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Questões resolvidas

Febre chikungunya e dengue são causadas por qual grupo de vírus? Marque a CORRETA:

a. Adenovírus
b. Picornavirus
c. Arbovírus
d. Parvovírus

Em relação à Dengue assinale a alternativa correta:
A A orientação para os pacientes com febre hemorrágica da dengue é aumento da hidratação venosa e repouso em casa.
B Somente devem ser notificados os casos confirmados de Dengue.
C Em crianças menores de 1 ano pode ocorrer a forma hemorrágica se a criança tiver anticorpos anti-dengue adquiridos da mãe durante a gestação.
D O mosquito Aedes aegypti é o principal hospedeiro do vírus da dengue e seus ovos sobrevivem até mesmo por 1 ano num local seco.
E A febre é o correspondente clínico mais importante da doença, cuja viremia dura em torno de dez a quatorze dias.

A fase crítica da infecção pelo vírus da Dengue pode se seguir à fase febril, em alguns pacientes, que podem evoluir para as formas graves. O aparecimento dos sinais de alarme deve ser rotineiramente pesquisados nos casos suspeitos. Dentre os principais sinais de alarme, destacam-se: dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua; vômitos persistentes; acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico); hipotensão postural e/ou lipotimia; hepatomegalia > 2 cm abaixo do rebordo costal; sangramento de mucosa; letargia e/ou irritabilidade; aumento progressivo do hematócrito.
O que traduzem esses sinais de alarme?
A Esses sinais podem traduzir o aumento da pneumonia causada pelo vírus, edema agudo de pulmão e evolução para o agravamento clínico do paciente com derrame pleural.
B Esses sinais podem traduzir a instalação de insuficiência cardíaca e hipertensão arterial, permitindo a evolução para o agravamento clínico do paciente com o potencial de choque ou derrame pericárdico.
C Esses sinais podem traduzir o aumento da permeabilidade vascular acarretando hipertensão arterial, o agravamento clínico do paciente para o choque ou derrames cavitários pelo extravasamento plasmático.
D Esses sinais podem traduzir o aumento da permeabilidade vascular e evolução para o agravamento clínico do paciente, com o potencial de evoluir para o choque ou derrames cavitários pelo extravasamento plasmático.

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Questões resolvidas

Febre chikungunya e dengue são causadas por qual grupo de vírus? Marque a CORRETA:

a. Adenovírus
b. Picornavirus
c. Arbovírus
d. Parvovírus

Em relação à Dengue assinale a alternativa correta:
A A orientação para os pacientes com febre hemorrágica da dengue é aumento da hidratação venosa e repouso em casa.
B Somente devem ser notificados os casos confirmados de Dengue.
C Em crianças menores de 1 ano pode ocorrer a forma hemorrágica se a criança tiver anticorpos anti-dengue adquiridos da mãe durante a gestação.
D O mosquito Aedes aegypti é o principal hospedeiro do vírus da dengue e seus ovos sobrevivem até mesmo por 1 ano num local seco.
E A febre é o correspondente clínico mais importante da doença, cuja viremia dura em torno de dez a quatorze dias.

A fase crítica da infecção pelo vírus da Dengue pode se seguir à fase febril, em alguns pacientes, que podem evoluir para as formas graves. O aparecimento dos sinais de alarme deve ser rotineiramente pesquisados nos casos suspeitos. Dentre os principais sinais de alarme, destacam-se: dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua; vômitos persistentes; acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico); hipotensão postural e/ou lipotimia; hepatomegalia > 2 cm abaixo do rebordo costal; sangramento de mucosa; letargia e/ou irritabilidade; aumento progressivo do hematócrito.
O que traduzem esses sinais de alarme?
A Esses sinais podem traduzir o aumento da pneumonia causada pelo vírus, edema agudo de pulmão e evolução para o agravamento clínico do paciente com derrame pleural.
B Esses sinais podem traduzir a instalação de insuficiência cardíaca e hipertensão arterial, permitindo a evolução para o agravamento clínico do paciente com o potencial de choque ou derrame pericárdico.
C Esses sinais podem traduzir o aumento da permeabilidade vascular acarretando hipertensão arterial, o agravamento clínico do paciente para o choque ou derrames cavitários pelo extravasamento plasmático.
D Esses sinais podem traduzir o aumento da permeabilidade vascular e evolução para o agravamento clínico do paciente, com o potencial de evoluir para o choque ou derrames cavitários pelo extravasamento plasmático.

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ARBOVIROSES 
(DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA)
P R O F . S É R G I O B E D U S C H I F I L H O
Estratégia
MED
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika) 2INFECTOLOGIA
 Neste livro será abordado um dos principais temas da 
Infectologia. Questões sobre arboviroses compreendem cerca 
de 10% das questões dessa especialidade! É um tema muito 
abrangente: pode ser encontrado em questões de clínica médica, 
pediatria, medicina preventiva ou obstetrícia. Veja na tabela 
abaixo a frequência de cada arbovirose em questões de provas 
de Residência Médica:
Tema Frequência (%)
Dengue 79%
Chikungunya 18%
Zika 18%
Outras arboviroses 0,5%
 A engenharia reversa é uma ferramenta essencial para 
orientar o aluno em seus estudos. Este livro revela o conteúdo 
necessário para responder corretamente às questões de provas 
sobre arboviroses, explorando todos os aspectos cobrados em 
concursos de Residência Médica. 
APRESENTAÇÃO
PROF. SÉRGIO 
BEDUSCHI FILHO
Tabela 1 - Distribuição de questões por tema – arboviroses.
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/estrategiamed Estratégia MED
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Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika)
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2024 3
SUMÁRIO
1.0 DENGUE - INTRODUÇÃO 7
2.0 DENGUE - CARACTERÍSTICAS GERAIS 8
3.0 DENGUE - FISIOPATOLOGIA 11
3.1 TRANSMISSÃO 11
3.2 PERÍODO DE INCUBAÇÃO 12
3.3 VIREMIA E RESPOSTA IMUNE 12
3.4 PATOGENIA 13
3.4.1 CHOQUE DA DENGUE 16
3.4.2 REINFECÇÃO E RISCO DE DENGUE GRAVE 16
3.4.3 DENGUE E GESTAÇÃO 18
4.0 DENGUE - MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 20
4.1 FASES CLÍNICAS 20
4.1.1 FASE FEBRIL 20
4.1.2 FASE CRÍTICA 22
4.1.3 FASE DE RECUPERAÇÃO 23
4.2 CLASSIFICAÇÃO – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) 24
4.2.1 CLASSIFICAÇÃO ATUAL 24
4.2.1.1 DENGUE (SEM SINAIS DE ALARME) 24
4.2.1.2 DENGUE COM SINAIS DE ALARME 25
4.2.1.3 DENGUE GRAVE 26
4.2.2 CLASSIFICAÇÃO ANTIGA 27
5.0 DENGUE - ALTERAÇÕES LABORATORIAIS 32
6.0 DENGUE - DIAGNÓSTICO 33
6.1 EXAME SOROLÓGICO 33
6.2 DETECÇÃO VIRAL 33
6.3 CONFIRMAÇÃO POR CRITÉRIO CLÍNICO -EPIDEMIOLÓGICO 
36
7.0 DENGUE - TRATAMENTO 38
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika)
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2024 4
7.1 CLASSIFICAÇÃO DE RISCO E CONDUTA 38
7.1.1 GRUPO A 39
7.1.1.1PROVA DO LAÇO 39
7.1.2 GRUPO B 40
7.1.3 GRUPO C 41
7.1.4 GRUPO D 41
7.1.5 RESUMO DA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO 42
7.2 HIDRATAÇÃO PARA PACIENTES COM DENGUE 44
7.2.1 HIDRATAÇÃO ORAL 44
7.2.2 HIDRATAÇÃO PARENTERAL 45
7.3 TRATAMENTOS CONTRAINDICADOS 46
7.4 INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR 46
7.5 CRITÉRIOS PARA ALTA HOSPITALAR 46
7.6 TRATAMENTO DE GESTANTES COM DENGUE 47
8.0 DENGUE - MEDIDAS DE PREVENÇÃO 52
8.1 CONTROLE VETORIAL 52
8.2 VACINA PARA DENGUE 53
9.0 CHIKUNGUNYA - INTRODUÇÃO 56
10.0 CHIKUNGUNYA – CARACTERÍSTICAS GERAIS 57
10.1 HISTÓRICO DA CHIKUNGUNYA NO BRASIL 57
10.2 TRANSMISSÃO 58
11.0 CHIKUNGUNYA - MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 60
11.1 FASE AGUDA (FEBRIL) 60
11.1.1 FEBRE 61
11.1.2 ACOMETIMENTO ARTICULAR 61
11.1.3. ACOMETIMENTO CUTÂNEO 62
11.2 FASE SUBAGUDA 63
11.3 FASE CRÔNICA 63
11.4 ALTERAÇÕES LABORATORIAIS 64
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika)
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2024 5
12.0 CHIKUNGUNYA – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 66
13.0 CHIKUNGUNYA – COMPLICAÇÕES 67
14.0 CHIKUNGUNYA – TRATAMENTO 69
14.1 TRATAMENTO – FASE AGUDA 69
14.1.1 CLASSIFICAÇÃO DE RISCO 69
14.1.2 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA FASE AGUDA 70
14.1.3 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO DA FASE AGUDA 72
14.2 TRATAMENTO DAS FASES SUBAGUDA E CRÔNICA 72
14.2.1 FASE SUBAGUDA 73
14.2.2 FASE CRÔNICA 73
15.0 CHIKUNGUNYA – PREVENÇÃO 75
16.0 CHIKUNGUNYA – REVISÃO 76
17.0 ZIKA – INTRODUÇÃO 77
18.0 ZIKA – CARACTERÍSTICAS GERAIS 77
18.1 HISTÓRICO DE ZIKA NO BRASIL 77
18.2 TRANSMISSÃO 78
19.0 ZIKA - MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS 80
20.0 ZIKA – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL 84
20.1 DETECÇÃO VIRAL 84
20.2 EXAME SOROLÓGICO 84
20.3 ORIENTAÇÕES PARA O DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO DE ZIKA 85
21.0 ZIKA – COMPLICAÇÕES 86
22.0 ZIKA – TRATAMENTO 88
23.0 ZIKA – PREVENÇÃO 90
23.1 PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO AO AEDES AEGYPTI 90
23.2 PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO SEXUAL 90
24.0 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS ARBOVIROSES 92
24.1 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DENGUE 93
24.2 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE CHIKUNGUNYA 93
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika)
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2024 6
24.3 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE ZIKA 93
25.0 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA 94
26.0 OUTRAS ARBOVIROSES 95
26.1 FEBRE DO NILO OCIDENTAL 95
26.1.1 EPIDEMIOLOGIA E TRANSMISSÃO 96
26.1.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E TRATAMENTO 96
26.1.3 DIAGNÓSTICO 96
26.2 OUTROS ARBOVÍRUS 98
26.2.1 MAYARO 98
26.2.2 OROPOUCHE 98
26.2.3 ROCIO 98
27.0 LISTA DE QUESTÕES 99
28.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 100
29.0 LISTA DE IMAGENS E TABELAS 101
30.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS 102
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika)
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2024 7
CAPÍTULO
1.0 DENGUE - INTRODUÇÃO
 Dengue é um tema muito cobrado em provas de Residência Médica, compreendendo cerca de 7% de todas as questões de infectologia. 
Entre as arboviroses, abrange quase 80% das questões. Sabendo que a chance de encontrar questões sobre dengue em provas de Residência 
Médica é elevada, devemos consultar a engenharia reversa para saber como orientar os estudos. Note que, além dos tópicos habituais, foram 
incluídos “sinais de alarme” e “prova do laço”, pois há muitas questões que os abordam. 
Tópico Frequência (%)
Manifestações clínicas 55 %
Sinais de alarme 34%
Tratamento 21%
Diagnóstico 14%
Alterações laboratoriais 14%
Características gerais 10 %
Fisiopatologia 9%
Prova do laço 6%
Tabela 2 - Distribuição de questões por subtemas – dengue.
As questões podem cobrar o conteúdo de forma ampla, incluindo vários dos temas acima concomitantemente (por exemplo: casos 
clínicos em que são questionados diagnóstico e tratamento) ou, de maneira mais pontual, tratando sobre prova do laço ou sinais de alarme. 
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika)
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2024 8
CAPÍTULO
2.0 DENGUE - CARACTERÍSTICAS GERAIS 
Dengue é uma doença febril aguda causada por um arbovírus (nome derivado de arthropod-borne virus). O vírus dengue (DENV) faz 
parte do gênero Flavivirus e família Flaviviridae, cujo genoma é composto por RNA. É a arbovirose com maior prevalência no Brasil e nas 
Américas. 
O vírus da dengue é classificado em cinco sorotipos: DENV-1, DENV-2, DENV-3, DENV-4 e DENV-5. 
O DENV-5 foi descoberto mais recentemente em florestas da Malásia. No entanto, algumas 
questões de provas ainda consideram a existência de apenas quatro sorotipos. Esse sorotipo ainda 
não foi detectado no Brasil.
Casos de dengue são descritos em todo o território brasileiro, mas concentram-se principalmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. 
A menor incidência ocorre na região Sul. 
Há relatos de epidemias de dengue no Brasil desde o século XIX. A doença foi temporariamente 
controlada na década de 1950, através da erradicação do Aedes aegypti, mas foi reintroduzida na década 
de 1980.
Desde então, a primeira epidemia de dengue no Brasil ocorreu em Boa Vista (Roraima) no ano de 
1980, sendo causada pelos sorotipos 1 e 4. Em 1986, epidemias surgiram no Rio de Janeiro e no Nordeste 
do país. Posteriormente, houve a introdução no Brasil dos sorotipos 2 e 3. A transmissão endêmica (e, por 
vezes, epidêmica) desses quatro sorotipos tem ocorrido desde então. As epidemias costumam ocorrer em 
ciclos nas áreas endêmicas, a cada quatroDIRCEU ARCOVERDE - HEDA - 2020) O tratamento para dengue recomendado pelo Ministério da saúde baseia-se 
na hidratação adequada, levando em consideração o estadiamento em 4 grupos (A, B, C e D). Segundo a características do grupo B, assinale 
a sentença que apresenta uma característica deste grupo.
A) Prova do laço negativo.
B) Oligúria.
C) Presença de petéquias.
D) Insuficiência respiratória.
E) Choque cardiocirculatório
COMENTÁRIO:
Pacientes do grupo B são aqueles que não apresentam sinais de alarme, mas que possuem alguma característica que indica risco maior 
de progressão para doença grave.
Incorreta a alternativa A. Prova do laço positiva caracteriza o paciente como grupo B. 
Incorreta a alternativa B. A oligúria é um sinal de choque e o paciente seria classificado como do grupo D.
Correta a alternativa C. A presença de petéquias é um sinal de sangramento espontâneo, o que é parte das características do 
grupo B.
Incorreta a alternativa D. Insuficiência respiratória inclui o paciente no grupo D.
Incorreta a alternativa E. Pacientes com choque fazem parte do grupo D.
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika)
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2024 48
( CE - SELEÇÃO UNIFICADA PARA RESIDÊNCIA MÉDICA DO ESTADO DO CEARÁ - SURCE - 2022) Mulher de 50 anos, moradora de Fortaleza, 
sem comorbidades, procura pronto-socorro referindo quadro iniciado há 5 dias de febre alta, cefaleia, mialgia e dor retrorbitária. Embora 
a febre tenha desaparecido após o terceiro dia de doença, desde esta manhã relata exantema difuso e pruriginoso e dor abdominal mal 
definida, que não cede com analgésicos comuns. Ao exame: Estado geral regular; Peso: 75 Kg. Pele: exantema máculo-papular difuso com 
“ilhas" de pele normal; Pressão arterial: deitada = 130 x 80 mmHg, sentada = 118 x 76 mmHg; Prova do laço: positiva; Abdome: semigloboso, 
flácido, moderadamente doloroso à palpação profunda em epigastro, mesogastro e hipocôndrio direito. Ruídos hidroaéreos presentes. 
Extremidades: boa perfusão periférica, sem edemas. Considerando a principal hipótese diagnóstica para o caso, que conduta terapêutica 
imediata deve ser tomada?
A) Soro fisiológico a 0,9% 750 ml, endovenoso, em 1 hora.
B) Soro fisiológico a 0,9% 1500 ml, endovenoso, em 20 minutos.
C) Soro de reidratação oral 1500 ml + Líquidos diversos 3000 ml, por via oral, em 24 horas.
D) Soro glicosado a 5% 3000 ml + Soro fisiológico a 0,9% 1500 ml, endovenoso, em 24 horas.
COMENTÁRIO:
Trata-se de uma mulher com quadro febril agudo, com cefaleia, mialgia e dor retrorbitária. Com esses dados, imediatamente devemos 
pensar em dengue, ainda mais em uma cidade com condições climáticas propícias e que vem registrando uma alta incidência da doença.
No 3° dia, a febre desapareceu e surgiu uma “dor abdominal mal definida, que não cede com analgésicos comuns”. Epa, epa! Olha um sinal 
de alarme aparecendo aí... Com isso, a mulher deve ser classificada como grupo C. Nesse caso, o mais importante é iniciar a reposição 
volêmica imediata com 10 mL/kg de soro fisiológico na primeira hora e deixar a paciente em acompanhamento em leito de internação até 
estabilização, por um período mínimo de 48 horas.
Correta a alternativa A. para os pacientes do grupo C, recomenda-se reposição volêmica com 10 mL/kg de soro fisiológico na pri-
meira hora. 
Mulher com 75 kg = 750 mL de soro fisiológico na primeira hora.
Incorreta a alternativa B. Expansão rápida parenteral, com solução salina isotônica 20 mL/kg em até 20 minutos está recomendada para 
pacientes do grupo D (presença de sinais de choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos).
Incorreta a alternativa C. Hidratação oral está recomendada para os pacientes dos grupos A e B (até o resultado dos exames).
Incorreta a alternativa D. Não se usa soro glicosado 5% para expansão volêmica.
(HOSPITAL UNIVERSITÁRIO PROFESSOR ALBERTO ANTUNES – UFAL – AL - 2019) No caso de suspeita de dengue com dor abdominal, vômitos 
persistentes e hepatomegalia, qual é a melhor conduta?
A) Manter sob observação até estabilização do quadro.
B) Iniciar terapia de reidratação oral antes mesmo de colher exames.
C) Solicitar hemograma, função hepática, isolamento viral e sorologias.
D) Notificar e encaminhar, imediatamente, para Unidade de Referência.
E) Iniciar hidratação venosa, assegurar bom acesso venoso, vias aéreas pérvias e monitorar.
Estratégia
MED
INFECTOLOGIA Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika)
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2024 49
Por apresentar sinais de alarme para dengue, esse paciente se enquadra no grupo C da classificação de risco. Vamos relembrar os sinais 
de alarme para dengue:
• Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua. 
• Vômitos persistentes. 
• Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico). 
• Hipotensão postural e/ou lipotimia. 
• Hepatomegalia maior do que 2cm abaixo do rebordo costal. 
• Sangramento de mucosa. 
• Letargia e/ou irritabilidade. 
• Aumento progressivo do hematócrito.
Incorreta a alternativa A: Pacientes com sinais de alarme para dengue (grupo C) devem receber reposição volêmica imediatamente e não 
apenas serem mantidos em observação. 
Incorreta a alternativa B: Pacientes com sinais de alarme para dengue (grupo C) devem receber hidratação intravenosa imediatamente 
e não reidratação oral.
Incorreta a alternativa C: A melhor conduta imediata para pacientes com suspeita de dengue e sinais de alarme (grupo C) é a hidratação 
intravenosa e não a coleta de exames.
Incorreta a alternativa D: Pacientes com sinais de alarme para dengue (grupo C) devem receber hidratação intravenosa imediatamente, 
não importando o nível de complexidade da unidade de saúde que os atenda.
COMENTÁRIO
Correta a alternativa E A melhor conduta para pacientes com suspeita de dengue e sinais de alarme (grupo C) é a hidratação 
intravenosa e manutenção da estabilidade do paciente. 
(UNIVERSIDADE DE RIBEIRÃO PRETO – UNAERP – SP - 2019) Escolar, 7 anos, peso de 22 Kg, sexo feminino, iniciou quadro de febre há 4 
dias. Mãe refere que criança apresenta também mialgia, cefaleia, dor retro-orbitária e diminuição do apetite. Há 1 dia apareceram manchas 
pruriginosas por todo corpo. Hoje está muito sonolenta. Ao exame BEG-REG, prostrada, corada, eupneica, acianótica, sonolenta. Presença de 
exantema maculopapular difuso (inclusive mãos e pés) e prova do laço positiva. Restante do exame físico sem alterações. Qual é a conduta a 
ser tomada?
A) Prescrever hidratação domiciliar com volume de 80/ml/Kg/dia, sendo 1/3 de soro de reidratação oral e 2/3 de líquidos caseiros, e retorno 
no dia da melhora da febre. 
B) Solicitar hemograma, manter o paciente em observação até o resultado e prescrever hidratação oral com 80 ml/kg/dia, sendo 1/3 de soro 
de reidratação oral e 2/3 de líquidos caseiros. 
C) Solicitar exames laboratoriais, de imagem, prescrever reposição volêmica com 10 ml/kg de soro fisiológico 0,9% na 1ª hora e solicitar 
regulação do paciente. 
D) Solicitar exames laboratoriais, de imagem e prescrever reposição volêmica com 30 ml/kg em até 20 minutos. Repetir até 3 vezes se 
necessário e solicitar regulação do paciente. 
E) Solicitar hemograma, prescrever hidratação domiciliar com volume de 80 ml/kg/dia, sendo 1/3 de soro de reidratação oral e 2/3 de 
líquidos caseiros, e retorno no dia da melhora da febre.
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INFECTOLOGIA Arboviroses (Dengue, Chikungunya e Zika)
Prof. Sérgio Beduschi Filho| Curso Extensivo | 2024 50
COMENTÁRIO
O caso clínico descrito é sugestivo de dengue. Para acertar 
essa questão, precisamos classificar corretamente o paciente 
segundo o grupo de risco, para podermos definir a conduta 
adequada.
Em primeiro lugar, vamos relembrar quais são os critérios 
para cada grupo de risco da dengue:
• Grupo A: caso suspeito de dengue, sem sinais de alarme, 
comorbidades, grupo de risco ou condições clínicas 
especiais;
• Grupo B: caso suspeito de dengue,sem sinais de alarme, 
mas com sangramento de pele (petéquias ou prova do 
laço positiva) ou com comorbidades, grupo de risco ou 
condições clínicas especiais;
• Grupo C: caso suspeito de dengue com sinal de alarme;
• Grupo D: caso suspeito de dengue com sinais de choque, 
sangramento grave ou disfunção grave de órgãos.
O primeiro dado que devemos notar é a presença de 
sangramento cutâneo (prova do laço positiva), o que a classificaria 
como grupo B. No entanto, é necessário procurar sinais de alarme, 
pois, na presença de um desses, o paciente passa a fazer parte do 
grupo C. 
Vamos relembrar a seguir os sinais de alarme da dengue: 
• Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e 
contínua;
• Vômitos persistentes;
• Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame 
pericárdico).
• Hipotensão postural e/ou lipotimia;
• Hepatomegalia maior do que 2cm abaixo do rebordo 
costal;
• Sangramento de mucosa;
• Letargia e/ou irritabilidade;
• Aumento progressivo do hematócrito.
Podemos verificar que há, sim, um sinal de alarme: letargia. 
Assim, sabemos que a paciente faz parte do grupo C. Podemos 
afirmar que é realmente desse grupo e não do grupo D, pois não há 
sinais de choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos.
Agora só nos resta definir o local de tratamento e a via de 
hidratação. Pacientes dos grupos A e B podem ser tratados em 
domicílio; do grupo C devem ser tratados em internação hospitalar, 
e do grupo D, em UTI. A hidratação deve ser realizada por via oral 
para pacientes dos grupos A e B e por via parenteral para aqueles 
dos grupos C e D, seguindo estas orientações:
• Grupos A e B: 60mL/kg dia, sendo 1/3 de solução salina 
e 2/3 de outros líquidos.
• Grupo C: 10mL/kg IV de solução salina isotônica em 1 
hora.
• Grupo D: 20mL/kg IV de solução salina isotônica em 20 
minutos.
Incorreta a alternativa A: Essa paciente deve receber hidratação 
intravenosa em ambiente hospitalar.
Incorreta a alternativa B: A conduta descrita nessa alternativa é 
adequada para pacientes do grupo B e não do grupo C.
Correta a alternativa C Pacientes do grupo C devem 
ser tratados em ambiente hospitalar, recebendo 10mL/kg IV de 
solução salina isotônica em 1 hora. Devem ser realizados hemo-
grama, dosagem de albumina sérica, transaminases e exame para 
diagnóstico laboratorial de dengue. Recomenda-se a radiografia 
de tórax (PA, perfil e incidência de Laurell) e ultrassonografia de 
abdome para investigação de derrames cavitários.
Incorreta a alternativa D: Não existe recomendação de hidratação 
para dengue com 30mL/kg em vinte minutos. Mesmo para os 
pacientes mais graves (grupo D), a indicação da hidratação é de 
20mL/kg de solução fisiológica em vinte minutos.
Incorreta a alternativa E: Essa é a orientação para pacientes do 
grupo A de risco da dengue. 
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(FUNDAÇÃO JOÃO GOULART - FJG – RJ - 2012) Considerando as diretrizes da dengue grave, a base fundamental do tratamento é a reposição 
vigorosa de solução cristaloide. Em relação à terapia adicional à hidratação, pode-se afirmar que:
A) A transfusão profilática de plaquetas está indicada na dependência dos níveis plaquetários, independentemente de haver ou não 
exteriorização de sangramento.
B) A transfusão de concentrado de hemácias, plaquetas e plasma está indicada em quadros hemorrágicos, independentemente do volume 
de sangramento.
C) A transfusão de plasma está indicada se houver exteriorização de sangramento, independentemente dos valores laboratoriais de 
hematócrito, plaquetas e do coagulograma. 
D) A transfusão de plaquetas só está indicada em casos de trombocitopenia grave com sangramento ativo e hemorragia cerebral.
COMENTÁRIO
Embora seja um pouco antiga, essa questão é interessante por abordar o uso de hemoderivados na dengue.
Incorreta a alternativa A: Não há indicação de transfusão profilática de plaquetas para pacientes com dengue.
Incorreta a alternativa B: A transfusão de hemácias é indicada para pacientes com choque da dengue e hematócrito em queda, em 
vigência de sangramento. Plasma fresco pode ser utilizado em caso de coagulopatia, enquanto transfusão de plaquetas é indicada em caso 
de trombocitopenia com sangramento persistente. 
Incorreta a alternativa C: Plasma fresco é indicado quando há coagulopatia comprovada e hemorragia.
Correta a alternativa D Podemos afirmar que essa é a alternativa “mais correta”: transfusão de plaquetas é indicada quando há 
trombocitopenia com sangramento persistente ou grave.
Até aqui discutimos assuntos muito importantes sobre dengue, como classificação e tratamento. Agora, para finalizar a teoria dessa 
doença importantíssima para sua prova, vamos conversar um pouco sobre as medidas de prevenção da dengue.
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CAPÍTULO
8.0 DENGUE - MEDIDAS DE PREVENÇÃO 
 Você já sabe que a transmissão da dengue ocorre por meio da picada do Aedes aegypti, mosquito que se reproduz depositando ovos 
em água parada. A transmissão dessa doença ocorre, principalmente, em áreas urbanas e com elevada densidade demográfica. Além disso, 
o raio de ação do mosquito é pequeno, não passando de algumas centenas de metros. Assim, é fácil entender que o controle do vetor é a 
principal medida preventiva para dengue. 
8.1 CONTROLE VETORIAL
O controle vetorial pode ser mecânico, biológico ou químico. 
Controle mecânico consiste no uso de medidas para extinguir 
os criadouros de Aedes aegypti. O principal exemplo desse tipo 
de controle é a eliminação de recipientes ou áreas que possam 
acumular água parada. 
Figura 15 – O acúmulo de água parada em objetos favorece a reprodução do 
Aedes aegypti. Fonte: Shutterstock.
É chamado de controle biológico aquele que utiliza 
predadores naturais para controle da reprodução dos mosquitos, 
como peixes que se alimentam de larvas.
O emprego de inseticidas é conhecido como controle 
químico. É mais indicado para uso pontual em epidemias, pois seu 
uso indiscriminado pode gerar resistência.
Controle vetorial é a principal medida de combate à dengue!
Em relação à proteção individual, são recomendadas medidas para reduzir o risco de exposição ao mosquito, como:
• uso de repelente à base de DEET, IR3535 ou icaridina;
• instalação de telas em portas e janelas;
• uso de mosquiteiros;
• utilização de roupas que reduzam a exposição da pele aos mosquitos (calças compridas e camisas de mangas longas).
Obs.: o uso de repelentes não é contraindicado para gestantes.
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8.2 VACINA PARA DENGUE
Há duas vacinas tetravalentes para dengue aprovadas para uso no Brasil.
A Dengvaxia® (CYD-TDV) recebeu sua aprovação em 2015. É uma vacina quimérica, que utiliza o vírus atenuado da febre amarela 
modificado para produzir proteínas dos quatro vírus da dengue. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), está autorizada 
para indivíduos entre 6 e 45 anos de idade que já tiveram dengue (sorologia positiva). A administração segue o esquema de três doses, com 
intervalo de seis meses entre cada dose.
Estudos realizados após o lançamento da Dengvaxia® demonstraram maior risco de hospitalização 
por dengue e dengue grave em crianças vacinadas que nunca haviam sido infectadas por esse vírus. Por 
isso, essa vacina só é indicada para pessoas com sorologia positiva para dengue. 
A segunda vacina aprovada chama-se Qdenga®. Aprovada pela ANVISA em 2023, é constituída por cepa atenuada do vírus DENV-2, 
além de três cepas recombinantes do mesmo vírus, modificadas para expressar antígenos de superfície correspondentes aos sorotipos 1, 3 
e 4. É recomendada para indivíduos de 4 a 60 anos de idade, independentemente de terem sido infectadospreviamente ou não. O esquema 
preconizado é de duas doses, com intervalo de três meses.
Essas vacinas estão disponíveis no Brasil apenas em clínicas privadas de imunização. Por serem constituídas por vírus vivos, são 
contraindicadas para imunossuprimidos, gestantes ou nutrizes. 
Veja o resumo das vacinas na tabela abaixo.
Dengvaxia® Qdenga®
Ano de aprovação 2015 2023
Sorotipos 1, 2, 3 e 4 1, 2, 3 e 4
Composição
Vírus vivo atenuado (febre amarela 
recombinante)
Vírus vivo atenuado
 (DENV-2 recombinante)
Faixa etária 6 a 45 anos 4 a 60 anos
Esquema vacinal 3 doses (intervalo de 6 meses) 2 doses (intervalo de 3 meses)
Indicação apenas para pacientes com 
infecção prévia comprovada pelo 
vírus da dengue
Sim Não
Contraindicações
Imunodeprimidos, gestantes e 
nutrizes
Imunodeprimidos, gestantes e 
nutrizes
Tabela 4 - características das vacinas para dengue. 
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CAI NA PROVA
(SP - SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO - SCMSP - 2022) A dengue é a arbovirose mais frequente do mundo. O aumento 
crescente de casos nas áreas endêmicas e a possível expansão da área de risco de infecção caracterizam um grave problema de saúde pública 
nos países. Em relação à única vacina contra a dengue (DengvaxiaR), atualmente licenciada para uso contra a doença, assinale a alternativa 
correta.
A) A vacina é indicada para todos os indivíduos de nove a sessenta anos de idade que vivem em áreas endêmicas da doença, com restrição 
apenas para gestantes. 
B) A vacina tetravalente de vírus atenuados é indicada para indivíduos da faixa etária entre nove e 45 anos de idade que vivam em áreas 
endêmicas da doença e que sejam soropositivos para dengue. 
C) A vacina é recomendada para indivíduos entre nove e 45 anos de idade que morem em área de alta transmissão de dengue, 
independentemente de histórico prévio de exposição ao vírus causador da doença. 
D) A vacina tetravalente de vírus inativados utiliza como estrutura básica o vírus vacinal da febre amarela (cepa 17 D). 
A) A imunização completa inclui três doses da vacina, com intervalos de dois meses entre as doses e com indicação de reforço a cada cinco 
anos para os que vivam em zonas endêmicas da doença. 
COMENTÁRIO:
Esse é um bom exemplo de questão sobre vacina para a dengue. Atenção: até dezembro de 2022, a vacina era indicada para pessoas 
soropositivas ao vírus da dengue com idade entre 9 e 45 anos. Em 22/12/2022, houve atualização da bula, passando a ser indicada para a 
faixa etária de 6 a 45 anos.
Incorreta a alternativa A. a. A vacina Dengvaxia® só deve ser realizada para pessoas com comprovação sorológica de episódio prévio de 
dengue. Estudos demonstraram que a vacinação de pessoas sem infecção prévia pode aumentar o risco de dengue grave.
Correta a alternativa B. É necessária a comprovação de infecção prévia por dengue para a vacinação com essa vacina.
Incorreta a alternativa C. A vacina é composta por vírus atenuado, e não inativado.
Incorreta a alternativa D. Apesar de utilizar o vírus vacinal da febre amarela como base, esse vírus é quimérico, ou seja, modificado 
geneticamente, sendo assim diferente daquele da vacina da febre amarela. 
Incorreta a alternativa E. O esquema vacinal é composto por 3 doses com intervalo de 6 meses entre cada dose. Não há recomendação 
de doses de reforço.
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(HOSPITAL DILSON GODINHO – MG - 2019) A mais importante medida do controle epidemiológico da dengue é o(a):
A) isolamento dos doentes. 
B) vacinação dos não imunes.
C) tratamento dos casos graves.
D) diminuição da densidade de vetores.
E) controle dos viajantes de áreas endêmicas.
COMENTÁRIO
Leia com atenção os comentários dessa questão, que trata exclusivamente sobre as medidas de controle epidemiológico da dengue.
Incorreta a alternativa A: Isolamento de pacientes com dengue não é necessário, já que a doença não é transmitida diretamente de 
pessoa a pessoa. 
Incorreta a alternativa B: A vacinação para dengue não é considerada a medida mais importante para o controle da doença. A eficácia para 
evitar a infecção varia de acordo com o sorotipo e com o histórico de infecção pelo vírus. 
Incorreta a alternativa C: O tratamento de casos graves pouco interfere no controle epidemiológico da dengue.
Correta a alternativa D: O combate aos vetores é a forma mais eficaz de controle da dengue.
Incorreta a alternativa E: Como a transmissão da dengue é dependente dos vetores, o controle desses é muito mais importante que o de 
viajantes. 
Gabarito oficial: alternativa C. Resposta correta: alternativa D. 
Pronto, Estrategista! Concluímos o estudo da dengue. Agora, beba uma água, levante um pouco da cadeira e volte aqui para continuarmos 
nosso estudo das arboviroses.
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CAPÍTULO
9.0 CHIKUNGUNYA - INTRODUÇÃO
Dengue é o grande tema das arboviroses, mas chikungunya também é um tópico relevante. Estudar chikungunya é mais simples do 
que estudar dengue: o conteúdo é mais enxuto, e as bancas de provas costumam cobrar as características clínicas da doença, que são bem 
específicas.
Veja na tabela a seguir o resultado da análise da engenharia reversa.
Tópico Frequência (%)
Manifestações clínicas 60
Características gerais 29
Complicações 10
Diagnóstico 8
Tratamento 8
Prevenção 2
Tabela 5 - Distribuição de questões por tema – chikungunya.
Como você pode perceber, mais da metade das questões é relacionada ao quadro clínico de chikungunya. Viu como é importante a 
engenharia reversa? Assim fica muito mais fácil saber onde focar seus estudos!
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CAPÍTULO
10.0 CHIKUNGUNYA – CARACTERÍSTICAS GERAIS
Chikungunya é uma arbovirose causada por vírus RNA do mesmo nome, que faz parte do gênero Alphavirus (família Togaviridae). O 
termo que dá nome à doença é derivado do idioma africano makonde e significa “aqueles que se dobram”. Representa a posição antálgica 
adquirida por pacientes que sofrem dessa doença. Aqui já posso adiantar o sintoma mais típico de chikungunya: a artralgia.
DICA PARA A PROVA
Preste atenção na dica a seguir! 
Boa parte dos arbovírus são Flavivirus, mas não o vírus chikungunya. Para lembrar da família e gênero desse vírus, 
imagine a seguinte história:
“O vírus chikungunya é um magistrado que mora em um bairro elegante. Usa toga e mora em Alphaville.” 
Fonte: Pixabay
O vírus chikungunya faz parte da família Togaviridae (gênero Alphavirus). 
10.1 HISTÓRICO DA CHIKUNGUNYA NO BRASIL
O vírus chikungunya é conhecido desde os anos 1950, quando 
foi isolado no leste africano. Ganhou maior notoriedade a partir dos 
anos 2000, pois houve, naquela década, uma disseminação a ponto 
de causar epidemias na Ásia e até mesmo disseminação autóctone, 
na Itália e na França.
No Brasil, a disseminação do vírus ocorreu a partir de 2014. Os 
primeiros estados afetados foram: Amapá, Roraima, Mato Grosso 
do Sul e Distrito Federal. No ano de 2015, houve concentração de 
casos no Nordeste do Brasil. Em 2016, já havia registro de casos 
autóctones em todos os estados do país. Entre 2018 e 2019, houve 
uma concentração de casos no estado do Rio de Janeiro. Segundo 
dados do Ministério da Saúde, o número de casos atingiu seu pico 
entre 2016 e 2017, com queda gradativa nos anos seguintes.
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Identificação na 
África Oriental
Epidemias na Ásia e 
disseminação na 
Itália e França
AP, RR, MS e DF
Concentração de 
casos no Nordeste
Casos em todo o 
Brasil
Concentração de 
casos no RJ
1950
2000
20142015
2016
2018 - 2019
10.2 TRANSMISSÃO
Como em toda arbovirose, a transmissão do vírus chikungunya ocorre por meio da picada do mosquito fêmea do gênero Aedes. No 
entanto, há uma diferença quando a comparamos à transmissão da dengue. A transmissão do vírus chikungunya pode ocorrer em ciclo 
urbano ou em ciclo silvestre.
Ciclo silvestre: ocorre em florestas do continente africano, envolvendo diversas espécies de Aedes e primatas não humanos. 
Ciclo urbano: transmissão por Aedes aegypti ou Aedes albopictus em áreas urbanas, sem participação de primatas não humanos.
No Brasil, essa arbovirose é transmitida por Aedes aegypti. 
Embora o Aedes albopictus seja encontrado no Brasil, não há 
comprovação de transmissão significativa por essa espécie em 
nosso país. 
O período de incubação varia entre 1 e 12 dias, sendo em 
média de 3 a 7 dias. O paciente infectado pode ser transmissor 
desde 2 dias antes do início dos sintomas até 8 dias após, pois esse 
é o período que dura a viremia. 
Sabe-se que a transmissão vertical é possível, especialmente 
quando a infecção materna acontece poucos dias antes do 
parto. Nesses casos, o recém-nascido não apresenta sintomas 
nos primeiros dias, podendo desenvolver síndrome febril com 
prostração, lesões cutâneas (exantema, descamação, vesículas ou 
bolhas) e/ou edema de extremidades. Recém-nascidos são mais 
frequentemente acometidos por manifestações graves, como 
complicações neurológicas, cardíacas ou hemorrágicas.
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Infecção pelo vírus chikungunya confere imunidade duradoura. Assim, como regra geral, uma 
pessoa só poderá adquirir a doença uma vez em sua vida.
CAI NA PROVA
(HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS – PR – 2013) Febre de chikungunya é uma doença viral, com quadro clínico caracterizado por início 
agudo de febre, artralgia e mialgia intensa, com alta incidência na África, Índia e Sudeste Asiático, com características muito semelhantes às 
da dengue possuindo inclusive o mesmo vetor de transmissão que é:
A) Culex quinquefasciatus 
B) Triatoma infestans
C) Aedes aegypti
D) Anopheles sp
E) Culiseta melanura
COMENTÁRIO
Veja como o vetor de chikungunya pode ser cobrado em questões. Essa é uma questão um pouco antiga, mas que se mantém atual.
Incorreta a alternativa A: Culex quinquefasciatus é o principal transmissor de filariose no Brasil, mas não é capaz de transmitir dengue ou 
chikungunya.
Incorreta a alternativa B: pois Triatoma infestans é o vetor da doença de Chagas.
Correta a alternativa C Aedes aegypti é o principal vetor de dengue e chikungunya. Os vírus são transmitidos pela picada da 
fêmea infectada.
Incorreta a alternativa D: Anopheles spp é mosquito transmissor de malária e não de arboviroses.
Incorreta a alternativa E: Culiseta melanura é o vetor da encefalite equina oriental.
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CAPÍTULO
11.0 CHIKUNGUNYA - MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Estamos diante do tópico mais cobrado em questões sobre chikungunya! Leia o conteúdo com muita atenção!
Se há algo que você jamais deve esquecer sobre chikungunya é a frase a seguir:
Chikungunya é uma doença febril aguda que causa poliartralgia intensa.
Essa é a grande característica clínica dessa arbovirose! Os pacientes queixam-se de febre e artralgia e é assim que as bancas descrevem 
o quadro clínico em questões de provas. Como você deve imaginar, há mais detalhes importantes que você deve conhecer sobre essa doença. 
No entanto, se entender a importância da frase acima, será muito mais fácil acertar as questões sobre esse tema.
A maior parte (cerca de 70%) dos pacientes infectados pelo vírus chikungunya desenvolve sintomas. Esse 
percentual é muito diferente da dengue, que causa sintomas em cerca de 25% dos pacientes acometidos.
A febre chikungunya pode manifestar-se em três fases: aguda, subaguda (ou pós-aguda) e crônica.
11.1 FASE AGUDA (FEBRIL)
A fase aguda pode ter duração de até duas semanas. Os sintomas típicos dessa fase são febre e poliartralgia intensa, podendo estar 
acompanhados de exantema, cefaleia, mialgia (normalmente menos intensa que a artralgia) e fadiga. Também podem estar presentes 
conjuntivite não purulenta (em 30% dos casos), náuseas, vômitos e dor abdominal.
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Figura 16 – Quadro clínico típico de chikungunya. Fonte: Estratégia MED.
11.1.1 FEBRE
A febre em casos de chikungunya é elevada (>38,5oC) e de curta duração (cerca de dois a três dias). Diferentemente da dengue, a 
redução da febre não se relaciona à piora clínica. 
11.1.2 ACOMETIMENTO ARTICULAR
A maioria dos pacientes com chikungunya demonstra sinais de acometimento articular. A artralgia típica dessa arbovirose é poliarticular, 
bilateral e simétrica. Incide sobre pequenas e grandes articulações, sendo mais comum em regiões distais. Edema articular pode estar presente.
Queixas como rigidez matinal e dificuldade para exercer atividades diárias são comuns.
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ACOMETIMENTO 
ARTICULAR
Poliarticular
Bilateral
Simétrico
Distal
11.1.3. ACOMETIMENTO CUTÂNEO
Figura 17 – Edema articular bilateral e 
distal. Fonte: Shutterstock.
O exantema acomete cerca de metade dos pacientes com chikungunya. É macular ou maculopapular e não poupa regiões palmar e 
plantar. Cerca de um quarto dos pacientes com exantema apresenta prurido, que pode ser generalizado ou limitado às áreas palmoplantares.
Figura 18 – Exemplo de exantema 
da febre chikungunya. Fonte: 
Shutterstock.
EXANTEMA
50% dos casos
Macular ou 
maculopapular
Inclui regiões 
palmar e plantar
Prurido: 25%
Menos frequentemente, são encontradas lesões como: dermatite esfoliativa, bolhas ou vesículas, fotossensibilidade, úlceras em 
cavidade oral, hiperpigmentação e lesões que simulam eritema nodoso.
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OUTRAS 
MANIFESTAÇÕES 
CUTÂNEAS
Dermatite 
esfoliativa
Bolhas/vesículas
Úlceras orais
Eritema nodoso
Fotossensibilidade
Figura 19 – Dermatite. 
Fonte: Shutterstock.
11.2 FASE SUBAGUDA
Nem todos os pacientes chegarão a essa etapa da doença, pois em muitos casos há resolução completa dos sintomas ao final da fase 
aguda. 
Pacientes que manifestam a fase subaguda (entre duas semanas e três meses de doença) já não apresentam febre, na maioria dos 
casos, mas sofrem com a manutenção de sintomas articulares. É bem descrita nessa fase a tenossinovite hipertrófica em articulações das 
mãos, levando com certa frequência à síndrome do túnel do carpo. 
11.3 FASE CRÔNICA
A fase crônica é uma peculiaridade muito marcante da 
febre chikungunya. A cronificação dos sintomas articulares 
pode causar grande impacto na qualidade de vida e 
capacidade laboral dos pacientes acometidos. Considera-se 
como fase crônica a persistência dos sintomas por período 
superior a três meses. 
Até metade dos pacientes com chikungunya pode 
desenvolver sintomas da fase crônica, mas a incidência é 
variável, de acordo com alguns fatores de risco. Veja ao lado 
quais são esses fatores: 
CHIKUNGUNYA:
Fatores de risco para 
cronificação
Idade > 45 
anos
Doença articular 
prévia
Acometimento 
articular intenso 
na fase aguda
Em relação ao quadro clínico da fase crônica, é notável que as articulações acometidas são, geralmente, as mesmas envolvidas na 
fase aguda da doença. São comuns a restrição de movimentos e a rigidez matinal que melhora ao longo do dia. Edema articular pode estar 
presente ou não. Alguns casos podem evoluir para lesões articulares degenerativas ao longo dos meses ou anos, com característicasque 
remetem à artrite reumatoide ou psoriática. Também são descritos bursite e tenossinovite.
Estratégia
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Além das manifestações articulares, os pacientes com chikungunya na fase crônica podem desenvolver sintomas diversos, como: fadiga, 
alterações neuropsiquiátricas (depressão, cefaleia, parestesias, distúrbios cerebelares, alterações de memória), manifestações cutâneas 
(exantema, alopecia, prurido, fenômeno de Raynaud).
11.4 ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
As alterações laboratoriais inespecíficas da chikungunya não são cobradas com frequência em provas de Residência 
Médica. O achado mais frequente na fase aguda é hemograma com leucopenia e linfopenia. Plaquetopenia pode estar 
presente, mas habitualmente é menos intensa do que em casos de dengue. Outras alterações que podem ser encontradas 
são: elevação discreta de aminotransferases (AST e ALT), assim como da creatinina e creatinofosfoquinase (CPK).
CAI NA PROVA
(PB - UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - UFPB - 2019) Paciente de 12 anos de idade, previamente hígido, após excursão em área de mata 
para acampamento de escoteirismo, apresenta febre intensa, três dias de evolução, prurido cutâneo leve, poliartrite, com edema de mãos e 
pés, mialgia e exantema inespecífico. Com base nos dados citados, o diagnóstico mais provável e a evolução possível são:
A) Zika e evolução para cronicidade. 
B) Dengue com evolução para dengue hemorrágica.
C) Chikungunya e evolução para cronicidade. 
D) Zika sem risco de evolução para cronicidade. 
E) Chikungunya com risco de hemoconcentração.
COMENTÁRIO:
Preste atenção aos dados clínicos disponíveis no enunciado: o grande diferencial é a presença de poliartrite com edema de mãos e pés. 
Incorreta a alternativa A, porque essa doença cursa com um quadro articular importante, mas de menor magnitude que a Chikungunya, 
e que habitualmente se resolve em 2 a 7 dias. Um outro fator que sugere mais fortemente a hipótese de Chikungunya é a febre alta, que 
é um achado incomum na infecção por Zika. As complicações associadas a Zika são a microcefalia e perda fetal quando ocorre infecção 
em gestantes, bem como, complicações neurológicas na população geral (síndrome de Guillain-Barré, encefalite, mielite, dentre outras).
Incorreta a alternativa B, porque dengue não é a principal hipótese diagnóstica diante de um quadro de poliartrite com edema articular e 
não foi fornecido nenhum elemento clínico-laboratorial no enunciado que remeta a possibilidade de um quadro de dengue hemorrágica.
Correta a alternativa C, porque o acometimento articular, com poliartrite e edema é mais intenso e frequente na Chikungunya do 
que nas demais arboviroses com circulação endêmica no Brasil. Após a fase subaguda da doença (3 meses de evolução), mais da metade 
dos pacientes podem apresentar a persistência dos sintomas, principalmente dor articular, musculoesquelética e neuropática. A artrite 
pode ser persistente ou recidivante por meses a anos.
Incorreta a alternativa D, porque Zika pode cursar com todos esses achados clínicos, mas não é a principal hipótese diagnóstica para o 
caso pelos elementos já expostos.
Incorreta a alternativa E, porque a hemoconcentração é uma característica típica da dengue. 
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(UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – UFRJ – RJ – 2020) Adolescente, 12 anos, é levado à emergência por apresentar febre, 
exantema generalizado e dores no corpo. Mãe relata que o quadro teve início há dois dias, mas, desde a véspera, apresentava fortes dores 
nas mãos e pés, inclusive em repouso. Exame físico: fácies de dor, febril (38,0ºC), PA= 90 x 60 mmHg, eupneico, exantema discreto com edema 
dos dedos das mãos e pés, deambula com o auxílio da mãe, queixa-se de artralgia. Exames laboratoriais: SaO₂ = 98%, hemograma normal. A 
hipótese diagnóstica mais provável é:
A) chikungunya
B) febre amarela
C) leptospirose
D) dengue hemorrágico
COMENTÁRIO
Você não pode ficar com dúvidas nessa questão! Paciente com febre, dores e edema nas mãos e pés (poliartralgia distal e bilateral) e 
exantema é sinônimo de chikungunya.
Correta a alternativa A Chikungunya é doença que se apresenta como quadro febril agudo, acompanhado de poliartralgia moderada 
a intensa e edema articular. Exantema pode surgir entre o segundo e quinto dias de doença.
Incorreta a alternativa B: O quadro clássico da febre amarela tem evolução bifásica e não é compatível com o descrito nessa questão. 
No início há febre alta e pulso lento em relação à temperatura (sinal de Faget), calafrios, cefaleia intensa, mialgias, prostração, náuseas e 
vômitos, durando cerca de três dias, após os quais se observa remissão da febre e redução dos sintomas, o que pode durar algumas horas 
ou, no máximo, dois dias. Em casos graves, há, em seguida, o surgimento de icterícia, fenômenos hemorrágicos e choque. Febre amarela 
geralmente é cobrada em provas com dados epidemiológicos de exposição a regiões de mata nativa ou em áreas em que há transmissão 
desse vírus. 
Incorreta a alternativa C: Leptospirose é doença que, em geral, é cobrada em provas com descrição de indivíduo com história recente de 
exposição a roedores ou enchentes, áreas alagadas, esgotos e quadro clínico de febre de início súbito e mialgia, podendo haver também 
icterícia, sufusão conjuntival e disfunção renal. Nessas condições, pense em leptospirose.
Incorreta a alternativa D: Dengue é doença cujo quadro clínico típico envolve febre alta de início súbito, cefaleia e mialgia moderada a 
intensa, sendo artralgia menos frequente e de menor intensidade. O exantema da dengue surge entre o terceiro e sexto dias de sintomas 
(nesse caso, surgiu após dois dias de sintomas). Além disso, não há manifestações hemorrágicas no quadro clínico desse paciente.
Estratégia
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CAPÍTULO
12.0 CHIKUNGUNYA – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
O diagnóstico laboratorial da febre chikungunya segue a mesma estratégia das outras arboviroses: encontrar o vírus no sangue (no 
início do quadro) ou anticorpos contra o vírus (em fase mais tardia). 
Como técnica para identificar a presença do vírus no sangue, podemos utilizar reação em cadeia de polimerase (RT-PCR). Esse exame 
pode ser empregado até o oitavo dia de sintomas (período de viremia). 
A detecção de anticorpos pelo método sorológico (ELISA) pode ser utilizada a partir do sexto dia de doença.
Figura 20 - Métodos diagnósticos para chikungunya, indicados de acordo com o tempo de sintomas. Fonte: Estratégia MED.
 Questões de provas sobre o diagnóstico de chikungunya não costumam cobrar detalhes sobre o melhor 
momento para coleta de cada tipo de exame. Essa abordagem é muito mais comum em questões sobre 
dengue. No entanto, é interessante que o aluno entenda as diferenças entre os exames e suas indicações. 
CAI NA PROVA
(SP - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - USP - 2019) Mulher, 30 anos, procura atendimento após período de férias de quinze dias em Recife (PE). 
Refere febre (até 39,0°C) com dois episódios diários há sete dias, além de mialgia em dorso e membros e dor, edema e rigidez persistente 
em articulações das mãos, punhos e cotovelos. Exame físico: regular estado geral; artrite em cotovelos, punhos, metacarpofalangianas e 
interfalangianas proximais de ambas as mãos; máculas eritematosas numulares em tronco. Qual é o exame mais indicado para elucidação 
diagnóstica?
A) Ultrassonografia com Doppler das mãos.
B) Radiografia simples das mãos.
C) Quantificação de IgM específica. 
D) Pesquisa de anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico.
Estratégia
MED
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COMENTÁRIO:
A questão traz uma mulher comhistórico de viagem recente ao Nordeste apresentando quadro agudo de febre alta, exantema mialgia e 
poliartrite de pequenas e grandes articulações. Tendo em vista a epidemiologia e o quadro clínico característico, nossa principal hipótese 
diagnóstica é infecção pelo vírus Chikungunya (CHIKV) em sua fase aguda. Nesse momento, o diagnóstico laboratorial específico pode ser 
feito de forma direta por meio de isolamento do CHIKV e identificação do RNA pela técnica Polymerase Chain Reaction (PCR) ou de forma 
indireta pela pesquisa de anticorpos. A identificação de anticorpos do tipo IgM pode ser feita a partir do 2° dia após o início dos sintomas 
(mas com melhor indicação após o 5° dia) e do tipo IgG a partir do 6° dia. 
Incorreta a alternativa A porque, apesar de a ultrassonografia com Doppler ser útil nessa fase aguda para avaliar o acometimento articular 
e periarticular, inclusive para diagnóstico diferencial do edema, ele não auxilia na distinção entre suas possíveis causas. 
Incorreta a alternativa B porque nessa fase aguda da doença a radiografia apenas mostrará o aumento de partes moles decorrente da 
artrite e tenossinovite não sendo útil na elucidação diagnóstica.
Correta a alternativa C 
CAPÍTULO
13.0 CHIKUNGUNYA – COMPLICAÇÕES
Embora exista uma impressão geral de que essa é uma doença 
de evolução benigna, há sim complicações que podem impactar o 
curso da doença. Devemos lembrar que as manifestações crônicas 
(especialmente o acometimento articular) podem interferir, 
consideravelmente, na qualidade de vida e capacidade laboral dos 
pacientes acometidos. Além disso, há complicações agudas que 
podem resultar em doença grave. 
A letalidade de chikungunya é baixa, sendo geralmente 
relatada na literatura médica abaixo de 0,1%. Em populações 
vulneráveis, essa taxa pode ser um pouco mais elevada.
Chikungunya é uma doença com potencial para causar grandes epidemias. Assim, quando há um grande 
número de casos, tornam-se mais evidentes as complicações raras e óbitos. 
porque após 7 dias do início dos sintomas, conforme descrito no enunciado, já esperamos encontrar anti-
corpos do tipo IgM circulando no sangue periférico da paciente. 
Incorreta a alternativa D porque na fase aguda apenas os anticorpos específicos contra o CHIKV estarão presentes. Mas aproveitando 
a questão para agregar conhecimento, sabemos que a ativação imunológica aberrante causada pelo CHIKV pode com o tempo levar à 
produção de autoanticorpos, como fator reumatoide (FR) e anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico (anti-CCP), e funcionar como trigger 
para o surgimento de doenças autoimunes, como artrite reumatoide.
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Veja a seguir que pacientes são mais suscetíveis a complicações graves da chikungunya:
Portadores de 
doenças crônicas
Diabetes, asma, 
insuficiência cardíaca, 
etilismo, doenças 
reumatológicas, anemia 
falciforme, talassemia, 
hipertensão arterial 
sistêmica.
Extremos de idade
Idade 65 
anos
Uso de 
medicamentos
Acído acetilsalicílico, 
anti-inflamatórios e 
paracetamol em doses 
elevadas.
Gestantes
Risco de transmissão 
fetal próximo ao parto.
Risco (baixo) de 
sofrimento fetal. 
O vírus chikungunya pode infectar diversas células humanas, 
dentre as quais podemos citar as do tecido conjuntivo, do sistema 
nervoso central (leptomeninge e glia) e macrófagos hepáticos. A 
ação direta do vírus, associada à resposta imune do hospedeiro, 
pode resultar em uma grande variedade de complicações e 
manifestações atípicas (além das já conhecidas lesões articulares).
O acometimento do sistema nervoso pode resultar em 
alterações como meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré 
e neuropatias. Das manifestações atípicas, essas são as mais 
importantes. 
Também podem ser afetados os olhos (neurite óptica, 
uveíte, retinite, episclerite); a pele (ulcerações, bolhas ou vesículas, 
lesão por fotossensibilidade); o coração (miocardite, pericardite, 
insuficiência cardíaca, arritmias) e os rins (nefrite e insuficiência 
renal aguda). 
COMPLICAÇÕES
Articulares
Cutâneas
Neurológicas
Oculares
Cardiovasculares
Renais
Guillain-Barré, 
meningoencefalite, 
neuropatia
Neurite óptica, uveíte, 
retinite, episclerite
Miocardite, pericardite, IC, 
arritmias
Nefrite e insuficiência renal 
aguda
Estratégia
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As complicações de chikungunya mais cobradas em provas são as próprias lesões articulares, 
em especial na fase crônica. Entre as manifestações atípicas, aquelas relacionadas ao sistema 
nervoso central são as mais importantes.
CAPÍTULO
14.0 CHIKUNGUNYA – TRATAMENTO
O tratamento da febre chikungunya é pouco cobrado em 
provas; quando cobrado, as bancas não se aprofundam muito no 
tema. Além disso, o tratamento é muito mais focado no controle 
de sintomas do que em medidas que possam evitar complicações 
graves ou o óbito, como ocorre no tratamento da dengue. Por essas 
razões, esse tópico será abordado de forma breve, apenas com as 
principais informações necessárias para o entendimento geral das 
medidas terapêuticas.
De forma sucinta, o tratamento consiste em controle dos 
sintomas, suporte clínico para as complicações (em quadros graves) 
na fase aguda e manejo dos sintomas na fase crônica (em especial 
artropatia).
Veja a seguir os fundamentos do tratamento da febre 
chikungunya. 
14.1 TRATAMENTO – FASE AGUDA
14.1.1 CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
É na fase aguda da febre chikungunya que os casos graves podem ocorrer. Assim, é necessário conhecer os fatores de risco e os sinais 
de gravidade dessa doença. Lembre-se de que os casos graves de chikungunya são pouco comuns.
Os casos sem fatores de risco ou critérios de internação podem ser acompanhados ambulatorialmente. Quando há fatores de 
risco (idade 65 anos, comorbidades ou gestação), mas não há critérios de gravidade ou de internação, o paciente deve ser 
acompanhado diariamente até o fim da febre. Pacientes com critérios de gravidade ou de internação devem ser internados para suporte 
clínico e observação. 
Quais são os critérios de gravidade ou de internação? Veja no quadro abaixo:
CRITÉRIOS DE GRAVIDADE OU DE INTERNAÇÃO
- Sinais de choque
- Acometimento neurológico
- Dispneia
- Dor torácica
- Vômitos persistentes
- Idade (período neonatal)
- Descompensação de doença preexistente
- Sangramento de mucosas
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Atenção: os critérios de gravidade não costumam ser cobrados em provas de Residência Médica. Você não precisa investir toda sua 
energia em decorá-los (guarde espaço na memória para os sinais de alarme da dengue!). O importante é que você entenda que 
os pacientes com fatores de risco devem ser acompanhados mais de perto e aqueles com sinais clínicos de gravidade devem ser 
internados.
14.1.2 TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA FASE AGUDA
Esse é o tópico mais importante sobre tratamento de chikungunya para sua prova! 
CHIKUNGUNYA
Sem fatores de risco, critérios 
de internação ou de gravidade
Com critérios de risco, mas sem 
critérios de internação ou de 
gravidade
Com critérios de internação ou 
gravidade
Acompanhamento ambulatorial
Avaliação diária até resolução 
da febre
Internação hospitalar
A primeira coisa que você deve saber é que não há tratamento 
antiviral para chikungunya. A conduta clínica é baseada em 
hidratação, repouso e medicamentos para controle dos sintomas.
O grande foco do tratamento sintomático da fase aguda é 
o controle da dor. A analgesia deve ser prescrita de acordo com a 
intensidade da dor, de forma escalonada. Pacientes com dor leve 
devem ser tratados com dipirona ou paracetamol. Quando há dor 
moderada, é indicada a prescrição de dipirona e paracetamol,intercalando a administração a cada três horas. Em casos de dor 
intensa ou persistente, que não alivia com esses analgésicos, é 
recomendado associar o uso de opioides (tramadol, codeína ou 
oxicodona). Alguns pacientes podem ter sintomas sugestivos de 
dor neuropática (parestesia, hipoestesia, dor tipo “choque”), o que 
indica tratamento direcionado com amitriptilina ou gabapentina. 
Como classificar a intensidade da dor? Utilizando a escala 
visual analógica (EVA):
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ANALGESIA NA FASE 
AGUDA DA FEBRE 
CHIKUNGUNYA
Dor leve
Dor moderada
Dor intensa
Dipirona ou paracetamol
Dipirona e paracetamol 
intercalados
Dipirona e/ou paracetamol + 
opioide (tramadol, codeína ou 
oxicodona)
Figura 21 – Escala visual analógica da dor. Fonte: Estratégia MED.
Agora que você já sabe que medicamentos podem ser 
usados na fase aguda, chegou o momento de aprender que 
drogas são contraindicadas. Anti-inflamatórios não esteroidais 
são ótimos para controle da dor, mas não devem ser utilizados 
nessa fase devido ao risco de sangramento e lesão renal. Ácido 
acetilsalicílico (aspirina ou AAS) também é contraindicado, assim 
como em casos de dengue, pelo risco de síndrome de Reye (veja 
o item 7.3). Outra classe que não deve ser empregada na fase 
aguda é a dos corticosteroides. 
Anti-inflamatórios não
esteróides (incluindo AAS)
TRATAMENTOS 
CONTRAINDICADOS NA FASE
AGUDA DE CHICUNGUNYA
Corticosteroides
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DICA PARA A PROVA
Há duas coisas que você realmente precisa saber sobre o tratamento da fase aguda, para acertar as 
questões em provas:
1. o tratamento é feito com analgésicos;
2. anti-inflamatórios não esteroidais, ácido acetilsalicílico e corticosteroides são contraindicados.
Praticamente todas as questões sobre o tratamento da fase aguda da febre chikungunya são focadas nesses 
dois conceitos!
14.1.3 TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO DA FASE AGUDA
Além do tratamento farmacológico, há três recomendações para pacientes em fase aguda: crioterapia (compressas frias), hidratação 
oral e repouso. 
Compressas frias podem ser aplicadas sobre as articulações dolorosas de 4 em 4 horas, em sessões de 20 minutos.
A hidratação oral é mais simples do que na dengue: dois litros por dia é o suficiente.
TRATAMENTO NÃO 
FARMACOLÓGICO
Repouso
Hidratação oral
Compressas frias
2L/dia
20 min a cada 4h
14.2 TRATAMENTO DAS FASES SUBAGUDA E CRÔNICA
Você já leu, neste livro, que a febre chikungunya pode tornar-se crônica em até 50% dos casos. O curso da fase crônica é variável: 
alguns pacientes apresentam sintomas leves, com sinais de regressão, enquanto outros mantêm os sintomas dolorosos estáveis ou em piora. 
Especialmente nesses dois últimos casos, em que há persistência significativa do quadro, é essencial o diagnóstico diferencial com outras 
doenças.
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Nas fases subaguda e crônica, o uso de medicamentos visa 
combater a inflamação. Nessas fases, o risco de efeitos adversos 
graves relacionados a anti-inflamatórios e corticosteroides é 
reduzido. Assim, podemos prescrever anti-inflamatórios não 
esteroidais, corticosteroides e outros imunomoduladores nessas 
etapas da doença.
Assim como na fase aguda, a prescrição de medicamentos 
deve ser escalonada, ou seja, o uso de medicamentos com maior 
potência anti-inflamatória deve ser indicado quando há falha no 
controle dos sintomas com o tratamento prescrito anteriormente.
14.2.1 FASE SUBAGUDA
A fase subaguda nada mais é que a transição entre a fase 
aguda e fase crônica. Nesse período da doença, é recomendado o 
uso de anti-inflamatórios não esteroidais (ibuprofeno, naproxeno 
entre outros) como primeira linha. Quando o tratamento com 
essa classe de medicamentos não é o suficiente para controle 
dos sintomas, é indicado o uso de corticosteroide em dose anti-
inflamatória (prednisona 0,5mg/kg/dia). Caso seja atingida a 
remissão da dor com corticosteroide, o tratamento deve ser 
mantido por mais três a cinco dias, sendo iniciada a retirada lenta 
da droga (5mg a cada sete dias).
O uso de corticosteroides e anti-inflamatórios não esteroidais passa a ser indicado a partir da fase subaguda.
14.2.2 FASE CRÔNICA
Na fase crônica, há pacientes que não entram em remissão 
dos sintomas com o uso de corticosteroide e/ou analgésicos comuns. 
Nesses casos, é indicado o uso de outros imunomoduladores. O 
primeiro a ser utilizado deve ser a hidroxicloroquina. Caso não 
seja suficiente para a redução dos sintomas, pode-se associar a 
sulfassalazina. Se a dor persistir, apesar desse esquema terapêutico, 
recomenda-se a troca dos medicamentos por metotrexate. Veja a 
seguir a ordem de uso de medicamentos sugerida pelo Ministério 
da Saúde: 
Corticosteroide
(prednisona até
0,5mg/kg)
Hidroxicloroquina
Hidroxicloroquina
+
sulfassalazina
Metotrexate
Tenha em mente que essa é uma recomendação geral do Ministério da Saúde. Dependendo da fonte consultada na literatura médica, 
pode haver alguma divergência nos detalhes, mas os princípios do tratamento são semelhantes. 
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A Sociedade Brasileira de Reumatologia publicou recomendações mais detalhadas sobre o tratamento da fase 
crônica da chikungunya. Além dos medicamentos descritos acima, indica os seguintes medicamentos:
• opioides para dor musculoesquelética (tramadol ou codeína);
• anticonvulsivantes ou antidepressivos para dor neuropática (amitriptilina, pregabalina ou gabapentina);
• biológicos (anti-TNF) para artrite ou tenossinovite refratária (infliximabe, etanercept, entre outros).
DICA PARA A PROVA
O que você precisa saber para acertar as questões de provas de Residência Médica sobre tratamento da fase 
crônica da chikungunya? 
1. O foco do tratamento é o controle da inflamação crônica;
2. O uso de anti-inflamatórios não esteroidais e corticosteroides é permitido;
3. O tratamento deve ser feito de forma escalonada e inclui imunomoduladores, como hidroxicloroquina, 
sulfassalazina ou metotrexate. 
CAI NA PROVA
(GO - SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE GOIÁS - SES GO - 2023) Mulher de 50 anos procura assistência médica com quadro de poliartrite 
simétrica das mãos, dos punhos, dos tornozelos e dos pés, de intensidade dolorosa 6/10, com início há 12 dias. Os exames laboratoriais 
mostram: Hemograma = normal; VHS = 80 mm (VRnão há tratamento antiviral específico para 
a febre de chikungunya (CHIKV). A terapia utilizada é analgesia e suporte às descompensações clínicas causadas pela doença. É necessário 
estimular a hidratação oral dos pacientes. NÃO podemos, apenas, concordar que:
A) Os anti-inflamatórios não esteroides (ibuprofeno, naproxeno, ácido acetilsalicílico) devem ser utilizados na fase aguda da doença, devido 
à possibilidade do diagnóstico ser na realidade dengue, bem como à possibilidade da coexistência das duas doenças. 
B) Os esteroides, igualmente, estão contraindicados na fase aguda, pelo risco do efeito rebote.
C) A escolha das drogas deve ser feita após avaliação do paciente com aplicação de escalas de dor apropriadas para cada faixa etária e fase 
da doença. 
D) O ácido acetilsalicílico também é contraindicado na fase aguda, pelo risco de síndrome de Reye e de sangramento.
COMENTÁRIO
Estamos diante de uma excelente questão para revisar o tratamento da febre chikungunya. 
Atenção! Nessa questão, deve ser assinalada a alternativa falsa! 
Incorreta a alternativa B. Corticoides são contraindicados na fase aguda da doença.
Incorreta a alternativa C. Corticoides e anti-inflamatórios não hormonais são contraindicados na fase aguda da doença.
Incorreta a alternativa D. Ácido acetilsalicílico é contraindicado no tratamento da fase aguda de chikungunya. 
Incorreta a alternativa A Anti-inflamatórios não esteroides são contraindicados em casos suspeitos de chikungunya na fase aguda 
devido ao risco de disfunção renal e sangramento, além da possibilidade de o diagnóstico ser, na realidade, dengue.
Correta a alternativa B: Esteroides são contraindicados na fase aguda (de viremia) de chikungunya. 
Correta a alternativa C: Analgesia deve ser individualizada para cada paciente, de acordo com nível de dor, faixa etária e fase da doença.
Correta a alternativa D: AAS é contraindicado na fase aguda pelo risco de síndrome de Reye e de sangramentos.
CAPÍTULO
15.0 CHIKUNGUNYA – PREVENÇÃO
Não há vacina disponível para prevenção da febre chikungunya. Assim, a prevenção dessa doença é realizada, principalmente, por meio 
do controle vetorial ou de medidas de redução de risco de exposição aos mosquitos transmissores (uso de repelentes, por exemplo). Para 
mais informações sobre a prevenção, leia o item 8 (Dengue - Medidas de Prevenção) deste mesmo livro.
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CAPÍTULO
16.0 CHIKUNGUNYA – REVISÃO
O mapa mental a seguir resume as principais informações que você deve conhecer para ter um bom desempenho nas questões sobre 
esse tema. Leia-o com atenção!
CHIKUNGUNYA
Fase aguda Fase subaguda Fase crônica
0 a 14 dias 14 a 3 meses > 3 meses
Sorologia
- Febre 
elevada
- Artralgia 
poliarticular, 
bilateral, 
simétrica, com 
ou sem edema
- Exantema
- Dipirona e/ou 
paracetamol
- Associação de 
opioide se 
necessário
- Anti-inflamatários 
não esteroidais e 
coirticosteroides 
são 
contraindicados
- Anti-inflamatórios 
não esteroidais
- Corticosteroides
- Corticosteroides
- Hidroxicloroquina 
+/- Sulfassalazina
- Metrotrexate
- Manutenção dos 
sintomas 
articulares
- Tenossinovite 
hipertrófica (com 
ou sem síndrome 
do túnel do carpo)
- Acometimento das 
mesmas 
arituculações da fase 
aguda
- Restrição de 
movimento
- Rigidez matinal
- Sintomas 
neuropsiquiátricos, 
manifestações 
cutâneas, fadiga
- RT-PCR: até o 8º dia
- Sorologia: a partir 
do 6º dia
TEMPO DE EVOLUÇÃO
QUADRO CLÍNICO
DIAGNÓSTICO
TRATAMENTO
Estratégia
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CAPÍTULO
17.0 ZIKA – INTRODUÇÃO
Zika é uma infecção que chegou ao Brasil há poucos anos. Suas manifestações clínicas costumam ser mais brandas do que as das outras 
arboviroses. No entanto, há uma característica muito marcante dessa doença: o risco de malformação fetal. 
Tópico Frequência (%)
Manifestações clínicas 54
Características gerais 35
Complicações 13
Diagnóstico 8
Tratamento 6
Prevenção 4
Tabela 6 - Distribuição de questões por tema – zika.
As bancas responsáveis pelas provas para Residência Médica adoram cobrar dois tópicos sobre zika: o quadro clínico e seu diagnóstico 
diferencial com dengue e chikungunya, e os aspectos envolvidos no risco de malformação fetal. 
CAPÍTULO
18.0 ZIKA – CARACTERÍSTICAS GERAIS
Assim como o vírus da dengue e da febre amarela, o vírus zika é um flavivírus, composto por RNA e pertencente à família Flaviviridae. 
18.1 HISTÓRICO DE ZIKA NO BRASIL
Esse vírus foi identificado pela primeira vez em 1947, na 
floresta de Zika (que originou seu nome), na República de Uganda. 
Por algumas décadas, pouco se ouviu falar sobre essa doença, até 
a ocorrência de epidemias na Micronésia e Polinésia Francesa, nos 
anos 2000. 
Em 2015, um aumento significativo de casos de microcefalia 
no Brasil (inicialmente no Estado de Pernambuco) chamou a 
atenção das autoridades de saúde, sendo configurado como 
estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional 
pelo Ministério da Saúde. Posteriormente, foi identificada a relação 
entre os casos de microcefalia e infecção de gestantes pelo vírus 
zika. Já em 2016, todos os estados do Brasil haviam relatado casos 
autóctones da doença. Nesse mesmo ano, a Organização Mundial 
da Saúde decretou estado de Emergência de Saúde Pública de 
Importância Internacional.
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Os estados mais acometidos pelo vírus zika, em 2016, foram Mato Grosso, Bahia e Rio de Janeiro.
Após a disseminação inicial do vírus, entre 2015 e 2016, houve queda gradual da incidência de casos novos em todo o país. 
Uganda (Floresta de 
Zika)
Epidemias na 
Micronésia e 
Polinésia Francesa
Casos de 
microcefalia 
(Pernambuco)
Casos em todo o Brasil 
(principalmente em MT, 
BA RJ)
1947
2000
2014
2016
18.2 TRANSMISSÃO
O Aedes aegypti é o principal transmissor do vírus zika: assim como em dengue e chikungunya, a picada do mosquito fêmea infectado 
transmite a doença. O início dos sintomas ocorre após um período de incubação que varia de dois a sete dias. A viremia de zika dura em torno 
de cinco dias (período em que o infectado é transmissor).
Além da picada de Aedes aegypti, há outras formas de transmissão muito importantes de zika: transmissão 
vertical (intrauterina) e sexual. A transmissão por transfusão de hemocomponentes também já foi relatada.
A transmissão vertical acontece também em outras 
arboviroses, mas é em casos de zika que se torna mais preocupante. 
O risco de malformação fetal é um dos principais temores 
relacionados a essa doença. 
A transmissão sexual é uma característica muito peculiar do 
vírus zika. Como as bancas adoram peculiaridades, fique atento 
a esse fato, já que é um tema quente para provas de Residência 
Médica. 
Estratégia
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As arboviroses, em geral, também podem ser transmitidas por meio de transfusão de hemoderivados, mas a real importância dessa via 
de transmissão é ainda desconhecida.
TRANSMISSÃO DE 
ZIKA
Aedes aegypti
Vertical (intrauterina 
ou periparto)
Sexual
Principal forma de 
transmissão
Risco de malformação
Risco prolongado 
(meses após a 
infecção)
CAI NA PROVA
(SP - INSTITUTO DE ASSISTÊNCIA MÉDICA AO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - IAMSPE - 2018) A arbovirose sobre a qual há evidências de 
transmissão sexual é: 
A) Dengue. 
B) Febre de Mayaro. 
C) Roclo. 
D) Zika
E) Febre Chikungunya. 
COMENTÁRIO:
A transmissão sexual do vírus zika é um aspecto que já foi cobrado em questões de provas.
Incorretas as alternativas A, B, C e E. Não há relato de transmissão sexual para os vírus citados nessas alternativas. 
Correta a alternativa D. O vírus zikapode ser transmitido por via sexual. Gestantes devem evitar por toda a gestação contato sex-
ual desprotegido com parceiros que tenham tido infecção ou suspeita de infecção por este vírus
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CAPÍTULO
19.0 ZIKA - MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
Tenho duas boas notícias para você. A primeira é que o 
conteúdo desse subtópico, que costuma ser cobrado em questões 
sobre zika, é pouco extenso e de fácil assimilação. A segunda boa 
notícia é que mais da metade das questões sobre essa doença inclui 
esse assunto!
Diferentemente das outras arboviroses, a febre não é um 
sintoma tão importante em casos de zika. Nessa doença, a febre 
pode ser de baixa intensidade ou mesmo ausente. O principal 
sintoma de zika é o exantema, que geralmente surge logo no início 
do quadro. Mais de 90% dos casos desenvolvem exantema, tendo 
como características a evolução craniocaudal, o acometimento 
palmoplantar e a presença de prurido. 
Figura 22 – Manifestações típicas de zika. Fonte: Estratégia MED.
Estratégia
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O acometimento cutâneo é tão importante nessa doença que o Ministério da Saúde define caso suspeito 
de zika da seguinte forma:
Paciente com exantema maculopapular pruriginoso que apresenta ao menos um dos sinais e sintomas a 
seguir:
• febre;
• hiperemia conjuntival ou conjuntivite (não purulenta);
• artralgia;
• edema periarticular.
Figura 23 – Exantema maculopapular (comum em casos de 
zika). Fonte: Shutterstock.
Figura 24 – Conjuntivite não purulenta. Fonte: Shutterstock.
Estudos sugerem que cerca de 50% a 80% dos infectados pelo vírus zika permanecem assintomáticos. O quadro clínico, usualmente, é 
menos intenso e limitante quando comparado ao de dengue e de chikungunya. A febre de zika é usualmente baixa (inferior a 38,5oC) e com 
duração entre dois e sete dias. Mialgia e artralgia (leve a moderada) podem fazer parte do quadro. Discreto edema periarticular é frequente. 
O acometimento conjuntival não purulento ocorre em cerca de 50% a 90% dos casos. Outros sintomas como cefaleia, fadiga, náuseas e 
linfonodomegalia também podem fazer parte da doença. 
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DICA PARA A PROVA
Como o quadro clínico de zika é apresentado em questões de provas? Tenha em mente que as bancas 
precisam focar nos sinais e sintomas que realmente são capazes de diferenciar zika de outras arboviroses. 
Habitualmente, o quadro clínico de pacientes com zika, em questões de provas, inclui as seguintes pistas:
1. Exantema – é o achado clínico mais frequente;
2. Conjuntivite não purulenta – é mais comum em zika do que em outras arboviroses;
3. Mialgia e/ou artralgia leve a moderada - essa é uma característica muito empregada pelas 
bancas para sugerir que o paciente do caso clínico tem infecção por zika, já que esses sintomas 
são mais intensos em dengue ou chikungunya;
4. Febre baixa – dengue e chikungunya são doenças que causam febre elevada. Assim, relato de 
febre baixa (geralmente abaixo de 38oC) é habitual em questões sobre zika.
Assim como os sintomas da doença, as alterações laboratoriais inespecíficas são geralmente leves a moderadas. Pacientes infectados 
podem apresentar leve leucopenia, trombocitopenia, elevação de desidrogenase láctica e proteína C-reativa. 
CASO SUSPEITO DE 
ZIKA
Exantema 
maculopapular 
pruriginoso + um 
sintoma 
Artralgia
Edema periarticular
Hiperemia conjuntival/
conjuntivite não 
purulenta
Febre
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CAI NA PROVA
(HOSPITAL OFTALMOLÓGICO DE BRASÍLIA – HOB - DF- 2020) Com relação às características clínicas das arboviroses, assinale a alternativa 
CORRETA:
A) A febre aparece em cerca de 90% dos casos na infecção pelo Zika Vírus.
B) A mialgia é mais frequente no Zika Vírus do que na dengue.
C) O exantema é um sinal clínico de alta prevalência entre as arboviroses.
D) A cefaleia é mais frequente na doença de chikungunya.
COMENTÁRIO
Incorreta a alternativa A: Febre em casos de infecção pelo vírus zika costuma ser baixa ou mesmo ausente.
Incorreta a alternativa B: A mialgia é habitualmente mais intensa em dengue do que em zika.
Correta a alternativa C As três principais arboviroses do Brasil (dengue, chikungunya e zika) podem desenvolver exantema.
Incorreta a alternativa D: A arbovirose que apresenta cefaleia intensa (retro-orbitária) mais frequentemente é a dengue. 
Incorreta a alternativa B: Não é esperada discrasia sanguínea em casos de infecção por zika vírus. 
Incorreta a alternativa C: A conjuntivite é comum em casos de infecção por zika vírus e trombocitopenia e, quando presente, é leve.
Incorreta a alternativa D: Em casos de infecção por zika vírus, conjuntivite é comum, febre é baixa e não há discrasia sanguínea.
(HOSPITAL UNIMED RIO - UNIMED – RJ – 2019) Assinale a alternativa que tem características do Zika Vírus.
A) Conjuntivite em 50-90% dos casos; Rash cutâneo no 1° ou 2° dia; Edema de articulações frequente e de leve intensidade. 
B) Conjuntivite em 50-90% dos casos; Discrasia hemorrágica; Edema de articulações frequente e de leve intensidade. 
C) Conjuntivite rara; Trombocitopenia; Rash cutâneo no 1° ou 2° dia.
D) Conjuntivite rara; Febre alta; Discrasia hemorrágica.
COMENTÁRIO
Os sintomas mais comuns da infecção pelo zika vírus são: febre baixa (≤ 38,5oC) ou ausente; exantema (geralmente pruriginoso e 
maculopapular craniocaudal) de início precoce (1º ou 2º dia); conjuntivite não purulenta; artralgia leve a moderada; edema periarticular leve; 
cefaleia; linfonodomegalia; astenia e mialgia.
Correta a alternativa A Descreve quadro típico de infecção por zika vírus: conjuntivite em 50-90% dos casos; exantema no 1° ou 
2° dia; edema de articulações frequente e de leve intensidade.
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CAPÍTULO
20.0 ZIKA – DIAGNÓSTICO LABORATORIAL
O diagnóstico de infecção por zika não foge à regra das outras arboviroses: são utilizados métodos de detecção do vírus ou de anticorpos. 
No entanto, há algumas particularidades que você precisa conhecer.
20.1 DETECÇÃO VIRAL
O método utilizado para detecção do vírus zika é RT-PCR. Como você deve imaginar, a detecção de material genético viral é possível 
enquanto durar a viremia. Ou seja, podemos utilizar RT-PCR em amostra de sangue nos primeiros cinco dias de doença. Contudo, há um 
detalhe importante: o vírus também pode ser detectado em urina até o 15º dia de sintomas. 
Métodos de detecção viral recomendados:
• até o 5º dia para amostras de sangue;
• até o 15º dia para amostras de urina.
20.2 EXAME SOROLÓGICO
Exame sorológico para a detecção de anticorpos contra o vírus zika pode ser realizado a partir do sexto dia após o início dos sintomas.
O período para detecção dos anticorpos IgM é o mesmo para dengue, chikungunya e zika: sempre a 
partir do 6º dia de sintomas.
A sorologia para zika pode apresentar reação cruzada com anticorpos de dengue, febre amarela, febre do Nilo Ocidental ou vacina para 
febre amarela e encefalite japonesa.
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20.3 ORIENTAÇÕES PARA O DIAGNÓSTICO ETIOLÓGICO DE ZIKA
Testagem para zika é prioritária para as seguintes 
situações:
• suspeita de casos em áreas onde não há 
circulação viral conhecida;
• casos suspeitos com manifestações neurológicas 
ou óbito;
• casos suspeitos em gestantes, idosos, recém-
nascidos e crianças.
O método preferencial é a pesquisa viral (RT-PCR). 
Caso esse exame seja negativo, é indicada a pesquisade 
anticorpos a partir do sexto dia de doença. No entanto, 
deve-se interpretar com cautela o resultado de sorologia 
para zika, sempre levando em consideração a possibilidade 
de reação cruzada. Para maior segurança no diagnóstico, 
é recomendada a testagem em paralelo para dengue. 
Em caso de sorologia negativa para zika e dengue, deve-
se prosseguir a investigação com exame sorológico para 
chikungunya.
Sorologia (após o 5º 
dia)
Caso confirmado 
(atenção à 
possibilidade de 
reação cruzada)
Investigar outras 
hipóteses
diagnósticas
Caso confirmado
RT-PCR
- Sangue (até o 5º dia)
- Urina (até o 15º dia)
Investigação de zika 
para casos suspeitos
NEGATIVO POSITIVO
NEGATIVOPOSITIVO
A infecção por zika e a produção de anticorpos IgG resultam em imunidade prolongada 
(provavelmente permanente) para a doença.
Veja na figura abaixo um resumo do momento ideal para coleta de cada tipo de exame.
Figura 25 – Métodos diagnósticos para zika indicados de acordo com o tempo de sintomas.
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CAPÍTULO
21.0 ZIKA – COMPLICAÇÕES
Zika é um vírus que apresenta neurotropismo (afinidade por células do sistema nervoso) maior do que outras arboviroses. Esse 
tropismo é muito maior para células precursoras neuronais. Isso explica as duas principais complicações da doença: microcefalia e síndrome 
de Guillain-Barré. 
Figura 26 – A microcefalia é uma das complicações mais temidas de zika. 
COMPLICAÇÕES 
NEUROLÓGICAS DE 
ZIKA
Mielite
Paralisia facial
Meningoencefalite
Síndrome de 
Guillain-Barré
A microcefalia ocorre quando a gestante é infectada pelo 
vírus. Detalhes sobre essa complicação, incluindo diagnóstico 
e acompanhamento clínico, você encontra no livro Infecções 
Congênitas, escrito em conjunto pela obstetrícia e pediatria. 
A síndrome de Guillain-Barré manifesta-se como redução de 
força com início distal, que pode progredir em algumas semanas. A 
ausência de reflexos tendinosos é um achado característico. Trata-
se de uma doença causada por autoimunidade, sendo descrita 
como uma polirradiculoneuropatia desmielinizante inflamatória 
aguda. Embora o verdadeiro papel do vírus zika ainda não esteja 
bem definido na síndrome de Guillain-Barré, o aumento de casos 
dessa síndrome foi expressivo em populações atingidas por 
epidemias de zika em países como Brasil, Venezuela, Colômbia e 
Polinésia Francesa. Outras complicações neurológicas também já 
foram descritas em pacientes com zika, como: meningoencefalite, 
mielite e paralisia facial. 
O smart-art ao lado resume as complicações neurológicas de 
zika (excluindo aqui os casos de infecção intrauterina):
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Além das complicações neurológicas, há relatos de acometimento ocular que vai além da conjuntivite, como iridociclite e 
coriorretinite.
DICA PARA A PROVA
As complicações mais cobradas sobre zika são a microcefalia e a síndrome de Guillain-Barré. 
Por isso, não deixe de ler, com muita atenção, o livro de Infecções Congênitas.
CAI NA PROVA
Vamos resolver mais uma questão para ver como esses conceitos aparecem para você?
(UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL – RS – 2017) Considere as assertivas abaixo sobre a infecção pelo vírus Zika.
I – Aedes aegypti é o único vetor conhecido;
II – A vacina inativada previne 60% das infecções;
III – Está associada à síndrome de Guillain-Barré.
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e III.
E) I, II e III. 
COMENTÁRIO
Vamos analisar as afirmativas:
I – Falsa. Aedes aegypti é o principal vetor de zika. No entanto, o Aedes albopictus também pode transmitir essa doença.
II – Falsa. Não há vacina disponível contra o zika vírus.
III – Verdadeira. Há diversos trabalhos científicos que evidenciam uma associação da infecção pelo zika com a síndrome de Guillain-
Barré.
Correta a alternativa C
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CAPÍTULO
22.0 ZIKA – TRATAMENTO
O tratamento de infecção pelo vírus zika é muito simples, pois é pautado no uso de medicamentos sintomáticos, repouso e hidratação. 
Não há medicamentos antivirais disponíveis para o tratamento dessa infecção. Em provas, é mais comum encontrar questões que perguntam 
o que não pode ser usado no tratamento.
Como um dos diagnósticos diferenciais de zika é dengue, recomenda-se que o manejo de pacientes com 
suspeita de zika siga as orientações da classificação de risco de dengue (de acordo com os grupos A, B, C e D).
Para controle de dor e febre são indicados paracetamol ou 
dipirona. Anti-histamínicos podem ser prescritos para controle 
do prurido. Não há prescrição específica de hidratação: apenas se 
recomenda que o paciente seja estimulado a ingerir líquidos.
Todo paciente com zika deve ser orientado a procurar 
atendimento médico ao notar sintomas sugestivos de complicações 
neurológicas. Em situações assim, o tratamento deve ser 
direcionado à própria complicação.
Além de saber o que pode ser prescrito para manejar 
os sintomas de zika, é essencial saber que medicamentos são 
contraindicados. Assim como em dengue e na fase aguda de 
chikungunya, não se recomenda o uso de anti-inflamatórios não 
esteroidais ou de ácido acetilsalicílico (AAS). A principal preocupação 
em relação ao uso de anti-inflamatórios é o risco de o paciente ter, 
na verdade, dengue, e não zika. Já o AAS pode estar relacionado ao 
risco de síndrome de Reye. 
TRATAMENTO DE ZIKA
Controle de dor e 
febre
Paracetamol/Dipirona
Controle do prurido Medidas gerais Manifestações 
neurológicas ou visuais Contraindicações
Anti-histamínico Repouso e estímulo à 
ingestão hídrica
Avaliação por 
neurologista ou 
oftalmologista - 
tratamento de acordo 
com a complicação
Anti-inflamatórios não 
esteroidais e ácido 
acetilsalicílico
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CAI NA PROVA
(UNICAMP – SP - 2017) Mulher, 23a, G1P0C0A0, 16ª semana de gestação, procura a Unidade Básica de Saúde referindo quadro de vermelhidão 
e coceira na pele há 2 dias, acompanhado de um episódio de febre de 38°C, além de dor articular. Exame físico: T = 37,8°C; FR = 18 irpm; FC = 
80 bpm; olhos: hiperemia conjuntival; pele: exantema difuso discreto; prova do laço: negativa. A CONDUTA É: 
A) Solicitar hemograma, AST/ALT, ureia e creatinina, com monitoramento domiciliar da temperatura e retorno diário à Unidade. 
B) Solicitar reação em cadeia da polimerase para Zika vírus e dengue; retorno diário para hemograma e hidratação domiciliar. 
C) Solicitar sorologia para Zika e para dengue; retorno diário para hemograma e hidratação domiciliar. 
D) Solicitar sorologia para febre amarela e Chikungunya, prescrever sintomáticos e hidratação domiciliar.
COMENTÁRIO
O Ministério da Saúde define como casos suspeitos de infecção por vírus zika pacientes que apresentem exantema maculopapular 
pruriginoso acompanhado de um dos seguintes sinais e sintomas: febre, hiperemia conjuntival/conjuntivite não purulenta, artralgia/
poliartralgia e/ou edema periarticular. Com exceção de edema periarticular, a paciente descrita nessa questão apresenta todos esses sintomas.
Incorreta a alternativa A: Gestante com doença exantemática deve ser investigada com exames laboratoriais diagnósticos para zika e 
dengue, e não apenas com exames gerais e inespecíficos como os descritos na alternativa. 
Correta a alternativa B Como há suspeita de infecção por vírus zika em gestante, deve-se realizar coleta de amostra de sangue 
para exame de reação em cadeia de polimerase (PCR) para zika e dengue. Não é indicada sorologia para dengue devido ao tempo curto 
de sintomas – sorologia deve ser solicitada apenas a partir do quinto deou cinco anos.
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CAI NA PROVA
Veja a seguir como as características gerais da dengue podem ser cobradas em provas
(HOSPITAL DAS CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – HCPA RS - 2018) Considere as assertivas abaixo sobre dengue. 
I - É um vírus RNA com 4 sorotipos conhecidos: DENV 1, DENV 2, DENV 3 e DENV 4; 
II - A infecção pode ser assintomática; 
III - Infecção prévia por um sorotipo diferente é fator de risco para dengue grave. 
Quais são CORRETAS?
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e II.
E) I, II e III.
COMENTÁRIO
Afirmativa I é verdadeira, com um porém. O vírus da dengue (DENV) faz parte do gênero Flavivirus e família Flaviviridae, cujo genoma 
é composto por RNA. É a arbovirose com maior prevalência no Brasil e nas Américas. O vírus da dengue é classificado em quatro sorotipos: 
DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Há um quinto sorotipo de dengue (DENV-5) que foi descoberto mais recentemente em florestas da 
Malásia (não há registro de infecção no Brasil). No entanto, a maioria das questões de provas ainda considera a existência de apenas quatro 
sorotipos.
Nessa questão, não há alternativa contendo apenas II e III como corretas; assim, o aluno pode supor que a banca considera correta a 
afirmativa I. Não seria inadequado solicitar recurso para anulação da questão. Como nem sempre a banca é sensível aos recursos, é importante 
sempre usar de bom senso na hora de assinalar a resposta. Afirmativa II é verdadeira, pois dengue pode apresentar um amplo espectro clínico, 
variando de casos assintomáticos a graves. 
Afirmativa III é verdadeira. Embora a imunidade adquirida após infecção por dengue seja permanente para um mesmo sorotipo 
(homóloga), a reinfecção por outro sorotipo é fator de risco para dengue grave.
 Correta a alternativa E
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(ES - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO - UFES - 2019) Paciente residente nos Estados Unidos, viajando a passeio no Espírito 
Santo, conheceu a região montanhosa de Pedra Azul, e posteriormente dirigiu-se para Conceição da Barra. Cerca de 5 dias após o retorno para 
casa, evoluiu com febre, mialgia, cefaleia holocraniana, que foram seguidas de rash cutâneo. Realizadas algumas sorologias, mas o diagnóstico 
assim mesmo ficou confuso. O laboratório consegue afirmar que trata-se de infecção por Flavivírus. Com base nesta informação, quais os 
possíveis diagnósticos etiológicos? 
A) Dengue, Zika, Chikungunya.
B) Dengue, Chikungunya, febre amarela.
C) Zika, febre amarela, febre do Oropouche.
D) Dengue, Zika, febre amarela.
COMENTÁRIO:
Flavivirus é um gênero da família Flaviviridae,e é composto por vírus que, em sua maioria, são transmitidos por artrópodes, e causam 
infecções que podem ser assintomáticas ou até mesmo resultar em febres hemorrágicas ou doenças neurológicas.
Os principais Flavivirus de interesse médico são: dengue, zika, vírus da febre amarela, vírus do Nilo Ocidental e vírus da encefalite japonesa.
Incorretas as alternativas A e B, pois chikungunya pertence ao gênero Alphavirus, da família Togaviridae.
Incorreta a alternartiva C, pois oropouche pertence ao gênero Orthobunyavirus, da família Peribunyaviridae.
Correta a alternativa D. Dengue, zika e febre amarela são doenças causadas por Flavivirus.
(SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE VITÓRIA – EMESCAM – ES - 2019) Febre chikungunya e dengue são causadas por qual grupo de vírus? 
Marque a CORRETA:
A) Adenovírus
B) Picornavirus
C) Arbovírus
D) Parvovírus
COMENTÁRIO
Essa é uma questão bem direta. Veja que é importante conhecer o conceito de arbovírus.
Incorreta a alternatva A: Adenovírus podem causar infecções de vias aéreas superiores, conjuntivite, bronquiolite, pneumonia ou 
gastroenterite.
Incorreta a alternatva B: Os vírus da chikungunya e dengue não são picornavírus. Os representantes mais importantes desse grupo são 
os enterovirus e o vírus da hepatite A.
Correta a alternativa C Arbovírus é um nome derivado de arthropod-borne vírus, ou seja, vírus transmitido por artrópodes. 
Incorreta a alternatva D: Parvovírus causa eritema infeccioso, doença que resulta em exantema muito típico: inicia-se pela face, com 
eritema difuso e edema (“face esbofeteada”), acometendo posteriormente tronco e face extensora dos membros, com aspecto rendilhado. 
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CAPÍTULO
3.0 DENGUE - FISIOPATOLOGIA
3.1 TRANSMISSÃO
O vírus da dengue é transmitido por meio da picada da fêmea 
infectada de mosquitos das espécies Aedes aegypti (figura 1) e Aedes 
albopictus. No Brasil, apenas a transmissão por Aedes aegypti foi 
comprovada. Esse é um mosquito que se prolifera mais facilmente em 
regiões tropicais e subtropicais, o que explica a maior prevalência nessas 
áreas. Sua reprodução ocorre com a deposição de ovos em água parada; 
por essa razão, essa doença é mais comum em áreas com ocupação 
urbana desordenada e com más condições sanitárias. Os ovos de Aedes 
aegypti são resistentes a ressecamento, podendo sobreviver por muitos 
meses em ambientes com baixa umidade, eclodindo após a chegada 
do próximo período chuvoso. Desmatamentos, mudanças climáticas e 
migração populacional são fatores que impulsionam a disseminação da 
doença. 
Figura 1 – Aedes aegypti fêmea alimentando-se de sangue. Fonte: Pixabay.
Os aspectos morfológicos dos mosquitos não são muito cobrados em provas. Como curiosidade, veja a 
figura 2, que mostra um exemplar de Aedes aegypti. 
Figura 2 – Aedes aegypti. Note a presença de manchas brancas em suas pernas. Na região dorsal, há um desenho com quatro linhas, semelhante a uma 
harpa ou taça. Fonte: Shutterstock
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O Aedes aegypti também pode transmitir febre amarela urbana, chikungunya e zika, o que pode levar à dificuldade de controle 
epidemiológico e de diagnóstico (pois são doenças semelhantes, em alguns aspectos).
Paciente com dengue pode transmitir a doença enquanto houver viremia, ou seja, é necessária a presença 
do vírus na corrente sanguínea para que isso aconteça. O vírus é encontrado no sangue desde um dia antes do 
início dos sintomas até o quinto dia de doença (leia mais sobre isso no item 3.3). 
Já o mosquito Aedes aegypti passa a transmitir o vírus 8 a 12 dias após se alimentar de sangue infectado, 
tornando-se então transmissor até o fim de sua vida.
É importante ressaltar que não há transmissão direta de pessoa a pessoa.
O Aedes aegypti é um mosquito de hábitos diurnos, sendo maior o risco de picada pela manhã e ao entardecer. Esse 
comportamento é diferente do Anopheles (transmissor da malária), que tem hábitos noturnos.
3.2 PERÍODO DE INCUBAÇÃO
O início dos sintomas da dengue ocorre após um período de incubação que pode durar de 4 a 10 dias, sendo sua média de 5 a 6 
dias. Atenção: algumas publicações (especialmente as mais antigas) podem informar que o período de incubação dura até 14 dias. O mais 
importante é você saber que o período de incubação é curto, não ultrapassando duas semanas.
3.3 VIREMIA E RESPOSTA IMUNE
A viremia (presença do vírus na corrente sanguínea) inicia-se 
cerca de um dia antes do início dos sintomas e dura até o quinto 
dia de doença. A resolução da viremia é resultado da ação de 
anticorpos neutralizantes (IgM e, posteriormente, IgG), que surgem 
a partir do sexto dia após o início do quadro. Preste atenção a essas 
informações, pois são essenciais para o entendimento dos testes 
diagnósticos para dengue.
Na figura a seguir, preste atenção às curvas Virologia e 
Infecção primária para entender a relação temporal da viremia da 
dengue e a produção de anticorpos contradia de doença. A orientação de retorno diário para realização de 
hemograma segue a orientação do grupo B da classificação de risco para dengue (a paciente pertence ao grupo B, por ser gestante).
Incorreta a alternativa C: Não é indicada sorologia para dengue ou zika nesse caso devido ao tempo curto de sintomas – sorologia deve 
ser solicitada apenas a partir do quinto de dia de doença. O exame de escolha, nessa fase da doença, é reação em cadeia de polimerase 
(PCR) para zika e dengue.
Incorreta a alternativa D: O quadro clínico é sugestivo de infecção por vírus zika; nesse caso, é importante também investigar dengue 
como diagnóstico diferencial. O exame de escolha, nessa fase da doença, é reação em cadeia de polimerase (PCR) para zika e dengue.
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CAPÍTULO
23.0 ZIKA – PREVENÇÃO
Não é complicado entender as medidas de prevenção de zika quando se conhece as vias de transmissão. Quais são as principais vias? 
1. picada de mosquito fêmea do gênero Aedes;
2. intrauterina/periparto;
3. sexual. 
Não há medidas preventivas eficazes para evitar a transmissão vertical (intrauterina ou periparto) de zika quando a gestante já está 
infectada. Por esse motivo, é importante que gestantes se protejam da infecção por zika evitando a exposição ao mosquito transmissor e a 
exposição sexual de risco.
23.1 PREVENÇÃO DE EXPOSIÇÃO AO AEDES AEGYPTI
A redução do risco de exposição ao Aedes aegypti passa por duas estratégias: controle vetorial e medidas de proteção individual. Você 
pode ler mais sobre isso no item 8 (Dengue - Medidas de Prevenção).
Informação importante: gestantes podem (e devem) usar repelentes! 
23.2 PREVENÇÃO DA TRANSMISSÃO SEXUAL
O vírus zika pode ser detectado no sêmen durante meses após a infecção. Homens infectados que residem ou 
estiveram em área com transmissão de zika devem usar preservativos durante qualquer relação sexual com 
gestante ou mulher com possibilidade de engravidar. A Organização Mundial da Saúde recomenda a manutenção 
desses cuidados por três meses após infecção ou exposição de risco.
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CAI NA PROVA
(SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE GOIÁS – GO – 2017) Desde 2015, casos de infecção pelo vírus da zika têm sido notificados no Brasil. 
Essa questão tem preocupado profissionais e órgãos de saúde no país. Sobre esta infecção, sabe-se que:
A) A doença é autolimitada, dura de quatro a sete dias, se inicia com rash cutâneo ascendente, febre alta, artralgia e conjuntivite purulenta, 
e apresenta 50% dos casos assintomáticos.
B) O diagnóstico é confirmado por RT-PCR em sangue, urina ou saliva, entretanto é limitado por reações cruzadas com outros retrovírus.
C) O diagnóstico diferencial entre a infecção pelo vírus da zika, dengue e chikungunya é essencialmente clínico, sendo os sintomas geralmente 
mais intensos na infecção pelo vírus da zika.
D) O paciente com diagnóstico de infecção pelo vírus da zika, que for sexualmente ativo, deve ser informado sobre o risco de transmissão 
sexual e orientado a utilizar preservativo.
COMENTÁRIO
Essa é uma questão que inclui diversos aspectos de zika, desde o quadro clínico até a prevenção. 
Incorreta a alternativa A. Zika apresenta-se com rash de evolução craniocaudal, febre baixa ou ausente, artralgia e conjuntivite não 
purulenta.
Incorreta a alternativa B. O exame de RT-PCR pode ser realizado em sangue ou urina. É um método com elevada especificidade e não 
apresenta reações cruzadas com outros vírus.
Incorreta a alternativa C. O diagnóstico diferencial definitivo dessas arboviroses é feito com exames sorológicos ou pesquisa de antígenos 
ou RT-PCR. Além disso, os sintomas geralmente são menos intensos na infecção pelo vírus zika.
Correta a alternativa D Zika vírus foi detectado no sêmen por períodos mais prolongados do que no sangue. Por conta disso, 
recomenda-se indicar uso de preservativo e informar ao paciente o risco de transmissão da doença.
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CAPÍTULO
24.0 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DAS ARBOVIROSES
Muitas questões exigem do aluno a capacidade de identificar o diagnóstico provável de um quadro clínico exposto no enunciado. Isso 
é muito comum em questões sobre arboviroses. Na vida real, muitas vezes o médico depara-se com pacientes com quadros febris agudos 
inespecíficos, sendo de difícil diferenciação. Como exemplo, podemos citar um paciente com febre, mialgia e cefaleia. Apenas com esses 
dados, não há como saber se o paciente tem dengue, leptospirose ou outra doença infecciosa aguda. No entanto, em questões de provas de 
Residência Médica isso raramente acontece. Geralmente, as bancas utilizam características clínicas e/ou laboratoriais típicas para indicar qual 
é o diagnóstico correto. Se você souber reconhecer essas pistas clínicas, não será difícil acertar as questões.
Nesse subtópico, vamos explorar o diagnóstico diferencial mais a fundo.
Vamos relembrar quais são as principais características de cada uma das doenças abordadas neste livro?
Dengue Chikungunya Zika
Período de incubação Até 14 dias Até 12 dias Até 7 dias
Manifestações clínicas
Febre alta Febre alta Febre baixa ou ausente
Cefaleia retro-orbitária, 
mialgia intensa
Artralgia intensa, edema 
articular
Mialgia leve, artralgia leve a 
moderada, edema articular 
leve a moderado
Exantema (50%) – 3º ao 6º dia
Exantema (50%) – 2º ao 5º 
dia
Exantema (>90%) – 1º ao 2º 
dia
Conjuntivite: incomum Conjuntivite (30%) Conjuntivite (50 a 90%)
Trombocitopenia
Muito frequente, podendo 
ser intensa 
Incomum (leve a moderada) Rara
Discrasia hemorrágica Comum Incomum Ausente
Tabela 7 – Principais características de dengue, chikungunya e zika.
Com base nessas informações, você será capaz de reconhecer essas três doenças.
A seguir, vamos aprofundar-nos um pouco no diagnóstico diferencial de cada doença.
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24.1 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE DENGUE
O diagnóstico diferencial de dengue é muito amplo, pois o quadro clínico pode ser pouco específico. O Ministério da Saúde classifica 
o diagnóstico diferencial em síndromes clínicas. Essa é uma classificação didática, que eventualmente pode até causar alguma confusão: 
algumas doenças poderiam ser classificadas em mais de uma síndrome. Essa maneira de categorizar os diagnósticos diferenciais não é muito 
cobrada em provas, mas já foi tema de questão. Assim, é importante que você tenha alguma familiaridade com essa classificação. Veja abaixo 
as síndromes clínicas do diagnóstico de dengue, segundo o Ministério da Saúde:
a. Síndrome febril: enteroviroses, influenza e outras viroses respiratórias, hepatites virais, malária, febre tifoide, chikungunya, zika e 
outras arboviroses.
b. Síndrome exantemática febril: rubéola, sarampo, escarlatina, eritema infeccioso, exantema súbito, enteroviroses, mononucleose 
infecciosa, parvovirose, citomegalovirose, farmacodermias, doença de Kawasaki, doença de Henoch-Schönlein, chikungunya, zika 
e outras arboviroses.
c. Síndrome hemorrágica febril: hantavirose, febre amarela, leptospirose, malária grave, riquetsiose e púrpuras.
d. Síndrome dolorosa abdominal: apendicite, obstrução intestinal, abscesso hepático, abdome agudo, pneumonia, infecção urinária, 
colecistite aguda, etc.
e. Síndrome do choque: meningococcemia, septicemia, meningite por Haemophilus influenzae tipo B, febre purpúrica brasileira, 
síndrome do choque tóxico e choque cardiogênico (miocardites).
f. Síndrome meníngea: meningites virais, meningite bacteriana e encefalites.
Não se assuste com essa lista! O importante é que você entenda as diferentes síndromes do diagnósticodiferencial. 
24.2 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE CHIKUNGUNYA
Assim como a dengue, a febre chikungunya pode confundir-se com outras doenças febris agudas. No entanto, há uma característica 
que abre um outro leque para diagnóstico diferencial: a artralgia intensa. Por isso, além de doenças como malária e leptospirose, devemos 
pensar em artrite séptica, febre reumática e doenças autoimunes.
Devemos também pensar em duas arboviroses pouco comuns, mas que causam febre com artralgia: Mayaro e Oropouche. Leia mais 
sobre esses vírus no item 27.0. 
24.3 DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE ZIKA
O diagnóstico diferencial de zika passa por dengue, chikungunya e outras doenças febris agudas, além de outras infecções que causam 
exantema (como sarampo e rubéola) ou manifestações neurológicas (poliomielite e meningoencefalites virais).
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CAPÍTULO
25.0 VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA
Arboviroses são de interesse para vigilância epidemiológica. Todas devem ser notificadas compulsoriamente. Em algumas situações, 
deve ser feita a notificação imediata (em até 24 horas).
A notificação deve ser feita não apenas para casos confirmados, mas também para casos suspeitos.
Doença ou agravo Notificação semanal
Notificação imediata (em 
até 24 horas)
Dengue
Casos X
Óbitos X
Chikungunya
Casos X
Casos em áreas sem trans-
missão conhecida
X
Óbitos X
Zika
Casos X
Casos em gestantes X
Óbitos X
Febre do Nilo Ocidental e outras arboviroses de 
importância em saúde pública
X
Tabela 8 – Notificação de arboviroses.
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CAI NA PROVA
(SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE GOIÁS – GO – 2017) Em relação à doença causada pelo vírus da zika, no Brasil,
A) É considerado caso suspeito aquele que apresenta febre acompanhada de dois ou mais dos seguintes sinais e sintomas: exantema 
maculopapular, ou náuseas/vômitos, ou mialgia/artralgia. 
B) É considerada doença de notificação não compulsória.
C) Há confirmação de transmissão autóctone.
D) Deve-se comunicar sua suspeita às secretarias municipais e estaduais em até 15 dias para investigação.
COMENTÁRIO
Essa questão é um exemplo de como a notificação compulsória das arboviroses pode ser cobrada.
Incorreta a alternativa A. É considerado caso suspeito o paciente que apresente exantema maculopapular pruriginoso acompanhado de 
um dos seguintes sinais e sintomas: febre, conjuntivite não purulenta, artralgia ou edema periarticular.
Incorreta a alternativa B. A zika é uma doença de notificação compulsória.
Correta a alternativa C A transmissão autóctone, ou seja, aquela que ocorreu dentro do território brasileiro, já foi registrada no 
Brasil.
Incorreta a alternativa D. A periodicidade de notificação de casos suspeitos de zika deve ser semanal.
CAPÍTULO
26.0 OUTRAS ARBOVIROSES
Nesse tópico, vamos abordar outras arboviroses que raramente são cobradas em provas de Residência Médica. Não há necessidade de 
conhecê-las a fundo como dengue, chikungunya e zika, pois as questões realmente são infrequentes. Além disso, não costumam ser cobradas 
com muitos detalhes. Se você sentiu falta de febre amarela neste livro, não se preocupe: embora também seja uma arbovirose, febre amarela 
será contemplada no livro de síndromes febris íctero-hemorrágicas.
26.1 FEBRE DO NILO OCIDENTAL
Dos arbovírus raros no Brasil, esse é o que tem maior probabilidade de ser cobrado em provas. Além disso, é um vírus que já causou 
epidemias nos Estados Unidos, o que chamou muito a atenção de epidemiologistas em todo o mundo.
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26.1.1 EPIDEMIOLOGIA E TRANSMISSÃO
Assim como os vírus da dengue e zika, o vírus do Nilo Ocidental 
(West Nile virus) é um flavivírus. Faz parte do complexo de vírus da 
encefalite japonesa. Foi descrito pela primeira vez no continente 
africano, em 1937. Em 1999, foram descritos os primeiros casos nos 
Estados Unidos, resultando na infecção de mais de 36 mil pessoas e 
2 mil óbitos até o ano de 2012. No Brasil, foram notificados apenas 
poucos casos confirmados desde 2014, identificados no Piauí. No 
entanto, epizootias (equivalente à epidemia em animais) têm sido 
descritas desde 2011, principalmente na região do Pantanal e no 
estado do Espírito Santo. 
A transmissão ocorre pela picada do mosquito do gênero 
Culex. O vírus pode infectar equinos, humanos, primatas e aves. 
Algumas aves podem manter viremia prolongada, por isso são 
consideradas reservatórios da doença. 
26.1.2 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E TRATAMENTO
A maioria dos pacientes com febre do Nilo Ocidental não 
apresenta sintomas ou evolui apenas com sintomas leves. A forma 
leve é inespecífica: quadro febril agudo, acompanhado de sintomas 
como mal-estar, cefaleia, mialgia, linfadenopatia e exantema 
maculopapular. O quadro grave (e o mais preocupante) resulta em 
manifestações neurológicas: encefalite, meningoencefalite e/ou 
paralisia flácida aguda. O principal fator de risco para doença grave 
é a idade avançada. Não há tratamento específico, para a febre 
do Nilo Ocidental – os pacientes com manifestações neurológicas 
graves devem receber tratamento de suporte em unidades de 
terapia intensiva.
26.1.3 DIAGNÓSTICO
O diagnóstico de febre do Nilo Ocidental é feito de forma 
semelhante ao de outras arboviroses: detecção do vírus ou de 
anticorpos.
A detecção viral pode ser realizada por RT-PCR no sangue até 
o 5º dia de doença ou no líquor até o 15º dia. Além de RT-PCR, 
pode-se utilizar imuno-histoquímica para detecção do antígeno 
viral em amostras de tecido (método utilizado principalmente para 
diagnóstico post-mortem). 
A detecção de anticorpos IgM é desempenhada 
principalmente pelo método ELISA. Deve-se levar em consideração 
o risco de falso-positivo por reação cruzada com anticorpos de 
outros flavivírus ou da vacina da encefalite japonesa. 
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CAI NA PROVA
(CENTRO UNIVERSITÁRIO DO ESPÍRITO SANTO – UNESC – ES – 2019) Em relação à febre do Nilo Ocidental, considerando seus hospedeiros 
e reservatórios, é correto afirmar:
A) No ciclo silvestre os primatas não humanos são os principais hospedeiros e amplificadores do vírus.
B) O ciclo de transmissão do vírus envolve aves e mosquitos. Nos mosquitos, a transmissão vertical do vírus favorece a sua manutenção na 
natureza.
C) No Brasil, os principais vetores e reservatórios são os carrapatos do gênero Amblyomma, entretanto, potencialmente, qualquer espécie 
de carrapato pode ser reservatório.
D) Centenas de espécies de mamíferos (silvestres e domésticos) presentes em todos os biomas do Brasil podem ser consideradas reservatórios.
E) Os animais sinantrópicos (roedores) e domésticos (canídeos, felídeos e equídeos) fazem parte da cadeia de transmissão. Com relação a 
esses últimos, seu papel na manutenção do parasito no meio ambiente ainda não foi esclarecido. 
COMENTÁRIO
Essa questão é uma raridade: aborda, exclusivamente, aspectos sobre a febre do Nilo Ocidental.
Vamos analisar as afirmativas:
Incorreta a alternativa A. No ciclo silvestre, algumas espécies de aves são os reservatórios e amplificadores do vírus. O homem é 
considerado hospedeiro acidental e terminal.
Correta a alternativa B Os mosquitos transmitem o vírus para sua prole e isso favorece a manutenção da doença. As aves são 
os reservatórios e amplificadores.
Incorreta a alternativa C. Os vetores são mosquitos do gênero Culex.
Incorreta a alternativa D, pois somente as aves são consideradas reservatórios.
Incorreta a alternativa E. Esses animais não fazem parte da cadeia de transmissão. Caso sejam infectados, são hospedeiros acidentais e 
não desenvolvemviremia intensa para infectar mosquitos.
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26.2 OUTROS ARBOVÍRUS
É improvável que você encontre questão em prova de Residência Médica sobre as arboviroses a seguir. Contudo, 
é importante que você saiba que elas existem. Se alguma banca “mal-intencionada” incluir questão sobre essas doenças, 
você não será pego de surpresa!
A real incidência dessas arboviroses é desconhecida, devido às manifestações clínicas parecidas com as de outras 
doenças mais comuns (dengue, zika e chikungunya).
26.2.1 MAYARO
Mayaro é um vírus que pode ser relacionado ao chikungunya: 
também pertence ao gênero Alphavirus (família Togaviridae) e 
causa sintomas semelhantes (febre e artralgia).
Sua transmissão lembra a da febre amarela. Ocorre pela 
picada do mosquito Haemagogus e primatas não humanos são os 
hospedeiros definitivos. Seres humanos (e outros mamíferos) são 
hospedeiros acidentais. 
A doença costuma ser autolimitada e manifesta-se por 
febre, mialgia, artralgia entre outros sintomas. Alguns casos podem 
persistir com artralgia ao longo de meses. Raramente, casos graves 
podem desenvolver encefalite.
Surtos esporádicos são detectados na região amazônica.
26.2.2 OROPOUCHE
A febre Oropouche é causada por vírus de mesmo nome, 
pertencente ao gênero Orthobunyiavirus (família Bunyaviridae). 
Causa surtos na região amazônica, podendo ser confundida com 
dengue. 
Uma característica desse vírus é a existência de ciclo silvestre 
e urbano. No ciclo silvestre, a transmissão acontece pela picada de 
mosquitos Aedes e Culex. No ciclo urbano, o mosquito envolvido 
é o Culicoides (popularmente conhecido como “maruim” ou 
“pólvora”).
O quadro clínico é similar ao da dengue: febre, cefaleia, 
mialgia, exantema. Encefalite pelo vírus Oropouche também já foi 
descrita. 
26.2.3 ROCIO
Rocio é mais um flavivírus que circula no Brasil. Causou uma 
grande epidemia na década de 1970, no Vale do Ribeira (estado 
de São Paulo), que resultou em mais de mil casos de encefalite 
e cem óbitos. Desde então, sua circulação tem sido detectada 
esporadicamente no Brasil. 
Os principais transmissores são mosquitos do gênero Aedes 
e Culex, e pássaros são reservatórios naturais da doença.
A maioria dos pacientes apresenta sintomas comuns às 
arboviroses (febre, cefaleia, mialgia, mal-estar) e os casos graves 
podem demonstrar sinais de acometimento do sistema nervoso 
central.
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CAPÍTULO
28.0 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
1. Guia de Vigilância em Saúde: volume único [recurso eletrônico]/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-
Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. – 3ª. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019. Acessado em 04/04/2021 em: 
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_3ed.pdf.
2. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança [recurso eletrônico]/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, 
Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – 5. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2016. Acessado em 04/04/2021 em: https://
portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/janeiro/14/dengue-manejo-adulto-crianca-5d.pdf 
3. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Diretoria Técnica de 
Gestão. – 4. ed. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. Acessado em 04/04/2021 em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_
diagnostico_manejo_clinico_adulto.pdf
4. Plano de Contingência Nacional para Epidemias de Dengue/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de 
Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2015. Acessado em 04/04/2021 em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/
publicacoes/plano_contingencia_nacional_epidemias_dengue.pdf
5. Vigilância em Saúde no Brasil 2003-2019: da criação da Secretaria de Vigilância em Saúde aos dias atuais. Bol Epidemiol [Internet]. 2019 
set [data da citação]; 50(n.esp.):1-154. Acessado em 04/04/2021 em: http://www.saude.gov.br/boletins-epidemiologicos 
6. Dengue: guidelines for patient care in the Region of the Americas. Washington, D.C. :
7. PAHO, 2016.
8. MOURAO, Maria Paula Gomes et al. Arboviral diseases in the Western Brazilian Amazon: a perspective and analysis from a tertiary health 
& research center in Manaus, State of Amazonas. Rev. Soc. Bras. Med. Trop., Uberaba , v. 48, supl. 1, p. 20-26, June 2015 . 
9. Chikungunya: manejo clínico/Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças 
Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2017: Acessado em 04/04/2021 em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/chikungunya_
manejo_clinico_1ed.pdf
10. CHRISTOPOULOS, Georges et al. Recomendações da Sociedade Brasileira de Reumatologia para diagnóstico e tratamento da febre 
chikungunya. Parte 1 – Diagnóstico e situações especiais, Revista Brasileira de Reumatologia, Volume 57, Supplement 2, 2017.
11. CHRISTOPOULOS, Georges et al. Recomendações da Sociedade Brasileira de Reumatologia para diagnóstico e tratamento da febre 
chikungunya. Parte 2 – Tratamento, Revista Brasileira de Reumatologia, Volume 57, Supplement 2, 2017.
12. Orientações integradas de vigilância e atenção à saúde no âmbito da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional: procedimentos 
para o monitoramento das alterações no crescimento e desenvolvimento a partir da gestação até a primeira infância, relacionadas à infecção 
pelo vírus Zika e outras etiologias infeciosas dentro da capacidade operacional do SUS [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria 
de Vigilância em Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde. – Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Acessado em 04/04/2021 em: http://bvsms.
saude.gov.br/publicacoes/orientacoes_emergencia_gestacao_infancia_zika.pdf
13. LIMA-CAMARA, Tamara Nunes. Arboviroses emergentes e novos desafios para a saúde pública no Brasil. Rev. Saúde Pública, São Paulo , 
v. 50, 36, 2016
14. VIASUS, Diego et al. Chikungunya pathogenesis: from the clinics to the bench. J Infect Dis. 2016 Dec 15;214(suppl 5).
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_3ed.pdf
https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/janeiro/14/dengue-manejo-adulto-crianca-5d.pdf
https://portalarquivos2.saude.gov.br/images/pdf/2016/janeiro/14/dengue-manejo-adulto-crianca-5d.pdf
http://www.saude.gov.br/boletins-epidemiologicos
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/chikungunya_manejo_clinico_1ed.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/chikungunya_manejo_clinico_1ed.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/publicacoes/orientacoes_emergencia_gestacao_infancia_zika.pdf
http://bvsms.saude.gov.br/publicacoes/orientacoes_emergencia_gestacao_infancia_zika.pdf
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29.0 LISTA DE IMAGENS E TABELAS
• Tabela 1 – Distribuição de questões portema – arboviroses.
• Tabela 2 – Distribuição de questões por tema – dengue.
• Tabela 3 – Resumo das características dos grupos de risco da dengue.
• Tabela 4 - características das vacinas para dengue. 
• Tabela 5 – Distribuição de questões por tema – chikungunya.
• Tabela 6 – Distribuição de questões por tema – zika.
• Tabela 7 – Principais características de dengue, chikungunya e zika.
TABELAS:
IMAGENS:
• Tabela 8 – Notificação de arboviroses.
• Figura 1 – Aedes aegypti fêmea alimentando-se de sangue.
• Figura 2 – Diferenças entre os mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus.
• Figura 3 – Relação temporal entre quadro clínico, viremia e produção de anticorpos na dengue.
• Figura 4 – Permeabilidade capilar aumentada na dengue. 
• Figura 5 – Derrames cavitários comuns na dengue. 
• Figura 6 – Representação da teoria da amplificação dependente de anticorpos.
• Figura 7 – Sintomas da fase febril da dengue.
• Figura 8 – Exantema da dengue.
• Figura 9 – Sintomas da dengue.
• Figura 10 – Exemplos de manifestações hemorrágicas da dengue.
• Figura 11 – Diagnóstico de dengue.
• Figura 12 – Relação temporal entre quadro clínico, viremia e produção de anticorpos na dengue.
• Figura 13 – Métodos diagnósticos indicados de acordo com o tempo de sintomas.
• Figura 14 – Demonstração da prova do laço.
• Figura 15 – O acúmulo de água parada em objetos favorece a reprodução do Aedes aegypti.
• Figura 16 – Quadro clínico típico de chikungunya.
• Figura 17 – Edema articular bilateral e distal.
• Figura 18 – Exemplo de exantema da febre chikungunya.
• Figura 19 – Dermatite.
• Figura 20 – Métodos diagnósticos para chikungunya indicados de acordo com o tempo de sintomas.
• Figura 21 – Escala visual analógica da dor.
• Figura 22 – Manifestações típicas de zika.
• Figura 23 – Exantema maculopapular (comum em casos de zika).
• Figura 24 – Conjuntivite não purulenta.
• Figura 25 – Métodos diagnósticos para zika indicados de acordo com o tempo de sintomas.
• Figura 26 – A microcefalia é uma das complicações mais temidas de zika.
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30.0 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Chegamos ao fim de um dos principais temas da infectologia! Dedique o tempo que for necessário para estudar este livro, pois há 
grandes chances de encontrar questões sobre arboviroses em provas de Residência Médica. Também não deixe de assistir às aulas e de 
praticar para a prova no sistema de questões. Bons estudos para você! 
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https://med.estrategia.como vírus.
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Figura 3 – Relação temporal entre quadro clínico, viremia e produção de anticorpos na dengue. Fonte: adaptado de Ministério da Saúde (2019). 
A infecção resulta em imunidade duradoura específica para o sorotipo que a causou e imunidade transitória para os demais sorotipos. 
Isso significa que a infecção por um sorotipo não previne infecção por outro. Resumindo, um indivíduo infectado pelo vírus DENV-1, por 
exemplo, está imune somente a esse sorotipo, mas ainda pode se contaminar pelos vírus 2, 3, 4 e 5. Dessa maneira, uma mesma pessoa pode 
ter dengue até cinco vezes.
3.4 PATOGENIA 
Dengue é uma doença febril aguda e os sintomas clássicos da doença (febre, cefaleia, mialgia ou artralgia) são desencadeados pela 
resposta inflamatória sistêmica à viremia. No entanto, há um mecanismo peculiar (e comum em questões de provas) da patogenia da dengue: 
o aumento da permeabilidade vascular devido à disfunção endotelial. 
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O aumento da permeabilidade vascular resulta no extravasamento do plasma do intravascular para o espaço 
extravascular (figura 4). A redução do volume plasmático pode resultar em choque por hipovolemia (e não por 
hemorragia). O extravasamento plasmático pode ser evidenciado pela hemoconcentração (elevação do valor 
do hematócrito), presença de derrames cavitários (ascite, derrame pleural ou pericárdico) ou redução dos 
níveis séricos de albumina. Para diagnóstico de derrames cavitários, são recomendados radiografia de tórax e 
ultrassonografia de abdome.
A origem da disfunção endotelial ainda não foi completamente elucidada, mas parece ser resultado da ação direta de citocinas e do 
sistema complemento. 
Resposta 
inflamatória à ação 
viral
Sintomas 
clássicos
Cefaleia
Febre
Mialgia
Artralgia
Derrames 
cavitários
Elevação do 
hematócrito
Redução da 
albumina sérica
Hipotensão
Disfunção 
endotelial
Extravasamento 
plasmático
Figura 4 – Permeabilidade capilar aumentada na dengue. 
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Figura 5 – Derrames cavitários comuns na dengue: ascite (à esquerda), derrame pericárdico (à direita) e derrame pleural (abaixo). 
Outra manifestação possível de casos graves de dengue é a 
ocorrência de sangramentos, que podem surgir devido à disfunção 
endotelial, trombocitopenia e/ou coagulopatia de consumo. Nos 
casos mais graves, coagulação intravascular disseminada pode estar 
presente. É importante lembrar-se de que o principal mecanismo 
do choque na dengue não é hemorrágico, mas sim hipovolêmico 
(devido ao extravasamento plasmático).
Causas de 
sangramento na 
dengue
Disfunção 
endotelial
Plaquetopenia
Coagulopatia 
de consumo
Além do choque e das manifestações hemorrágicas, pacientes graves podem desenvolver complicações como: hepatite, encefalite ou 
miocardite. 
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3.4.1 CHOQUE DA DENGUE
 Choque é a principal causa de óbito por dengue. Resulta diretamente do 
extravasamento plasmático. É mais comum entre o quarto e o quinto dias após o 
início da doença, logo após a redução da febre. Tem como característica a rápida 
evolução, podendo levar ao óbito em poucas horas ou ser controlado rapidamente, 
caso a terapia adequada seja instituída. A recuperação do choque acontece nas 48 
a 72 horas seguintes, com a reabsorção do plasma que havia extravasado. 
Choque é a principal causa de óbito por dengue. Lembre-se de que 
é choque hipovolêmico e não hemorrágico!
Choque da 
Dengue
Principal causa 
de óbito na 
dengue
Após a redução 
da febre
Rápida evolução
Risco elevado 
de óbito
Recuperação em 
48 a 72h
3.4.2 REINFECÇÃO E RISCO DE DENGUE GRAVE
O risco de dengue grave (conceito que será explorado mais adiante) é mais elevado quando ocorre reinfecção por outro sorotipo. 
Uma das principais teorias que explicam esse fenômeno é conhecida como “amplificação dependente de anticorpos” ou “realce imune”. 
Segundo essa hipótese, a infecção por um sorotipo gera anticorpos que reconhecem (mas não neutralizam) vírus dos demais sorotipos. No 
entanto, além de não serem capazes de neutralizar os vírus do novo episódio de infecção, esses anticorpos facilitariam a infecção das células 
do hospedeiro. 
O quadro a seguir e a figura 6 resumem o fenômeno do realce imune (teoria de Halstead):
1ª infecção por 
dengue
Produção de 
anticorpos para o 
sorotipo
Risco mais elevado 
de dengue grave
2ª infecção por 
dengue (por outro 
sorotipo)
Anticorpos presentes não neutralizam o novo 
sorotipo e facilitam a entrada do novo vírus em 
macrófagos
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Figura 6 – Representação da teoria da amplificação dependente de anticorpos. Foram utilizados como exemplo os sorotipos 1 e 2. 
Na figura acima, o quadro A representa a primeira infecção por dengue: o paciente não possui anticorpos e o vírus replica-se 
normalmente. 
O quadro B demonstra uma tentativa de reinfecção pelo mesmo sorotipo viral. Nesse caso, os anticorpos resultantes da infecção 
anterior neutralizam eficazmente o vírus, impedindo a infecção. 
Já no quadro C temos um vírus dengue infectando um paciente imune apenas a outro sorotipo. Assim, o anticorpo contra DENV-1 liga-
se ao DENV-2, mas é incapaz de neutralizá-lo. Além disso, favorece sua replicação, podendo resultar em doença grave. 
Um recém-nascido de mãe que já teve dengue (antes ou durante a gestação) receberá anticorpos maternos IgG 
contra dengue. Ao ser infectada pelo vírus da dengue pela primeira vez, essa criança tem risco mais elevado de 
dengue grave, pois a presença de anticorpos maternos (de outro sorotipo viral) “simula” uma infecção prévia.
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3.4.3 DENGUE E GESTAÇÃO
A dengue manifesta-se de forma semelhante em gestantes 
e em não gestantes. No entanto, as alterações fisiológicas próprias 
da gestação podem mascarar sinais ou sintomas da dengue, como 
hipotensão postural, taquicardia ou hemoconcentração. 
Os maiores riscos para gestantes com dengue são 
relacionados à hemorragia, que pode ocorrer em abortamento, 
parto ou pós-parto, e ao choque. 
Para o feto, há risco de transmissão intrauterina, com risco 
de abortamento (quando ocorre no primeiro trimestre) ou parto 
prematuro (quando é adquirida no terceiro trimestre). Baixo peso 
ao nascer é mais comum em crianças cujas mães foram infectadas 
durante a gravidez.
CAI NA PROVA
Muitos conceitos dessa seção sobre dengue são cobrados em provas junto com temas dos tópicos seguintes. Nos próximos tópicos, você 
verá exemplos de questões que trazem informações sobre fisiopatologia da dengue.
(SP - SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE PIRACICABA - SMS - 2020) Em relação à Dengue assinale a alternativa correta:
A) A orientação para os pacientes com febre hemorrágica da dengue é aumento da hidratação venosa e repouso em casa.
B) Somente devem ser notificados os casos confirmados de Dengue.
C) Em crianças menores de 1 ano pode ocorrer a forma hemorrágica se a criança tiver anticorpos anti-dengue adquiridos da mãe durante 
a gestação.
D) O mosquito Aedes aegypti é o principal hospedeiro do vírus da dengue e seus ovos sobrevivem até mesmo por 1 ano num local seco.
E) A febre é o correspondente clínico mais importante da doença, cuja viremia dura em torno de dez a quatorze dias.
COMENTÁRIO:
Incorreta a alternativa A. Febre hemorrágica da dengue é um termo que não é mais utilizado. Na classificação atual,este paciente seria 
denominado como portador de dengue com sinais de alarme ou dengue grave. Para estas classificações, o tratamento deve ser realizado 
com hidratação venosa em ambiente hospitalar.
Incorreta a alternativa B. Devem ser notificados casos suspeitos ou confirmados de dengue.
Correta a alternativa C. A presença de anticorpos para um sorotipo da dengue pode predispor à infecção grave por outro sorotipo, 
mesmo que os anticorpos tenham sido transmitidos pela mãe durante a gestação.
Incorreta a alternativa D. O Aedes aegypti é vetor, e não hospedeiro da dengue. Além disto, seus ovos podem sobreviver por até 450 dias 
em ambientes secos.
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(HOSPITAL DA POLÍCIA MILITAR - MG – 2018) Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a dengue é uma doença viral que se espalha 
rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, a incidência aumentou 30 vezes, com ampliação da expansão geográfica para novos países e, 
na presente década, para pequenas cidades e áreas rurais. É estimado que 50 milhões de infecções por dengue ocorram anualmente e que 
aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas morem em países onde a dengue é endêmica. Sobre a dengue, é CORRETO afirmar: 
A) Febre de Lassa e febre amarela podem ter o mesmo vetor da dengue
B) Os pacientes são infectantes para o mosquito até o 30º dia de doença.
C) A ocorrência de formas graves não está relacionada à presença de outros sorotipos na mesma área.
D) A principal medida de prevenção atual é o combate ao vetor. 
COMENTÁRIO
Essa questão envolve vários aspectos da dengue, desde transmissão até patogenia e prevenção. 
Incorreta a alternativa A: Febre amarela pode ser transmitida pelo Aedes aegypti, mas a febre de Lassa não é transmitida por mosquitos 
(sua principal via de transmissão é por contato com roedores do gênero Mastomys).
Incorreta a alternativa B: A transmissão do ser humano para o mosquito ocorre enquanto durar a viremia. Esse período começa um dia 
antes do aparecimento da febre e dura em média até o quinto dia da doença.
Incorreta a alternativa C: Embora a imunidade adquirida após infecção por dengue seja permanente para um mesmo sorotipo (homóloga), 
a reinfecção por outro sorotipo é fator de risco para dengue grave.
Correta a a alternativa D O controle de vetores é a principal forma de prevenção da dengue. A vacina não está amplamente 
disponível e é indicada para indivíduos que já foram expostos à doença. Você pode ler mais a respeito da prevenção da dengue no item 9.0. 
(FUNDAÇÃO JOÃO GOULART – FJG – RJ 2014) A dengue é um dos principais problemas de saúde pública no Estado e sua associação com a 
gestação piora o prognóstico, elevando a morbidade e a mortalidade materna e perinatal. Com relação à dengue na gravidez, pode-se afirmar 
que:
A) na gestante, os sinais de perda volêmica podem ser mascarados até que esta atinja níveis críticos.
B) no caso de gestantes com quadro de choque, o tratamento deve obrigatoriamente incluir o parto.
C) a dengue no 1º trimestre da gestação está associada com maior risco de malformações congênitas. 
D) a realização de exames complementares deve ser individualizada, estando contraindicada as radiografias. 
COMENTÁRIO
Embora seja um pouco antiga, essa questão é útil para reforçar alguns conceitos importantes sobre a dengue em gestantes.
Correta a atlernativa A As alterações fisiológicas da gestação podem confundir a avaliação de sinais de extravasamento plasmático, 
como taquicardia, hipotensão postural e hemoconcentração. 
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Incorreta a alternativa B: O tratamento do choque é baseado em reposição volêmica. A indicação de parto ocorre em caso de parada 
cardiorrespiratória que não responde às medidas clínicas e tem os objetivos de aliviar os efeitos de compressão da veia cava inferior e 
preservar a vida do feto. 
Incorreta a alternativa C: Dengue no primeiro trimestre é relacionada a risco de abortamento, mas não de malformação congênita.
Incorreta a alternativa D: A indicação de exames complementares segue a mesma para pacientes não gestantes e radiografia de tórax não 
é contraindicada. 
CAPÍTULO
4.0 DENGUE - MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
O espectro clínico da dengue é amplo, variando de infecções assintomáticas a infecções graves. A maioria das infecções são assintomáticas 
(especialmente em crianças) ou sintomáticas leves a moderadas, sem sinais de gravidade. Estudos de prevalência por meio de sorologia 
demonstram que até 75% dos pacientes não apresentam sintomas.
4.1 FASES CLÍNICAS
Podemos descrever o quadro clínico da dengue em três fases: febril, crítica e de recuperação. 
4.1.1 FASE FEBRIL
Essa fase está presente em todos os casos sintomáticos. Caracteriza-se pelo início súbito de febre elevada (atingindo frequentemente 
40oC) associada à prostração, cefaleia retro-orbitária, mialgia e artralgia. Sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia, 
também são comuns.
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Figura 7 – Sintomas da fase febril da dengue.
A dengue é conhecida popularmente como “febre quebra ossos”, em alusão às dores intensas 
que causa nos infectados.
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É comum, nessa fase, o surgimento de exantema 
maculopapular difuso, que pode acometer face, tronco e 
membros (incluindo regiões palmar e plantar), sendo pruriginoso 
ou não. É mais frequente entre o 3º e 6º dias. Alguns pacientes 
desenvolvem o exantema ao final do período febril. Com 
exceção do exantema petequial (manifestação hemorrágica), sua 
presença é comum e não indica gravidade. 
Sintomas respiratórios, como tosse e dor de garganta, são 
raros em casos de dengue. 
Figura 8 - Exantema da dengue. Fonte: Shutterstock.
A fase febril dura, aproximadamente, de 2 a 7 dias e a 
recuperação ocorre gradualmente, na maioria dos casos. 
Para memorizar o quadro clínico da dengue, lembre-se do 
COMETA!
Figura 9 - Sintomas da dengue. 
4.1.2 FASE CRÍTICA
Essa fase, que ocorre ao final da fase febril, é resultado do aumento da permeabilidade capilar e representa o momento da infecção, que 
pode evoluir para gravidade. A presença de sinais de alarme (ou alerta) identifica o risco de evolução para formas graves, pois representam 
extravasamento plasmático ou manifestações hemorrágicas. Quando o extravasamento plasmático ultrapassa um determinado nível, o 
paciente desenvolve o choque. 
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Quais são as manifestações hemorrágicas da dengue?
Pacientes com dengue podem apresentar sangramentos como: petéquias, equimoses, hiposfagma 
(sangramento subconjuntival), sangramento gengival, epistaxe, hematúria, hematêmese, 
sangramento vaginal.
Figura 10 – Exemplos de manifestações hemorrágicas da dengue: sangramento de mucosa oral (à esquerda) e hiposfagma (à direita). 
Fonte: Shutterstock.
4.1.3 FASE DE RECUPERAÇÃO
Nessa fase, que surge cerca de 24 a 48 horas após a fase crítica, ocorre a reabsorção do plasma extravasado na fase anterior. O paciente 
apresenta melhora gradual do quadro clínico, com redução progressiva dos sintomas. 
O smart-art a seguir demonstra as fases da doença, incluindo o período de incubação:
PERÍODO DE
INCUBAÇÃO
- Ausência de sintomas
- Período de 
incubação:- Duração: 2 a 4 dias
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4.2 CLASSIFICAÇÃO – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS)
A classificação da dengue foi atualizada, pela OMS, em 2009, mas essa versão só foi adotada pelo Ministério da Saúde em 2014. Serão 
discutidas, nesta seção, a classificação atual e a antiga, pois algumas provas ainda podem citar conceitos desatualizados.
4.2.1 CLASSIFICAÇÃO ATUAL 
A classificação vigente do Ministério da Saúde é baseada nos critérios da OMS de 2009 e é a mais empregada em questões de provas 
atuais. A doença é dividida em três categorias: dengue (sem sinais de alarme), dengue com sinais de alarme e dengue grave. 
4.2.1.1 DENGUE (SEM SINAIS DE ALARME)
Essa classificação contempla os pacientes que apresentam apenas sintomas da fase febril, sem sinais de alarme ou de choque da 
dengue. É importante conhecer as definições de caso suspeito de dengue (sem sinais de alarme) da Vigilância Epidemiológica, pois já foram 
tema de questão de prova. 
CASO SUSPEITO DE DENGUE
1. Indivíduo que resida ou tenha viajado nos últimos 14 dias para área onde há casos de dengue e que 
apresente febre (com duração usual entre 2 e 7 dias) e mais duas das seguintes manifestações: 
• náusea/vômitos;
• exantema;
• mialgia/artralgia;
• cefaleia/dor retro-orbital;
• petéquias/prova do laço positiva;
• leucopenia.
2. Criança proveniente de área onde há casos de dengue que apresente quadro febril agudo (com duração 
usual entre 2 e 7 dias), sem sinais de outra doença. 
Por que o critério de caso suspeito de dengue é diferente para crianças? Dengue em crianças costuma 
apresentar-se de forma mais inespecífica, sem sintomas ou sinais típicos, principalmente naquelas com 
idade inferior a dois anos. Frequentemente, é confundida com outras doenças infecciosas, atrasando o 
diagnóstico em casos leves. 
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É importante ressaltar que não é necessária a confirmação laboratorial da dengue para notificação de caso à Vigilância Epidemiológica: 
todos os casos suspeitos da doença devem ser notificados.
4.2.1.2 DENGUE COM SINAIS DE ALARME
Compreende os casos que entram na fase crítica e apresentam sinais e sintomas que alertam para gravidade (sinais de alarme).
Veja a seguir quais são os sinais de alarme, que são o tema central de muitas questões sobre dengue!
SINAIS DE ALARME DA DENGUE
• Dor abdominal intensa (referida ou à palpação) e contínua.
• Vômitos persistentes. 
• Acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico).
• Hipotensão postural e/ou lipotimia.
• Hepatomegalia maior do que 2cm abaixo do rebordo costal.
• Sangramento de mucosa.
• Letargia e/ou irritabilidade.
• Aumento progressivo do hematócrito.
É realmente muito importante que você saiba de cor os sinais de alarme da dengue. São eles que definem a necessidade de internação 
do paciente e hidratação parenteral imediata. Para facilitar sua vida, você deve decorar o mnemônico SILVA 3H. Veja a seguir:
S Sangramento de mucosa
I Irritabilidade ou letargia
L Líquido acumulado (ascite, derrame pleural ou derrame pericárdico)
V Vômitos persistentes
A Abdome doloroso (dor contínua)
H Hipotensão postural ou lipotimia
H Hepatomegalia
H Hematócrito elevado (hemoconcentração)
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4.2.1.3 DENGUE GRAVE
A dengue grave é caracterizada por choque ou desconforto respiratório devido ao extravasamento plasmático, sangramento grave e/
ou volumoso (hematêmese, melena, metrorragia ou sangramento em sistema nervoso central) ou comprometimento grave de órgãos, como 
hepatite grave (AST ou ALT >1000), miocardite, encefalite (evento pouco comum em dengue), entre outros.
Enquanto a taxa de letalidade de dengue em geral (somando-se todos os casos, graves ou não) é inferior a 1%, mais de 10% dos 
pacientes com dengue grave podem evoluir para o óbito se não tratados adequadamente. 
Os sinais de choque da dengue são de suma importância para definir a conduta médica a ser tomada.
SINAIS DE CHOQUE DA DENGUE
• Taquicardia.
• Extremidades distais frias.
• Pulso fraco e filiforme.
• Enchimento capilar lento (>2 segundos).
• Pressão arterial convergente ( 1000)
DENGUE GRAVE
Miocardite
Encefalite
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Todos os sorotipos podem causar dengue grave, mas os sorotipos DENV-2 e DENV-3 
parecem ser os mais virulentos.
Atenção: crianças podem desenvolver dengue grave mais rapidamente do que adultos, especialmente pelo fato de que os sinais de 
alarme podem passar despercebidos nessa faixa etária. 
Dengue
Dengue com sinais de 
alarme
Dengue grave
Sem sinais de alarme
CLASSIFICAÇÃO 
ATUAL
Fase crítica
Sinais de gravidade
4.2.2 CLASSIFICAÇÃO ANTIGA
A classificação da OMS, de 1997, deixou de ser utilizada pelo Ministério da Saúde em 2014. É pouco provável que seja utilizada em 
questões de provas atuais, mas, como foi tema de questões de provas recentes, é importante que você conheça seus conceitos básicos.
Essa classificação dividia dengue em: dengue clássica, febre hemorrágica da dengue e dengue com complicações. Dessas, febre 
hemorrágica da dengue é certamente o conceito mais cobrado em provas.
Febre hemorrágica da dengue é o caso suspeito ou confirmado que apresenta todos os critérios a seguir:
a. febre ou história de febre recente de até sete dias;
b. trombocitopenia (≤100.000/mm3);
c. tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva, petéquias, equimoses ou 
púrpuras, sangramentos de mucosas do trato gastrintestinal e outros;
d. extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar, manifestado por:
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• hematócrito apresentando aumento de 20% sobre o basal na admissão;
• queda do hematócrito em 20%, após o tratamento adequado;
• presença de derrame pleural, ascite ou hipoproteinemia.
Resumindo: febre hemorrágica da dengue é caso confirmado ou suspeito com febre, trombocitopenia, tendências hemorrágicas e 
sinais de extravasamento plasmático.
Febre (até 7 dias)
Trombocitopenia
(≤ 100.000/mm³)
Tendências 
hemorrágicas
Aumento do 
hematócrito (20%)
Queda do hematócrito 
após hidratação
Derrame cavitário ou 
hipoproteinemia
Extravasamento 
plasmático
Prova do laço positiva, 
petéquias, sangramento 
de mucosas ou TGI
FEBRE 
HEMORRÁGICA DA 
DENGUE
A febre hemorrágica da dengue era classificada em graus (I a IV). 
Grau I – Prova do laço positiva é a única manifestação hemorrágica.
Grau II – Há presença de sangramento espontâneo, geralmente em pele ou mucosas.
Grau III – Sinais de insuficiência circulatória, como hipotensão, pulso rápido e fraco, pele pegajosa e fria.
Grau IV – Choque com pressão inaudível e pulso não detectável.
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CAI NA PROVA
Estrategista, agora vamos ver como esses conceitos podem aparecer para você nas questões?
(CE - SELEÇÃO UNIFICADA PARA RESIDÊNCIA MÉDICA DO ESTADO DO CEARÁ - SURCE - 2022) A fase crítica da infecção pelo vírus da Dengue 
pode se seguir à fase febril, em alguns pacientes, que podem evoluir para as formas graves. O aparecimento dos sinais de alarme deve ser 
rotineiramente pesquisados nos casos suspeitos.Dentre os principais sinais de alarme, destacam-se: dor abdominal intensa (referida ou à 
palpação) e contínua; vômitos persistentes; acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural, derrame pericárdico); hipotensão postural e/ou 
lipotimia; hepatomegalia > 2 cm abaixo do rebordo costal; sangramento de mucosa; letargia e/ou irritabilidade; aumento progressivo do 
hematócrito. O que traduzem esses sinais de alarme?
A) Esses sinais podem traduzir o aumento da pneumonia causada pelo vírus, edema agudo de pulmão e evolução para o agravamento 
clínico do paciente com derrame pleural.
B) Esses sinais podem traduzir a instalação de insuficiência cardíaca e hipertensão arterial, permitindo a evolução para o agravamento 
clínico do paciente com o potencial de choque ou derrame pericárdico.
C) Esses sinais podem traduzir o aumento da permeabilidade vascular acarretando hipertensão arterial, o agravamento clínico do paciente 
para o choque ou derrames cavitários pelo extravasamento plasmático.
D) Esses sinais podem traduzir o aumento da permeabilidade vascular e evolução para o agravamento clínico do paciente, com o potencial 
de evoluir para o choque ou derrames cavitários pelo extravasamento plasmático.
COMENTÁRIO:
Essa questão aborda manifestações da fase crítica e sua relação com a fisiopatologia da dengue. 
Incorretas as alternativas A e B Os sinais de alarme são resultantes de disfunção endotelial com aumento da permeabilidade vascular e 
extravasamento do plasma do intravascular para o espaço extravascular.
Incorreta a alternativa C. O aumento da permeabilidade vascular resulta em hipotensão, não em hipertensão arterial.
Correta a alternativa D. Isso mesmo! A alternativa descreve exatamente o mecanismo fisiopatológico dos sinais de alarme.
(SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CAMPO GRANDE – SMSCG – MS - 2020) Assinale a alternativa correta quanto às características 
observadas na fase crítica da dengue clássica.
A) Náusea, vômito e dor abdominal, linfadenopatias e exantema macular.
B) Surgimento de prurido palmoplantar antes da remissão do exantema.
C) Início súbito de febre, geralmente alta, acompanhada de cefaleia e dor retro-orbitária.
D) Defervescência, entre 03 a 07 dias após o início dos sintomas. 
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COMENTÁRIO
Aproveite essa questão para revisar os aspectos da fase crítica da dengue.
Incorreta a alternativa A: Náusea, vômito e dor abdominal, linfadenopatias e exantema macular são sintomas atípicos que podem estar 
presentes na dengue.
Incorreta a alternativa B: O prurido relacionado ao exantema não representa a fase crítica dessa doença.
Incorreta a alternativa C: Início súbito de febre, geralmente alta, acompanhada de cefaleia e dor retro-orbitária é a característica do início 
da dengue e não da fase crítica da doença.
Correta a alternativa D A fase crítica da dengue ocorre ao final da fase febril e é resultado do aumento da permeabilidade capilar. 
Representa o momento da infecção com risco de evolução para gravidade.
(SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE SÃO PAULO – SP - 2020) Adolescente de 13 anos, sexo masculino, portador de anemia falciforme, 
há 4 dias apresenta febre, mialgia, cefaleia, hiporexia, náuseas e vômitos persistentes. Ao exame: hipocorado (+/4+), eupneico, acianótico, 
desidratado. Ausculta cardíaca e pulmonar fisiológicas, abdome doloroso à palpação em epigástrio, presença de petéquias em antebraço. PA: 
110 x 80mmHg, FC = 96bpm, prova do laço positiva. Diante desse quadro, considera-se sinal de alarme
A) algum grau de desidratação.
B) presença de petéquias.
C) vômitos persistentes.
D) prova do laço positiva.
E) ser portador de anemia falciforme.
COMENTÁRIO
Essa questão foca, exclusivamente, nos sinais de alarme da dengue. Não se esqueça do nosso mnemônico: SILVA 3H!
Incorreta a alternativa A: Desidratação não é sinal de alarme.
Incorreta a alternativa B: Petéquias são manifestações cutâneas que classificam o paciente como grupo B da dengue, mas não são sinal 
de alarme. Se você não sabe o que é o grupo B, não se preocupe, pois a classificação de risco da dengue será abordada mais adiante neste 
livro.
Correta a alternativa C Vômitos persistentes fazem parte do grupo de sinais de alarme dessa doença.
Incorreta a alternativa D: Prova do laço, quando positiva, inclui o paciente no grupo B da dengue e não é sinal de alarme.
Incorreta a alternativa E: Ser portador de anemia falciforme não é sinal de alarme dessa doença.
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(HOSPITAL DAS FORÇAS ARMADAS – HFA – DF - 2018) Nos exames laboratoriais inespecíficos da febre hemorrágica da dengue, observa-se: 
A) aumento importante dos testes de função hepática.
B) linfopenia com atipia linfocitária como um achado comum.
C) anemia devido ao choque.
D) aumento da albumina no sangue. 
E) hemoconcentração devido a aumento do hematócrito.
COMENTÁRIO
Estamos diante de uma questão que utiliza a classificação antiga de dengue, pois inclui o conceito de dengue hemorrágica. 
Febre hemorrágica da dengue é o caso suspeito ou confirmado que apresenta todos os critérios a seguir:
a. febre ou história de febre recente de sete dias;
b. trombocitopenia (≤100.000/mm3);
c. tendências hemorrágicas evidenciadas por um ou mais dos seguintes sinais: prova do laço positiva, petéquias, equimoses ou 
púrpuras, sangramentos de mucosas do trato gastrintestinal e outros;
d. extravasamento de plasma devido ao aumento de permeabilidade capilar, manifestado por:
• hematócrito apresentando aumento de 20% sobre o basal na admissão;
• queda do hematócrito em 20%, após o tratamento adequado;
• presença de derrame pleural, ascite ou hipoproteinemia.
Resumindo: febre hemorrágica da dengue é caso confirmado ou suspeito com: febre, trombocitopenia, tendências hemorrágicas e 
sinais de extravasamento plasmático. 
Incorreta a alternativa A: Em casos de dengue, a elevação de transaminases, geralmente, é leve a moderada.
Incorreta a alternativa B: Atipia linfocitária não é comum em casos de dengue. Esse é um achado típico de mononucleose infecciosa.
Incorreta a alternativa C: Já que o achado típico da dengue grave é a elevação do hematócrito.
Incorreta a alternativa D: Redução da albumina no sangue ocorre em casos de dengue grave. É secundária ao extravasamento plasmático.
Correta a alternativa E A hemoconcentração é uma característica típica da dengue grave e ocorre devido ao extravasamento 
plasmático.
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CAPÍTULO
5.0 DENGUE - ALTERAÇÕES LABORATORIAIS
A dengue cursa com alterações laboratoriais sugestivas, que auxiliam na suspeita diagnóstica.
O hemograma de pacientes com dengue apresenta, tipicamente, leucopenia, linfopenia e plaquetopenia. 
Em casos mais graves, há aumento do hematócrito, devido à hemoconcentração. 
Atenção: dentre as arboviroses, dengue é a que mais frequentemente causa plaquetopenia.
Leucopenia/ linfopenia
Plaquetopenia
Elevação do 
hematócrito
Alteração mais precoce
HEMOGRAMA
Hemoconcentração
Elevação discreta de aminotransferases (ALT ou AST até cinco vezes acima da normalidade) é alteração frequente. Em casos graves, 
quando há hepatite por dengue ou insuficiência hepática, as aminotransferases podem atingir valores acima de 10 vezes o limite da 
normalidade e pode ocorrer elevação de bilirrubina. 
Aminotransferases 
(AST / ALT)
Bilirrubina
Até 5x LSN*
Casos graves: > 1000
ACOMETIMENTO 
HEPÁTICO
Elevada em casos graves 
(hepatite/falência 
hepática)
 *LSN: limite superior da normalidade.
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A hipoalbuminemia é uma consequência do extravasamento plasmático, sendo mais comum empacientes graves.
Casos graves e com manifestações hemorrágicas podem apresentar aumento nos tempos de protrombina, tromboplastina parcial e 
trombina, além de diminuição de fibrinogênio, protrombina, fator VIII, fator XII, antitrombina e α-antiplasmina.
Extravasamento 
plasmático
Distúrbios de 
coagulação
CASOS GRAVES
Coagulopatia de consumo
Hipoalbuminemia
CAPÍTULO
6.0 DENGUE - DIAGNÓSTICO
Há duas maneiras de identificar-se, laboratorialmente, a infecção por dengue: por meio da detecção do vírus ou de anticorpos. Como 
você já sabe, a viremia dura até o quinto dia de sintomas e os anticorpos tornam-se detectáveis a partir do sexto dia de doença. Com base 
nessas informações, fica fácil entender o momento ideal para coleta de cada exame. 
6.1 EXAME SOROLÓGICO
O exame sorológico utiliza o método ELISA (enzyme-linked immunosorbent assay). Detecta anticorpos IgM e deve ser solicitado a partir 
do sexto dia após o início dos sintomas. Esse é o método mais frequentemente empregado para diagnóstico de dengue.
6.2 DETECÇÃO VIRAL
Exames que detectam o vírus devem utilizar amostras coletadas até o quinto dia de sintomas. Há diversas metodologias disponíveis: 
pesquisa de antígeno NS1, RT-PCR, imuno-histoquímica e isolamento viral por cultura. Desses testes, os mais utilizados são: pesquisa de 
antígeno NS1 e RT-PCR. É importante que você saiba que o teste rápido para dengue utiliza a metodologia de pesquisa de antígeno NS1. 
Em caso de óbito, o diagnóstico post-mortem pode ser realizado por meio de detecção de antígenos (imuno-histoquímica) ou material 
genético (reação de cadeia da polimerase) em amostras de tecidos, mesmo em casos de sorologia negativa.
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Veja abaixo um resumo sobre o diagnóstico dessa doença.
Figura 11 – Diagnóstico de dengue. 
A sensibilidade dos exames de detecção viral (RT-PCR e NS1) é inferior à sensibilidade dos exames 
sorológicos. Isso significa que sorologia negativa realizada a partir do sexto dia afasta o diagnóstico de 
dengue, mas RT-PCR ou pesquisa de NS1 realizados até o quinto dia não são o suficiente para descartar 
a hipótese dessa infecção. 
Você já viu a imagem abaixo no início desse livro. Analise-a novamente para entender melhor como se relacionam o quadro clínico, as 
alterações laboratoriais, a viremia e a resposta imune (produção de anticorpos). 
Mas, afinal, o que é o exame de RT-PCR?
Não confunda com proteína C-reativa, que é um marcador de resposta inflamatória. PCR (do inglês 
polymerase chain reaction) ou reação em cadeia de polimerase é um método capaz de criar múltiplas 
cópias de uma região específica do DNA. Essa multiplicação (ou ampliação) de cópias do material 
genético pode ser utilizada para o diagnóstico de infecções, pois permite a identificação de vírus, 
bactérias, fungos ou protozoários. 
Como alguns vírus (incluindo o da dengue) têm seu material genético constituído por RNA (e não DNA), PCR isoladamente 
não é capaz de identificá-los. O RT-PCR (reverse transcription polymerase chain reaction) nada mais é do que o acréscimo de 
uma etapa inicial ao processo: utiliza-se a transcriptase reversa para a formação de DNA a partir do RNA viral. Em seguida, 
é possível realizar, então, a técnica padrão de PCR.
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Figura 12 --- Relação temporal entre quadro clínico, viremia e produção de anticorpos na dengue. Fonte: adaptado de Ministério da Saúde (2019). 
Note o trecho final da imagem acima, que trata sobre infecção secundária. Como, nesse caso, já há a presença de anticorpos IgG, o que 
ocorre é uma elevação de IgG com um novo pico (embora inferior àquele da infecção primária) de IgM. Lembre-se de que IgM representa 
resposta aguda à infecção, enquanto IgG traduz infecção crônica ou contato anterior com o patógeno.
Você realmente precisa saber que métodos diagnósticos são indicados em cada momento da dengue. Veja 
a figura 13 para reforçar esse conceito. Ela traz informações semelhantes às da figura 11. Estou sendo 
redundante propositalmente, para que você grave bem essas informações.
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Figura 13 – Métodos diagnósticos indicados de acordo com o tempo de sintomas. 
6.3 CONFIRMAÇÃO POR CRITÉRIO CLÍNICO -EPIDEMIOLÓGICO 
Quando não é possível a confirmação do diagnóstico de um caso suspeito por meio de exame laboratorial, ela pode ser realizada por 
meio da comprovação de vínculo epidemiológico com caso confirmado. Essa estratégia pode ser empregada, por exemplo, em casos de 
epidemia, quando o diagnóstico laboratorial pode não estar disponível para todos os pacientes.
CAI NA PROVA
(GO - UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS - UFG - 2021) Quanto ao diagnóstico laboratorial de dengue,
A) o teste NS1 permite a identificação do sorotipo viral.
B) o isolamento viral deve ser realizado a partir do sexto dia de doença.
C) a sorologia deve ser solicitada até o quinto dia da doença.
D) o anticorpo IgG pode ser detectado precocemente na infecção secundária.
COMENTÁRIO:
Vamos nos aprofundar no diagnóstico laboratorial da dengue com essa questão. 
Incorreta a alternativa A, pois o teste detecta a proteína não-estrutural 1 (NS1) do vírus da dengue, não o sorotipo viral.
Incorreta a alternativa B, pois o isolamento viral normalmente é positivo nos primeiros cinco dias da doença.
Incorreta a alternativa B, pois o exame sorológico para a detecção de anticorpos deve ser solicitado a partir do sexto dia após o início dos 
sintomas. Nos primeiros dias, o diagnóstico pode ser estabelecido pela detecção de antígenos virais no soro (NS1, RT-PCR, isolamento viral).
Correta a alternativa D, pois a infecção secundária por dengue é caracterizada por um rápido aumento no título de anticorpos IgG 
e é detectável desde o primeiro dia.
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(SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE LIMEIRA – SCML – SP - 2019) Paciente de 48 anos com quadro de mialgia, artralgia, febre, cefaleia 
retro-ocular e petéquias difusas há 2 dias, dá entrada no pronto atendimento de sua cidade, onde está tendo epidemia de dengue. O médico 
plantonista, suspeitando de tal patologia, imediatamente inicia hidratação, antitérmico e lhe solicita sorologia de dengue. No entanto, os 
exames vêm com o seguinte resultado: IgM dengue negativo e IgG dengue negativo. Qual a explicação que melhor define o ocorrido? 
A) Os testes realizados foram de má qualidade e deverão ser repetidos ou realizados em outro laboratório. 
B) O paciente definitivamente não tem dengue e então deverá ser pesquisada outra patologia. 
C) Ainda é muito precoce a detecção dos anticorpos de dengue no sangue e então solicitar NS1. 
D) Certamente houve mutação viral que impediu a detecção da patologia.
COMENTÁRIO
Essa questão é uma bela oportunidade para entender como o diagnóstico de dengue pode ser cobrado em provas. Veja os comentários 
a seguir.
Incorreta a alternativa A. Não é possível questionar a qualidade do método, já que o exame foi solicitado no período inadequado.
Incorreta a alternativa B. Como a sorologia não foi coletada no período adequado, não pode ser utilizada para descartar o diagnóstico. 
Nesse momento, deve ser coletado o NS1, que, se vier positivo, confirma o caso; se o resultado for negativo, uma nova amostra de 
sorologia deve ser solicitada a partir do sexto dia de sintomas para confirmação ou descarte do caso.
 Correta a alternativa C A recomendação do Ministério da Saúde é coletar a sorologia para dengue apenas após o 5º dia de sintomas 
(a produção de IgM pode começar a partir do 4º dia, mas nesse período a sensibilidade do exame é baixa). Até o 5º dia de sintomasdeve 
ser realizado o método que faz detecção do antígeno não estrutural, chamado NS1.
Incorreta a alternativa D. A hipótese mais plausível é um resultado falso-negativo por coleta da sorologia em período inadequado (antes 
do início da produção de IgM para dengue).
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CAPÍTULO
7.0 DENGUE - TRATAMENTO
Não há tratamento farmacológico antiviral para a dengue. Seu tratamento é baseado em hidratação, prescrição de paracetamol ou 
dipirona para alívio dos sintomas e repouso. 
HIDRATAÇÃO CONTROLE DOS 
SINTOMAS
REPOUSO
Casos graves devem ser tratados com hidratação intravenosa em ambiente hospitalar. Para definição do tratamento da dengue, deve 
ser utilizada a classificação de risco para todos os pacientes.
7.1 CLASSIFICAÇÃO DE RISCO E CONDUTA
É essencial que você conheça a classificação de risco da dengue, pois é o que define a 
conduta terapêutica. Esse é um dos assuntos mais cobrados em questões de prova sobre dengue! 
 A classificação de risco categoriza os pacientes em quatro grupos (A, B, C e D), de acordo com a presença de sinais de sangramento 
cutâneo, condições de risco, sinais de alarme e sinais de choque.
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7.1.1 GRUPO A
Esse grupo é composto por pacientes com suspeita de dengue 
que não tenham sinais de alarme ou de choque nem manifestações 
hemorrágicas cutâneas espontâneas ou induzidas (prova do 
laço). Eles também não têm comorbidades ou condições clínicas 
especiais nem fazem parte de grupo de risco. Assim, são pacientes 
que não necessitam de cuidados especiais: seu tratamento 
deve ser realizado em nível ambulatorial, com hidratação oral e 
medicamentos sintomáticos. 
Os pacientes desse grupo devem ser orientados a procurar 
atendimento em caso de surgimento de sinais de alarme. 
Mesmo na ausência de sinais de alarme, devem ser reavaliados 
presencialmente após a melhora da febre (ou no quinto dia de 
doença, em caso de persistência da febre).
Grupo A: pacientes de baixo risco.
7.1.1.1PROVA DO LAÇO
A prova do laço deve ser realizada em todo paciente com suspeita de dengue e que não apresente sangramento espontâneo. Sua 
função é detectar a presença de fragilidade capilar. 
Pacientes com prova do laço positiva apresentam fragilidade capilar e podem evoluir rapidamente 
para extravasamento capilar e choque. Devem ser classificados como grupo B, o que garante um 
acompanhamento médico mais rigoroso. 
A realização da prova do laço consiste em:
1. Verificar a pressão arterial sistólica (PAS) e 
diastólica (PAD) e calcular o valor médio pela 
fórmula (PAS + PAD)/2. 
Atenção: note que aqui não é empregada a fórmula 
da pressão arterial média (PAM). A fórmula da PAM 
(muito utilizada em terapia intensiva) é diferente: 
[PAS + (PADx2)]/3. 
2. Insuflar o manguito até o valor médio e manter 
durante cinco minutos em adultos e três minutos 
em crianças. 
3. Desenhar um quadrado com 2,5 cm de lado 
no antebraço e contar o número de petéquias 
formadas em seu interior.
Figura 14 – Demonstração da prova do laço com resultado positivo. Fonte: Estratégia MED.
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A prova será positiva se houver 20 ou mais petéquias em adultos e 10 ou mais em crianças. 
Média de PA
(PAS + PAD) / 2
Insuflar manguito
- 5 min (adultos)
- 3 min (crianças)
Petéquias em 
quadrado (2,5 cm²)
- 20 (adultos)
- 10 (crianças)
7.1.2 GRUPO B
O grupo B compreende os casos de suspeita de dengue sem sinais de alarme ou de choque, mas com sangramento de pele espontâneo 
(petéquias) ou induzido (prova do laço), ou com comorbidades ou condições especiais. São pacientes com risco mais elevado para complicações 
pela dengue e exigem maior atenção que aqueles do grupo A. 
Comorbidades e condições especiais e/ou de risco: 
• idade 65 anos;
• gestantes;
• hipertensão arterial sistêmica ou doenças cardiovasculares graves;
• diabetes mellitus;
• doença pulmonar obstrutiva crônica;
• doença renal crônica;
• doença ácido péptica;
• hepatopatias;
• doenças autoimunes.
Em resumo:
CONDIÇÕES DE RISCO 
PARA DENGUE
Idade 65 anos
Gestação
Doenças crônicas
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Deve ser realizado hemograma para todos os pacientes do grupo B, que serão mantidos em observação com hidratação oral na unidade 
de saúde até que o resultado do exame esteja disponível (idealmente em até quatro horas). Se não houver sinais de hemoconcentração no 
hemograma (hematócrito elevado ou em elevação) ou outro sinal de alarme, os pacientes poderão ser liberados para tratamento em regime 
ambulatorial. Nesse caso, a reavaliação presencial na unidade de saúde deve ser diária, até que o paciente tenha permanecido afebril por 48 
horas.
O valor de referência do hematócrito pode variar de acordo com a idade ou com o gênero. Em provas, a banca geralmente disponibiliza 
mais de um exame para que fique claro o aumento do hematócrito ou utiliza valores acima de 50% (principalmente para adultos). 
O paciente que venha a apresentar sinal de alarme (incluindo elevação do hematócrito) deverá ser conduzido como sendo do grupo C.
Grupo B: prova do laço positiva/grupos de risco.
7.1.3 GRUPO C
Fazem parte desse grupo os pacientes com suspeita de dengue com sinais de alarme, mas sem sinais de choque. São pacientes que já 
estão na fase crítica da doença e devem receber hidratação intravenosa imediata. Devem ser realizados hemograma, dosagem de albumina 
sérica, transaminases e exame para diagnóstico laboratorial de dengue. Recomenda-se a radiografia de tórax (PA, perfil e incidência de Laurell 
para avaliação de derrame pleural) e ultrassonografia de abdome para investigação de derrames cavitários.
Esses pacientes devem permanecer em leito hospitalar até a estabilização clínica, pelo período mínimo de 48 horas. 
Grupo C: sinais de alarme.
7.1.4 GRUPO D
Esse é o grupo com os pacientes com dengue de maior gravidade! É constituído pelos pacientes com dengue grave (vide item 4.2.1.3), 
ou seja, indivíduos com suspeita de dengue com sinais de choque, sangramento grave ou disfunção grave de órgãos. Para o grupo D, são 
recomendados os mesmos exames laboratoriais do grupo C (vide tabela 3). 
Grupo D: choque/sangramento grave/disfunção de órgãos.
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O tratamento desses pacientes deve ser realizado em unidade de terapia intensiva e consiste em hidratação intravenosa vigorosa, 
suporte ventilatório e controle de sangramentos.
Os detalhes da estratégia de hidratação estão descritos na tabela 3 (item 7.1.5).
Para manejo de hemorragia com queda de hematócrito e choque, são recomendadas as seguintes etapas:
1. transfusão de hemácias (10 a 15mL/kg/dia);
2. em caso de coagulopatia, avaliar necessidade de plasma fresco (10mL/kg), vitamina K intravenosa e/ou crioprecipitado (1U a cada 
5 a 10kg);
3. transfusão de plaquetas deve ser considerada apenas em caso de sangramento que persiste mesmo após correção de coagulopatias, 
em pacientes com plaquetopenia e INR > 1,5.
Só há indicação de transfusão de plaquetas em caso de plaquetopenia e sangramento persistente. 
Plaquetopenia isoladamente não é critério para transfusão!
Assim que o paciente estiver recuperando-se do choque, é importante reduzir hidratação intravenosa para evitar sobrecarga de volume. 
7.1.5 RESUMO DA CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
O esquema a seguir e a tabela 3 resumem a classificaçãode risco da dengue, além da conduta para cada grupo. Note que cada grupo 
também pode ser classificado como uma cor, conforme a prioridade do atendimento.
Sem sinais de alarme, 
comorbidades, grupo 
de risco ou condições 
clínicas especiais.
Acompanhamento 
ambulatorial.
Medicamentos 
sintomáticos e 
hidratação oral.
GRUPO A (AZUL)
Sem sinais de alarme
E 
com sangramento 
espontâneo de pele 
(petéquias ou prova do 
laço positiva) ou 
comorbidades, grupo 
de risco ou condições 
clínicas especiais.
Hemograma, 
hidratação oral e 
sintomáticos.
Reavaliação em 4 
horas.
GRUPO B (VERDE)
Alta se hematócrito 
normal e sem sinais de 
alarme.
Tratar como grupo C 
se hematócrito 
elevado ou se surgir 
outro sinal de alarme.
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Com sinal de alarme. 
Sem sinais de choque, 
sangramento grave ou 
disfunção grave de 
órgãos.
Internação hospitalar e 
hidratação venosa.
Hemograma, albumina, 
AST/ALT. Radiografia 
de tórax e 
ultrassonografia de 
abdome.
Exame diagnóstico: 
sorologia ou PCR/NS1.
GRUPO C (AMARELO)
Com sinais de choque, 
sangramento grave ou 
disfunção grave de 
órgãos.
Hidratação venosa.
Hemograma, albumina, 
AST/ALT. Radiografia 
de tórax e 
ultrassonografia de 
abdome.
Exame diagnóstico: 
sorologia ou PCR/NS1
Encaminhar para 
terapia intensiva
GRUPO D (VERMELHO)
Grupo A
(azul)
Grupo B
(verde)
Grupo C
(amarelo)
Grupo D
(vermelho)
Sangramento cutâneo 
(petéquias ou prova do laço)
X
Condições ou fatores de risco/
comorbidade
X
Sinais de alarme X
Sinais de choque/hemorragia 
grave/disfunção de órgão
X
Hidratação Oral Oral Parenteral Parenteral
Local de tratamento Domicílio Domicílio Hospital UTI
Exames complementares 
obrigatórios
Nenhum Hemograma
Hemograma, albumina 
e transaminases
Hemograma, albumina 
e transaminases
Exames diagnósticos 
obrigatórios (NS1/Sorologia)
X X
Tabela 3 – Resumo das características dos grupos de risco da dengue.
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7.2 HIDRATAÇÃO PARA PACIENTES COM DENGUE
A hidratação é o princípio básico do tratamento da dengue. Deve ser realizada por via oral para pacientes dos grupos A e B e por via 
parenteral para aqueles dos grupos C e D. Para crianças com choque e acesso venoso de difícil obtenção é indicado o acesso intraósseo.
Os itens 7.2.1 e 7.2.2 informam os detalhes da hidratação. No entanto, questões de provas de Residência Médica não costumam cobrar 
esses esquemas terapêuticos tão minuciosamente. Veja na caixa de destaque abaixo o que você realmente precisa saber para acertar as 
questões.
Grupos A e B: 60mL/kg/dia VO, sendo 1/3 de solução salina e 2/3 de outros líquidos.
Grupo C: 10mL/kg IV em 1 hora.
Grupo D: 20mL/kg IV em 20 minutos. 
7.2.1 HIDRATAÇÃO ORAL
Para adultos, é recomendada a reposição de volume diária de 60mL/kg/dia, sendo 1/3 com solução salina e 2/3 com outros líquidos. 
Para crianças (idade inferior a 13 anos), é indicada a reposição com 1/3 do volume com soro de reidratação oral e 2/3 com outros 
líquidos (água, suco ou chá), da seguinte maneira:
• até 10kg: 130mL/kg/dia;
• 10 a 20kg: 100mL/kg/dia;
• acima de 20kg: 80mL/kg/dia.
DICA PARA A PROVA
Quer uma dica para não se esquecer da dose para hidratação oral em adultos dos grupos A e B? Preste 
atenção na dica a seguir!
O paciente dos grupos A ou B deve ser tratado em casa com hidratação oral. Ao chegar em casa, deve 
permanecer em repouso. Portanto, o paciente vai até o sofá e “se senta”! Assim fica fácil, não? A dose para 
hidratação oral é de sessenta mililitros por quilo de peso ao dia!
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7.2.2 HIDRATAÇÃO PARENTERAL
Para pacientes do grupo C, deve ser realizada reposição volêmica em fase de expansão com 10mL/kg de solução salina isotônica na 
primeira hora, podendo ser repetida, se necessário. Se houver melhora, iniciar fase de manutenção:
• Primeira fase: 25mL/kg, em 6 horas;
• Segunda fase: 25mL/kg, em 8 horas, sendo 1/3 com solução salina fisiológica e 2/3 com soro glicosado.
A hidratação de pacientes do grupo D deve ser realizada, inicialmente, com solução salina isotônica, administrando-se 20mL/kg em 20 
minutos, que pode ser repetida até três vezes. Caso ocorra melhora clínica e laboratorial, a hidratação deve seguir as recomendações para o 
grupo C.
A via intraóssea pode ser utilizada para crianças graves, quando não há condições de obtenção de acesso venoso. 
60ml/kg/dia
(1/3 salina + 2/3 outros líquidos)
10mL/kg IV em 1h
20mL/kg IV em 20 min
VIA ORAL
VIA PARENTERAL
Grupo A
Grupo B
Grupo C
Grupo D
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7.3 TRATAMENTOS CONTRAINDICADOS
Anti-inflamatórios não esteroidais e ácido acetilsalicílico 
(AAS) são contraindicados, pois podem desencadear ou acentuar 
sangramentos. 
Além de aumentar o risco de sangramento, o uso de AAS em 
pacientes com dengue está relacionado à síndrome de Reye. Essa é 
uma doença rara que ocorre após infecções virais como influenza, 
varicela e dengue. Pacientes com essa síndrome apresentam 
vômitos, encefalopatia progressiva e disfunção hepática.
A homeopatia não é recomendada pelo Ministério da Saúde 
nem como terapia nem como profilaxia para dengue.
Anti-inflamatórios não
esteróides (incluindo AAS)
TRATAMENTOS
CONTRAINDICADOS
NA DENGUE
Homeopatia
7.4 INDICAÇÕES DE INTERNAÇÃO HOSPITALAR
Você agora já sabe que pacientes dos grupos C e D devem ser tratados em ambiente hospitalar. Em que situações os pacientes dos 
grupos A e B devem ser internados? Sempre que o paciente não for capaz de ingerir alimentos e/ou líquidos por via oral ou quando o 
acompanhamento ambulatorial em unidade de saúde não for possível (por dificuldade de acesso ou vulnerabilidade social). Também devem 
ser internados os pacientes com descompensação de comorbidades, como insuficiência cardíaca, asma ou diabetes mellitus.
Grupos de risco C e D
INDICAÇÕES PARA 
INTERNAÇÃO 
HOSPITALAR EM DENGUE
Impossibilidade de ingestão de líquidos ou 
alimentos
Dificuldade de acesso ao serviço de saúde para 
acompanhamento ambulatorial
7.5 CRITÉRIOS PARA ALTA HOSPITALAR
Para receber alta hospitalar, o paciente com dengue deve apresentar todos os critérios abaixo:
1. estabilidade hemodinâmica nas últimas 48 horas;
2. ausência de febre durante 48 horas;
3. melhora clínica;
4. hematócrito estável e dentro da normalidade por 24 horas;
5. plaquetas acima de 50.000/mm3 e com tendência de elevação;
6. melhora dos derrames cavitários.
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7.6 TRATAMENTO DE GESTANTES COM DENGUE
O tratamento de gestantes com dengue deve seguir a 
orientação de acordo com a classificação de risco (lembre-se de 
que a gestação já classifica a paciente como grupo B). A prescrição 
de hidratação é semelhante àquela para pacientes não gestantes.
A realização de exames complementares também não difere 
da indicação para pacientes não gestantes. Mesmo a radiografia de 
tórax não é contraindicada, podendo ser realizada com proteção ao 
feto, quando for necessária.
A cesárea só é indicada para a gestante com dengue em 
caso de parada cardiorrespiratória sem resposta a quatro ou 
cinco minutos de reanimação cardiopulmonar (RCP). O objetivo 
da cesárea, nessa situação, é reduzir a pressão sobre a veia cava 
inferior da gestante. 
CAI NA PROVA
Questões sobre tratamento são as mais cobradas sobre dengue! Perceba que não basta saber indicar a melhor conduta: em boa parte 
das questões, você também precisa conhecer os sinais de alarme e a classificação de risco da doença.
(PI - HOSPITAL ESTADUAL

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