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MITOS
Mito é uma narração tradicional utilizada para explicar fenômenos da vida cotidiana.
• Mitos cosmogônicos: Narrativas que explicam o surgimento do mundo. Exemplo: Mito egípcio de Nun
• Mitos escatológicos: Mitos que projetam como o fim do mundo ocorrerá. Exemplo: O Ragnarök,mito nórdico
• Mitos teogônico: Relatam a formação e o surgimento dos deuses. Exemplo: Cronos, Zeus e seus irmãos, mito grego;
• Mitos épicos: Narrativa de deuses ou semi-deuses em que suas trajetórias cheias de fatos heróicos e que carregam lições de moral. Exemplo: As Amazonas, mito grego.
FILOSOFIA
O QUE É? A filosofia é a maneira grega de questionar e refletir sobre a realidade.
A filosofia surge como uma forma racional de pensar e obter conhecimento por meio da argumentação. 
Origem da Filosofia
· Grécia, por volta do século VI a.C. 
· Outras civilizações antigas, como a indiana, chinesa e
· africana, também refletissem sobre questões humanas, mas mantinham vínculos com a fé.
· Credita-se à Grécia porque seus pensadores passaram a usar exclusivamente a razão para buscar respostas sobre a existência e o mundo.
“filosofia”
Grego phílos + sophía
Phílos = filiação, amizade
Sophía = sabedoria
Etimologicamente, filósofo é o ‘amigo da sabedoria’, ou seja, alguém que busca o saber verdadeiro e o conhecimento.”
FILOSOFIA X MITOLOGIA
Mitologia: narra histórias para persuadir por meio da crença.
Filosofia: convence por meio da argumentação lógica.
· A limitação da mitologia levou à busca por explicações racionais, marcando a transição do senso comum para o pensamento filosófico.
· O pensamentos filosófico não substituiu completamente a mitologia. 
· Ambas as formas de explicar o mundo coexistiram e, em alguns locais, ainda coexistem.
· O conceito de filosofia carrega um teor científico e experimental.
PERÍODO PRÉ-SOCRÁTICO (6 A.C e 6 D.C)
· Os pré-socráticos buscavam explicar a natureza.
Observavam a natureza para buscando explicar a origem do mundo. 
ARCHÉ: substância principal do universo que dava origem a todas as outras coisas e estava presente em tudo. 
COSMOLOGIA: estudos dos pré-socráticos e sua relação com a natureza.
 FILÓSOFOS PRÉ-SOCRÁTICOS (Pensadores Clássicos)
1. Tales de Mileto (640-548 a.C) – Primeiro filósofo, iniciou o pensamento racional para a explicar o universo. Para Tales, a água era a substância primordial de tudo que está vivo e sem ela só resta a morte.
2. Heráclito (544-484 a.C) – “Não nos banhamos duas vezes 
no mesmo rio” para ele, tudo está em constante movimento. Assim, “tudo flui, nada permanece, a mudança das coisas é constante e eterna” .
3. Pitágoras (século 6 a.C.) – considerava que o número como sendo a substância que estaria presente em todos os seres. Para ele, as proporções numéricas harmoniosas entre os seres era o que regia o universo. 
Os gregos consideraram que este era o nascimento da matemática..
4. Parmênides (544-450 a.C) – Aprofunda-se na existência do ser, rompendo com os filósofos anteriores que se questionavam a respeito da natureza. Para ele, o ser é tudo que existe, é imutável, atemporal e indestrutível e, aquilo que muda é o não ser, o que não existe, pois a mudança provoca deixar de ser o que era para tornar-se aquilo que ainda não é.
Como podemos observar, Heráclito e Parmênides possuem teorias opostas. Enquanto Heráclito enfatiza que tudo está em constante mudança e transformação (mobilismo), Parmênides, adepto da Filosofia 
PERÍODO SOCRÁTICO (5 E 4 A.C)
Época marcada pelas contribuições de Sócrates para a filosofia clássica, que foi implementada, logo após, por Platão e Aristóteles. 
SÓCRATES (470 A.C. E 399 A.C)
· Sócrates, nasceu em uma família pobre, filho de uma mãe parteira e um pai artesão.
· Sócrates foi militar e lutou, inclusive, na guerra do Peloponeso.
· Não possui obra escrita conhecida; podemos comprovar seus métodos a partir dos escritos de Platão.
· Era propósito de seus ensinamentos evidenciar o debate oral, presencial. 
· Em 399 a.C., Sócrates foi acusado de desobedecer às tradições e corromper a juventude. Por isso, ele foi condenado à morte por envenenamento, tomando “cicuta”.
· Sócrates não creditava a si a sabedoria, mas dizia que ela estava disponível a todos que a buscassem. 
· A frase “só sei que nada sei”, denota o paradoxo de que a verdadeira sabedoria vem da constatação da falta do saber.
· “Conhece-te a ti Mesmo”. É preferível importar-se em conhecer a sua “alma”, seu interior, que as coisas materiais, visando evolução da dimensão racional e ética do ser humano.
Sócrates aplicava os seguintes métodos:
• Dialética: Provocar o diálogo por meio de questionamentos;
• Ironia: Possibilitar ao interlocutor a percepção das contradições nas suas próprias opiniões;
• Refutação: Apontar a falta de saber ou consistência em uma posição, desafiando-a para um raciocínio mais aprofundado;
• Maiêutica: Ensinar por meio de indagações.
OS SOFISTAS (SÉCULOS 5 E 4 A.C)
Diferentemente dos pré-socráticos e dos filósofos gregos da época, os sofistas estavam mais preocupados com a arte de falar bem do que com o conteúdo do diálogo em si, ou seja, argumentar ou saber argumentar – a retórica. 
Socrátas x Sofistas
Sócrates e seus discípulos contrapunham-se ao método sofista. A crítica trata-se que o ensinamento sofístico limita-se a uma mera habilidade argumentativa que visa a convencer o oponente daquilo que diz, mas não leva ao verdadeiro conhecimento. (Platão e Aristóteles não consideravam os sofistas como filósofos).
 A consequência disso era que, devido à influência dos sofistas, as decisões políticas na Assembleia Estavam sendo tomadas não com base em um saber, ou na posição dos mais sábios, mas na dos mais hábeis em retórica,
PLATÃO (427 A.C.-347 A.C.)
· Platão nasceu em Atenas, filho de pais ricos Aristocratas.
· Foi seguidor de Sócrates e aprendeu muito com ele.
· Fundou uma Escola de filosofia, conhecida como “Academia de Platão”, que “foi a primeira instituição grega de nível superior
· Diferentemente de Sócrates, Platão não se fixa apenas no campo moral, mas volta ao debate com os sofistas e pré-socráticos a respeito de ontologia, teoria do conhecimento, cosmologia e metafísica.
Foi responsável pela escrita de A República (por volta de 375 a.C), que relata um diálogo de Sócrates sobre a busca da definição de justiça. A Alegoria da Caverna, descrita na obra em forma de um diálogo entre Sócrates e Glauco, evidenciou discussões históricas e atuais sobre alienação.
TEORIA DAS IDEIAS 
É o nome destinado ao principal pensamento desse autor, o qual pressupõe que a razão teria dificuldades em alcançar o esclarecimento devido às deformações dos sentimentos. Desse modo, Platão divide a realidade em dois campos: o mundo sensível (concreto), em que reside a matéria e tudo que é percebido pelos sentimentos e o mundo das ideias (inteligível), em que é possível identificar as ideias puras e inatas que proporcionam o verdadeiro conhecimento.
PERÍODO SISTEMÁTICO (4 A.C A 3 A.C)
Aristóteles, principal nome da filosofia sistemática, rompeu com o mundo das ideias de Platão direcionando seus estudos na realidade concreta a partir da observação dos fenômenos buscando a causa das coisas. Por meio da observação, Aristóteles trouxe diversas contribuições para a física, gastronomia, ética, política, arte, entre outros.
o principal objetivo da filosofia sistemática é reunir e sistematizar os conhecimentos, as produções dos filósofos gregos até aquela época com intuito de estabelecer a filosofia como “o conhecimento da totalidade dos conhecimentos e práticas humanas”.
· Aristóteles estudou na Academia de Platão, tornando-se um de seus principais discípulos. 
· Após a morte de seu mestre, Aristóteles se torna o preceptor do futuro Imperador da Macedônia, Alexandre, O Grande. 
· Aristóteles inaugurou o Liceu, uma escola ambulante, que se situava ao ar livre. Ali, ele instigava seus alunos relacionar-se com o mundo natural.
Quatro causas de Aristóteles: 
· Causa material: De que é feita a coisa?
· Causa formal: O que dá forma à coisa?
· Causa eficiente:O que fez a coisa?
· Causa final: para que serve a coisa?
Uma das grandes contribuições de Aristóteles para a ciência atual foi a divisão dos conhecimentos em três áreas principais: o saber teórico, o saber prático e o saber produtivo.
Saber prático (práxis): estudo das ações humanas. Exemplo: a ética e a política. 
Saber produtivo (poietica): engloba as ciências que se destinam à produção de algo como a medicina, que produz saúde, e a agronomia, que produz alimentação.
Saber teórico (theoreticus): busca compreender a realidade por meio da contemplação e da razão, sem necessariamente visar aplicação prática imediata. Divide-se em Naturais: Física e Matemática; e Divinas: Teologia.
PERÍODO HELENÍSTICO (3 A.C A 6 D.C)
O Período Helenístico foi marcado pela propagação generalizada da cultura grega para o Oriente Médio, Ásia e parte do Mediterrâneo devido às conquistas de Alexandre, o Grande.
PRINCIPAIS ESCOLAS FILOSÓFICAS PERÍODO HELENÍSTICO
ESTOICISMO: aceitação do destino e busca da virtude como caminho para a felicidade. O autocontrole, a firmeza de espírito, o pensar racional e a submissão à ordem natural das coisas. Fundada por Zenão de Cítio.
EPICURISMO: defesa e busca pelo prazer, sobretudo o mental, de forma moderada e pela calmaria como parte da jornada para a felicidade com o propósito de alcançar a ataraxia (tranquilidade da alma) e a aponia (ausência de dor física). Fundada por Epicuro.
CINISMO: Evidência da vida simples, em concordância com a natureza e com a virtude sem posses, sem convenções sociais e renunciando aos prazeres. Fundada por Antístenes.
CETICISMO: Defende a ausência do julgamento (epoché) e da incerteza onde o caminho do saber passava pela renúncia e pela aceitação da incerteza do conhecimento absoluto. Foi liderada por Pirro de Élis.
FILOSOFIA MEDIEVAL (SÉCULOS 5 A 13 A.C.)
· Principais: Patrística e a Escolástica
· Ambas as correntes possuem a relação fé x razão como base.
· Idade Média; sofreu grande influência da Igreja Católica.
· Santo Agostinho 
FILOSOFIA PATRÍSTICA (DO SÉCULO 5 AO SÉCULO 9)
Tanto no período antigo da filosofia quanto no medieval. 
Os Padres da Igreja Católica buscaram unir os ensinamentos da Bíblia com a filosofia grega da antiguidade com o intuito de reformular os dogmas da Igreja. 
Santo Agostinho foi um dos principais filósofos da época, utilizando a filosofia de Platão como base para a doutrina cristã.
Os principais pilares da “doutrina dos Padres da Igreja” 
(1) A defesa da fé cristã das heresias e crenças pagãs; 
(2) Utilização da razão para explicar os ensinamentos da Bíblia; 
(3) Unificação da filosofia greco-romana com o cristianismo.
FILOSOFIA ESCOLÁSTICA (DO SÉCULO 10 AO SÉCULO 13)
A Escolástica surge como a filosofia de ensino da Igreja Católica que fora inserida em diversas Universidades no período da baixa Idade Média. 
O objetivo era a unificação da fé e com a razão. 
A filosofia Escolástica se aprofunda ainda mais no pensamento grego absorvendo, as teorias de Aristóteles, além das contribuições de Platão. 
Tomás de Aquino foi um dos responsáveis em conciliar os estudos de Aristóteles com o pensamento cristão alegando que não há conflito entre a fé e a razão, afirmando que ambas podem coexistir em harmonia.
FILOSOFIA DA RENASCENÇA (SÉCULOS 14 E 15)
Foi transição entre a Idade Média e a Filosofia Moderna;
Ocorre, sobretudo, na Europa;
O objetivo era renovar o interesse na filosofia e cultura da grega antiga e romper, em partes, com a Igreja Católica.
IMPORTANTE 
A Renascença marca a mudança do pensamento medieval e conservador para um pensamento moderno e inovador. 
Os principais movimentos foram o Humanismo e o Antropocentrismo.
HUMANISMO: o humanismo surge como uma supervalorização do ser humano como nunca vista, até a época. Essa ênfase vai além do espiritual, destacando o homem como foco principal, valorizando tanto o seu potencial quanto a sua dignidade.
· O humanismo renascentista retoma a herança greco-romana;
· Os temas pagãos são centrais nas obras de arte desse período; afastam-se da temática religiosa
· Um dos principais objetivos dessa época é repensar e traduzir textos clássicos da filosofia antiga trazendo à tona novamente conceitos como liberdade e individualidade.
· Francesco Petrarca é conhecido como o pai do humanismo. 
ANTROPOCENTRISMO: O homem como o centro do universo
É o contrário ao pensamento teocêntrico onde Deus era visto como o centro de tudo.
FILOSOFIA MODERNA (DO SÉCULO 15 A MEADOS DO SÉCULO 18)
A filosofia moderna surge em contraposição à filosofia medieval possibilitando uma 
mentalidade mais humanista colocando o ser humano no centro das discussões. 
PRINCIPAIS CORRENTES FILOSÓFICAS DA FILOSOFIA MODERNA
RACIONALISMO 
Valorização do conhecimento, da razão e da ciência.
René Descartes é o principal contribuinte.
A máxima de Descartes, “penso, logo existo”, está carregada de influências racionalistas, uma vez que 
coloca a razão (pensar) como justificativa para a sua própria percepção de existência.
O Racionalismo defende também o inatismo quando assegura que existem saberes inatos, ou seja, que estão presentes na mente do indivíduo desde o nascimento.
Existem muitos outros teóricos racionalistas, entre eles: Spinoza, Maquiavel e 
Leibniz.
FILOSOFIA MODERNA (DO SÉCULO 15 A MEADOS DO SÉCULO 18)
RACIONALISMO- surge como uma valorização do conhecimento, da razão e da ciência. Essa é a tônica dessa corrente filosófica que tem René Descartes como principal contribuinte.
EMPIRISMO
O termo é derivado do grego empeiria, significando basicamente uma forma de saber derivado da experiência sensível e de dados acumulados com base nessa experiência, permitindo a realização de fins práticos.
Dessa forma, o racionalismo de Descartes perde o protagonismo dando espaço para o conhecimento experimental e sensorial de Hume, Francis Bacon e John Locke.
IDEALISMO
O idealismo é uma corrente filosófica que baseada na realidade como sendo essencialmente constituída por ideias ou pela mente, ao invés de por objetos materiais independentes.
ILUMINISMO
Nesse movimento, a tônica é o uso da razão e do conhecimento científico para promover o progresso e melhorar a sociedade em contraposição ao absolutismo, que foi um sistema político caracterizado pela concentração do poder nas mãos de um úni-
co líder.
FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA (SÉCULO 19 À ATUALIDADE)
Friedrich Nietzsche- Para ele, existe uma “vontade de poder” que influencia todas as ações humanas. Ele também defendeu uma abordagem mais dinâmica e individualista para a moralidade, em oposição à moralidade tradicional.
Sigmund Freud-Contribuiu para a filosofia com a compreensão da mente humana, das noções tradicionais de virtude e do comportamento moral.
Michael Foucault- defendia que o conhecimento e o poder estão entrelaçados sendo influenciados um pelo outro. Ele também afirma que o poder não é exclusivo de leis e governos, mas se desenvolve em discursos e práticas cotidianas.
Søren Kierkegaard-Foi um dos precursores do existencialismo, que visa a liberdade individual, a escolha e aresponsabilidade pessoal. 
O IMPACTO DA FILOSOFIA NA EDUCAÇÃO
A tarefa da Filosofia da Educação será oferecer aos educadores um método de reflexão que lhes permita encarar os problemas educacionais, penetrando na sua complexidade e encaminhando a solução de questões
Principais conceitos norteadores do estudo aprofundado dessa área.
Epistemologia: Analisa a base do conhecimento e como ele pode ser adquirido.
Metodologia: Estuda as formas e métodos de ensino incluindo as abordagens pedagógicas e o papel do professor no processo ensino-aprendizagem.
Ética e Moral: Compreende a formação ética e moral dos indivíduos e como a educação pode contribuir para o desenvolvimento de valores e comportamentos éticos.
Currículo: Fomenta a elaboração de um programa de ensino equivalente com a realidade da comunidade com conteúdos imprescindíveis para a formação dos estudantes.
Autonomia: Debate a importância do desenvolvimento da autonomia dos indivíduos e do processo se aprender fazer escolhas informadas.FILOSOFIA CRISTÃ E EDUCAÇÃO
A filosofia cristã deve fundamentar-se na revelação cristã. Assim, de acordo com a visão bíblico-cristã, a Bíblia é compreendida como a principal fonte de revelação para o cristianismo, uma vez que narra a história de Cristo.
A PEDAGOGIA DE JESUS
Histórias ou parábolas, Ensino por meio de perguntas e questionamentos e uso das Escrituras
ÉTICA E MORAL
Os valores cristãos são construídos diretamente sobre uma perspectiva bíblica da metafísica e da epistemologia. A ética e estética cristãs estão fundamentadas na doutrina bíblica da criação. Valores éticos e estéticos
existem porque deliberadamente o Criador criou um mundo com essas dimensões. Os princípios da axiologia cristã são derivados da Bíblia, que em seu sentido absoluto é uma revelação do caráter e os valores de Deus.
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