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FILOSOFIA 
 
 
 
1 
 
SUMÁRIO 
 
1.0 FILOSOFIA E MITO ..................................................................................... 2 
2.0 FILOSOFIA – DEFINIÇÃO ........................................................................... 4 
2.1 OS PRÉ-SOCRÁTICOS ............................................................................... 4 
2.2 ALGUNS FILÓSOFOS ................................................................................. 5 
5.0 FILOSOFIA GREGA ................................................................................... 10 
6.0 FILOSOFIA MODERNA ............................................................................. 11 
7.0 FILOSOFIA DA RELIGIÃO ......................................................................... 12 
7.1 ETICA ......................................................................................................... 13 
8.0 COSMOGONIA E COSMOLOGIA ............................................................. 15 
9.0. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 17 
 
 
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1.0 FILOSOFIA E MITO 
 
 
Imagem 1 - Escultura O Pensador (Le Penseur) no Museu Rodin, em Paris. 
 
A filosofia ocidental teve seu início na Grécia antiga. A palavra "filosofia" 
philosophia é uma palavra de origem grega. Philo vem de philia a ver com 
companheirismo, amor fraterno, amizade. Sophia vem de sophos, que quer dizer 
 
1 Fonte: https://www.culturagenial.com/o-pensador-de-rodin/ 
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sábio. Assim, em geral, quando se parte da etimologia da palavra, temos que 
"filosofia" é o amor ao saber, a amizade profunda à sabedoria; e o filósofo, então, 
é aquele que tem um apreço especial pela sabedoria. A filosofia, nesta 
perspectiva grega, é uma atividade que visa levar ao saber. 
Na imagem (1) podemos ver a Escultura O Pensador (Le Penseur) no Museu 
Rodin, em Paris. 
E sua história, para a maioria dos manuais, tem como primeiro adversário 
o mito, que, aos olhos do filósofo, não estaria preocupado em levar ao saber, ao 
conhecimento, tomando aqui a palavra conhecimento como saber verdadeiro, 
não contraditório, que não busca causas em relações sobrenaturais, mas em 
relações naturais. A palavra mito também tem uma origem grega, ela vem de 
mythos. Há dois verbos que confluem para mytheo, que tem a ver com a 
conversa designação, e mytheyo, que tem a ver com a narração, com o contar 
algo para outro. O mito narra algo que é inquestionável para quem está inserido 
fielmente na atividade de ouvi-lo. 
Ele tem a função de dizer algo que tal pessoa acredita sem pensar muito 
de modo a colocá-lo em dúvida. Seu papel é de informar e dar sentido à 
existência de quem crê nele, mas, principalmente, o de socializar as pessoas e 
criar uma comunidade que forma o "nós", os que se organizam socialmente da 
mesma forma exatamente porque, entre o que possuem de comum, o mito é não 
só alguma coisa forte, mas é exatamente a narrativa (única) que diz o que é 
comum para este "nós". 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.0 FILOSOFIA – DEFINIÇÃO 
2.1 OS PRÉ-SOCRÁTICOS 
 
Imagem 2 - Filósofos pré-socráticos 
 
Os pensadores pré-socráticos podemos notar na imagem (2) viveram no 
"mundo grego", mas nem todos antes de Sócrates. Alguns sim, outros não. Eles 
viveram entre o século sete e o meio do século quarto A.C. Sócrates nasceu em 
470 e morreu em 399 A.C. (todas as datas, antes de Cristo, são, na sua maioria, 
estimativas). Uma boa parte desses pensadores foram, antes de tudo, 
cosmólogos. E vários deles trabalharam em um sentido reducionista, isto é, 
tentaram encontrar uma substância única, ou força exclusiva, ou princípio básico 
capaz de ser apresentado como o elemento efetivamente real e primordial do 
cosmos. 
A filosofia dos Pré-socráticos (Filósofos da Natureza) voltava o seu 
pensamento para a origem (racional) do mundo, do cosmos. Ou seja, estes 
filósofos dedicavam-se às cosmológicas, buscando a arché (o princípio 
fundamental de todas as coisas). De seus escritos quase tudo se perdeu, 
restando apenas poucos fragmentos. Cosmologia: estudo, teoria ou descrição 
dos cosmos, do universo. 
 
 
2 Fonte: Grupo escolar - www.grupoescolar.com 
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2.2 ALGUNS FILÓSOFOS 
 
Tales de Mileto (640-548 a.C.) 
 
É considerado filosofia grega”. Para ele a água seria o elemento primordial 
(a arché) de tudo o que existe. Atribui Tales a demonstração do primeiro teorema 
de geometria (embora o estudo sistemático desta ciência tenho começado na 
escola de Pitágoras, no séc. VI a.C.). 
 
Anaximandro de Mileto (610-547 a.C.) 
 
Gerador de todas as coisas, segundo Anaximandro, seria apeiron 
(ilimitado / indeterminado / que não tem imite / infinito). A ordem do mundo virtude 
deste princípio. Assim, o original de todos os seres, tanto de seu aparecimento 
quanto de sua dissolução. Anaxímenes de Mileto (588pensador, o elemento 
gerador de tudo é rarefação e da condensação, o ar forma tudo o que existe. 
“Da mesma maneira que a nossa alma, que é ar, nos mantém vivos, 
também o sopro e o ar mantém o mundo inteiro”. 
 
Heráclito de Éfeso (séc. VI-) 
 
Filósofo do devir, da mudança. De acordo com Heráclito, o logos 
(razão/inteligência /discurso / pensamento) governa todas as coisas, e está 
associado ao processo cósmico. Tudo está em incessante trans“panta rei” (tudo 
flui). As coisas estão, pois, em constante movimento, nada permanece o mesmo 
(“não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”). Todavia, não se deve deduzir 
dessa afirmação que Heráclito defendeu uma teoria da mudança contínua 
desregrada. Ao contrário, ele entendia que havia uma lógica - o logos contínua. 
 
Parmênides de Eléia (544-524 a.C.) 
 
Ser é uno, imóvel, eterno, imutável mudança, seria ilusão e simples 
aparência assim, engano dos nossos sentidos é”. Ou seja: o ser imutável, eterno, 
permanente das coisas, é o único que existe, enquanto o não mudança, não 
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existe. 
 
2.3 PRÉ-SOCRÁTICOS - DEFINIÇÃO 
 
Termo que designa, na história da filosofia, os primeiros filósofos gregos 
anteriores a Sócrates, também denominados fisiólogos por se ocuparem com o 
conhecimento do mundo natural (physis). Tales de Mileto (640-c. 548 a.C.) é 
considerado, já por Aristóteles, como o "primeiro filósofo", devido à sua busca de 
um primeiro princípio natural que explicasse a origem de todas as coisas. Tales 
é tido como fundador da escola inclui seu discípulo Anaximandro. filosóficas pré- 
socráticas, além da e atomista, incluindo Leucipo (450 (c.460-c. 370 a.C.); a 
pitagórica, fundada por Pitágoras de Samos (século VI a.C.); a Eleata, de 
Xenófanes (século VI a.C.) e Parmênides (c.510 a.C.) e seu discípulo Zenão; a 
mobilista, de Heráclito (c.480 a.C.).sofistas, a filosofia grega toma novo rumo, 
sendo que a preocupação cosmológica deixa de ser predominante, dando Lugar 
a uma preocupação maior com a experiência humana, o domínio dos valores e 
o problema de conhecimento. Ver jônica, escola; atomismo; pitagorismo; eleatas; 
mobilismo; sofista. 
“Da mesma maneira que a nossa alma, que é ar, nos mantém vivos, 
também o sopro e o ar mantém o mundo -V a.C.) - É conhecido como o filósofo 
do devir, da mudança. De acordo com Heráclito, o logos (razão/inteligência 
/discurso / pensamento) governa todas as coisas, e está associado ao fogo, 
gerador do processo cósmico. Tudo está em incessante transformação: (tudo 
flui). As coisas estão, pois, em constante movimento, nada permanece o mesmo 
(“não nos banhamos duas vezes no mesmo rio”). Todavia, não se deve deduzir 
dessa afirmação que Heráclito defendeu uma teoria da rada. Ao contrário, ele 
entendia logos - governando tal mudança 524 a.C.) – Para Parmênides, o uno, 
imóvel, eterno, imutável. Desse modo, o devir, a mudança, seria ilusão e simples 
aparência; o movimento é,
assim, engano dos nossos sentidos. “O ser é, o não- 
ser não 
”. Ou seja: o ser imutável, eterno, permanente das coisas, é o único que 
existe, enquanto o não-ser, que seria a igna, na história da filosofia, os primeiros 
filósofos gregos anteriores a Sócrates, também denominados fisiólogos por se 
ocuparem com o conhecimento do mundo natural (physis). 
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Tales de Mileto 548 a.C.) é considerado, já por Aristóteles, como o primeiro 
filósofo", devido à sua busca de um primeiro princípio natural que explicasse a 
origem de todas as coisas. Tales é tido como fundador da escola jônica, que 
inclui seu discípulo Anaximandro. As principais escolas socráticas, além da 
escola jônica, são: a atomista, incluindo Leucipo (450-420 a.C.) e Demócrito c. 
370 a.C.); a pitagórica, fundada por Pitágoras de Samos (século VI a.C.); a 
Eleata, de Xenófanes (século VI a.C.) e Parmênides (c.510 a.C.) e seu discípulo 
Zenão; a ista, de Heráclito (c.480 a.C.). Com Sócrates e os sofistas, a filosofia 
grega toma novo rumo, sendo que a preocupação cosmológica deixa de ser 
predominante, dando Lugar a uma preocupação maior com a experiência 
humana, o domínio dos valores e o problema do conhecimento. 
 
3.0 SÓCRATES E OS SOFISTAS SÓCRATES (C.470-399 A.C.) 
 
 
Imagem 3 - Sócrates 
 
Na imagem (3) temos Sócrates – A vida deste Filosofo nos é contada por 
Xenofonte (em suas Memorabilia) e por Platão, que faz dele o person central de 
seus diálogos, sobretudo Apologia de Sócrates e Fédon. Ele nasceu em Atenas. 
Sua mãe era parteira, seu pai escultor. Recebeu uma educação tradicional da 
leitura e da escrita a partir da obra de Homero. 
 
3 Fonte: Sócrates - actioncoach.com.br 
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Conhecedor das doutrinas filosóficas anteriores e contemporâneas 
(Parmênides, Zenão, Heráclito), participou do movimento de renovação da 
cultura empreendido pelos sofistas, mas se revelou um inimigo destes. 
Consolidador da filosofia, nada deixou escrito. Participou ativamente da vida da 
cidade, dominada pela desordem intelectual e social, submetida à demagogia 
dos que sabiam falar bem. Convidado a fazer parte do Conselho dos 500, 
manifestou sua liberdade de espírito combatendo as medidas que julgava 
injustas. Permaneceu independente lutas travadas entre os partidários da 
democracia e da aristocracia. Acreditando obedecer a uma voz interior, realizou 
uma tarefa de educador público e gratuito. 
Colocou os homens em face da seguinte evidência oculta: as opiniões não 
são verdades, pois não resistem ao diálogo critico. São contraditórias. 
Acreditamos saber, mas precisamos descobrir que não sabemos. A verdade, 
escondida em cada um de nós, só é visível aos olhos da razão. 
Acusado de introduzir novos deuses em Atenas e de corromper a 
juventude, foi condenado pela cidade. Irritou seus juízes com sua mordaz ironia. 
Morreu tomando cicuta. 
E conhecido seu famoso método, sua arte de interrogar, sua "maiêutica", 
que consiste em forçar o interlocutor a desenvolver seu pensamento sobre uma 
questão que ele pensa conhecer, para conduzi-lo, de consequência em 
consequência, a contradizer-se, e, portanto, a confessar que nada sabe. 
 
As etapas do saber são: 
 
a) Ignorar sua ignorância; 
b) Conhecer sua ignorância; 
c) Ignorar seu saber; 
d) Conhecer seu saber. 
 
Sua famosa expressão "conhece-te a ti mesmo" não é uma investigação 
psicológica, mas um método de se adquirir a ciência dos valores que o homem 
traz em si. 
"O homem mais justo de seu tempo", diz Platão, foi condenado à morte 
9 
 
sob a acusação de impiedade e de corrupção da juventude. 
Seria sua morte o fracasso da filosofia diante da violência dos homens? 
Ou não indicaria ela um servidor da razão, e não da violência, acreditando mais 
na força das ideias do que na força das armas? 
 
Maiêutica (do gr. maieutiké: arte do parto) 
 
Platão mostra Sócrates definindo sua tarefa filosófica por analogia à de 
urna parteira (profissão de sua mãe), sendo que, ao invés de dar à luz 
crianças, o filósofo dá à luz ideias. O filósofo deveria, portanto, segundo 
Sócrates, provocar nos indivíduos o desenvolvimento de seu pensamento de 
modo que estes viessem a superar sua própria ignorância, mas através da 
descoberta, por si próprios, com o auxílio do "parteiro", da verdade que trazem 
em si. 
Enquanto método filosófico, praticado por Sócrates, a maiêutica consiste 
em um procedimento dialético no qual Sócrates, partindo das opiniões que seu 
interlocutor tem sobre algo, procura fazê-lo cair em contradição ao defender seus 
pontos de vista, vindo assim a reconhecer sua ignorância acerca daquilo que 
julgava saber. A partir do reconhecimento da ignorância, trata pela razão, a 
verdade que temos em nós. Ver dialética; reminiscência: método. 
O modelo pedagógico conhecido como "socrático" inspira-se na maiêutica 
como forma de ensinar os indivíduos a descobrirem as coisas por eles mesmos. 
 
4.0 A FILOSOFIA POLÍTICA 
 
A Filosofia é fruto da Antiguidade Clássica, foi criada pelos gregos, o 
primeiro povo a tentar solucionar seus próprios problemas. Os gregos refletiam 
sobre as inquietações de suas vidas e buscavam soluções que acreditavam ser 
eternas e aplicáveis a todas as sociedades. Inicialmente, a filosofia grega 
dedicou-se ao entendimento da natureza, seus eventos e fenômenos. Mais 
tarde, vieram os três grandes pilares da filosofia grega, Sócrates, Platão e 
Aristóteles. Eles desencadearam uma série de mudanças nas reflexões 
filosóficas gregas e, principalmente, colocaram o homem como ponto central de 
abordagem. 
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A partir da chamada filosofia socrática, tornar-se-ia central nas reflexões 
as questões sobre o homem e seus relacionamentos, abrindo espaço para 
avaliações políticas. Sócrates foi julgado e condenado à morte por ser 
considerado um subversor, mas deixou um grande legado reflexivo, ainda que 
fosse analfabeto. Seu discípulo e seguidor Platão encarregou-se de manter vivo 
o pensamento socrático, mas também ofereceu sua própria contribuição para a 
filosofia, especialmente com a obra A República, na qual discutiu as 
possibilidades de uma sociedade justa e ideal. No entanto, Aristóteles é que se 
tornaria célebre para a teoria política grega, estabelecendo o formato de 
democracia dos gregos. 
 
5.0 FILOSOFIA GREGA 
 
A história filosófica teve início a mais de dois mil e quinhentos anos. Foi 
na Grécia Antiga que esta ciência nasceu e ganhou suas primeiras dimensões. 
Apesar de conviverem em cidades-nações diferentes e adversárias entre si, os 
gregos conseguiram dar origem a uma comunidade única em relação à língua, 
religião e cultura que impulsionou o grande salto da ciência na Idade Antiga. 
A extraordinária capacidade intelectual grega foi a causadora do 
extraordinário progresso das diversas áreas do conhecimento, as artes, a 
literatura, a música e a própria filosofia. 
A Filosofia se esforça por conhecer de forma clara e racional a natureza, 
o ser humano e o universo que nos rodeia e a metamorfose que nelas 
acontecem. A filosofia grega pode ser dividida em três etapas: período pré-
socrático, socrático e helenístico. 
No período pré-socrático, a Filosofia foi empregada para elucidar a 
procedência do mundo e das coisas a sua volta, foi representado pela physis 
(natureza) que procurava compreender através da razão a origem e as 
mudanças que acometeram a natureza e o ser humano ao longo do tempo; 
destacou-se nesta fase o filósofo Tales de Mileto. 
Já o período socrático apontou para uma modificação a respeito do 
elemento de pesquisa da filosofia, que sai da metafísica e caminha em direção 
11 
 
ao homem em si. Este período destacou-se pelo surgimento da democracia que 
concedeu o direito de paridade a todas as pessoas que vivessem nas polis - hoje 
cidades – concedendo-lhes inclusive a faculdade legal de tomar parte no governo 
e se necessário sugerir
alguma mudança na educação grega já que as pessoas 
tinham precisão de saber falar e persuadir as demais. 
O período helenístico surgiu após o declínio político das polis e o 
surgimento de um conjunto de disciplinas que, além de trabalhar com a natureza 
e o estudo das leis do raciocínio, procuravam também dar ênfase a felicidade e 
a ensinar as pessoas a encontrarem a maneira correta de direcionarem a própria 
vida. 
Nestes períodos ocorreram vários atos por parte de alguns filósofos que 
mereceram grande destaque, tais como: a criação da filosofia humanista por 
Sócrates, a fundação da Academia de Atenas por Platão e a doutrinação da 
lógica e de muitos outros conhecimentos como a metafísica, a moral e a política 
por Aristóteles. 
 
6.0 FILOSOFIA MODERNA 
 
Embora alguns autores considerem a Filosofia do Renascimento, nos 
séculos XV e XVI, como parte da Filosofia Moderna, em geral, aceita-se que o 
filósofo que iniciou a Filosofia Moderna tenha sido René Descartes, no século 
XVII, uma vez que seus trabalhos definiram e deram corpo ao escopo, objeto e 
métodos de tal período da filosofia. Da mesma forma, o trabalho de Ludwig 
Wittgenstein é considerado o término de tal período, iniciando o que é 
normalmente chamado de período pós-moderno. Este período não é 
caracterizado por uma escola ou doutrina especifica, mas por um estilo de 
trabalhar as questões filosóficas e por certas premissas ou hipóteses comuns. 
As áreas exploradas nesta época incluíam a filosofia da mente, 
especialmente o problema mente-corpo identificado por Descartes, 
epistemologia e metafísica. Por não possuir uma escola única, a filosofia 
moderna é normalmente dividida pelas correntes filosóficas que exploraram os 
principais temas desta época. Os principais nomes desta época foram 
organizados posteriormente em dois grupos, os racionalistas e os empiristas. Os 
12 
 
próprios autores não se identificavam desta forma, mas retrospectivamente, 
foram assim organizados, em termos de história da filosofia, principalmente pelas 
contribuições do filósofo alemão Immanuel Kant. 
 
7.0 FILOSOFIA DA RELIGIÃO 
 
A Filosofia da Religião é um ramo filosófico que investiga a esfera 
espiritual inerente ao homem, do ponto de vista da metafísica, da antropologia e 
da ética. Ela levanta questionamentos fundamentais, tais como: o que é a 
religião? Deus existe? Há vida depois da morte? Como se explica o mal? Estas 
e outras perguntas, ideias e postulados religiosos são estudados por esta 
disciplina. 
Há uma infinidade de religiões, compostas de distintas modalidades de 
adoração, mitologias e experiências espirituais, mas geralmente os estudiosos 
se concentram na pesquisa das principais vertentes espirituais, como o 
Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, pois elas oferecem um sistema lógico e 
elaborado sobre o comportamento do planeta e de todo o Universo, enquanto as 
orientais normalmente se centram em uma determinada filosofia de vida. Os 
filósofos têm como objetivo descobrir se o olhar espiritual sobre o Cosmos é 
realmente verdadeiro. 
Em suas pesquisas o filósofo da religião adota como instrumentos teóricos 
a metodologia histórico-crítica comparativa, que contrapõe as mais diversas 
religiões, espacial e temporalmente, para perceber suas semelhanças e o que 
as distingue, logrando assim visualizar o núcleo central dos eventos religiosos; a 
filológica, que realiza a investigação dos vários idiomas, comparando-os e 
buscando expressões usadas para se referir ao sagrado, estabelecendo assim 
o que elas têm em comum; e a antropológica, que resgata o passado espiritual 
dos povos ancestrais e dos contemporâneos, seus institutos, suas convicções, 
seus ritos e seus valores. Cabe à Filosofia da Religião realizar uma correta 
associação destes distintos métodos, para assim perceber claramente o que é 
essencial nas religiões. 
13 
 
Em todas as religiões vigentes no Ocidente há algo em comum, a fé em 
Deus. A Divindade é vista como um Ser sem corpo e eterno, criador de tudo que 
há, extremamente generoso e perfeito, todo-poderoso, ou seja, onipotente, 
conhecedor de tudo, portanto onisciente, presente em toda parte, melhor 
dizendo, onipresente. Esta é a imagem teísta de Deus, aquela que proclama sua 
existência. São Tomás de Aquino defende pelo menos cinco argumentos a favor 
da presença de Deus no Universo, entre eles o ontológico, o cosmológico e o do 
desígnio. Estas ideias foram renovadas pelos pensadores modernos Alvin 
Plantinga e Richard Swinburne, que tornaram estes conceitos mais complexos. 
A compreensão de Deus pode ser racional, portanto do âmbito da Teologia 
Natural, ou percebida do ponto de vista da fé, constituindo a Teologia Revelada. 
Anteriormente ao século XX, a trajetória filosófica ocidental procurava 
explicar alguns ângulos das tradições pagãs, do judaísmo e do Cristianismo, ao 
passo que no Oriente, em práticas espirituais como o hinduísmo, o budismo e o 
taoísmo, não é fácil perceber até que ponto uma pesquisa é de natureza religiosa 
ou filosófica. Não é fácil para esta disciplina delimitar um objeto de estudo 
adequado, do ponto de vista religioso. Segundo estes filósofos, mesmo que se 
alcance uma caracterização correta de Deus, ainda resta encontrar uma razão 
para se pretender sua existência. 
Embora na Idade Média tenham surgido muitas teorias que se pretendem 
capazes de provar que Deus existe, a partir do século XVIII houve uma guinada 
na mentalidade humana, e muitos dos argumentos defendidos na era medieval 
perderam sua validade. Assim, muitos filósofos religiosos têm suas próprias 
prevenções contra a cultura religiosa popular, como Kant e Feuerbach, o qual 
estimulou o estudo das religiões do ângulo social e antropológico destas 
convicções espirituais, caminho seguido até hoje por grande parte dos filósofos 
desta disciplina. 
 
7.1 ETICA 
 
As palavras ‘ética’ e ‘moral’ são semelhantes em sua etimologia, mas, por 
convenção, adotamos a Ética como estudo teórico e específico de ações 
orientadas por valores morais e das consequências dessas ações - mesmo 
14 
 
quando envolvem seres não humanos, como os animais e o meio ambiente; e a 
Moral para nos referirmos às práticas dos diversos agrupamentos humanos - 
incluindo os códigos normativos. 
Considera-se que Aristóteles foi o primeiro a propor um estudo sistemático 
da moralidade. Em seu pensamento, não haveria propósito em implementar 
qualquer investigação ética sem efeitos no modo como alguém vive. Todas as 
propostas teóricas ainda mantêm esse ideal. Embora pareçam distantes da 
complexidade das situações concretas, todas as perspectivas teóricas sobre o 
agir moral pretendem esclarecer as dificuldades que experimentamos na prática 
e, por conseguinte, propor soluções para os conflitos, desacordos e dilemas 
morais. 
É importante frisar que a reflexão filosófica sobre o agir moral tem por 
base as práticas morais em toda a sua complexidade, mas não se esgota em 
constatações de cunho social ou psicológico sobre como ou porque as pessoas 
decidem o que fazer. É tão importante compreender as regras e mecanismos 
que permeiam nossas sociedades quanto propor críticas e essas práticas: 
estariam elas nos conduzindo a qual fim? Valorizam o que há de humano em 
nós? Não podemos negar que a Ética aponta para o que pode ser realizável e 
não apenas para o habitual. Mesmo que o cotidiano em sua complexidade nem 
sempre permita um agir livre, consciente e autônomo, esses são os fundamentos 
a partir dos quais construímos nossas perspectivas éticas. 
Podemos destacar três âmbitos de investigação do comportamento moral: 
Normativo: pretendem estabelecer os critérios que distinguem as ações 
em ‘corretas’, ‘erradas’, ‘permitidas’, etc. Pretendem esclarecer as dificuldades 
morais que experimentamos e propor normas de conduta. Esses estudos 
perguntam como devemos agir, se ou quando estamos moralmente obrigados a 
agir e
quais valores morais devem orientar nossas ações. Desenvolvem-se, com 
essas investigações, as diversas teorias morais. 
Descritivo: investigam a natureza e o status dos valores morais com base 
em uma descrição das práticas morais. São estudos metaéticos, pois são uma 
investigação do próprio agir moral. Podemos, assim, considerar que os valores 
15 
 
morais são relativos a culturas e sociedades, objetivos e incondicionais ou 
inexistentes. 
Aplicado: abrange a aplicação de teorias normativas e perspectivas 
metaéticas a questões específicas, cujo contexto de avaliação da 
responsabilidade moral nem sempre se restringe ao individual. Os temas mais 
comuns envolvem: ética ambiental, ética médica e ética empresarial. Em todos 
esses, além da perspectiva estritamente moral, temos questões legais 
envolvidas, pois são âmbitos de ação nos quais agimos não apenas como 
indivíduos, mas como profissionais ou representantes de um órgão ou empresa. 
De todos, a Ética é o mais interdisciplinar dos campos de investigação 
filosófica. Aceita contribuições de uma variedade de pesquisadores, incluindo 
teólogos e cientistas. O relevante para avaliar as contribuições é sempre a 
perspectiva crítica e a tentativa de oferecer uma explicação ou solução às 
dificuldades que resultam do comportamento humano. 
8.0 COSMOGONIA E COSMOLOGIA 
 
Imagem 4 - Cosmogonia e Cosmologia 
Na imagem (4) temos um exemplo de Cosmogonia e Cosmologia, que são 
de certa forma, narrativas sobre as origens do mundo. Em geral elas estão 
presentes nos mitos, isto quando não são a sua essência. Falam de união sexual 
entre deuses, que geram o mundo, ou união sexual entre deuses e humanos, 
que em geral criam situações complexas e dão o enredo a uma história que 
 
4 Fonte: USP - http://www.astro.iag.usp.br 
16 
 
explica divisões, guerras, ciúmes, paixões, disputas sobre a justiça, etc. As 
cosmologias já estão mais para o campo do pensamento filosófico do que para o 
pensamento mitológico. Para vários autores da história da filosofia, elas são a 
origem do pensamento filosófico, e outros, mais propensos a verem continuidade 
do que rupturas na história do pensamento tendem a ver as cosmologias como 
o início do pensamento científico. 
A filosofia ocidental teve seu início na Grécia philosophia - é uma philia, 
que tem a ver com companheirismo, amor fraterno, amizade., que quer dizer 
sábio. Assim, em geral, quando se parte da etimologia da palavra, temos que 
"filosofia" é o amor ao saber, a amizade profunda à sabedoria; e o filósofo, então, 
é aquele que tem um apreço especial pela sabedoria. A filosofia, nesta 
perspectiva grega, é uma atividade que visa levar ao saber. 
E sua história, para a maioria dos manuais, tem como primeiro adversário 
o mito, que, aos olhos do filósofo, não estaria preocupado em levar ao saber, ao 
conhecimento, tomando aqui a palavra como saber verdadeiro, não contraditório, 
que não busca causas em relações sobrenaturais, mas em relações naturais. A 
palavra mito também tem uma origem grega, ela vem de Há dois verbos que 
confluem para mythos: que tem a ver com a conversação e a, que tem a ver com 
a narração, com o contar algo para outro. 
O mito narra algo que é inquestionável para quem está inserido lo. Ele 
tem a função de dizer algo que tal pessoa acredita sem que venha lo em dúvida. 
Seu papel é de informar e dar sentido à existência de quem crê nele, mas, 
principalmente, o de socializar as pessoas e criar uma comunidade que forma o 
"nós", os que se organizam socialmente da mesma forma, exatamente porque, 
entre o que possuem de comum, o mito é não só alguma coisa forte, mas é 
exatamente a narrativa (única) que diz o que é comum para este de certa forma, 
narrativas sobre as no do mundo. Em geral elas estão presentes nos mitos, isto 
quando não são a sua essência. 
Falam de união sexual entre deuses, que geram o mundo, ou união sexual 
entre deuses e humanos, que em geral criam situações complexas e explica 
divisões, guerras, ciúmes, paixões, disputas sobre a justiça, etc. As cosmologias 
já estão mais para o campo do pensamento filosófico do que para o pensamento 
mitológico. Para vários autores da história da filosofia, elas são a origem do to 
filosófico, e outros, mais propensos a verem continuidade do que rupturas na 
17 
 
história do pensamento a ver as cosmologias como o início do pensamento 
científico. 
As cosmologias são teorias a respeito da natureza do mundo. As 
cosmogonias são genealogias diferentemente, as cosmologias são 
conhecimento a respeito de elementos primordiais, mas naturais. 
 
9.0. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
 
Apostila Filosofia Uefs - http://www2.uefs.br/filosofia-bv/pdfs/apostila_02.pdf 
 
Info Escola - https://www.infoescola.com/filosofia/filosofia-politica/ - Acesso em 
29/05/2019 Às 16:30

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