capacidade de iniciação e ação inativa e motivadora, 
possibilitando o acesso da criança a vários tipos de conhecimento e 
habilidades.” 
Com isso, podemos afirmar que quando o jogo e/ou a brincadeira é visto 
com real importância e de fato usado como ferramenta de trabalho do professor 
para auxiliar no processo de ensino aprendizagem de seus alunos, o esperado 
é que os alunos consigam desenvolver de forma ampla todas as habilidades 
possíveis, estimulando sensações e ampliando seus conhecimentos sobre o 
mundo e sobre si mesmo. 
Entende-se então que educar é uma ação que precisa ser planejada para 
que seja capaz de proporcionar ao discente felicidade e torná-lo conhecedor do 
que o rodeia. Mas para isso, é necessário ser conhecedor do meio em que a 
criança está inserida e trabalhar em cima da vivência de cada um, respeitando 
as diferenças. Almeida (1995) diz que: 
“A educação lúdica contribui e influencia na formação da criança, 
possibilitando um crescimento sadio, um enriquecimento permanente, 
integrando-se ao mais alto espírito democrático enquanto investe em 
uma produção séria do conhecimento. A sua prática exige a 
participação franca, criativa, livre, crítica, promovendo a interação 
social e tendo em vista o forte compromisso de transformação e 
modificação do meio.” 
 
Ao brincar, a criança é capaz de descobrir-se, explorar seus medos, 
confrontar problemas e encontrar soluções para resolvê-los. Brincando, a 
criança organiza seus pensamentos e ideias, mobiliza esquemas mentais, 
integra várias dimensões de personalidade, de afeto, motora, social, sensitiva, 
cognitiva. 
 
21 
 
3.3 O brincar como forma de desenvolvimento dentro e fora do âmbito 
escolar 
Segundo o que dizem Cordazzo e Vieira (2007) no artigo A brincadeira e 
suas implicações nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento: 
“O brincar é a atividade predominante na infância e, vem sendo 
explorado no campo científico, com o intuito de caracterizar as suas 
peculiaridades, identificar as suas relações com o desenvolvimento e 
com a saúde e, entre outros objetivos, intervir no processo de 
educação e de aprendizagem das crianças.” 
 
Durante a infância, a principal atividade é o brincar, não só pela 
assiduidade do brincar, mas, basicamente pela intervenção que realizano 
processo de desenvolvimento da criança. Com atividades lúdicas, as crianças 
encontram ligações que já existem entre os homens, e ainda adquire a função 
de analisar habilidades e confrontá-las com de outras crianças. Através das 
brincadeiras, permite-se a apropriação de códigos culturais e papéis sociais. 
 
Cordazzo e Vieira (2007, p.11), no artigo “A brincadeira e suas 
implicações nos processos de aprendizagem e de desenvolvimento” acreditam 
que enquanto bebês, as primeiras brincadeiras são de observar e, em seguida, 
tocar em objetos. Essa atividade leva aos bebês conhecer e explorar seu meio 
através dos órgãos dos sentidos. Quando a criança desenvolve a fala, jogos de 
exercícios vão sendo substituídos por jogos representativos, o faz de conta. Ao 
término dessa fase, as crianças começam a recusar os jogos simbólicos, pois 
passam a ficar próximos demais ao real. Os jogos representativos perdem a 
essência e se tornam uma imitação do real. Logo, começam então os jogos de 
regras. Essa fase costuma ser por volta dos 6 anos de idade e dura até a 
adolescência. 
 
Para que este processo de desenvolvimento na infância a partir das 
brincadeiras ocorra, trazemos a concepção de Dias (2013), onde afirma que 
precisa existir uma relação afetiva entre escola X família X aluno para 
evidenciar as vantagens do lúdico na educação infantil, e essa relação vai além 
de proporcionar prazer, também desenvolve habilidades físicas, motoras, 
cognitivas, etc. 
 
22 
 
É necessário que exista uma supervisão às brincadeiras dentro e fora da 
escola e, CARNEIRO E DODGE (2007, apud DIAS, 2013 p. 8), afirmam que: 
“Ao estimular as crianças durante a brincadeira, os pais tornam-se 
mediadores do processo de construção do conhecimento. Também, 
ao brincar com os pais, as crianças podem se beneficiar de uma 
sensação de maior segurança e liberdade para exploração, além de 
se sentirem mais próximas e mais bem compreendidas, o que pode 
contribuir para o melhor desenvolvimento de sua autoestima e 
independência.” 
 
Desta forma podemos dizer que, fora da escola, o brincar, além de 
facilitar a afetividade entre parentes, permite ainda que seja construída a 
autoestima, colaborando para com as habilidades motoras e cognitivas de 
forma prazerosa e sem que seja maçante. 
 
Outra abordagem se faz necessária para a análise desse contexto, de 
acordo com Vygotsky (1984, p.97): 
“A brincadeira cria para as crianças uma “zona de desenvolvimento 
proximal” que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual 
de desenvolvimento determinado pela capacidade de resolver 
independentemente um problema, e o nível atual de desenvolvimento 
potencial, determinado através da resolução de um problema sob a 
orientação de um adulto ou com a colaboração de um companheiro 
mais capaz.” 
 
Então podemos dizer que, através do brincar, a criança imitará 
experiências vividas em seu cotidiano, por meio da imaginação. Isso 
representará as brincadeiras de faz de conta, onde a amiguinha é mãe, outra é 
filha, pedrinha se torna arroz, e assim em diante. 
 
Como já citamos incontáveis vezes na pesquisa, são inúmeros os 
benefícios que o brincar pode trazer para a vida de uma criança. Ao ter uma 
infância inserida em um ambiente com brinquedos e formas de brincar 
saudáveis, a criança se tornará leve, feliz, criativa, espontânea, saberá ter um 
bom convívio com o meio em que a rodeia, ampliará seus laços fraternais e 
facilitará no seu desenvolvimento escolar. 
As brincadeiras, tanto as de rua, quanto as inseridas no planejamento 
escolar estarão desenvolvendo diversas habilidades na vida do educando.. É 
possível dizer ainda que todo mundo deveria dedicar, ao menos, 30 minutos do 
23 
 
dia para brincar, se proporcionar prazer, da criança ao adulto, para facilitar nos 
problemas encontrados no dia a dia “grifo nosso”. 
 
Finalizando esta análise, Toledo (2008, p.12) deixa esse questionamento: 
 
“Por que as crianças precisam deixar de brincar para serem 
transformados no adulto? Por que o adulto não pode brincar?”. 
Quando o adulto brinca, ele se renova. E, ao brincar com uma 
criança, trocará experiências inigualáveis, fazendo registros e marcos 
importantes na vida desta criança”. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4 CONCLUSÃO 
 
Com essa pesquisa, buscamos trazer a importância do uso dos jogos e 
das brincadeiras no desenvolvimento da criança, principalmente no processo 
da educação infantil. 
Desde muitos anos os jogos e as brincadeiras passaram a ser utilizados 
de forma educativa e vem apresentando bons resultados, sendo facilitadores 
de um desenvolvimento pleno de forma lúdica e prazerosa. Porém, ao 
observarmos todo o discurso sobre o brincar dentro das instituições de ensino, 
pudemos ver que muito foi banalizado. Não que ainda não seja visto com maus 
olhos, mas em dias atuais, se tornou mais aceitável. 
Mas, para que o brincar ocorra de forma educativa, é necessário que as 
instituições de ensino ofereçam disponibilidade de tempo, espaço e também 
recursos diversos para que as atividades aconteçam. É necessário também 
que o educador saiba ser mediador e elaborar propostas onde ele consiga criar 
objetivos a fim de identificar as capacidades e limitações dos seus alunos. 
O brincar, quando estimulado de forma correta, é capaz de desenvolver 
os aspectos físicos, motores, sociais e cognitivos, ainda estimulando 
a capacidade de resolver problemas, a autoconfiança, concentração, atenção, 
desenvolve sua linguagem verbal ou não verbal, a perspectiva criadora, 
melhoram o relacionamento, aprendem a ser solidárias, imaginação, 
criatividade, aprendendo a conhecer regras e a respeitá-las. 
Cabe ao professor desenvolver brincadeiras que facilitam aos discentes a 
entenderem as questões de noções de espaço, posição, de grandeza, de 
quantidade, de números, vogais, etc. 
Logo, concluímos que a nossa pesquisa visa afirmar que o brincar é de 
extrema importância no desenvolvimento da criança e que deve ser tratado 
com seriedade tanto para os responsáveis, quanto para as instituições de 
ensino e para os professores que lidaram com essas crianças. Podemos 
afirmar que educar é um ato de amor e, cabe aos professores serem 
25 
 
condutores de amor e carinho aos alunos, passar confiança para serem bons 
mediadores. O brincar não é e nem pode ser visto apenas como uma forma de 
lazer para as crianças dentro da escola. Brincar é muito mais! 
Para concluir essa pesquisa, deixamos essa citação de Carlos Drummond 
de Andrade: “Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo! Se é triste 
ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em 
salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem. ” 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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PIAGET, Jean. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: 
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SALOMÃO, Hérica Aparecida Souza; MARTINI, Marilaine; JORDÂO, Ana 
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ZANLUCHI, Fernando Barroco. O brincar e o criar: as relações entre 
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